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Investir no colaborador para diminuir o turnover

Por Alexandre Slivnik

Gerir uma empresa é para cabeças pensantes que estejam disponíveis a criar um ambiente agradável para seus colaboradores. As metas serão alcançadas, os resultados trarão mais impactos e os clientes serão melhor atendidos se os funcionários se sentirem confortáveis ao realizarem seu trabalho.

É importante se atentar ao turnover que resulta em gastos, em equipes não envolvidas e possíveis desequilíbrios no negócio por conta de novas contratações, treinamentos e adaptações. Em contrapartida, se o turnover estiver alto, é momento para repensar e reavaliar o cenário da empresa para identificar o que pode ser feito e transformado. Com isso, é possível diminuir ao máximo a rotatividades dos colaboradores, firmar seus postos e possibilitar o engajamento e comprometimento.

Dentro desse cenário, pode-se tomar a Disney, a empresa mais amada do mundo, como um exemplo em relação ao tratamento que o funcionário recebe e como isso reflete no trabalho que chega aos clientes. É preciso aprender a gostar do que se faz. A Disney trabalha o encantamento do cliente interno, justamente para que ele esteja engajado para produzir cada vez mais e para atuar de forma feliz.

Certa vez, uma família estava no parque da Disney em Orlando (EUA), quando o urso de pelúcia de uma das filhas caiu e foi atropelado por um carro de limpeza. A fim de resolver a situação, foi criado toda uma trama: o brinquedo foi levado à sala de primeiros socorros; enquanto a enfermeira “atendia” o urso numa sala, o colaborador da limpeza correu para a loja e pegou um urso novo, que foi entregue para a criança com o braço enfaixado.

Esse ocorrido mostra não somente como os funcionários estavam preparados para agir, como também estavam em sintonia para trabalhar em equipe. Perceba quantas áreas acabaram se envolvendo para devolver o entusiasmo para a criança. Por isso, é preciso ressignificar o ambiente de trabalho a fim de se criar laços que trabalhem juntos com o objetivo de crescer em coletivo junto com a empresa.

Alexandre Slivnik, autor de diversos livros, entre eles o best-seller O Poder da Atitude.

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Mensurar resultados de treinamento é tão importante quanto investir em qualificação

A forma mais inteligente de engajar e reter talentos nos negócios e, consequentemente, melhorar seus serviços é investir em pessoas. Quanto mais investimento houver para o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores, maior será a vontade deles de se aplicarem e mais valorizados eles se sentirão para realizar as atividades diárias.

Para planejar a qualificação das equipes, a primeira coisa a se fazer, segundo especialistas que atuam neste segmento, é o levantamento das necessidades do treinamento. Existem algumas perguntas básicas que podem ajudar nesse processo: O que quero melhorar? Para que preciso treinar? Por que preciso treinar? Para quem esse treinamento é importante?

Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, com especialização em Harvard – Graduate Schoool of Education, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) explica que somente através das respostas desses questionamentos, será possível identificar quais os pontos principais a serem desenvolvidos no negócio. “O desenrolar desse planejamento deve ser feito diariamente, através do treinamento formal em uma sala de aula ou, até mesmo, no dia-a-dia no próprio ambiente de trabalho. O ponto principal é estar em constante evolução”, defende Slivnik.

Pensando no Retorno Sobre Investimento (ROI), existem diversas ferramentas que ajudam a identificar esse resultado. “A mais fácil de ser utilizada é analisar um grupo que tenha recebido o treinamento e outro que não tenha participado de nenhum e fazer a comparação de resultados entre eles, antes, durante e depois das ações de desenvolvimento”, explica Alexandre.

Esses dados são importantes porque auxiliam na identificação de problemas e na implementação de treinamentos mais efetivos, ajudando a quantifica-los. Para usar essa informação, visando ajustes e melhorias nos processos, antes de mais nada é preciso entender que os números servem para ajudar o gestor a entender a eficácia das suas ações de desenvolvimento. “Ao analisar os números, será possível identificar se o treinamento obteve resultado e se existem colaboradores que precisam participar mais alguma vez dessa formação”, aponta o especialista em gestão de pessoas.

Infelizmente, de acordo com a PwC – prestadora de serviços de qualidade em auditoria – apenas 13% das empresas mensuram ações de treinamento para seus funcionários. Alexandre atribui a isso ao fato que muitos gestores ainda acham que mensurar essas atividades é algo subjetivo e por consequência essa parte de mensurar as principais fases do treinamento acaba não sendo realizada.

Contudo, ele ressalta que a educação corporativa pode trazer grandes benefícios e estratégias efetivas para o negócio e para isso é importante ter o ciclo completo: levantar as necessidades, planejar um treinamento adequado e avaliar os resultados efetivos. “Em cada etapa, é preciso sempre fazer associações aos objetivos da organização, para que tenhamos um alinhamento cada vez mais estratégico”, aponta.

“É preciso transformar em números as ações efetivas que foram implantadas após cada etapa de desenvolvimento”, destaca.

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Micro e pequenas empresas podem gerar resultados efetivos e sustentáveis através de fidelização

A concorrência tende a ficar mais forte a cada momento e, por isso, as empresas precisam buscar meios criativos para oferecer experiências marcantes para os seus clientes. Esse conjunto de ações, que visa a fidelização, atrai mais consumidores e, quem já conhece o serviço ou produto, torna-se fã e até advoga em prol daquela marca.

Alexandre Slivink, especialista em gestão de pessoas, excelência em serviços e experiência de clientes, pela Universidade de Harvard, explica que para transformar este ideal em realidade, é preciso ter que ajustar alguns pontos e rever questões que envolvem engajamento, equipe e liderança. “Os gestores devem fazer o questionamento se os seus colabores estão treinados e motivados para criar uma conexão emocional através da empatia, o que significa entender a necessidade do cliente e se colocar no lugar dele, para analisar como deve seguir com o atendimento”, aponta.

A fidelização é um tema muito presente em todas as empresas, dos mais diversos portes e segmento. “ Gosto de dar como exemplo do que acontece em Orlando. Cerca de 90 % dos hóspedes que estão nos hotéis da Disney, já se hospedaram lá. Cerca de 70% das pessoas que estiveram nos parques, estão visitando o local pela segunda vez. Quem é fã traz novos clientes. A prospecção ocorre de forma natural e praticamente instantânea. Isso faz com que sua marca, serviços e produtos sejam desejados e buscados ”, analisa o especialista.

Esse, é um clássico exemplo de como a técnica pode ajudar as empresas a se perpetuarem no mercado. “A partir daí atinge-se uma alta taxa de fidelização, permitindo até mesmo diminuir os investimentos em marketing e destinar verba para treinamento e disseminação da cultura corporativa, peças fundamentais para o sucesso deste processo”, aponta o especialista.

Mas por onde começar? O encantamento do cliente interno (colaborador) é o primeiro passo para que a fidelização ocorra com sucesso. “ Na esmagadora maioria das vezes, os gestores focam somente consumidor, que compra e garante a continuidade dos negócios, mas esquecem de olhar com carinho para os colaboradores. Quando encantamos nosso pessoal, fica mais fácil executarem o trabalho de forma comprometida e alinhado à cultura da empresa. Isso gera venda, recursos, e faz a magia acontecer”, finaliza.

Alexandre separou dicas fundamentais, e que devem ser seguidas para conquistar a fidelização

1.Engajamento da equipe – a essência do negócio está na forma de como o colaborador atende ao cliente. Os pequenos detalhes fazem a grande diferença.

2.Antecipar-se aos problemas – muitas vezes, os colaboradores têm medo de encarar os problemas e resolvê-los. O que os líderes precisam fazer é encorajá-los para que tudo possa ser tranquilizado tornando o desconforto cada vez menor.

3. Criar empatia – isso significa entender a necessidade do consumidor, se colocar no lugar dele. Eu olho o problema do cliente como oportunidade de mostrar o meu valor e a minha competência, e assim, eu consigo criar a empatia. Isso gera resultado, empatia vende. Por isso, o grande valor das empresas está nas pessoas que as representam.

4. Criar conexão emocional – Fundamental para as empresas que desejam prosperar e se firma no mercado de hoje, e isso significa criar experiências inesquecíveis. Daqui um tempo o cliente sai, mas ele pode indicar para outras pessoas, ele vai falar bem do seu atendimento ou produto. Ele fará, para você, o marketing e irá prospectar novos clientes.

Alexandre Slivnik é autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É sócio-diretor do IBEX – Institute for Business Excellence, instituição sediada em Orlando / FL (EUA),

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O que o mundo corporativo pode aprender com os Jogos Olímpicos

Por Alexandre Slivnik

É impossível não se comover ou tirar lições de vida com essa edição dos jogos olímpicos. Sem dúvida, o que mais chama a atenção e nos toca emocionalmente, além da vibração da torcida e dos atletas, é a persistência. Tão importante quanto a coragem de conseguir o sucesso desejado, esse sentimento deve estar presente não só nos jogos, mas nas tarefas do cotidiano onde não há plateia! E o único 100% responsável por conquistar a medalha é você.

O ginasta Diego Hypólito participou dos jogos pela terceira vez consecutiva. Em Pequim, era um dos grandes favoritos. Caiu de bunda no chão. Quatro anos depois, em Londres, experimentou mais uma vez o gosto amargo da derrota. Em 2013, foi desligado do Flamengo, clube em que treinava, o que resultou em uma depressão que durou um ano e três meses. Chegou a perder 10kg e teve que ser internado. Mas deu a volta por cima e, nos Jogos do Rio em 2016, ganhou a medalha de prata. E quer mais. Afinal, quem está conectado com a sua missão e engajado em uma causa tem plena certeza de que pode fazer a diferença em qualquer função e ele fez para si e para a equipe que o auxiliou nesta jornada e, principalmente, para o país.

A judoca brasileira Rafaela Silva ganhou a primeira medalha de ouro do Brasil destes jogos. Para isso, teve que superar preconceito e as adversidades. Na edição londrina, foi eliminada e, covardemente, xingada nas redes sociais. Alguns diziam que ela era uma vergonha para o Brasil. Exatos quatro anos depois, dentro do seu país, na sua cidade, ela venceu o preconceito, levou a medalha de ouro e calou os maldosos críticos que tentaram fazê-la desistir.

Esses dois episódios e mais tantos outros repletos de histórias de superação podem ser aplicados ao mundo corporativo. Os vencedores andam na contramão do pensamento daqueles que querem seu fracasso. O sucesso depende de suas escolhas e de quanto você está disposto a se doar e a investir no que se deseja. É preciso ter sede de aprendizado e investir no próprio desenvolvimento. Quando você vê o seu trabalho como uma missão de vida, encontra tempo e motivação para continuar lutando…. e persistindo rumo ao sucesso.

E foi o que alguns empresários continuaram fazendo ao longo de 2015 e 2016. Muitos desistiram, demitiram funcionários e acreditavam que o sonho havia acabado. Executivos também perderam seus postos, tendo que rever toda a sua condição de vida. Mas este jogo está prestes a virar. Além dos indicadores econômicos, é perceptível que as empresas estão pisando no acelerador nesse segundo semestre.

Steve Jobs foi dispensado da diretoria da Apple um ano após lançar o Macintosh. Mas, durante os cinco anos seguintes, criou uma companhia chamada Pixar, que fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e se tornou o estúdio de animação mais bem-sucedido do mundo. Como se isso não bastasse, Steve foi chamado de volta à Apple, porque a organização estava afundando. E ele a reergueu. Pessoas extraordinárias estão sempre conscientes que precisam agir para corrigir os rumos e buscar resultados dentro da organização.

Walt Disney foi demitido de três empregos, sendo que um deles por falta de criatividade. Conseguiu falir duas empresas antes de construir seu império que é, até hoje, o maior centro de entretenimento do mundo. E foi esse sonho de fazer diferente e de nunca desistir, que fez sua empresa ser reconhecida como a marca mais amada do mundo de acordo com a pesquisa da APCO Worldwide, 2013. Hoje, essa filosofia que cerca os parques continua a inspirar pessoas e mostra que o sucesso e o futuro das organizações dependem delas mesmas.

O que a Rafaela, Diego, Steve, Disney e tantos outros empresários têm em comum? ATITUDE! Não esperaram nada acontecer do acaso. Trabalharam e foram buscar o resultado de que tanto sonhavam. Eles se sobressaíram principalmente por ter algumas características bastante desejáveis, enumeradas a seguir:

1.Gostar do que faz

2. Provocar mudanças ao redor

3. Oferecer sempre soluções eficazes

4.Superar crenças limitantes

5. Saber para onde ir

6. Investir em conhecimento e autoconhecimento

7. Projetar os passos com atenção

8. Sempre além.

Agora é com você! Trabalhe duro e transforme seus sonhos em resultados extraordinários!

Alexandre Slivnik é autor do best-seller O Poder da Atitude e O poder de Ser Você. É sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD).

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Millennials devem aliar engajamento dentro das empresas e construção do conhecimento Novo! – Por Alexandre Slivnik

Os jovens da geração Y vêm transformando os processos, deixando as relações mais horizontais, fazendo com que as empresas fiquem mais dinâmicas e mostrando que unir paixão e trabalho é a melhor maneira de aliar a realização pessoal com a profissional.

Essa “molecada” que é conhecida como “Millennials” resolve tudo na velocidade de um clique e possuem uma percepção de realidade distinta das anteriores, porque cresceram com a sensação de que as distâncias são menores. E acredite, são! Eles desenvolveram suas habilidades de relacionamento pessoal com base nos relacionamentos virtuais. E, na internet, agilidade e proximidade são palavras de ordem.

Grande parte desta geração encara o trabalho como uma experiência que favoreça a troca de conhecimento, porque eles precisam sentir que podem compartilhar também opiniões, ideias e dúvidas com os chefes e os colegas. Somente nesta atmosfera livre que a motivação e o engajamento se propagam. Os Millennials têm de sentir que são importantes para o crescimento e o desenvolvimento de uma organização, precisam perceber que a sua bagagem está em plena expansão.

Mas ampliar conhecimento apenas não basta. É preciso buscá-lo. Logico que a vivencia que se dá no dia a dia do trabalho é fundamental para a formação de uma carreira sólida, mas investir em cursos e formações extras, voltadas ao mundo corporativo, torna-se valioso!

Aqueles que querem ir além da média, ganharão uma experiência significativa tanto no âmbito pessoal, uma vez que terá contato com outros executivos aumentando assim a sua rede de network e também profissional, porque contará inúmeras vantagens frente aos demais colegas que não investiram. Afinal, ter formações extras podem ser um diferencial para quem quer ter destaque. Vejo os profissionais mais jovens (principalmente os da geração Y) como os mais interessados em formação que tenha curto prazo, afinal, sabemos que eles têm uma necessidade natural de crescimento rápido.

Na busca pelo conhecimento, há duas fases que são mais necessárias. A primeira é após cinco anos da primeira formação (graduação), pois é geralmente onde o profissional já tem o contato da prática da teoria aprendida na universidade. O segundo, vem com 15 a 20 anos de experiência, pois é quando, normalmente, o profissional, está buscando o topo da sua carreira.

Para uma carreira executiva, o ideal é que o profissional busque cursos mais rápidos, de uma semana, principalmente no exterior. Para empresas, é muito mais valioso ter três cursos práticos de uma semana em países diferentes.

Quando o profissional quer buscar a área acadêmica, os cursos de extensão (MBA, Pós-Graduação, Mestrado e etc), e que demandam um estudo mais aprofundado, são mais indicados.

Vale lembrar que a maioria dos entrevistadores, ou o departamento de RH que analisam currículo, dão muito valor para esses cursos de férias que têm, normalmente, uma carga horária pequena (8 ou 16 horas). Mas dependendo da área de atuação, pode ser extremamente estratégico para o futuro profissional, por serem mais práticos e objetivos. Já os treinamentos de uma semana, com uma carga horária maior, podem ser considerados de extensão, em que o profissional poderá focar em uma especialidade.

Esses cursos são mais indicados e valorizados para uma carreira executiva e pelo mercado de trabalho (não sendo área acadêmica). Recomendo fortemente que o profissional vá atrás de reciclagem e aprimoramento. A quantidade de dias importa menos do que o envolvimento no processo, sendo assim, minha principal dica é procurar algo que realmente queira fazer e se envolver. Pois o curso dará um norte dos estudos individuais que deverão ser contínuos e eternos.

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