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Matera consolida sua expansão internacional

A Matera, empresa de tecnologia para o mercado financeiro, varejista e de gestão de risco, está consolidando sua expansão internacional e irá inaugurar, em junho, seu primeiro centro de desenvolvimento fora do Brasil. Para isso, a cidade escolhida foi Waterloo, no Canadá.

“A escolha do local se deu pela força de trabalho altamente qualificada e pelo ecossistema de inovação ali presente, que permitirá o nosso desenvolvimento sem grandes barreiras”, conta Alexandre Pinto, diretor de Inovação e Novos Negócios da Matera.

Com a expansão, a empresa espera não se limitar ao território canadense, mas aproveitar todos os diferenciais do país para impulsionar e acelerar a conquista de novos clientes também nos Estados Unidos. Com mais de 30 anos no mercado brasileiro e, desde 2003, exportando para os Estados Unidos, a companhia é referência em inovação em plataformas de open banking, conta digital e pagamentos, combinando a disrupção e rapidez das startups com a experiência de instituições consolidadas.

Com operação sólida, que registrou crescimento de 17% apenas em 2018, a Matera conta com mais de 100 clientes em seu portfólio, entre bancos, varejistas e fintechs, e 500 funcionários distribuídos entre os 4 escritórios – Campinas, São Paulo, Niterói e Maringá. A empresa está se preparando para receber investimentos e, com a expansão, abrirá vagas locais.

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StartOut Brasil maximiza a inserção de startups brasileiras nos ecossistemas globais de inovação

Visando oferecer gratuitamente um programa completo e robusto que compreenda todas as fases da internacionalização de uma startup, o Ministério da Economia, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) somaram suas expertises para criar o StartOut Brasil.

“O StartOut Brasil é destinado a startups brasileiras que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar sem comprometer suas operações no país”, afirma Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação no Ministério da Economia. De acordo com ele, para se inscrever no StartOut Brasil, as empresas precisam ter faturamento (de preferência acima dos R$500 mil) ou já ter recebido algum tipo de investimento. Os empreendedores também devem ter fluência em inglês.

Segundo dados do programa, as startups que passaram pelo programa atuam, em sua maioria, nos setores de Saúde, Logística, Agronegócio, Biotecnologia e Energia, já receberam investimento (54,17%), passaram por algum processo de incubação ou aceleração (68,06%), possuem faturamento anual entre US$200 e US$500 mil (38,5%), têm aproximadamente 20 funcionários e atuam com o modelo de negócio B2B (68,89%).

Desde 2017, o programa tem gerado conexões em ecossistemas de inovação com potencial para novos negócios. Ao todo, 56 startups passaram pelos ciclos Buenos Aires, Paris, Berlim, Miami e Lisboa. Elas tiveram a oportunidade de se conectar com alguns dos principais players locais, prospectar clientes, agendar reuniões de negócio e realizar apresentações de pitch para investidores e potenciais parceiros.

“Quando me inscrevi no StartOut Brasil já havia visitado e tentado fazer negócio, por conta própria, na Argentina e Colômbia. Contudo, não consegui avançar muito, porque fui na cara e na coragem, sem o planejamento adequado. Com o programa, a experiência foi bem diferente. Fui orientado sobre como agir no local e como me alinhar com aquela cultura”, conta Deivison Pedroza, Fundador e Presidente do Grupo Verde Ghaia, que passou pelos ciclos Buenos Aires e Lisboa.

Hoje, a startup já está presente na Argentina, Colômbia, Chile e Portugal, mas ainda almeja levar suas metodologias, que a transformaram na maior empresa do Brasil em serviços de monitoramento de conformidade legal aplicável, para toda a América Latina, Europa e Estados Unidos.

Ciclo Santiago

Para 2019, o StartOut Brasil selecionou criteriosamente quatro novos destinos: Santiago (Chile), Toronto (Canadá), Londres (Inglaterra) e Xangai (China). Essas cidades foram escolhidas com base em critérios como a existência de ambiente de investimentos para startups estrangeiras, o tamanho e a maturidade do ecossistema de inovação, além do custo da missão para o empreendedor.

Para a primeiro ciclo do ano, foram selecionadas 20 startups, sendo 15 negócios da categoria “ampla concorrência”, que são startups que nunca participaram ou participaram de apenas um Ciclo do StartOut Brasil; e cinco startups consideradas “graduadas”, ou seja, empresas que já estiveram em dois ou mais ciclos de imersão oferecidos pelo programa.

Entre os dias 24 e 29 de março, essas startups irão visitar aceleradoras, incubadoras e empresas locais; participar de seminário de oportunidades, reuniões com prestadores de serviços e encontros de negócio organizados pelo programa; além de realizar uma apresentação para possíveis investidores e parceiros.

SoftExpert conquista novos clientes em Portugal

A SoftExpert, fornecedora de softwares e serviços para automação e aprimoramento dos processos de negócio, conformidade regulamentar e governança corporativa, conquistou quatro novos grandes clientes em Portugal.

Agora, as empresas Luís Simões, Bosch, Medway e Flex 2000 fazem parte do portfólio da companhia. De acordo com o CEO da SoftExpert, Ricardo Lepper, estes importantes resultados demonstram a assertividade da estratégia de internacionalização da marca da empresa.

A Luís Simões, operador logístico líder no mercado de fluxos rodoviários entre países ibéricos, adotou a solução para gestão de governança, riscos e regulamentos, SoftExpert GRC. O objetivo é contar com uma ferramenta para gerir necessidades relativas a seu Sistema de Gestão Integrada, cujas matérias se encontravam descentralizadas por diversas aplicações, além de suportar o crescimento da companhia nas questões relacionadas com governança, riscos e regulamentos.

Já a unidade da Bosch de termotecnologia, em Cacia – Aveiro, adotou a solução para gestão de processos de negócio, SoftExpert BPM. A SoftExpert atendeu os rigorosos requisitos tecnológicos e de segurança da Bosch, tendo a aderência às exigências operacionais da multinacional que é uma das maiores fabricantes de componentes automobilísticos do mundo.

A Medway, subsidiária da gigante MSC – Mediterranean Shipping Company, implementou o SoftExpert Excellence Suite, uma plataforma corporativa para a automação e aprimoramento de processos, conformidade regulamentar e excelência na gestão. A operadora ferroviária privada portuguesa, especializada no transporte de mercadorias, irá realizar a gestão dos seus processos de qualidade, segurança e governança corporativa com a solução completa da SoftExpert. O projeto contará com uma app que sincroniza toda a documentação legal destinada aos maquinistas, com tablets no sistema operacional Android. A mobilidade que permitirá total disponibilidade e atualização imediata, mesmo quando os equipamentos se encontram off-line.

Toda a transição para a nova norma IATF 16949 (sistema de gestão da qualidade para o setor automotivo) na Flex 2000, fabricante de bases e estruturas em espuma, será apoiada pelo SoftExpert Excellence Suite. Já foram implementados os módulos para Gerenciamento do Desempenho, Gestão de Planos de Ação, Gestão de Documentos e Registros, Não Conformidades e Reclamações, Gestão de Auditorias, Analytics, além do mapeamento dos principais Processos. Ainda serão implementados os módulos de Mapeamento e Avaliação de Competências, bem como a solução SoftExpert PLM, para Gestão do Ciclo de Vida do produto.

Expansão internacional

Em 2017, a SoftExpert registrou um crescimento de 56% em seu faturamento no exterior e o volume global de negócios ultrapassou os R$ 70 milhões. A empresa fechou o ano com 69 novos clientes no exterior.

“A expertise que alcançamos atendendo a multinacionais dos mais diversos segmentos em mais de trinta países, nos levou, nos últimos 5 anos, a um crescimento orgânico médio das exportações da ordem de 30% ao ano”, explica Lepper.

A companhia abriu um escritório nos Estados Unidos, onde possui clientes como a unidade americana da japonesa Yorozu Automotive, e também no México. Destaque para a Coppel, uma das maiores redes de lojas de departamento da América Latina, e a Prodemex, uma das empresas líderes do setor de construção e infraestrutura. Foram firmadas 24 parcerias internacionais, com destaque para operações estratégicas da Ricoh e da Baker Tilly na América Latina.

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90% dos brasileiros escolhem a Flórida para empreender

Com a persistência da crise política e econômica, muitos brasileiros continuam buscando oportunidades no exterior. De acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), atualmente, mais de 1,3 milhão de brasileiros residem legalmente nos Estados Unidos. Um levantamento da Visa Franchise, consultoria americana especializada na abertura de negócios nos Estados Unidos, mapeou a preferência nacional ao ingressar em terras americanas. Para 90% dos empresários, a Flórida é o principal destino de quem deseja abrir seu próprio negócio. Outros 5% preferem a Califórnia e os demais 5% se espalham por diversas regiões do país.

“São três fatores que influenciam na preferência pela Flórida. O primeiro é que se trata de uma região com voos diretos para algumas cidades brasileiras; o segundo é o clima, similar ao do Brasil; e o terceiro é a presença de brasileiros na região, o que facilita a adaptação na terra estrangeira”, explica Jack Findaro, diretor financeiro da Visa Franchise.

As cidades mais requisitadas pelos empresários são Miami e Orlando, por serem regiões bem conhecidas e turísticas. Porém, também existe procura em demais municípios, como Tampa, Boca Raton e Fort Lauderdale. “O interessante é que esta regra apresenta exceções. Os gaúchos, normalmente, não gostam de Miami ou outras localidades da costa leste dos Estados Unidos. Preferem lugares onde podem vivenciar a cultura local, como Califórnia”, detalha o executivo.

Apesar de não estar entre as localidades preferidas pelos empresários, o Texas vem se mostrando uma tendência para perfis já conhecedores das terras americanas. “Estamos percebendo um movimento de pessoas para o Texas. Geralmente, quem já conhece o estado, sabe de seu potencial econômico e enxerga que há boas oportunidades de investimento. É um foco em retorno econômico, mais do que em qualidade de vida”, diz Findaro.

Investimentos X Retorno

Além da decisão sobre onde atuar, é necessário entender no que investir. Jack Findaro explica que a abertura de franquias está se tornando uma opção recorrente dos empresários brasileiros, por conta do convênio entre estabilidade e lucro.

Até o ano de 2016, o segmento de franquias movimentou, direta ou indiretamente, US$ 2,3 trilhões. “Trata-se de um mercado mais maduro e regulamentado do que o Brasil, porque existe um órgão fiscalizador, que obriga as empresas franqueadoras a divulgarem seus rendimentos, custos, entre outras informações essenciais para quem deseja empreender”, detalha Findaro.

As possibilidades são inúmeras, mas alguns segmentos se destacam nas preferências dos brasileiros: indústrias de beleza, de fitness, mercado de gestão de propriedade, indústria de sobremesas congeladas e indústrias de limpeza. Os investimentos iniciais variam entre US$ 80.000 e US$ 286.000, conforme a área selecionada.

O diretor financeiro explica que, além de decidir no que investir, é necessário entender que determinados segmentos exigirão conhecimentos específicos. “As franquias baseadas em serviços geralmente funcionam apenas para investidores com inglês avançado. Caso a pessoa não fale o idioma, ela deve ter um parceiro ou gerente que tenha esse conhecimento, e isso pode aumentar o investimento inicial”.

Para Findaro, as diversas segmentações em crescimento mostram que franquias são negócios benéficos a todos os lados envolvidos. “O franqueador encontrará nesta forma de negócio, um meio de crescer mais rápido. Já o franqueado tem a possibilidade de investir em um produto ou serviço em que terá processos definidos, fornecedores selecionados e suporte”

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Hub em Connecticut atrai empresas brasileiras

Em abril deste ano começa a funcionar em New Haven, no estado americano de Connecticut, um escritório para empresas brasileiras iniciarem operações em território ianque. O Hub 55 é iniciativa da consultoria Paseli em parceria com entidades brasileiras e norte-americanas e apoio do governo de Connecticut.

O Hub 55 contará com um escritório mobiliado, onde os recursos serão compartilhados, no campus da Universidade Yale – a duas horas de Boston e Nova York – e ajudará as empresas a construírem seu plano de negócios e prospectarem clientes e parceiros no mercado americano. Além disso, o hub oferece apoio administrativo bilíngue, acesso ao mercado da costa leste dos EUA e Canadá e networking com investidores, associações e entidades governamentais.

Connecticut é um dos principais corredores de negócios da América do Norte e está entre os cinco estados americanos que mais se destacam pela produtividade, qualidade da mão de obra, número de patentes, educação e renda per capita. O estado oferece, ainda, incentivos financeiros para as empresas, que poderão realizar empréstimos sob taxas e termos flexíveis.

“A localização privilegiada do hub vai impulsionar a entrada de empresas brasileiras no mercado americano”, comenta Bruno Drummond, sócio-fundador da Drummond Advisors, que apoiará o projeto como prestadores de serviços especializados. Guilherme Amorim, gerente da área internacional da Softex, entidade parceira da Paseli no projeto, ressalta que o escritório será um espaço de troca de ideias, experiências e contatos a fim de ampliar a participação do Brasil no cenário global.

A inscrição requer o preenchimento de um formulário. As vagas são limitadas e serão preenchidas por empresas selecionadas pela organização do projeto.

Parceria de sucesso

Durante a Fime (Florida International Medical Equipment Trade), importante feira voltada ao setor medico-hospitalar dos Estados Unidos, que aconteceu em agosto do ano passado, a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos) e a Biomedical Engineering Alliance & Consortium (Beacon), de Connecticut, firmaram um acordo de cooperação bilateral para incentivar a troca de experiências e o desenvolvimento entre as regiões.

Fruto dessa parceria, uma missão empresarial foi realizada com uma intensa agenda de encontros de negócios, debates e visitas técnicas em Hartford. A Corcam Tecnologia, companhia brasileira que desenvolve soluções tecnológicas para monitorar a saúde humana, foi uma das associadas à ABIMO que participaram da missão.

A empresa pôde conhecer o território americano, aproveitar os incentivos oferecidos pelo estado e ingressar no Hub 55. “Fizemos vários contatos e descobrimos potenciais para nos posicionarmos em Connecticut. Foi muito interessante ter participado e fiquei muito satisfeito com os resultados”, disse Carlos Melo, vice-presidente de novos negócios e relações com o mercado da Corcam.

A empresa é autora do Nexcor, monitor cardíaco capaz de identificar infartos em fase inicial e síndromes raras de arritmia por meio de um software que comunica esses dados, em tempo e localização reais, do paciente para a central, encarregada de passar a informação aos médicos.

“Para a ABIMO, o posicionamento de companhias brasileiras no exterior é de extrema importância, pois outros países conhecerão a qualidade e o potencial da nossa produção, que é embasada em desenvolvimento, pesquisa e inovação”, pontua a gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO, Clara Porto. “Ficamos imensamente orgulhosos com a internacionalização da Corcam e vamos estimular outras empresas brasileiras para a conquista de espaço no mercado internacional”, finaliza.

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Siscoserv reúne dados sobre serviços e intangíveis no exterior

Exportar serviços é um salto no processo de internacionalização, e com isso surgem novos deveres. Um deles é o registro das transações no Siscoserv – Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. O governo federal criou esse sistema para identificar operações de empresas e indivíduos domiciliados no Brasil com o exterior e, com esses dados, fomentar a inserção do Brasil no comércio internacional.

O público-alvo do Siscoserv são pessoas jurídicas tributadas no Lucro Presumido e Lucro Real e, também, pessoas físicas cujas operações excedam 30 mil dólares mensais. Entidades enquadradas no Simples Nacional e Microempreendedores Individuais (MEI) estão dispensados da obrigação.

O que reportar no Siscoserv

A venda ou aquisição de serviços no mercado externo – consultoria e frete, por exemplo – e a transferência ou compra de intangíveis, como direito de propriedade intelectual, marcas, patentes e autorização para explorar recursos naturais.

Joice Izabel, sócia da Drummond Advisors, lembra que também é obrigatório registrar no sistema outros tipos de operações no comércio exterior que não correspondem a serviços nem a intangíveis. “Essas transações, realizadas por agentes situados no Brasil, podem envolver licenciamento, contratos de franquia, arrendamentos, operações financeiras, entre outros”, esclarece a contadora.

Como fazer o registro

O Siscoserv é acessado pelo Centro de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), no site da Receita Federal e da Secretaria de Comércio e Serviços.

Mas, antes de tudo, é necessário ter o certificado digital E-CPF do administrador da empresa, documento emitido por autoridades certificadoras habilitadas pelo fisco brasileiro. O E-CNPJ não possibilita a entrega da obrigação.

Quando a informação for prestada por pessoa jurídica ou representante legal de terceiros, também é exigida a procuração eletrônica.

Prazo de entrega

O prazo de entrega da obrigação termina no último dia útil do terceiro mês após a data de início da prestação de serviço ou da comercialização do intangível.

Quais são as penalidades?

A legislação prevê três situações passíveis de multas, que podem ser aplicadas de forma concomitante:

• Apresentação fora do prazo – multa de R$ 100,00 a R$ 1.500,00, por mês-calendário ou fração de atraso;

• Não atender à intimação para cumprir obrigação acessória ou para prestar esclarecimentos nos prazos estipulados pela autoridade fiscal – multa de R$ 500,00, por mês-calendário;

• Informações inexatas, incompletas ou omitidas – multa de 1,5% a 3% do valor das transações comerciais ou das operações financeiras relacionadas ao registro.

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Serviços de tradução impulsionam a internacionalização de empresas

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Com a crise econômica e a instabilidade política cada vez mais evidentes no Brasil, a internacionalização tem se tornado uma alternativa para as companhias brasileiras que tentam manter as suas contas operando no azul. Para se ter uma ideia, tal prática alcançou um crescimento de 7% no país em 2015. Os dados são de um estudo realizado pela Fundação Dom Cabral (FDC), que também investigou a capacidade das multinacionais brasileiras de se adaptarem à cultura dos países em que atuam.

De acordo com a pesquisa, a diferença cultural é, em muitos casos, subestimada pelas empresas, o que faz com que esse seja o principal fator que culmina nos fracassos das operações internacionais. “As primeiras barreiras a serem vencidas na hora de empreender em um novo país é o domínio do idioma e o entendimento da cultura local. E é aí que o serviço de tradução profissional entra em cena para ajudar”, diz Aleksander Honma, Diretor da Netwire, empresa especializada na área.

Websites, manuais técnicos, softwares, testes de produtos, embalagens, treinamentos, materiais de marketing, documentos e contratos estão entre os vários meios utilizados por uma companhia para ingressar em um novo mercado. Segundo Honma, a qualidade da versão traduzida desses materiais para qualquer idioma deve ser entendida como um quesito de extrema importância, levando em conta fatores que vão muito além de um texto bem escrito. O processo exige amplo conhecimento da cultura, da terminologia local e dos aspectos políticos, econômicos e legais do país do idioma de destino.

Como exemplo, ele cita a tradução de softwares, que precisa garantir que o público estrangeiro receba as mesmas instruções que o usuário do idioma de origem, porém com adaptações à sua realidade local. Para isso, a Netwire também adota como prática o chamado “Teste de Localização”, que avalia a tradução no ambiente do software, além de adaptar termos e conceitos específicos que se aplicam apenas ao país do idioma de destino.

“Essa é uma etapa muito importante para garantir o sucesso do trabalho, pois identifica os possíveis problemas antes do lançamento, adequando os aspectos técnicos de programação e layout, bem como questões culturais e linguísticas do país de sua utilização”, explica. “Fabricantes de softwares de todo o mundo já consideram o teste de localização – que deve ser feito por um profissional nativo – um fator primordial para romper com as barreiras do idioma e possibilitar o aumento de vendas”, conclui Honma.

Mercado promissor

Um estudo feito pela Common Sense Advisory, líder de pesquisa e análise independente do setor de tradução, estimou que o mercado global de serviços e tecnologia de idiomas faturou US$ 40 bilhões neste ano. Os dados ainda apontam que esse tipo de serviço está crescendo a uma taxa anual de 6,46%.

Entre os segmentos atendidos por esse mercado, o de TI se destaca como um dos mais promissores. Segundo a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), as empresas nacionais de TI exportaram R$ 4 bilhões no último ano. A entidade avalia, ainda, que o ano de 2016 deverá ser encerrado com um acréscimo de 12%.

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Apex-Brasil organiza semana de eventos no Vale do Silício

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) organiza, de 12 a 16 de setembro, a Brasil Week Silicon Valley, em São Francisco, Estados Unidos, com o objetivo de oferecer aos parceiros e investidores internacionais informações qualificadas sobre o ecossistema de capital empreendedor no Brasil, com suas peculiaridades, tendências e oportunidades.

Durante uma semana serão realizados quatro eventos onde o setor brasileiro de tecnologia será o destaque. O principal deles será o 3º Demo Day Apex-Brasil & Start-Up Brasil, no dia 12 de setembro, onde 11 startups brasileiras vão apresentar seus projetos a investidores norte-americanos. O encontro será realizado dentro do Tech Crunch Disrupt, conferência anual onde as startups de tecnologia lançam seus produtos e serviços a um público formado principalmente por investidores e pela mídia especializada.

Na semana anterior, as startups brasileiras – selecionadas pela Apex-Brasil e pelos programas Start-Up Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com gestão da Softex, e o Inovativa, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) – participam do Programa Catalyzer, uma missão de imersão no Vale do Silício. Na programação estão workshops com investidores, visitas a empresas da região, treinamento de apresentação de projetos e um curso de design thinking na Universidade da Califórnia em Berkeley.

A agenda da Brasil Week inclui ainda um evento de relacionamento com investidores em venture capital, aceleradoras, investidores-anjo e empresas brasileiras, realizado no dia 13 de setembro, em parceria com o fundo investidor RedPoint EVentures. No dia 14, a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP) organiza reuniões privadas entre gestores de recursos brasileiros e investidores estrangeiros (fundos de pensão, seguradoras e family offices), e no dia 15, realiza o 4º Seminário Venture Capital in Brazil, com o objetivo de conectar fundos de investimentos brasileiros de venture capital e investidores estrangeiros.

Para encerrar a programação da Brasil Week, a Apex-Brasil participa de painel na conferência Brazil in the 21st Century, organizada pela Associação Bay Brazil, que nas últimas quatro edições reuniu empresários, investidores, representantes do governo e líderes do setor privado para discutir ciência, tecnologia, empreendedorismo e papel do Brasil na economia global.

“O Brasil é um celeiro de empresas nascentes inovadoras e vem atraindo a atenção dos investidores internacionais. Esse evento, realizado no Vale do Silício, um dos ecossistemas de TI mais vibrantes do mundo, nos permite apresentar o potencial de negócio de nossas startups. É também uma oportunidade para que elas possam compreender a importância de pensarem seus negócios de forma global para que possam ser bem-sucedidas em um mercado cada vez mais competitivo”, disse Maximiliano Martinhão, Secretário de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

“O Vale do Silício é o maior ecossistema de inovação do mundo e possui uma grande concentração de recursos em Venture Capital”, comenta o presidente da Apex-Brasil, Embaixador Roberto Jaguaribe. Segundo ele, o relacionamento com investidores estrangeiros requer tempo para ser construído e a Apex-Brasil tem trabalhado nisso. “Pela primeira vez, a Agência organiza eventos que eram realizados em datas distintas em uma semana chamada Brasil Week para mostrar positivamente, e de forma coordenada, o Brasil como um destino de recursos que oferece de oportunidades inovadoras e de qualidade”, completa.

A segunda edição da Brasil Week será realizada em São Paulo, em outubro, e o ponto alto será o Corporate Venture in Brasil, que vai reunir grandes corporações globais e nacionais interessadas em se relacionar com startups, fundos e aceleradoras envolvidos no ambiente de inovação e atração de investimentos.

Mais detalhes em http://brasilweeksv.apexbrasil.com.br/

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Internacionalização de empresas brasileiras cresce pelo terceiro ano consecutivo

O Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral divulgou hoje o resultado do Ranking das Transnacionais Brasileiras 2012 – estudo anual que classifica o nível de internacionalização das empresas multinacionais brasileiras a partir de variáveis como receitas, ativos, número de funcionários em outros países, entre outros. O evento, patrocinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ocorreu nesta manhã, na unidade da FDC na capital paulista.

O estudo aponta que as transnacionais brasileiras têm aumentado gradualmente o índice de internacionalização na taxa de 1,0% ao ano. Além disso, 60,9% delas pretendem expandir nos mercados em que já atuam e, em menor escala, 27,7% das empresas planejam entrar em novos mercados.
O Ranking 2012 estuda o tema “Benefícios da internacionalização para as empresas e para o Brasil”. Segundo Sherban Leonardo Cretoiu, coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da FDC, a pesquisa indica que as transnacionais brasileiras consideram o aumento do valor da marca e a capacidade ampliada de atendimento a clientes globais como os principais benefícios de sua internacionalização. Para elas, os benefícios superam os riscos. Para 87,3% das transnacionais brasileiras consultadas, a internacionalização contribui para melhorar a imagem do Brasil no exterior; e para 61,9% delas, outro benefício para o País é a incorporação de novas tecnologias e processos ao parque industrial brasileiro.
Segundo a pesquisa, as empresas brasileiras estão mais presentes na América Latina (77,8%) e na América do Norte (57,1%). “Há uma forte tendência das multinacionais brasileiras iniciarem o seu processo de internacionalização em países da América Latina. A pesquisa mostra que 63,3% das empresas consultadas tiveram sua primeira subsidiária internacional instalada em países dessa região”, destaca Sherban.

Ranking das Transnacionais Brasileiras
Em 2012, o Ranking das Transnacionais Brasileiras traz nas três primeiras colocações as companhias JBS-Friboi, Gerdau e Stefanini, que lideram o ranking com 53,8%, 51,6% e 46,4% de índice de internacionalização, respectivamente. Nas empresas com faturamento até R$ 1 bilhão, as mais internacionalizadas são Metalfrio (45,2%), Ibope (43,8%) e Sabó (36,3%). A Vale é a empresa que está presente em maior número de países (38), seguida da Stefanini (26) e Odebrecht (25).
O estudo traz, ainda, um ranking específico que elenca as franquias brasileiras mais internacionalizadas. Nessa categoria, Via Uno (18,3%), Fábrica di Chocolate (12,1%) e Showcolate (10,9%) são as franquias que lideram o ranking.

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