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Associação de Comércio Eletrônico barra na justiça reajuste de preço dos Correios

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) conseguiu na justiça uma liminar que limita o reajuste nas tarifas do Sedex e do PAC que vinham sendo praticadas pelos Correios. A empresa havia anunciado em março reajuste da tabela dos preços praticados nessas modalidades. A liminar foi deferida pela 21ª Vara da Justiça Federal de São Paulo.

Sob pena de uma multa diária de R$ 50 mil ao dia se descumprir, os Correios terao de limitar o reajuste nas tarifas ao valor máximo de 8%. Em março, a notícia da nova tabela de serviços foi recebida com protestos pelo setor de varejo eletrônico, que se posicionou contra a alta que variava até 51%, enquanto a inflação anual oficial apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em torno de 3%.

A decisão obtida pela ABComm porém é parcial. “Além do reajuste limitado, acompanhando a evolução da inflação brasileira em 2017, também pedimos a suspensão de mais dois pontos: a cobrança da taxa extra por região de risco e o valor extra para o envio de produtos que não forem quadrados”, afirma o presidente da entidade, Mauricio Salvador.

A taxa extra de R$ 20 para produtos não quadrados foi indeferida, mas a instituição ainda aguarda a resolução judicial sobre essa cobrança extra no valor de R$ 3 para entregas em regiões de risco ou conflito. “O juiz optou por declinar a competência deste ponto para a Justiça Federal do Rio de Janeiro, que já está avaliando essa mesma questão”, diz Guilherme Martins, diretor jurídico da ABComm e sócio proprietário do escritório Brudniewski, Martins e Miranda Advogados.

Ele acredita que o reajuste era abusivo para com os consumidores da forma praticada. “Visualizamos um impacto direto na operação logística de pequenos e médios e-commerces de todo o pais, mais de 7 mil lojas virtuais parceiras da associação seriam responsáveis por arcar com valores exorbitantes para conseguirem comprar e vender no comércio eletrônico”, diz o advogado responsável pela ação coletiva.

Organização sem fins lucrativos, a ABComm surgiu em meados de 2012 para fomentar o setor de comércio eletrônico e contribuir com seu crescimento em todo o país. “Hoje reunimos representantes e prestadores de serviços nas áreas de varejo online, tecnologia da informação, mídia e meios de pagamento, atuando frente às instituições governamentais. Essa ação coletiva é fruto dessa nossa mobilização”, pontua Mauricio Salvador. Segundo dados da entidade, no ano passado o setor de e-commerce brasileiro cresceu 12% em relação a 2016, obtendo um faturamento de quase R$ 60 bi em mais de 200 milhões de pedidos.

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Justiça Federal concede liminar ao Mercado Livre contra aumento abusivo do frete

A Justiça Federal concedeu liminar ao Mercado Livre, no último dia 2, determinando que os Correios não apliquem os reajustes de frete aos clientes do marketplace (compradores e vendedores), que seriam de até 51%. A taxa extra de R$ 3 para entregas no Rio de Janeiro também não será cobrada dos clientes. Com essa importante decisão, os usuários do Mercado Livre não serão impactados pelos aumentos impostos pelos Correios, confirmando a visão da companhia de como uma medida unilateral dos Correios pode impactar seriamente a inclusão geográfica, digital e econômica, especialmente para aqueles clientes das regiões mais remotas do país.

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Nova determinação dos Correios causa dúvidas e preocupação no setor de e-commerce

Uma nova determinação dos Correios, em vigor desde o dia 2, exige que qualquer encomenda postada pela empresa deva apresentar nota fiscal ou declaração de conteúdo na parte externa do pacote, seja enviada por pessoa física ou jurídica.

Apesar da exigência de declaração já ter sido publicada no protocolo ICMS 32, de 2001, a obrigatoriedade do mesmo foi anunciada recentemente, trazendo muitas dúvidas e reclamações entre empreendedores de e-commerce que utilizam os serviços dos Correios, preocupados principalmente com o possível aumento de risco de furtos, já que a informação do valor do produto transportado ficaria visível sem a necessidade de abertura do pacote.

Porém o que passa a ser exigido nas encomendas dos correios, já é comum em empresas de entregas privadas, que anexam a nota fiscal em um saco plástico, conhecido como “canguru”. Segundo Ricardo Frotté, responsável pela logística da loja virtual ImpressorAjato.com, os procedimentos de postagem servem para facilitar a fiscalização e monitoramento da entrega.

“Assim como nas empresas privadas, a postagem de encomendas nos Correios passa a exigir a nota fiscal na parte externa, porém não é preciso deixar o valor do produto exposto. Pode ser um procedimento novo para muitos comerciantes, mas é algo que não irá causar grandes transtornos na aplicação”.

Segundo a Abrapost (Associação Brasileira de Franquias Postais), o mês de janeiro será para adequação das empresas de e-commerce em relação aos novos procedimentos, não havendo punição para quem não cumpri-los. A partir do mês de fevereiro qualquer encomenda que não conste com nota fiscal ou declaração de conteúdo preenchida na parte externa será recusada pelos Correios.

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Como preparar a logística da loja virtual para a Black Friday

O analista de comércio eletrônico dos Correios Anderson Martins costuma dizer aos seus clientes que o visual de uma loja virtual e a rapidez da compra não são garantia de sucesso nos negócios nem fidelizam o consumidor. “Se no momento da expedição do produto houver algum problema, toda a imagem positiva que ficou da loja no processo de compra vai por água abaixo”, observa ele.

Essa é apenas uma das várias dicas aos lojistas virtuais que fazem parte série de vídeos preparada pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e pela Braspag para auxiliar quem vai participar da Black Friday e de outras campanhas promocionais. “Gestão de estoque deve ser encarada de maneira profissional. Nada de planilhas, de controle manual. O lojista precisa de uma ferramenta que indique, em tempo real, como está o seu estoque, para que o comprador não tenha sua experiência frustrada”, ensina Martins.

Ele também fala sobre a lucratividade dos produtos, os produtos que vendem mais, dois itens fundamentais na composição do estoque, para que não haja encalhe ou falta de produtos. Martins cita para isso a ferramenta Curva ABC.

Além desses tópicos, o analista dos Correios fala sobre a estimativa de preço do frete e prazos de entrega tanto em períodos promocionais quanto em datas de grande movimento do comércio eletrônico, como Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal; margem de lucro do produto para oferta de frete grátis; política de trocas e devoluções; e logística reversa. “O custo deve levar em consideração não apenas o transporte, mas também os insumos necessários para embalar e entregar o produto”.

Se as dicas do vídeo pudessem ser resumidas, seriam as seguintes:

Organize e conheça o seu estoque para entender quais são os produtos que são mais vendidos e quais dão maior lucratividade;

Conheça os custos de envio para não ter surpresa com preços subestimados;

Profissionalize a preparação do envio do produto. Uma boa embalagem garante a integridade do produto até o destinatário;

Conheça os direitos e deveres do e-consumidor, definindo, a partir daí, sua política de trocas e devoluções para não ter problemas no pós-venda.

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Fim do E-sedex: especialista dá dicas para frete não pesar no bolso do lojista e dos clientes

Depois do anúncio dos Correios sobre o fim do e-Sedex, lojistas virtuais sofrerão um grande impacto na hora de enviar seus produtos para os clientes. Mas o que realmente muda para o pequeno e médio lojista? E para o consumidor? O envio ficará mais caro?

O e-Sedex era um serviço dos Correios para remessa expressa de mercadorias de até 15 kg adquiridas por meio do comércio eletrônico, com preços diferenciados para as lojas online que contratavam este serviço. Com a descontinuidade do serviço, lojistas e clientes perderam a forma mais econômica de envio e estão preocupados com o impacto nos valores dos produtos.
Pensando nisso, Filipe Belmont, especialista em comércio eletrônico da Loja Integrada – plataforma mais popular de lojas virtuais do país- destacou as principais mudanças e deu dicas para os lojistas e consumidores virtuais:

Invista em parcerias e novas formas de envio

Os lojistas que usarem os Correios, a partir de agora, devem escolher outros serviços como PAC – mais barato e com prazo maior de entrega – ou Sedex – mais caro e prazo bem mais rápido de entrega.

Também é possível fazer parcerias com transportadoras e plataformas de logística para e-commerce que otimizam o envio. Como por exemplo, a Mandaê, que oferece serviço para que pequenos e médios e commerces enviem seus produtos por uma rede de entregas eficiente e simples.

Já para o consumidor das lojas virtuais, a dica é ficar de olho nas alterações de preços – tanto nas formas de envio, como no produto. Se a opção for Sedex, o cliente receberá o produto mais rápido, mas o valor pode chegar a ser 30% maior que o extinto e-Sedex. Quem optar pelo PAC – que funciona somente de segunda a sexta-feira – pagará menos, mas deve esperar mais pela entrega.

Busque promoções e encha seu carrinho

Uma dica para os lojistas é tentar vender produtos que estão encalhados no estoque e que possam ser vendidos com preço mais barato. Fazer combos com valores acessíveis também incentiva o consumidor a comprar.

Já para quem vai comprar pelos sites, a dica é pesquisar promoções e aproveitar a oportunidade para obter mais de um produto na loja, assim é possível diminuir o valor do frete.

Uma outra opção para o lojista, que tiver suas vendas concentradas nos grandes centros urbanos, é oferecer a entrega via motoboy, dependendo do ticket médio e também da demanda do seu público-alvo.

O lojista que tiver loja física poderá disponibilizar a opção de retirada no local. Isso pode até mesmo estimular a compra de mais produtos.

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Shippify, Uber da Logística, luta contra pedido de fechamento feito pelos Correios

Shippify, uma Startup em estágio inicial que ajuda empresas a entregar seus produtos utilizando tecnologia móvel e uma comunidade de entregadores, anunciou hoje que pretende não acatar o recente pedido dos Correios de fechamento. Como Uber fez com taxis, Shippify está revolucionando a logística de entregas. Os Correios do Brasil, que possuem monopólio concedido pelo estado, querem que o serviço seja cancelado. Shippify prometeu lutar contra a ordem.

“Prover melhores serviços e experiências ao usuário é a essência para a revolução no setor,” comentam Miguel Torres e Luis Loaiza, fundadores da Shippify. “O fato de que uma organização tão antiga e grande como os Correios do Brasil, uma companhia pública com monopólio, estar amedrontada por uma stratup com uma comunidade forte mostra o quão grande é o nosso potencial de romper paradigmas. Mas, é tarde para eles. Nós somos parte de uma economia colaborativa. Nós estamos criando modelos de serviços que beneficiam o consumidor. Os Correios que melhorem suas operações em vez de tentar nos fazer fechar. Porque, de qualquer forma, isso não vai funcionar.”

Shippify oferece para lojas de ecommerce uma plataforma online com plugin (API) e aplicativo móvel que os ajuda a entregar suas mercadorias e pacotes, utilizando o conceito de “economia colaborativa”. Couriers independentes entregam pela Shippify usando bikes, carros, kombis, vans e até mesmo carros Uber, em menos de três horas. A companhia, que agora possui uma comunidade com mais de 2700 couriers, está crescendo rapidamente. Além de sua base no Brasil, Shippify está operando em cidades como Santiago no Chile e Guayaquil no Equador. A companhia planeja expandir para Colombia e México em breve. Entregadores da Shippify chegam a ganhar até R$800 por semana de trabalho. Isso representa 70% do que um motociclista courier consegue ganhar com um emprego formal por mês.

“Eles querem nos fazer desaparecer rapidamente.” diz Torres -CEO, ele acrescenta. “Isso simplesmente não irá acontecer. Toda essa situação me traz à mente uma maravilhosa, mas ridícula sofisma escrita por Frederic Bastiat em 1845: “Petição dos fabricantes de velas, lanternas, lâmpadas e basicamente tudo relacionado à iluminação – ordenando aos cidadãos que fechassem suas janelas e que o sol fosse desligado por ele gerar luz.” Acabar com a economia colaborativa será tão fácil quanto desligar o sol.”

Torres e seu sócio lançaram a Shippify originalmente por conta de uma necessidade de seus negócios. Eles tentaram enviar pacotes em pequenas distâncias, mas descobriram que precisariam esperar por dias e pagar valores que eles não acreditaram serem justos pelo serviço.

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