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BR do Mar: não podemos perder essa oportunidade de promover o desenvolvimento do país

Por Alberto Machado Neto

A expansão da cabotagem na matriz de transporte é esperada há muito tempo pela sociedade e indústria brasileiras e, considerando a dimensão continental do Brasil, existe um imenso potencial para a navegação em seu litoral.

Para incrementar essa atividade, o Governo Federal enviou ao Congresso um Projeto de Lei, conhecido como “BR do Mar”, que propõe uma solução para o incremento da cabotagem, mas que, infelizmente, por focar no afretamento de embarcações estrangeiras, acaba por prejudicar a indústria brasileira.

Ao abrir o mercado para embarcações estrangeiras, o Projeto de Lei desconsidera que a indústria nacional convive com grandes assimetrias quando comparada à indústria de outros Países que é o Custo Brasil, cuja existência é aceita por todos, inclusive pelo governo federal. Os preços nacionais são menos competitivos devido a fatores como a alta carga tributária, taxas de juros, logística pouco eficiente e cara entre outros fatores, que estão fora do alcance e do poder de decisão dos industriais brasileiros

O Projeto de Lei desconsidera as várias assimetrias que temos com a média dos países da OCDE e resulta em tratamento não isonômico entre navios estrangeiros afretados e navios produzidos no Brasil. Isso vale também para reparos, manutenções e jumborizações (obras para aumento de capacidade).

Assim, de modo a não prejudicar ainda mais a indústria nacional e garantir a diminuição da taxa de desemprego no país bem como melhoria de renda, entendemos que alguns dispositivos devem ser ajustados. Por exemplo: devem ser mantidas a exigência de propriedade de embarcação para habilitação como Empresa Brasileira de Navegação e a participação da indústria naval nacional quando do afretamento a casco nu de embarcação estrangeira, deve ser eliminada a possibilidade de liberação escalonada de novos afretamentos a casco nu nos termos indicados no PL – permissão de dois afretamentos em 2021, três em 2022 e liberação total em 2023, entre outras. Se forem mantidos os citados dispositivos, na prática, as indústrias naval e de navipeças brasileiras serão alijadas das oportunidades decorrentes do incremento das atividades de cabotagem, eliminando postos de trabalho existentes e comprometendo a geração de novos empregos.

Existem pontos propostos que exacerbam a citada assimetria. A título de exemplo, citamos o fato de os navios afretados estarem submetidos ao regime de admissão temporária, que pressupõe a suspensão de impostos, condição diferente da aplicada aos navios construídos localmente, que terão que pagar impostos. Ou seja, importados não pagariam tributos que nacionais pagariam!

Ao mesmo tempo, a possibilidade de uso de recursos do Fundo de Marinha Mercante para aquisição de bens no exterior prevista na proposta contraria a finalidade para a qual o FMM foi criado, qual seja, desenvolver a indústria de navegação e de construção naval no País. Seria um subsídio dado para empresas do exterior!?

Conforme demonstrado, um PL unicamente voltado ao estímulo à navegação provoca um aumento da desvantagem competitiva para a indústria local, quando o ideal seria, na medida do possível, combinar a desejada expansão da cabotagem com o desenvolvimento amplo da construção naval no Brasil e de toda a cadeia de valor envolvida. Também é necessário explicitar como o Fundo de Marinha Mercante pode contribuir com maior eficácia para o aumento da competitividade da indústria local.

Importante esclarecer que estamos cientes de que o PL em questão não tem como objetivo implantar uma Política Industrial no Brasil. No entanto, isso não significa que, a pretexto de estimular a cabotagem, possa produzir efeitos contrários à existência de uma indústria de construção naval brasileira, que devido à extensa cadeia de valor envolvida, pode contribuir substancialmente para o desenvolvimento nacional.

O Brasil dispõe de estaleiros modernos e bem equipados, hoje ociosos, e que foram construídos com financiamento provenientes de verbas públicas, ou seja, pagos com o dinheiro de todos os brasileiros. Contamos com uma complexa e moderna indústria de máquinas, equivalente a existente nos países mais industrializados. Logo, nada mais correto e coerente do que buscar utilizá-los, gerando renda e empregos no País.

Estudos mostram que a participação do custo das embarcações no custo total da cabotagem gira em torno de 5%. Portanto um navio em torno de 10% mais caro por conta das assimetrias do Custo Brasil impactariam negativamente nos fretes na ordem de 0,5% e, em contrapartida, gerariam um efeito positivo na economia do país.

Sabemos também que o governo brasileiro tem um compromisso em reduzir o Custo Brasil com as tão sonhadas reformas. Se conseguir seu intento, a produção nacional de embarcações, máquinas e equipamentos não vão onerar o frete.

Por fim cabe ressaltar que a ampliação da necessidade de fretes está diretamente atrelada à demanda crescente da indústria nacional. Não há demanda para frete se não há produto para transportar! Assim, para criarmos um ciclo virtuoso que nos conduza a uma rota de crescimento é fundamental usar o PL para estimular ao desenvolvimento nacional. Não podemos perder mais essa oportunidade.

Alberto Machado Neto, Diretor de Petróleo, Gás Natural, Bioenergia e Petroquímica da ABIMAQ

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Unidas anuncia união com Localiza para se tornar referência em mobilidade

As empresas Unidas e Localiza anunciaram nesta quarta-feira (23/09) a intenção de unir suas operações, em um movimento que prevê a criação de uma companhia referência mundial em mobilidade, com maior oferta de aluguel de veículos, gestão de frotas corporativas e carros por assinatura.

A operação, que está condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como por assembleias de acionistas, dará origem a uma nova empresa que terá como missão garantir mais acesso à mobilidade, segmento que vem evoluindo de maneira constante e acelerada. Se aprovada, a transação ocorrerá por meio da incorporação de ações, com a estrutura composta pelos acionistas de ambas as companhias.

“O mercado de aluguel de carros é altamente competitivo, com mais de 10 mil locadoras, e se renova a cada momento. A união das duas companhias contribuirá para a criação de uma operação mais robusta, garantindo assim mais acesso à mobilidade e acompanhando a evolução e os desafios do segmento”, afirma Luís Fernando Porto, CEO da Unidas.

A nova empresa deverá contar com uma frota consolidada de mais de 468 mil veículos, presença em 404 cidades e atuação na América do Sul, em países como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. Em relação aos destaques financeiros, a receita da empresa combinada nos últimos 12 meses foi de R$ 14,3 bilhões e o valor de mercado consolidado, de R$ 48 bilhões.

“Com a empresa combinada teremos ainda mais força para alavancar nosso crescimento de forma competitiva e ampliar a oferta de novas soluções, potencializadas por ganhos em capacidade tecnológica e de inovação, o que garantirá a melhor experiência a partir do uso eficiente e inteligente da frota”, acrescenta Porto.

Em relação à governança, tanto Unidas quanto Localiza têm suas ações negociadas no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da B3, destinado exclusivamente às companhias que voluntariamente adotam as melhores práticas de governança.

Responsabilidade socioambiental

Segundo o CEO das Unidas, além das sinergias previstas a partir da aprovação do processo de união, a expectativa é de que a soma de esforços seja convertida também em benefícios para a sociedade.

Entre outros projetos, a Unidas é responsável pelo programa “Unidos por um Mundo Melhor”, que promove anualmente com seus colaboradores voluntários ações de incentivo à educação técnica de jovens, com mais de 6,4 mil pessoas assistidas, além de apoio a ONGs que cuidam de crianças e idosos, oferecendo suporte para 14 creches e asilos. O programa também trata das questões ambientais e tem 100% das emissões de carbono da sua frota neutralizadas.

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Insurtech cresce no mercado com soluções focadas em mobilidade

Há dois anos no mercado, a insurtech Planetun, criada pelo grupo que leva o mesmo nome, vem expandindo sua atuação no mercado com o desenvolvimento de soluções cujo o foco principal é a mobilidade. Suas diversas tecnologias têm como objetivo levar agilidade e praticidade para o setor, tanto para os segurados como para as seguradoras.

O sócio-fundador da insurtech, Henrique Mazieiro, afirma que o futuro será 100% móvel e é nesse nicho que estão mirando: “O Brasil hoje conta com cerca de 220 milhões de celulares ativos, ou seja, é mais de um por pessoa, e ainda existem mais de 306 milhões de dispositivos portáteis, como smartphones, tablets e notebooks, em uso. Esses dados demonstram uma grande percepção de mercado de que o consumidor busca cada vez mais mobilidade, e nós temos trabalhado justamente para entregar essa autonomia”. E completa: “Nos encaixamos na grande necessidade do setor de poder contar com empresas parceiras de tecnologia que levem soluções avançadas e implantações rápidas, seguindo o modelo MVP (Minimum Viable Product, ou, em português, Produto Minimamente Viável), com custos viáveis de investimento”.

Ao longo de 2017, a insurtech realizou 33 mil processos e até maio deste ano já foram 32 mil, com expectativa de alcançar 150 mil até o final do ano. Sua principal tecnologia são os aplicativos web, que levam mobilidade para diferentes processos de negócios do setor de seguros e automotivo, como vistoria, sinistro e inspeção. Utilizando a ferramenta, o próprio segurado consegue enviar fotos do seu bem diretamente para a avaliação da seguradora, sem a presença de um terceiro no processo. A solução inovadora não precisa ser instalada e roda nativamente no navegador do celular, ou seja, não ocupa espaço na memória. Também pode ser personalizada de acordo com a identidade visual de cada cliente, e ainda conta com serviços como geolocalização, para verificar a autenticidade do endereço cadastrado, além de recursos avançados de chat, áudio e vídeo.

“Todo o processo é feito através de tokens (e-mail, SMS e chats). Já estamos trabalhando em integrações e chatbots que também permitirão ao cliente solicitar o token pelos mais diversos canais de comunicação com as seguradoras. Com os app´s web, o usuário realiza os processos no seu tempo, não precisa se deslocar e nem esperar a visita de alguém. Estamos falando de mais autonomia, comodidade e segurança”, explica Mazieiro.

Para as seguradoras, o uso desta solução trouxe uma grande redução de custos e permitiu ampliar a abrangência de seus negócios. De todos os tokens enviados, a Planetun tem adesão e retorno positivo em 70% dos casos, e o índice de satisfação de 0 a 5 está em 4,71 pontos, tendo uma média também de 70% de respostas realizadas pelo próprio aplicativo.

A insurtech ainda acaba de lançar mais uma inovação que trabalha aliada com seus aplicativos. A empresa desenvolveu um algoritmo que compara todas as imagens que estão em sua plataforma. Com isso, no momento em que o usuário insere novas fotos, o algoritmo faz uma série de leituras e verifica se esta imagem já foi utilizada em algum outro processo, se já existia antes do disparo do token e ainda se a localização da foto está dentro do raio aceitável para as características daquele processo. Caso o sistema detecte que algo possa estar errado, a Planetun e a seguradora são alertadas do problema imediatamente.

Com uma equipe própria composta por desenvolvedores de projetos e designers, as aplicações tecnológicas da Planetun têm entregado ao mercado não só mobilidade, mas também comodidade, segurança, agilidade, e redução de custos, facilitando os processos de negócios do setor.

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Crown World Mobility adquire companhia inglesa de tecnologia de realocações e mobilidade baseada em nuvem

A Crown World Mobility anuncia a aquisição da TIME Relocation, empresa inglesa de tecnologia baseada em nuvem que atua na segmento de realocação e mobilidade. Com a iniciativa, a Crown World Mobility incorporará a plataforma da companhia, que é líder de mercado, à sua rede de serviços globais, agregando assim benefícios significativos a toda a sua cadeia de valor.

“A tecnologia sempre esteve na vanguarda de nossa indústria”, diz Curt Smith, Vice-presidente do Grupo Crown World Mobility. “A recente aquisição nos permite expandir nossas ofertas de serviços para os atuais e novos clientes, assim como atender uma crescente demanda por realocações dos tipos Lump Sun ( bonificação única que cobre os custos totais do processo, administrada pelo próprio empregado) e Flexível.

Nos últimos anos, as políticas de Lump Sum cresceram em popularidade e espera-se que aumentem devido às mudanças de preferências dos consumidores. A plataforma de tecnologia TIME foi especificamente desenvolvida para abordar esses tipos de movimentos e aprimorar o processo de realocação como um todo.

Ao abraçar novas e modernas formas de trabalho, a Crown World Mobility possibilita aos consumidores que estes se posicionem no controle direto de suas realocações; o sistema os liga às suas novas posições e os orienta em cada etapa do processo. A rede global da Crown por sua vez apoiará essas movimentações, assegurando a consistência das abordagens e fornecendo suporte em tempo real, quando necessário.

“Nós estamos orgulhos por estarmos sempre onde nossos clientes precisam e em atendermos às suas crescentes necessidades”, diz Smith. “Isso nos permite melhorar nossa proposição de valor, alavancando nossa expertise tecnológica”, complementa.

Grant Chapman, ex-diretor da TIME Relocation vai se juntar à Crown World Mobility para liderar o lançamento global do serviço e supervisionar o seu desenvolvimento futuro.

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Cabify e Easy anunciam recebimento de aporte de US$ 160 milhões

A Maxi Mobility Inc, holding da Cabify e da Easy, anuncia aporte de mais de meio bilhão de Reais (US$ 160 milhões) para expandir as operações em seus atuais mercados. O grupo opera plataformas de mobilidade como serviço (MaaS) de alta qualidade para empresas e usuários particulares em mais de 130 cidades e 14 países na América Latina e Península Ibérica.

Nesta nova rodada de investimento, os investidores da Maxi Mobility incluem a Rakuten Capital, TheVentureCity, Endeavor Catalyst, GAT Investments, Liil Ventures, WTI, além de investidores locais da Espanha e da América Latina.

“Estamos entusiasmados com o novo grupo de investidores e por continuar a fortalecer nosso relacionamento com a Rakuten Capital. Nós temos uma visão compartilhada de transformar a mobilidade nas cidades e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos”, diz Juan de Antonio, CEO da Maxi Mobility.

“O rápido crescimento e consolidação da Maxi Mobility demonstra o enorme potencial do grupo. Estamos muito satisfeitos em continuar a apoiar a visão, inovação e liderança na disrupção da mobilidade”, comenta Oskar Mielczarek de la Miel, Managing Partner da Rakuten Capital. “A equipe da Maxi Mobility, sob a liderança de Juan Antonio, não só se destaca por sua força e tenacidade, mas também pelos fortes valores éticos que demonstram no trabalho diário.”

“A Maxi Mobility fez um excelente trabalho para equilibrar o grande crescimento com uma disciplina financeira incomparável neste setor, conforme demonstrado pelos resultados alcançados em 2017”, explica Laura González-Estérani, CEO e fundadora da TheVentureCity.

“Este é o resultado do foco em fazer melhorias operacionais, fortalecer suas marcas focando no clientes e construir uma equipe muito sólida”.

O aporte de mais de R$ 500 milhões (US$ 160 milhões) nas marcas da Max Mobility será utilizado para acelerar o crescimento e consolidar sua posição de liderança na indústria de mobilidade como serviço (MaaS) no mercado latino-americano e ibérico. O montante também impulsionará o desenvolvimento tecnológico, incluindo soluções inovadoras de mobilidade, bem como o serviço para clientes e motoristas parceiros.

As empresas da Maxi Mobility estão presentes em 14 países da América Central, do Sul e da Península Ibérica. Elas geram cerca de 2 mil empregos diretos e possibilitam que centenas de milhares de motoristas parceiros tenham oportunidades de renda como profissionais autônomos.

“A Maxi Mobility nasceu com o objetivo de transformar a mobilidade ao melhorar a qualidade de vida e promover o crescimento econômico nos países em que atuamos. Estamos orgulhosos do progresso alcançado ao apostar em equipes locais, pagando os tributos públicos devidos em cada país e trabalhando lado a lado com os governos para a criação de regulamentações inclusivas e justas para todos os envolvidos no setor da mobilidade como serviço. Por meio da Cabify, Easy e outras marcas, continuaremos trabalhando rumo à nossa visão, que logo se tornará realidade”, conclui Juan de Antonio.

A Cabify encerrou 2017 com um crescimento global superior a 500% em receita bruta e solicitações de corridas, triplicou sua base instalada e aumentou o número de viagens em seis vezes em comparação a 2016. Já a Easy, desde que se juntou ao Grupo Maxi Mobility, em abril de 2017, viu sua demanda crescer mais de 60%.

Novo Country Manager no Brasil e vagas abertas

A Cabify anuncia Fernando Matias como novo Country Manager Brasil. Anteriormente, o executivo era CEO da Easy no Brasil. Já Daniel Bedoya, que ocupou o cargo desde o início da operação brasileira, assume como novo COO (Chief Operating Officer) Global da Cabify.

A Cabify também está com dezenas vagas abertas no Brasil para áreas como operações, marketing e vendas. Recentemente a empresa reestruturou e realocou diversos profissionais no Brasil para suportar o crescimento planejado, e está ativamente buscando talento para preencher as dezenas de vagas abertas no Brasil. “À medida que o negócio se expande, os nossos profissionais e o perfil das vagas evoluem. Estamos buscando aqueles que compartilhem de nossa visão e comprometimento com a transformação da mobilidade urbana, com alta capacidade de realização e experiência relevante nas funções que temos em aberto.” reforça Fernando Matias, novo Country Manager Brasil da Cabify.

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Como proteger a rede da empresa sem interferir na mobilidade dos colaboradores?

Por Bill Hogan, vice-presidente da Fortinet

Os profissionais de segurança de TI de grandes empresas em todas as indústrias enfrentam a tarefa diária de ter que proteger uma superfície de ataque em expansão. Os pontos vulneráveis de entrada costumavam estar dentro dos muros da organização, onde firewalls e ferramentas de segurança on-line podiam protegê-los, mas as redes agora se tornaram um ambiente sem fronteiras, em constante evolução, graças ao uso de nuvem, a Internet das coisas (IoT) e uma força de trabalho cada vez mais móvel.

Os avanços tecnológicos, combinados com uma onda de funcionários digitalmente inteligentes inundando o local de trabalho, levaram mais pessoas a trabalhar de suas casas ou outros locais fora do escritório. Além disso, trabalhar em uma variedade cada vez mais diversificada de dispositivos. E, embora possa ser uma surpresa, esse aumento na força de trabalho móvel tornou-se comum mesmo nas indústrias mais altamente regulamentadas.

De acordo com um estudo recente, 65% das organizações permitem a conexão de dispositivos pessoais às redes corporativas. Na América Latina e no Caribe, estima-se que o número de empregos móveis foi de 740.000 em 2016, com outros 980 mil empregos indiretamente suportados por tecnologias móveis.

Em todos os setores, as empresas estão adotando os esquemas de trabalho móvel devido aos seus vários benefícios de redução de custos, aumento da produtividade e eficiência dos funcionários e maior retenção de colaboradores. Mas estes esquemas também envolvem riscos ao permitir que dispositivos e aplicativos não gerenciados pelas organizações, acessem suas redes corporativas e seus recursos digitais.

A segurança da rede continua sendo uma prioridade. 95% dos CIOs relatam sua preocupação com os e-mails armazenados em dispositivos pessoais e 94% deles se preocupam com informações corporativas armazenadas em aplicativos móveis. O objetivo das empresas é encontrar um equilíbrio entre o benefício do BYOD e BYOA e a mitigação dos fatores de risco à cibersegurança.

Problemas de segurança em ambientes móveis

Para se beneficiar das capacidades do trabalho móvel sem comprometer a segurança da rede ou perder a visibilidade do uso de dados classificados, as organizações devem considerar três aspectos principais:

Shadow IT

Políticas rigorosas sobre aplicativos e serviços que os funcionários estão autorizados a usar em seus dispositivos podem fazer com que os funcionários contornem este protocolo de segurança para adquirir soluções que os ajudarão a tornar seu trabalho mais eficiente. Isso pode ser um grande risco à segurança, já que as equipes de TI não conseguem proteger dados em aplicativos que não conhecem, e nem podem garantir que esses aplicativos serão atualizados com as correções mais recentes. E se esses dados forem violados, é improvável que as equipes de TI percebam isso e consigam implementar protocolos adequados de resposta a incidentes.

Vazamento de dados

O vazamento de dados se refere ao fluxo não autorizado de dados corporativos do datacenter seguro para um dispositivo ou local não autorizado. Isso geralmente ocorre quando os funcionários transferem arquivos entre dispositivos corporativos e pessoais ou quando funcionários não relacionados têm acesso a dados privilegiados. Com o uso cada vez mais comum de ambientes na nuvem e de aplicativos SaaS, e o número maior de dispositivos de usuários conectados, as equipes de TI geralmente perdem visibilidade do uso e fluxo dos dados.

Segurança de aplicativos

Com a mobilidade laboral, surge um número cada vez maior de aplicativos, independentemente de estarem sendo usados nos negócios ou não. Em média, as organizações têm 216 aplicativos executados em sua organização, sem falar nos aplicativos pessoais armazenados nos dispositivos dos funcionários. Quando esses dispositivos de usuários e aplicativos se conectam à rede, é necessária uma segurança forte para o aplicativo. Isto é válido principalmente para aplicativos na nuvem, onde pode ser difícil para as equipes de TI aplicar as políticas de segurança padrão de suas organizações.

Em resumo

Para aproveitar ao máximo os benefícios da força de trabalho móvel que faz uso de seus dispositivos pessoais, as organizações precisam implementar controles de segurança adicionais que protejam e monitorem os dados sem serem muito rigorosos, pois isso pode inibir a mobilidade. As equipes de TI devem adotar uma abordagem em camadas para a segurança, fornecendo visibilidade do fluxo dos dados em toda a rede. Especificamente, este protocolo de segurança deve oferecer segurança de aplicativos, segurança de dispositivos de usuários, segmentação de rede e segurança dos ambientes na nuvem, além de defesas no perímetro da rede padrão. Tudo isso em um quadro de segurança integrado e abrangente, poderoso e automatizado para poder responder às ameaças atuais e futuras.

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Brasif Máquinas amplia produtividade das equipes de campo com aplicativos baseados na SAP Cloud Platform

Fundada há mais de 50 anos, a Brasif Máquinas é especializada na distribuição de equipamentos para construção, logística e britagem móvel das principais marcas mundiais; além de locação de soluções para movimentação de materiais e prestação de serviços técnicos de reposição de peças e componentes. A companhia, com 600 colaboradores, está sediada em São Paulo, e mantém unidades operacionais em 8 Estados do País para atender os mercados de Construção, Mineração, Energia, Petróleo & Gás e Movimentação de Materiais.

Em 2016, para atender aos requisitos de inovação tecnológica impostos pelo crescimento da empresa, aumentando o suporte à área de serviços, a Brasif decidiu buscar ferramentas que permitissem o desenvolvimento de soluções próprias, como aplicativos voltados para a melhoria de gestão de sua equipe de campo e controle de pós venda. Depois de uma pesquisa de mercado, a opção foi pela adoção da plataforma aberta SAP Cloud Platform (SCP) .

“Nosso primeiro objetivo era ampliar o suporte à nossa equipe de vendas, automatizando a distribuição e execução das ordens de serviços e contribuindo para o aumento de receita”, explica Gustavo Takamatsu, gerente de Tecnologia e Inovação da Brasif. “Quando conhecemos, em um evento, diversos apps desenvolvidos na plataforma SCP, constatamos que ela atendia a todas as nossas expectativas de Inovação”.

O desenvolvimento do app teve início em outubro do ano passado, com a participação do time de tecnologia da Brasif e experts da SAP. Apenas três meses depois, em janeiro de 2017, a solução já estava no ar, junto com uma ferramenta de gestão de dispositivos móveis, também desenvolvida na plataforma SCP. Isso permitiu às áreas de negócios não apenas gerenciar as equipes de campo responsáveis pela manutenção dos equipamentos mas também o contato com os clientes.

“O uso dos dois aplicativos combinados aumentou a gestão e, como consequência, também a produtividade da área de serviços”, afirma Gustavo Takamatsu. “Adotar a SCP nos permitiu trabalhar com uma solução robusta e organizar ondas de implementação”.

Acompanhamento em tempo real

Com a adoção do app desenvolvido sobre a plataforma SCP, a produtividade da equipe de campo aumentou 23% em apenas três meses. “No modelo anteriormente adotado pela Brasif, os técnicos iam à empresa semanalmente, recolhiam as ordens de serviço (OS) e depois retornavam para fazer o lançamento manual de tudo o que haviam feito”, recorda Takamatsu. Agora, toda a gestão de distribuição e execução das ordens de serviço – e no último ano a empresa atendeu a 42 mil OS – estão no aplicativo hospedado na SCP. Qualquer pendência ou dificuldade é identificada em tempo real pelos programadores de serviços”.

O executivo destaca que os dois apps combinados na SCP permitem identificar exatamente o local em que o técnico está e qual serviço está sendo executado. Hoje, o aplicativo já tem cerca de 120 usuários, e a empresa implementou novas funcionalidades, como a de Intervalo entre Atividades, que permite identificar o tempo de parada dos técnicos para realizar tarefas não programadas, possibilitando identificar e corrigir possíveis ineficiências operacionais. Outra delas é a Identificação de Leads, que permite aos técnicos gerar oportunidades de negócio dentro do aplicativo. “Quando estão em campo, nossos técnicos são nossos olhos dentro do cliente e muitas vezes eles conseguem enxergar oportunidades de novos negócios durante a execução do serviço. Isso certamente nos trará aumento de receita”, prevê Takamatsu. O executivo destaca outro grande benefício: “registramos uma melhoria não só da gestão desses atendimentos pela área de serviço como do nível de satisfação do cliente”.

Novas oportunidades

A partir dos desenvolvimentos feitos na plataforma SCP, a Brasif Máquinas está preparando uma série de novas implementações de soluções SAP. Entre elas, a companhia já realizou o kick-off do projeto SAP Hybris, solução que será utilizada para fazer a gestão da força de vendas. Além disso, a equipe de Takamatsu prepara duas novas ondas: a primeira, de aplicativos que serão oferecidos aos clientes para que acompanhem em tempo real a prestação de serviços oferecidos pela Brasif e consultem o histórico de seus equipamentos; a segunda, de IoT, com a telemetria de equipamentos vendidos ou alugados pela empresa. “Tudo isso é parte da estratégia da Brasif como companhia, e não apenas da TI. E temos contado com o suporte da SAP nesse processo de transformação digital”, salienta Takamatsu.

“Estamos satisfeitos em constatar, mais uma vez, que os recursos abrangentes de desenvolvimento de aplicativos inovadores por meio da SAP Cloud Platform e os serviços oferecidos para mobilidade, Big Data, Machine Learning e Internet das Coisas, entre outros, estão contribuindo para o desenvolvimento de soluções empresariais seguras que proporcionam agilidade aos negócios e aceleram a tão necessária transformação digital de nossos clientes”, destaca Orlando Cintra, vice-presidente de vendas para SAP Cloud Platform na SAP América Latina.

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Integração é requisito básico para inovar – Por Valdir Cardoso

Diante do atual cenário de inovações na indústria da mobilidade, os times de engenharia já não podem trabalhar em áreas de desenvolvimento desconectadas, cada qual fazendo a sua parte para entregar o seu melhor – como se nenhuma influenciasse a outra. Integrar diferentes disciplinas numa mesma plataforma de desenvolvimento é o grande desafio da engenharia para inovar e se manter competitiva.

A indústria chegou num estágio de desenvolvimento em que precisa atender simultaneamente diversos requisitos – muitas vezes conflitantes – que envolvem diferentes áreas como segurança, custo e durabilidade. Talvez o grande segredo da engenharia moderna seja formular o problema para conseguir colocar todas as necessidades do cliente em cima de equações que representam as diversas áreas da Física envolvidas.

Até então avaliada como item secundário, a conectividade se tornou um diferencial de mercado. Cada vez mais os motoristas valorizam as avançadas centrais multimídias, mas não desejam, por exemplo, perder a visibilidade na direção quando acessam os botões. Este é somente um exemplo prático que demonstra o quão importante é observar simultaneamente os diversos requisitos na hora do desenvolvimento.

Essa perfeita integração entre os diversos sistemas de um produto, que devem funcionar de maneira colaborativa, representará aos novos veículos a mesma revolução observada nos computadores com o advento da internet. Os carros já estão deixando de serem equipamentos mecânicos para se tornar computadores conectados, que conversam com outros computadores para saber o que estão fazendo.

Dessa maneira, o que está em debate é a condição para o avanço das inovações na indústria da mobilidade, que precisa criar protocolos onde áreas que originalmente eram independentes passem a se comunicar. Somente assim, os times de engenharia conseguirão desenvolver produtos realmente competitivos, que se encaixem nas tendências de mercado.

A integração de áreas precisa ser fomentada desde a fase conceitual do produto, afinal decisões iniciais não contam com protótipo físico. O primeiro passo então é agregar tecnologias de simulação nas etapas iniciais do projeto. Dada a evolução dos sistemas computacionais de simulação, que hoje conseguem cada vez mais aproximar o mundo real do virtual, já é possível interagir com um produto virtualmente.

Já no estágio de desenvolvimento, é necessário dispor de uma plataforma que combine várias disciplinas, como análise estrutural, dinâmica de fluídos e dirigibilidade, todas num ambiente onde seja possível fazer as devidas conexões. Vale lembrar que de nada adianta ter uma ferramenta que integre testes e simulações se não houver know how. Portanto, a empresa que tiver capital humano certamente avançará.

A indústria também precisa dispor de tecnologias de testes eficientes, que sejam mais inteligentes para que façam a interface do ser humano no produto e respondam as perguntas o mais rápido possível, afinal as empresas precisam estar preparadas para responder a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais drástica. É preciso evoluir nas práticas de engenharia para estar à altura desses novos desafios.

Agora é a onda da multidisciplinaridade. Ou a indústria surfa nessa onda agora, ou perde a chance de competir. Quem tiver interesse em discutir o assunto está convidado para o 15º Simpósio SAE BRASIL Automaker de Testes e Simulações, que reunirá especialistas de montadoras, empresas de testes e de simulações, consultorias e universidades dias 15 e 16 de agosto, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo.

Valdir Cardoso, presidente da Altair Brasil e chairperson do 15º Simpósio SAE BRASIL Automaker de Testes e Simulações

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MicroStrategy incorpora inteligência artificial a sua plataforma analítica

A MicroStrategy® Incorporated (Nasdaq: MSTR), líder mundial no fornecimento de plataformas analíticas e software de mobilidade, anunciou o lançamento da MicroStrategy 10.8. A mais nova versão de sua plataforma analítica MicroStrategy 10™, que está disponível também no Amazon Web Services (AWS), incorpora inteligência artificial, o que permite análises mais avançadas e preditivas. O sistema estatístico open source R, embora já estivesse integrado à plataforma e fosse utilizado por grande parte dos clientes da MicroStrategy, passa agora a ser empacotado e instalado juntamente com a solução analítica, facilitando o processo de aprendizagem de máquina (machine learning).

“Unindo uma série de variáveis, inseridas dentro de um contexto maior, esse tipo de sistema permite que o algoritmo seja modificado sem nenhum tipo de intervenção humana, de acordo com os dados que são recebidos. O principal diferencial é a capacidade de aprenderem sozinhos, modificarem padrões conforme novos comportamentos são identificados e adquirir um conhecimento em cima da base de dados. Desta forma, com a incorporação do source R e da inteligência artificial, o usuário consegue, por exemplo, identificar tendências, fraudes, desvios, entre outros indicadores importantes para os negócios, com muito mais rapidez e assertividade”, ressalta Tiago Sanchez, diretor de pré-vendas América Latina da MicroStrategy .

A nova plataforma MicroStrategy 10.8 também chega ao mercado com diversos aprimoramentos em suas funções de Data Discovery, novos padrões e design mais responsivo, visando maiores usabilidade e acessibilidade. A inovadora paleta de cores, desenvolvida com base em pesquisas baseadas no mundo natural, dá aos usuários mais opções para definir as cores dos dashboards, além de torná-los visualmente muito mais atrativos, sem muitos esforços. Essa paleta está disponível tanto no MicroStrategy Web como no MicroStrategy Desktop.

Outro ponto importante da nova versão e que faz total diferença diante do advento do Big Data e da crescente necessidade das empresas de acessarem inúmeras e diferentes fontes de dados, é a nova galeria de conectores personalizados. A plataforma MicroStrategy já disponibilizava APIs para a criação desses conectores. A diferença é que com a MicroStrategy 10.8, além dessa possibilidade, o usuário pode acessar o banco público de conectores de dados – criados anteriormente por outros desenvolvedores – na Comunidade MicroStrategy, fazer download, atualizar e usá-los como julgar oportuno. Atualmente, estão disponíveis diversas amostras, como para OneDrive®, Box, Weibo®, MuleSoft® e ElasticSearch®, todos facilmente acessíveis aqui.

O MicroStrategy Mobile também traz importantes aprimoramentos no que tange maior segurança, desempenho e emparelhamento tanto com sistemas operacionais Android™, como iOS®. Além disso, o Usher plataforma de segurança móvel traz como novidade o Usher Analytics™. Esses dashboards pré-formatados permitem visualizar informações de aplicações corporativas de IoT, destacando indicadores chaves. Com ele é possível criar visualizações personalizadas e responder a perguntas de negócios sobre acesso e presença de usuários.

“O lançamento da MicroStrategy 10.8 é um marco importante e vem ao encontro da nossa missão de estar em constante evolução e ao mesmo tempo manter o comprometimento com o sucesso das aplicações de nossos clientes. Novas tecnologias e funcionalidades estão sendo sempre incorporadas em nossa plataforma. A exemplo do que fizemos com a mobilidade, BI na nuvem, análises de grandes volumes de dados, Big Data, Data Discovery e self-service BI, estamos fazendo com learning machine e IOT. A ideia é que nossos clientes tirem o máximo proveito das oportunidades de negócios facilmente detectáveis com o apoio de uma plataforma corporativa unificada”, finaliza Sanchez.

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Unidas adota soluções de conectividade e mobilidade da Embratel

A Unidas, empresa especializada em locação de automóveis e gestão de frotas, acaba de contratar novos serviços da Embratel. A empresa está expandindo sua estrutura de Internet e otimizando o atendimento a clientes de todo o Brasil com soluções de telecomunicações, TI e mobilidade da Embratel. Com isso, reforça a comunicação dos seus escritórios e de todas as unidades instaladas nos aeroportos brasileiros, que são os locais com maior volume de aluguel de veículos.

“Estamos ampliando o contrato que tínhamos com a Embratel desde 2005, com novos serviços como links dedicados de banda larga, telefonia fixa e celular. Com isso, estaremos com a melhor infraestrutura para atender os nossos clientes em diferentes cidades e aeroportos do país. A novidade está alinhada com nossa estratégia de oferecer o melhor serviço do setor, com um atendimento primoroso e as tecnologias mais avançadas para dar comodidade e agilidade aos nossos clientes ”, Alexandre Bianco, Head de TI da Unidas. Segundo o executivo, a infraestrutura de telecomunicações é fundamental para o gerenciamento da frota de mais de 53 mil veículos.

“Nossas soluções convergentes estão melhorando a performance de empresas de todo o Brasil que buscam ganho de produtividade e otimização de custos”, diz Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing e Negócios da Embratel.

A Unidas aumentou sua capacidade de Internet em 40% e contratou da Embratel links dedicados com garantia de velocidade. Para possibilitar a rápida troca de mensagens de sua equipe de campo, por meio de voz e de dados, contratou uma nova solução de telefonia celular corporativa. Com este serviço, os colaboradores poderão falar à vontade entre si e poderão ligar para os clientes, usando o código 21, da Embratel. Também poderão fazer chamadas de longa distância, nacional e internacional, com tarifas especiais.

“Com as soluções da Embratel, a Unidas terá à disposição uma tecnologia de ponta que irá agilizar o atendimento aos seus clientes, inclusive em locais com maior volume de negócios, como os aeroportos. Por meio das nossas ofertas, a Unidas contará com uma moderna infraestrutura para realizar o atendimento com excelência”, diz Adriana Coutinho Viali, Diretora Executiva da Embratel Claro Empresas SP.

Para unificar e melhorar a comunicação entre as unidades da cidade de São Paulo, a Unidas contratou a solução Vip Único Embratel. Com ela, os colaboradores poderão realizar chamadas locais e de longa distância, para telefonia fixa ou celular, com a excelência garantida pela conexão 100% digital via rede Embratel. Nesse pacote, a Embratel oferece tarifas mais competitivas, sem cobrança diferenciada por horário e sem assinatura mensal. Além disso, a gestão dos serviços pode ser feita por meio de fatura única, também disponível via Internet.

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Liga AutoTech: Conheça as 8 startups selecionadas para a primeira turma de aceleração

A Liga Ventures- aceleradora que gera negócios entre startups e grandes empresas – anuncia a lista com os 8 escolhidos para participar do primeiro programa nacional de inovação aberta nos setores de mobilidade, transporte, logística e indústria automobilística.

Denominado Liga AutoTech, o programa tem como objetivo gerar novas oportunidades de negócios entre as startups e as empresas, além de testar novos modelos de mercado, oferecendo um amplo networking com potenciais parceiros e investidores. Empresas como Mercedes-Benz, Eaton, Sascar, Ticket Log e Repom já integram o projeto e participaram do processo de escolha das startups.

O programa recebeu cerca de 200 empresas inscritas, que passaram por três etapas de seleção: triagem das inscrições, entrevista e apresentação de negócios para uma plateia repleta de profissionais renomados. As startups trouxeram propostas de diversos temas de interesse, como gestão de frotas, logística reversa integrada, aplicativo para melhorar a mobilidade e incentivar a sustentabilidade, telemetria, entre outros.

Para Adriano Maskalenkas, gerente de inovação e desenvolvimento de negócios da Ticket Log, a troca de expertises com as startups é fundamental para as grandes corporações se reinventarem. “Ter uma startup dentro da empresa, verificar tendências, andar junto com jovens idealizadores é importante para o desenvolvimento de qualquer negócio. A Liga AutoTech foi um presente para nós”.
De acordo com Rogério Tamassia – diretor da Liga Ventures – o programa trará novas possibilidades de inovação e negócio para os setores envolvidos. “O foco da Liga AutoTech são áreas essenciais para o crescimento do país e a plataforma aberta será uma oportunidade de transformar o setor de transporte, logística, mobilidade e a indústria automobilística brasileira”, explica.

Programa de aceleração

As startups escolhidas serão aceleradas durante quatro meses e terão orientações com executivos do setor e com a rede de mentores da Liga Ventures, além de terem a oportunidade de gerar novos negócios com parceiros e investidores. Nenhuma contrapartida em participação societária ou propriedade intelectual é exigida das startups aceleradas.

Conheça as startups que farão parte da Liga AutoTech:

Automobi: Plataforma de CRM para oficinas e concessionárias conectada aos donos de veículos.

Site: http://www.automobi.com.br

Btime: Gestão inteligente de equipes externas com foco no aumento de produtividade, centralização e informações em tempo real.

Site: http://www.btime.com.br

Easy Carros: Diagnósticos online de automóveis, Big Data & Análise preditiva como a maior rede de prestadores de serviços automotivos online.

Site: http://www.easycarros.com

goEpik: Guia visual do operador para realização de processos utilizando Machine Learning e IoT, além de plataforma que padroniza e digitaliza processos industriais, dentro dos princípios da Indústria 4.0.

Site: http://www.goepik.com.br

KeyCar: Aplicativo para controle dos sistemas do veículo e monitoramento do motorista.

Site: www.keycar.com.br

Menu.com.vc: Plataforma de comércio online que conecta a indústria ao comerciante, com solução integrada de logística e crédito.

Site: http://menu.com.vc/

Trackage: Soluções de monitoramento, reduzindo prejuízos com violação, extravio e perda de cargas e objetos para pessoas e empresas.

Site: http://www.trackage.com.br

Zumpy: Aplicativo que busca reduzir a quantidade de veículos nas ruas facilitando que pessoas com rotas compatíveis se locomovam juntas com segurança.

Site: http://www.zumpy.com.br

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E se São Paulo fosse uma Smart City?

Por Carlos Bokor e Mauricio de Paula

Em uma cidade de milhões de pessoas, analisar cada indivíduo é a chave para o sucesso! Destaque no mundo corporativo, a tecnologia de análise de dados está transformando as relações Empresas x Consumidores e começa a dar suas primeiras colaborações aos serviços públicos. Por meio da captação de informações, empresas públicas e órgãos federais começam a conhecer melhor os cidadãos atendidos, além de ter maior controle sobre seus processos internos, melhorando o atendimento à população e melhorando o aproveitamento da “máquina pública”. O Big Data, tecnologia responsável por esse tipo de processo, armazena, separa e analisa as informações disponíveis nos mais diversos canais, transformando hábitos, preferências e gostos em “respostas”. Essas respostas guiam os gestores para melhor atender o cliente, oferecer produtos certos ou até mesmo mudar sua operação interna. Considerando que os serviços públicos também devem estar voltados a seus clientes, no caso nós, contribuintes, como o Estado pode construir uma Smart City?

O que é uma Smart City?

Smartphones, Smartcars, seja o “Smart” que você quiser, todos esses dispositivos tem uma característica em comum: usar a tecnologia e inteligência artificial para analisar informações de forma sistêmica, traçando padrões e “respostas” que ajudem suas tarefas diárias. Em uma “Cidade Inteligente” não é diferente, por isso temos que ficar atentos a essa classificação: pontos de Wifi, iluminação com lâmpadas de LED e outras medidas tecnológicas que não tenham impacto direto na vida da população não podem ser consideradas “Smart”, mas sim modernas. A Smart City real usa os mais diversos tipos de tecnologia para melhorar as condições de vida da população, muitas vezes impactando setores que não dependem ou não aparentam usar tantos dispositivos assim, como o transporte público ou a gestão de recursos naturais, por exemplo.

Utilidades:

O setor de utilities, ou utilidades, é aquele que cuida da parte de infraestrutura dentro de uma cidade. Serviços de água e esgoto, iluminação e distribuição de energia são exemplos de “utilities” que compõem a grande São Paulo e podem ser impactadas diretamente pelo uso desse tipo a tecnologia: O conhecimento do histórico de consumo, por exemplo, permite que empresas de água e esgoto tenham visibilidade da operação total, identificando possíveis fraudes e vazamentos. O controle do fluxo de água poderia ajudar na distribuição, permitindo que os órgãos responsáveis manejassem fontes de agua por exemplo, escolhendo o manancial que gere menos custos com tratamento como fonte em períodos de menor consumo e estratégias complementares em picos de demanda.

Atualmente, a SABESP já tem um projeto de análise de dados em andamento, investindo em um “container de dados” que agrupa todas as informações disponíveis na rede de agua e esgoto. O principal resultado do investimento foi o dobro de retorno na área de auditoria, o que gerou lucro real além de economia de água.

Mobilidade:

Só o paulistano sabe como é difícil se locomover na maior cidade do país. Seja por meio do transporte público, carro particular ou até mesmo o famoso Uber, a maioria da população de São Paulo estão insatisfeitos com o seu ir e vir. As opções tecnológicas para esse setor são um pouco mais avançadas e exigem investimento em infraestrutura, conhecimento e equipamento: um dos melhores exemplos de evolução na mobilidade individual atual é o Waze, aplicativo popular que, além de servir como GPS, leva o motorista pelo caminho mais rápido.

Se o Waze facilita tanto a vida das pessoas ao pensar no “individual”, imagine um software desenvolvido pensando no coletivo, analisando os roteiros diários de cada morador de São Paulo, podendo fazer assim melhores trajetos e gestão de sinaleiros por exemplo. Com um pensamento mais futurista, esse tipo de informação pode dar ínicio a uma nova forma de gestão de ruas, em que o fluxo da cidade seria controlado de forma inteligente, adaptando diariamente os sentidos do trânsito por exemplo. No transporte público, o monitoramento do Bilhete Único, principal meio de pagamento de passagens, poderia gerar uma série de informações diárias, possibilitando, por exemplo, uma melhor gestão de frotas, oferecendo mais transporte em horários de pico. Tudo isso de forma certeira e integrada entre todos os meios públicos de locomoção. Hoje já percebemos que a CPTM e o Metrô começam a tentar tomar atitudes “smart”, adotando linhas expressas e controle de tráfego inteligentes, mas que ainda podem melhorar com o uso do Big Data.

No final do dia, o que percebemos é que as informações necessárias para transformar São Paulo em uma cidade inteligente já estão na “mesa”, sendo uma possível mina de ouro para os serviços públicos. Modernizar a máquina estatal abre possibilidades para um melhor aproveitamento dos servidores públicos, melhorando a qualidade de vida dos próprios servidores e da população que depende dos seus serviços, trazendo ganhos reais para a sociedade.

Carlos Bokor é diretor da Teradata Brasil. Mauricio de Paula é Senior Business Consultant da Teradata Brasil.

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