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Blockchain vai turbinar o supply chain global até 2025

Um novo relatório do Instituto de Pesquisa Capgemini revela que o blockchain pode se tornar onipresente até 2025, entrando nos negócios tradicionais e apoiando práticas de supply chain em todo o mundo. Por meio de investimentos e parcerias, a tecnologia distribuída dominará o setor de manufatura, bem como as áreas de produtos de consumo e o varejo, trazendo uma nova era de transparência e confiança.

O relatório “Does Blockchain Hold the Key to a New Age of Supply Chain Transparency and Trust?” (em tradução livre, “O Blockchain tem a Chave para Uma Nova Era de Transparência e Confiança na Cadeia de Suprimentos?”) fornece uma visão abrangente dos negócios e geografias que estão pavimentando sua migração para blockchain e prevê que a tecnologia se tornará mainstream na prática de supply chain até 2025. Atualmente, apenas 3% das organizações que estão investindo em blockchain o fazem em escala e 10% têm um projeto-piloto implementado, com os restantes 87% dos entrevistados relatando estar nos estágios iniciais no uso da tecnologia.

O Reino Unido (22%) e a França (17%) lideram atualmente com a implementação em escala e pilotos de blockchain na Europa, enquanto os Estados Unidos (18%) são líderes em termos de financiamento de iniciativas da prática. Estes precursores estão otimistas quanto ao potencial da tecnologia, com mais de 60% deles acreditando que blockchain está transformando a maneira como eles colaboram com seus parceiros.

O estudo também apontou que a redução de custos (89%), a rastreabilidade aprimorada (81%) e a transparência aprimorada (79%) são os três principais impulsionadores dos atuais investimentos em blockchain. Além disso, a tecnologia permite que as informações sejam entregues com segurança, rapidez e transparência, e pode ser aplicada as funções críticas de supply chain, do acompanhamento a produção passando pelo monitoramento das cadeias de alimentos e a garantia da conformidade regulatória. Entusiasmados pelos resultados que estão vendo, os precursores identificados no estudo devem aumentar seu investimento em blockchain em 30% nos próximos 3 anos.

Apesar do otimismo em torno das implementações de blockchain, permanecem as preocupações em torno de estabelecer um retorno claro sobre o investimento e as barreiras de interoperabilidade entre os parceiros de supply chain. A maioria (92%) dos precursores aponta que estabelecer o ROI é o maior desafio para a adoção, e 80% citam a interoperabilidade com os sistemas legados como um grande desafio operacional. Além disso, 82% apontam para a segurança das transações como inibidor na adoção pelos parceiros de seus aplicativos blockchain, prejudicando o status da tecnologia como uma prática segura.

Sudhir Pai, CTO para Serviços Financeiros da Capgemini, disse: “Existem alguns casos de uso realmente interessantes no mercado que estão mostrando os benefícios do blockchain para melhorar o supply chain, no entanto, a tecnologia não é a “bala de prata” para solucionar todas as questões da cadeia de fornecimento de uma organização. O ROI da blockchain ainda não foi quantificado, e os modelos e processos de negócios precisarão ser redesenhados para sua adoção. Parcerias eficazes são necessárias em toda a cadeia de suprimentos para construir uma estratégia de blockchain baseada em ecossistemas, integrada com implementações de tecnologia mais ampla, para garantir que ela possa realizar seu potencial”.

Em um relatório anterior, realizado no início deste ano com a Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, a Capgemini descobriu que a experimentação em blockchain atingirá seu ápice em 2020, quando as organizações puderem explorar provas de conceito e se desdobrarem com as Fintechs. De acordo com o relatório, a transformação do blockchain irá amadurecer em 2025, quando as organizações realizarem a transformação e a integração das empresas, estabelecendo políticas para privacidade e gerenciamento de dados.

O professor Aleks Subic, vice-reitor de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade de Tecnologia de Swinburne, disse: “As organizações confiam na tecnologia blockchain para resolver questões importantes e criar novas oportunidades de negócios, e isso dá credibilidade ao ecossistema digital em toda a supply chain. Acreditamos que a tecnologia blockchain desempenhará um papel integral na transformação digital dos canais da cadeia de suprimentos para uma ampla gama de indústrias no futuro próximo”.

Apesar das barreiras enfrentadas pelo blockchain hoje, as organizações estão tentando impulsionar uma adoção mais ampla agora, enquanto a tecnologia está em seu estágio inicial. Um exemplo é a Mobility Open Blockchain Initiative (MOBI), consórcio formado por um grupo de empresas de automóveis e de tecnologia focadas em fazer com que as montadoras atribuam identidades digitais aos veículos para que carros e sistemas possam transacionar entre si.

Casos atuais de uso da indústria
O relatório do Capgemini Research Institute identificou 24 casos de uso de blockchain, variando de negociação de créditos de carbono a gerenciamento de contratos com fornecedores e prevenção de produtos falsificados. A Capgemini aplicou esses casos de uso ao varejo, manufatura e produtos de consumo, descobrindo que o blockchain pode ser e está sendo usado para rastrear a produção, a procedência e o inventário de contratos, produtos e serviços. O relatório destaca que as organizações de produtos de consumo concentram-se principalmente no rastreamento e identificação de produtos, com a Nestlé, a Unilever e a Tyson Foods implementando testes de blockchain. Os varejistas estão focados nos mercados digitais e na prevenção de falsificações, com empresas como a Starbucks investindo em testes da tecnologia. Mais criticamente, a blockchain pode proteger o fornecimento de alimentos, rastreando alimentos do campo ao garfo, para impedir a contaminação ou recalls de produtos.

Sudhir Pai conclui: “Nosso estudo ressalta o potencial do blockchain, mas também mostra que atualmente existem poucas implementações em larga escala da tecnologia e claras barreiras à adoção. As empresas devem usar nossa análise das organizações precursoras para entender como a blockchain é viável para elas, fortalecendo seu programa e transformando o hype em realidade”.

Metodologia de Pesquisa

O Instituto de Pesquisa Capgemini entrevistou cerca de 450 organizações nas quais a implementação do blockchain está em andamento em sua cadeia de fornecimento como uma prova de conceito, piloto ou em escala. A pesquisa investigou a abordagem ao blockchain, as aplicações que eles estão implementando e os desafios que estão enfrentando na ampliação de suas iniciativas. Os entrevistados foram escolhidos entre os setores de produtos de consumo, varejo e manufatura.

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FGVcelog e CSCMP realizam palestra sobre Blockchain e Supply Chain

O Centro de Excelência em Logística e Supply Chain (FGVcelog) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e o Council of Supply Chain Management Professionals RoundTable Brazil (CSCMP) realizam, na quarta-feira (11), a partir das 19 horas, a palestra sobre: “Cadeia de Valor, Colaboração, Digitalização e Blockchain”.

O evento contará com a participação do doutor em Migração Industrial e Estratégias de Harmonização, Silvio Stephan, CEO da Orbit Logistics AG; Marcos Isaac, VP of Programs, do CSCMP RoundTable Brazil e Eduardo Henrique Diniz, da FGV EAESP. A mediação ficará por conta dos organizadores: Priscila de Souza Miguel, Coordenadora da FGVCelog e Marcelo Schmitt, Presidente do CSCMP RoundTable Brazil.

O debate vai discorrer sobre como a transformação das Cadeias de Abastecimento (Supply Chains) em Cadeias de Valor dependem de colaboração, agora alavancadas por novas tecnologias e a digitalização das Cadeias de Suprimentos, com o advento do Blockchain.

Esse evento é o primeiro da série “Diálogos de Supply Chain”, que ocorrerá ao longo de 2018 e que tem como destaque temas relacionados às tendências da Supply Chain em todo o mundo. Esta iniciativa é resultado da recente parceria firmada entre as instituições e tem como objetivo valorizar o profissional deste segmento em todo o Brasil.

O ciclo de palestra é aberto ao público e ocorrerá sempre na FGV, em São Paulo. Informações e inscrições: 11 3799-7946 – celog@fgv.br.

Cadeia de Valor, Colaboração, Digitalização e Blockchain (evento Internacional com tradução simultânea)

Data: 11 de abril de 2018

Horário: das 19h00 às 22h00

Local: FGV – Rua Itapeva, 432 – sala nove de julho

Inscreva-se: 11 3799-7946 – celog@fgv.br

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Grupo Panalpina investe em startup para a cadeia de suprimentos

Em um mundo cada vez mais digital e automatizado, o Grupo Panalpina, uma das principais operadoras logísticas globais, inova e investe na criação de uma startup dedicada exclusivamente à cadeia de suprimentos. Trata-se da Validaide, uma plataforma online, da qual é co-desenvolvedora, que tem como objetivo principal proporcionar a qualificação de seus principais fornecedores. A ferramenta, lançada recentemente, já está disponível em alguns dos países em que a companhia atua e a previsão é que todas as suas outras filiais recebam a novidade até o final de 2018, inclusive a Panalpina Brasil.

“Nossos clientes, especialmente os da área da saúde, confiam em nós para trabalhar com fornecedores qualificados. É por isso que mantemos um dos mais sofisticados programas de gerenciamento de subcontratados e de avaliação de riscos do mercado”, diz o chefe global de aquisições de frete aéreo e de gerenciamento de produtos do Grupo Panalpina, Markus Muecke. “A Validaide torna o processo de qualificação dos fornecedores e a identificação dos riscos ao longo das rotas de transporte mais eficiente, dinâmico e transparente”, acrescenta.

A coleta, manutenção e compartilhamento das informações sobre os parceiros de logística é um tópico que ganhou interesse significativo nos últimos anos, especialmente no setor de saúde, uma vez que as diretrizes de boas práticas de distribuição da União Europeia foram atualizadas em 2013. De acordo com esses regulamentos, os produtores de medicamentos devem sempre avaliar as capacidades de seus fornecedores da cadeia de distribuição.

Ao usar a Validaide, a Panalpina pode qualificar seus fornecedores e avaliar as rotas de transporte de forma mais rápida e fácil, podendo compartilhar os resultados com os próprios clientes. “A Validaide é uma plataforma aberta com uma abordagem comunitária única”, explica o co-fundador e diretor-gerente da startup, Eelco de Jong. “Os integrantes da comunidade criada no sistema, por exemplo, companhias aéreas, agentes de trânsito e empresas de transporte rodoviário, podem mostrar suas competências tanto para clientes existentes quanto para parceiros em potencial, ou seja, provedores de logística terceirizados como a Panalpina. Os fornecedores são responsáveis por seus dados e decidem com quem eles querem compartilhar”, complementa.

Transparência – Com a Validaide, todos os dados ficam disponíveis online, em um único lugar e a qualquer momento, além de estarem sempre atualizados. “Por meio desse sistema, podemos oferecer aos clientes maior visibilidade aos seus negócios globais. Com o programa, eles conseguem ter acesso a toda a cadeia de transportes de onde estiverem e podem mitigar os riscos potenciais. Graças às informações e relatórios fornecidos em tempo real, podem tomar decisões rápidas com base em fatos e agilizar seus respectivos processos de auditoria”, afirma o supervisor de qualidade e de operações aéreas do Grupo Panalpina, Daniel Lutz.

O Grupo Panalpina é parceiro da Validaide, empresa co-fundadora da startup que leva o mesmo nome, desde que a plataforma foi criada, em 2016. As duas empresas trabalharam em estreita colaboração para construir uma ferramenta segura, alinhada com listas de verificação padronizadas e com um fluxo eletrônico sutil, que torna a qualificação do provedor mais eficiente e confiável. Em conjunto com os dados dos próprios fornecedores e centenas de rotas de transporte avaliadas pelos especialistas da companhia, a nova tecnologia oferece a mais completa transparência em informações para a cadeia de suprimentos mundial.

Brasil– O Grupo Panalpina segue em processo de implementação da start-up em todos os outros países em que atua diretamente, inclusive o Brasil, um dos mais importantes mercados para os negócios da companhia em todo o mundo. O país é o quarto mais relevante para as operações da corporação atualmente e deve receber o sistema até o final de 2018.

“Temos certeza que a nova tecnologia agregará ainda mais valor às nossas operações no país e que também será um diferencial na cadeia de distribuição nacional, reforçando nossa característica mais conhecida por nossos clientes e pelo mercado, de especialistas em soluções integradas e altamente customizadas”, finaliza o presidente da Panalpina Brasil, Marcelo Caio D’Arco.

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Serasa Experian e Nimbi se unem para agilizar e trazer mais segurança na homologação de empresas

A Serasa Experian, líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas, anuncia parceria para certificação e homologação de empresas junto com a Nimbi, referência em tecnologia para a cadeia de suprimentos. A união entre as companhias busca fortalecer o processo de escolha de parceiros por meio de uma avaliação mais detalhada.

Em tempos de instabilidade política e econômica, a decisão correta de novas parcerias pode ser crucial para o sucesso e a conformidade de empresas de todos os portes. Um estudo da Serasa Experian, realizado em junho de 2017, entre 50 mil empresas de todos os portes (setores: primário, indústria, comércio e serviço) apurou que 8% dos fornecedores apresentavam riscos aos seus parceiros, financiadores e compradores, em razão de estarem com problemas financeiros, trabalhistas, tributários ou ambientais. O envolvimento de compradores com empresas não conformes pode ter por consequência multas milionárias em indenizações, além de provocar danos à imagem das corporações. Por esta razão é importante que as companhias busquem no mercado soluções que alavanquem negócios com mais segurança. O novo produto oferecido pela Nimbi junto a Serasa Experian, vai de encontro a isso, permitindo que o processo de homologação seja feito de maneira mais detalhada.

Atualmente, a Nimbi possui mais de 100 clientes que utilizam a solução Certifica, ferramenta responsável pela etapa de avaliação e validação de empresas. Nela, as organizações podem criar uma rede privada com especificações, formulários, categorias e fluxos de trabalho de acordo com o perfil e criticidade de seu negócio. É nesse processo que a certificação da Serasa Experian, que auxilia na seleção dos melhores parceiros de negócios será integrada a Nimbi, passando a disponibilizar relatórios e análises financeiras. Com esta parceria, as empresas buscam agregar valor à ferramenta e aos seus usuários, consolidando um fluxo inédito e completo para a escolha de parceiros.

“Cada cliente da Nimbi pode estabelecer quais documentos, obrigatoriedades e aprovações serão exigidos de seus parceiros, além de definir sua recorrência de atualização. O relatório de avaliação da Serasa estará disponível para solicitação nesse processo, tornando a avaliação e análise das informações das empresas ainda mais criteriosa”, explica Carolina Cabral, sócia-diretora da Nimbi. Dessa forma, o cliente receberá análises do balanço patrimonial, índices financeiros, classificação de risco, anotações negativas, registro de consultas, entre outros, diretamente na solução Certifica.

“O processo contínuo de redução de custos nas empresas diminui os investimentos necessários nas áreas de compras, impactando a qualidade das fontes das informações analíticas e prejudicando a seleção dos melhores fornecedores”, diz o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, Victor Loyola. “A parceria vai fortalecer o processo de escolha de fornecedores por meio de uma avaliação mais assertiva, minimizando riscos e agilizando o processo”, complementa.

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Vendas on line atingem 8,7% do varejo e estimulam negócios em Supply Chain digital

O impacto do mundo digital no varejo é uma realidade há anos. O e-commerce já completa sua segunda década de existência, convertendo uma parcela cada vez maior de consumidores e em ‘nativos digitais’. Assim chegamos em 2017 com 8,7% das vendas no varejo mundial realizadas online. São 22 trilhões de dólares gastos anualmente em compras de produtos e serviços na internet, e as previsões indicam que esse valor deve chegar a 27 trilhões até 2020.

No mesmo ano, mais de 50 bilhões de dispositivos estarão conectados à Internet, em comparação a uma população mundial de 7,7 bilhões de pessoas. A transmissão eletrônica de dados, embora ainda distante da plena aplicação, é um imperativo para gerenciar a quantidade de informação e a complexidade dos fluxos de distribuição, tanto para fornecedores quanto para clientes.

O diferencial da Supply

Empresas líderes em supply chain digital apresentam taxas de disponibilidade de produto da ordem de 10 pontos percentuais mais altas que seus concorrentes, e tempos de resposta a mudanças no mercado 25% mais rápidos (BCG). Ao mesmo tempo, 77% das empresas consideram só possuir visibilidade sobre os fluxos de no máximo 2 elos da cadeia, seja de seus fornecedores diretos ou para clientes diretos.

Após muitas promessas, a revolução digital está enfim viabilizando um aumento significativo da visibilidade sobre os fluxos da Supply Chain. O círculo virtuoso de redução de custo e adoção em larga escala de sensores inteligentes possibilita a coleta de uma imensa massa de dados que, se bem explorados, podem servir de valiosíssimo instrumento de apoio à decisão.

Soluções técnicas de detecção automática como radiofrequência, reconhecimento facial e scanner 3D estão se integrando aos sistemas de gestão das empresas, mas também a poderosas ferramentas de análise de dados. Como resultado, empresas conseguem otimizar e sincronizar seus fluxos, resultando em consideráveis reduções de estoque e diminuição das perdas ao longo de seus processos. Os benefícios decorrentes acabam por rentabilizar o investimento em sensores, leitores e sistemas de análise.

O que vem por ai

No que diz respeito ao compartilhamento dessa massa de dados entre os parceiros da Supply Chain, o Blockchain desponta como uma promessa interessante. Essencialmente um banco de dados compartilhado entre várias partes, com garantia matemática do histórico das informações, é o princípio de funcionamento das criptomoedas como o Bitcoin. O Blockchain pode mapear todas as transações referentes ao produto, desde a extração da matéria-prima até a venda ao consumidor final.

Esse mesmo consumidor, cada vez mais ávido por detalhes sobre o que consome, pode se aproveitar do Blockchain para se assegurar de que a produção de sua roupa não se deu em locais com denúncias de trabalho escravo, ou para verificar se a origem de sua refeição é realmente orgânica. As empresas que se aproveitarem dessa tecnologia podem usá-la como ‘máquina de confiança’ e certificado de garantia do seu diferencial, criando valor para seus clientes.

Mas o apetite dos consumidores não está somente associado aos detalhes de seu produto. Clientes da era digital, munidos de um pequeno supercomputador em seus bolsos, exigem uma experiência sem fronteiras entre a Internet e as lojas físicas. A Supply Chain omnicanal, ou a integração completa entre os diferentes canais de venda da empresa, chegou para ficar – e é o principal desafio do momento.

A complexidade é enorme, mas companhias que se destacarem em serviços como o buy online, pick up in store, e na transformação de suas lojas em ‘centros de experiência, colherão os frutos de uma fidelização acentuada de seus clientes. Já existem serviços de entrega que monitoram o posicionamento do cliente em uma dada área através de seu celular, garantindo que sua encomenda seja recebida em mãos, estando ele em sua casa, trabalho, ou até mesmo em um parque.

O mobile computing, entretanto, é somente a ponta do iceberg de uma gigantesca transformação digital já em curso na logística. A aplicação da robótica em CDs surgiu para quebrar o paradigma de que a automação está necessariamente associada à perda de flexibilidade: robôs podem interpretar uma miríade de dados, tomar decisões cada vez mais complexas, e executar processos customizados. Verificar a integridade de uma caixa ou a validade de um produto são tarefas triviais para esses novos recursos do CD.

Por sua vez, a onda crescente dos veículos autônomos se configura como uma revolução inescapável da logística, ainda que com um longo caminho a percorrer em termos regulatórios. Esses veículos, como drones de entrega e caminhões sem motorista, se valem de um sofisticado conjunto de sensores, coletando volumes significativos de dados para compreender o mundo físico em seu entorno.

A ausência de condutores e a otimização do uso dos ativos de transporte – veículos autônomos podem se deslocar praticamente 100% do tempo, sem interrupções – prometem criar benchmarks de custos de transporte completamente diferentes dos atuais. A tendência trará ganhos óbvios para o consumidor final, sempre descontente com os valores de frete.

Por mais que robótica e veículos autônomos ainda soem como uma promessa futurista distante, aplicações pragmáticas resultantes dos avanços nessas áreas já são realidade (e não somente nos recorrentes exemplos da Amazon). Players tradicionais da logística como DHL, Linde e FM Logistic, testam soluções de inventário com drones e image recognition – automatizando uma das tarefas com menor valor agregado nos CDs. Também estão em teste alternativas híbridas de separação, usando robôs que acompanham os pickers, e suportam o peso do pedido. Aplicações como essas estão transformando e aprimorando as famigeradas condições de trabalho dos profissionais de logística.

Fonte:DIAGMA Brasil

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As melhores práticas: como concorrentes podem ser parceiros estratégicos em tempos de crise – Por Agustín Durán

Em meio à instabilidade econômica e crescente inserção de tecnologias em suas atividades, as empresas brasileiras precisam ser ágeis e criativas a fim de manterem a competitividade. Por vezes, as muitas demandas rotineiras e processos internos fazem com que as equipes e gestores fiquem imersos no próprio negócio, deixando em segundo plano o acompanhamento das práticas de outros players de mercado.

O benchmarking, que avalia as companhias de acordo com sua concorrência, é um método que permite enxergar pontos de melhoria e pequenos ajustes que podem ser significativos nos resultados da empresa. Setores em ascensão, como o de seguradoras, que cresceu 13,9% no primeiro trimestre de 2017, segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), apostam na promoção de encontros entre concorrentes para trocar experiências e insights do mercado em que atuam.

No último dia 16 de maio, nós da Nimbi, em parceria com Marcelo Rivas, profissional de suprimentos de uma grande seguradora brasileira, reunirmos organizações líderes do setor de seguros na nossa sede, em São Paulo., O objetivo foi discutir com esses executivos os desafios e as oportunidades em seus departamentos de suprimentos. A interação, que é inevitável ao unir profissionais do mesmo ramo, culmina na transferência de conhecimento e no cruzamento de demandas em comum, revelando que as grandes organizações compartilham dificuldades similares.

Otimizando as negociações

A eficiência da área de compras é essencial para uma atuação estratégica que traga sustentabilidade econômica às companhias. E o momento da negociação de contratos entre fornecedores é crucial para garantir o saving, indicador que mede a economia feita a partir do custo orçado na empresa.

Ao identificar fornecedores iguais para itens semelhantes, como materiais de escritório e limpeza, que são comuns entre os players, é possível fazer um pedido único e de grande volume, ganhando poder de barganha na negociação. Além disso, pode-se também otimizar a entrega dos suprimentos, uma vez que a distribuição passa a ser feita para diferentes empresas com unidades na mesma região, diminuindo o cálculo do frete.

Aprendizado cultural

Outro desafio compartilhado é a mudança cultural entre os colaboradores no que diz respeito ao relacionamento com a área de supply chain. A centralização das compras é uma consequência das companhias que estruturam e organizam os departamentos de suprimentos. Porém, a adaptação pode ser difícil para equipes que costumavam internalizar esse processo em suas áreas.

De forma centralizada, a atividade passa por mais etapas e análises, que alongam sua conclusão, como a homologação de contratos, que pode demorar até 120 dias devido aos critérios e avaliações. Por outro lado, essa exigência traz maior transparência e possibilita a redução de custos à atividade. Além disso, outro desafio é educar as equipes a fazer pedidos de maneira eficiente e adequada, sinalizando corretamente suas necessidades e especificações técnicas que irão embasar a procura pelos melhores fornecedores.

O aprimoramento dentro de uma empresa deve ser contínuo, pois a busca por processos mais eficientes e melhores práticas independem do momento da organização ou do mercado. Uma forma de avaliar sua colocação e atividades é estar atento às companhias com a mesma atuação, afinal os problemas e desafios tendem a ser os mesmos, o que muda são as atitudes tomadas para solucioná-los. Se uma reunião de concorrentes que concordam em falar abertamente de seus problemas processuais pode gerar um estranhamento inicial, as conclusões e recursos encontrados com certeza deixam uma impressão positiva nos participantes.

É preciso ter maturidade e acreditar na transparência para encontrar soluções de forma colaborativa, podendo assim beneficiar mais que uma cadeia isolada, mas todo nicho de mercado.

Agustín Durán é sócio-diretor da Nimbi, empresa especializada em tecnologia para gestão da cadeia de suprimentos e possui mais de 17 anos de experiência no setor de Supply Chain.

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O Supply Chain ainda não passou pela transformação digital – Por Gabriel Lobitsky

Em um mundo cada vez mais globalizado, a excelência operacional é um bem necessário. E, quando falamos em Brasil, com sua imensa extensão territorial e um nível de complexidade e burocracias que acompanham o tamanho do País, a entrada de processos digitalizados em alguns setores da indústria geram inúmeros desafios.

Nas empresas em que os processos operacionais são geridos separada e manualmente, como em áreas de recebimento, distribuição e logística, o profissional de Supply Chain trabalha de forma reativa na resolução de problemas e não consegue colocar todos os esforços necessários em transformação digital. Com isso, muitas empresas perdem tempo apagando incêndios, enquanto lutam para reduzir custos e melhorar a eficiência operacional com softwares desconexos e até mesmo planilhas. Com a complexidade do supply chain, o planejamento fica comprometido, e as empresas perdem tempo e produtividade – o que frustra, e muito, o bom andamento dos negócios.

Tecnologia de menos e complexidade demais

Ao falar sobre cadeia estendida, vale lembrar o papel da tecnologia em apoiar a área de supply chain a ganhar confiança e gerar valor para os envolvidos no processo – do varejista ao parceiro. Afinal, as mais recentes inovações são a prova disso.

Nuvem, Big data, Internet das Coisas, Business Intelligence e Analytics estão aí para apoiar empresas tradicionais de setores sensíveis, como o varejo, automotivo, eletro e eletrônico, que fazem a locomotiva Brasil girar e esbarram em processos lineares da gestão da cadeia de suprimentos. Essas tecnologias permitem analisar o cenário em que as empresas estão inseridas, melhorar a visibilidade de todos os processos produtivos da cadeia, e até prever quais imprevistos podem gerar improdutividade e atrasos. Dessa forma, as organizações conseguem dimensionar melhor o fluxo de trabalho, além de ter uma visão abrangente do processo como um todo.

Não resta dúvidas que embora o conceito de cloud computing já pareça estar bem popularizado no setor corporativo, ainda há muito para acontecer, principalmente porque as soluções em nuvem podem aumentar – e muito – a produtividade do setor. Uma pesquisa recente divulgada pela GlobalData mostra que a nuvem pode aumentar a eficiência operacional entre 45% e 87%. O estudo com mais de 300 CIOs de todo o mundo também afirma que 67% querem otimizar suas operações sem comprometer a entrega de seus produtos e serviços.

A nuvem é apenas um passo para a transformação digital. Ainda há muito para fazer com analytics, business intelligence e machine learning na tomada de decisões estratégicas com base em análise de cenário e andamento do fluxo das operações. Por isso, as tecnologias podem:

Permitir que, por meio de plataformas integradas, as empresas tenham quase uma ‘torre de controle’, com melhor visibilidade, integração e disponibilidade de informações em tempo real;

Otimizar o tempo com automatização de cálculos e um planejamento simplificado. Isso permite que as empresas façam análises profundas e encontrem formas de inovar e transformar a gestão da sua cadeia de abastecimento;

O supply chain deve se adaptar à realidade das empresas com funções fáceis e configuráveis.

As empresas brasileiras que usam tecnologias tradicionais esbarram em problemas comuns, como a falta da capacidade analítica para enxergar seus processos produtivos de forma integrada.

A baixa produtividade e custos elevados causados por problemas em áeras específicas como logística e manutenção, nublam a visão das empresas sobre suas cadeias de suprimentos. Consequentemente, as empresas brasileiras presas nas formas tradicionais não têm a capacidade analítica para enxergar seus processos produtivos de forma integrada. Por isso, o momento certo para iniciar a transformação digital é agora, e se as empresas brasileiras precisam escolher um ponto de partida, que seja pela nuvem.

Gabriel Lobitsky, Diretor de Vendas da Infor para Sul da América Latina

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Aplicativo conecta embarcadores, transportadoras e motoristas

O Brasil perde o equivalente a R$ 689 bilhões por ano com custos logísticos, o que representa um prejuízo em torno de 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o custo logístico dos EUA, por exemplo, é de 7,8% do PIB, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) referente ao ano de 2015. Na economia do País como um todo, os custos de logística consomem cerca de 12% da receita das empresas, segundo dados do mesmo ano da Fundação Dom Cabral, o que impossibilita aos fabricantes transportarem produtos com preços competitivos, já que a logística é responsável por uma parte significativa do custo final dos produtos, superada apenas pelos gastos com matéria prima e produção.

Nesse cenário, as empresas se esforçam e buscam saídas para tentar baixar seus custos com logística. Devido a predominância do modal rodoviário sobre os demais no Brasil, o qual corresponde a 80% dos transportes brasileiros, soluções que facilitam o caminho da carga até sua chegada ao destino final estão atraindo embarcadores, transportadoras e caminhoneiros.

Visando unir todos os elos da cadeia logística, diminuindo custos, fomentando mais negócios para o setor e ainda suprindo a carência de inovação deste mercado, surgiu a Brasil Fretes, plataforma digital que facilita a negociação entre transportadores e embarcadores. Operando desde o início de 2016, a plataforma digital da Brasil Fretes é a única do País que inclui as transportadoras na busca por fretes, ou seja, integra toda a cadeia logística (embarcadores, operadores logísticos, empresas de transporte e caminhoneiros) através de uma ferramenta de última geração, ágil, personalizada e eficiente, que atende as necessidades dos clientes do setor de transporte e logística.

“O grande diferencial da Brasil Fretes é que ela também funciona como um braço comercial dos operadores logísticos e das transportadoras, aumenta a eficiência dos processos logísticos dos embarcadores e ainda faz a ligação com o caminhoneiro autônomo. Ou seja, com este formato exclusivo que fornecemos, abrimos mais oportunidades para as transportadoras, ofertando cargas e caminhões, e aproximamos os autônomos de todo o processo”, explica Adriano Del-Vecchio, CEO da Brasil Fretes.

Com quase 13 mil motoristas, 800 transportadoras e 500 embarcadores cadastrados, o carro chefe da Brasil Fretes ainda é o transporte de cargas provenientes do agronegócio. Isso porque o sistema rodoviário ainda é o principal transportador de cargas agrícolas e, em muitos casos, é a única alternativa para movimentação desse tipo de produto, frente à escassez nacional de hidrovias e ferrovias que liguem grandes distâncias. Esses embarcadores têm usado cada vez mais soluções tecnológicas que facilitam o embarque de suas cargas devido à preocupação com a logística envolvida para que todo o processo ocorra em condições favoráveis, cenário que é suprido pelas funcionalidades presentes na plataforma digital da Brasil Fretes.

Com a solução, é possível realizar negócios através do aplicativo, disponível para download gratuito na App Store e Google Play, como também em qualquer computador conectado à internet. O serviço oferece combinação inteligente entre cargas e caminhoneiros, compartilhamento da localização do motorista por geolocalização, notificações, integração para postagem de carga em massa através de planilhas, nova tecnologia para reduzir o consumo de internet e espaço de memória dos celulares, além de um design amigável e intuitivo. A Brasil Fretes oferece negócios para qualquer tipo de veículo e mercadoria, atua em todo o território nacional e ainda tem planos de expansão para o Mercosul em 2017.

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Big Data e Machine Learning no centro da transformação digital – Por Gabriel Lobitsky

A análise de dados vai além do big data e sua crescente adoção. Recentemente, uma pesquisa da Forrester Research mostrou que, em média, 40% dos líderes de análise de dados globais afirmam que já estão implementando ou expandindo o uso da tecnologia de big data, e 30% dos que ainda não adotaram planejam fazer até o próximo ano. Não há dúvidas sobre a capacidade da ciência de dados em transformar indústrias e modelos de negócios tradicionais. No entanto, a adoção massiva fomenta a discussão sobre a transformação de dados em insights e da sua evolução, o machine learning, capaz de ‘prever problemas futuros’ ao usar algorítimos e análise de padrões de dados para identificar e indicar soluções efetivas para problemas de negócios.

Ao usar algorítimos e uma linguagem matemática, a ciência de dados pode criar soluções transformadoras para as empresas. Com uso de análises preditivas, o big data e o machine learning permitem traçar estratégias, otimizar ações, interagir com os clientes e, claro, impulsionar vendas. Mas isso só é possível porque a nuvem ampliou o poder computacional sob demanda, facilitando a armazenagem e análise de dados. Hoje, modelos preditivos são capazes de entender o lado crítico de cada operação por meio do software.

Veja como as tecnologias podem gerar insights e transformar algumas operações:

Supply Chain: complexo para muitas empresas, o bom funcionamento das operações é essencial para minimizar custos com atrasos e falta de produtos no estoque. Os cientistas de dados estão fazendo uso total do poder computacional para modelar os cronogramas e antecipar informações sobre acontecimentos que podem impactar negativamente as operações, como a combinação de machine learning e big data. Juntas, as tecnologias dão melhor visibilidade e compreensão para as empresas identificarem os atrasos normais e os que são resultados de imprevistos, como desastres naturais, greves, etc.

Logística: a ciência de dados está permitindo que a próxima geração de software empresarial, resultado de soluções preditivas, fale ao usuário a quantidade de inventários necessários para atender demandas futuras; que informe como precificar os itens para garantir a lucratividade em longo prazo; e aponte os portos com melhores capacidades para embarques, com o intuito de minimizar o impacto dos atrasos.

Varejo: normalmente, aplicações inteligentes de CRM atuam de forma preditiva no setor, e mostram potenciais compradores e produtos mais buscados. As tecnologias complementares, como sensores e RFID, dão às lojas uma visibilidade mais ampla do estoque para saber localização e movimentação de um produto, por exemplo. Se associada a interpretação dos dados, as tecnologias permitirão uma verdadeira transformação digital nas lojas físicas, que poderão não apenas compreender a jornada do consumidor, mas ofertar produtos e itens específicos. No setor de vestuário, por exemplo, os dados capturados por sensores podem ampliar a oferta de produtos que se ajustem ao gosto e tamanho do cliente. E, esse mesmo tipo de solução pode apoiar a gestão da armazenagem e do estoque no varejo, por disponibilizar informações sobre níveis de inventário, eliminando a necessidade de uma contagem manual e demorada, com mais incidência a erros.

A ciência de dados precisa ser compreendida como um componente fundamental para a transformação digital, pois é a única forma de criar soluções que, de fato, impactam na tomadas de decisões. Os algorítimos empregados ao software não devem ser como uma caixa preta fechada, que não mostra aos usuários o que está acontecendo por dentro, e por outro lado, não precisa bombardear o usuário com informações desconexas. É preciso um meio termo para que a ciência se torne acessível e compreensível para todos, principalmente para os usuários das empresas com operações críticas, como varejo, logística e supply chain, em que a palavra otimização é um imperativo.

Gabriel Lobitsky, Vice Presidente da Infor para Brasil e América Latina

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Startup goGeo fatura R$ 1 mi com oferta de Big Data Geoespacial

Semelhante aos aplicativos de localização geoespacial Waze, Google Maps e Foursquare – mas com foco corporativo – a plataforma goGeo veio com a proposta de ser cinco vezes mais econômica e 50% mais rápida no processamento de dados e geração de mapas em tempo real. Lançada há um ano no mercado brasileiro, a startup alcançou a marca de R$ 1 mi com a oferta de Inteligência Geográfica e Big Data.

Os bons resultados trouxeram ao empreendedor e CEO da startup, Vagner Sacramento, a oportunidade de expandir o portfólio de serviços com o lançamento da vertical de negócios voltada para o setor de Supply Chain, abrangendo os segmentos de Manufatura, Atacado Distribuidor e Varejo. Agora, a estimativa do então Ph.D. em Ciência da Computação é faturar R$ 3 mi em 2017 e alcançar R$ 75 mi até 2020.

A ferramenta de Big Data e Inteligência Geográfica aplicada aos negócios já está em fase de implantação em empresas de Supply Chain e sendo amplamente utilizada pela PC Sistemas do grupo TOTVS, atuante no desenvolvimento de softwares ERP para toda a cadeia de abastecimento. Com a parceria, é possível mapear e explorar ao máximo os territórios de atuação de toda a equipe de vendas, tornando-a mais eficiente e lucrativa.

“Há um ano tínhamos o desafio de criar cases de sucesso usando a plataforma goGeo e trabalhar em um modelo de negócios que conseguíssemos replicar para outras verticais de mercado. Desde então, nós conseguimos obter êxito em relação à criação de cases como é o caso da oferta para a PC Sistemas no mercado de Atacadista/Distribuidor”, revela Sacramento.

O executivo afirma que o mercado geoespacial representa uma indústria de 250 bilhões de dólares, duas vezes maior do que a de videogames. Porém, quanto maior o volume de dados, maior a limitação dos motores de geoprocessamento para gerar mapas com informações úteis sobre Inteligência Competitiva de Mercado ou Logística, o que limita o potencial de inovação tecnológica desse setor.

A plataforma goGeo, que leva o mesmo nome que a startup, leva vantagem entre a concorrência. Ela explora sua alta performance para combinar dados de mercado com dados transacionais dos clientes (ERP, CRM), independentemente do volume. Por exemplo, para potencializar as análises dos clientes, a goGeo tem capturado dados de diversas fontes tendo uma base com mais de dois bilhões de tweets geolocalizados, mais de 30 milhões de CNPJs, bem como dados socioeconômico e demográfico do Censo do IBGE. Essas e outras bases são usadas nas análises para que o cliente possa avaliar sua cobertura ou penetração de mercado de forma única.

“Ao invés de investir em licenças caras e em servidores de grande porte, nossa plataforma torna possível processar grande volume de dados usando dezenas ou centenas de servidores de baixo custo que, em conjunto, oferecem poder computacional maior que qualquer outro servidor do mercado”, diz.

O próximo passo é ampliar ainda mais o portfólio de serviços, com a entrada no mercado de Internet das Coisas, Smart Grid e Connected Cars. “Pretendemos consolidar a estratégia que desenhamos nos últimos meses e expandir a nossa plataforma para outros potenciais mercados”, finaliza Vagner.

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Estratégia e execução devem andar de mãos dadas

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Por Luiz Melo

Um artigo que me chamou muito a atenção, escrito por Stephen Kanitz, em 1998, intitulado “Iniciativa e o poder da acabativa”, dizia que para o Brasil começar a dar certo seria preciso procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar ideias. Era uma reflexão sobre as pessoas com capacidade de gerar ideias (iniciativa), mas que quando o assunto era implantá-las (acabativa) suas limitações vinham à tona. E isso nunca esteve tão atual no cenário brasileiro.

Tomaria a liberdade ainda, de fazer algumas inserções que ajudariam a deixá-lo um pouco mais realista. É fato que sobram “pensadores” nas empresas e que estes ficam pouco à vontade quando o assunto é colocar a mão na massa, pois o trabalho do fazer, relegado ao segundo escalão das empresas, é considerado um trabalho menos nobre do que o trabalho do pensar. Via de regra, sabe-se muito sobre a criação da estratégia, mas muito pouco sobre o seu real funcionamento.

Já trabalhei em empresas em que constatei que haviam sido gastos algumas centenas de milhares de reais com consultorias preocupadas em focar na revisão da estratégia, posicionamento, missão, visão, valores, em realizar convenções com apelos motivacionais, mas que praticamente nada havia deixado de legado de como implantar a estratégia que eles mesmos haviam redesenhado.

Na verdade não é uma crítica às consultorias, mas apenas uma constatação de como parece ser difícil escrever as páginas do livro dedicadas à ação do como se deve executar aquilo que se fala ou se escreve. Observei por lá que havia muito pensamento abstrato e praticamente nada dedicado à parte que une a implantação ao processo contínuo de monitoramento da implantação da estratégia. Se execução é essencial para o sucesso, por que as organizações não dedicam tempo suficiente quando se trata em desenvolver uma abordagem pragmática que as conduzam na direção de resultados estratégicos importantes?

Um planejamento frágil gera um processo de implantação frágil. A execução de uma estratégia e de um planejamento insuficientes são a garantia de que o resultado final será desastroso. Parte dessa história, com o fim já conhecido no início, pode ser atribuída ao vicio intrínseco de se pensar estratégia, planejamento e execução como partes e não como a própria essência do trabalho. É até mesmo comum em certas empresas uma forte cultura da departamentalização; ou seja, cada um em sua caixinha num processo que combina má comunicação com mau gerenciamento da implantação.

A má comunicação começa com a cúpula da empresa, que se incumbe em formular a estratégia e repassá-la adiante em um processo contínuo de repasses para os departamentos envolvidos na implantação. E como executar não é algo que os pensadores das empresas estejam acostumados a fazer…

Execução é algo que se aprende na “escola da vida real”, e os caminhos que levam a resultados bem-sucedidos vêm acompanhados de erros e frustrações como disse Lawrence Hrebiniak no livro “Execução – Fazendo a Estratégia Funcionar”.

O saber fazer é algo tão importante quanto o saber pensar e se faz necessário, para o bem dos negócios, que haja uma maior integração dos “fazedores” e dos planejadores com aqueles responsáveis pela formulação da estratégia, pois um projeto que não é aplicável na prática se assemelha muito àquele ditado chinês que diz que “Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe”. Muito apropriado para os dias de hoje.

Luiz Melo, especialista em Gestão de Produtos & Supply-Chain e sócio-diretor da 360 Varejo

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Metodologias ágeis trazem novos insights para indicadores de compras – Por Carlos Campos

Dois gestores do departamento de compras se encontram. Um deles pergunta: “Olá, tudo bem com você?”. O outro responde: “Estou bem preocupado por conta do meu spend”. Esta conversa aconteceu na noite desta quinta-feira, dia 7 de julho, na sede da Nimbi onde reunimos 13 executivos responsáveis pelos departamentos de compras de grandes empresas como Nokia, LATAM, Heinz, Vigor, Claro, Eurofarma, Walmart e reforça a importância dos indicadores para a área de suprimentos.

Esses profissionais são bombardeados por dados e relatórios que analisam a performance obtida em cada negociação. Contudo, quais informações são mais relevantes? Para responder a essa pergunta, nossa aposta é fugir do modelo tradicional e recorrer às metodologias ágeis.

Atualmente, as metodologias ágeis não dizem respeito apenas ao desenvolvimento de softwares, mas também à gestão do negócio. Até 2018, por exemplo, 75% das empresas de tecnologia estarão utilizando esses processos, de acordo com pesquisa da consultoria Gartner.

A exigência do ambiente corporativo é fazer mais com menos, ao mesmo tempo em que é promovida a troca de conhecimento entre todos os parceiros. Foi esta ideia que nos motivou a criar o Centro de Excelência em Gestão de Suprimentos (CEGS), a primeira iniciativa deste tipo na América Latina.

Por isso, reunimos estes profissionais ligados aos departamentos de compras de grandes empresas para fomentar o debate e trocar experiências – sempre com foco na inovação e na busca por ferramentas que auxiliem ainda mais a nossa rotina. Recorremos ao método MoSCoW para refletir quais indicadores são, de fato, importantes para a área.

Essa técnica consiste na divisão de quatro pilares: Must, que engloba os conceitos básicos e essenciais (e que, em tese, poderiam ser usados em todos os segmentos), Should, com os que são importantes e agregam benefícios para a gestão, Could, que consiste naqueles que são desejáveis, mas não são tão importantes, e Won’t, com indicadores que não deveriam ser utilizados com tanta frequência. Assim, conseguiríamos promover a reflexão sobre a funcionalidade e eficácia de cada indicador utilizado atualmente.

Divididos em duas equipes, os participantes levantaram as análises mais utilizadas e, na sequência, participaram de um excelente debate para atingir um denominador comum. Após mais de uma hora de debate, chegamos a seguinte conclusão:

Must (Essenciais)

* Prazos de pagamentos e fluxo de caixa: refere-se às condições financeiras de cada compra realizada

* Savings: o conceito engloba os ganhos obtidos na comparação com uma negociação anterior e, em nossa discussão, compreende também o PPV (variação do preço de compra), estoque, entre outros pontos.

* Homologação dos fornecedores: avalia a qualidade do serviço prestado pelos parceiros.

* SLA interno ligado ao lead time: qualidade do serviço interno da empresa, principalmente no que envolve o ciclo do produto.

* OTIF: indicador que analisa a entrega dentro do prazo e que atende as especificações do comprador.

* Produtividade: dados que meçam a eficiência dos processos e dos profissionais envolvidos no departamento de compras.

* Single Source: quantidade de compras realizadas apenas com um parceiro.

Should (Importantes)

* TCO: é o custo total de propriedade e mede os custos envolvidos ao longo do ciclo do produto.

* IIR e LTIR: indicadores de segurança e confiabilidade dos fornecedores.

* Supply Chain Performance Management: análise de desempenho de todo o setor de supply chain.

* Consolidação de Fornecedores: número de fornecedores que realizam negócios com frequência.

* Acuracidade Forecast: porcentagem de “previsões certas” em cima das negociações realizadas.

Could (Diferenciais)

* E-procurement: porcentagem de compras feitas de forma automática pela Internet.

* Compras fora do contrato: quantidade de negociações feitas fora do contrato com o fornecedor.

* Spend por FTE: análise das despesas feitas em cima do tempo do profissional em cada negociação.

Won’t (Coadjuvantes)

* PTAX: taxa de câmbio vigente (a instabilidade econômica faz com que o dólar oscile bastante e impeça um planejamento a longo prazo).

Evidentemente não podemos considerar como verdade absoluta essa divisão – tampouco era este objetivo. O plano era traçar métricas e análises que façam sentido para o mercado de cada empresa. No debate, por exemplo, tivemos uma dúvida sobre cost avoidance (economia obtida em uma compra após o valor já ter sido orçado).

Um grupo considerou esse ponto como essencial, enquanto outros defenderam como diferencial – certamente é um tema que será pensado e debatido posteriormente. Contudo, se é impossível chegar a uma unanimidade, certamente essa proposta pode ser a luz que abre caminhos na área de suprimentos.

Carlos Campos é Sócio Diretor da Nimbi, empresa especializada em soluções para a cadeia de suprimentos. A fornecedora de tecnologia para supply chain management no Brasil atualmente conta com 50 clientes, no entanto almeja terminar 2016 com 150 empresas parceiras. Em 2015 a plataforma foi responsável por aproximar mais de 30 mil empresas, controlar 3,5 milhões de cotações e pedidos e transacionar R$ 10,6 bilhões.

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