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Seis tendências tecnológicas para 2021

Por Max Tremp, diretor de Engenharia Cisco América Latina

2020 foi um ano que colocou todos nós em nossas casas, forçando desde empresas a governos a mudarem seus modelos de negócios e atendimento ao cidadão da noite para o dia. A transformação digital se converteu, não em um “nice to have”, mas em uma necessidade de sobrevivência.

Algumas leis foram mudadas para permitir operações em modo virtual, e aprendeu-se a legislar e seguir processos judiciais virtualmente. Hospitais adotaram a telemedicina modificando as ofertas existentes para adaptar-se à experiência de pacientes não acostumados a lidar com a tecnologia. Escolas mudaram seus currículos para serem efetivos durante o confinamento.

Empresas de logística tiveram que mover-se de modelos B2B a B2C, os negócios em geral tiveram que habilitar o comércio eletrônico, marketing digital, omnichannel entre outras estratégias digitais. A experiência do usuário se converteu no FATOR de êxito.

Em resumo, se acelerou a transformação digital na América Latina e as tecnologias que a habilitam. Aqui compartilho seis tendências que vemos cruciais para 2021 e no futuro.

1. Diminuir o gap digital

A conectividade segura permitiu a continuidade a milhares de negócios levar educação às casas dos alunos, especialistas remotos assessorando manufaturas por meio de realidade aumentada. Talvez o mais relevante, desde São Paulo passando por Guayaquil até a Cidade do México, criaram-se serviços de telemedicina e hospitais móveis para atender a emergência.

Bom, isso se realmente havia conectividade. Embora mais de 70% da população urbana conta com acesso à Internet, o Banco Mundial estima que esse índice é de somente 37% da população de zonas rurais na América Latina. Isso fez que o gap digital aumentasse, deixando fora da economia digital as pessoas que mais necessitavam.

É por isso que tecnologias como 5G e Wi-Fi 6 se tornam mais relevantes, pois possibilitam levar banda larga para locais onde implementar a fibra ótica tem custos proibitivos. A PwC estima que levar a Internet para pessoas que ainda não estão conectadas poderia adicionar US $ 6,7 trilhões à economia global e tirar 500 milhões da pobreza.

5G e Wi-Fi 6 são tecnologias complementares, a primeira está melhor posicionada para áreas abertas e banda larga fixa, enquanto que a segunda se ajusta melhor para fábricas, estádios, centros de convenções, hot spots etc. Apesar de que já existam alguns pilotos de 5G na região, ainda nos falta terminar de aproveitar o 4G e a evolução para o 5G será progressiva e levará algum tempo. Por outro lado, o Wi-Fi 6 já está disponível no mercado e para ampliar sua cobertura só basta abrir a banda de 6 Ghz. No continente, Estados Unidos e Chile já liberaram o espectro, enquanto que Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Colômbia, México e Peru estão em processo de consulta e esperamos que tomem suas resoluções nos próximos meses.

  • Se quiser saber mais sobre como a tecnologia pode contribuir para um futuro inclusivo para todos, recomendo nosso último relatório Cisco Inclusive Future Report 2020 

2. Promovendo a experiência (e segurança) com sensores

Embora os sensores digitais estejam sendo utilizados há muito tempo na manufatura e outras indústrias, a proliferação de sensores mais próximos ao usuário em celulares, computadores, wearables, câmeras etc, é inegável. Veremos como os sensores de saúde para consumidores chegam ao nível médico ajudando assim a descentralizar o atendimento de saúde, o mundo do esporte utilizará sensores tanto para a proteção dos atletas como para dar mais emoção ao espetáculo, sensores de segurança farão cidades como Santiago e México mais seguras.

Para quem está voltando aos escritórios, análises baseadas em dados de sensores nos ajudarão a ter ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos. Câmeras com analíticos permitirão colocar barreiras sanitárias, combinando-os com serviços de localização wireless e plataformas de colaboração, podendo assegurar que a capacidade das áreas comuns não esteja saturada nem subutilizada e, ao mesmo tempo monitorar temperatura, umidade, qualidade de ar, luz e mandar recomendações proativas.

  • 96% das empresas podem prover um melhor ambiente de trabalho utilizando tecnologia para espaços de trabalho inteligentes – Cisco Global Workforce Survey

3. As chaves para o futuro: Aplicações habilitadas com agilidade e resiliência

As restrições durante os primeiros meses da pandemia obrigaram as organizações a se adaptarem rapidamente. Utilizar tecnologias de nuvem ajudou a criar esta agilidade empresarial, embora percebemos um aumento no tráfego web sem encriptação; a velocidade criou riscos de segurança. Para empresas médias e pequenas passaram a ter acesso a tecnologias geralmente reservadas para os orçamentos das grandes empresas.

Depois de alguns meses as aplicações empresariais cruciais para o negócio tinham se convertido em monstros desagregados e altamente distribuídos, difíceis de manter e solucionar. Um excesso de informação que dificultava conectar tecnologia com suas implicações no negócio. Tanto empregados como clientes tornaram-se mais móveis e remotos.

Isso cria uma necessidade de entender os dados e os negócios. Veremos então uma adoção de tecnologias com inteligência artificial que ajudam a passar do monitoramento tradicional para a assistência para a correlação de dados e métricas de negócios a fim de manter aplicativos ágeis.

  • 5% dos CIOs querem uma melhor análise de seus negócios, a América Latina mostra uma necessidade maior com 82% nos 6 maiores países. Cisco 2020 Global Networking Trends Report

4. Da experiência do cliente ao entusiasmo pela marca

O crescimento explosivo de celulares e dispositivos inteligentes tem transformado nossa forma de interagir com o mundo. As aplicações móveis estão disponíveis para compras, bancos, aprendizagem e saúde pessoal. Recentemente eles têm sido usados como sensores para detectar surtos de infecções e a evolução da pandemia. Tanto o setor público quanto o privado encontraram nos aplicativos móveis uma forma de se conectar com seus usuários que não poderíamos imaginar há alguns anos. Hoje muitos processos de negócios também estão sendo executados nesses aplicativos.

Em um mundo onde a aplicação da concorrência está a apenas um clique de distância, você deseja que sua tecnologia seja perfeita. Os aplicativos mais avançados possibilitam um relacionamento mais pessoal e com melhores tempos de atendimento. Isso requer a capacidade de converter montanhas de informações de tempo real provenientes da rede, em informações acionáveis em tempo recorde. As empresas que alcançam esses recursos irão até mesmo passar da automação para ações proativas que surpreendem seus clientes com soluções antes que os problemas ocorram. É essa combinação de personalização inteligente e imersiva que transformará a experiência de satisfação do cliente em um relacionamento profundo, ativo, estimulante e, acima de tudo, leal.

No último ano se formaram do norte ao sul, vários grupos de empresários buscando compartilhar conhecimento e melhores práticas para alcançar a transformação digital de suas empresas. Uma das estratégias mencionadas como as mais desejáveis e difíceis de implementar corretamente, é a de omnichannel, inclusive por aqueles que já têm um marketing digital. O uso de centros de contato nascidos com o omnichannel e tecnologias digitais nativas, machine learning e analíticos, fará uma grande diferença versus as que simplesmente agregaram a parte digital ao tradicional centro de contatos de voz.

  • “Encantar ao cliente é mais importante do que sua simples satisfação” , é o que opinam 80% dos CIOs nos 6 países maiores da América Latina (Cisco 2021 CIO and ITDM Trends Pulse Localized Data)

5. Identidade e um futuro sem passwords

A mobilidade, o trabalho distribuído e o uso de soluções na nuvem realmente trouxeram grandes benefícios em escala. Mas com isso também é certo que a zona de ataque tem crescido. Temos observado um incremento de 600% em ciberataques com uma sofisticação nunca antes vista. Se isso trouxe algo de bom para a América Latina, é que finalmente chamou a atenção de CEOs, CFOs, gerentes de risco e a segurança está sendo discutida no conselho de administração, não no departamento de TI.

Ataques recentes como Astaroth desenhados para mirar cidadãos brasileiros e evitar detecção pelas equipes de inteligência cibernética tanto públicos como privados, compartilhar uma rede de casa com sua família e estar o tempo todo em casa, longe do departamento de TI, trazem consigo grandes desafios para a segurança. Credenciais perdidas ou roubadas seguem sendo uma causa comum de êxito nos ataques.

Já não existe muralhas para defesa usando uma ponte e um fosso (o firewall ou corta fogos), o perímetro da empresa está perdido, o novo perímetro é a identidade. Para contrapor isso, surgiu o zero trust, não confiar em nada nem em ninguém, assim como no SASE, uma arquitetura onde a rede (SD-WAN) converge com a nuvem e segurança

Tanto plataformas como grupos de indústria e provedores de segurança estão trabalhando para um futuro livre de passwords, onde as tecnologias biométricas tenham um papel fundamental. As empresas terão que trabalhar para esta mudança de paradigma e fazê-la de forma segura, resguardando não somente a segurança, como a privacidade dos dados biométricos; que eles se mantenham nos dispositivos pertinentes, sem transmitir informação sensível pela rede, embora seja criptografada. 

  • 80% dos dispositivos móveis utilizados para trabalhar têm biométricos configurados, um incremento de 12% nos últimos 5 anos. 2020 Duo Trusted Access Report
  • 39% dos entrevistados disseram estar “a bordo” com o zero trust, enquanto outros 38% disseram “estar trabalhando nessa direção” Cisco 2021 Security Outcomes Study 

6. Modelos de consumo para as tecnologias que realmente necessita

Por muito tempo havia uma única forma de consumir tecnologia: comprava-se o set completo de funcionalidades do software sem se importar se utilizava 90% ou 2%. Este modelo tem evoluído, especialmente com software as a service que habilita as organizações a pagar pelas capacidades e funcionalidades que necessitam atualmente, com possibilidade de facilmente escalar a pacotes mais completos com grande agilidade e em demanda.

Sem se importar se usa um modelo on premises ou na nuvem, cada dia há opções mais flexíveis de licenças por serviço, contratos empresariais “pay-as-you-consume” e você não fica preso em licenças perpétuas em modelo de capex.

  • A mudança ao modelo “pay-as-you-consume” permite prever os custos com mais facilidade e administrar melhor o gasto com tecnologias de informação. 95% dos CIOs brasileiros e 94% dos mexicanos estão de acordo que é importante para suas empresas. – Cisco 2021 CIO and IT Decision Makers Trends Pulse

Tendências para o varejo em 2020

Por Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil

A boa leitura e compreensão do mar de dados que temos à nossa disposição a cada segundo (conhecida como Big Data) está mudando profundamente a maneira como fazemos negócios.

Isso é muito positivo, porque nos dá uma ótima oportunidade para nos reinventarmos a cada estação. E é absolutamente fundamental para os varejistas, porque a possibilidade de personalização dos serviços tem o poder de melhorar, significativamente, a experiência dos clientes e garantir mais proximidade com esses consumidores e uma chance maior de fidelização.

Todos os anos, assistimos ao nascimento, desenvolvimento (e, muitas vezes, à morte) de tendências nesse mercado – “culpa” de sua volatilidade. Então, comentar tendências é sempre um risco. Mas é minha obrigação, como executivo da primeira fintech da história, pelo menos tentar.

Na minha opinião, algumas tendências moldarão o varejo em 2020. Anote:

Ambiente 100% sustentável

Uma delas é a ampliação do conceito de consumo responsável. Ele já está muito presente no setor de alimentos, por exemplo, mas essa tendência se espalhará por todos os setores, e as marcas devem estar prontas para suprir a demanda e as expectativas dos clientes. É preciso ter em mente que estamos lidando, cada vez mais, com clientes que pertencem à geração Millennial, e eles querem comprar produtos e serviços de empresas que reconhecem suas responsabilidades social, econômica e ecológica.

Sustentabilidade é a palavra-chave para essa multidão de consumidores. De acordo com o levantamento In Brands We Trust 2019, da Edelman, essa lista de deveres das companhias inclui cobrar a mesma postura de toda a sua cadeia de suprimentos/parceiros, manter intacta sua reputação, deixar bem claro os seus valores, analisar o impacto ambiental que causa diariamente e, principalmente, colocar os clientes na frente do lucro.

Não é tarefa fácil, mas será a diferença entre sucesso e fracasso de qualquer empresa.

Pagamentos instantâneos

Eles se tornarão onipresentes, até porque o Banco Central vem trabalhando nesse sentido, e a plataforma do BC deve estar funcional no segundo semestre deste ano. As razões para que se tornem parte da vida das pessoas são bastante óbvias: trata-se de uma modalidade mais ágil, mais segura e muito mais barata. No cenário financeiro brasileiro, de quantos produtos/serviços podemos dizer o mesmo?

Claro que os atuais meios de transferência de dinheiro (TED, DOC e afins) continuarão a ser usados, e talvez ainda demore um pouco para serem plenamente substituídos por sua nova versão online, mas vai acontecer. E mais rápido do que se pode imaginar.

Open banking

Ele representa uma oportunidade gigantesca para que o setor financeiro possa desenvolver novos produtos 100% personalizados, incluindo aí os varejistas, que vêm investindo na criação de fintechs próprias.

A partir do momento em que os dados dos clientes passam a ser propriedade apenas deles, bancos e fintechs terão a chance de mostrar seus dotes de persuasão, o que só favorecerá a concorrência saudável – e mais e melhores serviços para os clientes.

Carteiras digitais

Elas representam mais segurança e praticidade para quem usa, dois itens fundamentais para fazer qualquer mercado consumidor crescer de forma sustentável. As carteiras digitais vão aposentar os cartões de crédito e débito, e, quando aliadas a tecnologias como NFC e QR Code, por exemplo, se tornam ferramentas perfeitas para clientes e lojistas.

Se, hoje, já é menos problemático esquecer a carteira física em casa do que o smartphone, posso dizer, sem medo de errar, que essa tendência só ficará ainda mais em evidência este ano. O celular se tornou nosso controle remoto para quase tudo, e o mundo está ficando, a cada dia, mais mobile. É um ciclo que se autoalimenta em um looping infinito.

Biometria

Ela substituirá o uso de senhas em pouquíssimo tempo – parte daquele esforço do mercado para aposentar os cartões de crédito ou débito. E faz total sentido, já que o digital é muito mais intuitivo e prático do que o físico.

Levando-se em conta que a biometria já faz parte do cotidiano do setor bancário nacional, nada mais natural do que vê-la sendo usada em benefício dos clientes, não apenas dos sistemas de segurança dos agentes financeiros.

Como se vê, é muita informação para administrar. E muitas opções para que o mercado possa melhorar seu relacionamento com seus clientes. São todas ótimas para o varejo e todos os demais setores da economia. Agora, precisamos trabalhar para que se tornem realidade o mais rápido possível.

Tendências de tecnologia para 2020

Por Vincent Goetten, diretor do TOTVS Labs, laboratório de inovação e pesquisa da TOTVS

A tecnologia evolui constantemente e prever os destaques para o futuro é um grande desafio. Mas algumas tecnologias que foram muito faladas em 2019, provavelmente deverão ganhar ainda mais escala em 2020, deixando de ser tendência para se tornarem uma realidade.

Pensando em facilitar o plano de negócios para 2020 e entender o que pode ser aplicado para ampliar os resultados, listamos abaixo seis tecnologias que você deve ficar de olho a partir de agora.

Processamento em linguagem natural e automação de processos

Em 2020 vamos viver uma explosão ainda maior em projetos que utilizem linguagem natural para automatização de processos. Áreas como RH, atendimento ao cliente, helpdesk, dentre outras vão contar com processos cada vez mais inteligentes e disponíveis 24×7. A evolução dos algoritmos e técnicas de NLP (natural language processing) combinadas ao grande volume de dados são fatores decisivos para isso. Veremos ainda a adoção cada vez maior de voz como interface no mundo corporativo.

Visão computacional em todos os lugares

Em 2019 vimos muitos casos de aplicação de tecnologia de visão computacional, desde processos como marcação de ponto com reconhecimento facial até identificação de pragas na lavoura com um simples smartphone. O aumento do poder computacional nos dispositivos da ponta (edge computing) deve permitir o uso de visão computacional em processos como checagem de qualidade em linha de produção, identificação de risco de pragas nas plantações, identificação de anomalias em exames de imagem e vários outros.

Aumento da capacidade do ser humano com IA

A inteligência artificial vai nos ajudar a aumentar ainda mais a nossa capacidade cognitiva ao invés de nos substituir. Em 2020 (e nos anos subsequentes) vamos contar com modelos de Machine Learning nos ajudando a tomar decisões do dia a dia como, por exemplo, aprovação ou não de uma requisição de compra, previsão de vendas, aprovação automática de um procedimento médico e até identificar o risco de fraudes.

O poder computacional nas pontas – Edge computing

Cada vez que um carro, que tem a funcionalidade de “self-driving” (auto-condução), toma uma decisão de mudar de faixa para fazer uma ultrapassagem, pegar uma saída na estrada ou parar porque um pedestre está atravessando a rua, a computação para essa tomada de decisão acontece sem que o carro precise consultar o datacenter na nuvem. A próxima onda de Cloud Computing vai combinar o poder de processamento local juntamente com o poder de computação quase infinito que temos na nuvem. Temos visto isso já acontecendo em segmentos como agricultura, manufatura e saúde.

Aplicações Low e No-code

O sonho de se ter apps desenvolvidos por não desenvolvedores e que possam ser disponibilizados de forma ágil e com uma boa experiência de uso não é algo novo. No entanto, nos anos recentes o avanço de conectividade e de tecnologias das plataformas de low code ou até mesmo no-code tem tornado isto possível. No ano de 2019 trabalhamos em diversos projetos com os nossos clientes onde processos de negócio viraram apps que aumentaram muito a eficiência das empresas. Nossa aposta é que em 2020 o uso de plataformas no/low code deve aumentar ainda mais.

Privacidade e transparência

O surgimento da LGPD (Lei Geral da Proteção dos Dados) e a conscientização das pessoas da importância da segurança vai exigir que empresas invistam mais em segurança e prezem pela privacidade dos dados dos seus funcionários e clientes. Para os serviços em que nós somos os produtos (redes sociais, por exemplo), as pessoas vão exigir cada vez mais transparência para saber como esses dados são compartilhados. Já em 2019 notamos uma movimentação no mercado para definição e implementação de estratégias de dados com segurança e privacidade. Em 2020 acreditamos que haverá uma aceleração na adoção dessas tecnologias.

A digitalização do valor e a “banquerização do próximo bilhão” – Bitcoin

Você pode não acreditar na moeda digital de maior destaque do mundo, o Bitcoin. No entanto, desde o início da existência do Bitcoin, não houve uma indisponibilidade ou ataque hacker com sucesso sequer e o seu uso cresce ano após ano. Nos últimos nós do TOTVS Labs utilizamos o Bitcoin para pagamento de fornecedores baseados nos mais diversos lugares do mundo. Além disso, utilizamos o blockchain do Bitcoin para assegurar a imutabilidade de dados importantes. Um outro caso bastante interessante que exploramos esse ano com nossos clientes, foi a utilização da rede lightning do Bitcoin em um Data Marketplace com suporte a microtransações sem intermediários.

Existe um movimento bastante grande em utilizar o Bitcoin para “banqueirizar” as mais de 1,2 bilhão de pessoas que vivem hoje no continente africano. Como exemplo, temos a decisão do CEO da Square e Twitter, Jack Dorsey, em se mudar para a África em uma missão de levar Bitcoin para o continente.

Em 2020 as tecnologias continuarão evoluindo de forma eficaz para facilitar cada vez mais nossas vidas. Inovação e tecnologia são praticamente sinônimos, com os investimentos corretos e os parceiros ideais a sua companhia caminhará lado a lado com essas evoluções e se manterá competitiva no mercado.

Atos apresenta oito tecnologias inovadoras para 2018

A Atos, empresa líder global em transformação digital, anunciou o lançamento de oito novas ofertas para 2018. São soluções em diferentes áreas da tecnologia, desde comunicação e colaboração para digital workplace, passando pela utilização de blockchain para novas formas de pagamento, até soluções disruptivas para telefonia e cibersegurança.

Entre as novidades estão o Hoox K31 for Business, um novo modelo de smartphone com alta segurança contra ciberataques, a Worldline Coffe Machine, uma máquina de café conectada e o TOTAL eWallet, um sistema de pagamento para carros conectados. Algumas destas novidades já foram apresentadas no Mobile World Congress, evento realizado em fevereiro em Barcelona, outras devem ser levadas pela Atos a outros eventos durante o ano, tanto na Europa como no Brasil.

Telefonia ultra segura

O Hoox K31 é o novo modelo de smartphone ultra-seguro da linha Hoox for Business. Baseado em Android, o smartphone garante comunicações seguras em toda a cadeia de comunicação: aplicativos e infra-estrutura. Além disso, possui funções adicionais adaptadas para uso colaborativo como conferência de voz de múltiplos usuários, mensagens instantâneas de grupo com compartilhamento de arquivos e correio de voz. Com segurança de dados de ponta a ponta, o Hoox for Business atende às necessidades dos usuários mais exigentes com ampla proteção contra intercepção e intrusão, mesmo que o smartphone seja perdido ou roubado.

Pagamento em veículos conectados

A Worldline, líder europeia em serviços de pagamentos e transações financeiras, em parceria com a TOTAL, anuncia uma solução que permite aos motoristas pagar por bens e serviços sem sair de seu carro. O TOTAL eWallet é uma solução 100% digital e conectada que permite aos consumidores efetivar suas compras, por meio de dispositivos móveis, em apenas alguns clicks. A prova de conceito foi implementada para ilustrar o uso e a conveniência da solução para uma unidade de mercado, mas pode ser aplicada a muitos outros casos de uso como postos de combustíveis, carregadores de carros elétricos, estacionamento, pedágio, entre outros.

Rastreabilidade de alimentos via blockchain

O Origin é uma solução baseada em Blockchain que revoluciona o modo de fornecer rastreabilidade completa de produtos alimentares para os consumidores. Por meio deste aplicativo, é possível acessar as informações sobre cada etapa da jornada de um produto, desde a fazenda até a prateleira. Na loja, o consumidor capta as informações de um QR code para ver o histórico daquele produto e tomar decisões de compra. Esta solução foi apresentada, recentemente, durante a Conferência Global de Segurança Alimentar, em Tóquio.

NFV (Network Functions Virtualization)

Fruto de uma parceria entre a Atos, Dell EMC, Intel, Jupter Networks, Red Hat e VMware, esta solução acelera a entrega de valor do NFV (Network Functions Virtualization), conseguindo a flexibilidade para suportar qualquer NFV de qualquer fornecedor e a agilidade necessária para diminuir o custo, respondendo aos desafios de negócios que os operadores de telecomunicações enfrentam hoje para migrar as redes de telecomunicações de um modelo físico tradicional para um ambiente virtual moderno. A aliança nasceu de uma visão compartilhada de como ajudar empresas a obter benefícios comerciais de: Capex Reduzido, Opex Reduzido e maior agilidade do negócio.

Atos Codex para Telco

O Atos Codex é uma solução de análise de ponta a ponta totalmente integrada e cruzada. Disponível para empresas no Brasil, a ferramenta coloca as redes de telecomunicações no mercado com rapidez com análise de dados, computação cognitiva, aprendizado profundo e internet das coisas, alavancando dados de clientes e redes para gerar valor comercial. Os casos de uso incluem marketing contextual em tempo real (para varejo) e gerenciamento de multidões (análise de densidade e movimento) para grandes reuniões.

Blockchain para novos modelos comerciais

Devido ao crescente interesse por criptográficas, especialmente Bitcoin, a tecnologia subjacente Blockchain tornou-se um assunto de interesse. Atos está usando o Blockchain para construir redes privadas, com permissão para fins de rastreabilidade, em uma variedade de setores, como varejo, transporte e cadeia de suprimentos. Os potenciais benefícios do Blockchain, contrariamente ao que se costuma pensar, são mais do que apenas financeiros: eles se estendem a muitos domínios como IOT, governo, saúde, varejo, fabricação, energia, cadeia de suprimentos e educação.

Atos Digital Workplace

As soluções de colaboração da Atos estão transformando o local de trabalho para os ambientes digitais com o Circuit. Esta solução reúne voz, videoconferência HD, bate-papo, compartilhamento e gerenciamento de dados em tempo real em um único aplicativo, permitindo que funcionários em todo o mundo se conectem e compartilhem informações facilmente. A Atos também oferece o OpenScape, ferramenta de gerenciamento de chamadas e soluções de colaboração social VoIP de nível carrier totalmente gerenciado – voz, vídeo, compartilhamento de tela, bate-papo, compartilhamento de arquivos e muito mais.

Máquina de café conectada da Worldline

A máquina de café Proof of Concept (PoV), criada pela Worldline, líder europeia para serviços de pagamentos e transações financeiras, está ligada a um terminal de pagamento baseado em Android e permite pagamentos seguros via Internet das Coisas (IoT). Além disso, fornece novas interações com chatbots e aplicativos Web Progressivos, prometendo revolucionar a indústria de pagamentos. Esta máquina chega para ser a próxima fronteira em pagamentos com soluções de pagamento seguro da IoT.

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Livro explica como profissional de humanas vai participar da economia digital

Em O fuzzy e o techie – Por que as ciências humanas vão dominar o mundo digital, livro de estreia de Scott Hartley que chega ao Brasil pela BEI Editora, o debate sobre o valor das ciências humanas em um mundo dominado pela ciência e tecnologia é reformulado sob um ponto de vista contrário à clássica oposição entre os profissionais dos dois campos, aos quais o autor chama, retomando uma tradição universitária norte-americana, fuzzies (“humanistas”) e techies (“tecnicistas”).

À medida que avançamos em direção a um mundo cada vez mais tecnológico, o senso comum enxerga uma desvalorização da formação em ciências humanas. Scott Hartley nos revela exatamente o contrário: os fuzzies estão tomando um papel fundamental no desenvolvimento das ideias de sucesso mais criativas do mundo dos negócios, e sua colaboração com os techies é a chave para a dinâmica profissional do futuro.

Hartley argumenta que “à medida que desenvolvemos nossa tecnologia para torná-la cada vez mais acessível e democrática, e à medida que se ela torna cada vez mais onipresente, as questões atemporais das ciências humanas e seus insights sobre as necessidades e os desejos humanos se tornam requisitos essenciais no desenvolvimento de nosso instrumental tecnológico”. Para provar essa convicção, o livro reúne diversos exemplos de colaboração entre os conhecimentos da área de humanidades e as habilidades técnicas e científicas no desenvolvimento de soluções criativas e inovadoras, como é o caso de alguns dos mais bem-sucedidos profissionais e de algumas das maiores companhias ao redor do mundo.

O fuzzy e o techie traz, portanto, um ponto de vista extremamente atual e indispensável para a discussão sobre a economia do amanhã, voltado tanto para estudantes em seus primeiros passos na construção de seu futuro quanto para educadores, políticos e empresários, ou qualquer pessoa que deseje encontrar novas soluções para as transformações que vivemos hoje.

Livro – O fuzzy e o techie – BEI Editora

ISBN: 978-85-7850-120-4

244 páginas

15,5 x 23 cm

R$ 64,00

SOBRE SCOTT HARTLEY

Scott Hartley é capitalista de risco e consultor de startups. É formado pela Universidade de Stanford e tem dois mestrados pela Universidade de Columbia. Atuou em parceria com as empresas Mohr Davidow Ventures e Metamorphic Ventures, em Nova York. Atuou como Presidential Innovation Fellow, na Casa Branca, e trabalhou nas empresas Google, Facebook e arvard’s Berkman Center for Internet & Society. Escreveu artigos para a Forbes, The Financial Times, Foreign Policy e Boston Review, entre outros. Atualmente, é membro do Conselho de Relações Exteriores e vive no Brooklyn, em Nova York.

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Estudo da Dell Technologies projeta o impacto das novas tecnologias na sociedade até 2030

A Dell Technologies – uma família única de negócios que fornece a infraestrutura essencial para as organizações construírem o futuro digital, transformarem a TI e protegerem as informações – acaba de publicar os resultados de um estudo encomendado para o IFTF (Institute for the Future) e voltado a mapear o impacto que as novas tecnologias devem ter na vida e no trabalho das pessoas até 2030. O relatório, batizado de ‘The Next Era of Human-Machine Partnerships’ (A Nova Era de Parcerias Homem-Máquina), baseou-se em entrevistas com 20 especialistas globais nas áreas de tecnologia, negócios e acadêmicos.

O relatório mostra que, na próxima década, todas as organizações e os negócios serão baseados em tecnologia, exigindo que as empresas repensem os modelos atuais de infraestrutura e formas de trabalho. Entre as conclusões, o estudo prevê que, graças ao avanço tecnológico, até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.

Por outro lado, os especialistas projetam que a tecnologia não irá necessariamente substituir os profissionais, mas vai impactar, principalmente, a forma de buscar um trabalho. Ou seja, as empresas tendem a procurar cada vez mais colaboradores para executar tarefas específicas e não mais ocuparem uma posição e, para isso, vão usar soluções de machine learning (aprendizado de máquina) para encontrar os indivíduos com as competências e os conhecimentos necessários.

O relatório prevê que as tecnologias emergentes – suportadas por enormes avanços em software, big data e capacidade de processamento – mudarão a forma como as pessoas vivem. Mais do que isso, a sociedade deve entrar em uma nova fase de relacionamento com as máquinas, a qual será caracterizada pelos seguintes pontos:

• Uma maior eficiência e uma possibilidade de, mais do que nunca, ajudar os humanos a transcender suas limitações

• A tecnologia tende a funcionar como uma extensão das pessoas, ajudando a direcionar e gerenciar melhor atividades cotidianas

• As empresas devem utilizar tecnologias baseadas em dados para buscar os talentos com as competências adequadas ao redor do mundo

• As pessoas terão de aprender em tempo real, na medida em que as mudanças serão tão rápidas que novas indústrias serão criadas e novas competências serão requeridas para quem quiser sobreviver ao mercado

“O rápido avanço da tecnologia tem provocado mudanças sem precedentes na sociedade. E esse estudo demonstra que as pessoas e as empresas que não se prepararem desde agora para esse novo mundo, dificilmente terão espaço no mercado”, afirma Luis Gonçalves, presidente da Dell EMC Commercial no Brasil. “Os resultados do relatório estão alinhados com a visão da Dell de oferecer um portfólio completo de soluções tecnológicas que ajude as pessoas e as empresas a acompanharem a transformação digital e, principalmente, serem bem-sucedidas nessa jornada”, complementa.

Segundo o levantamento, os nativos digitais buscarão empresas em que poderão aprender e causar um impacto significativo. Por isso, as organizações que entenderem e apoiarem essas aspirações serão capazes de atrair os melhores talentos na próxima década.

Outro ponto de destaque do estudo é que, em 2030, a dependência que os humanos têm da tecnologia se transformará em uma verdadeira parceria, favorecendo habilidades como a criatividade, o entusiasmo e uma mentalidade empreendedora. Isso se alinhará à capacidade das máquinas de proporcionar velocidade, automação e bom desempenho. A produtividade resultante permitirá novas oportunidades em termos de segmentos de mercado e atividades profissionais.

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Futures Brasil debate os anseios dos consumidores em 2020

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A WGSN – autoridade global em análises e previsões de tendências – traz evento mais aguardado da marca ao redor do mundo, e inédito no Brasil: o Futures. Com “O Futuro do Consumo” em pauta, o evento, que acontece dia 27 de julho, na EBAC, vai reunir diversos especialistas e executivos para debater e mostrar quais serão as tendências que guiarão o mercado consumidor em 2020.

Antecipar-se ao que o consumidor irá procurar em alguns anos é fundamental para o negócio de qualquer empresa. Por isso, os temas a serem abordados relacionados ao futuro do consumidor serão: viver, curtir, se importar, conectar, aprender e ser.

Paul Coxhill, CMO da WGSN, ressalta a importância de um evento como esse para os negócios: “Como o objetivo do evento é identificar as tendências do consumo para os próximos 3 a 5 anos, o Futures será muito relevante para qualquer marca que queira antecipar-se às mudanças do comportamento do consumidor. Sabemos que o principal desafio das marcas – seja de pequeno ou grande porte – é continuar relevante para seus consumidores e sociedade, independente das mudanças sociais, culturais ou econômicas que aconteçam”.

Marcas de peso para o mercado brasileiro como, Spotify, BuzzFeed, Skol, Red Bull, Endeavor, Microsoft, iFood estão confirmadas e, além de seus executivos compartilharem perspectivas sobre o futuro por meio de palestras e painéis, irão apresentar também projetos, com os quais estão se preparando para o mercado em 2020. O intuito do Futures é inspirar os participantes a terem ideias e oferecerem soluções que atendam aos anseios dos consumidores em um futuro próximo.

Presente em sete cidades globais, Londres, Hong Kong, Nova Iorque, Melbourne, Cidade do Cabo, Dubai e São Paulo, a expectativa do Futures Brasil é receber 200 executivos entre diretores, vice-presidentes e CEOs das principais empresas atuantes no país.

“O Brasil é o maior mercado da WGSN na América Latina e São Paulo é uma das cidades-chave com um ótimo potencial de crescimento. Como um dos objetivos do Futures é unir todas as comunidades em que a WGSN atua, ter um evento dessa dimensão na capital paulista é uma ótima oportunidade de estarmos próximos de nossos clientes, parceiros e amigos, e dar a oportunidade a todos de praticar o networking e possíveis parcerias”, afirma Paul.

Em 2016, os eventos contaram com a participação de mais de 700 executivos que discutiram o futuro dos negócios no mundo. Para 2017, a expectativa é de mais de 1.200 participantes que compartilharão experiências e irão gerar insights para guiar o futuro das empresas no país.

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Revolução digital: estudo global da iProspect aponta caminhos e desafios dos negócios em 2017

Dispositivos conectados (32%) e inteligência artificial (22%) despontam como tecnologias alvo. Para 40% dos respondentes, conectar as jornadas de compra on e off-line será a prioridade em 2017.

Entender o aprofundamento da economia digital, as mudanças no comportamento do consumidor, sua jornada de compra e os impactos nos negócios das empresas são os objetivos do “Future Focus”, estudo global com grandes empresas de 120 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, promovido pela iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 54 países. O estudo contou também com a participação das áreas de audiência e estratégia da iProspect dos países em que atua, além de profundo Desk Research. O “Future Focus” mostra que a revolução digital é uma realidade nos negócios, ou seja, a dinâmica econômico-social já foi alterada, tendo o mundo digital como centro dela. Não por acaso, uma pesquisa da MIT Sloan aponta que as empresas que já incorporaram essa visão são 26% mais eficientes que seus pares.

O presidente da iProspect Brasil, Rodrigo Turra, explica que “em 2016, o mundo atingiu 3,6 bilhões de usuários da internet, 50% da população mundial. Esses usuários estão cada vez mais conectados, principalmente por meio de dispositivos móveis cada vez mais potentes e flexíveis. Essa constante conectividade digital criou uma nova economia, a economia digital, na qual negócios tradicionais são virados pela cabeça, marcas nascidas no meio digital criam novas categorias e consumidores tem expectativas cada vez mais elevadas em relação a produtos e marcas. Entregar crescimento e lucratividade neste contexto exigirá das marcas uma reinvenção de suas metodologias de atuação”.

O estudo aponta que as marcas se moverão de um modelo de simples coleta de dados para um modelo de dados estratégicos. Isso significa identificar dados confiáveis e relevantes para o negócio e organizá-los continuamente e com agilidade por meio de ferramentas adequadas, retroalimentando o negócio. “Nenhum dado específico responde a todas as perguntas. O valor real é extraído quando, justamente, se faz as conecções corretas entre os dados disponíveis”, afirma Rodrigo Turra.

Nesse sentido, o principal desafio é monitorar as interconecções entre a jornada de compra on-line e off-line. O Google, por exemplo, fez grandes progressos nesta área monitorando essa conecção nos últimos 18 meses. A empresa afirma ter medido mais de 1 bilhão de visitas a lojas que agora podem ser ligadas ao Google Adwords para dar uma estimativa de conversões e proporcionar insights sobre o comportamento do consumidor. “Notas digitais e cartões de fidelidade também são soluções úteis para monitorar a interrelação entre meios digitais e compras off-line”, completa o presidente da iProspect Brasil.

O Future Focus apontou também que a tecnologia de dispositivos conectados móveis é a que mais estimula as empresas (32%), enquanto que integrar as jornadas de consumo on-line e off-line é a prioridade de negócios para 40% dos respondentes. Em termos de investimento de marketing por canais, os focos serão buscas pagas (22%) e redes sociais (18%).

Novas e criativas soluções

Outra tendência identificada é que veremos mais e mais empresas investindo em ações ou metodologias de coleta de dados primários do consumidor para além dos tradicionais sistemas de CRM e o tracking de navegação de sites e aplicativos. A própria produção de conteúdo dirigido pode ajudar as empresas a realizar a coleta de informações importantes.

O comércio conversacional promete ser a nova “onda” com empresas desenvolvendo aplicações para venda de produtos em aplicativos de conversa como o Whats’Up. “No exterior, já temos exemplos de empresas com plataformas funcionais de venda em aplicativos de conversa. Já é possível comprar roupas, pedir um taxi ou delivery de comida”, afirma Rodrigo Turra.

Na mesma linha, há uma tendência de integrar ainda mais mídias com links diretos para compras. Por exemplo, o Pinterest desenvolveu uma aplicação que permite comprar a partir de um clique na foto de um produto desejado. O Facebook e o Google estão desenvolvendo aplicações nesta linha também. Isso é importante, pois de acordo com um relatório da eMarketer, até o fim de 2016, 43% da população mundial já terá realizado alguma compra online. Com um faturamento global em 2020 de até US$ 4 trilhões, o e-commerce continuará sendo um dos segmentos com crescimento mais rápido na economia digital. Outra característica importante do e-commerce, é que ele será cada vez mais sem fronteiras, com consumidores adquirindo produtos de fornecedores em todo o mundo.

O estudo apontou, por fim, a emergência da busca por voz – logo as estratégias de busca paga devem se adaptar a essa realidade –, o uso mais amplo da inteligência artificial para agilizar respostas para consumidores e uma maior integração dos pontos de contato das empresas com seus públicos, facilitando assim o relacionamento.

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5 tendências comportamentais que influenciarão o consumo brasileiro nos próximos anos, segundo Bain & Company

O desempenho econômico do País deve se dar em ritmo modesto nos próximos anos: segundo levantamento realizado pela Bain & Company, a expectativa é que, após uma queda estimada de 4,1% em 2016, a retomada de crescimento do PIB se inicie em 2017, com 2% e se mantenha praticamente estável em 2018, com crescimento de 1,8%. Ainda segundo a consultoria, a tendência é que o performance do varejo nacional acompanhe de perto essa movimentação, retomando seu crescimento a partir do próximo ano. Pensando nisso, a consultoria lançou o estudo Macrotendências do Comportamento do Consumidor, em que analisa alguns comportamentos que merecem destaque no contexto do consumo nacional. São eles:

Conectividade e velocidade : com o acesso à informação em tempo real, em múltiplos canais, os consumidores têm acesso às redes sociais em qualquer ambiente, de maneira que o compartilhamento das experiências de compra tem crescido exponencialmente. Assim, por exemplo, um cliente insatisfeito ao esperar em uma fila longa pode reclamar do atendimento em seus perfis no Twitter e no Facebook sem nem ter saído da loja, ou mesmo não recomendar determinada loja virtual em função de um atraso na entrega. Tais possibilidades devem ser levados em conta por varejistas de todos os segmentos;

Saúde e bem-estar: há demanda crescente por produtos que proporcionem saúde e bem-estar, bem como aqueles que proporcionem conforto. Um indicador de tal tendência pode ser percebido, por exemplo, no mercado de roupas sociais, que vem perdendo terreno para o de roupas casuais e de esporte.

Consumo Sustentável: a procura por produtos com embalagens recicláveis ou mesmo que sejam eles mesmos criados com materiais provenientes de reciclagem é notória em países desenvolvidos e crescente no Brasil, de forma que os consumidores têm demonstrado preocupação crescente em analisar o impacto sócio ambiental das empresas e de seus produtos ao escolher o que colocarão em suas cestas de compras.

Relevância da Experiência: é crescente à contraposição entre a chamada cultura da posse e a cultura da experiência – mais do que adquirir um produto de qualidade, os consumidores têm optado por empresas capazes de fornecer experiências de compra diferenciadas.

Customização do atendimento: a ampliação da gama de canais de atendimento traz a demanda por contatos personalizados – um exemplo disso consiste no uso de programas de fidelidade que dão descontos específicos com base nos produtos mais consumidos por cada cliente, ou mesmo no envio, por e-mail de uma seleção de produtos que podem agradar os consumidores com base na última compra.

“Essas tendências têm em comum a demanda por alguns imperativos estratégicos que, se adotados rapidamente, assumirão papel crucial para o bom desempenho dos varejistas, que são a necessidade de integração de plataformas físicas e digitais e a adoção do conceito de Value for Money, que consiste no fornecimento de produtos e serviços com o maior valor agregado sem perder de vista a questão do custo benefício.” Analisa Alfredo Pinto, sócio da Bain responsável pela elaboração do estudo.

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