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E-Commerce brasileiro cresce 75% no mês de maio, segundo Mastercard SpendingPulse

No Brasil, de acordo com o Mastercard SpendingPulse, índice que rastreia as vendas gerais de varejo em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, as vendas pelo e-commerce* cresceram 75% em maio e a média de crescimento dos últimos três meses (março, abril e maio) foi de mais de 48%, acima do registrado no primeiro trimestre: 14%. Ambos os dados são na comparação com o mesmo período do ano passado, ressaltando a mudança mais ampla para o digital na forma como se trabalha, mora e compra.

“O crescimento do comércio eletrônico está muito atrelado ao novo comportamento do consumidor durante o período de distanciamento social. Devido à pandemia, os consumidores estão cada vez mais se afastando do dinheiro e optando por pagamentos digitais e sem contato, o que aumentou as vendas on-line. Além disso, a distribuição do auxílio emergencial pelo governo também contribuiu para esse resultado, diz Cesar Fukushima, Diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil.

Para se aprofundar ainda mais no cenário econômico durante a pandemia, a Mastercard divulgou o primeiro relatório de sua série , que observa os impactos da pandemia e das recomendações de distanciamento social, incluindo o grande crescimento das compras online.

Vendas Totais

No entanto, o Mastercard SpendingPulse registrou que o volume total de vendas no varejo (excluídas as vendas de automóveis, materiais de construção, restaurantes e cama, mesa e banho) no Brasil diminuiu quase 3% em relação ao ano anterior em maio. A média dos últimos três meses caiu -10% em relação ao mesmo período de 2019.

Dois setores tiveram crescimento acima do indicador de vendas totais: supermercado (16%) e artigos de uso pessoal e doméstico (5%). Os setores de vestuários, móveis e eletrodomésticos, combustíveis e artigos farmacêuticos tiveram desempenho abaixo.

As regiões Sul (0,4%) e Sudeste (-2%) tiveram crescimento acima da média, enquanto Norte ( -6%), Nordeste (-5%) e Centro Oeste (- 9%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Guia do e-commerce: 7 passos para vender bem

Em meio às grandes mudanças de comportamento e consumo pelas quais passamos, o e-commerce vem sendo um grande aliado para que as pessoas mantenham o isolamento social. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) informam um aumento de 30% nas vendas pela internet durante as duas primeiras semanas de abril, sendo que algumas categorias, como saúde, cresceram mais de 100% em março. Mas e quem ainda não tem e-commerce, ou precisa melhorar a atual estrutura, como fazer isso em meio à pandemia?

Daniel Schwebel, gerente nacional da Workana, maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, aponta que, para os setores em ascensão, o momento é de investimento e consolidação. “Temos clientes na área de e-commerce adaptando suas estratégias para atender às novas exigências de seus clientes, proporcionando melhor experiência para o usuário e novas funcionalidades. O trabalho e o comportamento das pessoas estão mudando cada vez mais rápido com as mudanças que vieram com o isolamento, e com isso, as empresas precisam se atualizar rapidamente não só a maneira como oferecem seus serviços, mas também como trabalham com uma equipe remota”, aponta. Com isso, Schwebel levantou alguns pontos de atenção para que os e-commerces tenham boas vendas durante a pandemia:

1. Vendedores virtuais

Lojas físicas que não tinham e-commerce antes da pandemia podem começar treinando vendedores para serem consultores virtuais. É possível montar um catálogo digital em uma landing page ou um simples documento PDF, com todas as informações, fotos e preço dos produtos, para que os vendedores virtuais enviem para seus clientes. O envio pode ser feito por e-mail ou até mesmo por whatsapp. É importante treinar a equipe, remotamente, e levantar as ferramentas necessárias para que cada um trabalhe. Assim, a loja não deixa de vender e os profissionais continuam ativos. Aqui, temos também o desafio de gerir uma equipe remota, que deve contar com um líder presente, que engaje e una a equipe, além de definir claramente quais são os objetivos do trabalho.

2. Invista em um bom aplicativo

Um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva apontou que compras feitas por meio de aplicativos cresceram 30% no Brasil. Caso seu e-commerce ainda não tenha aplicativo próprio, talvez seja a hora ideal para investir na plataforma. Os aplicativos permitem que os clientes salvem seus produtos favoritos e acessem rapidamente, o que pode ajudar a agilizar as vendas. Uma boa estratégia também é oferecer vantagens para quem comprar pelo app, como frete grátis ou entrega diferenciada.

3. Direcione investimentos para o marketing

É a hora dos seus clientes saberem que você está pensando neles, ou então que possíveis clientes te conheçam e realizem a primeira compra. Investir em marketing é uma boa saída para aumentar o conhecimento de marca, se posicionar e mostrar seus diferenciais. Pessoas estão buscando novas formas de comprar, e vão encontrar. Elabore campanhas digitais, fique próximo ao seu cliente e faça com que ele veja seu e-commerce como a melhor escolha. Para isso, é essencial contar com profissionais qualificados e atualizados, que podem ser contratados também pontualmente para desenvolver projetos específicos.

4. Atualize e analise seus dados

Qual foi a última vez que você checou sua base de dados? Lá é possível encontrar informações valiosas para compreender da melhor maneira o comportamento do seu consumidor e oferecer exatamente o que ele precisa, além de evitar que você invista em algo que pode não ser rentável no momento. É de extrema importância acompanhar dados do mercado, mas também é necessário ter alguém no time dedicado a analisar seus próprios dados e tirar insights dali.

5. É do setor de alimentos e não vende online?

Você pode estar perdendo dinheiro. Segundo estudo feito pela Corebiz, vendas online no segmento alimentício cresceram 330% em março em comparação com fevereiro. Consumidores podem encontrar grandes marcas em redes nacionais, porém, pequenas marcas podem ser mais difíceis, mesmo sendo queridas por seus clientes. Busque parcerias com outros e-commerces, venda pelo Instagram e Whatsapp e avalie o retorno. Enquanto isso, aproveite para compreender o cenário e traçar um plano estratégico para lançar seu próprio e-commerce.

6. Otimização da estrutura

Se um cliente encontra um site complicado de utilizar, com funcionalidades básicas comprometidas, que não funciona corretamente no celular e é lento, as chances dele procurar outro lugar para fazer suas compras é grande. Para isso, é bom realizar um diagnóstico detalhado, compreender a velocidade do seu e-commerce, se atentar à variedade e estoque de produtos, manter um canal de comunicação ativo e não praticar preços abusivos, pois isso pode ser visto como oportunismo.

7. Encontre o profissional certo

Contratar de maneira remota pode ser complicado, mas existem plataformas que podem ajudar a encontrar profissionais qualificados e ainda te apoiar na gestão de equipes remotas. Uma delas é a Workana, que possui mais de 2,8 milhões de profissionais nas áreas de E-commerce, Marketing Digital e Vendas, TI e Programação, Tradução e Conteúdo, Design e Multimídia, Suporte Administrativo, Jurídico, Finanças e Administração e Engenharia e Manufatura.

Experiência digital no isolamento deverá manter e-commerce aquecido nos próximos seis meses

A experiência digital vivenciada pelos consumidores durante o isolamentosocial deverá manter elevada a intenção de compra on-line nos próximos seis meses, conforme nova edição da pesquisa Consumer Sentiment Brasil, realizada pelo Boston Consulting Group (BCG). O estudo tambémidentifica tendências nos canais físicos, entre elas a resiliência do comércio de vizinhança, que se destaca entre seus concorrentes na pandemia por ser o único a não registrar retração de hábitos.

“As compras on-line vieram para ficar”, prevê Flávia Takey, sócia e líder da prática de Varejo do BCG no Brasil. Essa tendência se confirma em especial entre as famílias com médio e alto nível de renda, uma vez que parcelas da população da baixa renda devem apresentar maior dificuldade de acesso aos canais digitais. O desafio para esses canais, observa, é oferecer uma boa experiência de compras para fidelizar o cliente.

O estudo mostra também variação entre as diferentes classes sociais nos fatores de motivação para a escolha de canal. Segundo Flávia, os consumidores de todas as classes sociais estão muito preocupados em cortar gastos e, para evitar grandes deslocamentos, preferem canais próximos de casa. No entanto, as classes A, B e C estão também muito preocupadas com saúde, ao passo que as classes D e E estão priorizando muito menos este fator em razão da maior restrição de caixa. “É importante entender as motivações por trás das mudanças de comportamento para adequar a estratégia de cada canal”, orienta.

O otimismo do e-commerce, porém, não é percebido em alguns outros segmentos de varejo, que registram forte queda no consumo em meios físicos. Entre os setores mais afetados, está o de vestuário, que registrou queda de 82% nas vendas nos meses de março e abril. “Nesse segmento não vemos crescimento na intenção de compras nos próximos meses”, afirma. Farmácias, lojas de departamentos e de artigos eletrônicos, porém, podem se beneficiar no comércio on-line no médio prazo.

Categorias

A Consumer Sentiment Brasil revela também a intenção do brasileiro de aumentar seus gastos com alimentos frescos. Ao lado de produtos de limpeza e desinfetantes, essa categoria é a mais beneficiada no cenário de coronavírus, com crescimento de 38% na intenção de compra.

Por subcategoria, o maior crescimento é o de frutas, com expansão de 17 pontos percentuais em relação a dezembro de 2019, cenário pré-crise. A intenção, porém, não é consistente em todas as subcategorias; algumas verificam retração, como são os casos de carne bovina e alimentos orgânicos, com redução, respectivamente, de 8 e 21 pontos percentuais muito em função de itens de preço mais elevado.

De acordo com o sócio Daniel Azevedo, o estudo revela ainda uma maior preocupação do brasileiro em poupar e reduzir o comprometimento da renda com dívidas. Nesta rodada, 65,5% afirmaram estar inseguros com sua situação financeira. Além disso, o avanço da pandemia associado ao isolamento social sustentado e perspectiva de cenário recessivo afetou o sentimento das pessoas. Nas últimas semanas, os brasileiros demonstram maior tristeza e preocupação com a saúde e o emprego, embora mantenham a esperança em uma vacina. O sentimento de tristeza subiu 15 posições no ranking de palavras relacionadas ao coronavírus em comparação à primeira sondagem, informa Flávia Gemignani, líder do Centro de Insights para o Consumidor do BCG.

A Consumer Sentiment, que ouviu 1,3 mil consumidores entre 17 e 19 de abril, indica ainda um maior ceticismo do brasileiro em relação à crise, o que se reflete na intenção do consumidor de normalizar gastos dentro de três a quatro meses, embora a percepção seja de que a economia pode demorar um pouco mais para se recuperar. Para apenas 7% dos entrevistados a situação estará melhor nos próximos seis meses, índice que sobe para 11% no cenário de um ano e para 23% nos próximos dois anos.

M-Commerce já responde por mais de 1/3 dos pedidos online, aponta Ebit | Nielsen

As compras efetuadas via smartphones corresponderam a mais de 1/3 do total de pedidos do comércio eletrônico no Brasil em 2018, aponta a Ebit | Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. No ano passado, em média, 35% dos pedidos (40,3 milhões) e 31,3% do faturamento do setor (R$16,7 bilhões) foram provenientes do m-commerce, como é chamada a venda online realizada via dispositivos móveis. Os dados constam no relatório Webshoppers 39, apresentado ao mercado nesta segunda-feira (25).

O m-commerce é um dos principais responsáveis pelo crescimento nominal de 12% registrado pelo comércio eletrônico no ano passado. O setor faturou R$53,2 bilhões, com 123 milhões de pedidos, 11% a mais do que no ano anterior. O tíquete médio de compras foi de R$434, ligeira alta de 1%, conforme o balanço divulgado em fevereiro pela Ebit | Nielsen. Para 2019, a expectativa é de expansão de 15%, com vendas totais de R$61,2 bilhões. Os pedidos devem ser 12% maiores, 137 milhões, e o tíquete médio em torno de R$447, aumento de 3%.

“O m-commerce vem se mostrando a grande via de democratização do e-commerce. Em 2018, registramos 10 milhões de consumidores que fizeram uma compra online pela primeira vez, incluídos digitalmente a partir da expansão do mercado de smartphones e do acesso à banda larga”, afirma Ana Szasz, head da Ebit | Nielsen.
As categorias responsáveis pela expressiva alta de pedidos no m-commerce são Perfumaria, Cosméticos & Saúde (com 51% de crescimento), Informática (27%), Alimentos & Bebidas (23%), além de Moda & Acessórios (+6%), Esporte & Lazer (+10%) e Casa & Decoração (+16%).

A democratização do e-commerce também pode ser notada pelo avanço para além do Centro-Sul, em especial no Norte (+22%) e, principalmente, no Nordeste (27%). O faturamento foi de R$7 bilhões em 2018, na soma dos estados nordestinos, o que representa 13,2% do total geral.

“Ainda é pouco na comparação com o Sudeste, que concentra quase 60% das compras, mas houve um salto expressivo de 2,3 pontos percentuais em relação a 2017. O Nordeste tem uma demanda reprimida e, por consequência, muito espaço para crescer, especialmente para empresas de logística e operação, já que é a região do Brasil que registra a menor taxa de produtos entregues dentro do prazo (81%), abaixo da média nacional, que é de 86%”, explica.

CATEGORIAS

A categoria campeã em faturamento total em 2018 foi a de Eletrodomésticos, com 19,6% de importância no mercado, seguida de perto por Telefonia & Celulares, com 18,2% (contra 21,2% em 2017). Completam o top 5 Casa & Decoração, Informática e Eletrônicos.

Como o grande destaque do crescimento do mercado em 2018 foi o número absoluto de pedidos, é o ranking das categorias mais pedidas que chama a atenção. Liderando o pódio está a campeã Perfumaria, Cosméticos & Saúde, com 16,4% de participação em pedidos (4,4 pontos percentuais a mais de pedidos em relação à 2017), seguida de Moda & Acessórios, com 13,6%. As duas primeiras, principalmente, ajudam a explicar o crescimento menor no ticket médio de um ano para outro.

Completam o ranking das mais pedidas em 2018 Casa & Decoração, com 11,1%, Eletrodomésticos, com 10,6% (campeã no ranking de faturamento) e Livros, Assinaturas & Apostilas, com 7,5%, outra categoria com um ticket médio não muito alto.

FRETE GRÁTIS

A porcentagem de lojas que utilizaram frete grátis como estratégia apresentou leve variação durante o ano de 2018. Ao analisar os dez maiores players do mercado, esse aumento acontece em dois momentos: no segundo e no quarto trimestre do ano devido à greve dos caminhoneiros e período de Natal (que inclui Black Friday), respectivamente.

CROSS BORDER TRADE

As compras realizadas por brasileiros em e-commerces internacionais totalizaram US$ 2,1 bilhões em 2018, queda de 22,2%. Considerando a alta acumulada do dólar no ano, convertendo para o valor médio em reais, a queda foi um pouco menor, 10,9%. O número de pedidos caiu 6%, de 73,8 milhões para 69,4 milhões, e o tíquete médio baixou 17,2%, de US$36,79 para US$30,48. Entretanto, o número de consumidores que efetuaram pelo menos 1 compra cross border trade cresceu 3%, comparando com o ano anterior, para 23,1 milhões.

De acordo com Ana Szasz, o cenário de queda está ligado ao preço do dólar e o consequente aumento de preços. Em 2017, a cotação média do dólar no Brasil foi de R$3,19, já em 2018 saltou para R$3,65 (média), uma alta de 14,4%. “Vale pontuar também que, em agosto do ano passado, os Correios passaram a taxar os consumidores por compras internacionais com um valor fixo de R$15”, explica a head da Ebit | Nielsen.

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O Mobile First e seu impacto no e-commerce

Por Thiago Mazeto

Talvez você já tenha ouvido falar em Mobile First, mas não sabe exatamente como funciona. O termo vem ganhando destaque nos principais portais sobre tecnologia e e-commerce nas últimas semanas e tem deixado muita gente preocupada por conta das mudanças que deve trazer. Para entender melhor tudo isso, vou contextualizar a história.

Ele está só seguindo a onda

O Google e seus algoritmos de SEO são os responsáveis pelo Mobile First Index, seu nome completo. A verdade é que essa história só está seguindo a onda dos smartphones. O número de aparelhos ativos já é maior do que o de pessoas no mundo, o que o faz o principal meio para pesquisas na internet.

Para ter ideia, segundo a FGV – Faculdade Getúlio Vargas – só no Brasil são 220 milhões de smartphones com acesso à web. No primeiro semestre de 2018, 32% das vendas online foram transacionadas através de um desses aparelhos de acordo com o 38º Webshoppers, do Ebit/Nielsen.

Dá para acreditar nisso?

A migração do desktop para o mobile é uma tendência anunciada. Há tempos o comportamento do usuário de internet vem migrando para os dispositivos móveis e o consumo acompanhou essa direção. O Google, obviamente, percebeu isso.

Primeiro, passou a posicionar melhor nos resultados de busca os sites que possuíam uma versão responsiva, favorecendo o acesso por meio de celulares. Agora, essa vantagem vai para quem é Mobile First.

Mas, afinal, o que é Mobile First?

Hoje, na hora de desenvolver um site é comum criá-lo pensando na sua visualização para desktop e, posteriormente, adaptá-lo para o mobile. Com essa mudança do Google, o desenvolvimento terá que fazer o caminho contrário.

Essa alteração na forma como o Google encara a construção dos sites atinge todo mundo. Independentemente do segmento, seja consumo ou conteúdo, o posicionamento nas buscas será prejudicado para quem não atender essa diretriz, impactando em diferentes métricas.

O Google utiliza mais de 200 regras diferentes para avaliar o SEO de um site e ranqueá-lo nas primeiras páginas organicamente. Na última atualização anunciada pela grandiosa do Vale do Silício, o Mobile First foi um dos itens que expôs o “calcanhar de Aquiles” da internet.

Não se desespere! Tudo tem solução

Todo o trabalho de SEO da loja virtual não será lançado ao limbo de uma hora para outra, não é preciso se preocupar com isso. A virada para o Mobile First é uma mudança gradativa e o Google não vai penalizar os milhões de sites que não se adequarem a nova regra de forma imediata.

Buscar um desenvolvedor para ajudar na adaptação do site ou mesmo entrar em contato com a plataforma de e-commerce, que certamente já possui uma versão de template compatível, são alternativas que podem ajudar. O importante é entrar em ação e não ficar para trás. Sair na frente com um site que se enquadre nesse novo formato pode garantir um melhor posicionamento para a loja virtual.

Thiago Mazeto, head de varejo da Tray, unidade de e-commerce da Locaweb

ClearSale divulga dados inéditos sobre tentativas de fraude no mercado de aparelhos móveis

A ClearSale, empresa líder em soluções antifraude, divulgou um recorte inédito sobre os setores mais visados pelos fraudadores a partir do Mapa da Fraude, estudo elaborado pela empresa que contempla informações sobre tentativas de fraude no e-commerce brasileiro.

Um dos grandes desafios do lojista é identificar e diminuir as fraudes, impulsionando as boas compras e gerando relações de confiança com seus clientes. No último ano, a cada R$100 em compras online de celulares, R$9,47 foram tentativas de fraude, sendo este o setor mais visado pelos fraudadores. Enquanto isso, o mercado de smartphones segue em alta. Segundo estudo realizado pela Gartner, cerca de 1,9 bilhão de smartphones devem chegar aos consumidores em 2018, um crescimento de 1,6% em comparação com 2017.

A prevenção é uma das melhores alternativas para gerar mais confiança entre empresa e consumidor e prevenir atividades fraudulentas. “O fraudador se interessa por produtos de fácil revenda no mercado negro. Por isso, é necessário que, além dos varejistas, o consumidor também tome as devidas precauções para se prevenir de fraudes como, por exemplo, evitar compartilhar informações sensíveis como o número do cartão de crédito e dados pessoais.”, diz Omar Jarouche, gerente de Inteligência Estatística da ClearSale.

Uma das alternativas para a prevenção a fraude é o aplicativo Compre & Confie, iniciativa idealizada pela ClearSale que tem como objetivo consolidar um processo de compra seguro – evitando golpes e, ao mesmo tempo, proporcionando uma boa experiência de compra para consumidores.

Para saber mais sobre as tentativas de fraude que aconteceram no Brasil em 2017 acesse http://lp.br.clear.sale/mapa-da-fraude

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A nova era do e-commerce e as 20 maiores tendências

Por Rogério Signorini, Diretor Geral da Braspag

Cada vez mais o e-commerce deixa de ser apenas um canal de vendas online para se tornar um espaço para promover o prazer do consumo. O tão falado Omini Chanel supera barreiras e transcende para um novo universo, onde o ato de comprar não é apenas o fim, mas também o meio.

Dentre as diversas tendências apresentadas no IRCE (Internet Retail Conference + Exhibition) deste ano, observou-se que a experiência do usuário é o objetivo principal desta nova era do comércio eletrônico. Prova disso é o avanço do store pick up no mercado e o desafio dos lojistas de saber a localização do cliente e mostrar apenas produtos disponíveis em suas proximidades, a fim de tornar o processo de compra mais inteligente e ágil. Integrações com sistemas de geolocalização podem ser cruciais neste processo, mas há também outros desafios como a integração de estoques e pedidos online e offline, além da parte fiscal.

De modo geral, a busca incessante pela melhor experiência para se destacar perante a concorrência cada vez mais acirrada culminou em 20 tendências que estão sendo adotadas pelas gigantes do e-commerce norte-americano. Algumas, inclusive, se relacionam ou podem ser integradas ao store pick up. São elas:

1. Flexibilidade Total: eliminar sistemas complexos e adotar micro serviços e APIs para elevar a velocidade das compras. Neste sentido, quanto maior for a flexibilidade sistêmica, maior o poder de conversão.

2. Enterprise Decision Engine: basicamente, consiste em obter um conhecimento centralizado e orquestrar a interação do consumidor entre os canais, ou seja, essa relação precisa ser fluída mas também dinâmica, para tanto, a logística deve ser integrada e altamente funcional.

3. Conversational Commerce (voz): os consumidores cada vez mais utilizam comandos de voz para compras online. É o caso do Siri e Google Assistant, que inclui o produto desejado no carrinho a partir dos resultados das buscas.

4. Conversational Commerce (messaging): outro item bastante utilizado são os robôs inteligentes para mensagens online. Além de reduzir número de chamadas na central de atendimento, o recurso melhora a interação com os clientes já que oferece mais agilidade.

5. Visual Recognition: este recurso traz uma série de funcionalidades que impactam diretamente na experiência de compras:
a. Permite que o consumidor mostre ao site o que ele deseja comprar;
b. Ajuda o lojista a montar o catálogo de produtos de forma personalizada;
c. Guarda roupa virtual: compras anteriores ficam registradas e o sistema sugere produtos relacionados;
d. Integração com redes sociais, que são usadas para conhecer as preferências do consumidor.

6. Shop the Look: compra orientada com recursos de inteligência artificial, que permite encontrar produtos – principalmente roupas – similares a de imagens encontradas na internet.

7. Fit Finders ou Visual Body Maping: oferece roupas personalizadas a partir de fotos do usuário por meio de sistemas de machine learnig e inteligência artificial que fazem as medições do corpo pela foto.

8. Amazon Look: funcionalidade da Amazon que avalia o look do dia do usuário.

9. Smart Gifting: envia o presente online e o comprador pode mudar a cor ou o número antes de realmente fazer a compra. Reduz o custo com devoluções e eleva a satisfação do cliente.

10. Mobile Progressive Website App: sites adaptados para dispositivos móveis que se comportam como aplicativos, oferecendo mais agilidade, funcionalidades avançadas e integração SEO.

11. Blockchain: o aumento da adoção das moedas virtuais e a possibilidade de utilizar este sistema em outros segmentos, faz com que a realização de transações seguras sem intermediários neste caso seja uma nova maneira de fazer negócios.

12. Performance – Optimizing Point Solutions: otimizar a velocidade e performance dos canais de vendas. O site ou aplicativo deve ser rápido e intuitivo.

13. Payments – Mobile & Alternative: dada a facilidade oferecida pelos novos meios de pagamentos via mobile como os XPays (Apple Pay, Google Pay etc), a ausência destas funcionalidades numa loja virtual atualmente coloca os negócios em risco.

14. Smart Fitting Rooms: provadores virtuais com espelhos inteligentes nos quais o usuário avalia se a vestimenta se ajusta ao seu corpo de forma agradável e sem sair de casa.

15. Digital Pop-up Shops: lojas virtuais dentro de lojas de departamentos, oferecendo itens e serviços mais personalizados.

16. Analog Pop-up Shops – Hyperlocal: lojas móveis para testar tendências e pontos de vendas.

17. IOT – Everithing is getting smart: não é de hoje que ouvimos que a Internet das Coisas vai mudar a maneira como interagimos com o mundo e fazemos negócios. O avanço desta tecnologia oferece múltiplas oportunidades. Uma delas é o uso das gôndolas inteligentes, que além de impactarem positivamente a equipe logística para manterem-se sempre completas, é possível identificar padrões de comportamento dos consumidores e ajustar a disposição dos produtos de forma mais atraente, aumentando a conversão.

18. Digital engagement in store: o uso de robôs e self check out possibilita identificar o que o cliente buscou e o que ele verificou de sair da loja, criando as vitrines infinitas, ou seja, se o consumidor não encontrou determinado produto na loja física, ele receberá a sugestão para compra-lo online.

19. Biodesign, development & 3d printing: uso de impressoras 3D para fabricação de produto direto na loja. Como exemplo, temos um tênis feito de material com bactérias que degradam com o calor do produto, permitindo maior ventilação e transpiração dos pés. Além da agilidade na fabricação, esta tendência promove a sustentabilidade.

20. Agile Retail: disposição dos produtos na loja de forma que promova a agilidade no processo de compras.

Embora diversas destas tendências não tenham aterrissado em terras tupiniquins, é fundamental acompanhá-las atentamente, seja para adoção num futuro próximo ou ainda para a percepção de funcionalidades que possam surgir. Cada consumidor é único e é papel não apenas do lojista, mas sim de toda a cadeia do varejo, suprir suas necessidades. Com o veloz avanço tecnológico, é natural que o e-commerce transcenda seus limites e alcance novos patamares. Mais do que atrair novos clientes, essa nova era é guiada pela personalização e pela identificação com a marca. E não há nada que fortaleça mais este elo do que uma ótima experiência.

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Internet das Coisas: prepare-se para uma onda de novas oportunidades em estratégia de negócios – Por Flávio Stecca, CTO da Movile

Quando o Google comprou a empresa de termostatos conectados à internet Nest por US$ 3.2 bilhões e a Amazon lançou a caixa de som inteligente Echo, em 2014, o mundo passou a conhecer uma expressão até então restrita aos laboratórios do Vale do Silício: a ‘internet das coisas’. Era uma forma de designar toda uma geração de dispositivos ligados à internet, de uma geladeira que avisa quando falta leite ao chaveiro que emite sinais de localização para ajudar seu ‘dono’ que perdeu as chaves. Apesar da ‘Internet of Things’ (IoT) ter nascido com foco nos aparelhos de uso doméstico, essa revolução já derrubou as paredes das casas inteligentes e está se espalhando rapidamente por todas as áreas de negócios.

As possibilidades que a internet das coisas abre são gigantescas e animadoras! Aqui no Brasil, o estudo contratado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para embasar o Plano Nacional da Internet das Coisas, estima que essas tecnologias poderão gerar entre U$ 50 e U$ 200 bilhões por ano, até 2025. Trazendo para a perspectiva atual, basta ver a rápida evolução conceitual e tecnológica do próprio Amazon Echo: se em sua primeira versão o dispositivo respondia a simples comandos de voz por meio de sua assistente pessoal, a simpática Alexa. Hoje, com a ajuda de algoritmos de inteligência artificial, o aparelho executa tarefas de complexidade bem maior. Quer comprar um ingresso para o show da sua banda favorita? A Alexa pode fazer isso antes mesmo de você verbalizar o desejo, ao saber que a sua banda favorita tocará na sua cidade. Vai receber um casal de amigos para um jantar? A Alexa pode se conectar ao serviço de delivery do seu restaurante favorito e fazer o pedido.

Se as possibilidades de novos serviços e produtos que surgem com a sofisticação da Alexa já são impressionantes, imagine quando essa tecnologia atingir todo o resto da economia, presente em muito mais objetos e equipamentos conectados à internet. Basta imaginar que hoje, de acordo com a Internet World Stats, temos 3,8 bilhões de pessoas conectadas à internet, cerca de 51% da população mundial. O número de aparelhos conectados crescerá bem mais rápido e em progressão geométrica: a previsão é que em 2020 tenhamos mais de 20 bilhões desses objetos conectados. E com a tecnologia conhecida como ‘machine learning’, essas coisas estarão ‘pensando’ suas próprias ideias, baseando seu aprendizado em análises de dados e no comportamento de seus usuários.

As empresas que levarão vantagem sobre a concorrência serão aquelas que conseguirem não apenas reunir todos esses dados coletados por suas máquinas inteligentes, mas analisá-los e processá-los para oferecer serviços que melhorem a vida de seus usuários. Dados coletados e analisados sob um o contexto correto podem fornecer possibilidades surpreendentes. Além de casas inteligentes, já temos lojas inteligentes, estoques inteligentes, linhas de montagem inteligentes, supply chains inteligentes. É por isso que temos que estar preparados: produtos mais inteligentes, segmentados, customizados tornam consumidores mais exigentes com o anseio de atendimento eficiente e personalizado.

Há diversas áreas em que a IoT será disruptiva para as empresas. Vai melhorar o processo de tomada de decisões, que passará a ser mais baseada em dados objetivos ‘colhidos’ pelos próprios produtos, desde a sua elaboração na linha de montagem até à forma com que seus consumidores os utilizam. Isso terá impacto direto também na melhoria da gestão das empresas, reduzindo custos operacionais e otimizando os gastos.

E quais empresas vão conseguir fazer isso bem e surfar essa onda de oportunidades?

Na Movile, nos esforçamos muito para enxergar as disrupções causadas pela tecnologia como oportunidade de crescimento e aprendizagem. Porém, não é somente com uma visão de futuro que se cria uma empresa inovadora. Fomentamos a cultura de errar e aprender rápido, por isso trabalhamos desenvolvendo centenas de pilotos sempre com propósito de fazer a vida de um bilhão de pessoas melhor. Acreditamos que se aprendermos um pouco sobre nossos usuários em cada piloto e trabalharmos duro para resolvermos os problemas e corrigirmos os erros, vamos construir algo que agrega valor na vida das pessoas. Um exemplo disso é o recém-lançado assistente de voz da PlayKids para o Google Home e dispositivos Android. A nossa ideia ao lançar essa feature é oferecer mais uma possibilidade de interação para as crianças. Hoje, a PlayKids é uma plataforma educativa na qual elas interagem com jogos, músicas, vídeos, livros seja pelo tablet ou smart tv’s. Com o assistente de voz do Google, agora elas passam a interagir com a música em um outro formato ainda mais intuitivo. Além da PlayKids, outro serviço é o Rapiddo Click, desenvolvido pela Rapiddo Entregas: por meio de um botão, é possível convocar motoboys cadastrados com uma economia de até 98% do tempo. A novidade tem como foco os restaurantes e serviços de delivery com grande demanda, mas o maior beneficiário será mesmo o cliente final, que receberá sua entrega com mais rapidez. O iFood também apresentou uma solução semelhante para facilitar a vida dos seus usuários: já é possível pedir o delivery do seu prato favorito apertando apenas um simples botão.

Para mim, uma das maiores oportunidades está em quais novas estratégias e modelos de negócios surgirão com essa onda de inovação. Pensar em como catapultar negócios atuais, como encontrar sinergias e complementaridade com o que já dá certo hoje, ou como viabilizar modelos até então inviáveis anteriormente por limitações tecnológicas.

A IoT evoluirá de maneira tão surpreendente que assistiremos a uma revolução dentro da revolução. As coisas não apenas poderão trocar informações entre si, mas realizar transações entre elas. Como isso vai mudar a criação de novos produtos? E a legislação? E a publicidade? Teremos que criar campanhas de marketing específicas para máquinas? Veremos objetos comprando outros objetos, criando uma economia paralela totalmente nova?

Depois de derrubar as paredes das casas inteligentes, prepare-se para a Internet das Coisas bater à porta da sua empresa. Pode ser um mensageiro com uma notícia ruim, ou uma oportunidade pela qual você esperou a vida toda.

*Flávio Stecca é apaixonado por inovação e por estimular o crescimento da Movile. Stecca tem mais de 13 anos de experiência na vanguarda da inovação tecnológica e atualmente é CTO da Movile, desempenhando papel fundamental na criação e desenvolvimento da estratégia de tecnologia da Movile. Dentro do grupo Movile, antes de se tornar CTO, foi CEO da PlayKids, uma das plataformas educacionais para crianças com maior taxa de crescimento. Stecca é formado em Ciência da Computação pela UNICAMP e concluiu os cursos de Gerenciamento Executivo em Harvard, MIT e Stanford.

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Braspag aponta nove passos para o sucesso no e-commerce

A Braspag, empresa do grupo Cielo e líder em soluções para e-commerce na América Latina – que chega a processar quase 100 mil transações em um período de uma hora durante eventos importantes do e-commerce como a Black Friday – aponta nove passos que devem ser observados pelos lojistas que desejam crescer no mercado virtual.

A escolha do negócio. É importante que o empreendedor esteja familiarizado com o que vai vender ou busque conhecimento para que seja capaz de responder às dúvidas dos clientes e falar com propriedade sobre o que está comercializando. Cada vez mais o comércio digital está se profissionalizando e os consumidores sabem identificar amadores. A profissionalização é fundamental.

A eficiência do site. O investimento em um site funcional e veloz aumenta as chances de conversão da venda. O ideal é que o cliente chegue até o produto desejado em três cliques. Sites confusos dispersam o internauta, bem como lentidão para carregar imagens. Assim, organização, navegabilidade e velocidade devem ser observados.

A segurança das transações. Uma boa parte dos internautas já sabe reconhecer se um site é protegido e se pode, portanto, inserir seus dados pessoais e efetivar a compra. Há diversas certificações/selos de segurança disponíveis.

Ainda sobre segurança: armazenamento de dados do cartão. Já existem hoje soluções disponíveis para atender lojistas que podem armazenar dados dos cartões dos clientes, bem como aqueles que não podem armazenar nenhum tipo de dado, isto é, soluções para lojistas com diferentes níveis de PCI – PCI Security Standards Council – conjunto de regras que protegem estabelecimentos e consumidores de fraudes de cartão de crédito. A recomendação aqui é conversar com o parceiro de tecnologia para avaliar qual solução se aplica melhor ao seu negócio.

Informação para o cliente. Mantenha-o informado sobre cada fase do processo, como aprovação do pedido, embalagem, entrega, código de rastreio. Trata-se de uma prática simples, mas muitas vezes negligenciada, o que pode causar ansiedade no cliente e até cancelamento da compra. E caso ocorra um problema no decorrer do fluxo, o cliente também deve ser informado imediatamente.

Ainda sobre informação e comunicação. Cada vez mais os consumidores são omnichannel (multicanais) e dificilmente se limitarão a um único ponto de contato com a marca durante o processo de compra e no pós-venda também. Assim, disponibilize mais de um canal de comunicação – e-mails, redes sociais, chat-bots (se o e-commerce comportar) entre outros – e evidentemente, deixe-os sempre ativos e com uma comunicação uniforme (todos devem transmitir as mesmas informações e com o mesmo “tom”).

O cuidado com a logística. A logística ainda é hoje um gargalo para o comércio eletrônico. A dica é trabalhar com mais de um parceiro (e de confiança) para que um substitua o outro quando necessário. Respeitar prazo de entrega e integridade do produto também são condutas obrigatórias. Reforce a logística em períodos de campanhas promocionais em que um aumento das vendas é esperado para que os novos clientes conquistados voltem a comprar.

A versão mobile da loja virtual. Nem é preciso dizer que cada vez mais os smartphones estão se tornando um importante canal de compras. De acordo com o estudo E-Commerce Radar 2017: Resultados do mercado de e-commerce do Brasil produzido pelo Atlas, a parcela de compras por dispositivos móveis cresceu de 22% para 31% entre 2016 e 2017. Assim, ao montar sua loja virtual, escolha um layout que possa ser adaptado para o celular e tablets, mantendo a identidade.

Os meios de pagamento. Quanto mais formas de pagamentos disponíveis no e-commerce, maiores serão as chances na conversão de venda. O cartão de crédito ainda é o meio preferido do consumidor online, mas, se possível, ofereça também as opções de débito e boleto.

“O e-commerce brasileiro cresceu em torno de 12% em 2017, mostrando sua força em meio a um cenário econômico ainda de adversidade. Mas para que seja um investimento bem-sucedido, é preciso apostar em algumas práticas importantes como essas que listamos”, afirma Rogério Signorini, Diretor Geral da Braspag.

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Ainda longe do topo, o mobile commerce seguirá crescendo a passos largos neste ano

A geração que nasceu com o tablet nas mãos praticamente desconhece o que é fazer uma compra por um computador. Praticidade, rapidez e comodidade são os principais aliados do comércio eletrônico através de um smartphone.

O celular continua sendo o fenômeno de nosso tempo. Estar conectados, conhecer as últimas novidades e notícias em tempo real, planejar nossa semana, a lista de compras ou mesmo conectarmos as redes sociais, são apenas alguns dos usos mais comuns deste objeto indispensável ao dia a dia. Dentro desta tendência de consumo mobile, as compras se mantém como um dos hábitos mais cotidianos.

“A medida que passam os anos, mais jovens crescem e começam a comprar online utilizando um smartphone em sua primeira compra. No Mercado Livre, por exemplo, há apenas 5 anos as compras mobile superavam 10% do total de compras realizadas. Hoje já chegam a 60% e seguirá em crescimento.”, afirma Javier Goilenberg, CEO e Co-Fundador da Real Trends, – plataforma líder em ferramentas de análise e gestão para vendedores do MercadoLivre -.

s dados respaldam a Goilenberg. Segundo a Fundação Getulio Vargas -SP, 2017 fechou com um smartphone por habitante no Brasil; e, de acordo com pesquisa da Mobile Time em parceria com a Opinion Box, nas casas em que há smartphones, 72% das crianças entre 10 e 12 anos já têm seu próprio celular.

Outra informação que vem ao encontro do que estamos assinalando tem a ver com as compras feitas via aplicativos. De acordo com o estudo Análise do E-commerce no Mundo, divulgado pela empresa de tecnologia Criteo, os pedidos feitos no terceiro trimestre de 2017 via aplicativos já chegam a 16%, enquanto via web mobile somam 28%. Também houve um aumento de 51% nas transações realizadas via celulares em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Goilenberg adiciona, “a tendência de compras em e-commerce realizadas através de dispositivos móveis está crescendo ano após ano a passos largos. Em primeiro lugar, há uma maior quantidade de dispositivos ativos no mercado. Em segundo, as pessoas estão se animando e se acostumando a fazer tudo diretamente do celular. Para que se prender ao computador se com alguns cliques no celular pode-se fazer o mesmo é muito mais rápido?”

O celular como dispositivo insubstituível para os consumidores, e como ferramenta fundamental para as marcas e seus e-commerces, naturalmente se converte em um dos principais canais de venda e na maioria das vezes o único.

Não é muito dizer que, para aqueles que operam no mundo do e-commerce através de um site próprio, é fundamental que seja responsivo e/ou que conte com um aplicativo mobile muito bom para iOS e Android. Isto já não é mais algo desejável, mas completamente necessário.

O impulso do setor também vem acompanhado da inovação. “A realidade aumentada trará grandes mudanças na experiência de compra através de dispositivos móveis: nos apps de algumas grandes lojas já é possível visualizar como ficará uma lâmpada na sua sala ou se um óculos cairá bem em seu rosto antes de efetuar a compra. Isto gera sensações até agora nunca vistas na hora de comprar online, que continuarão contribuindo para o crescimento do ecommerce a nível mundial”, conclui Goilenberg.

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Estudo da Aruba mostra um grande abismo entre gerações no uso de aplicativos de lojas

Todos sabemos que os aplicativos móveis estão em alta, principalmente no varejo, em que lojas físicas tradicionais estão buscando novas maneiras de competir com as lojas online ou também unificar a experiência do cliente com o seu ambiente online. O setor de comércio eletrônico foi responsável por cerca de 44% de todas as vendas online nos Estados Unidos em 2017 e US$ 200 bilhões de todas as vendas do setor de varejo dos Estados Unidos.

A adoção de aplicativos móveis para criar uma experiência de compra híbrida online/na loja física pode atrair os clientes de volta às lojas e, ao mesmo tempo, aumentar a fidelidade à marca. E como certas faixas etárias são mais receptivas ao uso de aplicativos de lojas, aumentar seu uso é fundamental para as vendas.

Para entender melhor os hábitos de compras digitais e na loja física dos Millennials (geração na faixa de 18 a 24 anos de idade) e dos Baby Boomers (entre 55 e 64 anos), a Aruba, empresa da Hewlett Packard Enterprise, realizou um estudo global com mais de 350 compradores de18 de dezembro de 2017 a 2 de janeiro de 2018. Com base nas respostas obtidas, os Millennials usam aplicativos móveis de lojas com frequência muito maior, gostam de marcas com aplicativos de fidelidade e prestam menos atenção ao preço do que a geração de Baby Boomers.

Veja abaixo cinco fatos que os lojistas precisam saber sobre as gerações de Millennials e Baby Boomers que podem ajudar a trazer esses clientes de volta às lojas físicas.

1. Todos são fiéis, mas alguns são mais fiéis do que os outros.

Os programas de fidelidade ganharam fama com a ascensão dos smartphones, pois a capacidade de armazenar uma série de apps de programas de fidelidade em apenas um dispositivo facilita o acesso quando os compradores visitam as lojas físicas.

Os Millennials adoram seus aplicativos de fidelidade; 66,3% deles tendem a fazer compras nas lojas dos programas de fidelidade dos quais eles participam versus apenas 33,3% dos Baby Boomers. Para os Baby Boomers, o preço é o principal determinante da sua decisão de compra, com 40,7% indicando que o preço é mais importante do que o programa de fidelidade, versus apenas 22,5% dos Millennials relatando o preço como o principal fator a hora da compra.

2. Recursos de cada aplicativo.

Quais benefícios atraem os consumidores para instalar e usar aplicativos de programas de fidelidade? Na pergunta sobre quais motivações levariam a baixar um aplicativo móvel de loja, as respostas dos Millennials foram mais uma vez diferentes daquelas dos Baby Boomers.

Millennials

Nº 1 Localizador de vaga no estacionamento

Nº 2 Disponibilidade e comparação entre produtos.

Nº 3 Pagamento digital por meio de aplicativo móvel da loja.

Baby Boomers

Nº 1 Disponibilidade e comparação entre produtos

Nº 2 Localizador de atendente da loja.

Nº 3 Obter promoções ou cupons de desconto

Existe uma distinção clara entre as gerações. Os Baby Boomers usam os aplicativos móveis de lojas como uma ferramenta para seus hábitos de compras mais tradicionais: eles ainda querem encontrar um atendente da loja e interagir com as pessoas cara a cara, estão mais preocupados com os preços e valorizam mais os descontos e promoções do que Millennials. Por outro lado, os Millennials querem maior praticidade e velocidade; eles querem encontrar uma vaga no estacionamento e fazer pagamentos usando seus smartphones de forma rápida e fácil.

3. O problema não é ter, mas usar o aplicativo da loja.

Oferecer um incentivo especial para fazer com que os compradores baixem um aplicativo móvel pode resultar em um alto volume de usuários cadastrados, mas o mais importante é a frequência de uso do aplicativo. Aumentar essa frequência é fundamental para as vendas online cada vez maiores.

O estudo realizado pela Aruba descobriu que os Millennials usam aplicativos de lojas com mais frequência que os Baby Boomers, com 61,8% indicando uso de 1 a 5 vezes por semana versus 48,2% dos Boomers. Esta popularização se tornou mais evidente quando a frequência de uso atingiu dois dígitos; 13,5% dos Millennials responderam que usam aplicativos móveis de lojas mais de 10 vezes por semana, enquanto nenhum dos Baby Boomers relatou essa frequência.

4. Aplicativo para encontrar produtos.

As gerações mais jovens cresceram com os equipamentos eletrônicos portáteis incorporados à sua rotina. Eles estão acostumados a interagir com quiosques eletrônicos no lugar de atendentes físicos e, na verdade, eles preferem o serviço eletrônico. Para a pergunta sobre como os entrevistados preferem procurar produtos nas lojas físicas, mais da metade dos Millennials (53,9%) preferem usar o aplicativo móvel no lugar do atendente físico. Por outro lado, os Baby Boomers preferem a interação humana; menos de metade (44,4%) usa o aplicativo para encontrar produtos.

5. Comer fora ou comer em casa, eis a questão.

As gerações mais jovens estão acostumadas a comer fora com maior frequência e cozinham menos. A variedade de alimentos e as opções atuais de custos mais acessíveis facilitam as refeições fora de casa para os Millennials. Para a pergunta sobre quais tipos de aplicativos móveis de lojas que eles usam com mais frequência, a resposta mais comum dos Millennials foi o pedido de refeições pelo smartphone (55,1% versus 33,3% dos Baby Boomers). Por outro lado, o principal aplicativo dos Baby Boomers foi de supermercado e loja de conveniência (40,7% versus 18% de jovens Millennials), pois eles tendem a comer em casa com maior frequência.

Para competir com o comércio eletrônico, as lojas físicas precisam adotar novas tecnologias, como os aplicativos móveis, para se manterem competitivas e atrair compradores. Ao compreenderem os hábitos e as necessidades dos seus clientes, sejam eles Millennials ou Baby Boomers, os lojistas podem criar uma experiência de compra personalizada e eficiente que atrairá clientes fiéis

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Como está mudando o consumidor de e-commerce no Brasil e no mundo

A Nuvem Shop, plataforma de e-commerce com mais de 18.000 lojas online ativas, responsáveis por mais de $120M USD em vendas por ano, fez um estudo baseado no comportamento de mais de 1 milhão de consumidores. Estes clientes das lojas da plataforma realizaram mais de 120 milhões de visitas nestes e-commerces, e o resultado desta análise diz bastante sobre os caminhos do mercado.

Tendências

Nos últimos anos, tem-se observado um crescimento significativo da utilização de dispositivos móveis, como reflexo do aumento da demanda por praticidade, mobilidade e agilidade nas atividades do dia a dia.

Segundo recente pesquisa do Google, considerando pessoas com capacidade de compra, acima de 16 anos, Coreia e China apresentam os números mais altos no cenário de 2017, com as impressionantes marcas de 92% e 83% dos habitantes, respectivamente, fazendo uso de dispositivos móveis. No mesmo relatório, Brasil e Argentina, países de grande expressão no Mercosul e territórios de forte atuação da Nuvem Shop, apresentaram notável evolução nos índices, fechando o ano passado com um crescimento acima de 150%, em relação ao ano de 2013.

País 2013 2017

Argentina 31% 73%

Brasil 26% 67%

China 47% 83%

Corea 73% 92%

Estados Unidos 56% 78%

Essa tendência afeta diretamente os e-commerces, que precisam adaptar-se aos novos hábitos de consumo. Na Nuvem Shop, por exemplo, não há mais lojas que realizam vendas exclusivamente via desktop. Já o oposto tem acontecido: 14% das lojas da plataforma concretizam mais de 80% das suas vendas através de um dispositivo móvel.

Vistas e vendas por dispositivo móvel

Em um comparativo da evolução das visitas, em relação às vendas via dispositivos móveis, feito entre as lojas hospedadas na plataforma, observa-se que em 2015, 50% das visitas eram provenientes de mobile e 50% chegavam via desktop. Em 2016, os dispositivos móveis ultrapassaram os acessos por desktop, chegando a 58%, frente a 42% do dispositivo fixo. Em 2017, os números deram um salto ainda mais significativo, onde as visitas recebidas de smartphones e tablets chegaram a 69%, deixando o desktop completamente para trás, com apenas 31% dos acessos.

A mudança no comportamento dos usuários em relação ao dispositivo preferido de acesso às lojas online refletiram-se diretamente nas vendas, passando de apenas 30% das vendas efetivadas via mobile em 2016, para 45% em 2017: um salto de 50% em apenas um ano. Por conta de questões ligadas a confiabilidade e navegabilidade, o desktop ainda permanece com maior taxa de conversão de vendas, cerca de 55%, mas a tendência dentro dos próximos um ou dois anos, é que ocorra a mesma virada observada nos percentuais de visitação, com os dispositivos móveis assumindo a liderança na preferência dos consumidores para compra.

Os consumidores estão comprando por dispositivos móveis?

Um outro forte sinal da tendência mobile que o mercado vem experimentando é a aproximação dos valores de ticket médio das compras via dispositivos móveis, em relação ao desktop. Em 2017, o ticket médio de compras feitas por smartphones e tablets foi de R$ 200,19, enquanto a média de valores das compras feitas no desktop chegaram a R$ 258,77.

Uma das razões para o ticket médio ser menor via dispositivos móveis, logicamente, é a questão da confiança do consumidor em fazer compras de maior porte através esse tipo de dispositivo. Um consumidor com hábitos mais conservadores ainda tende a querer ver fotos e conferir detalhes do pedido em uma tela maior, antes de concretizar as transações. Porém, com as mudanças observadas no perfil do cliente online e a tendência à fabricação de dispositivos móveis cada vez mais sofisticados e repletos de novos recursos, esta realidade está prestes a se transformar.

Soma-se a isso o fato de que o cliente ainda está começando a experimentar e se sentir à vontade com esse tipo de transação. Nas primeiras experiências, o consumidor compra volumes menores, o que somado ao baixo valor de risco de investimento adotado por ele, resulta em um ticket médio inferior ao alcançado no desktop. A reversão desse quadro seguirá com o aumento da confiança em suas experiências positivas em transações online.

“As compras em mobile costumam ter menos quantidade de produtos e por isso a diferença em ticket médio. Mais um motivo para seguirmos trabalhando para oferecer uma experiência de compra ainda mais positiva nestes aparelhos.”, relata Santiago Sosa, CEO da Nuvem Shop.

Canais utilizados para atendimento

Um outro ponto que chama atenção, a partir dessa nova tendência móvel e digital do e-commerce, é a diversificação dos canais de atendimento e os percentuais significativos do uso de e-mail e das redes sociais para esse fim, ambos com 84,8% de utilização, segundo dados das lojas hospedadas na plataforma Nuvem Shop. Com uma característica ainda mais mobile, o terceiro canal mais utilizado pelas lojas para contato é o Whats App, com 83% de preferência, quase ultrapassando as duas primeiras opções. Em seguida, o telefone ainda é um forte aliado no atendimento das empresas, com 62,1%, seguido do chat, e do skype, com 39,4% e 4,2% respectivamente.

– Telefone – 62,1%

– E-mail – 84,8%

– Chat na loja – 39,4%

– Redes Sociais – 84,8%

– Skype – 4,2%

– Whatsapp – 83%

Observa-se a rapidez dessa evolução de acessos via dispositivos móveis, atestando a importância de layouts responsivos, de alinhamento com novas formas de atendimento, e até práticas de publicidade que respeitem esse novo meio de navegar. A importância de ter uma loja responsiva, pois mesmo quando não se trata de fechar a venda pelo celular, normalmente é neste dispositivo que a visita inicial é feita e a decisão de compra é tomada.

Redes Sociais

A posição de destaque das redes sociais como canal de atendimento preferido pelos consumidores não é obra do acaso. Diante de tantas alterações relativamente recentes nos hábitos de consumo, certamente, uma das que mais se mostram evidentes e bem sucedidas é a utilização destes meios, não só como canais de divulgação, e de atendimento, mas também para efetivação de vendas.

“Com a mudança de desktop pro mobile, as redes sociais ganham mais relevância. Uma vez que os consumidores navegam muito por elas através de seus dispositivos móveis, rapidamente se tornaram uma fonte de contato e de venda para lojistas.”, continua Sosa. Dentro das redes sociais que mais levam vendas para as lojas, o Instagram representava 17% no quarto trimestre de 2016. No mesmo período de 2017, subiu para 36%.

Entre as redes sociais, os meios mais direcionados para a exposição de imagens, como Pinterest e Instagram, ganharam bastante espaço na estratégias de exposição das marcas e vendas de produtos.

“Com a falta de tempo e a disseminação da internet rápida, é cada vez maior o número de pessoas que prefere fazer compras por dispositivos móveis, que são acessíveis de qualquer lugar. Aí entra o papel fundamental das redes sociais, principalmente o Instagram. Ele serve como ponte entre empresa e cliente, para apresentar os produtos, mostrar as combinações possíveis e despertar desejo”, afirma Bruna Ohana, Analista de Marketing da loja Stravaganza, especializada em moda feminina.

Diante disso, plataformas de e-commerce, lojistas e demais serviços online devem ficar atentos às tendências e fazer rápidas adaptações para possibilitar, cada vez mais, a conversão de acessos em vendas.

Datas comemorativas

A nova dinâmica do mercado e a ascensão do e-commerce nos últimos anos trouxe um outro aspecto interessante, relativo ao comportamento de compra do consumidor em datas comemorativas.

Datas expressivas do comércio varejista, como dias das Crianças ou Natal, perderam posição no ranking de vendas para a tão esperada Black Friday, enquanto que o dia das mães foi parar em último lugar, considerando as vendas de clientes da Nuvem Shop.

De fato, a Black Friday tem se tornado um fenômeno, dentro e fora da internet nos últimos anos, ao anunciar promoções impactantes e fazer divulgações massivas em todo tipo de mídia. O consumo no BF 2017 esteve acima de todas as principais datas comemorativas. As vendas desse verdadeiro fenômeno ficaram 100% acima de outras datas famosas, como dia dos pais, dia das mães, e dia dos namorados, e 75% acima do Natal e do dia das crianças.

Seguindo uma tendência forte do e-commerce, no que se diz respeito à venda de produtos (desconsiderando os serviços), o segmento de moda representou 60% das vendas da Black Friday 2017, mais que os 55% de 2016.

Ainda seguindo a tendência ao crescimento das compras via mobile, em 2017, as vendas via smartphones e tablet chegaram aos 44%, superando com folga os 33% de 2016.

A BF é uma data nova, com pouco mais de 5 anos, e já ganha espaço com os consumidores, se tornando a mais importante do e-commerce. Diante desse cenário, é preciso estar atento e ser ágil na percepção da necessidade e implementação das mudanças, quando menos se espera, os ventos sopram e a próxima onda de inovação no comportamento do consumidor chegar, ditar novas tendências. É preciso surfar as novas ondas, para não ficar pra trás.

Este artigo foi escrito com base nos estudos realizados pela plataforma Nuvem Shop, que deram origem a um material completo sobre os resultados e tendências do e-commerce. Baixe o estudo completo aqui.

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