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Empresas dos setores têxtil e de calçados buscam startups que tenham soluções para o mercado

Nesta quinta-feira, 14 de setembro, será realizado, em São Paulo, o primeiro Demoday FashionTec – Indústria e Varejo. O objetivo é conectar empresas dos setores têxtil e de calçados a startups que tenham soluções relevantes aos desafios enfrentados pelo mercado.

O Demoday é realizado pela Finep em parceria com o movimento 100 Open Startups, principal plataforma de conexão de startups e grandes empresas, e com a Abit e Abicalçados. O evento terá a presença de grandes empresas interessadas em novas parcerias, como 2 Rios, Coteminas, Arezzo, West Coast, Kidy, Solvay, Natura, Geofusion, Sascar, Dow e Dupont.

Para Daniel Dias, Head de biotech na Solvay, uma das patrocinadoras do movimento 100 Open Startups, a expectativa é reunir e conectar importantes players do setor no ecossistema de inovação para que, realmente, troquem informações, demandas e experiências e, efetivamente, acelerem e promovam novos negócios, por meio de inovação aberta, seja para o B2B ou B2C. “Espero que os participantes e o setor saiam do evento mais fortalecidos, com uma visão conjunta das demandas, das necessidades do setor e com o senso de atuação imediata na inovação, dentro do modelo open innovation. Mais que isso, espero que a cultura de inovação do setor seja desafiada para amadurecer”, acrescenta Dias.

Entre as startups que se inscreveram para o Demoday FashionTec – Indústria e Varejo, estará presente a Squidit, plataforma líder de influencer marketing no Brasil, que já tem em seu portfólio clientes do setor têxtil, além de outras convidadas

“Para empresas que trabalham com inovação, como é o caso da Squid, participar de um evento como o FashionTec é uma excelente oportunidade para iniciar o contato com grandes marcas para apresentar nossas novidades. Com apenas uma apresentação, conseguimos iniciar diversas parcerias e nos consolidar cada vez mais no setor”, comenta Felipe Oliva, CEO da Squid.

“Este evento é a oportunidade para startups apresentarem seus projetos e cocriarem soluções para os desafios enfrentados pelo mercado. Nosso objetivo é criar essa conexão entre empresas e startups, a fim de gerar novas oportunidades de negócios”, comenta Bruno Rondani, CEO e fundador do movimento 100 Open Startups.

Demoday Fashion Tech – Indústria e Varejo
Data: 14 de setembro (quinta-feira)
Horário: 08:30 às 12:00
Local: FINEP
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 510 – Itaim Bibi, São Paulo – SP

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Grupo Netshoes anuncia aquisição da Shoestock

O Grupo Netshoes anuncia a aquisição da Shoestock, uma das mais importantes marcas de calçados originárias de São Paulo. A primeira aquisição na história da empresa ocorre por meio do e-commerce de moda Zattini, lançado em dezembro de 2014, que retomará a produção e comercialização dos célebres calçados e acessórios da marca.

O Grupo Netshoes passa a ser a única detentora da Shoestock. “Desde 2014, estruturamos nosso capital para oportunidades de investimentos como esta”, revela Marcio Kumruian, fundador e CEO do Grupo Netshoes. Criada em 1986, a marca encerrou suas atividades no último trimestre de 2015. “A marca já tem um relacionamento estreito com seu público e o papel do Grupo Netshoes, via Zattini, é renovar a Shoestock, com a excelência do ambiente online, qualidade de atendimento e produtos a preços competitivos”, completa o executivo.

Os consumidores da Shoestock serão beneficiados com a expertise e capilaridade de 16 anos de e-commerce do Grupo Netshoes. “Nosso principal desafio é digitalizar e relançar a marca para o segundo semestre e, em breve, também teremos novidades sobre como respeitaremos a tradicional experiência física da Shoestock”, explica Kumruian. Todas as experiências de compra online propostas para a “nova” Shoestock serão norteadas pelas já reconhecidas melhores práticas do Grupo Netshoes, cuja missão é entregar a melhor experiência de compra ao cliente e facilitar seu dia a dia, de forma democrática e acessível.

O movimento de aquisição da Shoestock integra parte do plano de negócios do Grupo Netshoes, assim como a iniciativa do marketplace – lançada em janeiro deste ano para seus dois e-commerces (Netshoes e Zattini) – e outras.

Primeiro ano de operações da Zattini

A Zattini saltou de 12 mil produtos distribuídos entre 70 marcas para 40 mil artigos de 300 marcas em apenas um ano. Nesse período, o e-commerce de moda superou as expectativas do Grupo Netshoes ao faturar mais de R$ 100 milhões apenas em 2015.

O início das operações da Zattini ocorreu em dezembro de 2014 e utiliza de uma estrutura otimizada com o e-commerce Netshoes – como Central de Relacionamento e Centros Logísticos. Atualmente, são mais de 40 colaboradores diretamente ligados à loja virtual de moda, além de mais 100 colaboradores indiretos e todo o backoffice do Grupo Netshoes.

Segundo Kumruian, a Zattini trouxe um novo público consumidor para o Grupo Netshoes. “Em nosso e-commerce de moda, 65% dos clientes são mulheres. Esse número é inversamente proporcional ao gênero dos clientes da Netshoes que em sua maioria são homens. Em 2016, iremos aumentar ainda mais nossas ações para a Zattini e seu público”, conclui Kumruian.

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Couromoda 2016: Brasil confirma sua forte participação no mercado internacional calçadista

A 43ª edição reúne 1500 marcas expositoras e cerca de 2 mil compradores internacionais em,fomentando e ampliando a geração de negócios e a presença internacional do mercado brasileiro no mercado externo

Exportação é a aposta da 43ª edição da COUROMODA 2016, que reúne 1500 marcas expositoras, sendo dessas 150 exportadores, na maior feira latino-americana de calçados e artigos de couro que acontece na capital paulista, até 13 de janeiro. De acordo com Jeferson Santos, Diretor Geral da Couromoda, as exportações de calçados começaram a crescer no final do ano, em novembro e a tendência é crescer este ano. “Nossa expectativa é que em 2016 o setor calçadista cresça entre 3% a 4%” e a feira esta fomentando o encontro entre produtores e importadores.

A Couromoda trouxe 2 mil compradores vindos de mais de 60 países. Dois programas fomentam este público: o “Couromoda Exportação / Vitrine Exporter”, que reúne este ano 113 compradores internacionais.

Segundo Omar Daifallah, gerente geral do grupo Oxygen, localizado no Kuwait, e antigo parceiro de diversos produtores locais, o Brasil tem se tornado competitivamente mais interessante frente aos grandes players internacionais do segmento. “No passado cheguei a importar 100 mil pares de sapatos por ano de fabricantes brasileiros, mas com a valorização do real na época, havia deixado este mercado em stand by”, comenta o importador. “Hoje, o país oferece preços mais competitivos devido ao cambio, mas com produtos que apresentam qualidade superior aos seus concorrentes diretos.” Há cinco anos Daifallah participa da feira.

A Piccadilly, por exemplo, recebe em seu segundo dia de feira compradores da China, o que, segundo a Cristine Nogueira, CEO da companhia, é uma surpresa. “A China é um mercado acirrado com preços extremamente competitivos. Tê-los aqui interessados em nossos produtos é uma referência do quanto o segmento calçadista brasileiro é consolidado globalmente. Hoje, a companhia exporta atualmente para mais de 90 países, com mais de 7 mil pontos de vendas no exterior. São 31 lojas exclusivas em nove países. No ano passado as exportações representaram 27% do faturamento da empresa. Com a reabertura do mercado na Argentina a empresa tem como expectativa crescer em 35% as exportações”, concluí Cristine.

Já para Jorge Bischouff, CEO do grupo que engloba a marca que leva seu nome, além de Loucos & Santos e private labels, registrou em 2015 um crescimento de vendas de 60%, em relação a 2014, e a previsão é que esse número cresça para 40% neste ano. O executivo reforça que o momento é ideal para fortalecimento do grupo no mercado internacional “Apresentamos produtos de padrão internacional, alta qualidade, design diferenciado e agora a movimentação do cambio nos permite oferecer preços ainda mais competitivos”, salienta Bischouff. “O novo panorama econômico nos possibilita explorar nosso potencial de forma plena”. O grupo está presente em 47 países, com grande foco na América Latina, onde apresenta consideráveis volumes de vendas na Colômbia e no Perú, além da Rússia e o mercado europeu Rússia. Temos, por exemplo, agendamento por meio do programa com um importador Holandês, mercado nunca trabalhado por nós antes”, reforça Bischouff.

Os produtores especializados no segmento infantil também comemoram os números positivos. Segundo Ricardo Brito, CEO da Pimpolho, que exporta para mais de 40 países e está presente no mercado internacional há mais de 17 anos, comemora o crescimento de 20% em 2015, com relação ao ano anterior. Entre os países mais rentáveis para o negócio estão Bolívia, Equador e o mercado Africano.

Para o mercado interno, a feira também criou uma plataforma inédita. O “Matchmaking”, conta com uma agenda diária para expositores e lojistas nacionais e importadores e incentiva rodadas de negócios presenciais entre esses públicos, firmadas de acordo com os interesses geográficos e de mix de produtos. Espera-se até o final da feira cerca de 8 mil l agendamentos

Dados do Setor:

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) o Brasil é o terceiro maior produtor de calçados do mundo. Apesar da queda em comparação a 2014, por questão do momento econômico, o Brasil segue exportando para cerca de 150 países, e tem como principal mercado exportador os Estados Unidos, para onde foram embarcados 11,76 milhões de pares por US$ 191,87 milhões em 2015. Já o segundo destino do calçado brasileiro é a Argentina, que comprou 8 milhões de pares por US$ 67,48 milhões. E em terceira posição a França com 8,46 milhões de pares, no mesmo período.

O ano de 2015 fechou, ao todo, o embarque de 124 milhões de pares por US$ 960,4 milhões. Com o dólar valorizado, as importações caíram, o que auxiliou os produtos. No ano passado entraram no país 33,26 milhões de pares por US$ 481 milhões, números inferiores em 9,6% em volume e 14,3% em dólares em relação a 2014.

Balança comercial calçados 2015:

Exportação: US$ 960,4 milhões
Importação: US$ 481 milhões
Balança comercial: US$ 479,37 milhões
Principais destinos: Estados Unidos, Argentina, Bolívia e França

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