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Edge Computing amplia a performance e escalabilidade do e-commerce para a Black Friday

Uma das datas mais aguardadas pelo consumidor, a Black Friday, que acontece este ano no dia 29 de novembro, já começa a mobilizar o varejo brasileiro. E para que a data seja um sucesso, as empresas possuem o desafio de conciliar boas ofertas com uma tecnologia que garanta alta performance em momentos de pico de acesso. Afinal, o consumidor deseja navegar pelo site e finalizar a compra de forma rápida e segura.

Em 2018, a plataforma de Edge Computing da Azion foi utilizada por quase 50% da receita transacionada pelo varejo nos dias da Black Friday, e em 2019 este número será ainda maior. Para que o usuário tenha uma boa experiência, livre de falhas e com uma excelente performance, a Azion conta com servidores colocados dentro de praticamente todas as grandes e médias operadoras de telecomunicações do País, além de um moderno framework para que desenvolvedores construam e executem aplicações de forma rápida e segura, mais próximas de seus usuários, no edge da rede.

A plataforma de Edge Computing da Azion também permite o acompanhamento e a alteração de aplicações em tempo real, proporcionando uma maior facilidade em promover ajustes e regras de negócio durante o evento para buscar resultados ainda mais expressivos, sem deixar a segurança de lado. “Se o preço ou o estoque de um determinado produto for alterado, ou o cliente deseja executar testes A/B para entender qual oferta vende mais, a Azion garante que estas alterações sejam refletidas para os usuários em tempo real, sem que o cliente tenha que fazer deploy de uma nova aplicação no backend, aumentando a confiabilidade do processo, sem afetar a escalabilidade e performance do serviço”, explica Julio Silvello, Chief Product Officer (CPO) da Azion.

Com o objetivo de entregar uma experiência fluida, independente do dispositivo, a Azion oferece uma série de módulos e bibliotecas de software que podem ser contratadas separadamente, de acordo com a necessidade. Assim, o cliente pode expandir suas aplicações, utilizando o modelo de precificação Smart Pricing da Azion, em que a empresa paga apenas pelo que utiliza.

“Com aplicações distribuídas de maneira inteligente em uma rede composta por centenas de servidores espalhados por pontos de presença no Brasil inteiro, é possível melhorar drasticamente a performance, a segurança e a disponibilidade de aplicações web. Ao mesmo tempo, a gestão do serviço é simplificada pois todo o modelo é baseado no conceito serverless, no qual a própria Azion faz a gestão dos servidores e gerencia dinamicamente a alocação de recursos a eles, de forma totalmente transparente para os clientes.Com a Azion, nossos clientes garantem menor latência – tempo de resposta – e maior performance, especialmente no e-commerce”, destaca Silvello.

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Edge Computing para acelerar os negócios das empresas brasileiras

Por Henrique Cecci, chairman da Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud 2019

Em um mundo cada vez mais conectado e inteligente, encontrar maneiras de se obter respostas ágeis e precisas tem se tornado uma das principais demandas para o sucesso das empresas. Por esse motivo, as iniciativas de negócios digitais têm exigido novas soluções “em tempo real”, que permitam facilitar as ações locais de suas operações. Nesse cenário, Edge Computing surge com amplo destaque, atendendo diretamente as necessidades corporativas por alto poder de computação localizado.

Mas o que é, afinal, Edge Computing? Trata-se da aplicação de soluções que facilitam o processamento de dados diretamente na fonte de geração de dados. No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as fontes de geração de dados geralmente são “coisas” com sensores ou dispositivos incorporados. Edge Computing, nesse caso, serve como extensão descentralizada para a gestão dos dados gerados, possibilitando a análise local das informações coletadas, conferindo mais agilidade e eficiência à avaliação dos insights.

Com essas oportunidades, é esperado que Edge Computing cresça até mais rápido que as soluções em Nuvem, mudando as estratégias e definições da área de TI. A escalada desse tipo de oferta, aliás, deve ser bastante visível em pouco tempo. Segundo estudos do Gartner, a expectativa é que até 2025, 75% do total de dados criados pelas empresas serão gerenciados por sistemas de Edge Computing – atualmente, apenas 10% das informações são processadas ​​em Data Centers ou sistemas descentralizados.

Diante dessa realidade em ampla transformação é fundamental que os líderes de Infraestrutura e Operações de TI (I&O) procurem entender o mais rápido possível qual é o valor e quais são os riscos associados à adoção de soluções de Edge Computing aos seus negócios.

Afinal de contas, as atuais pesquisas de mercado indicam que as companhias que já embarcaram em uma jornada de negócios digital mais complexa estão rapidamente percebendo que, para atender aos requisitos de infraestrutura de negócios digitais, será necessário adotar uma abordagem mais descentralizada de processamento dos dados. À medida que o volume e a velocidade das informações aumentem, as companhias estão vendo que transmitir todas essas informações para um sistema em Nuvem ou Data Center também está se tornando mais difícil.

Nessas situações, há benefícios em descentralizar o poder de computação, aproximando-o do ponto em que os dados são gerados – em outras palavras, buscando Edge Computing. A implantação rápida de projetos de IoT para os mais diferentes tipos de negócios, consumidores e governo (como cidades inteligentes) está impulsionando o desenvolvimento dessas soluções e acelerando a exigência pelo processamento de ponta, na borda das redes.

Vale salientar que as soluções de Edge Computing podem assumir muitas formas e atender diversas questões. Essas soluções podem ser utilizadas para monitoramento de dispositivos móveis, como um veículo ou smartphone, por exemplo. Ou, ainda, podem ser aplicados em ambientes estáticos – como parte de uma solução de gerenciamento de edifícios, fábricas ou plataformas de petróleo offshore.

Os recursos das soluções de Edge Computing variam de acordo com o tipo de informação a ser gerenciada para a filtragem básica de eventos, indo do processamento de eventos complexos e ao processamento de dados em lote. Um exemplo de sistema de Edge Computing pode ser visto nos dispositivos de vestir (wearables). Esses aparelhos são capazes de analisar localmente informações como frequência cardíaca ou padrões de sono, sem a necessidade frequente de se conectar a um data center ou servidor em Nuvem para emitir suas recomendações. É essa capacidade, de agira rapidamente e com maior precisão, que norteará a adoção de Edge Computing.

Afinal, essas opções podem servir como clusters – ou micro Data Centers – preparados para gerar mais poder de computação local às organizações, acelerando ao processamento e a geração de valor a partir dos dados. Em um veículo, por exemplo, uma solução Edge pode agregar insights locais sobre sinais de trânsito, dispositivos GPS, outros carros, sensores de proximidade e assim por diante, melhorando a experiência dos usuários por processar essas informações localmente para a segurança ou para uma navegação mais ágil.

Mais complexos ainda são os servidores Edge que estão sendo utilizados atualmente nas redes de comunicação móvel de próxima geração (5G). É esperado que os servidores instalados em estações de base de celular 5G consigam hospedar aplicativos e armazenar conteúdo em cache para assinantes locais, sem precisar enviar tráfego por meio de uma rede de backbone congestionada. Em aplicações especialmente complexas, Edge Computing tem o potencial de diminuir o tempo e acelerar a inteligência dos dados.

Por outro lado, tal como acontece com todas as tecnologias em rápida evolução, a avaliação, a implementação e as soluções operacionais de Edge Computing também têm seus riscos – e eles vêm em muitas formas, sobretudo quando o assunto é segurança. Sendo assim, é importante que os líderes de I&O tenham consciência de que a utilização de soluções Edge acaba por aumentar exponencialmente a área de superfície para possíveis ataques.

Outra preocupação é que o custo de implantação e gerenciamento de um ambiente de Edge Computing pode facilmente exceder os benefícios financeiros do projeto. Além disso, os projetos podem se tornar vítimas de seu próprio sucesso – a escalabilidade pode se tornar uma questão séria à medida que novos endpoints de IoT proliferam, tornando a evolução das aplicações de processamento mais caras e complexas.

A computação de ponta tem um enorme potencial para permitir iniciativas digitais apoiadas por IoT, mas os líderes de infraestrutura e operações precisam agir com cuidado. As ofertas devem crescer nos próximos anos, com a expansão da Internet das Coisas e o surgimento de novas ferramentas para análise de dados. O caminho está sendo construído e o que resta para as empresas é entender os limites práticos para avançar ao máximo as suas fronteiras de computação digital.

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Edge Computing: o que é, onde se aplica e qual a relação com a cloud?

Por Alexandre Glikas

Em tradução livre, Edge Computing significa computação de ponta, ou de borda, isto é, um sistema mais próximo que permite às organizações processarem um volume maior de dados de modo mais rápido e eficiente.

Para entender melhor, é importante compreender o atual cenário tecnológico. Estamos mais conectados do que nunca. Portamos e operamos dispositivos, móveis ou não, que geram e processam um grande volume de dados. E tudo fica armazenado na nuvem, o que permite que as informações estejam sempre acessíveis.

No entanto, o aumento de dispositivos conectados leva a uma limitação óbvia e inevitável: o elevado volume de dados deve ser proporcional aos recursos de computação, o que pode acarretar altos custos ao negócio; utilização excessiva da rede; alta latência; indisponibilidade e redução da confiabilidade dos sistemas.

Assim, já começamos a observar iniciativas de empresas que aproximam os serviços de nuvem ao perímetro da rede. Dessa forma, as operações de armazenamento e processamento aproximam-se das fontes dos dados, trazendo resultados mais ágeis. Isso é Edge Computing. A ideia é realocar parte do poder computacional do data center para as extremidades (edges) da rede, incluindo pontos próximos ou o próprio dispositivo.

Por meio dessa tecnologia, os aparelhos IoT podem transmitir dados para um equipamento próximo, como um gateway, capaz de compreender e processar as informações e dar respostas rapidamente, reduzindo a necessidade de transferir dados à nuvem para então devolver o resultado.

Para entender como pode ser aplicado no âmbito corporativo, veja como a necessidade de maior disponibilidade e agilidade estão presentes em nosso cotidiano. Quando usamos um aplicativo para alugar casas, saber como está o clima, fazer agendamentos, pedir táxis, entre outras coisas, ficamos impacientes quando o sistema demora a dar uma resposta ou simplesmente está indisponível. Isso acontece porque ele depende muito do processamento e armazenamento externo, centralizado na nuvem.

Essa demora ou indisponibilidade dentro de uma organização pode impactar na perda de negócios e qualidade operacional. Então, se a empresa implementar uma infraestrutura de edge, por meio de um data center modular local, por exemplo, processos importantes e cargas de trabalho podem ser processados rapidamente, com uma latência quase imperceptível.

Quais impactos traz ao negócio?

Um dos grandes ganhos do Edge Computing para o negócio é a não dependência de um data center distante, bastando ao gestor gerenciar a periferia da rede, ou seja, os pontos próximos de processamento e armazenamento. Mas, assim como toda tecnologia em evolução, aqui também é necessário estar atento a alguns riscos que podem impactar o negócio.

Um deles e talvez o principal, está relacionado à segurança. Se você traz o armazenamento e o processamento para a borda da rede, distribuindo para diversos pontos, aumenta substancialmente o tamanho da superfície exposta a ataques. Eles podem se tornar portas de entrada desprotegidas.

Há também a preocupação com o custo da implementação e o gerenciamento das extremidades. Dentro de um ponto de vista escalável, quanto maior a infraestrutura de TI, maiores serão os valores usados para expandir, operar e monitorar. Os custos acabam crescendo proporcionalmente à ampliação do negócio.

No entanto, essa é apenas uma das perspectivas, pois muitos defenderão o Edge Computing como uma solução mais segura, uma vez que os dados não precisam trafegar na nuvem, permanecendo em um ambiente seguro e controlado.

Edge Computing e cloud: qual a relação?

Por conceito, as duas tecnologias são opostas quando se referem ao local de processamento e armazenamento. Ao passo que a nuvem mantém a operação em um data center central, em um servidor remoto, o Edge Computing realoca o processamento nas bordas da rede, em pontos mais perto dos dispositivos.

Apesar de diferentes, eles não se substituem. Na realidade, são complementares. Por exemplo, regras de análise podem ser criadas em nuvem e, então, enviadas para os dispositivos periféricos para um processamento próximo.

Assim, não se trata de uma discussão acerca de qual tecnologia dominará os próximos anos, mas sim, sobre o que as empresas têm feito hoje para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade de serviços e informações com base nos recursos já existentes.

Alexandre Glikas, diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb.

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O sucesso do seu negócio pode depender da Edge Computing – Por Robert Linsdell

O mundo tecnológico é repleto de buzzwords, tendências e ‘inovações disruptivas’. É tão fácil perder-se em novas terminologias que, às vezes, não tomamos conhecimento ou ignoramos alguma tecnologia que causa um real impacto no mundo.

Eu acredito que edge computing recai nessa categoria. Trata-se de um termo não exatamente novo, mas muitas pessoas da indústria ainda não têm consciência do seu significado e, certamente, da sua importância para os negócios.

Nós realizamos uma pesquisa em nossa base de clientes e parceiros em toda a região Ásia Pacífico e descobrimos que quase um terço dos entrevistados não tinha pleno conhecimento desta tecnologia. Quarenta por cento dos entrevistados têm uma compreensão abrangente da tecnologia, mas somente um terço efetivamente fez mudanças em sua infraestrutura para acomodá-la.

O Gartner também realizou uma pesquisa (Gartner, Hype Cycle for Emerging Technologies, 2017, 21 de julho de 2017, Mike J. Walker) sobre o tema. Segundo esse instituto de pesquisa, “A maior parte da tecnologia para data centers edge está prontamente disponível; ainda assim, a aplicação generalizada da topologia e arquiteturas explícitas de aplicação e rede ainda não são comuns. Segue sendo necessário que as plataformas de gerenciamento de sistemas e rede sejam ampliadas para incluir unidades edge e tecnologias específicas para a função edge, tais como data thinning, compressão e análise de vídeo”.

Neste artigo, analisamos exatamente o que é a periferia da rede e por que é importante que sua empresa tenha a estratégia correta para ela.

Então, de que se trata?

A extremidade (edge) representa pontos de entrada em redes corporativas ou de provedores de serviços. Tradicionalmente, isso incluía roteadores, switches, computadores desktop etc. Nos anos recentes, a periferia se expandiu; isso foi provocado, em parte, pela disseminação de tablets, laptops, smartphones, dispositivos vestíveis e outros.

Essa explosão, um sinal de nossa gradual transição para um futuro baseado em IoT, impulsionou a necessidade de ‘edge computing’, que definimos como o processo de deslocar o poder computacional do data center para as extremidades da rede, perto de onde todos esses dispositivos estão e para os quais a maioria dos dados está, agora, sendo criada.

Considere a maneira pela qual os dados são hoje criados e processados na periferia.

Uma loja de varejo que necessite de processamento de informações de clientes em tempo real; uma agência governamental que precise localizar dados por razões de segurança; sites de mining que necessitam de analytics em tempo real de dados capturados de um drone explorador ou de um dispositivo vestível usado por trabalhadores – particularmente críticos em casos de acidente. O quadro é cristalino: estamos desenvolvendo inovações digitais que são processadas na periferia da rede; portanto, necessitamos de alguma infraestrutura neste local, a periferia, para cuidar disso. Mais do que uma argumentação, trata-se de uma realidade premente. Implementar infraestrutura edge é vital para otimizar a maneira como a sua empresa usa a tecnologia.

Apoiando a maneira como usamos a tecnologia hoje

Agora, pense em como dependemos da tecnologia atualmente – não somente no local de trabalho, mas na vida cotidiana.

Nós usamos aplicativos para chamar um táxi, pedir alimentos, alugar nossas casas, verificar o clima, agendar feriados e quase tudo o mais. Temos pouca paciência quando esses serviços estão indisponíveis.

Essa dependência e a pouca paciência são levadas ao local de trabalho. Os funcionários – e, em particular, os funcionários mais jovens, da geração do milênio – querem uma experiência de usuário totalmente integrada em seu local de trabalho; querem que a tecnologia trabalhe para eles. Falhas, flutuações e latência estão simplesmente fora de questão.

As empresas responderam às novas exigências de um playground digital no local de trabalho por meio da proliferação dos dispositivos periféricos mencionados acima. Infelizmente há uma desconexão entre isso e a implementação da infraestrutura que precisa estar operante para apoiar esse modelo.

Se você implementa infraestrutura de edge, como um data center modular – um sistema limpo, plug-and-play, convergido – até as linhas de frente da sua empresa, as cargas de trabalho são processadas mais rapidamente e com latência mínima.

Isso significa videoconferências com áudio e vídeo sincronizados e uma experiência não arruinada por imagens pixelizadas e má qualidade de som. Isso é feito conectando o tablet ao servidor em milissegundos, não minutos. O resultado é uma melhor experiência geral do usuário (UX).

Ou seja: não faz mais sentido depender do data center, que pode estar a quilômetros de distância ou até ultrapassado, para gerenciar a periferia da rede. Uma abordagem multifacetada é necessária. Acima de tudo, a periferia está se tornando rapidamente a parte mais importante dessa abordagem.

Robert Linsdell lidera a divisão ANZ, da Vertiv.

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