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Em parceria com a Microsoft, Grupo Oncoclínicas vai adotar Inteligência Artificial no tratamento do câncer

Microsoft News  Center Brasil

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O Grupo Oncoclínicas e a Microsoft se uniram em um projeto que vai utilizar Inteligência Artificial (IA) para promover avanços no tratamento do câncer, tornando os planos de combate à doença mais efetivos e trazendo mais qualidade de vida aos pacientes. O acordo fechado pelas organizações prevê o uso de recursos de aprendizado de máquina (machine learning) tanto para a frente de radioterapia quanto para a de quimioterapia.

Com o uso de IA da Microsoft, o Grupo Oncoclínicas espera ganhar velocidade e assertividade ao planejar tratamentos contra o câncer. As informações geradas a partir de softwares de aprendizado de máquina – capazes de aprender com base nos dados e imagens que recebem – serão utilizadas para apoiar médicos na definição do melhor tratamento para o paciente, oferecendo mais subsídios para que ele possa tomar sua decisão.

Na frente de radioterapia, a utilização da IA possibilitará delinear estruturas de órgãos adjacentes ao tumor ou consideradas de risco de maneira muito mais rápida. Desta forma, o programa passa a oferecer uma série de informações para que o especialista possa estabelecer um planejamento do tratamento que contemple o desenho da área a ser irradiada, com uma redução de horas de avaliação para alguns minutos e em poucos cliques. A tecnologia também trará maior eficiência, já que aprende à medida que analisa um volume maior de imagens. A escolha continua nas mãos do médico, que pode conferir todas as informações, mas ele passa a contar com uma aliada importante em seu processo decisório: a Inteligência Artificial.

Já no campo da quimioterapia, a parceria entre Microsoft e Oncoclínicas conta ainda com reforço acadêmico do Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST) da Universidade de São Paulo (USP). A entidade, que recebe apoio financeiro da Microsoft, terá o papel de agregar pesquisadores que trabalharão no desenvolvimento de um algoritmo capaz analisar e estabelecer correlações entre diagnósticos de diferentes pacientes. O objetivo é que a partir delas seja possível indicar o tratamento mais adequado com base na verificação de uma série de variáveis que podem ter influência direta no tipo de droga receitada para o paciente e também na quantidade de sessões que ele terá de fazer.

“Há um volume cada vez maior de informações disponíveis, e com a Inteligência Artificial é possível utilizá-lo para empoderar médicos e instituições de saúde a avançarem nos tratamentos que oferecem a pacientes com câncer”, afirma Milton Larsen Burgese, Diretor de Setor Público na Microsoft Brasil.

Para Luis Natel, CEO do Grupo Oncoclínicas, o principal objetivo desta aliança estratégica com a Microsoft é trazer impactos positivos ao tratamento de pessoas com câncer. “O contrato de colaboração mútua entre o Grupo Oncoclínicas e a Microsoft é mais um exemplo dos esforços que temos empreendido para trazer ao Brasil as mais avançadas tecnologias e as melhores práticas assistenciais do mundo no combate à doença”, explica.

“Atuaremos lado a lado na geração de conhecimento e alimentação da base de informações do sistema, compondo assim um banco de dados apurado e preciso em radioterapia. No tocante à quimioterapia, a parceria busca a geração de avanços para o segmento através de mineração de dados e inteligência de máquina. Isso significará a definição de padrões e melhores práticas de tratamento. Nos dois casos, essa união de forças trará benefícios diretos aos pacientes oncológicos de todo o país”, frisa Natel.

Na etapa inicial do projeto, os pesquisadores do CEST analisarão parte do banco de dados do Grupo Oncoclínicas para começar a desenhar o algoritmo de Inteligência Artificial com o objetivo de “ensiná-la” a estabelecer determinadas correlações com base em variáveis previamente indicadas pelo corpo médico em parceria com a Microsoft. O processamento desse grande volume de informações será feito na plataforma de nuvem da Microsoft, o Azure. No futuro, outras bases de dados públicas poderão ser integradas ao projeto, ampliando ainda mais sua capacidade.

Na fase de implementação efetiva, a expectativa é que 16 mil pacientes sejam beneficiados pela parceria entre Grupo Oncoclínicas, Microsoft e CEST para promover avanços no tratamento de câncer. Presente em dez Estados brasileiros, o Grupo Oncoclínicas tem 44 unidades em operação, incluindo clínicas e parcerias com grandes centros hospitalares.

“Estamos criando uma plataforma com dados dos nossos pacientes e da rede pública de saúde. Vamos cruzar informações sobre os novos tratamentos e medicamentos para que sejam adotados os protocolos médicos mais adequados para cada tipo de paciente”, afirmou João Alvarenga, diretor de tecnologia e inovação da Oncoclínicas.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que em 2016 tenham ocorrido mais 596 mil casos de câncer no país. Entre os homens, eram esperados 295.200 novos casos, e 300.870 entre mulheres.

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Roche e 100 Open Startups abrem inscrições para desafio que busca soluções na área de oncologia

Com o objetivo de antecipar e desenvolver soluções cada vez mais completas, a Roche, líder global em biotecnologia e patrocinadora do Movimento 100 Open Startups, plataforma internacional que conecta startups a grandes empresas, anuncia o desafio “Transformando a Jornada Oncológica”, para startups e grupos de pesquisa e desenvolvimento que tenham abordagens inovadoras em projetos na área da saúde.

As inscrições serão abertas no dia 24 de maio e poderão ser realizadas até o dia 31 de julho, pelo site www.openstartups.net/Roche. A startup ou o grupo de pesquisa vencedor será anunciado em novembro de 2017 e receberá da Roche os seguintes incentivos:

– Subsídio de serviços corporativos: serviços de consultoria (construção de modelo de negócio, estratégia de crescimento ou estruturação interna);

– Subsídio de materiais de escritório/reagentes ou patrocínio para participar de um evento ou congresso internacional de referência.

“O 100 Open Startups é uma oportunidade de incentivar projetos inovadores que estejam alinhados ao nosso papel de transformar conhecimento científico em benefícios para a sociedade, com descobertas e iniciativas que respondam às necessidades médicas, especialmente em áreas ainda não atendidas, e ao nosso compromisso de buscar alternativas junto aos setores público e privado para que essas inovações sejam inseridas na cadeia de saúde, à disposição de quem precisa delas”, comenta Rolf Hoenger, presidente da Roche Farma Brasil.

Para concorrerem ao desafio, os projetos precisam se enquadrar nas seguintes categorias:

Descobertas Oncológicas – startups e grupos de P&D que tenham terapias de primeira classe, bem como novas plataformas tecnológicas com o potencial de transformar descobertas e gerar medicamentos inovadores:

Imunoterapia de câncer: terapias que promovam a imunidade contra o câncer, por meio de modulação da função de células efetoras do sistema imune e do microambiente tumoral;

Terapias moleculares direcionadas: parcerias que proporcionem acesso a plataformas, tecnologias e dados de saúde;

Tecnologias inovadoras: parcerias para aumentar a capacidade de P&D e complementar o portfólio da empresa, em particular relacionadas às modalidades: moléculas pequenas, anticorpos, terapias direcionadas, terapias baseadas em oligonucleotídeos e entrega de fármacos.

Oncologia Digital – iniciativas para aumentar a eficiência da prestação de cuidados de saúde, trazendo soluções digitais que ampliem a produtividade dos hospitais e capacitem pacientes com câncer para um melhor gerenciamento de cuidados pós-hospitalares:

– Softwares de gestão hospitalar e excelência operacional;

– Plataformas de gerenciamento de cuidados integrados centradas no paciente;

– Ferramentas de relatório de desempenho hospitalar para transparência para com o paciente;

– Dispositivos médicos domésticos e tecnologias para cuidados remotos;

– Smart wearables para monitoramento de saúde.

Oncologia Acessível – soluções para resolver a distribuição desigual de recursos e serviços de câncer e melhorar a qualificação e distribuição de profissionais de saúde e equipamentos em todo o País:

– Conectar mais pacientes ao sistema de saúde e aos serviços de tratamento de câncer;

– Melhorar a detecção e diagnóstico do câncer;

– Melhorar a qualificação e distribuição de profissionais e equipamentos de saúde.

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o número de novos casos de câncer deverá crescer exponencialmente nas próximas duas décadas ao redor do mundo. A sobrecarga de mortalidade por câncer na América Latina é maior do que na Europa ou nos EUA e aumentará para mais de um milhão de mortes por ano até 2030. “Temos um desafio enorme com o câncer e esta é a oportunidade para startups da área de saúde se conectarem a nós a fim de desenvolvermos, em parceria, projetos inovadores no combate à doença”, finaliza Hoenger.

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Uso de robôs em cirurgias aumentam as chances de cura do câncer de próstata

Uma das doenças mais temidas dos homens é o câncer de próstata, por isso, muitos continuam resistentes em fazer a prevenção. Embora não seja possível evitar o desenvolvimento da doença, a descoberta precoce aumenta em 90% a cura. Mesmo com muitas informações e campanhas, muitos homens não fazem o acompanhamento. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) afirmam esta resistência, a cada ano são diagnosticados cerca de 69 mil novos casos da doença, atrás apenas do câncer de pele.

Atualmente, os métodos de tratamento da doença estão se desenvolvendo e uma das grandes mudanças é a cirurgia robótica, indicada principalmente para a cura do câncer de próstata. Segundo José Roberto Colombo, Urologista do Hospital Moriah, o uso de robôs em cirurgias urológicas é mais preciso e menos invasivo para o paciente que terá uma recuperação mais ágil e ficará menos tempo internado, o que significa menor trauma cirúrgico.

Seguindo a evolução da medicina, o Moriah adquiriu a tecnologia com o robô Da Vinci Xi, que representa a inovação no setor. Neste método, o médico realiza a cirurgia auxiliado pelo robô, controlando o equipamento para realizar incisões de no máximo 1,0 cm no abdômen que possuem a capacidade de dissecar e suturar tecidos de forma mais precisa, o que aumenta as chances de cura da doença.

O CEO do Hospital Moriah, Alexandre Teruya, acredita no método que já acontece há mais de 10 anos no exterior, como uma ferramenta para diminuir os casos de câncer de próstata no Brasil que ainda está em fase embrionária. “Usamos a tecnologia com sabedoria porque acreditamos no robô justamente por ele ser conduzido por profissionais treinados. Além disso, o robô só é benéfico quando o hospital opta por um gerenciamento em cadeia, isso é, quando engloba todos os participantes em prol do bem-estar do paciente, desde enfermeiros, médicos, fonte-pagadora e tecnologia”.

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Projeto brasileiro que acelera diagnóstico de câncer concorre a US$ 1 milhão em competição de startups

Uma startup pernambucana é a única representante brasileira em uma disputa internacional que vai premiar projetos de empreendedorismo social com até US$ 1 milhão. A Epitrack, empresa que desenvolve plataformas online para detecção digital de doenças, foi a vencedora na etapa brasileira do The Venture e parte para a final mundial do evento, que acontece no dia 14 de julho em Nova Iorque. A empresa concorre com propostas de responsabilidade social de outros 26 países dos cinco continentes.

A representante brasileira apresenta um projeto que une a tecnologia e os biossensores de reconhecimento de células cancerígenas no sangue antes mesmo da formação do tumor. Esses casos serão identificados e mapeados em nível global, facilitando o entendimento desta que é uma das doenças mais enigmáticas da atualidade. O projeto, que tem parceria com o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da UFPE, tem como objetivo principal detectar antecipadamente indícios de alguns tipos de câncer. “Quanto mais cedo o câncer é identificado, mais fácil ele será curado. Vamos utilizar a tecnologia a favor dessa antecipação”, explica Juliana Perazzo Ferreira, Fisioterapeuta epidemiologista e sócia da Epitrack.

INSPIRE O PÚBLICO – Uma das etapas do prêmio consiste numa votação popular na internet entre os concorrentes. O The Venture destinará uma cota do prêmio no valor de US$ 250 mil (um quarto do total) durante cinco semanas, entre os meses de maio e junho, para que pessoas do mundo inteiro votem online no projeto mais inspirador. Essa etapa tem início no dia 9 de maio e vai até 13 de junho. A votação é semanal; ou seja, a campanha precisa incentivar o público a votar toda semana. Como único projeto brasileiro na disputa, a Epitrack pretende mobilizar os internautas do quinto país do mundo em número de usuários da rede (98 milhões, segundo estudo do Banco Mundial).

“A internet tem proporcionado o engajamento das pessoas em várias causas nobres. Essa é mais uma em que um simples voto pode fazer toda a diferença. Nossa expectativa em relação a final do The Venture é alta: acreditamos no impacto que nosso projeto pode ter na sociedade. Reconhecemos a qualidade dos concorrentes, mas, a saúde, como bem mais preciosos que temos, merece uma atenção especial”, explica Onício Leal, biomédico epidemiologista e sócio da Epitrack.

THE VENTURE – Sob o mote “Vença do jeito certo”, o The Venture busca encorajar os empreendedores sociais mais promissores do mundo, que têm como objetivo novas formas de desenvolver o bem-estar coletivo. O prêmio consiste num fundo de US$ 1 milhão para startups que usam seus negócios para criar mudanças positivas e tem a missão de inspirar pensadores empresariais para a transformação da realidade mundial. O fundo é financiado pela marca Chivas Reagal.

ETAPA BRASILEIRA – A Epitrack foi escolhida na edição nacional do The Venture por um júri especializado, composto de nomes como Lucas Foster, Guilherme Lichand e Maria Prata. Na final em dezembro de 2015, a empresa venceu outras três finalistas com o projeto de para expandir as plataformas de detecção digital de doenças e integrá-las a biossensores com base em abordagem molecular. A iniciativa busca a identificação de células cancerígenas no sangue para a prevenção e tratamento precoce da doença.

A STARTUP – A pernambucana Epitrack foi criada por Onício Leal, biomédico, epidemiologista e mestre em Saúde Pública, e Jones Albuquerque, PhD em Ciência da Computação. Atualmente conta ainda com Juliana Perazzo Ferreira, fisioterapeuta, epidemiologista, com especialização e mestrado em Saúde Pública e doutoranda em Ciência da Computação. A Epitrack atua no que o mercado chama de “eHealth”: aplicativos e solução de Internet em conjunto com outras tecnologias de informação, focada na melhoraria do acesso, da eficiência, da efetividade e da qualidade dos processos clínicos e assistenciais necessários a toda a cadeia de prestação de serviços de saúde.

A empresa surgiu com a ideia de criar mecanismos para facilitar a coleta colaborativa de dados de ocorrências epidêmicas e mapeamento de surtos de doenças infecciosas. É responsável por aplicativos como “Saúde na Copa (2014)” e “Guardiões da Saúde (2015/2016)” (Brasil), “Flu Near You” (EUA e Canadá), “Salud Boricua” (Porto Rico), utilizados para identificar cenários de epidemias de síndromes respiratórias (Influenza), diarreica ou exantemática (inclusive por arbovírus como Dengue, Chikungunya e Zika).

A ideia é encorajar os usuários a compartilhar e descrever os sintomas, coletando os dados colaborativos que geram mapas interativos e mostram os locais afetados em diferentes áreas. O objetivo das plataformas, sites e aplicativos, é identificar rapidamente o risco de surtos e epidemias de doenças infecciosas para gerenciar a resposta efetivamente. Esses dados transmitidos em tempo real permitem que autoridades de saúde analisem cenários de risco. Quando é identificado um grupo de usuários com mesmos sintomas, no mesmo espaço e tempo, pode ser um indicativo de surto. Então as equipes de vigilância epidemiológica podem atuar na investigação e interrupção oportuna de ocorrência, agindo de forma mais rápida. Todas essas plataformas se encaixam na área que é conhecida como Detecção Digital de Doenças (DDD).

O financiamento do The Venture capacitaria o finalista brasileiro a dar andamento a um projeto para expandir as plataformas de detecção digital de doenças e integrá-las a biossensores com base em abordagem molecular. Desde 2015, a Epitrack realiza uma parceria com o LIKA-UFPE, laboratório que desenvolve pesquisas há 30 anos e desde 2005 utiliza a abordagem de biossensores, dispositivos que coletam pequenas quantidade de sangue e que são capazes de gerar diagnóstico para diversas doenças, incluindo não-transmissíveis, como o câncer. A parceria Epitrack-Lika gerou a oportunidade de desenvolvimento conjunto de uma solução baseada em biossensores e detecção digital de doenças para entender como o câncer tem se distribuído nas populações, favorecendo a compreensão epidemiológica da doença que representa um dos grandes problemas de saúde no mundo.

Seria possível, por exemplo, construir cenários epidemiológicos para câncer de mama, próstata e colo do útero, ampliando o número de exames realizados em todo o continente americano. Os recursos do prêmio seriam utilizados para expandir a área de atuação da startup e melhorar o laboratório de pesquisas, ampliando ainda contratações no campo de biologia molecular e de engenheiros de hardware.

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