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Realidade aumentada em supermercados é uma das apostas do setor varejista

Já imaginou ter uma experiência divertida durante as compras? Com a realidade virtual isso é possível. Alguns supermercados já possuem uma tecnologia em que o consumidor consegue ter informações mais detalhadas com um ato simples: olhar o produto por meio de uma câmera de celular.

Segundo uma pesquisa feita pelo fundador do Ideas.farm, Rodrigo Sagioma, 55% das pessoas acreditam que a realidade aumentada torna a experiência de fazer compra mais divertida e 71% comprariam mais em um mercado com a tecnologia. “Há espaço para a realidade virtual e para a realidade aumentada”, conta o executivo, no congresso “O futuro do engajamento via novas tecnologias”, no segundo dia da APAS Show.

Para Sagioma, a junção do mercado virtual com o tradicional forma o “mercado em tempo real”, isto é, a transformação do processo de compra em supermercados em uma experiência interativa com conteúdos personalizados para cada cliente. A loja do amanhã, situada tanto no físico como no digital, mudará substancialmente a experiência do cliente.

Quem compartilha deste pensamento é o head of retail practice da Mckinsey & Co Chicago, Sajal Kholi, que ministrou palestra na APAS Show 2019. Segundo o head, esta disrupção digital que atinge o setor varejista permite que as empresas dialoguem com seus consumidores de forma efetiva e influencia diretamente no processo de compra e venda.

Isso ocorre graças a um rompimento que atinge o mundo todo e configura-se como um desafio importante ao setor varejista. Isso porque o varejo, segundo Kholi, não é mais da forma que conhecíamos e tem obrigado, cada vez mais, que o setor se reinvente perante o cliente de forma criativa e com aporte tecnológico.

Realidades virtual e aumentada são recursos de impacto para o varejo

Na jornada do consumidor moderno, a experiência soma à qualidade e ao preço na decisão de compra. Em tempos de recursos digitais criativos é preciso ser envolvido para ser convencido. Por isso as ações de realidades virtual e aumentada ganham cada vez mais espaço no varejo. Contudo, profissionais indicam que sem estratégia não há impacto, principalmente quando o objetivo é aumentar o volume de vendas.

O especialista em digital experience Marcelo Rodiño, sócio da Flex Interativa, explica que muitas empresas encaram as realidades virtual e aumentada como aplicações de entretenimento e publicidade mercadológica. “É necessário compreender a diferença entre essas tecnologias. A realidade virtual é um ambiente digital em que o usuário é inserido e passa a interagir. A aumentada, ao contrário, o mundo digital é inserido no real com a mesma funcionalidade de interação”, esclarece.

Apesar de a estrutura gráfica dos dois modelos atrair a atenção do público, é preciso trabalhar a mensagem, como orienta Rodino. “Estes recursos podem potencializar consideravelmente os resultados quando o conteúdo é bem elaborado. É preciso organizar as ideias e representá-las de forma objetiva, para que fique clara a finalidade do produto divulgado e o quanto aquilo pode contribuir para o cotidiano. É uma transformação de usuário em cliente”, salienta.

O especialista cita, ainda, um case da Mosaic Fertilizantes como exemplo de realidade virtual aplicado a demonstração de conceito e de produto. A Flex Interativa desenvolveu um projeto em que o agricultor coloca os óculos especiais e é transportado para uma área cultivada com visão 360°, onde pode interagir e conferir como funciona e quais os benefícios de uma nova linha de fertilizantes fosfatados, acompanhando todo o processo, do momento em que o grânulo entra em contato com o solo a irrigação, mistura dos nutrientes nas raízes, absorção e resultados finais. “Contar com um apoio como este em um ponto de venda tem peso na tomada de decisão”, pondera o executivo.

“O recurso permitiu mostrar de modo mais visual e interativo o papel dos nutrientes e a ação do fertilizante no solo. Os clientes gostaram muito da tecnologia, a receptividade nos eventos mostrou que a interação traz de forma lúdica a explicação do produto, o que facilita o entendimento no momento da venda”, avalia Carolina Saito, gerente de Comunicação e Marketing da Mosaic Fertilizantes.

Já em realidade aumentada, a Cervejaria Leuven é um case para os recursos digitais. Com os objetivos de criar uma experiência envolvente e aumentar o volume de vendas foi criado um mundo medieval que salta dos rótulos. Dragões, cavaleiros com armaduras e outros personagens que estampam as garrafas ganham vida quadridimensional quando os degustadores apontam um aplicativo para o rótulo impresso em papel polyester holográfico com brilho e efeito que lembram escamas.

“A Leuven vem dobrando o faturamento a cada ano por uma série de fatores. Entre eles, sem dúvida, a realidade aumentada. Podemos afirmar que um crescimento de 40 a 50% das vendas está relacionado à tecnologia. Uma inovação que chama atenção para a primeira compra e que leva o consumidor a experimentar a qualidade do produto”, explica Gustavo Barreira, sócio da cervejaria.

O projeto rendeu à Flex, ainda, os prêmios HD Inkspiration Awards Americas 2018, que aconteceu em Dallas, nos Estados Unidos; Grandes Cases de Embalagem 2017, como melhor rótulo categoria bebidas; e 5° Prêmio Brasileiro de Excelência em Etiquetas e Rótulos Autodesivos pela da Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas (Abiea).

PTC investe na região Latam e contrata Abel Roberth Jr. e Soraia Teixeira

A PTC (Nasdaq: PTC), empresa de tecnologia fornecedora de soluções de Internet das Coisas, Realidade Aumentada, PLM (Product Lifecycle Management) e Indústria 4.0, anuncia a contratação de Abel Roberth Junior e Soraia Teixeira.

Abel, é o novo Executivo Sênior de Contas Estratégicas da PTC para a região Sul da América Latina, que inclui Brasil, Argentina, Chile, Uruguai Bolívia e Peru. Ele irá coordenar a expansão da PTC nos mercados de telecomunicações, seguros e bancos.

Abel é graduado em Engenharia da Computação pela Universidade Mackenzie e em Estratégia de Transformação Digital pela Universidade de Boston. Com mais de 16 anos de experiência desenvolvendo grandes e importantes negócios para empresas como a Compaq, TNL Group, Oracle e IBM, tem forte experiência na venda de soluções para diferentes indústrias como Bancos, Serviços Financeiros, Seguros, Telco e Utilities. Sua mais recente atividade foi na IBM como Hybrid Cloud Executive focado em SaaS, IaaS e IA Solution Sales.

Já Soraia Teixeira, irá atuar em pré-vendas na América Latina com a função de Especialista Técnica apoiando a equipe comercial no desenvolvimento de novos negócios nas áreas de IOT e inovação digital junto aos diferentes mercados de atuação da empresa.

Soraia é PHD em Engenharia pela USP e tem mais de 13 anos de experiência em gestão de equipe, consultoria e coordenação de projetos de diferentes complexidades nas áreas de inovação e automação industrial (sistemas HMI/SCADA, PIMs, gerenciamento de batelada e MES). Sua última atuação foi na Softtek na posição de arquiteta de soluções para definição e planejamento de processos e soluções técnicas relacionadas à eficiência operacional, IIOT (Industrial Internet of Things), ambiente cloud, gestão de consumo de energia e projetos de sistemas de execução de fabricação.

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Rádio Transamérica inova com realidade aumentada em reapresentações do “Estúdio ao Vivo”

A Rádio Transamérica, maior rede FM do País e a única com três formatos diferentes de programação transmitidos via satélite, promove uma nova forma de interação com seus ouvintes ao disponibilizar as melhores apresentações do “Estúdio ao Vivo” 2017 em realidade aumentada. Pioneira nesse tipo de transmissão, a emissora utiliza o aplicativo Blippar (disponível para os sistemas Android e iOS) para transmitir performances de artistas como Anitta, Nego do Borel, Claudia Leitte, Jota Quest, Maneva, NX Zero, Raimundos, Victor & Léo, Maiara & Maraísa e muitos outros.

Para conferir a novidade, basta baixar o app e após a instalação, apontar a câmera para o banner disponível no site da Rádio Transamérica (clique AQUI) ou na Fanpage e assistir aos shows preferidos na íntegra ou em formato reduzido. O ouvinte ainda poderá baixar as apresentações e conteúdos exclusivos em seu celular, bem como compartilhar nas redes sociais.

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Empresa de contact center desenvolve aplicativo de realidade aumentada para melhorar a experiência do consumidor

Vivendo a era digital e a enorme rapidez com que os avanços tecnológicos surgem e afetam a sociedade, as pessoas estão cada vez mais conectadas e buscando interagir com as novas tecnologias. Pensando nisso, a Concentrix, multinacional especializada em soluções de outsourcing, desenvolveu uma solução inovadora, utilizando princípios de design thinking, para oferecer uma experiência digital única aos consumidores: a realidade aumentada. Com este lançamento, a Concentrix se torna a primeira empresa do setor de contact center a ofertar esse tipo de tecnologia, visando fornecer um próximo nível de canal e experiência entre o consumidor e as marcas.

Por definição, a realidade aumentada refere-se à superposição de ambientes físicos com conteúdo e imagens digitais para fornecer aos usuários uma experiência aprimorada (ou aumentada) de realidade. Graças ao amplo uso de smartphones e dispositivos de internet móvel, as empresas agora têm uma grande oportunidade de trazer rótulos de produtos, vitrines ou imagens de catálogos para a vida de maneira antes inimaginável, com uma inovação que vai transformar o modo como as pessoas consomem os mais diferentes tipos de produtos de agora em diante.

Ao fundir experiências físicas com conteúdo digital, a realidade aumentada também permite a criação de uma nova consciência da marca e aumento do engajamento do cliente de uma forma disruptiva. Isso porque a solução possibilita ao consumidor trazer a experiência da loja para a casa, vendo os produtos e suas informações junto com os objetos existentes na realidade normal, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Olhando as perspectivas do mercado, com a tecnologia cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, ao oferecer uma experiência de atendimento 100% conectada, as empresas têm maior probabilidade de construir relacionamentos lucrativos com os clientes digitais, aumentando o desejo deles por seus produtos e serviços. “Com essa solução saímos do lugar comum, não existe mais uma busca pelo atendimento, o consumidor terá tudo na palma da mão, na tela do celular, e não vai mais precisar procurar pelo telefone ou Facebook de determinada empresa ou consultar a internet para saber as especificidades de algum produto. Tudo muito alinhado não apenas à nova geração, mas ao ambiente digital que todos nós vivemos hoje!”, comenta Arthur Gonçalves, gestor de EDGE da Concentrix.

De acordo com pesquisa realizada pela PwC este ano, o investimento em realidade aumentada pelas indústrias ainda vai crescer muito nos próximos três anos, chegando a dobrar e até a triplicar em alguns setores.

Para o setor de tecnologia, mídia e telecomunicações, por exemplo, os consumidores poderão resolver problemas técnicos de uma maneira muito mais fácil e prática com a realidade aumentada, tendo em mãos todo o material necessário em um só lugar. Será possível carregar vídeos com conteúdos e dicas de suporte técnico para os problemas típicos; carregar assistentes virtuais que vão proporcionar interação digital com cliente; e ainda carregar widgets em que o cliente possa acessar a página da marca nas redes sociais, site e comunidade.

Já na área automotiva, o cliente poderá assistir vídeos com instruções para substituição de peças quando o motor apresentar problemas; tutoriais com consultas típicas disponíveis no manual do veículo, caso o consumidor perca seu manual; terá mobilidade nas informações do manual para que saiba como usar 100% dos dispositivos tecnológicos agora disponíveis nos carros modernos, entre outros. Para as empresas, a vantagem é incentivar os clientes a substituir as peças no ciclo correto, alimentando, assim, o valor comercial do mercado automotivo e aumentando o ciclo de venda de peças nos fabricantes e revendedores.

Para o setor de varejo e consumo, o futuro da realidade aumentada é ainda mais promissor. Empresas do ramo de alimentos e bebidas poderão se beneficiar ao lançar um novo produto no mercado ou promover uma campanha para seu lançamento, oferecendo jogos promocionais, por exemplo, o que irá atrair ainda mais clientes e os envolverem com a marca. Além disso, com a ferramenta, os consumidores também poderão experimentar uma nova experiência, obtendo informações úteis sobre o produto, podendo verificar a embalagem através de seus smartphones e conhecer os benefícios daquele produto para a saúde, além de outras informações.

“Com a quantidade de dispositivos móveis e a quantidade de tempo que as pessoas estão conectadas todos os dias, a Concentrix acredita que as empresas e os negócios têm hoje uma imensa oportunidade de levar sua mensagem e sua cultura, elevando seus diferenciais competitivos através de uma camada digital invisível, que vai afetar diariamente a vida de todas as pessoas em todos os lugares do mundo”, conclui Daniel Moretto, country manager da Concentrix no Brasil.

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CommScope abre centro de tecnologia avançada, com recursos de realidade aumentada e robótica

As demandas tecnológicas têm aumentado em velocidade acelerada na indústria. Para enfrentar este desafio, a CommScope, líder mundial em soluções de infraestrutura para redes de comunicações, inaugurou um novo Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada em suas instalações de Kessel Lo, na Bélgica. O centro é fruto de uma aliança recente com a Yaskawa, maior provedor de robôs do mundo, e tem como objetivo impulsionar a adoção de tecnologia robótica e de maior automatização aos processos de manufatura.

A criação deste novo Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada permite à CommScope desenvolver competências e tecnologia automatizadas de produção, em um ambiente de laboratório, por meio da colaboração com universidades, parceiros de conhecimento e provedores. O objetivo é colocar em prática o desenho de novos equipamentos e ferramentas de automação para implementar mundialmente em locais de manufatura.

“À medida que olhamos para o futuro, a natureza da manufatura evolui de forma rápida e nossos clientes esperam personalização e entrega quase imediata de produtos de qualidade”, destaca Chris Story, Senior VP de Abastecimento Global da CommScope. “A fábrica digital transformou a manufatura novamente em um tema de grande apelo. A CommScope vê a crescente proliferação da automatização flexível como uma parte chave da inovação para nossos clientes.”

Este centro inclui um laboratório de mecatrônica de apoio à robótica para desenvolver ferramentas automatizadas de inspeção de qualidade e de suporte para realidade aumentada, e também permitirá o design de ferramentas para facilitar operações delicadas e de alta precisão. A aliança com a Yaskawa e sua tecnologia, que inclui o robô colaborativo Motoman HC10 e o sistema Industry 4 utilizado para gerenciar seus equipamentos de robótica, são peças fundamentais para que este Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada consiga alcançar seus objetivos.

“A manufatura contribui com mais de seis trilhões de euros* para a economia mundial, enquanto a demanda de mão de obra altamente qualificada, tecnológica e inovadora continua crescendo”, ressalta Eddie Mennen, diretor geral de Yaskawa Benelux. “A Yaskawa está colaborando com a CommScope para modernizar as tecnologias de produção necessárias para responder de forma eficiente em mercados que mudam rapidamente, como a eletrônica e a alta tecnologia”.

Os robôs de alta precisão facilitam a consistência e a exatidão de processos que não podem ser alcançadas pelo trabalho humano, especialmente para tecnologias como a conectividade de fibra óptica e circuitos.

O novo espaço será apresentado durante as visitas pelas instalações para mostrar aos clientes como a CommScope está trabalhando para inovar as operações de manufatura e será uma parte chave da aquisição de talento.

“Contar com lugares como este Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada é uma parte chave para desenvolver e testar tecnologia, enquanto inovamos em robótica, o que será um grande apoio no esforço em acrescentar maior automatização à nossa rede global de manufatura, bem como apoiar nossas operações em busca de melhorar a qualidade, eficiência e velocidade”, concluiu o Senior VP de Abastecimento Global da CommScope.

*Hennik Research, Annual Manufacturing Report 2017. The Manufacturer.

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Conheça quatro tecnologias essenciais para empresas de serviços públicos

Por Alexsandro Labbate

Conhecer as principais tendências tecnológicas é crucial para que as empresas consigam se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Embora as empresas de serviços públicos não enfrentem pressões competitivas semelhantes a outros segmentos, elas também precisam focar na satisfação do cliente e entregar serviços com qualidade cada vez melhor. Essas organizações enfrentam problemas e necessitam de soluções capazes de lidar com os desafios de uma infraestrutura antiga, de conformidade regulatória, de diminuição de custos operacionais e de otimização de recursos.

Em 2017 o país voltou a receber investimentos no setor elétrico. Nos primeiros três meses do ano, o ingresso de capital estrangeiro atingiu US$ 5,560 bilhões, quase o dobro do total registrado em todo o ano de 2016. Além disso, o governo federal anunciou que pretende concluir a reforma proposta para a regulamentação do setor elétrico até o início de 2018, o que deve impulsionar ainda mais o mercado.

De um modo geral, as empresas do setor público, historicamente, são avessas ao risco e, portanto, mais lentas na adoção de novas tecnologias. Porém, algumas destas tendências tecnológicas incorporam comportamentos e mudanças importantes que impactam diretamente o segmento.

Internet das Coisas (IoT)

Os consumidores estão cada vez mais familiarizados ​​com luzes conectadas, termostatos e outros dispositivos inteligentes em suas casas. Além disso, com a ajuda de aplicativos e dispositivos como o Amazon Echo, há uma crescente expectativa de conectividade entre todas as coisas. Em algumas partes da Europa e do Reino Unido, por exemplo, existe a possibilidade de instalação de medidores inteligentes em cada casa para captar com maior precisão os dados de uso de energia em tempo real, auxiliando os fornecedores a atender melhor a demanda e ajudando os consumidores a economizarem.

O setor de serviços públicos poderá em breve contar com uma infraestrutura mais conectada e inteligente para ajudar a antecipar ou aprimorar o diagnóstico de problemas, fornecendo assim ao técnico uma avaliação mais adequada.

Inteligência Artificial

A conectividade constante e os equipamentos cada vez mais inteligentes reúnem uma infinidade de dados que precisam ser processados. À medida que as empresas do setor de Utilities incorporam equipamentos e recursos sofisticados em suas carteiras e acumulam mais informações de usuários (por meio de medidores inteligentes, por exemplo), esses dados podem se traduzir em visão real de negócios com impacto mensurável.

O potencial de todos esses dados só é percebido de fato quando a organização possui as ferramentas adequadas para analisá-los e compreendê-los. O grande volume e a variedade de dados tornam impossível que os humanos atentem-se a tudo sem o auxílio de soluções inteligentes. Por meio do Machine Learning as empresas têm acesso a dados históricos e em tempo real que possibilitam melhores decisões, desde a previsão de demanda até o gerenciamento da força de trabalho, contemplando planos de emergência, manutenção preditiva, agendamento otimizado, tempos de viagem mais precisos, padrões de serviços sazonais, entre outras.

Fontes de energia renováveis

Não é surpreendente que fontes de energia renováveis estejam afetando os serviços públicos. Algumas organizações são obrigadas a incluir fontes mais ecológicas como parte de seus portfólios de energia e os subsídios governamentais para fontes de energia sustentáveis estão tornando as fontes tradicionais menos atraentes para investimento.

Nos próximos anos, o desenvolvimento de modelos de preços mais flexíveis, a gestão do armazenamento excedente de energia e o equilíbrio entre manter e reparar infraestruturas antigas ou investir e construir opções mais ecológicas, serão os grandes desafios para o setor.

Realidade Aumentada

Quando as organizações do segmento de serviços públicos atendem uma grande região ou iniciam projetos com mão de obra fixa ou menos experiente, ser capaz de estabelecer uma comunicação via vídeo entre esta equipe em campo e técnicos mais experientes parece ser a melhor solução. Porém, as ferramentas de realidade aumentada (RA) suprem esta necessidade de forma muito mais eficaz.

Por meio de dispositivos móveis habilitados com RA, fones de ouvido, óculos de proteção ou outros acessórios wearable, um técnico pode ter acesso a informações adicionais sobre um equipamento ou receber instruções remotamente de outro profissional. Ao manter as duas mãos livres para realizar seu trabalho, o técnico pode checar o histórico de serviço de uma máquina, ver a localização de uma peça que precisa ser trocada ou seguir orientações visuais fornecidas por um segundo profissional. Isso permite que a empresa envie sempre os técnicos que estejam mais próximos ao local de visita e otimize melhor a jornada de trabalho dos técnicos mais antigos.

À medida que as empresas de serviços públicos enfrentam uma grande demanda, um envelhecimento de sua força de trabalho e a inevitável perda de conhecimento, a realidade aumentada pode reduzir os custos e aliviar o impacto da mudança de dados demográficos dos funcionários.

Repensar a melhor maneira de fornecer serviços é um desafio constante. Conhecer as tendências tecnológicas mais relevantes e investir em ferramentas que melhorem a experiência com o consumidor por meio de respostas rápidas e maiores realizações de nível de serviço podem ser o grande diferencial para que as empresas de serviços públicos destaquem-se e tornem-se cada vez mais competitivas.

Alexsandro Labbate é Gerente Sênior de Marketing da ClickSoftware para as Américas, líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

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Liga Ventures abre inscrições para programa de aceleração de startups em Emerging Technologies

Emerging Technologies ou tecnologias emergentes são inovações tecnológicas com potencial para mudar o mundo como conhecemos e devem transformar a sociedade e os negócios em pouco tempo. Segundo especialistas, essas inovações, como a internet das coisas, inteligência artificial e realidade aumentada serão essenciais nos próximos anos, chegando ao nível de importância que a internet tem hoje e, diante disso, devem dominar o mercado em, no máximo, 10 anos.

No Brasil, já existem várias startups inovadoras focadas em oferecer serviços e produtos neste segmento. A Harlio Bots (harlio.com), por exemplo, é a primeira startup brasileira de criação de chatbots customizáveis para empresas e responsável pelo chatbot oficial das Olimpíadas Rio 16 e Loop Key (www.loopkey.com.br/), startup de IoT que automatiza o controle de entradas e saídas em locais fechados, facilitando a gestão de espaços e modernizando a maneira de autenticar a identificação das pessoas são alguns exemplos.

Programa de aceleração focado no segmento

Para orientar os empreendedores que estão investindo no setor, a Liga Ventures (http://liga.ventures/) – aceleradora focada em gerar negócios entre startups e grandes corporações – abre inscrições para um novo programa de aceleração voltado para as startups de tecnologias emergentes: a Liga Emerging Technologies, que abordará temas como Internet das Coisas, Big Data e Analytics, BlockChain, Realidade Aumentada e Realidade Virtual, Robótica Avançada, Energia e Inteligência Artificial. O programa estará com inscrições abertas a partir de hoje até o dia 29 de outubro e conta com a TiviT, líder em serviços de tecnologias integrada na América Latina, como principal parceira corporativa.

As startups escolhidas participarão de um programa de 4 meses, onde receberão mentoria da aceleradora, além de networking e contato com profissionais de empresas parceiras, explorando novas sinergias e buscando oportunidades de negócios.

De acordo com Rogério Tamassia, CEO da Liga Ventures, um dos grandes objetivos do programa é ajudar a criar um ecossistema que foque em compreender e antecipar a revolução que as e tecnologias Emergentes estão trazendo para diversos setores. “Para as startups, o programa ajuda a dar visibilidade, alavancar o negócio, expandir o networking e facilitar parcerias com grandes corporações. Já as empresas podem usufruir da agilidade e dinamismo das startups para dar uso prático a todas essas novas tecnologias e modelos de negócio que estão surgindo”, explica Tamassia.

As inscrições podem ser feitas pelo site liga.ventures/emerging-tech. As startups serão avaliadas durante o último trimestre deste ano e o programa terá início em janeiro de 2018.

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T-Systems integra realidade aumentada com sistemas SAP

A T-Systems do Brasil, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, vai apresentar durante a edição 2017 do SAP Forum sua primeira solução para pontos de venda baseada em realidade aumentada, a SAP AR. O diferencial é a integração nativa com sistemas SAP, como o sistema de gestão SAP S/4HANA e a plataforma de mobilidade SAP Fiori.

Desenvolvido sobre a plataforma ARKit, da Apple, a SAP AR vai permitir aos desenvolvedores de soluções para o comércio construírem lojas virtuais integrando o front end diretamente com os sistemas de gestão da SAP. “Além disso, eles poderão criar experiências de realidade aumentada para iPhone e iPad”, explica Fábio Siqueira, diretor de TI da unidade de desenvolvimento de aplicativos móveis da T-Systems Brasil.

Localizada em Curitiba, a unidade conta hoje com cerca de 10 profissionais focados exclusivamente no desenvolvimento de aplicativos móveis para fins corporativos.

Para apresentar a SAP AR, o estande da T-Systems no SAP Forum contará com quatro iPads onde os usuários poderão vivenciar a experiência de escolher e customizar, na tela do celular ou do tablet, produtos que vão desde roupas até carros e empilhadeiras. Uma vez escolhido e customizado e produto, eles poderão acompanhar os dados sendo enviados para a plataforma SAP HANA e transformados em ordens de compra no SAP S/4HANA.

“Também teremos três monitores onde estes usuários poderão acompanhar todo o processamento destes dados no sistema de gestão SAP”, lembra Siqueira. A simulação permitirá, também, consultar os dashboards corporativos no app SAP AR, onde todos os dados de vendas e produção poderão ser acompanhados no tablets ou no iPhone dos usuários.

Siqueira explica que a SAP AR é baseada na plataforma ARKit porque o iPhone é hoje o aparelho mais utilizado pelas empresas. A plataforma, anunciada em junho pela Apple, estará disponível para todos os aparelhos a partir do iOS 11, que deve ser disponibilizado em setembro.

“Assim que o novo sistema operacional estiver disponível, a SAP AR poderá ser utilizada por qualquer um de nossos clientes que queira criar uma loja virtual já integrada com seu sistema de gestão”, comenta o executivo.

Menu de soluções

Além da solução SAP AR, a T-Systems Brasil vai apresentar também o app com o seu portfólio completo de soluções. Desenvolvido pela área de marketing da companhia, o aplicativo replica o formato de cardápio e servirá como material de apoio para as equipes de campo.

O aplicativo tem como base o “Menu para a Transformação Digital”, conceito que está permeando toda a comunicação da empresa com clientes e parceiros. A head de marketing da T-Systems Brasil, Claudia Forgas, lembra que um dos grandes desafios enfrentados hoje pelas empresas de TI é mostrar, de forma clara, de que forma suas soluções se encaixam às necessidades de seus clientes. “Para isso deixamos de lado a complexidade dos gráficos e powerpoints técnicos e adotamos um formato que todos conhecem: um menu”, explica.

Para isso, o material impresso adotou o formato de um menu, como os encontrados em restaurantes. O material é dividido em entrada, especialidades da casa e temperos especiais. O mesmo conceito está sendo utilizado no aplicativo, que contém links para apresentações em vídeo e todo o material que detalha as soluções da empresa.

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Realidade Aumentada Interativa: a próxima onda tecnológica – Por Ivan Preti

Há pouco mais de uma década era difícil de imaginar que um único dispositivo portátil seria capaz de realizar chamadas de áudio e vídeo, solicitar um táxi, reservar hotéis e até abrir contas bancárias, atividades hoje consideradas normais dentro do nosso cotidiano. A introdução do smartphone fez com que empresas e usuários moldassem a forma de se organizar e conviver, reinventando serviços existentes e muitas vezes criando novos. Dentro desse contexto de revolução digital ainda em curso, qual será o próximo passo?

A resposta cabe em uma sigla: RAI (AR, em inglês), que significa Realidade Aumentada Interativa. Esta é uma das tecnologias que mais impactará os negócios e as relações humanas nos próximos anos, transformando consideravelmente as atividades do dia-a-dia por meio da integração do real com o virtual.

A RAI permite ao usuário perceber, remotamente, mais do que o puro ambiente físico em que se encontra. Ela pode oferecer diversos serviços e informações por meio de hologramas interativos controlados por gesto ou voz.

O conceito de realidade aumentada, antes conhecido como realidade virtual, existe desde a década de 1960, porém só com a consolidação e o desenvolvimento de smartphones e tablets todo seu potencial foi tangibilizado. Hoje, já podemos conferir essa tecnologia de perto em produtos voltados ao entretenimento, como os óculos de realidade aumentada.

Em pouco tempo, o que hoje é apenas diversão será coisa de gente grande. Em até três anos, a RAI terá ultrapassado suas capacidades atuais e deve evoluir de simples sobreposições textuais em hologramas discretos para réplicas virtuais inteiras da realidade, cujos efeitos especiais estarão no nível da qualidade dos filmes e imperceptivelmente irão se misturar com a realidade.

Tudo isso irá desencadear uma quantidade incontável de conteúdo digital a ser gerenciado em tempo real, num volume que nenhum dispositivo será capaz de administrar. A solução mais viável será centralizar o armazenamento e gestão de dados com o objetivo de atender à demanda, em outras palavras, tudo estará na nuvem.

Segundo a publicação científica global Journey 2020, desenvolvida pela Comunidade Científica da Atos, a onda da Realidade Aumentada Interativa possibilitará que novas ideias se tornem realidade na rotina de diversos profissionais e segmentos. Abaixo alguns exemplos de casos de uso separados por setor:

Saúde: Cirurgiões poderão ver ultrassons de órgãos enquanto os operam;

Corporativo: Funcionários de um escritório comum poderão ter apenas representações holográficas de arquivos que podem ser manipulados via holograma. Por exemplo, jogue na lixeira uma pasta se quiser excluí-la. Quer reorganizar os arquivos? Arraste-os;

Automotivo: Projetistas de plantas automotivas poderão analisar elementos de construção, planejar linhas de produção e oficinas, comparar variações e verificar peças em um mundo simulado;

Varejo: Consumidores serão capazes de obter resenhas e preços de produtos enquanto caminham por uma rua comercial, identificando oportunidades de compra sem nem mesmo entrar fisicamente no estabelecimento.

Falando em próximos passos, prevemos que a velocidade dessa transformação dependerá da aderência e da ousadia do mercado. Considerando um cenário otimista, assim como aconteceu com a tecnologia do smartphone há quase uma década, é possível estimar que até 2020 a RAI tenha um potencial de atingir até um bilhão de usuários.

Dada esta estimativa estamos à beira de uma nova revolução digital que alterará os modelos de negócio digitais e de gestão ainda em evolução tanto nos segmentos B2B e B2C, exigindo investimentos focados a maximizar os benefícios desta nova tecnologia. Você está pronto para começar?

Ivan Preti, graduado em Engenharia da Computação pela Universidade Federal de Itajubá, pós-graduado em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela FGV São Paulo e com MBA Executivo em Gestão de Negócios e Estratégia pela HEC Paris. Atua há mais de 10 anos na área de Serviços de Tecnologia da Informação, sendo os últimos quatro na empresa Atos Brasil.

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Realidade Virtual e Realidade Aumentada: a reinvenção do data center – Por Tiago Khouri

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Na Sotheby’s International Realty, comprar uma ilha é uma experiência única graças às aplicações de Realidade Virtual (VR) que essa imobiliária de luxo já está utilizando. A meta é propiciar ao comprador bilionário uma imersão na nova propriedade – a forte sensação de realidade e de interatividade faz com que esse momento seja uma experiência impactante, com claro poder de gerar negócios.

Esse caso é só uma amostra do que ainda está por vir, pois os horizontes das aplicações de Realidade Virtual e Realidade Aumentada (AR) são muito amplos.

Conceitualmente, VR cria um mundo completamente virtual onde o usuário pode interagir com elementos desse cenário; AR, por outro lado, expande a sensação ao inserir, em cenas reais e locais que efetivamente existem, objetos virtuais criados digitalmente. O jogo Pokemon Go é a experiência AR mais difundida no mundo até agora.

Segundo pesquisas da Goldman Sachs, porém, o alcance dessas tecnologias irá muito além de jogos. Até 2025, a venda de imóveis, o varejo e o atendimento de serviços de saúde usarão pesadamente aplicações de VR/AR, em que imagens virtuais e objetos digitais criarão um mundo paralelo para o consumidor. O Gartner indica que antes disso, em 2020, 100 milhões de pessoas já estarão fazendo compras em aplicações VR/AR que projetam o efeito de uma maquiagem no rosto da consumidora, o caimento de uma roupa em seu corpo. Nesta mesma data, segundo o instituto de pesquisa BI Intelligence, o mercado global (aplicações, infraestrutura de software, hardware e telecomunicações) de VR/AR atingirá a marca dos US$ 162 bilhões.

É importante destacar, porém, que para mostrar seu valor, as soluções de VR/AR demandam profundas mudanças na infraestrutura de TIC, em especial nos data centers, o coração de todas as aplicações virtuais.

Aqui estão alguns dos pontos que estão levando os data centers a se reinventarem.

Enormes volumes de dados

Aplicações VR e AR necessitam de uma enorme quantidade de dados – proporcionar estas experiências através da rede irá representar um grande desafio. Estima-se que um vídeo de 6k de resolução rodando nos óculos GearVR pode representar um arquivo 20 vezes maior do que um vídeo full HD atual.

Para viabilizar isto, será necessário realizar investimentos significativos para modernizar as redes de banda larga. As empresas estão estudando atentamente, também, os ganhos que novas tecnologias de rede e de compressão de video podem trazer para este quadro. O fato é que, com a disseminação de aplicações de VR/AR, a demanda sobre a infraestrutura irá aumentar e isso tem de ser contemplado nos planos futuros dos provedores de serviços (data centers).

Edge computing

Conforme a VR e a AR crescem, líderes de TI também precisam começar a escolher o local onde será instalado o data center – essa decisão deve leva em conta capacidades de largura de banda e de rede. A meta é diminuir a latência do sistema, algo crítico para aplicações tão pesadas e interativas quanto essas.

Diante desses desafios, vale a pena explorar a edge computing.

A edge computing coloca o data center próximo aos usuários finais, possibilitando que que análises, armazenamento e poder computacional estejam no mesmo lugar. Esta estratégia fornece uma alternativa à abordagem tradicional, onde os data centers são remotos e os dados tem de viajar grandes distâncias antes de serem processados. Num mundo repleto de aplicações VR/AR, a edge computing será crítica para garantir que a experiência imersiva em mundos virtuais aconteça de maneira consistente.

Data Center resiliente

Além de tratar de problemas de conectividade e latência, os profissionais de TI precisam começar a melhorar a resiliência do data center. O poder computacional e o tráfego de dados necessário para fazer funcionar a AR e a VR colocam uma enorme sobrecarga na infraestrutura atual.

Para resolver isso, é preciso melhorar as capacidades de poder computacional e armazenamento.

Soluções de processamento de dados, análises e gestão de carga também precisam ser otimizados. Porém, melhorar só o seu próprio data center não é o suficiente. Para cumprir as metas de entregar as aplicações VR e AR, é necessário usar todas as tecnologias relevantes, contratando fornecedores externos para reforçar as capacidades. Esta abordagem para gestão de infraestrutura é chamada de Data Center Definido por Empresa (EDDC – Enterprise Defined Data Center).

A importância do gerenciamento

O EDDC e soluções edge necessários para entregar a VR e a AR em volume vão criar uma infraestrutura de TI mais complexa.

Neste quadro, é fundamental investir em soluções de Gestão de Infraestrutura de Data Center (DCIM – Data Center Infrastructure Management). Essas sofisticadas plataformas de gerenciamento garantem que a infraestrutura do data center atue de forma otimizada, apresentando a capacidade, a potência e a disponibilidade que as novas aplicações exigem.

Empresas líderes do mundo digital, incluindo Airbnb e Uber, já se apoiam em ferramentas DCIM plenamente capazes de gerenciar um mix de serviços locais e hospedados remotamente. Isso permite que se identifique e remedie rapidamente os problemas. Embora a solução exata de DCIM a ser adotada pelas empresas varie de negócio para negócio, essa plataforma é mandatória para qualquer companhia que deseje proporcionar experiências VR e AR.

Tiago Khouri, diretor de marketing e planejamento da Vertiv Latin America

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Tráfego global de dados móveis crescerá sete vezes até 2021

O alto crescimento do número de smartphones, assim como, usuários móveis, tráfego de vídeo, a velocidade da rede 4G e a Internet das Coisas (IoT) devem elevar o volume do tráfego de dados móveis em sete vezes nos próximos cinco anos. Esta é a conclusão da última edição do Cisco Visual Networking Index (VNI) Global Mobile Data Traffic Forecast, que apresenta as projeções de crescimento mundial do tráfego móvel. Segundo o estudo, até 2021, a população global terá mais telefones celulares (5,5 bilhões) do que contas bancárias (5,4 bilhões), água canalizada (5,3 bilhões) e telefones fixos (2,9 bilhões).

Até 2021, a Cisco projeta que o tráfego de dados móveis atingirá os seguintes marcos:

– O tráfego de dados móveis vai representar 20% do tráfego IP total — em relação a apenas 8% do tráfego IP total em 2016;

– 1,5 dispositivo móvel per capita. Quase 12 bilhões de dispositivos móveis conectados (em relação a 8 bilhões e 1,1 per capita em 2016), incluindo módulos M2M;

– A velocidade de conexão nas redes móveis triplicará de 6,8 Mbps em 2016 para 20,4 Mbps até 2021;

– Conexões máquina-a-máquina (M2M) vão representar 29% (3,3 bilhões) do total de conexões móveis — acima do patamar de 5% (780 milhões) em 2016. M2M será o tipo de conexão móvel com crescimento mais rápido, já que aplicações de Internet das Coisas (IoT) ainda continuam ganhando força em ambientes empresariais e de consumo;

– 4G suportará 58% do total de conexões móveis até 2021 — acima do nível de 26% em 2016, e será responsável por 79% do tráfego total de dados móveis;

– O número total de smartphones (incluindo phablets) será mais de 50% dos dispositivos e conexões globais (6,2 bilhões) — acima de 3,6 bilhões em 2016;

– No Brasil, o tráfego de dados móveis terá um crescimento duas vezes mais rápido que o tráfego IP entre 2016 e 2021; e 77% das conexões móveis no País serão conexões “inteligentes” até 2021, em relação a 52% em 2016.

A explosão do volume de aplicações móveis e a adoção de conectividade móvel pelos usuários finais estão impulsionando o crescimento do 4G, que logo será seguido pelo crescimento do 5G. A previsão da Cisco e de outros especialistas da indústria é de implantações em larga escala de infraestruturas de 5G com início até 2020. “As operadoras de telefonia móvel precisarão contar com recursos inovadores para proporcionar alta velocidade, baixa latência e provisionamento dinâmico que se esperam das redes 5G para acompanhar as novas tendências de serviços móveis com crescentes demandas dos assinantes e de aplicações de IoT”, explica Hugo Baeta, diretor do segmento de operadoras da Cisco Brasil. A Cisco projeta que as redes 5G serão responsáveis por 1,5% do tráfego total de dados móveis até 2021 e gerarão 4,7 vezes mais tráfego do que a conexão média 4G e 10,7 vezes mais tráfego do que a conexão média 3G.

Outras tendências e projeções para tráfego de dados móveis

1. Crescimento do tráfego de dados móveis global

– Até 2021, o tráfego global de dados móveis atingirá 49 exabytes por mês ou 587 exabytes anualmente;
– A taxa anual prevista de 587 exabytes de tráfego de dados móveis para 2021 é equivalente a:
122 vezes mais do que todo o tráfego móvel global gerado apenas 10 anos antes, em 2011.
– 131 trilhões de imagens (por exemplo, MMS).

2. Alto crescimento do vídeo móvel ao vivo

– O vídeo móvel vai crescer 8,7 vezes entre 2016 e 2021 e terá a maior taxa de crescimento entre quaisquer categorias de aplicação móvel. Representará 78% de todo o tráfego móvel até 2021;
– Vídeo móvel ao vivo crescerá 39 vezes entre 2016 e 2021. Representará 5% do tráfego total de vídeo móvel até 2021;
– No Brasil, o tráfego de vídeo móvel crescerá 6,8 vezes entre 2016 e 2021, uma taxa de crescimento anual de 47%.

3. Crescimento em Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA)

– RV mergulha os usuários em um ambiente simulado. RA é uma sobreposição entre tecnologia e mundo real;
– Aplicações de realidade virtual estão se somando à adoção de wearables, tais como headsets. O volume de headsets de RV vai crescer de 18 milhões em 2016 para aproximadamente 100 milhões até 2021 — um crescimento de quase cinco vezes;
– Globalmente, o tráfego de RV vai crescer 11 vezes, de 13,3 petabytes/mês em 2016 para 140 petabytes/mês em 2021 e,
– Globalmente, o tráfego de RA vai crescer sete vezes entre 2016 e 2021, de 3 petabytes/mês em 2016 para 21 petabytes/mês em 2021.

4. Dispositivos wearable conectados no mundo impulsionam o crescimento M2M

– A Cisco estima que haverá 929 milhões de dispositivos wearable no mundo, um crescimento de quase três vezes em relação ao total de 325 milhões em 2016;
– Globalmente, o número de dispositivos wearable com conexões de celulares incorporadas chegará a 69 milhões até 2021 — acima do patamar de 11 milhões em 2016;
– No Brasil, o número de dispositivos werable será de 15 milhões até 2021 – em 2016 eram 5 milhões. E o tráfego M2M no País crescerá 11 vezes entre 2016 e 2021, uma taxa de crescimento anual de 63%.

5. Tráfego de dados móveis transferido para redes Wi-Fi

– Em 2016, 60% do tráfego total de dados móveis foi transportado via Wi-Fi; até 2021, a parcela será de 63% globalmente, e 68% no Brasil.
– Em 2016, o tráfego transferido mensalmente (10,7 EB) excedeu o tráfego mensal móvel/celular (7,2 EB).
– Globalmente, o total de hotspots Wi-Fi públicos (incluindo homespots) crescerá seis vezes entre 2016 (94 milhões) e 2021 (541,6 milhões).
– O tráfego Wi-Fi de dispositivos móveis e apenas de dispositivos Wi-Fi, juntos, vai representar quase metade (49%) do total do tráfego IP até 2020, um crescimento em relação ao patamar de 42% em 2015.

6. Crescimento mundial de tráfego de dados móveis (2016 – 2021)

– Oriente Médio e África terão crescimento de 12 vezes (de 7,3 exabytes/ano em 2016 para 88,4 exabytes/ano em 2021);
– Ásia-Pacífico terá crescimento de sete vezes (de 37,3 exabytes/ano em 2016 para 274.2 exabytes/ano em 2021;
– América Latina terá crescimento de seis vezes (5,4 exabytes/ano em 2016 para 34.8 exabytes/ano em 2021; sendo que no Brasil, o tráfego de dados móveis crescerá cinco vezes (1,8 Exabytes em 2016 para 9,4 exabytes em 2021)
– Europa Central e Oriental terão crescimento de seis vezes (11,1 exabytes/ano em 2021 para 63.0 exabytes/ano em 2021);
– Europa Ocidental terá crescimento de seis vezes (8.8 exabytes/ano em 2016 para 50.3 exabytes/ano em 2021)
– América do Norte terá crescimento de cinco vezes (16.9 exabytes/ano em 2016 para 76.8 exabytes/ano em 2021)

Metodologia de previsão do Cisco Mobile VNI

A previsão do Cisco® VNI para tráfego global de dados móveis (2016-2021) se baseia em previsões de analistas independentes e estudos de uso de dados móveis no mundo real. Sobre essa base são colocadas estimativas da Cisco para a adoção de aplicações móveis, relatórios de uso e velocidades de transmissão. Elementos essenciais, tais como a velocidade de banda larga móvel e poder computacional de dispositivos, também são considerados nas projeções do Cisco VNI.

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