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Projeto do Inatel habilitado pelo BNDES vai transformar Santa Rita do Sapucaí em uma cidade inteligente

Santa Rita do Sapucaí está prestes a se tornar uma cidade inteligente. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de habilitar o Inatel para a execução de um projeto piloto que será conduzido em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí (MG), com as empresas Ericsson e TIM, e com as startups Pixel, Das Coisas, Fractum e Laager. Após a execução, a ideia é ele seja replicado também nas cidades de Caxambu (MG) e Piraí (RJ).

O projeto prevê a implantação de soluções inteligentes para iluminação, segurança e rastreamento de veículos, dentro do contexto de Internet das Coisas. De acordo com Marcelo Goldenstein, engenheiro do BNDES, o projeto foi selecionado e habilitado, mas ainda precisa cumprir diversos requisitos e ser submetido à aprovação da Diretoria. Após a liberação dos recursos, que deve ocorrer dentro de seis meses, a instituição terá 24 meses para disponibilizar as aplicações.

“O primeiro passo será conectar os postes da cidade para criar uma rede cobrindo todo o município. Com isso, será possível habilitar os serviços inteligentes de iluminação. Na sequência, serão instaladas câmeras de segurança em todos os postes. Com o ambiente preparado, será possível posteriormente implantar outras tecnologias, como soluções de identificação facial, estacionamento inteligente etc. Portanto, a intenção é que o projeto induza o surgimento de novas soluções que atendam às necessidades do município”, explica o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Inatel, Leandro Guerzoni.

A iniciativa integra as ações do Inatel Smart Campus, que tem como uma de suas finalidades estender os resultados das pesquisas realizadas dentro da instituição para a comunidade. O novo projeto dará sequência ao projeto experimental que ocorreu no passado, quando o Inatel instalou 18 câmeras de monitoramento na cidade.

Para o prefeito de Santa Rita do Sapucaí, Wander Chaves, o projeto trará inúmeros benefícios para o município, bem como para os cidadãos santa-ritenses. “É de extrema importância termos esse apoio para implantar melhorias na iluminação e segurança pública. Essa iniciativa vai impulsionar o desenvolvimento econômico e social de nossa cidade”, destacou.

As ações irão estimular ainda o desenvolvimento das startups do Vale da Eletrônica, como a Fractum, fabricante de soluções em RF. Segundo o empresário André Leite, a expectativa com este projeto é bem alta, pois poderá abrir novos mercados para a empresa além de trazer inúmeros benefícios para a população. “Poder beneficiar nossa cidade com a nossa tecnologia é um dos nossos grandes orgulhos. Empregar nossa tecnologia no sistema de iluminação pública permitirá implementar diversas outras ações futuras de IoT” ressaltou.

O projeto se tornou viável em função da parceria com grandes empresas do setor de TIC, como a TIM e a Ericsson, que vem trabalhando em conjunto e investindo no desenvolvimento tecnológico da rede.

A rede 4G, ativada comercialmente pela TIM em Santa Rita do Sapucaí, desde o ano passado, é a primeira no Brasil habilitada com a funcionalidade NB-Iot, que permite viabilizar a criação de soluções inteligentes para a cidade. “A TIM acredita que a Internet das Coisas é um dos pilares da reinvenção digital dos modelos de negócio, habilitando modelos mais eficientes e destravando novas oportunidades de negócio. Com esse espírito, a TIM é uma entusiasta e pioneira na implementação do Narrow Band IoT (NB-IoT) no Brasil e na América Latina, uma rede de internet móvel dedicada a conectar as Coisas. O NB-IoT é um padrão global de conectividade das coisas com benefícios evidentes para os seus desenvolvedores, tais como: menor consumo de energia, menor custo de componentes – escala global, maior alcance de cobertura em prédios e subsolo, maior segurança e confiabilidade de rede, tudo isso sobre a maior cobertura 4G do Brasil”, explica Janílson Bezerra, head de Innovation & Business Development da TIM Brasil.

“Com a população já conectada através dos celulares, nosso foco nesta parceria será em permitir que a nova geração de dispositivos se utilizem da mesma conectividade fornecida pelas operadoras para trazer benefícios tanto às municipalidades – como redução de custos e gerenciamento integrado de recursos –, quanto aos cidadãos, que poderão usufruir de mais segurança e organização. A Ericsson se posiciona como agente tecnológico desta mudança, integrando as camadas do ecossistema (dispositivos, conectividade, aplicações) e permitindo que novas ideias sejam rapidamente convertidas em soluções práticas”, diz Leandro Nobre, CTO da Ericsson para a TIM.
Realizada em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações (MCTIC), a chamada do BNDES recebeu 53 planos de projetos-piloto, dos quais 15 foram selecionados e receberão aporte de 50% do valor total do projeto.

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O que muda para as empresas a nova metodologia de credenciamento no BNDES FINAME?

Os financiamentos oferecidos por instituições federais ou organismos estaduais para fomentar projetos de P&D e inovação tecnológica são ferramentas importantes para aumentar a competitividade e viabilizar a evolução das empresas. Também para o conjunto da economia, este tipo de fomento impulsiona e fortalece o mercado, promovendo resultados positivos em âmbitos nacional e internacional.

O BNDES, por exemplo, é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e no que tange a projetos de longo prazo, é a principal instituição financeira do país, não só pelo volume dos empréstimos como também pelo número de empresas beneficiárias. Entre suas linhas de financiamento, o FINAME – Financiamento de Máquinas e Equipamentos, tem se destacado por ser um instrumento para equilibrar o caixa das empresas e estimular a competitividade no setor.

Recentemente, o BNDES anunciou a adoção de uma nova metodologia para credenciamento de equipamentos no FINAME, que substitui os atuais índices de nacionalização de valor (INv) e de peso (INp). O novo modelo leva em consideração fatores como os investimentos em inovação (Lei do Bem, Lei de Informática, financiamentos de inovação, etc.), componentes de alta intensidade tecnológica na composição do produto, exportações realizadas, qualificação da mão de obra industrial, diversificação do parque industrial e inserção nas cadeias globais de valor.

Mas de fato, o que muda para as empresas?

A mudança deve impactar também as empresas com produtos cadastrados na categoria FINAME Caso a Caso – FCC, que possuem índices de nacionalização de valor entre 50% e 60%. Esses produtos deverão ser recadastrados na nova metodologia até 31 de maio de 2019. Caso o recredenciamento não seja realizado, esses produtos serão automaticamente excluídos do cadastro do FINAME. Por isso, a indústria de máquinas e equipamentos deve estar atenta aos novos prazos para recredenciamento divulgados pelo BNDES.

Em comunicado, o BNDES detalhou que essa metodologia é mais moderna, flexível e aderente à realidade industrial brasileira, uma vez que não leva apenas em consideração os componentes utilizados na fabricação de um equipamento e sim toda a cadeia de valor utilizada no desenvolvimento do equipamento.

Como fazer o credenciamento no FINAME?

O credenciamento FINAME é um processo criterioso por meio do qual a empresa demonstra que seu produto atende às qualificações necessárias para ser comercializado pelas linhas de financiamento do BNDES. É possível credenciar máquinas e equipamentos; sistemas industriais; componentes; bens de informática e de automação; ônibus, caminhões e aeronaves executivas. No entanto, os produtos devem ser invariavelmente, novos e de conteúdo nacional.

Os produtos credenciados no FINAME são classificados como “F” (Financiado ou Finamizável) e “FCC” (Finamizável caso a caso), segundo a nova metodologia de financiamento. A categoria Finamizável indica que o equipamento pode ser financiado na linha/programa correspondente, sendo também possível a sua inclusão em PACs simplificadas desta linha/programa, desde que esta assim o permita. Já o Finamizável caso a caso (FCC) indica que o financiamento do equipamento na linha/programa correspondente está condicionado à análise prévia pelo BNDES sobre as características técnicas do equipamento. A estes itens não é permitida a inclusão do equipamento em PACs simplificadas nas respectivas linhas/programas.

Entre as vantagens para a empresa realizar o cadastro de seus produtos no FINAME está à inadimplência zero nas operações realizadas através do BNDES, uma vez que o pagamento da empresa será realizado pelo BNDES ou pelos bancos regionais; a disposição gratuita de um espaço no site do BNDES para exposição do catálogo dos produtos da empresa; a disponibilidade de utilização de materiais de divulgação da instituição federal; a preferência em editais e, por fim, a agilidade no credenciamento do cartão BNDES.

O processo para a realização do cadastro é efetivado em duas etapas: mapeamento e pleito de inclusão. A equipe técnica do BNDES analisa a documentação técnica e administrativa, compila os dados e então calcula o índice de nacionalização. A empresa pode acompanhar todo o processo pelo site.

A nova metodologia de credenciamento é positiva para as empresas brasileiras pois foi criada em uma visão de longo prazo e, portanto, leva em consideração a importância para o desenvolvimento de fatores como a complexidade econômica, a diversificação do parque industrial, a forma de inserção nas cadeias globais de valor e a qualificação da mão de obra. Mais do que programas de financiamento, esse tipo de iniciativa deve priorizar o crescimento e inovação das empresas, criando empregos qualificados, proporcionando produtividade e competitividade das empresas para um crescimento sustentável do nosso país.

Por Andressa Melo, Especialista de Produtos da F. Iniciativas, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

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Cartão BNDES como uma alternativa de fomento à inovação

Por Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES

Fomentar a inovação é essencial para o desenvolvimento econômico de um país. As nações desenvolvidas têm alocado cada vez mais recursos à busca de soluções inovadoras, por perceberem que essa é uma forma de criar novos mercados, tornar suas empresas mais competitivas e gerar desenvolvimento econômico.

O Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, mas, atualmente, tem-se trabalhado fortemente em várias frentes, para que as empresas do setor tecnológico, as quais são inovadoras pela sua natureza, tenham cada vez mais acesso ao crédito. As agências e bancos de desenvolvimento têm buscado novas formas de financiamento para fomentar as companhias inovadoras nacionais.

Fomentar uma ideia/projeto com taxas atrativas, para que as empresas possam ir ao mercado e se tornar uma inovação, gerando competitividade e desenvolvimento econômico, é de extrema relevância para um país que deseja estar no mercado global e possuir mão de obra qualificada.

Em 2013, a ABES fez uma pesquisa com os seus associados para entender quais eram as principais linhas de fomento utilizadas. Chamou a atenção que o Cartão BNDES foi considerada a linha de fomento mais popular, por sua facilidade de uso, menor burocracia e por estar há mais tempo no mercado.

Agora, em 2018, o BNDES, como banco de desenvolvimento, trouxe uma novidade ao mercado: a ampliação do uso do Cartão pelo setor, trazendo a possibilidade de financiar, não só os softwares prontos desenvolvidos nacionalmente, mas também a prestação do serviço de desenvolvimento de softwares sob encomenda, de websites corporativos e de lojas virtuais, dentre outros.

Esse passo é muito importante para a indústria como um todo, pois empresas com problemas de competividade e ausentes do mundo virtual poderão, por meio do Cartão, incrementar seus produtos e serviços com facilidade ao crédito.

É importante destacar que as empresas do setor de softwares podem ser não somente portadoras do Cartão BNDES, para adquirir novos produtos e serviços para seus negócios, mas também podem se tornar fornecedoras credenciadas de softwares e serviços de desenvolvimento sob encomenda.

A resposta das empresas, com relação ao anúncio da expansão dos benefícios do Cartão, foi imediata, com um grande volume de cadastros no site oficial do banco – uma amostra clara do tamanho da demanda existente e das oportunidades no horizonte.

Desde o seu lançamento, em 2003, o Cartão BNDES (espécie de cartão de crédito que apoia investimentos de micro, pequenas e médias empresas) beneficia o setor de tecnologia da informação, como uma das principais linhas de crédito para financiar softwares prontos. Aproximadamente R$ 985 milhões já foram utilizados pelas micro, pequenas e médias empresas por meio desse produto, uma medida fundamental para que o País tenha se consolidado como o principal mercado de TIC da América Latina e um dos maiores do mundo. Segundo estudo anual da ABES, realizado em conjunto com a consultoria IDC, o ano de 2017 registrou um aumento de 4,5% no mercado nacional de hardware, software e serviços de tecnologia.

Tanto a solicitação do Cartão BNDES quanto a do credenciamento como Fornecedor são realizadas diretamente no site www.cartaobndes.gov.br, sendo seguidas por análise do perfil das companhias interessadas e uma assistência completa da equipe do BNDES. Em poucas semanas, a empresa desenvolvedora de softwares estará credenciada e apta a oferecer mais essa alternativa de pagamento para seus clientes. Não há limite de valor pré-estabelecido para o financiamento do serviço de desenvolvimento de software (até 100% da prestação de serviços podem ser subsidiada), enquanto as áreas de websites e lojas corporativas possibilitam movimentar até R$ 30 mil por ano, por comprador.

Mais do que utilizar os recursos para financiar a produção, o Cartão permite transações que envolvam também os serviços correlatos – ou seja, existe a possibilidade de financiar, juntamente com um software pronto, os serviços de implantação, customização e treinamento, por exemplo. Todo o regulamento (incluindo, ainda, a possibilidade de contemplar serviços de fornecedores) pode ser consultado na área de dúvidas do Portal do Cartão BNDES.

Diversos empresários do setor já estão habituados a aproveitar essas múltiplas oportunidades para suas linhas de softwares prontos. Atualmente, existem cerca de 2.400 desenvolvedoras de software já credenciadas para realizar vendas no Portal do Cartão BNDES, que disponibilizam aproximadamente 8 mil softwares no Portal, voltados para variados setores, tais como Administração, Gestão e Automação, Agronegócios, Saúde, Segurança, Têxtil, Educação, Telecomunicações, dentre outros. Caso também se encaixem nas novas categorias de serviços aceitas, as empresas já credenciadas não precisarão de um novo cadastro – bastará incluir os novos serviços em seu catálogo de produtos.

Aos novos interessados em se credenciar como Fornecedores no site do Cartão BNDES, alguns critérios devem ser observados: a empresa desenvolvedora deverá ter sede e administração no Brasil com, no mínimo, dois anos de constituição do CNPJ, possuir pelo menos um código de classificação de atividade econômica (CNAE) específico de desenvolvimento de softwares e comprovar experiência anterior na prestação dos serviços que quiser credenciar. Deverá ainda possuir site próprio ativo na Internet, em português, com informações sobre a empresa e seus serviços.

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Finep e BNDES vão financiar projetos de inovação no setor mineral no valor de R$ 1,4 bi

A Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovaram investimento de mais de R$ 1,4 bilhão em pesquisas, desenvolvimento e inovação na área de mineração e transformação mineral. Os projetos foram selecionados no âmbito do edital Inova Mineral – segunda rodada. Ao todo, foram escolhidas 19 propostas, de um total de 50 inscritas. A demanda superou a primeira etapa da chamada, quando foram recebidas 42 propostas – das quais 24 foram aprovadas, com R$ 737 milhões em investimentos previstos.

O maior número de projetos aprovados é voltado para tecnologias e processos para redução e mitigação de riscos e impactos ambientais, como a recuperação e aproveitamento de resíduos: cerca de 37% (7) do total de projetos selecionados, totalizando pouco mais de R$ 1 bilhão. A linha, inclusive, foi a que mais recebeu propostas (15 no total).

De acordo com Maurício Syrio, superintendente de Inovação em Indústria, Engenharia e Serviços da Finep, após o rompimento, em novembro de 2015, da barragem da Samarco, em Mariana (MG), era esperado que viessem em maior número os projetos com foco na preservação do meio ambiente. “Alguns propõem o reaproveitamento de rejeitos e evitam, assim, a necessidade de barragens”, afirma Syrio.

Outro destaque diz respeito aos minerais estratégicos, os chamados “Portadores de Futuro”, como terras raras, grafita, lítio, silício e titânio. As 5 propostas aprovadas, com valor total de R$ 290 milhões, representam aproximadamente 26% do total selecionado. A linha foi a segunda mais concorrida, com 11 projetos enviados.

As outras linhas são: Tecnologias de Mineração (3 projetos); Desenvolvimento e Produção Pioneira de Máquinas, Equipamentos, Softwares e Sistemas (3); e Minerais Estratégicos com Elevado Déficit Comercial: Fosfato e Potássio (1). Segundo Pedro Paulo Dias, gerente do Departamento de Mineração e Metais do BNDES, as empresas selecionadas com propostas mais maduras devem começar a receber desembolsos ainda em 2018.

Sobre o programa

O Inova Mineral tem como objetivo estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no setor de mineração e transformação mineral. O programa, que prevê investimentos até 2023, já fomentou um total de 90 planos de investimentos em inovação e sustentabilidade no setor, que representam uma demanda por recursos da ordem de R$ 2 bilhões. Os investimentos aprovados contemplam um conjunto de cerca de 60 empresas e 30 instituições de ciência e tecnologia.

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BNDES abre consulta pública para fazer parcerias com fintechs

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lança, nesta quarta-feira, 17, consulta pública para conhecer soluções tecnológicas de fintechs que possam se integrar ao Canal do Desenvolvedor MPME. O objetivo é investigar soluções tecnológicas existentes no mercado para quatro tipos de serviços que o Banco deseja futuramente oferecer às empresas de menor porte: Educação Financeira, Análise de Crédito, Matching de Soluções Financeiras e Leilões Reversos de crédito para financiamento.

A integração com as novas ferramentas visa ampliar o acesso dos pequenos empreendedores a financiamentos do Banco, ao melhorar o perfil de crédito das MPMEs, e auxiliá-los na profissionalização de sua gestão financeira.

Por meio da consulta, o BNDES põe à disposição dos fornecedores interessados as especificações para realização de prova de conceito da sua solução e apresentação de questionamentos, comentários e sugestões. Para participar, exige-se que a ferramenta atenda a pelo menos 50% dos requisitos listados para cada assunto pretendido e que a solução esteja disponível operacionalmente no mercado há pelo menos um ano.

O edital da consulta pública estará disponível no site do BNDES no endereço www.bndes.gov.br/consultafintechs. O prazo final de recebimento das respostas é dia 15 de março.

Acesso – O Canal do Desenvolvedor MPME (www.bndes.gov.br/canal-mpme) é um ambiente digital no qual as empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões podem manifestar interesse por financiamento, sem precisar visitar um agente repassador de recursos para iniciar a busca de apoio financeiro do BNDES para seus projetos. A ferramenta está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, no site do BNDES.

No canal, o empresário identifica as linhas de crédito mais adequadas para o seu empreendimento, simula financiamentos, aponta os agentes financeiros de sua preferência, e encaminha com agilidade a manifestação de interesse de financiamento diretamente para os especialistas responsáveis pela carteira do BNDES nas instituições repassadoras.

► Acesse o edital em www.bndes.gov.br/consultafintechs.

Fonte: BNDES

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Workshop discute panorama das fintechs no Brasil

O cenário atual de grandes transformações digitais está, cada vez mais, fortalecendo o crescimento das fintechs – startups do setor de finanças que aliam seus serviços à tecnologia. Levando em conta como esse movimento está mudando a maneira de consumir crédito, o Workshop ‘Fintechs: Uma força transformadora para o financiamento das empresas brasileiras?’, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), propõe debater as novas possibilidades e os desafios desse modelo inovador de negócio, que busca oferecer alternativas de financiamento mais práticas e com custos menores.

O evento acontece no dia 1 de novembro, em Brasília (DF), e abre os debates com o Painel ‘Qual o potencial das Fintechs no mercado de crédito brasileiro?’, que tem como palestrante convidado Dan Cohen, CEO da fintech F(x) – leia-se FdeX –, que conecta empresas que buscam crédito a fontes de financiamento. A apresentação também vai contar com a participação de José Prado Villela dos Reis, fundador do Conexão Fintech e diretor executivo da Associação Brasileira de Fintechs, e Ciro Magalhães M. Jorge, gerente de relacionamento institucional do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), entre outros.

“É um imenso prazer poder fazer parte deste evento e debater um assunto tão importante para a economia brasileira. Hoje, vivemos um momento de transformação, com as pessoas buscando novas formas de consumo que facilitem o seu dia a dia e tragam mais benefícios com menos burocracia. E é exatamente isso que as fintechs são capazes de oferecer”, comenta o CEO da F(x) sobre o grande potencial de crescimento dessas startups.

Serviço:

Painel I – Qual o potencial das Fintechs no mercado de crédito brasileiro?

Data: 1 de novembro de 2017
Horário: das 10h às 11h

Workshop Fintechs: Uma força transformadora para o financiamento das empresas brasileiras?

Data: 1 de novembro de 2017
Horário: das 8h30 às 12h30
Local: Sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria) – Edifício Roberto Simonsen – SBN Quadra 1, Bloco C – Salão de eventos, S2 – Brasília (DF)
Mais informações: http://www.portaldaindustria.com.br/cni/eventos/

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MCTIC lança Plano Nacional de IoT no Futurecom 2017

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e McKinsey revelam no evento as diretrizes para a Internet das Coisas no Brasil

Futurecom 2017, mais importante de TIC da América Latina, é o ambiente escolhido para o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas, anunciado pelo governo federal desde o fim do ano passado. A cerimônia solene de abertura do Futurecom 2017, em 2 de outubro, a partir das 19h30, contará com a presença do ministro do MCTIC, Gilberto Kassab; do secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges; e do secretário de Política de Informática (Sepin) do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que fará o lançamento oficial do Plano Nacional de IoT – “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”. Na sequência, a programação do congresso terá a primeira apresentação pública e para a imprensa do plano, às 9h do dia 3 de outubro, quando o consórcio liderado pela consultoria McKinsey & Company – com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto/Macedo – vai expor em detalhes as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos. Outro parceiro no trabalho é o BNDES.

Para a aplicação do Plano Nacional IoT, as instituições envolvidas realizaram estudos preliminares que identificaram quatro verticais prioritárias para receberem os primeiros serviços voltados à qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável por meio da tecnologia. São elas Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. O plano prevê que essas políticas sejam aplicadas já no período entre 2018 e 2022.

Segundo Laudalio Veiga Filho, presidente do Futurecom, “o evento tem o pioneirismo como uma de suas principais características e, neste ano, recebe o privilégio de lançar o plano que será capaz de promover a melhoria na gestão de serviços públicos e também na qualidade de vida da população, além de movimentar a economia do país”. “Temos certeza de que estamos contribuindo para um momento histórico no desenvolvimento da sociedade brasileira.”

O que é a Internet das Coisas na prática? De acordo com o cientista Kevin Ashton – foi ele que usou essa expressão pela primeira vez em 1999 – “Internet das Coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial”. Por exemplo, um automóvel informando o sistema de ventilação da residência que seu morador está chegando, o smartphone servindo como interface entre as pessoas e o sistema elétrico da residência para programar o horário de acender as luzes ou ligar o ar condicionado, ou até mesmo fazer o reconhecimento facial para acionar a abertura de um portão da garagem ou da fechadura de entrada.

O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global. Na saúde, a comunicação entre equipamentos pode melhorar o atendimento médico, as cirurgias e salvar vidas, tanto em locais remotos quanto em grandes centros urbanos. Já a indústria, vive o momento de mais uma revolução com o aperfeiçoamento das tecnologias de mecanização e perfeição de processos produtivos. E o agronegócio prevê grandes avanços na escala e na qualidade de produção mundial de alimentos para acompanhar o aumento populacional.

Futurecom 2017
Quando: de 02 a 05 de outubro de 2017, das 9h às 20h
Abertura: dia 02/10, às 20h
Apresentação do Plano Nacional de IoT: dia 03/10, 9h, auditório Brasil
Onde: Transamérica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
Informações: www.futurecom.com.br
Programação: futurecom.com.br/pt/o-evento/programacao-geral.html

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MCTIC, BNDES e McKinsey fazem balanço do Plano Nacional de IoT

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio liderado pela McKinsey & Company, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto | Macedo, divulgaram nesta terça-feira (19 de setembro) no Painel Telebrasil 2017, em Brasília, alguns dos resultados já consolidados do estudo técnico “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, que servirá de base para o Plano Nacional de IoT. O balanço foi apresentado no painel intitulado “Plano Nacional de IoT: Prioridades e Objetivos” pelo coordenador-geral de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Política de Informática do MCTIC, Thales Marçal Vieira Netto; pelo Gerente Setorial AI/DETIC do BNDES, Ricardo Rivera; pelo sócio sênior da McKinsey, Paulo Fernandes; e pela sócia Patrícia Ellen, também da consultoria.

Nesta etapa do estudo técnico, estão previstos a elaboração de uma visão geral e os objetivos estratégicos para implementação de políticas voltadas à adoção da tecnologia para cada frente prioritária (verticais) e o desenvolvimento de um Plano de Ação para o período 2018-2022.

As quatro frentes prioritárias identificadas pelo estudo foram: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. A metodologia para tal escolha incluiu a mensuração da demanda por serviços de Internet das Coisas (IoT) nas respectivas áreas, da capacidade de desenvolvimento da tecnologia em cada uma delas e da oferta de serviços de IoT para as mesmas. Os realizadores do projeto analisam agora como os fatores transversais (horizontais) a estes segmentos — capital humano; inovação e inserção internacional; ambiente regulatório, segurança e privacidade; e infraestrutura de conectividade e interoperabilidade — interferem e podem contribuir para evolução de IoT no Brasil.

Na frente de atuação para Cidades, o foco de aprofundamento do estudo é a viabilização de planos de IoT para municípios de diferentes perfis. Para a Saúde, a pesquisa explora como viabilizar a adoção de Internet das Coisas por hospitais e unidades de atendimento e monitoramento remoto de pacientes. No segmento do agronegócio, o estudo se aprofunda na compreensão de como promover IoT para impulsionar a produção das principais culturas agrícolas e da pecuária. Por fim, o foco de aprofundamento de IoT para a indústria é construção de uma visão geral de oportunidades de aplicação da tecnologia para fomentar o desenvolvimento do setor.

Os elementos do Plano de Ação para o período 2018-2022, apresentado no Telebrasil, tem como objetivo concretizar a aspiração definida pelo projeto para IoT no país, a saber, “acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais, e promover a melhoria da qualidade de vida”.

Em outras palavras, o Plano de Ação é constituído por iniciativas que visam promover o desenvolvimento e o crescimento econômico; fazer com que a sociedade se aproprie e se beneficie desta tecnologia (com vistas à melhoria da gestão dos recursos públicos, prestação de serviços inteligentes e impulso à capacitação de pessoas); e permitir que IoT fortaleça as pequenas e médias empresas, gerando inovação, aumento do potencial de exportação desta tecnologia e inserção no cenário internacional.

Visões para as Frentes Priorizadas – Por fim, foram apresentados para cada uma das verticais selecionadas, como um dos resultados da Fase III do estudo “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, uma visão geral das aspirações do Plano e quatro objetivos estratégicos.

Na vertical de Cidades, esses objetivos visam aperfeiçoar a mobilidade, a segurança pública, o uso dos recursos e a inovação. No campo da Saúde, por sua vez, o plano aponta como objetivos melhorar a efetividade dos tratamentos e o monitoramento contínuo de doenças; a prevenção de situações de risco e o controle de epidemias; o aumento da eficiência dos hospitais públicos; e o estímulo à inovação. Para o agronegócio, os objetivos estratégicos giram em torno da melhoria do uso eficiente de recursos naturais, bem como do maquinário; o aumento do volume de informações e a precisão do monitoramento de ativos biológicos; e a promoção da inovação na área. Por fim, os objetivos para Indústria buscam aumentar a eficiência e a flexibilidade dos processos industriais; o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio; a integração e a cooperação nas cadeias de fornecedores de bens, componentes, serviços e insumos; e a adoção de soluções desenvolvidas localmente.

O estudo técnico para a elaboração do Plano Nacional de IoT decorre do termo de compromisso firmado em dezembro do ano passado entre o MCTIC e o BNDES. Composta por quatro fases — diagnóstico e aspiração geral; seleção de verticais e horizontais; investigação das verticais, elaboração de visão para cada uma delas e construção de um Plano de Ação; e suporte à implementação —, a pesquisa foi realizada por um consórcio liderado pela McKinsey, com participação do CPqD e da Pereira Neto | Macedo Advogados, com ampla participação do ecossistema de internet das coisas do Brasil. Foram 4.600 convites para participar de um grupo de engajamento digital, 2.200 contribuições na Consulta Pública realizada pelo BNDES em dezembro de 2016 e janeiro de 2017; 380 especialistas consultados; mais de 100 entrevistas e mais de 80 horas de workshops com experts no tema.

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Perigo: o que está por trás do fim da TJLP – Por Germano Rigotto

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O Governo Federal está propondo a substituição da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) pela TLP (Taxa de Longo Prazo). A nova matriz muda especialmente o desenho dos empréstimos concedidos pelo BNDES, alinhando as taxas do banco público às cobradas pelos privados. O objetivo alegado é reduzir o custo do Tesouro Nacional com subsídios, o que, a médio e longo prazo, tenderia a derrubar universalmente os juros do país, aperfeiçoando a alocação de capital e dando maior suporte ao crescimento econômico.

A tese busca suporte fático no desvio de finalidade havido em muitos empréstimos do BNDES nos últimos anos. E isso de fato ocorreu: no governo Dilma, por exemplo, mais de R$ 600 bilhões foram utilizados ao banco para catapultar empresas ou disseminar a concessão de juros mais módicos. Companhias selecionadas e grandes conglomerados acabaram beneficiados com critérios pouco transparentes. Além disso, essas concessões não geraram resultados macroeconômicos significativos, em nada evitando que o Brasil ingressasse na recessão.

As razões, entretanto, são mais profundas do que essas. E os efeitos, na mesma linha, também estão subdimensionados pelos defensores da ideia. O fato é que o fim da TJLP põe abaixo qualquer sustentação para a construção de uma política industrial no país. Por outro lado, praticamente faz o BNDES perder o sentido da sua existência. Por fim, vai totalmente ao encontro de interesses de representantes do setor financeiro, que além de serem os maiores beneficiados pela mudança, sempre desejaram o fim do banco público de fomento. O que querem, na verdade, é que esses financiamentos migrem para suas carteiras de negócios.

A pretexto de corrigir distorções, que realmente ocorreram, o setor público estaria destruindo um dos mecanismos mais efetivos de ativação do desenvolvimento. Esta é daquelas medidas que, ao invés de curar a doença, acaba matando o doente. Ora, tirar o pouco oxigênio que ainda resta ao setor produtivo é exatamente jogar contra sua recuperação. Simples assim.

O impacto dessa alteração é significativo na indústria de bens de capital, por exemplo. Segundo João Carlos Marchesan, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), na hipótese de alinhamento da TJLP com as taxas de mercado, o custo do financiamento produtivo subiria dos atuais 14,7% ao ano para 18%, o que corresponderia a um impacto de cerca de 10% no preço dos equipamentos. Não preciso dizer que esse custo, gradativamente, será repassado ao consumidor. Por trás desse manto de boas intenções, portanto, sai dinheiro da população e aumenta a remuneração do capital financeiro. E a desindustrialização só se agrava.

O ano de 2017 deverá fechar com apenas 15% do PIB em investimento. Ora, em vez de facilitar e promover a dinâmica do crescimento – tudo o que o país precisa neste momento –, a equipe econômica apresenta uma proposta que vai justamente no sentido contrário. E escreve aqui quem sempre elogiou os nomes e a capacidade técnica do atual time do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Há muito mais acertos do que erros no pacote de ações que estão sendo tomadas, tanto que o ambiente de confiança, aos poucos, vem se recuperado. Mas também sempre ponderei e alertei que, ao lado do necessário ajuste fiscal, não poderíamos cair numa lógica meramente rentista ou financista – como quer o setor financeiro. Nesse caso em que aqui trago, é justamente isso que está acontecendo.

Que se investigue, profunda e transparentemente, todos os empréstimos concedidos pelo BNDES nos últimos anos. Concordo que há uma caixa-preta a ser aberta nesse meio, mas isso não pode ser pretexto para o fim do subsídio estatal às políticas de desenvolvimento. Como ocorre em quase todos os países desenvolvidos, quando o sistema de crédito privado não se dispõe a financiar investimentos com retornos sociais, é o setor financeiro público que desempenha essa função. Sem isso, não há política industrial. Como disse, esse é o sentido e a função relevante dos bancos de fomento – que devem ser protegidos por uma gestão séria e responsável.

Querem baixar os juros? Então que continuem reduzindo a Selic, pois a diminuição da taxa básica realmente implicará na queda de todo o custo do mercado. O que não dá para aceitar é que se aumente o financiamento da produção em troca de uma crença vã de que isso gerará diminuição de juros logo adiante. Precisamos ficar vigilantes e agir contra essa proposta. Afinal, é hora de promover o desenvolvimento, não de travá-lo.

Germano Rigotto é ex-governador do Rio Grande Sul, presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e diretor de Ação Política da ABIMAQ

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Na ACSP, presidente do BNDES anuncia foco em MPEs e programa que vai liberar crédito em 7 segundos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, fez palestra hoje na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Ele falou durante sessão plenária da ACSP em conjunto com reunião do Conselho Político e Social (COPS) da entidade.

“Estou aqui hoje para fazermos o que deve ser, na realidade, um diálogo entre as várias coordenadorias de economia e política que aqui se reúnem”, disse Rabello. Ele focou sua apresentação em medidas de incentivo para as micro e pequenas empresas, lembrando que grande parte dos projetos que o BNDES pretende implementar já está fincada no passado, como o Programa de Financiamento às Pequenas e Médias Empresas (Fipeme), o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec) e o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep), criados na década de 1960. “Quanto mais nós temos boas ideias, descobrimos que elas são excelentes, mas não são novas”, frisou.

Rabello mostrou e analisou a evolução dos desembolsos do BNDES de 2001 a 2016 e a dinâmica das carteiras de crédito entre bancos públicos e privados de janeiro de 2011 a maio de 2017. Para ele, a desaceleração econômica brasileira é puxada pela retração do investimento, pelo baixo índice de confiança da indústria e pela elevada ociosidade. O presidente do BNDES também lembrou que, a partir do final de 2016, o crédito a pessoa jurídica sofreu forte contração e que a queda das carteiras PJs é generalizada.

“Nós temos que ter um pacto em favor de uma gestão pelos próximos quatro anos, que seja digna da comemoração que faremos em 7 de setembro de 2021 e seja um novo grito do Ipiranga”, afirmou.

Giro Pré-Aprovado

Ele adiantou que, no dia 25/8, o BNDES vai lançar o programa Giro Pré-Aprovado, linha de crédito facilitada para capital de giro. Micro, pequenas e médias empresas obterão o crédito com base no cadastro que já têm no BNDES, sem precisar esperar que o banco particular ou público envie uma cópia do cadastro à instituição de fomento. Segundo Rabello, o empreendedor vai saber em até sete segundos se foi contemplado pelo empréstimo do novo programa.
Cinema

O cineasta Bruno Barreto participou da reunião. Com financiamento do BNDES, ele está produzindo um filme sobre expedição de Candido Rondon e Theodore Roosevelt na Amazônia. “São Paulo é hoje o principal centro produtor de audiovisual do País. É a capital cultural do Brasil e não mais o Rio de Janeiro. Apesar da crise, o nosso setor ? produção de séries para TV e outros ? está a pleno emprego por causa da Amazon e da Netflix”, declarou. Ele atentou para a necessidade de regulação no setor a partir da prática. “Eu, como membro do Conselho Superior de Cinema, estou lutando em Brasília para que essa febre regulatória não afugente a Netflix, a Amazon e outras plataformas”.

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, criticou o cenário atual de crédito para as micro e pequenas empresas. “O crédito não chega na ponta porque os canais estão obliterados. Essa é a nossa discussão dentro do BNDES, pois 83% do universo de pequenas empresas não têm acesso ao sistema bancário e se viram de forma alternativa”.

Ele lembrou que as MPEs representam 98% do universo de empresas no Brasil e que o Microempreendedor Individual (MEI) é “o maior fenômeno de inclusão econômica e social do mundo na atualidade”.

“Estou muito satisfeito em ter aqui conosco uma pessoa que vai contribuir para sairmos desse estado que não nos alegra. Também é preciso que cada um de nós, brasileiros, assumamos a nossa parcela de responsabilidade com o País”, disse Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Participaram do evento Jorge Bornhausen, coordenador do COPS/ACSP; Alfredo Cotait, vice-presidente da entidade; Roberto Macedo, coordenador do Conselho de Economia da Associação; Robert Schoueri, membro do Conselho Superior da ACSP. Uma turma de estudantes do curso de administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) também acompanhou o evento, além de empresários, integrantes do COPS e dirigentes da ACSP.

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Senior Solution levanta R$ 23,4 milhões em financiamento do BNDES

A Senior Solution (B3: SNSL3), líder em desenvolvimento de softwares para o setor financeiro no Brasil, anuncia que o Conselho de Administração aprovou a obtenção de um novo financiamento perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, no valor de R$ 23,4 milhões. O banco é um importante parceiro financeiro há 15 anos, e apoiou diversos projetos estratégicos nesse período.

Segundo Thiago Rocha, Diretor de Relações com Investidores, os recursos serão utilizados para acelerar o crescimento orgânico da empresa. A maioria dos dispêndios serão voltados à linha de pesquisa e desenvolvimento. “Desde o IPO realizamos quatro aquisições. Vamos acelerar a evolução de alguns produtos e integrar as soluções que adicionamos com essas aquisições. Estamos construindo uma suite imbatível para o setor financeiro brasileiro”, afirma o executivo.

Além disso, uma parcela dos dispêndios será destinada à comercialização das soluções. Para Rocha, a aquisição da attps abriu inúmeras oportunidades de cross sell nos segmentos de bancos e fundações, algumas das quais já se concretizaram. “Acreditamos nesse modelo de crescimento, porque nossos clientes preferem as soluções one-stop-shop. Os dispêndios também nos ajudarão a intensificar a abordagem comercial”, complementa.

O financiamento possui carência de 30 meses, prazo de amortização de 48 meses e custo correspondente à TJLP + 2,0% a.a, condições atrativas em comparação com as linhas bancárias comerciais. “A futura liberação dos recursos nos ajudará a recompor o saldo de caixa, reduzido em novembro de 2016 com a aquisição da attps. Indiretamente, isso amplia a folga financeira necessária para retomarmos as aquisições”, conclui.

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A indústria de máquinas e o BNDES – Por João Marchesan

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Ninguém compra máquinas por uma questão de status. Como também ninguém compra equipamentos porque o dólar está baixo, ao contrário do que afirmam por ai, mesmo porquê câmbio baixo significa preço menor nos produtos que fabricamos, o que reduz a rentabilidade da indústria.

O Real apreciado, na realidade, causa basicamente a substituição de máquinas e equipamentos nacionais por importados. E, se no limite, o câmbio for muito favorável à importação, o industrial em vez de importar máquinas passa a importar o produto final. Foi isto que, salvo breves períodos, ocorreu nos últimos 15 anos.

Máquinas, normalmente, não são produtos de prateleira. Precisam ser encomendadas e enfrentam longos ciclos de produção para chegar ao seu destino final. São compradas por necessidade, quando há perspectivas de continuidade da demanda e da rentabilidade, no mercado interno e/ou na exportação.

São compradas para produzir mais e de forma mais eficiente, de modo a gerar receita e lucro suficiente para se pagarem. Por isto mesmo são, habitualmente, financiadas em prazos dilatados, de modo que o caixa por elas gerado permita pagar o equipamento ao longo do tempo e ainda deixar alguma margem para a empresa.

Por causa disso, o custo do financiamento é crítico para viabilizar o investimento. Considerando que o lucro médio das indústrias, nos bons tempos em que tinham lucro, girava ao redor de 12% sobre o patrimônio, que inclui o valor dos equipamentos, é óbvio que o custo do financiamento não deveria superar a estes mesmos 12%.

Ora, no Brasil, os bancos não só não oferecem financiamento nos prazos necessários, de cinco anos ou mais, mas, além disso, cobram juros muito superiores ao retorno das empresas, fazendo com que o financiamento bancário, em vez de ser um instrumento de alavancagem da produção, seja um óbice ao investimento.

Outra alternativa, muito usada nos países desenvolvidos, é buscar recursos para investir no mercado de capitais. Entretanto, no Brasil, nosso mercado de capitais, obrigado a oferecer rentabilidade superior ao da remuneração dos títulos públicos, ou seja, da Selic, tem, normalmente, custos acima da rentabilidade da indústria.

Neste contexto fica patente a importância do papel do BNDES como banco de fomento, por ser o único banco de todo nosso sistema financeiro capaz de fornecer recursos com prazos de amortização adequados e a custos compatíveis com as margens do investimento produtivo.

Criticar o BNDES por cumprir este papel e querer encarecer seu funding obrigando-o a captar no mercado, concorrendo com títulos da dívida pública de governos que não primam pelo equilíbrio das contas públicas, pode interessar ao setor financeiro mas, certamente, não interessa ao Brasil.

Nós não pleiteamos favores, mesmo porque, hoje, um financiamento BNDES via Finame para comprar uma máquina já custa ao investidor juros superiores a 15% ao ano, para uma inflação que está rodando abaixo de 4% ao ano. Fica difícil, nessas circunstâncias, se falar de subsídios para o investimento produtivo.

Queremos apenas isonomia para concorrer, em condições de igualdade, com os fabricantes externos. Queremos, juros civilizados, crédito adequado, câmbio competitivo e um sistema tributário simples e equitativo, que não deixe um resíduo de mais de seis pontos percentuais de impostos não recuperáveis dentro de nossos preços.

João Marchesan é presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

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