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Quarta revolução industrial, as peças que faltavam para o advento da economia circular

Por Marcelo Souza

Provavelmente você já deve ter escutado o termo economia circular, ainda mais com o aumento da preocupação da população com relação ao meio ambiente. Isso porque ela propõe novos modelos de produtividade e uma nova maneira de gerir negócios e vidas. Contudo, não estamos obrigatoriamente falando de algo único ou novo, mas sim de uma onda que se forma debruçada sobre o ombro de muitos outros conceitos e seus pensadores.

Assim, a economia circular encontrou na quarta revolução industrial a “energia” que precisava para chegar à costa e causar transformações profundas. Antes de podermos nos aprofundar propriamente no que chamo de “tsunami da nova economia”, vamos trazer à memória suas raízes, como o pensamento em ciclos ou economia de performance, criado pelo arquiteto suíço Walter R. Stahel durante a década de 70, com o conhecido conceito “do berço ao berço” que propõe que o produto deve ser pensado desde de sua concepção até seu descarte correto. Em seguida, emerge o conceito da ecologia industrial, ainda durante a década de 70 e com forte presença no Japão, introduzindo a simbiose industrial.

Anos mais tarde, em 1994, John T. Lyle apresentou o conceito do designer regenerativo, pautado no equilíbrio entre eficiência e resiliência, colaboração e competição, diversidade e coerência, observando a necessidade do todo. Mais recentemente, no início do século XXI, a bióloga Janine Benyus, em um abordagem tecnicista, inspirada na natureza, introduz a biomimética que reúne biologia, engenharia, design e planejamento de negócios na busca da mimetização, ou seja, copiar os processos bioquímicos observados na natureza para a gestão de fluxos de energias e materiais.

Durante a era das revoluções industriais, e de forma mais acentuada a partir do século XIX, acompanhamos a crescente oferta de produtos e bens de consumo, debruçados sobre o conceito da obsolescência programada. Essa ideia, criada pelo presidente da General Motors, Alfred P. Sloan, durante a década de 20, fala sobre o fabricante planejar o exato momento em que seus produtos se tornem obsoletos ou não funcionais, com o único propósito de forçar o consumidor a comprar uma nova geração de itens. Assim, presenciamos o mundo criar muitas riquezas, mas executar uma péssima distribuição. O que o senhor Sloan não se atentou é que em 2050 seremos aproximadamente 10 bilhões de pessoas no planeta e estamos consumindo de forma linear, cada vez mais acelerada pela aplicação lucrativa, mas gananciosa obsolescência programada. Estamos consumindo recursos naturais finitos e gerando um desgaste ao meio ambiente, nosso fornecedor primário de tudo.

Esse modelo linear, base da nossa economia atual, é pautado em extração, produção, uso e descarte. Com o crescimento populacional, e naturalmente esse tipo de molde precisando ser cada vez mais eficaz para o atendimento da crescente demanda, o colapso do sistema fica mais evidente. O dia de sobrecarga da Terra trata-se da data em que consumirmos todos os recursos naturais disponíveis para o ano, e a cada ano que passa batemos novos recordes. Se comparado com uma conta bancária, por exemplo, seria o dia que se entra no vermelho.

Em 2019, o dia de sobrecarga da Terra no Brasil foi 31 de julho e, nos EUA, 15 de março, ou seja, utilizamos os recursos naturais disponíveis para o ano de 2019 inteiro até o dia 31 de julho e os americanos meses antes. Para ter parâmetro de comparação, o mesmo marco, na década de 70 acontecia no dia 29 de dezembro. O surgimento da quarta revolução industrial, que chamo de “Tsunami da Economia Circular”, é algo que precisa acontecer e, graças a bilhões de pessoas conectadas, isso é possível.

Durante minha carreira tenho ministrado inúmeras palestras para os mais diversos públicos e sempre faço uma pergunta recorrente: Quem aqui tem uma furadeira em casa? Acreditem, é normal termos mais de 90% das mãos levantadas. Em seguida pergunto: Quem aqui já fez mais de 20 furos com esse equipamento? Nesse caso, as mãos baixam drasticamente. Para entender melhor essa dinâmica, por falta de dados técnicos, procurei meus colegas da manutenção e perguntei quantos furos uma furadeira tem a capacidade de fazer durante a sua vida útil. Eles contaram que possuem equipamentos que tem mais de cinco anos e são utilizados, ao menos, três vezes por semana, fazendo de 20 a 30 furos cada vez que trabalham, assim entendemos que esse equipamento já fez mais de 18 mil furos. As pessoas que conheço possuem uma furadeira em casa fazem menos de 50 furos em sua vida. Isso sem falar dos novos modelos com bateria mais forte, que fazem o furo, parafusam e possuem outras funcionalidades. Seria obsolescência programada?

Naturalmente isso teria contribuído para o dia de sobrecarga da Terra ficar mais próximo do dia 31 de dezembro, novamente. Perguntas que devem ser feitas para entender essa questão são: Precisamos de um carro ou nos locomover? De um DVD ou do acesso ao filme que queremos assistir? De uma máquina de lavar ou da roupa limpa? A economia circular deixa de consumir linearmente recursos e foca em redução de extração, redução de perdas de processo, otimizar o uso dos materiais, circular mais e melhor e retornar os materiais a novos ciclos.

Esse conceito de Economia Circular encontrou no mundo das plataformas uma das marcas da quarta revolução industrial: a possibilidade de se tornar um tsunami, uma nova economia. Como disse o professor Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial em seu livro A Quarta revolução industrial, “O conhecimento compartilhado passa a ser especialmente decisivo para moldarmos um futuro coletivo que reflita valores e objetivos comuns”. E você prefere continuar vendendo produtos ou migrar para serviços?

Marcelo Souza, CEO da Indústria Fox, pioneira em indústrias de reciclagem e refurbished de eletrônicos.

Em que fase está a Indústria 4.0 no Brasil

Por Helio Hideo Sugimura, Gerente de Marketing da área de Automação Industrial da Mitsubishi Electric

Grande parte das empresas e até mesmo dos educadores, apontam que a Indústria 4.0 está baseada em Inteligência Artificial, Realidade Virtual, Realidade Aumentada e em outros recursos que exigem muito investimento. Com isso, até mesmo grandes empresas têm postergado o início dessa jornada, pois acreditam que é um patamar inatingível, ou muito difícil de se atingir.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o Brasil melhorou quatro posições no Índice Global de Inovação (IGI), passando da 66ª. posição para 62ª. entre 2019 e 2020. O problema é que esse avanço no ranking, segundo o IGI, foi devido à queda mais acentuada da pontuação de outros países em relação ao Brasil, cuja pontuação também caiu. Esse índice, que avalia 131 países, é divulgado desde 2007 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Assim, o Brasil não consegue avançar tão rapidamente quanto poderia na jornada rumo à Indústria 4.0, ao passo que, se as empresas modernizarem suas linhas de produção por etapas, com casos de negócio consistentes, o caminho seria muito mais fácil. No país, convivemos com setores que já atingiram um alto nível de inovação e de maturidade digital, como o automobilístico, farmacêutico e o de alimentos e bebidas, e com outros que estão apenas começando essa jornada, mas ambos enfrentam muitos desafios. Esse é o caso do setor de agronegócio, que dispõe de tecnologia, mas muitas vezes não conta com conectividade, que é uma infraestrutura cara, para rodar as aplicações e entregar dados que vão medir a produção e gerar maior eficiência energética, entre outros índices.

Começar pequeno, pensar grande

A ideia de que é obrigatório investir em recursos e em avançadas tecnologias na linha de produção é um mito. O que você precisa é entender o seu desafio e utilizar a tecnologia que de fato vai melhorar a produção e trazer retornos econômicos.

Para otimizar a produção e implementar a Indústria 4.0, devemos primeiro pensar na automação, dividida em quatro camadas: coleta de dados, visualização, análise e otimização. Por isso, é importante ter um chão de fábrica com coleta de dados e conectado e pensar nessa jornada no médio prazo. A partir da coleta de dados será possível entender como está o nível de produtividade atual, o nível de scrap e de perda de produção, por exemplo. A partir dessa análise e da definição de indicadores, será possível identificar se a sua produção está performando mais ou menos em relação ao KPI definido anteriormente. Mas esse processo não acontece do dia para a noite.

Para cada caso, uma solução

Muitas empresas procuram implementar novas tecnologias nas operações no caminho para a Indústria 4.0, com pouco estudo dos benefícios para a produção ou o retorno sobre investimento (ROI).

Na verdade, o caminho deve ser o contrário: partir da coleta de dados, devemos criar um indicador de performance e, então, verificar se ao automatizar uma determinada linha, você terá uma redução de custos ou de tempo de produção, justificando, assim, essa jornada. Muitas vezes a simples implantação de multimedidores para gerenciamento de energia pode gerar muito mais benefícios no curto e médio prazo, representando uma solução prática e viável.

Apesar de não podermos dizer que o Brasil já entrou na fase da Indústria 4.0, o ponto positivo é que esse tema tem atraído muita atenção das indústrias e das instituições de ensino. Então, a maioria das escolas de ensino médio, técnico e superior já oferecem disciplinas ou cursos com matérias voltadas para a manufatura avançada e, também, já temos oferta de cursos de pós-graduação. A parte acadêmica e as indústrias não estão paradas, estão procurando entender e colocando as questões de produtividade, conectividade e visualização da produção no seu radar, não esquecendo que a tecnologia é uma ferramenta e não o objetivo para atingir a Indústria 4.0.

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FIEMG Lab 4.0 gera negócios para a indústria

O FIEMG Lab 4.0 finalizou a segunda jornada com resultados positivos, obtidos a partir de ações pioneiras e capazes de promover inovação e competitividade para a indústria. Foram R$ 7,8 milhões em negócios gerados.

Ao todo, 76 indústrias contrataram 25 startups, com 96 testes e implantações de soluções tecnológicas diretas para o setor industrial. Uma indústria fez aquisição de uma das startups participantes e outra fez sociedade com uma indústria madrinha.

De forma pioneira no país, inspirado nos grandes polos industriais internacionais, o FIEMG Lab implementou no Brasil um modelo de aceleração tecnológica combinada à aceleração de negócios. Dessa maneira, foram fomentadas soluções diretas para a indústria. Esse modelo permitiu o impulsionamento das soluções tecnológicas das startups do programa e garantiu maior aderência delas à realidade do setor.

A segunda rodada do FIEMG Lab 4.0 começou em 2019, com a seleção de 50 startups para uma jornada compreendida por três fases classificatórias. A primeira, com duração de dois meses, focada na validação do negócio e aderência às expectativas das indústrias. Vinte startups avançaram à segunda fase, que teve como foco a aceleração dos negócios e das tecnologias, bem como a implementação de Provas de Conceito (POCs) nas indústrias. A terceira e última fase, contou com 10 startups e focou na tração, escala e implementação das soluções dentro das empresas.

O FIEMG Lab 4.0 contou quatro indústrias madrinhas: CEMIG, Gerdau, RHI Magnesita e Vale. A gerente do programa, Mariana Yazbeck, explica que essas empresas foram fundamentais para o sucesso da ação. “Elas acreditaram e investiram no programa, conectando-se amplamente às startups, investindo em um fundo para POCs e ajudando a moldá-lo para que as soluções das startups alcançassem elevado grau de pertinência à indústria. São mais do que parceiras, mas correalizadoras deste trabalho desafiador e capaz de transformar realidades”, celebra.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a segunda rodada do FIEMG Lab foi um sucesso para Minas Gerais e para o Brasil. “Atuamos de forma acertada construindo para a indústria uma política de inovação que permitiu a melhoria real do ambiente de negócios no estado. Não foi por acaso que contamos com empresas do porte da Vale, da Cemig, da RHI-Magnesita e da Gerdau como parceiras e madrinhas do projeto”, afirma.

Confira os 20 cases de sucesso de startups do Programa FIEMG Lab 4.0 em indústrias de todo o país.

Conheça o projeto em www.fiemglab.com.br

A indústria 4.0 e os artesãos da era digital

Por Marcelo Souza

Todas as revoluções que vivenciamos, acompanhamos ou estudamos têm algo em comum, a conexão entre tecnologias que impulsionam e geram disrupções. Do surgimento do tear mecânico até o lançamento de aplicativos, por exemplo, de transportes, como o Uber, a sociedade passou e passa por inúmeras transformações, que trazem naturalmente mudanças, inclusive nas formas e maneiras de se trabalhar. A mais recente transformação veio em decorrência da Quarta Revolução Industrial, também conhecida por Indústria 4.0, que trouxe consigo inúmeras tecnologias impulsionadoras que geram megas tendências e disrupções sem precedentes e que emergiram com ainda maiores impactos durante a próxima década.

Um dos mercado que representa esta mudança é o de mobilidade urbana, tanto no Brasil quanto no mundo. Os taxistas que, assim, como os artesãos da indústria 1.0 eram detentores de grande conhecimento sobre seu ofício, sentiram grandes impactos durante as suas devidas revoluções. O conhecimento invejável sobre a geografia e locomoção nas cidades e Megas metrópoles como por exemplo São Paulo, construído durante anos de treino e trabalho, passaram a enfrentar a concorrência de motoristas de plataformas, esse “conhecimento digital”, permite que uma pessoa somente habilitada a dirigir, possa navegar facilmente pelas menos conhecidas vias da cidade, isso só é possível por meio da conexão de tecnologias, como mapas que somados a satélites, nos deram o GPS, que juntamente com a economia compartilhada e plataformas mobiles evoluíram para o Waze, que novamente somados com economia sob demanda e e-commerce nos habilitaram os apps de mobilidade como o Uber, permitindo trazer o melhor custo benefício ao setor.

Assim como na Inglaterra do século XVII, a tecnologia rompeu a barreira do conhecimento pessoal, não era mais necessário anos de treinamento para formar um artesão, apenas instruções de operação de máquinas e a abundante oferta de mão de obra, gerou impactos sem precedentes na indústria têxtil e posteriormente em outras. Agora novamente é possível observar a mesma dinâmica no mercado de transporte pessoal. Com essa “mecanização”, derruba-se uma barreira de entrada, o conhecimento intrínseco da geografia da cidade. A existência desse conhecimento é muito bem observado em Londres, onde por exemplo, para se obter a licença de trabalho nessa profissão, se faz necessário passar por treinamentos extensivos, aprendendo a navegar entre milhares de ruas e lugares da cidade, posteriormente validado por um conjunto rigoroso de exames aplicados por policiais.

Com oferecimento desse mecanismo tecnológico de grande acessibilidade, em virtude da difusão dos smartphones, somados a crise econômica que deixou milhares de pessoas desempregadas, inclusive na cidade de São Paulo, criou-se ambiente perfeito para uma revolução. Essa nova tecnologia de navegação foi impulsionadora para a disrupção do Uber, um dos principais players do mercado até hoje.

O aumento da oferta do serviço de transporte individual, naturalmente ocasionaria na redução dos preços oferecido. Essa variação é simplesmente explicada pela própria lei de oferta e demanda. O mercado regulado restringe a oferta e não permite que se chegue a um preço mais baixo dado a baixa concorrência. Quando o setor passou ser mais concorrido, melhora-se a qualidade e reduz-se os preços praticados. A recente pesquisa Origem-Destino feita pelo Metrô revelou que, diariamente, são realizadas 362,4 mil viagens por aplicativos, contra 112,9 mil feitas pelos táxis comuns. Ou seja, as corridas feitas por apps já superam em três vezes os táxis, isso só na cidade de São Paulo.

Com a redução dos valores estabelecidos para o serviço de transporte pessoal muitas pessoas puderam se beneficiar dessa comodidade, fenômeno parecido com o observado durante a primeira fase da revolução industrial na Inglaterra onde milhares de pessoas puderam ter acesso a roupas leves e de qualidade.

Os taxistas usufruíram duas proteções, sendo a proteção do mercado regulado e, a do conhecimento do ofício. A quebra dessa segunda, por meio da “mecanização” proporcionada pelo Waze, permitiu que mais pessoas estivessem aptas para prestar esse serviço e nem mesmo o mercado regulado foi capaz de deter a onda de mudança, exemplificando muito bem os efeitos de uma revolução . A plataforma de conexão dessa legião de novos prestadores, propiciada pela empresa Uber, gerou uma disrupção, impactando na sociedade local, assim como mudando o hábito de locomoção urbana de muitas pessoas, impactando na economia, gerando renda para milhares de famílias e ativando o mercado. Esses são os efeitos de uma revolução.

Outros efeitos que poderíamos rapidamente classificar são: a diminuição do faturamento de estacionamentos particulares, redução de arrecadação de estacionamentos públicos (zona azul), redução de vendas de veículos, redução de faturamento de apólices de seguros de automóveis entre outras. É preciso olhar atentamente para o futuro próximo com o entendimento de tecnologias impulsionadoras e disruptivas, analisando as megatendências e verificando o quanto o seu mercado de atuação é vulnerável.

Sem dúvida a quarta revolução traz naturalmente muitas ameaças, mas também outras oportunidades para novos players e stakeholders, até o presente momento a civilização em sua maior parte vem sendo a grande privilegiada. Assim, podemos concluir que a população está se locomovendo com mais facilidade, passa menos tempo “presa” em trânsitos e ainda paga-se menos por um serviço de qualidade.

Marcelo Souza, CEO da Indústria Fox

O impacto das leis de incentivo na Indústria 4.0

Por Kelvis Tadim

O conceito de Indústria 4.0 tem sido cada vez mais debatido dentro das organizações. Apesar de o termo ser originalmente criado para fabricação, a aplicação vai muito além das indústrias. Adotar novas tecnologias relacionadas à tendência da Indústria 4.0 contribui para a otimização e automatização de processos de negócios, além de prever problemas futuros e aumentar a produtividade das empresas.

Hoje existem mecanismos de fomento público para alavancar investimentos na Indústria 4.0. As leis de incentivo fiscal, como a Lei do Bem, têm sido fundamentais para alavancar a competitividade das empresas brasileiras, funcionando como instrumento importante para impulsionar os projetos de P&D e inovação tecnológica. Os financiamentos integrados ao regime Ex-Tarifário – concessão tarifária que reduz a alíquota de imposto de importação de bens de capital (BK), bens de informática e te telecomunicações (BIT) sem similar nacional, também possibilitam a aquisição de maquinários e novas tecnologias. Já o recente Inovacred 4.0 foi desenvolvido para oferecer financiamento para os projetos de digitalização que abarquem a utilização em linhas de produção, de serviços de implantação de tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0.

As empresas que investem em inovação assumem um papel de governo, portanto, podem utilizar recursos públicos de financiamentos reembolsáveis à PD&IT (como FINEP, BNDES, BRDE), de forma integrada com incentivos fiscais (tais como Lei do Bem, Lei de Informática, Rota 2030, Ex-Tarifário), como estratégia para alavancar os investimentos na Indústria 4.0 e reduzir o custo efetivo total neste tipo de investimento. Isso permitir a preservação dos recursos próprios para alocação em suas operações.

Alavancando a Indústria 4.0 nas empresas brasileiras

O investimento é imperativo para impulsionar a competitividade, seja em bens de capital, novos processos, novos modelos de produção e de gestão, e também em recursos humanos. Nos últimos dois anos, as linhas de financiamento direcionadas à Indústria 4.0 ganharam força, facilitando o investimento na área de bens de capital e de processo, e tornando mais acessível este processo às empresas e empreendedores.

Ainda existem muitos desafios na cadeia produtiva para que as empresas, de fato, adotem tecnologias relacionadas à Indústria 4.0, mas o principal gargalo é a falta de conhecimento de mercado. A instabilidade dos últimos anos no Brasil gerou incerteza e insegurança no ambiente industrial. Além disso, a falta de informação sobre as possibilidades de investimento tecnológico acaba engessando o setor. Este cenário reflete diretamente no despreparo de muitas organizações para evoluir produtos e processos para conseguir atender seus clientes mais rapidamente, de maneira intuitiva e customizada.

Por isso, é essencial desmistificar o conceito de 4.0, os benefícios de sua metodologia, para que as empresas compreendam que se trata de uma jornada benéfica à sociedade como um todo, ou seja, empregados, clientes e empresários. A tendência do 4.0 veio para transformar a indústria para que fique cada vez mais eficiente e conceituada, ganhando competitividade inclusive com empresas estrangeiras.

Indústria 4.0 X O novo perfil do consumidor

Apesar dos passos cautelosos da indústria brasileira na adoção de tecnologias destrutivas baseadas no conceito de Indústria 4.0, já existe um movimento do mercado para aderir à tendência. Para isso, é necessário adaptar-se ao novo perfil de consumo e, principalmente, de consumidor, que está cada vez mais informado, exigente e espera produtos e serviços customizados, além de uma experiência diferenciada. Se antes a indústria prezava pela padronização, agora precisa repensar seus processos para manter-se competitiva.

Aderir à Indústria 4.0 significa aumentar a eficiência operacional, reduzir custos, flexibilizar linhas de produção, diminuir prazos de lançamento de produtos, além de criar produtos e serviços digitais como novos modelos de negócio. O conceito nasceu justamente da necessidade dessas inovações serem cada vez mais rápidas e flexíveis. A flexibilização vem de encontro às necessidades dos clientes e, a Indústria 4.0, a internet industrial e todas as áreas relacionadas ao 4.0 trazem esses benefícios simultaneamente.

A utilização de incentivos fiscais e financiamentos permite que as empresas realizem investimentos que vão impactar a produtividade e a geração de valor agregado para a economia brasileira. A inovação é um importante pilar do crescimento econômico e social de um país e esse tipo de iniciativa é fundamental para fomentar o desenvolvimento das empresas, otimizando a produtividade e competitividade do setor para um crescimento sustentável.

Kelvis Tadim, Coordenador de Novos Negócios do FI Group, referência no setor de financiamento de PD&I

Wi-Fi em planta industrial ajuda Termomecanica a avançar na direção da Indústria 4.0

Em mais uma iniciativa visando alcançar o status de Indústria 4.0 , a Termomecanica está finalizando a fase piloto de implementação de um sistema integrado de comunicação dos seus equipamentos, que permite coletar e analisar dados históricos e em tempo real. O objetivo é antecipar problemas e agir de maneira preditiva, impactando diretamente o aumento de produtividade da fábrica e facilitando a gestão. Programado para ocorrer em duas fases, esta primeira etapa contempla a aplicação de um sistema empregando tecnologia Wi-Fi, que cobrirá inicialmente o setor de fundição, mas especificamente os fornos da linha de chapas, de uma de suas unidades fabris em São Bernardo do Campo. Já na próxima etapa, planejada para começar em 2020, serão incorporados nessa infraestrutura outros equipamentos do setor de fundição utilizados em diferentes processos produtivos. A Termomecanica é líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados.

“Este projeto está totalmente alinhado à aplicação do conceito Indústria 4.0, hoje uma das prioridades na Termomecanica. É preciso frisar que essa transformação exige foco por igual em pessoas, processos e tecnologia, sem que um ou outro se sobressaia. Entendemos também que inteligência e automação precisam estar embutidas em todos os processos e as decisões baseadas em algoritmos”, ressalta Walter Sanches, superintendente de tecnologia.

O sistema consiste em uma poderosa ferramenta de gestão que tornará possível, em curto prazo, a tomada de decisões e ações em tempo hábil para a operação de produção e, em longo prazo, realizar análises táticas e estratégicas para empresa. O próximo passo é utilizar o produto desse trabalho em um “big data” que inclui informações da engenharia e de outras áreas como de Planejamento e Controle da Produção e Qualidade. Além disso, graças a integração de diversos sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning), MES (Manufacturing Execution System) e SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition), os dados coletados através dessa infraestrutura Wi-Fi e apresentados em telas intuitivas poderão auxiliar os gestores na tomada de decisão a respeito de investimentos e a apoiar estudos e ações para eliminação de desperdícios nos diferentes setores da fábrica.

Este sistema integrado de comunicação dos equipamentos está sendo construído em conjunto pelas áreas de TI (Tecnologia da Informação) e TA (Tecnologia da Automação). No entanto, desde o pré-projeto, aprovação e até na execução envolveu outros setores, como o de Energia e Utilidades, que se beneficiam direta e indiretamente das informações extraídas dos fornos de fundição. “A criação de um time multidisciplinar é um dos pilares de projetos como esse, voltados para a Indústria 4.0, e faz toda a diferença para que os resultados sejam alcançados. A ideia é que, conforme for avançando, transforme-se em um sistema para monitoramento e supervisão de toda a planta e não somente da fundição, trazendo uma visão unificada do que acontece em toda a empresa”, explica Fabio Stancov, gerente de Energia e Utilidades e um dos responsáveis pelo projeto.

A infraestrutura de Wi-Fi servirá ainda de base para outros projetos futuros, como o de mobilidade, que permitirá o acompanhamento de todos os indicadores e informações das plantas também via tablet ou smartphones. Em paralelo, a implementação do sistema de Wi-Fi, o projeto contempla iniciativas de Big Data para o armazenamento de todos os dados e informações dos processos coletadas nos servidores da Termomecanica, além de aspectos de Cyber segurança, com a implantação de diversas regras de segurança e certificados para garantir maior confiabilidade no armazenamento de dados.

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Indústria busca o modelo ideal do 4.0

A principal conclusão do Summit 4.0, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, em sua sede em São Paulo, é de que toda a tecnologia envolvida na transformação digital, que nos levará ao modelo da indústria 4.0, se destina a um só objetivo – tornar a vida das pessoas mais agradável e produtiva. A tecnologia a serviço do homem é um consenso. Durante o encontro, vários especialistas no assunto mostraram como a automação, a tecnologia e os novos conceitos melhoram a eficiência das empresas e, por consequência, facilitam as tarefas diárias.

Participaram do Summit 4.0 especialistas como Bruno Jorge Soares, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial; Mauricio Finotti, da Associação Brasileira de Internet das Coisas; Rafael Rapp, da HP Brasil; Nicole Augustowski, da Here Mobility; Fausto Padrão Jr., da Coca-Cola Andina; e Sergio Gama, da IBM; além de um público qualificado de mais de 100 pessoas. Entre os temas expostos, o debate começa pelo desafio que o Brasil tem pela frente, que é integrar sistemas e promover a interoperabilidade entre eles para que a indústria 4.0 esteja habilitada. Para Bruno Jorge, coordenador do programa de Indústria 4.0 da ABDI, “o país deve transpor as barreiras que uma indústria diversificada como a do Brasil ainda enfrenta como, por exemplo, alto custo de implantação, dificuldade de medir o retorno do investimento, além da mudança de toda a estrutura e da cultura das empresas”. Segundo Bruno Jorge, a agência trabalha com os planos de Agenda 4.0, Plano IoT, Pró-futuro e Brasil 2027, com a finalidade de incentivar as empresas.

Os robôs colaborativos não devem causar temor ou eliminar empregos, de acordo com a opinião de Mauricio Finotti, coordenador do Comitê de Manufatura da Abinc. “Eles vão colaborar com os profissionais em tarefas repetitivas e fazer evoluir nossa capacidade de integrar sistemas físico-digitais.” Finotti citou exemplos que já estão colaborando com a evolução das profissões como as realidades virtual e aumentada possibilitando a indústria 4.0 na medicina, na agroindústria, na manufatura e, por fim, na Internet das Coisas – o tudo conectado a tudo. Para ele, o maior desafio será a segurança na imensidão dos dados que trafegam pelos sistemas.

Se a integração é a meta da Indústria 4.0, essa é a bandeira da Here Mobility, empresa que nasceu para mudar as tendências da mobilidade urbana. “O futuro da mobilidade é integrar os meios de transporte à demanda; ou seja, quando uma pessoa precisa, o transporte já está disponível”, acredita Nicole Augustowski, responsável por desenvolvimento de negócios da Here Mobility. A empresa aposta em uma projeção da McKinsey para o mercado de mobilidade urbana, na qual calcula que até 2030 a receita da mobilidade urbana compartilhada atinja $ 1,3 trilhão de dólares. Com vistas nesse potencial, a Here Mobility investe em uma plataforma que agrega todas as opções de mobilidade para o usuário, as empresas e os prestadores desse serviço. “Se as empresas gerenciarem facilmente uma plataforma de mobilidade e incentivarem seus funcionários a compartilhar viagens e usar serviços de vans, isso vai gerar uma enorme economia e ações de sustentabilidade”, explica Nicole.

Não há modelo – Cada empresa deve projetar seus processos e a gestão para a era digital. “Cada empresa deve encontrar seu modelo de Indústria 4.0”, analisa Fausto Padrão, gerente de Engenharia da Coca-Cola Andina. Ele acredita em mudança no processo interno da indústria para se repensar a gestão. “Tudo que é digital gera dados, que devem se transformar em negócios sob os princípios da era 4.0: tempo real, descentralização, modularidade, interconectividade, orientação a serviços e cadeia de valores.” Essas mudanças dependem, segundo Fausto, da inteligência gerada a partir das informações que vão conectar as máquinas e dispositivos.

Essa opinião pode ser comparada, por exemplo, à apresentação de Sergio Gama, membro do Conselho de Tecnologia da IBM e líder da empresa na América Latina. “O consumidor tem o poder nas suas mãos e o imediatismo é seu novo hábito” é uma das frases marcantes ao explicar a capacidade que as pessoas têm ao gerar uma infinidade de dados por meio de smartphones e impelir a indústria a criar produtos e serviços para atender a uma demanda que exige inovação a cada dia. “Um mar de dados é ao mesmo tempo o combustível e o resultado da transformação digital”, explica o especialista.
A conclusão se reforça no estudo que produziu o Índice de Automação do Mercado Brasileiro, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil e a GfK Brasil. A partir de entrevistas realizadas com 2,7 mil consumidores em todo o país, se concluiu que a média é de 11 aplicativos instalados nos smartphones, dos quais 83% destinam-se a compras e vendas de produtos. Já no segmento de serviços, 78% são usados para mobilidade urbana; 73% para mobile banking; e 33% para pedidos de refeições. Ou seja, o consumidor quer inovação a seu serviço e é isso que define o modelo da indústria 4.0.

“O volume, variedade e velocidade dos dados está criando oportunidades sem precedentes”, mostra a apresentação de Sergio Gama. Ao estruturar os dados, a indústria pode criar aplicações inovadoras como, por exemplo, está fazendo a IBM ao apresentar o supercomputador Watson, que é hoje a máquina mais desenvolvida para interpretar os dados e transformá-los em informação inteligente – conceitos de machine learning e inteligência artificial. “A máquina não vai substituir o homem, mas vai potencializar sua capacidade de cumprir tarefas intelectuais repetitivas”, afirma Gama.

A Indústria 4.0 está ajudando até as empresas a promoverem ações de sustentabilidade. É o caso da HP Brasil, que criou o Smart Packaging Program, resultado de anos de planejamento e prática de ações que integraram tecnologias como identificação de itens na linha de produção com radiofrequência (RFID), business intelligence, Internet das Coisas e padrões GS1, entre outras, para proporcionar rastreabilidade e visibilidade de todos os processos, desde a fabricação até a distribuição de seus produtos. De acordo com Rafael Rapp, gerente de operações da HP Brasil, “além da redução de custos de processos ao se estruturar os dados gerados pela fábrica, houve melhora na experiência do cliente, preservação da marca e redução de 600 toneladas ao ano na emissão de carbono na atmosfera”. O programa criado no Brasil servirá de modelo para a HP expandir a iniciativa em outros países.

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Indústria 4.0: a preparação para o futuro

O conceito puro da indústria 4.0 (ou quarta revolução industrial) ainda é bastante distante de muitas empresas no mundo, porém temas como manufatura aditiva, inteligência artificial, internet das coisas, sistemas ciberfísicos e outras tecnologias relacionadas ao assunto estão no centro das discussões quando se trata do futuro da manufatura, tanto quando analisados os recursos técnicos (máquinas e equipamentos) quanto os humanos.

Num país como o Brasil, que perdeu posições no cenário global em produtividade e competitividade nos últimos anos em função das crises político-econômicas e da escassez de investimentos no setor, a quarta revolução representa uma importante oportunidade de retomada do crescimento com a redução dos custos industriais.

Segundo Emerson Narciso — diretor industrial da Hercules Motores Elétricos —, essa visão de futuro é fundamental para as empresas na atualidade: “Por isso, na nossa companhia, trabalhamos para otimizar a utilização dos nossos recursos visando o aumento da competitividade e produtividade. Isso implica dar continuidade na implantação do Lean Manufacturing e de softwares de gestão das informações na fábrica”.

“Para implementar o conceito da indústria 4.0, precisamos assegurar que os fluxos estejam bem definidos e que tenham sido reduzidas as fontes de desperdício. Por isso estamos focados no processo de melhoria contínua baseados nos conceitos do Lean Manufacturing”, explica.

Para Emerson, outro ponto importante é a análise em tempo real das informações na fábrica: “A informação é um bem que tem alto valor em qualquer empresa no mundo atual e na Hercules Motores Elétricos não é diferente: já dispomos de programas que nos ajudam a verificar em tempo real as informações para tomada de decisão na fábrica, tais como eficiência, controle de paradas, qualidade dos lotes produzidos, entre outras. Nos estudos para definição técnica dos novos investimentos, já estamos considerando que as máquinas venham preparadas para essas novas tecnologias”.

“Alinhada aos nossos valores, a evolução contínua dos nossos profissionais é um pilar importante para esse movimento rumo à quarta revolução, por isso temos colaboradores que estudam detalhadamente esses conceitos para inseri-los em nossa fábrica”, destaca.

O diretor explica que a Hercules Motores Elétricos está também avaliando, com frequência, novas políticas públicas que venham a fomentar a implantação de inovações tecnológicas por meio de programas de investimento e financiamento exclusivos para esse fim.

“Esta é, com certeza, uma jornada sem volta, de extrema necessidade para a redução dos custos industriais e aumento de nossa competitividade, e que todos os gestores da manufatura deverão estar atentos para não ficarem de fora desta nova onda mundial”, finaliza Emerson Narciso.

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Mapa Startup + Indústria do Brasil

A Spin, primeira aceleradora especializada em startups com foco em indústrias do Brasil e a A2C, empresa de transformação de marcas e de negócios, realizaram o primeiro mapa Startup + Indústria do Brasil. Com o apoio das entidades ABDI, ABII, ABIMAQ e FIESC, participaram do levantamento 55 indústrias de sete Estados e 18 cidades, e 295 startups de 22 Estados e 81 cidades. A partir dos dados atualizados foi construído uma análise cruzando as informações obtidas de ambos os públicos. Obter a visão das expectativas e necessidades da indústria foi fundamental para traçar a análise das respostas das startups participantes. Confira abaixo os principais dados computados:

INDÚSTRIA NO BRASIL

– Segundo cálculos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), até 2028, 15% das corporações nacionais devem atuar baseadas na Indústria 4.0;

– De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Indústria, como um todo, representa 22% do PIB do Brasil;

– Responde por 49% das exportações;

– por 67% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado;

– por 32% dos tributos federais (exceto receitas previdenciárias).

Para se ter ideia da importância desse movimento econômico, para cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,40 na economia como um todo, sendo que nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,66 na agricultura e R$ 1,49 no comércio e serviços.

PERFIL DAS STARTUPS COM SOLUÇÕES PARA A INDÚSTRIA

São Paulo é, definitivamente, a maior influência nacional quando falamos de ecossistema de startups. Das 81 cidades mapeadas, a maior cidade do país representou também o maior índice de startups mapeadas: 19% do volume total;

A capital paulista e São José dos Campos foram as duas representantes do estado entre as 10 cidades mais representadas no Mapa Startup+Indústria, colocando São Paulo em segundo lugar em representatividade, atrás apenas de Santa Catarina;

O estado do Santa Catarina está no topo da lista com 30% da representação total, o que mostra o crescimento cada vez mais constante da maturidade catarinense no desenvolvimento do seu ecossistema de inovação dos últimos anos;

25% das startups mapeadas têm até dois anos de operação, tempo que compreende um processo de amadurecimento na constituição desses negócios iniciantes;

O número de startups com até dois sócios na sua formação chega a 47%, sendo que 38% dessas empresas têm dois sócios na composição societária;

Ainda em relação aos sócios, 84% do número total são homens;

É interessante analisar que a maior parte dos sócios – tanto homens quanto mulheres –, estão na faixa etária entre 30 e 44 anos;

EMPREGABILIDADE

São Paulo é o estado com o maior número de colaboradores indicados no mapeamento, com cerca de 31% do total informado na pesquisa. Seguido por Santa Catarina, com 29% e Minas Gerais, com 10%, logo na terceira posição;

O Sudeste, assim, é a região com o maior número de colaboradores mapeados pela pesquisa, compondo 47% do total pesquisado;

Ainda sobre o total de colaboradores, 76% têm uma média de idade entre 20 e 30 anos e 48% estão em startups com o nível operacional considerado em escala, ou seja, com alta capacidade de crescimento exponencial no mercado;

FATURAMENTO X MATURIDADE DO NEGÓCIO

26% das startups mapeadas faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, correspondendo ao maior grupo dentre os pesquisados. Dentro deste grupo, Santa Catarina é o estado que possui a maior representatividade, com 37% do total das startups que geram essa faixa de faturamento anual;

São Paulo segue em segundo, com 22%. A relevância do ecossistema do estado de São Paulo foi determinante no grupo de startups que faturam acima de R$ 5 milhões: 29% das startups que superam esse faturamento anual são do estado. Deste número, 19% foram constituídas na cidade de São Paulo.

FATURAMENTO POR FASE

Dentro das startups mapeadas, 15% estão na fase de Tração dos seus negócios, faturando entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por ano;

O segundo grupo com o maior número de startups encontra-se no estágio de Operação, com 11% do total mapeado;

Do grupo que fatura entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, 11% encontram-se na região Sudeste – este número representa o maior grupo de startups entre as regiões do país;

TEMPO DE OPERAÇÃO X FATURAMENTO

Dentro das startups pesquisadas, 25% têm entre um e dois anos de operação, seguido pelo grupo das startups com até 1 ano de operação, com 22% do total;

Do grupo de startups mais maduras do Mapa, aquelas que possuem mais de 5 anos de operação, 6% dessas faturam entre R$ 1 milhão até R$ 5 milhões.

ACELERADAS

O número de startups mapeadas que já passaram ou ainda passam por um processo de aceleração é quase a metade do total pesquisado. De acordo com o Mapa, esse número chega aos 46%, com uma predominância em São Paulo e Santa Catarina;

No estado de São Paulo, o grupo de startups com o maior número de aceleradas refere-se às empresas com faturamento médio anual entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. O maior grupo em Santa Catarina chega aos 7%, porém com outra faixa de faturamento, girando valores de até R$ 50 mil por ano.

MODELO DE NEGÓCIO

SaaS (Software como Serviço) foi o mais citado sendo o modelo de negócios de 35% das startups mapeadas. Seguido por Outros com 16% e App (aplicativo) com 14%. Do número total de empresas que atuam com SaaS no mercado, 11% são de Santa Catarina, 10% de São Paulo e 4% do Rio Grande do Sul;

Dentro das cinco principais áreas para as quais as soluções das startups mapeadas são direcionadas Vendas/Comercial é a mais citada com 19% do total, seguida pela Produção com 15% e Marketing e Comunicação, com 13%. As outras duas áreas são Logística, representando 11% das áreas de atuação das startups e Outros, com 8%, fechando a lista;

5% das startups mapeadas que faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por ano são de áreas ligadas ao Comercial/Vendas dos seus clientes. É a maior representação apontada pela pesquisa.

SOLUÇÃO

Quando falamos sobre a orientação da solução da startup, buscamos colocar o foco do seu produto e/ou serviço que possa gerar um benefício claro para o seu cliente. De acordo com o Mapa, 20% do total das startups trabalham orientadas para Redução de custos e/ou perdas, seguido por soluções orientadas à Inovação e Tecnologia com 19% do total.

SETORES

Considerando os setores para os quais as startups já venderam algum tipo de solução, 8% do total afirmam já ter vendido para a Indústria de Tecnologia da Informação e para a Indústria de Alimentação e Bebidas. O mercado de Tecnologia da Informação, por exemplo, prevê um crescimento de 10,5% no Brasil em 2019, de acordo com o IDC Brasil;

Outros setores representativos da indústria mapeados foram o Metalmecânico, o Têxtil e o Farmacêutico, com 5% de atuação global das startups cada.

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS

Assim como a Spin vê constantemente nas startups com que se relaciona, a dificuldade de acesso ao capital também foi vista como algo relevante no mapeamento. Do total das startups mapeadas, 26% têm esta dificuldade como a principal durante a sua jornada empreendedora. Logo em seguida vem o Mercado, 18% e Recursos Humanos, 16%, como principais obstáculos que as startups enfrentam.

FONTE DE INVESTIMENTOS

Para as empresas que estão buscando escalar seus negócios, o Capital Próprio é a principal origem desses recursos apontado por 24% das startups;

Modalidades mais maduras de investimento, como Venture Capital, vêm em seguida na preferência de 20% das startups que estão criando escala.

RECURSOS

Para 66% das startups mapeadas, o Capital Próprio é a principal origem dos recursos dos negócios iniciantes;

Em segundo lugar vem o Investimento-anjo, com 13% do total;

A grande maioria aponta o Brasil como o país de origem desses recursos financeiros – uma representação que chega a 94% do total das startups.

Para conferir o mapa completo com gráficos e outros dados, acesse: http://www.mapastartup.com/

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Siemens abre inscrições para o primeiro Hackaday MindSphere Brasil

Não é todo dia que programadores e start-ups têm a chance de apresentar soluções reais em IoT (Internet das Coisas) para clientes da Siemens. Mas, no Hackaday MindSphere Brasil, que acontece no dia 23 de maio, no Digital Enterprise Experience Center da Siemens, os participantes conhecerão de perto os desafios dos clientes da Siemens, estabelecendo networking com contatos estratégicos além de ampliarem seus conhecimentos com os conceitos e aplicações da indústria 4.0 desenvolvendo um aplicativo dentro do MindSphere, plataforma de IoT da Siemens

O evento foi criado com o objetivo de estabelecer uma ponte entre a inovação criativa e todas as pontas da cadeia produtiva. “A expectativa da Siemens é aumentar o relacionamento da empresa com desenvolvedores. Nosso intuito é que junto com eles possamos resolver os desafios reais de clientes potenciais para introduzi-los aos primeiros passos da Industria 4.0,” explica Murilo Morais, especialista em MindSphere da Siemens no Brasil.

Ao todo, 45 participantes serão selecionados para participar do Hackaday. Os participantes podem ser startups já formadas ou participantes individuais que terão suas equipes montadas durante o evento. Essa seleção será feita pela própria equipe da Siemens, depois de analisar vídeos de um minuto enviados pelos candidatos completando a seguinte frase: “O que me motiva a participar deste desafio é imaginar que eu e minha equipe somos capazes de _____”, além de um questionário com informações básicas relacionadas à experiência. Ao se inscrever, a(o) participante receberá um DevKit, kit do desenvolvedor contendo o material de estudo preliminar e toda a agenda do evento.

Os participantes terão que entender o problema do cliente, pensar de forma inovadora e criar a primeira versão de um aplicativo dentro da plataforma MindSphere, sistema operacional aberto baseado em nuvem da Siemens. Posteriormente eles terão a oportunidade de apresentar suas ideiasno estande da Siemens na Fispal Tecnologia, reconhecida como o maior evento de soluções e tecnologia para o segmento de Alimentos e Bebidas da América Latina.

Por meio dessa iniciativa, além de expandir o conhecimento desse novo mercado para desenvolvedores, start-ups e programadores, espera-se apresentar à diferentes segmentos da indústria soluções para Indústria 4.0, aumentando a competitividade dessas empresas globalmente, por meio de solução que conectem seus ativos ao mundo digital.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 02 de maio tanto em grupo* quanto individualmente, sendo que neste caso, os grupos serão formados previamente pela Siemens. Para se inscrever, basta acessar o link: http://new.siemens.com/br/pt/empresa/eventos/hackaday-mindsphere-2019.html#Contato

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Gartner anuncia 10 principais tendências estratégicas para Internet das Coisas até 2023

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, anuncia o estudo as principais tendências estratégicas da tecnologia de Internet das Coisas (IoT) que impulsionarão a inovação nos negócios digitais até 2023. As previsões estão no estudo global “Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023”.

“A IoT continuará a oferecer novas oportunidades de inovação nos negócios digitais durante a próxima década e novas possibilidades serão propiciadas por novas tecnologias ou por tecnologias aprimoradas”, diz Nick Jones, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, alertando que “os executivos que dominarem as tendências inovadoras de IoT terão a oportunidade de liderar a inovação digital em seus negócios”.

As empresas devem trabalhar para garantir que tenham as habilidades e os parceiros necessários para apoiar as principais tendências e tecnologias emergentes de IoT. Segundo o Gartner, os líderes de TI serão responsáveis em 2023 por três vezes mais endpoints do que o número de dispositivos hoje existentes em suas organizações.

Nesse contexto, o Gartner anuncia as 10 tecnologias e tendências de IoT mais estratégicas e que permitirão gerar novos fluxos de receita e novos modelos de negócios às empresas:

1 – Inteligência Artificial (IA) – O Gartner prevê que 14,2 bilhões de equipamentos conectados estarão em uso em 2019. Esse total chegará a 25 bilhões de dispositivos até 2021, produzindo cada vez mais um imenso volume de informações. “Os dados são o combustível que fortalece a Internet das Coisas e a capacidade das organizações de criarem valor a partir dessa base de informações é o que definirá o sucesso dessas empresas a longo prazo”, afirma Jones. “A Inteligência Artificial será aplicada a uma ampla gama de informações de IoT, incluindo vídeo, imagens estáticas, fala, atividade de tráfego de rede e dados de sensores”. Segundo o analista, o cenário tecnológico da Inteligência Artificial é complexo e continuará assim até 2023, com muitos fornecedores de TI investindo pesado no desenvolvimento de Inteligência Artificial e em serviços baseados em plataformas inteligentes. Apesar dessa complexidade, será possível obter bons resultados com essas tecnologias, em uma ampla gama de situações de IoT. Como resultado, os CIOs (Chief Executive Officers) deveriam adotar em suas organizações ferramentas e habilidades para explorar Inteligência Artificial em sua estratégia de IoT.

2 – IoT social, legal e ética – À medida que a IoT amadurece e se torna amplamente adotada, uma enorme gama de questões sociais, legais e éticas crescerá em importância. Esses pontos incluem a propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles, incluindo tendência algorítmica, privacidade e conformidade com novas leis como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, GDPR – em inglês). “A implantação bem-sucedida de uma solução de IoT exige que ela não seja apenas tecnicamente eficaz, mas também socialmente aceitável”, disse Jones. “Os CIOs devem, portanto, educar a si mesmos e seus funcionários a respeito e considerar formar grupos, como Conselhos de Ética, para revisar as estratégias corporativas. Os CIOs também devem considerar ter algoritmos-chave e sistemas de inteligência artificial revisados por consultorias externas para identificar potenciais vieses”.

3 – O Valor da Informação (Infonomics) e Transmissão de Dados – Pesquisa do Gartner sobre projetos de IoT mostra que 35% dos entrevistados estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços no ano passado. A teoria do Infonomics leva essa monetização de dados adiante, colocando as informações como um ativo comercial estratégico a ser registrado nas contas da empresa. Até 2023, a compra e venda de dados de IoT se tornarão parte essencial de muitos sistemas inteligentes e conectados. Os CIOs devem educar suas organizações sobre os riscos e as oportunidades relacionadas ao comércio de dados para definir as políticas de TI necessárias à orientação de todas as suas operações nesta área.

4 – A Mudança da Rede de Borda Inteligente para a Arquitetura de Malha Inteligente – A mudança de arquiteturas centralizadas e de Nuvem para estruturas de Edge Computing está em pleno andamento por conta da Internet das Coisas. No entanto, esse não é o ponto final, pois o conjunto de camadas associadas à arquitetura de Edge Computing evoluirá para um formato ainda mais desestruturado, composta por uma enorme variedade de dispositivos e serviços conectados em uma malha dinâmica. Com Edge Computing, teremos sistemas de IoT mais flexíveis, inteligentes e responsivos, embora muitas vezes à custa de complexidades adicionais. Os CIOs devem se preparar para o impacto das arquiteturas de malha na infraestrutura, nas habilidades e no fornecimento de TI.

5 – Governança de IoT – Com a contínua expansão da Internet das Coisas, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles. Os CIOs devem assumir o papel de educar suas organizações sobre a importância da Governança de TI e, em alguns casos, investir em profissionais e em tecnologias que os ajudem na gestão de TI.

6 – A inovação dos Sensores – O mercado de sensores evoluirá continuamente até 2023. Novos sensores permitirão que uma gama ainda mais abrangente de situações e eventos sejam detectados. Os sensores atuais cairão de preço para se tornar mais acessíveis (ou serão empacotados de novas maneiras para suportar novos aplicativos) e novos algoritmos surgirão para extrair e deduzir mais informações das tecnologias de sensores atuais. Os CIOs devem garantir que seus times estejam monitorando as transformações desses componentes para identificar quais novidades podem ajudar na geração de oportunidades e em inovação para os negócios.

7 – Hardware e Sistema Operacional mais confiáveis – As pesquisas do Gartner mostram invariavelmente que a segurança é a área de maior preocupação técnica para organizações que implantam sistemas de IoT. Isso ocorre porque as empresas geralmente não têm controle sobre a origem e a natureza dos programas e equipamentos que estão sendo utilizados nas iniciativas de Internet das Coisas. “No entanto, até 2023, esperamos ver a implantação de combinações de hardware e software que, juntos, criem ambientes de IoT mais confiáveis e seguros”, diz o analista. “O Gartner aconselha os CIOs a colaborarem com os principais executivos de segurança digital para garantir que todo o time participe das decisões que envolvam a compra de dispositivos de IoT e sistemas operacionais incorporados”.

8 – Nova experiência de usuário para IoT – A experiência do usuário de IoT (UX) abrangerá uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design. Ela será impulsionada por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto e novas experiências sociais detectáveis. Com um número crescente de interações ocorrendo com dispositivos que não têm telas e teclados, os designers de UX das organizações serão obrigados a usar novas tecnologias e adotar novas perspectivas se quiserem criar experiências positivas para os usuários, protegendo seus interesses dos clientes.

9 – Inovação do chip de silício – “Atualmente, a maioria dos endpoints de dispositivos de IoT usa chips de processador convencionais, com arquiteturas ARM de baixa potência, que são particularmente populares. No entanto, os conjuntos de instruções tradicionais e as arquiteturas de memória não são adequados para todas as tarefas que esses itens precisam executar”, afirma Jones. “Por exemplo, o desempenho de redes neurais profundas (DNNs) é frequentemente limitado pela largura de banda da memória, em vez de poder de processamento”. Até 2023, é esperado que novas gerações de chips possam reduzir o consumo de energia necessário para executar uma DNN, permitindo novas arquiteturas de Edge Computing e funções neurais incorporadas a terminais de IoT de baixa potência. Isso suportará a inclusão de novos recursos, como análise de dados integrada com sensores e reconhecimento de fala, em dispositivos de baixo custo e movidos a bateria. Os CIOs são aconselhados a tomar nota dessa tendência, uma vez que os novos chips permitirão incluir novas funções de IA embarcadas, o que por sua vez possibilitará às organizações a oportunidade de criarem produtos e serviços altamente inovadores.

10 – Novas tecnologias de rede sem fio para IoT – A rede de IoT envolve o balanceamento de um conjunto de requisitos que competem entre si, como custo de ponto final, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e faixa de frequência da conexão. Atualmente, nenhuma tecnologia de rede otimiza tudo isso de maneira única, mas as novas tecnologias de rede de IoT fornecerão aos CIOs mais opções e flexibilidade. Em particular, eles deveriam explorar 5G, a próxima geração de satélites de baixa órbita terrestre e redes de retroespalhamento.

Problemas do varejo que a Indústria 4.0 já está resolvendo

Por Ronaldo Oliveira

À medida que a Indústria 4.0 acelera o crescimento da manufatura inteligente e avançada, muitos mercados estão sendo transformados por tecnologias que ajudam a otimizar ainda mais as operações comerciais. Quando pensamos em varejo e fast fashion, imagens de lojas, glamour, estilos modernos e influenciadores de redes sociais podem ser lembradas. Mas nos bastidores, os fabricantes estão montando coleções que os designers criam utilizando materiais provenientes de uma rede global de fornecedores, dentro de prazos cada vez mais apertados e preferências do consumidor em constante evolução. Por mais complexo que possa parecer, várias tecnologias emergentes estão prestes a gerar um impacto significativo no setor de varejo e na forma como os produtos são projetados e desenvolvidos.

Nesse artigo cito apenas três tecnologias, que já estão impactando o varejo mundial:

Internet das coisas (IoT)

Desde a otimização do layout de lojas inteligentes e conectadas até a melhor prevenção contra roubo usando tags RFID, há um número crescente de casos de uso da IoT no varejo. A facilidade na administração dos níveis de estoque se torna muito mais simples quando a tarefa de verificar o estoque é automatizada pela computação da IoT. Um sistema de alertas pode ser configurado para garantir que os itens de vendas mais quentes sejam reabastecidos adequadamente, e a conectividade com os sistemas de PLM (product lifecycle management) significa mais rapidez para avaliar a orquestração das cadeias de suprimentos.

Ou seja, a análise preditiva com base em IoT pode fornecer aos varejistas informações úteis para orientar suas decisões de negócios, conectando e visualizando dados rapidamente em vários sistemas. A aplicação do aprendizado de máquina aos dados da IoT permite que os varejistas detectem tendências e respondam de maneira proativa, proporcionando-lhes uma vantagem competitiva baseada em dados e um melhor entendimento de seus clientes.

Impressão 3D

Uma das tecnologias da Industry 4.0 que pode ser a mais potencialmente disruptiva para o mercado de varejo é a impressão 3D. Em vez de adivinhar quais estilos serão mais bem-sucedidos e produzir um número definido de roupas e vestuário para estocar na loja física e online, a impressão 3D permite ao varejista selecionar determinados designs ou criar os próprios designs e, em seguida, ter seus itens feitos para o cliente após a venda. Esse conceito de comprar o produto antes de ser criado pode virar o processo de fabricação de cabeça para baixo, eliminando os problemas de desperdício e de estoque excessivo. Grandes redes de varejo já estão experimentando este modelo: investir primeiro na tecnologia, e no inventário em segundo lugar.

Robótica

Os robôs também podem ajudar a melhorar os níveis de estoque nas lojas, e muitos varejistas de grandes volumes já estão usando a robótica para automatizar processos de armazenamento, como embalagem e manuseio de itens. À medida que o uso da robótica se torna mais convencional, os compradores esperam ver e interagir com os robôs como parte da experiência de compra física. Eles podem atender a uma série de funções, desde ajudar compradores a localizar itens e auxiliar com checkouts, até monitorar prateleiras de estoque.

Assim como os dispositivos inteligentes e conectados e as máquinas de impressão 3D, o uso da robótica no varejo gerará uma grande quantidade de dados que podem ser usados ​​para entender melhor as preferências do cliente e ajudar os varejistas a oferecer uma experiência mais envolvente. A chave é aproveitar esses dados e transformá-los em uma visão prática que ofereça uma vantagem única.

Ronaldo Oliveira, Diretor Regional Latam Sul da PTC, empresa de tecnologia fornecedora de soluções de Internet das Coisas, realidade aumentada e PLM (Product Lifecycle Management).

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