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Delta oferece serviço gratuito de troca de mensagens em voo

De um avião a 30 mil pés de altitude, uma mensagem de texto é enviada para um smartphone em solo. “Meu voo deve chegar antes do horário”, diz a mensagem. “Venha me buscar 15 minutos mais cedo.”

A partir de 1º de outubro, a Delta Air Lines (NYSE: DAL) será a primeira companhia aérea global dos Estados Unidos* a oferecer mensagens móveis gratuitas, proporcionando este tipo de serviço a mais clientes do que qualquer outra companhia aérea. A Delta também terá a maioria das aeronaves equipadas com o sistema de mensagens gratuito.

Este novo recurso gratuito garantirá a conexão dos clientes, permitindo que troquem mensagens com amigos, familiares, colegas e clientes em tempo real durante o voo via iMessage, WhatsApp e Facebook Messenger. Esse novo aprimoramento faz parte do investimento de bilhões de dólares da Delta na experiência do cliente.

“Sabemos que muitos clientes da Delta querem ou precisam estar conectados no ar e no solo; por isso, estamos investindo em uma maneira fácil e gratuita de enviar e receber mensagens durante o voo, usando algumas das plataformas globais mais populares”, disse Tim Mapes, vice-presidente sênior da Delta e diretor de Marketing. “Além dos nossos investimentos em telas na parte traseira dos assentos, entretenimento gratuito e Wi-Fi de alta velocidade, o serviço de mensagem gratuito é mais uma opção para os clientes aproveitarem ao máximo seu tempo nos voos da Delta. ”

O serviço de mensagens gratuito estará disponível em todas as aeronaves da Delta equipadas com a tecnologia da Gogo, incluindo aquelas com duas ou mais cabines. Os clientes poderão acessar as mensagens gratuitamente pelo portal de Wi-Fi da Delta, airborne.gogoinflight.com. A mensagem móvel gratuita será apenas para texto e não permite envio de arquivos de fotos ou vídeos.

Além das mensagens móveis, a Delta continua expandindo seu sistema de Wi-Fi de alta velocidade, telas de entretenimento na parte traseira dos assentos e entretenimento gratuito para oferecer aos passageiros mais opções flexibilidade para passar o tempo entre a decolagem e aterrissagem.

A rede Wi-Fi de alta velocidade da Delta, que utiliza a tecnologia de Wi-Fi 2Ku da Gogo, fornece moderna tecnologia com cobertura consistente e ininterrupta em qualquer lugar do mundo, incluindo sobre oceanos. A Delta possui atualmente a maior frota de aeronaves com a tecnologia 2Ku da Gogo e o maior acordo com a tecnologia 2Ku que qualquer outra companhia aérea do mundo. Nos próximos dois anos, a Delta deve instalar a rede Wi-Fi de alta velocidade em mais de 600 aeronaves de voos domésticos e internacionais.

A rede Wi-Fi de alta velocidade 2Ku da Delta oferece aos clientes uma experiência de fácil utilização durante o voo, incluindo a possibilidade de assistir vídeos e usar redes corporativas, como VPN, globalmente. Ao contrário das versões anteriores dessa tecnologia em voos da Delta, os clientes agora podem usar a rede Wi-Fi do embarque ao desembarque, em uma aeronave habilitada para a tecnologia 2Ku. Até o momento, a companhia aérea instalou a nova tecnologia de Wi-Fi aprimorada em 200 aeronaves.

Além disso, a Delta oferece aos clientes mais aeronaves com entretenimento na parte traseira do assento do que qualquer outra companhia aérea do mundo, tendo instalado esse sistema em sua 500ª aeronave em julho. Com o compromisso de oferecer esse sistema em mais de 600 aeronaves até o final de 2018, em uma parceria com a Panasonic, a Delta está deixando a escolha a cargo do cliente. Além de usufruir do sistema de entretenimento nos assentos, os passageiros também podem acessar o Delta Studio em seus dispositivos pessoais em toda a frota das linhas principais da companhia aérea e em todas as aeronaves regionais de duas classes.

*Companhia aérea global dos Estados Unidos = companhias aéreas dos Estados Unidos que operam em rotas transoceânicas: Delta Air Lines, American Airlines e United Airlines

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A banda larga para voos será um mercado de 130 bilhões de dólares em 2035

As companhias aéreas devem se beneficiar de receitas significativas no crescimento de comércio eletrônico, publicidade e conteúdo premium viabilizado por banda larga

A London School of Economics and Political Science prevê que companhias aéreas da América Latina irão gerar US$1,9 bilhão de ganhos incrementais

26 de setembro de 2017: a banda larga a bordo tem o potencial de criar um mercado global de 130 bilhões de dólares nos próximos 20 anos, resultando em uma receita adicional de US$ 1,9 bilhão para as companhias aéreas da América Latina. Esta é a conclusão de uma pesquisa de estudo inédita ‘Sky High Economics: Quantifying the commercial opportunities of passenger connectivity for the global airline industry’ (em português, Economia do Céu: quantificação de oportunidades comerciais de conectividade para passageiros para a indústria aérea global), realizada pela London School of Economics and Political Science (LSE) em associação com a Inmarsat (LSE: ISAT. L), a fornecedora líder no mundo de comunicações globais móveis via satélite.

Potencial de mercado

Com base em dados atuais da IATA e fontes da indústria, o estudo Sky High Economics desenvolveu um modelo de previsão independente. O modelo prevê que os rendimentos complementares viabilizados por banda larga para as companhias aéreas terão quatro principais fluxos de receita:

• Cobranças para o acesso à banda larga – oferecer conectividade para passageiros a bordo

• Comércio eletrônico e “destination shopping” – fazer compras a bordo de aeronaves com maior leque de produtos e ofertas em tempo real

• Publicidade – pagamento-por-clique, impressões, acordos de patrocínio com anunciantes

• Conteúdo premium – oferecer conteúdo ao vivo, vídeo por demanda e pacote de acesso W-IFEC

Atualmente, apenas cerca de 53 de uma estimativa de 5000 companhias aéreas em todo o mundo oferecem conectividade de banda larga a bordo. Seguindo a forte demanda por parte de passageiros, a internet a bordo estará amplamente difundida em aviões comerciais até 2035. Atualmente, as companhias aéreas recebem um adicional de 17 dólares por passageiro por serviços complementares ‘tradicionais’, como compras ‘duty free’ e vendas de varejo, alimentos e bebidas a bordo. As receitas complementares viabilizadas por banda larga irão acrescentar um adicional de 4 dólares até 2035.

Vetores de crescimento

As operadoras de serviço completo pretendem reivindicar a maior parte das receitas de companhias aéreas (63%), gerando 19 bilhões de dólares até 2035. Com as maiores oportunidades obtidas nos tempos de voo mais longos, a receita adicional virá da capacidade de maximizar as plataformas de comércio eletrônico e de acordos com provedores de conteúdo para oferecer pacotes premium. O estudo ‘Sky High Economics’ prevê que as operadoras de baixo custo irão gerar 11 bilhões de dólares até 2035, sendo que a maior parte virá da venda de conectividade para os passageiros.

Diferenças regionais

A pesquisa também identificou que em termos regionais, a maior oportunidade para serviços adicionais viabilizados por banda larga está na região Ásia-Pacífico. Impulsionadas pelo crescimento do número de passageiros e pela disponibilidade de serviços, as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico irão se beneficiar de 10,3 bilhões dólares em receitas complementares até 2035, seguidas pelas companhias da Europa (8,2 bilhões de dólares) e América do Norte (7,6 bilhões de dólares). A América Latina se beneficiará com US$ 1,9 bilhão de dólares, Oriente Médio com US$ 1,3 bilhão e África com US$ 590 milhões.

O Dr. Alexander Grous (B. Ec, MBA, M.Com, MA, PhD.), do Departamento de Mídia e Comunicações, LSE e autor de Sky High Economics disse: “A oportunidade disponível às companhias aéreas é enorme. O estudo Sky High Economics prevê a criação de um mercado de 130 bilhões de dólares nas próximas duas décadas. Se as companhias aéreas, globalmente, puderem oferecer uma conexão de banda larga confiável, isso será o catalisador para a implementação de pacotes mais criativos de publicidade, conteúdo e comércio eletrônico. Veremos acordos de negócio inovadores serem feitos, parcerias serem formadas e modelos de negócios serem fundamentalmente modificados para que novos participantes tenham oportunidades nos 100 bilhões de dólares das companhias aéreas. A receita complementar viabilizada por banda larga tem o potencial de criar um novo mercado e é algo que as companhias aéreas precisam planejar agora.”

Frederik van Essen, vice-presidente senior de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Inmarsat Aviation, comentou: “A medida que começarem a agir mais como varejistas, as companhias aéreas perceberão os benefícios de eliminar a lacuna da conectividade a bordo. Isso resultará no desbloqueio de 15 bilhões de dólares por ano em receitas complementares adicionais na próxima década e será uma das maiores fontes de crescimento. A chave para este potencial e a obtenção de receitas eventuais de 30 bilhões de dólares, é a internet rápida e de alta qualidade a bordo que seja confiável e sem interrupções.”

A Inmarsat está transformando a indústria da aviação global trazendo conectividade plena para cada aeronave e rota de voo no mundo. A Inmarst é a primeira e única operadora com uma completa rede de satélite de alta produtividade (HTS) de próxima geração abrangendo o mundo todo. A Inmarsat é também a única operadora de banda larga de aviação capaz de conectar a aeronave completa desde a cabine de passageiros até a cabine de comando. As soluções para passageiros oferecidas pela Inmarsat são líderes no mundo e complementadas por seus serviços de operações e segurança certificados pelos padrões da indústria. O ‘GX Aviation’ é o primeiro serviço global de banda larga de alta velocidade a bordo no mundo a partir de uma única operadora. Isto permite que passageiros de companhias aéreas naveguem na internet, transmitam vídeos, verifiquem mídias sociais e muito mais durante os voos, com uma experiência de conectividade a bordo comparável aos serviços de banda larga móvel disponíveis em terra.

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64% dos executivos do setor aeroespacial e de defesa esperam crescer nos próximos dois anos, aponta pesquisa da KPMG

De acordo com a edição recente da pesquisa Panorama Global do Setor Aeroespacial e de Defesa (Global A&D Outlook), 64% dos entrevistados estão confiantes ou muito confiantes em relação às previsões de crescimento das empresas nos próximos dois anos. O estudo foi produzido pela KPMG com 76 executivos seniores desses setores do mundo inteiro.

Segundo o estudo, o panorama ainda é mais otimista para as fabricantes originais de equipamentos de aeronaves e as empresas contratadas para prestar serviços para o setor de defesa. Cem por cento dos respondentes de organizações de maior porte (com receitas anuais globais de mais dez bilhões de dólares) parecem confiantes nas estratégias de crescimento. Ainda de acordo com o levantamento, 41% delas dizem que o crescimento será uma das prioridades no topo da lista nos próximos dois anos. Um percentual mais alto do que os 13% observados no ano anterior.

“A pesquisa também nos mostra como as empresas vão buscar esse crescimento, já que a gestão de custos e desempenho ainda é um tópico em alta na pauta das organizações dessa indústria”, afirma o sócio do setor aeroespacial e defesa (A&D) da KPMG, Marcio Peppe.

O executivo destaca que, segundo o levantamento, 81% dos participantes estão focados em aprimorar a gestão de custos e desempenho. “Isso indica que muitas organizações estão investindo de modo mais orientado ao crescimento em novas tecnologias e serviços enquanto enfatizam a redução e a consolidação de custos. Os líderes precisarão expandir as organizações, experimentar novas abordagens e unir-se a novos parceiros que possam ajudá-las a explorar essas oportunidades de modo mais rápido e com maior relação custo-benefício”, analisa Peppe.

Novos serviços

O Panorama Global do Setor Aeroespacial e de Defesa aponta que 87% dos respondentes planejam mudar a gama de produtos que oferecem nos próximos dois anos, sendo que, dentre eles, 47% farão investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado.

Dessa forma, investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) vão crescer. Trinta por cento dos entrevistados disseram ter gasto 6% ou mais das receitas com P&D no ano passado e agora 45% dizem que irão gastar no mínimo esse mesmo valor nos próximos dois anos. “O mais impressionante ainda é o fato de que 20% deles disseram que irão gastar mais de 10% das receitas em P&D nos próximos dois anos. Façamos uma comparação com o percentual de 2014, ano em que nenhum deles indicou ou previu um índice de gastos com P&D maior do que 10%”, afirma o sócio da KPMG.

Novos mercados

A pesquisa mostrou que mais de 90% dos respondentes do setor A&D dizem ter planos de expansão para novos mercados nos próximos dois anos. Adicionalmente, quase 30% dos participantes dizem que as estratégias de investimentos estrangeiros são influenciadas principalmente pelo desejo de aproximar-se do cliente e obter acesso a novos mercados.

“Como as economias continuam em ritmo lento e os orçamentos do setor de defesa estagnados nos mercados desenvolvidos, muitas organizações do setor A&D estão atualmente à procura de novos mercados estrangeiros para gerar nova receita. Além da busca pelo crescimento da receita, a redução dos custos com fabricação é um grande fator influenciador”, analisa Peppe.

Riscos e inovação da cadeia de suprimentos

Devido a uma transição para novos produtos e novos mercados, o levantamento mostra que a falha da cadeia de suprimentos continua a ser vista como um grande risco para as organizações do setor A&D, com 87% dos respondentes citando-a como uma grande ameaça à concretização da pauta de crescimento da empresa. Os riscos da cadeia de suprimentos foram classificados como o segundo maior risco enfrentado pelas fabricantes do setor A&D, atrás somente das preocupações com uma ameaça de outra recessão econômica. “A melhor forma de reduzir o risco de falha da cadeia de suprimento é obter uma maior visibilidade de ponta a ponta e gerenciá-la de modo multidisciplinar e mais profundo”, afirma Peppe.

Quase dois terços (64%) dos entrevistados disseram ter planos para investir em detecção de demanda para aprimorar as operações das cadeias de suprimentos e 60% dizem que investirão em análise de dados. Além disso, 32% dos respondentes disseram que investiriam em tecnologias de IoT (internet das coisas) na cadeias de suprimentos. “As organizações mais avançadas estão pensando em como podem combinar dados da tecnologia de detecção com fontes de dados externas para criar um valor ainda maior para os clientes e oportunidades de crescimento mais sustentáveis para si mesmas”, finaliza o executivo.

Sobre o estudo

O relatório tem como base uma pesquisa realizada com 76 executivos seniores do setor de A&D, sendo que metade deles está localizada na Europa e 21% nas Américas. Mais de 30%vdos entrevistados representam empresas com receitas anuais globais de mais de 5 bilhões de dólares e 8% representam organizações com receitas de mais de 25 bilhões de dólares. Você pode fazer o download do A&D Outlook na íntegra em https://home.kpmg.com/xx/en/home/insights/2016/07/kpmg-2016-aerospace-defense-outlook.html

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Aplicativo inovador da Delta ajuda pilotos a visualizarem e evitarem turbulências

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A turbulência é um fenômeno que sempre incomodou pilotos em todo o mundo e de acordo com o estudo Weather Accident Prevention Project da NASA (estudo para prevenção de acidentes relacionados a condições meteorológicas, em inglês), as turbulências custam aproximadamente US$ 100 milhões às companhias aéreas todos os anos. Ela também é responsável por incomodar clientes e a tripulação de bordo e, em alguns casos raros, pode até causar pancadas nas pessoas a bordo.

Prever quando e onde ela irá acontecer e a intensidade da turbulência é algo muito difícil, mas a Delta desenvolveu um novo aplicativo líder de indústria que está ajudando os pilotos a visualizarem e evitarem as turbulências.

Lançado em abril, o aplicativo Flight Weather Viewer da Delta oferece aos pilotos gráficos de turbulências e previsões em tempo real na cabine de comando.

“A Delta pode se beneficiar de uma convergência de tecnologia acessível (por exemplo, tablet, dados meteorológicos aprimorados e conectividade de aeronaves) para desenvolver uma maneira inovadora de informar condições climáticas aos pilotos”, disse o capitão Steve Dickson, vice-presidente sênior de Operações de Voo. “Esta abordagem permite que nossas tripulações tomem decisões informadas para um voo mais seguro, uma operação mais eficiente e uma melhor experiência aos passageiros”.

O aplicativo, desenvolvido em parceria com a empresa Basic Commerce and Industries (BCI), permite que pilotos conectem seu plano de voo e visualizem onde a turbulência está e como ela será encontrada em um mapa colorido 3D e escala 0-100.

O sistema utiliza algoritmos especiais de sensores aviônicos instalados em mais de 300 aeronaves da frota da companhia aérea, para combinar dados dos acelerômetros verticais com dados do estado atmosférico, incluindo fatores como inclinação, rotação e velocidade do vento, gerando relatórios sobre as turbulências. Estes relatórios são enviados para modelos de previsões e ficam disponíveis no aplicativo em tempo real. Pilotos podem mandar alertas de ameaças durante a sua rota, o que aciona notificações em áudio e visuais, sinalizando quando uma área de turbulência se encontra à frente, quando a sinalização de cinto de segurança deve ser acesa e quando a cabine necessita de atenção.

A grande diferença entre o aplicativo da Delta e tecnologias similares é que os dados são personalizados por tipo de aeronave, afinal uma turbulência afeta uma aeronave 737 de fuselagem estreita de maneira diferente de uma muito maior, como o A330. O aplicativo também está disponível em tempo real, graças à conectividade rápida e segura da rede de wi-fi de bordo da Gogo, em vez do tradicional sistema digital ACARS que está em atuação desde o final dos anos de 1970.

Tradicionalmente, antes do voo os pilotos recebem instruções sobre condições climáticas previstas. Estas instruções incluem relatórios de pilotos, também conhecidos como PIREPS, com informações limitadas, subjetivas e às vezes até desatualizadas. Como os tablets (ou bagagens de voos eletrônicas) substituíram gráficos de papel e manuais, os pilotos têm utilizado aplicativos na cabine de voo. A Delta começou a trabalhar com seus tablets Microsoft Surface em 2013.

Os pilotos da Delta se voluntariaram para testar o aplicativo desde janeiro e muitos disseram que ele iria transformar a indústria.

“O aplicativo Flight Weather Viewer se tornou uma ferramenta valiosa. É o aprimoramento mais incrível de conhecimento de situações durante o voo desde o desenvolvimento da cabine de comando de vidro e do FMC (computador de gerenciamento de voo)”, disse o co-piloto Jason Rice. “As previsões são precisas, os relatórios são objetivos e indicam condições reais, e a funcionalidade do aplicativo torna o acesso às informações muito mais fácil… Nós avançamos muito em relação à segurança e conforto do passageiro”.

Despachantes de voos e a equipe de 25 meteorologistas da Delta também estão capacitados com esta nova e aperfeiçoada ferramenta, que oferece atualizações de alertas sobre riscos relacionados às condições climáticas em todo o mundo com maior frequência.

A Delta espera observar uma queda significante no número de lesões e manutenções provocadas por conta de turbulências.

Espera-se também que o aplicativo reduza a emissão de carbono da companhia aérea, pois os pilotos não precisarão utilizar mais combustível para alterar a velocidade ou altitude em busca de melhores condições climáticas. Esta abordagem única de oferecer relatórios e previsões sobre turbulências em tempo real à cabine de comando foi patenteada e reconhecida pelo NTSB (organização responsável pela investigação de acidentes aéreos), pela FAA (Administração Federal de Aviação) e pelo National Center for Atmospheric Research (Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas). Entre 2013 e 2014, a FAA ofereceu suporte a uma versão demo do aplicativo para validar esta nova tecnologia.

Atualmente, a Delta tem o algoritmo reportando turbulências instalado em sua frota de aeronaves 737 e 767 e planeja expandir para aeronaves maiores que fazem voos internacionais, ao adicionar à frota de 777 e A330 em um futuro próximo. Na fase dois do projeto do aplicativo, os desenvolvedores esperam adicionar detecção para diversos outros tipos de interferências climáticas, como raios, granizo e até mesmo cinzas vulcânicas.

Clique aqui para ver o infográfico da Delta sobre turbulências.

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Big Data e seu desafio no mundo da aviação

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Um fato que marcou a história da aeronáutica civil. O voo MH370 da companhia Malaysia Airlines desapareceu dos céus e dos radares quase como por um passe de mágica. Ninguém sabe nada sobre seu destino e muito menos onde estão as caixas pretas, essenciais para entender as causas da maioria dos acidentes de avião.

Diante desse panorama aparece o Big Data, a gestão e análises de grandes volumes de dados, que poderia se tornar um instrumento para ajudar não só a segurança das aeronaves, mas também para atenuar as deficiências de ferramentas como, precisamente, as caixas pretas. Os dados de um avião em percurso poderão ser transmitidos em tempo real e assim diminuir a importância da caixa preta em caso de possíveis incidentes? Sem dúvida alguma, esse é um desafio que inquieta.

“Com os avanços das TIC, deveríamos ter a capacidade de extrair e analisar os dados dessas máquinas acidentadas sem necessidade de achar as caixas pretas. Acredito que um fato tão simples como esse pode fazer uma grande diferença”, disse o ministro das Comunicações e multimídia da Malásia, Shabery Cheek, após a tragédia.

Foi durante uma palestra da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que o funcionário solicitou a essa instituição e ao setor privado trabalharem para que os dados dos aviões, incluindo as caixas pretas, possam transmitir em fluxo contínuo e armazenar em centros de dados localizados na terra.

Big Data a bordo

Em geral, nada pode garantir uma segurança completa nos voos comerciais, mas estão sendo desenvolvidas tecnologias que contribuem na redução dos maus acontecimentos. Em termos gerais, o Big Data pode atuar em duas situações específicas.

A primeira tem a ver com as deficiências que existem nas caixas pretas, como apontamos acima, aproveitando os mais modernos serviços na nuvem, incrementando a segurança do voo. “As tecnologias da comunicação têm evoluído de maneira espetacular nos últimos anos, mas as caixas pretas são idênticas às de 30 anos atrás”, lembrou o ministro da Malásia.

O segundo setor ocorre no mesmo trajeto do avião. O Big Data identifica, analisa e processa dados das máquinas para acompanhar todo o percurso. Por exemplo, caso ocorram problemas com um dos motores, nós poderemos saber antes do pouso que peça ele precisa e atuar rapidamente para evitar complicações.

Voar a cegas

Um problema que dura até hoje tem a ver com o sistema estático Pitot. Em 1996, o Boing 757 do AeroPeru, que realizava a rota Lima-Santiago, caiu no oceano Pacífico devido a uma negligência dos operários de limpeza. Eles cobriram com fita isolante o tubo Pitot, localizado na parte frontal do lado de fora da aeronave, esquecendo-se de tirá-la depois das tarefas de manutenção.

Esse sistema é responsável por informar o índice de velocidade da máquina considerando o ar, altitude e as variações. Quando o leitor fica obstruído, a saída dos dados para o computador da aeronave se torna errada, fato esse que originou o impacto, ainda que a torre de tráfego em Lima tenha tentado ajudar com as poucas informações obtidas pelo radar. No entanto, as sondas Pilot ainda tem protagonismo nas tragédias aéreas atualmente.

Os perigos numa viagem de avião são muitos, mas uma tecnologia avançada com suporte em Big Data, que envie as informações desses grandes aparelhos a terra sem depender de ferramentas aeronáuticas tradicionais, poderia evitar muitos acidentes. “É pouco provável que o Big Data possa substituir as caixas pretas, mas será um novo nível de proteção para os voos, porque sempre é preciso uma alternativa caso as transmissões não estejam funcionando corretamente”, comenta Rodrigo Souza, Gerente de Dados da PSafe Tecnologia.

Dirigindo a informação

Com essa novidade, também devem ser consideradas as grandes quantidades de dados que cada voo geraria, o que ao mesmo tempo levaria a questão se existe a capacidade suficiente para fazer o acompanhamento de cada um deles a todo momento e em diferentes partes do mundo. “Um avião pode gerar 500 GB de dados num trajeto só e isso aumentará cada vez mais. Ter a capacidade de analisar todos esses dados permite que se otimize a manutenção”, explica Souza.

Entretanto, ele indica que o maior desafio é a correta implementação dessa ferramenta sem erro nenhum. “Até o momento tudo é feito off-line, os dados são baixados somente quando o voo pousa. O ideal seria a transmissão em tempo real”, opina.

Sem dúvida alguma, há muitas expectativas em relação às vantagens que o Big Data e o Internet das Coisas poderão trazer ao problema que afeta o seguimento de aeronaves comerciais. Por enquanto, no caso do voo MH370 de Malaysia Airlines, os satélites e radares estão analisando e cruzando informação com grandes dados para achar esse avião, que desapareceu há mais de um ano.

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