Category internet of things

Check Point adquire startup israelense e amplia a segurança de dispositivos IoT

A Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), fornecedor global líder em soluções de cibersegurança, anunciou uma nova ferramenta de tecnologia de cibersegurança para IoT. A Check Point é a primeira empresa a oferecer uma solução de segurança consolidada que fortalece e protege o firmware dos dispositivos IoT, fornecendo uma camada de proteção contra os ataques mais sofisticados. A empresa oferecerá essa solução a partir da aquisição da Cymplify, uma startup baseada em Tel Aviv cuja tecnologia será integrada à arquitetura do Check Point Infinity.

A proliferação de dispositivos de IoT em ambientes corporativos e pessoais, bem como nos setores da indústria e saúde, e seus pontos fracos inerentes à segurança, criaram um ponto cego na proteção com o qual os cibercriminosos aproveitam para lançarem ataques cibernéticos de quinta (5ª) e sexta (6ª) gerações. Com isto, eles visam comprometer ou violar a segurança desses dispositivos (como câmeras de vigilância IP), manipular sua operação (invasão de dispositivos médicos) ou, até mesmo, controlar as infraestruturas críticas (como fábricas) que podem derivar em danos substanciais.

Com a tecnologia da Cymplify, agora é possível levar segurança a uma câmera IP, uma Smart TV, um controlador de elevador ou um dispositivo médico, como uma bomba de infusão, e de maneira rápida restringindo e protegendo contra ataques avançados de zero day.

“O anúncio desta aquisição representa o nosso esforço contínuo para proporcionar a melhor cibersegurança em todas as plataformas digitais”, afirma Dr. Dorit Dor, vice-presidente de produtos da Check Point. “As 5ª e 6ª gerações de ciberameaças impulsionam a crescente utilização de plataformas novas e em desenvolvimento incluindo dispositivos IoT, os quais requerem o aumento dos recursos das soluções de cibersegurança.

A incorporação da tecnologia Cymplify na arquitetura Infinity da Check Point reforçará a nossa capacidade de reduzir a exposição dos nossos clientes ao risco cibernético da IoT, e assim combater de forma proativa as ameaças e vulnerabilidades relacionadas à IoT sem interromper operações críticas”, reforça o executivo da Check Point.

Tags, , , ,

Internet das coisas tem o maior potencial de transformação dos negócios nos próximos três anos, aponta KPMG

A pesquisa da KPMG “Inovação na indústria de tecnologia 2019” (Technology Industry Innovation Survey) apontou a internet das coisas como o principal direcionador da transformação dos negócios nos próximos três anos. O levantamento entrevistou 740 líderes da indústria de tecnologia este ano que analisou as dez ferramentas que irão mudar as empresas a curto prazo.

Segundo o estudo, a automação robótica de processos (RPA, do inglês “Robotic process automation”) subiu para a segunda tecnologia com maior potencial para transformar o negócio. Essa foi a principal mudança já que na pesquisa anterior constava na nona posição. De acordo com os entrevistados, a robótica está mais associada a ganhos de eficiência e lucratividade e, na sequência, ao aumento da fatia de mercado. Ainda, segundo o levantamento, o maior desafio da adoção dessa ferramenta é a complexidade da implantação.

A pesquisa mostrou ainda que a inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) foram elencadas na terceira posição, perdendo uma posição em relação ao estudo anterior. Os entrevistados indicaram que as principais dificuldades de implementação dessas ferramentas são as dúvidas em relação à viabilidade econômica, complexidade da tecnologia e questões regulatórias.

As outras ferramentas foram citadas pelos entrevistados são blockchain (4? lugar), robótica e automação, incluindo veículos autônomos) (5?), realidade aumentada (6?), realidade virtual (7?), rede social e tecnologias colaborativas (8?), biotecnologia e saúde digital (9?) e plataformas de compartilhamento (10?).

“A pesquisa mostrou que estamos vivendo um período em que empresas de praticamente todos os setores estão se posicionando para implementar modelos de negócios inovadores baseados em tecnologia”, analisa o sócio-diretor da KPMG no Brasil, Felipe Catharino.

Para ter acesso à pesquisa completa, basta clicar no seguinte link: info.kpmg.us/content/dam/info/en/techinnovation/pdf/2019/top-10-technologies-for-business-transformation.pdf

Tags, ,

Siemens abre inscrições para o primeiro Hackaday MindSphere Brasil

Não é todo dia que programadores e start-ups têm a chance de apresentar soluções reais em IoT (Internet das Coisas) para clientes da Siemens. Mas, no Hackaday MindSphere Brasil, que acontece no dia 23 de maio, no Digital Enterprise Experience Center da Siemens, os participantes conhecerão de perto os desafios dos clientes da Siemens, estabelecendo networking com contatos estratégicos além de ampliarem seus conhecimentos com os conceitos e aplicações da indústria 4.0 desenvolvendo um aplicativo dentro do MindSphere, plataforma de IoT da Siemens

O evento foi criado com o objetivo de estabelecer uma ponte entre a inovação criativa e todas as pontas da cadeia produtiva. “A expectativa da Siemens é aumentar o relacionamento da empresa com desenvolvedores. Nosso intuito é que junto com eles possamos resolver os desafios reais de clientes potenciais para introduzi-los aos primeiros passos da Industria 4.0,” explica Murilo Morais, especialista em MindSphere da Siemens no Brasil.

Ao todo, 45 participantes serão selecionados para participar do Hackaday. Os participantes podem ser startups já formadas ou participantes individuais que terão suas equipes montadas durante o evento. Essa seleção será feita pela própria equipe da Siemens, depois de analisar vídeos de um minuto enviados pelos candidatos completando a seguinte frase: “O que me motiva a participar deste desafio é imaginar que eu e minha equipe somos capazes de _____”, além de um questionário com informações básicas relacionadas à experiência. Ao se inscrever, a(o) participante receberá um DevKit, kit do desenvolvedor contendo o material de estudo preliminar e toda a agenda do evento.

Os participantes terão que entender o problema do cliente, pensar de forma inovadora e criar a primeira versão de um aplicativo dentro da plataforma MindSphere, sistema operacional aberto baseado em nuvem da Siemens. Posteriormente eles terão a oportunidade de apresentar suas ideiasno estande da Siemens na Fispal Tecnologia, reconhecida como o maior evento de soluções e tecnologia para o segmento de Alimentos e Bebidas da América Latina.

Por meio dessa iniciativa, além de expandir o conhecimento desse novo mercado para desenvolvedores, start-ups e programadores, espera-se apresentar à diferentes segmentos da indústria soluções para Indústria 4.0, aumentando a competitividade dessas empresas globalmente, por meio de solução que conectem seus ativos ao mundo digital.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 02 de maio tanto em grupo* quanto individualmente, sendo que neste caso, os grupos serão formados previamente pela Siemens. Para se inscrever, basta acessar o link: http://new.siemens.com/br/pt/empresa/eventos/hackaday-mindsphere-2019.html#Contato

Tags, ,

T-Systems e SAP anunciam parceria para IoT

A T-Systems, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, acabam de anunciar a conexão de suas plataformas baseadas em nuvem para sensores e equipamentos integrados em rede. A parceria vai permitir aos clientes das duas empresas a integrar com facilidade dados IoT em seus sistemas SAP.

“Estamos tornando esse processo muito simples para nossos clientes: conectar sensores e ativa-los. Desta forma, a internet das coisas pode ser facilmente utilizada para automação de processos”, afirma o CEO da T-Systems, Adel Al-Saleh, lembrando que a solução já está disponível.

A integração foi feita inicialmente para o setor de logística. O módulo de telemática não apenas reconhece a posição do veículo, via GPS, mas também sua velocidade. Ele também fornece dados sobre choques e temperatura. E outros dispositivos estão a caminho, como um botão para pedidos ou um módulo que vai coletar dados em máquinas. A previsão é que no futuro exista uma etiqueta digital para uso em logística.

Na prática, componentes como estes coletam dados e os transmitem, encriptados, para a plataforma de IoT da T-Systems. Com a integração das plataformas, estes dados serão agora automaticamente transferidos para o SAP Leonardo IoT, solução de Internet das Coisas da SAP. Isso vai permitir aos clientes melhorar seus processos com o uso de sistemas SAP, como o SAP S/4HANA.

Atualmente, IoT é um componente importante da estratégia da T-Systems, com foco nos setores de manufatura e logística. Até 2020, a expectativa é que exista cerca de 30 bilhões de sensores em todo o mundo e que cerca de 40% dos dados gerados por eles terão origem em máquinas e veículos.

Tags, , ,

Equinix destaca 4 premissas que os líderes precisam saber sobre IoT

Com o crescimento no número de dispositivos conectados e o avanço da Internet das Coisas (IoT), as implicações socioeconômicas desta mudança no cenário de tecnologia estão ganhando mais atenção também dos líderes de negócios, à medida que tentam encontrar o equilíbrio entre o aproveitamento e a proteção da explosão de dados de bilhões de dispositivos. Pensando nisso, a Equinix, empresa global de interconexão e data center, destaca quatro premissas que os líderes de negócios precisam saber para terem sucesso nos projetos de IoT (Internet das Coisas).

1 – Os ecossistemas são o cerne da Internet das Coisas

A IoT é alimentada por ecossistemas. Um único dispositivo de IoT fabricado por uma empresa depende de dados e informações externas para funcionar. Esses dados e informações, muitas vezes, vêm de um ecossistema de ponta a ponta, que requer a participação e a integração de tecnologias e/ou serviços de várias empresas. Um dispositivo de navegação pode, por exemplo, depender de dados provenientes de diferentes parceiros, como dados de tráfego, meteorológicos ou até possíveis acidentes. O dispositivo capaz de fornecer a inteligência necessária para processar esses dados terá vantagem competitiva sobre os demais.

Muitas implementações de Internet das Coisas de grande escala podem envolver interações entre mais de uma dúzia de agentes, com um ou vários ecossistemas. Quando estes ecossistemas parceiros são estabelecidos estrategicamente, uma organização pode implementar e gerenciar sistemas de IoT completos para gerar vantagem competitiva mais facilmente. E à medida que sistemas de IoT se tornam mais sofisticados e especializados, as interdependências entre os agentes de ecossistemas de IoT têm se tornando cada vez mais vitais e complexas. Participar de um ecossistema de IoT pode trazer muitos benefícios para as empresas, tais como velocidade de inovação, diferenciação competitiva, alcance de mercado, time-to-market e criação de valor.

2 – Há ouro em todos esses dados de IoT

Atualmente, a internet das coisas colabora com a criação de grandes volumes de dados todos os dias. Imagine a quantidade de informações gerada e usada por, digamos, um veículo autônomo. Ou considere quantos dados você gera em um dia, caso tenha habilitado o serviço de localização em seu dispositivo móvel.

À medida que o volume de dados de IoT cresce, outros aplicativos ou funções se beneficiam desses dados. Por exemplo, o equipamento de perfuração marítima em uma plataforma offshore analisa a profundidade, velocidade, ângulo, temperatura, pressão principal e outros dados operacionais. Isso é útil para gerenciar essa operação de perfuração em particular. No entanto, esses dados se tornam ainda mais valiosos quando combinados com dados de centenas de outras operações de perfuração. Por meio da análise de informações, operadores podem prever e otimizar o desempenho de perfurações em locais ou ambientes semelhantes.

Combinar dados de diferentes fontes fornece uma visão ainda maior, que pode beneficiar vários participantes no ecossistema – operadores, fabricantes, equipe de manutenção e outras empresas do setor. Quanto maior o volume de informações, mais valioso se torna o dado. Muito do valor da IoT provém da interconexão de dispositivos, processamento e armazenamento no nível físico, e das inúmeras aplicações e serviços que transformam os bits em informação. Estes dados adquirem ainda mais valor quando compartilhados com segurança com partes legitimamente interessadas.

Então, como o valor das informações vem crescendo, torna-se ainda mais importante capturar, gerenciar e compartilhá-las com segurança. As abordagens anteriores para gerenciamento de dados não são mais adequadas para lidar com o volume, a diversidade e a interconectividade que caracterizam a Internet das Coisas. Gerenciamento centralizado e infraestrutura escalável são necessários para implementar estratégias de gestão de dados eficazes, que podem lidar com desafios de escala, gravidade, integração e segurança de dados de IoT.

3 – Os dados de Internet das Coisas precisam de proteção especial

Com a importância do papel da IoT em nossas atividades diárias, preocupações com roubo de dados, interrupção de serviços e aquisição de equipamentos críticos se tornam mais consequentes. Os grandes volumes de dados gerados combinados com o crescente número de dispositivos conectados tornam a segurança da IoT um enorme desafio. Modems e roteadores são o alvo principal de ataques à IoT, sendo a falta de segurança, senhas fracas, negligência na correção de vulnerabilidades e apropriações de atualizações de software os meios mais comuns de entrada.

4 – Conscientização contextual melhora os resultados da IoT

A conscientização contextual é a capacidade de um determinado aplicativo acessar informações sobre um ambiente físico e automaticamente adaptar seu comportamento adequadamente em tempo real. Um sistema contextualmente consciente é capaz de detectar – e antecipar – circunstâncias novas no ambiente e reagir a elas em tempo real, com a resposta certa.

Quando aplicada de forma eficaz, a conscientização contextual define o intervalo de resultados ou comportamentos que a Inteligência artificial deve sugerir, estreitando o campo de resultados possíveis. Isto é particularmente importante em aplicações de Internet das Coisas, nas quais comportamentos específicos devem ser alcançados rapidamente, com o mínimo de processamento de dados e uso de energia. E com o crescimento exponencial de conjuntos de dados, essa também é uma maneira barata de criar soluções de Inteligência Artificial mais rápidas e precisas. Quanto maior o contexto, maior o valor dos dados.

Os avanços nos dispositivos conectados à IA e à IoT estão ultrapassando os limites entre os mundos físico e digital e possibilitando que a tecnologia seja um importante propulsor da transformação. Desta forma, líderes de todo o mundo estão explorando as maneiras pelas quais a tecnologia, inteligente e interconectada, pode ajudar a resolver os desafios macroeconômicos, beneficiando a indústria e a sociedade.

Portanto, para que o ecossistema de IoT trabalhe de maneira eficiente, os líderes de negócio devem considerar uma base de interconexão direta e segura que possa fornecer o desempenho, a escalabilidade e a segurança necessárias para construir um mundo mais inteligente. As práticas recomendadas para uma IOA (Interconnection Oriented Architecture, a Arquitetura Orientada à Interconexão) permitem o tipo de interação segura e em tempo real entre pessoas, locais, nuvens, dados e coisas para conectar todos esses pontos na Edge digital.

Tags, ,

Microsoft e o BMW Group lançam a plataforma aberta de fabricação

A Microsoft Corp. e o BMW Group anunciaram uma nova iniciativa comunitária para possibilitar uma inovação mais rápida e com mais eficiência em relação ao custo no setor de fabricação. Na fabricação da atualidade, a produção e a lucratividade podem ser prejudicadas por sistemas proprietários complexos que criam silos de dados e tornam a produtividade mais lenta. A Plataforma Aberta de Fabricação (OMP – Open Manufacturing Platform) é projetada para quebrar essas barreiras por meio da criação de uma estrutura de tecnologia aberta e comunidade interindustrial. Espera-se que a iniciativa apoie o desenvolvimento de soluções inteligentes de fábrica que serão compartilhadas por par ticipantes OMP em setores de produção automotiva e mais amplos. A meta é acelerar os futuros desenvolvimentos industriais da IoT, reduzir o prazo de maturação e impulsionar eficiências de produção tratando, ao mesmo tempo, de desafios industriais comuns.

Desenvolvida na plataforma em nuvem para IoT industrial Microsoft Azure, a OMP tem a intenção de proporcionar aos membros da comunidade uma arquitetura de referência com componentes de código aberto baseados em padrões industriais abertos e um modelo aberto de dados. Além de facilitar a colaboração essa abordagem de plataforma é projetada para destravar e padronizar modelos de dados que possibilitam cenários de aprendizado automático (machine learning) e analítica — dados que têm sido tradicionalmente gerenciados em sistemas proprietários. Utilizando casos de uso industrial e código de amostra, os membros da comunidade e outros parceiros terão a capacidade de desenvolver seus próprios serviços e soluções mantendo, ao mesmo tempo, o controle sobre seus dados.

“A Microsoft está unindo forças com o BMW Group a fim de transformar a eficiência de produção digital por toda a indústria”, declarou Scott Guthrie, vice-presidente executivo, Microsoft Cloud + AI Group. “Nosso comprometimento com o desenvolvimento de uma comunidade aberta vai criar novas oportunidades para colaboração por toda a cadeia de valor de fabricação.”

Atualmente com mais de 3.000 máquinas, robôs e sistemas de transporte autônomos conectados à plataforma IoT do BMW Group, que é desenvolvida na nuvem da Microsoft Azure, IoT e capacidades de IA, o BMW Group planeja contribuir com casos de uso inicial relevantes à comunidade OMP. Um exemplo é o uso por parte da empresa de sua plataforma de IoT para a segunda geração de seus sistemas de transporte autônomo na fábrica do BMW Group em Regensburg, Alemanha, um dos 30 locais de montagem e produção do BMW Group em todo o mundo. Esse caso de uso permitiu ao BMW Group simplificar grandemente seus processos de logística por meio de uma coordenação central do sistema de transportes, criando uma eficiência logística ainda maior. No futuro, esse e outros casos de uso — como os feedback loops digitais, gestão digital de cadeia de suprimentos e manu tenção preventiva — serão disponibilizados e, de fato, desenvolvidos ainda mais dentro da comunidade OMP.

“Especializar-se na complexa tarefa de produzir produtos premium individualizados requer soluções de software de TI inovadoras”, declarou Oliver Zipse, membro do conselho administrativo da BMW AG, Production. “A interconexão dos locais de produção e sistemas, bem como a integração segura de parceiros e fornecedores são especialmente importantes. Temos confiado na nuvem desde 2016 e estamos desenvolvendo, de maneira consistente, novas abordagens. Com a Plataforma Aberta de Fabricação como o próximo passo, queremos tornar nossas soluções disponíveis a outras empresas e alavancar, em conjunto, nosso potencial a fim de assegurar nossa sólida posição no mercado no longo prazo”.

A OMP é a próxima evolução da parceria tecnológica duradoura e do comprometimento mútuo à inovação e à criação de oportunidades para sucesso coletivo em toda a indústria por parte do BMW Group e da Microsoft. Por meio da OMP, os membros da comunidade terão maiores oportunidades de destravar o potencial de seus dados, permitindo-lhes desenvolver e integrar soluções industriais mais rapidamente e com segurança bem como, por sua vez, beneficiar-se da contribuição e do aprendizado de outras organizações.

A OMP será projetada para tratar de desafios industriais comuns, como a conectividade à máquina e integração de sistemas nas instalações. Isso vai facilitar a reutilização de soluções de software entre as OEMs, fornecedores e outros parceiros, reduzindo significativamente os custos de implementação. Por exemplo, um padrão de robótica baseado em ROS para sistemas de transporte autônomos para produção e logística será contribuído para a OMP a fim de que qualquer um possa utilizá-lo. A OMP será compatível com a arquitetura de referência da Indústria 4.0, alavancando o padrão de interoperabilidade industrial OPC UA.

“São notícias realmente muito boas para o setor de fabricação”, declarou Stefan Hoppe, presidente e CEO da OPC Foundation. “O uso de padrões abertos da indústria internacional como OPC UA na comunidade OMP permite aos fabricantes, desenvolvedores de máquinas e fornecedores integrar seus sistemas e equipamentos existentes de maneira eficiente e segura. Por muito tempo, as empresas promoveram ecossistemas proprietários e fechados — o comprometimento da OMP ao desenvolvimento aberto moldará a fabricação do futuro.”

A plataforma subjacente continuará a evoluir com o tempo, junto com os requisitos de fabricação, a fim de incorporar novas inovações incluindo áreas de analítica, inteligência artificial e feedback loops digitais.

A comunidade OMP mais ampla está sendo formada agora, com recrutamento de parceiros adicionais em andamento. Espera-se que o Comitê Consultivo da OMP esteja em operação com um conjunto inicial de quatro a seis parceiros em vigor e um mínimo de 15 casos de uso implementados em ambientes de produção seletos até o final de 2019. Os dois parceiros iniciais, a Microsoft e o BMW Group, encorajam outros fabricantes e fornecedores, incluindo empresas de fora do setor automotivo, a unirem-se à comunidade.

Tags, , , ,

Plano Nacional de Internet das Coisas precisa sair da retranca

Por Werter Padilha

Segundo a McKinsey, a Internet das Coisas (IoT) tem o potencial de movimentar US$ 200 bilhões no Brasil, a partir de 2025, contribuindo para a melhora na competitividade da economia nacional, no aprimoramento dos serviços públicos e na qualidade de vida da população. É um mercado que movimenta softwares, dispositivos, serviços e conectividade, provendo-os para todos os setores econômicos e serviços públicos. Os números mundiais também são impactantes e nós, brasileiros, queremos nos posicionar entre os principais mercados globais de IoT. Mas, em qual estágio o Brasil se encontra?

Para responder a esta questão, quero me referir à uma nova versão da metáfora do copo: “O pessimista verá o copo meio vazio. O otimista, o verá meio cheio. O empreendedor vai em busca de mais água para completar o copo”.

Em 2016, quando o Brasil deu o pontapé para a elaboração do Plano Nacional de IoT (IoT.br), a iniciativa conferiu ao país uma posição entre os primeiros a se preocupar em ter políticas macro para essa tecnologia. Financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o consórcio foi capitaneado pela consultoria McKinsey, com a participação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e do escritório Pereira Neto I Macedo Advogados. Ou seja, formou-se uma seleção com ótimos participantes, que contou ainda com o apoio de um comitê consultivo, do qual tive o privilégio de ser um de seus integrantes.

Deste esforço compartilhado passo a passo com a sociedade, por meio da divulgação de relatórios, realização de pesquisas e eventos envolvendo mais de 4.000 profissionais, elaborou-se o IoT.br com, 76 ações e identificação de quatro ambientes prioritários para o uso em larga escala da IoT: agronegócio, saúde, cidades e indústria, apresentado ao público no final de 2017. Entretanto, atualmente, o mercado vive a expectativa de sua oficialização como política pública brasileira, pois falta a assinatura presidencial no documento que estabelecerá as principais diretrizes.

É relevante destacar que, mesmo no aguardo da oficialização do IoT.br, tivemos o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento); a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), entre outros, disponibilizando, em 2018, ações e linhas de financiamentos à inovação, por meio de chamadas públicas e editais, que já estão estimulando o desenvolvimento de tecnologias IoT inovadoras para as verticais priorizadas, seja por meio de testbeds, networking e incentivos à construção de ecossistemas. Uma demonstração clara de que todos os que trabalharam na montagem do plano estão conscientes do senso de urgência de “fazer acontecer”.

Comparando o atual cenário com uma partida de futebol, diria que o Brasil preparou de forma muito competente sua estratégia de jogo em IoT para entrar no ataque desde o início, mas está, atualmente, na retranca, desde a divulgação do IoT.br, em 2017. Em 2018, “jogadores” habilidosos em campo realizaram algumas jogadas individuais, conduzidas pelos órgãos de fomento à inovação, centros de inovação e pesquisa, empresas e startups. Eles têm mantido a bola em movimento, mas o Brasil necessita que o programa de políticas públicas saia do papel, com a assinatura do decreto por parte do presidente e a fim de voltar ao ataque como protagonista em IoT no mundo.

Cogita-se que a questão tributária seja um importante entrave para a assinatura do decreto, pois discute-se em quanto taxar as novas receitas advindas de IoT. Mas, o bom senso deve prevalecer. É certo que o MCTIC e o Ministério da Economia sabem que esta equação tem que ser bem resolvida e podem propor estratégias viáveis para desenvolver IoT no Brasil para que o país não fique dependente de subsídios, não acarrete insegurança jurídica ou desincentivo ao empreendedorismo brasileiro.

Precisamos ser incentivados para a produção de soluções de IoT, envolvendo softwares, middlewares, dispositivos, serviços e conectividade. Mas, naturalmente que existirá algum tipo de tributação, pois o Estado precisa arrecadar. Por fim, como sempre digo: Não estamos em uma corrida de 100 metros rasos. Estamos correndo a “maratona mundial de IoT” e, nesta disputa, a estratégia é a de nos mantermos no pelotão de elite, formado por Estados Unidos, Coreia do Sul, China, entre outros países. E, que não nos deixemos levar pelo pessimismo e que continuemos a encher o copo com nossa capacidade empreendedora e inovadora.

Por Werter Padilha, Coordenador do Comitê de IoT da ABES

Tags, , ,

SONDA assina parceria com startup de IoT

A SONDA, maior empresa latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, assinou uma parceria com a Sigmais, startup brasileira de internet das coisas (IoT), para oferecer soluções de indústria 4.0 aplicadas em fábricas conectadas, shopping centers, varejo inteligente, entre outras aplicações.

O acordo combina a tecnologia de sensores da Sigmais, que capta as informações por meio de uma rede dedicada à internet das coisas, com as plataformas de inteligência analítica e Big Data da SONDA.

“A parceria possibilita que ofereçamos uma solução completa de IoT, passando pelas quatro fases do processo: o dispositivo, a conectividade, o backend e o analytics”, comenta Caio Rainerio, vice-presidente de Aplicativos da SONDA.

A Sigmais nasceu com foco no desenvolvimento de dispositivos de comunicação de redes sem fio e com baixo consumo de energia. A empresa mantém um laboratório próprio de Pesquisa & Desenvolvimento no Espírito Santo e possui certificação de rede lpwan (low power wide-area network). Com isso, as baterias dos dispositivos chegam a durar até 10 anos. Além do Brasil, a startup já levou seus produtos para empresas na Austrália, Cingapura, Chile, Costa Rica, Equador, Malásia e México, em menos de dois anos de atuação.

Os dispositivos não dependem de energia cabeada, o que diminui a necessidade de ajustes na infraestrutura e cabeamento de redes de comunicação. Além disso, a lpwan consume pouca energia para a transferência de dados. “Esse é um dos grandes benefícios das nossa solução. Ela requer uma instalação e manutenção mais prática e eficiente, comparada com os sistemas cabeados”, explica Heitor Nogueira, diretor de novos negócios da Sigmais.

Após a coleta dos dados por meio dos sensores, a SONDA passa a atuar na análise das informações em tempo real para oferecer indicadores preditivos e prescritivos. Com isso, o cliente pode tomar decisões enquanto as ações ocorrem, contribuindo para uma gestão de ativos e processos mais eficazes.

Gartner anuncia 10 principais tendências estratégicas para Internet das Coisas até 2023

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, anuncia o estudo as principais tendências estratégicas da tecnologia de Internet das Coisas (IoT) que impulsionarão a inovação nos negócios digitais até 2023. As previsões estão no estudo global “Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023”.

“A IoT continuará a oferecer novas oportunidades de inovação nos negócios digitais durante a próxima década e novas possibilidades serão propiciadas por novas tecnologias ou por tecnologias aprimoradas”, diz Nick Jones, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, alertando que “os executivos que dominarem as tendências inovadoras de IoT terão a oportunidade de liderar a inovação digital em seus negócios”.

As empresas devem trabalhar para garantir que tenham as habilidades e os parceiros necessários para apoiar as principais tendências e tecnologias emergentes de IoT. Segundo o Gartner, os líderes de TI serão responsáveis em 2023 por três vezes mais endpoints do que o número de dispositivos hoje existentes em suas organizações.

Nesse contexto, o Gartner anuncia as 10 tecnologias e tendências de IoT mais estratégicas e que permitirão gerar novos fluxos de receita e novos modelos de negócios às empresas:

1 – Inteligência Artificial (IA) – O Gartner prevê que 14,2 bilhões de equipamentos conectados estarão em uso em 2019. Esse total chegará a 25 bilhões de dispositivos até 2021, produzindo cada vez mais um imenso volume de informações. “Os dados são o combustível que fortalece a Internet das Coisas e a capacidade das organizações de criarem valor a partir dessa base de informações é o que definirá o sucesso dessas empresas a longo prazo”, afirma Jones. “A Inteligência Artificial será aplicada a uma ampla gama de informações de IoT, incluindo vídeo, imagens estáticas, fala, atividade de tráfego de rede e dados de sensores”. Segundo o analista, o cenário tecnológico da Inteligência Artificial é complexo e continuará assim até 2023, com muitos fornecedores de TI investindo pesado no desenvolvimento de Inteligência Artificial e em serviços baseados em plataformas inteligentes. Apesar dessa complexidade, será possível obter bons resultados com essas tecnologias, em uma ampla gama de situações de IoT. Como resultado, os CIOs (Chief Executive Officers) deveriam adotar em suas organizações ferramentas e habilidades para explorar Inteligência Artificial em sua estratégia de IoT.

2 – IoT social, legal e ética – À medida que a IoT amadurece e se torna amplamente adotada, uma enorme gama de questões sociais, legais e éticas crescerá em importância. Esses pontos incluem a propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles, incluindo tendência algorítmica, privacidade e conformidade com novas leis como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, GDPR – em inglês). “A implantação bem-sucedida de uma solução de IoT exige que ela não seja apenas tecnicamente eficaz, mas também socialmente aceitável”, disse Jones. “Os CIOs devem, portanto, educar a si mesmos e seus funcionários a respeito e considerar formar grupos, como Conselhos de Ética, para revisar as estratégias corporativas. Os CIOs também devem considerar ter algoritmos-chave e sistemas de inteligência artificial revisados por consultorias externas para identificar potenciais vieses”.

3 – O Valor da Informação (Infonomics) e Transmissão de Dados – Pesquisa do Gartner sobre projetos de IoT mostra que 35% dos entrevistados estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços no ano passado. A teoria do Infonomics leva essa monetização de dados adiante, colocando as informações como um ativo comercial estratégico a ser registrado nas contas da empresa. Até 2023, a compra e venda de dados de IoT se tornarão parte essencial de muitos sistemas inteligentes e conectados. Os CIOs devem educar suas organizações sobre os riscos e as oportunidades relacionadas ao comércio de dados para definir as políticas de TI necessárias à orientação de todas as suas operações nesta área.

4 – A Mudança da Rede de Borda Inteligente para a Arquitetura de Malha Inteligente – A mudança de arquiteturas centralizadas e de Nuvem para estruturas de Edge Computing está em pleno andamento por conta da Internet das Coisas. No entanto, esse não é o ponto final, pois o conjunto de camadas associadas à arquitetura de Edge Computing evoluirá para um formato ainda mais desestruturado, composta por uma enorme variedade de dispositivos e serviços conectados em uma malha dinâmica. Com Edge Computing, teremos sistemas de IoT mais flexíveis, inteligentes e responsivos, embora muitas vezes à custa de complexidades adicionais. Os CIOs devem se preparar para o impacto das arquiteturas de malha na infraestrutura, nas habilidades e no fornecimento de TI.

5 – Governança de IoT – Com a contínua expansão da Internet das Coisas, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles. Os CIOs devem assumir o papel de educar suas organizações sobre a importância da Governança de TI e, em alguns casos, investir em profissionais e em tecnologias que os ajudem na gestão de TI.

6 – A inovação dos Sensores – O mercado de sensores evoluirá continuamente até 2023. Novos sensores permitirão que uma gama ainda mais abrangente de situações e eventos sejam detectados. Os sensores atuais cairão de preço para se tornar mais acessíveis (ou serão empacotados de novas maneiras para suportar novos aplicativos) e novos algoritmos surgirão para extrair e deduzir mais informações das tecnologias de sensores atuais. Os CIOs devem garantir que seus times estejam monitorando as transformações desses componentes para identificar quais novidades podem ajudar na geração de oportunidades e em inovação para os negócios.

7 – Hardware e Sistema Operacional mais confiáveis – As pesquisas do Gartner mostram invariavelmente que a segurança é a área de maior preocupação técnica para organizações que implantam sistemas de IoT. Isso ocorre porque as empresas geralmente não têm controle sobre a origem e a natureza dos programas e equipamentos que estão sendo utilizados nas iniciativas de Internet das Coisas. “No entanto, até 2023, esperamos ver a implantação de combinações de hardware e software que, juntos, criem ambientes de IoT mais confiáveis e seguros”, diz o analista. “O Gartner aconselha os CIOs a colaborarem com os principais executivos de segurança digital para garantir que todo o time participe das decisões que envolvam a compra de dispositivos de IoT e sistemas operacionais incorporados”.

8 – Nova experiência de usuário para IoT – A experiência do usuário de IoT (UX) abrangerá uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design. Ela será impulsionada por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto e novas experiências sociais detectáveis. Com um número crescente de interações ocorrendo com dispositivos que não têm telas e teclados, os designers de UX das organizações serão obrigados a usar novas tecnologias e adotar novas perspectivas se quiserem criar experiências positivas para os usuários, protegendo seus interesses dos clientes.

9 – Inovação do chip de silício – “Atualmente, a maioria dos endpoints de dispositivos de IoT usa chips de processador convencionais, com arquiteturas ARM de baixa potência, que são particularmente populares. No entanto, os conjuntos de instruções tradicionais e as arquiteturas de memória não são adequados para todas as tarefas que esses itens precisam executar”, afirma Jones. “Por exemplo, o desempenho de redes neurais profundas (DNNs) é frequentemente limitado pela largura de banda da memória, em vez de poder de processamento”. Até 2023, é esperado que novas gerações de chips possam reduzir o consumo de energia necessário para executar uma DNN, permitindo novas arquiteturas de Edge Computing e funções neurais incorporadas a terminais de IoT de baixa potência. Isso suportará a inclusão de novos recursos, como análise de dados integrada com sensores e reconhecimento de fala, em dispositivos de baixo custo e movidos a bateria. Os CIOs são aconselhados a tomar nota dessa tendência, uma vez que os novos chips permitirão incluir novas funções de IA embarcadas, o que por sua vez possibilitará às organizações a oportunidade de criarem produtos e serviços altamente inovadores.

10 – Novas tecnologias de rede sem fio para IoT – A rede de IoT envolve o balanceamento de um conjunto de requisitos que competem entre si, como custo de ponto final, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e faixa de frequência da conexão. Atualmente, nenhuma tecnologia de rede otimiza tudo isso de maneira única, mas as novas tecnologias de rede de IoT fornecerão aos CIOs mais opções e flexibilidade. Em particular, eles deveriam explorar 5G, a próxima geração de satélites de baixa órbita terrestre e redes de retroespalhamento.

O impacto da IoT e Wearables na saúde

Por Barrett Coakley

Muitos idosos manifestam interesse em permanecer em suas casas pelo maior tempo possível à medida que envelhecem. Como resultado, o mercado de assistência médica domiciliar (home healthcare) teve um enorme crescimento, com muitas empresas tentando aproveitar essa nova demanda. Atualmente existem mais de 300 mil aplicativos no mercado de “health tech”. Tendências tecnológicas como Internet das Coisas (IoT), videoconferência e dispositivos vestíveis (wearables) estão sendo introduzidos para tornar o desejo de ficar em casa mais real.

De acordo com a Gartner o mercado de wearables tem um crescimento anual estimado de 16,7% e pode atingir US$ 34 bilhões em 2020. No Brasil a tendência se confirma, mas ainda a passos lentos. Segundo um recente estudo do Grupo Technos, o consumo anual de relógios inteligentes do brasileiro ainda é quatro vezes menor do que a média mundial de consumo. Por outro lado, a aquisição de smartphones no Brasil é uma dos maiores do mundo e o país representa 4,4% de todo mercado global. Isso mostra uma aderência a tecnologias móveis, mas por enquanto restritas aos telefones inteligentes.

O papel dos dispositivos conectados foi novamente evidenciado com o lançamento do novo relógio inteligente da Apple. A versão mais recente do Apple Watch inclui novos recursos de saúde, como um acelerômetro e um giroscópio, que podem detectar quedas bruscas, e um sensor de frequência cardíaca que pode fazer um eletrocardiograma usando um novo aplicativo de ECG. Jeff Williams, diretor de operações da Apple, chamou o relógio de “um guardião inteligente para sua saúde”.

Usando eletrodos e um sensor elétrico de frequência cardíaca, o Apple Watch Serie 4 permite que os usuários façam uma leitura de ECG diretamente de seus pulsos através do aplicativo de ECG. O aplicativo pode classificar se o coração está batendo em um padrão normal ou se há sinais de fibrilação atrial. Todas as gravações são armazenadas no aplicativo Health em um arquivo que pode ser compartilhado com os médicos.

O recurso de detecção de queda usa um acelerômetro e um giroscópio, que mede até 32g de força, junto com alguns algoritmos personalizados, para identificar quando ocorre uma queda brusca. “Ao analisar a trajetória do pulso e a aceleração do impacto, o relógio inteligente envia ao usuário um alerta após uma queda, que pode ser dispensado ou usado para iniciar uma chamada para o serviço de emergência”, segundo a empresa. “Se o Apple Watch sentir imobilidade por 60 segundos após a notificação, ele automaticamente chama o serviço de emergência e envia uma mensagem com a localização do usuário.”

Reduzir quedas e re-hospitalizações são o grande foco das empresas de saúde. Calcula-se que os gastos decorrentes de quedas e lesões relacionadas a quedas custem bilhões de dólares todos os anos e podem crescer para quase US$ 60 bilhões até 2020, de acordo com o HUD.

Este não é o primeiro produto da Apple para o mercado de saúde. Em 2016 a empresa lançou a CareKit, uma rede de software que permitiu o monitoramento de condições médicas em casa com um iPhone. Muitas outras grandes empresas também estão entrando nesse mercado. Por exemplo, a varejista de produtos eletrônicos Best Buy adquiriu a GreatCall, uma empresa que desenvolve e vende smartphones, smartwatches, dispositivos de alerta médico e outras tecnologias de alto nível para apoiar e ampliar a independência de idosos. A Amazon também está explorando aplicativos nesse mercado por meio de seu dispositivo Alexa. A companhia criou uma equipe dentro de sua divisão de assistente de voz Alexa chamada “saúde e bem-estar”, que inclui mais de uma dúzia de pessoas.

Esses dispositivos conectados, sensores internos e os dados coletados permitem que os indivíduos mantenham suas vidas independentes com um risco muito menor. Hospitais, profissionais e fabricantes de dispositivos para saúde utilizam a IoT para manter os pacientes conectados remotamente aos provedores e serviços de saúde. Ao rastrear os sinais vitais do paciente e os indicadores de seu estado de saúde através de dispositivos de saúde, é possível melhorar os resultados, permitindo que os prestadores atendam a mais pacientes, reduzam as visitas hospitalares e diminuam os custos gerais com a saúde.

A ideia é simplificar a gestão de saúde para que o usuário possa continuar vivendo uma vida normal em casa. Em segundo plano, os dispositivos compartilham as leituras com segurança, de modo que qualquer sinal de alerta possa ser captado e qualquer lembrete diário de medicação possa ser enviado proativamente aos pacientes. A tecnologia possibilita não só esse monitoramento como ajudar o usuário a ter uma vida mais saudável, aumentando a expectativa de vida da população.

Barrett Coakley, Gerente de Marketing de Produtos da ClickSoftware, líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

Tags, , , , ,

Cobli reúne referências do mercado para discutir sobre IoT, Big Data e o futuro da logística

A Cobli – startup de gerenciamento de frotas e IoT que constrói tecnologia de ponta – realizou em parceria com o inovaBra habitat, em São Paulo, espaço de coinovação do Bradesco, o Cobli Labs. Com o objetivo de conduzir a logística para o futuro e aproximar a comunidade do setor, o evento combinou diversas palestras individuais e debates sobre temas específicos do segmento.

Na ocasião, mais de 100 participantes compareceram em uma imersão de 4 horas de conteúdo, com mais de 10 palestrantes divididos em seis palestras. “Foi uma oportunidade única de explorar o universo de logística de forma bem ampla, destacando algumas tendências e novidades do setor para os próximos anos. O público também foi bastante participativo, tornando nosso evento uma troca de conteúdos relevantes para essa comunidade”, explica Parker Treacy, Fundador da Cobli.

Após a abertura oficial, o espaço principal foi palco de uma série de palestras com grandes nomes, como o Diretor de Experiência do Cliente da Localiza, Guilherme Braz, que compartilhou como a tecnologia vem sendo utilizada para gerenciar frotas nacionais e internacionais em processo de expansão, além da importância da implementação de soluções logísticas para o sucesso da experiência com os clientes, como foi a criação do aplicativo Localiza Fast, que permite a locação de carros de forma rápida e fácil via dispositivos mobile.

Para mostrar qual é o novo conceito de mobilidade frente à era digital, onde as coisas são feitas em velocidade ímpar, Ricardo Penzin, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Brasil, Hyperloop Transportation Technologies, discutiu sobre quão fácil as ferramentas do setor serão implantadas no futuro para facilitar a mobilidade em grandes centros e como a logística pode se beneficiar ou terá que se adaptar a curto, médio e longo prazo.

“Hoje em dia, as cidades são construídas ao redor das estradas e das ruas, nós queremos fazer o contrário. O ser humano passa a ser o centro da discussão e a gente constrói o transporte ao redor dele. Estamos falando em um sistema de levitação passiva suspensa que pode ser utilizada tanto para o transporte de pessoas quanto na área de logística. No Brasil, já temos um centro de pesquisa em Contagem (MG) voltado para o setor e já estamos com projetos consolidados na França, Índia e Coreia do Sul”, comentou Penzin.

Michael Treacy, ex-professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e fundador da consultoria norte-americana Treacy&Company, e John Weber, engenheiro com sólida carreira desenvolvida como executivo e CEO de grandes companhias, como G&E, debateram sobre as principais tendências logísticas dos Estados Unidos e do mundo, como têm impactado os negócios e quais as chances dessas inovações chegarem ao Brasil.

Para discutir sobre como aplicar Data Science na logística, Helena Romeiro, Procurement Manager na Souza Cruz e José Ribeiro Júnior, gerente de distribuição de território da empresa, apresentaram o case Souza Cruz e como a Cobli tem ajudado a empresa no combate à roubos de carga por meio de dados.

Por fim, Rodrigo Mourad, sócio da Cobli, mediou um painel com Victor Mucciolo, Diretor no Grupo Bem (Emergências Médicas), empresa de atendimento pré-hospitalar (APH); Rubens Aprobatto Júnior, ex- VP da DuPont, segunda maior empresa química do mundo e fundador da Polistart, aceleradora de startups criada por alunos da turma de 1980 do Departamento de Engenharia de Produção da USP e Marcelo Caiuby Novaes, Diretor Executivo da IS Entrega, transportadora de produtos sobre Desafios e sucessos na implementação de IoT na logística.

“Nosso objetivo com esse evento foi fomentar a cultura de inovação dentro do setor logístico, entendendo a necessidade deste mercado que tem evoluído consideravelmente ao longo dos anos. Com certeza, esse foi o primeiro de muitos encontros que virão”, finaliza Mourad.

Tags, , , , , ,

PTC apresenta solução de inovação para a indústria farmacêutica

Atualmente, a indústria farmacêutica e as empresas fabricantes de dispositivos médicos enfrentam oportunidades e desafios transformadores. A cadeia de valor dos serviços de saúde está sendo interrompida e substituída por abordagens mais colaborativas, baseadas em resultados e conduzidas por métricas para a saúde dos pacientes. Com a impressão 3D e aplicativos de assistência médica conectados, a promessa de dispositivos médicos personalizados já é uma realidade.

Segundo Sylvio De Vincenzo, Head de IoT e IIoT da PTC, as ondas de inovação vem chegando e as empresas que não as adotarem, correm o risco de desaparecerem, como são os casos de grandes líderes do passado que não existem mais. Por isso, olhar para estas ondas e saber como adotá-las, pode significar seu sucesso ou não. “O futuro da inovação está aqui – agora”.

Porém, a indústria farmacêutica deve equilibrar a inovação em equipe com os rigores de um ambiente de engenharia de produto regulado e crítico para a segurança. Para alcançar a lucratividade, o objetivo é fornecer produtos médicos inovadores usando processos de engenharia e qualidade, controlados por etapas. Ao mesmo tempo, um foco na qualidade e conformidade é fundamental. O investimento na tecnologia certa torna possível o equilíbrio entre qualidade, conformidade e lucratividade.

Soluções IoT, IIoT e RA para a indústria farmacêutica

A indústria farmacêutica sempre foi um mundo complexo de tomada de decisões em alta velocidade, mudanças constantes e grande quantidade de dados – e não diminuirá a velocidade nem se tornará mais simples tão cedo. Pensando nisso a PTC criou uma plataforma que contempla soluções de IoT, IIoT e realidade aumentada que exploram os desafios enfrentados e a abordagem necessária para aproveitar esse ambiente em evolução e a criar a fábrica conectada inteligente do futuro.

Vincenzo define a indústria 4.0 como um processo que ‘dá inteligência para algo que já existe’, com o objetivo de melhorar resultados. E fornece uma estratégia de implementação: “Pense grande, comece pequeno e cresça rápido”.

A plataforma de soluções de IoT, IIot e RA da PTC foi apresentada em evento realizado pela Sindusfarma, na semana passada, em São Paulo, que contou com a participação de especialistas apresentando soluções e estudos de caso.

Tags, , , , , ,