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Peixe Urbano e Groupon anunciam fusão

As duas maiores plataformas de ofertas locais do Brasil, Peixe Urbano e Groupon Brasil, anunciam hoje a fusão de suas operações. Com a fusão, quem ganha é o usuário, que vai contar com a união dos esforços das equipes em busca dos melhores parceiros e ofertas. As operações não serão modificadas e ambas as plataformas continuarão ativas e vendendo seu inventário de ofertas. O objetivo é que, gradualmente, os usuários das duas marcas tenham o mesmo cardápio de ofertas.

“É uma soma de fortalezas. Juntamos a liderança do Groupon Brasil na cobertura do mercado de Beleza e Viagens Locais à expertise do Peixe Urbano em Gastronomia e Entretenimento. Ao fim das contas, quem se beneficia é usuário, que vai ter o melhor dos dois mundos”, afirma Félix Lulion, CEO do Groupon Brasil.

“Outra vantagem é que a tecnologia do aplicativo móvel do Peixe Urbano, com a funcionalidade “Use Agora”, também estará disponível para a base de usuários do Groupon Brasil. Para se ter uma ideia, a modalidade “Use Agora”, na qual o usuário pode comprar e usar de imediato o voucher, corresponde a 90% das ofertas de restaurantes de toda plataforma Peixe Urbano”, explica Alex Tabor, cofundador e CEO do Peixe Urbano.

A nova operação também fortalece o mercado de O2O (online-to-offline) do país, um mercado que conecta os 100 milhões de internautas brasileiros ao comércio de serviços locais, o que movimenta mais de $1 trilhão por ano. “O cenário já é positivo e, ainda assim, esperamos superá-lo em pelo menos 20%, não só pela fusão, mas também pela expansão que registramos a partir da estratégia de negócio que adotamos no último ano”, projeta Tabor.

O processo foi capitaneado pelo fundo de investimento latino-americano Mountain Nazca que, em fevereiro, adquiriu a operação do Groupon América Latina – que compreende os negócios no Chile, Argentina, Peru, México, Colômbia e Brasil – e que agora fará a fusão entre Peixe Urbano e Groupon Brasil.

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CEO do Peixe Urbano dá dicas para empreender com êxito

Por Alex Tabor

Desde 2010, o país não via um número tão grande de novos empreendedores como neste ano. De acordo com uma pesquisa do Serasa Experian, em janeiro de 2017 foram abertos 194.199 empreendimentos, número que representa um crescimento de 16,6% em relação a janeiro de 2016. O chamado empreendedorismo de necessidade vem crescendo cada vez mais em decorrência do alto índice de desemprego no Brasil, que leva as pessoas a se aventurarem no mundo dos negócios em busca de uma nova fonte de renda. Pensando nesse cenário, levantei alguns pontos para ajudar o empreendedor no primeiro momento de seu negócio.

Beneficie-se da crise

A crise econômica é ruim, mas também pode gerar oportunidades. Uma redução na renda do brasileiro fez cair o seu consumo, puxando para baixo o faturamento das empresas. Essa retração tirou pessoas e empresas de suas zonas de conforto, aumentando a receptividade a novos produtos e serviços, especialmente os que promovem eficiência. Se você conseguir entregar isso, vai se beneficiar da crise.

Defina o seu mercado de uma forma que lhe permita ser a empresa dominante em pouco tempo

Uma empresa líder de mercado tem um prêmio de valor muito alto, comparado às outras empresas do mesmo segmento. Sua ambição pode ser grande, mas precisa andar em passos não tão longos. Um bom exemplo disso é o Facebook. Myspace e Orkut já eram muito grandes quando o Facebook foi lançado. Mark Zuckerberg decidiu usar a rede social dominante da Universidade Harvard, nos EUA. Depois, ele ampliou o negócio para atender um grupo de universidades da Costa Leste dos EUA chamado Ivy League, do qual Harvard faz parte. Uma vez dominante nesse grupo, o Facebook foi aberto a todas as universidades dos EUA e, em seguida, para todos os usuários no país. Uma vez dominante nos EUA, Zuckerberg começou a focar em outros países, até eventualmente se tornar a rede social dominante do mundo.

Desafios de abrir uma empresa

Todo mundo reclama da burocracia e do custo de abrir um negócio. De fato é complexo, demorado e caro, mas é possível encontrar uma atividade mais fácil de executar que as demais. Empresa de serviços geralmente é um exemplo, com tributação mais simples e reduzida, e menor necessidade de licenças e alvarás. Em muitos casos, dá para iniciar como Microempreendedor Individual (MEI), que é mais acessível e descomplicado, comparado a outras formas.

Muito maior e mais importante é o desafio de achar um ótimo sócio. Precisa ser alguém em quem você tem total confiança e que tem habilidades e pontos fortes muito complementares aos seus. Há tanto para se fazer na fase inicial de uma empresa que não cabe a um sócio questionar os detalhes das atividades do outro, o que pode acontecer quando ambos têm o mesmo perfil.

Entenda o seu mercado

A crise fez com que os brasileiros consumissem de forma mais consciente, especialmente os itens não essenciais. A instabilidade econômica e política do Brasil provavelmente durará ainda um tempo, mas o mercado de tecnologia tem caminhado de forma independente, mostrando importantes taxas de crescimento mesmo durante esse período conturbado. Todas as vezes que as crises surgem, há também oportunidades de negócio. Com a alta do dólar, a importação torna-se uma opção mais cara, então há mais oportunidades para negócios nacionais. Mas, antes de tomar qualquer decisão, entenda bem o seu mercado.

Pense em soluções que, de fato, resolvam algum problema

Foque os seus esforços em soluções que possam resolver problemas relevantes do cotidiano das pessoas. Nem sempre um negócio disruptivo, com uma tecnologia mirabolante, vai fazer sentido para as pessoas. Pesquise, inove de forma simples e procure um gap de uma necessidade real no mercado.

Controle a saúde financeira da empresa

Defina um plano anual, com todos os custos para manter o negócio saudável, e foque na execução para que cada passo seja dado com a maior cautela possível. Seja transparente nas informações compartilhadas com os demais líderes, para que a empresa se desenvolva de forma saudável e com objetivos alinhados. Quando se está montando um negócio em um novo mercado, o controle do fluxo de caixa deve ser preciso, pois é ele que vai gerar as informações essenciais para um crescimento responsável. Evite entrar em contratos de longo prazo e com altas multas de encerramento antecipado. Serviços como Amazon AWS (computação em nuvem) permitem a você escalar os seus custos junto com o crescimento da operação, sem investimento inicial e sem compromissos de longo prazo. Uma vez que o produto e a operação estão mais maduros, com receitas mais previsíveis, você pode entrar em contratos de longo prazo para reduzir os custos.

Otimize o seu tempo

No início, a empresa não vai ter pessoas o suficiente para fazer tudo o que precisa ser feito. Terceirize e automatize tudo o que puder e, se possível, deixe a vida social para depois. É preciso ser eficiente e focado para conseguir tocar as atividades da operação da empresa, e ainda ter tempo para fazer entrevistas e contratações que eventualmente vão permitir um retorno ao equilíbrio da vida profissional com a vida pessoal.

Alex Tabor é CEO e cofundador do Peixe Urbano, maior plataforma de e-commerce local do Brasil

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O2O: o futuro para os negócios? – Por Alex Tabor

O conceito chinês do O2O (online to offline) nada mais é do que a oferta de produtos ou serviços que o consumidor usa no mundo físico, mas que são comprados pela internet. Esse é um termo relativamente novo, mas que está crescendo rapidamente. De acordo com dados da Associação Brasileira de O2O, as empresas desse setor cresceram mais de 30% em 2016 em relação a 2015. Na China, o aumento chegou a 200% três anos atrás, o que mostra que o modelo de negócios está em grande ascensão e tem um enorme potencial.

Os aplicativos de serviços O2O, além de facilitar pagamentos, têm o objetivo de gerar uma experiência cada vez mais completa para os clientes, com foco em conveniência e rapidez. Quem imaginaria há alguns anos que seria possível chamar um táxi pelo celular ou comprar uma oferta de restaurante na hora do almoço e utilizá-la imediatamente, além de pagar a conta pelo próprio aplicativo? Hoje, estamos cada vez mais conectados e isso já se tornou realidade. Os smartphones viraram itens indispensáveis no nosso dia a dia e quem investe pesado em tecnologia tem um terreno fértil de negócios para explorar.

No Brasil, o Peixe Urbano foi uma das primeiras empresas a apostar nesse conceito quando, em 2010, lançou um serviço que divulgava pela internet uma oferta do mundo offline por dia. Em 2014, mudou seu modelo de negócios de compras coletivas para uma Plataforma de Ofertas Locais, aumentando o número de ofertas disponíveis para milhares, unindo ainda mais o mundo online ao offline. Outra ferramenta que a empresa adotou para disseminar o conceito O2O foi a geolocalização, que permite que a plataforma identifique a localização do usuário por meio do GPS do smartphone e o conecte com as empresas parceiras mais próximas. Atualmente, as compras realizadas via aplicativo representam mais de 50% dos cupons que são utilizados no mesmo dia.

As empresas que já adotaram essa tendência certamente saíram na frente. Para as que ainda pretendem trazer o O2O para o seu negócio, é necessário que possuam um aplicativo que suporte todas as suas demandas, para que os seus usuários tenham uma ótima experiência e para que o aplicativo seja lembrado, acima de tudo, como uma ferramenta útil para o dia a dia. Se o aplicativo não for robusto e não possuir boa interface e funcionalidade, os usuários irão baixá-lo e imediatamente deletá-lo, para dar espaço ao próximo app e não ocupar o armazenamento de seus smartphones. Pode soar clichê, mas em tempos efêmeros e dinâmicos, a primeira impressão é a que fica…

Alex Tabor, CEO e cofundador do Peixe Urbano, maior plataforma de e-commerce local do Brasil

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Consumidor muda e as empresas também – Por Alex Tabor

O modo de consumir, em todos os setores, passou por profundas transformações ao longo da última década. E continua mudando. Cabe às empresas a capacidade de entender, ouvir e se adaptar a esse movimento para, assim, alcançar um objetivo que é crucial para a sustentabilidade do negócio: oferecer a melhor experiência de consumo para os seus clientes.

Minha empresa, desde a sua fundação, em 2011, passou por diversas fases. Começamos como uma empresa de compras coletivas e, em 2014, após o desgaste do mercado, por conta de diversas empresas que surfaram na mesma onda, fizemos a transição do nosso modelo de negócios para uma empresa de e-commerce local. Antes era necessária uma quantidade mínima de pessoas para ativar uma oferta, hoje o usuário da plataforma pode, por exemplo, comprar o cupom de um restaurante diretamente pelo aplicativo, no smartphone, que mostra por meio de geolocalização as melhores opções ao seu redor e utilizá-lo imediatamente.

O conceito chinês do O2O (online to offline) e a mobilidade na vida dos brasileiros vem crescendo cada vez mais. O desktop foi deixado de lado e, hoje, o uso de dispositivos móveis em todo país é muito maior. De acordo com pesquisa da Kantar TNS, o jogo virou e o uso de celulares saltou de 14% em 2012 para 62% em 2016, um aumento de 4,5 vezes e as vendas de aparelhos devem voltar a crescer em 2017, com expectativa 3,5% até o fim de 2017, segundo a IDC. O O2O oferece uma experiência na qual o usuário compra um produto ou oferta online e consome a mesma no offline, ou seja, no varejo físico. É um setor que vem crescendo cada vez mais e tem um potencial muito grande a ser explorado.

O processo de mudanças é iminente e constante, portanto temos que estar preparados para atender os Millenials, Geração Z e o que vier pela frente…

Alex Tabor, CEO e fundador do Peixe Urbano

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Empreendedores dão dicas para controle financeiro de PMEs

Ter controle sobre os números e as finanças é o primeiro passo para conseguir manter a saúde financeira da empresa, assim há mais tranquilidade para pensar em investimentos e novos projetos para alavancar o negócio. Listamos 4 dicas que explicam como os empreendedores se planejam para deixar as contas em dia e evitar situações inesperadas:

Ser transparente

Alex Tabor, CEO e cofundador do Peixe Urbano, relembra o começo da empresa, em uma pequena sala em Botafogo/RJ, e afirma que primeiro de tudo é importante ter sempre pé no chão, transparência nas informações compartilhadas com os demais líderes, para que haja um desenvolvimento mais saudável da empresa e objetivos alinhados. “Quando se está montando uma empresa nova, em um mercado totalmente novo, o controle do fluxo de caixa deve ser preciso, pois é ele que vai gerar as informações essenciais para um crescimento responsável.”, completa.

Analisar todos os dados e resultados

Um dos principais erros que os empreendedores podem cometer na hora de organizar e controlar suas finanças é analisar apenas os resultados econômicos (receitas, despesas, custos, margens) e não avaliar o balanço patrimonial (origem e aplicações dos recursos e obrigações) e principalmente os resultados financeiros (prazos de pagamentos, recebimentos, estoques, etc), explica o CFO da MadeiraMadeira, Marcelo Scandian. “É preciso ficar atento aos prazos de suas operações onde seu dinheiro fica alocado, como os de recebimentos, pagamentos, estoques e outros ativos, pois se os prazos das entradas de recursos financeiros e dos retornos dos investimentos (recebimentos, estoques, ativos) forem superiores aos prazos de saídas (pagamentos de qualquer natureza), sempre que você aumentar suas receitas irá precisar de recursos próprios para cobrir o delta (variação) deste fluxo”, completa.

Reduzir custos fixos

De acordo com Tomas O’Farrell, CEO da Workana, o ideal é reduzir os custos fixos, tanto de estrutura quanto operacional, e usar serviços da internet sempre que for possível (Google Apps, Skype, e até contar com mão-de-obra freelancer, por exemplo). Além disso, também é importante controlar o caixa bem de perto, o que pode ser feito tendo um xls ou algo centralizado com os balancetes de todas as contas.

Considerar o risco Cambial

Quando uma empresa tem atuação no Brasil e em outros países, é muito importante ter um certo controle cambial em mãos. Ao trabalhar nesse cenário, é comum depender de microcentavos e correr o risco do câmbio lesar operações diárias e afetar as empresas. Para o CEO da EasyPost, Olegas Orlovas, é importante trabalhar com tabelas negativas, operando com o câmbio sempre mais alto que o padrão para quando houver uma alta, ser possível operar de forma neutra, e quando o câmbio cair, continuar a operação com um pouco de lucro por ter operado em baixa. ”O importante é não ser pego de surpresa e ajustar seus gastos para cobrir isso no dia a dia”, explica.

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