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Fusões e aquisições em TI tiveram aumento de 17% no 1º semestre, aponta KPMG

O número de fusões e aquisições realizadas por empresas de tecnologia da informação apresentou crescimento no primeiro semestre deste ano, totalizando 55 operações concretizadas. Com um aumento de oito transações em relação ao mesmo período no ano anterior (47), o setor vem mantendo a média dos últimos três anos. Os dados são da pesquisa da KPMG realizada com 43 setores da economia brasileira.

Das 55 fusões e aquisições realizadas no primeiro semestre deste ano, 33 foram domésticas, enquanto 19 foram de categoria CB1, em que empresas estrangeiras adquirem empreendimentos de brasileiros estabelecidos no Brasil, e três CB4.

F&A em TI no 1º semestre

2018

55

2017

47

2016

52

Legendas

Transações Domésticas: entre empresas de capital brasileiro

CB1: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.

CB2: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior.

CB3: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.

CB4: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.

CB5: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior.

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O que a empresa familiar deve considerar antes de partir para processos de fusão e aquisição? – Por Eduardo Valério

Processos de fusões, aquisições ou vendas são questões relativamente novas para as empresas familiares brasileiras. O próprio mercado nacional é submetido a estes movimentos, de maneira mais enfática, nos últimos dez anos. Frente a este cenário, identificamos vários fatores que “estimulam” o processo, como por exemplo: a necessidade de diminuir o nível de endividamento; a demanda por um crescimento mais acelerado da empresa; a falta de sucessão; dificuldades operacionais, entre outros.

Em 2017, o número de fusões e aquisições no Brasil cresceu 3,6%, movimentando cerca de R$ 138,4 bilhões em transações, de acordo com dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Nas empresas familiares, ambos os processos têm sido verificados com bastante frequência e equivalência. Além da própria dinâmica dos setores empresariais, notamos que a maior incidência de fusões e aquisições acontece a partir das segundas e terceiras gerações de sucessores, nas quais há coincidências entre as dinâmicas de mercado e familiar. Além deste fator, é importante lembrar que aqueles relativos ao ambiente de negócio, de finanças e de produção também podem ser considerados influenciadores das operações de fusão, aquisição ou venda.

Mesmo não tendo uma estatística finalizada sobre estes movimentos, estimamos que dos mais de 100 projetos em que estive à frente pela GoNext, entre 15% e 25% das empresas familiares passaram por algum destes procedimentos. O que chama a atenção é que nos últimos cinco anos o número vem crescendo, seja nos movimentos de venda, de aquisição ou de fusão. Inclusive de companhias brasileiras que adquirem empresas fora do país.

E quais são as motivações que levam uma empresa familiar a optar por estas estratégias? São várias: falta de alternativa para um processo sucessório; busca por capital; diminuição de endividamento; substituição de dívida; entre outros. Por isso, recomendamos aos proprietários das empresas familiares que conheçam a fundo como funcionam as metodologias de fusões e aquisição, de forma que estas possibilidades sejam eventualmente incorporadas às suas estratégias empresariais, evitando desgastes desnecessários e garantindo que todos os envolvidos na tomada de decisão estejam cientes das vantagens e/ou desafios.

Na hora de determinar qual é o caminho a ser seguido, cabe ao Conselho de Administração avaliar todos os cenários possíveis para o crescimento saudável da empresa. E cabe ao Conselho de Sócios/Acionistas aprovar determinada alternativa. Uma vez definidas estas instâncias da governança, podem ser considerados como “sinais” para iniciar um processo destes: dificuldade de crescimento orgânico da organização; fadiga das estruturas de capital da empresa; obsolescência tecnológica; aceleração do crescimento; e oportunidade de consolidação de mercado. Normalmente, estes fatores aparecem nas revisões dos planejamentos estratégicos, documentos nos quais são avaliados os riscos, oportunidades e ameaças para o negócio.

Muitas vezes, nas operações de fusões e aquisições, há grande preocupação dos membros da família com o futuro dentro da empresa. O que costumamos orientar é que os familiares possam, primeiramente, preparar-se para serem bons “donos de empresa”, ou seja, entender qual é o papel de um sócio, como ele deve constituir a governança da empresa, e, em algumas situações, saberem como atuar como gestores. Quando há um processo de fusão, aquisição ou venda, dependendo do acordo de sócios a ser formatado, geralmente os familiares deixam a gestão e passam a compor o Conselho de Administração da nova empresa. Por isso, é imprescindível que tenham conhecimento do novo modelo de atuação que irão fazer parte após a finalização dessas operações.

Eduardo Valério é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Estratégia e Marketing pela Kellogg School of Management, especialista em Governança Corporativa para Empresas Familiares pela The Wharton School, Pennsylvania e especialista em Gestão pelo Insead. Eduardo é diretor-presidente da GoNext, especializada em gestão de negócios e implantação da governança corporativa em empresas familiares.

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Cinco conselhos para tornar sua empresa atraente para investidores

Seja para crescer, ou ganhar fôlego para implementar mudanças na estratégia de um negócio, sócios e investidores podem ser uma boa opção, mesmo para pequenas e médias empresas. Apesar do número de fusões e aquisições anunciadas, terem caído nos últimos dois anos, de acordo com relatório divulgado em abril passado pela PWC, as áreas de serviços e TI são as que mais realizam esse tipo de operação, sendo responsáveis por 24% dos anúncios.

Para quem busca sócios, ou mesmo possíveis compradores para sua empresa, o primeiro passo é organizar seus números. “É fundamental usar a contabilidade não somente como um instrumento apurador do fisco e sim como uma ferramenta de gestão”. É o que indica o executivo e advogado especialista em direito de empresas, Luciano Moraes – responsável por processos de fusão e aquisição de pelo menos cinco empresas de pequeno e médio porte, que movimentaram o equivalente a R$500 milhões nos últimos dois anos.

De acordo com Moraes, a falta de conhecimento contábil por parte do empresário pode acarretar na diminuição do valor de sua própria empresa. “É muito comum que empresas de pequeno e médio porte não tenha seus balancetes mensais atualizados, ou que façam pagamentos de despesas pessoais dos sócios. A empresa que gera interesse de investidores é aquela que é medível, ou seja, tenha métricas, apresente resultados reais, organizados e em dia” descreve.

O conselho do executivo e advogado reforça as afirmações de um estudo divulgado pelo SEBRAE, em 2016. Cerca de 25% das empresas que encerram suas atividades antes dos dois anos de existência, alegam a falta de conhecimentos em gestão e incapacidade para lidar com problemas financeiros e contábeis como os principais motivos.

O segundo conselho é saber aonde quer chegar. Quem busca uma boa oportunidade para investir, procura negócios com planos a médio e longo prazo. “É fundamental que o empresário entenda do ramo em que atua e saiba para onde pode crescer. O papel do sócio, ou investidor, será oferecer recursos e também contribuir com ideias para que esses objetivos sejam conquistados”. Aliás, atuar em um mercado expansível é o terceiro conselho. O executivo destaca que ninguém investe em negócios em vias de extinção e sim em oportunidades que possam gerar crescimento.

Outra característica comum das pequenas e médias empresas é o apego emocional. O quarto conselho é desmontar aquela ideia de que o negócio é como um filho. “Empresas são unidades produtoras de negócio e renda. É importante gostar do que se faz, mas esse tipo de apego dificulta decisões duras que podem impactar na continuidade e crescimento do negócio, como reduções, ou mesmo a venda”, destaca Moraes.

E como último, mas não menos importante conselho, Luciano destaca a importância de valorizar as boas pessoas que fazem uma empresa girar. E esse reconhecimento é moral e financeiro. “Estar focado em resultados não significa ganhar sozinho. A motivação da equipe tem total influência no sucesso da empresa”, aponta.

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Verity anuncia a compra da JUST e cria ecossistema para transformação digital de ponta a ponta

Tecnologia, processos, jornada do cliente e novos modelos de negócio são pautas constantes da transformação digital, realidade que bate à porta do mercado corporativo e pede urgência. Para construir um ecossistema capaz de auxiliar as organizações com uma oferta end-to-end, a Verity – www.verity.com.br –, empresa de tecnologia especializada em consultoria e desenvolvimento de plataformas, anuncia a aquisição da JUST, consultoria focada no design de serviços e produtos digitais com olhar para a experiência do cliente.

Com a negociação de valor não revelado, a JUST passa a fazer parte do portfólio de empresas da Verity que já controla a QA360, um spin off de consultoria de testes que atua na área Quality Assurance para grandes empresas, oferecendo consultoria de qualidade para melhor desempenho de aplicações. Já a isyBuy, empresa de meios de pagamento e automação de processos comerciais, que integra consumidor e comerciantes, trazendo tecnologias do mundo digital para estabelecimentos tradicionais, é parte de um movimento do grupo que visa além de acelerar startups também fazer um trabalho de curadoria e aproximação dessas startups com grandes empresas atendidas pelo grupo.

“Vivemos um momento em que as empresas devem ser cada vez mais rápidas na ambidestria, reconhecendo que o mundo digital é um caminho sem volta, porém o mundo tradicional e transacional sempre apoiou e ainda apoia o crescimento das grandes corporações. Nossa proposta é justamente não ignorar estes dois mundos existentes e ser o parceiro ideal nesta jornada de transformação, entregando uma oferta end-to-end para que as empresas possam conviver e transitar bem entre os dois mundos até que se tornem empresas 100% digitalizadas.” afirma Alexandro Barsi, sócio-fundador e CEO da Verity. “Existem diversas empresas especializadas em design experiência do cliente, mas poucas entendem de TI como a JUST, que foi escolhida por contar com um perfil muito parecido com o nosso”, completa.

Para Rafael Cichini, CEO e fundador da JUST, a criação deste ecossistema de empresas cobre um gap no mercado que ainda conta com poucas consultorias de tecnologia capazes de navegar muito bem entre processos e tecnologias mais tradicionais e o boom do digital. “Sabemos que a digitalização é um caminho natural e irreversível, mas não conseguiremos promover transformação se ignorarmos tudo o que já foi construído dentro das corporações.” A visão da Verity e do Alexandro Barsi foram muito importantes para que isso acontecesse, pois tenho certeza que os planos que temos para o futuro estão perfeitamente alinhados.”

Expectativas

A Verity já conta com grandes clientes, como Riachuelo, AXA, Cardif, Banco Carrefour, Sul América, Atacadão, Sephora, entre outras organizações, que proporcionaram um crescimento médio de 28% ao ano. Atualmente, com 160 colaboradores, encerrou 2016 com um crescimento de 30%. Com a aquisição da JUST, o ecossistema de empresas do grupo chega a 200 colaboradores e soma novos clientes no portfólio como Natura, ESPM, Odontoprev, Wizard, Wiz, Alpargatas, Iguatemi, entre outros, e espera fechar o ano com faturamento acima de R$ 35 milhões em 2017.

Para o futuro próximo o grupo espera concluir novas aquisições e trazer outras startups para o programa de aceleração, que tenham conexão com o universo de clientes atendidos pelo grupo, além de investir pesado na estruturação de uma oferta completa end-to-end para os clientes, criando novas unidades de negócio.

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Garmin adquire Navionics

Avionics é o principal fornecedor de cartas eletrônicas de navegação para marinheiros

Garmin, líder mundial em navegação por satélite, acaba de anunciar a aquisição da Navionics S.p.A., fornecedora privada de cartas de navegação eletrônicas e aplicações móveis para indústria náutica.

“A Navionics tem sido conhecida como um fornecedor líder de cartas náuticas de navegação e aplicações móveis de alta precisão para velejadores”, afirma o presidente e CEO da Garmin Cliff Pemble. “Ao combinar o conteúdo da Navionics com o conteúdo BlueChart® e LakeVüTM da Garmin, poderemos oferecer a melhor amplitude disponível e a profundidade de cobertura para nossos clientes náuticos. Avançando, planejamos manter a marca Navionics e continuaremos a suportar os clientes existentes da Navionics”, completa.

“Desde a nossa fundação, a Navionics tem sido apaixonada pela criação de produtos que melhoram a experiência a bordo”, afirma o fundador e presidente da Navionics, Giuseppe Carnevali. “A Garmin compartilha nossa paixão por servir a indústria náutica e é uma empresa ideal para levar a forte marca e a reputação da Navionics no futuro”, completa.

Além de um aplicativo de navegação popular, a Navionics desenvolveu um extenso repositório de cartas náuticas para oceanos, rios e lagos. Muitas desses mapas foram desenvolvidos com pesquisas proprietárias da Navionics, realizadas tanto no campo como com sensoriamento remoto, como imagens de satélite e scanners laser aéreos.
A Navionics está sediada em Viareggio, Itália, e emprega mais de 350 associados a nível mundial, que serão mantidos. Os termos financeiros da aquisição não serão divulgados.

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TI lidera ranking de empresas que mais realizaram fusões e aquisições no primeiro trimestre de 2017

Relatório da PwC Brasil mostra que setor é responsável por 21% dos investimentos realizados no Brasil entre janeiro e abril, um crescimento de 17% em relação ao ano passado

Abril terminou com queda no número de fusões e aquisições no Brasil, segundo relatório da PwC Brasil. Ocorreram 48 transações, número 13% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com 55 negociações. De janeiro a abril, houve 198 negociações, 22% abaixo da média de 254 transações entre 2010 e 2015 e 2% a menos que nos primeiros quatro meses de 2016.

O setor de Tecnologia da Informação (TI) representa 21% dos investimentos realizados em 2017, com 41 negócios – um crescimento de 17% em relação aos primeiros quatro meses de 2016. Em segundo lugar aparecem os serviços auxiliares, cujo crescimento é de 9% em relação a 2016. Os serviços públicos, com 15 transações, representam um crescimento de 275% em relação a 2016, quando houve apenas quatro transações – 8% do total.

A região Sudeste representa 70% nos negócios anunciados em 2017 (139 transações) até o mês de abril. No mesmo período do ano passado, ocorreram 129 transações. Foram anunciadas 31 transações no Sudeste e, em abril, redução de 11% em comparação a 2016, com 35. O estado de São Paulo aparece na frente, com 55% das negociações concretizadas, sendo 108 no total. Em 2016, foram 100 transações, sendo 90 na capital paulista. Na região Sul houve 26 negociações, número 13% inferior ao mesmo período de 2016 (30 transações). Transações com empresas estrangeiras representam 6% do total, com 12 negócios. Em 2016, foram anunciadas 18 transações.

Até abril, os investidores nacionais posicionam-se à frente dos investimentos realizados no Brasil, com 55% de participação nas negociações, crescimento de 2% quando comparado ao mesmo período de 2016. Com 82 transações realizadas até abril, os investidores estrangeiros tiveram uma redução nas participações – de 11% em relação ao mesmo período de 2016 (92 negociações).

De janeiro a abril, foram anunciadas 82 transações envolvendo capital estrangeiro, redução de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior (2016 – 97 transações). Somente no mês de abril foram 20 transações realizadas por capital estrangeiro, redução de 33% em comparação ao mesmo período de 2016 (30 transações). Os Estados Unidos lideram com 33% do total (27 negociações), uma redução de 13% comparado ao ano anterior (2016 – 31 transações), seguido pela França, com 10%, e Alemanha, com 5%.

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1 em cada 3 multinacionais americanas procuram os mercados emergentes e em desenvolvimento da América do Sul como base para seus planos de crescimento

De acordo com a nova pesquisa da TMF Group, em associação com a Forbes Insights, mais de um terço (36,4%) das multinacionais com sede nos Estados Unidos ainda veem os mercados em desenvolvimento da América do Sul como o centro para os seus planos de investimentos corporativos e de crescimento. O estudo Mais investimento: o que impulsiona a expansão e o investimento internacional por parte das empresas norte-americanas? analisou a opinião de 250 executivos da C-suite com sede naquele país para explorar as motivações e desafios das multinacionais em levar sua empresa para um novo mercado internacional.

Os entrevistados foram selecionados a partir de uma ampla variedade de setores e de empresas com faturamento anual variando de US$ 250 milhões a mais de US$ 5 bilhões. Os executivos consultados foram questionados sobre em quais regiões suas empresas haviam investido nos últimos dois anos, bem como onde planejavam investir em 2017/18.

As principais descobertas incluíram:

– Apesar da desaceleração global do investimento estrangeiro direto, mais de um terço (36,4%) das multinacionais norte-americanas planejam investir nos mercados emergentes da América do Sul nos próximos dois anos;

– 1 em cada 4 investidores estão à procura de novos talentos ou fontes de capital;

– 1 em cada 3 enfatiza a importância da pesquisa e do conhecimento profundo do mercado local.

“É agradável ver que, apesar das recessões globais no investimento, as empresas norte-americanas ainda reconhecem o potencial e a oportunidade oferecidos pelos principais mercados da América do Sul”, comenta Raimundo Diaz, diretor regional das Américas da TMF Group, sobre os resultados. Para ele, “o interesse renovado nos metais básicos e outros produtos tem atuado como um catalisador para o crescimento em países como Peru, Brasil e Chile, mas fortes avanços tecnológicos e de produção em toda a região também ajudaram a manter os níveis de investimento”.

De acordo com o executivo, “o Chile, por exemplo, é o maior produtor mundial de cobre e, dadas as negociações de aumento dos gastos com infraestrutura nos EUA, os ativos relacionados ao cobre estão em alta. O Peru também tem extensas reservas de cobre e ouro. O Brasil também consolidou sua posição nos últimos anos. Atualmente, o país é a nona maior economia do mundo e oferece oportunidades de investimento em uma variedade de setores, incluindo mineração, energia, imóveis e agronegócio”.

Sobre a Colômbia, o executivo comenta que o país também tem planos ambiciosos. “O programa de investimento em infraestrutura de grande escala ‘Post-4G’, por exemplo, oferece aos investidores a oportunidade de se envolverem em projetos significativos como aeroportos e estradas nos próximos 10 anos”, afirma.

A pesquisa também quis saber o que motivou as empresas norte-americanas a explorarem novos mercados estrangeiros e que desafios enfrentaram. Considerando-se a expansão internacional, o estudo sondou os entrevistados sobre que conselho dariam a um colega que estivesse pensando em investir internacionalmente. Paralelamente às operações em expansão e ao aumento da participação no mercado, os resultados mostraram que os entrevistados procuravam também encontrar novos talentos, qualificações e fontes de capital. Eles também enfrentaram desafios similares ao selecionar e estabelecer uma nova entidade, incluindo o estabelecimento de processos financeiros e o cumprimento das leis locais.

“A importância do conhecimento do local ao entrar em um novo mercado não pode ser subestimada”, aconselha Diaz. Segundo ele, “se você está pretendendo estender ou melhorar as operações existentes ou buscando novas oportunidades, é importante compreender plenamente as complexidades locais de um determinado mercado para se certificar de que suas operações são – e permanecem – totalmente compatíveis com o que poderia ser um cenário regulador em rápida mutação”.

Para saber mais sobre a TMF Group e fazer o download do relatório completo, acesse: tmf-group.com/venturefurther.

Veja abaixo tabelas com alguns resultados da pesquisa Mais investimento: o que impulsiona a expansão e o investimento internacional por parte das empresas norte-americanas?:

– 10 maiores destinos globais de investimento e expansão para multinacionais norte-americanas em 2017/18

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BC Partners e Medina Capital concluem aquisição da Easy Solutions

As empresas de private equity BC Partners e Medina Capital anunciaram hoje a conclusão da aquisição da Easy Solutions, bem como do portfólio de centros de dados da Centurylink e de centros de dados e análises de dados da Medina Capital. As transações avaliadas em aproximadamente 2,8 bilhões de dólares culminaram na formação de uma empresa chamada Cyxtera Technologies, que iniciou suas operações imediatamente. Fundada originalmente na Colômbia, a Easy Solutions tem sua sede em Miami – Flórida, com escritórios em Atlanta, São Paulo, Londres, Dubai e Tóquio.

A Cyxtera reúne um centro de dados global e um portfólio de segurança diversificado, moderno e baseado na nuvem, composto por quatro empresas inovadoras: Cryptzone, Catbird, Easy Solutions e Brainspace. O portfólio do grupo oferece uma plataforma de infraestrutura poderosa, segura e resistente, desenvolvida para as complexas e híbridas arquiteturas de TI de hoje, e capaz de proteger e suportar infraestruturas dedicadas e provedores de serviços na nuvem públicos e privados, com recursos de software e serviços que estendem a proteção a ambientes locais. A Cyxtera atende a mais de 3.500 clientes em todo o mundo.

“A Easy Solutions está bem posicionada para atender à crescente demanda por proteção antifraude decorrente da transformação digital experimentada pelas empresas. Ao nos tornarmos uma empresa Cyxtera, nós teremos mais recursos, maior capacidade e um alcance global que nos possibilitarão inovar mais rápido, expandir as nossas soluções e atender melhor aos nossos clientes e parceiros em todo mundo”, afirmou Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions. “A possibilidade de trabalhar com um portfólio completo de recursos de segurança complementares, que inclui detecção e prevenção de fraude, machine learning e perímetro definido por software, nos permitirá desenvolver e oferecer as mais avançadas soluções de proteção contra fraude que o mundo já viu.”

Manuel D. Medina, fundador e sócio-gerente da Medina Capital e fundador e ex-CEO da Terremark Worldwide, comanda a Cyxtera. A equipe executiva da Cyxtera também conta com líderes das cinco empresas adquiridas, como o próprio Villadiego, representando a Easy Solutions, e uma lista de veteranos dos setores de infraestrutura empresarial e segurança cibernética.

“As últimas duas décadas trouxeram mudanças significativas na disponibilidade, agilidade e escalabilidade das empresas de TI, e a próxima era deve ser marcada por uma revolução semelhante na infraestrutura de segurança”, afirmou Medina. “Estou orgulhoso e empolgado por ter a oportunidade de trabalhar com uma equipe de profissionais experientes, com excelência comprovada nas áreas de infraestrutura de TI e segurança cibernética, no lançamento de uma nova plataforma global para ajudar os nossos clientes a operar e proteger seus sistemas empresariais e aplicações críticas. Estou muito feliz por dar as boas-vindas para a nossa equipe, nossos clientes e nossos parceiros à Cyxtera.”

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Riverbed anuncia aquisição da Xirrus

A Riverbed Technology anuncia aquisição da Xirrus, fornecedora de soluções para redes sem fio de alto desempenho. A compra visa integrar um pacote de soluções Wi-Fi robustas, de alta densidade e gerenciadas na nuvem da Xirrus ao portfólio Riverbed, principalmente junto às ofertas de redes SD-WAN (rede de longa distância definida por software). Com a Xirrus, o poder da orquestração de rede baseada em políticas dos produtos Riverbed, será estendido às redes sem fio.

Dessa forma, a Riverbed oferecerá aos clientes conectividade unificada e orquestração baseada em políticas – com cobertura a todos os ambientes distribuídos, desde redes WAN, LAN/WLAN, até datacenter e nuvem. A Riverbed também continuará a comercializar Xirrus como uma solução empresarial individualizada.

O SteelConnect da Riverbed é uma solução SD-WAN diferenciada que entrega simplicidade e agilidade com gestão centralizada e unificada, abrangendo toda a Network Fabric com orquestração baseada em políticas e conectividade com um clique para Amazon Web Services (AWS) e Microsoft Azure. Esta solução traz performance superior, visibilidade e recursos inteligentes de redes e aplicações, melhorando muito a experiência do usuário final em relação à performance de acesso à rede e às aplicações.

A performance comprovada da tecnologia Xirrus atende às mais variadas demandas de mercado com desempenho consistente, como no modelo com fio, com cobertura e segurança superior. O pacote de soluções Wi-Fi da Xirrus – serviços de ponto de acesso, na nuvem e de alta densidade – entrega conectividade e gerenciamento unificados através da rede.

“Uma das principais transformações do gerenciamento de rede é a convergência das filiais e a unificação das operações das redes LANs e WANs, com ou sem fio, sendo todas orientadas para uma arquitetura baseada na nuvem”, afirma Rohit Mehra, vice-presidente de Pesquisas de Infraestrutura de Rede do IDC. “Com essa aquisição, a Riverbed está bem posicionada para enfrentar essa mudança, acrescentando WLAN em sua tecnologia SD-WAN para oferecer solução mais ampla a filiais corporativas integrando otimização e visibilidade da WAN.”

Essa aquisição é parte do movimento de expansão da Riverbed que desde o ano passado vem acrescentando tecnologias de próxima geração às suas soluções, com a aquisição de empresas como a Ocedo Networks, um dos principais fornecedores de SD-WAN, entre outras medidas. Atualmente, a Riverbed tem mais de 300 clientes SD-WAN de diversas indústrias, como varejo, manufatura, saúde, serviços, finanças, tecnologia etc.

“A aquisição da Xirrus é muito estratégica para a Riverbed, fornecendo para nós uma solução Wi-Fi corporativa líder de mercado e habilitando o produto da Rivebed (SteelConnect) a entregar uma oferta SD-WAN incomparável que apoiará o crescimento desse mercado aquecido”, afirma Jerry M. Kennelly, Chairman e CEO da Riverbed.

A Riverbed planeja oferecer a solução Xirrus por meio de parceiros. A aquisição da empresa baseada na Califórnia irá encerrar em abril de 2017. Os termos financeiros desse acordo não foram divulgados. Para mais informações sobre as soluções do SteelConnect e Xirrus, visite: http://www.riverbed.com/sdwan

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SuporTI adquire a Enlight Consulting e amplia atuação em nuvem

A SuporTI, empresa especialista em Serviços Gerenciados de TI, acaba de concluir a aquisição da Enlight Consulting, especializada na implantação e suporte de Netsuite, primeiro ERP em nuvem, recentemente comprado pela Oracle. O objetivo é aumentar o portfólio de produtos e serviços ofertados para os clientes da SuporTI, combinando a expertise de gestão operacional com a de projetos de aplicativos para áreas de negócios.

Com apenas um ano de operação, a Enlight conquistou 7 novos projetos e mais de R$ 800 mil em vendas, além de ter sido responsável pelo primeiro projeto brasileiro de Netsuite no segmento industrial e pioneira na implantação do WMS (Warehouse Management System) para uma empresa no setor de distribuição. Por isso, com a aquisição, a SuporTI espera aumentar seu faturamento em 25%.

Outro fator importante foi a experiência dos colaboradores da Enlight com o ERP da Microsoft, o Dynamics AX. Muitos já atuaram em outras consultorias e ofereciam serviços de mentoria para algumas empresas. Isso possibilitará que a SuporTI atue na resolução de problemas de infraestrutura e performance do Dynamics AX.

“A combinação de expertises nos permitirá preencher uma lacuna do mercado que é a oferta de suporte bem estruturado para Dynamics AX e outras soluções de negócios. Alguns clientes têm chamados abertos há mais de 12 meses com outras consultorias, sem receber uma resposta efetiva. Com nossa expertise de suporte à infraestrutura baseada em boas práticas como o ITIL, vamos oferecer eficiência na resposta às demandas geradas pós implementação do ERP”, explica Bruno Cesar Silva, sócio e diretor de operações da SuporTI.

A SuporTI ainda pretende, em 2017, lançar soluções específicas do Netsuite para os segmentos de serviços e distribuição e ampliar sua atuação na oferta de Serviços Gerenciados para empresas de pequeno e médio porte. Dessa forma, possibilitará o acesso a evidências e insights relacionados à operação e os clientes poderão aumentar sua eficiência e focar na estratégia de TI para seus negócios.

“Com mais de 10 anos no mercado, sabemos que a simples oferta de outsourcing não é suficiente para atender as necessidades dos clientes. Por isso, unimos a variedade de soluções à diversidade de experiências, a fim de oferecer opções mais personalizadas e eficientes para cada modelo de negócio”, conclui Bruno.

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Como mitigar riscos em fusões e aquisições? – Por Jefferson Kiyohara

As mudanças tributárias trazidas pela Lei nº 13.259/16 que, a partir deste ano provocarão diferenças de impostos a pagar acima de dezenas de milhares de reais, aceleraram diversas operações de fusões e aquisições. Visando viabilizar a operação, etapas foram otimizadas, priorizações foram feitas e decisões foram tomadas.

Análises dos demonstrativos financeiros, passivos e obrigações trabalhistas, ambientais e fiscais, riscos ao negócio entre outras, certamente foram realizadas. Mas será que, nesse contexto, os aspectos de Compliance anticorrupção foram abordados com o detalhamento necessário? É de fundamental importância o processo de verificação de possíveis ocorrências de irregularidades, atos ilícitos ou de vulnerabilidades nas organizações envolvidas no que tange a atos de corrupção, isto porque há responsabilidade da sucessora.

Para cumprir o prazo, fechar bons negócios e evitar a majoração dos tributos a serem pagos é plenamente possível que operações de fusões e aquisições tenham ocorrido sem as devidas ações preventivas, como o due diligence. Em consequência, o comprador pode ter herdado um histórico de não conformidade com a legislação anticorrupção, assumindo riscos reputacionais e legais.

Para mitigar estes riscos de compliance, há ações relevantes que devem ser realizadas no pós operação. A primeira delas é o desdobramento do Programa de Compliance. É fundamental que todos na nova empresa, pós processo de fusão e aquisição, conheçam o código de ética corporativo, sejam treinados e tenham acesso ao canal de denúncias. Tal cuidado permitirá que eventuais casos passados ou em andamento, que não estejam em conformidade com as novas diretrizes corporativa, sejam trazidos à tona para apuração e devido tratamento.

Para tanto, a gestão de mudança deve ser utilizada de forma pragmática, incluindo ações de comunicação, conscientização e incentivos, promovendo na organização uma cultura de ética e compliance real e forte. Os profissionais devem ter claro o que é esperado deles, bem como de qual a postura a ser adotada. Além disto, devem estar presentes a não retaliação e proteção dentro dos limites legais para aqueles que tenham ciência de problemas e queiram reportá-los para a gestão.

Outro ponto fundamental é a realização de auditoria de compliance. Trata-se de um processo que se utiliza da metodologia típica de auditoria interna, mas com uma abordagem específica para tratar de questões de compliance, com foco em processos críticos como cadastro, compras, pagamentos, doações e patrocínio, viagens e hospitalidade, fusões e aquisições, entre outros. Uma das diferenças, por exemplo, está na questão da materialidade, na qual o foco está no impacto, e não na transação em si.

Por exemplo, um pagamento de R$ 20 mil pode ser entendido como não material numa grande empresa, mesmo que seja indevido. Porém numa auditoria de compliance, este mesmo pagamento seria foco, caso estivesse associado a processos críticos, como cartão de crédito corporativo, viagens e hospitalidade ou doações e patrocínios. Isto porque poderia ser uma forma de pagamento indevido a um agente público em troca de uma vantagem indevida, o que caracterizaria um ato de corrupção, passível de sanções e multas para envolvidos, executivos e empresa na forma da lei.

Há ainda os casos em que a empresa adquirida já estava sujeita às legislações anticorrupção internacionais, bem como a empresa compradora, o que demandaria um processo de auditoria de compliance específico. Pensando na legislação anticorrupção norte-americana, seria essencial a realização de um processo de FCPA audit, por exemplo.

Com certeza existiu a vantagem em realizar a fusão ou a aquisição em regime tributário favorável, diminuindo legalmente o pagamento de impostos. Contudo, em razão das responsabilidades assumidas pela empresa sucessora, para ter certeza de que foi feito, de fato, um bom negócio, é imprescindível que o pós operação contemple os desdobramentos necessários no que tange ao compliance anticorrupção.

Jefferson Kiyohara, líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

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Aquisições e Fusões: como as empresas buscam por esse tipo de consultoria

Por Carlos Miyahira*

Do lado do vendedor:

A desaceleração da economia brasileira tem provocado um aumento no número de empresas com dificuldades financeiras que, como parte de um plano para aperfeiçoar suas finanças, buscam vender ativos ou ainda, buscar parceiros estratégicos que possam injetar caixa para auxiliar no pagamento de dívidas (bancárias, fiscais, operacionais). Esses parceiros estratégicos também podem auxiliar no processo de análise estratégica do negócio visando maximizar os resultados a serem auferidos por essas empresas.

Por outro lado, existem também empresas mais saudáveis financeiramente que já foram assediadas no passado por possíveis interessados, cuja negociação não foi adiante ou que estão sendo procuradas no momento. Em ambas situações, essas empresas procuram consultorias especializadas para auxiliar na identificação de possíveis fragilidades que essas empresas possam ter nas áreas contábil, tributária, trabalhista e previdenciária para estarem melhor preparadas para uma negociação com potenciais compradores.

Os benefícios são inúmeros para essas empresas que se preparam para enfrentar um processo de diligência pois esse processo geralmente demanda bastante esforço das áreas operacionais, financeira, jurídica, dentre outras áreas, além de consumir bastante energia dos sócios durante a fase de negociação. Quanto melhor preparada estiver a empresa, seus sócios conseguirão ter a calma e a tranquilidade para pontuar e negociar os pontos de maior risco, para que o preço do negócio não seja afetado de forma severa.

É muito bom saber de forma analítica a natureza e o montante dos riscos envolvidos (contingências) para que se possa ter segurança na hora de sentar-se à mesa com o potencial comprador, isso faz uma diferença enorme. No mundo dos negócios não adianta apenas imaginar que a empresa vale x, levando em conta o valor sentimental dos sócios na precificação do negócio, se isso não puder ser comprovado por meio de dados reais e também dos riscos envolvidos, que serão muito provavelmente apontados pelo comprador que, com certeza, pleiteará algum desconto no preço do negócio.

Do lado do comprador:

Para investidores que atualmente estão capitalizados, esse tipo de ativo pode ser uma boa oportunidade de compra. A avaliação desse tipo de ativo, na ótica do comprador, pode gerar ganhos de sinergia ou em uma análise mais aprofundada a ineficiência operacional, pode gerar ganhos futuros, assim que essa ineficiência seja sanada. Dentro desse contexto, o ativo pode ser bastante atraente e até mesmo barato, o que instiga o comprador a efetuar a compra.
O comprador geralmente procura assessoria especializada para auxiliá-los no processo de identificação de assuntos importantes no âmbito contábil, tributário, trabalhista e previdenciário para demonstrar e quantificar os potenciais riscos envolvidos (contingências) nessas áreas, além de um bom assessor jurídico para analisar os riscos já materializados e também na confecção/análise do contrato de compra (“SPA”).

A contratação de especialistas multidisciplinares é bastante importante pois a legislação (tributária/trabalhista e previdenciária) está em constante mudança, ainda mais nesse ano de ajuste fiscal. Os especialistas das áreas tributária e trabalhista e previdenciária costumam, via de regra, efetuar a revisão dos últimos 5 anos fiscais. Já na parte contábil, é importante analisar a qualidade das informações financeiras (balanço patrimonial e demonstração de resultados), visando analisar as operações sob a ótica de uma empresa normalizada (desconsiderando itens não operacionais/não recorrentes). Por fim, é importante comentar que um comprador experiente saberá ponderar os riscos, vis à vis o retorno esperado, portanto é bastante importante estar bem assessorado para uma negociação, independente do lado da mesa que você esteja.

*Carlos Miyahira é sócio da Grounds e especialista na área contábil, com experiências em processos de aquisição e venda de empresas e operações, do ponto de vista do Comprador (Due Diligence) e do Vendedor (Vendor Due Diligence), consultoria no processo de pós-aquisição.

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