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NIC.br lança estudo sobre a qualidade da banda larga no Brasil

A qualidade da conexão à Internet entregue em diferentes regiões e estados brasileiros, assim como oferta, demanda e custo da conectividade no País são tema do livro “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet”, lançado nesta quinta-feira (28) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (Ceptro.br), ambos do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A publicação foi apresentada hoje (28/6) durante o “4º Encontro Interministerial – Diálogo sobre políticas públicas e indicadores TIC”, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Brasília (DF).

O novo volume da série “Cadernos NIC.br – Estudos Setoriais” traz uma análise dos dados coletados por meio do Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) e de diversas pesquisas realizadas pelo Cetic.br em um período de quatro anos (2013 a 2016), fornecendo insumos sobre a situação da qualidade da banda larga no país.

Este é o primeiro estudo do NIC.br que utiliza fontes de Big Data, a partir das informações geradas pelos usuários que fizeram medições através do Simet. “O uso de fontes alternativas de dados, como é o caso dos chamados Big Data, representa uma inovação metodológica de alta relevância e está alinhado com o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Órgãos de estatística em todo o mundo têm se esforçado para garantir o acesso a essas bases e para avaliar seu uso como fonte de informação relevante para a construção de indicadores sociais e econômicos de interesse público”, reforça Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Resultados do Simet

Os resultados inéditos do Simet são apresentados na publicação a partir da comparação entre regiões do país e também do desempenho de 13 unidades da federação: aquelas que tiveram o maior volume de registros de medição aferidos entre 2013 e 2016, que também são as unidades de maior contingente populacional. “É fundamental lembrar que o Simet realiza medições de qualidade diretamente nas conexões de banda larga a partir da infraestrutura do NIC.br, de forma totalmente independente, acionada pelo usuário. Todos os testes realizados percorrem um trajeto da rede testada até um ponto neutro, sem que redes de terceiros interfiram nas medições. Dessa forma, os dados produzidos pelos produtos do Simet fornecem informações relevantes para subsidiar decisões sobre melhoria contínua das redes de acesso por parte dos provedores de acesso à Internet e também dos demais sistemas autônomos (Autonomous Systems – AS)”, destaca Milton Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.

No que se refere à velocidade aferida, o estudo revelou uma redução nas disparidades observadas entre as regiões, especialmente com o crescimento dos números aferidos no Norte e Nordeste, que tiveram o pior desempenho em 2013. Entre 2014 e 2016, as diferenças entre as regiões caíram – no Nordeste, por exemplo, a diferença, que era de -44%, em 2014, passou para -3%, em 2016. O estudo também aponta estabilidade nos resultados observados na região Sudeste.

No que se refere à latência (o tempo de trânsito das informações em uma conexão), verificou-se uma diminuição. Ao longo de toda a série histórica analisada, Norte e Nordeste apresentaram resultados altos para esse indicador e pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. Em 2013, esse índice no Norte era quase cinco vezes maior que o do Sudeste – e, ao final do período analisado, 3,6 vezes maior.

Os estados que tiveram as melhores avaliações, de acordo com a análise dos resultados de velocidade e latência entre 2013 e 2016, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. O estudo chama atenção para as diferenças entre eles: São Paulo, em 2016, apresentou resultados de velocidade quase cinco vezes maior e de latência quase duas vezes menor do que o Pará, o que representa conexões com maior velocidade e mais estabilidade. No ano de 2016, com exceção de Pará, Bahia e Goiás, todos os estados apresentaram melhor desempenho de velocidade TCP download na comparação com o conjunto total de 2013.

Resultados das pesquisas do Cetic.br

A publicação “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet” também reúne resultados de diferentes pesquisas conduzidas pelo Cetic.br entre os anos de 2013 e 2016. São elas: TIC Domicílios, TIC Empresas, TIC Educação, TIC Governo Eletrônico, TIC Saúde e TIC Provedores.

A comparação entre instituições de diferentes setores com conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica mostra que, no setor público, os órgãos estaduais e federais se destacam, com acesso quase universal à conexão banda larga via cabo ou fibra óptica (96%). O cenário é distinto daquele verificado entre as prefeituras (69%), empresas brasileiras (64%) e estabelecimentos de saúde (63% daqueles que são públicos). Já nas escolas do país situadas em áreas urbanas, menos da metade possuía conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica (41% das escolas públicas).

Já em relação à velocidade da principal conexão utilizada, 40% das empresas declararam ter conexões acima de 10 Mbps em 2015, proporção que foi de somente 26% entre estabelecimentos de saúde e de apenas de 11% entre escolas. O crescimento de conexões acima de 10Mbps mostrou-se desigual entre 2013 e 2015: entre as escolas, subiu de 8% para 11%, um crescimento relativo de 37%; na saúde, cresceu 136%, passando de 11% para 26%; já entre as empresas, o crescimento foi de 66% (de 24% para 40%).

O estudo observou ainda que, entre 2013 e 2016, houve um crescimento das conexões móveis nos domicílios de classes C e, especialmente, DE. “Os dados e indicadores analisados nesta publicação, sob uma perspectiva da demanda e oferta, apontam que as políticas públicas devem buscar superar desigualdades que estão fundamentadas na maior parte das fontes de análise – sobretudo nas questões regionais –, mas também aquelas relacionadas aos diferentes atores que usufruem e proveem o acesso à Internet banda larga de qualidade, gerando, assim, um ambiente de infraestrutura tecnológica propício para o desenvolvimento econômico e social”, comenta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

O estudo está disponível na íntegra no endereço: http://cetic.br/publicacao/banda-larga-no-brasil-um-estudo-sobre-a-evolucao-do-acesso-e-da-qualidade-das-conexoes-a-internet/

Acesse também todas as pesquisas do Cetic.br: http://cetic.br/pesquisas/. Faça o teste do desempenho da sua conexão e informe-se sobre as soluções do Simet: http://simet.nic.br/.

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A banda larga para voos será um mercado de 130 bilhões de dólares em 2035

As companhias aéreas devem se beneficiar de receitas significativas no crescimento de comércio eletrônico, publicidade e conteúdo premium viabilizado por banda larga

A London School of Economics and Political Science prevê que companhias aéreas da América Latina irão gerar US$1,9 bilhão de ganhos incrementais

26 de setembro de 2017: a banda larga a bordo tem o potencial de criar um mercado global de 130 bilhões de dólares nos próximos 20 anos, resultando em uma receita adicional de US$ 1,9 bilhão para as companhias aéreas da América Latina. Esta é a conclusão de uma pesquisa de estudo inédita ‘Sky High Economics: Quantifying the commercial opportunities of passenger connectivity for the global airline industry’ (em português, Economia do Céu: quantificação de oportunidades comerciais de conectividade para passageiros para a indústria aérea global), realizada pela London School of Economics and Political Science (LSE) em associação com a Inmarsat (LSE: ISAT. L), a fornecedora líder no mundo de comunicações globais móveis via satélite.

Potencial de mercado

Com base em dados atuais da IATA e fontes da indústria, o estudo Sky High Economics desenvolveu um modelo de previsão independente. O modelo prevê que os rendimentos complementares viabilizados por banda larga para as companhias aéreas terão quatro principais fluxos de receita:

• Cobranças para o acesso à banda larga – oferecer conectividade para passageiros a bordo

• Comércio eletrônico e “destination shopping” – fazer compras a bordo de aeronaves com maior leque de produtos e ofertas em tempo real

• Publicidade – pagamento-por-clique, impressões, acordos de patrocínio com anunciantes

• Conteúdo premium – oferecer conteúdo ao vivo, vídeo por demanda e pacote de acesso W-IFEC

Atualmente, apenas cerca de 53 de uma estimativa de 5000 companhias aéreas em todo o mundo oferecem conectividade de banda larga a bordo. Seguindo a forte demanda por parte de passageiros, a internet a bordo estará amplamente difundida em aviões comerciais até 2035. Atualmente, as companhias aéreas recebem um adicional de 17 dólares por passageiro por serviços complementares ‘tradicionais’, como compras ‘duty free’ e vendas de varejo, alimentos e bebidas a bordo. As receitas complementares viabilizadas por banda larga irão acrescentar um adicional de 4 dólares até 2035.

Vetores de crescimento

As operadoras de serviço completo pretendem reivindicar a maior parte das receitas de companhias aéreas (63%), gerando 19 bilhões de dólares até 2035. Com as maiores oportunidades obtidas nos tempos de voo mais longos, a receita adicional virá da capacidade de maximizar as plataformas de comércio eletrônico e de acordos com provedores de conteúdo para oferecer pacotes premium. O estudo ‘Sky High Economics’ prevê que as operadoras de baixo custo irão gerar 11 bilhões de dólares até 2035, sendo que a maior parte virá da venda de conectividade para os passageiros.

Diferenças regionais

A pesquisa também identificou que em termos regionais, a maior oportunidade para serviços adicionais viabilizados por banda larga está na região Ásia-Pacífico. Impulsionadas pelo crescimento do número de passageiros e pela disponibilidade de serviços, as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico irão se beneficiar de 10,3 bilhões dólares em receitas complementares até 2035, seguidas pelas companhias da Europa (8,2 bilhões de dólares) e América do Norte (7,6 bilhões de dólares). A América Latina se beneficiará com US$ 1,9 bilhão de dólares, Oriente Médio com US$ 1,3 bilhão e África com US$ 590 milhões.

O Dr. Alexander Grous (B. Ec, MBA, M.Com, MA, PhD.), do Departamento de Mídia e Comunicações, LSE e autor de Sky High Economics disse: “A oportunidade disponível às companhias aéreas é enorme. O estudo Sky High Economics prevê a criação de um mercado de 130 bilhões de dólares nas próximas duas décadas. Se as companhias aéreas, globalmente, puderem oferecer uma conexão de banda larga confiável, isso será o catalisador para a implementação de pacotes mais criativos de publicidade, conteúdo e comércio eletrônico. Veremos acordos de negócio inovadores serem feitos, parcerias serem formadas e modelos de negócios serem fundamentalmente modificados para que novos participantes tenham oportunidades nos 100 bilhões de dólares das companhias aéreas. A receita complementar viabilizada por banda larga tem o potencial de criar um novo mercado e é algo que as companhias aéreas precisam planejar agora.”

Frederik van Essen, vice-presidente senior de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Inmarsat Aviation, comentou: “A medida que começarem a agir mais como varejistas, as companhias aéreas perceberão os benefícios de eliminar a lacuna da conectividade a bordo. Isso resultará no desbloqueio de 15 bilhões de dólares por ano em receitas complementares adicionais na próxima década e será uma das maiores fontes de crescimento. A chave para este potencial e a obtenção de receitas eventuais de 30 bilhões de dólares, é a internet rápida e de alta qualidade a bordo que seja confiável e sem interrupções.”

A Inmarsat está transformando a indústria da aviação global trazendo conectividade plena para cada aeronave e rota de voo no mundo. A Inmarst é a primeira e única operadora com uma completa rede de satélite de alta produtividade (HTS) de próxima geração abrangendo o mundo todo. A Inmarsat é também a única operadora de banda larga de aviação capaz de conectar a aeronave completa desde a cabine de passageiros até a cabine de comando. As soluções para passageiros oferecidas pela Inmarsat são líderes no mundo e complementadas por seus serviços de operações e segurança certificados pelos padrões da indústria. O ‘GX Aviation’ é o primeiro serviço global de banda larga de alta velocidade a bordo no mundo a partir de uma única operadora. Isto permite que passageiros de companhias aéreas naveguem na internet, transmitam vídeos, verifiquem mídias sociais e muito mais durante os voos, com uma experiência de conectividade a bordo comparável aos serviços de banda larga móvel disponíveis em terra.

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Falta de estrutura de internet impede avanço das tecnologias educacionais nas escolas públicas brasileiras

Segundo pesquisa da Matific com 537 professores no Brasil, ausência de banda larga é apontada por 60% dos entrevistados como o principal entrave para o uso de plataformas digitais no ensino fundamental

A falta de estrutura de internet e banda larga é apontada como o principal entrave para o avanço das tecnologias educacionais nas escolas públicas do Brasil, sobretudo no ensino fundamental. É o que dizem 60% dos professores consultados pela Matific, empresa que atua com jogos matemáticos em cerca de 250 colégios públicos e privados no País, desde a educação infantil até o sexto ano.

De acordo com a pesquisa, realizada com 537 professores do ensino fundamental entre junho, julho e agosto deste ano, 60,8% dos entrevistados afirmam que a ausência de banda larga é o principal problema para o uso das tecnologias educacionais no ensino fundamental no País.

Outro problema apontado pelos professores é a falta de computadores e tablets nas salas de informática (49,6%), seguido por falta de capacitação de docentes para usar tecnologias de ensino (46,6%), ausência de laboratório de informática (30,4%) e inexistência de política de incentivo da escola para o uso de tecnologias.

A pesquisa mostra, por outro lado, que 98,3% dos professores aceitariam usar plataformas tecnológicas para complementar o cronograma de aulas, embora 42,3% afirmem não receber treinamento algum do colégio nesta área. Porém, apenas 8% dizem ter dificuldade em utilizar sistemas digitais em salas de aula.

Do total de professores pesquisados, 58,3% atuam na rede pública de ensino, 35,4% são do setor privado e 6,3% dão aulas em ambos.

Principais dificuldades para o uso de tecnologias no ensino fundamental, segundo os professores

• Falta de laboratório de informática: 30,4 %
• Falta de estrutura de internet (banda larga): 60,8 %
• Falta de computadores e tablets: 49,6 %
• Falta de política de incentivo da escola para o uso de tecnologias educacionais: 33,4 %
• Falta de capacitação de professores para usar a tecnologia: 46,6 %
• Tenho dificuldade em lidar com tecnologia: 8,0 %
• Não vejo e/ou não tenho nenhuma dificuldade: 17,0 %
• Outros: 11,4%

Metade dos alunos tem dificuldade com matemática

Outra pesquisa da Matific mostrou que a dificuldade no aprendizado da matemática afeta mais da metade dos alunos da rede pública de ensino no Brasil, desde a educação infantil até o sexto ano. Segundo levantamento na plataforma da empresa com quase 36 mil estudantes, 58,6%% dos discentes matriculados no ensino fundamental estão abaixo da média na disciplina.

O estudo foi feito com base no desempenho dos alunos dentro da plataforma Matific, sistema de jogos matemáticos utilizado por cerca de 100 mil estudantes brasileiros, de 250 colégios públicos e privados em todo o País.

A pesquisa considerou o volume de erros e acertos apresentados nos primeiros seis meses pelos alunos de 4 a 11 anos nos exercícios digitais aplicados em salas de aula, de janeiro a julho de 2017. A plataforma conta com 1,6 mil jogos educacionais de matemática e possui uma média de 50 mil jogos executados por dia nos colégios brasileiros.

Já nos colégios particulares, o desempenho dos alunos não diferente muito do verificado na rede pública. O levantamento mostra que 41,1% dos estudantes também apresentam desempenho abaixo da média em matemática.

Por outro lado, quase 14% dos alunos da rede particular tiveram desempenho máximo, com quase 100% de acerto nos exercícios propostos. E, nos colégios públicos, a nota máxima foi obtida por cerca de 8% dos estudantes.

Para a psicopedagoga Ana Paula Carmagnani, consultora da Matific Brasil, o estudo mostra um cenário preocupante da matemática no Brasil, que se assemelha muito com os dados de avaliações oficiais do governo. “Se o ensino da matemática continuar baseado em decorar e memorizar, os alunos continuarão a ter desempenhos abaixo da média”, comenta.

“Tecnologias como a da Matific promovem uma aprendizagem mais profunda, pois, além de engajá-los em situações cotidianas, estimulam a curiosidade, a exploração, o raciocínio lógico e a aprendizagem pela descoberta, em um ambiente lúdico e interativo”, acrescenta.

Ana Paula lembra ainda que os jogos educacionais fornecem aos professores dados de desempenho de seus alunos em tempo real. “Isso permite que o professor personalize as atividades de acordo com o momento de aprendizagem de cada aluno”, conclui.

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Banda Larga Móvel e “internet sem computador” predominam em domicílios brasileiros, aponta pesquisa

O número de domicílios conectados por meio de banda fixa mantém-se estável no Brasil. É o que aponta a pesquisa TIC Domicílios 2016, divulgada nesta terça-feira (05) pelo CGI.br, NIC.br Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A banda larga fixa é o tipo de conexão utilizada por 23 milhões dos domicílios, mesmo patamar de 2015.

O acesso à Internet móvel, por sua vez, tem se destacado. A banda larga móvel é a principal forma de conexão para um quarto dos domicílios brasileiros com acesso à Internet, estando presente em 9,3 milhões de domicílios. Entre as residências conectadas, as conexões móveis são encontradas em maiores proporções nas classes D/E, na região Norte e nas áreas rurais.

A pesquisa também revela que a proporção de domicílios com acesso à Internet, mas sem computador dobrou em dois anos, passando de 7%, em 2014, para 14% em 2016 – o equivalente a 4,4 milhões de domicílios. “Os resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel, contudo, ocorre com maior intensidade entre os domicílios das classes sociais menos favorecidas e em regiões que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita, como é o caso da região Norte e das áreas rurais”, enfatiza Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Conectados x desconectados

No Brasil, 54% dos domicílios estão conectados à Internet, o que representa 36,7 milhões de residências – um crescimento de três pontos percentuais em relação a 2015. Os padrões de desigualdade revelados pela série histórica da pesquisa persistem: apenas 23% dos domicílios das classes D/E estão conectados à Internet, enquanto em áreas rurais esta proporção é de 26%. O acesso à Internet está mais presente em domicílios de áreas urbanas (59%), e nas classes A (98%) e B (91%).

A pesquisa revela ainda que em 18% das residências conectadas a Internet também é utilizada pelo domicílio vizinho. Essa prática de compartilhamento da conexão à Internet é mais comum em domicílios localizados em áreas rurais (30%) e na região Nordeste (28%).

A TIC Domicílios 2016 também traz um indicador sobre o principal motivo para a falta de Internet nos domicílios no Brasil: 26% dos domicílios desconectados afirmam que a conexão é cara, enquanto 18% mencionam falta de interesse.

Dispositivos de acesso e tipo de conexão

A pesquisa TIC Domicílios 2016 aponta que o uso da Internet por indivíduos de 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milhões usuários de Internet.

A pesquisa confirma a tendência, já revelada na edição de 2015, de avanço do celular como principal dispositivo de acesso à rede. Em 2016, 93% dos usuários de Internet utilizaram o celular para navegar na rede, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. Em contrapartida, foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por meio de computador: 80% dos usuários em 2014 e 57% dos usuários de Internet em 2016.

O principal local de acesso à Internet continua sendo o próprio domicílio (92%) e a proporção de usuários que acessam a Internet na casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) segue relevante (60%).

Entre os usuários de Internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão mais mencionado: 86% dos usuários afirmam utilizar o Wi-Fi, enquanto 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Além disso, um em cada quatro usuários afirma ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi (25%), hábito que é mais comum entre os de 10 a 15 anos (42%). Outros 11% acessam apenas por redes 3G ou 4G, proporção que é maior entre os de classes D/E (18%).

Atividades realizadas na rede

Já no que diz respeito às atividades on-line, as mais mencionadas continuam sendo o uso da Internet para envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%) – proporções que se mantém estáveis em relação à edição anterior da pesquisa. Em 2016, observou-se que 17% dos usuários usam a Internet para divulgar ou vender produtos ou serviços, enquanto essa proporção era de apenas 7% em 2012.

A pesquisa TIC Domicílios 2016 também mostra que há diferenças quanto ao consumo de bens culturais on-line entre os residentes em áreas urbanas e rurais. Enquanto 70% dos usuários de Internet de áreas urbanas afirmam assistir a vídeos, programas, filmes ou séries on-line, essa proporção é de 56% nas áreas rurais. Ouvir música on-line é uma atividade realizada por 64% dos usuários de áreas urbanas e 53% de áreas rurais. “O indicador revela a existência de desigualdades também quanto ao tipo de atividade realizada pelos usuários a depender de condições de infraestrutura, sobretudo, quando se trata de aplicações que requerem velocidades de banda mais alta, como é o caso de streaming de vídeo. Esse é mais um ponto importante para garantir uma plena inclusão digital”, ressalta Barbosa.

Em sua 12ª edição, o estudo realizou entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2016 e junho de 2017 com o objetivo de medir o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos domicílios, o acesso individual a computadores e à Internet, atividades desenvolvidas na rede, entre outros indicadores.

Para acessar a TIC Domicílios 2016 na íntegra, assim como rever a série histórica, visite http://cetic.br/. Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados disponível em: http://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_DOM.

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Operadoras móveis se movimentam para a conexão 5G no Brasil

A quinta geração de conectividade móvel será tema de debate do Futurecom 2017

“Cada habitante do país terá um smartphone até o fim deste ano”, segundo dados levantados pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) na 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas. Com o avanço da tecnologia dos gráficos, softwares, óculos e fones de ouvido – além do desenvolvimento das aplicações que proporcionarão novas experiências baseadas em realidade aumentada –, a conexão em 5G é um recurso cada vez mais desejado.

Mesmo que toda essa velocidade ainda não esteja à disposição do público brasileiro, as operadoras de telecomunicações começam a mensurar os investimentos necessários. Ou seja, a questão começa bem antes de os likes e shares rolarem nos celulares por aí. O Futurecom 2017 vai discutir em profundidade o tema, a começar com o painel “Como abrir Caminhos para o 5G chegar ao Brasil?”. Para mediar o painel, a jornalista Christiane Pelajo, da Globo News, no dia 04 de outubro, às 11h, no auditório Brasil.

Um recente relatório da SNS Research indica que as operadoras móveis vão ter de investir mais de 21 bilhões de dólares por ano quando tiver início a implementação das tecnologias padronizadas para o 5G. E a previsão é de que estes aportes terão de ser iniciados já em 2019. Existem dados que comprovam que ao menos 25 operadoras em 15 países já realizam demonstrações de 5G ou participam de testes com a nova tecnologia.

Mas e quanto ao Brasil? O que o público local pode esperar e para quando deve ficar a chegada do 5G às nossas terras? Em 2016, uma demo ao vivo demonstrou pela primeira vez o 5G funcionando na América Latina durante o Futurecom. A estimativa mais aceita é a de que em 2020 já começem a surgir os primeiros aparelhos prontos para a conexão ultrarrápida prometida pelo 5G (de até 20 gigabytes por segundo, contra o máximo de 1 gigabyte por segundo do atual 4G). Na prática isso deve representar um aumento no uso de recursos como, por exemplo, a realidade aumentada, que exige um fluxo mais alto e constante de dados para funcionar perfeitamente. Discute-se inclusive cases da internet residencial sobre as redes de nova geração 5G e não sobre o tradicional Wi-Fi na banda larga fixa.

Enquanto os benefícios operacionais não chegam ao público, o Futurecom 2017 explora as questões que ainda separam o Brasil da certeza de um 5G plenamente estabelecido nos próximos anos. O evento busca levantar todos os pontos de impacto para que a tecnologia chegue aos brasileiros o quanto antes, além de apresentar quais as grandes mudanças que esta apresentará quando comparada ao 4G.

“É imprescindível que seja aprovada o mais rápido possível o PLC 79 [altera o marco legal de telecomunicações], de modo a criar um ambiente adequado a maiores investimentos e a um novo ciclo de desenvolvimento do nosso setor”, afirma Laudálio Veiga Filho, presidente do Futurecom.

5G também será explorado por vários painelistas durante o congresso. Confira a agenda do congresso nos links:

http://agenda.futurecom.com.br/pt/2017/2 e https://www.futurecom.com.br/pt/congresso/paineis-de-debates-2017.html

Futurecom 2017
Quando: de 02 a 05 de outubro de 2017, das 9h às 20h
Onde: Transamérica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
Informações: www.futurecom.com.br
Programação: futurecom.com.br/pt/o-evento/programacao-geral.html

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Wi-Fi pode definir escolha de companhia aérea por passageiro, aponta pesquisa

Banda larga a bordo está mudando a indústria de aviação e revolucionando as expectativas de passageiros sobre a experiência a bordo. Esta é a conclusão da terceira versão da Pesquisa de Conectividade a Bordo, publicada hoje pela Inmarsat (LSE: ISAT.L), fornecedora líder mundial de serviços globais de comunicações móveis por satélite, em associação com a companhia de pesquisa de mercado GfK.

Para uma vasta maioria dos entrevistados, os passageiros, agora, esperam ter os mesmos níveis de conectividade e acesso a serviços online que recebem no solo enquanto estão a 30 mil pés. Por esta razão, 53% de passageiros brasileiros dizem que ter Wi-Fi a bordo agora é uma necessidade em vez de um luxo. A maioria (52%) dos passageiros brasileiros que tem experimentado Wi-Fi de alta qualidade a bordo o valorizam mais do que entretenimento a bordo ao escolher uma companhia aérea.

Com companhias aéreas em todos os mercados correndo para instalar ou atualizar sua oferta de Wi-Fi, passageiros terão a opção de escolher uma companhia aérea que ofereça banda larga de alta qualidade e, em breve, virarão as costas às companhias aéreas que não oferecem este serviço. Quase a metade dos entrevistados globalmente (44%) revelou que deixariam de usar sua companhia aérea preferida durante o próximo ano caso essa não passe a oferecer conectividade que os permita navegar online sem interrupção.

A habilidade de conectar dispositivos pessoais como smartphones, laptops e tablets agora situa-se entre as três primeiras prioridades de 40% dos passageiros que tem experimentado Wi-Fi de alta qualidade quando escolhem uma companhia aérea, atrás apenas do preço da passagem (53%) e horário dos voos (44%).

Esta pesquisa reflete as respostas de 9 mil passageiros aéreos de 18 países da Europa, do Oriente Médio, da Ásia Pacífico, da América do Norte e da América Latina. Esta é a maior pesquisa mundial do seu gênero.

Raymundo Villar, Diretor Regional da América Latina na Inmarsat Aviation, comenta: “Wi-Fi de alta qualidade a bordo está mudando a maneira de pensar das pessoas ao voar e como elas passam seu tempo no ar. Seja usando o tempo online a bordo para trabalhar, se conectar com a família e amigos, fazendo compras ou assistindo entretenimento, a disponibilidade da banda larga a bordo se tornou um fator importante na escolha de uma companhia aérea.”

E complementa: “A Pesquisa Anual de Conectividade a Bordo tem se tornado um barômetro para os sentimentos dos passageiros. A pesquisa deste ano revela que 53% de passageiros brasileiros acreditam que ter Wi-Fi a bordo é uma necessidade e não mais um luxo. Isto somente vai aumentar à medida em que mais pessoas experimentem a conectividade a bordo. Está claro que a oportunidade que a conectividade proporciona para as companhias aéreas não pode ser subestimada.”

Os destaques da pesquisa do Brasil:

• Mais da metade (53%) dos passageiros brasileiros agora considera ter Wi-Fi a bordo uma necessidade e não um luxo. 52% dos passageiros que tem experimentado um bom Wi-Fi a bordo o considera mais importante do que o entretenimento a bordo ao escolher uma companhia aérea.

• Quase dois terços (62%) dos passageiros brasileiros pagariam por conectividade a bordo nos voos de curta distância. Este número sobe para 80% quando se trata de voos de longa distância (em 2016, apenas 64% dos passageiros no Brasil pagariam por conectividade a bordo nos voos de qualquer duração).

• 41% dos usuários brasileiros de conectividade a bordo que viajam com crianças têm usado mais de um dispositivo quando se conectam com o Wi-Fi a bordo.

• Mais da metade (54%) dos passageiros brasileiros concordam que o Wi-Fi a bordo tira a ansiedade de voar porque podem ficar em contato com as pessoas no solo.

A pesquisa também incluiu entrevistados do restante da América Latina. Para a região, os principais destaques são:

• Os usuários de conectividade latino-americanos consideram ter Wi-Fi a bordo o segundo critério mais importante ao selecionar uma companhia aérea, colocando-o a frente do tempo de voo e do nome da companhia aérea.

• Mais da metade (54%) dos usuários de conectividade latino-americanos, agora, considera ter Wi-Fi a bordo uma necessidade e não um luxo. A mesma porcentagem (54%) dos passageiros latino-americanos que tem experimentado um bom Wi-Fi a bordo o considera mais importante do que o entretenimento a bordo ao escolher uma companhia aérea.

• A maioria (58%) dos pais latino-americanos concordam que “o Wi-Fi a bordo seria como salva-vidas quando viajo com meus filhos”.

• Mais da metade (56%) dos usuários de conectividade latino-americanos que viajam com crianças usam mais de um dispositivo e 40% tem conectado vários dispositivos com o Wi-Fi a bordo.

• A metade (50%) dos usuários da América Latina satisfeitos com a conectividade concordam que a disponibilidade em ter Wi-Fi online melhorou significativamente seus voos de lazer. Essa porcentagem aumenta para 52% nos voos de negócios.

• A maioria (53%) dos passageiros latino-americanos que experimentaram uma conectividade de boa qualidade a bordo o recomendariam a um amigo.

• 54% dos passageiros latino-americanos concordam que “o Wi-Fi tiraria a ansiedade de voar porque poderia ficar em contato com as pessoas no solo”. A porcentagem aumenta para 57 quando os respondentes têm filhos em casa.

A Inmarsat está transformando a indústria global de aviação ao trazer conectividade completa a todas as aeronaves e percurso de voo no mundo. Ela é a primeira e única fornecedora com uma rede de satélite de última geração (da sigla em inglês HTS ─ High-Throughput Satellite) completa de nova geração que atravessa o mundo. A Inmarsat também é a única fornecedora de banda larga da aviação capaz de conectar completamente a aeronave, da cabine ao cockpit. As soluções líderes mundiais de passageiros da Inmarsat são complementadas por seus serviços de segurança de padrão industrial comprovados e serviços operacionais. Os passageiros podem navegar na Internet, transmitir vídeos, checar suas redes sociais durante os voos com uma experiência de conectividade a bordo que está no mesmo nível dos serviços de banda larga disponíveis no solo.

Metodologia: 9 mil passageiros de 18 países da Europa, do Oriente Médio, da Ásia Pacífico, da América do Norte e da América Latina foram entrevistados em fevereiro de 2017. Todos os entrevistados haviam feito um voo durante o ano passado por motivos de negócios ou lazer.

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KEYMILE terá foco em sistemas de banda larga

A KEYMILE fornecerá, a partir de agora, soluções para operadoras de redes de banda larga. Anteriormente, a KEYMILE tinha em seu portfólio sistemas para transmissão de dados e acesso em banda larga a redes de comunicações essenciais. Após a aquisição dos negócios de comunicações essenciais por parte da ABB, a KEYMILE agora está incrementando seu perfil como uma das fornecedoras líderes de sistemas de banda larga. A empresa tem uma presença muito forte no Brasil: equipou aproximadamente um quarto das linhas xDSL no país e tem como meta expandir sua fatia de mercado com seus novos produtos GPON.

A demanda do mercado de banda larga no Brasil continua crescendo a uma velocidade vertiginosa. Com os produtos da KEYMILE, as operadoras de rede podem oferecer a seus clientes finais uma série de serviços de voz e dados de maneira econômica em todos os tipos de arquitetura de rede FTTx. A KEYMILE tem em seu portfólio soluções de VDSL/vectoring e G.fast para utilizar da melhor maneira a infraestrutura de cobre. Com sistemas para conexões ópticas, as operadoras de rede podem criar arquiteturas GPON e P2P com altos níveis de densidade de porta. O IP-MSAN MileGate permite o uso simultâneo de tecnologias de Ethernet/IP e de TDM tradicional, bem como de SDH/PDH, a partir de um único elemento de rede. Isso cria as bases para uma migração econômica de tecnologias anteriores de voz e dados orientadas a conexão para redes baseadas em pacotes.

Empresa de médio porte com uma longa tradição, KEYMILE é especializada em soluções personalizáveis. Os clientes no Brasil gostam da empresa porque ela é uma parceira confiável que se destaca por excepcional flexibilidade, capacidade de ouvir as necessidades dos clientes e abordagem voltada à qualidade. A KEYMILE tem suas próprias instalações de pesquisa, desenvolvimento e produção, bem como um laboratório com certificação de compatibilidade eletromagnética (EMC). Após a venda à ABB dos negócios de redes de comunicações essenciais, a KEYMILE agora pode concentrar totalmente seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento no setor de banda larga. Especificamente, a empresa expandirá seu portfólio e adicionará novas tecnologias, com um foco especial em redes ópticas passivas.

“A KEYMILE oferece excelente suporte e soluções com um portfólio abrangente para operadoras de redes de banda larga em todo o mundo. Nossos clientes confiam em nós porque oferecemos produtos e serviços inovadores de alta qualidade, estamos sempre próximos e os apoiamos em seus planos de expansão de rede”, comentou o CEO da KEYMILE, Rolf Unterberger. “Os negócios de banda larga da KEYMILE geram um crescimento rentável, o que nos deixa preparados para o futuro. Esperamos trabalhar em estreita colaboração com nossos clientes de banda larga.”

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Abranet quer aumentar 10 vezes a capacidade de banda larga dos provedores

Entidade lançou o projeto Brasil Conectado a 100Gbits, que possibilitará aos provedores terem acesso a equipamentos de 100Gb por um custo menor.

Em busca da melhoria da competitividade dos seus associados, a Associação Brasileira de Internet (Abranet) acaba de lançar o projeto “Brasil Conectado a 100 Gigabits” por meio de uma parceriacom as empresasJuniper e Wztech. O objetivo é oferecer condições e preços especiais na aquisição de equipamentos de 100 Gb, com tecnologia de ponta, para alavancar a qualidade da infraestrutura brasileira da rede de internet.

Segundo o presidente da Abranet, Eduardo Parajo, hoje a maioria dos provedores trabalha com conexões de 10 Gb. “O passo mais natural seria migrar para conexões de 40 Gb, mas a relação de custo benefício, no médio prazo, é superior com os equipamentos de 100 Gb”, ressalta. “Apostamos nessa parceria para promover um salto tecnológico entre os provedores”, acrescenta.

Segundo ele, os provedores estão investindo cada vez mais em backbones para atender o aumento da demanda por banda larga. “Há uma necessidade premente de dar maior fluidez ao volume de dados cada vez maior que trafega pela internet”, afirma. Além disso, com 100 Gb, os provedores poderão começar a oferecer e explorar serviços que hoje os usuários de internet não têm, como manager service e IPTV de qualidade.

A Abranet também vem trabalhando para aliviar outros gargalos do setor, como a questão dos meios de pagamento dos serviços de internet, que geram custossignificativos e muita burocracia aos provedores. “Acabamos de fechar uma parceria com a PagSeguro com taxas reduzidas e condições melhores aos nossos associados”, conta Parajo.

O Brasil conta hoje com mais de 100 mil empresas (acesso, conectividade, serviços de TI, aplicativos e conteúdo) no setor. Em 2016, o faturamento delas foi de cerca de R$ 139 bilhões. Em 2015, essa receita correspondeu a 1,51% do faturamento total das empresas brasileiras. Em termos do Produto Interno Bruto, foram gerados R$ 160 bilhões em 2015, o que representou 2,7% do PIB nacional.

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Investimento em banda larga pode adicionar mais de R$ 1,4 trilhão na economia brasileira, diz estudo do BCG

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O crescimento econômico do país está diretamente relacionado ao desenvolvimento do mercado de telecomunicações e à oferta de internet. O impacto potencial da massificação da banda larga seria de R$1,4 trilhão adicional no acumulado de 10 anos, de 2016 a 2025, na economia brasileira. É o que afirma o estudo “10 Princípios Para o Desenho do Novo Modelo Regulatório de Telecomunicações”, lançado esta semana pelo The Boston Consulting Group (BCG).

De acordo com o relatório, a revisão da regulamentação atual, criada com foco em telefonia fixa, é crítica para o Brasil por múltiplas razões: alavanca a produtividade, que se manteve estagnada nas últimas décadas; contribui para o crescimento e desenvolvimento econômico; auxilia na inclusão digital de toda a sociedade; e “pavimenta” o caminho para a inserção do país na economia digital – futuro cada vez mais próximo.

“Daqui a 50 anos, a instalação de infraestrutura de comunicações, na direção de uma sociedade digital, será vista de maneira tão fundamental ao desenvolvimento socioeconômico como foi o processo de eletrificação que ocorreu durante os séculos XIX e XX”, afirma Marcos Aguiar, sócio sênior do BCG e um dos autores do estudo.

O estudo aponta que para universalizar a banda larga fixa (chegando a 90% de cobertura) e expandir a capacidade em banda larga móvel no país serão necessários de R$ 100 a R$ 200 bilhões de investimento – excluindo o custo de manutenção de infraestrutura existente, de aquisição de direitos de passagem e de aquisição de espectro. “Esses investimentos somente se materializarão com uma atuação integrada de governo e iniciativa privada”, destaca Marcos.

A análise do BCG indica que o acesso à internet é crescente, mas ao comparar taxas de penetração e qualidade de serviços, o Brasil está consideravelmente atrás de outros países, principalmente no que se refere à banda larga fixa e às velocidades de conexão. Nos últimos anos, as classes A e B, que já tinham acesso à internet, tiveram um aumento significativo de velocidade, enquanto parcelas das classes C, D e E permaneceram sem acesso à rede.

Para o BCG, a criação de um ciclo virtuoso de atratividade de mercado, retorno e investimentos contínuos é o ponto central para viabilizar os aportes necessários para desenvolver o setor de telecomunicações no país. Com baixos e decrescentes retornos sobre o capital empregado, que foi de 4,8% ao ano em 2015 – abaixo do custo de capital do setor, de aproximadamente 15% – a situação do mercado de telecomunicações está longe do ideal para a formação deste ciclo.

“Propomos uma revisão no modelo, no sentido de obter maior eficiência na ampliação do acesso com menor investimento possível e corrigir o desbalanceamento do fluxo de capitais entre os agentes no setor, aumentando o nível de retorno das operadoras para assegurar a capacidade sustentável de investimento”, ressalta Julio Bezerra, sócio do BCG e um dos autores do estudo.

A dinâmica da geração de caixa na telefonia móvel ilustra bem os desafios do setor: apesar de ter uma das menores margens EBITDA do mundo, reflexo de baixo ARPU e elevado custo, o Brasil tem uma elevada intensidade de investimentos (% de Capex/ receita), resultando na terceira pior geração de caixa entre 20 países analisados, com consequente impacto sobre o baixo retorno sobre o capital empregado.

“O modelo regulatório de telecomunicações no Brasil, criado com foco em telefonia fixa, não atende mais às necessidades do país – não responde aos desafios enfrentados pelas operadoras, que veem sua rentabilidade cair anualmente, e nem às necessidades dos usuários, que enfrentam dificuldades em disponibilidade e nível de serviço”, explica Nuno Gomes, sócio do BCG e também autor do estudo.

Para viabilizar a ampliação do acesso à internet com menor nível de investimento possível e corrigir o desbalanceamento do fluxo de capitais, aumentando o nível de retorno das operadoras para assegurar a capacidade de investir e, por consequência, melhorar as condições de acesso à banda larga de toda a sociedade, o BCG elencou 10 princípios básicos para guiar uma revisão no modelo regulatório de telecomunicações brasileiro:

Reconhecer os diferentes níveis de rentabilidade nas diferentes camadas de serviço e implantar regulação simétrica;

Permitir e fomentar o compartilhamento de infraestrutura;

Encontrar alternativa à política do “subsídio indireto”;

Aplicar diferentes níveis de intervenção regulatória para situações distintas e determinar quais critérios serão usados para definir o nível de intervenção adequado;

Mudar o perfil de atuação do regulador, de supervisor da indústria para promotor de fluxo de capital;

Aumentar o foco regulatório no valor intrínseco gerado para o cliente;

Lançar iniciativas que estimulem a adoção de internet;

Flexibilizar condições relacionadas a uma potencial consolidação da indústria;

Introduzir regulação ex-post versus ex-ante, para permitir correções de curso e endereçar tendências emergentes disruptivas para indústria;

Considerar a criação de um comitê multi-stakeholder para supervisionar a definição e aplicação da regulação.

O relatório completo pode ser acessado por este link.

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ARRIS nomeia Dan Whalen presidente de Rede e Nuvem

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A ARRIS International (NASDAQ: ARRS) anunciou nesta quarta-feira (2) a promoção de Dan Whalen para presidente da divisão de Rede e Nuvem. Whalen será responsável por supervisionar o desenvolvimento e a entrega do portfólio da empresa líder em tecnologias de banda larga e infraestrutura de rede de vídeo, além das soluções de softwares baseadas em nuvem. Ele se reportará ao CEO da ARRIS, Bruce McClelland.

Whalen traz uma extensa experiência em liderança no setor de tecnologia. Desde 2013, ocupou o cargo de vice-presidente sênior e gerente-geral de Serviços Globais na ARRIS. Na posição, liderou a equipe responsável por alinhar os serviços e a expertise da ARRIS com iniciativas-chave da indústria para impulsionar implementações de tecnologia avançada para provedores globais de cabo, telecomunicações, satélites, programação, empresas, internet e celular.

“Dan desempenhou um papel fundamental para escalonar o negócio de Serviços Globais da ARRIS como um facilitador-chave de instalações complexas de clientes ao redor do mundo”, afirma Bruce McClelland. “Seu comprovado histórico de sucesso, a abrangente liderança de clientes e os insights estratégicos forneceram uma excelente base para ajudar nossos negócios de Rede e Nuvem a alcançar a próxima era de crescimento.”

“A ARRIS está na vanguarda das tecnologias, impulsionando os serviços avançados de entretenimento e comunicação de amanhã para milhões de assinantes em todo o mundo”, afirma o novo presidente de Rede e Nuvem da ARRIS. “Estou honrado em continuar colaborando de perto com nossa base global de clientes, para entregar a nova geração de serviços de banda larga, vídeo e móveis”, conclui Whalen.

O background do executivo também fornece uma base sólida para a percepção e colaboração do cliente. Nos últimos 20 anos, Whalen ocupou vários cargos de liderança na ARRIS, Cisco, KPMG e Bell Atlantic. Durante esse período, desenvolveu vasta experiência em diversas tecnologias-chave, incluindo banda larga, publicidade, middleware, OSS/BSS, fibra, Wi-Fi e vídeo.

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Rio 2016 é o evento mais conectado de todos os tempos

Embratel, Claro e NET, Patrocinadores e Fornecedores Oficiais de Serviços de Telecomunicações dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, anunciam a conquista de uma série de recordes que tornam o Rio 2016, o maior evento esportivo do mundo, o mais conectado e o mais compartilhado de todos os tempos.

“Como fornecedores de todos os serviços de Telecomunicações, Embratel, Claro e NET desempenharam um papel fundamental para o sucesso dos Jogos, oferecendo uma infraestrutura robusta, de alta qualidade e compatível com a grandiosidade do evento”, comemora José Félix, Presidente da América Móvil no Brasil, destacando que o resultado foi obtido graças ao planejamento e trabalho incansável desenvolvido ao longo dos últimos anos por cerca de 3.000 profissionais do Grupo.

“Estamos muito orgulhosos por termos participado desse projeto desde a sua concepção e pelo sucesso da infraestrutura disponibilizada para o maior e mais conectado evento de todos os tempos”, diz José Formoso, CEO da Embratel.

“O Rio 2016 é o evento mais compartilhado do mundo. Foram mais de 100.000 horas de imagens de TV, dezenas de bilhões de minutos de vídeos e de streaming ao vivo transmitidos para cerca de 5 bilhões de pessoas de cerca de 200 países”, diz Daniel Barros, CEO da NET.

Números gigantes

O tráfego nas redes de telefonia móvel nas Venues de competição superou em mais de dezoito vezes o volume registrado durante a Copa do Mundo de 2014. O volume total de tráfego nas redes fixa e móvel da Embratel e Claro no Rio de Janeiro atingiu 3,25 Petabytes, quase três vezes o volume registrado em Londres 2012 (1,15 Petabyte). Esse volume de dados equivale a 5 bilhões de fotos ou a 580 milhões de músicas.

Nas 100 Venues, a rede do Grupo América Móvil registrou uma média diária de 1,7 milhão de dispositivos (celulares, smartphones e tablets) conectados simultaneamente durante as Olimpíadas e Paralimpíadas, gerando mais de 22 milhões de chamadas de voz e 79 milhões de conexões de dados.

O site oficial dos Jogos, hospedado em servidores Embratel, registrou cerca de 600 milhões de acessos, sendo 33% mais visitado do que o site de Londres 2012 que atingiu 450 milhões de visitantes únicos em 2012.

A infraestrutura de Telecomunicações da Embratel, Claro e NET funcionou com alta disponibilidade e qualidade. O Rio 2016 também superou todas as marcas da Copa do Mundo de 2014. Ao todo, foram registrados 345 milhões de minutos (100 vezes maior que a Copa), 22 milhões de chamadas (17 vezes), 79 milhões de conexões de dados (650% mais conexões) e 2,43 Petabytes de dados na rede móvel (370 vezes).
A Família Olímpica e a equipe de organização dos Jogos Rio 2016 receberam 33.000 chips de voz e dados da Claro. Além disso, foram instalados 15.900 pontos de TV por Assinatura, 15.200 linhas fixas e 8.000 pontos de acesso Wi-Fi em 60 instalações olímpicas. Toda essa infraestrutura beneficiou o público presente no evento, além de 50.000 voluntários, mais de 15.000 atletas, comitivas de 200 países e mais de 25.000 jornalistas que tiveram acesso a uma rede gratuita e ultrarrápida.

Desafios

Os serviços de Telecomunicações da Embratel, Claro e NET foram utilizados em toda a infraestrutura do Rio 2016 sendo mais de 3.900 provas, incluindo 834 competições com medalhas. Os eventos olímpicos de maior criticidade e complexidade foram as cerimonias de Abertura e Encerramento (respectivamente 05 e 21/agosto). Da mesma forma, pela alta concentração de pessoas em um único local; a estreia de Usain Bolt na prova de 100 metros do Atletismo (12/agosto); e a final do Futebol Masculino, no Maracanã (20/agosto). Além disso, o Ciclismo de Estrada (10/agosto) demandou planejamento de telemetria e cobertura móvel especial para todo o trajeto percorrido pelos ciclistas – 250 quilômetros para homens e 140 quilômetros para mulheres. Nas Paralimpíadas, os destaques foram as adaptações em tempo recorde de todos os locais de prova para atender aos novos requisitos das competições, enquanto ocorriam simultaneamente a desmobilização de parte da infraestrutura após os jogos olímpicos.

Cerimônia de Abertura

Na Cerimônia de Abertura do Rio 2016 (05/agosto), o tráfego na rede móvel da Claro (1,7 Terabyte) foi 2,4 vezes maior do que todo o tráfego móvel, segundo a Anatel, na final da Copa do Mundo de 2014 (0,7 Terabyte) que, até então, era o maior tráfego já registrado no Brasil. Isso significa que cada pessoa presente no Maracanã enviou e/ou recebeu o equivalente a 44 fotos de alta definição, contra um volume de 18 fotos de 2014.
Na Abertura dos jogos, cerca de 70% das conexões à Internet feitas por clientes Claro foram realizadas por meio de Wi-Fi e da rede 4GMax, e 30% por 3G. As mídias sociais foram responsáveis por cerca de 25% do tráfego no estádio do Maracanã.
Como esperado, o tráfego de download foi concentrado nas horas que antecederam a festa de abertura, com recorde registrado às 19h, uma hora antes do início da cerimônia. O volume de upload teve situação oposta, com pico exatamente meia hora depois do início do evento (20h30), devido ao alto volume de compartilhamento de fotos e vídeos. O monitoramento on-line confirmou que o Backbone da Embratel foi bem dimensionado para um evento desse porte.

Recorde de dados

Nos Jogos Olímpicos, o período de 9 a 12 de agosto foi o de maior tráfego na rede do Grupo América Móvil no Brasil, com média diária acima de 120 Terabytes. Na avaliação dos técnicos, o dia 12 de agosto foi o recordista por conta da grande quantidade de competições e pela estreia de Usain Bolt na prova de 100 metros do Atletismo. A data registrou mais de 1,8 milhão de dispositivos conectados simultaneamente, com cerca de 4 milhões de conexões de dados e 7,5 milhões de chamadas de voz. Nesse dia, mais de 84.000 estrangeiros utilizaram os serviços de roaming de voz e de dados da Claro.

Rede Wi-Fi, 3G e 4G

A cobertura de 4G e Wi-Fi nas arenas, na Vila Olímpica, no Live Site e na recém-inaugurada Linha 4 do Metrô funcionou alta qualidade e disponibilidade, o que permitiu que atletas e milhões de brasileiros compartilhassem suas emoções durante os Jogos, realizando ligações e trocando mensagens, fotos e vídeos.
O Parque Olímpico da Barra foi o local com maior quantidade de acessos à Internet durante as Olimpíadas, seguido pelas áreas de competições de Copacabana, Maracanã e Deodoro. Nas áreas públicas do parque também foram registrados os mais elevados índices de qualidade. A efetividade dos acessos de voz (2G e 3G), e de dados (3G e 4G) foi superior a 99,95%. Isso significa que em cada 10.000 tentativas de acesso às redes, 9.995 foram completadas com sucesso.
O tráfego total na rede móvel (3G e 4G) da Claro foi de 2,43 Petabyte durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Cerca de 50% das conexões à Internet feitas por clientes Claro foram realizadas por meio da rede 4GMax, e as demais por meio de 3G. O Wi-Fi, disponível nos locais de competição e de não competição, gerou um volume adicional de dados de cerca de 15%. O desempenho foi excelente devido à implantação e otimização de 97 novas estações de transmissão 3G e 4G para reforço do sinal nas instalações olímpicas.

Roaming

Os serviços de Roaming bateram recordes nos Jogos mais conectados da história. A Claro foi responsável por 50% do roaming internacional. A Claro registrou 400 mil usuários únicos em roaming internacional em sua rede durantes os Jogos Olímpicos e 310 mil, durante os Paralímpicos. Dia 12 de agosto foi a data com o maior número de clientes registrados na rede durante os Jogos Olímpicos, com 84 mil usuários únicos, e 15 de setembro foi dia recorde durante as Paralimpíadas (56 mil usuários únicos).
Nas Olimpíadas, os visitantes dos Estados Unidos foram responsáveis por 17% do total dos serviços de Roaming, seguidos pela Argentina (14%) e por Portugal (11%). Nas Paralimpíadas, Portugal foi o país com maior volume de usuários na rede da Claro (22%), seguindo pela Argentina (19%) e Estados Unidos (11%).
“Para atender a alta demanda de turistas de diferentes partes do mundo assinamos novos acordos de Roaming e criamos um Call Center exclusivo com profissionais especializados”, explica Rodrigo Vidigal, Diretor de Marketing da América Móvil Brasil para o mercado pessoal. “Nosso trabalho também se diferenciou na Vila Olímpica e no Parque Olímpico, locais nos quais disponibilizamos também atendimento presencial nos idiomas Inglês e Espanhol”, acrescenta.

Chip para estrangeiros

Para melhor atender aos clientes estrangeiros que vieram ao Brasil para prestigiar ou para trabalhar nos Jogos Rio 2016, a Claro disponibilizou três ofertas exclusivas: o Claro Visitors (pré-pago destinado às delegações e imprensa internacional); o Chip Atleta (exclusivo para os atletas como presente de boas-vindas e com alguns serviços disponíveis); e a Promoção Claro 2016 (oferta especial com pacote de voz, Internet e SMS, além de WhatsApp, Facebook e Twitter ilimitados).
Além dos 33.000 chips para a Família Olímpica, foram ativados mais de 19.000 chips para turistas estrangeiros, superando em 74% o volume realizado na Copa do Mundo de 2014 no Brasil. No Rio 2016, esse público trafegou mais de 81 Terabytes de dados e 5 milhões de minutos em nossa rede.

Cobertura completa

NET e Claro HDTV transmitiram 25 canais em alta definição de todas as emissoras detentoras dos direitos de transmissão no Brasil (canais de TV aberta e TV por Assinatura) durante os Jogos Olímpicos. Além desses canais, as empresas disponibilizaram os 40 canais do SporTV Play para TVs, computadores, tablets e smartphones. “Preparamos uma programação especial para permitir que os clientes assistissem o evento mais conectado do planeta a partir de qualquer tela, onde e quando quisessem”, explica Marcio Carvalho, Diretor de Marketing da América Móvil para o mercado residencial e Combo.
A audiência dos canais de esportes detentores de direitos de transmissão dos Jogos Rio 2016 bateu recorde histórico com a programação olímpica. “Nunca antes os canais de TV por Assinatura tiveram os níveis de audiência que tivemos durante os Jogos Olímpicos. Foi também a primeira vez em que 100% das competições foram transmitidas e acompanhadas em todas as telas”, complementa Carvalho.
Até o encerramento das Paralimpíadas, o conteúdo sobre jogos olímpicos disponível no NOW – serviço de vídeo sob demanda da NET e Claro HDTV – atingiu 2,5 milhões de streamings. Esse número representa quase 5 vezes mais do que o registrado nas Olimpíadas de Londres (2012). O evento mais assistido pelo NOW foi a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, seguido das modalidades de Ginástica Artística, Futebol, Vôlei, Atletismo e Natação. Ao todo, estão disponíveis no NOW mais de 700 eventos entre competições de todas as modalidades, cerimônias de abertura e encerramento e programas jornalísticos.

Qualidade, Alta Disponibilidade e Segurança

O Backbone da Embratel foi expandido na cidade do Rio de Janeiro para os jogos e, com isso, tornou-se a maior rede já construída para um único evento. Sua extensão de 370 quilômetros equivale a 3.000 campos do Maracanã enfileirados em linha reta. A altíssima disponibilidade na transmissão de dados e de imagens de todas as competições do Rio 2016 foi garantida graças à redundância tripla (com mais de 1 milhão de quilômetros de fibras ópticas) (mais de 3 voltas completas na Terra). Com capacidade total de 160 Gigabits, o Backbone conectou mais de 77.000 pontos de acesso à rede, distribuídos em 100 Venues.
“Atingimos indicadores de qualidade superiores aos níveis internacionais de grandes eventos”, afirma Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing e Negócios da Embratel. “O funcionamento dos centros de controle foi perfeito e com trabalho ininterrupto durante 7 dias por semana e 24 horas por dia”, explica o executivo.
As mais de 3.900 competições geraram cerca de 100.000 de horas de transmissão de imagens para mais de 500 emissoras de TV de cerca de 200 países. Para garantir o sucesso dos Jogos, o Grupo América Móvil também utilizou toda a sua infraestrutura disponível no Brasil, com mais de 181.000 quilômetros de cabos ópticos, 17.000 quilômetros de cabos submarinos, 17.000 ERBs (Estações Rádio Base de Telefonia Móvel), 8 satélites e 5 Data Centers.

Ativações com as marcas

Segundo o Datafolha, a Claro ficou em terceiro lugar no ranking das marcas patrocinadoras mais lembradas pelos consumidores. NET e Embratel também ficaram bem posicionadas, na 11ª posição, à frente de grandes empresas de serviços e varejo.
No Digital, a Claro foi a segunda marca com maior número de menções associadas aos Jogos Rio 2016, segundo o ranking Sprinklr 2016.
“O ponto alto para o atingimento deste resultado foi um intenso trabalho de planejamento, que permitiu, sem aportes adicionais, implementarmos uma série de ações coordenadas e integradas, muito antes do início dos Jogos no Brasil”, afirma Rodrigo Vidigal, Diretor de Marketing da América Móvil para o Mercado Pessoal.
O grupo contou com o apoio de uma empresa especializada em marketing esportivo e que já havia demonstrado sua expertise em edições anteriores dos Jogos Olímpicos. Juntas, definiram um programa coordenado de ações, que englobou a participação nos eventos de pré-teste dos jogos, apoio e patrocínio das tochas Olímpica e Paralímpica, ações de hospitalidade, entre outras, incluindo a implementação de um stand de 300m2 dentro do Parque Olímpico da Barra da Tijuca.
As marcas também lançaram promoções como a MultiPrêmios para clientes da Claro e da NET, que puderam concorrer a milhares de prêmios, inclusive ingressos para assistirem aos jogos de perto. Visitantes estrangeiros puderam também adquirir o Chip Visitors, com um pacote de 4GB e redes sociais grátis, para poderem compartilhar as emoções dos jogos mais conectados de todos os tempos durante sua estada no Brasil
Todas estas ações foram suportadas pelas campanhas on e off line, criadas e desenvolvidas pelas agências de propaganda do grupo (Talent e FBiz), já dentro do novo posicionamento “Vem ser Gigante”.
No ambiente digital, a timeline #momentogigante engajou o público a vivenciar e compartilhar todos os momentos dos Jogos. A iniciativa rendeu à Claro a 6ª colocação entre as hashtags mais utilizadas durante os Jogos Olímpicos no Brasil.

Live Sites

No Parque Olímpico da Barra da Tijuca, os visitantes compareceram em peso ao estande das marcas Claro, Embratel e NET. Ao todo, mais de 320.000 pessoas estiveram no local até o dia 18 de setembro. Foram mais de 43.000 fotos foram feitas com as Tochas Olímpica e Paralímpica.
O tour de realidade aumentada, que mostrava os visitantes em vários locais de competição, teve mais de 27.000 participações, o que gerou 12.486 fotos foram impressas com essa experiência. A marca Claro esteve presente também nos palcos principais dos ‘live sites’ da Barra e de Deodoro, locais onde foram realizados shows, transmissão de jogos e várias outras atrações.

Desempenho mundial

Em conjunto com os brasileiros, Claro e Embratel comemoram as conquistas dos atletas que participaram do Rio 2016. Oito dos esportistas patrocinados pelas marcas conquistaram medalhas: Rafaela Silva (judô), Alison Cerutti (vôlei de praia), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Arthur Zanetti (ginástica artística), Ágatha Bednarczuk e Bárbara Seixas (vôlei de praia), e o fenômeno da natação paralímpica, Daniel Dias, que conquistou nove medalhas e se tornou o atleta com maior prestígio em sua modalidade.
“É uma grande satisfação apoiar atletas que, além de campeões, são exemplos para o Brasil”, afirma Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing e Negócios da Embratel.
O esporte é um dos principais pilares de comunicação das marcas que incentivam a atividade por acreditar que esse movimento envolve, inspira e une as pessoas. Por isso, possuem uma plataforma esportiva diferenciada, que inclui patrocínio de atletas de alto rendimento. Segundo o executivo, cada disputa, cada medalha, cada sorriso, cada gota de suor e cada lágrima ajudaram a contar a história do Time Claro Embratel nos Jogos Rio 2016. “Os atletas, assim como a Embratel e a Claro, somaram anos de um esforço que parecia invisível, mas que entregou o melhor no maior evento esportivo do planeta”, diz o executivo.

Reconhecimentos

“Nada se compara a uma edição dos Jogos Olímpicos. Para este sucesso, três questões são fundamentais: o transporte, os voluntários e as telecomunicações – alguém para contar esta história para o mundo inteiro”. Carlos Arthur Nuzman, Presidente do COB – Comitê Olímpico do Brasil.

“É isso o que a Embratel trouxe para nós: confiabilidade na entrega dos serviços de telecomunicações”. Sidney Levy, Diretor Geral do Comitê Rio 2016.

“A OBS, que trabalha em todas as edições dos Jogos Olímpicos, está verdadeiramente fascinada e encantada com os resultados que Embratel, Claro e NET nos proporcionaram”. Mario Reis, Diretor de Telecomunicações da OBS – Olympic Broadcasting Services.

“Nós podemos ver que o Rio de Janeiro teve o melhor desenvolvimento do Brasil nos últimos anos. E, uma vez que essa infraestrutura vai estar aqui, permanecer aqui, os cariocas podem se beneficiar dela. O interesse por esses Jogos foi maior do que em qualquer outro. O público consumiu mais conteúdo em plataformas novas do que em qualquer Olimpíada. Antes mesmo dos jogos terminarem, a NBC, por exemplo, anunciou que alcançou 2,25 bilhões de streamings ao vivo. Isso significa 750 milhões a mais do que todos os outros Jogos juntos”. Thomas Bach, Presidente do COI – Comitê Olímpico Internacional.

“A Embratel assumiu o desafio de entregar uma infraestrutura estável, sólida e confiável para um evento global tão grande e importante quanto os Jogos Olímpicos. E realizou a entrega com perfeição absoluta”. Craig Lau, Vice-Presidente de Tecnologia da NBC.

“Parabéns, Embratel, pela incrível conectividade que os Jogos tiveram. Acho que é a melhor experiência que já tive em grandes eventos em termos de Internet e sinal de celular”. Alan Adler, CEO da IMM BR Esporte e Entretenimento.

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Telecomunicações continuam crescendo na América Latina e o Brasil pode voltar a ser o centro das atenções – Por Ricardo Claro

Um dos principais desafios dos próximos anos, dentro do ambiente digital, é atender a elevada demanda por uma comunicação de qualidade no Brasil. Neste sentido é necessário discutir a disponibilidade de infraestrutura de redes em determinadas regiões, os mecanismos e as tecnologias para expandi-la.

O setor de telecomunicações tem sido uma das forças motrizes da economia, pois permite a troca de informações, propiciando, negócios, parcerias, gerando recursos e impulsionando a economia. Para se ter uma ideia, o Brasil possui o quarto maior mercado de telecomunicações do mundo, atrás somente dos Estados Unidos, da China e do Japão. Só na América Latina, a previsão de receita para este setor é de US$ 167 bilhões, em 2017. O dado faz parte de um levantamento feito pela Analysys Mason, que também aponta para um aumento de 3,3% no setor, entre 2012 e 2017.

O advento da banda larga deixou a comunicação ainda mais rápida e os números crescem exponencialmente. De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foram 26 milhões de acessos de banda larga em maio deste ano, um aumento de 0,57% na base, comparado ao mês anterior. As grandes operadoras continuam registrando crescimento em suas bases de clientes, assim como, os provedores regionais que levam a internet à regiões distantes do Brasil.

Quando se fala em internet fixa, o serviço de fibra FTTH (Fiber to the home) tem se destacado na América Latina como a tecnologia de acesso que mais cresce, atingindo 5,1 milhões de conexões, segundo apontam dados do FTTH Council. E nesse cenário, o Brasil acumula um quarto deste total, com potencial de crescimento contínuo nos próximos anos. A tendência é que as operadoras do país sigam investindo na instalação de fibras e na melhoria dos serviços em regiões já abastecidas. Esses recursos vêm em parte das próprias empresas privadas e também em função de políticas públicas, como o programas para popularizar a banda larga na região.

Entre 2014 e 2015, a fibra óptica cresceu 31,61%, atingindo 1,44 milhão de assinantes conectados com esta tecnologia, de acordo com a Anatel. Apesar desta evolução contínua no mercado brasileiro, é preciso que o ritmo de instalação de novas redes FTTH seja continue acelerado, acompanhando as demandas da indústria, do comércio e das residências. A troca de dados, como os serviços de simetria de largura de banda (download e upload), cresce muito e, por isso, as fibras necessitam chegar a mais lugares, visando oferecer um serviço de maior qualidade propiciado hoje somente pelo acesso com fibra até a casa.

Temos um potencial gigantesco no setor de telecomunicações que precisa ser explorado na América Latina. São países com território extenso, ainda com baixa penetração da banda larga, com oportunidades de geração de negócios. E neste sentido, as tecnologias em fibra estão cada vez mais acessíveis, tornando o retorno financeiro possível para as grandes operadoras e os pequenos e médios provedores. Os serviços são os mais variados e as possibilidades, infinitas. É preciso continuar a inovar, conectando pessoas e negócios e, consequentemente, reduzindo distâncias, e os custos de instalação e operacionais. Sem dúvida, o Brasil vive um momento muito importante quando olhamos para esse tema e é preciso investir para atender a essa crescente demanda e oferecer, cada vez mais, serviços de qualidade para os clientes neste ambiente de alta competividade.

Ricardo Claro, Gerente de Marketing & Desenvolvimento de Mercado para América Latina da Corning Optical Communications

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