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Robert Half aponta 10 habilidades comportamentais em alta em 2020

Para garantir a empregabilidade, os profissionais do futuro devem combinar familiaridade com as inovações tecnológicas, habilidades comportamentais e capacidade analítica. Isso porque a transformação digital e os avanços da tecnologia em todas as áreas e indústrias têm aumentado a competitividade das empresas, a disputa por vagas de trabalho e a exigência do aprendizado contínuo.

De acordo, com levantamento da Robert Half, a tendência é de que, até 2022, as habilidades mais demandadas na contratação de profissionais sejam: visão de negócio (opinião de 51% dos líderes), pensamento estratégico (48%), liderança (48%) e capacidade de adaptação (42%).

“Em função desta disputa, é fundamental que os profissionais cuidem não apenas da capacitação técnica, mas também desenvolvam as habilidades comportamentais, participando proativamente de grupos de trabalho, buscando agregar mais valor para a função que executam, para a área, negócios e para a empresa como um todo”, aponta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half.

Com base no Guia Salarial 2020, a Robert Half destaca as 10 habilidades comportamentais mais desejadas pelas empresas:

1) Boa comunicação:

O que é: a habilidade de se comunicar bem é a chave para profissionais trabalharem de forma integrada ao negócio. É essencial que eles possam traduzir questões técnicas de suas áreas para diferentes públicos, desde o corpo operacional até o CEO da empresa, além do público externo. Comunicação eficiente também é uma das bases para ser um bom gestor.

2) Bom relacionamento interpessoal

O que é: essa é uma habilidade essencial, já que o profissional precisa transitar por várias áreas. Para que haja uma interação entre os departamentos, os colaboradores de diferentes setores precisam se relacionar bem. Equipes sintonizadas nos objetivos organizacionais se relacionam harmoniosamente para atingir bons resultados nas suas áreas e na companhia, como um todo.

3) Dinamismo

O que é: colaboradores dinâmicos têm a capacidade de raciocínio rápido e conseguem fazer mais tarefas de forma mais rápida e ágil do que os demais. Isso potencializa sua produtividade e os seus resultados. Esta capacidade de administrar várias demandas simultaneamente é um grande diferencial competitivo, ainda mais numa era onde tudo acontece de forma veloz e as empresas precisam conquistar maior eficiência operacional e aprender a fazer mais com menos.

4) Domínio do idioma inglês

O que é: parece um assunto repetitivo, mas a maioria dos profissionais ainda não dominam uma segunda língua. Falar inglês é essencial, pois as empresas estão cada vez mais conectadas globalmente e o profissional que souber falar ou entender outro idioma, além de expandir seu conhecimento, poderá melhorar seu cargo ou salário.

5) Flexibilidade

O que é: bons profissionais sabem que as circunstâncias mudam rapidamente e é preciso ter capacidade para se adaptar na mesma velocidade. É importante não ter medo de mudar de rumo e também aprender como tirar vantagem de uma situação que parece perdida.

6) Hands on (mão na massa)

O que é: esse é o profissional que bota a mão na massa, faz junto e se aprofunda nas atividades. Sua mente é aberta para absorver novos conhecimentos. Ser produtivo e participar da execução dos trabalhos é a melhor forma para potencializar suas entregas para benefício de toda a equipe.

7) Orientado a resultados

O que é: é a capacidade que um profissional tem para focar na concretização dos objetivos da empresa e, assim, garantir que os resultados sejam alcançados conforme o esperado. Também possibilita impulsionar o crescimento de outros profissionais da equipe, pois o conhecimento partilhado contribui com os resultados a serem alcançados pela toda a organização.

8) Perfil multidisciplinar

O que é: é um profissional híbrido que aplica conhecimentos de outras áreas no setor em que é especialista, mesmo que não seja necessariamente sua formação. Ele tem uma visão sistêmica do negócio e busca conhecimento por conta própria, em cursos livres, especializações, palestras e workshops, por exemplo.

9) Senso de dono

O que é: hoje as empresas buscam profissionais que abracem os projetos com responsabilidade e a motivação de um empreendedor. É preciso ter postura ativa para apresentar soluções que possam viabilizar ou facilitar o exercício da atividade e, principalmente, expandir os negócios junto com a empresa.

10) Visão de negócio

O que é: ter uma consciência clara da direção para onde a empresa está indo é essencial para ser bem-sucedido. A visão clara do futuro vem junto com a habilidade de tomar as medidas necessárias para chegar lá. É necessário ver além do negócio, mas esse é um exercício complexo e envolvente. Esses profissionais combinam uma forte determinação com o desejo de crescer.

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79% dos profissionais aceitariam um emprego de nível hierárquico inferior ao último emprego

Se reinventar tem sido a escolha de muitos profissionais no mercado de trabalho, é o que aponta um levantamento realizado pela Catho. Segundo a Pesquisa dos Profissionais, 79% aceitariam um emprego de nível hierárquico inferior ao último emprego.

A pesquisa ainda aponta outras condições que os profissionais aceitariam apenas para conseguir um emprego: 86% trocariam de carreira e área de atuação, enquanto 73% aceitariam um salário inferior à sua última remuneração.

Se por uma lado encontrar o tão sonhado emprego parece a solução de muitos problemas, por outro, a depender do caso, aceitar as mudanças de área e até mesmo de salário podem resultar em outras questões dentro do trabalho, tais como desmotivação e frustração.

Para Bianca Machado, gerente sênior de Catho, ao longo do processo de encontrar um emprego, o profissional passa por alterações comportamentais. Para cada etapa o profissional reage de forma diferente, sendo guiado por emoções. A busca, a entrevista, o recebimento de proposta e após a contratação, o período de experiência. Durante esse momento ele não avalia criteriosamente as escolhas, pois está motivado a simplesmente estar empregado.

“Após esse período, ele começa a pensar sobre as antigas e atuais e expectativas e, logo, isso acaba pesando bastante na decisão, pois o profissional tem convicção que poderia estar melhor empregado. Nesse momento sentimentos como desmotivação e frustração começam a causar um impacto maior na carreira”, afirma Machado, que listou, ainda, quatro pontos que precisam ser bem avaliados antes do profissional aceitar um trabalho abaixo da expectativa.

Propósito

Você trabalharia em uma empresa do time de futebol adversário ao seu? Parece simples, mas na prática, abrir mão dos próprios valores e propósitos refletem diretamente na carreira profissional.

Localização do trabalho x moradia

Ter que se deslocar muitas horas preso ao trânsito, metrô, ônibus ou trem. Será que o desgaste físico vale realmente a pena? Às vezes, em um primeiro momento a escolha pode parecer propícia, mas é necessário avaliar em longo prazo quais os impactos que ela trará para a vida pessoal do profissional.

Cultura que viabiliza a motivação

Uma empresa com um ótimo clima, oferece férias coletivas, permite flexibilidade de horários e possui creche para os filhos? Seria um sonho! Por vezes, a empresa oferece menos salários e benefícios que o esperado, mas em contrapartida proporciona uma cultura de motivação que faz com que o profissional queira realmente estar ali.

Pacote de benefícios

Vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde, bônus, auxílio-creche, dentre outros. Muitos são os benefícios que as empresas podem oferecer aos funcionários, permitindo equilíbrio entre o salário (às vezes abaixo de expectativa) e o custo de vida. Na hora de se recolocar, esse é mais um ponto que deve ser avaliado e calculado com atenção.

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Carreiras digitais: minha profissão vai morrer?

Por Andrea Tedesco, Mentora de Carreiras da Digital House

No final do século XX, entramos na Era da Informação, momento em que os avanços tecnológicos mudaram a forma como nos comunicamos uns com os outros. No entanto, o processo de transformação vem acontecendo desde sempre, tanto no mundo corporativo como no intelectual. Nos últimos anos, passamos pelos processos de automatização – nuvem, machine learning, IoT, reconhecimento de voz – com o objetivo de desenvolver novas experiências, modelos de negócios, processos, produtos, serviços e conexão de diversas áreas.

É importante reforçar que o processo de transformação digital não é uma tendência e, sim, uma realidade. Contudo, não se faz isso da noite para o dia, mesmo sendo a tecnologia o grande fator dos impactos gerados e da velocidade das transformações. Empresas e profissionais ainda estão em fase de adaptação, entendendo quais são seus papéis em meio a tantas mudanças. O mundo caminha para o digital e entender que essa mudança de era é um fato e não uma tendência faz com que antecipemos a nossa atualização e possamos caminhar junto ao mercado de maneira menos injusta.

As empresas atualizam seus processos, produtos e serviços mais rápido do que os próprios profissionais conseguem acompanhar. A cada dia, acompanhamos as constantes substituições de mão de obra por tecnologias, as novas empresas substituindo negócios inteiros em modelos disruptivos (entende-se por disruptivo a digitalização, desmaterialização e a democratização). Ter a consciência de que já estamos vivendo na Era Digital e perceber a necessidade de nos tornarmos produtores e não só consumidores é vital para a saúde dos negócios e das carreiras.

As carreiras digitais são uma realidade no momento em que vivemos, já que todas as áreas estão passando por um processo de digitalização. Algumas de forma mais avançada, como marketing, tecnologia, dados, experiência do usuário, liderança de projetos e produtos, comunicação, mídia e tantas outras área. Por isso, os profissionais precisam acompanhar o quanto a tecnologia vem impactando os negócios e as nossas vidas, mas também entender que ela é apenas um meio para o processo de digitalização. É necessário compreender esse movimento como um fato e passar a gerenciar melhor as nossas carreiras para não gerar o efeito “lost”, ou seja, quando estamos em uma situação que nos desconecta de tudo. Precisamos acompanhar essa evolução para não ter que sair correndo em desespero quando as carreiras digitais se tornarem 100% da nossa realidade.

Muitos modelos de negócios já estão surgindo para acompanhar essa nova demanda do mercado, como é o caso da Digital House, uma escola localizada em São Paulo totalmente voltada para o mundo digital e que forma profissionais em até 5 meses com a proposta de ajudar a diminuir o gargalo de mão-de-obra no setor de tecnologia.

Apesar de algumas empresas e instituições já estarem dando os primeiros passos para essa nova realidade, o Brasil ainda explora o mercado digital de forma tímida. Precisamos passar de consumidores para produtores de novas tecnologias, outros modelos de negócios e novos processos, caso contrário, continuaremos atrasando a transformação digital e, consequentemente, o avanço da nossa economia. Entender melhor esse mundo é fundamental e conectar os setores, ainda mais. Estamos em processo e temos muito a aprender e resolver ainda. Como dizem alguns especialistas, a transformação digital não é uma responsabilidade da área de tecnologia e, sim, de todos.

O que vem mudando na economia pede que os modelos de negócios sejam digitais. Mas não é só isso: pensar de forma digital e produzir tecnologia são atitudes necessárias. Trabalhar com foco direcionado ao trabalho junto com o cliente faz com que essas transformações digitais sejam mais bem sucedidas. O profissional precisa se empoderar da sua vida e de sua carreira para que apoie as transformações digitais das empresas, que já começam com uma atualização de uma nova cultura, e aprender como trabalhar junto e não com medo da tecnologia, substituindo carreiras.

Obviamente, existem barreiras que a tecnologia enfrenta. A forma de pensar das pessoas sobre elas mesmas e a falta de conhecimento sobre as necessidades de mudança de mindset atrapalham bastante os avanços da transformação digital. As lideranças e os colaboradores são papéis fundamentais nesse processo, onde a mentalidade, cultura e ação intraempreendedora se fazem necessárias.

As empresas que resistirem à tecnologia estão fadadas à extinção, sem sombra de dúvida, à curto ou médio prazo. A transformação coloca modelos de negócios em outro patamar de concorrência e sobrevivência. Portanto, não estar no mundo digital não é mais uma opção.

Já ouvimos o seguinte questionamento algumas vezes: “Com o avanço tecnológico, corre o risco de algumas profissões acabarem?”. A resposta é sim, mas isso não deve ser motivo de pânico. Não somente os modelos de negócios estão se transformando, mas as pessoas também, como sempre estivemos. A velocidade nos força a fazer isso em outro processo de consciência e, infelizmente, muita gente só percebe a mudança depois que ela passa. Tomar posse da administração da sua vida e carreira torna o profissional dono de sua marca e esse processo nos coloca em contato com as nossas melhores competências, resultados, análise de cenários, cruzamento de objetivos, entendimento do mercado, oportunidades e muito mais. É aí que as pessoas se reinventam, se adaptam e criam profissões novas, um novo mundo e novos desafios, sempre.

Para uma empresa ou um profissional identificar que é a hora de ingressar no digital, é necessário conhecer mais sobre Gestão de Vida e de Carreira. Desta forma, é possível ter ferramentas, além de um novo mindset sobre como identificar necessidades e oportunidades.

É importante que o profissional – esteja ele inserido ou não no meio digital – aprenda a reaprender, tome posse da sua marca profissional e identifique quais gaps possui para algo que deseja construir e atingir. E se estiver pensando somente nas oportunidades do mercado, faça o seu balanço profissional, identificando qual a sua capacidade de execução e qual seria melhor ferramenta digital para compor seu branding, mas com o mindset totalmente voltado para a necessidade de se alfabetizar no digital.

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5 habilidades que se destacam no mercado de trabalho

O ingresso na faculdade é um passo importante para o futuro profissional, porém, existem algumas características que podem fazer o jovem se destacar no mercado de trabalho. Além do currículo escolar, as empresas têm buscado cada vez mais por colaboradores que tenham habilidades que possa fazer a diferença na organização – que vão além do conhecimento técnico.

Pensando nisso, marcas que têm os adolescentes como público-alvo promovem experiências para desenvolver essas competências e ajudá-los a conquistar o primeiro emprego, ou até mesmo a serem reconhecidos pelo seu empregador para avançarem dentro da função que já exercem. É o caso da Uliving, empresa que trouxe o conceito de residência estudantil para o Brasil, popular em países da Europa e Estados Unidos. Nos cinco prédios da marca, exclusivos para estudantes, é possível locar um quarto individual ou duplo e desfrutar de áreas de convivência como sala de tv, sala de jogos, sala de estudos, cozinha equipada, rooftop e churrasqueira.

A companhia promove o Programa de Liderança, com objetivo de oferecer experiências em situações reais, para que o aluno eleito pelo prédio e pela empresa – chamado Uleader – desenvolva diversas habilidades, por meio de diferentes tarefas realizadas no dia a dia dos empreendimentos. Um dos moradores que foi aprovado na posição é Itallo Monteiro, de 31 anos, que nasceu na Paraíba, mas está em São Paulo para estudar medicina. “Me senti muito acolhido aqui na cidade por essa comunidade. Além de aprender novos processos, também vou transmitir o que acredito que seja importante para que outros moradores tenham uma experiência excepcional de moradia estudantil”, conta.

“Nosso objetivo não é apenas oferecer uma residência, mas também agregar conhecimento para os clientes. Queremos que o Uleader aprenda a equilibrar e gerenciar diferentes demandas. Eles terão contato com atividades administrativas, coordenação de eventos, planejamento de orçamento e até mesmo oferecer um ombro amigo para os colegas que estão sentindo falta de casa”, explica Juliano Antunes, CEO da Uliving.

O executivo e fundador da marca também elencou as 5 principais habilidades mais procuradas pelos empregadores no mercado de trabalho, que também são levadas em consideração na empresa para essa eleição:

Trabalho em equipe

“Ninguém faz nada sozinho”, sábio dito popular. É importante entender que cada pessoa ou área da empresa é uma peça fundamental para chegar em um objetivo em comum. Para isso, é muito importante saber trabalhar em equipe, entender as diferentes habilidades, características e necessidades de outros membros, de forma cooperativa.

Responsabilidade

Por mais que a empresa forneça treinamentos e que o jovem seja muito bom tecnicamente, a responsabilidade para administrar diferentes entregas é de controle apenas do colaborador. Comprometimento é uma das premissas básicas para qualquer posição e empresa.

Liderança

Mesmo que inicie a carreira em um cargo de estágio, é possível notar que a pessoa tem o perfil de líder, ainda que não atue em uma função de coordenação. Afinal, a empresa está investindo para que um dia exerça um alto cargo e consigo colocar em prática habilidades como essa.

Administração do tempo

Diariamente, surgem diversas demandas e tarefas que precisam ser entregues no prazo estipulado. É importante ter em mente (ou no papel) todas as tarefas e quanto tempo investirá para desenvolver cada uma delas.

Habilidade Social

Todos os cargos e corporações (até mesmo os freelancers, que trabalham remoto), promovem a interação com parceiros de equipe, clientes ou até mesmo fornecedores. Por isso, lidar com pessoas muitas vezes não é uma habilidade nata, porém pode ser desenvolvida para o sucesso do trabalho.

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Empregabilidade e os profissionais acima de 50 anos

Por Gutemberg Leite

Quando o termo “concorrência” é pauta em uma reunião empresarial, antecipa-se mentalmente que o assunto irá versar sobre os esforços que a empresa deverá investir no alcance de metas precedentes, em comparativo às demais do ramo em que se encontra, sendo ,então, comum que entre tais esforços, haja a necessidade de realizar novas contratações, ainda que em tempos de crise ou, porque não dizer também, por conta da mesma.

Seja qual for o cenário, a empregabilidade, ou seja, o conjunto definidor das capacidades que uma pessoa dispõe – ou não – para executar as tarefas que, mais especificamente, farão com que uma empresa supere a concorrência vencendo assim suas dificuldades, é diretamente proporcional à conquista – ou não – da vaga que supostamente possa estar sendo oferecida.

Em minha entrevista fornecida ao jornal da Record no dia primeiro de abril deste ano, ocasião em que participei na reportagem sobre a recolocação no mercado de trabalho para pessoas acima dos cinquenta anos, não me foi possível dentro do pouco tempo disponível para a transmissão, discorrer em grande parte do que falei nos bastidores. Resumidamente, era sobre como a informação, a atualização, a criatividade e o dinamismo são hoje consideradas, no mercado de trabalho, como capacidades individuais que teoricamente, conseguem definir o sucesso profissional de uma pessoa e, como tal, são as mesmas que também se enquadram para os candidatos que pertencem a essa faixa etária.

Apesar do problema frente ao desemprego – praticamente crônico, como demonstrada pela estimativa fechada no ano passado, com 12,1 milhões de pessoas inativas – é importante salientar que nos últimos dez anos, houve um aumento nas admissões de profissionais maturados (experientes), por conta da busca por maior experiência (capacidade intrínseca na prática informativa) comumente apresentada por pessoas de mais alta faixa etária.

Existem atualmente, outros facilitadores que contribuem para que essa empregabilidade indique vetores contrários aos ainda presentes estereótipos culturais, como por exemplo, a expectativa de longevidade estar aumentando – desde meados dos anos quarenta, quando os riscos de uma criança não passar dos quatro anos de idade chegavam a ser trinta e um por cento maiores do que na atualidade – graças aos avanços da medicina e ênfases publicitárias que incentivam pessoas às práticas alimentares mais saudáveis, lazer e esporte.

Uma outra colocação importante, é que as pessoas com cinquenta anos ou mais, sentem um natural desejo por estabilidade, fator esse do agrado da maioria das empresas, bem como, algumas priorizaram a fidelidade, o comprometimento e os adequados índices de relacionamentos interpessoais de seus colaboradores.

Quando uma porta de trabalho é aberta para profissionais jovens ou maduros, não lhes é difícil saber o mais correto a ser feito, mas, enquanto ela lhes permanecer fechada, o que poderão fazer? Esse e outros assuntos correlatos, estarão presentes em um livro que pretendo lançar em breve, a título de comemoração dos meus cinquenta anos de Recursos Humanos.

Certa vez, Henry Ford propôs uma ótima dica: “Se tudo parecer ir contra seus projetos, lembre-se que o avião decola contra o vento, e não a favor dele”.

Mas, e quanto a você? Alguma sugestão?

Gutemberg Leite, Mestre em Ciências da Comunicação e Gestor de RH

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Quando o comportamento tóxico e alta performance andam juntos

Por Roberto Santos

Contratar e reter profissionais considerados de alta performance na organização não é uma tarefa fácil para o gestor direto, e muito menos para o RH que, em tempos modernos, precisa equilibrar os pratos da tecnologia e das pessoas para realizar essas tarefas. Mas existe um lado sombrio a respeito dos funcionários de alta performance – muitas vezes o seu comportamento é tóxico, e o seu impacto é considerável.

Geralmente, esses profissionais têm um alto nível de entrega, mas o que fica oculto é que muitas vezes a alta produtividade é marcada por um comportamento inadequado frente a outros funcionários, subordinados e até mesmo fornecedores, contaminando a organização e tornando seu impacto negativo superior aos ganhos que sua produtividade pode trazer.

Um estudo da Harvard Business School, publicado em 2015, apontou algumas conclusões interessantes a respeito dos profissionais de alta performance que têm um comportamento tóxico – e uma das conclusões é que justamente os profissionais considerados “tóxicos” para a organização costumam ser mais produtivos que seus colegas cuja performance é considerada mediana.

Esse seria o motivo, inclusive, pelo qual esses profissionais costumam perdurar na organização – a alta performance compensa o comportamento inadequado e sua aceitação tácita. Porém, mesmo que pareça o contrário, esses funcionários custam muito para a organização – mais do que potencialmente geram em receita.

O custo do mau comportamento

No estudo desenvolvido pela Harvard Business School, um empregado com comportamento tóxico é definido como alguém que apresenta um comportamento que pode prejudicar a organização, incluindo seus ativos ou pessoas.

A pesquisa revelou também que, quando um profissional de alta performance tem um desempenho consistente, ele representa uma economia de custos de mais de US$ 5.000 para a empresa. Entretanto, quando esse mesmo profissional apresenta um comportamento tóxico, a economia se torna negativa – o custo desse profissional pode ultrapassar os US$ 12 mil – não incluindo custos indiretos, como litígios judiciais, por exemplo. Isso sugere que empregados “ruins” podem ter um efeito mais forte na empresa do que “bons” funcionários.

Funcionários tóxicos levam outros profissionais a deixar a organização mais rápido, o que gera enormes custos de rotatividade e treinamento, e diminui a produtividade de todos ao seu redor.

O que ocorre é que as empresas acabam contratando funcionários potencialmente tóxicos ao privilegiar somente o bom desempenho frente a questões de comportamento – que são mais subjetivas na hora da seleção. As habilidades podem ser ensinadas ou desenvolvidas, mas honestidade e integridade são valores internos, e que não podem ser ensinados.

Demitir ou reter?

Essa talvez seja a decisão mais difícil de todas – já que o gestor tem que escolher entre manter um comportamento que esteja prejudicando o grupo versus uma alta performance. Muito raramente as empresas decidem por desligar esse funcionário, o que contribui para minar ainda mais a confiança da equipe como um todo. Mas esses comportamentos só podem ser tolerados até certo ponto.

A pesquisa de Harvard deixa claro que evitar trabalhadores tóxicos ainda é melhor para a organização em termos de rentabilidade líquida, apesar de perder um funcionário altamente produtivo. Evitar um funcionário tóxico, ou orientá-lo a mudar seu comportamento, aumenta muito mais o desempenho do que substituir um funcionário comum por um profissional de alto desempenho.

A gestão também não pode se omitir, mesmo que o comportamento tóxico não seja incentivado, a falta de policiamento sobre essas atitudes acaba dando um sinal duplo, e ajuda a criar um ambiente onde as pessoas sintam que podem se comportar mal.

É claro que o cenário ideal é o de evitar a contratação de funcionários com esse perfil, mas se já existem profissionais com esse tipo de comportamento na empresa, especialistas advertem que o melhor é separar o funcionário tóxico do restante da força de trabalho, permitindo que ele se concentre no que realmente é bom.

De qualquer maneira, em algum momento o comportamento tóxico vai se sobrepor aos resultados positivos. A menos que esse indivíduo tenha um grau de autoconhecimento que o ajude a melhorar seu comportamento por meio de treinamento e coaching, é possível que o final, mais plausível seja a demissão.

Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê – RH

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Resoluções de ano novo: como fazer um bom plano de carreira para 2019

Erro comum, profissionais não planejam o futuro e se tornam passivos em suas carreiras; Veja quatro passos para definir seus objetivos para o próximo ano

Um novo ano se aproxima e, com ele, surgem dúvidas e questionamentos sobre nossa vida, como o que desejamos manter e o que queremos mudar nos próximos meses – inclusive profissionalmente.

Passo essencial, o plano de carreira é o guia da vida profissional e torna muito mais simples fazer escolhas boas e conscientes ao longo da carreira. Porém, muitas pessoas deixam seu futuro nas mãos do gestor ou do RH da empresa. “Esse é um erro muito comum e os profissionais acabam à deriva. Na verdade, a única pessoa responsável pela sua carreira é você mesmo”, orienta Ricardo Fazanaro, gerente de carreira da Randstad.

Papel e caneta na mão? Então confira os quatro passos listados pelo executivo para definir seu planejamento e comece 2019 com o pé direito na profissão.

1. Defina seu propósito de carreira

Esta etapa é fundamental, mas muitas pessoas acabam pulando. O propósito da carreira ajudará a guiar seus passos e aplicar filtros durante toda a sua trajetória, avaliando eventuais oportunidades com olhar crítico de quem você é como profissional. Seu propósito pode ser apenas pessoal, como virar gerente, ou social, como contribuir para a melhoria da sociedade.

2. Elenque os cargos pelos quais quer passar

Qual é o cargo máximo que você quer chegar? Quer empreender? Quais são os feitos que você deseja alcançar na sua trajetória? Essas perguntas são importantes para que você tenha um alvo, uma meta a perseguir. Definido o objetivo máximo, liste quais são os cargos, projetos e etapas intermediárias, com seus respectivos períodos. Ex.: quero ser diretor em 4 anos.

3. Saiba qual será sua estratégia

Uma vez que você já sabe quais são as etapas que precisará percorrer, é momento de traçar sua estratégia. Avalie quais são os cursos, idiomas e habilidades que você precisará alcançar em cada momento de sua carreira. A partir do prazo definido, você também definirá a intensidade e urgência de cada um desses itens.

4. Avalie a importância do equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Quando não fazemos essa avaliação, podemos ser pegos de surpresa ou nos arrepender tarde demais. Reflita sobre suas metas pessoais e o estilo de vida que deseja ter. Assim, conseguirá encontrar o meio termo ideal entre vida profissional e pessoal, além de definir quais são os sacrifícios que está disposto a fazer em cada momento da carreira.

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O mercado de trabalho na revolução tecnológica

Por Henrique Calandra

O relatório “Futuro do Trabalho”, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, indica que 7 milhões de vagas devem ser extintas até 2020. Números impactantes, sem dúvida, mas antes de nos preocuparmos, é preciso lembrar que a transformação do sistema de trabalho acompanha a evolução da humanidade. Ou seja, a tecnologia não vai acabar com o emprego, mas reinventá-lo – e nós precisamos acompanhar essa tendência.

A constante entrada de máquinas no mercado de trabalho, a partir da Revolução Industrial, foi matéria-prima para diversas obras de ficção científica e tema de preocupação para as pessoas em todo o mundo. Esse movimento automatizou diversos processos e aumentou a produtividade – ao mesmo tempo em que criou algumas profissões e extinguiu outras. Afinal, os robôs irão roubar os empregos dos seres humanos ou não? O importante é estar bem informado para saber o que esperar das mudanças.

1 – Esteja conectado e use a tecnologia a favor

Entenda que os recursos tecnológicos podem ser aliados na sua busca profissional. Antigamente, o interessado em arrumar um emprego precisava levar um currículo em papel até a empresa, às vezes com uma pasta de portfólio, e aguardar a abertura de um processo seletivo. Hoje, é possível usar a conectividade a seu favor. Há plataformas que oferecem a oportunidade de montar um currículo e, ao mesmo tempo, cadastrá-lo em diferentes vagas.

2 – Qualifique-se constantemente

As melhores oportunidades serão destinados às pessoas com mais conhecimento e qualificação profissional. Não basta mais fazer uma graduação para garantir uma boa posição em sua carreira. Faça uma pós-graduação e cursos livres, estude mais, participe de workshops e informe-se bastante sobre sua área. Você sempre deve estar antenado com o que acontece em sua profissão.

3 – Inove nos processos

Profissionais que reagem mecanicamente e apenas fazem as tarefas que lhes são designadas são os que mais sofrem com a entrada das máquinas. Lembre-se: um robô consegue fazer mais processos automáticos, operacionais e repetidos do que qualquer ser humano. O que nos diferencia deles é justamente a nossa imaginação e criatividade, que nos permitem pensar em soluções inovadoras para os momentos de maior dificuldade. Trabalhe isso e seu perfil sempre será requisitado.

4 – Prepare-se para as demandas

A invasão da tecnologia no mercado de trabalho traz novas responsabilidades e demandas para as pessoas. É preciso saber operar todos os recursos disponíveis em nossa profissão, entender como eles podem ajudar e identificar novos serviços que você pode agregar em sua rotina. Quem trabalha passivamente vai, aos poucos, perder espaço em sua profissão.

5 – Não se prenda à carreira

Seu avô provavelmente trabalhou sempre no mesmo lugar e seu pai trocava de emprego apenas quando necessário. Fazer carreira dentro de uma única empresa era sinal de respeito e, principalmente, de seriedade da pessoa. Mas essa ideia passou. Você e seus filhos não podem mais se prender em um único lugar, ainda mais com toda a tecnologia disponível para aumentar a produtividade e encurtar distâncias. Viver como freelancer e trabalhar por projetos já é uma realidade comum em muitos países e, cedo ou tarde, chegará ao Brasil.

Henrique Calandra, fundador do WallJobs – plataforma de integração 100% Digital que conta com mais de 1,5 milhões de membros.

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Do casulo à borboleta: a era digital e a empregabilidade dos novos tempos

Por Daniel Domeneghetti

A quarta revolução industrial gera um efeito determinante sobre o ânimo das empresas em relação à área de RH. A grande mudança contempla a necessidade de que o departamento de Recursos Humanos assuma um papel cada vez mais estratégico nas organizações.

A constatação é do levantamento que fizemos (estudo exclusivo da DOM Strategy Partners), realizado com 594 vice-presidentes e líderes de RH de grandes companhias instaladas no Brasil. A mesma pesquisa aponta que para 78% dos entrevistados a questão humana-profissional nas empresas deverá receber menos investimentos do que o necessário. O foco será em recursos, principalmente os tecnológicos.

Com isso, a empregabilidade vira um diferencial tema relevante quando se trata das tendências do trabalho e seu relacionamento com as organizações empresariais. O próprio termo, por si só, muda o enfoque convencional do emprego e também em como o RH deve se preparar para captar e potencializar o novo colaborador, fruto da era digital.

Empregabilidade relaciona-se à capacidade de um indivíduo manter-se empregável ao longo do tempo, mesmo que potencialmente, e não de estar empregado, ou de simplesmente conseguir um emprego.

Isso requer, dentre outros, atualização contínua, curiosidade focada, abertura ao novo, disciplina, autonomia, diferenciação real percebida em alguma habilidade ou conhecimento e boa dose de empreendedorismo.

Para se ter uma correta ambientação, faz-se necessária uma extrapolação do conceito de empregabilidade no sentido de relacioná-lo também à atividade empresarial que, a cada vez mais, deve se caracterizar como a alternativa mais consistente para muitos dos profissionais de alto nível.

Os efeitos da transformação digital, intimamente ligados à globalização, e internetização e do consequente acirramento da competitividade, geraram e, continuarão gerando, mudanças significativas nas estruturas organizacionais das grandes corporações, que terão consequências importantes de qualificação associada à redução dos quadros de funcionários. Em linhas gerais, menos gente, melhor, fazendo mais coisa que mais gente pior, fazendo menos coisa.

A opção por tentar se empregar em uma corporação parece restrita até porque este efeito de redução qualitativa deverá ser generalizado.

Sendo assim, o termo empregabilidade, no atual contexto, refere-se a manter-se trabalhando e ser remunerado compativelmente por isto. Ou seja, garantir valor pessoal que seja reconhecido e relevado como base de sustentação para a troca financeira representada pela remuneração/compensação.

Este conceito de valor já sugere uma das características importantes da empregabilidade. Se uma empresa deve vender valor e, se todas as pessoas ligadas à mesma devem desempenhar atividades que o incrementem, então empregável será o profissional de iniciativa que conseguir entender o negócio da companhia como um todo e focalizar seu trabalho justamente nas atividades de valor reconhecido.

Um dos aspectos mais discutidos acerca da empregabilidade é a abrangência do conhecimento do profissional. Trata-se da disputa entre a visão generalista e a técnica. O que se percebe, hoje, é que todas as empresas vão precisar de generalistas e técnicos em seus quadros.

O ponto crítico da questão é que não adianta ser um generalista arbitrário e, nem tampouco, um técnico com visão curta.

Em outra análise, é possível se traçar um padrão em que a chave para o sucesso profissional não é o grau de especialização, mas, sim, o grau de adaptabilidade. O que as empresas e o mercado procuram são pessoas que tenham uma alta capacidade de se adaptar, de absorver conhecimentos e incorporar habilidades rapidamente, de modo a se adequar às mudanças, atualmente tão repentinas.

Adicione-se a isto à necessidade de aprendizagem e “desaprendizagem” contínuas e, por que não dizer, instantâneas.

Como característica adicional básica da empregabilidade a ser discutida encontra-se a postura individual, a famosa atitude do profissional em relação ao trabalho. Esta postura é um complemento profissional marcante ao conhecimento e às habilidades.

A base para um processo de delegação de autonomia sem necessidade de muito controle e do estabelecimento consistente de boa liderança é trabalhar com pessoas que façam com que as coisas aconteçam por suas próprias mãos.

No final do dia, somando tudo o que foi dito anteriormente, empregáveis são aquelas pessoas que não precisam esperar uma ordem de alguém, que está esperando a decisão de um superior que, ao que parece, está incomunicável numa viagem de discussões estratégicas nas águas do Caribe.

Daniel Domeneghetti, especialista em estratégia corporativa e CEO da E-Consulting, consultoria 100% brasileira, líder em criação, desenvolvimento e implementação de serviços profissionais em TI, telecom e internet.

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A importância da experiência do candidato no processo seletivo

Por Mariana Dias

Um dos principais desafios da área de Recursos Humanos é realizar um processo seletivo assertivo. Por isso, a experiência do candidato durante todas as etapas do recrutamento e seleção é de suma importância. É através dela que o profissional chega a qualquer etapa, independente do resultado final, satisfeito com a qualidade das fases pelas quais passou. Para que o processo seletivo seja sempre positivo para o candidato, é importante que a imagem da empresa seja fortalecida e que ela promova o engajamento dos candidatos durante as etapas de seleção.

Fortalecimento da imagem empresarial

Toda organização que busca reconhecimento e crescimento no mercado precisa estar atenta à sua imagem perante os diferentes públicos, seja ele interno ou externo. Ter uma boa imagem empresarial é positivo em diversos aspectos e, no que diz respeito à contratação de profissionais, ela interfere tanto para atrair talentos quanto para afastá-los, já que a experiência negativa de um candidato pode influenciar na opinião de outros profissionais e fazer com que eles não participem de seleções futuras.

Diante disso, muitas empresas investem em employer branding, ou marca empregadora, ou seja, o conjunto de técnicas e ferramentas para gerar uma percepção positiva do mercado a respeito de sua empresa como local de trabalho. Quando bem executada, os colaboradores a veem como uma ótima opção para sua carreira, uma oportunidade para o desenvolvimento de seu potencial produtivo e valorização profissional.Candidatos talentosos disputam as vagas disponíveis e os atuais funcionários se empenham ao máximo para permanecerem no time.

Engajamento dos candidatos no processo seletivo

O engajamento dos candidatos tanto com a empresa, quanto com sua função, anteriormente ou posteriormente à contratação, é um fator significativo da experiência positiva dos candidatos. Profissionais que são recebidos de forma cordial em todas as fases do recrutamento e recebem as informações sobre o cargo e a organização de forma transparente costumam se tornar mais engajados e motivados para serem contratados. Por outro lado, candidatos que recebem informações incompletas ou se sentem enganados após a contratação podem não se identificar com a companhia e se tornarem desmotivados e pouco produtivos, ou ainda desistir da posição, aumentando a rotatividade e os custos para a empresa.

Mas como melhorar essa experiência?

Ter uma comunicação clara é um dos fatores fundamentais para um processo seletivo positivo. Seja transparente em relação à vaga e a todas as etapas da seleção e mantenha um canal de comunicação acessível com os candidatos. Outro aspecto importante é planejar um processo seletivo adequado no sentido de estabelecer etapas de seleção, analisando se todas elas são adequadas ao perfil da vaga. O tempo também é um fator importante. Processos longos podem desmotivar os participantes. Por fim, independente do resultado, forneça sempre feedbacks aos candidatose conte com a tecnologia: os softwares para recrutamento e seleção podem colaborar para que o processo seja mais rápido e eficiente. Softwares como esse podem te ajudar a enviar feedbacks massivos para candidatos de forma personalizada a cada um e manter uma comunicação próxima ao mesmo tempo.

Além de contribuir para o processo seletivo, a experiência do candidato também demonstra quais os valores do empresa e o quanto ela valoriza o profissional, por isso, é importante não negligenciá-la.

Mariana Dias, CEO e cofundadora da Gupy, startup líder de recrutamento com base em Inteligência Artificial e machine learning no Brasil.

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Edenred Brasil dissemina suas iniciativas para promover o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal em evento para gestores de RH

A Edenred Brasil, líder mundial em soluções transacionais para empresas, comerciantes e empregados, marcou presença na oitava edição do congresso Remuneração Estratégica e Benefícios, promovido pela CorpBusiness, com a participação do gerente de Recursos Humanos, Carlos Cavequi, como palestrante no painel “Desenvolvimento de um pacote de recompensas – Estratégias de atração, retenção e compromisso”. O evento contou com a presença de gestores de recursos humanos e debateu formas de remuneração e como os programas de benefícios podem atrair e reter talentos.

“Recursos Humanos é uma área estratégica dentro de uma empresa e na Edenred Brasil, tem o papel de promover ações que desenvolvem e oferecem uma rotina de vida profissional e pessoal equilibrada e ainda valorize e recompense as pessoas, pois entendemos que profissionais satisfeitos são mais engajados. Com isso, conquistamos uma relação de confiança e, consequentemente, contribuímos para a evolução dos negócios do grupo”, explica o gerente.

A Edenred e suas marcas são reconhecidas por promoverem programas que valorizam, desenvolvem e reconhecem seus colaboradores. Dentre as iniciativas que desenvolve tanto as competências técnicas quanto as comportamentais, está a Academia Edenred, ferramenta educacional on-line e presencial, que proporciona diferentes conteúdos de aprendizagem. Os profissionais também contam com o sistema de Gestão de Desempenho, que abrange um contrato de metas e avaliação de competências e valores organizacionais e conecta os principais temas que envolvem os colaboradores, considerando as expectativas de carreira e o plano de desenvolvimento individual.

Sobre os programas focados na formação e retenção de talentos, além do de estágio e o de Jovem aprendiz, que oferecem capacitação profissional, desenvolvimento e apoio na construção de uma identidade profissional, pode-se destacar o Talent Review, que auxilia no mapeamento de potencial e a desenvolver ações de retenção de talentos; e o Talent Week, que reúne representantes dos 45 países da Edenred para uma semana de atividades de integração, sinergia, troca de informações e experiências sobre os produtos e serviços do Grupo.

E no âmbito de bem-estar, além de acesso à saúde de qualidade, o grupo oferece aos colaboradores acesso a diferentes serviços, como Ticket Restaurante, Alimentação, Transporte e Cultura – pesquisa realizada pelo grupo aponta que 85% dos colaboradores ouvidos acreditam que esses tipos de benefícios impactam positivamente no dia a dia de trabalho. Também promove uma série de ações e campanhas, como a plataforma Viva Melhor, que ajuda no controle da diabetes e do tabagismo e na prevenção ao câncer de mama e de próstata, além de dar acesso a assistências médica e odontológica, cartão-farmácia, seguro de vida e a uma equipe multidisciplinar para pronto atendimento, que dispõe de médico, nutricionista, fisioterapeuta, educador físico e enfermeira

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Dicas essenciais para carreira promissora na área de TI

Quando o assunto é carreira em TI, a CINQ Technologies acredita ser importante aliar desenvolvimento de carreira por meio de aquisição de conhecimento, bem como soft skills; que é possível empreender dentro das organizações (intraempreendedorismo), bem como criando o seu próprio negócio; e que a área de Tecnologia perpassa o presente e futuro das empresas, sendo que a transformação digital e adoção de tecnologias disruptivas como IoT (Internet of Things), Big Data, Inteligência Artificial etc. tornam-se cada vez mais importantes para aumento da performance das empresas.

Com base nos três temas (carreira, empreendedorismo e tecnologia), verificamos os tópicos que mais foram enfatizados em cada uma das trilhas e, assim, chegamos a 3 dicas essenciais para carreira promissora na área de TI:

1. No âmbito de carreira, a dica é ter um propósito que te faça acordar cedo todos os dias com energia para fazer acontecer e, tendo isso claro (qual é sua missão de vida e como isso está linkado com sua trajetória na área de TI), será mais fácil buscar evolução de conhecimentos técnicos e ter inteligência emocional para saber lidar com os desafios cotidianos;

2. Na área de empreendedorismo, a chave é desafiar-se e esses desafios podem acontecer por meio do aprendizado de novas tecnologias e linguagens de programação; tirando certificações de TI; buscando novos aprendizados comportamentais como comunicação efetiva (cursos de oratória com o intuito de falar melhor em público e fazer-se entender); liderança (cursos de Scrum Master, de coaching), dentre outros;

3. No campo da tecnologia, a sugestão é utilizar métodos ágeis de desenvolvimento, pois os mesmos garantem entregas contínuas ao cliente, além de trazer engajamento de time.

De acordo com Nôga Simões, Coordenadora de Marketing e Inovação da CINQ, “os profissionais de TI precisam cada vez mais aliar competências técnicas a comportamentais, afinal, segundo Daniel Goleman – para o bem ou para o mal, quando são as emoções que dominam, o intelecto não pode nos conduzir a lugar nenhum”.

Neste sentido, demanda-se cada vez mais profissionais que sejam bons aprendizes; captem conceitos rapidamente; se ajustem aos diferentes contextos e situações; pensadores independentes; capazes de tomar decisões; apaixonados por tecnologia e que sejam bastantes comprometidos com resultados. Se você se encaixa nesse perfil, a CINQ possui mais de 40 oportunidades para atuação na área de TI: https://www.cinq.com.br/vagas/

A CINQ Technologies é uma empresa global de Tecnologia da Informação presente em Curitiba, Ponta Grossa, São Paulo e Miami, com atuação em projetos inovadores e de missão crítica no Brasil, na América do Norte e na Europa. A CINQ também possui 10 anos de cultura ágil, é eleita há 7 anos consecutivos como uma das melhores empresas para trabalhar pelo GPTW e está entre as TOP 200 PME’s que mais crescem no Brasil (Pesquisa Deloitte e Revista Exame – 2008, 2009, 2010, 2014, 2018).

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