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Startup recebe R$ 700 mil do BID LAB para inteligência artificial que identifica COVID-19

A startup brasileira Laura está entre as vinte selecionadas da América Latina e Caribe para receber um aporte financeiro do BID Lab, o laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A solução tecnológica desenvolvida para auxiliar na identificação e acompanhamento de casos de Covid-19 receberá um investimento de US $128 mil para implementar a inteligência artificial em até cinco municípios brasileiros e 10 unidades de Pronto Atendimento, tanto na rede pública quanto privada.

O Pronto Atendimento Digital (P.A. Digital) foi lançado em abril de 2020 e já funcionou em 25 instituições de saúde, incluindo parcerias com as prefeituras e operadoras de saúde. Graças à inovação, mais de 160 mil pessoas já receberam atendimento de saúde digital. Além do projeto enviado pelo Instituto Laura Fressatto, braço filantrópico da startup, outras vinte propostas de diferentes países latino-americanos foram selecionadas entre 500 inscritas. 

Criado para identificar e acompanhar remotamente casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus, o P.A. Digital é uma inteligência artificial que atende os cidadãos por meio de uma interface de conversa digital. Ao interagir no site das prefeituras, os pacientes tiram dúvidas sobre sintomas e são acompanhados por 15 dias. Os casos mais graves são encaminhados para atendimento presencial. Aqueles que apresentam sintomas mais leves ou que não correspondem a riscos de infecção por Covid-19 são orientados a permanecer em casa, evitando aglomerações desnecessárias nas unidades de saúde. Para os pacientes com risco moderado, há possibilidade de teleorientação pela enfermagem e, se necessário, teleconsulta médica embarcada na solução.

Com o investimento do BID Lab, a tecnologia será ampliada tanto em termos territoriais quanto em aplicações na saúde. Além de dispor do chatbot para acompanhamento da pandemia, as cidades de Curitiba(PR), São Bernardo do Campo (SP) e Catanduva(SP) passam a oferecer aos pacientes o P.A. Generalista, tecnologia capaz de fazer a triagem e acompanhamento de outras doenças. “É uma extensão em outras linhas de cuidado, principalmente pensando em demandas simples do dia a dia e que podem ser atendidas de forma digital, como dor de cabeça e dor de barriga”, explica Dr. Hugo Morales, Diretor Médico da companhia. “É uma digitalização da atenção primária com objetivo de minimizar a sobrecarga dos serviços de saúde”. Até então, a tecnologia funcionava com exclusividade na região de Criciúma e no Litoral de Santa Catarina, por meio de uma parceria com a Unimeds. 

Para o representante do Grupo BID no Brasil, Morgan Doyle, o setor público e o ecossistema de inovação brasileiro têm muito a ganhar ao trabalharem juntos. “O ecossistema brasileiro é o mais robusto da região, com inovações tecnológicas de vanguarda e pode oferecer soluções rápidas e de alto desempenho. Ao trabalhar diretamente com as startups, o setor público está ajudando a fortalecer o ecossistema, ao mesmo tempo em que se moderniza e oferece serviços mais custo-efetivos aos cidadãos”, disse.

O impacto da tecnologia nestes municípios e instituições de saúde será mensurado em uma pesquisa científica conduzida pelo setor de research da startup e coordenada pelo Diretor Médico da Laura, Dr. Hugo Morales em parceria com o Dr. Adriano Massuda, professor da FGV e pesquisador-visitante no Departamento de Saúde Global e Populações da Harvard T.H. Chan School of Public Health. 

Araraquara assina parceria com app inédito no mundo para combater a Covid-19

O Global Health Monitor é uma iniciativa independente, gratuita, com funcionamento previsto para o Brasil e o exterior

Um aplicativo inédito de monitoramento e auxílio no combate à Covid-19 está sendo lançado oficialmente esta semana pela startup brasileira Global Health Monitor (GHM), sediada em Curitiba (PR). A plataforma, que tem a chancela do Instituto Butantan e é considerada inédita no mundo, acaba de assinar uma parceria com a cidade de Araraquara para combate ao novo coronavírus.

“O GHM vai atender a população desde o monitoramento de sintomas individuais e de exposição ao vírus até a o mapa de casos de Covid-19 na região, com atualização em tempo real. Ele emite alertas quando você se aproxima de uma área de risco e também organiza sua carteira de vacinação digital”, explica Henrique Mendes, fundador do GHM ao lado de Adam San Barão.

Mendes conta que o time de infectologistas do Instituto Butantan foi um parceiro importantíssimo na etapa de validação do algoritmo relacionado à gravidade dos sintomas – na seção de autoavaliação do usuário. O Instituto também é um dos principais parceiros na etapa de lançamento oficial do app.

Para fazer o download do GHM, basta acessar o site da empresa ou diretamente o link ghm.world/#download.

Ação em Araraquara

O termo de doação assinado entre a GHM e o município de Araraquara, por meio da sua Secretaria de Saúde, disponibiliza à cidade seis ferramentas desenvolvidas pela startup. A primeira delas é o Serviço de Monitoramento de Exposição à Covid-19, tecnologia operada por contact tracing – ou seja, a movimentação e aproximação de smartphones pela cidade.

O acordo também inclui o Sistema de Autoavaliação do app e o serviço de Carteira de Vacinação Digital, com uma funcionalidade sobre avaliação de reações adversas e dúvidas sobre a vacinação.

Outro destaque da parceria é a integração do GHM com o Sistema de Exames Laboratoriais Público e Privado, para identificação dos casos positivos de Covid-19 (via PCG, IGG e IGM). “Importante ressalvar que esse é um serviço de monitoramento anonimizado”, reforça Adam.

Para disponibilização desse serviço é necessário acesso ao Banco de Dados Exames Públicos e Privados de Covid-19, o que reforça a atuação conjunta entre GHM e a Secretária de Saúde.

O termo também inclui acesso ao Mapa das Unidades de Saúde e Mapa de Risco. Em contrapartida, a cidade fará um esforço de divulgação para que a tecnologia receba o máximo de informações da população num curto período de tempo.

As primeiras atividades da parceria tiveram início já na sexta-feira (05) e os resultados devem ser notados nas próximas semanas, quando mais de 18% da população local aderir a utilização do app. “Quanto maior o número de pessoas conectadas ao aplicativo, fazendo autoavaliação diária, maior as chances de identificar e isolar os casos suspeitos e confirmados – sempre de forma anônima, voluntária e gratuita para toda a população”, explica Mendes. 

Disponível para todos os estados

Além de Araraquara, o GHM já está disponível gratuitamente para todos os usuários de Android e IOS de qualquer cidade do Brasil. “Nossa tecnologia não tem fronteiras. A parceria com a cidade de Araraquara é importante para testar e comprovar a eficácia do GHM no controle da pandemia, mas ele não é exclusivo para essa região. Vale para todo o Brasil e em breve o exterior”, conta Mendes.

Ele explica que quanto mais rápido a população do país instalar e alimentar o app de informações individuais, mais eficaz será o monitoramento em todas as regiões e é nesse contexto que foi penada a parceria com gestores públicos.

“Estamos num momento importante de divulgação e conscientização sobre a tecnologia. Nossa missão, desde o início, foi criar uma interface fácil mesmo para as pessoas com pouca familiaridade com tecnologia. É nosso propósito trabalhar duro em todas as fases da experiência do usuário até que todos estejam bem e seguros”, afirma.

Funcionamento

O cadastro no GHM é simples e permite uma ampla leitura sobre o comportamento do vírus. “É uma ferramenta em constante evolução e nenhum aplicativo do mundo fornece as aplicações já disponibilizadas nesta primeira versão”, explica Adam.

O app consegue identificar se a pessoa está em uma área de risco, se existe a possibilidade de estar contaminada e já fornece orientações iniciais para os casos suspeitos. Para isso, o usuário inclui dados pessoais e comportamentais – como idade, sexo, comorbidades, se é fumante, episódios de exposição ao vírus etc – e em seguida concorda com um termo de privacidade das informações fornecidas.

“A Política de Privacidade que é firmada com o usuário foi construída a partir da Lei Geral de Proteção de Dados, de modo que a população entra no mapeamento de forma 100% anônima e não tem qualquer um de seus dados expostos”, completa Adam.

“Acreditamos que, além de ser uma ferramenta importante para a autopreservação do cidadão, ela pode fornecer dados relevantes para as diversas instâncias de gestão pública”, completa ele, lembrando novamente que informações compartilhadas com órgãos de saúde são totalmente anonimizadas.

Entre os próximos passos do GHM estão o acesso a dados laboratoriais para monitoramento automático dos casos de Covid-19 em outras cidades do Brasil; o desenvolvimento de uma versão para empresas (pela qual será possível evitar a disseminação de casos internamente, entre os trabalhadores); e outra voltada à comunidade estudantil, uma das mais impactadas pelas incertezas trazidas pela pandemia.

Além do Instituto Butantan e do Município de Araraquara, são parceiros ou apoiadores do Global Health Monitor o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o programa Startup With IBM (da IBM), a HiLab (Health Tec de Curitiba), EZOK e a Ninho Digital.

Mercado de healthtechs inicia ano aquecido com mais de US$ 52,3 milhões captados

O ano começou aquecido para as startups de saúde. Por meio de nove rodadas de investimento, mais de US$ 52,3 milhões foram investidos nas chamadas healthtechs até a data de hoje. O montante já corresponde a 49,3% do total investido em 2020, quando o setor captou mais de US$ 106 milhões. Os dados são do Inside Healthtech Report, levantamento mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito.

O destaque no período ficou por conta da startup Alice, que atua como plano de saúde individual que mescla atendimento digital com presencial. A empresa atraiu US$ 33 milhões em sua rodada Series B. Outras duas healthtechs voltadas para telemedicina também chamaram a atenção. São elas ViBe e Zenklub, que captaram US$ 9,8 milhões e US$ 8,4 milhões, respectivamente — ambas em rodadas Series A.

“Este já é o segundo trimestre consecutivo em que as healthtechs receberam mais de US$ 30 milhões de financiamento. Temos um ótimo indicativo de que o mercado está amadurecendo”, afirma Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. De acordo com projeções da empresa, o ano deve ser encerrado com mais de US$ 200 milhões investidos, distribuídos em mais de 50 rodadas de investimento.

Raio-X

O País possui atualmente 719 healthtechs, segundo o levantamento do Distrito, divididas em nove categorias distintas. A maior parte dessas startups volta-se para soluções relacionadas à Gestão e Prontuários Eletrônicos (25%). Em seguida, estão as que atuam com Acesso da Informação (16,7%) e como Marketplace (12,6%). As healthtechs de Telemedicina (11,8%) e aquelas que se voltam a Farmacêuticas e Diagnóstico (10%) também possuem fatias importantes deste mercado.

Quanto à distribuição por Estados, a maior concentração está no Sudeste, liderado por São Paulo com 44% das healthtechs, Minas Gerais, com 10,4% e Rio de Janeiro, com 9,1%. Rio Grande do Sul aparecem logo em seguida, com 8,9%. A região Norte do País, especificamente Manaus, abriga apenas 0,4% do total.

Saúde mental

Categoria que ganhou holofotes durante a pandemia, as startups que se voltam para a saúde mental têm atraído cada vez mais capital. De acordo com um levantamento da CB Insights, em 2020, o segmento atraiu em 2020 mais de US﹩ 2 bilhões por todo o mundo — praticamente o dobro do volume de US﹩ 1,12 bilhão captado em 2019.

Por aqui, das mais de 700 startups de saúde do país, 30 são focadas no cuidado mental. Ao longo do último anos, estas healthtechs arrecadaram um total de US﹩ 4,7 milhões, mais do que o dobro do ano passado (US﹩ 1,85 milhões) e 10 vezes o valor de 2018 (US﹩ 430 mil).

No que diz respeito ao surgimento de novas startups deste segmento, os anos de 2016 e 2017 foram particularmente especiais para as healthtechs que trabalham com saúde mental. Percebe-se um boom de fundações nesses anos, em um total de 14 startups. Hoje, algumas delas são as maiores e mais conhecidas do setor, como Zenklub, Psicologia Viva e Vittude. Trata-se de startups que tiveram crescimento acelerado e boa aceitação por parte do público.

Em 2020, o Distrito mapeou duas novas healthtechs deste segmento. “Acreditamos que veremos mais dados futuramente por conta da visibilidade que o tema tomou, impulsionado, principalmente, pela pandemia”, pontua Ávila.

Fusões e aquisições

Esse início de 2021 registrou apenas uma aquisição: a HygiaBank, empresa de soluções tecnológicas para relacionamento com clientes, adquiriu a Dr.Mob, plataforma de players do mercado de gestão para clínicas e centros médicos. “Acreditamos que este número deve aumentar consideravelmente e chegar até o mesmo patamar de 2020 (com 7 operações de fusões e aquisições)”, afirma Ávila.

Healthtech Digital Hub

O Distrito lançou este ano o Healthtech Digital Hub, plataforma digital de inovação aberta voltada para corporações da área da saúde. O programa permite a executivos de todo o país o acesso direto ao ecossistema que circunda o Distrito.

Além do apoio de um profissional dedicado a auxiliar as empresas em sua jornada de inovação junto ao Distrito e toda sua rede, o Healthtech Digital Hub possibilita a cada uma delas contato direto com as startups da vertical. Pela plataforma, as empresas poderão, por exemplo, criar desafios corporativos para que as startups se candidatem e as auxiliem a resolver determinada questão que enfrentam na operação; contatar um dos parceiros globais do Distrito diretamente ou, ainda, acessar o Distrito Dataminer, a mais completa plataforma de dados do universo de startups brasileiro com mais de 13 mil delas mapeadas, buscando ali informações sobre as jovens empresas deste mercado.

IdeiaGov anuncia o resultado do edital Jornada Digital do Paciente

O IdeiaGov, hub de inovação do Governo do Estado de São Paulo, seleciona 8 propostas de tecnologia através dos 4 desafios da Jornada Digital do Paciente.

“Os desafios foram mapeados juntamente com as equipes do Hospital das Clínicas com o objetivo de encontrar soluções que pudessem resolver 4 desafios relacionados à jornada do paciente dentro da instituição. Tivemos propostas muito qualificadas e selecionamos aquelas que melhor atenderam os critérios de seleção durante o processo seletivo. Tenho certeza que as soluções inovadoras irão ajudar a melhorar, e muito, o dia a dia dos profissionais de saúde do Hospital das Clínicas bem como melhorarão a experiência dos milhares de pacientes que são atendidos, diariamente, por esta instituição”, afirma Felipe Maruyama, diretor de inovação em Governo do Impact Hub à frente do IdeiaGov.

Desafio1: Solicitação de exames de imagem baseados em dados

Para o desafio “Solicitação de Exames baseada em dados do paciente”, o IdeiaGov, em parceria com o Hospital das Clínicas, demandou soluções inovadoras que conseguissem criar um sistema de auxílio à solicitação de exames de diagnóstico por imagem. Três proponentes foram selecionados: Consórcio entre a Camedics Tecnologia e a Vöiston.Inc, Techtools e Mindify.

O consórcio entre a Camedics e a Vöiston.Inc , apresentou uma plataforma de inteligência artificial que conta com interpretação dinâmica da jornada do paciente e projeção de desfechos futuros para hierarquizar a tomada de decisão das equipes médicas. Atuando sobre os sistemas de gestão, de prontuários eletrônicos, de prescrições eletrônicas e de armazenamento de exames e laudos, a plataforma irá aplicar a inteligência artificial para extrair e classificar dados da população e de prontuários e exames.

Techtools Health Innovation criou a “Atende Saúde”, sistema multiplataforma que utiliza a inteligência artificial, Big Data e Blockchain para conectar pacientes e hospitais, permitindo a personalização do atendimento em seus três estágios: bem-estar, cuidado e crônico.

Já a Mindify , apresentou uma solução que minimiza a precariedade dos dados clínicos estruturados e que oferece formulários otimizados para a coleta de dados clínicos estruturados e, também, para apoio à tomada de decisão com auxílio de Inteligência Artificial.

Desafio 2: Experiência do Usuário no atendimento

“O desafio 2 do edital buscava soluções inovadoras que pudessem melhorar a experiência de pacientes, colaboradores e colaboradoras , a partir do uso de tecnologias que tornem os processos mais simples e digitais, desde a recepção do paciente até o término do exame”, explica Gabriel Romitelli, coordenador de implantação de soluções inovadoras no Impact Hub.

B3 Health Tech foi a empresa selecionada, com a apresentação do “Fast Check-In”. Solução dinâmica, integrada e intuitiva para o agendamento antecipado e admissão automatizada para realização de exames de imagens, indo até à avaliação da satisfação do paciente após o exame. O “Fast Check-In” apresenta o web check-in que agenda a consulta, recebe os dados, atualiza o cadastro no sistema e gera um QR Code para o check-in presencial em terminal de autoatendimento, onde registra a chegada e passa o status do paciente. A plataforma também consegue orientar o paciente dentro do hospital e informar ao médico onde ele está.

Desafio 3: Agendamento Automatizado

Pixeon , empresa de tecnologia especializada em saúde, desenvolveu uma plataforma conversacional omnichannel com uso de inteligência artificial que automatiza processos administrativos e clínicos para hospitais, clínicas e laboratórios. A solução possibilita melhorar a gestão das vagas para exames em equipamentos de diagnóstico por imagem a partir do agendamento inteligente e automatizado, buscando reduzir a taxa de absenteísmo de pacientes. A tecnologia ainda possibilita o agendamento de qualquer especialidade por meio do WhatsApp, Facebook e outros canais.

Desafio 4: Operação Remota de Exames de Imagem

As soluções da Ness Health, RMTC Diagnósticos por Imagem e CORI (Central de Operações Remotas Inteligentes) apresentaram excelentes tecnologias para operar remotamente os equipamentos de Ressonância Magnética e/ou Tomografia Computadorizada, de forma eficaz e de rápida implementação para auxiliar a realização desses exames.

Ness Health apresentou um recurso de teleoperação baseado em software, robótica e processos para o comando remoto dos equipamentos de ressonância e tomografia. Além disso, o sistema promove melhoria de qualidade e menor reconvocação, padronização de protocolos, otimização de agenda e fornece dashboards de performance e informações dos pacientes.

Já a RMTC Diagnósticos por Imagem desenvolveu a “Command Center iDr” que faz a operação remota de equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada utilizando hardware e software. A empresa faz a implementação da tecnologia de comunicação e automação nos locais e equipamentos de exame. Em seguida, realiza o treinamento da equipe técnica do hospital e dos novos operadores remotos. A solução conta com mecanismos de segurança e há o botão de pânico para parar o exame caso necessário. Ela também reduz o tempo dos exames diminuindo o tempo de espera dos pacientes para a realização dos procedimentos.

Uma Central de Operações Remotas e Inteligentes (CORI) foi criada pelo consórcio das empresas, Holon Group e Univen Healthcare, empresas com expertise em soluções para diagnóstico por imagem, com o objetivo de reduzir a exposição às contaminações por parte dos profissionais envolvidos na operação de ressonância e tomografia. A tecnologia também consegue diminuir a frequência de reconvocação de pacientes, na medida em que na falta de algum funcionário ou experiência do operador, outra pessoa pode intervir.

Benefícios

As empresas terão acesso às equipes técnicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), para orientação, apoio na execução de provas de conceito e testes pilotos, além de troca de informações técnicas, de caráter não sigiloso, relacionadas a Jornada do Paciente. As soluções poderão ser aplicadas em ambientes de uso real para a testagem e validação do método tanto para aprovação tecnológica quanto mercadológica.

Além disso, terão acesso a um programa de mentorias e formações sobre temas relevantes para empresas que pretendem fornecer bens ou prestar serviços ao governo, com apoio de especialistas e equipe dedicada. Poderão, também, ter acesso e contato com outros órgãos do Governo do Estado de São Paulo, como a PRODESP e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), bem como eventuais parceiros externos, com possibilidade de conexão com investidores-anjo e fundos de venture capital.

Digitalização da Saúde: uma nuvem passageira ou o início de uma nova era?

Por Rafael Moraes, CMIO da Memed

Para nós entusiastas da digitalização da saúde e da consolidação definitiva de um ecossistema digital do setor, 2020 foi sem dúvidas um ano contraditório. Embora muito difícil, caracterizado pelo enfrentamento de uma crise mundial por conta da covid-19, foi também memorável do ponto de vista dos avanços notados através da adoção de novas tecnologias e da digitalização do setor.

Primeiro, a perspectiva pessoal. Em março de 2020, sentimos uma explosão. Fomos procurados por dezenas de instituições e players que queriam aderir à ferramenta de prescrição digital. O telefone tocava a cada 15 minutos.  Quadruplicamos os contratos de integração da nossa plataforma em comparação aos 12 meses de 2019. O número de cadastros mensais de médicos aumentou 12 vezes. O volume de contatos nos nossos canais de atendimento saltou de 100 para 5.000 por mês. Mais de 30 mil drogarias e farmácias nos procuraram para aderir à dispensação eletrônica de medicamentos.  Foram mais de 13 milhões de receitas digitais emitidas, apenas pela plataforma da Memed em 2020, um aumento superior a 100 % do volume do ano anterior.

Aos números “somaram-se” também os aspectos regulatórios. A liberação em caráter de urgência da telemedicina veio juntamente com a regulamentação da prescrição digital para medicamentos controlados (aqueles que necessitam de um receituário de controle especial branco em duas vias); além da extensão da validade das receitas.

Claro que em um mundo ideal, tudo poderia ter sido mais suave. Mas aspectos críticos relacionados à saúde pública (e seu caráter de urgência), mobilizaram e demandaram uma enorme “energia” das empresas do setor. Tivemos que ofertar nossa tecnologia de prescrição digital para responder a esta avalanche de demandas em larga escala, e, literalmente, do dia para noite. Mas não podemos negar que tudo isso propiciou uma evolução da digitalização que o setor nunca havia alcançado antes.  A questão agora é: como seguiremos em 2021? Todo esse movimento foi uma apenas uma nuvem passageira ou veio para ficar?

Bom, antes de falar em pós-pandemia, é importante lembrar que ainda estamos em plena pandemia, infelizmente. Mesmo com as vacinas se tornando disponíveis e iniciando-se a vacinação em massa, o mundo ainda enfrenta um desafio complexo de saúde pública. Há risco de uma segunda onda, da mutação do vírus e existem dúvidas ainda a respeito da reinfecção. O cenário, portanto, ainda é bem incerto, e muito provavelmente teremos que conviver durante o ano de 2021 com a necessidade de isolamento social.

Esse ambiente, acaba impulsionando a organização de diversos serviços oferecidos à classe médica em um verdadeiro ecossistema digital de saúde: consultórios “inteligentes”, prontuários eletrônicos, serviços de telemedicina, plataformas de prescrição digital e e-commerce de medicamentos. A ponto da gigante Amazon anunciar sua entrada no varejo farmacêutico com uma subsidiária, a Amazon Pharmacy, cujo serviço de venda de medicamentos e entrega em domicílio teve início em novembro de 2020 nos Estados Unidos.

Outro indicativo de que a digitalização da saúde está se consolidando, é a possibilidade concreta da telemedicina ser regulamentada em caráter definitivo no Brasil. Segundo a Agência Senado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) está em vias de regulamentar as consultas por meios digitais para vigorar também após o período da crise da Covid-19.

Mas, também do ponto de vista econômico, um retrocesso à uma estrutura de saúde fora dos imensos recursos investidos no mundo digital, obviamente, não faz mais sentido. De acordo com a segunda edição do relatório “Inside Healthtech Report”, lançado recentemente, o volume investido nas startups de saúde cresceu  em 2020, durante a pandemia, 68% comparado à 2019. Isso significa a entrada de mais de US $12 milhões nesse mercado, impulsionando um setor que se apresenta cada vez mais aquecido.

Até aqui, nem mencionamos os benefícios do uso da tecnologia para pacientes, médicos e demais profissionais, assim como para toda a cadeia da saúde, seja em termos de eficiência, agilidade, conveniência e segurança. Já publicamos outros artigos nos quais detalhamos as vantagens e conveniências que a tecnologia promove quando aplicada em benefício dos serviços de saúde.

A verdade é que já estamos vivendo uma nova era. O mundo está cada vez mais digital e isso amplia conexões entre pessoas e serviços. Um ecossistema digital de saúde se faz necessário para relacionar, conectar, validar e otimizar serviços digitais, fazendo-os funcionar de forma única, efetiva e transparente para os usuários. A digitalização da saúde não é uma nuvem passageira. Ela veio para somar e se estabelecer definitivamente.

Startup israelense que devolveu visão a homem cego participa de live da Câmara Brasil-Israel

Um homem de 78 anos, cego dos dois olhos há mais de 10 anos, recuperou sua visão após utilizar o implante de uma córnea artificial desenvolvido pela startup israelense CorNeat Vision.

Diretamente de Israel Almog Aley-Raz, co-fundador CEO e VP de Pesquisa e Desensolvimento e Gilad Litvin, cofundador, presidente e diretor médico da CorNeat Vision falarão sobre essa revolucionária inovação em live da Câmara Brasil Israel (BRIL Chamber), na terça, 26, às 9h.

O evento terá como moderador o Dr. Claudio Lottenberg, VP do Conselho Executivo da BRIL Chamber e Presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein com a abertura de Renato Ochman, presidente da Câmara Brasil-Israel.

O debate será em inglês com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Câmara Brasil- Israel (BRIL Chamber) no Facebook: @brilchamber e no You Tube: bril chamber

Inscrições em: https://bit.ly/3p3pE7t_brilchamber

Impressão 3D ajuda a revolucionar a medicina com modelos anatômicos super realistas

Um ano após o lançamento de sua impressora 3D J750™ Digital Anatomy™, a Stratasys Ltd. (NASDAQ: SSYS) anunciou que vendeu e instalou o sistema com sucesso em instituições de saúde e prestadores de serviços médicos nos principais mercados do mundo, incluindo Estados Unidos, China, Itália, Espanha e Austrália.

A impressora 3D J750 Digital Anatomy produz modelos anatômicos que imitam a sensação real e a capacidade de resposta e biomecânica da anatomia humana. Os modelos podem ser perfurados, suturados, cortados e manipulados fisicamente como tecido humano real. Essa capacidade minimiza o uso de animais e cadáveres para ensaios clínicos e treinamento cirúrgico. Hospitais, instituições de saúde e escolas médicas podem usar esses modelos 3D realistas para melhorar a avaliação clínica para uma ampla gama de patologias, bem como trazer novos dispositivos médicos ao mercado mais rapidamente.

Nos Estados Unidos, o Hospital Infantil de Seattle, por exemplo, adquiriu uma impressora 3D no início deste ano e a instalou em seu novo laboratório. A principal motivação para obter a impressora foi a capacidade de criar modelos muito suaves internamente para reproduzir partes do corpo, como vias respiratórias, fígados e corações. “As primeiras impressões usando o material TissueMatrix foram fundamentais para a compreensão do ajuste ideal para um tubo de traqueostomia personalizado, algo que teria sido impossível com os melhores materiais aos quais tínhamos acesso há apenas seis meses”, diz Seth Friedman, Ph.D, Gerente de Innovation Imaging e Simulation Modeling no Departamento de Melhoria e Inovação.

Já o Hospital Infantil Nicklaus, em Miami, que atualizou o laboratório de impressão 3D com a aquisição da nova impressora J750 Digital Anatomy, utiliza a tecnologia como uma parte crítica do planejamento cirúrgico. “É muito valioso ser capaz de abrir um modelo para ter uma visão muito clara do que veremos na sala de cirurgia. Acreditamos que este é um avanço significativo que nos permitirá reduzir o trauma de pacientes submetidos a cirurgias cardíacas complexas. Além disso, a nova impressora 3D abre caminhos completamente novos no ensino e no atendimento ao paciente”, conta Dr. Redmond Burke, chefe de Cirurgia Cardiovascular e codiretor do Programa do Coração.

Na Espanha, duas instituições de tecnologia investiram na impressora 3D Digital Anatomy para serem pioneiras na oferta de serviços médicos, e ambas citam o ultrarrealismo incomparável e a natureza tátil dos modelos como uma vantagem competitiva significativa.

“Antes não conseguíamos produzir modelos que replicassem os materiais orgânicos frequentemente solicitados pelo setor médico, muito menos simulando de forma realista o comportamento do tecido humano. Além disso, o mais notável é que a impressora oferece resoluções mais altas do que as obtidas com uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que geralmente são acima de meio milímetro. Já estamos observando um vasto interesse de uma ampla gama de médicos por esses tipos de modelos em aplicações do mundo real”, relata Nacho Sandoval, líder de fabricação de aditivos do instituto Tecnológico AIJU.

Já Gorka Baqueriza, Gerente de Projetos de Fabricação de Aditivos da Instituto para a Inovação do Sistema de Formação Profissional e Educacional do País Basco (Tknika), acrescenta que “essa tecnologia tem um impacto significativo em várias áreas da saúde – desde o treinamento médico até o planejamento pré-cirúrgico e o atendimento ao paciente”.

Por fim, na Itália, a BIO3DModel está vendo muito interesse do mercado em utilizar modelos feitos pela J750 Digital Anatomy no treinamento cirúrgico. “Essa tecnologia permite uma redução drástica no tempo de treinamento dos cirurgiões, em particular a capacidade de investigar quaisquer condições patológicas específicas antes da cirurgia real. Por exemplo, se antes da J750 não era possível produzir sistemas vasculares ocos com espessura de parede e diâmetro de até 1 mm, agora essa tecnologia pode ser a diferença entre a vida ou a morte de um paciente”, afirma Roberto Rizzo, presidente da empresa.

Emanuele D’Angeli gerente geral da Medilife, outra empresa italiana que adotou a tecnologia da Stratasys, destaca que os modelos produzidos na impressora 3D Digital Anatomy oferecem o mesmo toque suave e densidade variável dos tecidos e órgãos humanos reais, o que hoje é impossível de alcançar com qualquer outra tecnologia de impressão 3D existente. “Atualmente, estamos testando várias aplicações, incluindo a criação de um membro artificial. O objetivo é reproduzir a aparência externa natural do membro em termos de textura e tonalidade de cor, ao mesmo tempo que reproduzimos a sensação física natural que experimentamos com o toque humano”, conclui.

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Astrazeneca e InovaHC selecionam startups para projetos de aceleração e inovação na saúde

A “Jornada do Pulmão”, projeto de otimização da jornada dos pacientes com doenças pulmonares desenvolvido em uma parceria entre a AstraZeneca e o InovaHC – o Centro de Inovação do HC FMUSP-, entra em uma nova fase com a seleção de quatro startups que desenvolverão, nessa parceria, soluções para essa jornada: Predict Vision, Philo Care, MaChiron e Analytix.me.

Em comum, o uso da inteligência artificial na busca de formatos que possam auxiliar milhares de pessoas que pertencem ao ciclo de doenças pulmonares altamente impactantes e pouco priorizadas, como a asma e câncer de pulmão. Essas startups passarão por um processo de aceleração que está sendo desenvolvido pela AstraZeneca através de uma parceria com o C.E.S.A.R., um dos maiores centro de pesquisa em inovação do país, com mais de 20 anos de experiência acelerando startups.

“Almejamos com esse projeto combinar inovação, novas tecnologias e a experiência de profissionais de saúde para ter um ecossistema capaz de promover um efetivo cuidado do paciente, olhando para toda sua jornada, por isso demos o nome de Jornada do Pulmão. Poderemos impactar a vida de 5 milhões de pacientes nos próximos quatro anos”, diz Bruno Pina, diretor de Inovação e Tecnologia da AstraZeneca Brasil.

O projeto, lançado há um ano e agora em uma fase de evolução, está baseado em quatro pilares: prevenção e conscientização com incentivo ao fim do tabagismo e conhecimento dos sintomas; diagnóstico e estadiamento precoces por meio do uso da inteligência artificial; acesso e tratamento; e manejo e bem-estar, baseado no gerenciamento de dados clínicos e laboratoriais. Para a diretora médica da AstraZeneca Brasil, Maria Augusta Bernardini, “os quatros pilares olham de forma atenta para todas as etapas da jornada do paciente, o que possibilita a criação de propostas mais assertivas”.

Além disso, o gerente de Inovação do Hospital das Clínicas, Ivisen Lourenço, pontua que “apesar das startups terem a Inteligência Artificial como um ponto em comum, cada uma tem suas especialidades, que juntas agregam no projeto como um todo. Por isso, o In.Pulse, programa de aceleração do InovaHC, busca integrar as áreas, dando todo o suporte necessário para a execução dos formatos propostos”.

Para Marco Bego, diretor do InovaHC, ter a união do setor privado e público com as suas expertises é o melhor caminho para o desenvolvimento de ferramentas com soluções de impacto em todos os níveis da área da saúde. “Acreditamos muito em poder disponibilizar serviços eficientes, já que de um lado temos profissionais do hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP, no quadrilátero da maior instituição de saúde da América Latina, e de outro a AstraZeneca, uma biofarmacêutica global, voltada para inovação, com foco principal no desenvolvimento de medicamentos”.

Veja abaixo os perfis das startups

• Predict Vision – Plataforma baseada em nuvem que apoia as decisões médicas e consultoria de inteligência artificial;

• Philo Care – Oferece monitoramento de saúde a baixo custo, graças ao uso de inteligência artificial em sua tecnologia proprietária;

• MaChiron – Utiliza a inteligência artificial e o aprendizado da máquina (Machi) aliados a uma expertise humana interdisciplinar para oferecer soluções em saúde;

• Analytix.me – Busca democratizar o acesso a dados públicos e privados com automação de processos e visualização de dados focada em planos de ação.

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Grupo Sabin e Fleury criam fundo de Venture Capital de R$ 200 milhões

O córtex humano tem papel central em atividades complexas do cérebro. É ele o responsável por captar os impulsos produzidos pelas vias de sensibilidade e interpretá-las. É desse local também que tem origem os impulsos nervosos para comandar os movimentos. Não à toa, este foi o nome escolhido para batizar, em inglês, o Kortex Ventures, um dos maiores fundos de Corporate Venture Capital de saúde no Brasil.

Criado pelo Grupo Fleury e Grupo Sabin, o Kortex é um Corporate Venture Capital (CVC) que pretende atuar como um elo centralizador de informações, identificando oportunidades no mercado, analisando e tomando ações para gerar valor nas empresas investidas. O fundo pretende aportar R﹩ 200 milhões em empresas nascentes de tecnologia de saúde nacionais e estrangeiras, e seu principal objetivo é investir de forma minoritária em negócios de medicina diagnóstica, medicina personalizada e saúde digital, ajudando a promover o desenvolvimento dessas pequenas empresas. A meta é que em quatro anos o fundo seja sócio de 15 a 18 healthtechs.

O Kortex já nasce carregando o conhecimento e a experiência de dois gigantes e reconhecidos players no setor de saúde brasileiro. Ao se tornarem sócias do fundo, as startups terão acesso à extensa rede de relacionamento, à estrutura técnica e científica das áreas de Pesquisa&Desenvolvimento e à longa trajetória de atuação das companhias, presentes em todas as regiões brasileiras. Para as aspirantes, também é a oportunidade de iniciarem sua jornada no mercado com Sabin e Fleury não apenas como parceiros, mas também como clientes.

Por sua vez, o Grupo Sabin e o Grupo Fleury estarão ainda mais conectados ao ecossistema de startups e healthtechs. Para eles, é a oportunidade de ver nascer negócios promissores e levar o que há de mais inovador aos seus clientes.

“O investimento no Kortex Ventures é mais uma etapa do planejamento do Grupo Sabin para fortalecer o ecossistema de saúde no País, posicionando a empresa como parceira estratégica de empreendedores e de negócios, que entrega, além do investimento, uma plataforma de conhecimento, desenvolvimento e validação de tecnologias, produtos e serviços para o mercado brasileiro com maior velocidade e maior consistência. As duas empresas possuem grande expertise médica e técnico-científica, bem como uma das maiores redes de relacionamento em saúde do Brasil, que é relevante porta de entrada para diversas regiões do País. Temos o objetivo de apoiar empresas que inclusive transcendam a medicina diagnóstica, contribuindo com soluções inovadoras para os cuidados integrados da saúde tanto do indivíduo como da população”, avalia Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin.

“Queremos preservar a independência, agilidade e espírito empreendedor das empresas investidas ao mesmo tempo em que aprendemos com elas e incorporamos ao nosso negócio suas melhores soluções. Pretendemos unir nossa experiência secular com a mentalidade das startups. O fundo irá acelerar exponencialmente esse movimento”, analisa Carlos Marinelli, presidente do Grupo Fleury.

Capital estratégico – O Kortex é um Corporate Venture Capital (CVC) com atuação e gestão independentes. O fundo foi formado a partir do investimento conjunto de R﹩ 200 milhões do Grupo Fleury e Grupo Sabin. Diferentemente de um Venture Capital puro, o CVC vai além do conceito “smart money” e se posiciona como um fundo de “strategic money”, ou capital estratégico. Isto significa que o Kortex Ventures pretende investir em healthtechs que tenham sinergias com os negócios de ambas as companhias, ajudando as empresas não apenas financeiramente como também oferecendo acesso à expertise e estrutura operacional do Fleury e Sabin.

No mercado de saúde nacional e internacional, o Kortex atuará identificando as startups promissoras e alinhadas estrategicamente aos seus valores. As healthtechs podem entrar em contato diretamente com fundo e se candidatar para receber os aportes: http://www.kortexventures.com .

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Inovação brasileira no combate à Covid-19 é finalista da maior premiação científica do mundo

A empresa brasileira de nanotecnologia Nanox está entre as finalistas de uma das premiações científicas mais importantes do mundo, a Falling Walls Breakthroughs Of the Year. O concurso faz parte da conferência de inovação Falling Walls da Alemanha que teve início em 2009, na data em que a queda do muro de Berlim completava 20 anos. Desde então, ideias transformadoras criadas por estudantes, instituições acadêmicas, pesquisadores, startups, profissionais e empreendedores de diversos campos de conhecimento vem ganhando reconhecimento global.

Representada por seu CEO, Gustavo Simões, a Nanox está concorrendo na categoria ‘Life Sciences’ (Ciências da Vida) pela invenção de um aditivo de micropartículas de prata que inativa 99,9% do SarS-CoV-2 – agente causador da Covid-19 – em até dois minutos após o contato. Esta tecnologia inovadora vem sendo aplicada industrialmente em materiais como tecidos, plásticos, tintas de parede, pisos laminados, sprays de ambientes, entre outros.

“Estamos muito felizes e orgulhosos em participar desta premiação com uma tecnologia desenvolvida no Brasil ao lado de projetos, iniciativas e invenções que resultam em tantos benefícios para a sociedade como um todo. Ter esta oportunidade, nos mantém ainda mais motivados para seguirmos o trabalho científico que desenvolvemos na Nanox há mais de 15 anos e nos dá a certeza de que podemos competir globalmente”, afirma Gustavo.

Fundada por químicos e pesquisadores formados pela Universidade de São Carlos, em São Paulo, a Nanox concorre com outras diversas inovações científicas de todo mundo que também se classificaram para a final. A premiação recebeu, em suas dez categorias, mais de 1000 nomeações de 110 países.

A conferência deste ano acontecerá em formato virtual entre 1 a 10 de novembro com acesso gratuito no site http://falling-walls.com/remote2020/ (é preciso se registrar para ter acesso ao conteúdo). Participarão do evento importantes pesquisadores e pensadores, além de líderes mundiais em ciência, política e negócios, convidados a debater a questão central da Falling Walls: “Quais serão as próximas paredes a cair na ciência e na sociedade”?

Os vencedores das dez categorias serão anunciados no dia 9 de novembro a partir das 20h (horário de Brasília), após avaliação de um júri de especialistas internacionais.

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Startup cria plataforma de automatização de protocolos médicos

O escritor Peter Drucker aponta que não é possível gerenciar algo que não se pode medir e, seguindo esse raciocínio, o engenheiro biomédico e CEO da Mindify, André Ramos, criou um software para capacitar equipes de saúde no uso de protocolos de referência, que receberam o nome de Protocolos Automatizados.

“Atualmente, o prontuário eletrônico usado pelas equipes de saúde não facilitam o entendimento, muitas vezes eles geram uma burocracia que chega a tomar 70% do tempo dos atendimentos. Em uma situação de pandemia o tempo é precioso, logo, as equipes são obrigadas a deixar de usar o prontuário eletrônico em sua plenitude, mas esse movimento faz com que dados deixem de ser gerados e sem eles torna-se impossível promover uma assistência custo-efetiva. Nosso papel com os protocolos automatizados é facilitar o trabalho do dia a dia das equipes de saúde”, explica André Ramos.

Com o intuito de alcançar o maior número de hospitais públicos e privados do país, André tentou contato com os governos, pois sabia que sua ferramenta seria útil para os profissionais de saúde, principalmente nos atendimentos do coronavírus, mas teve dificuldade de conseguir o contato certo.

Por participar de inúmeros grupos de inovação, o CEO conheceu o programa IdeiaGov, um Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo. Entre os desafios em andamento, encontrou o Edital de Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19 e decidiu inscrever sua proposta. André percebeu que o IdeiaGov seria o melhor caminho para apresentar os Protocolos Automatizados para o governo.

“Vimos a oportunidade de demonstrar as facilidades da Mindify para as pessoas certas, dentro de um contexto adequado. Com isso, nos inscrevemos, passamos por todos os processos e fomos selecionados. O IdeiaGov nos deu a oportunidade de mostrar e de aplicar nossas inovações. Já tivemos uma primeira reunião e agora, minha expectativa é que os Protocolos Automatizados sejam implementados no Hospital das Clínicas”, comenta o CEO.

Os Protocolos Automatizados

Os protocolos foram definidos a partir da experiência prática de lideranças médicas e podem ser trocados ou customizados para as particularidades de cada hospital. A Mindify simplifica e valida a coleta de dados, tanto pelo paciente, quanto pelos Profissionais da Saúde, e os apoia nas tomadas de decisões com base em guidelines de referência e em serviços de Inteligência Artificial (IA).

A ferramenta estava pronta desde 2019, bastou que fossem parametrizadas os protocolos de combate ao coronavírus. O CEO explica que a primeira versão demorou apenas três dias para sair porque eles têm um robô que automaticamente faz toda a programação dos protocolos, depois os protocolos foram sendo atualizados a cada duas semanas, pois as diretrizes clínicas mudavam o tempo todo conforme o entendimento da Medicina sobre a doença evoluída.

A proposta da empresa é assistir toda a jornada do paciente desde a triagem, passando pela quarentena em casa com telemonitoramento, chegando até a ajudar médicos no diagnóstico e da definição do tratamento. Tudo isso gera dados valiosos que podem ser anonimizados e então compartilhados com as lideranças médicas responsáveis pela definição e melhoria contínua dos protocolos.

“Um dos maiores benefícios dos Protocolos Automatizados é que a ferramenta é intuitiva ao ponto de ser capaz de ajudar na capacitação das equipes de Saúde, além disso, é muito ágil. Tudo isso estimula a geração de dados clínicos do mundo real, mesmo no caos da pandemia, que por sua vez ajudam gestores hospitalares e pesquisadores a promover um custo-efetivo combate à pandemia”, finaliza Ramos.

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Tecnologia permite coletar dados de testes de coronavírus em até 3 minutos

A Fundação CERTI desenvolveu um sistema inédito no Brasil, capaz de coletar dados de testes de coronavírus em até 3 minutos e registrar informações de 5 mil exames em um só dia. Todos os 56 mil testes moleculares realizados pela startup Biomehub em pessoas assintomáticas em Santa Catarina, dentro do Projeto Iniciativa Covid-19, foram cadastrados por meio da plataforma da CERTI. Uma dessas ações de testagem em massa foi realizada em parceria com a prefeitura de Florianópolis, em 6,5 mil profissionais do setor produtivo, entre trabalhadores do comércio e de Educação Física de academias da capital. 

Os aplicativos integrados ao sistema desenvolvido pela CERTI dispensam o uso de planilhas de preenchimento pelos profissionais que coletam as amostras, agilizando o processo. Ele também pode ser usado pelo paciente que será examinado. A pessoa testada pode baixar o aplicativo, que terá um QR Code para ser escaneado pelo agente de saúde que realiza a coleta. Dessa forma, poderá acessar o resultado de seu exame assim que ficar pronto. Além da agilidade, outra vantagem é a rastreabilidade, que ajuda a reduzir contaminações. Por meio do aplicativo é possível, por exemplo, rastrear a geolocalização e identificar quem teve contato com pessoas contaminadas pela Covid-19, para que também sejam testadas. 

“Com esta solução, o paciente tem a garantia de que receberá o resultado do exame de forma rápida, segura e digital, ao contrário de processos manuais que são passíveis de erros e atrasos. Atualmente, a coleta de dados de Covid-19 num laboratório ou em campo leva cerca de 20 minutos. Com o app, é possível fazer a coleta e liberar o paciente em até 3 minutos”, explica Maurício Dobes, diretor de Convergência Digital da CERTI. 

De acordo com a organização, o sistema oferece segurança no diagnóstico e mantém em sigilo as informações sensíveis dos pacientes, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que já está em vigor. O software também armazena um histórico de exames e pode ser integrado aos bancos de dados do laboratório, podendo ser usado para coleta de outras amostras de materiais biológicos, além de detectar Covid-19. 

“Um sistema como esse facilita ações da saúde pública, pois permite que prefeituras e laboratórios criem processos próprios para vacinas e exames epidemiológicos em larga escala, já que qualquer cidadão poderá ter seu próprio QR code. O governo, por exemplo, poderá usufruir do legado desse software para futuras campanhas de saúde”, diz Dobes. 

Os testes realizados pela BiomeHub, por meio do Projeto Iniciativa Covid-19, tratam-se de uma parceria com CERTI, SESI e Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), para proporcionar a retomada da economia de forma segura e monitorar a evolução das contaminações pelo vírus. Para isso, foram realizadas testagens moleculares tipo RT-PCR – os mais precisos para detectar o vírus ativo num indivíduo – em grande escala e com baixo custo de aplicação – entre 20 a 25% do custo do mercado. 

“Nesta etapa de retomada, é a realização dos protocolos de segurança, juntamente com a testagem em massa recorrente, que vai fazer com que consigamos isolar mais rapidamente os indivíduos infectados. Neste contexto, chamo a atenção para os infectados assintomáticos, pois apesar de não terem sintomas, possuem carga viral semelhante aos sintomáticos e, logo, o mesmo potencial de transmissão”, observa o doutor em Genética e Biologia molecular Luiz Felipe Valter de Oliveira, CEO da BiomeHub.

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