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Nova plataforma do boleto bancário: o que muda para lojas virtuais?

Por Tom Canabarro

Nos últimos meses, vimos muitas notícias sobre a nova plataforma de cobrança de boletos bancários (que representa o fim do boleto sem registro) e as mudanças que serão desencadeadas diante disso para o e-commerce. Os novos procedimentos começaram em julho, e a expectativa é que até dezembro a nova regulamentação esteja em vigor, abrangendo 100% dos títulos bancários emitidos no País. Por isso, desde já é vital que os profissionais do setor estejam preparados para os impactos que a nova medida poderá causar.

Embora o cartão de crédito seja a forma mais utilizada pelo consumidor brasileiro, correspondendo a mais de 70% das transações on-line, o boleto possui um importante atrativo para o lojista: a liquidez, já que o pagamento é contabilizado em até dois dias úteis – diferentemente do cartão, que leva em torno de 30 dias.

Além disso, o título bancário é visto pelo cliente (ainda que de maneira muito equivocada) como o meio de pagamento mais seguro para uma compra on-line. Isso não é verdade: uma vez pago um boleto falso, dificilmente aquele valor será estornado – diferentemente do cartão, quando, por contrato, um cliente sempre estará protegido caso não reconheça alguma transação on-line.

Muitos criminosos cibernéticos se aproveitam desta brecha para aplicar golpes – seja com lojas de fachada, que recebem pagamento por boletos e nunca enviam as compras ao cliente final; seja disseminando vírus que alteram em tempo real o código de barras quando um título bancário é emitido e induzem a vítima a realizar o pagamento do documento falso, direcionando o dinheiro a contas de laranjas.

Foi pensando nisso que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) implementou a nova plataforma para emissão do boleto bancário, que a partir de agora deverá ser emitido já registrado. Ou seja: o documento, assim que gerado, terá que estar atrelado obrigatoriamente a um documento com todos os dados do emissor, além de valor da cobrança e data de vencimento do título.

A validação dos boletos começou em julho, com títulos de valor igual ou acima de R$ 50 mil. Entre 11 de setembro, a medida passará a abranger documentos com valor mínimo de R$ 2 mil até que, em 11 de dezembro, todos os títulos bancários emitidos no Brasil deverão se adequar à plataforma.

Esta nova medida permitirá um controle muito maior dos bancos sobre os boletos que estão sendo gerados e visa a proteger o cliente final das tentativas de fraudes. A lei, todavia, implicará em um aumento de custos à loja virtual. Atualmente, o boleto só é cobrado pelas instituições financeiras no momento do seu pagamento. Mas há um agravante: de acordo com o E-Commerce Radar 2017, da Atlas, 51% dos títulos bancários emitidos não são pagos.

Há muita desistência ao longo das várias etapas do processo entre fechamento do pedido, impressão do boleto (com prazo de normalmente dois dias úteis), e pagamento do título (seja em um caixa eletrônico, no internet banking ou no app do banco). A taxa de conversão do boleto é muito mais baixa se comparada à do cartão de crédito, que permite a compra por impulso – afinal, o cliente, no ímpeto de fechar um pedido, precisa apenas digitar os dados na página de checkout (ou ativar o one-click) e pronto. Outra vantagem do “dinheiro plástico” é a possibilidade do parcelamento, paixão do consumidor brasileiro.

A nova lei do boleto tende a reforçar a segurança para o cliente final e aumentar o custo ao lojista. O e-commerce, por isso, não deve abrir mão, em hipótese alguma, da forma de pagamento mais eficiente hoje em dia: o cartão de crédito – utilizado por mais de 71% da população nacional para pagamentos on-line.

Tom Canabarro é co-fundador da Konduto, sistema antifraude inovador e inteligente para barrar fraudes na internet sem prejudicar a performance das lojas virtuais.

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Diebold Nixdorf e Air Bank fazem a ponte do físico ao digital para acesso a dinheiro em espécie com nova solução sem contato

O Air Bank, instituição financeira emergente da República Tcheca, estabeleceu uma parceria com a Diebold Nixdorf (NYSE: DBD), líder mundial na promoção do comércio conectado, com base na sua capacidade de inovar e fornecer experiências aprimoradas para os consumidores com o caixa eletrônico CS 2020, software e serviços. Os caixas eletrônicos oferecem uma grande variedade de funções digitais avançadas de software, entre elas a possibilidade de autenticar e efetuar transações sem o uso da tradicional leitora de cartões ou do terminal para inserção do PIN (número de identificação pessoal).

O Air Bank está testando a nova máquina sem contato que permite que os consumidores retirem dinheiro sem inserir o cartão na leitora. Para identificar o usuário, pode-se utilizar um cartão habilitado para NFC (Near Field Communication, ou campo de proximidade), um NFC-Stik ou um adesivo NFC, que podem ser colados a um smartphone, por exemplo, para se conectar com a leitora e digitar o PIN em uma tela de toque encriptada. A simplificação da interface com o usuário permite que os consumidores se beneficiem de um processamento de transações rápido, conveniente e que cria uma experiência aprimorada para o consumidor. A incorporação da leitora sem contato e de uma tela de toque encriptada para entrada do PIN aprimora ainda mais a experiência do consumidor ao eliminar os riscos de que o cartão fique preso e de ataques de “skimming”.

Pela primeira vez – e menos de seis meses depois de se transformar em uma empresa combinada –, a Diebold Nixdorf configurou e implementou rapidamente uma solução completa para o Air Bank da República Tcheca com tecnologia de hardware de ponta que utiliza um software avançado e oferece suporte a serviços de classe mundial.

Ganhador do prêmio Red Dot Design Award em 2016, o CS 2020 possui um design minimalista e oferece uma experiência inovadora para o consumidor, além de respaldar a filosofia do Air Bank de fornecer serviços de utilização fácil. “A simplicidade é um dos valores fundamentais do nosso banco”, disse Jaromir Vostry, gerente de produto para cartões do Air Bank. “Com recursos aprimorados, os novos caixas eletrônicos sem contato permitem que os clientes retirem dinheiro em espécie com o mesmo conforto e segurança que teriam se usassem pagamentos sem contato em lojas e em outros lugares.”

“Como líderes em inovação tecnológica, com o CS 2020 criamos um sistema que reúne as necessidades de hoje com a visão de amanhã para o acesso a dinheiro em espécie para todos os usuários. E estamos oferecendo a familiaridade, segurança e funcionalidade que os consumidores esperam em todos os ambientes omni-channel”, disse Ulrich Näher, vice-presidente sênior de sistemas da Diebold Nixdorf. “Como parceiros de tecnologia integral, estamos entusiasmados para trabalhar com o Air Bank para fornecer suporte a seu bem-sucedido produto para comércio conectado.”

O CS 2020 também pode ser configurado para identificar usuários sem cartão fazendo-se uma pré-autenticação com transação realizada no smartphone do consumidor. Depois que a transação é realizada, o usuário recebe um código QR (do inglês, Quick Response, em português, código de resposta rápida) seguro ou um PIN para ser utilizado apenas uma vez. Depois que o código QR é escaneado ou que o PIN é digitado no caixa eletrônico, este entrega o dinheiro rapidamente.

O Air Bank colabora com a Diebold Nixdorf desde sua fundação, em 2011. Desde então, o Air Bank tem investido bastante na expansão do seu canal de autosserviço e pretende expandir sua rede atual de 160 terminais com tecnologia de leitora de cartão tradicional e sem contato ao longo de 2017.

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