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Eleições 2018: entenda como funciona o aplicativo e-título, lançado pelo TSE

Há pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições no país, que será no dia 07 de outubro, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o aplicativo e-título, lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro do ano passado. A iniciativa que será adotada em todo o país, permitirá aos eleitores acessarem uma via digital do título eleitoral por meio do seu smartphone ou tablet.

Todos os cidadãos podem utilizar o aplicativo, desde que não haja nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Segundo o advogado Luis Roberto Alcoforado, da Alcoforado Advogados Associados, a principal função e vantagem do aplicativo é a dispensabilidade de portar o título de eleitor (documento físico) ao exercer o papel principal como cidadão do Estado Democrático de Direito.

“Além do mais, o software permite que os dados eleitorais do eleitor permaneçam, em tese, sempre seguros e disponíveis, em razão do aparelho celular ter alcançado o status de extensão do corpo humano”, comenta o especialista.

No caso da utilização da tecnologia por quem já fez a biometria, o advogado esclarece que, para quem já fez o cadastro biométrico, basta se cadastrar no aplicativo e estar portando o smartphone no dia do pleito. “Já para quem não fez, é necessário que, no dia da eleição, esteja portando um documento oficial com foto”, explica.

O e-título também permite ao cidadão acessar outras funções relevantes como: o local de votação, além do sistema operacional oferecer a opção ao usuário de como chegar até o seu domicílio eleitoral da melhor forma; dados de cadastro biométrico; certidão de quitação eleitoral e certidão criminal.

O especialista faz ressalvas sobre o uso desse tipo de iniciativa. “O aplicativo responde de forma vagarosa. Diversas vezes, não é possível acessá-lo. Portanto, acredito que na hora da votação, se as falhas não forem reparadas, enfrentaremos, possivelmente, grandes filas, devido à falta de capacidade da rede do aplicativo gerenciar diversos aparelhos móveis simultaneamente”, conclui o advogado Luis Roberto Alcoforado.

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É possível diminuir os riscos de fraude das urnas eletrônicas?

Por Matheus Jacyntho

Estamos em ano de eleições para a presidência da república, período em que percebemos com mais ênfase o cenário de acirramento político que vem desde o pleito de 2014. Após a última eleição, quando a diferença entre os candidatos foi relativamente pequena, alguns setores da sociedade questionaram a legitimidade e a segurança das urnas eletrônicas utilizadas no processo eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza, desde 2009, Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (Urnas Eletrônicas), porém em um ambiente muito controlado, de difícil utilização de ferramentas e com prazo limitado para conclusão. Ainda assim, os participantes dos testes conseguiram identificar vulnerabilidades que possibilitariam a um atacante fraudar uma eleição[1].

Para reduzir os riscos de fraude, o TSE recomendou a inserção de um processo de auditoria do Sistema Eletrônico por meio da impressão do voto. Assim, o eleitor conseguiria verificar se o voto impresso corresponde ao realizado na urna e a impressão cairia automaticamente em um compartimento lacrado sem intervenção humana. Caso alguma suspeita de fraude fosse levantada, seria possível recontar os votos impressos e conferir com o boletim da Urna enviado ao TSE.

A discussão sobre a adoção do voto impresso chegou até o Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que a versão impressa viola a garantia constitucional do segredo do voto, já que seria possível identificar o eleitor. Por fim, o Tribunal afirmou que estudos constataram o custo relativamente mais alto do voto impresso por eleitor.[2]

Sendo assim, em curto prazo, para as eleições de 2018, não será possível implementar a auditoria do voto eletrônico a partir de sua impressão. Talvez nem mesmo em cenário de médio prazo será possível. É importante ressaltar que este controle é considerado reativo, ou seja, caso seja comprovada uma fraude pela auditoria do voto impresso, teremos impactos, por exemplo, na política e economia, visto que seria necessária uma nova eleição.

Quando comparamos esse processo a outros setores, podemos analisar os testes realizados pelos bancos em suas aplicações de Internet Banking. Estes sistemas são testados praticamente de forma ininterrupta, provendo um alto nível de segurança da informação. Caso alguma vulnerabilidade seja implementada involuntariamente em ambiente de produção, é bem provável que os testes internos identifiquem a falha antes que um atacante externo consiga explorá-la.

Partindo da premissa que não existem sistemas 100% seguros e que a auditoria pelo voto impresso não está autorizada, é razoável considerar uma mudança no foco da segurança do voto eletrônico para a realização de mais testes periódicos do Sistema Eletrônico de Votação e da flexibilização do modo como os atuais testes são permitidos.

Os pesquisadores ou empresas contratadas poderiam ter acesso às Urnas Eletrônicas por mais tempo e condições para elaborar testes mais precisos e direcionados para o ambiente do Sistema Eletrônico de Votação. Desta maneira, seria possível identificar proativamente as vulnerabilidades, bem como o TSE providenciar as correções necessárias e os pesquisadores testarem novamente para comprovar que a remediação foi efetiva.

Portanto, na contramão do atual cenário que preconiza a adoção do voto impresso, a realização de mais testes periódicos e de maior duração, poderia diminuir significativamente o risco de fraudes no Sistema Eletrônico de Votação.

Matheus Jacyntho, gerente da área de cybersecurity da Protiviti, consultoria global especializada em finanças, tecnologia, operações, governança, risco e auditoria interna.

[1] http://www.researchgate.net/publication/323470546?channel=doi&linkId=5a9761de0f7e9ba42974d0c9&showFulltext=true

2 Portal do STF – http://www2.stf.jus.br/portalStfInternacional/cms/destaquesNewsletter.php?sigla=newsletterPortalInternacionalJurisprudencia&idConteudo=291605

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Eleições 2018: uma questão de Segurança Digital

Por Bruno Prado

Após três anos de crise política e econômica, e uma infinidade de denúncias de corrupção envolvendo diferentes partidos, finalmente chegamos a 2018, ano em que os brasileiros novamente voltam às urnas, no dia 7 de outubro. O objetivo é escolher os novos representantes da população nos poderes Executivo e Legislativo da Federação e seus Estados.

Além da grande importância natural, por se tratar de guiar o futuro do país para o próximo quadriênio, este acontecimento deve chamar ainda mais a atenção neste ano pelo momento de polarização de opiniões políticas entre os cidadãos. O debate ficou ainda mais exacerbado pelo intenso uso das redes sociais, que deram voz a todos os inscritos de forma quase que igualitária.

A conectividade proporcionou uma mudança no comportamento do usuário eleitor, que passou a consumir conteúdo informativo por meio das redes sociais. Diante disso, as mídias tornaram-se meios de comunicação protagonistas, abrindo caminho para colunistas e veículos considerados “independentes” como fontes alternativas aos grandes grupos. Se, por um lado, há hoje mais democracia na informação, esse canal também preocupa os agentes da segurança digital pela facilidade na viralização de notícias falsas.

A propagação das fake news acontece por meio de veículos de notícias alternativos ou “influenciadores”, que se dizem independentes, mas atuam a serviço de algum político ou partido para manipular a opinião pública. Entretanto, o mais preocupante é o uso crescente de bots, os robôs em forma de perfis falsos de usuários para compartilhar conteúdo duvidoso e para participar de fóruns de discussões. A preocupação é latente porque tal atividade pode influenciar os votos nas urnas e adulterar resultados, alterando o verdadeiro rumo de todo um país.

Portanto, além do uso da própria urna eletrônica e a polêmica em torno da possibilidade ou não de sua violação, as redes sociais devem, sim, ser encaradas pelas autoridades como uma questão de Segurança Digital durante o processo eleitoral. As equipes de tecnologia do Governo e das campanhas eleitorais devem ficar atentas a outras modalidades de crimes virtuais, como a simulação de páginas falsas para o roubo de dados pessoais dos usuários e movimentações nas camadas inferiores da Internet – como Deep Web e Dark Web – para a troca de informações ou até mesmo a compra e venda de ataques virtuais. Um deles é o de negação de serviço, mais conhecido pela sigla “DDoS”, para a tirar do ar canais online do Governo, do Tribunal Eleitoral, de partidos ou de candidatos.

Também por este motivo, até mesmo empresas não ligadas à política devem manter a Segurança Digital como prioridade. É comum alguns gestores congelarem os investimentos à espera de um panorama econômico com os novos eleitos. Porém, as organizações continuam vulneráveis a casos de hackativismo, em que hackers invadem sites ou derrubam serviços digitais de forma quase aleatória para defender ou promover uma causa. Desta forma, a implementação de medidas preventivas pode evitar prejuízos nesse período.

Vivemos em uma era de transformação digital, em que os avanços tecnológicos proporcionam benefícios, mas também desafios – e um dos principais, neste ano, é garantir a eleição de candidatos de forma honesta e transparente. Nosso Brasil já tem muitos problemas, não podemos deixar que a tecnologia nos traga mais um.

Bruno Prado é CEO da UPX Technologies, empresa especializada em performance e segurança digital.

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TSE lança atendimento virtual inédito no Twitter

Solução desenvolvida via Twitter Business Solutions permite que cidadãos tirem dúvidas e acessem serviços no ambiente privado das Mensagens Diretas (DMs)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa nesta segunda-feira (20) o atendimento virtual via Twitter, que permite aos usuários ter acesso a diversos serviços e orientações no ambiente de Mensagens Diretas (DMs). A solução, criada a partir da Twitter Business Solutions – plataforma desenvolvida pelo Twitter para facilitar a comunicação de perfis com seu público – já está disponível no perfil do @TSEjusbr.

“A solução traz uma nova experiência para o eleitor brasileiro. Trata-se de um canal de comunicação do TSE com o cidadão que proporciona um atendimento digitalizado, mais acesso às informações e a possibilidade de resolver questões do dia a dia de forma mais rápida e eficiente”, afirma Daniel Carvalho, diretor de desenvolvimento de negócios do Twitter para a América Latina.

“A tecnologia tem sido uma grande aliada da Justiça Eleitoral, a exemplo do contínuo investimento realizado em sistemas e equipamentos eleitorais. Na mesma linha, a Internet também tem o papel de protagonismo na disseminação de informações e serviços ao eleitor. Ter o Twitter como parceiro é mais uma forma de promover a democracia, ao estarmos próximo do eleitor de forma direta, acessível e informal”, explica a coordenadora de campanhas e redes sociais do Tribunal, Neri Aciolly.

O canal de atendimento por meio das Mensagens Diretas passa a oferecer, de maneira rápida e automatizada, diversas opções de acesso à informações e serviços de acordo com os objetivos de cada cidadão. É possível, por exemplo, verificar a situação eleitoral, fazer o download no formato pdf ou imprimir o documento de quitação eleitoral, consultar o seu local de votação e ter acesso às respostas das perguntas mais frequentes dos eleitores e dúvidas sobre os principais procedimentos do TSE. E, claro, o eleitor pode entrar em contato direto com o TSE via mensagem e tirar suas dúvidas.

O Twitter foi a primeira plataforma escolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral para lançar este tipo de serviço, que deve incorporar mais funcionalidades futuramente. No início do ano que vem, novos recursos estarão disponíveis no atendimento digital para eleitores no Twitter, trazendo ainda mais comodidade e praticidade aos cidadãos.

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Novos aplicativos da Justiça Eleitoral já estão disponíveis para download gratuito

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Os aplicativos (Apps) “Resultados”, “Boletim na Mão” e “Eleições 2016” desenvolvidos pela Justiça Eleitoral já estão disponíveis para download gratuito na loja Google Play. Os usuários do sistema IOS poderão baixar os aplicativos nos próximos dias.

Para as eleições deste ano, a Justiça Eleitoral vai disponibilizar, ao todo, 11 aplicativos para dispositivos móveis – smartphones e tablets (Android e IOS). Além desses três, já estão disponíveis os seguintes: Mesários, Agenda JE, JE Processos, Candidaturas e Pardal.

O App “Resultados” permite ao cidadão acompanhar, em tempo real, o resultado das eleições deste ano. Os resultados do primeiro turno serão divulgados, via aplicativo, a partir das 17h do dia 2 de outubro. Nos municípios em que houver segundo turno, as informações estarão disponíveis a partir das 17h do dia 30 de outubro.

Já o aplicativo “Boletim na Mão” permite que o resultado do pleito municipal de 2016 seja conferido por meio do código QR – um código de barras em 2D que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica. A ferramenta possibilita que qualquer cidadão acesse de forma rápida, segura e simplificada as informações contidas nos Boletins de Urna, documentos que são impressos após o encerramento da votação e afixados em quadros de aviso nas seções eleitorais.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, esse App permite que o cidadão atue como um fiscal do processo eleitoral. “O Boletim de Urna torna o resultado público imediatamente após o término da votação. Tudo o que acontece a partir dali, como a transmissão e a apuração, fica transparente. Isso acontece em 100% das 461 mil seções eleitorais. Nesse sentido, trata-se de um aplicativo que inclui o eleitor no processo de fiscalização do pleito”, afirma.

Já o aplicativo “Eleições 2016” oferece ao cidadão notícias, vídeos e acesso aos demais aplicativos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. O layout da ferramenta lembra a página do TSE na internet. Ao entrar no App, o cidadão poderá obter informações como a situação eleitoral, local de votação, justificativa eleitoral e transporte de eleitores, entre outras.

Onde Votar

O aplicativo “Onde votar” (ainda indisponível) foi criado pela Justiça Eleitoral para facilitar o acesso do eleitor brasileiro ao local de votação e aos postos de justificativa, caso esteja fora do seu domicílio eleitoral. O aplicativo funciona como um guia que auxilia os eleitores que estão em dúvida sobre a zona ou seção em que votam. Ele traz o endereço dos locais de votação e dos postos de justificativa em todo o Brasil, permitindo ao cidadão fazer a consulta de forma rápida e segura, diretamente das bases nacionais da Justiça Eleitoral. O App deve estar disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play a partir desta terça-feira (27).

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

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Debate em São Paulo é o primeiro transmitido na íntegra via Periscope no Brasil

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O debate com os principais candidatos à prefeitura de São Paulo realizado na TV Gazeta no domingo, 18 de setembro, foi o primeiro transmitido na íntegra no Brasil via Periscope, aplicativo de transmissão de vídeo ao vivo do Twitter.

O feito é resultado da parceria entre a emissora paulista, o jornal “ O Estado de S. Paulo” e próprio Twitter. Como geradora de imagem, a TV Gazeta foi a responsável pela captação do conteúdo. A transmissão foi realizada no perfil @Estadao no Periscope e compartilhado exclusivamente no Twitter.

Para Jonas Oliveira, diretor de parcerias com veículos de notícias e política do Twitter Brasil, o Twitter conecta as pessoas com o que está acontecendo no momento, eventos em tempo real, como o debate, o que possibilita um alto engajamento dos usuários. “Os eleitores puderam tornar-se protagonistas no debate, trazendo dúvidas e questionamentos que fazem parte de algumas das conversas que acontecem diariamente no Twitter”, explica Oliveira.

Além da transmissão ao vivo, os telespectadores enviaram perguntas no formato vídeo e texto, via Twitter, para serem respondidas ao longo do evento. As perguntas foram organizadas e exibidas em um painel do Moments, ferramenta de curadoria do Twitter que busca os melhores Tweets e assuntos mais relevantes todos os dias. Conforme análise realizada pela plataforma, entre às 15h30 do domingo (18) até a meia-noite da segunda-feira (19), foram contabilizados mais de 26 mil Tweets relacionados ao debate e mais de 120 mil telespectadores na transmissão ao vivo pelo Periscope.

Segundo Dacio Nitrini, diretor de Jornalismo da TV Gazeta, a estratégia permitiu que o debate fosse visto por uma camada da população que não assiste televisão: “Nada é mais democrático do que ampliar o acesso à informação”.

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Startup do Cietec desenvolve solução de santinho digital para candidatos a eleições municipais

Inovação do Midiacode permite que eleitores saibam mais informações do que aquelas distribuídas nos panfletos

Com a proximidade das eleições municipais, os candidatos e partidos políticos procuram oportunidades para divulgar seus planos de governo e conquistar eleitores. O uso da tecnologia pode ajudar muito nessa tarefa, com o uso do santinho digital, no qual um código smart-conectado dá acesso a informações ilimitadas que colaboram na estratégia de marketing da campanha.

A solução é um serviço do Midiacode, projeto da Novari, startup da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica IPEN/USP/Cietec, que inovou em uma tecnologia para que os eleitores e consumidores capturem conteúdo do meio impresso e o armazene no smartphone. Com essa inovação, o conteúdo não tem alterações: um panfleto entregue na rua será digitalmente capturado na íntegra, dando fácil acesso a outros conteúdos, como planos de governo, imagens, páginas web, vídeos, redes sociais e e-commerce (no caso de panfletos de lojas de varejo, por exemplo).

Segundo Robson Lisboa, idealizador e conselheiro do projeto, o sucesso da campanha de um candidato está na sua capacidade de inovar e ser criativo. “Independente da estratégia do partido, o meio digital, principalmente os smartphones, não pode ser ignorado”, explica. O CEO da startup conta que o santinho digital permite que os candidatos possam entregar mais informação para seus eleitores, além de vídeos, plano de governo e links para seus sites. “Os eleitores que usarem a tecnologia do santinho digital poderão ainda compartilhar o conteúdo escaneado com amigos e familiares nas redes sociais, como o WhatsApp, por exemplo”, conclui o idealizador do Midiacode.

Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec, lembra que as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigem mais criatividade dos especialistas em marketing político. “Esse ano, existe uma legislação que limita o investimento em campanhas eleitorais, além de reduzir o tempo de propaganda gratuita e menos dias para publicidade de programas de governo”, explica o especialista em inovação. “A ideia do Midiacode é colaborar com os candidatos e responsáveis por suas campanhas, oferecendo uma oportunidade para divulgação tecnológica e de baixo custo, podendo chegar até a um custo zero”, conclui.

O código smart-conectado do Midiacode pode ser colocado em todo material impresso, como folhetos, adesivos de carro, cartazes, banners. Para o eleitor ter acesso às informações, basta ele apontar a câmera do celular para o símbolo, capturando os dados do mundo físico (santinho ou adesivo) e armazená-las no mundo digital (smartphone).

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Uso de ferramentas de Analytics e Big Data nas eleições de 2016 será o grande diferencial

Por Wesley Santos, Instrutor Estatístico do SAS Brasil

Quem é o meu eleitor? Qual a opinião das pessoas sobre as minhas propostas? Será que os eleitores gostaram da postagem que eu fiz ontem? Estas são algumas dúvidas que provavelmente passarão pela cabeça dos políticos que disputarem as eleições deste ano para prefeito, vice-prefeito e vereador. O modo tradicional de responder a estas perguntas se baseia nas pesquisas eleitorais feitas por grandes institutos. Mas fica a pergunta: e as milhares de opiniões geradas diariamente pelas redes sociais? Como quantificar um tuíte, um post no Facebook, um comentário feito no Youtube após um vídeo viral ou até mesmo um meme de um candidato? A resposta está no uso de ferramentas de Analytics voltadas para análise de grande quantidade de dados, ou seja, o Big Data.

Para se ter uma ideia do tamanho das informações que estamos falando, apenas nas eleições presidenciais de 2014, assuntos relacionados ao tema chegaram a 39 milhões de tuítes e cerca de 674 milhões de postagens no Facebook (incluindo curtidas e comentários), no período de julho a outubro de 2014. Esse novo cenário cria inúmeras vantagens para o partido que souber melhor aproveitar as soluções analíticas voltadas para a análise de grandes bases de dados.

Para dar conta dessa avalanche de informações são necessárias técnicas que apliquem conhecimentos avançados de estatística e de computação. Estamos falando de algoritmos de Machine Learning e tecnologias que possibilitam aos sistemas encontrar padrões e, assim, auxiliar na tomada de decisões rápidas. Uma técnica já aplicada com sucesso em áreas de inteligência analítica voltadas para marketing é o Support Vector Machine (SVM – Máquinas de Vetores de Suporte) – algoritmo que busca padrões para classificação de dados.

O SVM pode ser utilizado para saber a opinião, a satisfação e o sentimento dos eleitores nas redes sociais. Geralmente, essas percepções são chamadas de análises de sentimentos. Para o candidato, é interessante saber se determinada política ou programa eleitoral está com aceitação ou rejeição junto aos eleitores; ou ainda ter conhecimento, em tempo real, do sentimento das pessoas durante um debate eleitoral. Estamos falando de opiniões e comentários, sejam na forma de tuítes, curtidas, postagens em blogs, comentários em vídeos e até a reação de pessoas a determinados memes.

Outra técnica que pode ser utilizada é o algoritmo de classificação k-means. O objetivo, nesse caso, é encontrar grupos de eleitores com similaridade ou dissimilaridade de opiniões. Por exemplo, grupos de eleitores que demonstrem interesse em candidatos que defendam politicas voltadas a sustentabilidade ou melhorias no transporte público em detrimento ao uso de carros, entre outros exemplos. Também é possível identificar regiões com baixa adesão de eleitores e que mereçam maior engajamento. Dessa forma, os candidatos podem segmentar seus esforços em determinados grupos e terem um foco de atenção mais especifico.

Independente da técnica utilizada, o candidato que souber tirar melhor proveito das ferramentas de Analytics terá uma vantagem sobre os demais. As pessoas estão dizendo o que querem, mas agora a informação está dispersa, diluída, misturada em diferentes plataformas. Ter as ferramentas certas para analisar e traduzir em insights essa grande quantidade de informações será o diferencial que poderá levar o político a uma vitória na próxima eleição.

Wesley Santos é formado em Estatística pela USP (Universidade de São Paulo). Atua como instrutor nos cursos estatísticos do SAS Brasil. Possui experiência como consultor nas áreas de Modelagem de Risco de Crédito, Modelagem de Prevenção à Fraudes e Estatística Avançada.

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