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Acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos representa um passo concreto em direção a uma parceria mais ambiciosa

“O acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos é um importante marco em direção a uma parceria bilateral mais ambiciosa. Ele permitirá fortalecer o comércio e os investimentos entre os dois países, trazendo benefícios para suas empresas e sociedades”. Esta é a avaliação de Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil empresas brasileiras e americanas e que tem acompanhado as negociações desde o seu início.

A conclusão do acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos foi anunciada, nesta segunda-feira (19/10). O acordo compreende as áreas de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção. Entre seus resultados, espera-se a redução de burocracia e custos, bem como o aumento de transparência e segurança jurídica nas relações bilaterais.

“É um pacote formado por temas não tarifários, bastante técnicos, mas que trazem benefícios práticos muito significativos para o dia a dia das empresas e para as trocas comercias entre Brasil e Estados Unidos”, contextualiza Vieitas. O resultado converge com a proposta da Amcham, apresentada no ano passado, por ocasião da visita à entidade do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, de avançar de maneira gradual em direção a um acordo de livre comércio, começando por temas não tarifários de menor complexidade.

Menos burocracia, mais negócios

Segundo a Organização Mundial do Comércio – OMC, medidas de facilitação de comércio podem diminuir em até 13% os custos nas trocas globais. Por sua vez, estima-se que os custos envolvidos no cumprimento de diferentes exigências regulatórias no comércio internacional podem chegar a aproximadamente 20%. “Menos burocracia e mais previsibilidade se traduzem em mais negócios. A combinação de redução de custos nas operações de exportação e importação e da adoção de boas práticas na atividade de regulação do comércio internacional levam à criação de mais comércio”, acrescenta Abrão Neto, vice-presidente Executivo da Amcham Brasil.

Uma vez em vigor, o acordo permitirá aprofundar os fluxos de comércio e de investimentos entre Brasil e Estados Unidos. “O comércio bilateral de bens e serviços é da ordem de US﹩ 80 bilhões por ano e o estoque mútuo de investimentos supera US﹩ 110 bilhões. Esses números são expressivos, mas em se tratando das duas maiores economias das Américas, há um enorme espaço para crescimento. O acordo será um estímulo nesse sentido”.

A Amcham Brasil espera que o entendimento recém-anunciado seja implementado com agilidade, de forma a contribuir para a retomada do comércio bilateral, que está caindo mais de 25% neste ano de 2020 em razão do impacto da pandemia da COVID-19, conforme aponta os dados do Monitor de Comércio da Amcham. A entidade também espera que mencionado acordo sirva para lançar as bases para um futuro acordo de livre comércio envolvendo os dois países.

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Comércio entre Brasil e Estados Unidos atinge a pior marca em 11 anos, aponta estudo da Amcham Brasil

O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos até o mês de setembro registrou em 2020 o pior resultado dos últimos 11 anos. Segundo estudo da Amcham Brasil, o valor das trocas comerciais entre janeiro e setembro de 2020 foi de US﹩ 33,4 bilhões, uma redução de 25,1% em relação ao mesmo período de 2019. O Monitor de Comércio Brasil-Estados Unidos da Câmara Americana de Comércio, foi divulgado nesta quarta-feira (14/10).

“A contração de ¼ da corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos é um golpe duro no comércio bilateral, sendo o pior resultado para o período desde a crise econômica de 2009”, afirma Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil multinacionais brasileiras e americanas.

O relatório aponta três fatores principais para explicar a forte redução das trocas bilaterais. “A combinação dos graves efeitos da crise econômica causada pela pandemia, da queda do preço internacional do petróleo e de restrições comerciais em setores específicos, como o siderúrgico, respondem por grande parte da contração do comércio bilateral”, contextualiza Abrão Neto.

Exportações e Importações em baixa

Segundo análise da Amcham Brasil, no acumulado do ano, as exportações brasileiras para os EUA caíram 31,5% em comparação com igual intervalo de 2019, alcançando o total de US﹩ 15,2 bilhões. É o menor valor para o período desde 2010. Em termos relativos, os EUA foram o mais afetado entre os 10 principais destinos de exportação do Brasil em 2020.

“Foram sete bilhões de dólares a menos em exportações. Como o perfil do comércio bilateral é composto principalmente por produtos de maior valor agregado, a atual crise econômica atingiu em cheio nossas exportações para os Estados Unidos. A taxa de queda foi quatro vezes maior do que a redução das exportações totais do Brasil para o mundo”, explica Abrão Neto.

Por outro lado, as importações brasileiras vindas dos Estados Unidos despencaram neste terceiro trimestre, com redução de 41,6% em relação a 2019. Entre janeiro e setembro de 2020, as importações totalizaram US﹩ 18,3 bilhões, uma queda de 18,8%.

Cenário de déficit

Como resultado do encolhimento das exportações e importações, a tendência é que o Brasil registre o maior déficit comercial com os Estados Unidos dos últimos cinco ou seis anos, aponta a projeção feita pela Amcham Brasil. Até o momento, o saldo negativo foi de US﹩ 3,1 bilhões em desfavor do Brasil.

Apesar da forte redução do comércio bilateral, os EUA seguem como o segundo principal parceiro comercial do Brasil (12,3% do total de suas trocas com o mundo). A China se mantém em 1º lugar, tendo aumentado sua fatia para 28,8%, segundo dados do estudo publicado na integra no portal www.amcham.com.br e disponível aqui neste link.

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Mercado brasileiro de infraestrutura movimentará R$ 719,2 bilhões até 2023, segundo estudo da Neoway

A Neoway, plataforma de inteligência de negócios que monitora instantaneamente fontes públicas e mercadológicas, coletou e organizou os dados sobre o mercado de infraestrutura no Brasil inteiro. A compilação de todas essas informações, levantadas pela ferramenta e analisadas por especialistas, originou o Brasil visto pela Neoway Infraestrutura. O estudo contempla o período de 2018 a 2023, relaciona fatores como fase do empreendimento, região em que está localizado e os investimentos previstos para as obras e construtoras de abrangência nacional.

“A Neoway traz, em segundos, dados que uma empresa inteira de pesquisa levaria dias, meses ou anos para conseguir. Com as informações que podem ser extraídas da plataforma, é possível fazer um acompanhamento perfeito da evolução do setor. Fato que permite às empresas tomarem decisões mais assertivas para seu negócio”, comenta Cristina Penna, CMO e head de Construção Civil da Neoway.

O estudo divide a área de infraestrutura em seis categorias principais: energia, saneamento, indústria, infraestrutura esportiva, transporte e óleo & gás. Os destaques da pesquisa são:

– As obras previstas para o período de 2018 a 2023 somam R$ 719,2 bilhões em investimentos.

– O valor destinado às obras em projeto e intenção, incluindo as sem data para início, é de R$ 627,6 bilhões, número 2,5% maior do que o esperado entre 2017 e 2022.
O – setor de transportes e vias urbanas continua sendo o que mais recebe aportes no Brasil, concentrando 48,9% do montante total no período de 2018 a 2023.

– De uma maneira geral, a região Sudeste permanece com a maior concentração dos investimentos em obras em andamento com 34,4%. Na sequência estão o Nordeste (30,6%), Centro-Oeste (11,2%), Sul (9,7%) e Norte (3,0%).

– Já no ranking de obras em projeto e intenção, o nordeste fica na primeira colocação com 31,3% dos investimentos. O sudeste (27,9%), sul (15,8%), norte (12%) e centro-oeste (6,2%), respectivamente, completam a lista.

“Toda essa infinidade de informações só é possível, pois os profissionais têm em suas mãos, ao mesmo tempo, acesso às informações de fontes primárias, secundárias e próprias da Neoway. Isso faz da solução uma aliada extremamente estratégica a qualquer negócio, independentemente da área de atuação”, conclui Penna.

A Neoway conta com produtos e serviços para 15 verticais. Bancos, seguradoras, bens de consumo, construção, automotiva e saúde são alguns exemplos de áreas contempladas.

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Guerra fiscal: Brasil x Paraguai

Apontada como grande vilã quando o assunto é atrair investidores internacionais e estimular o aumento de novos negócios, a carga tributária brasileira não é o único fator que prejudica o crescimento da economia no país. Algumas razões acabam acobertadas pelas altas taxas cobradas nos impostos.

“Existe um lado oculto que é a complexidade tributária e o custo de cumprir as obrigações acessórias. Uma coisa é pagar o imposto, que é a obrigação principal. Outra é informar o Fisco dos tributos pagos”, explica Luciano De Biasi, sócio-diretor da De Biasi.

De acordo com dados do Banco Mundial, a estimativa média de tempo gasto por uma empresa brasileira para calcular e informar os impostos pagos ao governo é de 2.600 horas. O resultado foi o pior entre as 178 nações avaliadas, sendo o tempo gasto pelos negócios do penúltimo colocado, a Turquia, de 2.085 horas.

“Outro agravante é o custo de colaboradores”, avalia Luciano. “As empresas têm que empregar muito mais pessoas nos setores de contabilidade do Brasil do que em outros lugares do mundo. É comum, na nossa profissão, lidar com multinacionais que não entendem porque precisam de 20 pessoas na área tributária contábil daqui enquanto no país de origem só empregam três funcionários”.

Para ele, é comum receber pedidos de empresas do exterior em busca de entendimento do regime tributário do Brasil. E, após algumas explicações, a reação costuma ser a mesma.

“Uma empresa mexicana ligou para o nosso escritório para saber sobre a tributação brasileira. Fiz um resumo rápido e logo me responderam dizendo que não iriam montar uma empresa no Brasil por medo da complexidade tributária. Preferiam procurar um representante”, relatou.

Esse quadro, que apenas encarece os custos de uma operação em solo brasileiro, somado às dificuldades em adaptar softwares internacionais à complexa tributação local e aos altos índices de impostos, tornam outros países mais interessantes para quem quer fazer negócios na América do Sul.

“O empresário brasileiro acaba arcando com um alto custo só para informar o que foi recolhido, além de diversos procedimentos que envolvem à substituição tributária do ICMS, antecipações tributárias e diferencial de alíquotas. E a razão disso é que nosso Fisco passa para o contribuinte todo o custo das tarefas que deveriam ser bancadas por ele”, complementa Fabrício Carneiro, sócio supervisor da De Biasi.

Por conta disso, não apenas multinacionais dê olho na América do Sul acabam optando por outros países do continente, como empresas brasileiras cruzam fronteiras em busca de tarifas mais atrativas e um sistema tributário desburocratizado. E a bola da vez é o Paraguai.

Graças à Lei de Maquila, o Paraguai acabou se tornando um desses destinos. Ela prevê, entre outras coisas, que empresas que produzam somente para exportação paguem apenas 1% de imposto em geral. Além disso, máquinas e equipamentos importados para o país não pagam tributos.

“O custo trabalhista é de 35%, enquanto aqui no Brasil pode chegar a 110%. E ainda tem acordo com a comunidade europeia – coisa que nós não temos”, ressalta Fabrício Carneiro, afirmando ser impossível, nos moldes de hoje, competir em termos tributários com o vizinho.

A quase inexistência de impostos e o custo trabalhista somados à energia barata acabam compensando a falta de infraestrutura. A maior parte de empresas de capital brasileiro atualmente no Paraguai integram os segmentos têxtil, de autopeças e de material elétrico.

“Quando falamos de guerra fiscal mundial, muitas vezes nos limitamos a falar de alíquotas, mas na verdade estamos tratando de todo o complexo tributário do Brasil. É o pior país do mundo para se calcular e pagar impostos. E isso precisa mudar”, conclui Luciano De Biasi.

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Cisco apresenta estudo global sobre preparação digital dos países

Brasil está no estágio intermediário, denominado “Acelerar”, que inclui países que estão aproveitando a tecnologia digital e que devem continuar a investir no desenvolvimento de capital humano para aumentar o ritmo de inovação

Estamos imersos em um mundo onde o progresso tecnológico é uma constante que pode alterar o modo de fazer negócios e a vida da sociedade. Nesse contexto, a digitalização é um aspecto fundamental que permite que os países mantenham a competitividade global, aumentem o PIB, incentivem a inovação e criem empregos. Mas quão preparados estão os países para se aventurarem nesse desafio?

Esta questão deu origem ao Cisco Digital Readiness Index, estudo desenvolvido em conjunto com o Gartner Research, que mediu a preparação digital de 118 países, sendo 19 da América Latina, a partir de componentes como insfraestrutura tecnológica, capital humano, necessidades básicas e investimento governamental e empresarial.

Em geral, os países da América Latina estão em um estágio entre a preparação digital básica, denominada Ativar, e intermediária, chamada Acelerar. O Brasil está na 10ª colocação entre os países pesquisados na América Latina, no estágio Acelerar, que inclui os países que devem continuar investindo no desenvolvimento do capital humano para aumentar o ritmo e o alcance da tecnologia digital dentro e fora de suas fronteiras.

Os países no estágio Ativar estão iniciando sua jornada digital e incluem muitos países da África e alguns do Oriente Médio e Ásia. Os países no estágio Acelerar obtiveram uma pontuação intermediária, com algumas pontuações de componentes com margem para melhorias. Os países nesse estágio intermediário incluem muitos da América Latina, Europa Oriental e alguns da Ásia. Um terceiro estágio, Amplificar, dos países com o mais alto nível de preparação digital, inclui os Estados Unidos, muitos países da Europa Ocidental e alguns na Ásia, como Cingapura, Japão e Austrália.

O valor de preparação digital foi calculado com base em sete componentes fundamentais para criar um ambiente com oportunidades econômicas para todos em um mundo cada vez mais digital:

Infraestrutura tecnológica: telefonia fixa e assinaturas de banda larga; servidores de Internet, serviços de rede, gastos estimados em TI;

Adoção de tecnologia: difusão de dispositivos móveis, uso da Internet, serviços em nuvem (estimativa de gastos com TI);

Capital humano: força de trabalho total, taxa de educação de adultos, índice de escolaridade (anos de estudo), população prospectiva da futura força de trabalho (de 0 a 14 anos);

Necessidades básicas: esperança de vida, taxa de mortalidade (abaixo dos 5 anos), acesso à eletricidade;

Facilidade de fazer negócios: estado de direito e ambiente regulatório, logística e infraestrutura, serviços;

Investimento Governamental e Empresarial: investimento estrangeiro direto, exportação de alta tecnologia, sucesso do governo na promoção de TI;

Empreendedorismo: força dos direitos legais, tempo necessário para iniciar um negócio, disponibilidade de capital.
América Latina e Brasil

Segundo o estudo, a média da América Latina foi de 11,78. A média global de preparação digital é 11,96. As pontuações globais de preparação digital para os países no estágio mais alto (Amplificar) tiveram uma média de 16,83. Aqueles no estágio intermediário de preparação digital (Acelerar) tiveram uma média de 12,49, e aqueles no estágio inferior de preparação digital (Ativar) tiveram uma média de 7,91.

Neste cenário, o Brasil obteve uma média geral 11,80. Isso coloca o país 2,7 pontos abaixo da média que o classificaria na categoria Amplificar. Quando analisados os resultados de componentes específicos, o Brasil obteve resultados variados. O país tem a melhor colocação da América Latina em Investimento Governamental e Empresarial e está bem colocado na Adoção de Tecnologia e Infraestrutura Tecnológica, sendo 7º e 5º na América Latina, respectivamente. O país ocupa a oitava posição na região em Empreendedorismo, mas apenas o 17º lugar em Facilidade para se fazer negócios. Com relação ao Capital Humano, o país é o 13º na região.

“A transformação digital vai ser fundamental para inclusão social no Brasil. Saber analisar os gaps e oportunidades de melhorias é crítico para que os governos possam concentrar os esforços para acelerar essa transformação. Este estudo pretende apoiar os governos e recomendar quais as áreas prioritárias para uma economia digital inclusiva”, afirma Laercio Albuquerque, presidente da Cisco Brasil. “Os resultados apontam que o Brasil ainda tem muito potencial de desenvolvimento em seu ambiente digital e, embora sejam necessárias melhorias em alguns componentes, o país se destaca em áreas importantes, como adoção e infraestrutura tecnológica e investimento empresarial”.

Outros destaques do estudo

A partir do Digital Readiness Index, foi descoberta uma relação entre a preparação digital e o PIB per capita de cada região pesquisada. Estes índices revelam quais países estão bem preparados digitalmente e os que são menos preparados, bem como os que têm oportunidades para que os governos locais, indústria, instituições de ensino e organizações comunitárias possam trabalhar juntos e colaborar a fim de aumentar a preparação digital.

O estudo revelou que são necessárias diferentes atividades específicas, investimentos e intervenções, dependendo do estágio de preparação digital de um país, como segue:

Os países em estágio intermediário (Acelerar), como o Brasil, beneficiariam-se mais do desenvolvimento do capital humano, melhorias nas necessidades humanas básicas e avanços na facilidade de fazer negócios no país.

Países que estão iniciando sua jornada digital (Ativar) se beneficiariam principalmente a partir de intervenções voltadas para a melhoria das necessidades humanas básicas e desenvolvimento do capital humano, especialmente o aumento do conhecimento fundamental de TI.

Os países em estágio mais elevado (Ampliar) se beneficiariam mais com o desenvolvimento do capital humano, especialmente um foco em habilidades tecnológicas emergentes e especializadas.

A metodologia

A Cisco desenvolveu juntamente com o Gartner um modelo para medir a preparação digital dos países e descobrir as principais intervenções que podem ajudá-los a mover em direção à preparação digital. Este modelo, de essência holística, também pode ser aplicado aos níveis regional e estadual usando as métricas correspondentes.

Para ter pontuações comparáveis em cada país, foi essencial usar pontos de dados padronizados disponíveis para cada um deles. Usando os sete componentes, cada país recebeu uma classificação com base em pontos de dados padronizados de fontes de dados, como Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial, Nações Unidas e Gartner, adicionadas para se criar uma pontuação total de preparação digital.

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Geopolítica em evidência – Por Augusto Sales, da KPMG

Faltando poucos meses para as eleições no Brasil, a indefinição com relação aos nomes dos candidatos, o fenômeno da polarização e o ânimo exaltado dos brasileiros com relação ao tema indicam que será uma das disputas mais curiosas das últimas décadas. Se um candidato de direita, de esquerda ou de centro-direita for eleito, qual será o cenário? Se fulano de tal se tornar presidente, qual será o direcionamento dele em relação à abertura de mercado? Questões essas eram analisadas superficialmente por investidores que têm a intenção de entrar ou expandir seus negócios no país, mas que agora têm um lugar de destaque no rol de preocupações, numa escala quase que prioritária. É o desafio em fazer negócios em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo em termos geopolíticos.

Nesse aspecto, questões tradicionais como identificação de concorrência, do público alvo e taxa de retorno agora passam a dividir as atenções com a geopolítica que passou a ser fator que requer cautela nas estratégias empresariais do investidor estrangeiro que quer entrar no Brasil, daquele que está aqui e quer fazer expansão pelo país e do empresário brasileiro que pensa em internacionalizar seus negócios.

Não só no Brasil, mas ao redor do mundo, organizações bem-sucedidas estão colocando as questões sociodemográficas e geopolíticas no centro de uma ampla estratégia empresarial. O ambiente político e social é hoje uma das maiores preocupações dos investidores, e esclarecê-las permite que respondam melhor às ameaças e também para a identificação de oportunidades. Como sabemos, pilares de uma estratégia e dos planos de negócios que apoiam as decisões de investimento – tamanho da oportunidade, mercado, ambiente competitivo, regulação, taxas de juros, alíquotas de impostos, tarifas etc. – podem sofrer alterações significativas dependendo do viés político de quem administra um país ou ente federativo. Trump, Brexit, Impeachment? Elevação de taxas de importação, tratados bilaterais, guerra-fria? O investidor informado tem aprendido que economia, mercado e política estão cada vez mais interdependentes.

Os líderes empresariais globais estão mais atentos aos resultados, positivos, neutros ou negativos, advindos de um ambiente geopolítico global relativamente volátil, de baixa previsibilidade e cujos impactos podem atravessar as fronteiras de vários países. Impactos podem ser difíceis de prever sem um monitoramento cuidadoso e com uso de cenários. O tempo de reação é limitado. Os riscos negativos podem muitas vezes ser obscuros demais para se proteger deles de forma adequada. Além disso, as oportunidades oriundas de mudanças políticas podem ser exploradas pelos concorrentes antes que se compreenda o que está ocorrendo.

Passa pelos questionamentos dos investidores uma abordagem que envolva os modelos tanto de negócio como o operacional. Dessa forma, busca-se saber, entre outras coisas, se os atuais pressupostos de planejamento empresarial poderiam ser prejudicados pela geopolítica; e de que forma a ordem política global em constante mudança influenciará suas operações em particular. Eles questionam ainda o que precisam fazer se as previsões de seus planos de negócio forem submetidas a testes de stress com relação às rupturas geopolíticas e o que significa uma maior incerteza em termos de acesso e custo de capital e recursos.

Embora a abordagem “espere para ver” possa ser vista como o caminho mais fácil, os sinais podem ser previstos se você procurar nos lugares certos, se souber como aproveitar as oportunidades identificadas e se conseguir transformar este exercício em ação. Mundo afora, a experiência mostra que organizações e executivos bem preparados estão aprendendo a tirar vantagem do ambiente social e político, compreendendo melhor as regras do jogo e reduzindo o risco de serem surpreendidos por mudanças no ambiente.

Em um mundo complexo comandado por grandes e controversos líderes, gestores e investidores precisam estar bem equipados e confiantes ao fazer escolhas estratégicas em meio à incerteza e à constante ruptura, e os ganhadores aprenderão a integrar estratégias de mercado e geopolíticas em busca de vantagem competitiva. Ao final do dia, de forma geral, o investidor profissional não precisa ter partido político.

Augusto Sales, sócio de estratégia da KPMG

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CGI.br publica diretrizes e recomendações para aplicação de leis sobre Internet no Brasil

Responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no País, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou um documento com recomendações e especificações técnicas para a aplicação de leis sobre Internet no Brasil. Resultado dos esforços do Grupo de Trabalho (GT) Marco Civil e Responsabilidades do CGI.br, o documento apresenta conceitos e definições para uma compreensão adequada do ecossistema de governança da Internet, bem como requisitos e diretrizes técnicas relativas à discriminação e a degradação de tráfego, ao gerenciamento de rede, à segurança, sigilo e acesso a registros.

“O texto trata de inúmeros pontos do ordenamento jurídico vigente e busca guiar tanto as práticas judiciárias, quanto o processo legislativo e a ação da administração pública, além de embasar decisões ulteriores do próprio CGI.br”, explica Luiz Fernando Martins Castro, conselheiro do Comitê Gestor responsável por coordenar o Grupo de Trabalho. “Apesar de ter sido concebido no GT Marco Civil e Responsabilidades do CGI.br, o documento tem escopo que pode ser estendido a outras leis relativas à Internet, que necessitem de parâmetros técnicos”, complementa Demi Getschko, conselheiro do CGI.br, integrante do GT e diretor presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade que forneceu subsídios técnicos para a elaboração do texto.

O documento reúne conceitos e definições sobre Internet, sobre o que são Sistemas Autônomos, quais são os padrões universalmente aceitos para a rede, entre outros. “São definições robustas que preenchem lacunas até então existentes, necessárias não apenas para compreender o funcionamento da Internet em si, mas para orientar e embasar a interpretação e aplicação correta da lei”, avalia Flávia Lefèvre, conselheira do CGI.br que integra o Grupo de Trabalho.

Neutralidade da rede

Os requisitos técnicos para discriminação e degradação de tráfego também são analisados pelo CGI.br, considerando que o tratamento isonômico dos pacotes de dados disposto no art. 9º da Lei 12.965, de 23 de abril de 2014, deve garantir a preservação do caráter público e irrestrito do acesso à Internet. “Além de especificar o escopo de aplicação do dispositivo do Marco Civil sobre a neutralidade da rede, o documento traz importantes definições sobre discriminação e degradação do tráfego, termos citados na lei e no decreto que a regulamenta”, considera Eduardo Parajo, conselheiro do CGI.br que também faz parte do GT.

O texto explicita que a discriminação – ação que implique tratamento diferenciado de determinado tipo de tráfego de dados na Internet, por meio de bloqueio, redirecionamento e/ou filtragem do tráfego – será admissível em situações como as de mitigação de DoS (Negação de serviço, ou Denial of Service) e Gerência da porta 25 para combate ao spam.

Guarda de registros de conexão

No que toca à segurança, sigilo e acesso a registros, o documento do CGI.br esclarece que a guarda de registros de conexão deverá ser realizada pelo administrador de Sistema Autônomo que detém blocos de endereços IP para prover conexão à Internet, e também pelas entidades que utilizam sub-blocos específicos de endereços IP desde que delegados pelo administrador de Sistema Autônomo para prover conexão de usuários finais à Internet.

O documento soma-se à Contribuição do Comitê Gestor da Internet no Brasil à Regulamentação da Lei 12.965/2014 – o Marco Civil da Internet, publicado em 10 de novembro de 2015, e está disponível para consulta no endereço: http://cgi.br/publicacao/diretrizes-recomendacoes-e-especificacoes-tecnicas-para-a-aplicacao-da-lei-sobre-internet-no-Brasil/.

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E-commerce: Dynatrace alerta que sites brasileiros demoram mais para abrir

A Dynatrace, líder mundial em soluções de Gerenciamento de Performance Digital, divulga levantamento que realizou para analisar o comportamento e experiêcias de compra no e-commerce de algumas categorias do varejo mundial. A pesquisa acompanhou diversas datas comemorativas de 2017 e foi concluída no período do Natal com dados de importantes mercados do mundo, como Brasil, Reino Unido, EUA, França, Alemanha, China, Austrália, Espanha, países nórdicos. Os resultados têm como objetivo auxiliar os varejistas na melhoria de suas lojas virtuais, que muitas vezes perdem clientes por causa de problemas técnicos nos seus sites.

“Os consumidores esperam que os sites sejam carregados dentro de três segundos ou menos”, explica Dave Anderson, Especialista em Desempenho Digital da Dynatrace, sobre a necessidade do levantamento para apoiar aos comerciantes. O executivo destaca que empresas que utilizam soluções como as da Dynatrace conseguem ter sites mais ágeis e preparados para serem acessados simultaneamente por milhares de consumidores. Segundo ele, sem o uso de tecnologia específica, esse desempenho não consegue ser obtido.

De acordo com o levantamento, nos países da Europa e América do Norte analisados a média de visibilidade completa dos sites e prontos para serem utilizados pelos consumidores foi de até 2,5 segundos, sendo Alemanha e Reino Unido os mais rápidos. Já no Brasil, a média foi de 4 segundos, tendo apresentado um pico de acesso no dia 18 de dezembro, entre às 10h e 13h.

Na avaliação do carregamento completo das páginas por categoria de vendas no Brasil, os cincos primeiros varejistas em ordem descrente foram papelaria e informática (4s), brinquedos (4,78s), perfumaria e cosméticos (4,93s), vestuário (7s) e varejista (7,06s). No quesito de visualização completa dos canais, a classificação ficou na ordem de perfumaria e cosméticos (1,45s), varejista (2,07s), livraria (2,14s), vestuário (2,24s) e papelaria e informática (2,29s). Todos tiveram 100% de disponibilidade de acesso.

“Nossa métrica visualmente completa foi desenvolvida para ajudar as organizações a se concentrarem no que realmente afeta a experiência do usuário. Fornecer aos compradores uma ótima experiência de compras on-line é vital para os varejistas que buscam ter sucesso no mundo de comércio eletrônico. Portanto, a conclusão visual deve ser a chave mestra para qualquer organização que procure realmente entender a experiência do usuário online “, finaliza Anderson.

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Brasil é promovido à elite da matemática mundial

O IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e a SBM (Sociedade Brasileira de Matemática) anunciaram nesta quinta-feira (25) o ingresso do Brasil na elite da matemática mundial. A União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês) acaba de aprovar a entrada do país no Grupo 5, que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa matemática.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva realizada na sede do IMPA, no Rio, com a presença do diretor-geral do instituto, Marcelo Viana; do presidente da SBM, Paulo Piccione; da secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro; e do secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Elton Santa Fé Zacarias.

Também participaram do anúncio representantes da história da matemática brasileira, como Artur Avila, Medalha Fields 2014; Mauricio Peixoto, um dos pioneiros que fundaram o IMPA, em 1952; Jacob Palis, mais laureado profissional brasileiro da matemática; e Claudio Landim, diretor-adjunto do IMPA.

A candidatura do Brasil ao Grupo 5 foi apresentada em 2017 pelo IMPA e pela SBM ao organismo que congrega as sociedades matemáticas de países de todo o mundo. Atualmente, 76 nações são membros da IMU, criada em 1920 para promover a cooperação internacional em matemática.

Os países são divididos em cinco categorias, por ordem de excelência. Além do Brasil, mais dez países integram o Grupo 5: Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.

O diretor-geral do IMPA revelou esperar que a honraria represente um “passo para uma trajetória ainda mais ascendente” da matemática brasileira. “A pesquisa matemática brasileira é consolidada, se disseminou. Ao longo das décadas nossa capacidade de pesquisa e formação de pesquisadores cresceu muito. O fato de a matemática brasileira estar agora ao lado dos países de maior expressão e relevância na matemática global representa o reconhecimento da qualidade da pesquisa matemática feita no país”, disse Marcelo Viana.

A mudança de classificação dos países é decidida pela IMU após recomendação do Comitê Executivo. São analisadas informações como o número e a qualidade de programas de pós-graduação e sua distribuição territorial, o total de publicações científicas divulgadas em meios importantes e os nomes de destaque na área. O presidente da SBM destacou a qualidade dos pesquisadores matemáticos brasileiros. “São excepcionais”, afirmou Piccione.

A secretaria-executiva do Ministério da Educação definiu como um “orgulho para o país” o “trabalho que o IMPA vem fazendo”. “Precisamos formar bons professores de matemática, e a pesquisa matemática pode ajudar muito a alcançarmos este objetivo”, disse Maria Helena Guimarães de Castro.

O secretário-executivo do CTIC enalteceu o fato de o Brasil ser “um dos 20 maiores (países) produtores de pesquisas do mundo”. “O IMPA é uma instituição de excelência reconhecida mundialmente”, afirmou Zacarias.

O Brasil é membro da IMU desde 1954. Ingressou dois anos após a fundação do IMPA, que ocupa papel fundamental na consolidação do país no cenário internacional da matemática. Em pouco mais de meio século, ascendeu ao topo da classificação – subiu para o Grupo 2 em 1978; ao 3 em 1981; e, em 2005, ao Grupo 4.

A promoção ao Grupo 5 é consequência da contribuição brasileira à matemática mundial e reconhece a excelência do trabalho da pesquisa nacional. Nos últimos anos, houve considerável crescimento da publicação científica brasileira, além de distinções obtidas por seus pesquisadores com alguns dos principais prêmios mundiais – entre os quais se destaca a Medalha Fields, recebida por Artur Avila. Em 2006, logo após a promoção ao Grupo 4, representava 1,53% da produção matemática mundial (1.043 papers). Uma década depois, a produção nacional saltou para 2,35% (2.076 papers).

A entrada no Grupo 5 ocorre no ano em que o Brasil sediará, de 1º a 9 de agosto, o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM na sigla em inglês) – mais importante encontro mundial da área –, pela primeira vez realizado no Hemisfério Sul. Na edição de 2014, Artur Avila, pesquisador extraordinário do IMPA, foi o primeiro brasileiro a receber a Medalha Fields, considerada o “Nobel” da Matemática.

Assim como a Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), promovida em julho de 2017 no Rio, o ICM é resultado do prestígio do Brasil no cenário matemático internacional. Os eventos integram o Biênio da Matemática 2017-2018, uma série de iniciativas nacionais e internacionais para estimular, popularizar e fomentar melhorias no ensino da matemática no país, destacando sua relevância para o desenvolvimento pessoal e econômico.

DESTAQUES

• PAÍSES DO GRUPO 5

Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia

• EVOLUÇÃO DO BRASIL NO RANKING DA IMU

O Brasil ingressou na IMU em 1954, como membro do Grupo 1. Foi promovido ao Grupo 2, em 1978; ao Grupo 3, em 1981 e ao Grupo IV, em 2005.

• FATORES QUE LEVARAM O BRASIL AO GRUPO 5

– Progresso notável da produção científica brasileira na área, em termos qualitativos e quantitativos.

– Expansão do sistema de pós-graduação (mestrado e doutorado) em matemática no Brasil, em nível de qualidade compatível com os melhores padrões internacionais.

– Crescimento da colaboração regional e internacional dos matemáticos brasileiros com colegas de todo o mundo e crescente papel internacional de nossas instituições

– Confiança por parte da comunidade matemática mundial na maturidade da matemática brasileira e em sua capacidade para organizar grandes eventos, como o ICM2018.

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CGI.br divulga diretrizes para o aperfeiçoamento da estrutura de governança da Internet no Brasil

Levando em consideração as contribuições recebidas no processo de consulta pública, por meio da plataforma on-line e da audiência pública, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) enviou na última sexta-feira (15) ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) as suas recomendações para o aperfeiçoamento da estrutura de governança da Internet no Brasil. O processo de obtenção de consenso multissetorial está consubstanciado nos documentos aprovados pelos setores empresarial, terceiro setor e comunidade científica e tecnológica, disponíveis para consulta no sítio (consulta.cgi.br), bem como o relatório do processo de consulta pública conduzido no âmbito do CGI.br.

Entre os consensos identificados estão a permanência do multissetorialismo, a ampliação dos espaços de participação nos processos de governança da Internet, o compromisso e fortalecimento dos processos de transparência e responsabilização, a construção de consenso como regra de operação em todas as instâncias decisórias, o total respeito aos mandatos atuais vigentes no CGI.br, assim como as competências do CGI.br e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Os setores também recomendam que a estrutura do CGI.br seja modificada para um modelo hierárquico em três camadas, em torno dos quatro setores (setor público, setor empresarial, terceiro setor, comunidade científica e tecnológica), que se organizarão ao redor de suas próprias comunidades de base, responsáveis por identificar assuntos de interesse setorial e pautar a atuação das respectivas instâncias superiores; e também em Conselhos Setoriais, responsáveis por coordenar o trabalho das respectivas comunidades constituintes. O pleno do CGI.br, deste modo, interagiria diretamente com suas comunidades constituintes e suas instâncias setoriais, possibilitando o debate e propostas de políticas que também poderão ser encaminhadas individual, setorial e/ou coletivamente.

“Com a participação expressiva da sociedade por meio da consulta pública, temos hoje um consenso amplo e significativo para aprimorar a estrutura da governança da Internet no Brasil, incluindo mais atores ao processo. Esse é um marco muito importante e é com satisfação que buscamos aprimorar o modelo vigente e contribuir para o futuro da Internet no País”, considera Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br.

Ainda de acordo com a recomendação dos representantes da sociedade civil, o próprio CGI.br deverá ser encarregado de desenvolver, ao longo de doze meses, um processo amplo, multissetorial e participativo, por meio do qual será elaborada uma proposta de transição, com o detalhamento do funcionamento de cada setor, da organização e da composição das comunidades constituintes, bem como das regras de representação e elegibilidade para os diferentes componentes da nova estrutura.

Consulta pública

Realizada de 11 de setembro a 19 de novembro, a consulta pública do CGI.br recebeu mais de 790 contribuições, entre aquelas submetidas por meio de plataforma on-line e as apresentadas durante a audiência pública no VII Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu no Rio de Janeiro no dia 17 de novembro. Os relatórios que sistematizam as contribuições recebidas estão disponíveis na íntegra, assim como os documentos de consenso dos setores da sociedade civil do CGI.br: consulta.cgi.br/docs/reports.

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TSE lança atendimento virtual inédito no Twitter

Solução desenvolvida via Twitter Business Solutions permite que cidadãos tirem dúvidas e acessem serviços no ambiente privado das Mensagens Diretas (DMs)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa nesta segunda-feira (20) o atendimento virtual via Twitter, que permite aos usuários ter acesso a diversos serviços e orientações no ambiente de Mensagens Diretas (DMs). A solução, criada a partir da Twitter Business Solutions – plataforma desenvolvida pelo Twitter para facilitar a comunicação de perfis com seu público – já está disponível no perfil do @TSEjusbr.

“A solução traz uma nova experiência para o eleitor brasileiro. Trata-se de um canal de comunicação do TSE com o cidadão que proporciona um atendimento digitalizado, mais acesso às informações e a possibilidade de resolver questões do dia a dia de forma mais rápida e eficiente”, afirma Daniel Carvalho, diretor de desenvolvimento de negócios do Twitter para a América Latina.

“A tecnologia tem sido uma grande aliada da Justiça Eleitoral, a exemplo do contínuo investimento realizado em sistemas e equipamentos eleitorais. Na mesma linha, a Internet também tem o papel de protagonismo na disseminação de informações e serviços ao eleitor. Ter o Twitter como parceiro é mais uma forma de promover a democracia, ao estarmos próximo do eleitor de forma direta, acessível e informal”, explica a coordenadora de campanhas e redes sociais do Tribunal, Neri Aciolly.

O canal de atendimento por meio das Mensagens Diretas passa a oferecer, de maneira rápida e automatizada, diversas opções de acesso à informações e serviços de acordo com os objetivos de cada cidadão. É possível, por exemplo, verificar a situação eleitoral, fazer o download no formato pdf ou imprimir o documento de quitação eleitoral, consultar o seu local de votação e ter acesso às respostas das perguntas mais frequentes dos eleitores e dúvidas sobre os principais procedimentos do TSE. E, claro, o eleitor pode entrar em contato direto com o TSE via mensagem e tirar suas dúvidas.

O Twitter foi a primeira plataforma escolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral para lançar este tipo de serviço, que deve incorporar mais funcionalidades futuramente. No início do ano que vem, novos recursos estarão disponíveis no atendimento digital para eleitores no Twitter, trazendo ainda mais comodidade e praticidade aos cidadãos.

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Brasil perde 20 posições no ranking dos países mais preparados para mudanças

O Brasil perdeu 20 posições, caindo do 59º para o 79º lugar, de acordo com uma pesquisa realizada pela KPMG, que avalia os países mais preparados para lidar com mudanças significativas e acontecimentos como desastres naturais e tendências demográficas, econômicas, sociais e tecnológicas. O relatório Índice de Prontidão para Mudanças (Change Readiness Index – CRI) 2017 é a versão mais recente do estudo que classificou 136 países de acordo com seguintes critérios: empreendedorismo, governo, pessoas e sociedade civil. No levantamento, a Suíça aparece em primeiro e a Somália, em último lugar.

Dos três critérios de análises, segundo o levantamento, o Brasil apresentou melhoras apenas em um, pessoas e sociedade civil. Nos outros dois, houve uma queda nos índices, sendo maior no que diz respeito à capacidade do governo.

“Os índices do Brasil já apresentavam queda em 2015 e voltaram a cair em 2017, o que se deve, principalmente, em função da situação política e econômica que o país vem enfrentando”, analisa o sócio da KPMG no Brasil, Maurício Endo.

Segundo ele, o CRI pode ser um instrumento crucial para governos, comunidade de desenvolvimento e empresas tomarem decisões mais abalizadas a respeito de possíveis reformas ou mudanças nas políticas, gerenciamento de riscos ou realização de investimentos. “Mais do que nunca, o bem-estar dos cidadãos de um país depende da capacidade de lidar com as mudanças e tirar vantagens delas. O CRI oferece uma visão reveladora sobre quais países estão mais bem posicionados para lidar com as mudanças inevitáveis e obter potenciais benefícios delas, além dos fatores que estão por trás do nível de preparo”, explica.

Global: Europa domina as dez primeiras posições

Os países europeus conquistaram sete dos dez primeiros lugares no ranking do CRI de 2017, mostrando uma grande capacidade de enfrentar os desafios colocados para aquela região. A Suíça assumiu o primeiro lugar pela primeira vez, substituindo Cingapura, que havia conquistado o primeiro lugar nos rankings de 2013 e 2015 do CRI.

O Reino Unido apareceu, pela primeira vez, entre os dez primeiros colocados, reforçando a prontidão para as mudanças em um momento particularmente crítico, em que o país prepara-se para sair da União Europeia. Os Estados Unidos também melhoraram o desempenho de maneira significativa em comparação com o ranking do CRI anterior, galgando oito posições para atingir a 12ª colocação, ao passo que em 2015 obtiveram o 20º lugar.

De acordo com o estudo, Ruanda demonstrou que países de menor renda podem melhorar de maneira significativa a prontidão para as mudanças. Ruanda subiu para a 46ª posição no ranking de 2017, o que fez dele o único país de baixa renda no grupo dos 50 primeiros, se beneficiando do desempenho da capacidade de governo.

Sobre o Índice de Prontidão para as Mudanças

O Índice de Prontidão para as Mudanças (CRI) foi feito com base na análise de dados de fontes originais e de 1.400 especialistas, além de fontes secundárias incluindo o Fórum Econômico Mundial, o Fundo Monetário Internacional do Banco Mundial e as Nações Unidas. Para acessar o estudo, clique no link: kpmg.com/changereadiness.

Os países com as melhores colocações (incluindo a classificação em relação ao ranking de 2015):

1. Suíça (+1)

2. Suécia (+7)

3. Emirados Árabes Unidos (+2)

4. Cingapura (-3)

5. Dinamarca (+3)

6. Nova Zelândia (+0)

7. Países Baixos (+4)

8. Finlândia (+2)

9. Alemanha (+3)

10. Reino Unido (+3)

11. Noruega (-7)

12. Estados Unidos (+8)

13. Hong Kong (-10)

14. Austrália (+2)

15. Irlanda (–)*

16. Áustria (+1)

17. Canadá (-3)

18. Bélgica (+0)

19. Catar (-12)

20. França (+6)

* Países que aparecem pela primeira vez no ranking do CRI de 2015

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