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A busca do Paraná para se tornar uma potência econômica

Foto: Agência de Notícias do Paraaná

Primeiro estado brasileiro a receber dois empreendimentos da rede Hard Rock, o Paraná quer alavancar o crescimento regional e aumentar as relações econômicas para atrair novos empreendimentos, gerar emprego e estabelecer o desenvolvimento sustentável das cidades.

Para abrir tantas portas, o governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, se inspira em países que souberam dar um salto qualitativo em sua economia quando entenderam e investiram em sua principal vocação. Ele cita o caso de Israel com a tecnologia e da Alemanha com a educação.

No caso do Paraná, Ratinho Júnior vê no agronegócio a maior oportunidade para materializar projetos em diferentes frentes. O Paraná, considerado o quinto Estado mais rico do País, se destaca com um dos principais produtores de proteína animal do Brasil e também na produção de grãos.

Na segunda-feira (11/11), o governador se reuniu com integrantes do Conselho Político e Social (COPS), coordenado por Heráclito Fortes, e Conselho de Economia (COE), coordenado por Roberto Macedo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para discutir as oportunidades de gestão e inovação do Paraná.

O desejo de consolidar o Paraná no fornecimento de alimentos, segundo Ratinho Júnior, passa por alguns gargalos logísticos, especialmente, na criação de condições para escoar a produção e exportar de forma mais eficiente para países, como China e Estados Unidos.

“Estamos organizando o Estado para alcançar esse posto. Já somos o maior produtor de carnes do País. No futuro, o mundo vai precisar cada vez mais de comida e o Paraná pode se destacar nesse cenário, já que ninguém produz em quantidade e em variedade como o nosso Estado”, diz.

Para tanto, há alguns projetos em discussão, como a entrada do Estado no leilão de concessões de aeroportos. Outro deles é a criação da ferrovia bioceânica, que ligará os portos de Paranaguá, no litoral do Estado, ao de Antofagasta, no Chile.

De acordo com o governador, os cálculos mostram que essa ferrovia conseguiria baratear em 40% o custo logístico de exportação para a Ásia, por exemplo.

A iniciativa de criar um banco de projetos para investir R$ 350 milhões em obras foi exaltada por Alfredo Cotait, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado (Facesp). A ideia é viabilizar e agilizar obras de reestruturação de rodovias, ferrovias e investimentos em segurança pública.

“Pensar nesse formato é inédito e pode resolver gargalos históricos. É muito importante enaltecer uma gestão pensada em longo prazo, como esse banco que vai ficar por muitos anos à disposição dos próximos governantes”, diz Cotait.

Durante a sua apresentação, o governador afirmou que também aposta no setor de turismo como uma das principais matrizes econômicas do Paraná, colocando especialmente, Foz do Iguaçu na rota turística internacional, além de promover o trânsito interno de turistas do próprio Estado com a melhoria nas rodovias.

Na opinião de Ratinho Júnior, o desenvolvimento deste setor é a forma mais barata de ampliar a geração de empregos no Paraná. A transformação dessa área passa pelo investimento em infraestrutura, comunicação, qualificação e parcerias com a iniciativa privada.

Ele cita a abertura do Hard Rock Hotel Ilha do Sol, no Norte do Paraná como exemplo de desenvolvimento regional a partir do turismo. O novo empreendimento vai criar 500 novas vagas diretas e 1,2 mil indiretas, a partir da inauguração, entre 2020 e 2021.

O economista Roberto Macedo enalteceu o ritmo de crescimento do Estado e o bom desempenho paranaense, especialmente, no setor agropecuário e industrial.

“Estamos num momento tão insólito no Brasil em que miramos nas mazelas, então nos surpreende ouvir falar de iniciativas que estão funcionando tão bem”, diz.

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Everardo Maciel fala sobre reforma tributária nesta quinta-feira na Associação Comercial de SP

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e entidades do setor de serviços promovem nesta quinta-feira (10/10), às 9 horas, palestra do ex-secretário da Receita Federal e consultor tributário Everardo Maciel.

Ele falará sobre a reforma tributária e o impacto da PEC 45 e da PEC 110/19 na economia, com especial enfoque no setor de serviços. Maciel também fará análise das propostas da reforma tributária em tramitação no Congresso, seguida de depoimentos de participantes que atuam em diversos segmentos. “Esperamos definir um posicionamento do setor de serviços, o mais importante da economia, que possa orientar os trabalhos dos deputados e senadores em relação ao tema”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

A reunião terá a participação de entidades que representam setores de mão de obra responsáveis por mais da metade dos empregos do País, como segurança, construção, centrais de atendimento, contabilidade, educação, advocacia, saúde, informática e transporte.

Reforma Tributária: impacto da PEC 45 e da PEC 110/19 sobre o setor de serviços
Dia: 10/10/2019 (quinta-feira)
Horário: 9 horas ao meio-dia
Local: Rua Boa Vista, 51, 9º andar — Centro — São Paulo/SP

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Impostômetro da Associação Comercial de SP atinge marca de R$ 1,6 trilhão neste sábado, às 21h

Às 21 horas do próximo sábado (8/9), o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) irá registrar R$ 1,6 trilhão, que é o montante pago pela população brasileira desde o primeiro dia do ano na forma de impostos, taxas e contribuições para a União, os estados e os municípios.

Em 2017, o valor foi atingido 23 dias depois (dia 2/10) na comparação com 2018. “Esse avanço da arrecadação revela que o problema das finanças públicas não está do lado da receita: está do lado dos gastos. Por isso, o consumidor ? que será eleitor nos dias 7 e 28 de outubro ? precisa acompanhar de perto a aplicação dos recursos e exigir que os governos utilizem o dinheiro para melhorar os serviços públicos”, declara Marcel Solimeo, economista da ACSP.

“Esperamos que, diante dessa marca de R$ 1,6 trilhão, os candidatos ? tanto ao Executivo quanto ao Legislativo ? vejam que não há espaço para mais elevação de imposto. E que as discussões foquem no equacionamento do gasto público e na implantação das reformas necessárias, especialmente a da Previdência”, diz Solimeo.
Por fim, ele explica que o aumento arrecadatório em 2018 reflete a recuperação da economia, mesmo que esteja fraca, e o maior faturamento com itens altamente tributáveis, como energia e veículos. “A inflação também contribuiu para o resultado, embora não esteja tão elevada”.

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Mackenzie e Associação Comercial de SP farão raio-x inédito de cada polo varejista da capital paulista

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) firmaram parceria para traçar um raio-x inédito de cada polo econômico de rua da capital paulista (comércio e serviços) para que funcionem melhor tanto para o comerciante quanto para o consumidor.

Serão levantadas as necessidades urbanísticas e econômicas de cada polo, como: acesso a transporte, calçada, estacionamento de carro e bicicleta, arborização, acessibilidade, mobiliário adequado (bancos, lixeiras). Do ponto de vista econômico, o estudo levantará número de lojas, ramos, faturamento, perfil do consumidor e do polo (se é uma rua ou um núcleo, por exemplo).

Desta forma, o mapeamento ajudará a nortear políticas públicas de criação de emprego e renda, a elaborar e implantar leis adequadas e criar um novo desenho urbano. A ideia é melhorar a qualidade dos espaços públicos e facilitar o acesso dos cidadãos aos pontos comerciais. Já o empresário que pretende abrir ou expandir um negócio terá informação para escolher o melhor ponto comercial e o público que quer atingir.

Mackenzie e ACSP irão trocar informações, dados, reflexões, mapeamentos georreferenciados e insumos que contribuam para a intervenção urbana em áreas de polos comerciais. A primeira etapa do mapeamento irá detalhar características de três deles, do ponto de vista econômico e urbanístico.

A assinatura do termo de cooperação que oficializa a parceria foi realizada na última quarta-feira (20/6) por Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da Universidade Mackenzie e Alencar Burti, presidente da ACSP. Segundo o reitor da UPM, o projeto “é um reconhecimento do fruto de um trabalho realizado há muito tempo e reflexo do compromisso com a educação que vem desde as nossas origens e ao longo desses anos”. Burti ressalta que a união com o Mackenzie, que tem mais de um século de experiência, “vai ajudar a melhorar problemas estruturais do município e dar uma imensa contribuição para a sociedade. O projeto abre um precedente para parcerias futuras”.

José Inácio Ramos, presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, frisou que a experiência das duas entidades é garantia de sucesso da parceria. “A história do Mackenzie se confunde com a história de São Paulo. Estamos aqui desde 1870 e desde 1902 em Higienópolis, sempre em busca do que acreditamos. Temos certeza de que essa será mais uma parceria de uma série de bons projetos com essa classe tão elogiada que é a Associação Comercial de São Paulo. Vamos identificar os pequenos varejistas, que fazem a história dessa grande São Paulo”.

O superintendente institucional da ACSP, Marcel Solimeo, ressaltou a importância da aproximação entre as áreas empresarial e acadêmica na busca de informações e soluções para o desenvolvimento do varejo e da economia. “O Mackenzie tem longa tradição no campo dos estudos e do urbanismo e a ACSP tem uma história de mais de 100 anos de apoio ao empreendedorismo e ao comércio. Vamos unir os dados acadêmicos do Mackenzie com a prática dos empresários da ACSP”.

Para Antonio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP e coordenador do Conselho de Política Urbana da Associação, a finalidade é reconhecer os polos varejistas trazendo oportunidade, experiência e instrumentos frente aos desafios urbanos. “Buscamos estar sempre atualizados para informar os associados e dar oportunidade de conhecerem melhor a cidade para desenvolver suas atividades da melhor forma possível”.

Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Projetos e Políticas Públicas da Faculdade Presbiteriana Mackenzie e membro do CPU, disse que o projeto vai “investigar os polos para que funcionem melhor, sejam acessíveis e eficientes, para que se gaste menos, do ponto de vista do comerciante, e para que tenha facilidade de acesso para o consumidor aos polos, que são descentralizados e capilares. É uma forma de cuidar do pequeno comerciante e ao mesmo tempo qualificar a logística”.

O presidente do Fundo Mackenzie de Pesquisa, Milton Flávio Moura, disse que a parceria enaltece a qualidade da informação e a força que a ACSP tem. “É uma história muito bonita e que teve início com o seu banco de dados. E o Mackenzie também tem tradição e é reconhecido pela qualidade dos seus trabalhos e inovações. Uma delas é o Mack Pesquisa, que está olhando com carinho para esse projeto com a ACSP, para desenvolvermos um trabalho junto ao mercado varejista de SP”.

A parceria nasce de um projeto de fomento à pesquisa denominado “Conhecendo os polos varejistas das ruas de São Paulo. Oportunidade, experiência e instrumento frente aos desafios urbanos da cidade contemporânea”, alocado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) do Mackenzie.

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Decisão do Copom foi adequada, diz Associação Comercial de SP

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apoia a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual.

“É um corte adequado, considerando que a inflação segue baixa, o que abre espaço para a Selic cair mais”, comenta Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP.
Ele ressalta que juros menores beneficiam as duas pontas do mercado. “De um lado, as empresas arcam com custos menores de financiamento, podendo investir mais e contratar mão de obra. Do outro lado, com juros menores, o trabalhador consome mais e tem mais oportunidades de emprego”.

“O nível de atividade econômica está relativamente fraco e o desemprego ainda é muito elevado. É preciso alavancar esses dois componentes da macroeconomia”, finaliza Solimeo.

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Pela primeira vez, Impostômetro da ACSP registra R$ 2,1 trilhões; marca será alcançada amanhã, às 8h

Nesta quinta-feira (21/12), por volta das 8 horas, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) baterá um recorde e chegará à marca de R$ 2,1 trilhões. O valor projetado abarca todos os tributos (impostos, taxas e contribuições) pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano para a União, os estados e os municípios.

Para 31/12/17, a estimativa da ACSP é de que o painel alcance valor próximo de R$ 2,170 trilhões, o que representa elevação de 8,4% em relação à arrecadação total de 2016 (em 31/12/16, o painel marcou R$ 2,004 trilhões). Os números informados pelo Impostômetro são nominais (sem descontar a inflação). “O que mais contribuiu para esse aumento de um ano para o outro foi a retomada da atividade econômica, principalmente do setor industrial, que, quando está em expansão, recolhe mais tributos”, explica Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele aponta outros dois fatores para o resultado de 2017: a elevação de alíquotas no primeiro semestre deste ano e a inflação. “Quando os produtos e serviços ficam mais caros, o valor arrecadado em imposto também cresce. Mesmo com recuos em 2017, a inflação ainda está em patamar elevado. A mordida maior do Leão afasta a necessidade de aumentos ou recriação de impostos e reforça a urgência de se administrar melhor os gastos ”, finaliza Burti.

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Vendas da Black Friday devem crescer 15% puxadas por eletroeletrônicos, diz presidente da ACSP

Faltam 30 dias para a Black Friday e a expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) é de que as vendas para esta data cresçam 15% em relação às do ano passado. Todavia, de acordo com o presidente da ACSP, Alencar Burti, embora a Black Friday se incorpore cada vez mais ao varejo físico, ela ainda é uma data ligada ao comércio on-line.

“O varejo como um todo não terá esse desempenho de 15%, porque a Black Friday ainda é muita restrita à internet e a alguns segmentos do mercado, como o de eletroeletrônicos”, observa Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

“Ano passado, vimos lojas físicas aderindo à Black Friday, fazendo promoções não só na sexta, mas ao longo de toda a semana. Isso deve se repetir. Mas ressalto que não deve se espalhar para todo o comércio. Em supermercados, por exemplo, não tem Black Friday. O consumidor não vai deixar de comer hoje para fazer isso depois por causa de um desconto melhor”, detalha Burti.

Ele comenta ainda que, como tem acontecido nos últimos anos, a Black Friday deverá retirar vendas do Natal, uma vez que os consumidores devem aproveitar os grandes descontos para adiantar as compras de fim de ano. Não à toa, diz ele, tem havido um movimento para antecipar a realização da Black Friday, movimento esse, contudo, que não deve se consolidar.

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Na ACSP, presidente do BNDES anuncia foco em MPEs e programa que vai liberar crédito em 7 segundos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, fez palestra hoje na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Ele falou durante sessão plenária da ACSP em conjunto com reunião do Conselho Político e Social (COPS) da entidade.

“Estou aqui hoje para fazermos o que deve ser, na realidade, um diálogo entre as várias coordenadorias de economia e política que aqui se reúnem”, disse Rabello. Ele focou sua apresentação em medidas de incentivo para as micro e pequenas empresas, lembrando que grande parte dos projetos que o BNDES pretende implementar já está fincada no passado, como o Programa de Financiamento às Pequenas e Médias Empresas (Fipeme), o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec) e o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep), criados na década de 1960. “Quanto mais nós temos boas ideias, descobrimos que elas são excelentes, mas não são novas”, frisou.

Rabello mostrou e analisou a evolução dos desembolsos do BNDES de 2001 a 2016 e a dinâmica das carteiras de crédito entre bancos públicos e privados de janeiro de 2011 a maio de 2017. Para ele, a desaceleração econômica brasileira é puxada pela retração do investimento, pelo baixo índice de confiança da indústria e pela elevada ociosidade. O presidente do BNDES também lembrou que, a partir do final de 2016, o crédito a pessoa jurídica sofreu forte contração e que a queda das carteiras PJs é generalizada.

“Nós temos que ter um pacto em favor de uma gestão pelos próximos quatro anos, que seja digna da comemoração que faremos em 7 de setembro de 2021 e seja um novo grito do Ipiranga”, afirmou.

Giro Pré-Aprovado

Ele adiantou que, no dia 25/8, o BNDES vai lançar o programa Giro Pré-Aprovado, linha de crédito facilitada para capital de giro. Micro, pequenas e médias empresas obterão o crédito com base no cadastro que já têm no BNDES, sem precisar esperar que o banco particular ou público envie uma cópia do cadastro à instituição de fomento. Segundo Rabello, o empreendedor vai saber em até sete segundos se foi contemplado pelo empréstimo do novo programa.
Cinema

O cineasta Bruno Barreto participou da reunião. Com financiamento do BNDES, ele está produzindo um filme sobre expedição de Candido Rondon e Theodore Roosevelt na Amazônia. “São Paulo é hoje o principal centro produtor de audiovisual do País. É a capital cultural do Brasil e não mais o Rio de Janeiro. Apesar da crise, o nosso setor ? produção de séries para TV e outros ? está a pleno emprego por causa da Amazon e da Netflix”, declarou. Ele atentou para a necessidade de regulação no setor a partir da prática. “Eu, como membro do Conselho Superior de Cinema, estou lutando em Brasília para que essa febre regulatória não afugente a Netflix, a Amazon e outras plataformas”.

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, criticou o cenário atual de crédito para as micro e pequenas empresas. “O crédito não chega na ponta porque os canais estão obliterados. Essa é a nossa discussão dentro do BNDES, pois 83% do universo de pequenas empresas não têm acesso ao sistema bancário e se viram de forma alternativa”.

Ele lembrou que as MPEs representam 98% do universo de empresas no Brasil e que o Microempreendedor Individual (MEI) é “o maior fenômeno de inclusão econômica e social do mundo na atualidade”.

“Estou muito satisfeito em ter aqui conosco uma pessoa que vai contribuir para sairmos desse estado que não nos alegra. Também é preciso que cada um de nós, brasileiros, assumamos a nossa parcela de responsabilidade com o País”, disse Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Participaram do evento Jorge Bornhausen, coordenador do COPS/ACSP; Alfredo Cotait, vice-presidente da entidade; Roberto Macedo, coordenador do Conselho de Economia da Associação; Robert Schoueri, membro do Conselho Superior da ACSP. Uma turma de estudantes do curso de administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) também acompanhou o evento, além de empresários, integrantes do COPS e dirigentes da ACSP.

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Manifesto Reformar para Mudar

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Entidades divulgam manifesto pró-reformas para garantir o futuro do País.

Instituições representativas da indústria, comércio e serviços, segmentos que respondem por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e pela geração de milhões de empregos, publicam hoje (12/4) manifesto conjunto em defesa de medidas que consideram primordiais para o crescimento sustentado do País. E a Associação Comercial de São Paulo(ACSP) participa e apoia.
Dentre elas estão as reformas previdenciária e trabalhista, apontadas como inadiáveis.

“O Brasil precisa retomar o crescimento e aumentar a competitividade para melhorar as condições de vida de sua população. E a competitividade só virá com a elevação da produtividade, que é um dos benefícios que as reformas trarão para o País”, afirma Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

A SEGUIR, LEIA A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO:

Sem a adoção de medidas concretas, o futuro das próximas gerações estará comprometido.
A sociedade defende mudanças. Quer a afirmação de valores éticos (na política, nos negócios, na vida). Quer a modernização de regras e modelos; eliminar engessamentos; ter perspectivas; fluir; prosperar.
Para o desencadeamento dessas mudanças, dois caminhos que começam a ser trilhados merecem nosso decidido apoio.
A reforma da Previdência é um deles. A população envelhece. A taxa de natalidade cai. Pura aritmética: se nada for feito, em breve nossos filhos e netos não terão direito a qualquer benefício.
O outro é o da modernização da legislação trabalhista. A relação capital/trabalho amadureceu, evoluiu. Os empregados de hoje sabem se organizar, dialogar e negociar com seus empregadores.
Para respeitar essa capacidade, ao invés de subestimá-la, é preciso atualizar a velha CLT; adaptá-la à realidade; romper paradigmas; garantir segurança jurídica ao acordado. E, assim, ampliar a oferta de empregos para nós, nossos filhos e netos.
Como entidades representativas da indústria, comércio e serviços, apoiamos a realização dessas reformas.
Elas representam o início do processo de restauração do Brasil, abrindo espaço para que os próximos governos não temam fazer o que é necessário. Abandonem o populismo e assumam a responsabilidade de cuidar deste País, protegendo seus habitantes.
Basta de adiar o indispensável; de negar o inadiável.
Só com desenvolvimento econômico e criação de empregos teremos a redução da pobreza e os avanços sociais que tanto desejamos.
Coragem, brasileiros. O melhor está por vir!
Porque esta Nação merece (e pode) ser grande.

CONHEÇA AS INSTITUIÇÕES QUE FAZEM PARTE DESTA INICIATIVA:

Aabic – Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo
Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
Abrainc – Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias
Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centers
ACSP – Associação Comercial de São Paulo
ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil
ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil
Aelo – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano
Alshop – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping
Apeop – Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas
AsBea – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura
CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção
Cofeci-Creci – Conselho Federal dos Corretores de Imóveis
DECONCIC – FIESP – DEPARTAMENTO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DA FIESP
Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo
Fecomercio – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
Fiabci-Brasil – Federação Internacional Imobiliária
IE – Instituto de Engenharia
Sciesp – Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo
Secovi-SP – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo
SindusCon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo
Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

Fonte: Associação Comercial de São Paulo

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Impostômetro registra R$ 500 bilhões nove dias antes que em 2016

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Meio trilhão de reais! Esse é o valor total pago pelos brasileiros em impostos, taxas e contribuições só em 2017. A marca de R$ 500 bilhões exibida pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta segunda-feira (20), por volta das 6h50, abrange o montante nominal de tributos – ou seja, sem descontar a inflação.

Em relação ao ano passado, o valor foi alcançado nove dias antes (o painel registrou R$ 500 bilhões dia 29/03/2016).

Para o presidente da ACSP e da Federação da Associação Comercial de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, esse aumento arrecadatório de um ano para outro é um incentivo para que o governo federal descarte elevação ou criação de impostos. “Esse crescimento é sinal de que a recessão perde força e a economia começa a reagir. O controle de gastos e as reformas ajudarão a sanear as contas públicas nos próximos anos. Por isso, vemos como desnecessário qualquer aumento tributário, visto que isso retardaria a retomada da economia”, declara Burti.

No portal do Impostômetro é possível visualizar, por exemplo, curiosidades e valores arrecadados por período, estado e município. O painel foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos melhores. Está localizado na sede da Associação, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista.

Fonte: Associação Comercial de São Paulo

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Impostômetro da Associação Comercial de SP chega a R$ 1,6 trilhão na segunda-feira (24/10) às 8 horas

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registra, às 8 horas de segunda-feira (24/10), a marca de R$ 1,6 trilhão. O valor representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população brasileira desde o começo do ano.

Em 2015, esse montante foi arrecadado dia 19 de outubro. “Esse atraso de cinco dias em relação ao ano passado é consequência do ritmo mais fraco da economia. Mesmo assim, o peso da tributação para as empresas e para os consumidores continua o mesmo”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

No portal www.impostometro.com.br é possível visualizar os valores arrecadados em cada estado e em cada município brasileiros. Também está disponível a arrecadação por categoria, como produção, circulação, renda e propriedade.

O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios se espelharam na iniciativa e instalaram painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.

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“Foi acertado, mas que seja realmente o início de um ciclo de redução dos juros”, diz presidente da ACSP

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comenta sobre a decisão de hoje, do Banco Central, de diminuir em 0,25% a taxa básica de juros.

“A decisão de reduzir a taxa Selic foi acertada, pois, além da continuidade da crise econômica, a inflação já está mostrando claros sinais de desaceleração, num contexto em que o ajuste fiscal avança por um bom caminho. Esperamos que seja realmente o início de um ciclo de redução dos juros, que ainda se encontram em patamar elevado”, avalia Burti.

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E-commerce deve crescer 9% em 2016, diz Pedro Guasti, CEO da Ebit, em fórum da Associação Comercial de SP

Dois dos maiores especialistas brasileiros em varejo, Pedro Guasti e Nelson Barrizzelli, participaram da abertura do Fórum Empreendedor – FE4 ontem na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Guasti preside a Ebit, empresa do grupo Buscapé que faz pesquisas com usuários do meio online, e o conselho de e-commerce da Fecomercio. Também integra o grupo de investidores Harvard Business Angels.

Já o economista e consultor Barrizzelli é professor aposentado da FEA-USP, coordenador de projetos da FIA, sócio da AGC (Consultoria Especializada de Aceleração de Lucratividade) e membro de conselhos de administração.

Crescer na crise

Sobre comércio eletrônico, Guasti destacou que o segmento tem muito a aumentar e, mesmo que afetado pela crise, terá crescimento neste ano. “A nossa crise é crescer 9% em 2016”, frisou, comparando com anos anteriores, quando o mercado sempre expandiu na casa dos dois dígitos.

Segundo pesquisa da Ebit, 37% dos consumidores pretendem comprar no varejo físico. No eletrônico, o percentual sobe para 86%. “A crise torna as pessoas mais críticas e há uma migração para o online, sobretudo em compras de valor agregado mais alto”, afirmou o CEO da empresa, reforçando que essa é uma grande oportunidade para o setor.

Guasti afirmou, porém, que foi identificado um enfraquecimento na intenção de compra da classe C, em decorrência da piora de fatores macroeconômicos: desemprego, queda do salário, inflação alta, indisponibilidade de crédito e juros elevados. “Se quando um desses fatores cai já é complicado, imagina quando todos caem”.

Resistência

Barrizzelli afirmou que muitas empresas costumam apontar o agravamento da conjuntura como causa de seus fracassos e se esquecem de olhar para dentro. Ele disse que, em toda sua trajetória como consultor empresarial, jamais houve um caso em que a razão do problema não estivesse dentro dos negócios, que não conseguem adaptar suas gestões às necessidades externas. “A resposta está dentro de cada empresa. Isso se chama gestão. Não existe situação boa ou ruim que possam interferir em empresas que tenham uma boa gestão”.

O palestrante citou os casos das Lojas Cem e da Via Varejo. Em 2015, enquanto a primeira – bem menor – faturou R$ 3,4 bilhões e teve lucro líquido de R$ 74 milhões, a segunda faturou R$ 20 bilhões, mas teve perdas de R$ 55 milhões. “Ora, um gigante como a Via Varejo, teoricamente, teria muito mais condições de negociar e vender mais barato, condições de ter uma estrutura profissionalizada muito mais forte e mais conhecimento de mercado. Mas as Lojas Cem trabalham independentemente dos problemas que cercam a empresa. Na verdade, eles estão focados no seu negócio, sabem exatamente o que fazer”, analisou Barrizzelli. “O que a crise fez com Lojas Cem? Nada. Absolutamente, nada”.

O FE4

O Fórum de Empreendedores também será realizado nos dias 11, 13, 18 e 20 de outubro. Reúne grandes nomes do mundo empresarial para propor soluções práticas para a crise. É dividido em quatro módulos: marketing e vendas, legislação, tecnologia e finanças e investimentos. Os encontros ocorrem na sede da ACSP, no centro da capital paulista. Ainda dá tempo de fazer inscrições para os módulos, por meio do site www.fe4.com.br, onde também está disponível a programação completa.

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Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo chega à marca de R$ 1 trilhão nesta terça às 13h30

Pela 1ª vez, valor é registrado com atraso sobre o ano anterior: em 2015, valor foi alcançado dia 29 de junho

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atinge, nesta terça-feira (5/7), às 13h30, a impressionante marca de R$ 1 trilhão. O valor abrange o total de impostos, taxas e contribuições pagas pela população brasileira nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal) desde 1º de janeiro de 2016.

Em 2015, o Impostômetro registrou esse mesmo montante seis dias antes, em 29 de junho. A demora em 2016 representa uma efetiva queda na arrecadação, decorrente da crise que atinge o País e enfraquece a atividade econômica.

Mesmo com esse enfraquecimento, o painel chega ao vultoso valor de R$ 1 trilhão em função do avanço da inflação: com preços mais altos, o consumidor desembolsa, também, maiores valores em impostos, já que esses são calculados sobre o preço final das mercadorias e serviços.

O atraso no registro de R$ 1 trilhão é inédito – até então, as marcas foram alcançadas antes do que no ano anterior, mostrando que o painel girava mais rapidamente. A primeira vez que o Impostômetro chegou a R$ 1 trilhão foi no dia 18 de dezembro de 2007 – o painel foi implantado em 2005.

“O atual governo precisa focar no controle dos gastos de médio prazo e deixar a economia se recuperar. Embora o PIB não vá crescer neste ano, já há fortes indícios de que o segundo semestre será melhor para todos os setores da atividade econômica”, diz o presidente da ACSP, Alencar Burti.

“Defendemos que não deve haver aumento de impostos, porque isso só pioraria a situação. Apesar dos aumentos realizados pela administração anterior, vimos que a arrecadação não melhorou em nada. Ou seja, não surtiu nenhum efeito nos cofres do governo. E a carga tributária já está no limite”, reforça Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

O painel

O Impostômetro foi concebido pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios se espelharam na iniciativa e instalaram seus próprios painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.

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Guerra fiscal entre os estados vai voltar, diz secretário da Fazenda de SP em palestra na ACSP

A guerra fiscal entre os estados está parada, mas vai voltar. A opinião é do secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, Renato Villela, que realizou palestra hoje durante encontro do Conselho de Economia (COE) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

De acordo com ele, a questão das alterações no ICMS sempre dependeu – e ainda depende – da disposição do governo federal em realocar recursos para compensar a inevitável perda que a reforma teria nos cofres de alguns estados. “Esse foi o motivo que interrompeu as discussões há cerca de quase dois anos”, afirmou Villela, completando que a União poderia ter colaborado de forma mais efetiva para um consenso entre os entes da Federação.

Embora a crise econômica tenha colocado um freio na disputa acirrada dos estados por arrecadação, Villela afirmou que a guerra fiscal certamente voltará, tão logo passe a turbulência. Essa, contudo, seria uma visão míope dos governos, que tendem a ignorar a construção de uma “agenda estruturante”, pensando apenas no curto prazo.

Roberto Macedo, coordenador do COE, chamou atenção para o hábito da administração pública de gastar mais do que pode. Segundo ele, o Brasil sofre de “fiscalose”, uma doença causada por contaminação. No caso, o desastre financeiro da União contamina os entes federativos. “E isso está se generalizando, alcançando o sistema financeiro. Há estados segurando a prestação de empréstimos consignados para fazer caixa”, disse, em referência ao que ocorre no Rio de Janeiro.

Renato Villela ressaltou que os estados vivem um momento financeiro complicado, classificando inclusive como “caótica” a situação de alguns. No entendimento dele, parte da origem do que acontece hoje nos estados está na legislação brasileira. “De 88 para cá, ela vem se caracterizando pela concessão ilimitada de benefícios para cidadãos, grupos e determinados setores, sem muita preocupação sobre como isso vai se dar. É fácil você passar uma lei criando um piso para professores e, pronto, fiz o meu papel. Mas se estados e municípios têm capacidade para cumprir esse piso, isso é problema dos governadores, dos prefeitos e de seus respectivos secretários de fazenda”, frisou.

Durante sua participação, Villela apontou diversas vezes que o aumento da carga tributária – criticado por muitos – não é “decorrente de desvios psicológicos dos governantes”, mas sim do “crescimento ininterrupto do gasto”. A carga tributária elevada é, segundo ele, sintoma e não causa do problema. “A causa é o gasto descontrolado.”

“Enquanto não tivermos uma postura muito forte em relação a isso, eu sinto dizer aos contribuintes brasileiros que não vamos reduzir a carga tributária”. Ele reconheceu, porém, que o sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos e custosos do mundo, sendo sua reforma uma prioridade para o desenvolvimento do País.

SP sob controle

Renato Villela também comentou a reunião que governadores tiveram recentemente com o governo federal para solucionar seus problemas de caixa. O secretário paulista classificou o acordo como positivo, mas reconheceu que há riscos de o PLC 257/2016 não ser aprovado – ou ser aprovado com alterações ou atraso. O Projeto de Lei Complementar colocará em prática o alívio da dívida dos estados com a União. “Existem algumas coisas que foram acordadas que vão dotar as administrações públicas de instrumentos efetivos de redução de gastos”, disse ele, ao comentar os benefícios do acordo. Villela deu como exemplos a obrigatoriedade de se travar, em termos reais, o gasto primário dos governos, e a limitação no reajuste de salário de servidores.

No caso de São Paulo – embora seja o estado mais endividado em termos nominais – a situação está sob controle, de acordo com Villela, e a administração está investindo. “Estamos tentando não parar”, afirmou. “O governador tem uma preocupação muito grande com a geração de empregos que os investimentos trazem. Talvez tenhamos sido o único estado que não parou investimento. Reduzimos ritmo, mas isso é normal”, complementou. “São Paulo, até o final do ano, não vai ter problema”, disse ele, em outro momento.

“Essa é uma das minhas preocupações centrais”, admitiu Villela, dizendo que as obrigações acessórias são exageradas, descoordenadas e conflitantes, às vezes. “Os impostos são complicados, o ICMS é uma loucura. O IPI, o Imposto de Renda são uma loucura. Então, é isso o que gente tem que focar”, observou.

Sobre os investimentos estaduais, o primeiro vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine, chamou a atenção para a necessidade de se rever as obrigações acessórias, que burocratizam e problematizam a política fiscal. “Esse é um aspecto em que o contribuinte precisa da ajuda do estado”, reforçou.

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Presidente da ACSP e da Facesp, Alencar Burti, comenta queda oficial do PIB em 2015

ACSP), Alencar Burti, comenta a queda do PIB em 2015:

“Como já era esperado, a retração do PIB de -3,8% em 2015 foi puxada pela queda no consumo das famílias (-4%) e, também, pelo forte tombo da formação bruta de capital fixo (-14,1%). Tudo isso capitaneado pelo impasse político-institucional, que afeta inclusive os presidentes do Legislativo e do Executivo. Espera-se que haja uma rápida solução para essa dificuldade política para que comecemos, então, a enfrentar o problema econômico”, analisa Burti.

De acordo com Burti, a queda do PIB só não foi maior por causa do bom desempenho da agropecuária, que cresceu 1,8% em 2015. “E o setor de comércio, infelizmente, caiu 8,9%, bem próximo da nossa estimativa de 8%, divulgada em dezembro”, finaliza Burti.

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Impostômetro alcança R$ 300 bilhões nesta sexta-feira (19)

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingirá a marca de R$ 300 bilhões nesta sexta-feira (19), às 20h55. O montante corresponde ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros desde o começo do ano. Em 2015 esse valor foi registrado também em 19 de fevereiro.

Para o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, o fato da arrecadação estar crescendo menos evidencia a necessidade urgente do governo começar a controlar seus gastos. “Para equilibrar suas contas, o governo insiste em aumentar impostos, mas não se empenha em reduzir gastos. Essa falta de compromisso com o controle fiscal, inclusive, motivou mais um rebaixamento da nota de risco do País. Por isso, é imprescindível que se abandonem iniciativas de elevação tributária – o que só aprofundaria a recessão. É preciso racionalizar os gastos e realizar as reformas”, diz Burti, que complementa: “Aumentar impostos num momento de retração simplesmente não é viável”.

Redução do PIB

Burti ressalta que a queda de 4,08% do PIB nacional – segundo estimativa divulgada hoje pelo Banco Central – mostra que a sociedade continua pagando muito imposto.

“A marca de R$ 300 bilhões foi atingida no mesmo dia que no ano passado, mas sobre um PIB menor, ou seja, sobre um nível de atividade menor. Em outras palavras, significa dizer que o brasileiro está gerando menos riquezas, mas pagando os mesmos impostos de antes. E o governo ainda quer mais”, afirma.

O que dá para fazer com R$ 300 bilhões

Fornecer mais de 2.174.650.995 bolsas família.

Contratar mais de 22.822.424 professores do ensino fundamental por ano

Comprar mais de 11.275.968 carros populares

Construir mais de 1.057.122 postos de saúde equipados.

Adquirir mais de 276.773.763 geladeiras simples

Pagar 20.329 meses a conta de luz de todos os brasileiros

Construir mais de 264.740 km asfaltado de estradas.

Plantar 60.890.227.857 de árvores

Construir mais de 8.698.604 casas populares de 40 m2.

A arrecadação de tributos corresponde a 253.709.283 Notebooks

Construir mais de 3.309.252 km de redes de esgoto.

Comprar mais de 3.782.002 ambulâncias equipadas.

Construir mais de 22.061.677 salas de aula equipadas.

Construir mais de 6.342.732 postos policiais equipados.

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Confiança do consumidor começa o ano em baixa, informa ACSP

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O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 75 pontos em janeiro – o que representa uma queda de dois pontos em relação a dezembro de 2015 e de 62 pontos em relação a janeiro daquele ano. Essa é a décima queda nos últimos doze meses.

O INC é elaborado pelo Instituto Ipsos, que realizou a pesquisa entre os dias 14 e 24 de janeiro em todo o Brasil. No INC, os valores entre 100 e 200 pontos apontam otimismo; o intervalo de zero a 100 indica pessimismo.
De acordo com Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), a contínua baixa da confiança no início de 2016 sinaliza para o aprofundamento da crise política e econômica pela qual passa o País.
“A confiança está estabilizada, mas em patamares mínimos. Para que o consumidor saia desse pessimismo, é preciso haver uma solução rápida da crise político-institucional e a queda da inflação. Somente assim, poderemos retomar a atividade econômica”, comenta Burti.

Segundo o presidente da ACSP, o recuo da inflação melhorará, sobretudo, a confiança das classes mais baixas. Já o fim da crise política irá reduzir a incerteza que paralisa as compras parceladas.

Situação, consumo e emprego

Em janeiro, 52% dos entrevistados avaliaram sua situação financeira atual como ruim e apenas 24% como boa. Há um ano, essa relação era de 32% e 40%, respectivamente.
Em relação ao trabalho, 54% sentem-se inseguros em seus empregos, contra 14% que se sentem seguros (27% e 35%, respectivamente, em janeiro de 2015).

Mais do que isso, cada entrevistado disse conhecer, em média, 4,96 pessoas que perderam o emprego nos últimos seis meses. É o maior número desde que a pesquisa foi criada, em abril de 2005. Em janeiro do ano passado, essa média foi de 3,31 pessoas.
Como consequência desse cenário, apenas 16% dos consumidores disseram estar à vontade para comprar eletroeletrônicos nos próximos meses (41% em janeiro de 2015).

“A insegurança no emprego e a má percepção que o brasileiro tem de sua situação financeira se refletem no consumo das famílias, sobretudo na aquisição de bens duráveis”, explica Burti.
Na comparação com dezembro, todos esses indicadores mantiveram-se estáveis ou dentro da margem de erro de 3 pontos.

Estado de SP

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista registrou 60 pontos em janeiro – o pior resultado desde que a pesquisa começou. Em dezembro de 2015, a confiança entre os consumidores de São Paulo tinha sido de 64 pontos. Já em janeiro do mesmo ano, foi de 126.
A queda mais forte em SP pode ser explicada pelo fato de o estado ter uma grande presença de consumidores da classe AB, a mais pessimista. Além disso, por ser um estado altamente industrializado, sofre ainda mais com a recessão econômica, pois a indústria tem sido o setor mais prejudicado.

Regiões

Das regiões analisadas, apenas o Nordeste apresentou alta em relação a dezembro de 2015. O INC nordestino subiu de 82 para 91 pontos, embora continue no campo pessimista. O Sudeste caiu de 70 para 66 pontos; o Norte/Centro-Oeste, de 91 para 85; e o Sul despencou de 74 para 63 pontos.

Classes

A classe DE foi a única a apresentar ligeira elevação de confiança, com o INC desse grupo indo de 90 para 92 pontos. Já a confiança da classe C baixou de 76 para 73 pontos, e a da classe AB caiu de 64 para 62.
A melhora na confiança tanto da classe DE quanto na região Nordeste pode ser explicada pelo aumento do salário mínimo, que impacta mais esses dois grupos.

O INC

O INC de janeiro foi elaborado pelo Instituto Ipsos a partir de 1,2 mil entrevistas domiciliares em 72 municípios, por amostra representativa da população brasileira de áreas urbanas (Censo 2010 e PNAD 2013), com seleção probabilística de locais de entrevista e cotas de escolha do entrevistado, ambas baseadas em dados oficiais do IBGE.

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