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ABES sela parceria com IBI-TECH para apoiar o ingresso de startups israelenses no Mercado Brasileiro

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, (esquerda) e Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de assinar uma carta de intenções com Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech (Israel Brasil Innovations LTD), empresa israelense com filial no Brasil, com o objetivo de unir esforços para apoiar a ida de empresas de tecnologia da informação de Israel para o Brasil. Em Tel Aviv, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão de empresários brasileiros em Israel, Rodolfo Fücher comenta que “O mercado brasileiro apresenta uma excelente oportunidade para empresas israelenses investirem, porém, o Brasil possui uma percepção negativa para investidores estrangeiros, devido à complexidade tributária, forte judicialização e processo judicial caro e demorado. Neste sentido, a ABES possui mais de 30 anos de experiência na área jurídica, regulatória, tributária e pode auxiliar as companhias estrangeiras que desejem operar no Brasil”, afirma.

O executivo Shaul Shashoua explica que sua operação no Brasil permite a conexão do mercado brasileiro com o ambiente empreendedor de Israel. “Por meio de nossa forte experiência em Tecnologia e Desenvolvimento de Negócios, transformamos oportunidades inovadoras em projetos reais no Brasil e em Israel. A parceria com a ABES será de grande valor para estreitar relações e criar novas oportunidades para os empreendedores nos dois países”, afirma o presidente da IBI-Tech.

Missão em Israel

Rodolfo Fücher está, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão, organizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativo), em Tel Aviv, Israel, com executivos e conselheiros de administração brasileiros. Um dos objetivos do executivo nesta viagem é posicionar a ABES como referência em inovação para empresas israelenses, principalmente startups, que buscam expandir seus negócios no Brasil, além de apontar o País como um excelente mercado para prospecção de negócios.

Com uma agenda com visitas previstas à Universidade Technion; à Autoridade de Inovação de Israel, Programa de Inovação da Bolsa de Valores de Tel Aviv; e a empresas como Intel e Elbit System; a missão teve como intuito mostrar como Israel, conhecido como “Startup Nation”, teve um crescimento econômico tão significativo nos últimos anos: atualmente, o país concentra a maior média de empresas de tecnologia por habitante, 1 a cada 1.400 pessoas. “Israel é um celeiro de startups de sucesso que podem ser exemplos para empreendedores brasileiros. Neste sentido, essa missão nos ajuda a conhecer mais de perto o ambiente de inovação do país e a criar caminhos que nos permitam aproximar os dois mercados”, conclui Fücher, que volta ao Brasil no dia 4 de junho.

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Rodolfo Fücher é o novo Presidente da ABES

Rodolfo Fücher é o novo Presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software). A eleição, que ocorreu no dia 21 de março, elegeu o engenheiro Paulo Milliet Roque, com experiência em negociação internacional, sócio fundador da Brasoft, ex-sócio da Brasoftware, atualmente Diretor da Autoridade Certificadora Digiforte, como o Vice-Presidente da entidade, e também definiu os novos membros da diretoria executiva para os próximos três anos: Vanda Scartezini, sócia-sênior da Polo Consultores Associados, Presidente da DNS Women Institute e Presidente do Conselho da Fundação Sitec; Fábio Rua, diretor de Assuntos Governamentais e Regulatórios da IBM América Latina; e Lauro de Lauro, Cloud Guru Sênior na Sky.One Cloud Solutions.

Na ocasião, a entidade deu posse à renovação anual de 1/3 do Conselho Deliberativo. O ex-presidente da ABES, Francisco Camargo, e Jorge Sukarie assumem como Presidente e Vice-presidente do Conselho, respectivamente.

Especialista em políticas públicas, estratégia digital e governança, Rodolfo Fücher tem mais de 35 anos de carreira no mercado de tecnologia, sendo 27 deles dedicados à Microsoft, onde atuava como diretor de Relações Corporativas. Formado em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie, Pós-graduado em Marketing pela ESPM, e com especializações em grandes instituições americanas como Columbia Business School, Massachusetts Institute of Technology, Wharton e University of California, Fücher concentrou sua carreira na construção de políticas públicas por meio de coalizões de associações setoriais, definindo investimentos em responsabilidade social corporativa e filantrópica, desenvolvendo estratégias de marketing corporativo e estruturando áreas de vendas de empresas.

Atualmente, Fücher é sócio fundador da FEMP Administração e Participações, empresa de consultoria em transformação digital, gestão e políticas públicas para empreendedores e organizações filantrópicas.

Por mais de 12 anos, foi membro do conselho de diretores da ABES e assume a presidência da entidade no momento em que o setor tem como principais pautas, temas como a nova lei geral de proteção de dados (LGPD), IoT, Inteligência Artificial e 5G. Segundo Fücher, “As questões regulatórias continuarão a ser prioridade para a entidade, porque definem o nível de competitividade e viabilidade do setor e, consequentemente, o tornam mais ou menos atrativos para investimentos externos, ponto essencial para o crescimento e desenvolvimento do Brasil. Estamos perdendo espaço globalmente. De acordo com o último relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial, o Brasil caiu da 69ª para 72ª entre 140 países analisados. A ABES e seus associados têm o comprometimento de colaborar para reverter este quadro e acreditamos que a tecnologia tem um papel fundamenta l para tornar o Brasil um país menos desigual”, afirma.

O jantar de posse da nova diretoria para os associados está marcado para 1º de abril, em São Paulo, no restaurante Cantaloup.

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Brasil Digital, o novo Documento Nacional de Identidade

Por Paulo Milliet Roque, vice-presidente da ABES

Está previsto para julho de 2018 o início da disponibilização do DNI (Documento Nacional de Identidade), uma identidade digital válida em todo o território brasileiro cuja proposta é unificar documentos como RG, CPF e título de eleitor. A identificação poderá ser obtida em um processo que inclui registro no aplicativo gratuito “DNI” nas plataformas Android e iOS e identificação biométrica em postos de atendimento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Com todas as validações concluídas, será possível carregá-lo na memória de um celular ou tablet, dispensando a apresentação de registros de papel.

A iniciativa demonstra o quanto o Brasil tem avançado no campo de certificações digitais e indica um possível caminho de menor burocracia e eficiência aliada à tecnologia. Por outro lado, o novo documento não escapou de críticas, sendo as principais aquelas que levantam dúvidas sobre a privacidade das informações e os custos embutidos no sistema. As duas impressões possuem sua coerência, mas devem ser analisadas com atenção.

O DNI terá vários aspectos de segurança para evitar fraude. O documento é protegido por senha, não sendo possível gravá-la no aplicativo. Também não há vinculação com o chip do celular, e as informações não ficam na memória do aparelho (é necessária conexão com a Internet). Também haverá uma marca d’água ao lado e embaixo da fotografia, mutável a cada acesso ao aplicativo, o que permitirá conferir data e hora em que o documento foi aberto. Essa medida procura evitar que “prints” de tela de terceiros sejam usados como fraude à identificação. No caso de extravio do celular, o cidadão pode pedir a desvinculação do documento e solicitar a habilitação em outro celular no ponto de atendimento.

O DNI identifica o cidadão para outros humanos, mas não assina documentos. Para assinar documentos com valor legal, o cidadão precisa de um certificado digital (tipo e-CPF) que também pode ser instalado no celular. São propostas complementares.

Este certificado digital possui uma chave privada que identifica o cidadão para fins de acesso a serviços do governo e assinatura de documentos. O processo de acesso e a portais assinatura digital de documentos é criptografado. Esses documentos na sua forma nativa não são legíveis para os humanos, pois tudo está criptografado. Para isso é preciso utilizar um software leitor/assinador do documento que mostre as assinaturas, como o Adobe Reader, ou um portal de assinaturas.

Desde a implantação do sistema de certificados digitais brasileiros (ICP-Brasil) no ano de 2001, em nosso país não há registro de roubo de chaves privadas de certificados, a exemplo do que já aconteceu em países europeus e nos Estados Unidos. Isso se deve à alta rigidez tecnológica imposta pelo governo. Com a preocupação de sempre estar um passo a frente e preparado para a evolução dos hackers, já alteramos em 2012 nosso padrão de criptografia de 1024 para 2048 bits e hoje utilizamos técnicas avançadas como a marcação georreferenciada (que utiliza um GPS para emitir certificados, no intuito de combater fraudes) no processo de identificação do titular do Certificado Digital.

Os equipamentos dos certificados digitais (cartões, tokens, leitoras, etc…) brasileiros são certificados pelo Inmetro, com regras rígidas. Os sistemas envolvidos na emissão e uso são homologados pelo ITI Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ligado à Casa Civil). Tamanha preocupação com segurança muitas vezes se reflete em custos (sobretudo porque também são necessárias as caras validações presenciais, antes da emissão de um documento digital), que são fundamentais para tornar esses registros confiáveis.

A medida que a desmaterialização cresce, as certificações digitais e identidades digitais passam a ter uma importância fundamental.

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ABES cria Think-Tank

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), a mais representativa entidade do setor de software e tecnologia digital no país, com cerca de 2 mil associados, anuncia a criação do ABES Think-Tank, iniciativa voltada a sugerir políticas públicas que conduzam a uma estratégia nacional para Transformação Digital.

O Think-Tank tem a difícil tarefa de pensar o Brasil do Futuro, e como as políticas públicas podem acelerar a Transformação Digital do País.

O Estudo desenvolvido pelo ABES THINK-TANK, será entre a todos os candidatos à presidência da República e aos candidatos a Governadores estaduais, com propostas concebidas para orientar a transformação digital, o desenvolvimento do setor de Software e de Tecnologia, a inserção do Brasil nas cadeias de valor da economia do conhecimento.

“O nosso objetivo é sugerir políticas públicas que não sejam de governo, mas sim de Estado – ou seja, que de fato representem um projeto para crescimento para um Brasil moderno e com uma indústria de software forte e competitiva, no longo prazo, de forma estruturada, independente das mudanças que aconteçam nos diversos governos. O país precisa investir em tecnologia e inovação para crescer como uma economia competitiva e gerar empregos”, afirma Vanda Scartezini, conselheira da ABES e líder do Think-Tank.

Ao lado de Vanda, outras importantes lideranças integram o projeto, como Dra.Dorothea Werneck, ex-ministra da Indústria e Comércio e do Trabalho; Dra. Deana Weikersheimer; professora da FGV e advogada com ampla atuação na área de software; Marcelo Pagotti, ex-secretário da SETIC no Ministério do Planejamento;Patricia Pessi, ex-diretora de Governo Eletrônico na SLTI (hoje SETIC) do Ministério de Planejamento; Rodolfo Fucher, ex-diretor de Políticas Públicas da Microsoft.

O grupo se reúne periodicamente para discutir os principais desafios e oportunidades nacionais e mundiais, para que possa ser concebido um plano que vise encontrar e despertar as Vantagens Digitais do Brasil.

Também chamados “fábricas-de-ideias”, em português, os Think-Tanks estruturam-se para analisar cenários e propor soluções, com o apoio de renomados especialistas em uma determinada área. Para aumentar a porosidade e a participação de outras entidades representativas do setor, o ABES Think-Tank disponibilizou alguns canais de comunicação.

Conheça um pouco mais sobre os integrantes do ABES Think-Tank:

• Dra. Dorothea Werneck – Mestre e doutorada em Economia, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com longa carreira nas mais altas posições do Executivo Federal e Estadual, além de posições relevantes no setor privado.

• Dra. Deana Weikersheimer – Advogada, professora da FGV com longa atividade pública e privada, sempre com foco no Setor de Software e Tecnologia da Informação.

• Francisco Camargo – Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) desde 2016. Engenheiro de Produção com diversos cursos de especialização no Brasil e no Exterior, é Fundador e Presidente do Grupo CLM, Conselheiro do Softex.

• Marcelo Pagotti, Bacharel e MBA em Tecnologias da Informação, IT Manager no Banco do Brasil, foi Secretário da SETIC no Ministério do Planejamento e é membro dos conselhos do NIC.br, ICP Brazil, SOFTEX e do Brazilian Internet Steering Committee/CGI.br

• Patrícia Pessi – Mestre em Comunicação e Informação, foi Diretora de Governo Eletrônico na SLTI (hoje SETIC) do Ministério de Planejamento;

• Rodolfo Fücher – Mestre em Marketing e bacharel em Ciência da Computação, tem diversas especializações; empresário e angel investor, carreira desenvolvida na Microsoft onde chegou a Diretor de Políticas Públicas, é Conselheiro da ABES.

• Vanda Scartezini – Engenheira Eletrônica com diversas especializações, membro brasileiro do ICANN, com longa carreira pública e privada em altos postos nos segmentos das Tecnologias da informação e Comunicação, além de Propriedade Intelectual, é Conselheira da ABES.

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ABES apoia o Smart City Expo Curitiba 2018

A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) apoia o Smart City Expo Curitiba 2018, maior evento de cidades inteligentes do mundo, que acontecerá em Curitiba, no Expo Renault Barigüi, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março. A entrada para a área de exposição será gratuita, e associados da ABES terão 20% de desconto na inscrição para o congresso.

Realizada em sedes itinerantes ao redor do mundo, a Smart City Expo chega pela primeira vez no Brasil, com a expectativa de receber 5 mil pessoas nos dois dias de agenda. O evento traz especialistas internacionais em urbanismo, arquitetura e agentes públicos que promoveram transformações em cidades pelo mundo. Para o Congresso, serão 18 palestrantes internacionais e 36 brasileiros para debater temas como Tecnologias Disruptivas, Governança, Inovação Digital e Cidades Sustentáveis do Futuro.

Entre os principais palestrantes convidados estão: o arquiteto e engenheiro Carlos Ratti, diretor do Senseable City Lab do MIT, Jorge Perez Jaramillo, ex-planejador-chefe entre 2012 e 2015 da cidade de Medellín, na Colômbia (referência em transformações urbanas), Frans-Antom Vermast, consultor de estratégias de planejamento urbano do Amsterdam Smart City, Tia Kansara, fundadora da Kansara Hackney, consultoria internacional que desenvolve soluções para problemas urbanos, Pedro Vidal, Gerente do Programa Santiago Smart City, Chile, Agustín Suárez, diretor geral de Gestão Digital da cidade de Buenos Aires, Argentina e Carolina Pozo, ex-secretária geral de Planejamento, Inovação e Governo aberto para a cidade de Quito, no Equador.

O evento tem a chancela da FIRA Barcelona Internacional – consórcio público formado pela Prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona, e conta com organização do iCities, apoio estratégico do World Trade Center Business Club e participação oficial da Prefeitura de Curitiba como anfitriã. O Smart City Expo World Congress já ocorre anualmente em outras cidades ao redor do mundo como Kyoto (Japão), Montreal (Canadá), Puebla (México), Casablanca (Marrocos), Istambul (Turquia), Bogotá (Colômbia) e recentemente em Buenos Aires (Argentina).

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ABES reúne representantes do Mercado de TI e aponta perspectivas para 2018

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) entra na reta final do ano com um balanço das conquistas do setor de TI em 2017 e as perspectivas para o mercado em 2018. Em evento de confraternização com empresários, jornalistas e representantes do governo, realizado na última segunda-feira (11), em São Paulo, a associação, em parceria com o Movimento Brasil País Digital, nomeou Embaixadores Honorários que contribuíram para o desenvolvimento do setor e pela transformação digital do Brasil em 2017.

Segundo Francisco Camargo, presidente da ABES, um dos objetivos permanentes da entidade é conseguir um ambiente de segurança jurídica e tributária no Brasil. “Nesse sentido, avançamos muito em 2017 com a Reforma Trabalhista, com a Lei de Terceirização e a uniformização das alíquotas de ISS para os serviços de TI na cidade de São Paulo”, diz o presidente.

Apesar do avanço jurídico com essas ações, o setor também deu alguns passos para trás com a intenção dos Estados em instituir, sem base Constitucional, a tributação do ICMS sobre a venda de software e com a tentativa de pôr fim a uma Política Pública Estruturante de bastante sucesso, que foi a instituição do INSS Patronal sobre a Receita Bruta.

Dentro do contexto econômico, a ABES enxerga 2017 como um ano positivo e de recuperação. “O Brasil está sinalizando uma retomada econômica consistente e que esperamos que perdure. A expectativa é que o crescimento do setor de TI feche 2017 em 4% e TIC em 2%”, comenta Jorge Sukarie, presidente do conselho da ABES.

Perspectivas 2018

A projeção econômica da ABES para 2018 também é positiva. “A expectativa é que no ano que vem o setor de TI continue em crescimento, chegando à marca de 6% e TIC em 4%”, declara Sukarie.

Entre as prioridades da ABES para 2018 está a implementação de seu programa de compliance, já em andamento, e a criação de um Fundo dos associados para defender o setor contra a intenção dos Estados em tributar com ICMS a venda de software.

Além disso, a entidade ressalta a importância dos canais de diálogo com os diversos setores no Brasil, por meio dos seus diversos Comitês e eventos como a ABES Software Conference.

Para a entidade, o avanço rápido da tecnologia apresenta uma grande oportunidade para o setor em 2018. “A tendência é que as tecnologias disruptivas continuem crescendo exponencialmente e que muitas vertentes da economia dependam cada vez mais de software. Esse movimento traz grandes desafios para o setor, mas muitas oportunidades também”, comenta Jorge Sukarie.

Embaixadores Honorários

Durante o evento, em parceria com o Movimento Brasil País Digital, a ABES nomeou Embaixadores Honorários de 2017, que contribuíram para o desenvolvimento do setor e pela transformação digital do Brasil.

Na lista de agraciados, estão: Júlio Semeghini, Secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo; Caio Megale, Secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo; Bruno Ricardo Bioni, advogado e pesquisador do NIC.BR; Maximiliano Martinhão, ex-Secretário da SEPIN e atual Presidente da Telebrás; Fábio Rua, Co-fundador do Movimento Brasil Pais Digital e Conselheiro da ABES; Andriei Guerrero Gutierrez, Co-fundador do Movimento Brasil Pais Digital e Coordenador do Comitê Regulatório da ABES; Luigi Nesse, Presidente de honra da CNS e presidente do SEPROSP; Manoel Antônio dos Santos, Diretor Jurídico da ABES; Anselmo Gentile, Diretor Executivo da ABES; Murillo Laranjeira, gerente de relações governamentais do Facebook; Marcelo Pagotti, Secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Daniel Annenberg, Secretário de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo; Thiago Sombra, Professor da UnB, advogado e especialista em Transformação Digital e Fluxo de Dados.

Para a ABES, a iniciativa reconhece o trabalho desses profissionais em prol da Segurança Jurídica, da Transformação Digital do Brasil e do desenvolvimento do setor de tecnologia. “Esse foi um ano de muito progresso para o mercado e, por isso, o Movimento Brasil País Digital, com o apoio da ABES, criou a comenda de Embaixadores Honorários. Acreditamos que o prêmio reforça a importância da contribuição de diversos agentes para o desenvolvimento tecnológico do País”, declara o Francisco Camargo, presidente da ABES.

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O mundo virtual é tão perigoso quanto o real – os brasileiros precisam se conscientizar sobre segurança digital

Por Francisco Camargo, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Brasileiro adora novidade, estamos entre os países que adotam mais rapidamente novas tendências, principalmente tecnológicas. Se por algum tempo houve temor e resistência em aderir a novos dispositivos ou aplicativos, a realidade hoje é muito diferente – estamos abertos a mudar nossos hábitos com a utilização de tecnologias inovadoras, principalmente na Internet.

Essa postura moderna, no entanto, camufla a deficiência da população em entender os perigos e os riscos do mundo virtual. Estamos mais do que nunca expostos a ataques cibernéticos, já que o nosso interesse por novidades tecnológicas não é acompanhado pela preocupação com os riscos e a segurança digital.

A falta de conscientização no país para compreender as ameaças presentes no mundo virtual (web, redes sociais) faz-nos expormos nossas vidas, dados pessoais e privacidade, pois avaliamos muito superficialmente as informações que recebemos e não nos preocupamos em clicar sem saber a procedência de um link.

Preferimos gastar na compra de um novo smartphone a investir em antivírus e quando lemos notícias sobre um ciberataque global – como o Bad Rabbit, sobre Sequestro de Dados (Ransomware), responsável por invadir milhares de computadores nas últimas semanas – achamos que é algo muito distante da nossa realidade.

Infelizmente, qualquer um de nós pode ser vítima de criminosos virtuais, mesmo que não tenhamos bitcoins em nosso nome ou acesso a redes visadas (como o sistema de grandes empresas). Afinal, quem nunca recebeu um SMS ou e-mail com uma mensagem do tipo: “parabéns! Você foi premiado com um iPhone”, “atualize sua senha ou seu internet banking será bloqueado”, “veja fotos do vencedor do Big Brother Brasil com a nova namorada”, entre tantas outras. Parece óbvio que esses comunicados são maliciosos e não devem ser clicados, mas esteja certo de que muitas pessoas desatentas irão faze-los e tornar a internet ainda mais perigosa.

Uma maneira eficaz de alertar sobre esses golpes é explicar a sua finalidade. Por que um vírus é criado? Também chamados de malwares, eles têm o objetivo de tomar o controle de uma rede, invadindo um computador conectado nela, com o intuito de se instalar nos servidores e executar uma missão – que pode ser, por exemplo, criptografar todos os arquivos e depois exigir um resgate para recuperá-los (crime conhecido como Ramsonware ou sequestro de dados), transferir dados para fora da organização (como números de cartão de crédito, que podem ser vendidos no mercado negro) ou infectar máquinas com um arquivo malicioso que vai hibernar até ser acordado por um comando externo. Outro ataque muito comum é aquele que passa a enviar e-mails Spams maciçamente a partir de um endereço de IP fora da lista negra dos sistemas AntiSpam.

Para ser bem-sucedida, a invasão precisa de uma cooperação involuntária da vítima. O vetor mais utilizado hoje em dia ainda é o e-mail, com um arquivo executável anexo, ou um link que leva a um site no qual o vírus espera pacientemente até ser clicado.

Essa prática é conhecida como “Phishing” – do verbo inglês “to fish” (pescar) -, metaforicamente um anzol com uma isca atirado para fisgar um “peixe” descuidado. É relativamente simples produzir um arquivo malicioso, dispará-lo para muitas pessoas e depois colher resultados. Para atrair os alvos, são utilizadas técnicas de engenharia social com estímulo para sentimentos e emoções básicas, curiosidade, ambição ou medo. Um outro exemplo clássico: “se você não se cadastrar nesse link, seu Facebook passará a ser pago”.

Longe do acesso da grande maioria de usuários de tecnologia, existe o “mercado negro virtual”, como a Dark Web – uma parte da Deep Web, invisível para os browsers comuns e para o Google, cuidadosamente protegida por diversas camadas (por exemplo, o prosaico internet banking ou o webmail). Nesses ambientes, quase secretos, é possível comprar e vender produtos e serviços ilegais, como vírus, malwares, ataques específicos, vulnerabilidades recentemente descobertas até cartões de crédito, CPFs, Endereços, entre outras informações.

Segundo Roberto Gallo, PhD, coordenador do Comitê de Risco e Segurança Cibernéticos da ABES, bastam duas informações pessoais, o CPF e o e-Mail de uma pessoa para se conseguir muita informação “útil” sobre ela. A melhor forma de se proteger é procurar se informar, buscar por bons antivírus e ser muito seletivo no comportamento on-line, principalmente em Redes Sociais.

O Brasil tem avançado muito nas discussões sobre o Mundo Virtual, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a Estratégia de Transformação Digital e o Plano Nacional para Internet das Coisas, mas nenhuma dessas ações será plenamente aproveitada se não conscientizarmos a população sobre os cuidados essenciais.

A Segurança no mundo Virtual é como vacina, quanto mais pessoas forem vacinadas, isto é conscientizada, educadas, menor a probabilidade de que uma epidemia virtual faça vítimas no Brasil.Iniciativas como o projeto “Brasil, País Digital”, desenvolvido pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e parceiros para que a sociedade civil se engaje na discussão de segurança digital são um passo importante para mudar essa realidade, mas só haverá sucesso caso tenhamos ações constantes, em frequência e sequência.

Fique alerta! Desconfiar sempre é uma boa regra.

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ABES apoia startup que representará o Brasil em competição na Dinamarca

A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) apoia Instituto Handsfree, startup sediada em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, que representará o Brasil na Creative Business Cup (CBC), a Copa do Mundo das startups, realizada anualmente na Dinamarca. A competição, uma das principais vitrines para negócios inovadores no mundo, ocorrerá em Copenhague no dia 16 de novembro.

O Handsfree desenvolveu um aparelho de baixo custo que permite que pessoas com deficiências físicas severas controlem qualquer equipamento, como celulares e computadores, apenas por meio de movimentos da cabeça. O projeto foi selecionado por um time de 31 jurados de diferentes setores, seguindo os critérios estabelecidos tanto pela Creative Business Cup, como criatividade e potencial de mercado, quanto pelo OpenCity Lab, que elegeu negócios que estivessem inseridos em um dos seus nove pilares de atuação (infraestrutura, mobilidade, educação, bem-estar, ecologia urbana, negócios, direito à cidade, moradia e tribos urbanas).

Para o presidente da ABES, Francisco Camargo, ter uma iniciativa brasileira eleita para participar da Creative Business Cup é importante para que o país se destaque entre os players globais. “Projetos inovadores e inclusivos, como esse do Handsfree, fortalecem o desenvolvimento do setor e chamam atenção de investidores estrangeiros para o mercado brasileiro”, comenta Camargo.

O Instituto Handsfree, fundado há apenas dois anos, é uma associação sem fins lucrativos e toda a receita das vendas dos equipamentos é reinvestida na organização. “O projeto possui uma alta capacidade de escala e é sustentável financeiramente. Até o momento, foram investidos R$ 600 mil na startup e esperamos uma grande visibilidade do projeto durante a competição por essa Copa. Os países europeus, em especial, são mais sensíveis ao tema da assistência aos portadores de deficiência em razão das duas guerras mundiais “comenta Philippe Magno, diretor de marketing do Instituto.

A parceria da ABES e do Instituto Handsfree surgiu do programa da ABES de fomento e apoio a Startups. “A ABES apoia institucionalmente o Instituto, divulgando suas necessidades de patrocínio para vencer essa Copa do Mundo junto aos seus associados, interessados em apoiar ações de mobilidade e acessibilidade. O desenvolvimento de aplicações de IoT focadas em acessibilidade contribuem para a construção de cidades cada vez mais inteligentes e colocam o Brasil em uma posição de destaque no mundo” finaliza Camargo.

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Regulamentação do ISS: o setor de TIC avança para uma tributação moderna

Por Manoel Antonio dos Santos, Diretor Jurídico da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Sancionada pelo Governo Federal no fim de 2016, a Lei Complementar n° 157 foi amplamente comemorada pelas empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O texto determinou novas atividades que podem ser tributadas pelo ISS (Imposto sobre Serviços), incluindo modalidades como streaming e computação em nuvem (armazenamento e/ou hospedagem de aplicativos e sistemas de informação), entre outras. A conquista representou um verdadeiro marco para a área, benéfica a empresários e consumidores ao suprir vácuos da lei e eliminar a “guerra tributária” entre os municípios a respeito do ISS.

O ISS é um tributo de competência municipal e do Distrito Federal, que incide sobre a prestação de serviços relacionados numa lista anexa à LC nº 116/03. É responsabilidade de cada Prefeitura, portanto, se adequar às alterações feitas na Lei Complementar 116/2003 através da Lei Complementar n° 157/16, submetendo o texto ao Poder Legislativo local. Recentemente, São Paulo, a maior cidade do país, seguiu essa direção ao encaminhar um projeto de lei à Câmara dos Vereadores, com o objetivo de adequar sua legislação às normas federais.

Por meio do projeto de lei antes referido, a Prefeitura tomou a iniciativa de equalizar as alíquotas do ISS em relação aos serviços de Tecnologia da Informação que se alternavam de 2% a 5% sobre o faturamento total dos prestadores de serviço. Pela nova definição, as companhias passarão a recolher 2,9% de imposto para todas as atividades de informática, objetivando afastar a insegurança jurídica resultante do enquadramento dos serviços de TI nos diversos itens da lista de atividades tributadas, quando as alíquotas do imposto são diferentes.

A nova alíquota foi definida graças a um consenso do empresariado com o setor público, após diversas negociações, de forma a não impactar a arrecadação da Prefeitura e onerar de forma justa o mercado. Caso o Legislativo de São Paulo aprove na íntegra o texto, que adapta a legislação municipal à Lei federal, as normas passarão a vigorar na capital paulista a partir de 1º de janeiro de 2018, encerrando graves problemas de insegurança jurídica que geram impacto nos investimentos do setor.

Com a regularização da carga tributária, as companhias conseguirão planejar seus investimentos no longo prazo, o que naturalmente aumenta o investimento, a produtividade e gera mais empregos no setor. Toda a operação se torna mais transparente e justa, o que também beneficia os usuários, com melhora dos serviços e o desaparecimento da “bitributação” – muitas vezes repassada no preço de produtos.

A inclusão de atividades da área de TIC na cobrança do ISS foi um grande avanço nacional na segurança jurídica, conquistada pelo trabalho esclarecedor de diversas associações que representam o segmento. Porém, outras medidas ainda podem ser tomadas para modernizar ainda mais a tributação – gerando mais segurança jurídica, criando condições atrativas para investidores e reduzindo custos para os consumidores.

Ainda enfrentamos diversos gargalos, mas, buscando simplificação e formalização, estamos no rumo certo para melhorar as condições de negócios no Brasil. Os avanços tributários no segmento de TIC são uma excelente notícia para a expansão do setor tecnológico, que tem muito a contribuir no desenvolvimento do país como um todo. O aumento do investimento e da competitividade será uma consequência natural.

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“Negócios Emergentes: do Blockchain ao IoT” é o tema principal da ABES SOFTWARE CONFERENCE 2017

Em 18 de setembro, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) realiza sua conferência anual, a “ABES Software Conference 2017”, que acontece das 8h30 às 18h no WTC Events, em São Paulo (Av. das Nações Unidas, 12.551). Com o tema “Negócios Emergentes: do Blockchain ao IoT”, o evento reúne 21 especialistas do setor de TIC, nacionais e internacionais, para debater as transformações nos negócios provocadas pelas tecnologias emergentes, além de discutir sobre políticas públicas e oportunidades para ampliar a produtividade e a qualidade das empresas do setor de software e serviços no Brasil.

Segundo o presidente da ABES, Francisco Camargo, “O evento aborda os principais assuntos em uma era de mudanças que está atingindo o mundo e o que o Brasil deve fazer para aproveitar os novos negócios que estão surgindo”.

Ao longo do dia, o evento terá a apresentação do keynote speaker e cinco painéis que discutem os temas mais relevantes do momento para a área, sendo que todos são apresentados por importantes especialistas e empresários.

O Painel Governo Digital, receberá figuras públicas como Marcelo Pagotti (Secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento), Maximiliano Martinhão (Secretário de Política de Informática do MCTIC) e Daniel Annenberg (Secretário de Inovação e Tecnologia – PMSP).

No segundo painel, Inovação Financeira, o palco é tomado por empresários como o francês Abdallah Hitti (COO da HIPAY) e Carlos Fagundes (CEO da IntegralTrust), que tratam sobre tendências em inovação financeira e meios de pagamento.

BLOCKCHAIN E SEGURANÇA DE IOT

Autoridade mundial, pioneiro e evangelista do Bitcoin, o keynote speaker da conferência, André de Castro (CEO da empresa Blockchain of Things), assume o palco para tratar sobre Blockchain e do ponto crítico da Internet dos Objetos Conectados, a segurança.

Executivo de tecnologia, autoridade em Bitcoin e blockchain, André de Castro, americano, de origem brasileira, tem se empenhado ativamente no desenvolvimento do Bitcoin desde sua criação em 2010.

“Empreendedorismo, inovação e oportunidade de negócios” abre a tarde com o Prof. Dr. Eduardo Costa (Diretor do Laboratório de Cidades mais Humanas, Inteligentes e Sustentáveis), Irecê Kauss (Superintendente do BNDES), Rafael Moreira (Assessor Especial para Indústria 4.0 e Diretor de Tecnologias Inovadoras do MDIC) e Jonny Doin (CEO da Grid Vortex).

O Painel 4 trata de um ativo invisível, mas essencial para o desenvolvimento de qualquer país, a “Segurança Jurídica” e traz Dr. Manoel Antônio dos Santos (Diretor Jurídico ABES), Dr. Thiago Luís Sombra (Sócio do Escritório Mattos Filho, Especialista em Ética Corporativa) e Dr. Marlos Melek (Juiz do Trabalho e membro da comissão de redação final da Reforma Trabalhista).

O debate sobre “Presente e Futuro do setor de TIC” encerra os painéis da conferência com Francisco Camargo (Presidente da ABES), Cristina de Luca (jornalista da Rádio CBN) e Luciano Ramos (analista no International Data Corporation).

As inscrições podem ser feitas pelo site até dia 15/9.

Para mais informações sobre palestrantes e atividades, acesse: www.AbesDigital.org.br

“ABES Software Conference 2017”

Data | 18 de setembro – Segunda-Feira
Horário | 8h30 às 18h
Local | WTC – Events Center
Endereço | Av. das Nações Unidas, 12.551 , 3º andar – Brooklin Novo – São Paulo – SP

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ABES cria Comitê de Segurança e Risco Cibernéticos

As últimas ondas de ataques cibernéticos no mundo geraram grande insegurança e exigiram respostas rápidas das agências de governos do mundo inteiro para regulações mais rígidas. Além disso, novidades tecnológicas como Blockchain e IoT também trazem inquietação quanto a segurança de dados à sociedade. Diante desses fatos, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), criou o Comitê de Segurança e Risco Cibernéticos, com o intuito de estudar os riscos e medidas que podem ser tomadas para mitigá-los, alertar, influenciar e conscientizar empresas, governo e população sobre a importância desses riscos e as medidas de prevenção que podem ser tomadas.

“Qualquer plano nacional de Segurança da Informação passa, obrigatoriamente, pela conscientização e educação da população, das empresas e dos governos. A segurança nacional depende de cidadãos conscientes. A segurança coletiva passa pela segurança individual”, afirma Francisco Camargo, presidente da ABES.

CEO e cientista-chefe da Kryptus, empresa especializada em segurança cibernética, monitoramento, certificação digital e criptografia e associada ABES, Roberto Gallo está à frente deste comitê como coordenador. “Nosso escopo de trabalho consiste em conscientizar, auxiliar e influenciar positivamente nas políticas públicas, e discutir o que as tecnologias de segurança podem também gerar de oportunidades, dinamizando o ambiente de negócios”, comenta Roberto Gallo.

O grupo irá trabalhar com três vertentes: Mitigação de riscos e conscientização (incentivar a definição dos dados a serem protegidos de uma empresa); Compliance & regulamentação (incentivar a adequação das empresas às leis, aos melhores padrões e práticas e às regulamentações nacionais e internacionais); Identificação de novas oportunidades de mercado (incentivar a identificação de negócios a partir das inovações tecnológicas).

De acordo com Gallo, as consequências da insegurança digital fatalmente recaem sobre o usuário final, seja em sua vida pessoal ou pública, por esta razão, o intuito do comitê também é de promover o esclarecimento não só às empresas e governo, mas também à população. “Segurança de dados se tornou algo importantíssimo no Brasil e no mundo. É necessário investir contra os ataques, mas antes de tudo precisamos nos guiar por normas obrigatórias, fazer atualizações regulares dos sistemas operacionais e estarmos em conformidade com as normas nacionais”, afirma Gallo.

Para o presidente da ABES, a criação do comitê vai ao encontro do trabalho da entidade de incentivar a melhora da qualidade do software feito no Brasil, aumentar a competitividade, aumentando a segurança dos compradores. A entidade lançou, recentemente, o Certificado Código Auditado ABES, através de um convênio de assistência técnica, o software Fortify analisa aplicações para identificar as vulnerabilidades e apontar correções.

A ABES se articula através de seus comitês específicos, que são o de Propriedade Intelectual, o Regulatório, o de SaaS, o de IoT, o de Risco e Segurança Cibernéticos e o GT de Tributação .

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ABES: Investimentos em Software e Serviços no Brasil atinge US$ 19 bilhões e adoção de Computação em Nuvem cresce cerca de 50% em 2016

O estudo anual “Mercado Brasileiro de Software – Panoramas e Tendências” da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com o IDC (International Data Corporation) mostra que o Mercado Mundial de Software e Serviços atingiu, em 2016, o valor de US$ 1.096 bilhões. Os investimentos em Softwares e Serviços no Brasil alcançaram a marca de US$19 bilhões, em 2016, colocando o país na 9ª posição no ranking mundial. Quando avaliados separadamente, o mercado doméstico de Software obteve um crescimento de 0,2%, em relação a 2015, com US$ 8,475 bilhões. Já o mercado doméstico de Serviços registrou um aumento de 2%, com um total de US$ 10,227 bilhões.

Pela primeira vez, o estudo traz a análise e evolução percentual de utilização das três principais tendências do setor de Tecnologia da Informação: Computação em Nuvem, Internet das Coisas (IoT) e Big Data. “Com a Transformação Digital impactando tão fortemente os negócios, achamos importante trazer para o estudo dados das principais tecnologias e seus impactos no Mercado”, afirma Jorge Sukarie, presidente do conselho da ABES.

Em 2016, o mercado de computação em nuvem teve expansão de 47,4%, tendo como base os dois principais serviços do setor (SaaS e PaaS). Os investimentos nesse tipo de licenciamento passaram de US$ 506 milhões, em 2015, para US$ 746 milhões no ano seguinte.

De acordo com a pesquisa, o modelo de utilização que mais cresceu foi o de Aplicações Colaborativas, onde a utilização em nuvem ultrapassou o licenciamento tradicional representando em 2016, 53,3% do mercado – aumento de 133% em comparação ao número registrado em 2013. As aplicações que apresentaram segundo maior crescimento foram as de CRM, onde, apesar do licenciamento tradicional representar a maioria do mercado, a utilização em nuvem saltou de uma participação de 20,8%, em 2015, para 27,5%, em 2016.

APLICAÇÃO DE DADOS

Outro destaque é a ampla expansão da Internet das Coisas (IoT), que apresentou crescimento de 27,8% e atingiu investimentos de US$ 6 bilhões, sendo que, no Brasil, os principais casos de uso estão em Monitoramento de Frota, que investiu US$856 milhões, seguido por Smart Grid, com US$ 631 milhões. “IoT está intrinsecamente conectada com a reinvenção dos negócios como conhecemos hoje. Esse é um tema tão relevante que há discussões no governo para identificar áreas em que o Brasil pode se destacar dentro de IoT e, com isso, poder estabelecer formas de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação”, comenta Jorge Sukarie.

Na outra ponta desse processo está a análise dos dados para que possam ser usados em aplicações nas mais diversas áreas. Apesar do crescimento de Big Data e Analytics seguir em velocidade mais lenta com aumento de 3,2%, somou US$ 809 milhões, em 2016. “Dificilmente, quando se vai a uma empresa de qualquer setor da economia, não se consegue identificar uma aplicação em que não se encaixe uma solução de Big Data e que se consiga gerar resultados que possam agilizar a tomada de decisões, tornando-as mais assertivas e trazendo maior produtividade e competitividade”, aponta Sukarie.

INVESTIMENTOS POR SETORES DA ECONOMIA

O setor da economia que mais investiu em Software, em 2016, foi de Serviços e Telecomunicações (investimento de US$2,5 bilhões e crescimento de 3,6%, em relação ao ano anterior), enquanto o que mais reduziu investimentos foi o de Finanças, com queda de 2,9%, mas que ainda é responsável por 24,5% da participação do mercado frente a 26,6% de Serviços e Telecomunicações. Em terceiro lugar, vem a Indústria que, com investimentos na ordem de US$ 2 bilhões, tem participação de 21%, seguida por Comércio, Governo e Óleo/Gás, representando 11,9%, 4,5% e 3,9%, respectivamente. Já a Agroindústria apresentou redução de 1,5% nos investimentos em Software, mas a coleta recorde de grãos prevista para 2017 deve reverter esse quadro neste ano.

AS EMPRESAS DO SETOR

Atualmente, o Mercado de Software e Serviços conta com 15.707 empresas, sendo 11.237 delas dedicadas ao desenvolvimento e à comercialização de software e 4.470 dedicadas aos serviços de TI. Dentre as 4.872 empresas dedicadas ao desenvolvimento de software, mais de 95% são consideradas de micro ou pequeno porte, ou seja, com menos de 99 colaboradores.

Abaixo, confira os gráficos com os principais indicadores do estudo. Para obter o estudo completo, acesse o site.

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Fluxo de dados terá grande impacto na economia mundial – Por Francisco Camargo

Na era digital, dados, metadados, sejam eles pessoais ou não, são as novas matérias-primas da economia. Coletá-los, minerá-los, transformá-los em informações úteis, nos vários campos da ciência, da economia, da vida quotidiana, gerarão as cadeias de valor do futuro.

Os exemplos são muitos e já onipresentes na nossa vida. Metadados oriundos de milhares de carros, por exemplo, como localização e velocidade permitem aos motoristas aperfeiçoarem seus trajetos e melhoram o fluxo do tráfego nas grandes cidades.

O livre fluxo de dados permite e permitirá ao Brasil acessar e continuar acessando, desenvolvendo e exportando tecnologias e serviços de ponta, colocando o país nas novas cadeias de valor mundiais, não só no mercado global de Tecnologia da Informação e Comunicação, mas em todas as atividades econômicas.

A inovação e a competitividade das empresas brasileiras dependem cada vez mais do livre fluxo de dados, que tem o processo construído em cima de uma ampla e complexa arquitetura global que coleta, armazena, trata e transfere dados globalmente.

Discute-se no Brasil o sério problema da Privacidade dos Dados Pessoais, e o Brasil tem que fazer algumas escolhas.

As mesmas pessoas que pedem mais privacidade divulgam toda a sua vida pessoal nas redes sociais, não querem que seu smartphone colete dados da sua localização geográfica, mas, em seguida, quando estão no trânsito, pedem a ajuda de aplicativos que dependem justamente dessas informações.

Privacidade depende de vários fatores, o primeiro é a transparência de quem está coletando os dados: precisa estar claro no “contrato” entre o usuário e as empresas quais dados estão sendo coletados e com quem serão compartilhados.

O segundo é a segurança dos dados, que vai desde a coleta, armazenamento e compartilhamento. A empresa que coleta os dados precisa estar em conformidade com regulações nacionais, mundiais e mesmo privadas, como o PCI, que é a Norma Mundial Privada para a coleta e armazenamento de dados de Cartões de Crédito.

A privacidade, antes de tudo, visa limitar a possibilidade do roubo de identidade, depois proteger a intimidade das pessoas.

A maior parte dos casos que aconteceram no Brasil tem origem nas próprias “vítimas”, que se deixaram flagrar em momentos de intimidade ou descortinaram sua localização e atividade presente e futura em sites de mídia social.

No Brasil, o número de identificação mais importante para o cidadão, o CPF, está exposto, não criptografado, não mascarado, na internet. A falta de norma brasileira sobre a proteção de dados prejudica o cumprimento de qualquer outra norma de privacidade que venha a ser adotada.

Dito isto, voltamos à inserção do Brasil no fluxo mundial de dados, cuja restrição sem critérios objetivos enfraquecerá o setor produtivo no que diz respeito à inovação e competividade.

Restrições brasileiras ao fluxo de dados, pelo princípio da reciprocidade, gerarão restrições de outros países ao mesmo fluxo.

Um exemplo disso é como será afetada a “computação em nuvem”, serviço de processamento e armazenamento de dados oferecido por acesso remoto, que se passa em escala global. Só a nuvem consegue escalar muito rapidamente as necessidades de armazenagem e potência de computação a preço baixo.

Um exemplo é o processamento de notas fiscais, em que um dos associados ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), que processa 500 mil notas por dia, teve a grata surpresa de, no Black Friday, ver sua demanda atingir 2 milhões de notas fiscais no dia, e a infraestrutura de computação em nuvem acompanhar instantaneamente esse aumento de demanda.

Os serviços públicos também terão interferência direta, pois a limitação do fluxo de dados também pode prejudicar a inovação e a melhoria de oferta. Nessa categoria podemos encaixar aplicativos como Uber, Waze, Google, que dependem do compartilhamento e tratamento de dados.

Estudo feito pelo European Centre For International Political Economy (ECIPE) estima que essa alteração na dinâmica do fluxo de dados poderia reduzir o crescimento do PIB global em até 2%. Já no plano local, tem potencial de diminuir o PIB do Brasil em cerca de 1%, surtindo efeito direto nos setores que dependem desse livre fluxo.

No que diz respeito ao desempenho econômico nacional, outro impacto ocorrerá na exportação de serviços de TIC, que gerou cerca de US$ 2 bilhões em 2016, de acordo com dados do Banco Central.

Uma das discussões atuais no Brasil é se a nossa legislação deve se aproximar da adotada pela União Europeia, que limita o livre fluxo de dados pessoais a países que adotam a norma europeia ou da americana, com muito menos regulações e entraves.

A escolha da estratégia correta é fundamental para o Brasil.

Os EUA são hoje o maior parceiro comercial do Brasil, responsáveis por 46,8% da compra de serviços e aplicações tecnológicas. Uma possível solução seria as adoções de cláusulas padrão mínimas, que nos permitam continuar operando com os EUA e, ao mesmo tempo, abrir as portas do mercado europeu.

Defender a manutenção do livre fluxo de dados significa seguir no caminho do desenvolvimento sustentável global, baseado na economia de serviços, geradora de riqueza e prosperidade para os povos. Nesse contexto, o estímulo de boas práticas para a proteção de dados pessoais, transparência e segurança, deve ser objeto de esforços multilaterais ou pluriregionais.

A ABES começou a iniciativa Brasil Pais Digital justamente para discutir esse e outros assuntos de interesse da economia digital, à qual aderiram muitas entidades da sociedade civil e que explica, em termos não técnicos, para a população em geral, os grandes dilemas tecnológicos pelo qual passamos: www.BrasilPaisDigital.com.br

Francisco Camargo, Presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP, especialização pela Harvard University. Fundador do Grupo CLM, Distribuidor latino-americano focado em Segurança da Informação, Infraestrutura Avançada e Analytics.

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Competitividade de TI ameaçada por mudanças na tributação – Por Francisco Camargo, presidente da ABES

O setor de Tecnologia da Informação, segundo dados de estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com o IDC (International Data Corporation), foi responsável por 60 bilhões de dólares em negócios no Brasil, colocando o Brasil em 7º lugar no Ranking mundial no ano passado.

Ainda segundo este mesmo estudo, é o setor que mais exporta serviços de TI (1,5 bilhões de dólares em 2016, exatamente). Sua importância em arrecadação tributária também é expressiva. Os encargos médios sobre o salário de um profissional chegam a 132%. Ou seja, para cada R$ 1 mil reais recebidos pelos trabalhadores, outros R$ 1,32 mil são pagos ao governo em encargos.

Em 2011, o setor de TIC informou ao governo que esse quadro estava piorando a competitividade do setor em termos gerais e da exportação de Software e Serviços de TI, em particular. As principais entidades do setor se uniram e fizeram uma proposta de política pública para estimular o desenvolvimento do setor de TIC.

Essa política pública levou a uma mudança inteligente no modelo de contribuição para a seguridade social, visando aumentar a arrecadação não só do INSS, mas também do Imposto de Renda Pessoa Física e do FGTS, reduzindo a informalidade, abrindo a possibilidade de se recolher o INSS sobre o valor do total da Receita Bruta (modelo CPRB) ou sobre o valor da Folha de Pagamentos (Modelo CPFP), à escolha das empresas.

Infelizmente, para o setor, isso foi apelidado como “Desoneração da Folha de Pagamentos”, o que pode ser parcialmente verdade para outros setores, mas não implicou na redução da arrecadação para o INSS somado ao Imposto de Renda das Pessoas Físicas e sim ao contrário.

Outros setores aproveitaram a onda e, sem fazerem maiores estudos, 58 outros setores conseguiram, opcionalmente, recolher pelo Modelo CPRB.

Recentemente, preocupado com a palavra ‘desoneração’, e também sem realizar estudos detalhados, o governo, analisando só os valores agregados, cortou esse modelo de recolhimento do INSS para quase todos os setores, exceto três, o que foi objeto da Medida Provisória 774.

Enquanto em todo o mundo se discute como a tecnologia impacta o mundo dos negócios e como as empresas de TI devem se posicionar para ajudar os diversos setores da economia em sua jornada para a transformação digital, o mercado brasileiro assiste decepcionado seu governo tomar decisões que colocam o país na contramão da inovação e da competitividade.

A decisão de tirar o setor de TIC da lista de empresas que poderiam recolher o INSS ou sobre a Receita Total ou sobre a Folha, preocupa o mercado, uma vez que, a previsão é que esta mudança acabe com milhares de empregos e no final acabe com redução da própria arrecadação.

Para o governo, esta iniciativa poderia ajudar a cobrir o rombo das contas públicas a curto prazo. Mas esta solução é muito discutível, pois poderia ocasionar um ajuste de custos nas empresas, impulsionar a volta de uma certa informalidade, gerando uma redução na arrecadação do INSS, do Imposto de Renda das Pessoas Física e do FGTS.

É preciso esclarecer que as empresas de software e serviços, sabendo do difícil momento por que passa o Brasil, não estão pedindo nenhum incentivo, mas a volta de uma Política Pública Inteligente, que permitiu o aumento de empregos, a melhora da competitividade do setor, o aumento conjunto da arrecadação do INSS, do Imposto de Renda de Pessoas Físicas e do FGTS e o aumento acelerado da exportação de software e serviços de TI.

Essa decisão contra um setor penetra transversalmente em todas as atividades econômicas, desde a agricultura até serviços e que hoje é o motor inovador da economia mundial.

Mudar essa política pública, no meio do ano, sem prazo para ajuste dos contratos de longo prazo, não colabora para melhorar a imagem do Brasil, pois mostra que a Segurança Jurídica não é um dos valores básicos do país, além de tornar as empresas brasileiras incapazes de competir de forma plena com outros países.

No último Índice Global de Competitividade publicado, o Brasil perdeu seis posições e ocupa, atualmente, a ridícula 81ª posição e isso é consequência de uma soma de fatores, desde a Falta de Segurança Jurídica, da complexidade tributária, do excesso de regulamentações, até o excessivo poder discricionário da fiscalização.

O futuro da inovação no Brasil depende das decisões que são tomadas hoje. Precisamos saber escolher o futuro que queremos.

Francisco Camargo, Presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software.

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Fomento, Inovação e Competitividade – Por Jamile Sabatini Marques

Que o brasileiro é um povo criativo, todos sabem. Mas se beneficiar dessa criatividade para gerar um país mais competitivo é o que precisamos aprimorar. Empresas que se destacaram quanto a sua criatividade foram fomentadas por um ambiente de negócios propício para sua atividade, gerando produtos inovadores e se tornando referências mundiais, como o Facebook e Instagram, ambos com brasileiros na concepção de seus projetos.

Para termos um país mais competitivo, precisamos dar mais voz aos empreendedores criativos, que acreditam em um projeto e correm atrás para serem os primeiros em mercados globais. Para que isso ocorra, precisamos fomentar serviços e produtos pioneiros para que estejam no mercado e sejam competitivos.

O fomento por meio de recursos financeiros, relacionamento e gestão faz com que as empresas acelerem a sua curva de crescimento, ganhando tempo precioso em um mercado competitivo, onde estar à frente fará a diferença para nos tornarmos referência.

O Brasil precisa criar condições para que existam mais fundos de investimentos em venture capital (Venture Funds), que façam as apostas em ideias, serviços e produtos inovadores, desde a fase inicial.

Isso pode ser feito com poucos ajustes na Lei do Bem para que as empresas beneficiadas possam aplicar seus recursos em Venture Funds fomentando empresas brasileiras nascentes, com a aquisição de quotas, ações ou notas de débito conversíveis.

A ABES tem trabalhado nestes aspectos, demonstrando a importância de se fomentar a inovação para termos um Brasil mais competitivo. As agências de fomento, como BNDES, FINEP, CNPq e FAPs estão buscando um caminho, conhecem a importância desse tema, mas ainda precisamos aperfeiçoar, ter mais recursos e correr mais riscos. Hoje, as garantias exigidas das mentes criativas são incompatíveis com o mercado do conhecimento, com empresas nascentes e muito boas ideias morrem pela falta de fundos, quando já estão quase lá.

A legislação brasileira com foco em inovação está sendo aperfeiçoada para que estejamos atualizados e competitivos, com o Governo recuperando seu papel de indutor da inovação. Sabe-se que países que investem em inovação estão entre as principais potências mundiais. O retorno do investimento feito em empresas inovadoras se dá na forma de impostos, empregabilidade, desenvolvimento regional e principalmente na formação de quadros gerenciais voltados para a inovação e criatividade.

Países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) têm buscado investir em inovação por meio do incentivo fiscal, sendo esta uma tendência mundial. O Brasil precisa fomentar para sair da crise, crescer e gerar competitividade. Por meio de pequenos aperfeiçoamentos, a Lei do Bem e a Lei de Informática podem e devem contribuir para a geração de novos produtos e serviços, com novas ou antigas empresas, fomentando o empreendedorismo e intra-empreendedorismo.

Jamile Sabatini Marques é diretora de Inovação e Fomento da ABES -.Associação Brasileira das Empresas de Software.

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ABES se une à HPE para melhorar a segurança do software brasileiro

Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento do software nacional, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) fechou um acordo de cooperação técnica com a HPE (Hewlett Packard Enterprise) para oferecer, aos seus associados, o Certificado ABES Código Auditado. A certificação será emitida a partir de uma auditoria do código fonte das aplicações, realizada pela solução de segurança HPE Fortify on Demand.

De acordo com Francisco Camargo, presidente da ABES, um dos objetivos permanentes da ABES é auxiliar seus associados a melhorar a qualidade de seus produtos e a segurança de seus clientes. Atualmente, os ataques cibernéticos se concentram na camada de aplicação e garantir que esta não tenha vulnerabilidades críticas se tornou essencial para a segurança dos usuários dessas soluções.

“Como entidade setorial, um dos nossos principais esforços está no incentivo à produção nacional do software. Neste mercado, a segurança dos usuários é um dos fatores fundamentais para melhorar a penetração e venda dos programas desenvolvidos no Brasil. Essa proteção passa por vários eixos e o mais crítico é a introdução, não intencional, de vulnerabilidades no código, que pode ser explorada negativamente por hackers. A ideia é ajudar nossos associados a desenvolver, a custo baixo, produtos ainda mais seguros para seus clientes”, explica Camargo.

O Ciclo de Desenvolvimento Seguro de Aplicações exige tempo, treinamento, certificação e outros custos importantes, e pode atrasar o desenvolvimento de uma aplicação em meses. A solução HPE Fortify faz a análise inteligente do código fonte das aplicações para identificar e classificar as vulnerabilidades encontradas e sugerir as correções necessárias.

“Mais de 80% dos ciberataques são direcionados a aplicativos e a incidência é maior em aplicações web”, afirma Paulo Macedo, Diretor de Segurança da Hewlett Packard Enterprise para a América Latina. “Quando uma empresa desenvolve um aplicativo, seja internamente ou por meio de terceiros, é essencial garantir que pelo menos as vulnerabilidades críticas foram eliminadas, antes do produto ser colocado no mercado ou entregue ao cliente.”

Os associados da ABES interessados na solução poderão conseguir todas as informações necessárias no portal da entidade. O usuário receberá o Relatório de Vulnerabilidades, classificadas por criticidade e terá 30 dias para corrigi-las e submeter novamente o código fonte. Com o último relatório, a ABES fará a emissão do certificado, com validade de um ano, para a versão auditada.

Com este acordo de cooperação, as empresas de software associadas terão suporte técnico em Português, valores diferenciados e protegerão sua propriedade intelectual não mostrando seu código fonte aos clientes.

Mais informações sobre a solução HPE Fortify e o Certificado ABES, podem ser obtidas neste link: www.codigoseguro.org.br

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Diretora da ABES fala sobre Fomento à Inovação em Recife

No dia 10 de fevereiro, a diretora de Inovação da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), Jamile Sabatini Marques, realizará a palestra “Financiamento para a Inovação”, em Recife (PE), como parte da programação da 9ª edição do Recife Summer School – RSS, promovida pelo Parque Tecnológico Porto Digital.

Jamile aproveitará a oportunidade para compartilhar com o público o resultado da Pesquisa ABES de Acesso ao Financiamento, realizada entre os meses de setembro e outubro de 2016, que teve por objetivo entender como as empresas do setor tecnológico têm buscado seus financiamentos e quais os fatores críticos que têm impactado o fomento à inovação no setor de software. Além disso, falará sobre as atuais fontes de fomento públicas disponíveis, ajudando a derrubar alguns mitos sobre o assunto. “Esse estudo traz uma percepção do perfil das empresas de tecnologia do Brasil e seus resultados podem nortear políticas públicas de fomento à inovação”, comenta Jamile.

Desde 2016, a ABES tem um convênio com o Porto Digital com o objetivo de fomentar o empreendedorismo e a inovação no setor de TIC. Essa parceria faz parte do programa de apoio às incubadoras e startups da ABES, que procura se aproximar dessas novas empresas e oferecer suporte para o desenvolvimento e aceleração dos negócios.

O Recife Summer School, realizado em parceria com empresas e instituições do ecossistema do Parque Tecnológico Porto Digital, tem contribuído para fornecer conhecimento, promover a troca de ideias e fomentar o networking. As atividades que integram a programação vão até o dia 24 de fevereiro de 2017 e incluem temas como economia criativa, empreendedorismo, tecnologia da informação e sustentabilidade. Mais informações no site: http://rss.portodigital.org/

A palestra “Financiamento para a Inovação” ocorrerá no dia 10 de fevereiro e começará às 9 horas. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: clara.arruda@portodigital.org

Recife Summer School

Palestra “Financiamento para a Inovação” – Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)
Data: 10 de fevereiro de 2017
Horário: 9:00 – 10:00
Local: Porto Digital 235
Rua do Apolo, 235, Recife Antigo – Recife, PE

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ABES apoia o lançamento do Guia “Empreendendo Direito: Aspectos Legais das Startups”

Com o apoio institucional da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), o escritório NELM Advogados acaba de lançar o “Guia Empreendendo Direito: Aspectos Legais das Startups”. Redigida de forma leve e objetiva, a publicação – que tem como público-alvo empreendedores, aceleradoras, investidores-anjo e outros atores do ecossistema das startups – busca seguir o processo de criação e desenvolvimento desse tipo de empresa, com informações e dicas para a abertura de uma empresa startup; negociação de contratos com investidores-anjo e aceleradoras; e aspectos importantes do dia-a-dia da empresa.

De acordo com Eduardo Felipe Matias, sócio responsável pela área de Startups do escritório Nogueira, Elias, Laskowski e Matias Advogados (NELM), muitas das empresas mais conhecidas da atualidade, como Google, Apple e Uber, foram um dia pequenas startups, empresas criadas com base em ideias inovadoras e muita vontade de empreender, muitas vezes na área de tecnologia.

Como qualquer empresa, no entanto, uma startup está sujeita a uma série de dilemas envolvendo leis e obrigações.

Perguntas como: “Quando devo registrar minha startup?”; “É possível proteger minha ideia?”; “Como definir o relacionamento com meus sócios de forma clara e segura?” são muito comuns entre esses empreendedores. E encontrar respostas para essas dúvidas pode não ser nada fácil para aqueles não familiarizados com esses temas.

“As startups são, hoje, uma das mais importantes fontes de inovação. Delas, poderão surgir as soluções tecnológicas necessárias para promover o desenvolvimento e, principalmente, a sustentabilidade de nossa economia e de nossa sociedade neste século. O objetivo desse material é servir como guia para que os interessados em startups possam navegar com mais facilidade por temas muitas vezes áridos para aqueles não familiarizados com o universo jurídico”, afirma o advogado Eduardo Felipe Matias.

Os capítulos iniciais do guia são dedicados ao relacionamento entre os empreendedores e à parte societária. São abordados, também, os principais aspectos do dia-a-dia nas áreas contratual, trabalhista e tributária, bem como a questão das marcas, patentes e domínio eletrônico – temas relevantes para as novas empresas de tecnologia.

O relacionamento da startup com novos investidores também é abordado na publicação, que analisa as principais estruturas para captação de investimentos, com destaque para o novo Contrato de Participação entre investidores-anjo e startups, fruto da recente Lei Complementar 155/2016.

“O guia é bastante completo e pode ser um grande apoio para os jovens empreendedores. Iniciativas como esta com o objetivo de fortalecer o Mercado Brasileiro de Tecnologia são sempre bem-vindas e devem ser incentivadas”, afirma Francisco Camargo, presidente da ABES.

A publicação está disponível para download no endereço www.startups.nelmadvogados.com, onde também é possível participar de um fórum de debates sobre aspectos jurídicos das startups e obter notícias sobre o tema.

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