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Evento debate oportunidades para empreendedores em tecnologia

As Verticais de Negócios e Grupos Temáticos da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) promovem o evento online Conecta Verticais nos dias 22 e 23 de setembro. O objetivo é discutir temas atuais do mercado de tecnologia por meio de webinars com especialistas do setor e representantes das Verticais, gerando conexões e impactando cada vez mais negócios. Para participar, basta se inscrever pelo link . O evento é totalmente gratuito e será transmitido pelo canal da ACATE no Youtube.

A programação conta, ao todo, com quatro trilhas de conteúdo: Indústria 4.0, Vendas de tecnologia na pandemia, Cidades Inteligentes e Relacionamento online com colaboradores.  Os participantes também poderão conhecer mais os programas estratégicos da ACATE, como as Verticais de Negócios, iniciativas que buscam a geração de negócios e oportunidades para as empresas do ecossistema catarinense.

Para  Arthur Nunes, vice-presidente de Ecossistema da ACATE, esse formato inédito de evento será fundamental para integração e promoção de networking no ecossistema. “O Conecta Verticais vai ser uma oportunidade de integrar ainda mais os associados que já participam  das Verticais de Negócios e também de apresentar melhor esse projeto para quem ainda não o conhece. Isso é muito relevante, principalmente nesse contexto de estadualização e participação mais ativa dos polos regionais da ACATE”.

Trilhas de conteúdo

No primeiro dia de Conecta Verticais (22), a trilha de conteúdo sobre Indústria 4.0 trará para debate a relação entre a tecnologia e a criação de uma manufatura inteligente, mais eficiente, produtiva e conectada. Profissionais de referência apresentarão as novidades dessa tendência, além de destacar o papel da Vertical Manufatura e da Vertical IoT, Big Data e Al nessa área em ascensão. 

Simultaneamente, o evento trará outro webinar para discussão sobre as vendas de tecnologia na pandemia, abordando questões como reorganização das equipes, novas necessidades dos clientes e busca por resultados nesse período. 

No dia 23 de setembro, especialistas irão falar sobre Cidades Inteligentes, que fazem uso da tecnologia para melhorar a gestão pública e a qualidade de vida dos cidadãos. O webinar vai levantar insights sobre o assunto e apresentar as principais contribuições da Vertical Smart Cities no âmbito catarinense.

O trabalho home office e o relacionamento online com os colaboradores serão as temáticas do segundo dia do Conecta Verticais (23). A intenção desta trilha, liderada pela Vertical Peopletech, é auxiliar empresários e gestores nas transformações internas que estão ocorrendo, como mudanças no espaço de trabalho e nas formas de convivência e troca com as equipes. 

As quatro trilhas acontecem a partir das 17h e contarão com espaço para interação e resolução de dúvidas dos participantes com os painelistas.

Sobre as Verticais de Negócios

As Verticais de Negócios são o maior programa de integração de empresas de tecnologia em Santa Catarina. Elas reúnem as empresas em grupos de acordo com seus segmentos de mercado, por meio de encontros periódicos, com o intuito de gerar networking, troca de conhecimento entre os empresários e gerar oportunidades de negócios para todos.  Hoje, a ACATE conta com 13 verticais que têm a participação de mais de 300 empresas.Serviço

O que:
Conecta Verticais
Quando:
Dias 22 e 23 de setembro, a partir das 17h
Onde:
Online, no canal da ACATE no Youtube. Inscrições em: https://www.sympla.com.br/conecta-verticais-acate__940737  
Quanto:
Gratuito 

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Omiexperience abre primeiro lote de ingressos para festival de empreendedorismo

A Omiexperience, startup que fornece a mais completa plataforma de gestão em nuvem para pequenas e médias empresas, acaba de abrir as vendas do primeiro lote de ingressos para o We Are Omie, evento de empreendedorismo que no ano passado atraiu mais de 2800 pessoas. Os ingressos podem ser adquiridos no link www.eventbrite.com.br/WeAreOmie19.

O We Are Omie, que neste ano acontece no dia 8 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, é uma oportunidade única de networking e aprendizado prático para empreendedores e contadores brasileiros. O encontro traz cases de sucesso práticos e conteúdo relevante, além de análises e tendências da contabilidade e do empreendedorismo mundial com o objetivo de apontar caminhos para um futuro próspero e de permanente evolução.

Em 2018, o evento contou com palestra magna do economista Ricardo Amorim e palestras sobre a jornada do consumidor, da diretora LATAM da Winning By Design, Renata Centurion; sobre a importância de metodologia em vendas, de Gilberto Cunha Jr., Head da Omie Academy da Omiexperience; sobre construção de marca, do fundador da agência Fábrica e mentor da Endeavor Brasil Luiz Buono; e sobre inovação e resultados, ministrada por Kip Garland, o fundador da primeira consultoria de inovação da América Latina, a innovationSEED, entre outras.

O We Are Omie é dividido trilhas de conteúdo adaptadas aos diferentes públicos do evento. Na trilha Gestão Empresarial Transformadora, empreendedores de sucesso compartilham dicas para uma maior produtividade, menos burocracia, otimização de processos, análise e interpretação de dados e potencialização dos lucros. Já a trilha Marketing e Vendas de Resultado é focada em processos de marketing voltados para tornar uma marca referência no mercado de forma a potencializar seu crescimento exponencial. Por fim, a trilha A Empresa Contábil Perfeita traz insights para contadores e empreendedores contábeis com relação ao novo mundo da contabilidade, que inclui automação de processos, análise e interpretação de dados, consultoria contábil e gestão de crise.

Nesta edição, o We Are Omie oferece ainda um aplicativo que conecta empreendedores de áreas correlatas, o MatchBusiness, que otimiza o networking entre pessoas que podem de fato suprir as necessidades umas das outras.

Outra grande aposta do evento são as sessões de Speed Mentoring, ou mentoria rápida, com grandes mentores, que vão tratar as principais dores do empreendedorismo e da jornada de crescimento,em momentos de bate-papo, com dão orientações e dicas práticas e dicas.

O evento faz parte de uma série de iniciativas da Omiexperience, embaixadora da #culturadocrescimento, visando a ferramentalizar empresários e contadores, de forma a desenvolver o mercado do país como um todo, cumprindo assim seu propósito de levar prosperidade para o ecossistema de PMEs brasileiro.

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Conheça a trajetória de sucesso de Camila Farani como empreendedora e investidora-anjo

Camila Farani é um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil e sócia-fundadora da G2 Capital, uma butique de investimentos com foco em startups. Além de acumular uma trajetória empreendedora respeitável, Camila firmou seu nome como um dos principais na área de investimento-anjo no Brasil, chegando a ganhar prêmios como Melhor Investidora-Anjo no Startup Awards 2016.

Atualmente investe em mais de 30 startups. A empresária e investidora carioca é formada em Direito, pós-graduada em Marketing e especialista em empreendedorismo e inovação na Universidade de Stanford e no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Entre as realizações de sua caminhada empreendedora iniciada em 2001, Camila Farani criou o Grupo Boxx que engloba coffee shops e fast-foods saudáveis. Possui também uma marca própria de café em grão, o Farani Caffè.

Desafio aos 16 anos – Para percorrer essa jornada de sucesso, Camila começou logo cedo a vivenciar os problemas reais de se empreender em um país como o Brasil. Perdeu o pai aos quatro anos e foi, então, que sua mãe decidiu abrir uma tabacaria no Rio de Janeiro. Aos 16 anos, quando Camila trabalhava na empresa da família, fez uma ousada proposta para sua mãe: aumentar em 30% o faturamento do negócio em um determinado prazo. Na sua estratégia, implementou uma pequena inovação naquela época que era oferecer café gelado aos clientes. Se o desafio proposto tivesse êxito, ela passaria a ter porcentagem da empresa.

“Consegui um pouco menos (26%), mas minha mãe resolveu me recompensar porque provei que eu tinha capacidade de execução e conseguia fazer as ideias acontecerem. Esse aprendizado carrego comigo em tudo o que faço. Se você se propõe a fazer algo, analise o negócio e execute. O fato dela ter me dado porcentagem da empresa foi apenas uma das primeiras (e grandes) lições que ela me ensina até hoje. Gratidão é algo indispensável na vida e nos negócios”, conta Camila. Pouco tempo depois, aos 21 anos, ela propôs outra inovação na empresa familiar: passou a servir – na área de café – coquetéis da bebida. Com o crescimento das vendas, conseguiu fechar sociedade com sua mãe.

Quatro negócios aos 26 anos – Na época em que ingressou na faculdade de Direito, Camila Farani usou do pouco capital que dispunha na época para abrir negócios no segmento de alimentação. Com 23 anos já comandava sua própria empresa e aos 26 acumulava quatro negócios próprios. Experiente na área, Farani foi convidada a ser diretora de um novo projeto de alimentação saudável do Grupo Mundo Verde. “Não podemos deixar de arriscar por medo de errar. O ‘não’ a gente já tem. Só tem uma coisa que faz a diferença: atitude”, comenta.

“Quando decidi sair do grupo Mundo Verde, já com uma bagagem de aprendizado, voltei para os meus negócios e criei o Grupo Boxx para consolidar as marcas de alimentação, inclusive a Farani Caffè. Criei novos segmentos em serviços para empresas e também ao público final. Foi nesse período que um amigo me convidou a conhecer o que eram investimento-anjo e startups”, comenta.

Camila aceitou o convite e compareceu ao Fórum do Gávea Angels, um dos primeiros grupos de investidores-anjo no Brasil que tem o propósito de promover o desenvolvimento de startups. Nascia ali uma genuína paixão em atuar como investidora-anjo para fomentar negócios de tecnologia que a levaria a novos rumos, inclusive à própria presidência da Gávea Angels quatro anos depois.

Investidora de mais de 30 startups – Ao longo desse caminho, Camila buscou obter também conhecimento técnico para embasar suas decisões como empreendedora e investidora-anjo, que já vivenciava há mais de 15 anos. Para isso, fez cursos de especialização em empreendedorismo na Babson College e Customer Development em Stanford, além de MBA em Marketing pela PUC-RJ. Possui, ainda, especialização em Lideranças Femininas pela Fundação Dom Cabral e pelo Smith’s College Executive Education for Women.

Hoje Camila é investidora de mais de 30 startups, sendo alguns investimentos diretos e outros indiretos (por meio de sociedades com aceleradoras e grupos de investimento-anjo). A empresária é também professora de empreendedorismo e inovação no curso de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também participa ativamente de grupos e entidades focados em apoiar startups.

Outra atividade muito conhecida de Camila Farani é a de palestrante. Quando tem sua presença anunciada em eventos, os auditórios ficam lotados e sempre possui repercussão positiva visto que seu nome é um dos principais nos ramos de empreendedorismo, investimento-anjo e inovação nas redes sociais brasileiras.

Empreendedorismo feminino – Como uma autêntica mulher empoderada e empoderadora, cofundou, em 2014, a MIA – Mulheres Investidoras Anjo. Esta iniciativa investe em startups lideradas por mulheres. O objetivo da entidade é capacitar, sensibilizar e investir em mulheres para que elas se integrem mais no mercado de investimento-anjo. Dessa forma, empresárias, especialmente as que trabalhavam com produtos destinados ao público feminino, têm um apoio mais específico e engajado. Essa ajuda pode vir tanto em aspecto financeiro como em compartilhamento de experiências e conselhos.

Entre os reconhecimentos conquistados, Camila Farani ganhou o Prêmio Barão de Mauá – Jovem Empresária, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro em 2013. De 2016 a 2018 presidiu o Gávea Angels. Além de tudo isso, é embaixadora da Rede Mulher Empreendedora.

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Natura abre inscrições para programa de empreendedorismo

A Natura, empresa líder no mercado de venda direta no Brasil, abre inscrições para o “corageN”, programa direcionado a pessoas com atitude empreendedora – indivíduos realizadores, curiosos, ambiciosos e tomadores de riscos. Desenvolvido em parceria com a ACE Aceleradora, o objetivo é formar uma rede diversa de pessoas com vivências e olhares únicos sobre o mundo, e que estejam a fim de gerar valor para si e contribuir com a cultura de inovação na empresa.

Para participar, o candidato não precisa enviar um currículo. O único pré-requisito é ter mais de 18 anos, sem necessidade de uma formação educacional mínima ou específica. O fundamental aqui é a diversidade e o espírito empreendedor. A aplicação deverá ser feita no site coragenatura.com.br até o dia 30 de setembro. O processo seletivo foi simplificado para avaliar características como o perfil empreendedor do participante e a sua identificação com a cultura da empresa, tudo por meio de questionários online avaliados por meio de inteligência artificial. O formato foi pensado para receber os mais variados perfis de candidatos para, então, passar para a fase presencial — em São Paulo (SP) ou Belém (PA) —, na etapa final. Todos os inscritos receberão feedbacks dos testes de perfil e terão acesso a conteúdos sobre empreendedorismo para garantir o autoconhecimento e desenvolvimento durante a experiência no processo.

Os 20 participantes selecionados atuarão juntos, como uma startup, em projetos especiais dentro de um ambiente de aceleração na empresa e não estarão conectados às estruturas formais de áreas e cargos, inclusive de horas de trabalho. No total, o programa tem duração de vinte meses. Neste período, os participantes terão à disposição mais de 200 mentores da Natura e do mercado em geral. Além disso, o horário de trabalho será flexível e os escolhidos terão os mesmos benefícios dos demais colaboradores da Natura. Ao final, tanto o empreendedor quanto a Natura estarão livres para avaliarem juntos como escolhem seguir conectados — em novo contrato de trabalho, como prestador de serviços ou outros formatos na rede.

“Queremos estimular e impulsionar novas relações de trabalho e uma cultura de inovação que gere valor para a Natura e para a rede de empreendedores, como uma alternativa aos programas tradicionais que existem no mercado atualmente”, pontua Flavio Pesiguelo, vice-presidente de Pessoas, Cultura e Organização. “O contexto atual, tanto interno quanto externo, favorece a criação de um programa que, de um lado, valorize a diversidade, acelere a inovação e a criação de novos modelos organizacionais na empresa e, de outro, engaje pessoas transformadoras — independentemente de sua formação acadêmica ou idade — em busca de propósito e autonomia para construir projetos inovadores juntos, em ambientes empreendedores em contraponto às tradicionais hierarquias existentes nas grandes empresas”, explica.

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Na contramão de perfis empreendedores, “coroas” inovam mercado de tecnologia

Fugindo do perfil tradicional de empreendedores brasileiros, em que 80% têm entre 18 e 44 anos, segundo pesquisa divulgada pelo Sebrae, os empresários Laurent Maubré e Fernando Cesar decidiram, aos 50 anos, colocar em prática um antigo sonho: criar uma startup. Enfrentando um mercado cada vez mais jovial, os investidores analisaram o setor automotivo e desenvolveram uma plataforma buscadora de pneus capaz de localizar variações de até 50% nos preços.

A ideia surgiu quando ainda ocupavam cargos de alta direção na mesma empresa, do setor petroquímico. “Migrar do mundo das grandes corporações para investir num negócio novo, totalmente digital, nos deu ânimo. No começo enfrentamos algumas dificuldades, a maior delas foi entender as ferramentas que controlam o mundo dos negócios online e as métricas usadas neste setor. Como tudo isso era muito novo para nós, começamos a estudar, fazendo cursos e conhecendo pessoas que nos revelaram pouco a pouco estes segredos”, explica Fernando.

Em julho de 2017, após buscarem recursos próprios, começaram o processo de abertura da startup, que entrou em funcionamento em janeiro deste ano. Com 90 dias de funcionamento alcançaram a marca de mil motoristas cadastrados no site, que utilizam a busca de pneus e o agendamento online de serviços voltados à manutenção automotiva.

“O e-commerce cresce em média 15% ao ano no Brasil e, dentro deste percentual, o setor automotivo é um dos que mais se desenvolve, sendo os pneus um grande destaque. Então decidimos arriscar, pensando em algo novo que se adequasse às necessidades atuais dos consumidores”, ressalta Laurent.

A plataforma possui hoje mais de 70 mil ofertas de 150 marcas de produtos presentes no varejo, e conta com o agendamento de serviços automotivos de âmbito nacional.

Variações de preços chegam até 55% no varejo

O primeiro levantamento desenvolvido pela plataforma Pnex identificou diferenças de até 55% nos preços dos varejistas online. Foram considerados produtos referentes às categorias de veículos SUV e Sedan. O estudo foi feito com uma amostragem de 1.400 ofertas referentes à base em dados do site.

A maior variação ficou entre os pneus destinados à categoria SUV, com média de 38%. Já nos produtos destinados aos veículos de entrada foram encontradas menores diferenças, até 18%.

Considerando as marcas, a maior variação ficou entre os pneus Continental Aro 17, que apontaram valores entre R$ 319,00 e R$714,92, 55% de diferença; seguido pelas marcas Michelin (47%) e Firestone (41%).

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Pedro Waengertner aponta 5 dicas para liderar startups de sucesso

O mercado de startups tem crescido cada vez mais nos últimos anos. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), em 2017, o país registrava cerca de seis mil. A instituição estima que existam entre 10 a 15 mil empresas, mas muitas ainda estão em fase de ideias e nem todas com CNPJ ativo.

De acordo com o especialista em startups do meuSucesso.com e fundador da ACE, Pedro Waengertner, o volume de investimentos no setor está aumentando e deve manter esse ritmo de crescimento nos próximos anos, fato favorável para que mais empreendedores decidam colocar seus negócios em prática.

“O Brasil tem muitas oportunidades a serem preenchidas por startups, uma vez que o mercado está crescendo em nichos específicos e promovendo o desenvolvimento com tendências que tragam novidades para o consumidor. Hoje, é perceptível um aquecimento do setor como nunca foi visto antes”, avalia Waengertner.

Entre as tendências esperadas para o futuro das startups, além do aumento de investimentos no setor, o especialista aposta na internacionalização das empresas brasileiras. “A visão geral é que essas tendências nos próximos anos serão muito fortes. As startups brasileiras pensarão em internacionalização para mercados em qualquer lugar do mundo”, aponta. “Outro movimento em crescimento é o de financiamento das startups, por meio dos chamados ICOs (oferta pública de ações feita com criptomoedas)”, acrescenta.

Líder de uma das maiores aceleradoras de startups da América Latina, Waengertner aponta algumas dicas para que empreendedores tenham sucesso no universo das startups.

1 – Observe os hábitos de consumo dos clientes

Preste atenção no hábito de quem está na ponta e veja como as pessoas estão mudando e consumindo as coisas. Por exemplo, veja o que elas estão consumindo no celular, o que está na primeira tela, tudo isso é uma boa pista do que está por vir. A maneira que você tem para mapear as tendências, além de olhar os relatórios econômicos que surgem, é observar as coisas mais sutis, ou seja, os movimentos na ponta, identificando os novos hábitos dos indivíduos.

2 – Esteja preparado para assumir seu papel como líder

Você deve estar pronto para crescer rapidamente e assumir uma posição de liderança no mercado em que atua, ou seja, uma startup precisa crescer mais rápido do que o mercado e se destacar perante a concorrência dentro da sua categoria.

3 – Você sempre pode melhorar

Hoje, o mercado abre espaço para startups de todos os tipos atingirem a excelência. Uma dica muito importante para as que querem se consolidar é, basicamente: não acredite que você não pode melhorar.

4 – Seja exigente com os resultados

Existem muitos recursos acessíveis, o mercado e a qualidade das startups melhoraram. É preciso ser muito mais exigente com os resultados, com os números que serão apresentados para o mercado, com a qualidade do produto que se está colocando no mercado e, principalmente, como você vai levar esse produto até o seu cliente.

5 – Estratégias para o futuro

Planejar é fundamental. Todo empreendedor deve pensar em como posicionar o seu negócio perante a concorrência. Embora esteja no Brasil, é preciso pensar em como concorrer globalmente. Mesmo que você não decida sair do país, em algum momento vai chegar uma startup de outro lugar do mundo e ela vai competir com o seu negócio, então, você precisa ter uma startup de classe mundial para conseguir competir no mercado.

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5 lições que o Vale do Silício ensina para startups brasileiras

Conhecido por abrigar gigantes da tecnologia, o Vale do Silício, na Califórnia, é também berço de muitas empresas inovadoras, como as startups. Não à toa, a região tornou-se destino desejado por empreendedores de todo o mundo, inclusive os brasileiros.

O objetivo, no entanto, não é tão fácil quanto parece. Para o curitibano Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy, startup de gerenciamento de processos eficientes, que tem sedes em Curitiba e no Vale do Silício, há uma ideia deturpada em relação à instalação de empresas no local.

“O Vale não torna a caminhada mais fácil, mas oferece mão de obra qualificada e em quantidade que não encontramos no Brasil – lá, cerca de 35% da população trabalha na indústria de software. A taxa de mortalidade das empresas que crescem na região, porém, não está tão longe da nossa, a diferença é que no local existem 10 vezes mais pessoas executando uma determinada função com mais experiência”, analisa Alionço, idealizador empresa global de SaaS (Software as a Service), que hoje está presente em 15.000 empresas e atende clientes em mais de 150 países.

Na visão do empreendedor, os americanos estão inseridos em uma cultura em que erros, além de totalmente aceitáveis, são necessários para formação de qualquer profissional. No Vale do Silício, essa cultura é intensificada principalmente pela maneira como as empresas estão alocadas na região, permitindo um largo fluxo de pessoas com os mesmos objetivos.

Para isso, essas mesmas pessoas têm como meta, desde o início de sua inserção no mercado de trabalho, uma consciência da existência de etapas fundamentais para alcançar resultados precisos.

O Vale pode, sim, impulsionar muitos negócios por combinar conhecimento, mão de obra e capital em um mesmo lugar, mas antes de pensar em transferir sua empresa para lá, confira as 5 lições que o Vale do Silício ensina para startups brasileiras, segundo Alessio Alionço.

1. Pense globalmente desde o primeiro dia

No Brasil, somos instruídos a crescer primeiro no mercado nacional e depois de algum tempo e com bastante solidez, a buscar ares internacionais. Diferentemente do Vale, em que o pensamento quase que obrigatório é pensar na expansão global do negócio no primeiro dia.

2. Errar não é o fim do mundo

Estamos inseridos em uma cultura em que errar é motivo de vergonha e um fator que impede tentativas de colocar uma ideia em ação. Os americanos valorizam a experimentação e, para eles, o erro significa um clico realizado. Independentemente da ideia der certo ou errado, a tentativa sempre resultará em oportunidade e chance de desenvolvimento.

3. Comunicar, comunicar e comunicar

Que a comunicação é um fator imprescindível dentro das empresas todo mundo sabe, mas os americanos, novamente, reforçam a ideia. É preferível pecar pelo excesso de diálogo e ser honesto com aquilo que não anda como deveria, o chamado radical candor, ou franqueza radical, adotado pelos líderes no Vale do Silício.

4. Zona de conforto nunca mais, arrisque

O risco sempre vale a pena na cultura dos americanos. As tentativas nunca são em vão e permitem que um leque de oportunidades seja aberto todas as vezes. Nós pensamos os motivos que podem levar uma ideia a fracassar, enquanto eles enumeram as possibilidades de dar certo.

5. Direto ao ponto

No ambiente do trabalho, os americanos prezam pela objetividade por diferentes razões, mas que sempre convertem para um mesmo ponto: a entrega de atividades de maneira rápida e eficaz. Ao contrário dos brasileiros, eles acreditam que construir laços no ambiente de trabalho é um fator que cria barreiras entre gestores e funcionários, por isso o evitam.

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Ser demitida foi a melhor coisa que aconteceu

Por Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude

Os últimos dias têm sido de bastante reflexão. Há três anos, no dia 4 de agosto de 2015, eu era demitida do meu último emprego. No sábado, acordei e decidi tomar café em uma padaria onde fiz os primeiros rabiscos da Vittude, startup da qual sou fundadora. Fiquei feliz de ver quantas coisas interessantes aconteceram nesse período.

Registrei aquele momento no Instagram e comecei a receber algumas mensagens super bacanas. Decidi então compartilhar a reflexão em um pequeno post no LinkedIn. Não podia imaginar o tamanho do engajamento que teria. Comecei a observar vários comentários, me senti acolhida e também compreendi que deveria contribuir e compartilhar mais.

Em 2015, fui demitida às vésperas do meu aniversário. Que bela surpresa, né?! Hoje percebo que foi realmente foi um grande presente e, aproveitando o período de celebrações, resolvi escrever porque ter sido demitida foi o melhor presente que ganhei.

Sei que nosso País ainda não conseguiu sair completamente da crise política e econômica. Vejo muitos colegas repensando a escolha profissional, decidindo trilhar carreira solo como consultor e indo fazer o que gostam de verdade. Quando a situação está preta, nem sempre conseguimos ver as oportunidades disfarçadas.

Sou engenheira civil de formação, sempre gostei muito de estudar, era muito dedicada aos estudos e uma das melhores aluna da sala. No ambiente de trabalho nunca foi diferente: desde o primeiro emprego era dedicada e determinada a atingir e superar metas. Comecei minha carreira como trainee do grupo Votorantim, no qual fiquei por quase 4 anos. Passei por outros 3 grupos multinacionais enormes. Fiz 3 MBAs e procurei ao longo da carreira manter uma postura profissional exemplar. Entretanto, mesmo estando qualificada, capacitada e trazendo resultados financeiros para as empresas que trabalhei, fui demitida 2 vezes. As duas em épocas de crise.

A primeira demissão

Na primeira vez, no final de 2008, fiz parte de uma reestruturação feita pela empresa na região nordeste, onde eu atuava. Tinha passado os últimos 3 ou 4 meses demitindo pessoas do meu time, adequando a empresa para um novo formato. Sabia que em breve chegaria a minha vez. Essa “leitura de cenário” foi fundamental para que eu me organizasse e pensasse no plano B. Fiz contatos, me conectei com gestores de outras empresas e, de certa forma, procurei “vender meu peixe”.

Enfim chegou a minha vez de ser demitida! Apesar da tristeza, me despedi de todos com muito carinho e, na mesma tarde, já estava tomando café em outra empresa. Fui contratada pela concorrência, no mesmo mês, para ganhar cerca de 50% a mais do que ganhava antes. O autoconhecimento, a preparação para o momento que ia chegar e a confiança no meu potencial fizeram toda a diferença para que essa fosse uma história divertida de contar.

A segunda demissão

Na segunda vez, em agosto de 2015, foi um pouco diferente. Mais uma vez vivíamos um período de crise. Construção civil ia de mal a pior, com o avanço da operação Lava Jato. A empresa em que eu trabalhava tinha começado a fazer cortes e ajustes em fevereiro daquele ano. Todos os meses via colegas excepcionais sendo desligados. A forma com que a empresa fazia os desligamentos, porém, era bem diferente de todas que já havia trabalhado. Era fria, não parecia se importar com as pessoas que até meses atrás davam o sangue por aquela organização. Um colega meu chegou a desabafar certa vez dizendo que tinha se sentido quase “um bandido” tamanha falta de habilidade do gestor. O clima no ar era pesado. Uma mistura de ansiedade e medo do desemprego, piorado pela “rádio peão”, que estava sempre especulando quem seriam os próximos.

A sensação de ser demitida é sempre ruim. Nós criamos vínculos, amizades e nos apegamos aos CNPJs. Literalmente vestimos a camisa e, por vezes, sentimos como se a marca da empresa estivesse tatuada em nossa pele. Ter um vínculo empregatício rompido tem suas semelhanças com a separação e com o luto. Há um sentimento de rejeição presente no ar, uma vez que alguns são escolhidos para ficar e levar a companhia adiante. É comum nos pegarmos incrédulos com o fato ocorrido, questionando “por que eu?” ou mesmo “o que eu podia ter feito diferente”. Mas essa resposta não existe e o ideal é aceitar a nova condição e tentar usar o fato ocorrido como alavanca.

Ser demitida foi um grande presente

Ter sido demitida, em especial na segunda vez, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida. Até hoje atribuo o fato a uma interferência Divina. Sabe o ditado que diz “Deus escreve certo por linhas tortas”? É exatamente assim que eu sinto e já conto porquê.

A notícia

Bom, obviamente fui pega de surpresa, fiquei mal, chorei e fiquei com raiva. No entanto, aquele mesmo dia ainda me reservava uma outra notícia pesada. Poucas horas depois da minha demissão, ligava minha mãe informando que meu pai havia recebido um diagnóstico de câncer. Pronto, o que estava ruim podia ficar pior. Chorei mais um montão, sentei, respirei e refleti sobre o que estava acontecendo. Conclui que Deus estava me dando de presente a oportunidade de ficar perto da minha família. Havia deixado a casa dos meus pais 17 anos atrás para fazer faculdade e só retornava para as férias. Resolvi rapidamente a burocracia do desligamento e voei para casa.

Para não me alongar e transformar a história em drama, consegui dedicar tempo para estar com meus pais e atuar ativamente durante o tratamento. Tudo correu bem e meu pai ficou completamente curado! Depois de 3 meses era hora de voltar para a realidade.

Plano B

E aí? País em crise, construção civil estava aquela beleza e eu me dando conta que tinha dedicado meus últimos anos de trabalho para uma empresa que não estava alinhada com um propósito que eu considerasse valer a pena. Não sabia o que aconteceria nos próximos meses, mas tinha uma certeza: não queria aquela vida de novo.

Durante os 3 meses anteriores tinha sentido falta de muita coisa relacionada a serviços de saúde. De repente, um dia, após uma corrida, veio um estalo: que tal criar sua própria empresa? E que tal se a empresa for na área de saúde? Estava plantada a semente!

Não sabia como e nem por onde começar. Só sabia que era a hora de arriscar. Tinha experiência profissional e um pouco de dinheiro guardado que, somado com à rescisão, me daria fôlego. Somou-se a isso um desejo ardente de construir algo que realmente tivesse um propósito, que eu pudesse chamar de “missão de vida”. Algumas semanas depois, em uma mesa de bar, compartilhei minha inquietação com o Everton Höpner, que atualmente é meu sócio. Depois de algumas conversas, ele comprou a ideia e começamos a rabiscar o esboço do que seria hoje a Vittude.

Nasce uma empreendedora

Os primeiros insights surgiram em novembro de 2015, o primeiro rabisco em dezembro e em maio de 2016 nossa empresa nasceu formalmente. A Vittude, uma plataforma que conecta psicólogos e pessoas em busca de psicoterapia, começou a operar em setembro de 2016!

Como fundadora tive a oportunidade de ser convidada pelo governo americano para representar o empreendedorismo feminino na Índia em 2017. Neste ano, fui a única brasileira selecionada para um programa de imersão no Vale do Silício, super concorrido, onde convivi com outras 14 fundadoras, de 13 países diferentes, durante 2 semanas.

Desde a fundação da empresa já agendamos mais de 10 mil consultas, temos mais de 1500 psicólogos, em 225 cidades brasileiras. Temos clientes em 12 países diferentes, que antes da Vittude encontravam dificuldade em falar com um psicólogo na sua língua materna. Também já ajudamos mais de 300 jovens em situação de risco a receberem consultas psicológicas gratuitas, conectando eles com psicólogos voluntários. No ano passado começamos a atender empresas, criamos o Vittude Corporate e hoje levamos mais saúde mental e bem-estar para o ambiente corporativo.

Cada vez que uma pessoa me conta que tem vontade de morrer e que eu consigo convencê-la a falar com um psicólogo, meu coração transborda de alegria. Hoje tenho certeza que trabalho em algo que faz realmente sentido!

E por que eu compartilhei tudo isso?

Ainda estamos vivendo um período de crise, ao conversar com amigos e amigas que estão empregados, percebo ainda o tom de preocupação em suas falas. Sei que a incerteza do ambiente macroeconômico nos faz questionar a todo momento se seremos os próximos a perder o emprego. Vi que muitas pessoas se identificaram com meu post do sábado anterior. Achei importante compartilhar o fato de que coisas muito boas podem surgir de momentos difíceis.

Aproveitei e preparei algumas dicas para lidar com a demissão caso ela ocorra.

1 – Aceite a situação

Se você já foi comunicado da demissão, nada mais pode ser feito. Sei que é difícil, dói, como disse acima, sempre fica aquela sensação de “rejeição”, mas de fato não há o que fazer. Saia de cabeça erguida e encare com mais uma etapa concluída. Procure compreender os seus sentimentos. Raiva, frustração e tristeza normalmente aparecem e precisam ser ressignificados.

2 – Não se isole

Algumas pessoas têm a tendência a sentir vergonha pelo desemprego e até se afastar dos amigos. Essa não é a melhor decisão a ser tomada. Mantenha contato, converse com seus amigos, fale abertamente sobre sua situação. Pode ser que seu próximo passo esteja dentro da sua própria rede de contatos.

3 – Mantenha sua agenda preenchida

Não é porque você foi demitido que vai ficar o dia inteiro jogada na cama ou no sofá assistindo TV. Aproveite o tempo disponível para fazer coisas que você gosta e que sempre faltou tempo. E não precisa gastar muito dinheiro não. Vá dar uma caminhada no parque, reserve algumas horas para leitura, faça novos cursos. Há uma infinidade de plataformas que disponibilizam cursos gratuitos ou bem acessíveis. Uma outra dica que foi sensacional para mim, dedique-se a um projeto voluntário. Eu atuei durante 10 meses em um residencial de idosos, cuidando de pessoas com Alzheimer. Foi extremamente gratificante!

4 – Estabeleça um período para procurar uma nova posição e enviar currículos

Não faça desse momento um martírio e nem fique se lamentando nas redes sociais. Estabeleça algumas horas do dia para pesquisar novas vagas e enviar seus currículos. Não passe o dia todo na frente do computador. Isso pode gerar grande estresse e aumentar a ansiedade, comprometendo sua saúde.

5 – Cuide-se

Invista tempo em atividades que prazerosas. Escute sua música preferida! Tente reservar 10 minutinhos do seu dia para meditar. Aproveite seu tempo livre para curtir as pessoas que você ama. E se ainda tiver uma rusguinha aí nesse coraçãozinho por conta da demissão, talvez algumas sessões de terapia possam ser muito úteis para ajudá-la na construção dos seus próximos passos!!

Quando tudo estiver negro na sua frente, não tenha medo. Respire, respeite seu momento, chore se precisar, mas saiba que você é o único responsável por dar a volta por cima e aprender com as pedras no caminho!

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Empresas criam ‘tribos’ para promover empreendedorismo e talentos dentro das equipes

De modo a promover iniciativas de liderança e de empreendedorismo, empresas estão criando ‘tribos’ entre os funcionários para detectar talentos. Com grupos e comitês específicos, companhias estão promovendo maior autonomia das equipes, permitindo que funcionários exponham suas ideias livremente.

“Na prática, são reunidas pessoas que tenham os mesmos interesses e cujos líderes possam ser considerados referência em determinado tema. Para isso, foram selecionados indivíduos que, além de serem especialistas nos assuntos, podem contribuir e engajar dentro da corporação”, afirma Alexandro Barsi, CEO do Verity Group, empresa sediada em São Paulo que está promovendo iniciativas nesse sentido.

Especializada em tecnologia, o Verity Group adotou uma gestão em “tribos”, divididas em categorias pertinentes ao cotidiano do setor em que o grupo atua, como Desenvolvimento, Arquitetura, Infraestrutura, Metodologia Ágil, entre outras. “O modelo é importante para detectar alguns ‘diamantes brutos’, que muitas vezes podem passar despercebidos”, afirma Barsi. “No conceito de gestão de tribos, os gestores, por estarem mais perto desses talentos, podem alertar para a lapidação de uma joia”, complementa.

A iniciativa do Verity Group é ratificada por outros gestores. Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), que analisou 1.927 corporações de todos os portes no país, empresas que praticam uma boa gestão de talentos obtêm melhores resultados em seus negócios, independentemente de seus tamanhos ou regiões de atuação. O estudo identificou que, nas empresas bem-sucedidas, a gestão de talentos é aplicada de forma simples e com foco nas pessoas, tanto nos líderes como nos liderados.

A intenção do Verity Group é fazer com que os colaboradores saiam da zona de conforto, mas nada é obrigatório. “Num cenário ideal, as pessoas vão querer participar e virão atrás de se envolver em temas diversos. Para uma organização que está crescendo, é assim que se reconhece o potencial de cada um”, conta Barsi. . Um dos objetivos da gestão em tribos é criar o sentimento de pertencimento ao colaborador”, explica.

Outra empresa que adotou o modelo de ‘tribos’ foi a Mark Up. Especializada em marketing de incentivo e brand experience, a companhia optou por criar diversos comitês que geram impacto nos rumos dos negócios. “Esse modelo permite uma gestão baseada na colaboração, na maior autonomia da equipe, no engajamento coletivo e na diversidade de pensamentos e de ação de forma estruturada”, afirma Silvana Torres, presidente da Mark Up.

O modelo de gestão por comitês criado pelo Mark Up é formado por equipes multidisciplinares, que se interessam pelo assunto ou são indicados por ter talentos específicos que possam agregar valor. São sete grupos, que discutem temas que vão desde análise e recomendação de projetos, passando por liderança e clima organizacional. “Cada comitê é composto por equipes diferentes que somam e agregam valor ao negócio”, conta Silvana.

De acordo com a executiva, o maior ganho da empresa em adotar esse modelo é o estímulo à visão empreendedora de cada integrante da equipe para tomada de decisão individual e coletiva. “Embora cada área participante do projeto tenha seu líder, com a formação da equipe multidisciplinar não existe uma área só como a responsável pelo projeto e sim um pensamento coletivo gerido por um líder, independente da hierarquia que ele ocupa na empresa”, diz Silvana.

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Ranking com as startups mais atraentes, scale ups de destaque e empresas mais engajadas em inovação aberta foi divulgado em SP

Mais de 1.500 relacionamentos estabelecidos entre startups e grandes empresas, quase o dobro comparado a 2017. Esses são os números apresentados pelo movimento 100 Open Startups, plataforma que conecta startups a grandes empresas, durante o anúncio do Ranking 100 Open Startups 2018, que ocorreu nesta quarta-feira (04), no CUBO, em São Paulo.

A lista é resultado de um processo anual que envolve especialistas do mercado, como aceleradoras, investidores e grandes empresas, e reconhece as startups que mais despertaram interesse em grandes instituições. Além das 100 startups mais atraentes na visão do mercado e prontas para investimento e das companhias mais engajadas no ecossistema de inovação brasileiro, o movimento também apresentou a lista de startups de destaque em 24 categorias.

“Em 2018, 275 startups obtiveram pontuação para o ranking que mede o relacionamento delas com grande empresa, o que constata a consolidação deste mercado. Open Innovation já é uma realidade no Brasil e vem crescendo exponencialmente, o que é comprovado pelos números apresentados. Estamos extremamente satisfeitos em termos ajudado a fomentar no país um ambiente de colaboração que gera oportunidades reais de negócios inovadores. Há três anos, quando lançamos o primeiro Ranking era ousado pensar em encontrar 100 startups qualificadas para esse tipo de relacionamento”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO da 100 Open Startups.

Entre os setores que se destacaram estão: varejo, agricultura, construção, serviços financeiros, alimentação e para PMEs. Já entre as tendências de crescimento identificadas estão Marketplace, Big Data, Biotech, Visão Computacional, IoT, Realidade Virtual e Realidade Aumentada.

O evento contou ainda com a presença de uma das pesquisadoras em empreendedorismo mais influentes do mundo, professora Saras Sarasvathy, responsável por introduzir o conceito de Effectuation e que reconheceu o movimento 100 Open Startups como um case de validade global.

Números do Movimento em 2018

4.600 startups ativas

9000 executivos avaliadores

800 grandes empresas conectadas

32 mil avaliações registradas

Mais de 1.500 relacionamento estabelecidos entre 275 startups e 243 grandes empresas

Veja todo o Ranking TOP 100 Open Startups.

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B2Mamy, que impulsiona negócios de mães empreendedoras, abre inscrições para programa de aceleração

A B2Mamy, aceleradora que conecta mães empreendedoras ao ecossistema de inovação, está com inscrições abertas para o B2Mamy PULSE até o dia 30 de julho. O programa, que acontece com apoio do Campus São Paulo – um espaço Google para empreendedores, propõe uma aplicação totalmente prática e imediata para a ideia ou empresa durante quatro meses.

O intuito do B2Mamy Pulse que inicia sua quarta turma no dia 10 de agosto é criar uma rede de capacitação e conexões em torno dessa mãe empreendedora de forma a impulsioná-la de maneira sustentável e com foco em tração, introduzindo as integrantes no mundo das startups e gerando oportunidades reais.

As três turmas que já participaram de programas anteriores, totalizando cerca de 50 empresas aceleradas em diversos segmentos, faturaram juntas no período de aceleração aproximadamente R$ 800.000,00.

As inscrições para a 4ª turma do B2Mamy PULSE estão abertas e podem ser realizadas neste link.

B2Mamy PULSE – 4ª turma – Powered by Campus São Paulo

Quando: 10 de agosto de 2018, sexta-feira, das 14h às 18h

Onde: Campus São Paulo (Rua Coronel Oscar Porto, 70 – Paraíso – São Paulo/SP)

Inscrições: http://bit.ly/2sP0Chj

Mais informações: http://www.b2mamy.com.br/

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Cubo Itaú e Kroton firmam parceria e inauguram vertical de educação

O Cubo Itaú, maior espaço de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, fundado pelo Itaú Unibanco com a Redpoint eventures, acaba de anunciar parceria com a Kroton, uma das principais organizações educacionais brasileiras, com 52 anos de história no setor. A conexão entre as instituições dá origem à vertical Cubo Education, selo que fortalece e agrega ainda mais valor e conhecimento tecnológico ao desenvolvimento da educação no Brasil.

A Kroton será a responsável por um andar voltado à educação no prédio do Cubo Itaú, a ser inaugurado no início do segundo semestre, dedicado ao fomento de edtechs. O espaço contará com lounges de aprendizagem, estúdios audiovisuais e salas de aula preparadas para analisar novos formatos e metodologias. Tudo sob curadoria da equipe de inovação da Kroton, responsável pela conectividade, acompanhamento e desenvolvimento de projetos para identificar possíveis oportunidades para o mercado.

“Educação é o pilar do crescimento de qualquer economia, e esse tema não poderia deixar de estar entre as verticais do Cubo. Estabelecer essa parceria com a Kroton certamente contribui para a evolução do ecossistema de startups. Estamos muito orgulhosos em realizar esse anúncio”, afirma Lineu Andrade, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco e responsável pelo Cubo Itaú.

Ao ampliar seus investimentos em inovação aberta, a Kroton quer se aproximar ainda mais de edtechs porque enxerga que esse é o caminho do futuro educacional. “A Kroton quer ser a empresa de educação mais digital do mundo; por isso, tem investido em processos de transformação digital que envolvem tanto a experiência dos alunos quanto uma profunda mudança em sua estrutura organizacional”, afirma Carlos Safini, vice-presidente de Tecnologia e Transformação Digital da Kroton.

Ao unir suas expertises, Kroton e Cubo Itaú pretendem construir o maior e mais bem-sucedido outpost de startups de educação da América Latina, referência mundial de conteúdo moderno e adaptado às competências do século 21. “Queremos acelerar a cultura digital na Kroton e oferecer aos nossos alunos a oportunidade de ter contato com o ambiente de inovação e empreendedorismo existente nas startups”, completa Safini.

Felipe Amaral de Mattos, diretor de Inovação e Analytics da Kroton, será um dos principais responsáveis pela condução do projeto Cubo Education. Antes de fazer parte da companhia, criou a startup de adaptive learning, Studiare, adquirida em outubro de 2015 pela Kroton. Mattos revela que a companhia oferecerá futuramente disciplinas de empreendedorismo com foco em startups que levarão em consideração todos os processos de criação desse ecossistema, desde a concepção de ideias até o desenvolvimento de um pitch de investimento. “Nosso foco é o sucesso dos alunos; por isso, queremos prepará-los para o mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente e tecnológico. Vamos oferecer ferramentas para que eles expressem a criatividade e a veia empreendedora. Pretendemos, inclusive, acelerar as melhores ideias de startups”, finaliza.

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Estrella Galicia lança programa de empreendedorismo colaborativo The Hop, destinado a apoiar startup

A Estrella Galicia anunciou o lançamento de The Hop, um programa de empreendedorismo colaborativo que é parte de seu ambicioso Plano de Transformação Digital.

The Hop, que reúne em seu significado tanto a referência a “salto” quanto a “lúpulo”, é um inovador Programa de Empreendedorismo Colaborativo, cujo objetivo principal é promover ecossistemas de inovação e criação aberta que cubram integralmente a cadeia de valor da empresa, impactando todas as suas áreas.

The Hop é composto de uma série de iniciativas digitais centradas em três áreas: desenvolvimento do empreendedorismo tecnológico, identificação de talentos e incentivo à colaboração entre Estrella Galicia e jovens empreendedores. O projeto está aberto à comunidade empreendedora da Espanha e do Brasil.

“A inovação é chave para a Estrella Galícia. Ao ativar esta iniciativa, reforçamos a importância que damos a poder trabalhar com o talento inovador e empreendedor nas diferentes áreas da nossa cadeia de valor”, destaca Ignacio Rivera, CEO Global da Estrella Galicia.

Prêmios The Hop

Como primeira etapa do programa, a Estrella Galicia convoca os Prêmios The Hop, com participação aberta às comunidades empreendedora, universitária, de startups e centros de aceleração, para apresentar idéias e projetos que aproveitem as capacidades de tecnologias como inteligência artificial, big data e Internet das Coisas (IoT), e que aportem valor aos diferentes processos da empresa. O prazo de inscrição está aberto até 31 de agosto por meio do site www.TheHop.xyz.

Entre todas as inscrições, serão selecionados 18 projetos, cujas equipes devem defender suas idéias perante um Comitê de Empreendimento com profissionais internos e externos, que então elegerá os seis ganhadores dos Prêmios The Hop, um para cada uma das áreas estratégicas da empresa. A entrega de prêmios acontece em setembro, em A Coruña, e os seis ganhadores receberão um prêmio em dinheiro de 10.000 Euros.

Os projetos premiados passarão a ser parte de um ambicioso processo de formação e aceleração que incluirá o desenvolvimento de projetos piloto dentro do ecossistema da Estrella Galicia, e culminará com uma apresentação a investidores no mês de maio.

No contexto do plano, os ganhadores dos Prêmios The Hop terão acesso a formação específica, sessões de mentoring e coaching oferecidos por profissionais qualificados e colaboração com o ecossistema da Estrella Galicia, para que suas idéias se desenvolvam da forma mais inovadora.

Um Plano de Transformação Digital para revolucionar a experiência do cliente

Com o Programa de Empreendedorismo Colaborativo The Hop, a Estrella Galicia consolida o seu planejamento digital de seguir reinventando o seu modelo de negócio e manter o ritmo de crescimento obtido nos últimos anos.

O Plano de Transformação Digital é liderado diretamente por Ignacio Rivera, principal executivo da empresa, com o apoio de toda a equipe de direção, à que se somou recentemente Juan José Delgado (ex-Amazon) como novo Chief Digital Officer (CDO). Se trata de um dos processos de transformação mais completos e avançados da indústria espanhola, e um exemplo no setor cervejeiro na Europa.

“A transformação digital tem que ser uma ajuda para que a organização alcance seus objetivos fundamentais de maneira mais eficiente, autônoma e escalável”, afirma Ignacio Rivera. “É uma ferramenta que agrega muitíssimo valor às equipes para competir na nova economia”, conclui.

Além disso, a empresa considera fundamental chegar ao novo cliente digital e conseguir o seu engajamento. Como consequência, o foco das iniciativas é o entendimento deste novo tipo de consumidor, satisfazer as suas demandas e superar suas expectativas, oferecendo os melhores produtos e serviços com uma proposta diferenciada.

Sobre a Estrella Galicia – A Estrella Galicia ainda hoje é uma empresa 100% familiar, independente, liderada por Ignácio Rivera, membro da quarta geração da família Rivera, que mantém a tradição artesanal cervejeira desde 1906.

Líder do Segmento Premium na Espanha, comercializa Estrella Galicia, Estrella Galicia 0,0% (versão sem álcool), 1906 Reserva especial, 1906 Red Vintage e 1906 Black Coupage, mais conhecida como a “ovelha negra da família Rivera”, se caracteriza por uma marcada vocação internacional com presença em mais de 40 países.

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7 dicas para quem quer fundar uma startup

Dois em cada três jovens brasileiros desejam empreender, mas a maioria não sabe por onde começar, segundo uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro divulgada este ano. Pensando nisso, a Udacity estruturou um passo a passo simples sobre como escolher uma ideia, definir seu segmento de clientes, validar hipóteses, criar um produto mínimo viável, estruturar seu pitch e arrecadar fundos, além de montar a equipe ideal.

Confira as dicas de Renata Goldfarb, gerente de produtos responsável pelo curso Nanodegree Startup Founder da Udacity — conhecida como a Universidade do Vale do Silício:

1º passo: escolha uma ideia

Para definir seu ponto de partida, a ferramenta mais recomendada é o Canvas. Ele possui 9 componentes a serem respondidos ao longo do processo de criação da sua startup: proposta de valor, segmentos de mercado, canais, relacionamento com clientes, atividades-chave, recursos-chave, parcerias-chave, fontes de receita e estrutura de custos.

Nesse primeiro passo, comece pela proposta de valor: ela te ajudará a definir o foco do seu negócio, que deve ser disruptivo. Ela normalmente é construída em cima de uma frase inspiradora, que se inicia com um verbo e esclarece todo o objetivo do negócio.

Caso você ainda não possua uma ideia, é possível começar a pesquisar problemas existentes que você tem interesse em resolver. Também é importante saber qual é o tamanho do seu mercado, compreendendo qual será a demanda para a sua solução. Se o seu mercado total disponível não é de mais de R$ 1 bilhão, por exemplo, você provavelmente não terá uma ideia competitiva o suficiente para participar de rodadas de investimento.

2º passo: defina seu segmento de clientes

Em seguida, é preciso saber — da forma mais precisa possível — qual é o segmento de clientes em que você irá atuar. Para isso, é preciso criar a sua “persona”: um detalhamento minucioso de quem será o cliente típico que consumirá seu produto ou serviço, passando por informações como comportamento, características demográficas, motivações, objetivos, desafios e preocupações.

Em adição a isso, também é preciso se atentar ao Job to be done. Segundo o professor de Harvard Clayton Christensen, quando alguém compra um produto, sua intenção é “realizar um trabalho específico”. Ou seja, o cliente tem uma necessidade a ser resolvida que, geralmente, está ancorada em características funcionais, emocionais, pessoais ou sociais.

3º passo: valide hipóteses

Esta é uma fase de pura pesquisa, na qual você precisará ouvir empaticamente o seu potencial cliente — no ambiente dele —, entendendo também se a operação será B2C ou B2B. O objetivo é encontrar o Product market fit, ou seja, a relação e conexão entre a sua ideia e o cliente.

Existem três perguntas a serem respondidas durante esta etapa: “quais as dores que o cliente sente?”; “quais os ganhos que minha proposta de valor gera para ele?”; e “quais as tarefas necessárias para que isso aconteça?”.

Após esse levantamento, pode ser que você perceba que a sua hipótese estava parcial ou totalmente incorreta. Mas não desanime: essa descoberta é essencial para que você retome o seu Canvas e adapte-o. Quanto antes você identificar isso, mais próximo você estará do que é uma startup, segundo Steve Blank: “Startup é uma organização temporária projetada para buscar por um modelo de negócios escalável e repetível, que atua num ambiente de extrema incerteza”.

4º passo: crie o MVP (produto mínimo viável)

Criar o seu primeiro MVP também deve estar entre as prioridades de quem deseja fundar uma startup. O seu produto mínimo viável, inclusive, pode ser algo bastante simples, de baixa fidelidade, ou até mesmo uma landing page do produto. Trata-se de um protótipo que será utilizado para validar as hipóteses definidas na etapa anterior — por isso, esses dois passos devem acontecer, preferencialmente, de forma simultânea.

Aqui já é, também, o momento ideal para definir modelo de receita e estrutura de custos, de modo que você comece a entender como vai ganhar dinheiro. Importante: você já pode começar a monetizar desde o primeiro dia com o seu MVP, comprovando que o negócio é viável.

Após essa fase de validação, pode existir a necessidade de pivotar sua ideia, isto é, mudar o seu modelo de negócios a fim de adaptá-lo à necessidade do seu cliente.

5º passo: estruture seu pitch

Pitch nada mais é do que uma apresentação curta, de 3 a 5 minutos, realizada com o objetivo de despertar o interesse de quem está te ouvindo. De forma sucinta, ela explica qual problema a sua startup está disposta a resolver, qual o seu diferencial na comparação com as demais ideias e como você vai ganhar dinheiro com isso.

Em competições, apresentações e eventos, existem dois tipos mais comuns: o pitch em si, apresentado de forma verbal, e o “pitch deck” — um material mais completo, enviado para o investidor entender sozinho tudo que contempla seu negócio. Entre os tópicos mais comuns, o empreendedor pode abordar temas como problema a solucionar, vantagens do produto ou serviço, entendimento do mercado, modelo de negócio, investimento necessário, teste com usuários, etc.

6º passo: arrecade fundos

Já ouviu falar em FFF (family, friends and fools)? Uma rede composta por familiares, amigos e pessoas que acreditam na sua ideia pode te ajudar durante o processo de levantamento de capital, especialmente enquanto ainda não há investidores-anjo interessados no seu negócio.

Essa é uma etapa importante para que você passe a ganhar tração, isto é, consiga alcançar as métricas estabelecidas para medir o sucesso da sua ideia (acessos ao site, geração de leads, vendas, etc.). Em resumo, o investimento no seu negócio em algum momento se tornará imprescindível para você continuar crescendo.

Bônus: monte a equipe ideal

Em linhas gerais, um empreendedor que atua de forma individual dificilmente consegue se virar sozinho: além da criação de uma startup ser um processo bastante demandante, há diversas habilidades técnicas e comportamentais que ele provavelmente não possui, mas pode complementar a partir de um ou mais sócios. Além disso, uma equipe composta por pessoas com perfis complementares é algo muito valorizado por investidores e aceleradoras.

Para garantir essa homogeneidade da equipe e encontrar profissionais realmente bons e engajados, é válido participar de meetups e eventos, conversar com empreendedores mais experientes e até mesmo montar uma rede de mentores que podem te ajudar nesse processo — ou seja, aumentar seu networking.

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Micro e pequenas empresas fecham 2017 no azul após 3 anos de quedas seguidas no faturamento

Depois de três anos seguidos no vermelho, as micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo conseguiram encerrar 2017 com resultado positivo ao registrar aumento de 5,1% no faturamento real (já descontada a inflação) sobre 2016. A receita total das MPEs em 2017 foi de R$ 635,9 bilhões, o que representa R$ 30,9 bilhões a mais do que no acumulado do ano anterior. Os dados são da pesquisa Indicadores, realizada pelo Sebrae-SP.

Ao considerar apenas dezembro de 2017, as MPEs paulistas apresentaram variação de +0,4% na receita em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar de ser uma alta relativamente pequena, foi o décimo mês consecutivo de crescimento real no faturamento, quando comparado com igual período do ano anterior.

“São dez meses ininterruptos de crescimento do faturamento dos pequenos negócios, um claro sinal que a retomada da economia está mais consistente, puxada pela queda da inflação, redução da taxa de juros, reformas estruturais e retomada o poder de compra das famílias”, explica o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. “Agora é acelerar as reformas e crescer”.

Em 2017, o faturamento das MPEs foi puxado pelo comércio e pelos serviços, que registraram aumento de 5,6% e 6,4% na receita real, respectivamente, ante o acumulado de 2016. As MPEs da indústria, porém, chegaram ao fim do ano passado com variação de -0,7% no faturamento. Este setor foi o último a apontar recuperação no seu desempenho, ocorrida principalmente no segundo semestre.

Por regiões, o melhor desempenho foi das MPEs do município de São Paulo, com aumento de 7% no faturamento em 2017 no confronto com 2016. Em seguida, aparecem os pequenos negócios do interior, com crescimento de 5,1% da receita. Na região metropolitana de São Paulo, a elevação no indicador de evolução da receita foi de 5%. Já as MPEs do Grande ABC apresentaram retração de 7,7% no faturamento acumulado de 2017 ante 2016.

“A explicação para as MPEs do Grande ABC destoarem negativamente está no fato de a região concentrar empresas da indústria, cuja recuperação demorou mais do que a de outros setores. Especificamente para as MPEs da região do ABC, a retomada começou apenas em outubro; é possível que nos próximos meses já apareçam resultados melhores”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Em 2017, houve redução de 0,9% no pessoal ocupado nas MPEs do Estado na comparação com o ano anterior. Contudo, o rendimento dos empregados nessas empresas subiu 4,4% e a folha de salários aumentou 1,5% no mesmo período.

Microempreendedor Individual

O Microempreendedor Individual (MEI) também encerrou 2017 com ganhos: o faturamento da categoria cresceu 3,7% sobre 2016. A receita total em 2017 foi de R$ 47,7 bilhões. O desempenho dos MEIs de serviços foi o melhor entre os setores: alta de 3,9% na mesma comparação. O comércio apresentou crescimento de 3,6% e a indústria teve expansão de 3,2% no faturamento real.

Quando analisado apenas o resultado de dezembro, houve crescimento de 15,7% ante dezembro do ano anterior. Foi o sexto mês consecutivo de alta do indicador de evolução da receita, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os MEIs da região metropolitana de São Paulo viram sua receita aumentar 3,3% no ano passado em relação a 2016. Já os do interior registraram um desempenho ainda mais animador: evolução de 4,2% no faturamento.

Expectativas

Para os próximos seis meses, 46% dos donos de MPEs de São Paulo projetaram, em janeiro, manutenção na receita do negócio (eram 47% em janeiro de 2017) e outros 34% acreditam em aumento ante 35% de um ano antes. Assim, a avaliação quanto à evolução do faturamento das MPEs mostra uma certa estabilidade nas expectativas.

Em relação à economia, 44% esperam manutenção do panorama atual ante 42% de um ano atrás. Já 34% falam em melhora, parcela menor do que os 40% que pensavam assim em janeiro de 2017. Os números mostram empresários mais cautelosos quanto à atividade econômica.

Entre os MEIs, em janeiro, 46% têm perspectiva de melhora no faturamento, ante 48% um ano antes. Para 39% haverá estabilidade (35% em janeiro de 2017). Sobre a economia, 42% falam em estabilidade, praticamente igual aos 41% de um ano atrás, e 46% acreditam em melhora, assim como em janeiro de 2017.

A pesquisa

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP foi realizada com apoio da Fundação Seade. Foram entrevistados 1,7 mil proprietários de MPEs e 1 mil MEIs do Estado de São Paulo durante o mês de referência. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os MEIs são definidos como os empreendedores registrados sob essa figura jurídica, conforme atividades permitidas pela Lei 128/2008. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE.

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Vale a pena criar uma startup hoje? – Por Adriano Meirinho

Existe um momento certo para criar uma startup? Quais pontos devem ser analisados antes de colocar sua ideia em prática?

Em um cenário de crise da política e economia brasileira, será que vale a pena criar uma startup? Quais critérios precisam ser analisados antes de colocar a mão na massa? Como saber se sua ideia vale uma empresa e se terá investimentos? Será que você possui as características necessárias para gerir um negócio?

A força do mercado empreendedor faz muitas pessoas caírem de cara na ideia de começar uma startup sem antes responder essas e outras perguntas que fazem toda a diferença lá para a frente. Para diminuir riscos, vamos falar sobre algumas delas.

O mercado

A ABStartups (Associação Brasileira de Startups), que em 2012 reunia pouco mais de 2,5 mil associadas, hoje conta com mais de 4,2 mil empresas do tipo. No total, o Brasil tem mais de 10 mil startups, movimentando bilhões.

Ou seja, mesmo com a crise, o volume de capital disponível para investimentos e de profissionais dispostos a empreender continua crescendo, ainda que os números sejam baixos comparados a outros países como Estados Unidos e Europa.

A maioria das startups hoje estão concentradas no estado de São Paulo, seguidas por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Grande parte delas trabalha no setor de tecnologia, área mais aquecida para esse mercado. Os profissionais atuantes em grande parte das startups também vem de áreas ligadas à tecnologia, como programação, biotecnologia, engenharia, física.

Isso não significa que apenas ideias de startups de tecnologia funcionam, nem que você precisa ser do setor para conseguir abrir o seu negócio. Significa que profissionais dessas áreas estão mais habituados à um ambiente de desenvolvimento contínuo, rápido, crescendo exponencialmente com custos baixos, trabalhando em ambientes de incerteza, criando e lançando produtos frequentemente. Em relação a investimentos, há diversas Venture Capital que ainda entendem o Brasil como um bom país para investimento de risco, e de uns 6 anos para cá, o ecossistema realmente cresceu, se profissionalizou e criou oportunidades mais tangíveis para criar uma startup.

Sua ideia

Antes de criar uma startup a partir de sua ideia de negócio, é essencial avaliar se você estará realmente resolvendo um problema que existe no mercado e que interesse o público. Procure saber como está o cenário do setor em que irá trabalhar, como concorrentes estão fazendo esse serviço ou oferecendo o produto.

Outras questões que devem ser respondidas são: quais são os benefícios do meu produto ou serviço acima da concorrência? Qual público se beneficiaria do meu trabalho e por quê? Investidores teriam interesse em qual característica específica do meu serviço ou produto? Qual o tamanho do meu mercado? O que seria preciso para construir um mínimo produto viável como teste? Precisarei de parceiros para começar esse negócio? Como os investidores podem lucrar (ter um exit de sucesso) com a minha ideia? Como posso criar um modelo de negócios em que eu tenha crescimentos exponenciais com custos baixos?

Determinando essas respostas, já será possível fazer um escopo dos próximos passos para desenvolver sua ideia e encontrar um capital de risco que se interesse pelo que você tem à oferecer.

Suas características

Aqui está o principal ponto de criar uma startup: seu potencial como gestor de um negócio. Vale a pena abrir uma empresa desde que você tenha espírito de mão na massa, saiba ouvir, tenha resiliência, esteja aberto para aprender cada vez mais e criar bons relacionamentos.

Se sua postura for de impulsionar seu negócio para a frente, sem estagnar em ideias que não dão certo e buscando investir sempre na melhoria do potencial de sua startup, poucos obstáculos serão grandes demais.

Adriano Meirinho é CMO e co-fundador do Celcoin, aplicativo de serviços financeiros que transforma o celular em maquineta serviços. Executivo de Marketing com MBA em Administração de Negócios do Varejo pela FIA-USP e certificação em Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL), Meirinho acumula experiência de mais de 18 anos em marketing e propaganda, com passagens em importantes empresas, como Oppa e Catho On-line, onde recebeu seis prêmios Top Of The Mind de 2006 a 2012 e três prêmios Ibest, nos anos de 2002 e 2004.

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5 dicas para criar uma startup fora dos grandes centros

Por Igor Chalfoun

Montar uma startup nunca é uma tarefa fácil, e fazê-lo fora de um grande centro, sem um ecossistema propício, torna esse desafio muito maior. O maior risco de estruturar uma empresa fora dos grandes centros é ficar distante dos principais clientes. Por outro lado, os custos operacionais das cidades do interior são menores, o que é um fator crucial para se iniciar um negócio.

Vale destacar que as cidades do interior são as que mais se destacam em termos de eficiência em geração de startups no Brasil. A campeã é a mineira Itajubá, que tem apenas 97 mil habitantes. Confira abaixo 5 dicas para obter mais êxito ao empreender em uma startup no interior do Brasil, longe das capitais:

1) Utilize concursos e eventos online para se promover: A Internet pode atenuar a distância física entre sua empresa e seus clientes, possibilitando oportunidades de negócios e networking que antes dificilmente aconteceriam. Sites como 100 open startups, além de não exigirem presença física ou investimento, propiciam visibilidade e permitem avaliar sua reputação no mercado.

2) Busque apoio das entidades locais: Mesmo sendo pequena, sua cidade pode contar com instituições de apoio, ensino e pesquisa. Sebrae, Senai e universidades locais, por exemplo, podem oferecer programas de apoio a startups, criando oportunidades de incubação, aceleração, networking e desenvolvimento tecnológico.

3) Mobilize e eduque localmente: Uma vez que o conceito de empreendedorismo e de startups não é muito conhecido no interior, principalmente em lugares distantes dos grandes centros, é vital que o empreendedor exponha sua proposta de inovação para atrair apoio, colaboradores, fornecedores e potenciais clientes na sua própria cidade e em regiões próximas.

4) Exposição online: O site é o cartão de visitas de qualquer empresa, e as redes sociais são uma excelente maneira de divulgar seus produtos e/ou serviços. Apresente sua proposta de maneira clara e gere conteúdo informativo na página da sua empresa e em canais como Facebook, YouTube e LinkedIn. Desse forma, é possível mobilizar a comunidade empreendedora, formando network de apoio e aumentando seu acesso a potenciais clientes.

5) Acesse recursos à distância: Um empreendedor precisa estar sempre atualizado em relação à sua área de atuação. Com os cursos à distância, é possível empreender no interior e continuar estudando ao mesmo tempo. Esses cursos, por vezes gratuitos, também são uma ótima oportunidade para entrar em contato com grupos de investidores-anjo, fundos de investimento, incubadoras e aceleradoras.

Igor Chalfoun é CEO e cofundador da Tbit, startup mineira que cria sistemas de análise de sementes a partir de Inteligência Artificial e processamento digital de imagens. É formado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Lavras e tem MBA em Gestão de Negócios pela USP.

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Dassault Systèmes anuncia programa global de empreendedores para apoiar startups, empresários e produtores

A Dassault Systèmes anuncia essa semana o Global Entrepreneur Program, programa global para empreendedores para acelerar o desenvolvimento de inovações revolucionárias por startups, empresários e fabricantes. O programa, que utiliza a plataforma 3DEXPERIENCE da Dassault Systèmes, seus aplicativos, conhecimentos e sua comunidade de mentores e de serviços, oferece um portfólio completo de soluções customizadas e com diferentes tipos suporte para acompanhar inovadores em todas as etapas de seus desenvolvimentos: do início até o final.

Mais de 1.000 startups, empresários e produtores já estão utilizando os serviços da Dassault Systèmes na criação digital de produtos e experiências de produtos para o mundo real. Com o Global Entrepreneur Program, eles podem utilizar mundos virtuais, colaboração, inteligência coletiva e comunidades para facilitar a inovação, a criatividade e a concretização das ideias. Os inovadores podem promover projetos que integram Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias, projetar e testar produtos, além de acessar serviços de prototipagem online. Todo o processo utilizando os mais recentes métodos de impressão 3D, além de compartilhar conhecimentos e competências com uma rede qualificada de profissionais, especialistas e colegas de várias indústrias.

As startups têm necessidades diferentes em cada fase do seu ciclo de vida. Uma abordagem tecnológica, de orientação e comercialização única, não é suficiente para fornecer os diversos níveis de suporte necessários para ajudá-los a comercializar produtos mais rapidamente, ao mesmo tempo em que aborda os desafios empresariais inerentes ao mundo das startups, como financiamento, recrutamento de pessoas, infraestrutura de TI ou vendas.

O Global Entrepreneur Program inclui aplicativos de design e treinamento da SOLIDWORKS for Entrepreneurs para projetos focados na inovação mecânica, bem como aceleração imersiva no 3DEXPERIENCE Lab para startups disruptivas que trabalham para transformar a sociedade que precisam de apoio de mentores, protótipos e suporte de marketing, inclusive de uma rede de incubadoras, aceleradoras e parceiros Fab Labs nos Estados Unidos e na Europa.

O Global Entrepreneur Program também inclui a plataforma 3DEXPERIENCE baseada na Nuvem (cloud-based), gerenciamento de comunidade, suporte e serviços que trazem velocidade, agilidade, flexibilidade, experimentação e colaboração para projetos que exigem mais do que apenas uma nova atividade de engenharia de produtos.

“Os empresários nos informaram que valorizam a comunidade social de uma incubadora acima de tudo, e nós ouvimos”, afirma Frédéric Vacher, Diretor de Estratégia Inovadora Corporativa da Dassault Systèmes. “A Dassault Systèmes adora as startups e o nosso Programa Global Entrepreneur oferece suporte aos seus processos de inovação, fornecendo aplicativos em Nuvem, comunidades e serviços online, qualquer que seja a indústria, produto, necessidade ou nível de maturidade.

“Podemos considerar ‘passado’ os dias em que apenas as grandes empresas possuíam inúmeras habilidades, recursos e capacidades para produzir avanços. Hoje somos um catalisador e facilitador para grandes empresas e startups na criação de conceitos, reunião de mundos virtuais e reais, além de fortalecer o renascimento da inovação”, enfatiza o executivo.

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