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Startup utiliza nuvem da Microsoft e oferece estrutura bancária para instituições financeiras e fintechs

Com a chegada das fintechs foi possível ver uma mudança no sistema bancário que levou a descentralização de serviços – antes oferecidos apenas por grandes bancos. Pensando em movimentar ainda mais esse mercado, a Celcoin criou uma plataforma de Open Finance que oferece uma plataforma completa de APIs de serviços financeiros para cerca de 130 instituições e fintechs. Dentre os clientes da Celcoin, estão mais de 30 principais bancos e instituições financeiras membros da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), oito empresas com capital aberto, dezenas de carteiras digitais, sete fintechs consideradas unicórnios, além de corretoras, programas de fidelidade e operadoras de telefonia.

Atualmente, fintechs e bancos digitais usam a plataforma de open finance da Celcoin para oferecer serviços que antes eram restritos aos grandes bancos, como pagamento de contas e tributos, saques na Rede Banco24Horas e no varejo, e ainda, recargas de celular, recargas de transporte, transferências, entre outros. “O objetivo é deixar as fintechs focadas no seu core business sem se preocupar com serviços que são complementares, mas obrigatórios em todas as contas digitais”, explica Marcelo França, CEO e fundador da Celcoin.

Crescimento x nuvem pública

Durante a pandemia a Celcoin viu o número de clientes crescer ainda mais e, com base neste crescimento, decidiu fazer a migração de nuvem privada para a nuvem pública a fim de ter mais escalabilidade para suportar picos de operação e, para isso, a companhia passou a utilizar os serviços do Azure. Além disso, a startup começou a fazer parte do programa de parceiros da Microsoft e a contar com auxílio no aperfeiçoamento da arquitetura pelos times da companhia de tecnologia.

“Tivemos um crescimento muito grande em pouco tempo e vimos na nuvem pública da Microsoft uma maneira de conseguirmos ter mais flexibilidade para termos os nossos serviços sempre à disposição dos nossos clientes, sem interrupção, mesmo em momentos de picos. A possibilidade de redimensionar a solução de acordo com a nossa demanda reduz a possibilidade de recursos ociosos e nos garante a solução rodando de forma efetiva a todo momento – o que também retorna para nós como um benefício pois nos permite manter a confiança dos nossos clientes com os nossos serviços”, comenta França.

O suporte da Microsoft à migração para a nuvem faz parte do compromisso da companhia de incentivar o desenvolvimento econômico sustentável do País por meio do plano Microsoft Mais Brasil. Lançado em outubro de 2020, o plano é uma iniciativa abrangente que tem entre seus objetivos apoiar o crescimento inclusivo por meio de tecnologia, capacitar a força de trabalho de hoje e de amanhã e apoiar programas com foco em sustentabilidade.

XP Inc. lança fundo de investimentos com foco em liderança feminina

s setores como tecnologia, saúde, indústria, mercado financeiro e energia. O produto será ofertado pelas plataformas XP Investimentos e Rico, começando a ser distribuído a partir de amanhã (11).

“Apesar das grandes conquistas realizadas pelas mulheres nos últimos anos, ainda somos minoria nos cargos de alto nível, por isso, é tão importante valorizar e incentivar empresas que dão às mulheres as mesmas condições que os homens para ocupar esses espaços”, afirma Marta Pinheiro, sócia e diretora de ESG da XP Inc. “Ao oferecer esse fundo aos clientes, a XP Inc. não só fomenta ações em prol da equidade de gênero nas empresas, mas também estimula mulheres a investirem em companhias que as representam”, complementa.

Além de promover a igualdade e conscientização, parte do lucro captado pelo fundo será destinado ao Instituto As Valquírias, que tem como principal objetivo oferecer oportunidades a mulheres, crianças e jovens em situação de extrema pobreza por meio do desenvolvimento educacional. Além do aporte financeiro, que garantirá no mínimo a qualificação profissional de 700 jovens e mulheres, a parceria do Instituto As Valquírias com a XP Inc. também contempla mentorias de softskills e hardskills com diferentes áreas e executivas do grupo, para dar suporte e ajudar no desenvolvimento das empreendedoras capacitadas pelo instituto e adicionalmente uma imersão dos principais cursos da XPeed para a construção de um programa de educação financeira e empreendedorismo para mulheres atendidas no projeto.

“Lutamos diariamente para que o tema desigualdade de gênero apareça, em um futuro próximo, somente nos livros de história. Estamos otimistas e felizes com essa parceria que é mais que um produto de investimento, é uma causa. Eu diria que se os pássaros têm asas, nós agora temos a XP. Sempre digo para as meninas, entre ganhar dinheiro e mudar o mundo, fique com os dois” afirma Amanda Oliveira, fundadora e CEO do Instituto As Valquírias.

De acordo com Marta Pinheiro, o momento é de muitas mudanças e os investidores estão cada vez mais atentos e exigentes em relação às políticas adotadas pelas empresas em que estão confiando seu patrimônio. “Acreditamos que as companhias precisam evoluir e investir em ações que incentivem a conscientização de todo o ecossistema”, reforça.

O fundo Trend de Lideranças Femininas é uma das ações recentes da XP Inc. para promover a importância da equidade de gênero no mundo corporativo. O produto oferecerá proteção cambial, com aplicação mínima de R$ 100 e o resgate será feito em D+1.

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A Inteligência Artificial redesenha os modelos de operação das instituições financeiras

A Inteligência Artificial (IA) já é uma realidade e vem mudando os padrões de diversos setores da economia, inclusive das instituições financeiras. Esse é o ponto de partida do relatório A Nova Física dos Serviços Financeiros, que acaba de ser lançado pela Deloitte, em parceria com o Fórum Econômico Mundial (WEF). O estudo aborda como a Inteligência Artificial está modificando o relacionamento destas empresas com todos os seus stakeholders, alterando suas próprias estruturas.

Os mercados já começam a observar os resultados do uso da IA para eficiência operacional e, consequentemente, a sua contribuição para aumentar a competitividade: “a Inteligência Artificial está remodelando rapidamente os atributos necessários para um negócio de sucesso em serviços financeiros. No futuro, as instituições financeiras serão construídas com base nos dados e na capacidade de alavancar esses dados. Novos modelos de negócio estão emergindo, nos quais o compartilhamento de dados é fundamental para o sucesso competitivo e os primeiros a fazerem esse uso se diferenciarão, oferecendo melhores serviços, por meio de uma presença constante e customizações. As empresas que permanecerem estagnadas vão acabar descobrindo que suas antigas forças podem não mantê-las tão competitivas quanto antes”, declara Sergio Biagini, sócio-líder da indústria de Serviços Financeiros da Deloitte.

Diante desse cenário, o relatório A Nova Física dos Serviços Financeiros identifica nove importantes insights que demonstram como a Inteligência Artificial está criando novas formas de estrutura, nas quais capacidades novas e antigas estão sendo combinadas de maneiras inusitadas.

Centros de custo x Centros de lucro – As instituições transformarão as operações de back-office, a partir da inteligência artificial, com o objetivo de acelerar o processo e também diminuir custos.

Um novo campo de batalha para fidelização de clientes – A IA está dando origem a um novo conjunto de fatores relevantes como, por exemplo, a capacidade das empresas de otimizar os resultados financeiros adaptando, recomendando e aconselhando os clientes, de forma a criar mais vínculo e mais assertividade em suas respostas. As instituições passarão a oferecer uma consultoria diferenciada, melhorando assim o desempenho.

Autonomia no setor financeiro – As experiências futuras dos clientes serão centradas na Inteligência Artificial, que irá automatizar grande parte da vida financeira deles e melhorar seus resultados financeiros. Os indivíduos irão interagir cada vez mais com uma única plataforma ou agente de consultoria que fornecerá recomendações personalizadas sobre os tipos de produtos e serviços com os quais eles devem se envolver. Isso ocorrerá com base em dados e algoritmos que automatizarão a maioria das decisões rotineiras dos clientes.

Soluções coletivas para problemas compartilhados – Enquanto a IA apresenta mais possibilidades de competição, também, por meio do compartilhamento de dados, demonstra-se um forte mecanismo para apoiar outras atividades dentro das empresas. Um dos fatores nos quais a IA auxilia as companhias é na prevenção de fraudes. As soluções por meio de análise de dados compartilhados aumentam a precisão e o desempenho na busca por segurança do sistema financeiro.

Divisão da estrutura de mercado – Como a IA reduz os custos de P&D, as empresas serão impulsionadas aos extremos dos mercados, com o objetivo de ampliar os retornos para os grandes players e também criar novas oportunidades para os pequenos, que representam nichos específicos e que possuem características mais inovadoras.

Complexas alianças de dados – Em um ecossistema onde todas as instituições estão disputando a diversidade de dados, a gestão de parcerias com outros players e potenciais concorrentes será fundamental, apesar de repleta de desafios estratégicos e operacionais.

O poder dos reguladores – As regulamentações que regem a privacidade e a portabilidade dos dados moldarão a capacidade das instituições de implementar a IA tornando-se tão importante quanto as regulamentações tradicionais para o posicionamento competitivo das empresas.

Adaptação de estratégias de talentos – A transformação de talentos será o item mais desafiador na implementação da inteligência artificial nas instituições, colocando em risco o posicionamento competitivo das empresas que falharem nesse processo de transição.

Novos dilemas éticos – A IA exigirá uma avaliação conjunta de princípios e técnicas de supervisão para abordar as questões éticas e as incertezas regulatórias que estão impedindo as companhias de adotarem as capacidades de inteligência artificial.

“A jornada para entender e direcionar os benefícios da inteligência artificial ​​diante da necessidade de estabilidade econômica, social e política global não será fácil. Os impactos transformadores dessa nova tecnologia ​​exigirão um nível de comprometimento público-privado para moldar continuamente o futuro dos serviços financeiros”, conclui Sergio Biagini.

3 pilares para a transformação bancária: economia, experiência do cliente e conveniência

O mercado de serviços financeiros passa por grandes mudanças por conta do avanço da transformação digital. De acordo com a pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2018, os investimentos em tecnologia tiveram um crescimento de R$19,5 bilhões em 2017 – comparados com R$18,6 bilhões em 2016. Em um momento em que o Brasil está recuperando sua economia, esse valor é representativo e mostra que a atenção do setor está direcionada às mudanças.

Atualmente, poucas são as inovações que surgem sem a participação ativa do consumidor, já que elas são criadas a partir de uma necessidade ou de uma demanda do cliente. Processos internos, metodologias, princípios e estruturas organizacionais têm sido alteradas para comportar as novas incumbências das instituições e atender a expectativa dos correntistas.

Como parte do planejamento para alcançar o patamar de banco digital, as instituições devem se embasar em três pilares: economia, experiência do cliente e conveniência. Elias Rogério da Silva, presidente da Diebold Nixdorf no Brasil – empresa líder global em soluções de automação bancária e comercial – fala um pouco mais sobre eles:

01.Economia tangível

Se por um lado os bancos impulsionam o investimento em tecnologia no país, por outro é constante a busca por soluções que simplifiquem a operação e tragam economia e retorno efetivo. Neste contexto, algumas instituições já investem em caixas eletrônicos recicladores. Essa é uma saída para minimizar o custo na gestão de numerários e dar mais agilidade no atendimento ao usuário, já que o mesmo dinheiro utilizado para depósito pode ser aproveitado para saques de outros clientes. Como resultado, são registradas menos visitas de carros fortes às agências, gerando economia.

02.O cliente no centro da experiência de atendimento

O centro das atenções está em apenas um lugar: o cliente. Como o único tomador de decisão, ele é o responsável por guiar as modificações nos negócios que vemos hoje. Como consequência, a experiência personalizada é a oferta das empresas que querem conquistar e fidelizar seus consumidores. Por isso, além de ter um atendimento multicanal, é preciso criar uma jornada integrada e distinta para cada público. Atualmente, já vemos redes sociais e aplicativos de mensagens sendo utilizados para traçar essa nova rota de conexão. É possível iniciar as transações em um equipamento e concluí-la em outro, de modo que nossa experiência com o banco vá além de um único canal. Isso é resultado de um mindset inovador que, juntamente com a tecnologia, permite a transformação dos negócios, processos e relações entre pessoas e serviços; gerando uma experiência de valor agregado ao cliente.

03. Mais conveniência para o usuário

Criar uma verdadeira plataforma digital e omnichannel é também fundamental para estar na linha de frente da inovação. Sabemos que as instituições financeiras estão, cada vez mais, focando seus investimentos em tecnologia e mudanças de comportamento, principalmente para garantir a disponibilidade e a agilidade nos negócios de forma mais intimista. Como o relacionamento banco x cliente mudou, é possível oferecer soluções ao consumidor, dando a ele o poder de decisão. Com isso em mente, já existem equipamentos no mercado, como um smartPOS, por exemplo; com aplicativos para diversas finalidades que são personalizados de acordo com as necessidades de cada linha de negócio, como agilidade em filas, abertura de contas ou outras funções que melhoram tanto a gestão da instituição, quanto o atendimento.

A pesquisa FEBRABAN mostra que em 2017 cerca de 1,6 milhão de contas foram abertas por meio do mobile banking – número 3 vezes maior do que em 2016. Sendo assim, a conveniência permite que novos padrões sejam traçados para que os correntistas sejam fidelizados à instituição que está disponibilizando serviços diferenciados e personalizados.

Já trilhamos um longo caminho para a transformação digital dos bancos e o Brasil é uma referência para o mercado mundial. Entretanto, ainda temos grandes desafios a serem superados. Sabemos que mais que mudar a infraestrutura de tecnologia da informação e processos, as empresas do setor devem passar por uma transição cultural. Passamos da barreira dos mundos físico e digital. O ponto focal agora é investir nos três pilares e continuar promovendo a mudança de mindset, pois a digitalização dos negócios não é feita apenas uma vez. Ela é constante, mutável e inovadora para aqueles que querem protagonizar esta tendência.

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Começa hoje a 28ª edição do CIAB FEBRABAN

Começa hoje, em São Paulo, a 28ª edição do CIAB FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras. Principal evento do setor financeiro da América Latina, o CIAB contará com uma área de exposição de 36 mil m2, 47 patrocinadores e mais de 350 palestrantes, que abordarão os mais diversos temas ligados à tecnologia bancária. O evento tem público estimado em mais de 20 mil visitantes durante os três dias.

“O CIAB FEBRABAN é o principal ponto de encontro entre executivos do segmento financeiro. Este ano, temos expectativas de um grande evento e de novo recorde de participações, já que a edição anterior, em 2017, o congresso registrou crescimento de 18% de público”, comenta Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN.

Neste ano, Inteligência Exponencial será o assunto central que norteará todo o conteúdo do evento. A ideia do tema é debater a dimensão exponencial da inteligência aplicada no volume de dados cada vez maior gerado pela humanidade.

Dentre as discussões, serão abordados temas como o desenvolvimento de tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning, Blockchain, Open Banking e Internet das Coisas (IoT) implicam em constantes alterações no comportamento social, e como tais alterações podem rapidamente criar ou destruir negócios.

Os mais de 150 expositores reunirão empresas multinacionais, startups, companhias internacionais e fornecedores de diferentes soluções tecnológicas para o mercado financeiro. Os visitantes encontrarão os lançamentos focados em IoT, análises de dados, segurança, uso da “nuvem” (cloud computing), biometria, Blockchain, entre outros, que são essenciais para apoiar a crescente evolução tecnológica do setor.

Além da participação de grandes e reconhecidas multinacionais, o Lounge Fintech, integrado à exposição e presente pela terceira vez no evento, reunirá startups em um ambiente propício para o networking com os executivos do setor.

O evento promoverá, ainda, o já tradicional CIAB Fintech Day, um dos mais importantes encontros entre instituições financeiras e fintechs do Brasil. Neste ano, o campeonato envolverá fintechs e insurtechs, e, pela primeira vez, terá a participação de startups latino-americanas. O objetivo da competição é identificar startups que tenham sinergia e potencial para colaborar com bancos, seguradoras e instituições financeiras.

Para conferir a programação completa, acesse: www.ciab.org.br.

CIAB FEBRABAN
Data: 12 a 14 de junho de 2018
Local: Transamerica Expo Center (Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro)

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75% dos CIOs de finanças dizem que pode ser impossível gerenciar a performance digital, à medida que a complexidade de TI aumenta

A Dynatrace, líder mundial em soluções de Gerenciamento de Performance Digital, anuncia os resultados de uma pesquisa global independente, realizada com 249 executivos de tecnologia (CIOs- Chief Information Officers) do setor de serviços financeiros. O levantamento revela que 75% das organizações avaliam que a complexidade de TI poderá tornar impossível o gerenciamento da performance digital de maneira eficiente. O estudo também destaca que hoje essa complexidade está crescendo exponencialmente e que uma única transação pela Web ou por dispositivos móveis passa por uma média de 38 diferentes tecnologias e/ou componentes, em comparação aos 26 sistemas que eram utilizados cinco anos atrás.

Esse crescimento foi impulsionado pela rápida adoção de novas tecnologias nos últimos anos. No entanto, a tendência de aumento está programada para acelerar, com 54% dos CIOs de finanças planejando implementar um número ainda maior de tecnologias no próximo ano. A pesquisa revela que entre as principais tecnologias a serem adotadas nos próximos 12 meses estão Multi-Cloud (97%), Microsserviços (90%) e Contêineres (88%).

Como resultado da crescente complexidade, as equipes de TI das empresas de serviços financeiros agora gastam uma média de 30% do seu tempo, lidando com problemas de performance digital, gerando um custo de US$ 3,8 milhões por ano para cada empresa. À medida que buscam soluções para esses desafios, quatro de cada cinco CIOs de finanças (84%) avaliam que a Inteligência Artificial (IA) será fundamental para a capacidade da TI dominar a crescente complexidade, sendo que 92% já possuem ou planejam implementar a Inteligência Artificial nos próximos 12 meses.

“As organizações de serviços financeiros estão sob uma enorme pressão para acompanhar a economia digital sempre ligada e conectada, e constantemente com uma demanda por inovação”, afirma Matthias Scharer, Vice-Presidente de Business Operations da Dynatrace. “A experiência do cliente é o novo campo de batalha para as organizações de serviços financeiros, com reguladores e consumidores impulsionando essa inovação. Como consequência, os ecossistemas de TI estão passando por uma transformação constante. A transição para infraestrutura virtualizada foi seguida pela migração para a Nuvem, que tem sido substituída pela tendência de Multi-Cloud. Muitos CIOs têm percebido que seus legados de aplicativos não foram desenvolvidos para os ecossistemas digitais atuais e, por isso, estão sendo alterado para uma arquitetura nativa de Nuvem. Essas mudanças rápidas estão dando origem a diversos ecossistemas de TI (hyper-scale, hyper-dynamic and hyper-complex), tornando cada vez mais difícil monitorar a performance digital e gerenciar efetivamente a experiência do usuário”.

A pesquisa também aponta os desafios que as organizações de serviços financeiros acham mais difíceis para superar a migração para os ecossistemas de Multi-Cloud e de arquitetura nativa de Nuvem. Entre os destaques estão:

– 76% dos CIOs das organizações de serviços financeiros dizem que a Multi-Cloud torna especialmente difícil e demorado o monitoramento e entendimento do impacto que os serviços em Cloud têm na experiência do usuário;

– 75% estão frustrados com tempo gasto pela TI para configurar o monitoramento de diferentes ambientes em Nuvem ao implementar novos serviços;

– 75% dos CIOs de finanças dizem que monitorar a performance de Microsserviços em tempo real é quase impossível;

– 80% dos CIOs de organizações de serviços financeiros dizem que a natureza dinâmica dos contêineres torna difícil entender o seu impacto na performance dos aplicativos;

– A manutenção e configuração do monitoramento de performance (56%) e a identificação de dependências e interações de serviços (52%) são os principais desafios identificados pelos CIOs para o gerenciamento de Microsserviços e contêineres.

“Para que o ambiente de Cloud ofereça os benefícios esperados, as organizações financeiras devem ter visibilidade de ponta a ponta (end-to-end) de todas as transações”, explica Scharer, destacando que a Dynatrace oferece soluções para resolver os problemas de performance digital das empresas. “No entanto, isso tornou muito difícil, porque eles estão desenvolvendo ecossistemas Multi-Cloud em uma variedade de serviços da AWS, Azure, Cloud Foundry, SAP, entre outros. Além disso, a mudança para arquiteturas nativas de Nuvem fragmenta ainda mais o caminho da transação do aplicativo”.

“Hoje, um ambiente de TI pode ter bilhões de dependências. Por isso, enquanto os ecossistemas modernos são fundamentais para a rápida inovação nos serviços financeiros, a abordagem para monitorar e gerenciar a performance do legado é baixa. As empresas não podem confiar nos seres humanos para sintetizar e analisar dados. É preciso ser capaz de detectar e manipular os ambientes de TI dos serviços financeiros em tempo real e, o mais importante, usar a Inteligência Artificial para identificar problemas com precisão e ajustar os ambientes corporativos para um caminho de autogerenciamento. Tudo para garantir a melhor performance e experiência do ponto de vista do cliente”, diz Scharer.

Além dos desafios da gestão de um ecossistema de TI muito complexo, a pesquisa também indica que os departamentos de TI das organizações financeiras estão lutando para acompanhar as demandas internas dos negócios. De acordo com o levantamento, 76% dos CIOs de finanças dizem que a área de TI está sob muita pressão para manter as demandas pouco reais dos negócios e dos usuários finais. 79% dos gestores ressaltam que está ficando cada vez mais difícil encontrar tempo e recursos para responder a quantidade de solicitações das empresas e ainda entregar tudo o que se espera de TI. Em particular, 80% dos CIOs dizem que é difícil mapear métricas da performance digital para o impacto que têm nos negócios.

O relatório, encomendado pela Dynatrace, é baseado em uma pesquisa global feita com 219 executivos da área de TI (CIOs) de grandes empresas que possuem mais de 1.000 funcionários. O levantamento foi feito no final de 2017 com apoio da Vanson Bourne. O estudo incluiu entrevistados do Brasil e de países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, China, Austrália, Cingapura e México.

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Por que o Blockchain é a tecnologia chave do sistema financeiro?

Por Alex Marin Silva*

O bitcoin, espécie de moeda virtual, foi desenvolvido para confrontar a hegemonia bancária. Ironicamente, tudo indica que sua tecnologia-base, o blockchain – sistema de criptografia que dá suporte às transações com bitcoins – será usada para fortalecê-la ainda mais.

O Bitcoin despertou a atenção dos bancos no mundo todo não exatamente por sua ideia de desafiar o sistema financeiro com a circulação de dinheiro virtual, mas sim por seu sistema de criptografia icônico no processo de transformação digital que vivenciamos atualmente.

O blockchain funciona como um registro de transações e é baseado em um banco de dados distribuído e descentralizado. Para hackear o blockchain, seria necessário quebrar a criptografia de todos os blocos da cadeia, em todos os computadores da rede e ao mesmo tempo, o que torna a tarefa virtualmente impossível e confere um sistema seguro.

Comparado a um livro-razão de todas as operações bitcoins, o blockchain foi descrito pela The Economist, em 2015, como uma tecnologia extremamente disruptiva, que permitirá inovações nos sistemas de segurança dos bancos, tornando as transações muito mais seguras e baratas do que são atualmente. É por isso que muitas instituições financeiras trabalham arduamente para encontrar um ponto de ligação entre o blockchain e seus sistemas de segurança digital.

A seriedade com que o mercado financeiro enxerga essa tecnologia é tão grande que grandes players do segmento, como Nasdaq, Visa e Citi, já mergulharam em testes para aplicar a segurança do blockchain em suas transações financeiras.

Segundo estudo do World Economic Forum, cerca de 10% do PIB global estará em blockchain até o ano de 2027. Tudo aponta, portanto, que, com o fortalecimento da transformação digital, as empresas migrem cada vez mais seus serviços para nuvem, alcançando processos 100% digitais, o que inclui as transações eletrônicas criptografadas que deverão, em breve, entrar no cotidiano das empresas e dos consumidores.

Com a globalização do capital financeiro, é necessário que as transações sejam cada vez mais eficientes, baratas e menos sujeitas a vulnerabilidades. A tecnologia blockchain permite exatamente isso, já que a descentralização e automação de atividades de troca de valores e propriedade de fundos diminui custos de transação, além de ser mais segura devido à verificação peer-to-peer.

Assim, bancos, operadoras de crédito e bolsas de valores já estão testando a utilização e aplicabilidade da tecnologia blockchain em seu dia a dia. É algo que promete reduzir falhas, vulnerabilidades e custos de transação, portanto aumenta os rendimentos de seus usuários e ajuda a superar crises. Além disso, é uma tendência que condiz com a atual digitalização das operações financeiras e bancárias, que crescentemente deixam de ser realizadas por meio da circularidade das moedas e dos títulos de valor mobiliário.

*Alex Marin Silva é gestor de inovação da SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia

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Quatro passos de uma trajetória omnichannel de sucesso para bancos

Jorge Andres Gomez

A expressão omnichannel é velha conhecida no setor financeiro, porém há ainda uma dificuldade em fazer a transição da teoria para a prática. Com mais pessoasutilizando diversos dispositivos em suas rotinas diárias, especialmente em operações bancárias, é preciso que os bancos adotem uma ampla abordagem em todos os canais,caso contrário correm o risco de serem ultrapassados pela concorrência.

Em primeiro lugar, é importante definir exatamente o que queremos dizer com a expressão “banco omnichannel“. Em sua essência, refere-se a uma abordagem centrada no cliente que independe do canal utilizado para a interação.

Como exemplo, podemos considerar um cliente que inicia um processo de pedido de empréstimo por meio do notebook, dispositivo móvel ou mesmo indo até a agência. No atual cenário, este cliente não poderia alternar entre os canais facilmente, depois de dar início ao processo. Porém, com uma abordagem omnichannelesse cliente poderá iniciar seu pedido em um notebook, fazer perguntas por telefone e, em seguida, finalizar o processo em seu dispositivo móvel. Além de poder consultar suas contas, transações e informações de qualquer lugar, a qualquer momento, utilizando o dispositivo de sua escolha, sem eventuais problemas técnicos e sem precisar repetir diversas vezes seus dados do banco e/ou pessoais em cada interação.

Parte importante desta questão é o cuidado com a integração dos canais digitais acessados por meio de dispositivos móveis, que já passaram de tendência e caíram de vez no gosto dos clientes dos bancos. De acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária divulgada pela Federação Brasileira de Bancos, em 2016 o mercado financeiro experimentou uma alta de 96% das transações bancárias em mobile banking, um total de 21,9 bilhões, em 2015 este montante foi de 11,2 bilhões, quase o dobro.

Além disso, de acordo com a pesquisa a evolução das transações por preferência do usuário também mostra alta de operações sem movimentação financeira nas agências, sinalizando mudança de perfil do canal para o atendimento consultivo.

As organizações precisam compreender o que significa colocar em prática uma estratégia omnichannel, trata-se de uma transformação que impactará todos os aspectos de seus negócios, porém se for bem-sucedida os resultados serão o incremento de receita e a fidelização dos clientes.

Para que os bancos possam obter êxito emsuas iniciativas omnichannel é essencial seguirquatro passos:

1. Promova a modernização: As instituições financeiras estão se empenhando para desenvolver um ponto de vista holístico “centrado no cliente” que mantenha um perfil consistente do cliente, independentemente do produto financeiro em questão. No entanto, os sistemas legados que muitos bancos utilizam são um empecilho para o sucesso desta estratégia, isso porque muitas vezes este legado opera em segmentos específicos e para superar esse impasse, é necessário adotar uma estrutura tecnológica completamente aberta. Esta é uma oportunidade para os bancos explorarema tecnologia para modernizar seus sistemas, sem a necessidade de reformular toda a sua rede ou infraestrutura existente.

2. De olho no Big Data: Outra questão importanteé o potencial daanálise avançadade dados, uma imensa oportunidade para as instituições financeiras. Ao explorar o Big Data, as empresas podem ter a perspectiva necessária para proporcionar experiência de maior valorpara seus clientes, fortalecer os métodos de prevenção contra fraudes e roubo de identidades, desenvolver programas de fidelidade e produtos mais direcionados, ou até mesmo adotar a inteligência artificial para prever certos comportamentos dos clientes. O Big Data também é uma ferramenta poderosa para prestar assistência em decisões de investimento, pois pode ajudar os bancos a se manterem um passo à frente de tendências, oportunidades e ameaças existentes no mercado. Os bancos devem levar em conta esses dados e ter um plano para tirar proveito deles.

3. Integrar toda a infraestrutura: Um ecossistema omnichannelde sucesso terá de considerar e integrar todas as camadas da infraestrutura (middleware), além de precisar de uma combinação de nuvens privadas, que os bancos utilizam para garantir segurança máxima dos dados e nuvem pública, que permite maior flexibilidade e menor limitação de acesso e armazenamento de dados menos sensíveis.

4. Garantir a segurança cibernética: Por fim, é importante contar com medidas de segurança para cada aspecto das transações. Além da identificação e da verificação vista pelo cliente ao utilizar algum produto ou serviço financeiro, a infraestrutura omnichannel deve incluir também a segurança dosdata centers, redes, plataformas e aplicativos, serviços defirewall de última geração e de proteção contra os ataques de negação de serviços (DDOS). Além de tudo isso, novas tecnologias como microssegmentação baseada em identidade e criptografia podem ajudar os bancos a fortalecer a segurança cibernética, criando micro segmentos dentro da rede da organização que podem ser acessados somente por usuários autorizados, desta forma aqueles sem autorização sequer conseguem identificar a existência deste segmento, uma camada extra de segurança que vai além do firewall.

Ao criar um ambiente no qual o cliente é capaz de reconhecer medidas de segurança rigorosas, sem ter ou notar obstáculos pararealizar transações bancárias com flexibilidade e em diferentes plataformas, os bancos poderãofortalecer o relacionamento com seus clientes, promover a fidelização e estimular o crescimento dos negócios.

*Jorge Gomez é Diretor para Indústria Financeira da Unisys para a América Latina

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Grupo New Space anuncia parceria com a Superare para oferta de chatbots

O Grupo New Space, um dos líderes em serviços de tecnologia para o setor financeiro no Brasil, anuncia a sua entrada no mercado de chatbots, com o lançamento de uma aplicação que oferta financiamentos de veículos de forma 100% digital. A ampliação do portfólio de serviços é propiciada pela parceria da companhia com a Superare, empresa brasileira pioneira na oferta de soluções conectadas com plataformas de notificações via redes sociais, como Messenger Bots do Facebook, Google e Twitter.

“Ficamos bastante interessados nas soluções apresentadas pela Superare e fechamos a parceria para lançar esse chatbot. Trata-se de uma plataforma de conversação integrada diretamente ao Facebook Messenger que utiliza as tecnologias Cognitive Services e o Serviço de Linguagem Natural e Machine Learning (LUIS), ambas da Microsoft”, afirma Fernando Adriano, Diretor de TI do Grupo New Space.

Rômulo Barbosa, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Superare, demonstra uma expectativa muito positiva com a parceria: “O Grupo New Space conhece com propriedade as operações e processos no mercado financeiro. Juntando isso à nossa capacidade de desenvolvimento de bots, tenho certeza que o acordo será muito benéfico para ambos. Em pouco tempo, já desenvolvemos uma ferramenta inovadora, que agrega inteligência de coleta de informações com um canal de interação para possíveis novos clientes”.

Destinado a instituições financeiras, o primeiro produto fruto dessa parceria vai muito além da simples troca de informações sobre valores e modelos de carros. O processo se inicia com a ativação do bot, que pode acontecer através de voz, imagem, texto, QR code, entre outros. Conforme a interação ocorre, a solução passa a ofertar as melhores propostas de financiamento, de acordo com o perfil do interessado, que tem à disposição uma ferramenta totalmente interativa de suporte para a conclusão do seu negócio. Além do Facebook, o bot pode ser instalado em diversos outros canais, como aplicativos, Skype, site e Telegram.

A novidade é integrada com o Fraud Monitor e o Dossiê Digital, dois produtos da NS Prevention, unidade do Grupo New Space especializada em inteligência cibernética, prevenção a fraudes e análise de riscos. Ambos são responsáveis pela checagem de possíveis irregularidades, trazendo mais segurança durante as negociações. Por conta dessa análise prévia, a instituição financeira recebe um “score” (nota) do possível novo cliente. Assim, consegue repassar as melhores condições de financiamento e de outras ofertas que podem ser agregadas.

“A instituição financeira pode, por exemplo, oferecer cotações de seguro para o veículo. Caso o interessado já seja cliente, é possível até aproveitar um desconto ou uma condição específica. Esse processo já consta no protótipo da nossa solução”, completa Adriano. Outros benefícios destacados pelo executivo são economia com funcionários, agilidade e assertividade para o atendimento aos clientes da instituição financeira.

Chatbots em alta

Pesquisas globais mostram que 75% das empresas planejam construir um bot inteligente para o seu negócio ainda esse ano. Além disso, 67% dos entrevistados acreditam que o uso dos chatbots irão superar o uso de aplicativos móveis nos próximos 5 anos. Outro levantamento de mercado também evidencia o bom momento vivido pela tecnologia de inteligência artificial: até 2020, as pessoas conversarão mais com os chatbots do que com seus próprios cônjuges.

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Varejo quadruplica investimento em mídia mobile no primeiro semestre de 2017

O comércio varejista parece ter encontrado na publicidade mobile nativa uma opção para potencializar vendas e aumentar suas perspectivas de crescimento. De acordo com a PSafe, o setor quadruplicou seu investimento em nesse tipo de anúncio nos últimos seis meses. A empresa de segurança digital é o terceiro maior inventário de mídia mobile Android do Brasil, segundo a comScore.

De olho no mercado mundial de apps, que movimenta mais de US$ 51 bilhões e deverá praticamente dobrar até 2020 – chegando a US$ 101 bilhões, segundo a consultoria eMarketer –, o setor tem direcionado seus esforços de publicidade para atingir os usuários de smartphones, dispositivo preferido de cerca de 70% dos brasileiros, segundo a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro e o Instituto Ipsos.

“A publicidade nativa mobile já é uma realidade e tem se mostrado a forma mais efetiva de atingir o consumidor durante a sua jornada em dispositivos móveis. Nos EUA, ela já representa mais da metade dos investimentos gastos pelos anunciantes para atingir seus públicos estratégicos. No Brasil, as empresas também já estão percebendo a importância de atuar nessa plataforma para potencializar seus resultados” diz Fernanda Ribeiro, diretora comercial da PSafe.

Além do varejo, a PSafe identificou que outros importantes segmentos que movimentam a economia do país têm aumentando seus investimentos em publicidade nativa. De acordo com a companhia, os setores de telecomunicações, automobilismo e bancário duplicaram seus valores em anúncios em aplicativos, aproveitando o fato de 88% do tempo dedicado ao uso de smartphones ser voltado para interação com apps, segundo a consultoria eMarketer LATAM.

A diretora comercial da PSafe ressalta que, para se destacar da concorrência, a companhia tem se apropriado de alguns diferenciais para entregar valor real aos clientes: “entre os nossos diferenciais, estão o inventário próprio, coisa que a maioria dos nossos concorrentes não possui. Além disso, entregamos uma mídia contextualizada para cada usuário, pois somos mais que um sistema de segurança. Em momento algum, interrompemos a navegação do nosso usuário, já que as publicidades são apresentadas apenas após a realização de alguma ação específica. Isso faz com que consigamos nos destacar como um ativo premium no mercado de mídia mobile”, completa a executiva

Setor / Faturamento com anúncios Jan vs Jun 2017

Varejo + 342,1%

Telecomunicações + 134,2%

Automóveis + 131,6%

Instituições financeiras + 101,6%

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Cinco desafios de TI que afetam o setor financeiro – Por Smita Dave

O setor financeiro tem enfrentado diversos desafios nos últimos anos. Muitos deles estão relacionados com operar em um novo contexto econômico que se formou após a crise financeira, restaurar a confiança pública no setor e competir com novos concorrentes que são inovadores, agressivos e não-tradicionais.

Com a ascensão da Fintech em um mundo digitalizado, as instituições financeiras correm para incorporar tecnologias de nova geração e encantar seus clientes com experiências mobile e digitais aprimoradas. Porém, manter-se atualizado em inovações tecnológicas por si só apresenta desafios. A insegurança cibernética, a redução de custos, as normas regulatórias, assim como plataformas de próxima geração e mudanças de processos resultantes de novas tecnologias são apenas alguns deles. As soluções para muitos desses desafios estão a cargo da área de TI.

Estes são os cinco maiores desafios de TI que as instituições financeiras enfrentam atualmente:

– Reduzir falhas de segurança e roubos cibernéticos, e ao mesmo tempo ampliar o valor comercial do relacionamento com os clientes;

– Cumprir as normas regulatórias (compliance);

– Transformar os negócios para abrir as portas para experiências mobile e digitais;

– Alavancar tecnologia para assegurar vantagens competitivas;

– Usar tecnologia para melhorar o desempenho geral da rede.

Infelizmente, novas tecnologias também criaram novos riscos à segurança. Especificamente, falhas de segurança e ransomware, que estão mais organizados do que nunca, geram novos e variados tipos de roubos de informações pessoalmente identificáveis (personally identifiable information, PII), dados financeiros, de comportamento e históricos. Dois exemplos são a incrível transferência fraudulenta de US$ 81 milhões do Bangladesh Bank, ou o recente roubo cibernético do Tesco Bank, que ilustram como as abordagens tradicionais para a segurança não são suficientes ou, pior ainda, como as empresas não estão levando a ameaça a sério. O Kaspersky labs relatou que os ataques de phishing financeiro nunca foram tão altos como em 2016, sendo que os ataques financeiros correspondem a quase metade (47,48%) dos 155 milhões de casos de phishing registrados.

Mas os desafios de TI não se restringem apenas à segurança. Instituições financeiras devem lidar com questões regulatórias, como a Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e de Proteção ao Consumidor, criadas para gerar mais transparência e estabilidade no sistema bancário global. Além disso, no novo ambiente econômico, digitalizado e em transformação, algumas das mudanças tecnológicas dinâmicas requerem que as instituições financeiras se adaptem rapidamente a plataformas novas e de próxima geração, com mobile banking e segurança cibernética robusta. Núcleos de sistemas de TI desatualizados são uma preocupação importante para os banqueiros globais, pois, em geral, eles se traduzem em baixa integração de redes e na criação de pontos cegos, quando distintas redes de dados corporativas, ao tentar se comunicar entre si, transmitem dados incorretamente.

Pontos cegos são áreas sobre as quais a TI não tem visibilidade completa em relação ao que está acontecendo na rede ou de como os aplicativos estão se comportando. Não realizar o investimento em sistemas seguros e ágeis que ampliem os serviços bancários digitais e mobile pode resultar em perdas significativas e, ao mesmo tempo, reforçar o risco de ataques cibernéticos. O problema é que o consumidor está sempre um passo à frente, buscando impacientemente aplicativos digitais e mobile para sua maior comodidade. Logo, instituições financeiras e bancos que esperam para atualizar seus sistemas enfrentam séria concorrência de um conjunto de inovadores disruptivos capazes de oferecer aos consumidores experiências semelhantes e acessíveis por meio de toda uma diversidade de canais.

O sucesso dessas instituições é altamente dependente de como elas alavancam as inovações tecnológicas, em especial em relação à consumerização. Os consumidores hoje exploram aplicativos de serviços de mobile banking e financeiros que lhes permitem realizar transações online a qualquer momento. Comércio e serviços bancários online estão oferecendo cada vez mais comodidade por meio de estratégias BYOD (bring your own device ou traga seu próprio dispositivo) em oposição ao serviço que depende que o cliente vá fisicamente até o banco. Em todo caso, nem todo consumo é igual ou linear. Esse serviço precisa ser constantemente gerido para não travar a rede com arquivos pesados demais.

Para todos os serviços em um ambiente rápido de alta tecnologia, os sistemas precisam ser robustos, de alto desempenho e seguros. Isso inclui a visibilidade de potenciais problemas de redes e de aplicativos que possam surgir das novas tecnologias, e a capacidade de melhorar o desempenho da rede. Visibilidade de rede e testes de soluções estão disponíveis para ajudar a superar esses desafios. O segredo é eliminar os pontos cegos das redes, realizar as principais avaliações de redes e fortalecer o poder da tecnologia.

Então, como a TI supera esses desafios? Independente de a instituição financeira ser um banco, uma cooperativa de crédito, uma corretora, ou uma empresa de investimento ou de seguro, tudo começa com a arquitetura da visibilidade. Arquitetura da visibilidade é uma expressão meio pomposa para designar a ação de voltar atrás e buscar uma visão holística de sua rede, determinar que tipo de monitoramento de dados é necessário, de onde coletar os dados e como passar os dados para as ferramentas de monitoramento e segurança. As arquiteturas de visibilidade em geral acarretam a adição de taps e network packet brokers (“torneiras” de dados e “corretores de pacotes” de redes) para capturar e filtrar os dados monitorados. Uma vez que você fizer isso, você terá os dados necessários para reduzir/eliminar muitas questões relacionadas a segurança e desempenho.

Outra ação crucial é realizar avaliações de redes. Esse procedimento inclui testes de segurança da rede, testes das redes de Wi-Fi e testes de desempenho tanto dos dispositivos com fio quanto dos sem fio. Testar as soluções ajuda a identificar problemas antes que eles se tornem questões graves. Implantar uma tecnologia testada e correta para substituir processos manuais e desatualizados é o melhor caminho para atingir sucesso de longo prazo.

Smita Dave, Gerente Sênior de Soluções de Marketing da Ixia

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Canal de denúncias é o novo impulso nas instituições financeiras – Por Cassiano Machado

f716c95c7a93b0dd3cb835751f6b3a31 Diante do cenário atual de denúncias de corrupção e desvios nos mais diversos setores, é cada vez mais evidente a necessidade de ações de controle que venham resguardar a integridade e a segurança das instituições públicas e privadas.

A implantação de um canal de denúncias que receba relatos de desvios de conduta dentro e fora das instituições se torna necessária, reforçando à efetividade das ações de compliance como um todo. É neste contexto que, recentemente, uma portaria veio estabelecer a exigência da implementação do canal de denúncias para instituições financeiras.

A Resolução 4.567, de 27 de abril de 2017, estabelecida pelo Banco Central do Brasil, dispõe sobre a necessidade de instalação de um canal de comunicação disponível para colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores sem a necessidade de identificação para receber relatos a respeito de atos ilícitos relacionados às atividades das organizações financeiras e demais instituições cujo funcionamento é autorizado pelo Banco Central do Brasil.

O canal de denúncias deve viabilizar o registro e reporte à autarquia do Banco Central do Brasil de informações que afetem a reputação dos controladores e detentores de participação qualificada e de membros de órgãos estatutários ou contratuais.

As instituições, por sua vez, devem designar uma equipe especializada para o acolhimento e encaminhamento dos relatos para o devido tratamento às denúncias. Vale lembrar que esta equipe pode ser interna, desde que seja resguardada a segurança e confidencialidade das informações, com total isenção e imparcialidade.

Esta nova resolução ratifica a necessidade de evolução dos programas de ética e compliance nas empresas e instituições de todo o País, que ganham impulso nos últimos anos a partir das revelações de ações antiéticas e atos ilícitos decorrentes da operação Lava-jato.

A obrigatoriedade de um canal efetivo para denúncias proporciona uma oportunidade para que as instituições financeiras reavaliem e atualizem suas práticas neste tema, adotando formatos mais modernos já empregados por empresas de outros segmentos, como, por exemplo, o modelo de operação terceirizada, que agrega confiança e segurança para quem manifesta, além de dar consistência e melhor alocação dos recursos das organizações no tratamento e prevenção das eventuais irregularidades.

A atual crise ética vivenciada no Brasil, a exemplo de outros países que já passaram por situações semelhantes, promove reflexões e mudanças na sociedade, que gradualmente conduzem para um patamar mais consciente e maduro em queo ganho coletivo se sobrepõe ao individual e a conduta ética é valorizada e em todas as instituições, sejam elas financeiras na esfera privada ou pública conquistada no âmbito corporativo.

Se bem implementado, o canal de denúncias será um grande aliado nessa empreitada.

Cassiano Machado é sócio-diretor da ICTS Outsourcing, empresa de serviços relacionados à gestão de riscos e compliance.

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