Category Tecnologia

Seis tendências tecnológicas para 2021

Por Max Tremp, diretor de Engenharia Cisco América Latina

2020 foi um ano que colocou todos nós em nossas casas, forçando desde empresas a governos a mudarem seus modelos de negócios e atendimento ao cidadão da noite para o dia. A transformação digital se converteu, não em um “nice to have”, mas em uma necessidade de sobrevivência.

Algumas leis foram mudadas para permitir operações em modo virtual, e aprendeu-se a legislar e seguir processos judiciais virtualmente. Hospitais adotaram a telemedicina modificando as ofertas existentes para adaptar-se à experiência de pacientes não acostumados a lidar com a tecnologia. Escolas mudaram seus currículos para serem efetivos durante o confinamento.

Empresas de logística tiveram que mover-se de modelos B2B a B2C, os negócios em geral tiveram que habilitar o comércio eletrônico, marketing digital, omnichannel entre outras estratégias digitais. A experiência do usuário se converteu no FATOR de êxito.

Em resumo, se acelerou a transformação digital na América Latina e as tecnologias que a habilitam. Aqui compartilho seis tendências que vemos cruciais para 2021 e no futuro.

1. Diminuir o gap digital

A conectividade segura permitiu a continuidade a milhares de negócios levar educação às casas dos alunos, especialistas remotos assessorando manufaturas por meio de realidade aumentada. Talvez o mais relevante, desde São Paulo passando por Guayaquil até a Cidade do México, criaram-se serviços de telemedicina e hospitais móveis para atender a emergência.

Bom, isso se realmente havia conectividade. Embora mais de 70% da população urbana conta com acesso à Internet, o Banco Mundial estima que esse índice é de somente 37% da população de zonas rurais na América Latina. Isso fez que o gap digital aumentasse, deixando fora da economia digital as pessoas que mais necessitavam.

É por isso que tecnologias como 5G e Wi-Fi 6 se tornam mais relevantes, pois possibilitam levar banda larga para locais onde implementar a fibra ótica tem custos proibitivos. A PwC estima que levar a Internet para pessoas que ainda não estão conectadas poderia adicionar US $ 6,7 trilhões à economia global e tirar 500 milhões da pobreza.

5G e Wi-Fi 6 são tecnologias complementares, a primeira está melhor posicionada para áreas abertas e banda larga fixa, enquanto que a segunda se ajusta melhor para fábricas, estádios, centros de convenções, hot spots etc. Apesar de que já existam alguns pilotos de 5G na região, ainda nos falta terminar de aproveitar o 4G e a evolução para o 5G será progressiva e levará algum tempo. Por outro lado, o Wi-Fi 6 já está disponível no mercado e para ampliar sua cobertura só basta abrir a banda de 6 Ghz. No continente, Estados Unidos e Chile já liberaram o espectro, enquanto que Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Colômbia, México e Peru estão em processo de consulta e esperamos que tomem suas resoluções nos próximos meses.

  • Se quiser saber mais sobre como a tecnologia pode contribuir para um futuro inclusivo para todos, recomendo nosso último relatório Cisco Inclusive Future Report 2020 

2. Promovendo a experiência (e segurança) com sensores

Embora os sensores digitais estejam sendo utilizados há muito tempo na manufatura e outras indústrias, a proliferação de sensores mais próximos ao usuário em celulares, computadores, wearables, câmeras etc, é inegável. Veremos como os sensores de saúde para consumidores chegam ao nível médico ajudando assim a descentralizar o atendimento de saúde, o mundo do esporte utilizará sensores tanto para a proteção dos atletas como para dar mais emoção ao espetáculo, sensores de segurança farão cidades como Santiago e México mais seguras.

Para quem está voltando aos escritórios, análises baseadas em dados de sensores nos ajudarão a ter ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos. Câmeras com analíticos permitirão colocar barreiras sanitárias, combinando-os com serviços de localização wireless e plataformas de colaboração, podendo assegurar que a capacidade das áreas comuns não esteja saturada nem subutilizada e, ao mesmo tempo monitorar temperatura, umidade, qualidade de ar, luz e mandar recomendações proativas.

  • 96% das empresas podem prover um melhor ambiente de trabalho utilizando tecnologia para espaços de trabalho inteligentes – Cisco Global Workforce Survey

3. As chaves para o futuro: Aplicações habilitadas com agilidade e resiliência

As restrições durante os primeiros meses da pandemia obrigaram as organizações a se adaptarem rapidamente. Utilizar tecnologias de nuvem ajudou a criar esta agilidade empresarial, embora percebemos um aumento no tráfego web sem encriptação; a velocidade criou riscos de segurança. Para empresas médias e pequenas passaram a ter acesso a tecnologias geralmente reservadas para os orçamentos das grandes empresas.

Depois de alguns meses as aplicações empresariais cruciais para o negócio tinham se convertido em monstros desagregados e altamente distribuídos, difíceis de manter e solucionar. Um excesso de informação que dificultava conectar tecnologia com suas implicações no negócio. Tanto empregados como clientes tornaram-se mais móveis e remotos.

Isso cria uma necessidade de entender os dados e os negócios. Veremos então uma adoção de tecnologias com inteligência artificial que ajudam a passar do monitoramento tradicional para a assistência para a correlação de dados e métricas de negócios a fim de manter aplicativos ágeis.

  • 5% dos CIOs querem uma melhor análise de seus negócios, a América Latina mostra uma necessidade maior com 82% nos 6 maiores países. Cisco 2020 Global Networking Trends Report

4. Da experiência do cliente ao entusiasmo pela marca

O crescimento explosivo de celulares e dispositivos inteligentes tem transformado nossa forma de interagir com o mundo. As aplicações móveis estão disponíveis para compras, bancos, aprendizagem e saúde pessoal. Recentemente eles têm sido usados como sensores para detectar surtos de infecções e a evolução da pandemia. Tanto o setor público quanto o privado encontraram nos aplicativos móveis uma forma de se conectar com seus usuários que não poderíamos imaginar há alguns anos. Hoje muitos processos de negócios também estão sendo executados nesses aplicativos.

Em um mundo onde a aplicação da concorrência está a apenas um clique de distância, você deseja que sua tecnologia seja perfeita. Os aplicativos mais avançados possibilitam um relacionamento mais pessoal e com melhores tempos de atendimento. Isso requer a capacidade de converter montanhas de informações de tempo real provenientes da rede, em informações acionáveis em tempo recorde. As empresas que alcançam esses recursos irão até mesmo passar da automação para ações proativas que surpreendem seus clientes com soluções antes que os problemas ocorram. É essa combinação de personalização inteligente e imersiva que transformará a experiência de satisfação do cliente em um relacionamento profundo, ativo, estimulante e, acima de tudo, leal.

No último ano se formaram do norte ao sul, vários grupos de empresários buscando compartilhar conhecimento e melhores práticas para alcançar a transformação digital de suas empresas. Uma das estratégias mencionadas como as mais desejáveis e difíceis de implementar corretamente, é a de omnichannel, inclusive por aqueles que já têm um marketing digital. O uso de centros de contato nascidos com o omnichannel e tecnologias digitais nativas, machine learning e analíticos, fará uma grande diferença versus as que simplesmente agregaram a parte digital ao tradicional centro de contatos de voz.

  • “Encantar ao cliente é mais importante do que sua simples satisfação” , é o que opinam 80% dos CIOs nos 6 países maiores da América Latina (Cisco 2021 CIO and ITDM Trends Pulse Localized Data)

5. Identidade e um futuro sem passwords

A mobilidade, o trabalho distribuído e o uso de soluções na nuvem realmente trouxeram grandes benefícios em escala. Mas com isso também é certo que a zona de ataque tem crescido. Temos observado um incremento de 600% em ciberataques com uma sofisticação nunca antes vista. Se isso trouxe algo de bom para a América Latina, é que finalmente chamou a atenção de CEOs, CFOs, gerentes de risco e a segurança está sendo discutida no conselho de administração, não no departamento de TI.

Ataques recentes como Astaroth desenhados para mirar cidadãos brasileiros e evitar detecção pelas equipes de inteligência cibernética tanto públicos como privados, compartilhar uma rede de casa com sua família e estar o tempo todo em casa, longe do departamento de TI, trazem consigo grandes desafios para a segurança. Credenciais perdidas ou roubadas seguem sendo uma causa comum de êxito nos ataques.

Já não existe muralhas para defesa usando uma ponte e um fosso (o firewall ou corta fogos), o perímetro da empresa está perdido, o novo perímetro é a identidade. Para contrapor isso, surgiu o zero trust, não confiar em nada nem em ninguém, assim como no SASE, uma arquitetura onde a rede (SD-WAN) converge com a nuvem e segurança

Tanto plataformas como grupos de indústria e provedores de segurança estão trabalhando para um futuro livre de passwords, onde as tecnologias biométricas tenham um papel fundamental. As empresas terão que trabalhar para esta mudança de paradigma e fazê-la de forma segura, resguardando não somente a segurança, como a privacidade dos dados biométricos; que eles se mantenham nos dispositivos pertinentes, sem transmitir informação sensível pela rede, embora seja criptografada. 

  • 80% dos dispositivos móveis utilizados para trabalhar têm biométricos configurados, um incremento de 12% nos últimos 5 anos. 2020 Duo Trusted Access Report
  • 39% dos entrevistados disseram estar “a bordo” com o zero trust, enquanto outros 38% disseram “estar trabalhando nessa direção” Cisco 2021 Security Outcomes Study 

6. Modelos de consumo para as tecnologias que realmente necessita

Por muito tempo havia uma única forma de consumir tecnologia: comprava-se o set completo de funcionalidades do software sem se importar se utilizava 90% ou 2%. Este modelo tem evoluído, especialmente com software as a service que habilita as organizações a pagar pelas capacidades e funcionalidades que necessitam atualmente, com possibilidade de facilmente escalar a pacotes mais completos com grande agilidade e em demanda.

Sem se importar se usa um modelo on premises ou na nuvem, cada dia há opções mais flexíveis de licenças por serviço, contratos empresariais “pay-as-you-consume” e você não fica preso em licenças perpétuas em modelo de capex.

  • A mudança ao modelo “pay-as-you-consume” permite prever os custos com mais facilidade e administrar melhor o gasto com tecnologias de informação. 95% dos CIOs brasileiros e 94% dos mexicanos estão de acordo que é importante para suas empresas. – Cisco 2021 CIO and IT Decision Makers Trends Pulse

Movimento Brasil Digital lança plataforma com mais de 1400 horas gratuitas de capacitação tecnológica

O Movimento Brasil Digital, união de empresas que buscam construir propostas que tragam tecnologia e inovação para o centro da estratégia do País, lança nesta quarta-feira (04) o programa Eu Capacito, que tem como objetivo formar uma legião de profissionais para a economia digital. Nesta fase inicial, são mais de 1400 horas de cursos online oferecidos por grandes empresas como: FIAP, Google, Microsoft, Oracle e Salesforce.

Com o “Eu Capacito”, o Movimento Brasil Digital pretende promover a capacitação profissional gratuita e ações educacionais da iniciativa privada, principalmente aquelas focadas em habilidades de tecnologia, sejam elas do ponto de vista conceitual, técnico (desenvolvimento) ou ferramental (manuseio para áreas de negócio), além de conhecimento em outras áreas consideradas importantes para o empreendedorismo.

Qualquer pessoa com acesso à internet pode se inscrever na plataforma. Os cursos são divididos em quatro trilhas:

Tech – Informações técnicas para desenvolver sites, apps e outras tecnologias. É possível aprender sobre tecnologias disruptivas, que devem ser o vetor de desenvolvimento econômico do Brasil nos próximos anos, como Inteligência Artificial, Cloud Computing, Analytics, além de diversas habilidades transversais, como linguagens de programação (Phyton, Java, FrontEnd, por exemplo), que são profissionais desejados por várias indústrias.

Fluência Digital – Para aprender ferramentas, conceitos e novidades do meio digital. Vai desde o básico e sempre necessário Office 365, até conceitos mercadológicos modernos, como marketing digital.

Soft Skills – Conhecimento para a vida no trabalho, na sociedade e no dia a dia. Como manter a produtividade no trabalho remoto, tornar-se um gestor de projetos ou apoiar a inclusão e diversidade estão entre algumas habilidades que podem ser desenvolvidas.

Empreendedorismo – Os cursos ensinam a dominar ferramentas digitais básicas para digitalizar negócios, conectando-os com os clientes no ambiente on-line em seu próprio site, nas redes sociais ou por meio de publicidade. Para quem já está há mais tempo no mercado, há curso sobre jornada do consumidor e até sobre expansão internacional.

Vitor Cavalcanti, diretor executivo do Movimento Brasil Digital, destaca que o “Eu Capacito” converge com a essência do grupo empresarial, que tem como um de seus pilares a preparação da sociedade para o futuro do trabalho, gerando ocupações qualificadas, garantindo, assim, a sustentação do crescimento econômico. “O mercado de tecnologia segue na contramão da crise econômica e continua com muitas vagas abertas, que acabam não sendo preenchidas por falta de profissionais qualificados. Os cursos podem ser a porta de entrada para a construção de uma carreira em um mercado em franca expansão. Só a implantação da infraestrutura do 5G deve gerar mais de 200 mil vagas nos próximos anos”, explica.

Para quem quer seguir o próprio negócio, Cavalcanti explica que a digitalização também é fundamental para o sucesso do negócio. “O Brasil ganhou mais de 1 milhão de microempreendedores individuais (MEIs) desde março*, o que mostra que a crise causada pela pandemia fez com que muita gente se reinventasse por meio da abertura de um negócio. Agora vem uma fase importante de consolidar esse empreendimento, por isso estudar e estar antenado às tendências digitais é importante para continuar crescendo”, explica.

A plataforma Eu Capacito é aberta à participação de empresas de todos os setores. A única exigência é que os cursos sejam de base tecnológica e tenham inscrições gratuitas.

Saiba mais sobre os cursos e inscrições do programa Eu Capacito: http://eucapacito.com.br/

Tags, , ,

NEC participa do Futurecom 2020 e destaca sua estratégia com foco no 5G

Num ano em que a conectividade se mostrou imprescindível na vida das pessoas, em virtude do isolamento social, a NEC reafirma sua missão de contribuir para a inovação e a colaboração no setor da tecnologia e marca presença no principal evento de tecnologia da América Latina – o Futurecom. A iniciativa, que nesta edição acontece somente no formato digital, por meio de uma plataforma virtual repleta de conteúdo, traz a participação de executivos da organização nos âmbitos brasileiro e global.

No primeiro dia do evento, 26 de outubro, às 14h, Wagner Coppede, diretor de Negócios da NEC no Brasil, participa da apresentação do business case do banco digital Nubank. Na mesma data, às 15h50, Wagner Barroso, diretor de Negócios da NEC no Brasil, integra o webinar que tem como tema “Como destravar a digitalização no Brasil e impulsionar o avanço do 5G?”. Na terça-feira (27), às 10h30, a líder global da NEC para Negócios com Provedores de Serviço, Mayuko Tatewaki, fala ao público do evento, quando apresenta cases da organização ao redor do mundo e destaca o desenvolvimento das aplicações voltadas a 5G e OpenRAN, além de comentar sobre sua visão acerca do cenário atual do setor.

Ainda no segundo dia do Futurecom, às 13h30, o diretor de Tecnologia da NEC, Roberto Murakami, concede uma entrevista em formato de podcast para responder sobre o 5G e os planos da NEC para a chegada da tecnologia ao Brasil. Angelo Guerra, vice-presidente da NEC no Brasil, compõe uma sessão de webinar que conta com a presença de executivos de operadoras, empresas multinacionais e uma universidade, para falar acerca do tema “Um mar de possibilidades: uso combinado de 5G, IoT, Big Data & Inteligência Artificial Impulsionando novos modelos de negócios”, que acontece na quinta-feira (29), às 11h.

Além disso, a NEC contará com a presença de seus executivos nas sessões de MeetUp, que vão reunir especialistas de diversos setores para discutir o papel da tecnologia nas mais diversas verticais da economia, como Varejo, Agricultura, Serviços Financeiros, bem como no âmbito governamental.

Confira a lista dos executivos da NEC nos MeetUps:

• Agronegócio: do plantio à mesa do consumidor – o uso das tecnologias como aliadas na transformação do campo
Leandro Galante, head de OpenRAN e 5G Lab
26/10, das 16h30 às 18h


• Personalização de Serviços Financeiros: ponto chave na Fidelização de Clientes
Wagner Coppede, diretor de Negócios
27/10, das 9h40 às 11h

• Governo: a importância da digitalização das instituições públicas alinhada às necessidades dos cidadãos
José Fiochi, gerente de Negócios para Governos
28/10, das 9h40 às 11h

• Varejo: redesenhando a experiência do consumidor no mundo low touch
Paulo Bom, gerente de Negócios para Empresas
29/10, das 9h40 às 11h

Tags, , ,

Foodtech oferece tecnologia para restaurantes se integrarem com Picpay e PIX

Com o objetivo de facilitar a vida de seus clientes, oferecendo diversas formas de pagamento em sua plataforma, a GrandChef, foodtech especializada na gestão completa de restaurantes, bares e estabelecimentos gastronômicos anuncia a integração com o PicPay, aplicativo para pagamento de contas e transferência de dinheiro. Com isso, pequenos e médios empreendedores do food service poderão diminuir taxas, aumentar a segurança nas transações e receber os valores automaticamente em suas contas.

Dentro dos serviços oferecidos com o PicPay, a foodtech está atualizando suas funções para recebimento via PIX (o novo pagamento instantâneo do Banco Central) por meio de QR Code, a fim de agilizar processos e minimizar custos. Para usá-lo em seu restaurante, basta o cliente pegar o celular em mãos e ler o código que o direcionará para sua conta, validando a operação e efetuando a operação de imediato, de forma rápida, segura e bem simples, usando o celular no lugar do cartão de crédito ou débito.

“O uso das nodas modalidades de pagamento nos restaurantes e bares, tal como PicPay e do Pix, facilitam e muito a vida dos gestores e proprietários desses estabelecimentos pois, além de proporcionar o distanciamento seguro e falta de contato a seus clientes na pandemia, permite-os um recebimento dos valores antecipadamente ao que há atualmente”, pontua Geison Correa, CEO do GrandChef.

Tags, , ,

Governo de São Paulo anuncia o lançamento da 2ª edição do IdeiaGov

O IdeiaGov, Hub de Inovação do Governo, que em sua primeira edição lançou quatro editais e contou com mais de 170 inscrições de soluções tecnológicas para a luta contra a COVID-19, anuncia a sua segunda edição. O lançamento será realizado virtualmente na próxima segunda-feira, 19 de outubro, às 16h.

Durante o evento, será apresentado a Jornada Digital do Paciente, que representa mais um passo do Governo do Estado na revolução digital na área da saúde. O principal objetivo é desenvolver uma experiência mais humanizada e centrada nas necessidades do paciente da área de Diagnóstico por Imagem do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP)

Rodrigo Garcia, Vice-Governador e Secretário do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jean Carlo Gorinchteyn, Secretário de Estado da Saúde, Lia Porto Corona, Procuradora Geral do Estado, e o Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri, Presidente do braço de Inovação e Tecnologia do Hospital das Clínicas – InovaHC, estarão presentes no evento.

O evento acontece online e será transmitido pelas redes sociais do Governo de São Paulo, podendo ser acessado por este link:

Lançamento da 2ª edição do IdeiaGov

Data: 19/10/2020

Horário: 16h

Link de acesso: http://www.youtube.com/user/governosp / http://www.facebook.com/governosp

Tags, , ,

USP e CGI.br assinam acordo de cooperação para promover a Internet no País

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e a Universidade de São Paulo (USP) assinaram em cerimônia on-line um acordo de cooperação para a realização de pesquisas, eventos e a criação de uma plataforma acadêmica sobre a Internet no país, para a análise e discussão de temas como economia, cultura e poder das redes. O acordo será operado pelo Instituto de Estudos Avançados da universidade (IEA) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Duas ações já estão previstas: o lançamento da Cátedra Oscar Sala em outubro deste ano, e a configuração de uma disciplina a ser oferecida a partir de 2021 aos estudantes de todas as áreas de pós-graduação da USP.

A Cátedra visa a fomentar, orientar e patrocinar intercâmbio multidisciplinar entre os saberes de diversas áreas para fortalecer e cultivar o conhecimento sobre a Internet, seu funcionamento, suas aplicações e suas ferramentas. Com isso, a USP e o CGI.br buscam ampliar o horizonte de tecnologias digitais que favoreçam o avanço tecnológico, a inovação e o direito fundamental de acesso à informação e à comunicação.

As atividades da cátedra serão abertas à participação de professores, pesquisadores e personalidades brasileiras e estrangeiras. O coordenador acadêmico da cátedra será o jornalista e professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O coordenador-adjunto será Luiz Fernando Martins Castro, conselheiro do CGI.br e membro do Conselho de Administração do NIC.br. “A Cátedra é uma justa homenagem ao professor Sala, um símbolo da pesquisa, da inovação e da visão da comunidade acadêmica brasileira, e um fundamental incentivador e patrono de redes no país”, destaca Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br, que faz parte, juntamente com Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br, da Comissão de Governança da Cátedra.

O acordo prevê, entre outras atividades, a cooperação na realização de seminários, debates e publicações. Nos cinco anos de sua vigência, o CGI.br destinará R﹩ 2,5 milhões ao desenvolvimento do projeto, dos quais R﹩ 1,5 milhão serão destinados a bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, pós-doutorandos e pesquisadores da USP. A coordenação do acordo é de Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA, e Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br.

Durante a cerimônia de assinatura do acordo, o reitor da USP, Vahan Agopyan afirmou que o convênio será a primeira parceria de fôlego entre a universidade o CGI.br. “O objetivo é discutir ideias, não a produção de um fruto específico para uso do CGI.br. Daqui a cinco anos, a sociedade terá obtido ganhos bastante substanciais”. Já Ary Plonski, do IEA, disse que iniciativas em planejamento incluem curadoria e apoio à pesquisa, debates e disseminação de conhecimentos e cooperação técnica.

O secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil manifestou o desejo de que a cooperação entre as duas instituições seja orientada pelos princípios de liberdade de expressão, proteção à privacidade e respeito aos direitos humanos, “fundamentais para uma sociedade justa e democrática”. Ainda segundo Glaser, esses princípios norteiam as diretrizes de boas práticas para a governança e uso da Internet definidas pelo CGI.br em 2009 .

Demi Getschko, do NIC.br, ressaltou durante a assinatura a importância do convênio, destacando o papel crítico da USP durante a implantação e desenvolvimento da Internet no Brasil, desde seu início nos anos 90. Quanto à Internet no Brasil, afirmou que ela “é muito bem vista internacionalmente, tanto em termos de infraestrutura, quanto em seu desenvolvimento. Um ponto importante é que temos uma legislação que é internacionalmente elogiada. Nosso esforço agora é para preservar essa legislação”.

De acordo com Luiz Fernando Martins Castro, a ideia da parceria surgiu da vontade de aprofundar a capacidade reflexiva e a interação do CGI.br com a universidade. “Os desafios da governança não são mais apenas técnicos, mas também econômicos, políticos, sociais e culturais. Por isso nada melhor do que uma parceria com o IEA, caracterizado pela transversalidade nas discussões. Essa aliança vai criar muitos frutos importantes para o CGI.br, para a USP e para a sociedade”, finalizou o conselheiro do CGI.br.

Tags, ,

Roadmap da IBM para expansão da tecnologia Quantum

Por Jay Gambetta, IBM Fellow e VP da IBM Quantum

Em 1969, os humanos superaram obstáculos tecnológicos sem precedentes para fazer história: colocamos dois de nossa espécie na Lua e os devolvemos com segurança. Os computadores de hoje são capazes, mas certamente são orientados para a Terra quando se trata de capturar com precisão os detalhes mais sutis de nosso universo. Construir um dispositivo que realmente capture o comportamento dos átomos e possa aproveitar esse comportamento para resolver alguns dos problemas mais desafiadores de nosso tempo pode parecer impossível se apenas pensarmos no mundo computacional que conhecemos. Mas, assim como o pouso na Lua, nosso objetivo final é acessar uma dimensão que está além do que é possível com os computadores clássicos: queremos construir um computador quântico em grande escala. O computador quântico do futuro assumirá onde os computadores clássicos falham, controlando o comportamento dos átomos para executar aplicativos revolucionários em todas as indústrias, o que nos permite gerar materiais que mudarão o mundo ou transformarão a forma como fazemos negócios.

Hoje, lançamos o roadmap que acreditamos que nos levará dos dispositivos de pequena escala barulhentos do presente para os dispositivos de milhões de qubits do futuro. Nossa equipe está desenvolvendo um conjunto de processadores escaláveis, cada vez maiores e melhores, com um dispositivo de mais de 1000 qubits, chamado IBM Quantum Condor, visando o final de 2023. Para acomodar dispositivos ainda mais massivos além do Condor, estamos desenvolvendo um refrigerador de diluição maior do que qualquer um atualmente disponível no mercado. Este roadmap nos guia para os processadores de mais de um milhão de qubits do futuro, graças ao conhecimento líder da indústria, equipes multidisciplinares e a metodologia ágil que melhora cada elemento desses sistemas. Enquanto isso, nosso roadmap de hardware está no centro de uma missão maior: projetar um computador quântico full-stack, implantado por meio da nuvem, que qualquer pessoa no mundo possa programar.

A equipe do IBM Quantum constrói processadores quânticos – ou seja, processadores computacionais que dependem da matemática de partículas elementares para expandir nossas capacidades computacionais, executando circuitos quânticos em vez dos circuitos lógicos de computadores digitais. Representamos dados usando os estados quânticos eletrônicos de átomos artificiais conhecidos como qubits transmon supercondutores, que são conectados e manipulados por sequências de pulsos de micro-ondas para permitir que esses circuitos funcionem. Mas os qubits esquecem rapidamente seus estados quânticos devido à interação com o mundo exterior. O maior desafio que nossa equipe enfrenta hoje é descobrir como controlar grandes sistemas desses qubits por tempo suficiente e minimizar erros para executar os complexos circuitos quânticos exigidos por futuras aplicações quânticas.

A IBM tem explorado qubits supercondutores desde meados dos anos 2000, aumentando os tempos de coerência e diminuindo os erros para habilitar dispositivos multi-qubit desde o início dos anos 2010. Refinamentos e avanços contínuos em todos os níveis do sistema, de qubits a compiladores, nos permitiram colocar o primeiro computador quântico na nuvem em 2016. Estamos orgulhosos de nosso trabalho. Hoje, mantemos mais de duas dúzias de sistemas estáveis na nuvem IBM para nossos clientes e o público em geral experimentar, incluindo nossos processadores IBM Quantum Canary de 5 qubits e nossos processadores IBM Quantum Falcon de 27 qubits, um dos quais recentemente executou um circuito quântico longo o suficiente para declarar um Volume Quântico de 64. Essa conquista não foi uma questão de construir mais qubits; em vez disso, fizemos melhorias no compilador, refinamos a calibração das portas de dois qubits e lançamos atualizações para leitura e gerenciamento de ruído com base em ajustes de pulsos de micro-ondas. Por trás de tudo está o hardware com métricas de dispositivo líderes mundiais, construído com processos exclusivos para permitir um desempenho confiável.

Paralelamente aos nossos esforços para melhorar nossos dispositivos menores, também estamos incorporando as muitas lições aprendidas em um roadmap ambicioso para dimensionar sistemas maiores. Na verdade, neste mês, lançamos discretamente nosso processador IBM Quantum Hummingbird de 65 qubits para membros de nossa IBM Q Network. Este dispositivo possui multiplexação de leitura 8: 1, o que significa que combinamos oito sinais de leitura de qubit em 1, reduzindo a quantidade total de fiação e componentes necessários para a leitura e melhorando nossa capacidade de escala, preservando todos recursos de alto desempenho da geração de processadores Falcon. Reduzimos significativamente o tempo de latência do processamento de sinal no sistema de controle associado, em preparação para os próximos recursos do sistema de feedback e feed-forward, onde seremos capazes de controlar qubits com base em condições clássicas enquanto o circuito quântico está funcionando.

No próximo ano, vamos apresentar nosso processador IBM Quantum Eagle de 127 qubit. O Eagle apresenta várias atualizações para superar o marco de 100 qubit: crucialmente, as vias de silício (TSVs) e a fiação de vários níveis fornecem a capacidade de espalhar com eficácia uma grande densidade de sinais de controle clássicos, protegendo os qubits em uma camada separada para manter altos tempos de coerência. Enquanto isso, alcançamos um equilíbrio delicado de conectividade e redução de erro de crosstalk com nossa abordagem de frequência fixa para portas de dois qubit e arranjo de qubit hexagonal introduzido pela Falcon. Este layout de qubit nos permitirá implementar o código de correção de erros “hexagonal pesado” que nossa equipe estreou no ano passado, de modo que conforme aumentamos o número de qubits físicos, também seremos capazes de explorar como eles funcionarão juntos como qubits lógicos com correção de erros – cada processador que projetamos tem considerações de tolerância a falhas.

Com o processador Eagle, apresentaremos também recursos clássicos de computação simultânea em tempo real que permitirão a execução de uma família mais ampla de circuitos e códigos quânticos.

Os princípios de design estabelecidos para nossos processadores menores nos guiarão para o lançamento de um sistema IBM Quantum Osprey de 433 qubits em 2022. Controles densos e mais eficientes e a infraestrutura criogênica garantirão que a ampliação de nossos processadores não sacrifique o desempenho de nossos qubits individuais, introduza mais fontes de ruído ou ocupe uma pegada muito grande.

Em 2023, apresentaremos o processador de 1121 qubits IBM Quantum Condor, incorporando as lições aprendidas com os processadores anteriores à medida que continuamos a reduzir erros críticos de dois qubits para que possamos executar circuitos quânticos mais longos. Vemos o Condor como um ponto de inflexão, um marco para nossa capacidade de implementar correção de erros e dimensionar nossos dispositivos e, ao mesmo tempo, é complexo o suficiente para explorar vantagens quânticas potenciais – problemas que podemos resolver com mais eficiência em um computador quântico do que nos melhores supercomputadores do mundo.

O desenvolvimento necessário para construir o Condor terá resolvido alguns dos desafios mais urgentes em como dimensionar um computador quântico. No entanto, à medida que exploramos domínios além da marca dos mil qubits, os refrigeradores de diluição comerciais de hoje já não serão capazes de refrigerar e isolar com eficácia tais dispositivos complexos e potencialmente grandes.

É por isso que também estamos introduzindo um “super cooler” de 3 metros de altura e 1,80 de largura conhecido como “Goldeneye”, um refrigerador de diluição maior do que os disponíveis comercialmente hoje. Nossa equipe projetou este gigante com um sistema de um milhão de qubits em mente e já começou os testes de viabilidade fundamentais. Em última análise, imaginamos um futuro no qual as interconexões quânticas conectem refrigeradores de diluição, cada um milhão de qubits, assim como a intranet se conecta a processadores de supercomputação, criando um computador quântico maciçamente paralelo capaz de transformar o mundo.

Saber o caminho a seguir não remove obstáculos; enfrentamos alguns dos maiores desafios da história do progresso tecnológico. Mas, com nossa visão clara, agora parece que um computador quântico tolerante a falhas pode ser uma meta alcançável na próxima década.

Tags,

Mercado de computadores cai 12,6% no segundo trimestre de 2020, revela estudo da IDC Brasil

Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil

O ano começou favorável para o mercado de computadores, mas a reação não se confirmou. No primeiro trimestre, para se adequar às demandas do home office e do home schooling houve um aumento de 16% nas vendas, porém no segundo trimestre o mercado caiu 12.6% em relação ao mesmo período do ano passado. A conclusão é do estudo IDC Brazil PCs Tracker 2Q2020, que computou vendas de 1,265 milhão de máquinas entre abril, maio e junho de 2020, 183 mil a menos do que no 2º trimestre de 2019 e 205 mil menos do que no 1º trimestre deste ano.

O maior impacto foi causado pelo mercado corporativo, para quem foram endereçadas 359.538 máquinas, sendo 137.892 desktops e 221.646 notebooks. “Mais do que uma terrível crise sanitária, as empresas estão enfrentando uma crise de fluxo de caixa e precisam congelar investimentos”, explica Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Segundo ele, o aumento de preços devido ao valor do dólar e mudanças nas cobranças do IPI e ICMS também influenciaram as compras empresariais no período. O destaque positivo do mercado corporativo foi o setor educacional, que continuou indo às compras no segundo trimestre e cresceu 11,2%.

O desempenho do varejo foi melhor. Em lojas físicas, e-commerce ou em supermercados, que por se manterem abertos durante toda a quarentena surpreenderam como ponto de venda de computadores, foram comercializadas 906.423 máquinas, sendo 111.072 desktops e 795.351 notebooks. “O que chamou atenção foi o crescimento de 90% (ano a ano) de máquinas de alto desempenho. Apesar de ainda representarem nichos de mercado, gamers, editores de arte, fotógrafos, arquitetos etc., que precisam de máquinas de alta performance, com maior poder de processamento, compraram 92 mil notebooks e 20,4 mil desktops”, conta o analista da IDC Brasil.

Se as vendas caíram, os preços subiram. Entre abril, maio e junho do ano passado, um desktop custava, em média, R$2.150, e um notebook R$2.670. Um ano depois, o preço médio do desktop ficou em R$3.607,08 e do notebook em R$4.342,45, altas de 67,8% e 62.6%, respectivamente. Já em relação aos três primeiros anos de 2020, a alta foi de 46,7% para desktops e de 38,2% para notebooks. “O segundo trimestre foi marcado pelo repasse de preços para o consumidor”, afirma Rodrigo. Quanto à receita total do mercado de computadores no 2º trimestre de 2020 foi de R$5,314 bilhões, ante R$4,545 do 2º tri de 2019 e ante R$5,252 do 1º tri de 2020

Expectativas

Para os próximos meses, a previsão da IDC Brasil para o mercado de computadores é de crescimento tímido, com 1,2% no 3º tri e de 3,5% no 4º tri de 2020. “Aos poucos as empresas estão voltando a fazer negócios, principalmente as pequenas e médias que sofreram muito com a pandemia mas têm condições de reagir mais rapidamente. Ao mesmo tempo, observamos índices ascendentes de confiança”, diz o analista da IDC. “Nada que represente uma grande virada. De certo mesmo, é que os notebooks vão fazer os números do ano, tanto no varejo como no mercado corporativo”. Para 2020, a estimativa da IDC Brasil é de crescimento de 4,4% no varejo e de queda de 9,9% no corporativo.

CASE e Startup Summit se unem e consolidam o maior evento de empreendedorismo online da América Latina

Promover ações de incentivo, pulverizar o conhecimento sobre crescimento e performance e alcançar o maior número de pessoas na América Latina. É com base nessas premissas que o CASE, Conferência Anual de Empreendedorismo e Startups, e o Startup Summit, principal evento do ecossistema de inovação do Sul do país, se unem, e em ação inédita, consolidam a maior reunião digital de empreendedorismo em continente latino americano.

Após inúmeros encontros, os dirigentes da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) entenderam o momento em que o mundo passa e se certificaram da missão que tinham: ajudar empreendedores de todo o continente a alavancar seus negócios. Desses encontros surgiu a primeira edição totalmente online e gratuita do CASE + Startup Summit, que será realizada entre os dias 19 e 23 de outubro.

“Neste momento de crise, precisamos apoiar de todas as formas os empreendedores e empresas do ecossistema brasileiro e internacional. Por isso, decidimos em uníssono realizar o maior evento do setor, de forma online e gratuita, com toda a expertise de duas das entidades mais atuantes no Brasil”, comenta José Muritiba, diretor executivo da Abstartups.

Em 2020, os visitantes digitais contarão com uma série de palestras, workshops e debates sobre empreendedorismo, investimentos, tendências, marketing, vendas, diversidade, entre outras discussões compartilhadas por grandes nomes nacionais e internacionais. Ao todo são esperados mais de 20 mil participantes.

Segundo Luc Pinheiro, diretor técnico do Sebrae Santa Catarina a expectativa para essa primeira edição online é atrair participantes que nunca puderam acompanhar o CASE ou o Startup Summit. “Entendemos que o momento que vivemos é delicado e repleto de restrições. Mas conseguimos enxergar a atual situação com uma chance para ampliar nosso leque de atuação e levar toda a atmosfera de inovação para pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade no mundo físico. Por meio da tecnologia, conseguiremos atingir um número ainda maior de empreendedores”, pontua.

Para gerar tração e engajamento do público de todo o país, o CASE + Startup Summit apresentará conteúdos 24h por dia. Pela manhã, o público poderá acompanhar conteúdos administrados pelos patrocinadores e, à tarde, terão a oportunidade de participar dos painéis principais em quatro palcos simultâneos.

“Diferente das edições anteriores, o CASE + Startup Summit terá cinco dias de duração, com conteúdos ininterruptos. Com isso desejamos atingir o maior número de interessados em mergulhar no mundo do empreendedorismo e, seguindo uma tendência mundial, nos encaixarmos na rotina de cada um. Ou seja, uma grande oportunidade para se aprimorar e poder ter o conselho de grandes nomes do mercado ao alcance de um clique”, explica Iomani Engelmann, presidente da ACATE

Tanto o CASE quanto o Startup Summit já possuem uma trajetória de sucesso consolidada. Em seis edições, o CASE já reuniu mais de 20 mil participantes na cidade de São Paulo e levou ao público grandes nomes como Neil Patel, Daniel Hoe (Salesforce), Gustavo Caetano (Samba Tech), Paul Walsh (Visa), Geoff Ralston (Y Combinator), Morten Primdahl (Zendesk), Chris O’Neill (Evernote) e Paula Belizia (Microsoft).

Já o Startup Summit, em duas edições (2018 e 2019) reuniu mais de sete mil empreendedores em Florianópolis/SC, onde o evento ocorre. No palco do Summit já passaram nomes como: Uri Levine (Waze), Ragnar Sass (Pipedrive), Eric Santos (RD), Leandro Caldeira (Gympass), Vinicius Roveda (ContaAzul), Renata Centurion (Winning By Design), Camilla Junqueira (Endeavor), Diego Gomes (Rock Content) e Camila Farani (Shark Tank Brasil).

Para a edição de união e consolidação do ecossistema de startups e empreendedorismo, em 2020, são esperados mais de 300 palestrantes. Entre os confirmados estão Alphonse Voigt (cofundador e CEO da EBANX); Brad Feld (cofundador da aceleradora Techstars); Brian Requarth (cofundador da Viva Real); Camilla Junqueira (Diretora da Endeavor); Florian Hagenbuch (cofundador e CEO da LOFT); Eric Santos (cofundador e CEO da Resultados Digitais); e Thais Suzuki (head de customer experience da iFood).

“Pela primeira vez conseguimos reunir os esforços de duas grandes forças que são esses eventos em prol de levar conhecimento, expertise e, mais do que isso, esperança a todos os empreendedores brasileiros. Sabemos da luta de todos para manter suas empresas abertas e nossa missão é ser o alicerce nesse momento”, ressalta Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional.

Além dos painéis e debates de conteúdos, o evento contará ainda com o já renomado Startup Awards, o Oscar das startups brasileiras. Assim como nas edições anteriores, serão contempladas 13 categorias, como: Aceleradoras, Comunidade do Ano, Comunidade Revelação, Corporate, Educação, Herói (a), HUB, Impacto Social, Investidor (a) Anjo (a), Mentor (a), Imprensa, Startup do Ano e Startup Revelação.

CASE + Startup Summit 2020

Data: 19 a 23 de outubro

Acesso: http://www.casestartupsummit.com.br/

Brasil e China se destacam como mercados abertos à inovação no varejo, aponta pesquisa


O futuro do varejo está mais próximo do que imaginamos, e em poucos anos os smartphones devem se tornar o principal ambiente de compras. É o que aponta o relatório Retail 2020, promovido pela multinacional de meios de pagamento Wirecard em parceria com a VansonBourne.

A pesquisa entrevistou 4998 pessoas em sete dos principais mercados consumidores do mundo (Brasil, China, EUA, Reino Unido, Alemanha, Singapura e Emirados Árabes Unidos) em novembro de 2019. O relatório analisou a percepção desses consumidores em relação a tendências e novas tecnologias do varejo, como self-checkout, reconhecimento de voz e facial, biometria, realidade virtual e smart mirrors (telas digitais nas lojas físicas).

“O varejo vai mudar mais nos próximos 5 anos do que nos últimos 50, afirma Jörn Leogrande, VP executivo da Wirecard Labs. E as mudanças já começaram, principalmente nos meios de pagamento: 47% dos entrevistados afirmaram utilizar carteiras digitais, e 81% afirmaram que as utilizariam sem problemas para compras em grandes valores.

“A realidade das pessoas vem sendo transformada muito rapidamente, e a crise da Covid-19, com o fechamento do comércio físico tradicional, pode ter impulsionado ainda mais essas mudanças. O consumidor em todo o mundo vai se abrindo mais à inovação e, acima de tudo, confiando nas tecnologias como algo seguro”, analisa João Pedro Tonini, VP de produtos e tecnologia da Wirecard Brasil.

A pesquisa mostra que brasileiros e chineses são mercados consumidores abertos a essas inovações, enquanto europeus costumam ter uma postura mais conservadora. Por exemplo: no Brasil, 24% dos entrevistados confiam mais em provedores de pagamento (Apple Pay, Samsung Pay, Amazon Pay) do que em bancos tradicionais e outras organizações. Na Alemanha, apenas 12% demonstraram mais confiança em meios de pagamento digitais.

O consumidor brasileiro também se demonstrou interessado em utilizar tecnologias inovadoras de meios de pagamento, como reconhecimento facial (57%) e criptomoedas (63%). No caso da realidade virtual, 85% dos brasileiros gostariam de utilizá-la para provar peças de roupa e calçadas em uma compra online.

“O Brasil, por ter um sistema financeiro historicamente burocrático e muitas vezes excludente, tende a ser um ambiente favorável à inovação. O consumidor acaba sendo atraído por alternativas que simplifiquem a sua vida e reduzam custos e burocracias”, analisa Tonini.

Veja a pesquisa: http://www.wirecard.com/a-new-age-of-retail-is-dawning

Você seria capaz de proteger e armazenar 360 bilhões de horas de conferências web de negócios?

Por Juan Carlos Gutiérrez, diretor IBM Storage LA

Estamos em um dos momentos decisivos da história. Nosso mundo cada vez mais digital está passando por uma mudança acelerada por causa da situação atual. Todos os dias, vemos mais empresas apostando na criação de plataformas de negócios (páginas, aplicativos, serviços online) para reforçar sua vantagem competitiva e diferenciação.

Mas o que isso produz? A explosão de dados.

De fato, de acordo com o IDC no estudo “Worldwide Global DataSphere Forecast, 2020-2024”, até 2024 os dados globais crescerão para aproximadamente 143 zettabytes de dados criados, capturados, copiados e consumidos, hospedados na nuvem e nos datacenters. Para entender melhor esses dados, um zettabyte corresponde a 1 bilhão de terabytes ou 1 trilhão de gigabytes. Então, 143 zettabytes de dados equivalem a 360 bilhões de horas de conferências web de negócios.

Se voltarmos 10 anos atrás, as empresas com mais capital eram as empresas de petróleo. No entanto, as empresas com mais capital nesta era atual são os grandes geradores de dados, como varejistas virtuais, bancos, empresas de transporte ou imobiliárias on-line e fornecedores de streaming.

E esse avanço tecnológico, com o consequente aumento de dispositivos interconectados, traz consigo um aumento nos dados gerados, analisados ​​e armazenados em todo o mundo. Esses dados são gerados por consumidores e empresas. Estima-se que o número de interações pessoais por dia envolvendo a troca de algum tipo de dados se multiplique por 20 nos próximos anos. E isso acontecerá cada vez mais à medida que nossas casas, locais de trabalho, veículos, dispositivos portáteis, etc. se interconectam e começam a produzir mais dados.

Os dois paradigmas da explosão de dados: armazenamento e proteção

Em um mundo acelerado, as empresas capazes de tomar decisões em tempo real terão maior capacidade de se adaptar a novos contextos de mercado, ficar mais inteligentes e responder melhor às necessidades de seus clientes. Isso só acontecerá se elas tiverem uma estratégia de armazenamento que permita análise imediata e acesso aos dados.

Mas esse novo contexto também pode expor as empresas a maiores ameaças e custos relacionados ao roubo de dados e ao cibercrime. Todas as empresas, independentemente do tamanho, estão expostas a ataques cibernéticos. De fato, um estudo da IBM prevê que até 2021 as empresas serão vítimas de ransomware a cada 11 segundos; portanto, a estratégia de segurança cibernética e resiliência é fundamental.

Não se trata apenas de “se” você sofrerá um ataque de segurança, mas de “quando”. Atualmente, a maioria das estratégias de segurança concentra-se na capacidade de impedir violações de segurança e, quando ocorrer, resolver esse ataque. Ataques que podem levar horas, dias ou até semanas para remediar.

Essa realidade torna essencial a infraestrutura de armazenamento para evitar o impacto de ataques cibernéticos nas empresas e em seus dados. A infraestrutura de armazenamento deve oferecer as tecnologias certas para criar uma estratégia holística de segurança cibernética para dados corporativos armazenados e trocados.

No final, todos nós nos beneficiaremos dos dados que geramos. As empresas verão esses dados refletidos em melhores produtos e serviços e em uma maior vantagem competitiva; e o consumidor desfrutará de uma experiência mais personalizada.

Porém, com os dados como base da nova economia, a capacidade de armazenamento seguro será essencial para a confiança na era digital.

Mão de obra qualificada é necessária para o desenvolvimento econômico e social do Brasil

Por Jamile Sabatini Marques

Estamos vivendo um momento polarizado quando se trata de empregos no Brasil e no mundo: enquanto as empresas do setor tecnológico carecem de mão de obra qualificada, há um grande número de pessoas buscando empregos – 12,3 milhões somente no Brasil, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, como consequência, vemos pessoas capacitadas, que poderiam ser englobadas pelo setor, e hoje estão se arriscando como empreendedores pela necessidade de prestar serviços por meio das plataformas digitais como uma forma de sustento.

Ao mesmo tempo que milhares de vagas do setor tecnológico no Brasil não estão sendo preenchidas por falta de qualificação, as empresas que não conseguem completar os seus quadros de funcionários estão perdendo competitividade, pois enfrentam dificuldades para fecharem novos projetos e contratos por falta de equipe técnica. O resultado, com isso, é claro: o Brasil deixa de gerar desenvolvimento econômico baseado no conhecimento e perde competitividade para os outros países

Nestes novos tempos que estamos enfrentando uma pandemia mundial e com a aceleração da transformação digital que veio com ela, o país ganhará espaço nas capacitações on-line para fazer com que este abismo entre a oferta de empregos e o número de desempregados diminua.

Uma alternativa que reduziria o abismo existente para as empresas atraírem profissionais formados em outras áreas e capacitá-los de acordo com as suas necessidades é o benefício fiscal. Existe hoje uma lista imensa e diversa de carreiras que as empresas de tecnologia apontam como as mais escassas: Cientista de Dados; Programador Python; Analista de Segurança cibernética; Arquiteto de Infraestrutura Cloud; Arquiteto de Soluções; Cientista de Inteligência Artificial e Cognição; Cientista Quântico; e Arquiteto de Aplicação, sendo este último apontado como uma “mosca branca” por alguns empresários, ou seja, aquele profissional raro no mercado e muito difícil de ser encontrado.

Outro ponto de atenção que muitas empresas acabam deixando de lado por falta de conhecimento é a forma em que buscam tais profissionais. Muitas optam por robôs que fazem uma pré-seleção do enorme volume de currículos recebidos para preencher uma vaga específica. Porém, se o candidato não está atento à descrição do cargo, pode deixar de lado as palavras-chave necessárias para que o robô o considere no processo seletivo ou para a próxima etapa de seleção. É importante que, por trás destes robôs, existam profissionais de recrutamento abertos e incentivados a fazer contratações que necessitam de treinamento e capacitações específicas.

Ainda é cedo para sabermos o impacto que o COVID-19 deixará, mas é inegável que a transformação digital foi acelerada em alguns anos. A cada dia teremos novos desafios e, com eles, oportunidades para novas tecnologias se inserirem em uma nova forma de trabalho e de qualidade de vida.

Políticas públicas para o fortalecimento dos setores de tecnologia e digital é um dos principais caminhos para a recuperação econômica do Brasil e, para tanto, se faz necessário a utilização das federações e das instituições de ensino e institutos na formação de profissionais para este novo mundo. Esses serão os principais eixos sobre os quais a demanda por emprego girará nos próximos anos.

Jamile Sabatini Marques, diretora de inovação e fomento da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software