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Inteligência Artificial facilita análise de crédito

De acordo com levantamento da CNC – Confederação Nacional do Comércio – 62,4% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente, maior patamar desde 2015. Para sair do vermelho e colocar as contas em dia, uma das soluções é o crédito pessoal, opção que, infelizmente, não é barata no Brasil.

Com o objetivo de mudar esse cenário e tornar o crédito acessível, a Rebel, plataforma online de crédito pessoal, trabalha com inteligência artificial, método que permite uma análise mais completa e certeira do perfil do cliente, oferecendo uma proposta de crédito personalizada, com taxas, parcelas e juros ideais para cada um.

“Enfrentamos uma série de desafios para tirarmos o mercado de crédito do cenário negativo. Hoje, temos altas taxas de juros, inadimplência, ineficiência, pouca concorrência e etc. Nosso objetivo é liderar uma transformação dos serviços financeiros que são prestados no Brasil, empoderando o consumidor de crédito por meio de uma precificação mais justa para seu perfil”, conta Rafael Pereira, CEO da Rebel.

A fintech se diferencia no mercado por utilizar machine learning e big data na análise de mais de 2 mil variáveis – como, por exemplo, renda mensal, hábitos de compra, padrões de comportamento e alavancagem financeira – para traçar perfis, se antecipando ao Cadastro Positivo, lei sancionada recentemente pelo governo. Já para melhorar a segurança dos dados, a startup é a única a utilizar blockchain na certificação dos contratos.

“Uma de nossas missões é desmistificar a imagem de que crédito é algo negativo. Ele pode trazer, na verdade, uma série de benefícios para consumidores e empresas, sendo uma importante ferramenta para financiar casa, carro e viagens, por exemplo, mas isso somente quando aplicada uma taxa vantajosa para o cliente”, explica Pereira. “Boa parte da população ainda acha mais fácil usar o cheque especial, mas, em um comparativo rápido, se uma pessoa financia, por exemplo, R$5 mil no cartão de crédito, no final de 12 meses pagará mais de R$8 mil. Já no cheque especial, o valor total seria de, aproximadamente, R$10 mil. Na média do crédito pessoal não consignado, ao final de 12 meses, considerando o mesmo valor de R$5 mil, a pessoa pagaria aproximadamente R$7.500. Aqui, na Rebel, com uma taxa a 2,9%, ela pagaria R$5.991,80 ou, a uma taxa de 4,9%, R$6.731,40”, completa o CEO.

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Emprestar dinheiro para outras pessoas e lucrar como bancos: isso existe?

Por Leonardo Rebitte

Vista anteriormente com um pouco de desconfiança pelo mercado e, agora, consolidada como uma opção altamente rentável e eficaz na estratégia de diversificação da carteira de investimentos, a modalidade de renda fixa Peer to Peer Lending (P2P) está atraindo cada vez mais investidores que buscam ganhos bem acima da taxa CDI.

As plataformas P2P baratearam os custos dos empréstimos, possibilitando aos investidores uma rentabilidade anual que pode chegar a 23% (ou 400% do CDI), já descontando o risco de inadimplência. Estes são números superiores à média dos ganhos com a renda fixa ao ano, que fica entre 7% a 8%.

O crédito P2P permite que um investidor empreste dinheiro para uma empresa – e até para outras pessoas – em troca da obtenção de ganhos com os juros. Ele se caracteriza pelo oferecimento de crédito a um custo mais baixo ao tomador e pela alta rentabilidade a quem empresta.

Do ponto de vista de retorno, o investidor tem a oportunidade de se transformar em um banco. E adivinha de onde vem grande parte do lucro dos bancos? Do crédito à pessoa física. Só em 2018, as instituições financeiras tiveram um saldo de R$ 1,791 trilhão proveniente de crédito para pessoas físicas, um crescimento de 8,6%.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro a outra legalmente e receber juros. Em investimentos P2P, o investidor disponibiliza o seu dinheiro diretamente para quem precisa. Dentre as vantagens desse investimento, além do seu retorno financeiro – já mencionado anteriormente -, está a rapidez do processo, que é todo online.

Nessa modalidade, o investidor está no controle e, ao invés de passar por um processo longo e complexo de análise de crédito, ele conta com a tecnologia para agilizar a aprovação dos empréstimos. E como a operação não fica subordinada ao alto valor do spread brasileiro, o custo de toda a operação se torna bem menor.

Vale ressaltar que no caso de empréstimo entre pessoas, o investidor não está sujeito a nenhuma ilegalidade de agiotagem, pois as transações são feitas através de instrumentos legais, como Cédulas de Crédito Bancário (CCB), que o torna dono do direito de recebimento dos juros do empréstimo.

Ok, mas isso é confiável?

Ao investir em empréstimos P2P, o investidor tem o mesmo risco que um Banco ao oferecer crédito na praça. Para minimizar a taxa de inadimplência, as fintechs contam com a mesmas estratégias e tecnologias das grandes instituições financeiras para análise de crédito.

Assim, as pessoas podem emprestar dinheiro entre si com a mesma segurança, solidez e tecnologia e o mais interessante: pegar uma parte do lucro que ficaria com o banco. Por isso que digo que ao investir em crédito P2P, o investidor se torna um banco.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro legalmente e receber juros. O investidor, além de além de auferir retornos maiores do que investimentos mais usuais nos bancos, também ajuda outras pessoas a alcançarem seus objetivos.

Milhares de pessoas estão lucrando e outras milhares foram incluídas de volta ao mercado de crédito ao ter a oportunidade de quitar as suas dívidas com o dinheiro emprestado a juros menores. Outras estão realizando seus sonhos, montando o próprio negócio, reformando a casa e investindo em educação e qualificação profissional.

Claro que aportar dinheiro e ter alta rentabilidade é a meta dos investidores e de pessoas comuns que buscam novas opções de investimentos com alto retorno. Mas, quer saber? Ajudar outras pessoas a alcançarem seus objetivos também é algo prazeroso e o melhor, faz bem para a nossa alma.

Leonardo Rebitte, CEO da Mutual

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Negociação virtual cresce e bancos expandem serviços para o consumidor

Acordos de negociação de dívidas feitos de forma virtual já representam até 40% do total, em algumas instituições. Em um prazo de até dois anos, a negociação online deverá superar a presencial

A negociação online para quitar dívidas de clientes e empresas avança em plataformas e aplicativos oferecidos pelos principais bancos do país: os acordos feitos de forma virtual já representam até 40%, em algumas instituições financeiras, do total. Pela estimativa do setor, as negociações online, entre este e o próximo ano, já deverão ultrapassar as presenciais, feitas nas agências.

A conveniência de dispensar o deslocamento a uma agência e a flexibilidade de horário estão entre as principais razões apontadas por especialistas para explicar o avanço das negociações de modo virtual, explica Fábio Moraes, diretor de Educação Profissional e Financeira da FEBRABAN. Outro fator é a maior discrição e privacidade no atendimento _ uma vez que não há o contato telefônico, eliminando-se, dessa forma, situações que possam causar constrangimentos.

“Com o celular usado em um número cada vez maior de transações e com a conveniência dos serviços digitais, em um prazo de um a dois anos, a negociação online deverá superar a física”, prevê o diretor da Federação. Atualmente, 35% das transações bancárias são feitas pelo mobile banking, de acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. Se somado o internet banking, as operações eletrônicas totalizam 57%.

Independentemente da forma de negociação escolhida pelo consumidor _ se por meio do uso de plataformas ou presencialmente _ é importante ressaltar que os bancos têm políticas de monitoramento dos consumidores endividados, e adotam medidas preventivas e ações voltadas à orientação financeira. Também enviam ao cliente, se solicitado, documentos e demonstrativos que apresentem a evolução da dívida, para que possam entender a composição dos valores apresentados. Estas medidas estão previstas no Normativo de Tratamento e Negociação de Dívidas, lançado em agosto de 2017 pelo Sistema de Autorregulação Bancária da FEBRABAN.

Outro ponto de destaque do normativo de Autorregulação é o estímulo ao uso da plataforma “consumidor.gov.br” do Ministério da Justiça. A plataforma é hoje o principal instrumento usado nos mutirões de negociação de dívidas organizados pelos Procons de todo o país. E os números falam por si: em 2018 foram realizados 45 mutirões com índice de acordo próximo de 80%.

“O normativo amplia a transparência sobre os canais oferecidos para negociação de dívidas, tanto presenciais como eletrônicos. Também contribui para a reestruturação financeira do consumidor”, afirma Amaury Oliva, diretor de Autorregulação da FEBRABAN. A iniciativa é um esforço do setor para enfrentar proativamente um tema sensível, evitando que os conflitos exijam recurso aos órgãos de defesa do consumidor e à Justiça.

Plataformas de negociação

Os principais bancos brasileiros investem em plataformas de negociação online para se aproximar cada vez mais dos clientes endividados e facilitar o pagamento de débitos em atraso pelos canais digitais.

O Itaú Unibanco faz, até 31 de março, a campanha “Conte a sua história para a gente sair dessa com você”. O objetivo é incentivar o processo de revisão de dívidas pelos meios eletrônicos, o que inclui site, aplicativo e chat. “Os canais digitais são, atualmente, um meio de contato fundamental para os clientes que buscam colocar suas finanças em dia”, diz Adriano Pedroti, diretor de Crédito e Cobrança do Itaú Unibanco.

O número de renegociações efetivadas em canais digitais no banco cresceu 72% no ano passado, segundo os dados mais atualizados da instituição. Somente com o Feirão de Renegociação, feito pelo Itaú no último trimestre de 2018, a procura aumentou quase 30%, considerando centrais de atendimento, site, app e agências. O volume de acessos aos canais digitais por clientes em busca de renegociar dívidas teve um aumento de 27% durante a iniciativa.

O Portal Soluções de Dívidas, do Banco do Brasil, atingiu quase um milhão de acordos realizados e ultrapassou mais de R$ 10 bilhões renegociados, desde que foi criado em 2014 pela instituição até dezembro do ano passado. “A quantidade de acordos feitos pela plataforma cresceu 163% e o valor renegociado aumentou 179%, de janeiro de 2017 até agora”, afirma Simão Kovalski, diretor de Reestruturação de Ativos Operacionais do BB.

Considerados todos os acordos contratados em agências e em canais digitais, 40% das renegociações concretizadas pelo BB já são online. Desde o lançamento do portal, mais de 425 mil clientes já renegociaram suas dívidas pelo internet banking ou app.

Com o lançamento de seu Portal de Renegociação no ano passado, o Santander chegou a 30% de acordos feitos por meio de canais digitais. Em 2016, quando o banco iniciou o processo de recuperação de dívidas pelo internet banking e chat, o percentual era 3%. Um ano depois, com a possibilidade de negociar pelo mobile banking, havia subido para 11%. “Neste ano seguiremos investindo em soluções digitais para que possamos alcançar números ainda mais expressivos: 50% de participação no market share”, diz Paulo Cesar Mendes Oliveira, superintendente-executivo de Recuperação de Crédito do Santander Brasil.

Sob medida

“É possível compreender de forma rápida e eficaz o momento financeiro do cliente e oferecer negociações apropriadas à sua capacidade de pagamento”, ressalta Sebastián Duh, superintendente do Departamento de Recuperação de Créditos do Bradesco, ao destacar as prováveis razões para o crescimento dessa forma de negociar os débitos.

Para o executivo, assim também se oferece ao cliente praticidade, comodidade e privacidade, facilitando o processo de negociação. O Bradesco também notou crescimento nas negociações virtuais, principalmente da realizada por meio do celular, que hoje representa 30% do total das negociações em canais digitais.

Já a média diária de acordos feitos nos meios digitais na Caixa foi seis vezes maior em 2018 em comparação ao período de novembro de 2016 – quando a operação foi criada no site- a janeiro de 2017. O número de acordos passou de 235 por dia para cerca de 1.550, segundo Julio Cesar Volpp Sierra, vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa.

O montante renegociado chegou a R$ 772 milhões no ano passado, com 567 mil acordos para pagamentos de débitos em atraso. “A negociação online tem aumentado a cada dia, mas a presencial, nas agências da Caixa, ainda é maior”, diz. “Os nossos clientes mudam o comportamento de forma gradativa para o canal online.”

Impactos

O atual cenário econômico torna ainda mais relevante a busca de serviços mais eficientes e que estimulem os consumidores a decisões mais conscientes, na hora de quitar as dívidas e recuperar o crédito.

O Brasil chegou, em 2018, a 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas, segundo dados do indicador de inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número representa 41% da população adulta do país.

O vice-presidente da Caixa destaca que a instituição tem alcançado índices recordes de reversão da inadimplência nos últimos anos, com iniciativas que incluem a negociação online. Isso ocorre não só nos canais tradicionais – como autoatendimento (ATM), internet banking e mobile banking -, mas por novos meios. “O caminhão da adimplência percorre as cidades para proporcionar atendimento presencial ao cliente que quer negociar suas dívidas”, explica Sierra, da Caixa. Até junho, o caminhão estará em cidades de seis Estados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará.

Educação Financeira

As plataformas de negociação dos bancos também têm investido em conteúdo para internet que vai além das ferramentas para simular cálculos, valores, prazos e prestações. O motivo é simples: sabem que lições de educação financeira têm impacto na taxa de inadimplência. “Estão educando financeiramente e orientando as pessoas sobre como lidar melhor com o orçamento mensal”, afirma Fábio Moraes.

O portal Meu Bolso em Dia, da FEBRABAN, atua com o objetivo de oferecer conteúdo sobre finanças pessoais e ensinar a usar o crédito de maneira consciente para evitar o endividamento. Já acumula mais de 20 milhões de visitantes desde que foi lançado, em 2010.

Em julho passado, o Santander lançou a ferramenta “Meus Compromissos Financeiros”, no app da instituição, para o cliente verificar sua situação e agir de forma preventiva ao endividamento. O acesso já passa de 2 milhões por mês. “Esperamos redução na taxa de inadimplência por levar algo além para o cliente: educação financeira, ou seja, propiciando ferramentas que permitam, de forma preventiva, cuidar da vida financeira”, diz Mendes de Oliveira, superintendente do Santander.

Ainda neste semestre, o Banco do Brasil deve lançar melhorias em seu portal de renegociação para torná-lo mais simples e intuitivo. “Isso sem perder funcionalidades, como permitir o acesso de clientes que não possuem mais conta corrente ativa ou não se lembram de suas senhas”, diz Kovalski, diretor do banco.

Os programas e iniciativas das instituições financeiras para negociações online com seus clientes são tema da reportagem de capa da edição 79 da revista CIAB FEBRABAN divulgada hoje. A matéria completa pode ser lida neste link.

Fonte: FEBRABAN

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BB lança primeira API de crédito do Brasil

O Banco do Brasil avança na estratégia de Open Banking e lança a primeira API (Interface de Programação de Aplicativos) de crédito do Brasil. Ampliando as parcerias de open banking, oferece agora a contratação de crédito consignado (servidor público e INSS) totalmente digital, com a bxblue, startup que oferece comparativo de taxas de crédito consignado para aposentados, pensionistas e funcionários públicos.

“Em um ambiente de forte competição no crédito, não podemos limitar a oferta de consignado apenas a canais tradicionais. Precisamos disponibilizar o produto onde o cliente estiver, de forma segura e 100% digital. Saímos na frente com esta parceria que aumenta a capilaridade digital do BB em soluções de crédito”, afirma Marcos Renato Coltri, diretor de empréstimos, financiamento e crédito imobiliário do BB.

Por meio da integração, os clientes do BB ganharão agilidade na contratação, uma vez que o crédito consignado contratado via bxblue é creditado rapidamente na conta do cliente, que realiza a simulação e contratação do seu empréstimo por meio de um moderno protocolo de segurança que conecta o BB à bxblue.

“A parceria é um grande marco para a bx, mas também um excelente benchmark para o mercado. Da forma que a API foi construída, o usuário do BB, pode entrar e contratar o seu empréstimo na bxblue em menos de três minutos, e receber o dinheiro em instantes, a qualquer hora do dia ou da noite, de qualquer local do Brasil”, ressalta Gustavo Gorenstein, CEO da bxblue.

“As parcerias que firmamos por meio do open banking vêm para complementar a estratégia do Banco em soluções totalmente digitais, para trazer mais facilidade e agilidade para os nossos clientes, no ambiente que ele estiver, seja no aplicativo da agência de viagens ou no site de uma fintech parceira”, afirma Marco Mastroeni, diretor de negócios digitais do BB.

Open Banking

O Banco do Brasil lançou a sua plataforma de open banking em junho do ano passado, com o Portal do Desenvolvedor (developers.bb.com.br). Em agosto, anunciou a primeira operação estruturada do país, numa parceria com a ContaAzul, que oferece uma plataforma de gestão empresarial para micro e pequenas empresas.

O conceito de open banking compreende a criação de novos negócios e ecossistemas digitais, disponibilizados por instituições bancárias, por meio da integração de seus sistemas. Isso permite que outras empresas e desenvolvedores criem novas soluções, aplicativos e serviços que melhoram a interação entre bancos e clientes.

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O que as fintechs de crédito têm a oferecer para o investidor brasileiro – Por Leonardo Rebitte

O mercado financeiro brasileiro ainda é considerado um dos mais tradicionais em relação aos produtos disponíveis: Poupança, Tesouro Direto, ações na Bolsa de Valores, títulos de crédito como LCIs e LCAs e empréstimos como os CDBs, fundos de renda fixa, previdência privada, entre outros, são apenas alguns exemplos.

E mesmo com tantas escolhas, o Banco Central registra que atualmente o Brasil possui mais de 21.700 agências bancárias em seus 5.588 munícipios, e por baixa movimentação ou falta de segurança, se movimentam para fechar agências e baixar custos. Em 2017, o IBGE registrou que 60 milhões de brasileiros maiores de idade eram desbancarizados e essa parcela chamou a atenção das fintechs, por oferecerem novos serviços sem vínculos com outras instituições financeiras.

Nesse cenário onde o modelo bancário está em constante retração, com diminuição de número de agências, redução de funcionários, entre outros pontos, as fintechs de crédito tonaram-se uma solução disruptiva em um sistema bancário que há muito tempo não inova suas práticas.

Com a chegada ao mercado brasileiro, essas fintechs possibilitaram que os pedidos e concessões de empréstimo se tornassem mais simples e descomplicadas, sem grande parte das burocracias exigidas no sistema bancário tradicional. No sistema de empréstimo peer to peer, por exemplo, permite que o investidor defina o valor que será emprestado, em quantas parcelas poderão ser pagas, dia ideal do pagamento e qual o valor da taxa de juros que será aplicado ao empréstimo.

Enquanto a poupança oferece rendimento de 4,9% a.a, a Selic de 7% a.a, o CDB de 9,34% a.a, em um prazo de 12 meses, o rendimento concedido em um empréstimo em uma fintech pode alcançar até 115%, 20 vezes mais que a poupança, de acordo com levantamento da Mutual

Além disso, essas empresas apostam na transparência e em um contato mais direto entre os tomadores e os investidores. Isso corrobora para que o investidor tenha mais controle e informações sobre os seus recursos, sem ficar preso a linguagem bancária ou as instruções de seu gerente.

Além de atrair novos clientes, as fintechs de crédito vêm há mais de 10 anos provando como movimentar a economia de modo saudável. A exemplo do que já acontece nos Estados Unidos, por exemplo, onde esse modelo de negócio tem contribuído para a movimentação do mercado financeiro. Por outro lado, a China também desponta como líder mundial nesse cenário, país onde grande parcela de seus habitantes não tem acesso aos bancos.

A segurança aumenta cada vez mais quando o assunto são transações por meio das fintechs. Com ferramentas que analisam os riscos para cada tipo de operação apoiadas em diversos tipos de informação, principalmente do SCR – Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, onde são avaliadas centenas de critérios em um processo rigoroso que resulta em uma nota de crédito para cada solicitação, a população ganha mais um aliado na hora de pedir empréstimo.

Esse é apenas o início de uma nova prática, que irá se popularizar à medida que as fintechs fizerem parte da carteira de investimentos e se tornarem mais competitivas em seus mercados de atuação.

Leonardo Rebitte, CEO e sócio fundador da Mutual, plataforma de empréstimo entre pessoas.

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Plataforma da Serasa para microempreendedor tem uma simulação de crédito por minuto e já atingiu R$1 milhão em empréstimo aprovado

Microempreendedores de todo o Brasil já fizeram mais de 100 mil simulações de crédito na ferramenta gratuita e digital do Serasa Empreendedor, o que representa uma busca de financiamento por minuto. Na média, o valor do empréstimo procurado é de R$15 mil, com parcela máxima de 1,5 mil e prazo de 12 meses para o pagamento. A plataforma, que já gerou mais de R$1 milhão em empréstimo aprovado desde o seu lançamento, pode ajudar os mais de 2,6 milhões de MEIs e MEs que todo mês buscam crédito no me rcado a comparar e contratar a melhor oferta dos parceiros da plataforma de acordo com a necessidade e possibilidades de pagamento.

A maioria dos empreendedores que buscou crédito na ferramenta da Serasa pretende utilizar o dinheiro para investir na companhia: 24% compra de equipamentos, 20% expansão e 20% fluxo de caixa. Já 16% devem quitar dívidas, 15% fazer estoque e 5% reformar o negócio.

“O acesso ao crédito é fundamental para a manutenção e o crescimento de uma companhia. O novo canal digital pretende facilitar e agilizar essa busca, já que concentra no mesmo ambiente empresas que estão dispostas a fazer uma análise individual e oferecer propostas personalizadas de acordo com o perfil de quem solicitou, estimulando inclusive, o crédito consciente”, diz o vice-presidente de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Victor Loyola.

Na ferramenta, a simulação do empréstimo é feita com financeiras que investem no segmento de MEIs e MEs. Atualmente, o serviço de acesso a crédito do Serasa Empreendedor conta com fintechs, como Nexoos, Biz Capital, Biva e Tutu Digital. Parcerias com outras fintechs, cooperativas de crédito e bancos já estão em negociação.

O acesso é totalmente gratuito e conta com orientação ao usuário durante todo o processo de simulação para que ele aumente as chances de conseguir o crédito. Para fazer a simulação, é necessário que o empreendedor se cadastre na plataforma do Serasa Empreendedor, com CNPJ, nome completo, e-mail, celular e CPF.

Segundo o Indicador da Serasa Experian, a busca geral por crédito das micro e pequenas empresas cresceu 6,0% no primeiro quadrimestre deste ano, na comparação com mesmo período do ano passado.

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50% mais brasileiros buscaram empréstimo online em fevereiro

Estudo realizado pela Lendico, uma das maiores plataformas de crédito pessoal online do Brasil, com pessoas que buscaram empréstimo através do site da fintech, revela que 50% mais brasileiros buscaram crédito pessoal online em fevereiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual de pessoas buscando o empréstimo para a compra de eletrodomésticos e eletrônicos subiu 91%, quando comparado o segundo mês deste ano com o mesmo período de 2017. Além disso, o percentual de pedidos para a aquisição de veículos subiu 43%.

O investimento para abrir novos negócios também continua em forte ascendência. A pesquisa mostrou que houve aumento do percentual de pedidos em 48%. O setor imobiliário é outro que voltou a crescer. A fintech observou percentual 7% maior do que o registrado em 2017. Além disso, reformas, mudanças e mobília dispararam este ano com percentual 35% maior na solicitação de empréstimos.

“Estamos vendo uma mudança no comportamento do consumidor que busca empréstimo online. Antes o percentual de buscas por crédito para dívidas era maior, mas agora há também mais clientes buscando empréstimo para investir no negócio, no imóvel, ou fazer a aquisição de bens.” explica Marcelo Ciampolini.

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Bcredi expande serviços em plataforma de open banking

Em um cenário no qual o open banking – a abertura pelos bancos de seus sistemas para conexão direta por terceiros – é tratado como uma das principais tendências de impacto no mercado bancário, as fintechs Bcredi e Quanto se unem para disponibilizar um novo canal de análise de dados para que pequenos e médios empresários acessem crédito com melhores condições do que as tradicionalmente oferecidas no mercado.

Com a revolução das fintechs à pleno vapor no Brasil, o movimento do open banking chega para acelerar ainda mais o potencial para cooperação entre fintechs e bancos. Trazendo uma solução plug-and-play de open banking para bancos e fintechs, a Quanto torna concreta a promessa de um setor mais competitivo e com produtos customizados para o usuário final por meio de uma plataforma segura para conexão, gestão e contratação de serviços financeiros, com a qual é possível, por exemplo, movimentar contas em vários bancos por meio de um único Internet Banking.

Já no âmbito do crédito, o usuário pode contratar um crédito imobiliário em poucos cliques. Através da parceria entre a Quanto e a Bcredi, fintech de crédito com garantia de imóvel e financiamento imobiliário online do Grupo Barigui, o open banking permite a desburocratização e análise de dados, com a Quanto funcionando como canal de onboarding do cliente.

“Quem nunca fez um cadastro na Quanto pode usar o app para preencher os seus dados em um ambiente seguro. Para quem já fez o cadastro, basta ler um QR Code no site para nos dar acesso temporário a seus dados, tornando possível a análise de crédito na Bcredi em minutos. Essa parceria vai permitir oferecer aos pequenos e médios empresários uma opção de crédito com garantia de imóvel com juros menores e prazos mais longos, e que ainda é pouco conhecida e explorada no Brasil” explica Maria Teresa Fornea, cofundadora da Bcredi.

“A Quanto reúne de forma segura dados dos vários bancos fornecidos pelo cliente, além de informações como as NF-es de uma empresa. Nosso impacto na hora da concessão de crédito é claro: informações melhores significam menos incerteza para o credor e juros mais justos para o tomador” finaliza Ricardo Taveira, CEO da Quanto.

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Fintech recebe aprovação de linha de crédito para ofertar R$ 250 milhões a PMEs

Lançada no mercado em novembro do ano passado, a fintech brasileira TrustHub, uma plataforma de soluções financeiras, acaba de receber a aprovação de uma linha de crédito de R$ 250 milhões da gestora e administradora de fundos SRM. Esta linha de crédito será ofertada a PMEs por meio da antecipação de recebíveis pela plataforma, em um procedimento inovador que analisa o perfil e deposita o valor na conta do empresário em menos de duas horas, de maneira 100% digital e online.

“Esse grande investimento torna o nosso serviço ainda mais eficiente e ágil e, consequentemente, facilita a vida do pequeno e médio empreendedor que busca alternativas para investir no próprio negócio”, afirma Alexandre Góes, diretor de meios de pagamento da fintech. “No momento de recuperação vivido pelo país, a facilidade na obtenção de crédito em até duas horas – longe da burocracia dos bancos e até de outras fintechs que necessitam encontrar um investidor que queira adquirir este crédito – é fundamental para as PMEs”, acrescenta.

Com pouco mais de dois meses de atuação, a TrustHub já antecipou R$ 10 milhões, com uma média de 45 operações por dia. Além disso, a empresa planeja antecipar R$ 5 milhões por dia já no início deste ano, ampliar suas operações para Peru e Chile e oferecer novos produtos, como pagamentos digitais, empréstimos entre outros serviços.

“Encontramos uma grande demanda por crédito e praticidade, de empreendedores que não têm condições de esperar meses para a aprovação de um banco tradicional ou fintechs que hoje atuam no mercado brasileiro. Com um serviço extremamente ágil e prático, temos ampliado, dia após dia, a nossa carteira de clientes e o valor de crédito ofertado”, finaliza Góes.

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Fintechs fecham parceria para troca de expertise

As fintechs Bcredi e Jeitto acabam de fechar parceria para intercambiar conhecimento e tecnologia. Ambas as empresas atuam com crédito para pessoa física, mas com públicos diferentes, já que a Bcredi oferece crédito com garantia de imóvel de até 1,5 milhões de reais, enquanto a Jeitto disponibiliza um limite de crédito de 150 reais para pagamentos recorrentes e compras. Por isso, o objetivo da parceria é uma sinergia entre os negócios com foco no aprimoramento e crescimento.

“O Conglomerado Financeiro Barigui, grupo do qual a Bcredi faz parte, está apostando nas fintechs. Vimos o grande potencial de mercado da Jeitto, com foco no público com pouco acesso a serviços financeiros, além da sua ampla capacidade de análise de dados e modelagem de risco, expertise que ainda não temos, mas queremos desenvolver. Por isso, estamos investindo na empresa a fim de melhorar cada vez mais nosso desempenho e agilidade na análise e concessão de crédito”, afirma Maria Teresa Fornea, cofundadora da Bcredi.

Para o cofundador da Jeitto, João Lencioni, a parceria é promissora. “Estamos bastante empolgados em contar com uma empresa financeira consolidada como o Conglomerado Barigui e, desta forma, vamos poder juntos capturar sinergias operacionais e desenvolver produtos inovadores”, comenta.

Com o acordo firmado, as fintechs criaram um grupo de trabalho que já está direcionando seus esforços para o intercâmbio entre as empresas. “Nosso intuito é trocar experiências de acordo com o que cada startup tem de melhor, como tecnologia, risco e know-how de mercado. Inicialmente, a Jeitto vai contribuir com a parte de inteligência de dados do nosso negócio, enquanto ajudamos com a experiência do usuário e marketing digital. Os fundadores da Jeitto são empreendedores com anos de experiência no mercado, o que traz confiança para colhermos excelentes frutos dessa parceria”, explica Maria Teresa Fornea.

A Jeitto chegou ao mercado para oferecer conveniência e uma linha de crédito para o público C/D para pagamentos de contas, recarga de celular, recarga de bilhete de transporte e outras compras online via app. Inicialmente, a empresa dedicou-se à pesquisa deste mercado, que acarretou em um vasto know-how, possibilitando o seu desenvolvimento em “Big Data Small Credit” utilizando uma plataforma totalmente mobile. Desta forma, a Jeitto consegue realizar análises do comportamento de cada usuário de formas não tradicionais, com informações alternativas que possibilitam dar crédito às pessoas com acesso limitado a serviços financeiros. Esta inteligência de dados é o que a Bcredi busca desenvolver com a parceria.

Por sua atuação inovadora, em 2016 a Jeitto foi uma das cinco empresas selecionadas no ‘Desafio de Negócios de Impacto Social – Educação Financeira e Serviços Financeiros para Todos’, apoiado pela Caixa e Artemisia, que buscou empresas que apresentassem soluções inovadoras em educação e serviços financeiros voltadas para o público C e D.

Já a Bcredi, lançada em março do ano passado, atua com crédito com garantia de imóvel e financiamento imobiliário. É fruto de mais de 10 anos de expertise do Conglomerado Financeiro Barigui em crédito imobiliário, já tendo originado mais 500 milhões de reais em novos contratos. A fintech oferece uma das menores taxas do mercado, em um processo 100% online, com liberação rápida e maior prazo de pagamento.

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5 motivos para escolher uma Fintech na hora de buscar empréstimos

As fintechs são ótimas opções de empréstimos para PMEs, já que facilitam o acesso dessas empresas a investidores, possibilitando melhores taxas e condições de pagamento. As startups de serviços financeiros apostam em uma modalidade de negócio que torna a aquisição dos empréstimos mais fácil e rápida – o peer-to-peer lending (P2P)– empréstimo coletivo. É o caso da Nexoos – pioneira no país nessa categoria.

As empresas que buscam crédito para crescer no próximo ano têm diversos motivos para preferir negociar com as startups do que com os bancos tradicionais. Daniel Gomes, CEO da Nexoos, listou os cinco principais. Confira:

Tudo online

A análise de crédito é digital e 90% automática, com o uso de inteligência artificial – a Nexoos desenvolveu um algoritmo exclusivo para precificar as empresas. As métricas para aprovação se baseiam em dados que apontam o potencial do negócio, como consultas automatizadas aos bureaus de crédito, pré-análise automática e até avaliações de redes sociais das empresas requerentes.

Sem burocracia

O simples fato do processo ser online, o torna menos burocrático, uma vez que o empreendedor não precisa ir ao banco com uma lista de documentos e falar com diversas pessoas, até finalmente aprovar o empréstimo. Ele resolve tudo sem precisar se locomover e em menos tempo.

Rapidez

As empresas são apresentadas aos investidores cadastrados na plataforma durante a Rodada de Investimentos, que dura algumas horas, até que o valor solicitado seja arrecadado por meio dos aportes dos investidores na modalidade peer-to-peer lending (P2P) e a empresa recebe o valor total do empréstimo em até 7 dias. No banco esse processo leva em torno de 45 dias.

Taxa de juros mais baixas

As taxas de juros praticadas na Nexoos são bem menores que as vigentes nos bancos tradicionais, podendo ser até 70% menor. Elas são calculadas com base em dados quantitativos das empresas (tais como contrato social e extratos bancários) e qualitativos (como a presença e reputação online e potencial de crescimento do negócio).

Maior transparência

Uma das prioridades da Nexoos, reconhecida por seus clientes é a transparência nas informações apresentadas – tanto às empresas quanto aos investidores. “As taxas e condições são informadas em sua totalidade, de modo que não há ‘surpresas’ ou valores extras a serem pagos”, explica o CEO.

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Bcredi firma parceria com portal de imóveis Viva Real

Juntas as empresas vão oferecer mais facilidade para quem busca imóveis nos estados de São Paulo e Paraná

A Bcredi, fintech que fornece crédito imobiliário em um processo 100% online, firmou parceria com o Viva Real, portal do maior grupo imobiliário do Brasil. Com isso, nos meses de novembro e dezembro, todos os consumidores que buscarem no portal imóveis para venda em Paraná e São Paulo, contarão com um simulador de financiamento imobiliário da Bcredi. Com apenas algumas informações, os consumidores terão acesso as taxas e valores para o financiamento do bem desejado.

O intuito dessa parceria é descomplicar a vida de quem procura imóveis, facilitando a simulação e contratação de crédito para a compra do imóvel. “Estamos investindo em um público extremamente qualificado, que acessa o portal e está buscando um imóvel. Queremos mostrar com a nossa ferramenta as opções de crédito imobiliário para esse consumidor, que pode ter acesso a um processo de financiamento flexível, rápido e eficaz”, comenta Maria Teresa Fornea, co-founder da Bcredi.

A Bcredi tem como objetivo facilitar o processo de contratação do crédito imobiliário no País, através do financiamento e do crédito com garantia de imóvel. Essa parceria é uma importante ferramenta nesse sentindo, principalmente para expandir e divulgar ainda mais seus serviços.

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