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Grupo CPFL unifica banco de dados de mais de 8 mil funcionários com sistema “Primeiro as Pessoas”

Com o intuito de compilar informações e indicadores dos seus mais de 8 mil funcionários em um mesmo banco de dados, o Grupo CPFL Energia, maior empresa privada de energia do País, implementa a solução Sistema Primeiro as Pessoas (SPAP), desenvolvida pela Resource, uma das principais e mais bem-sucedidas multinacionais brasileiras de serviços de TI e Integração Digital. “Decidimos investir nessa ferramenta porque necessitávamos de uma estrutura única para inclusão, edição e acesso às informações de nossos funcionários. Antes do SPAP, havia muitos processos manuais, dados desatualizados e não tínhamos integração com o nosso sistema de gestão empresarial”, explica Frederico Raperger, Gerente de Projetos de TI da CPFL Energia. Outros destaques da solução, segundo o gestor, são a interface amigável e a questão de ser uma ferramenta totalmente personalizada.

O projeto foi dividido em duas fases. Nessa primeira etapa, além de unificar os dados, o software permite acesso rápido aos registros que auxiliam na tomada de decisões estratégicas relacionadas à saúde, segurança e qualidade de vida dos colaboradores. Durante o desenvolvimento, a Resource focou exatamente na usabilidade do sistema. Era necessário criar um programa que fosse fácil de inserir e extrair os dados. Ao mesmo tempo, a ferramenta precisava ter interfaces gráficas simples e intuitivas. Cada tela, segundo Jose Zuhlke, Diretor Executivo de Operações e Serviços da Resource, foi cuidadosamente projetada para ser autoexplicativa, uma vez que a diversidade de perfis dos usuários é enorme.

Outro destaque do projeto entregue pela Resource é a interface desenvolvida com o eSocial, projeto do Governo Federal que unifica o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados. O sistema tem como objetivo facilitar os diálogos de segurança nos departamentos, os alertas para possíveis situações de risco dentro da empresa e o reporte de incidentes e acidentes, além de integrar todos os dados geridos pela área de saúde. A solução segue todas as obrigações legais e dezenas de interfaces de comunicação foram criadas para garantir que cada dado seja enviado de maneira consistente e em conformidade com todas as regras do Governo.

“Estamos orgulhosos com a entrega de um projeto dessa magnitude. Foram mais de 10 mil horas destinadas à criação do programa, com 30 interfaces com a SAP geradas, mais de 300 mil linhas de código-fonte produzidas e mais de 800 funções e métodos implementados. São quase dez anos de parceria com a CPFL Energia, então estamos felizes com o resultado da primeira fase do projeto e entusiasmados para a próxima etapa”, comenta o executivo da Resource.

A união e o bom relacionamento entre as empresas também foram destacados positivamente por Luiz Rodrigues Kisch, Engenheiro de Segurança do Trabalho da CPFL Energia. “Foi uma satisfação muito grande e houve uma grande sinergia entre os times. A interação entre as empresas foi perfeita da etapa inicial até a entrega do projeto e fator determinante para o sucesso do SPAP”, completa Kisch. Para a segunda fase, o objetivo é fazer a integração com os programas de saúde e qualidade de vida promovidos pela CPFL Energia, como o Corrida e Caminhada e o Alimentação Saudável.

O desenvolvimento do projeto também envolve controles de entregas e recebimento de EPIs, calibração, inspeção de segurança, aferição de equipamentos, treinamentos e outros módulos que permitem a interação dos colaboradores com os programas de segurança no ambiente de trabalho e de promoção da saúde. Isso valoriza o capital humano e influencia positiva e diretamente o clima organizacional do Grupo CPFL Energia.

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O DBA do futuro – Por Gerardo Dada

Atualmente, o maior risco para os administradores de bancos de dados (DBAs) não é perder o emprego, mas não dedicar um tempo para entender e usar as ferramentas e tecnologias que lhes permitirão tornar-se melhores profissionais. Aqui, eu gostaria de destacar três dos maiores desafios enfrentados pelos DBAs e falar sobre algumas das ferramentas, tecnologias e habilidades que eles precisam dominar para manter a relevância.

Os três principais desafios

– Mudança da TI para uma abordagem centrada em aplicativos

Os departamentos de TI estão concentrando seu foco cada vez mais em aplicativos. Isso é bom para os DBAs porque, no cerne de praticamente qualquer aplicativo, existe um banco de dados. Sabemos que, quando surge um problema de desempenho de um aplicativo, é bastante provável que esteja associado ao banco de dados subjacente. Na verdade, uma pesquisa recente da Gleanster constatou que 88% dos profissionais de TI consultados consideram o banco de dados como o desafio ou problema mais comum para o desempenho dos aplicativos.

– Necessidade crescente de suporte a várias plataformas de bancos de dados

De acordo com um relatório de 2015 patrocinado pela Dell®, a maioria dos DBAs é responsável por várias tecnologias de bancos de dados de diversos fornecedores, entre as quais as mais comuns são Oracle®, SQL Server® e MySQL®. De fato, mais de um quarto deles gerencia entre 26 e 100 bancos de dados simultaneamente. Essa tendência à diversidade dos bancos de dados leva a uma função cada vez mais complexa do DBA, que deve aprender a se adaptar e deixar a zona de conforto rumo ao gerenciamento de várias plataformas de sistemas de gerenciamento de bancos de dados (DBMS).

– DBA de nuvem por acaso

À medida que a nuvem se torna uma alternativa viável para a implantação de aplicativos, a maioria das organizações está fazendo a transição para uma estratégia de TI híbrida. De fato, uma recente pesquisa da SolarWinds conduzida entre profissionais de TI no Brasil concluiu que 98% deles acreditam que a adoção de tecnologias de nuvem é importante para o sucesso de longo prazo de suas organizações. No entanto, essa transição cria novas complexidades e desafios para os DBAs que, em última análise, continuam responsáveis pelo desempenho dos dados localmente e na nuvem.

Conselhos para enfrentar esses desafios e manter sua relevância

– Desenvolver uma mentalidade com foco no aplicativo

Para a empresa, o mais importante é que os aplicativos funcionem bem o tempo todo, pois cada uma delas (bem como seus componentes) depende dos aplicativos. Se houver uma queda no desempenho dos aplicativos, a empresa para de operar. O DBA moderno precisa, acima de tudo, pensar no tempo de atividade e no desempenho dos aplicativos – as métricas de experiência do usuário final agora fazem parte do “SLA do CIO”.

– Priorizar o monitoramento

Dada a importância do desempenho dos aplicativos, que depende em grande parte do desempenho dos bancos de dados, o monitoramento destes precisa ser priorizado. Os DBAs devem medir o desempenho não da perspectiva dos recursos da infraestrutura, mas em termos de tempos de espera. A análise do tempo de espera oferece aos DBAs uma visão do que os usuários finais e os bancos de dados esperam, o que proporciona uma visibilidade mais clara dos congestionamentos. Além disso, os DBAs devem trabalhar com o resto do departamento de TI para implementar ferramentas de monitoramento que proporcionem visibilidade de toda a pilha de aplicativos, o que inclui a infraestrutura que presta suporte ao banco de dados – camadas de virtualização, servidores de banco de dados, hosts, sistemas de armazenamento, redes etc. A meta final é atingir o que costumo chamar de “certeza do desempenho”.

– Tornar-se um consultor tecnológico para a empresa

A tendência rumo à diversidade dos bancos de dados implica na tomada de decisões cruciais quanto a quais DBMSs devem ser implementados com base nos objetivos de negócios. Há muitos elementos que devem ser levados em consideração na seleção da combinação ideal de DBMSs para qualquer ambiente específico, o que inclui a função de DBMSs de código aberto. Depois que essas decisões são tomadas, os DBAs devem ter um conjunto de metas, métricas e SLAs em comum entre todos os bancos de dados, idealmente baseado nos tempos de resposta dos aplicativos, não apenas no tempo de atividade. Em seguida, eles devem usar ferramentas que forneçam um único painel de desempenho e a capacidade de fazer drill down em diferentes tecnologias de bancos de dados e métodos de implantação, o que inclui a nuvem.

Falando em nuvem, os DBAs devem ser seletivos com relação ao que passar para a nuvem e quando. Isso exige saber como usá-la das formas mais vantajosas. Ao considerar quais bancos de dados passar para a nuvem, os DBAs devem levar em conta o processo de transferência de dados e a latência, além de como manter os bancos de dados em sincronia, se necessário, especialmente se for preciso integrar os aplicativos com outros que não estejam na mesma implantação na nuvem.

Para concluir, continuaremos a precisar de DBAs por um bom tempo. No entanto, isso não significa que a função do DBA não esteja evoluindo e que novas ferramentas, tecnologias e habilidades não sejam necessárias para que cada DBA mantenha sua relevância hoje e no futuro.

Gerardo Dada, vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds

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Teradata disponibiliza seu banco de dados no Microsoft Azure e aumenta opções de nuvem hibrida no mercado

A Teradata (NYSE: TDC), empresa líder em soluções analíticas, anunciou o lançamento do Teradata Database no Azure para o primeiro trimestre de 2017, ampliando a oferta aos usuários de big data disponibilizando mais opções de tipos de nuvem que suportam o software Teradata. Hoje muitas empresas enxergam na nuvem uma maneira rápida e flexível para obter valor a partir dos dados, atendendo as suas necessidades comerciais, técnicas e financeiras. Ao combinar o software de data warehouse da Teradata com a agilidade e elasticidade dos serviços de nuvem do Azure os usuários podem se concentrar em gerar valor de negócio sem se preocupar com a administração e manutenção de uma infraestrutura física local.

De acordo com uma recente pesquisa realizada pela Teradata, mais de 90% dos seus clientes irão empregar um ambiente híbrido até 2020, usando recursos locais e de nuvem em seu ecossistema analítico. A mesma pesquisa indicou que 85% dos clientes da Teradata querem consumir pelo menos parte de suas análises em um ambiente de SaaS (software como serviço). Como as empresas buscam cada vez mais a nuvem para criar vantagens competitivas, elas precisam de maior agilidade sem deixar de lado compromissos assumidos e timing de projetos. Esses requisitos são atendidos nas Soluções de Nuvem Híbrida da Teradata, que fornecem flexibilidade na implantação do sistema, aumentando a capacidade de resposta, com níveis de segurança elevados que garantem a privacidade dos dados e a conformidade legal. As soluções de nuvem hibrida da Teradata permitem a otimização de cargas de trabalho em todos os modos de implantação, além facilitar a gestão de ambientes múltiplos e garantir um menor risco de operação por meio da reutilização de ferramentas, capacidades e dispositivos pré-existentes.

“Os melhores players de nuvem híbrida do mercado irão oferecer suporte amplo e multi-plataforma, o que irá possibilitar as empresas usarem o ambiente de nuvem de acordo com suas necessidades reais, independentemente do tamanho ou frequência de uso necessário.”, disse Doug Henschen, vice-presidente e principal analista da Constellation Research. “Atualmente as organizações que optam pela implantação de sistemas em nuvens híbridas estão resolvendo seus problemas de uma forma geral, ganhando flexibilidade e tendo benefícios esperados no planejamento além de alguns outros ganhos que talvez não eram esperados no começo do projeto”. No atual cenário, essas empresas que contam com a implantação hibrida consideram esse sistema muito importante para suas estratégias de armazenamento de dados, estudando casos de uso adicionais incluindo exploração e análise preditiva de dados na nuvem.

“A Teradata acredita que os clientes merecem um bom desempenho e escalabilidade de dados, independentemente da escolha na forma de implantação. Expandir nossas opções de sistema em nuvem para um dos principais provedores de nuvem pública, o Microsoft Azure, nos permite oferecer uma flexibilidade de implantação inédita, possibilitando a oferta de um software completo da Teradata em todas as plataformas “, disse Chris Twogood, vice-presidente de Marketing de Produtos e Soluções da Teradata. “No entanto, é crucial que o software de orquestração de dados assegure que, cargas de trabalho, consultas e usuários possam estar espalhados por um ecossistema heterogêneo ainda assim trabalhando em conjunto como um todo unificado. As Soluções de Nuvem Híbrida da Teradata fornecem todas essas opções. ”

O Teradata Database no Azure irá oferecer autoatendimento, provisionamento em menos de uma hora, serviços “pague conforme o uso” e integração com uma ampla variedade de ferramentas de software Azure e Teradata. Muitas destas ferramentas ajudam a reduzir o tempo necessário para disponibilização do ambiente, aumentar a eficiência e reduzir os riscos de uso, como a rápida e fácil aquisição de novas provas de conceito e assinaturas por hora, por exemplo. Entre os recursos de desempenho estão a confiabilidade e conveniência de um sistema MPP (Processamento Paralelo Massivo) multi-nó que tem escalabilidade de sistema de 1 até 32 nós com recuperação automática de falhas, o que garante estabilidade no poder de processamento. Além disso, está disponível o serviço de backup (e consulta de dados) através do Azure Blob Storage, com fácil integração entre os softwares.

“Nesse mundo orientado pelos dados, o interesse nas análises está em um patamar histórico”, disse Steven Guggenheimer, vice-presidente corporativo e evangelista-chefe da Microsoft. “Os clientes do Microsoft Azure reconhecem o valor que derivam dos dados e estão sempre procurando novas soluções analíticas, como o Teradata Database, que permite inovação constante ao mesmo tempo que otimiza a utilização de recursos e simplifica a supervisão de gerenciamento”.

Na edição deste ano da National Retail Federation (NRF) em Nova York, a Teradata oferecerá demonstrações sobre como os varejistas podem começar a usar esse tipo de tecnologia a favor dos negócios.

O Teradata Database no Azure estará disponível no Azure Marketplacce. Os clientes que já estão familiarizados com o software Teradata e Azure podem fazer a instalação e iniciar o uso em cerca de uma hora. Já os usuários que que ainda não estão familiarizados com a nuvem e ainda não sabem como aproveitar todo o potencial dessa tecnologia para obter resultados positivos de negócios podem utilizar os Serviços Gerenciados e de Consultoria da Teradata, obtendo assim assistência na criação e implantação do software Teradata no Azure.

O Teradata Database no Azure, assim como os Serviços Gerenciados e de Consultoria para Azure estarão disponíveis globalmente no primeiro trimestre de 2017, exceto nos Estados Unidos Gov Iowa, US Gov Virginia e China. O Teradata Aster Analytics no Azure deverá estar disponível no segundo trimestre de 2017.

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Empresas anunciam tecnologia de ponta para banco de dados

A DBACorp, empresa especializada em banco de dados, infraestrutura, virtualização e cloud computing, anuncia uma campanha publicitária digital em conjunto com a Oracle e a Ingram Micro, com foco em divulgação dos produtos da família Oracle Database Appliance.

Já em andamento, a ação contará com um site específico, o ODA4YOU (www.oda4you.com.br), onde serão apresentados os quatro modelos comercializados atualmente. O conteúdo da landing page descreverá os benefícios e as características técnicas dos: SMALL (Oracle Database Appliance X6-2S); MEDIUM (Oracle Database Appliance X6-2M); LARGE (Oracle Database Appliance X6-2L – um lançamento); e HIGH AVAILABILITY (HA) (Oracle Database Appliance X6-2-HA).

O Oracle Database Appliance (ODA) é uma família de “appliances” para Banco de Dados Oracle que atende todos os tamanhos de empresas. Poupa tempo e dinheiro por simplificar a implantação, a manutenção e o suporte às soluções de banco de dados de alta disponibilidade. O ODA não é um servidor comum: é um sistema projetado para rodar Banco de Dados Oracle e aplicações. Oferece aos clientes um modelo único de licenciamento: pay-as-you-grow, de acordo com o aumento da necessidade da empresa. Em resumo, é indicado para companhias usuárias de banco de dados Oracle e que necessitem de um sistema de alto desempenho; não possuem profissionais especializados em banco de dados (DBA); possuem filiais e que necessitam de banco de dados remotos e precisem implementar um sistema em poucas horas e de uma maneira segura.

Além da página oficial, a campanha terá uma página específica no Facebook e no LinkedIn, e ficará no ar até o fim do ano. O objetivo principal da ação é alavancar as vendas do produto, informando o consumidor sobre a parceria tecnológica, os modelos e permitindo que saibam mais detalhes com melhor interatividade.

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Serasa Experian lança plataforma de gestão de dados no Brasil

A Serasa Experian lança no Brasil o Pandora, plataforma voltada a oferecer uma gestão completa de dados das empresas. O novo produto identifica, investiga, avalia e melhora a qualidade das informações, automatizando e controlando o processo, e executando proativamente centenas de operações. A ferramenta foi projetada para uso de profissionais de negócios, com interface amigável e acesso rápido e preciso.

Pandora é adaptável a diferentes casos de uso de gerenciamento de dados, como qualidade, migrações e visão única do cliente, por exemplo, com foco em redução de tempo, menos recursos e otimização do investimento. “Com Pandora, as organizações podem aproveitar seus bancos de dados para tomar decisões estratégicas de negócios com mais agilidade e inteligência. Além disso, é uma plataforma leve e fácil de implementar”, explica Michelle Carneiro, gerente de produtos de Marketing Services da Serasa Experian. Pandora já está disponível nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, e agora chega ao Brasil.

Esta tecnologia de ponta elimina as barreiras entre as áreas de TI e negócios e permite a colaboração para resolver os desafios de dados, com ininterruptas análises. A solução também garante que as informações que estão sendo colocadas no sistema atendam às necessidades de negócio,
O Pandora faz parte do portfólio de Data Quality da Serasa Experian, que conta com uma gama de produtos com que as empresas podem organizar seus bancos de dados, eliminar duplicidades e garantir informações precisas e atualizadas desde o momento da captação da informação em todos os pontos de contato até a manutenção da qualidade das informações na base de dados legada.

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A evolução do DBA – Por Gerardo Dada

Um manual sobre os três principais desafios enfrentados pelos DBAs modernos e como superá-los

Os bancos de dados são o cerne dos aplicativos e um componente vital das operações das empresas. E os administradores de bancos de dados (DBAs) estão sob uma intensa pressão e responsabilidade para assegurar um alto desempenho com mínimo tempo de inatividade, ao mesmo tempo que enfrentam muitos desafios.

A seguir, apresentamos uma visão geral de três desses desafios que os DBAs de hoje enfrentam à medida que as cargas de trabalho continuam a aumentar e a complexidade dos bancos de dados se eleva, juntamente com recomendações para ajudar a superar cada um deles. Os desafios são:

· Mudança da TI para uma abordagem centrada em aplicativos

· Introdução de várias plataformas de bancos de dados

· Gerenciamento de dados, não somente nas instalações, mas também na nuvem

Mudança da TI para uma abordagem centrada em aplicativos

No cerne de quase todo aplicativo existe um banco de dados. Isso significa que, quando surge um problema de desempenho ou disponibilidade de um aplicativo, é bastante provável que esteja associado ao desempenho do banco de dados subjacente. O desempenho dos bancos de dados afeta clientes e usuários, que têm pouca paciência com problemas de aplicativos (uma pesquisa recente da SolarWinds sobre necessidades e expectativas relacionadas ao desempenho de aplicativos constatou que 71% dos usuários finais brasileiros afirmam esperar que a TI solucione esse tipo de problema em uma hora ou menos). Uma pesquisa recente da Gleanster também constatou que 88% dos profissionais de TI consultados consideram o banco de dados como o desafio ou problema mais comum com o desempenho dos aplicativos. Além disso, a nuvem, o DevOps e outras mudanças tecnológicas estão voltando mais o foco de todo o departamento de TI para os aplicativos. Afinal, os aplicativos são o que importa para a empresa e para os usuários finais. Isso significa que os DBAs estão sendo responsabilizados pelo desempenho dos aplicativos, e não apenas pelo desempenho dos bancos de dados.

Para proporcionar um melhor desempenho dos aplicativos, os DBAs devem levar em conta as seguintes dicas:

· Seja proativo e alinhe-se com a experiência do usuário final como objetivo compartilhado entre toda a organização de TI, monitorando o desempenho dos aplicativos e o impacto dos bancos de dados sobre eles continuamente, e não apenas quando ele se torna um grande problema.

· Avalie o desempenho não da perspectiva dos recursos de infraestrutura, mas dos tempos de espera enfrentados pelo usuário final. A análise do tempo de espera oferece aos DBAs uma visão do que os usuários finais e os bancos de dados estão aguardando, o que proporciona uma visibilidade clara dos congestionamentos.

· Implemente ferramentas de monitoramento que ofereçam visibilidade de toda a pilha de aplicativos, incluindo toda a infraestrutura em suporte ao banco de dados – camadas de virtualização, servidores de bancos de dados, hosts, sistemas de armazenamento, redes etc.

· Estabeleça linhas de base históricas do desempenho dos aplicativos e bancos de dados que indiquem como foi o desempenho dos aplicativos no mesmo dia e horário na semana anterior e na semana antes dela, para detectar quaisquer anomalias antes que se tornem um problema maior.

Introdução de várias plataformas de bancos de dados

De acordo com um relatório de 2015, a maioria dos DBAs é responsável por várias tecnologias de bancos de dados de diversos fornecedores, entre as quais as mais comuns são Oracle, SQL Server e MySQL. Na realidade, mais de um quarto (28%, para ser exato) dos DBAs gerenciam 26 a 100 bancos de dados simultaneamente. Esse impulso em direção à diversidade de bancos de dados e à eficiência dos DBAs leva a uma função cada vez mais complexa do DBA, que deve se adaptar a plataformas de bancos de dados que não são familiares a ele, ao mesmo tempo que assume mais responsabilidade pelo sucesso da empresa.

As seguintes práticas recomendadas podem ajudar os DBAs a gerenciar melhor várias plataformas de bancos de dados em um único ambiente de TI:

· Tenha um conjunto de metas, métricas e SLAs em comum entre todos os bancos de dados, idealmente baseado nos tempos de resposta dos aplicativos, não apenas no tempo de atividade.

· Use ferramentas que forneçam um único painel de desempenho e a capacidade de fazer buscas detalhadas em diferentes tecnologias de bancos de dados e métodos de implantação, incluindo a nuvem.

· Documente um conjunto consistente de processos para assegurar a integridade e a segurança: processos de backup e restauração, criptografia em repouso e em trânsito, detecção de anomalias e potenciais eventos de segurança em logs, para mencionar apenas alguns.

· Estabeleça uma estratégia, um mapa e diretrizes para passar (ou não) para a nuvem e para reduzir os custos da carga de trabalho pela transferência dos bancos de dados para versões com custo de licença mais baixo ou alternativas de código aberto.

· Verifique se os membros da equipe podem sair do modo de combate a incêndios e passar tempo suficiente otimizando proativamente o desempenho dos bancos de dados e cuidando de tarefas importantes de manutenção, o que pode resultar em economias significativas nos custos e na prevenção de problemas no futuro.

Gerenciamento de dados, não somente nas instalações, mas também na nuvem

Com sua promessa de economia de custos e maior flexibilidade e agilidade, a nuvem está atraindo muitas organizações como uma alternativa para a implantação de novos aplicativos, incluindo aqueles com altos requisitos de desempenho de banco de dados. Na verdade, a empresa de pesquisa tecnológica TechNavio prevê uma taxa de crescimento anual de 62% dos bancos de dados baseados na nuvem até 2018. Entretanto, essa transição cria novas complexidades e desafios para os DBAs, especialmente porque os DBAs ainda são, em última análise, os responsáveis tanto pelo desempenho dos bancos de dados quanto pela segurança dos dados, independentemente de eles estarem nas próprias instalações ou na nuvem.
Apresentamos aqui alguns conselhos para o gerenciamento dos dados na nuvem que os DBAs devem ter em mente:

· Ao considerar quais bancos de dados passar para a nuvem, leve em conta o processo de transferência de dados e a latência, além de como manter os bancos de dados em sincronia, se necessário, especialmente se for preciso integrar os aplicativos com outros que não residam na mesma implantação na nuvem.

· Um banco de dados com desempenho insatisfatório nas instalações também apresentará um mau desempenho na nuvem. Mudar o problema de lugar não é solução. O escalonamento na nuvem para compensar um mau desempenho pode sair caro rapidamente, além de ser a abordagem incorreta.

· Entenda os serviços e as capacidades do provedor de serviços, conheça seus SLAs, avalie sua arquitetura recomendada e esteja atento à manutenção programada.

· Reflita, planeje e gerencie o backup e recuperação para garantir que dados importantes não sejam perdidos caso ocorra uma falha ou interrupção no fornecedor.

· Mantenha-se à frente da segurança, percebendo que a criptografia é apenas a ponta do iceberg – considere quem monitorará o acesso ao banco de dados impedindo o acesso mal-intencionado ou não autorizado, prepare-se para o pior e tenha um plano de ação documentado para o caso de violação da segurança ou perda de dados.

· Se é importante monitorar e otimizar as implantações nas instalações, isso é ainda mais importante na nuvem, dada sua natureza dinâmica, sendo ideal usar um conjunto de ferramentas consistente em ambos os lados dos ambientes de TI híbrida.

Embora mudar para uma abordagem ao gerenciamento de bancos de dados centrada em aplicativos, gerenciar vários bancos de dados e gerenciar dados não apenas nas instalações, mas também na nuvem sejam desafios indiscutíveis enfrentados pelos DBAs no panorama atual da evolução dos bancos de dados, esses desafios não são insuperáveis. Prestando atenção às práticas recomendadas aqui descritas, os DBAs podem superar esses desafios e garantir o sucesso

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