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A Ética apenas na teoria inviabiliza a Integridade na prática

Por Carolina Marzano

A Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) instituiu no Brasil a responsabilização objetiva administrativa e civil das pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira, o que gerou uma grande preocupação por parte do setor empresarial, em face da possibilidade das empresas serem condenadas a penas bastante severas no âmbito processual. Em contrapartida, referida Lei considera mecanismos de ética e integridade efetivamente adotados pela empresa que esteja sofrendo um processo de responsabilização como fator atenuante, quando da mensuração da eventual pena a ser aplicada.

Indispensável esclarecer que toda e qualquer empresa brasileira está submetida à Lei Anticorrupção, podendo ser sancionada em sua completa extensão. É absolutamente equivocado o pensamento de que referida Lei somente é aplicável às empresas que negociam com o Governo, uma vez que, para estarem aptas a operar, todas as empresas devem se relacionar com Órgãos Públicos, seja no cumprimento de suas responsabilidades fiscais, na contratação de serviços ou na obtenção de licenças e alvarás. Um outro equívoco recorrente é assumir que apenas multinacionais e grandes empresas são afetadas pela Lei Anticorrupção quando, na verdade, o mercado é quem exige, atualmente, que terceiros e prestadores de serviços tenham um Programa de Integridade implementado para que estejam aptos a serem contratados.

Nesse cenário, seja para se precaver e ter uma eventual pena atenuada, para participar de licitações públicas, para poder prestar seus serviços ou fornecer seus produtos, muitas empresas começaram a implementar Programas de Integridade apenas no papel, porém, sem efetividade na prática. Códigos de Ética e Conduta passaram a ser escritos proforma e arquivados, apenas para constar que existem, sem que fosse criada e disseminada uma cultura de estimular a atitude de se atuar dentro de um padrão ético de comportamento, atendendo às leis e regramentos internos e externos. “Compliance” passou a ser um termo muito adotado na teoria, mas nem sempre se reflete na rotina das empresas, onde não vemos seus princípios básicos sendo aplicados.

O Decreto nº 8.420/2015 trouxe a definição de Programa de Integridade em seu art. 41: “Programa de integridade consiste, no âmbito de uma pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes com objetivo de detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira.” Ausentes esses elementos, não há que se falar em um Programa de Integridade efetivo e, portanto, nos benefícios decorrentes do mesmo, ou seja, a mitigação de eventuais sanções administrativas e a construção de uma imagem positiva da empresa, gerando oportunidades de negócio e reduzindo custos.

Visando estar em conformidade com a Lei Anticorrupção e demais dispositivos legais vigentes, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software foi uma das primeiras entidades de classe a implementar seu Programa Interno de Integridade. Em seguida, no intuito de promover a Ética e a Integridade no Setor de TIC, disseminando e fortalecendo esses conceitos entre as empresas associadas, criou o Programa “Uma Empresa Ética” (https://www.umaempresaetica.com.br), que conscientiza e estimula suas associadas a adotarem, formalmente, os mais altos padrões éticos no trato de seus assuntos, internos ou externos; aprimorarem o padrão de comportamento no relacionamento com os clientes, fornecedores, concorrentes, colaboradores e agentes governamentais; e a criar normas formais para implementar estes padrões. O programa conta com três pilares fundamentais: Template de Política de Compliance; Treinamentos e Canal de Denúncias Independente, oferecidos gratuitamente às Associadas. Além disso, coloca à disposição das empresas o aconselhamento da área de Compliance e do Departamento Jurídico da entidade para dirimir dúvidas quando desenvolverem seus próprios Programas de Integridade.

Muito além de possibilitar o fechamento de contratos e atenuar eventuais penalidades, a cultura da ética e da integridade deve ser implementada, de fato, em uma empresa por respeito às Leis, à concorrência leal e a um ambiente de negócios idôneo. Empresas comprometidas com a disseminação e o cumprimento de seus valores são cada vez mais reconhecidas pelo mercado e pelos consumidores. Em um mundo onde a corrupção não é mais aceita, a ética deixou de ser um simples conceito e passou a ser um ativo corporativo.

Carolina Marzano, Compliance Officer e assessora de Comitês da ABES.

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Cerca de 61% das empresas no setor financeiro precisam se adequar à LGPD, aponta estudo da ABES

Para assegurar a privacidade e proteção dos dados pessoais, que também garante o relacionamento entre negócios brasileiros e estrangeiros, foi criada a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vigente desde setembro deste ano. Em meio à transformação digital acelerada por conta da pandemia, apenas 39,15% das corporações no setor financeiro estão em conformidade com as exigências da nova lei, é o que aponta o Índice LGPD ABES, ferramenta desenvolvida pela ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, em parceria com a EY, no qual mais de 2.050 empresas de diversos segmentos já responderam e tiveram seus diagnósticos. Com o objetivo de aumentar o número de companhias preparadas para a LGPD, o ABES Academy, área de educação e formação continuada da entidade, vai ministrar curso online sobre o tema .

O número preocupante não é exclusivo do setor financeiro, no cenário geral apenas 39,45% dos requisitos da LGPD são atendidos. Segundo o presidente da ABES, Rodolfo Fücher, estar em conformidade com a LGPD é um desafio de todas as áreas de uma empresa, recursos humanos, vendas, marketing, financeiro, administrativo, e principalmente o jurídico e TI, que precisam assegurar a existência de processos claros e recursos adequados para prevenir uso inadequado dos dados e evitar vazamentos de informações e ataques de hackers.

“A lei traz dois pontos fundamentais para a indústria financeira: transparência e consentimento. Por se tratar de empresas que lidam com contratos que podem conter muitos dados sensíveis dos clientes, é importante que essas informações sejam coletadas e tratadas com total aprovação da pessoa”, explica Fücher.

O índice também revela que o setor de finanças está distante dessa conformidade, já que 81,6% realizam a coleta dos dados sigilosos e 34,2% já sofreram incidente de violação nos últimos 2 anos. “Os dados são alarmantes, mas o objetivo da ABES é não apenas posicionar, mas principalmente oferecer ferramentas e referências com o propósito de ajudar as empresas em sua adequação diante das exigências da LGPD”, comenta o presidente da instituição.

Além de oferecer sugestões de como a empresa pode se adequar às conformidades após responder ao índice e gerar seu resultado, a ABES abriu inscrições para a quinta turma do curso Lei Geral de Proteção de Dados: Fundamentos e Implementação, do ABES ACADEMY, que será realizado de 9 a 19 de novembro, para disseminar mais conhecimento sobre o tema.

De acordo com Thomaz Côrte Real, consultor jurídico da associação, é importante fomentar o interesse das empresas no assunto para orientá-las sobre como cumprir a lei. “Esse curso é um dos poucos que contempla tanto as questões que envolvem a implementação jurídica quanto a técnica, então é uma ferramenta completa para quem precisa aprender e ficar em conformidade. Não há mais tempo a perder, as organizações precisam se adequar o mais rápido possível”, afirma.

Para acessar o índice e fazer o diagnóstico, clique aqui. A ferramenta é gratuita e está à disposição de todas as empresas, sendo associadas da ABES ou não. Já para se inscrever no curso do ABES ACADEMY, acesse o site do Sympla.

Índice LGPD ABES

A ABES e a EY criaram a ferramenta online Diagnóstico LGPD para que as empresas que estão em fase de adaptação de seus processos LGPD verifiquem seu nível de adequação ao projeto. A solução consiste em um questionário sigiloso por meio do qual as empresas podem fazer uma auto avaliação quanto aos diferentes pontos exigidos pela lei. Após o preenchimento, a ferramenta oferece um diagnóstico quanto ao grau de adequação da empresa com sugestões contextualizadas ao resultado.

Para utilizar a ferramenta, não é preciso e nem possível enviar informações pessoais ou referentes à empresa, como nome, CPF/CNPJ, entre outras. Após o preenchimento do questionário, o relatório em PDF é disponibilizado para download com informações referentes ao nível de adequação e com sugestões para melhoria – não é possível acessar este documento posteriormente. Os dados, enviados anonimamente, geram o Índice LGPD ABES sobre o cenário de compliance das companhias brasileiras em relação a nova lei.

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Mais de 56% das empresas de tecnologia precisam se adequar à LGPD, aponta índice da ABES

Diante da transformação digital acelerada vivida neste momento de pandemia, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigência desde setembro deste ano, se torna cada vez mais necessária para assegurar proteção e privacidade dos dados pessoais. De acordo com esse cenário, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software desenvolveu, em parceria com a EY, o Índice LGPD ABES, que permite o diagnóstico de empresas em relação à sua adequação à nova lei. Dentre as mais de 2.050 empresas, de diversos segmentos, que responderam, apenas 43,93% dos negócios em tecnologia estão em conformidade com as exigências. Com o intuito de apoiar na implementação das normas, o ABES ACADEMY, área de educação e formação continuada da entidade, vai ministrar curso online sobre o tema .

Mesmo abaixo da média, o setor tecnológico apresenta números superiores ao do cenário geral, no qual apenas 39,45% atendem aos requisitos da LGPD. Segundo o presidente da ABES, Rodolfo Fücher, estar em conformidade com a LGPD é um desafio de todas as áreas de uma empresa, recursos humanos, vendas, marketing, financeiro, administrativo, e principalmente o jurídico e TI, que precisam assegurar a existência de processos claros e recursos adequados para prevenir uso inadequado dos dados e evitar vazamentos de informações e ataques de hackers.

O mercado tecnológico é um dos que mais crescem anualmente, somente no Brasil a ascensão chegou a 10,5%, atingindo R﹩ 161,7 bilhões, de acordo com o estudo “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendência 2020”, publicado pela ABES em parceria com o IDC. Com isso, a adequação às normas estabelecidas é essencial para essas empresas, que são influência para as demais quando se trata de LGPD. “Nos dias atuais, não podemos debater estratégias para o desenvolvimento econômico e social de uma nação sem mencionar Inteligência Artificial, big data, blockchain, computação quântica e realidade aumentada, por exemplo. A tecnologia está presente em todos os âmbitos sociais, então, companhias do setor que não estão em conformidade com a LGPD podem facilmente perder a credibilidade”, explica Fücher.

O índice também revela que o setor está distante dessa conformidade, já que 70,3% realizam a coleta dos dados sigilosos e 30,9% já sofreram incidente de violação nos últimos 2 anos. “Ao bater de frente com dados preocupantes, a ABES se vê no papel de alertar, e também oferecer ferramentas e referências com o propósito de ajudar as empresas em sua adequação diante das exigências da LGPD”, comenta o presidente da instituição.

Além de oferecer sugestões de como a empresa pode se adequar às conformidades após responder ao índice e gerar seu resultado, a ABES abriu inscrições para a quinta turma do curso Lei Geral de Proteção de Dados: Fundamentos e Implementação, do ABES ACADEMY, que será realizado de 9 a 19 de novembro, para disseminar mais conhecimento sobre o tema.

De acordo com Thomaz Côrte Real, consultor jurídico da associação, é importante fomentar o interesse das empresas no assunto para orientá-las sobre como cumprir a lei. “Esse curso é um dos poucos que contempla tanto as questões que envolvem a implementação jurídica quanto a técnica, então é uma ferramenta completa para quem precisa aprender e ficar em conformidade. Não há mais tempo a perder, as organizações precisam se adequar o mais rápido possível”, afirma.

Para acessar o índice e fazer o diagnóstico, clique aqui. A ferramenta é gratuita e está à disposição de todas as empresas, sendo associadas da ABES ou não. Já para se inscrever no curso do ABES ACADEMY, acesse o site do Sympla.

Índice LGPD ABES

A ABES e a EY criaram a ferramenta online Diagnóstico LGPD para que as empresas que estão em fase de adaptação de seus processos LGPD verifiquem seu nível de adequação ao projeto. A solução consiste em um questionário sigiloso por meio do qual as empresas podem fazer uma auto avaliação quanto aos diferentes pontos exigidos pela lei. Após o preenchimento, a ferramenta oferece um diagnóstico quanto ao grau de adequação da empresa com sugestões contextualizadas ao resultado.

Para utilizar a ferramenta, não é preciso e nem possível enviar informações pessoais ou referentes à empresa, como nome, CPF/CNPJ, entre outras. Após o preenchimento do questionário, o relatório em PDF é disponibilizado para download com informações referentes ao nível de adequação e com sugestões para melhoria – não é possível acessar este documento posteriormente. Os dados, enviados anonimamente, geram o Índice LGPD ABES sobre o cenário de compliance das companhias brasileiras em relação a nova lei.

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Ser apenas digital não é mais uma opção

Por Rodolfo Fücher

No final de 2017, eu tive a oportunidade de fazer um curso sobre estratégia digital para corporações, na Columbia Business School em Nova Iorque, conduzido pelo professor David Rogers. O primeiro slide apresentado por ele tinha como título ” Transformação digital não é sobre tecnologia ” e obviamente ocorreu uma reação imediata na sala, mas no decorrer da aula a frase fez todo sentido. E hoje, a pandemia vem provar que o Professor Rogers estava totalmente correto.

Vamos retornar no tempo e falar sobre a roda, considerada uma das mais importantes invenções da humanidade e que, segundo alguns historiadores, ocorreu no final do período neolítico mas, até que o ser humano entendesse as suas múltiplas utilidades e benefícios, a sua aplicação efetiva levou milhares de anos.

Hoje, por sorte, não precisamos de todo esse tempo para realmente nos beneficiarmos das invenções tecnológicas, mas é importante ficarmos atentos sobre a importância de absorve-las rapidamente, e esse processo depende exclusivamente da compreensão e capacidade do ser humano em identificar como melhor explorar os benefícios dessas tecnologias, tanto para o nosso dia a dia, como também para novas oportunidades de negócios. Ninguém melhor que o mundo das startups para demonstrar como explorar as tecnologias disponíveis de forma efetiva. Na maioria dos casos, não foram elas que as desenvolveram, mas souberam aplicá-las de forma inovadora por meio de produtos e serviços que causam disrupção nos modelos e formas existentes, levando, na maioria dos casos, negócios tradicionais à falência.

Em 2017, o Fórum Econômico Mundial classificou esse momento como o início da 4ª Revolução Industrial – muitos também denominam de Industria 4.0 ou transformação digital. Aquelas empresas que prestaram atenção em todas essas discussões e souberam incorporar as inovações geradas por esse tsunami tecnológico, ou seja, fizeram a lição de casa, certamente estão sobrevivendo neste teste chamado pandemia. Porém, aquelas que não absorveram a tecnologia e não migraram para o mundo digital, não passaram no teste e, infelizmente, muitas já não sobrevivem.

Mas ser digital também não é uma simples questão de digitalizar, esquecer o papel, colocar tudo no computador. Trata-se de algo mais profundo, diretamente ligado à capacidade intelectual do ser humano de ir além disso, ser criativo e ter a habilidade de usar a tecnologia para fazer algo de forma inovadora, disruptiva e ágil, que gere algum benefício ou valor adicional. O mercado com a pandemia encolheu: dizem que o PIB deve cair cerca de 10%. Isso significa que, para manter o faturamento ou incrementá-lo, precisamos ser rápidos e melhores que os concorrentes. Um exemplo é o caso da Gympass que passou por um período de academias fechadas e faturamento zero, mas foram rápidos em usar a tecnologia existente e inovar, criando academia virtual com participação de celebridades. Outro é a Magazine Luiza que transformou toda a força de venda das lojas em um time virtual por meio da plataforma de e-commerce Magalu. Esses dois casos, como tantos outros, só foram possíveis porque as empresas já usavam tecnologia de forma intensa antes da pandemia. Foram criativos e inovadores, tinham condições de desenvolver novos modelos de negócios de forma rápida para atender uma nova realidade de mercado.

Mas, ser criativo e inovador é algo complexo e depende de uma série de fatores. O primeiro, e que muitos ignoram, é assegurar o adequado estado mental do time ou um grupo específico de colaboradores. Pelo simples fato que a criatividade depende exclusivamente da mente humana. Isso me levou a fazer um curso sobre neurociência na Wharton School. Impressionante como existe uma série de técnicas que podem colaborar para promover um ambiente inovador. Por isso, deixo aqui dois convites e um desafio: leiam o meu artigo no LinkedIn e façam uma reflexão sobre o momento em que surgem as melhores ideias. É no ambiente de trabalho, no banho, durante à noite, durante um passeio ou fazendo exercício? Agora, tente reproduzir esses momentos durante o trabalho. Em tempos de 4ª. Revolução Industrial, com disrupção vindo de todos os lados, a base para a sobrevivência de qualquer negócio, é ser inovador e ágil. Ser apenas digital, não é mais uma opção.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

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ABES cria Comitê de Desenvolvimento de Negócios

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software oficializou a criação do Comitê de Desenvolvimento de Negócios. Com o objetivo de fomentar e dinamizar parcerias e a troca de experiências, o fórum será coordenado pelo André Elias Gonçalves, da IN – Inteligência de Negócios, com o apoio da assessora dos comitês Carolina Marzano.

“Fico muito honrado em participar deste movimento. Nosso novo Comitê tem como objetivos o fomento de negócios e o desenvolvimento profissional. É impressionante constatar como a discussão de temas relevantes, a troca de experiências e a abertura para sinergias são geradoras de interesse e potencialmente ricas para beneficiar tanto as empresas como os profissionais. Contamos, agora, com a ampliação do envolvimento das associadas da ABES”, destacou André.

O comitê conta com a participação dos C-Levels e de profissionais das áreas comercial, de marketing e vendas das associadas, com o objeto explorar o potencial que a nova economia baseada em modelos digitais proporciona e como superar os desafios do mercado. Segundo o IDC (International Data Corporation), o setor de TI brasileiro cresceu 10.5% em 2019, comparado com um crescimento mundial de 5%. Em 2020, a expectativa é crescer 6%, enquanto o mundo deverá crescer cerca de 5.1%. Além disso, de acordo com o IBOPE, o nível de penetração da internet no Brasil é de 70%, representando o quinto maior mercado do mundo, com aproximadamente 149 milhões de internautas ativos, atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Por outro lado, o relatório do Índice Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial de 2019, apontou que o Brasil está na 71ª posição de 141 países analisados, e na 8ª posição na América Latina. Tal índice demonstra que, apesar de algum avanço na última década, o Brasil ainda possui um complexo ambiente de negócios, devido à complexidade tributária, forte judicialização, e ao processo judicial caro e demorado.

“Diante desse cenário promissor e ao mesmo tempo desafiador, do mercado brasileiro, a ABES vem proporcionar um fórum para trocas de experiências e expectativas, com o intuito de ajudar seus associados a transpor a complexidade do mercado brasileiro, além de trabalhar junto aos principais stakeholders para melhoria do ambiente de negócios. Sendo assim, a ABES posiciona-se como uma plataforma, na qual os mais variados serviços e produtos são oferecidos aos associados”, destaca Rodolfo Fücher, presidente da entidade.

Outros comitês focados em assuntos de interesse do setor de tecnologia e de usuárias de tecnologia são mantidos pela associação. Com isso, a ABES tem o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento, e a criação de novas oportunidades,

buscando proporcionar melhor qualidade de vida para todas e todos, de forma inclusiva e igualitária.

Acompanhando a evolução do mercado, recentemente a ABES ampliou o escopo de representatividade. Além das empresas de software e as que prestam, de alguma forma, serviços correlatos, que já eram tradicionalmente representadas, incluímos duas novas categorias de associados: (i) empresas que utilizam intensamente software e (ii) as interessadas no setor de tecnologia da informação de forma geral. Desta forma passamos a contar com a participação de empresas ligadas às plataformas digitais, incluindo as xTechs (EduTechs, HealthTechs, LawTechs, FinTechs, AgroTechs, etc.) e também incubadoras, aceleradoras e fundos de investimentos, por serem importantes agentes no fortalecimento da inovação e dinamismo do mercado brasileiro.

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Empresários e empreendedores terão a oportunidade de imergir no ecossistema de Israel em missão organizada pela ABES e IBI-Tech

Após firmarem parceria em junho deste ano, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e a IBI-Tech, empresa israelense com filial no Brasil, estão organizando uma missão de negócios para Israel, entre 19 a 24 de abril de 2020, passando pelas cidades de Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Com o objetivo de oferecer aos empresários e empreendedores brasileiros o acesso e imersão no ecossistema de inovação e tecnologia israelense e incentivar parcerias entre empresas e startups dos dois países, a agenda da missão inclui visitas a companhias e hubs de inovação; encontros de alto padrão com representantes do governo, pesquisadores, executivos e investidores; e rodada de negócios com empreendedores das áreas de Indústria 4.0 e Iot, Agrotech e Smart Cities. As inscrições para a missão vão até o dia 15 de janeiro ou até esgotarem as vagas. Para mais informações, envie um email para: missão.israel@abes.org.br

Israel é atualmente considerado o segundo maior hub de inovação do mundo, atrás apenas do Vale do Silício, EUA, investindo cerca de 4,5% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – em 2018, foram investidos mais de US$ 7,2 bilhões por fundos de venture capital no mercado local. Por oferecer condições especiais para empresas internacionais interessadas em investir na instalação de centros de pesquisa e desenvolvimento, Israel abriga mais de 400 centros de P&D multinacionais, sendo que grande parte destes investem ativamente em empreendimentos. Estima-se que o país tenha mais de seis mil startups ativas, mais de 500 delas na área de Agrotech e mais de 300 relacionadas a Smart Cities e Mobilidade.

“A ABES tem trabalhado cada vez mais seu reposicionamento no mercado de tecnologia, realizando parcerias e ações que auxiliem em seu objetivo de incentivar a internacionalização e formas de negócios inovadoras de empresas e startups brasileiras. Alinhada a este propósito está a ideia da missão para Israel, organizada em parceria com a IBI-Tech, uma vez que seu principal objetivo é estimular e transmitir aos empreendedores brasileiros o DNA israelense de disrupção e incentivar parcerias e projetos reais entre empresas e startups dos dois países”, explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

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ABES e EY trabalham em parceria para evitar multas milionárias da LGPD no Brasil e promover a cultura da gestão de riscos de privacidade

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) desenvolveu, em parceria com a EY, a ferramenta Diagnóstico LGPD, software que tem o objetivo de auxiliar empresas a verificarem seu nível de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor em agosto de 2020, e concluir o processo de compliance em relação aos seus requisitos e exigências. A ferramenta consiste em um questionário por meio do qual as empresas podem fazer uma auto avaliação quanto aos diferentes pontos exigidos pela Lei. Depois de preenchido, um diagnóstico quanto ao grau de adequação da empresa é emitido, junto a sugestões contextualizadas ao resultado. Acesse o link para fazer a auto avaliação de sua empresa: http://diagnosticolgpd.abes.org.br/

“Sabemos que a LGPD tem muitos detalhes que requerem atenção, por isso desenvolvemos, em conjunto com a EY, o Diagnóstico LGPD com o objetivo de educar o mercado a respeito dos impactos da legislação. Muitas empresas ainda desconhecem diversos requisitos e exigências da Lei – inclusive, existe uma falsa concepção, por exemplo, de que a LGPD diz respeito apenas aos dados de consumidores, quando, na verdade, ela engloba todos os tipos de dados pessoais, de clientes a colaboradores. Acreditamos que o Diagnóstico LGPD é uma ferramenta extremamente necessária neste período final de adequação, último momento para as empresas assegurarem compliance e evitarem dívidas milionárias, como as que ocorreram com a GDPR”, explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

A discussão a respeito da utilização de dados pessoais no mundo digital vem ganhando cada vez mais relevância no mercado mundial, sendo considerada atualmente uma moeda de troca para negócios. Após a criação da General Data Protection Regulation (GDPR) na Europa, foi a vez do Brasil pensar em uma legislação que regulasse as atividades de tratamento dessas informações – e agora, falta menos de um ano para as empresas se adequarem à nova Lei, alterando e ajustando a forma como coletam, armazenam, processam e utilizam dados privados.

“A Lei Geral de Proteção de Dados foi criada com o exclusivo propósito de evitar abuso por empresas e órgãos do governo no uso de dados pessoais dos cidadãos. Estar preparado para a LGPD é necessário não apenas para evitar as multas que podem chegar a até 2% da receita anual da empresa até o teto de R$5 milhões, mas também para garantir os direitos de indivíduos e impor deveres às organizações em relação à coleta, uso, retenção, divulgação e exclusão de informações pessoais. A lei procura com isso, fomentar uma nova forma de se fazer negócio através do desenvolvimento da cultura de governança de riscos de privacidade”, comenta Marcos Sêmola, sócio de consultoria para cibersegurança da EY.

Para utilizar a ferramenta, não é preciso, nem possível, enviar informações pessoais ou referentes à empresa, como nome, CPF/CNPJ, entre outras. Após o preenchimento do questionário, o relatório em PDF é disponibilizado para download com informações referentes ao nível de adequação e com sugestões para melhoria – não é possível acessar este documento posteriormente. Os dados enviados anonimamente relacionados à posição das empresas quanto às exigências da LGPD serão utilizados para a produção de relatórios gerais sobre o cenário de compliance das companhias brasileiras em relação a nova lei. A expectativa é que o primeiro estudo seja lançado em dezembro.

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ABES sela parceria com IBI-TECH para apoiar o ingresso de startups israelenses no Mercado Brasileiro

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, (esquerda) e Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de assinar uma carta de intenções com Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech (Israel Brasil Innovations LTD), empresa israelense com filial no Brasil, com o objetivo de unir esforços para apoiar a ida de empresas de tecnologia da informação de Israel para o Brasil. Em Tel Aviv, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão de empresários brasileiros em Israel, Rodolfo Fücher comenta que “O mercado brasileiro apresenta uma excelente oportunidade para empresas israelenses investirem, porém, o Brasil possui uma percepção negativa para investidores estrangeiros, devido à complexidade tributária, forte judicialização e processo judicial caro e demorado. Neste sentido, a ABES possui mais de 30 anos de experiência na área jurídica, regulatória, tributária e pode auxiliar as companhias estrangeiras que desejem operar no Brasil”, afirma.

O executivo Shaul Shashoua explica que sua operação no Brasil permite a conexão do mercado brasileiro com o ambiente empreendedor de Israel. “Por meio de nossa forte experiência em Tecnologia e Desenvolvimento de Negócios, transformamos oportunidades inovadoras em projetos reais no Brasil e em Israel. A parceria com a ABES será de grande valor para estreitar relações e criar novas oportunidades para os empreendedores nos dois países”, afirma o presidente da IBI-Tech.

Missão em Israel

Rodolfo Fücher está, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão, organizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativo), em Tel Aviv, Israel, com executivos e conselheiros de administração brasileiros. Um dos objetivos do executivo nesta viagem é posicionar a ABES como referência em inovação para empresas israelenses, principalmente startups, que buscam expandir seus negócios no Brasil, além de apontar o País como um excelente mercado para prospecção de negócios.

Com uma agenda com visitas previstas à Universidade Technion; à Autoridade de Inovação de Israel, Programa de Inovação da Bolsa de Valores de Tel Aviv; e a empresas como Intel e Elbit System; a missão teve como intuito mostrar como Israel, conhecido como “Startup Nation”, teve um crescimento econômico tão significativo nos últimos anos: atualmente, o país concentra a maior média de empresas de tecnologia por habitante, 1 a cada 1.400 pessoas. “Israel é um celeiro de startups de sucesso que podem ser exemplos para empreendedores brasileiros. Neste sentido, essa missão nos ajuda a conhecer mais de perto o ambiente de inovação do país e a criar caminhos que nos permitam aproximar os dois mercados”, conclui Fücher, que volta ao Brasil no dia 4 de junho.

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Investimentos em TI no Brasil crescem 9,8% em 2018, aponta estudo anual da ABES com o IDC

Rodolfo Fücher, presidente da ABES

O Brasil se mantém em 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI, de acordo com prévia do estudo “Mercado Brasileiro de Software e Serviços”, da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com IDC, divulgada durante o jantar de posse da nova diretoria executiva da associação, ocorrido no dia 1º de abril, em São Paulo. O documento, que utiliza dados do IDC referentes ao último ano, mostra que os investimentos em TI (software, hardware e serviços) no Brasil superaram as expectativas para 2018, chegando a US$47 bilhões, um crescimento de 9,8% em relação a 2017, mais que o dobro da previsão para o ano, que foi de 4,1%.

Desse valor, US$23,9 bilhões (51,3%) são referentes a investimentos em hardware, US$12,2 bilhões (26,2%) a serviços e US$10,5 bilhões (22,5%) a software. “Com um crescimento de 9,8%, o Brasil superou a média mundial de investimentos em TI em 2018, que foi de 6,7%. Esses dados mostram que uma tímida recuperação da Economia observada em 2018, aliada a expectativa de uma recuperação mais vigorosa à partir de 2019, trouxeram uma retomada dos investimentos em tecnologia que superaram a expectativa, comprovando a importância do Setor para que as empresas possam buscar mais produtividade, eficiência e competitividade”, comenta Jorge Sukarie, vice-presidente do Conselho da ABES, que apresentou o estudo durante o jantar que empossou Rodolfo Fücher, sócio fundador da FEMP Participações, como o novo Presidente da ABES e Paulo Milliet Roque, Diretor da Autoridade Certificadora Digiforte, como o vice-Presidente da entidade.

Na ocasião, também foram empossados os novos membros da diretoria executiva para os próximos três anos: Vanda Scartezini, sócia-sênior da Polo Consultores Associados, Presidente da DNS Women Institute e Presidente do Conselho da Fundação Sitec; Fábio Rua, diretor de Assuntos Governamentais e Regulatórios da IBM América Latina; e Lauro de Lauro, Cloud Guru Sênior na Sky.One Cloud Solutions.

Mercado mundial de TI

Os números preliminares do estudo, que deve ser publicado na íntegra no segundo semestre de 2019, indicam que a somatória dos investimentos em TI, em 2018, entre os países analisados, chegou a US$2,23 trilhões, um valor 6,7% maior que o ano anterior. Os Estados Unidos lideram o ranking mundial com US$ 822 bilhões, seguidos por China e Japão com US$250 bilhões e US$140 bilhões, respectivamente.

Na América Latina, o Brasil se manteve em primeiro lugar no ranking regional, responsável por 42,8% dos investimentos em TI, mais que o dobro registrado pelo México (20%), que ficou em segundo lugar, seguido por Argentina (7,5%) e Colômbia (7,1%). A região investiu US$108,8 bilhões no mercado de TI em 2018, representando quase 11% do total mundial.

Em relação ao investimento em TIC, que inclui TI e Telecom, o Brasil desceu uma posição, ficando em 7º lugar no ranking mundial, com US$ 97 bilhões investidos, seguindo uma tendência de ligeira retração dos últimos anos desse setor, muito relacionada à transição de voz para dados dos consumidores. Neste quesito, o Brasil ficou ainda à frente da Índia (US$86 bilhões) e logo depois da França (US$109 bilhões).

Previsões para o Mercado Brasileiro de TI em 2019

Entre algumas tendências apontadas no estudo, as soluções de próxima geração para segurança de informação figuram como uma área que deve atingir US$ 671 milhões, em 2019, crescendo 2,5 vezes mais rápido que as soluções tradicionais. Em relação ao uso da Inteligência Artificial (IA), o estudo indica que, no Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm essa tecnologia entre as principais iniciativas e espera-se que isso dobre nos próximos quatro anos.

Já o Big Data e Analytics devem avançar em 2019, alcançando US$ 4,2 bilhões. O mercado de Cloud Pública no Brasil chegará a US$ 2,3 bilhões em 2019. O ecossistema de IoT deve movimentar US$ 9 bilhões em 2019, e crescer acima de 20% ano contra ano até 2022. O mercado de devices representará 38% de todo o investimento em TI no Brasil (cerca de US$ 24,5 bilhões), com a venda de dispositivos de maior valor.

A expectativa de crescimento para os investimentos em TI no Brasil para 2019 é de 10,5%, ainda impulsionada pela venda de devices, contra uma expectativa de crescimento médio mundial de 4,9%. É o Brasil voltando a crescer o dobro da média mundial, como ocorria até 2013. Para TIC espera-se um crescimento mais moderado, da ordem de 4,9%.

“O crescimento de 9.8% do setor comparado com o do PIB de 1.1 % demonstra um movimento crescente das empresas e governo no Brasil, em absorver tecnologia de forma significativa, certamente motivados pelos benefícios de redução de custos e da melhora na produtividade, fatores essenciais para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo. Neste sentido, o principal objetivo da ABES é assegurar um ambiente atrativo para investimentos e inovador. Acredito que a tecnologia da informação além de ajudar no desempenho dos negócios, tem um papel fundamental para tornar o Brasil menos desigual”, conclui Rodolfo Fücher, Presidente da ABES.

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Rodolfo Fücher é o novo Presidente da ABES

Rodolfo Fücher é o novo Presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software). A eleição, que ocorreu no dia 21 de março, elegeu o engenheiro Paulo Milliet Roque, com experiência em negociação internacional, sócio fundador da Brasoft, ex-sócio da Brasoftware, atualmente Diretor da Autoridade Certificadora Digiforte, como o Vice-Presidente da entidade, e também definiu os novos membros da diretoria executiva para os próximos três anos: Vanda Scartezini, sócia-sênior da Polo Consultores Associados, Presidente da DNS Women Institute e Presidente do Conselho da Fundação Sitec; Fábio Rua, diretor de Assuntos Governamentais e Regulatórios da IBM América Latina; e Lauro de Lauro, Cloud Guru Sênior na Sky.One Cloud Solutions.

Na ocasião, a entidade deu posse à renovação anual de 1/3 do Conselho Deliberativo. O ex-presidente da ABES, Francisco Camargo, e Jorge Sukarie assumem como Presidente e Vice-presidente do Conselho, respectivamente.

Especialista em políticas públicas, estratégia digital e governança, Rodolfo Fücher tem mais de 35 anos de carreira no mercado de tecnologia, sendo 27 deles dedicados à Microsoft, onde atuava como diretor de Relações Corporativas. Formado em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie, Pós-graduado em Marketing pela ESPM, e com especializações em grandes instituições americanas como Columbia Business School, Massachusetts Institute of Technology, Wharton e University of California, Fücher concentrou sua carreira na construção de políticas públicas por meio de coalizões de associações setoriais, definindo investimentos em responsabilidade social corporativa e filantrópica, desenvolvendo estratégias de marketing corporativo e estruturando áreas de vendas de empresas.

Atualmente, Fücher é sócio fundador da FEMP Administração e Participações, empresa de consultoria em transformação digital, gestão e políticas públicas para empreendedores e organizações filantrópicas.

Por mais de 12 anos, foi membro do conselho de diretores da ABES e assume a presidência da entidade no momento em que o setor tem como principais pautas, temas como a nova lei geral de proteção de dados (LGPD), IoT, Inteligência Artificial e 5G. Segundo Fücher, “As questões regulatórias continuarão a ser prioridade para a entidade, porque definem o nível de competitividade e viabilidade do setor e, consequentemente, o tornam mais ou menos atrativos para investimentos externos, ponto essencial para o crescimento e desenvolvimento do Brasil. Estamos perdendo espaço globalmente. De acordo com o último relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial, o Brasil caiu da 69ª para 72ª entre 140 países analisados. A ABES e seus associados têm o comprometimento de colaborar para reverter este quadro e acreditamos que a tecnologia tem um papel fundamenta l para tornar o Brasil um país menos desigual”, afirma.

O jantar de posse da nova diretoria para os associados está marcado para 1º de abril, em São Paulo, no restaurante Cantaloup.

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Fomentar a inovação para o Brasil voltar a crescer

Por Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação e Fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software – ABES

A inovação gera competitividade no mercado nacional e internacional, cria novos mercados e gera novas formas de consumo. O fomento à inovação é um dos caminhos fundamentais para o Brasil voltar a crescer.

O austríaco Joseph Schumpeter, (1911), economista e cientista político, já demonstrava a importância de se fomentar o empreendedor inovador – aquele que cria novos mercados e oportunidades de trabalho e propicia o desenvolvimento econômico.

Bancos e agências de desenvolvimento podem fomentar a inovação com financiamentos e taxas mais atrativas, melhorando as formas de garantias e sendo mais flexíveis e compatíveis com a era do conhecimento. Ainda hoje, os bancos continuam com a mentalidade da era industrial no que diz respeito a garantias, o que impede o acesso de empresas de menor porte ao financiamento. Hoje, existem poucas linhas de fomento para MPME (micro, pequenas e médias empresas), sendo que elas já representam mais de 90% das companhias brasileiras.

O País necessita estar em alerta para a transformação que estamos vivendo quanto a forma de consumo, as quais estão mudando de forma muito rápida e o mercado brasileiro precisa estar atento a este movimento. Quando se percebe que hoje assistimos um filme, escutamos uma música, pegamos um táxi, nos comunicamos de forma diferente do que fazíamos há 10 anos, temos que parar para refletir sobre estas mudanças e oportunizar aos empresários brasileiros que também criem e se tornem competitivos. Hoje, somos usuários de muitas tecnologias estrangeiras como Netflix, Spotify, Uber e WhatsAp) os quais são casos de disrupção.

Dentro dessa ideia, faz-se necessário fomentar mão de obra qualificada a fim de criar novos empreendedores e suprir as demandas das empresas que já estão no mercado. Também é essencial para o desenvolvimento do país, aproximar a academia das MPME para que especialistas possam contribuir com a geração de novos produtos.

Países que estão atentos a este tema investem de 2,3% a 4,2% do seu PIB como forma de serem cada vez mais competitivos e ganharem espaço mundial.

Hoje, o Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. Quando aumentar estes investimentos, teremos um país mais próspero e mais competitivo na esfera mundial.

*Por Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação e Fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software – ABES

Imagem: Fonte: Marques, 2016. Este framework quer dizer que a partir do conhecimento as pessoas criam seus produtos e serviços. Os empreendedores necessitam de fomento para desenvolverem e levarem sua criatividade ao mercado. Ao chegar ao mercado estes passam da criatividade para a inovação e consequentemente se tornam mais competitivos, pois geram novos mercados e novas formas de consumo e como resultado geram desenvolvimento econômico baseado no conhecimento (DEBC).

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Plano Nacional de Internet das Coisas precisa sair da retranca

Por Werter Padilha

Segundo a McKinsey, a Internet das Coisas (IoT) tem o potencial de movimentar US$ 200 bilhões no Brasil, a partir de 2025, contribuindo para a melhora na competitividade da economia nacional, no aprimoramento dos serviços públicos e na qualidade de vida da população. É um mercado que movimenta softwares, dispositivos, serviços e conectividade, provendo-os para todos os setores econômicos e serviços públicos. Os números mundiais também são impactantes e nós, brasileiros, queremos nos posicionar entre os principais mercados globais de IoT. Mas, em qual estágio o Brasil se encontra?

Para responder a esta questão, quero me referir à uma nova versão da metáfora do copo: “O pessimista verá o copo meio vazio. O otimista, o verá meio cheio. O empreendedor vai em busca de mais água para completar o copo”.

Em 2016, quando o Brasil deu o pontapé para a elaboração do Plano Nacional de IoT (IoT.br), a iniciativa conferiu ao país uma posição entre os primeiros a se preocupar em ter políticas macro para essa tecnologia. Financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o consórcio foi capitaneado pela consultoria McKinsey, com a participação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e do escritório Pereira Neto I Macedo Advogados. Ou seja, formou-se uma seleção com ótimos participantes, que contou ainda com o apoio de um comitê consultivo, do qual tive o privilégio de ser um de seus integrantes.

Deste esforço compartilhado passo a passo com a sociedade, por meio da divulgação de relatórios, realização de pesquisas e eventos envolvendo mais de 4.000 profissionais, elaborou-se o IoT.br com, 76 ações e identificação de quatro ambientes prioritários para o uso em larga escala da IoT: agronegócio, saúde, cidades e indústria, apresentado ao público no final de 2017. Entretanto, atualmente, o mercado vive a expectativa de sua oficialização como política pública brasileira, pois falta a assinatura presidencial no documento que estabelecerá as principais diretrizes.

É relevante destacar que, mesmo no aguardo da oficialização do IoT.br, tivemos o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento); a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), entre outros, disponibilizando, em 2018, ações e linhas de financiamentos à inovação, por meio de chamadas públicas e editais, que já estão estimulando o desenvolvimento de tecnologias IoT inovadoras para as verticais priorizadas, seja por meio de testbeds, networking e incentivos à construção de ecossistemas. Uma demonstração clara de que todos os que trabalharam na montagem do plano estão conscientes do senso de urgência de “fazer acontecer”.

Comparando o atual cenário com uma partida de futebol, diria que o Brasil preparou de forma muito competente sua estratégia de jogo em IoT para entrar no ataque desde o início, mas está, atualmente, na retranca, desde a divulgação do IoT.br, em 2017. Em 2018, “jogadores” habilidosos em campo realizaram algumas jogadas individuais, conduzidas pelos órgãos de fomento à inovação, centros de inovação e pesquisa, empresas e startups. Eles têm mantido a bola em movimento, mas o Brasil necessita que o programa de políticas públicas saia do papel, com a assinatura do decreto por parte do presidente e a fim de voltar ao ataque como protagonista em IoT no mundo.

Cogita-se que a questão tributária seja um importante entrave para a assinatura do decreto, pois discute-se em quanto taxar as novas receitas advindas de IoT. Mas, o bom senso deve prevalecer. É certo que o MCTIC e o Ministério da Economia sabem que esta equação tem que ser bem resolvida e podem propor estratégias viáveis para desenvolver IoT no Brasil para que o país não fique dependente de subsídios, não acarrete insegurança jurídica ou desincentivo ao empreendedorismo brasileiro.

Precisamos ser incentivados para a produção de soluções de IoT, envolvendo softwares, middlewares, dispositivos, serviços e conectividade. Mas, naturalmente que existirá algum tipo de tributação, pois o Estado precisa arrecadar. Por fim, como sempre digo: Não estamos em uma corrida de 100 metros rasos. Estamos correndo a “maratona mundial de IoT” e, nesta disputa, a estratégia é a de nos mantermos no pelotão de elite, formado por Estados Unidos, Coreia do Sul, China, entre outros países. E, que não nos deixemos levar pelo pessimismo e que continuemos a encher o copo com nossa capacidade empreendedora e inovadora.

Por Werter Padilha, Coordenador do Comitê de IoT da ABES

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Brasil se mantém como 9º maior Mercado de Software do mundo, aponta balanço anual divulgado pela ABES

Os números completos do estudo “2018 – Mercado Brasileiro de Software: Panorama e Tendências” foram divulgados nesta segunda-feira (20), durante a 8ª Conferência Anual da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), em São Paulo (SP). Desenvolvido anualmente pela associação, o documento utiliza dados do IDC referentes ao último ano para fornecer um retrato do mercado de software a apresentar as principais tendências do setor. O estudo completo estará disponível no site da ABES a partir do dia 21 de agosto.

Entre os destaques, o levantamento aponta que o Brasil segue na 9ª colocação no ranking mundial de softwares e serviços, com um mercado de US$ 18,6 bilhões (equivalente a cerca de 1,6% do total mundial, que girou em torno de US$ 1,14 bilhão em 2017). O país está muito próximo do tamanho dos mercados de nações como Holanda e Itália, que ocupam as 10ª e 11ª posições, respectivamente, e pouco atrás da Austrália, 8ª colocada na lista. No geral, todos os indicadores brasileiros tiveram sutis aumentos de 2016 para 2017, como o total de empresas atuando no setor – que passou de 15.700 para 17.000.

“O ano de 2017 evidenciou uma retomada no crescimento do setor de TI no Brasil, após um 2016 difícil. Como já divulgamos na primeira prévia do estudo, os investimentos em Tecnologia da Informação no país cresceram 4,5% em relação ao ano anterior. Foi o ano do início da recuperação que esperamos continuar em 2018, com a retomada dos investimentos em tecnologia, que não podem mais ser postergados. “, afirma Jorge Sukarie, presidente do Conselho da ABES, que apresentou o estudo aos presentes no evento da entidade, que reuniu alguns dos principais empresários e autoridades do setor.

Outro dado interessante são as características das empresas brasileiras desenvolvedoras de software: 49,3% delas são consideradas micros (ou seja, com 10 funcionários ou menos), 46,2% pequenas (de 10 a 99 empregados), 4% médias (entre 100 e 500 trabalhadores) e apenas 0,5% grandes (acima de 500 funcionários). “Esses números ressaltam a importância da promoção de políticas de incentivo e fomento às pequenas e médias empresas, que são imprescindíveis para que o setor de software brasileiro avance e transforme o país digitalmente”, completa Sukarie. Hoje, o setor de software representa 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Além de mapear todos os pontos relativos à realidade do mercado, o estudo também aponta as tendências para 2018. A projeção atual indica que o mercado brasileiro de tecnologia da informação crescerá 4,1% em 2018, seguindo tendências como o amadurecimento das tecnologias ligadas à Internet das Coisas – segundo o IDC, no próximo ano, o IoT movimentará US$ 8 bilhões no Brasil, sendo US$ 612 milhões no mercado doméstico, com 4% das residências já utilizando algum tipo de dispositivo conectado. Outro movimento notado é a expansão do mercado de tablets e smartphones para o ramo corporativo (que, em 2018, terá um volume de vendas estimado em 3,5 milhões de unidades, ou pouco mais de US$ 1 bilhão no Brasil, representando 6% do total). Entre diferentes inovações mencionadas pelo estudo, que devem impulsionar a economia, estão Big Data/ Analytics, Cognitive/AI, cloud pública e multicloud, entre outras.

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Seminário “Brasil 2030” O futuro na economia digital

Os candidatos à Presidência da República nas Eleições de 2018 estão convidados a integrar o Seminário “Brasil 2030 – Uma Contribuição do Setor de Software e Tecnologia”, iniciativa do setor de tecnologia, organizado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com o apoio das associações do setor, ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), FENAINFO (Federação Nacional das Empresas de Informática) e SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), a ser realizado no próximo dia 20 de agosto, apenas quatro dias após a liberação da propaganda dos candidatos pelo Justiça Eleitoral.

O Seminário acontecerá durante a 8ª edição da ABES Software Conference, no Espaço Trio Pérgola, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, encontro anual promovido pela entidade para reunir associações do setor, empresários, jornalistas, e representantes do governo em uma agenda de debates sobre as tendências do setor de tecnologia no país.

“Nossa conferência anual é um momento de reflexão para o setor, no qual são colocados lado a lado algumas das figuras mais influentes do setor de tecnologia para fazer um balanço do que está indo bem e mal no mercado brasileiro, bem como traçar planos para o futuro.

Neste ano, a entidade espera a presença de 500 líderes empresariais, além da transmissão de vídeo ao vivo, que deve atingir milhares de pessoas”, comenta Francisco Camargo, presidente da ABES.

“Por se tratar de um ano de eleições, o “Seminário Brasil 2030″, para o qual foram convidados todos os candidatos à Presidência, será uma oportunidade única para conhecermos mais a fundo suas propostas para a Transformação Digital do Brasil. Queremos debater o que é necessário, em termos de politicas públicas, para acelerar a evolução do Brasil para uma economia digital até 2030. Segundo diversos estudos a Economia Digital Global deve atingir o montante de 23 trilhões de dólares em 2025. Nossa preocupação é com as futuras gerações e os benefícios que essas medidas serão capazes de proporcionar”, completa Francisco.

Francisco é um dos membros do ABES Think Tank, grupo criado pela associação com o intuito de sugerir políticas públicas que conduzam a uma estratégia nacional para a Transformação Digital.

Os presidenciáveis presentes no seminário receberão o estudo “Brasil 2030”, um levantamento com medidas idealizadas por essa equipe de especialistas para orientar a Transformação Digital, o desenvolvimento do setor de Software e Tecnologia e a inserção do Brasil nas cadeias de valor da economia do conhecimento.

Também integram o ABES Think Tank a Dra. Dorothea Werneck, ex-ministra do Trabalho e da Indústria e Comércio; Dra. Deana Weikersheimer; professora da FGV e advogada com ampla atuação na área de software; Marcelo Pagotti, ex-secretário da SETIC no Ministério do Planejamento; Patricia Pessi, ex-diretora de Governo Eletrônico na SLTI (hoje SETIC) do Ministério de Planejamento; Rodolfo Fücher, ex-diretor de Políticas Públicas da Microsoft e Vanda Scartezini, empreendedora e conselheira da ABES.

Embasado nos estudos do Think Tank, o tema “Transformação Digital e Políticas Públicas” é o foco dos debates do ABES Software Conference. Os convidados abordam as medidas necessárias para colocar em prática os preceitos defendidos pelo setor para acelerar essa transformação.

Cinco pontos principais norteiam o debate:

1. A Transformação Digital vai separar os países modernos do resto;

2. A Transformação Digital se faz por meio da Inovação;

3. O Software é a base da Transformação Digital;

4. As Startups são importantes no ecossistema e impulsionam a transformação.

5. Políticas públicas de fomento e tributação claras e modernas são fundamentais para que o setor de software consiga suportar as necessidades do país.

Seminário “Brasil 2030”

ABES Software Conference
Endereço: Espaço Trio Pérgola – Av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 105 | Vl. Olímpia – São Paulo.
Horário: 8h – 17h15 (ABES Software Conference) / 18h – 20h10 (Seminário “Brasil 2030”)

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Brasil Digital, o novo Documento Nacional de Identidade

Por Paulo Milliet Roque, vice-presidente da ABES

Está previsto para julho de 2018 o início da disponibilização do DNI (Documento Nacional de Identidade), uma identidade digital válida em todo o território brasileiro cuja proposta é unificar documentos como RG, CPF e título de eleitor. A identificação poderá ser obtida em um processo que inclui registro no aplicativo gratuito “DNI” nas plataformas Android e iOS e identificação biométrica em postos de atendimento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Com todas as validações concluídas, será possível carregá-lo na memória de um celular ou tablet, dispensando a apresentação de registros de papel.

A iniciativa demonstra o quanto o Brasil tem avançado no campo de certificações digitais e indica um possível caminho de menor burocracia e eficiência aliada à tecnologia. Por outro lado, o novo documento não escapou de críticas, sendo as principais aquelas que levantam dúvidas sobre a privacidade das informações e os custos embutidos no sistema. As duas impressões possuem sua coerência, mas devem ser analisadas com atenção.

O DNI terá vários aspectos de segurança para evitar fraude. O documento é protegido por senha, não sendo possível gravá-la no aplicativo. Também não há vinculação com o chip do celular, e as informações não ficam na memória do aparelho (é necessária conexão com a Internet). Também haverá uma marca d’água ao lado e embaixo da fotografia, mutável a cada acesso ao aplicativo, o que permitirá conferir data e hora em que o documento foi aberto. Essa medida procura evitar que “prints” de tela de terceiros sejam usados como fraude à identificação. No caso de extravio do celular, o cidadão pode pedir a desvinculação do documento e solicitar a habilitação em outro celular no ponto de atendimento.

O DNI identifica o cidadão para outros humanos, mas não assina documentos. Para assinar documentos com valor legal, o cidadão precisa de um certificado digital (tipo e-CPF) que também pode ser instalado no celular. São propostas complementares.

Este certificado digital possui uma chave privada que identifica o cidadão para fins de acesso a serviços do governo e assinatura de documentos. O processo de acesso e a portais assinatura digital de documentos é criptografado. Esses documentos na sua forma nativa não são legíveis para os humanos, pois tudo está criptografado. Para isso é preciso utilizar um software leitor/assinador do documento que mostre as assinaturas, como o Adobe Reader, ou um portal de assinaturas.

Desde a implantação do sistema de certificados digitais brasileiros (ICP-Brasil) no ano de 2001, em nosso país não há registro de roubo de chaves privadas de certificados, a exemplo do que já aconteceu em países europeus e nos Estados Unidos. Isso se deve à alta rigidez tecnológica imposta pelo governo. Com a preocupação de sempre estar um passo a frente e preparado para a evolução dos hackers, já alteramos em 2012 nosso padrão de criptografia de 1024 para 2048 bits e hoje utilizamos técnicas avançadas como a marcação georreferenciada (que utiliza um GPS para emitir certificados, no intuito de combater fraudes) no processo de identificação do titular do Certificado Digital.

Os equipamentos dos certificados digitais (cartões, tokens, leitoras, etc…) brasileiros são certificados pelo Inmetro, com regras rígidas. Os sistemas envolvidos na emissão e uso são homologados pelo ITI Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ligado à Casa Civil). Tamanha preocupação com segurança muitas vezes se reflete em custos (sobretudo porque também são necessárias as caras validações presenciais, antes da emissão de um documento digital), que são fundamentais para tornar esses registros confiáveis.

A medida que a desmaterialização cresce, as certificações digitais e identidades digitais passam a ter uma importância fundamental.

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ABES cria Think-Tank

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), a mais representativa entidade do setor de software e tecnologia digital no país, com cerca de 2 mil associados, anuncia a criação do ABES Think-Tank, iniciativa voltada a sugerir políticas públicas que conduzam a uma estratégia nacional para Transformação Digital.

O Think-Tank tem a difícil tarefa de pensar o Brasil do Futuro, e como as políticas públicas podem acelerar a Transformação Digital do País.

O Estudo desenvolvido pelo ABES THINK-TANK, será entre a todos os candidatos à presidência da República e aos candidatos a Governadores estaduais, com propostas concebidas para orientar a transformação digital, o desenvolvimento do setor de Software e de Tecnologia, a inserção do Brasil nas cadeias de valor da economia do conhecimento.

“O nosso objetivo é sugerir políticas públicas que não sejam de governo, mas sim de Estado – ou seja, que de fato representem um projeto para crescimento para um Brasil moderno e com uma indústria de software forte e competitiva, no longo prazo, de forma estruturada, independente das mudanças que aconteçam nos diversos governos. O país precisa investir em tecnologia e inovação para crescer como uma economia competitiva e gerar empregos”, afirma Vanda Scartezini, conselheira da ABES e líder do Think-Tank.

Ao lado de Vanda, outras importantes lideranças integram o projeto, como Dra.Dorothea Werneck, ex-ministra da Indústria e Comércio e do Trabalho; Dra. Deana Weikersheimer; professora da FGV e advogada com ampla atuação na área de software; Marcelo Pagotti, ex-secretário da SETIC no Ministério do Planejamento;Patricia Pessi, ex-diretora de Governo Eletrônico na SLTI (hoje SETIC) do Ministério de Planejamento; Rodolfo Fucher, ex-diretor de Políticas Públicas da Microsoft.

O grupo se reúne periodicamente para discutir os principais desafios e oportunidades nacionais e mundiais, para que possa ser concebido um plano que vise encontrar e despertar as Vantagens Digitais do Brasil.

Também chamados “fábricas-de-ideias”, em português, os Think-Tanks estruturam-se para analisar cenários e propor soluções, com o apoio de renomados especialistas em uma determinada área. Para aumentar a porosidade e a participação de outras entidades representativas do setor, o ABES Think-Tank disponibilizou alguns canais de comunicação.

Conheça um pouco mais sobre os integrantes do ABES Think-Tank:

• Dra. Dorothea Werneck – Mestre e doutorada em Economia, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com longa carreira nas mais altas posições do Executivo Federal e Estadual, além de posições relevantes no setor privado.

• Dra. Deana Weikersheimer – Advogada, professora da FGV com longa atividade pública e privada, sempre com foco no Setor de Software e Tecnologia da Informação.

• Francisco Camargo – Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) desde 2016. Engenheiro de Produção com diversos cursos de especialização no Brasil e no Exterior, é Fundador e Presidente do Grupo CLM, Conselheiro do Softex.

• Marcelo Pagotti, Bacharel e MBA em Tecnologias da Informação, IT Manager no Banco do Brasil, foi Secretário da SETIC no Ministério do Planejamento e é membro dos conselhos do NIC.br, ICP Brazil, SOFTEX e do Brazilian Internet Steering Committee/CGI.br

• Patrícia Pessi – Mestre em Comunicação e Informação, foi Diretora de Governo Eletrônico na SLTI (hoje SETIC) do Ministério de Planejamento;

• Rodolfo Fücher – Mestre em Marketing e bacharel em Ciência da Computação, tem diversas especializações; empresário e angel investor, carreira desenvolvida na Microsoft onde chegou a Diretor de Políticas Públicas, é Conselheiro da ABES.

• Vanda Scartezini – Engenheira Eletrônica com diversas especializações, membro brasileiro do ICANN, com longa carreira pública e privada em altos postos nos segmentos das Tecnologias da informação e Comunicação, além de Propriedade Intelectual, é Conselheira da ABES.

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Cartão BNDES como uma alternativa de fomento à inovação

Por Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES

Fomentar a inovação é essencial para o desenvolvimento econômico de um país. As nações desenvolvidas têm alocado cada vez mais recursos à busca de soluções inovadoras, por perceberem que essa é uma forma de criar novos mercados, tornar suas empresas mais competitivas e gerar desenvolvimento econômico.

O Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, mas, atualmente, tem-se trabalhado fortemente em várias frentes, para que as empresas do setor tecnológico, as quais são inovadoras pela sua natureza, tenham cada vez mais acesso ao crédito. As agências e bancos de desenvolvimento têm buscado novas formas de financiamento para fomentar as companhias inovadoras nacionais.

Fomentar uma ideia/projeto com taxas atrativas, para que as empresas possam ir ao mercado e se tornar uma inovação, gerando competitividade e desenvolvimento econômico, é de extrema relevância para um país que deseja estar no mercado global e possuir mão de obra qualificada.

Em 2013, a ABES fez uma pesquisa com os seus associados para entender quais eram as principais linhas de fomento utilizadas. Chamou a atenção que o Cartão BNDES foi considerada a linha de fomento mais popular, por sua facilidade de uso, menor burocracia e por estar há mais tempo no mercado.

Agora, em 2018, o BNDES, como banco de desenvolvimento, trouxe uma novidade ao mercado: a ampliação do uso do Cartão pelo setor, trazendo a possibilidade de financiar, não só os softwares prontos desenvolvidos nacionalmente, mas também a prestação do serviço de desenvolvimento de softwares sob encomenda, de websites corporativos e de lojas virtuais, dentre outros.

Esse passo é muito importante para a indústria como um todo, pois empresas com problemas de competividade e ausentes do mundo virtual poderão, por meio do Cartão, incrementar seus produtos e serviços com facilidade ao crédito.

É importante destacar que as empresas do setor de softwares podem ser não somente portadoras do Cartão BNDES, para adquirir novos produtos e serviços para seus negócios, mas também podem se tornar fornecedoras credenciadas de softwares e serviços de desenvolvimento sob encomenda.

A resposta das empresas, com relação ao anúncio da expansão dos benefícios do Cartão, foi imediata, com um grande volume de cadastros no site oficial do banco – uma amostra clara do tamanho da demanda existente e das oportunidades no horizonte.

Desde o seu lançamento, em 2003, o Cartão BNDES (espécie de cartão de crédito que apoia investimentos de micro, pequenas e médias empresas) beneficia o setor de tecnologia da informação, como uma das principais linhas de crédito para financiar softwares prontos. Aproximadamente R$ 985 milhões já foram utilizados pelas micro, pequenas e médias empresas por meio desse produto, uma medida fundamental para que o País tenha se consolidado como o principal mercado de TIC da América Latina e um dos maiores do mundo. Segundo estudo anual da ABES, realizado em conjunto com a consultoria IDC, o ano de 2017 registrou um aumento de 4,5% no mercado nacional de hardware, software e serviços de tecnologia.

Tanto a solicitação do Cartão BNDES quanto a do credenciamento como Fornecedor são realizadas diretamente no site www.cartaobndes.gov.br, sendo seguidas por análise do perfil das companhias interessadas e uma assistência completa da equipe do BNDES. Em poucas semanas, a empresa desenvolvedora de softwares estará credenciada e apta a oferecer mais essa alternativa de pagamento para seus clientes. Não há limite de valor pré-estabelecido para o financiamento do serviço de desenvolvimento de software (até 100% da prestação de serviços podem ser subsidiada), enquanto as áreas de websites e lojas corporativas possibilitam movimentar até R$ 30 mil por ano, por comprador.

Mais do que utilizar os recursos para financiar a produção, o Cartão permite transações que envolvam também os serviços correlatos – ou seja, existe a possibilidade de financiar, juntamente com um software pronto, os serviços de implantação, customização e treinamento, por exemplo. Todo o regulamento (incluindo, ainda, a possibilidade de contemplar serviços de fornecedores) pode ser consultado na área de dúvidas do Portal do Cartão BNDES.

Diversos empresários do setor já estão habituados a aproveitar essas múltiplas oportunidades para suas linhas de softwares prontos. Atualmente, existem cerca de 2.400 desenvolvedoras de software já credenciadas para realizar vendas no Portal do Cartão BNDES, que disponibilizam aproximadamente 8 mil softwares no Portal, voltados para variados setores, tais como Administração, Gestão e Automação, Agronegócios, Saúde, Segurança, Têxtil, Educação, Telecomunicações, dentre outros. Caso também se encaixem nas novas categorias de serviços aceitas, as empresas já credenciadas não precisarão de um novo cadastro – bastará incluir os novos serviços em seu catálogo de produtos.

Aos novos interessados em se credenciar como Fornecedores no site do Cartão BNDES, alguns critérios devem ser observados: a empresa desenvolvedora deverá ter sede e administração no Brasil com, no mínimo, dois anos de constituição do CNPJ, possuir pelo menos um código de classificação de atividade econômica (CNAE) específico de desenvolvimento de softwares e comprovar experiência anterior na prestação dos serviços que quiser credenciar. Deverá ainda possuir site próprio ativo na Internet, em português, com informações sobre a empresa e seus serviços.

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ABES apoia Pesquisa sobre o “Panorama Legal das Startups”

Abrir uma empresa não é fácil. É preciso lembrar, além dos aspectos físicos como uma boa estrutura, os aspectos envolvendo obrigações jurídicas, por exemplo, estas últimas sendo uma das maiores “dores de cabeça” em todo tipo de negócio, incluindo as startups. Por conta disso, a ABES – Associação das Empresas Brasileiras de Software – anuncia o apoio à pesquisa “Panorama Legal das Startups”, do escritório Nogueira, Elias, Laskowski e Matias Advogados (NELM), que deve ouvir empreendedores e investidores, durante todo o mês de abril, e visa mapear as principais preocupações e dificuldades jurídicas que o empreendedor de inovação encontra em seu negócio.

Muitas vezes, esses aspectos jurídicos são deixados de lado, o que pode provocar consequências negativas na hora de se conseguir mais capital de investidores ou mesmo nos casos de fusão ou aquisição, por exemplo. “A pesquisa levará a um levantamento abrangente que permitirá que os atores do ecossistema conheçam quais aspectos não podem ser ignorados se quiserem garantir o sucesso de seus empreendimentos e investimentos”, afirma Eduardo Felipe Matias, sócio da área empresarial do NELM e coordenador do guia Empreendendo Direito: Aspectos Legais das Startups, publicação que também foi apoiada pela ABES.

A pesquisa Panorama Legal das Startups tem o intuito de entender qual a dimensão e quais os efeitos dessa realidade. O estudo conta com um questionário voltado para empreendedores e outro para investidores, ambos com 10 questões de múltipla escolha práticas e objetivas, cujas respostas não devem levar mais do que 5 minutos.

Para participar, basta acessar a seção “Pesquisa PLS” da página NELM Startups: www.startups.nelmadvogados.com, durante o mês de abril.

Segundo o escritório NELM, as respostas são confidenciais e só os resultados agregados e anônimos serão divulgados publicamente. Quem participar estará ajudando a melhorar a compreensão sobre os riscos e benefícios das atuais práticas jurídicas, contribuindo para o setor de inovação do Brasil.

“86% dos associados ABES são micro e pequenas empresas. Em 2017, o mercado de TI cresceu 4,5% e as startups fazem parte dessa evolução. Ações como esta do escritório NELM ajudam a fortalecer o nosso setor, apoiando as empresas que estão nascendo e trazendo mais segurança jurídica ao mercado”, comenta Francisco Camargo, presidente da ABES.

Pesquisa Panorama Legal das Startups

Público: Empreendedores e Investidores de startups

Prazo para participar: 30 de abril de 2018

Acesso:www.startups.nelmadvogados.com, durante o mês de abril.

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