Tag Dell Technologies

Dell Technologies e Intel anunciam 2ª edição do estudo sobre maturidade de TI

A Dell Technologies e a Intel anunciam os resultados da segunda edição do estudo IT² – Benchmark da Maturidade da Infraestrutura de TI no Brasil, encomendado para a IDC Brasil, empresa líder no país em inteligência de mercado e consultoria nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações. O levantamento anual tem como objetivo identificar como a infraestrutura de TI das empresas brasileiras está preparada para suportar a transformação digital dos negócios. A pesquisa deste ano identificou que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no país atingiram uma nota média de 46,4 pontos, contra 43,7 na edição anterior. O que demonstra um avanço das companhias em relação ao tema de Transformação da TI nos últimos 12 meses, mas que ainda há um longo caminho a percorrer para que os ambientes tecnológicos acompanhem o ritmo acelerado de digitalização das corporações.

A segunda edição do estudo conduzido pela IDC Brasil entrevistou 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas, com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no quarto trimestre de 2018, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

O estudo aponta que, a exemplo do ano anterior, a Automação de Processos foi o tema com os resultados mais baixos (média de 35,7 pontos) entre os indicadores. Em seguida aparece a Modernização da Infraestrutura (com 46,3 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 57,2 pontos).

Fonte: IT² – Benchmark da Maturidade da Infraestrutura de TI no Brasil da IDC, patrocinado por Dell Technologies e Intel (março de 2019)

“Uma das questões que chama a atenção no estudo deste ano é que as empresas brasileiras apresentaram uma melhora importante na questão da Modernização da Infraestrutura, com crescimento de mais de quatro pontos: saltando de uma média de 42, em 2018, para 46,3 neste ano. Porém, a nota geral, mesmo nesse quesito, continua a ser baixa, pois não atinge nem a média, que seria de 50 pontos”, pontua João Bortone, diretor-geral de Vendas de Soluções para Data Center da Dell Technologies no Brasil. “Os números confirmam que começa a existir uma mudança de comportamento, com uma tendência de aumento na modernização proativa da infraestrutura de TI, no entanto cerca de 40% das empresas ainda seguem com um modelo reativo, no qual só realizam investimentos na atualização ao término de garantia ou contrato, em vez de priorizarem a otimização de workloads. Um cenário que pode gerar gargalos para o negócio, na medida em que os ambientes tecnológicos não estejam preparados para suportar o ritmo de digitalização das empresas”, acrescenta.

Modernização da Infraestrutura: hiperconvergência está no radar de 31% dos gestores de TI

O estudo demonstra que, enquanto as organizações exigem respostas cada vez mais ágeis e flexíveis da TI, muitas empresas têm priorizado tecnologias modernas que atendam a esses requisitos. Como reflexo, 16,8% dos líderes consultados afirmam já utilizar soluções hiperconvergentes, consideradas essenciais para garantir mais agilidade no atendimento a novas demandas na camada de infraestrutura, e outros 14,8% planejam implementar nos próximos 12 a 24 meses.

Por outro lado, 30,8% afirmam que não pretendem adotar esse tipo de solução e 21,6% admitem desconhecer o termo hiperconvergência.

COMO SUA EMPRESA AVALIA SOLUÇÕES HIPERCONVERGENTES?

Fonte: IT² – Benchmark da Maturidade da Infraestrutura de TI no Brasil da IDC, patrocinado por Dell Technologies e Intel (março de 2019)

A boa notícia, por outro lado, é que o levantamento deste ano revela que 67% das companhias planejam aumentar os orçamentos dedicados à segurança da informação em 2019, mantendo assim esse tema como a principal prioridade da área de TI, citada por 31% dos entrevistados.

O estudo mostra também que a maior parte das empresas (45%) tem priorizado investimentos em virtualização como parte do caminho para modernização da infraestrutura de TI. Além disso, o levantamento mostra uma desconfiança dos gestores de TI em relação à migração para cloud pública, com só 6% das empresas (contra 7% em 2018) pretendendo ter 100% das cargas de trabalho nesses ambientes em 24 meses. Enquanto cresce (saltou de 38% para 40%) o número de companhias que pretendem não ter qualquer workload em nuvem pública nos próximos dois anos.

“O estudo traz um indicador excelente de quanto o mercado brasileiro está motivado a investir em inovação e em recursos que promovam a transformação digital, enquanto aumentam a segurança de suas infraestruturas e dados”, afirma André Ribeiro, diretor de Novos Negócios da Intel Brasil. “Isso faz total sentido dentro da nossa estratégia de ampliar os limites da tecnologia para fazer com que o sonhado futuro não só aconteça, como traga as experiências mais incríveis para os consumidores e clientes.”

Automação de Processos ainda é baixa e pode prejudicar a jornada para a transformação digital

Mesmo com um ligeiro avanço em relação ao estudo de 2018, saltando de 33,7 para 35,9 pontos neste ano, a Automação de Processos se mantém como o item pior avaliado entre os requisitos para que as organizações brasileiras tenham infraestrutura de TI preparada para a transformação digital. Poucas empresas disseram apresentar os recursos necessários para tarifar as áreas pelo uso efetivo da tecnologia.

Apesar de 22,4% das companhias citarem que a área de TI já cobra das áreas usuárias pelo efetivo uso dos recursos de tecnologia, só 6,8% afirmam ter menus de autoatendimento completos para que as diversas áreas da empresa provisionem recursos tecnológicos de acordo com a necessidade delas.

O estudo aponta que a virtualização tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI para automatizar a gestão dos ambientes e ter mais flexibilidade para atender novas demandas. Os servidores seguem como os recursos mais virtualizados pelas empresas, com 73,6% dos entrevistados indicando que apresentam de 51% a 100% do processamento em máquinas virtuais.

QUAL O PERCENTUAL DE VIRTUALIZAÇÃO DA INFRAESTRUTURA?

Fonte: IT² – Benchmark da Maturidade da Infraestrutura de TI no Brasil da IDC, patrocinado por Dell Technologies e Intel (março de 2019)

Ainda de acordo com o levantamento, 39% das empresas já adotam multicloud, mas 26,8% trabalham em ambientes isolados, sem ferramentas de orquestração, integração e governança – o que não permite colher todos os benefícios da nuvem híbrida.

Processos Internos e Cultura: uma em cada três empresas enxerga TI como diferencial competitivo

O terceiro pilar analisado pelo estudo da IDC, a questão de Processos Internos e Cultura, foi o item com maior pontuação, 57,2 (contra 55,2 em 2018), na análise da maturidade da infraestrutura de TI das empresas para suportar a digitalização dos negócios. Os dados mostram no entanto, que apenas um em cada três executivos consultados considera que a área de Tecnologia da Informação representa um diferencial competitivo na visão das áreas de negócios. O que deve-se, principalmente, a uma dificuldade do time TI em comprovar o valor para as organizações.

Um dos sinais de que essa realidade começa aos poucos a mudar está no fato de que, quando questionados sobre os critérios para decisão de escolha de soluções tecnológicas, o preço das soluções aparece tecnicamente empatado com a análise de ROI (retorno sobre investimento) e atualização tecnológica.

“Após dois anos de dificuldade econômica, com investimentos restritos, é natural que os orçamentos de TI estejam limitados e precisem ser otimizados, o que justifica o fato de o preço da solução ser um fator fundamental para viabilizar os projetos. No entanto, sem clareza do ROI e do TCO (custo total de propriedade), a possibilidade de otimização do orçamento tende a ficar restrita”, afirma Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC Brasil. “Novas tecnologias, por exemplo, tendem a ser mais estáveis, performáticas e energeticamente eficientes, possibilitando ganhos futuros com otimização de budget. Sem olhar para esse TCO, o gestor continuará a ter dificuldades para garantir uma sobra de dinheiro para investir em inovação”, complementa.

Vale destacar que, a exemplo do ano anterior, mais de 50% dos dos orçamentos de TI das organizações está dedicado a manter o legado (em 62,4% das empresas consultadas), enquanto outros 42,02% são dedicados à inovação.

Ferramenta para análise online

As empresas interessadas em avaliar o grau de maturidade da infraestrutura de TI, podem cadastrar-se gratuitamente na ferramenta IT² – Benchmark da Maturidade da Infraestrutura de TI no Brasil (http://IT2-2019.idclatinsurvey.com), desenvolvida pela IDC e patrocinado pela Dell Technologies e IntelTrata-se de uma análise online, por meio da qual as empresas brasileiras podem avaliar o grau de maturidade da sua infraestrutura de TI para suportar a transformação digital e comparar os resultados com outras organizações instaladas no país.

Sobre a Dell Technologies

Dell Technologies é uma família única de empresas que oferece a infraestrutura essencial para que as organizações construam seu futuro digital, transformem a TI e protejam seu ativo mais importante: a informação. A empresa atende clientes de todos os tamanhos em 180 países, incluindo 99% das empresas da Fortune 500 e clientes individuais, oferecendo o portfólio mais abrangente e inovador do setor, que vai da borda ao núcleo, passando pela nuvem.

Tags, , ,

Dell Technologies anuncia investimentos em inovação e atualização do portfólio de soluções das sete empresas do grupo

A Dell Technologies anuncia durante o Dell Technologies World – evento global da empresa, realizado em Las Vegas (Estados Unidos) entre 30 de abril e 3 de maio – um conjunto de soluções inovadoras para os data centers modernos, voltados a ajudar os clientes a alcançarem seus objetivos de prever e construir seu futuro digital, além de apresentar as novas iniciativas da empresa para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias emergentes, que vão impulsionar o progresso humano.

“Durante o Dell Technologies World compartilhamos com nossos parceiros e clientes a nossa visão da tecnologia como a impulsionadora do progresso humano em todo o mundo”, afirmou Michael Dell, presidente e CEO da Dell Technologies. “Apresentamos durante o evento como, em maior e menor escala, nossos clientes estão usando a tecnologia para mudar o mundo para melhor, seja por meio de processos ou de uma indústria totalmente reinventados. Acreditamos na tecnologia para resolver nossos maiores desafios, e estamos progredindo mais rápido do que nunca”, completa Dell.

Ponto único para construir um futuro digital

A transformação digital está mudando fundamentalmente a maneira com que todas as empresas, de todos os setores, são criadas e operam. O Dell Technologies World reflete a crescente necessidade dos profissionais de TI contar com um ponto único com uma infraestrutura essencial para construir seu futuro digital, transformar a TI e proteger seu ativo mais importante: as informações.

Ao longo da semana, durante o evento, a Dell Technologies apresenta uma série de anúncios significativos, destacando as principais prioridades de negócios e estendendo o portfólio mais abrangente e inovador do setor – que vai da borda ao núcleo, passando pela nuvem – para ajudar os clientes a atingirem mais rapidamente os objetivos almejados. Reunidos, os especialistas da Dell, Dell EMC, Pivotal, RSA, Secureworks, Virtustream e VMware realizam demonstrações do ecossistema conectado de infraestrutura, aplicativos, dispositivos e segurança de TI que podem viabilizar uma transformação real das empresas e organizações.

Dell Technologies Advantage

A Dell Technologies está investindo em novos programas, incentivos e soluções projetados para acelerar o fornecimento de Transformações Digitais, de TI, Segurança e Força de Trabalho aos seus clientes a partir de seus parceiros de canal, que poderão aprimorar seus recursos de vendas de soluções de todo o portfólio das sete empresas do grupo.

Embora cada empresa do grupo continue a ter seu próprio programa independente, os recursos e as certificações de valor agregado da nova estrutura aumentam a capacidade de fornecer resultados de negócios positivos e de forma mais fácil e eficiente em todo o portfólio da Dell Technologies.

Dell Technologies Institute e Dell Technologies Capital

A empresa anuncia também o Dell Technologies Institute, um grupo de pesquisa virtual dedicado a acelerar a exploração de tecnologias emergentes que impulsionam o progresso humano. O Dell Technologies Institute colaborará com a Intel e a Singularity University para patrocinar o Grand Global Challenges, um programa de reconhecimento e inovação que traz empresas que usam tecnologias exponenciais para impactar positivamente a humanidade em escala global, bem como para iniciar pesquisas que explorem de que modo as tecnologias emergentes redefinirão nossas vidas, nosso trabalho e nossa economia até 2030.

A Dell Technologies Capital, braço de investimento de risco da Dell Technologies, apresenta forte impulso de incentivo um ano após o anuncio para o mercado. De maio de 2017 a abril de 2018, foram completados 24 investimentos e realizados novos como parte de sua taxa média de investimentos de US$ 100 milhões/ano. Desde 2012, a Dell Technologies Capital fez 81 aportes focados em startups em estágio inicial que abrangem uma ampla gama de áreas de tecnologia. No ano passado, um terço dos novos investimentos se concentraram em inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), além de outros focados em segurança, infraestrutura de próxima geração e outras áreas de tecnologia estratégicas para a família de empresas Dell Technologies.

A empresa destaca que dos 24 investimentos mais recentes 11 empresas já deixaram o portfólio de investimentos, incluindo três empresas “unicórnios” (avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) que abriram capital nos últimos oito meses. A Dell Technologies Capital foi o primeiro investidor institucional da Zscaler (NASDAQ: ZS), pioneira na transformação da segurança de rede para a era da nuvem; a startup abriu o capital em março de 2018. A Dell Technologies Capital investiu no MongoDB (NASDAQ: MDB), que abriu o capital em outubro de 2017 e recentemente na DocuSign (NASDAQ: DOCU). Esses IPOs tiveram uma avaliação coletiva de mercado superior a US$ 11 bilhões, destacando a capacidade da equipe de identificar oportunidades de investimento antecipado e ajudar a criar startups de sucesso.

“Nossos clientes estão respondendo à potência de nossa empresa gerando bons resultados no início de 2018”, afirmou Jeff Clarke, vice-presidente de produtos e operações da Dell Technologies. “Atualmente, temos a maior participação de mercado global em áreas cruciais, como servidores e armazenamento. Esperamos aumentar nossa participação de mercado global de PCs pelo 21º trimestre consecutivo e obter participação em servidores e armazenamento quando forem divulgados números definitivos da participação de mercado destes segmentos em 2018. Além disso, estamos apresentando atualizações empolgantes em nosso portfólio no evento deste ano, que devem impulsionar essa liderança e a transformação digital dos clientes, resultando, por fim, em melhores resultados de negócios”, resume Clarke.

Tags, , , , , ,

Estudo da Dell Technologies projeta o impacto das novas tecnologias na sociedade até 2030

A Dell Technologies – uma família única de negócios que fornece a infraestrutura essencial para as organizações construírem o futuro digital, transformarem a TI e protegerem as informações – acaba de publicar os resultados de um estudo encomendado para o IFTF (Institute for the Future) e voltado a mapear o impacto que as novas tecnologias devem ter na vida e no trabalho das pessoas até 2030. O relatório, batizado de ‘The Next Era of Human-Machine Partnerships’ (A Nova Era de Parcerias Homem-Máquina), baseou-se em entrevistas com 20 especialistas globais nas áreas de tecnologia, negócios e acadêmicos.

O relatório mostra que, na próxima década, todas as organizações e os negócios serão baseados em tecnologia, exigindo que as empresas repensem os modelos atuais de infraestrutura e formas de trabalho. Entre as conclusões, o estudo prevê que, graças ao avanço tecnológico, até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.

Por outro lado, os especialistas projetam que a tecnologia não irá necessariamente substituir os profissionais, mas vai impactar, principalmente, a forma de buscar um trabalho. Ou seja, as empresas tendem a procurar cada vez mais colaboradores para executar tarefas específicas e não mais ocuparem uma posição e, para isso, vão usar soluções de machine learning (aprendizado de máquina) para encontrar os indivíduos com as competências e os conhecimentos necessários.

O relatório prevê que as tecnologias emergentes – suportadas por enormes avanços em software, big data e capacidade de processamento – mudarão a forma como as pessoas vivem. Mais do que isso, a sociedade deve entrar em uma nova fase de relacionamento com as máquinas, a qual será caracterizada pelos seguintes pontos:

• Uma maior eficiência e uma possibilidade de, mais do que nunca, ajudar os humanos a transcender suas limitações

• A tecnologia tende a funcionar como uma extensão das pessoas, ajudando a direcionar e gerenciar melhor atividades cotidianas

• As empresas devem utilizar tecnologias baseadas em dados para buscar os talentos com as competências adequadas ao redor do mundo

• As pessoas terão de aprender em tempo real, na medida em que as mudanças serão tão rápidas que novas indústrias serão criadas e novas competências serão requeridas para quem quiser sobreviver ao mercado

“O rápido avanço da tecnologia tem provocado mudanças sem precedentes na sociedade. E esse estudo demonstra que as pessoas e as empresas que não se prepararem desde agora para esse novo mundo, dificilmente terão espaço no mercado”, afirma Luis Gonçalves, presidente da Dell EMC Commercial no Brasil. “Os resultados do relatório estão alinhados com a visão da Dell de oferecer um portfólio completo de soluções tecnológicas que ajude as pessoas e as empresas a acompanharem a transformação digital e, principalmente, serem bem-sucedidas nessa jornada”, complementa.

Segundo o levantamento, os nativos digitais buscarão empresas em que poderão aprender e causar um impacto significativo. Por isso, as organizações que entenderem e apoiarem essas aspirações serão capazes de atrair os melhores talentos na próxima década.

Outro ponto de destaque do estudo é que, em 2030, a dependência que os humanos têm da tecnologia se transformará em uma verdadeira parceria, favorecendo habilidades como a criatividade, o entusiasmo e uma mentalidade empreendedora. Isso se alinhará à capacidade das máquinas de proporcionar velocidade, automação e bom desempenho. A produtividade resultante permitirá novas oportunidades em termos de segmentos de mercado e atividades profissionais.

Tags, , , , ,

Pesquisa da Dell Technologies mostra que 78% das empresas se sentem ameaçadas por startups digitais

A Dell Technologies divulgou hoje os resultados da pesquisa “Digital Business Research Index”, que mostra que 78% das empresas acreditam que as startups digitais representam uma ameaça para sua organização, seja agora ou no futuro. Esse fenômeno está impulsionando empresas inovadoras e acelerando o declínio de outras. Quase metade (45%) das empresas pesquisadas, globalmente, temem que seus negócios se tornem obsoletos dentro dos próximos três a cinco anos, devido à concorrência de startups da era digital.

Algumas empresas estão sofrendo com a velocidade da mudança. Mais da metade (52%) dos líderes de negócios vivenciaram uma interrupção significativa em seus setores nos últimos três anos, como resultado do advento das tecnologias digitais e da Internet das Coisas, e 48% das empresas globais não sabem como será seu setor daqui a três anos.

Os resultados provêm de uma pesquisa independente realizada pela Vanson Bourne com 4.000 líderes de negócios (de empresas de médio a grande porte) em 16 países, incluindo o Brasil, e 12 setores.

“Até o momento, a quarta revolução industrial se provou tão brutal quanto suas predecessoras. Se as empresas não conseguirem acompanhar, ficarão para trás… ou pior. A abordagem de ‘deixar para amanhã’ não funciona”, explica Jeremy Burton, Chief Marketing Officer da Dell Technologies.

Progresso desigual ou crise digital se aproximando?

O progresso é desigual, para dizer o mínimo. Algumas empresas mal começaram sua transformação digital. Muitas adotaram uma abordagem fragmentada. Apenas uma pequena minoria está perto de concluir sua transformação. Somente um a cada três empresários pesquisados está executando os atributos críticos digitais de negócios* adequadamente. Embora apenas parte de muitas empresas esteja pensando e agindo digitalmente, a ampla maioria (73%) admite que a transformação digital poderia ser mais difundida em toda a organização.

Cerca de seis a cada dez empresas não conseguem atender às principais demandas dos clientes, como melhor segurança e acesso mais rápido a serviços e informação 24 horas por dia, 7 dias por semana. Quase 2/3 (64%) confessam não atuar com inteligência em tempo real.

“Isso é essencial para o sucesso na era digital. Não atender às expectativas em um mercado tão concorrido pode acionar uma crise digital”, acrescentou Burton.

O Índice de Transformação Digital da Dell Technologies completa a pesquisa e classifica as empresas com base no desempenho percebido pelos respondentes sobre a transformação digital de sua empresa. De acordo com o comparativo, apenas 5% dos empresários alcançaram o grupo de Líderes Digitais. Quase metade está ficando para trás.

1. Líderes Digitais: 5% — a transformação digital, em suas várias formas, está enraizada no DNA da empresa
2. Adotantes Digitais: 14% — adotaram um plano digital maduro, investimentos e inovações em andamento
3. Avaliadores Digitais: 34% — estão adotando a transformação digital com cuidado e gradualmente, planejando e investindo para o futuro
4. Seguidores Digitais: 32% — muito pouco investimento. Começando timidamente a planejar para o futuro
5. Preguiçosos Digitais: 15% — não têm um plano digital, adotaram iniciativas e investimentos limitados

Plano de resgate digital

Devido à grave ameaça de interrupção, as empresas estão começando a dimensionar uma solução. Para levar adiante sua transformação digital:

• 73% concordam que precisam priorizar uma estratégia de tecnologia centralizada para sua empresa
• 66% planejam investir em infraestrutura de TI e liderança de habilidades digitais
• 72% estão expandindo seus recursos de desenvolvimento de software

Em ordem de prioridade, de acordo com os respondentes, os principais investimentos de TI planejados para os próximos três anos são:

1. Infraestrutura convergente
2. Tecnologias de altíssimo desempenho (Exemplo: flash)
3. Lógica analítica, Big Data e processamento de dados (Exemplo: data lakes)
4. Tecnologias da Internet das Coisas

Além disso, de 1/4 a 1/3 dos empresários criaram uma demonstração de resultados totalmente digital (36%), realizaram parcerias com startups para adotar um modelo de inovação aberto (35%), segmentaram parte da organização ou pretendem adquirir as habilidades e a inovação necessárias por meio de fusões e aquisições (28%). Apenas 17% avaliam o sucesso de acordo com o número de patentes que registram e quase metade (46%) estão integrando metas digitais em todos os objetivos de departamentos e equipe.

“Em um futuro próximo, quase todas as empresas terão o conhecimento de desenvolvimento de software em seu núcleo. Muitas dessas empresas serão novas, enquanto outras (que não escreveram uma linha de código em 20 anos) terão passado por uma jornada histórica. Novos produtos e serviços digitais impulsionarão a transformação da infraestrutura de TI enquanto as empresas esforçam-se para gerenciar mil vezes mais usuários e dados”, diz Burton.

DADOS DA PESQUISA NO BRASIL

O Brasil desponta como o segundo país mais maduro, segundo a avaliação do Digital Business Research Index – atrás apenas da Índia, e seguido pelo México. “Embora estejamos enfrentando um período econômico desafiador, a maturidade do Brasil neste estudo demonstra o entendimento dos entrevistados sobre a relevância da transformação digital”, comenta Carlos Cunha. “Nossos clientes entendem que os investimentos, embora bastante ponderados no cenário atual, serão essenciais para colocá-los em um patamar de vantagem quando a economia voltar a crescer”, complementa Luis Gonçalves. Ambos os executivos são líderes da Dell EMC no Brasil.

Seguem abaixo alguns dados de destaque referentes ao mercado brasileiro:

• Apesar de 67% observarem que há novos concorrentes no mercado (Global: 62%), os participantes no Brasil relatam níveis relativamente baixos de incerteza:

– Apenas 37% não sabem como estará seu setor dentro de três anos (Global: 48%)
– 38% admitem que podem se tornar obsoletos no período de três a cinco anos (Global: 45%)

• Mais concentrados nas necessidades dos clientes: 68% dos participantes dizem que os clientes estão impelindo as empresas a se tornarem mais digitais.(Global: 56%)

• 61% dizem estar amplamente concentrados no envolvimento e na satisfação do cliente (Global: 47%)

• Sobre sua capacidade de atender as necessidades dos clientes:

– 45% dizem que proporcionam uma experiência geral mais personalizada (Global: 35%)
– 48% relatam maior nível de segurança (Global: 39%)
– 50% diz que colabora e compartilha com outros clientes de modo mais fácil (Global: 36%)

• O Brasil também se destacou nas seguintes áreas:

– Uso de tecnologias digitais para agilizar novos produtos/serviços (Global: 51%)
– 51% colocaram tecnologias móveis e de mídia social no centro de seus negócios (Global: 37%)
– 73% declaram ter adotado integralmente uma forma digital de trabalho para concorrer com as novas empresas digitais (Global: 66%)

*Em 2015, os líderes de negócios concordaram que existe um conjunto de atributos digitais principais que as empresas precisam adotar para ser bem-sucedidas na próxima década. Eles são:

1. Inovar de modo ágil
2. Descobrir novas oportunidades de modo preditivo
3. Demonstrar transparência e confiança
4. Oferecer experiências exclusivas e personalizadas
5. Estar sempre disponível, operar em tempo real

De acordo com a pesquisa do ano passado, apenas 4% das empresas realizaram todos os atributos digitais essenciais aos negócios adequadamente e em toda a empresa. Este ano, o número subiu para 7%.

A proporção de empresas realizando algum desses atributos adequadamente e em toda a empresa também está mais alta neste ano.

Atributos digitais de negócios 2015 2016
Inovar de modo ágil 9% 28%
Descobrir novas oportunidades de modo preditivo 12% 32%
Demonstrar transparência e confiança 14% 31%
Oferecer experiências exclusivas e personalizadas 11% 26%
Estar sempre disponível, operar em tempo real 12% 31%

Tags, , , ,