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Edge Computing: o que é, onde se aplica e qual a relação com a cloud?

Por Alexandre Glikas

Em tradução livre, Edge Computing significa computação de ponta, ou de borda, isto é, um sistema mais próximo que permite às organizações processarem um volume maior de dados de modo mais rápido e eficiente.

Para entender melhor, é importante compreender o atual cenário tecnológico. Estamos mais conectados do que nunca. Portamos e operamos dispositivos, móveis ou não, que geram e processam um grande volume de dados. E tudo fica armazenado na nuvem, o que permite que as informações estejam sempre acessíveis.

No entanto, o aumento de dispositivos conectados leva a uma limitação óbvia e inevitável: o elevado volume de dados deve ser proporcional aos recursos de computação, o que pode acarretar altos custos ao negócio; utilização excessiva da rede; alta latência; indisponibilidade e redução da confiabilidade dos sistemas.

Assim, já começamos a observar iniciativas de empresas que aproximam os serviços de nuvem ao perímetro da rede. Dessa forma, as operações de armazenamento e processamento aproximam-se das fontes dos dados, trazendo resultados mais ágeis. Isso é Edge Computing. A ideia é realocar parte do poder computacional do data center para as extremidades (edges) da rede, incluindo pontos próximos ou o próprio dispositivo.

Por meio dessa tecnologia, os aparelhos IoT podem transmitir dados para um equipamento próximo, como um gateway, capaz de compreender e processar as informações e dar respostas rapidamente, reduzindo a necessidade de transferir dados à nuvem para então devolver o resultado.

Para entender como pode ser aplicado no âmbito corporativo, veja como a necessidade de maior disponibilidade e agilidade estão presentes em nosso cotidiano. Quando usamos um aplicativo para alugar casas, saber como está o clima, fazer agendamentos, pedir táxis, entre outras coisas, ficamos impacientes quando o sistema demora a dar uma resposta ou simplesmente está indisponível. Isso acontece porque ele depende muito do processamento e armazenamento externo, centralizado na nuvem.

Essa demora ou indisponibilidade dentro de uma organização pode impactar na perda de negócios e qualidade operacional. Então, se a empresa implementar uma infraestrutura de edge, por meio de um data center modular local, por exemplo, processos importantes e cargas de trabalho podem ser processados rapidamente, com uma latência quase imperceptível.

Quais impactos traz ao negócio?

Um dos grandes ganhos do Edge Computing para o negócio é a não dependência de um data center distante, bastando ao gestor gerenciar a periferia da rede, ou seja, os pontos próximos de processamento e armazenamento. Mas, assim como toda tecnologia em evolução, aqui também é necessário estar atento a alguns riscos que podem impactar o negócio.

Um deles e talvez o principal, está relacionado à segurança. Se você traz o armazenamento e o processamento para a borda da rede, distribuindo para diversos pontos, aumenta substancialmente o tamanho da superfície exposta a ataques. Eles podem se tornar portas de entrada desprotegidas.

Há também a preocupação com o custo da implementação e o gerenciamento das extremidades. Dentro de um ponto de vista escalável, quanto maior a infraestrutura de TI, maiores serão os valores usados para expandir, operar e monitorar. Os custos acabam crescendo proporcionalmente à ampliação do negócio.

No entanto, essa é apenas uma das perspectivas, pois muitos defenderão o Edge Computing como uma solução mais segura, uma vez que os dados não precisam trafegar na nuvem, permanecendo em um ambiente seguro e controlado.

Edge Computing e cloud: qual a relação?

Por conceito, as duas tecnologias são opostas quando se referem ao local de processamento e armazenamento. Ao passo que a nuvem mantém a operação em um data center central, em um servidor remoto, o Edge Computing realoca o processamento nas bordas da rede, em pontos mais perto dos dispositivos.

Apesar de diferentes, eles não se substituem. Na realidade, são complementares. Por exemplo, regras de análise podem ser criadas em nuvem e, então, enviadas para os dispositivos periféricos para um processamento próximo.

Assim, não se trata de uma discussão acerca de qual tecnologia dominará os próximos anos, mas sim, sobre o que as empresas têm feito hoje para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade de serviços e informações com base nos recursos já existentes.

Alexandre Glikas, diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb.

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Brasil é o país da América Latina que mais utiliza e investe em cloud, mas ainda precisa avançar na maturidade digital

O estudo Como vamos na América Latina, encomendado pela Citrix, empresa norte-americana de tecnologia, mostrou que dentre os países da região, o Brasil está à frente dos demais quando o assunto é nuvem, com 57% de empresas adeptas desta tecnologia. No entanto, algumas contradições nos resultados mostram que existe um longo caminho para aumentar a maturidade digital das empresas.

Embora 73% das entrevistadas manifestem desejo em investir em nuvem, 43% afirmaram não fazer uso da tecnologia. E os motivos são: infraestrutura suficiente (38%), não enxergam valor (19%), questões de segurança (14%), falta de orçamento (14%) e não sabem como fazê-lo (12%).

Outro fator interessante registrado na pesquisa foi em relação a falta de estratégia no uso desta tecnologia. As empresas que usam a nuvem estão mantendo o foco no armazenamento de informações: 24% responderam que armazenam informações gerais, 18% registram e-mail, 11% guardam informações sensíveis do negócio, 11% registram dados do fornecedor, 7% aplicativos não tão sensíveis e 12% todas as anteriores.

“A computação em nuvem significa mais do que apenas armazenar documentos. Ela permite a empresas de todos os tamanhos ações mais rápidas, ágeis e flexíveis, redução nos custos de investimento em hardware e acesso igualitário à tecnologia de ponta, só para citar alguns. Em regiões com mais maturidade digital, empresas focam em ativos mais estratégicos (aplicações críticas para o negócio e aplicações legadas) se beneficiando assim da elasticidade e alta disponibilidade de cloud”, explica Luis Banhara, diretor geral da Citrix Brasil.

Produtividade

Outro aspecto sobre a adoção dos serviços em nuvem é implementação de formas de trabalho flexível, por exemplo o home office e o teletrabal­ho. A partir das informações coletadas, constatou-se que 62% das empresas brasileiras com tipos de trabalho flexíveis os implementaram a pedido dos funcionários, principalmente por motivos de gestão do tempo (13%), maior produtividade (8%), conforto (6%) e qualidade de vida (6%).

Os resultados, de acordo com os gestores em TI do país, foram positivos considerando que acessar dados e aplicações de qualquer lugar ou dispositivo torna a equipe mais produ­tiva (88%). Outro fato notável é que 65% das empresas disseram que redesenharam o ambiente para se adaptar às novas formas de trabalho flexíveis, especificamente para buscar maior produtividade e melhor gestão do tempo pelo funcionário.

Paradoxalmente, 73% dos entrevistados acham que os funcionários são mais produtivos trabalhando no escritório do que de onde se sentem mais confortáveis e inspirados. E isso se deve, principalmente, à falta de confiança por parte dos diretores (80%).

“Com o avanço da tecnologia, hoje podemos contar com ferramentas que estão mudando a forma que trabalhamos, possibilitando o trabalho flexível, de qualquer lugar e em qualquer dispositivo. A valorização precisa estar focada na entrega e não no tempo que o funcionário passa no escritório”, destaca o diretor geral.

Segurança

A segurança é um fator de grande preocupação para as empresas e 58% das entrevistadas declaram desejo de investir mais em proteção dos dados até o final deste ano. Porém, alguns comportamentos destacam brechas que podem comprometer seriamente os dados das companhias. Dos executivos consultados, 49% afirmaram que permitem que funcionários salvem informações em pen-drive e encaminhem informações para o e-mail pessoal (52%).

Reflexo disso é que 35% das vulnerabilidades sofridas pelas empresas foram vazamento de dados e 32% ataques externos direcionados às informações da empresa.

“Temendo a segurança de seus dados, muitas empresas acabam blindando os funcionários de maneira imobilizadora. Estão seguros, mas extremamente restritos. E não precisa ser assim. É possível trabalhar de forma protegida sem limitar ações”, conclui Banhara.

A pesquisa teve como objetivos principais avaliar a percepção e o conhecimento que os gestores de TI têm sobre dinâmica, benefícios e desvantagens, ou seja, o panorama de serviços na nuvem, segurança de dados e novos estilos de trabalho. E ainda identificar as atitudes, percepções e a impor­tância que os especialistas em TI atribuem às novas tecnologias em suas empresas. Fez parte do estudo entrevistas com 550 gestores de TI, durante os meses de abril a maio, na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México.

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Insegurança jurídica marca ambiente da computação em nuvem no Brasil, alerta tributarista Janssen Murayama

A tecnologia evolui a um ritmo mais veloz do que as leis, e a computação em nuvem é um dos exemplos mais notáveis desse processo. Este modelo representa a terceira fase da distribuição de softwares, depois do suporte físico (DVDs, CDs, disquetes, etc.) e do download. E essa divisão não é rígida, segundo o tributarista Janssen Murayama, sócio do escritório Murayama Advogados. “Essa é a classificação proposta pela doutrina, e às vezes é difícil enquadrar um software em uma ou mais das categorias”, diz o advogado, ressaltando que não são definitivas nem absolutas.

Esse cenário foi o tema debatido no painel “Cloud Computing e tributação: decisões recentes” por Janssen Murayama e Gabriel Demetrio Domingues Coimbra, advogado do BNDES. A apresentação fez parte do seminário LegalTIC: estratégias tributárias para negócios digitais. O evento, organizado pela Assespro-RJ, ocorreu no dia 25 de maio, no auditório do Sebrae-RJ. Murayama apresentou um panorama dos tributos municipais, estaduais e federais que podem ser aplicados e as possibilidades de pacificação das lacunas legais e das guerras fiscais.

No âmbito municipal, a incidência do Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS) foi definida pelo Supremo Tribunal Federal em 1998. Na época, foi feita a divisão entre o software produzido sob encomenda (ISS) e os programas de “prateleira”, com suporte físico, interpretados como mercadoria (ICMS). No entanto, a decisão ainda deixou brechas. Três anos depois, o mesmo STF decidiu que não deve incidir ISS sobre locação de bens móveis, confirmado pela Lei Complementar 116/2003 e pela Súmula Vinculante nº 31 de 2010. Desde então, agentes do setor lutam para enquadrar a computação em nuvem como locação de bem móvel.

Na cidade do Rio de Janeiro, as alíquotas de ISS são divididas em quatro tipos: 2% para elaboração de software e 5% para customização, licenciamento e intermediação. Na capital paulista a situação é um pouco mais nebulosa. Em 2017, a prefeitura publicou um Parecer Normativo que incluiu o software de “prateleira” no rol de tributados pelo ISS, sendo que este tipo pertence ao âmbito do ICMS estadual. ”O PN provocou uma guerra fiscal entre o município de São Paulo e o próprio estado”, conta Janssen Murayama. Dada a polêmica, a aplicação da norma foi suspensa até que haja um entendimento consolidado sobre o assunto.

As disputas por trás da arrecadação também atingem o ICMS, a cargo dos estados. Em 2010, no julgamento da ADI nº 1945-MT (1999), o STF decidiu que poderia haver tributação de ICMS sobre o download de softwares, o que deu esperança aos estados. Em 2016 e 2017, a Confederação Nacional de Serviços (CNS) conseguiu liminares no Supremo contra leis estaduais de São Paulo e Minas Gerais que dispunham sobre a incidência do ICMS sobre a elaboração de software e licenciamento.

Mais um ponto de divergências surgiu no ano passado, quando o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) impôs uma nova definição de contribuinte, não prevista em lei. Segundo o Convênio ICMS 106, haveria isenção das etapas anteriores à venda ao consumidor final; tributação nas saídas internas e na importação; recolhimento do ICMS no destino; inscrição em todos os Estados que vender; e uma ampliação da responsabilidade tributária para ofertante, vendedor, entregador, intermediário financeiro, adquirente e administradora de cartão de crédito e débito. No entanto, em março deste ano, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) conseguiu uma liminar suspendendo a medida.

No âmbito federal, em 2017, houve definições importantes quanto aos impostos aplicados sobre os Saas (serviços técnicos). Em março, a SC COSIT nº 191 fixou a alíquota da CIDE sobre esses serviços em 10% e do Imposto de Renda Retido na Fonte em 15%. Em junho, a SC COSIT nº 316 estabeleceu que não há incidência de PIS/COFINS – Importação sobre a licença de uso de software, por se tratarem de royalties.

“A segurança jurídica dos empresários e investidores depende de regulamentação”, defende Murayama, citando alguns projetos de lei que estão em tramitação no Congresso Nacional. Um deles é o PL 5344/2013, de autoria do deputado Ruy Carneiro (PSDB-PB), que propõe um marco regulatório para o segmento. Porém, a proposta foi arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 2015. Já o PLC 171/2012, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) inclui a computação em nuvem no item 1.09 da lista de serviços abarcados pelo ISS, na Lei Complementar nº 116/2013. Atualmente, o projeto aguarda o parecer do relator na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Para o tributarista, é natural que as leis demorem a acompanhar a tecnologia. “O legislador está sempre atrás dos fatos novos. Não tem como uma tecnologia surgir e já haver uma regulamentação pronta”, diz. Aos contribuintes que estejam incertos quanto ao que fazer, Murayama sugere ou que ajuízem uma ação judicial para definir a tributação, depositando em juízo o valor correspondente ao que seria tributado, ou que aguardem ações já em curso e a tramitação de leis.

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Cloud Computing como acelerador de crescimento das PMEs

Por Luciano Carino, Diretor para o Mercado Empresarial da Embratel

As soluções armazenadas em Nuvem (Cloud) estão trazendo uma nova realidade para o mundo empresarial. As ofertas de Cloud Computing estão mudando a regra do jogo, igualando as condições de competição e possibilitando que médias e pequenas empresas (PMEs) tenham acesso à última palavra em tecnologia, ao contrário de outros tempos nos quais modernas infraestruturas de TI estavam disponíveis apenas para grandes corporações com orçamentos para compra de equipamentos e programas que, na maioria dos casos, eram caros e com vida útil efetiva de menos de dois anos.

Na era digital, com serviços de TI que inclusive já podem ser contratados conforme o uso, o modelo de competição muda e deverá acelerar a potência das PMEs. Até pouco tempo atrás, era inimaginável pensar que uma multinacional e uma pequena empresa pudessem ter acesso à mesma infraestrutura tecnológica. Pesquisas recentes do Gartner mostram que mais da metade das PMEs dos Estados Unidos estão investindo na aquisição de soluções em Cloud. As ofertas Cloud trazem escalabilidade, flexibilidade, agilidade e melhor custo-benefício que precisam para suportar o crescimento de seus negócios.

Crescendo os negócios, a expansão da capacidade de armazenamento é estratégica. Basta contratar uma Nuvem escalável para atender as demandas investindo de forma inteligente em sistemas terceirizados armazenados em Cloud (Nuvem), diferente de antes, quando os pequenos e médios empresários precisavam fazer altos investimentos em infraestrutura própria, com equipamentos físicos (servidores por exemplo), local apropriado para instalação e equipe técnica para suporte e manutenção.

Com o Cloud Computing, os empreendedores podem facilmente comprar, aumentar ou diminuir a capacidade de seus sistemas, assim como contar com o suporte de uma equipe técnica especializada, pronta para atuar na gestão da estrutura e até em situações de falha. A diminuição do risco financeiro também é uma vantagem de sistemas em Nuvem terceirizados, uma vez que o orçamento previamente planejado não é comprometido, pois já há no mercado soluções em Cloud com pagamento conforme o uso. Isso significa que os setores financeiro e de TI conseguem, juntos, visualizar quanto está sendo utilizado da estrutura e, consequentemente, quanto será cobrado. Essa visibilidade do uso de capacidade versus custo é primordial para a organização de uma PME.

A facilidade de implementação e gestão da Nuvem também é um diferencial para as pequenas e médias empresas. As plataformas possuem interface intuitiva e permitem que todos os colaboradores, independente da cultura tecnológica de cada um, acessem os ambientes em Cloud com agilidade e sem a necessidade de treinamentos frequentes. Esse é um dos motivos pelos quais as organizações que já investiram na tecnologia registram um aumento de produtividade que, em curto prazo, compensa o investimento inicial na aquisição das soluções.

Outro benefício das estruturas em Nuvem para PMEs é a atualização constante, feita por fornecedores altamente capacitados e preparados para essa atividade, permitindo que os empreendedores se dediquem à gestão de seus negócios e não mais ao controle de equipamentos e sistemas. A terceirização dos ambientes de TI libera os gestores para que invistam o tempo em outras questões estratégicas, como planejamento de vendas ou desenvolvimento de novos produtos, deixando a TI para especialistas no assunto.

A segurança dos dados armazenados em Nuvem também evoluiu, tranquilizando as empresas mais céticas quanto ao uso da tecnologia. Estudos recentes mostram que Data Centers externos são mais seguros e modernos do que os servidores locais. A terceirização dos ambientes também garante que os dados estarão seguros em caso de possíveis falhas e danos em hardware ou software locais. Isso acontece porque as informações são replicadas em diferentes servidores, de modo que, se o equipamento principal apresenta erro, o cliente continua acessando normalmente e com segurança os seus dados no Data Center secundário. Esse nível de segurança da informação não é possível quando há apenas estruturas físicas armazenando os dados das empresas, especialmente para evitar o ataque de hackers ou controlar o acesso da aplicação e criptografia de informações.

Um exemplo prático da necessidade de pequenas e médias empresas atuarem com Nuvem é também uma lição aprendida com os ataques de 11 de setembro. O que aconteceu com diversas PMEs alocadas nas torres gêmeas comprovam que o uso de Nuvem teria mudado os seus destinos. Muitas empresas que atuavam ali tinham site backup localizados na outra torre ou nas proximidades, em áreas afetadas pelos ataques. Essas organizações perderam os dois sites e toda sua informação. Isso afetou não só a atuação de inúmeros clientes que dependiam desses dados, como a continuidade do negócio de muitas dessas PMEs. Mais da metade das pequenas e médias empresas afetadas fecharam as portas porque perderam todos os seus dados e não conseguiram se reconstruir. Caso tivessem um segundo Data Center para recuperação dos dados totalmente separado fisicamente do Data Center primário, os negócios poderiam ter prosperado.

O Brasil vive um verdadeiro ‘boom’ na criação de empresas. De janeiro a outubro de 2017 foram registradas de mais 1,9 milhão de novas companhias. Além de grande parte delas serem PMEs, as pesquisas indicam que empreender faz parte das intenções de dois em cada três jovens brasileiros para os próximos anos. A tecnologia é um grande alicerce para que esses planos se tornem realidade e para que pequenas e médias empresas se transformem em expoentes econômicos.

Sem dúvida, as aplicações Cloud já estão mudando a dinâmica do mercado e a transformação em pequenas e médias empresas será enorme, pois mudará a forma como as PMEs vivenciam TI, oferecendo a escalabilidade, segurança e flexibilidade que esses empreendimentos precisam. Empresas que desejam ampliar seus negócios nos próximos anos não podem ficar aquém no quesito tecnologia. A tendência é que as empresas que mais investirem em inovações como a Computação em Nuvem serão as que apresentarão os melhores resultados do mercado.

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Nutanix anuncia aquisição da Minjar

A Nutanix, empresa líder em software de nuvem empresarial, acaba de anunciar que chegou a um acordo definitivo para adquirir a Minjar, fabricante da Botmetric, serviço que oferece aos clientes controle de custos unificado e visibilidade aprimorada em suas cargas de trabalho em nuvens públicas.

Dados divulgados pela 451 Research mostram que o futuro da TI é a tecnologia multi-nuvem e híbrida. De acordo com as informações publicadas na pesquisa, 69% dos entrevistados planejam ter algum tipo de ambiente multi-nuvem até 2019. No entanto, o crescimento na nuvem múltipla e híbrida tornará cada vez mais difícil a otimização e a análise das despesas da nuvem.

A Nutanix também planeja usar a tecnologia da Minjar para reforçar seu produto de gerenciamento Nutanix Calm, bem como o Xi Cloud Services, uma extensão nativa do software Nutanix Enterprise Cloud. A Nutanix Calm aproveitará a plataforma de gerenciamento de nuvem da Botmetric, ajudando clientes a reduzir custos, economizar tempo e proporcionar confiabilidade ao gerenciamento multi-nuvem.

Além disso, também oferecerá uma verificação em tempo real da conformidade da nuvem, projetada para encontrar riscos e violações de segurança, para que as empresas possam identificar e resolver potenciais ameaças à segurança da nuvem antes de se transformarem em desafios comerciais.

“A Minjar é uma empresa pioneira que oferece benefícios tangíveis aos clientes corporativos em sua jornada multi-nuvem. Como um dos primeiros parceiros para as principais nuvens públicas, a experiência e as ideias obtidas de múltiplas implementações nativas da nuvem permitiram que a Minjar construísse uma oferta robusta em Botmetric”, conclui Sunil Potti, Diretor de Desenvolvimento da Nutanix.

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Locaweb Corp adquire Cluster2GO

A Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb, anuncia a aquisição total da Cluster2GO, uma das maiores empresas de gerenciamento de serviços multicloud do Brasil. Com a compra, a especialista em serviços para o público corporativo, passa a oferecer multicloud por meio de uma solução que permite aos ambientes públicos e privados funcionarem de maneira independente e se conectarem apenas quando necessário, além da gestão dos serviços.

Com a crescente preocupação das empresas para manterem seus dados seguros, a nuvem híbrida deixou de ser uma tendência para se tornar necessidade. Acompanhando esse movimento, há algum tempo a Locaweb Corp vinha pesquisando a respeito do setor, no qual já desejava atuar. Dessa forma, chegou até a Cluster2GO.

Há 18 anos no mercado, a Cluster é parceira oficial da Microsoft (Azure), Amazon Web Services (AWS), Oracle e Google, que credenciam a marca para atuação em diversos setores do mercado corporativo, como bancos, telecomunicações e indústria farmacêutica. Hoje, conta com cerca de 200 clientes, entre eles Cielo, Roche, Dotz e Banco Volks.

“Com um portfólio de serviços focado em multicloud, a Cluster2GO conquistou um espaço relevante no mercado nacional para atuar na transformação digital de algumas das maiores empresas do país. Também devemos isso à parceria que temos com a Microsoft (Azure) e a Amazon (AWS), que foi decisiva para oferecermos soluções cada vez mais competitivas. E nada melhor do que começar o ano em uma nova fase, na qual contaremos com outra expert, pioneira em cloud computing no Brasil, mas dessa vez fazendo parte dela”, ressalta Fábio Alexandre Vieira, cofundador da Cluster2Go.

Com a aquisição, a Locaweb Corp se une a uma das principais plataformas multicloud da América Latina para o segmento corporativo. A Cluster2GO permanece com sua operação inalterada e passa a contar com toda a estrutura da Locaweb.

De acordo com Alexandre Glikas, diretor-geral da Locaweb Corp, a expectativa é acelerar ainda mais o crescimento. “Com a entrada da Cluster2GO, prevemos um crescimento de 35% para 2018. Estamos prontos para oferecer a perfeita integração entre os principais players, com serviços especializados de migração, gestão operacional multicloud, consumo inteligente, banco de dados, monitoramento e segurança”.

Locaweb

Com a aquisição da Cluster2GO por uma de suas unidades, a Locaweb também vê seus números crescerem. A compra deve elevar o faturamento da empresa para 400 milhões.

Esta é a quinta aquisição da companhia nos últimos 6 anos. Desde então, vem ampliando seu portfólio para fortalecer a atuação em mercados como e-commerce e marketing cloud. Trata-se de uma estratégia da marca, que enxerga nas aquisições uma forma de entrar em mercados antes inexplorados para continuar acelerando o seu crescimento.

“A Locaweb está passando por um novo momento, em um ano muito especial. Completamos duas décadas em 2018 e temos como objetivo tornar a Locaweb líder no fornecimento de serviços digitais no Brasil. Com essa compra, vamos aumentar nosso leque para atender de forma ainda mais assertiva todas as necessidades dos nossos clientes corporativos”, afirma Fernando Cirne, presidente da Locaweb.

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Vendas em cloud puxam resultados da SAP Brasil em 2017

A SAP Brasil anuncia os resultados financeiros consolidados do ano fiscal de 2017. A subsidiária brasileira registrou um crescimento de dois dígitos, em comparação com o ano anterior, da receita total das vendas de soluções em nuvem. Esta carteira mais que dobrou de tamanho no país em 2 anos. O destaque no ano passado foi o considerável aumento dos contratos firmados com as pequenas e médias empresas.

“O crescimento contínuo da adoção de soluções em nuvem, particularmente alto este ano, é um indicador muito positivo da maturidade do mercado. As empresas brasileiras já entenderam que precisam digitalizar suas operações para continuar crescendo, mas acima de tudo, para continuarem competitivas, não importa em que segmento estão ou que tamanho tenham”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

Outra solução de relevância para os resultados do ano foi o SAP S/4HANA, pacote de gestão de recursos empresariais em tempo real para negócios digitais, que utiliza todo o potencial da plataforma HANA. A solução on premise (por venda de licenças) manteve sua trajetória constante de crescimento de vendas, registrando um aumento de dois dígitos sobre o ano anterior.

“A estratégia da SAP vai continuar privilegiando a oferta de uma plataforma de gestão simples, que ajude os clientes a se tornarem produtivos e competitivos e que impulsione seus negócios com soluções que atendam exatamente suas necessidades”, destaca Cristina Palmaka.

Novos clientes adotam a plataforma SAP Cloud

Entre os clientes que elegeram, em 2017, a plataforma SAP Cloud, está a Natura Cosméticos S/A, maior fabricante brasileiro de cosméticos, com 6.400 funcionários e uma rede de 1,8 milhões de consultores em oito países. O objetivo é aprimorar sua complexa cadeia de canais de vendas que inclui lojas, vendas online e diretas com a captura digital de informações de rastreamento de pedidos.

Outro nome de destaque que passou a integrar o portfólio de clientes da SAP, desta vez no segmento de varejo, foi o Makro, atacadista do grupo holandês SHV, que opera no Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela. Para substituir sistemas internos, a companhia, responsável pela comercialização de grandes volumes de alimentos e produtos não-alimentícios a preços baixos para clientes profissionais, optou por soluções SAP Hybris buscando realizar campanhas específicas, implementar programas de fidelidade e apoiar equipes internas para analisar hábitos de compras de seus clientes.

Também apresentaram resultados expressivos de vendas, com crescimento de dois dígitos no ano, as soluções de gestão de capital humano, SAP SuccessFactors; de e-commerce Hybris e da plataforma HEC – SAP HANA Enterprise Cloud, que permite a transição de aplicações on premise para um ambiente de nuvem, com processamento em tempo real. No que se refere aos mercados que mais contribuíram para o crescimento da empresa, vale ressaltar os de Seguros, Varejo e Produtos de Consumo.

Nuvem também se destaca na América Latina

Na região, a SAP continua conquistando bons resultados com seu portfólio para a nuvem. Em dois anos, a empresa duplicou seu negócio nesse segmento. Em 2017, o crescimento na região foi de dois dígitos, liderado pelo desempenho do Brasil. O destaque especial foi a velocidade de adoção pelas empresas, principalmente durante o último trimestre do ano, de soluções de comércio digital SAP Hybris.

A receita de vendas de soluções on premise também cresceu. No último trimestre fiscal de 2017, aumentaram dois dígitos, impulsionadas por SAP HANA.

Globalmente, a SAP apresentou um crescimento de 8% na receita com vendas de softwares e aplicações em nuvem.

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OLX passa a operar 100% na nuvem

Empresa suporta 1,5 bilhão de pageviews por mês e 5TB de dados coletados todos os dias

A OLX, maior plataforma de compra e venda online do Brasil, converteu toda a sua operação para cloud computing. Agora, 100% da demanda está hospedada na Amazon Web Services.

Os números de tráfego da companhia são altíssimos: 50 milhões de usuários únicos; 1,5 bilhão de pageviews (desktop e mobile); 500 mil novos anúncios por dia e 2 milhões de vendas por mês. Por isso, o nível de exigência para performance e segurança são altos.

A escolha pela nuvem da Amazon foi estratégica. “Grande parte da equipe já tinha experiência com a Nuvem da Amazon, o que facilitou a migração. Além disso, a nuvem da Amazon hoje é a mais madura do mercado e essa foi uma referência importante para a escolha do provedor. Ela já é arquitetada com foco em continuidade e contingência e, considerando nossos números altíssimos de demanda, a segurança geral da operação foi outro fator que pesou na escolha”, destaca Bernardo Carneiro, CTO da OLX. O processo de migração durou seis meses, sem impacto significativo na operação.

Carneiro explica que, apesar de a tecnologia principal escolhida pela OLX seja a AWS, a empresa está investindo em testes multicloud. O software de gerenciamento permite que a organização mantenha parte da busca na Amazon e parte no Google. “Assim, conseguimos tirar o melhor de cada tecnologia para entregar o máximo possível de agilidade e performance ao nosso usuário”, destaca o executivo. “Hoje, usamos balanceamento elástico e expansão de disco sem limitações. Até então, a tecnologia que usávamos tornava a operação cada vez mais cara em virtude do alto volume de tráfego na plataforma”, afirma.

A tecnologia em nuvem permite que a empresa foque no desenvolvimento de ferramentas que melhorem a experiência do cliente. “A adoção por cloud é uma tendência global e que só tende a evoluir. Nos próximos anos, nossa intenção é desenvolver a plataforma com foco em machine learning. Até 2020 pretendemos ter – ao menos – 80% dos times utilizando desta plataforma”, conclui o executivo.

Com a operação 100% na nuvem, a empresa atende à demanda de maneira mais suave. O CTO da OLX explica que com a nova estrutura de nuvem será possível atender uma demanda maior de usuários sem alteração no nível do serviço, mesmo em tempos de maior exigência operacional, como, por exemplo, após uma campanha de marketing.

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Ingram Micro anuncia novo diretor de Cloud e Soluções Digitais

Há pouco mais de dois anos, a Ingram Micro Brasil, subsidiária do maior distribuidor mundial de tecnologia, contratou José Furst para dirigir a divisão de Cloud e tornar a distribuidora um provedor master de soluções em nuvem no país. O objetivo foi alcançado, principalmente com o lançamento da plataforma Ingram Micro Cloud Marketplace que em um ano conquistou mais de 900 revendas e responde por mais de 85% dos negócios em nuvem da companhia.

Agora, em sintonia com o êxito da iniciativa e com a estratégia de expansão, a Ingram Micro anuncia Flávio Moraes Jr. como diretor de Cloud e Soluções Digitais, para liderar a divisão de Cloud e a unidade de software, em substituição a José Furst, que foi promovido a diretor da divisão de Cloud na América Latina.

Cabe ao novo contratado colocar cloud com algumas linhas de software e oferecer soluções híbridas de nuvem com on premise. “Dar continuidade ao trabalho feito até aqui e que trouxe excelentes resultados para os negócios em nuvem da Ingram Micro é um grande desafio”, diz Moraes Junior, que pretende levar às revendas soluções que possibilitem a oferta de arquiteturas em cloud mais completas e que atendam às diferentes demandas do mercado. “A integração da área de Soluções Digitais com a de Advanced Solutions reforça a proposta de valor para a nossa oferta de cloud e software”, explica Moraes Junior, completando que irá focar principalmente em fabricantes de software, que sabem o quanto é importante explorar as oportunidades de migração para cloud.

Formado em engenharia pelo Centro Universitário FEI e com MBA em negócios pela Fundação Getúlio Vargas, Moraes Jr. foi diretor de Desenvolvimento de Negócios e Soluções Digitais da Claro, respondendo pelo desenvolvimento e gestão de produtos cloud, data center e segurança gerenciada e marketing online, entre outras atividades.

“Estamos muito confiantes de que Flávio Moraes Jr. dará continuidade a todo o esforço que foi dedicado na área de Cloud nos últimos anos, agregando ainda mais revendas ao nosso marketplace e trabalhando forte também na unidade de software, oferecendo soluções completas e customizadas de acordo com as necessidades de nossos parceiros. Além disso, o novo diretor deve unir algumas ofertas de cloud e de software, com soluções híbridas”, afirma Diego Utge, VP & Brazil Chief Executive da Ingram Micro.

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