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O impacto das Fintechs no setor de serviços – Por Ana Claudia S. Reis

Não é mais novidade nos depararmos com boas e consolidadas startups, que aliam conceitos inovadores a produtos brilhantes, os quais fazem toda a diferença no nosso dia a dia.

Se elas estão em serviços vitais, como transporte e alimentação, por que não entrariam em negócios ainda maiores, como o de transações bancárias? Este é o caso das Fintechs, já consideradas fenômenos mundiais. Obviamente, essa atmosfera de inovação muda drasticamente a forma como o mercado se comporta, ampliando as possibilidades de negócio e, fatalmente, as concorrências.

Para muitas pessoas, é difícil imaginar uma estrutura de livre mercado se os serviços financeiros de bancos e corretoras deixassem de ser exclusivos e essenciais, ainda mais no Brasil, culturamente dependente desse formato. Mas para as Fintechs, esse movimento já é uma realidade exequível e de sucesso, aproximando a tecnologia ainda mais do setor de serviços diretos.

A velocidade com que essas empresas estão se multiplicando é prova de que o modelo de negócio idealizado é eficiente. Segundo dados da consultoria Clay Innovation, mais de 150 startups já atuam nesse segmento no Brasil, divididas em setores de pagamentos, empréstimos, gestão financeira, seguros, entre outros.

Entre os diferenciais das Fintechs que merecem destaque e seduzem positivamente o mercado estão a possibilidade de antecipação de riscos e de trabalhar com tecnologia avançada, nova e hábil, além de reduzir a escala de processos que atrapalham o ganho de eficiência.
Tais conveniências são fundamentais para a renovação de um setor de serviços perdido em protocolos de atendimento ineficientes, que deixam qualquer tipo de relação com as instituições completamente distante. Com as novas gerações manipulando e detendo mais capital financeiro, é interessante e essencial falar a mesma língua desse público, por motivos de transparência, relacionamento e, claro, sobrevivência.

Não podemos tomar como uma verdade absoluta, mas a geração dos nossos filhos não possui o perfil para atuar horas em escritórios fechados, ou para recorrer a bancos tradicionais, em filas gigantes para negociar empréstimos, por exemplo. Sem contar que a possibilidade de resolver qualquer movimentação ou demanda, diretamente em seu aparelho de celular, em um único clique, é o futuro aguardado pelo público-alvo de diversos setores. Essa mudança precisa ser feita – e logo.

A transformação do mercado e o apelo para novos negócios são cíclicos e importantes para o desenvolvimento de estilos distintos e métodos originais de oferecer serviços fundamentais. Como profissional de tecnologia e especialista nessas áreas, enxergo que as Fintechs têm muito a nos ensinar, sobretudo por sua finalidade de atender da melhor maneira o consumidor e ofertar a ele um serviço integrado, útil e facilitador.

Ana Claudia S. Reis, sócia da The Caldwell Partners no Brasil

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O que o futuro reserva aos CIOs? – Por Ana Claudia S. Reis

Com o atual cenário, a concorrência no mercado e a busca por inovações que otimizem os negócios estão cada vez mais presentes no dia a dia dos executivos. Para alguns líderes, estar preparado para o futuro e ter novas ferramentas que irão auxiliá-los na busca por resultados é fundamental e imprescindível. Este é o caso do CIO (Chief Information Officer).

Está intrínseco ao trabalho desenvolvido por esse executivo, liderar processos de inovação que antecipem tendências para o futuro, sempre impulsionado pelo desejo de ser o mais preparado possível para um amanhã digital, que se aproxima de forma cada vez mais veloz em qualquer setor.

Mas, apesar dessa certeza de uma digitalização veloz e mais presente, o futuro para os CIOs é motivado por uma nova necessidade de reformular o fornecimento de soluções tecnológicas interessantes, que facilitem e modifiquem a rotina de seu público-alvo. A área de TI não interrompe suas mudanças e os compradores clamam cada vez mais por velocidade e agilidade. Oferecer isso ao mercado de forma antecipada garante diferenciais atraentes e merece a atenção e o foco desse executivo.

Algumas tendências fazem parte deste percurso para o futuro da atuação do CIO. Especialistas fortalecem a ideia de que a Internet das Coisas deve ter espaço significativo no planejamento estratégico desenvolvido por esse profissional. Outro fator não deve mudar: o CIO é o responsável pelos processos de atualização de sua organização, além de pensar o digital dentro dela. Focar nas novas oportunidades de fazer negócio não deve sair do radar do executivo. Isso contribui muito para as ideias diferenciadas e o desenvolvimento de novos produtos.

Mais do que qualquer outro executivo, o CIO deve batalhar pela busca da reafirmação de sua importância dentro da empresa. CIOs e outros chefes de TI devem garantir que todos estejam preparados para o ritmo acelerado das mudanças. Enquanto isso, as companhias e recrutadores que procuram novos líderes para essa área devem se atentar e avaliar a viabilidade de potenciais candidatos dentro de um perfil de rápidas adaptações e ideias. As empresas precisam considerar o quão bem um candidato irá lidar com a agitação projetada para o futuro.

Como headhunter, vejo um futuro cada vez mais desafiador para esse profissional. Portanto, cabe ao executivo assumir o seu papel com clareza, de modo que não fique para trás. A constante atualização do executivo garante também que ele seja desejado pelas empresas, e esse é um importante fator a ser levado em consideração para um futuro de sucesso do CIO.

*Por Ana Claudia S. Reis, sócia da The Caldwell Partners no Brasil

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Quais características os profissionais de TI devem ter para encantar os recrutadores?

Por Ana Claudia S. Reis*

Mesmo com o turbulento período de crise e a recessão que o País atravessa, alguns setores continuam mantendo índices satisfatórios de contratação. O mercado de TI é uma das áreas que segue aquecida e operando intensamente.

As vagas da área de TI sempre foram motivo de debates, visto que esse setor no Brasil já sofreu muito com os gaps nas contratações. A demanda sempre foi alta e a mão de obra não cobria a procura. Faltavam profissionais qualificados para vagas não tão comuns. Há não muito tempo, acompanhamos até a migração de mão de obra de fora do País para suprir essa necessidade.

Com o passar dos anos e com a aceleração do ensino e preparo de profissionais especializados, o cenário vem adquirindo uma nova perspectiva – bem mais otimista que em outros setores. As empresas de tecnologia que desembarcam no Brasil, ou até mesmo as nacionais, já possuem em seu comando profissionais com excelente formação e experiência. Porém, mais do que um bom curso preparatório, vivência na área, fluência em outras línguas e um bom currículo, o profissional de TI deve apresentar características que transcendam a todos esses requisitos, tais como:

1. Conhecimento

Entre as características que nós buscamos nesses profissionais está a paixão pela tecnologia e a constante sede de aprendizado e conhecimento. Pode parecer óbvio, mas um candidato que sabe demonstrar que tem conhecimento e expertise para aplicá-lo, já no momento da entrevista, pode ganhar alguns pontos em relação aos seus concorrentes.

2. Domínio sobre o negócio

Mais do que o conhecimento de suas funções específicas, as empresas desejam profissionais cada vez mais conscientes sobre o negócio da companhia. Por isso, é interessante que os candidatos possuam domínio sobre a organização como um todo, e não apenas no que diz respeito à sua área. Integrar as áreas da empresa pode agilizar a entrega dos projetos, o que é um ponto positivo ao profissional.

3. Comunicação

Outra característica importante é ter alta capacidade de comunicação. Uma boa comunicação no momento da entrevista é imprescindível, e também pode ser a chance para o sucesso e crescimento dentro da empresa, já que o profissional poderá atuar em parceria com outras lideranças. Ruídos podem comprometer projetos e acarretar danos difíceis de reverter.

4. Ser o administrador das mudanças

A tecnologia é o campo da transformação e, por isso, os processos da área de TI mudam com frequência. Quem atua nessa área deve estar preparado para administrar as mudanças que acontecem com o dia a dia. Ser ousado e propor alterações na rota também são sinais de que o profissional pensa além, e pode auxiliar no crescimento da empresa.

5. Ser o rei do Big Data

Big Data é um dos assuntos mais comentados nos últimos tempos. Um profissional com formação e estratégia para administrar e analisar os dados de uma empresa ou mercado se sobressai em relação aos demais aspirantes à vaga. A formação no conceito sobre o tema deve ser exemplar, e a experiência em governança de dados, imprescindível.

6. Poder de decisão

Mais do que uma boa formação acadêmica, o profissional deve apresentar forte poder de resolução e controle. Uma visão ampla sobre o negócio ajudará exatamente na tomada de decisões, que terão muito mais chances de serem assertivas.

7. Relacionamento

Não é somente o que o profissional diz sobre si mesmo que levamos em consideração. O que o mercado diz sobre sua trajetória profissional pode traduzir quem o candidato é ajudando o recrutador a definir os traços de sua personalidade e comportamento. Por isso, manter um bom relacionamento é de extrema importância, e, portanto, essa é uma característica muito valorizada nesse profissional.

8. Inovação

O novo perfil do profissional de TI pede uma pessoa muito mais arrojada, pouco presa às estruturas conhecidas dentro desse setor. Ele deve possuir visão empreendedora, criando novos portfólios de serviços para a empresa e melhorando os serviços já ofertados. Inovação deve sair do papel e ir para a prática na mão desse profissional. Para isso, o domínio da equipe é também fundamental.

*Ana Claudia S. Reis é sócia da The Caldwell Partners, uma das principais empresas de recrutamento e seleção de altos executivos do mercado.

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Os desafios do CIO do futuro

Por Ana Claudia S. Reis*

A área de TI está se transformando. Podemos observar esse movimento em pequenas realidades do nosso dia a dia e, também, nas ações que as empresas realizam para potencializar seus resultados. A economia digital está mudando as organizações de maneira contínua, criando um ambiente hiperconectado no qual o negócio principal gira em torno das responsabilidades da área de TI e impactam diretamente no desempenho dos atuais gestores. Diante desse cenário, pode-se notar a alteração acelerada na agenda e nas atribuições do CIO (Chief Information Officer). O profissional é, agora, o principal responsável por administrar essa constante atualização.

Pensar digital e compreender a redefinição do seu papel dentro das empresas, que deve ser muito mais estratégico, estão entre os desafios do novo CIO. Ele precisa focar na identificação de novas oportunidades de negócios, que explorem a tecnologia digital como força principal. É responsabilidade desse profissional, portanto, assumir uma postura de liderança digital, que traga aos novos projetos um resultado sólido. Dessa maneira, o diretor irá convencer as demais áreas da empresa de que inovação é, sim, uma função da área de TI e vital para longevidade das companhias.

Como vivemos na “Era da Transformação Tecnológica”, uma das principais dificuldades enfrentadas por esse profissional é ser hábil na administração dessas mudanças. Compreender pioneiramente as tecnologias que surgem é um ponto de total atenção, uma vez que os modelos de negócio e gestão que levam em consideração a evolução da tecnologia passarão a se alterar com maior frequência. Isso requer do executivo, além de conhecimento, um planejamento eficaz que reflita esse olhar sempre à frente do seu tempo.

Com perfil inovador, o CIO do futuro irá atuar em conjunto com outras lideranças como o Chief Digital Officer e o Chief Information Security Officer. Este último, vale notar, será o principal parceiro do CIO, pois seu foco assertivo em cibersecurity e na proteção de dados e propriedade intelectual da empresa, ciente de todos os riscos operacionais, o torna essencial na tomada de decisões.

Ter uma visão clara de mudança de abordagem da área de TI torna-se necessário ao CIO. Em certos casos, por exemplo, é mais seguro e estratégico terceirizar algumas atividades de menor valor agregado, reduzindo o envolvimento do profissional nas questões operacionais, do que incorporar os procedimentos no departamento. Dessa forma, tempo e energia do executivo são liberados e o permitem interagir com outros gestores que pilotam o negócio, solidificando uma visão integral das atividades – e isso será cada vez mais exigido deles. O resultado são processos operacionais mais simples e mais tempo para o CIO inserir novos conceitos tecnológicos, algo vital para seus projetos.

E por que não correr riscos? Sair da zona do backoffice e ir para a linha de frente, dessa vez com postura mais empreendedora, garante além de eficiência, uma empresa mais inteligente, com um board mais ativo, comprometido a criar e sem medo de errar. A natureza desse profissional deve ser de atuar em cenários desafiadores e ele deve conseguir manter os sistemas que já estão em vigor funcionando plenamente ao mesmo tempo em que se dedica a criar novas soluções.

O CIO desejado pelas empresas irá desenvolver e utilizar plataformas digitais que convergem com todas as funções na empresa, potencializando as entregas e resultados. Ele também irá fornecer soluções de tecnologia que atendem as necessidades de diferentes geografias e demografias, já que ele idealmente vivenciou operações globais e entende de diferentes culturas, estando apto a fazer planejamentos direcionados – aproveitando-se do fato de que ele atualmente é o principal direcionador das ações digitais das companhias, coordenando todas as iniciativas online: de e-Commerce até as mídias sociais.

Por fim, entendemos o quão desafiador é o cenário do CIO do futuro. Ao mesmo tempo em que as novas tecnologias alavancam os ambientes corporativos, trazem para esse profissional a missão de se recriar e não ficar para trás. Gerenciar a área de TI como um negócio paralelo é um meio de transformar os processos e auxilia na criação de iniciativas transformadoras, que geram resultados em prazos consideráveis. Particularmente, acredito que o futuro desse profissional reserva surpresas e muitas experiências inovadoras, que irão reafirmar a sua importância no mercado e, é claro, em toda a área de TI.

*Ana Claudia S. Reis é sócia da CTPartners, uma das maiores empresas de recrutamento executivo do mundo (Executive Search).

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