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next, banco digital do Bradesco, se torna empresa e ganha mais autonomia

A partir de setembro, o next, banco digital criado pelo Bradesco em 2017, passará a funcionar como uma das empresas do conglomerado financeiro da Organização Bradesco, adquirindo maior autonomia e velocidade de gestão e de atuação.

O movimento é parte da estratégia do Bradesco na competição com outros bancos digitais e fintechs, que se torna mais acirrada com a entrada de novos marcos regulatórios como o PIX e o Open Banking, especialmente após a aceleração dos hábitos digitais da população no cenário Covid19 e que intensificou o uso de canais digitais.

Com a mudança, o next será uma empresa de tecnologia, proprietária da plataforma digital que já alcançou mais de 3 milhões de clientes, e atuará também como um correspondente digital, abrindo sua plataforma para oferta de produtos e serviços financeiros e não financeiros do Bradesco e também de terceiros.

“É um movimento natural e evolutivo, à medida que o next tem se tornado cada vez mais uma experiência completa de serviços financeiros. Queremos estar presentes em todos os momentos da jornada de vida dos nossos clientes”, diz Octávio de Lazari Jr, Presidente do Bradesco.

Nos últimos meses, o next agregou em sua plataforma produtos da Bradesco Seguros e da Ágora Investimentos e segue trazendo novas parcerias. A Ágora, que também é uma plataforma aberta de investimentos, comercializa produtos de terceiros.

Recentemente, o next lançou uma conta digital para crianças e adolescentes, o nextjoy, em parceria com a Disney, trazendo os personagens para dentro da experiência para estimular a educação financeira.

O impacto da tecnologia nos bancos durante a pandemia do COVID-19

Por Reginaldo Santos

Já faz um tempo que o comportamento das pessoas para consultas e transações financeiras passou a ser digital. De acordo com recente pesquisa da FEBRABAN relacionada ao comportamento financeiro em 2019, o orçamento total que o segmento de tecnologia obteve dos bancos foi de R﹩ 24,6 bilhões, 24% maior do que os R﹩ 19,8 bilhões registrados em 2018. Agora com a pandemia global de COVID-19 uma série de adaptações tecnológicas tornaram-se necessárias para que o setor bancário continue a operar de forma cada vez mais digital. Mas, qual é o verdadeiro impacto da tecnologia nos bancos neste momento tão delicado?

Antes de mais nada, é importante contextualizar e relembrar as iniciativas realizadas pelos bancos neste momento. No que diz respeito aos negócios, as primeiras medidas adotadas foram a criação de linhas de crédito e a prorrogação/renegociação dos contratos vigentes. O impacto recessivo da COVID-19 sobre a economia reduz a inflação e torna o ambiente cada vez mais propício à queda das taxas de juros, cuja tendência de declínio já se apresentava desde antes da crise. Outro aspecto a ser considerado é que, embora tenha havido um crescimento da abertura de novas contas bancárias, grande parte desses clientes não tem perfil de consumo de outros produtos bancários. Logicamente, os bancos terão que tentar capitalizar e fidelizar estes clientes. Desta forma, é necessário que estejam preparados para lidar com este cenário e todas essas questões, especialmente para o risco de perdas, uma vez que inevitavelmente ocorrerão inadimplências.

A resposta para o enfrentamento desta situação passa cada vez mais pela tecnologia, pela digitalização de tudo o que envolve a atividade bancária. Em relação ao atendimento, é extremamente necessário educar o comportamento dos clientes durante o período da crise, ensinando-os e incentivando-os a poupar, direcionando-os para as linhas mais interessantes, entre outros.

No campo dos produtos tornou-se ainda mais importante acelerar o que já estava sendo feito para operacionalizar as vendas e os serviços digitais. De fato, existem bancos mais maduros e outros menos, porém, o caminho do digital foi obrigatoriamente acelerado neste momento. Há questões bem especificas a serem tratadas, como por exemplo, os refinanciamentos que, neste momento, apresentam-se como cruciais. Existem necessidades relacionadas ainda a ajustes no modelo operacional e ao controle de custos, já que investir em soluções que sobreviverão após a pandemia e que continuarão interessantes é sempre o caminho mais estratégico.

Atendimento ao cliente X tecnologias nos bancos

A multiplicação dos canais digitais de atendimento é uma solução já existente, mas deve ser aprimorada. Hoje, diversos bancos já utilizam tecnologias mais avançadas como inteligência artificial e chatbots, para minimizar a necessidade de interação com os atendentes. Os bancos que já nasceram digitais estavam com toda a plataforma tecnológica preparada para o atendimento não presencial. Alguns bancos tradicionais, no entanto, por conta da pandemia tiveram que acelerar a corrida por mudanças em sistemas e procedimentos, inclusive com a reconstrução de suas plataformas de internet banking e mobile banking.

O aumento da demanda por canais digitais reforçou a necessidade do segmento bancário em ampliar e aprimorar os seus recursos, com a implementação de novas tecnologias. A multicanalidade, por exemplo, consiste em oferecer várias formas de acessar os produtos, por meio de canais diferentes. Já o conceito omnichannel, representa oferecer uma ótima experiência ao cliente independentemente do canal pelo qual o cliente entrou e uma resposta padronizada e satisfatória. Além disso, há a continuidade do atendimento. Para o omnichannel, ainda há um caminho a ser perseguido e este é mais um processo no qual os bancos que já nasceram digitais possuem vantagem frente aos bancos tradicionais.

O open banking é outro conceito, mais do que nunca, importante, já que permite que as pessoas levem seus históricos de relacionamento com uma determinada instituição financeira para outra, democratizando o segmento e permitindo uma maior competição no setor. Ou seja, o usuário final terá acesso às suas informações financeiras para compartilhar com a instituição financeira que desejar e com isso buscar melhores taxas e preços, com liberdade ao cliente de diversificar o ambiente e alinhar os serviços financeiros de acordo com os seus interesses.

Desafios da tecnologia nos bancos

É fato que hoje, não ser digital não é uma opção. A digitalização para atender aos clientes é importante e necessária. O desafio é quebrar a mentalidade tradicional, mesmo em um banco que já nasceu 100% digital e entender qual é a real necessidade do cliente. Um exemplo, é a abertura de conta. Muitas vezes, é irrelevante para o cliente se existem ou não pessoas e processos por trás, se ao final ele conseguir abrir sua conta virtualmente. Sendo assim, um processo que ainda não é 100% digital atinge essa necessidade do cliente. Porém, quando olhamos internamente, este banco gastou muito mais do que um banco completamente digital. A pandemia evidenciou que as instituições que estavam mais avançadas nesse processo encontram-se em uma posição mais vantajosa.

Pagamentos instantâneos e open banking

Recentemente, o Banco Central anunciou que o sistema de pagamentos instantâneos (PIX), será gratuito para pessoas físicas. Segundo o BC, o baixo custo para o consumidor é uma questão central do PIX, já que a iniciativa se propõe a ser um meio de pagamento acessível para quem paga e para quem recebe, além de permitir um funcionamento 24×7, simples e sem burocracia. O PIX promete transações seguras com período de liquidação de poucos segundos, sem restrições de datas ou horários. É uma iniciativa que vem ganhando força em outros países e proporciona assim, um ambiente disruptivo e novo no Brasil. O PIX veio para trazer uma experiência mais rápida para o consumidor já que a movimentação financeira é instantânea, diferentemente de uma TED, em que você tem um tempo para a compensação.

Considerando o PIX e o open banking, onde os dados passam a estar disponíveis, está mais fácil criar um negócio novo hoje no setor financeiro do que há dois anos, por exemplo. O PIX e o open banking permitirão a inclusão de mais pessoas nesse universo financeiro, sendo uma excelente oportunidade para oferecer serviços diferenciados. Até 2010, o mercado financeiro no Brasil era fechado e reduzido a um pequeno número de instituições. Após essa abertura, empresas focaram em inovação e apostaram em tecnologia para criação de produtos e soluções para as Instituições de Pagamentos – IP. Embora sejam muito semelhantes aos bancos tradicionais, especializados em intermediar o dinheiro investido e empréstimos, as IPs viabilizam serviços de pagamento e cobrança e movimentação de recursos, diferenciados dos bancos.

Por todos estes aspectos mencionados, o forte impacto da COVID-19 no setor bancário acentuou ainda mais a busca por soluções tecnológicas. O desafio imposto pela pandemia escancarou a importância e a urgência em investir em tecnologias que mantenham e promovam a relevância das instituições financeiras.

Reginaldo Santos, Diretor Executivo da Provider IT

Investimentos de bancos com tecnologia crescem 48% em 2019 e orçamento total chega a R﹩ 24,6 bilhões

Os investimentos feitos pelo setor bancário em tecnologia em 2019 cresceram 48% em relação ao ano anterior, e o orçamento total chegou a R﹩ 24,6 bilhões, somados aos gastos do setor em TI, que tiveram alta de 14%, revelou a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2020 (ano-base 2019), divulgada hoje. Os investimentos passaram de R﹩ 5,8 bilhões para R﹩ 8,6 bilhões, enquanto as despesas cresceram de R﹩ 14 bilhões para R﹩ 16 bilhões.

O estudo, realizado pela Deloitte, mostrou que, assim como nos anos anteriores, as despesas e investimentos em software estiveram no centro das atenções das instituições financeiras e somaram R﹩ 13,2 bilhões, ou 54% do total. O resultado reforça o compromisso da indústria bancária no desenvolvimento de novas funcionalidades em serviços e produtos.

“Os bancos brasileiros sempre funcionaram como um importante indutor em inovações no país. A crise impulsionou a digitalização dentro e fora das instituições financeiras, mas já estávamos preparados e queremos continuar ajudando o cliente a criar um DNA digital que lhe permita ter acesso a serviços com maior valor agregado, mais eficiência e redução de custos”, avalia Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

“O histórico de investimentos dos bancos em TI, aliado ao crescimento do uso dos canais digitais nos últimos cinco anos, foram fundamentais para que, neste momento de pandemia, nossos clientes tivessem a opção de fazer praticamente todas as transações financeiras de forma segura em suas casas, evitando, assim, aglomerações”, destaca Isaac Sidney.

A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária também revelou que as transações bancárias cresceram 11% em 2019, registrando 89,9 bilhões de operações. Deste total, 39,4 bilhões, ou 44% do total, correspondem a operações feitas pelo mobile banking, que a cada ano vem ganhando a preferência do consumidor brasileiro para suas transações financeiras.

“O mobile banking transformou-se em uma expressiva porta de entrada para a inclusão financeira de milhões de brasileiros pela possibilidade de carregar no bolso e acessar, em qualquer hora ou local, serviços antes restritos a agências bancárias”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN.

De acordo com o levantamento, as operações com movimentação financeira no smarthphone tiveram alta de 41% no ano passado em relação a 2018. Na comparação anual, o mobile banking mostrou significativo avanço em todas as transações pesquisadas: contratação de investimento (alta de 114%); tomada de crédito (+47%); transferências, DOCs e TEDs (+43%); pagamento de contas (+39%). A pesquisa também revelou que a contratação de seguros por celular cresceu 133%, enquanto os depósitos virtuais mostram alta de 327% nesse canal .

O cliente do mobile banking faz login no banco 23 vezes por mês, sendo que os chamados heavy users – usuários que fazem mais de 80% das transações em um único canal – visitam seu banco 40 vezes, na média mensal. Já as contas abertas pelo smartphone cresceram 66% em 2019, na comparação ao ano anterior, totalizando 6,5 milhões.

As últimas edições da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária têm revelado uma mudança de comportamento do consumidor. Hoje, 63% das operações bancárias são feitas pelos meios digitais – internet banking e mobile banking -, percentual que era de 46% em 2014. Atualmente, praticamente todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica.

Metodologia

A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária foi feita com 22 bancos, que representam 90% dos ativos da indústria bancária. O estudo, já em sua 28ª edição, traz uma radiografia e tendências do comportamento do setor financeiro no que se refere aos investimentos e uso da tecnologia, bem como a relação dos consumidores com os canais de atendimento.

Neste ano, o levantamento também ouviu executivos dos bancos brasileiros. “A coleta de dados se deu em uma fase quantitativa, via formulário, e outra qualitativa, com entrevistas mais aprofundadas. Além dos 22 bancos que responderam o questionário, o que representa 90% dos ativos dessa indústria no Brasil, 10 executivos da área de tecnologia bancária concederam as entrevistas para a edição de 2020 da pesquisa”, analisa Sérgio Biagini, sócio-líder da Deloitte para a indústria de Serviços Financeiros no Brasil.

Entre os resultados da pesquisa, Biagini também destaca que que os bancos investiram R﹩ 107,3 milhões com treinamentos no ano passado, que atingiram 146 mil pessoas, totalizando 1,7 milhão de horas. “Os bancos continuam a investir fortemente na formação de seus times, que conduzem a transformação digital do setor . ”

Do dinheiro físico ao banco digital: o novo paradigma na América Latina

Por Edgardo Torres Caballero

Somos protagonistas da quarta revolução industrial, que chegou com força ao mercado de serviços financeiros. Estes, por sua vez, nos levam a uma nova tendência: a da economia digital.

A democratização dos serviços financeiros vem ocorrendo através da tecnologia. Somente através dela poderemos proporcionar inclusão financeira e acesso a serviços bancários para um maior número de cidadãos. A tecnologia atual oferece infinitas opções para fornecer novas experiências, capacitar usuários e situar socialmente uma instituição. Atualmente, através do celular, podemos efetuar pagamentos on-line e transações financeiras, permitindo o acesso ao banco sem distinção de categoria social.

Cerca de dois anos atrás, em abril de 2018, a GSMA apresentou a certificação de dinheiro móvel (GSMA Mobile Money Certification). Trata-se de um programa global para oferecer serviços financeiros mais seguros, transparentes e resilientes a milhões de usuários em todo o mundo. Segundo a organização, globalmente, o número de clientes que já utilizam serviços certificados chega a 114 milhões.

No Caribe e na América Latina já são mais de 21 milhões de contas cadastradas em 17 mercados, e Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Panamá e Peru se destacam no uso do dinheiro eletrônico, segundo a GSMA.

Além disso, serviços como o Apple Pay Cash oferecem envio e recebimento de dinheiro de usuário para usuário sem a participação de intermediários financeiros. Essas transações são feitas graças a um cartão virtual associado aos produtos instalados no Google Wallet. Para completar o cenário, as moedas eletrônicas, que ganharam popularidade com o advento das Bitcoins, também conquistaram seu espaço.

E a América Latina vem surfando essa onda. A modernização é observada na região, aumentando em média 50% nos últimos dois anos, especialmente em El Salvador, Honduras e Paraguai. Estes países estão entre os 15 principais mercados mundiais em relação à proporção de cidadãos que usam ativamente serviços de dinheiro digital.

De acordo com pesquisas de mercado, em março de 2018, 91% dos usuários de Internet na União Europeia acessaram um site ou usaram um aplicativo mobile de serviços financeiros. E os serviços bancários online foram utilizados por 70% dos usuários da Internet. Em comparação com outras indústrias, o setor bancário está adotando com sucesso as tecnologias móveis. (1)

Composable banking

Atualmente, fornecedores de TI conseguem garantir este processo de transformação do setor financeiro, não só com os bancos tradicionais, mas também com os novos bancos, os bancos digitais. Um caminho para isso é a adoção de um conceito chamado composable banking, na verdade uma nova abordagem que prevê o desenvolvimento e a prestação de serviços financeiros baseados na montagem rápida e flexível de sistemas independentes. Ela tem ajudado instituições tradicionais a oferecer novas experiências aos seus clientes, competir com as fintechs e responder a esta necessidade de mudança, sem abrir mão de seus ativos construídos ao longo de décadas.

Reduzir o uso de dinheiro físico a partir da maior adoção das transações digitais é um dos objetivos perseguidos no mundo. Assim como é a redução do uso de papel e de papel-moeda, uma meta para os mercados que querem ser sustentáveis. Na Suécia, por exemplo, apenas 5% das compras no varejo são feitas com dinheiro em papel. A Índia também reduziu expressivamente a emissão de papel-moeda.

A mudança para um banco cada vez mais tecnológico e inclusivo está a caminho – e anda a passos largos. As instituições precisam aproveitar as vantagens que a tecnologia oferece para enfrentar os desafios da nova economia digital.

Este ano, a implantação das redes 5G ganhará força nos Estados Unidos, China, Reino Unido, Japão e Coréia do Sul. Na América Latina, segundo a GSMA, o primeiro país a ter esta tecnologia será o México em 2020. E o Brasil deve iniciar os serviços em 5G também em breve. As novas redes otimizarão o desempenho das comunicações e haverá mais dispositivos conectados à Internet, que serão a chave para a explosão de novos serviços, como IoT, pagamentos mobile, inteligência artificial e cidades inteligentes.

E o dinheiro digital também deve ser desenvolvido. Evidentemente, os avanços tecnológicos promoverão o desenvolvimento da economia digital na América Latina.

É por esta razão que a indústria financeira deve avançar na reconfiguração de uma arquitetura para auxiliar a “Quarta Revolução Industrial”, o setor financeiro reconverter seus serviços e produtos para o novo consumidor, juntamente com o setor de tecnologia com serviços em nuvem, API e plataformas robustas e seguras. Assim – e só assim – alcançaremos a “revolução digital e social”.

Edgardo Torres Caballero, diretor geral da Mambu Américas

(1) Fonte: ComScore

A transformação nada espontânea do setor bancário

Por Paulo Marcelo

O mercado financeiro, como todos os outros setores da economia, está hoje às portas de um tremendo processo de transformação digital. Esse processo não se dá por geração espontânea, mas como resultado da pressão que vem sendo exercida por duas forças: o consumidor, cada vez mais acostumado às comodidades da vida digital; e a concorrência trazida pelas fintechs e pelos bancos que saíram na frente neste processo de digitalização.

Esta é a constatação mais clara do estudo Digital Banking Ecosystem, divulgado no final do ano passado pela Business Insider Intelligence. A pesquisa aponta que o processo de transformação desencadeado por estas pressões externas têm levado os bancos a investir bilhões de dólares para eliminar e substituir tecnologias, e isso vale desde o front office até o backoffice.

Entre os maiores destinos desses investimentos, estão mobilidade (43%), APIs de open banking (35%) e tecnologias de conversação – conversational banking – (32%), e a lista prossegue com analytics, cloud computing, IoT, blockchain e wearables. O fato é que o horizonte de transformações é gigante e não há como seguir em frente sem o trabalho conjunto não apenas com parceiros, mas também com concorrentes e outros participantes do ecossistema.

Isso porque esse processo tem que seguir em diversas frentes. No front office, com a busca de canais digitais cada vez mais integrados e inteligentes; no middle office, com a busca por soluções de conformidade, risco e estratégia corporativa. E finalmente, no backoffice, com a adoção de estruturas robustas e flexíveis o suficiente para atender às novas demandas.

Olhando um pouco mais de perto os fatores que têm pressionado essas mudanças, se percebe uma clara mudança no perfil dos clientes. Foi-se o tempo em que os consumidores tinham que se adaptar às regras e processos bancários. Na mão inversa, o setor financeiro se vê obrigado hoje a atender, e rápido, às mudanças nos hábitos dos consumidores. Mais que isso, deve haver um esforço para reconquistar esses clientes.

O estudo aponta que em muitos mercados vem crescendo a confiança dos clientes nos serviços financeiros oferecidos por empresas de tecnologia. No Brasil, esse índice é de 74% e há países, como a Itália, onde esse índice supera 80%. E isso não acontece à toa, já que hoje estes serviços podem ser contratados junto a bancos 100% digitais, fintechs e empresas de tecnologia, como Google, Apple ou Amazon.

Essas empresas entenderam primeiro como oferecer serviços por canais digitais (online ou mobile) e têm grande responsabilidade na redução do uso de agências, caixas eletrônicos e serviços telefônicos.

Essas questões têm levado os bancos tradicionais a iniciarem seus processos de transformação digital com foco bastante claro em fatores como maior agilidade; redução de custos; e ampliação da capacidade de inovação. Tudo isso como parte de um movimento maior, que é o foco total no cliente. A mudança será crucial para que estas instituições se mantenham competitivas em uma economia digitalizada. O processo está apenas começando, mas ele pode ser mais rápido do que se imagina.

Paulo Marcelo, CEO da Solutis, tech partner especializada na aceleração de jornadas digitais

Confira a agenda de tecnologia dos bancos para 2020

Sistema de Pagamentos Instantâneos e início da adoção do Open Banking são destaques da agenda de tecnologia dos bancos; conheça também as inovações que devem decolar em breve nas instituições financeiras

Entre os principais destaques da agenda de tecnologia do setor financeiro para o próximo ano estão o começo da adoção do Open Banking no Brasil, a partir do segundo semestre, e o início, em novembro, da operação do sistema de Pagamentos Instantâneos, que permitirá enviar e receber dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana em até 10 segundos.

Para padronizar e organizar a plataforma de pagamentos instantâneos, em um ambiente de segurança e comodidade para os clientes, as instituições financeiras investem em infraestrutura, tecnologia e discussões técnicas. E tem levado propostas e recomendações ao Banco Central para a criação do ecossistema do Open Banking, de maneira a garantir sua segurança, financiamento adequado e confiabilidade.

Adicionalmente, para o próximo ano, investimentos em tecnologias como inteligência artificial, big data, internet das coisas e biometria prometem mudar de forma significativa os modelos operacionais e de negócios dos bancos, e devem trazer mais produtos e soluções bancárias inovadores.

“Para fazer frente às inovações e manter de pé uma estrutura que atenda a milhares de brasileiros, o setor bancário brasileiro vem investindo anualmente cerca de R﹩ 19,5 bilhões em tecnologia”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN. “O montante é um reflexo do esforço das instituições para continuar sempre acompanhando a evolução da tecnologia.”

Conheça abaixo o que estará no radar e na agenda dos bancos brasileiros em 2020:

Sistema de Pagamentos Instantâneos

Enviar e receber dinheiro em menos de 10 segundos, durante 24 horas por dia, sete dias por semana, será possível no país a partir de novembro de 2020, quando está prevista a implementação do ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil. As instituições financeiras já estão se preparando para aderir ao sistema e investem em infraestrutura, tecnologia e discussões técnicas para padronizar e organizar uma plataforma de pagamentos instantâneos dentro de um ambiente de segurança para os clientes.

“A nossa meta é fazer com que uma transação realizada pelo sistema de pagamento instantâneo leve até, no máximo, 10 segundos”, afirma Leandro Vilain, diretor de Negócios e Operações da FEBRABAN. Hoje, 95% das TEDs acontecem geralmente em até 5 minutos, apesar de o prazo estabelecido na regulação ser de até 30 minutos.”

A partir de fevereiro de 2020, estará disponível, no Banco Central, o ambiente de testes de conectividade com as potenciais instituições participantes. Em junho, todas as instituições iniciam os primeiros testes relacionados à implementação do sistema de pagamentos instantâneos.

Open Banking

O sistema de Open Banking cria novos modelos de negócios digitais com o uso de APIs (interfaces de programação de aplicações). O modelo permite aos clientes compartilhar o acesso aos seus dados financeiros com provedores terceiros não-bancários, que podem usar esses dados para oferecer ao consumidor uma melhor experiência com serviços financeiros.

Em novembro, o Banco Central pôs a proposta de Open Banking em consulta pública até 30 de janeiro de 2020. A edição da regulação está prevista para o primeiro semestre, e o início da implementação deverá começar no segundo semestre, segundo o Bacen.

Para Fernando Freitas, superintendente-executivo do Departamento de Pesquisa de Inovação do Bradesco, o Open Banking impacta, praticamente, todas as áreas do banco. “Nesse cenário, o open banking pode permitir a construções de novos serviços financeiros e não financeiros como onboarding e validação de identidade.”

Big Data e Fast Data

O potencial do Big Data e das ferramentas para análise de dados, chamadas de Analytics, já permitem que as instituições reduzam seus custos e exposição a riscos, e conheçam melhor seus clientes.

Entretanto, o desenvolvimento e a expansão dos negócios nos bancos em áreas como IoT (internet das coisas) fizeram com que as instituições priorizem, agora, casos de uso de fast data e streaming (dados gerados em tempo real) que permitem interceptar, interpretar e responder a eventos em interações dos clientes com os canais de atendimento do banco com muito mais velocidade.

“Trata-se de uma nova fase em Big Data, em que a instantaneidade é o novo normal”, diz Richard Flávio da Silva, superintendente-executivo de Tecnologia do Santander. “Em uma sociedade em que os desejos são para o ‘agora’, vemos muito valor na capacidade de dialogar com os clientes no que chamamos ‘momento zero’, o instante mais próximo possível do tempo real.”

Inteligência artificial (IA)

A Inteligência Artificial (IA) ainda continuará revolucionando o atendimento bancário, por meio de chatbots e assistentes virtuais. Aqui, os robôs são dotados da capacidade de “pensar” como seres humanos, o que inclui a prática de raciocinar e tomar decisões a partir do cruzamento de dados. Com isso, ajudam a tirar dúvidas, dar informações e auxiliar em consultas e até sugerir investimentos.

“Agora, a bola da vez é o atendimento por voz, serviço que se expandirá nos bancos em 2020”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN e também diretor de Tecnologia do Banco do Brasil.

O uso da tecnologia também avançará no processo de onboarding (abertura de contas) digital, reconhecimento de imagens, reconhecimento de assinaturas em cheques, financiamentos, modelos de risco de crédito, e em áreas como a de recursos humanos e na jurídica, para leitura de contratos e pareceres.

5G e internet das coisas

A internet das coisas (IoT) ganhará ainda mais importância na estratégia de negócios das instituições financeiras com a chegada da rede 5G, já que essa tecnologia deve impulsionar o uso massivo de IoT e a oferta de produtos e serviços inovadores.

Segundo previsão do Gartner, 14,2 bilhões de equipamentos conectados estarão em uso até o final de 2019, e esse total chegará a 25 bilhões de dispositivos até 2021, produzindo cada vez mais um imenso volume de informações.

O 5G promete elevar a comunicação móvel a um novo patamar. Além de maior velocidade (de até 1,5 Gbps de downlink – transmissão via satélite), cerca de 20 vezes mais rápida, e baixa latência (quanto mais baixa a latência, melhor a qualidade da transmissão), a tecnologia será capaz de conectar dez vezes mais dispositivos que as redes sem fio 4G. Neste mês, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) adiou a aprovação da proposta de edital para leilão de frequências 5G, que ficará para 2020, e o leilão poderá ficar para o início de 2021.

Biometria

Formas alternativas de biometria continuarão a avançar nas instituições financeiras em 2020. A biometria digital, ou pela palma da mão, já é velha conhecida dos clientes bancários brasileiros nos terminais de autoatendimento. As biometrias de voz e a facial, já estudadas por grandes instituições, deverão, em breve, ser usada em larga escala pelos clientes bancários.

“A biometria garante que é você mesmo que está fazendo a transação bancária, trazendo unicidade e veracidade para a operação”, diz Walter Faria, diretor-adjunto de Operações da FEBRABAN.

Os bancos também investem na biometria comportamental, para poder autenticar o cliente o tempo todo sem que ele seja incomodado. As instituições investigam aspectos cognitivos e ações adotadas pelos usuários, como, por exemplo, padrão de rolagem de tela e movimentação do mouse.

Os estudos com biometria comportamental crescem para atender diversos setores que precisam de tecnologias para reconhecimento, identificação e controle de acesso. “Nos EUA, o Pentágono já está estudando a biometria de batimento cardíaco; se esta tecnologia se mostrar viável no futuro, nada impede que seja usada no setor financeiro”, afirma Faria.

RPA

Os robôs não serão apenas assistentes virtuais que ajudarão clientes em suas operações bancárias. Para o próximo ano, eles continuarão a atuar nos bastidores das instituições financeiras, por meio da Automação Robótica de Processos (RPA, na sigla em inglês), com a ajuda de inteligência artificial. “RPA será uma tecnologia-chave para que os nossos colaboradores possam eliminar tarefas repetitivas e de baixo valor agregado”, avalia Fernando Freitas, do Bradesco.

Pesquisa feita pela Jupiter Research revelou que as receitas do setor bancário com RPA chegarão a US﹩ 1,2 bilhão até 2023. De acordo com o levantamento, quando combinada com inteligência artificial, o RPA pode reduzir consideravelmente os custos de conformidade, aumentar a produtividade e melhorar a experiência do cliente.

Quem disse que as fintechs querem acabar com os grandes bancos?

Por Ralf Germer

Recentemente, grandes instituições financeiras do Brasil reportaram o fechamento de centenas de suas agências. Desde então, muito se tem questionado sobre se as fintechs, com seus serviços e produtos inovadores, eficientes e mais baratos para o consumidor, vão acabar com os grandes bancos. E como poderiam, de certa forma, ser responsabilizadas por esse cenário. Tendo em vista que cerca de 92% de todos os lares brasileiros têm ao menos um smartphone e que no país há cerca de 45 milhões de pessoas sem conta bancária, acredito que a popularização das contas digitais justificaria melhor o que anda acontecendo.

É verdade que as fintechs têm conquistado cada vez mais espaço no mercado financeiro e que a entrada de novos players no setor favorece a competição, mas dificilmente seremos capazes de competir com nomes como Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – que além de concentrarem mais de 80% dos depósitos e empréstimos, segundo o Relatório de Economia Bancária divulgado pelo Banco Central – também oferecem uma série de conveniências atrativas para os clientes.

É mais fácil pensar assim: se por um lado as fintechs são capazes de fornecer soluções que simplificam a vida das pessoas e atendem suas necessidades específicas, por outro, os bancos muitas vezes são responsáveis por tornar viáveis essas inovações, além de utilizar sua capilaridade para atingir o consumidor. Ou seja, nessa relação quem ganha no final das contas é sempre o usuário final.

Já que citei o Banco Central, aproveito para dizer que ele tem um papel decisivo na evolução do mercado financeiro no país. Iniciativas como os pagamentos instantâneos, que aceleram o fluxo do dinheiro e ajudam o crescimento econômico do Brasil, e o open banking, que permite maior integração entre os bancos e as fintechs, são vistas de forma muito positiva, já que abrem o mercado para soluções que atendem ao novo cenário.

Para satisfazer uma população cada vez mais digital e que busca por soluções mais ágeis, simplificadas e de baixo ou nenhum custo, os bancos vão precisar adaptar alguns dos seus modelos de negócios. Como eles têm muito capital e, no Brasil, alta rentabilidade, eles poderão investir em novas tecnologias e, ainda, adquirir fintechs.

De acordo com o Fintech Mining Report, da Distrito – empresa que desenvolve dados sobre as startups brasileiras – existem 115 fintechs atuando com meios de pagamento e, dessas, 68 realizam processamento. No campo dos serviços digitais, 13 oferecem contas digitais. O que quero dizer com isso? Que ainda que atuem com transparência e atenção ao cliente, muitos players também vão desaparecer, uma vez que estamos falando de um segmento de inovação e sempre haverá aqueles que acabam se destacando em relação aos outros. Faz parte do jogo!

Ralf Germer, CEO e co-fundador da PagBrasil

ABBC realiza congresso sobre inovação em serviços financeiros

A ABBC – Associação Brasileira de Bancos realizará no dia 28 de novembro, a partir das 9h, o Congresso de Inovação em Serviços Financeiros (CISF) – open banking e pagamentos instantâneos. O objetivo é compartilhar diversas visões e experiências sobre o tema para que o sistema financeiro evolua em um ambiente ainda mais inclusivo. No evento, também serão conhecidos os ganhadores da segunda edição do Prêmio Idei@ABBC.

Entre os palestrantes: Guga Stocco, fundador da GR1D; Mariana Cunha e Melo, Relações Institucionais do Nubank; In Hsieh, fundador da Chinnovation e da Marco Polo Ventures; Thiago Guimaraes, head de Digital Finance na Stefanini; Rodrigo Furiato, diretor da área de Contas Digitais (Wallet) do Mercado Pago; Carlos Augusto de Oliveira, diretor de Tecnologia da ABBC; André Jafferian e Jorge Sant’Anna, diretores da CRT4; Marcelo Modesto, da Avivatec; e Diogo José Sousa da Silva, chefe de Subunidade do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central.

Confira a programação completa e faça a inscrição no site: http://www.abbc.org.br/cisf/

Serviço

Data: 28/11/2019

Horário: 8h30-18h30

Local: Teatro CIEE – Rua Tabapuã, 445 – São Paulo.

SONDA expande atuação no setor financeiro, com soluções de analytics

A SONDA, maior empresa latino-americana de serviços de TI, tem expandido e intensificado sua atuação no setor financeiro por meio de duas soluções analíticas: uma para gestão de risco para bancos e uma para identificar e prevenir eventuais fraudes.

As soluções foram desenvolvidas em parceria com o SAS, que utiliza inteligência artificial na geração de resultados. O analytics de gestão de riscos para bancos auxilia no processo de controle de ativos e passivos, riscos operacionais, precificação e na simulação de balanço. Já o analytics para identificação de fraude contribui para evitar e prevenir falhas sistêmicas, perdas e desvios de condutas, além de diminuir erros humanos.

“Nos últimos anos, a SONDA expandiu sua atuação no mercado financeiro por meio de soluções tecnológicas que entregam resultados mais assertivos e robustos. Em um cenário em que a transformação digital avança de forma exponencial, as soluções de analytics representam um passo importante para tornar as instituições financeiras mais competitivas”, explica Adriano Espósito, Diretor de Transformação Digital da SONDA.

A SONDA é um dos maiores provedores de tecnologia para bancos do Brasil. A empresa mantém contratos com os dois maiores bancos públicos do país. O portfólio varia desde soluções de outsourcing de TI, sistemas de impressão à soluções de inteligência analítica.

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Instituições financeiras podem explorar sistemas bancários integrados para oferecer serviços digitais seguros, afirma Unisys a líderes do setor

A Unisys Corporation (NYSE: UIS) participa da Fintech Americas 2019 para discutir as oportunidades que os sistemas bancários integrados podem oferecer ao setor de serviços financeiros. Entre elas, formas de integrar funções bancárias, de empréstimo e pagamento às aplicações de consumo mais populares. Ao eliminar obstáculos dos processos tradicionais por meio dessas medidas, as instituições serão capazes de proporcionar uma excelente experiência aos clientes e promover avanços na gestão de identidades, que podem garantir uma sólida postura de segurança em meio ao acelerado ritmo de transformação.

Maria Allen, vice-presidente e head global da Unisys para a área de Serviços Financeiros, apresenta um painel de discussão ao lado de David Estevez, CIO do Grupo Petersen, e Daniel Kennedy, vice-presidente do Scotiabank para bancos digitais, para discutir como a transformação digital das instituições financeiras está mudando a experiência e as expectativas dos clientes, e como avanços como o open banking têm aberto portas para a oferta de muitos serviços que bancos tradicionais não poderiam oferecer anteriormente. A discussão também aborda os riscos da segurança cibernética que as transformações podem trazer consigo e o importante papel de uma abordagem Zero Trust para garantir sucesso no futuro.

“O ritmo acelerado das mudanças no setor bancário está abalando a abordagem tradicional dos bancos em relação aos consumidores”, destaca Allen. “Os clientes de hoje contam com muitas opções, mas avanços como o sistema bancário integrado permitem que os serviços digitais sejam oferecidos em tempo real, quando e onde for preciso. Trata-se de eliminar os obstáculos dos processos bancários tradicionais – permitindo que pessoas realizem transações de qualquer dispositivo, a qualquer momento – para proporcionar uma melhor experiência”.

Entre outros temas, destaca-se também a necessidade de os bancos ficarem atentos aos riscos de cibersegurança que podem enfrentar ao adotar novas tecnologias (como inteligência artificial baseada em voz) e de tomarem medidas proativas para estabelecer uma abordagem de segurança, uma vez que as defesas dos perímetros já não são suficientes para reagir às ameaças de hoje.

“Zero Trust é um tema importante atualmente e, como muitos outros termos novos, pode significar coisas diferentes para diferentes empresas. Na Unisys, acreditamos que uma essa abordagem se baseia na ideia de que nenhum usuário ou dispositivo – dentro ou fora de redes privadas – deve ser confiável e de que as organizações devem dar o mínimo acesso possível mediante a identificação segura”, explica Allen. “É necessário contar com uma abordagem que usa ‘identidades confiáveis’, pois a interconectividade com parceiros, fornecedores e clientes exige a proteção de dados críticos nos vários pontos de acesso. Felizmente, avanços como autenticação biométrica multimodal, incluindo elementos como reconhecimento de voz e de íris e biometria comportamental, como velocidade de digitação, podem ser implantados para verificar a identidade do usuário nos diversos canais”.

Usando tecnologias de acesso baseadas em identidade, bancos e instituições financeiras podem implementar um modelo de segurança Zero Trust para combater riscos sistêmicos agregados a sistemas bancários integrados. Dessa forma, conexões com fornecedores e parceiros podem ser feitas com confiança e os benefícios do open banking podem ser concretizados.

A Unisys ajuda as instituições financeiras a alcançar níveis elevados de digitalização utilizando o Elevate™, plataforma de software completa e pacote de aplicações desenvolvidas para proporcionar experiências seguras aos clientes de bancos digitais. O Elevate conta com a segurança do Unisys Stealth®, que dispõe de recursos dynamic isolation™ para isolar rapidamente dispositivos ou usuários ao primeiro sinal de comprometimento. O Stealth™ reduz as superfícies de ataque por meio de microssegmentação baseada em identidade, permitindo que os bancos separem e escondam ativos críticos e estabeleçam canais codificados para comunicação segura de usuários, aplicações e sistemas.

Mais de 450 instituições financeiras em todo o mundo usam soluções da Unisys. Para obter mais informações sobre os recursos da Unisys para serviços financeiros, clique aqui.

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Você sabe o que é fisital? Conheça o impacto dessa inovação no setor financeiro

Por Simone Pittner

São Paulo, maio de 2019 – O fisital, união entre o físico e o digital, está evoluindo muito rapidamente no Brasil e em todo o mundo. Esse conceito foi cunhado na Inglaterra em 2015, e fica claro nas experiências de varejo, onde o cliente muitas vezes enfrenta problemas na hora de trocar, na loja física, produtos adquiridos no ambiente online. Há, por exemplo, diferença de preços entre os produtos (devido ao comissionamento de vendedores, prática comum das lojas físicas), falta de determinados modelos ou marcas, novos tempos de entrega, entre outros.

Com o aumento de profissionais especializados em Customer Experience (CX), a unificação de todos os canais da empresa, assim como a linguagem utilizada nesses canais (loja física, e-commerce, redes sociais, callcenter e aplicativos), começou a ficar mais forte. No mundo financeiro, com as instituições trazendo experiências dos bancos digitais para a sua forma de negócio, praticando abertura de contas e acompanhamento de cartões de crédito totalmente online, o fisital se fez presente.

Atualmente, alguns bancos de montadoras possuem serviços de aprovação do limite de crédito para compra de bens, liberando para o cliente na própria concessionária (no caso de compra de carro ou moto) em tempo real, além da aceitação de documentos enviados também digitalmente. O processo se tornou muito mais rápido – passamos de dias para horas – com a vantagem das empresas contarem com estrutura de armazenamento de documentos em nuvem, possibilidade exponencialmente mais barata.

Esse cenário caminha para uma realidade ainda mais transformadora, com a possibilidade das integrações digitais. Os bancos, corretoras, empresas de investimento e grandes negociações financeiras estão abrindo suas plataformas de serviços e produtos em formato de API, as chamadas Open APIs. Isso possibilita que duas empresas consigam se conectar através da integração de software. Um exemplo de nosso dia a dia é a funcionalidade de ouvir música no Spotify enquanto está com o Waze aberto.

Essas integrações com troca de dados têm sido ponto de discussões e regulamentações recentes, como a GDPR, na União Europeia, e a LGPD, no Brasil, criando a possibilidade de se abrir informações para que empresas comprem ou troquem entre si dados ou microsserviços de tecnologia.

O fisital também acrescenta melhorias na experiência do cliente. Atualmente, é comum termos cartões bancários em nossos celulares – existem aplicativos, como ApplePay e SamsungPay, que tornam desnecessário o uso do cartão físico. A transferências de crédito entre pessoas físicas em múltiplos países e interbancos acontece de maneira semelhante.

Uma validação recente, sinônima de toda essa integração, por exemplo, é um boleto atrasado. Os internet bankings, no últimos meses, prepararam-se para conseguir calcular o novo valor, mesmo que a conta seja de outra instituição, algo que não era permitido em um passado recente.

Esses são alguns exemplos que ilustram essa integração entre o físico e o digital no mercado financeiro. As mudanças só tendem a aumentar e os bancos as, corretoras e as investidoras serão cada vez mais digitais, com todas as transações em aplicativos, diminuindo a presença do cliente na agência física e sua necessidade de interação com o gerente ou a central de atendimento. Estamos vivendo numa realidade entre dois mundos: aspectos que ainda precisam do físico e do contato humano e outros que o mundo digital está resolvendo sem esse contato – na maioria das vezes, de maneira mais inteligente e rápida.

Quando falamos do fisital no Brasil, já conseguimos ver cases relevantes acontecendo. A Avon, por exemplo, desenvolveu um aplicativo com duas importantes funcionalidades, aumentando a rentabilidade e diminuindo os custos. A primeira permite às revendedoras resolverem problemas sem a necessidade de interação humana com o call center, acessando grupos de dúvidas e trocas de produtos parados. A outra funcionalidade do app é a leitura digital do folheto de compra, tornando a venda totalmente automatizada.

Outro case relevante para o cenário brasileiro é o de uma grande varejista que atualmente está no caminho para se tornar um banco. A marca iniciou seu processo de transformação digital com uma reestruturação do call center. Para reduzir o número de ligações, foram desenvolvidos canais web e mobile permitindo ao cliente buscar informações por conta própria. Essa ação teve um resultado surpreendente, com uma redução de 27% em ligações feitas para o call center só no primeiro mês. Outra ação da marca foi a implementação de 21 novos serviços em seu aplicativo, incluindo a solicitação de cartões de crédito.

Além de todos esses impactos, vale destaque para a transformação do que nomeamos BackOffice ou Digital BackOffice. Com as diversas mudanças proporcionadas, é preciso revisitar as jornadas internas, como captura e armazenamento de documentos e dados, uso de nuvem, redução de servidores locais, robotização de tarefas repetitivas, inteligência artificial, implementação de workflows, inclusão de testes de produtos de forma automatizada, entre outros. E nessa linha de raciocínio, assistimos ao aumento da utilização e importância do Data Science e o Business Intelligence, agora também sendo explorados e gerando oportunidades de negócios.

Simone Pittner, Head of the Lean-Agile Operations da GFT Brasil

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Congresso CIAB FEBRABAN reúne especialistas para debater tendências tecnológicas na área financeira

O americano Nate Silver, um dos principais estatísticos da atualidade e conhecido por seus acertos em pesquisas políticas com análises que usam tecnologias como big data e analytics, e Jim Marous, e renomado estrategista do mercado financeiro mundial, estarão no Ciab FEBRABAN 2019, Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, que acontece entre os dias 11 e 13 de junho no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Também participará do evento Octavio de Lazari Junior, diretor-presidente do Bradesco. Outra participação especial é de Kimberly Bryant, CEO e fundadora da Black Girls Code, que oferece treinamento de tecnologia e empreendedorismo para meninas e jovens negras.

Sob o tema central “Conectado com o cliente. Contribuindo para a Sociedade”, especialistas nacionais e estrangeiros debaterão durante os três dias de evento temas ligados a inovação, fintechs e startups, serviços de tecnologia, regulação, meios de pagamentos, seguros, futurismo, segurança e cibersegurança, a jornada do cliente e os provedores de soluções e negócios.

Murilo Portugal, presidente da FEBRABAN, fará a abertura do congresso às 10h da terça-feira (11). Em seguida, o executivo mediará a mesa de um dos principais keynotes do congresso, Octavio de Lazari Junior, do Bradesco. O banco é uma das instituições que mais investe em inovação: com o InovaBra, tornou-se parceira de fintechs e criou o Next, banco totalmente digital.

Jim Marous, keynote do segundo dia (12), um dos nomes mais influentes do setor bancário mundial, fechará a programação do dia, falando sobre como o status quo não é mais aceitável em tempos de grandes mudanças. Ele desafiará o público a rever sua perspectiva pessoal, profissional e corporative diante dos novos tempos.

Autor e autoridade reconhecida sobre a disrupção no setor de serviços financeiros, Jim é coeditor da publicação digital “The Financial Brand” e proprietário e editor do Digital Banking Report. “É claro que a importância de dados e análise avançada é entendida como a tendência mais importante no setor bancário, e serve de base para todas as outras tendências”, afirma. Entre outras tendências para este ano, destaca o especialista, estão o uso do Open Banking, parcerias entre instituições financeiras e fintechs, expansão dos pagamentos digitais e investimentos em tecnologias de ponta como a internet das coisas.

Nate Silver será o keynote speaker que encerrará o evento (13). Fundador do Five ThirtyEight, um site popular de estatísticas que produz em parceria com a ABC News e explora uma ampla gama de assuntos, incluindo política, esportes, ciências, economia e cultura, Nate é considerado o principal estatístico da atualidade. Ele focará sua apresentação em análise de dados para discutir falhas e sucessos de previsões.

Outra palestrante confirmada é Kimberly Bryant, engenheira eletricista, CEO e fundadora da Black Girls Code, ONG responsável por um programa de treinamento que ensina conceitos básicos de programação para meninas negras de 7 a 17 anos, sub-representadas em carreiras de tecnologia e ciência da computação. Depois de fundar a Black Girls Code, Bryant, que estará no CIAB no dia 11, foi listada como uma das 25 afro-americanas mais influentes em tecnologia pela Business Insider.

Entre os nomes confirmados no CIAB também estão Thales Teixeira, professor de Marketing Unit da Harvard Business School, que vai falar sobre disrupção digital; Beatriz Sanz Saiz, líder de análise e dados de consultoria global da EY, tratará da incorporação de dados em todas as funções de negócios e de Inteligência Artificial; TS Anyl, líder global de produtos para pagamentos e plataformas na Visa, que apresentará cases de utilização de pagamentos online pelo mundo.

Mais uma vez as fintechs marcarão presença no evento: o lounge exclusivo para empresas que trabalham com tecnologia terá 500 m2, onde 40 startups selecionadas apresentarão suas soluções inovadoras para executivos de instituições financeiras.

No ano passado, o congresso bateu recorde de público, com 23.150 visitantes. Do fórum de TI participaram 140 expositores, 30 fintechs e 321 painelistas.

A programação completa do Congresso CIAB FEBRABAN está sendo atualizada diariamente no site do evento: www.ciab.com.br.

Congresso CIAB FEBRABAN

Data: 11 a 13 de junho de 2019

Local: CIAB FEBRABAN – Transamérica Expo Center (Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro)

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