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Gartner: 69% dos Conselhos de Administração aceleraram iniciativas digitais por do coronavírus

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, estima que 69% dos Conselhos de Administração aceleraram suas iniciativas de negócios digitais em função dos impactos causados pela disseminação de COVID-19. De acordo com os analistas do Gartner, quase metade dos boards anteciparam a mudança do modelo de negócios de suas organizações como resultado da pandemia.

A pesquisa Gartner Board of Directors 2021 foi realizada de forma totalmente on-line, de maio a junho de 2020, com 265 membros de Conselhos de Administração de companhias internacionais. O estudo teve como objetivo compreender como os boards estão vendo a evolução dos modelos de negócios em suas empresas para uma nova era de negócios digitais, assim como avaliar qual tem sido o papel dos diretores de TI e de outros executivos líderes diante contexto da crise de COVID-19.

“Os boards desempenham um papel importante em ajudar a equipe de liderança executiva a pensar além dos riscos de curto prazo e associados a pandemia”, diz Partha Iyengar, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “A transformação digital impulsionada pela tecnologia pode e deve ser um grande facilitador para ajudar as empresas a saírem ainda mais fortes da crise, revisando de maneira ampla suas abordagens em relação a clientes, colabora dores e cadeia de suprimentos”.

A pandemia de COVID-19 está forçando mudanças nos orçamentos das empresas – A maioria dos boards (67%) espera por aumentos no investimento em tecnologia como resultado direto da pandemia, ao mesmo tempo que áreas como marketing e RH devem sofrer cortes orçamentários no curto prazo. Os entrevistados pela pesquisa projetam um aumento de quase 7% em seus orçamentos de TI para 2020. “A principal demanda dos conselhos administrativos durante a crise do COVID-19 é aprovar investimentos prospectivos, mesmo diante de potenciais quedas nas taxas de receita e lucros”, afirma Iyengar.

Segundo o analista, a expectativa é que as ferramentas de análise de dados e de Inteligência Artificial (IA) ganhem força como tecnologias que permitam a revolução dos negócios a partir dos eventos gerados pela pandemia, à medida que as empresas se apoiam nelas para conduzir a uma melhor tomada de decisões no novo ambiente de trabalho remoto primeiro.

Iniciativas de tecnologia digital no topo da lista de prioridades de negócios dos Conselhos de Administração – Impulsionadas pela crise aberta com a pandemia de COVID-19, as iniciativas de tecnologia digital servirão como a principal prioridade estratégica de negócios para os boards administrativos nos próximos dois anos, seguidas pelo avanço das iniciativas de envolvimento das companhias com os clientes e  de gerenciamento da força de trabalho remota.

A pesquisa indica que 86% dos entrevistados consideram a tecnologia como tendo um papel transformador na abordagem de prioridades estratégicas dos negócios, motivo pelo qual a maioria das organizações deve criar a função de “Diretor Digital” para responder ao COVID-19 a longo prazo.

“Os Conselhos de Administração devem adotar abordagens inovadoras para seus modelos de governança, aproveitando tecnologias e experiência em TI para acomodar os impactos que a pandemia está causando em suas agendas de transformação digital”, acrescenta o analista.

Boards identificam o diretor de TI como parceiro – Quase todos os entrevistados esperam que os líderes da operação colaborem uns com os outros durante a crise de COVID-19. Mais da metade acredita que os Chief Information Officers (CIOs) atuam como parceiros de líderes de negócios seniores, enquanto mais de um terço procura o CIO para liderar sozinho os problemas de negócios digitais. A renovação de longo prazo é uma área de foco importante para o Conselho, com 28% dos entrevistados se concentrando na fase “Renovar” da retomada. A gestão executiva está menos focada na renovação (18%) e mais focada na fase “Responder”, com pouco menos da metade relatando ser sua área de foco principal.

“Os CIOs e o restante da equipe de executivos devem se envolver com os Conselhos na criação de uma estratégia de longo prazo para renascimento – e até mesmo sobrevivência da companhias- após a crise”, diz Iyengar.

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Gartner: receita mundial com software de automação robótica de processos será de cerca de US$ 2 bilhões em 2021

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, prevê que a receita global do mercado de software para automação robótica de processos (RPA – de Robotic Process Automation, em inglês) deverá atingir a marca de US$ 1,89 bilhão em 2021, número que representa um aumento de 19,5% em relação a 2020. De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, apesar das pressões econômicas causadas pela pandemia de COVID-19, o segmento de RPA ainda deve crescer em taxas de dois dígitos até 2024.

“O principal motivador dos projetos de RPA é a capacidade de melhorar a qualidade, velocidade e produtividade dos processos, ganhos que são cada vez mais importantes para as empresas, principalmente à medida que as organizações tentam atender às demandas de redução de custos por conta dos impactos  gerados pelo COVID-19”, diz Fabrizio Biscotti, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “As empresas podem avançar r apidamen te em suas iniciativas de otimização digital investindo em software de RPA, e essa tendência não irá desaparecer tão cedo”.

A receita mundial do setor de software de RPA deve chegar a US$ 1,58 bilhão em 2020, o que representa um aumento de 11,9% em relação a 2019 (ver Tabela 1). Até 2020, porém, os preços médios de RPA deverão diminuir de 10% a 15%, com quedas anuais de 5% a 10% esperadas em 2021 e 2022, criando forte pressão de reduç&at ilde;o d e preços.

Tabela -Receita mundial de software para RPA (em bilhões de dólares)

 201920202021
Receita ($)1,4111,5791,888
Crescimento (%)62,9311,9419,53

Fonte: Gartner (Setembro de 2020)

COVID-19 aumenta interesse das empresas por soluções de RPA – A pandemia e a recessão que se seguiu aumentaram o interesse de muitas organizações em soluções de automação robótica de processos. Os analistas do Gartner preveem que 90% das grandes companhias em todo o mundo terão adotado o RPA de alguma forma até 2022, já que buscam capacitar digitalmente processos de negócios críticos por meio de resiliência e escalabilidade, enquanto recalibram o trabalho humano e o esforço manual.

“O Gartner avalia que a demanda de RPA deverá crescer e os provedores de serviços precisarão oferecer soluções de RPA de forma mais consistente a seus clientes, devido ao impacto do COVID-19”, destaca Cathy Tornbohm, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “A diminuição da dependência de uma força de trabalho humana para uma rotina de processos digitais será mais atraente para os usuários finais, n&atild e;o apen as pelos benefícios de redução de custos, mas também para garantir seus negócios contra impactos futuros como esta pandemia”.

Expectativa é que as organizações aumentem suas capacidades de lidar com soluções de RPA – Até 2024, as grandes organizações triplicarão a capacidade de seus portfólios existentes de RPA. A maior parte dos gastos “novos” virá de grandes organizações que estão adquirindo capacidade adicional de seu fornecedor original ou, ainda, de parceiros dentro do ecossistema.

“Conforme as organizações crescem, elas precisarão adicionar licenças para executar o software de RPA em servidores adicionais e adicionar núcleos para lidar com a carga”, explica Biscotti. “Esta tendência é um reflexo natural das crescentes demandas colocadas na ‘infraestrutura em todos os lugares’ (‘everywhere infrastructure’, em inglês) de uma organização”.

Os futuros clientes de RPA virão de compradores que não são da área de TI – A adoção das soluções de RPA aumentará à medida que a conscientização sobre as vantagens desses serviços aumentar entre os usuários comerciais. Na verdade, em 2024, o Gartner prevê que quase metade de todos os novos clientes RPA virão de compradores comerciais que não façam parte, especificamente, de uma equipe ou organização de TI.

“Os principais fornecedores de software RPA têm como alvo os diretores financeiros e operacionais, em vez de apenas executivos da área de TI. Esses profissionais de outras áreas são os que devem melhor aproveitar a implementação rápida de automação via low code e no code. O desafio dos fornecedores será integrar o RPA com sucesso, em ambientes heterogêneos e em mudança, que é onde a TI pode fazer a diferença”, diz Biscotti.

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Gartner: 75% dos CEOs serão responsabilizados pessoalmente por incidentes de segurança ciberfísica

A responsabilidade por incidentes de segurança ciberfísica deixará de ser um tema simplesmente corporativo para se tornar uma questão pessoal para 75% dos CEOs até 2024. Esse é um dos destaques da mais recente pesquisa divulgada pelo Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas. 

De acordo com o levantamento, isso acontecerá devido à natureza e importância dos sistemas ciberfísicos (CPSs – Cyber-Physical Systems em inglês). Segundo o Gartner, CPS são os sistemas e recursos projetados para orquestrar o relacionamento e análise de toda a interação do digital com o mundo físico (incluindo humanos), permitindo o controle, detecção e dimensionamento dos potenciais eventos, assim como acompanhamento das consequências dessa relação.  

Em outras palavras, essas soluções sustentam todos os esforços de conexão do ambiente de TI com estruturas operacionais e dispositivos de Internet das Coisas (IoT), nas quais as considerações de segurança abrangem os mundos cibernético e físico, como infraestrutura crítica e intensiva em ativos e ambientes de saúde clínica. Como consequência, todos os possíveis incidentes relativos à infraestrutura ciberfísica pode provocar uma série de impactos graves, incluindo danos físicos a pessoas, propriedades ou ainda causar desastres ambientais.  

Neste cenário, os analistas do Gartner estimam que o número de incidentes aumentará rapidamente nos próximos anos, devido à falta de foco em segurança e à ausência de investimentos alinhados a esses ativos. 

“Órgãos reguladores e governos reagirão prontamente a um aumento de incidentes graves causados por falhas de proteção dos CPSs, aumentando drasticamente as regras e regulamentos que os regem”, afirma Katell Thielemann, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “Nos Estados Unidos, por exemplo, o FBI, a NSA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) já ampliaram a frequ& ecirc;ncia e os detalhes a respeito de ameaças a sistemas relacionados à infraestrutura crítica, sendo que a maioria é de propriedade do setor privado. Em breve, os CEOs não serão capazes de alegar não conhecimento nem de se esconder atrás de suas apólices de seguro”. 

O Gartner prevê que o impacto financeiro dos ataques aos CPS resultando em perdas fatais atingirá cerca de 50 bilhões de dólares até 2023. Mesmo sem considerar o valor atual de uma vida humana na equação, os custos para as organizações em termos de compensação, litígio, seguro, multas regulatórias e perda de reputação será significativa. 

“Os líderes de Tecnologia precisam ajudar os CEOs a compreender os riscos que os CPSs representam e a necessidade de dedicar foco e orçamento da organização para protegê-los”, diz a analista do Gartner. “Quanto mais CPSs conectados existem, maior a probabilidade de ocorrer um incidente”. 

Com a Tecnologia Operacional, edifícios e cidades inteligentes, carros conectados e veículos autônomos, os incidentes no mundo digital terão um efeito muito maior no mundo físico, uma vez que agora existem riscos, ameaças e vulnerabilidades em um espectro ciberfísico bidirecional. No entanto, muitas empresas não estão cientes dos CPSs já implantados em suas organizações, seja por sistemas legados conectados a redes corporativas por equipes fora de TI ou em decorrência de novos investimentos em automação e modernização voltados para negócios. 

“Um foco em Gerenciamento de Resiliência Operacional (ORM – de Operational Resilience Management, em inglês) além da segurança cibernética centrada em informações é extremamente necessário”, afirma Thielemann. 

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Gartner prevê que vendas globais de drones de uso corporativos crescerão 50% em 2020

As vendas mundiais de drones para uso corporativo integrados às redes de Internet das Coisas (IoT) chegarão a 526.000 unidades em 2020, o que representa um aumento de 50% em relação a 2019, segundo estimativa do Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas. A previsão é de que as vendas globais anuais atinjam 1,3 milhão de unidades até 2023.

“O setor de construção é um dos primeiros a adotar os drones, o que faz com que o monitoramento de obras e construções seja o maior caso de uso atual das vendas em todo o mundo”, diz Kay Sharpington, Analista Principal do Gartner. “Estima-se que as remessas para esse segmento atinjam quase 210.000 drones em 2020 e mais que dobrem até 2023, pois os drones estão assumindo tarefas como mapeamento de terreno e gerenciamento de terraplanagens, pois são mais rápidos e seguros para realizarem este tipo de tarefa.”

Para economizar custos ao pesquisar e analisar locais, a expectativa é que a relação entre o número de funcionários da área de construção nas obras diminua de 2.400 operários/drone utilizado em 2018, para 640 operário/drone em uso já em 2020.

A maior parte das aplicações são para vigilância e monitoramento devido à complexidade técnica de outros aplicativos. Em 2020, o segundo e o terceiro principais exemplos de uso de drones no mercado corporativo serão o monitoramento de serviços de incêndio e a investigação de seguros.

Tabela 1: Os 5 principais casos de uso de drones corporativos dentro de redes de IoT – Remessas mundiais de 2019 a 2023 (em milhares de terminais)

Casos de Uso

2019
2020
2021
2022
2023
Monitoramento de Obras e Construções
141.1
209.8
294.2
394.3
509.5
Monitoramento de serviços de incêndio
32.7
48.5
58.2
63.7
67.0
Investigação de seguros
31.8
46.4
67.2
96.3
135.8
Investigação e Recolhimento de provas policiais
26.8
45.1
60.4
72.0
80.7
Aplicação de varejo
12.9
24.9
44.4
75.1
122.0
Outros casos de uso
106.2
150.8
206.5
275.3
356.5
Total
351.5
525.6
730.9
976.7
1,271.6

Notas: O Gartner prevê drones corporativos em mais de 25 casos de uso em seu banco de dados de Previsão da Internet das Coisas. Os totais podem não somar devido a arredondamentos.

Fonte: Gartner (dezembro de 2019)

Setor de seguros adota rapidamente drones para realizar inspeções – O setor de seguros é o terceiro maior caso de uso, com expectativa de remessas de 46.000 drones previstas para este setor em 2020. Espera-se que a presença desses equipamentos praticamente triplique nos próximos anos, atingindo 136.000 dispositivos comercializados em 2023. “Os drones são usados ​​para realizar inspeções em edifícios e estruturas após uma reclamação, para avaliar a extensão e a causa dos danos. Eles também podem ser usados ​​para avaliar o tipo e condição do edifício ao fornecer uma cotação de seguro”, afirma o analista do Gartner. “Seus benefícios são valiosos. Por exemplo, eles reduzem o custo de andaimes, escadas e tempo dos funcionários, ao mesmo tempo em que fornecem um registro fotográfico abrangente das condições do prédio ou terreno.” Para pesquisar as áreas de reclamações a um custo menor, o Gartner espera que os drones aplicados na área de seguros cresçam de uma relação de 152.000 pessoas por drone em uso pelas seguradoras, em 2018, para uma taxa de 72.000 pessoas por equipamento utilizado em todo o mundo em 2020.

Instituições governamentais estão usando drones para aumentar a segurança – A polícia e as agências de combate a incêndios em todo o mundo estão implantando drones em operações de segurança pública, gerenciamento de incêndios florestais, investigação da cena do crime e operações de busca e salvamento. O Gartner estima que o número de drones usados ​​pela polícia e pelos corpos de bombeiros passará da taxa de um equipamento para mais de 210.000 pessoas para uma relação de 47.000 habitantes por drone em operação já no ano de 2020. “Os drones dos bombeiros usam câmeras e imagens térmicas para identificar fontes de incêndio, áreas de calor extremo, pessoas presas e as posições dos bombeiros no campo”, explica o analista do Gartner. “Consequentemente, as agências de combate a incêndios podem implantar recursos nas áreas certas em emergências e investigar incidentes, minimizando o risco de vida”.

Adoção de drones no setor de varejo aumentará rapidamente após 2023 – Os drones usados ​​para entregas no varejo fornecerão aos clientes um serviço rápido, e permitirão que os varejistas tenham acesso a seus consumidores, mesmo em áreas remotas. No entanto, as restrições regulatórias e o desafio logístico de coordenar as rotas de voo, gerenciar o espaço aéreo em áreas densamente povoadas e gerenciar várias cargas úteis, significa que o varejo, em geral, é uma oportunidade de longo prazo para os drones. As remessas de drones totalizarão 25.000 em 2020 e subirão para 122.000 unidades em 2023. Seguindo essa trajetória, a maior oportunidade para o varejo ocorrerá somente após 2023. Além disso, o Gartner estima que o número de funcionários por drone diminuirá de 73.000 colaboradores por drone em 2018, para uma razão de 18.000 funcionários globais por equipamento em 2020.

Gartner apresenta cinco armadilhas que executivos de TI devem evitar para serem líderes bem-sucedidos

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que os novos CIOs (Chief Information Officers) devem procurar informações e tentar aprender com os erros comuns de quem já viveu a experiência de se tornar um líder de tecnologia para, de fato, se prepararem de forma ainda mais eficiente para as novas demandas desta função.

Segundo analistas do Gartner, essa pode ser a principal dica para que os profissionais evitem maiores dificuldades no comando de áreas de TI. O Gartner alerta que se você for um novato na função de CIO ou um profissional experiente, o primeiro dia em uma nova companhia certamente reservará algumas surpresas, desafios esperados e, provavelmente, muita papelada para ler.

“No seu primeiro dia como novo CIO, há algumas situações potencialmente prejudiciais que se abrem à sua frente”, diz Kelly Calhoun Williams, Vice-Presidente de Análise do Gartner. “A boa notícia é que os CIOs mais experientes já experimentaram repetidamente essas situações, e você pode se preparar buscando essas histórias.”

De acordo com o Gartner, as cinco dicas que os líderes de TI deveriam seguir para evitar armadilhas comuns e alcançar sucesso em sua jornada são:

1. Redirecione o ego para a eficácia – Embora você tenha demonstrado à direção da empresa que você é a pessoa certa para o cargo, a verdade é que seu trabalho é algo desconhecido de sua equipe, colegas e fornecedores. Resista ao desejo de estabelecer sua credibilidade compartilhando histórias de sucesso de suas experiências anteriores. Passe devagar pelo processo de familiarização com as pessoas, estabelecendo a confiança delas. Mesmo se você tiver um histórico impecável até o momento, restabeleça sua marca do zero para se tornar um líder confiável.

2. Mostre seu apreço às histórias e demonstre sua parceria com a equipe – É possível que um ou mais membros de sua equipe tenham se inscrito para ser o novo CIO da companhia – ou até tenham atuado como CIO interino – mas não foram escolhidos. Esses candidatos provavelmente estão decepcionados, talvez magoados e ressentidos. Eles podem pensar que você não merece o emprego. É uma situação muito comum. Preste atenção extra aos candidatos frustrados, ou com aqueles que se mostram mais ressentidos com sua chegada, e trabalhe para dissuadí-los de qualquer problema ou para ajudá-los a encontrar um cargo em outro lugar. A realidade é que eles costumam seguir em frente de qualquer maneira.

3. Avalie detalhadamente suas decisões – Decisões precoces e com poucas informações são, geralmente, uma maneira comum de se encaminhar para o fracasso. Lembre-se de que, a menos que ocorra uma crise séria, mais algumas semanas não farão diferença significativa, mas agir cedo demais pode causar danos duradouros, que exigem retrabalho, reprojeto ou reparo. Seja para interromper ou iniciar algum projeto grande ou substituir pessoas importantes em sua equipe durante a transição, ter paciência e agir coerentemente é sempre o mais indicado.

4. Aguente firme – Os novos CIOs geralmente caem na armadilha de deixar escapar críticas precoces ao trabalho do líder anterior, mas a equipe de TI e outras pessoas podem achar que as críticas também são direcionadas a eles. Tenha certeza de que suas opiniões como novo CIO são altamente valorizadas, mas mantenha suas críticas para obter o máximo de precisão e impacto quando tiver certeza de que pode fazer melhorias.

5. Busque conselhos sábios – Antes de começar, monte um pequeno e confiável grupo de conselheiros, formado por pessoas que o conhecem bem – especialistas em seu setor e pessoas poderosas em sua nova organização que investiram em seu sucesso. Caso contrário, você corre o risco de confiar nas pessoas erradas para aconselhamento político. Isso pode levar você a cometer erros graves, enfrentando a cultura, normas e formas de trabalho da nova organização.

Para discutir o tema e apresentar dicas sobre como aplicar este processo, os analistas do Gartner apresentarão pesquisas e novidades durante o Gartner IT Symposium/XpoTM 2019, principal evento do Gartner no Brasil, que acontecerá de 28 a 31 de outubro. Trata-se do mais importante encontro de CIOs e executivos de TI do mundo. Líderes da área confiam em eventos como esses para obter insights sobre como suas organizações podem usar TI para superar desafios de negócios e melhorar a eficiência operacional de suas empresas. Acompanhe novidades sobre os eventos no Twitter: #GartnerSYM.

As inscrições para o Gartner IT Symposium/XpoTM 2019 podem ser feitas pelos telefones (11) 5632-3109, 0800-7741440, e-mail conferencias.brasil@gartner.com ou também pelo website www.gartner.com/br/symposium.

Conferência Gartner Segurança & Gestão de Risco 2019 destaca novos desafios de cibersegurança no mundo digital

Qual é o papel dos líderes de TI e Negócios diante dos novos desafios de cibersegurança? Essa e muitas outras perguntas serão respondidas durante a Conferência Gartner Segurança e Gestão de Risco 2019, que acontece nos dias 13 e 14 de agosto, em São Paulo. No evento, analistas do Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, apresentarão insights e novidades sobre a área de segurança e como os executivos de tecnologia e business podem se preparar para o futuro de suas operações.

“Hoje, os riscos cibernéticos são um dos três maiores inibidores do progresso das iniciativas de negócios digitais em todo o mundo. Esse cenário exige que os líderes de TI e negócios descubram e desenvolvam novas habilidades para atender as exigências de cibersegurança e resiliência dentro das organizações. São esses pontos que abordaremos nestes dois dias de atividade em São Paulo”, explica Augusto Barros, Chairman da Conferência e Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner.

Dividida em quatro vertentes de conteúdo (Liderança e Estratégia; Tendências e Competências; Gestão de Risco e Resiliência; e Arquitetura e Operações), a Conferência discutirá as principais tendências e demandas da área de segurança, privacidade e gestão de riscos. Durante a programação, o público terá acesso às apresentações de analistas do Gartner, workshops, casos de sucesso e oportunidades para troca de experiências.

Com expectativa de reunir mais de 700 especialistas, o evento apresentará em dezenas de painéis o cenário de segurança digital e indicará como os líderes podem avançar em suas estratégias de proteção em uma era marcada pela expansão de soluções Cloud, escassez de profissionais qualificados e grandes desafios de compliance. “Ao todo serão apresentadas mais de 30 novas pesquisas e análises exclusivas sobre os mais importantes e relevantes assuntos”, diz Barros.

De acordo com pesquisas do Gartner, 95% dos líderes de dados acreditam que as ameaças de cibersegurança vão aumentar e impactar o dia a dia de diferentes partes e processos de uma organização. “Estamos em um momento que é preciso estabelecer novos padrões de liderança e comunicação para mudar o mindset organizacional no que diz respeito à proteção das informações e a inovação”, explica Barros, ressaltando que o objetivo da Conferência é apresentar insights e dados que estimulem o aprimoramento dos gestores de diferentes áreas em relação à segurança.

Um dos destaques do evento deste ano é a realização do CISO Circle, criado exclusivamente para Chief Information Security Officers (CISOs), Chief Risk Officers (CROs) e executivos com poder de decisão nas áreas de segurança e risco dentro das organizações. A meta é proporcionar uma experiência diferenciada por meio de sessões únicas e relevantes ao permitir acesso a conteúdos relevantes para os negócios.

Durante a Conferência, os participantes que desejarem recomendações específicas para os desafios de suas empresas poderão agendar reuniões particulares com analistas do Gartner. Nesses encontros, os executivos participantes receberão dicas sobre como preparar seus negócios para incorporar assertivamente tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina e Analytics. Entre os temas discutidos estão Blockchain e cibersegurança.

Até o dia 12 de julho, o Gartner oferece desconto de R$ 550,00. Interessados em participar do evento devem contatar o Gartner pelo e-mail conferencias.brasil@gartner.com, pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800 774 1440, ou pelo site http://www.gartner.com/pt-br/conferences/la/security-risk-management-brazil.

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Gartner alerta que a maioria das empresas não conseguirá implementar novas formas de trabalho digital até 2021

O Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que, até 2021, apenas um quarto das organizações de médio e grande porte conseguirá implementar novas formas de trabalho em pelo menos 80% de suas iniciativas e projetos. Entre os modelos de trabalho incluem processos de tomada de decisão distribuída, trabalho virtual e remoto e espaços de trabalho físicos redesenhados.

“As iniciativas digitais no local de trabalho não podem ser tratadas exclusivamente como uma iniciativa de tecnologia”, afirma Carol Rozwell, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “Quando as ações são executadas como uma série de lançamentos de tecnologia, o envolvimento dos funcionários e a abordagem da mudança cultural associada são deixados para trás. O sucesso do local de trabalho digital é impossível sem isso”.

Mudança Emergente das Lideranças – Uma nova abordagem para lidar com as demandas de transformação constante dos negócios está surgindo para os líderes, com a expansão do trabalho digital – o que tem mudado a forma de liderança. Para o Gartner, “os líderes do trabalho digital devem perceber que seu papel de orquestrador da mudança está se afastando de práticas de liderança previamente arraigadas, que viam os funcionários como um grupo resistente à mudança. Em vez disso, é preciso envolvê-los na cocriação deste novo caminho”.

Trabalho Digital e a formação de uma “Equipe nível A” – À medida que os líderes dessa nova era de trabalho digital mudam seus pensamentos e ações em direção a projetos orientados para as pessoas, eles podem inspirar e engajar uma “equipe” interdisciplinar para ajudar a criar estratégias para impulsionar os novos modos de trabalho dentro das empresas. Essa “equipe” – extraída das áreas de TI, gerenciamento de instalações, recursos humanos e partes interessadas nos negócios – serão a base para o líder entender como as novas tecnologias, processos e estilos de trabalho melhorarão a experiência geral dos funcionários e permitirão que eles realizem um trabalho de missão crítica com mais eficiência. No final, as organizações que reservam tempo para investir na experiência dos funcionários obterão uma melhoria de 10%, em média, nos índices de engajamento de suas equipes.

O Papel da Unidade de Negócios – Os programas bem-sucedidos da nova era de trabalho digital falam menos de tecnologia e mais sobre o que afeta a experiência do funcionário e as mudanças necessárias no ambiente de trabalho. “O líder da unidade de negócios é o defensor de uma nova maneira de trabalhar no ambiente de trabalho digital. Essa é a pessoa que identifica os resultados de negócios desejados, desenvolve o caso de negócios e estabelece as medidas pelas quais o sucesso é determinado. Sem envolver os líderes das unidades de negócios, será impossível lidar com o escopo das mudanças necessárias”, diz Rozwell.

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Unisys é nomeada líder no Quadrante Mágico 2019 do Gartner para serviços gerenciados de ambiente de trabalho

A Unisys Corporation (NYSE: UIS) anuncia que o Gartner posicionou a empresa no grupo de líderes em seu Quadrante Mágico 2019 para Serviços Gerenciados para Ambiente de Trabalho, América do Norte, classificando-a entre 21 prestadores de serviços nessa categoria.

O Gartner define serviços gerenciados para ambiente de trabalho (Managed Workplace Services – MWS) como um subconjunto do mercado de terceirização de TI, que inclui tanto o outsourcing tradicional para usuários finais, quanto novos serviços para o ambiente de trabalho digital, que consistem em suporte automatizado e integrado, priorizando a nuvem. O relatório do Gartner colocou a Unisys na posição mais alta do eixo capacidade de execução.

“Com o local de trabalho sendo a linha de frente da mudança digital e do engajamento dos funcionários, serviços inovadores nesse campo dão às organizações uma vantagem competitiva”, afirma o relatório do Gartner.

“Para nós, o reconhecimento do Gartner posicionando a Unisys como líder em serviços gerenciados para o ambiente de trabalho valida nossa abordagem digital com foco em segurança e automação voltada a elevar a produtividade e a satisfação dos colaboradores dos nossos clientes”, comenta Eric Hutto, vice-presidente sênior e presidente de Enterprise Solutions da Unisys. “Acreditamos que esse relatório ilustra como estamos atendendo às necessidades dos profissionais digitais de hoje para colaboração segura e capacidade de usar a automação e a inteligência artificial em benefício de uma força de trabalho mais eficiente”, completa.

O pacote da Unisys para serviços de ambiente de trabalho digital permite transformar plataformas de colaboração do usuário final, serviços e soluções de produtividade em um local de trabalho digital moderno, baseado na nuvem e com recursos de mobilidade, que promove a inovação e a produtividade dos profissionais, além de reduzir custos. O Unisys InteliServe™ converte o service desk tradicional em uma experiência inteligente e centrada no usuário.

“Nossos investimentos em serviços digitais para ambiente de trabalho complementam nossa já consolidada capacidade de execução, gerando valor para os negócios com inovação direcionada”, afirma Mickey Davis, vice-presidente global de serviços digitais para ambiente de trabalho da Unisys. “Nossos métodos de entrega consistentes associados aos nossos investimentos nos permitem não só levar novas tecnologias aos clientes, mas também usar essas inovações para melhorar a experiência dos clientes deles”.

O Quadrante Mágico 2019 para Serviços Gerenciados para Ambiente de Trabalho, América do Norte (publicado em 14 de janeiro de 2019 com autoria de Daniel Barros e Mark Ray) pode ser consultado aqui.

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Gartner: negócios digitais estão forçando serviços de Infraestrutura em Nuvem para além de seus limites

Pesquisas do Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, apontam que as iniciativas de negócios digitais estão forçando os fornecedores de serviços de infraestrutura baseadas em Nuvem a expandirem suas ofertas para além das tecnologias de Edge Computing para oferecerem os chamados serviços de pontos de contato digital.

De acordo com o Gartner, um ponto de contato digital (touchpoint digital, em inglês) é todo e qualquer tipo de interação entre usuários e um dispositivo, produto ou serviço digital. Por exemplo: quando um indivíduo faz uma sessão de perguntas e respostas com um chatbot, reserva um voo on-line ou usa um rastreador de condicionamento físico.

“Criar ‘momentos de negócios’ em pontos de contato digitais é a nova maneira escalável de engajar os clientes”, diz Rene Buest, Diretor de Pesquisa sênior do Gartner. “Os fornecedores de serviços de infraestrutura que não conseguirem abraçar esse desenvolvimento perderão sua presença junto aos clientes, no futuro, e precisarão lutar para interagir de perto com os consumidores novamente”.

O Gartner prevê que, até 2021, 65% dos fornecedores de infraestrutura global gerarão 55% de sua receita por meio de serviços relacionados às ferramentas de Edge Computing que ajudem seus clientes a criar estes momentos de negócios em pontos de contato digitais.

Organizações estão engajando seus clientes com novos pontos de contato digitais

A explosão da Internet das Coisas (IoT) e de interfaces de interação homem-máquina está empurrando os recursos e serviços de computação para mais perto das demandas necessárias para o funcionamento dos pontos de contato digitais, na borda da infraestrutura das organizações. Ao mesmo tempo, um número cada vez maior de companhias está se concentrando na ponta para se envolver mais de perto com os clientes em pontos de contato digitais.

De acordo com uma pesquisa do Gartner*, 27% das organizações já planejam explorar a computação de ponta como parte de sua estratégia de infraestrutura. Até o final de 2019, 70% dos entrevistados esperam que a computação de borda se torne relevante para o seu plano de infraestrutura.

Indo além da Edge Computing para oferecer serviços de contato digital

Embora a Computação em Nuvem forneça a base para infraestruturas ágeis, como facilitadora da tecnologia de back-end para negócios digitais, o fato é que as demandas necessárias para as iniciativas de pontos de contato digitais são diferentes. Isso se deve aos requisitos de tomada de decisão e interação em tempo real, ao crescimento dos dados produzidos a cada interação e à demanda por segurança, autonomia e privacidade acerca das informações. Como resultado, o armazenamento e os serviços de processamento precisam estar localizados fisicamente mais próximos das pessoas, o que força a colocação dos serviços em Nuvem nas estruturas de Edge Computing.

Até 2022, o Gartner estima que metade das grandes organizações integrará os princípios de Edge Computing em seus projetos. Isso ocorre em parte porque, até 2022, US$ 2,5 milhões serão gastos a cada minuto na Internet das Coisas (IoT) e 1 milhão de novos dispositivos de IoT serão vendidos a cada hora.

“Esse enorme crescimento precisará ser apoiado por ambientes de infraestrutura confiáveis e ​​que suportem a proximidade, baixa latência, alta largura de banda, autonomia e privacidade”, explica Buest. “A Computação em Nuvem não é mais suficiente. Os fornecedores de serviços de infraestrutura devem explorar esse crescimento estendendo os serviços além da margem definida para oferecerem suporte ao funcionamento dos pontos de contato digitais”.

Concentrando-se na entrega dos pontos de contato digitais, os fornecedores de serviços de infraestrutura poderão impulsionar sua cadeia de valor de entrega às companhias, com componentes rápidos e próximos de onde os usuários finais interagem com as empresas. Possíveis serviços podem incluir:

• Gerenciamento de infraestrutura: essa opção de serviço permite uma abordagem de plataforma de infraestrutura abrangente, do núcleo dos recursos alocados em Nuvem até as aplicações baseadas em Edge Computing, com o objetivo de oferecer suporte aos pontos de contato digitais dos clientes. Também inclui o requisito de controlar, categorizar e implantar a infraestrutura, com aplicativos, serviços e conectividade necessários em um estilo definido por software.

• Integração de infraestrutura: este recurso garante uma integração de serviços de infraestrutura firme, suave e orientada por API com infraestrutura local, dispositivos de ponta, serviços em Nuvem, plataformas de middleware, dados, processos, gateways e dispositivos móveis.

• Segurança de infraestrutura: fornece os serviços e ferramentas necessários para garantir o gerenciamento de segurança holística de infraestrutura, com análise de plataformas, dispositivos, aplicativos, dados, processos e usuários.

• Gerenciamento e controle de dados: entrega gerenciamento completo do ciclo de vida de dados gerados e coletados nos pontos de contato digitais e de Edge. Nesse serviço, uma cadeia sustentada que integre a rede em Nuvem, as aplicações de Edge Computing e os pontos de contato digital deve ser implementada para garantir que os dados sejam gerenciados e compatíveis em cada estágio.

Pesquisas adicionais sobre o tema serão apresentadas durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo. No evento, analistas brasileiros e internacionais vão apresentar conexões vitais entre tecnologias, gestão e cultura com um foco especial na liderança de cada função de Infraestrutura e Operações (I&O).

Interessados em participar do evento devem contatar o Gartner pelo e-mail brasil.inscricoes@gartner.com, pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800 774 1440, ou pelo site www.gartner.com/pt-br/conferences/la/infrastructure-operations-cloud-brazil.

*Nota: Número avaliado com base na Pesquisa Empresarial 2018 do Gartner. Levantamento realizado para aprofundar o entendimento sobre o panorama atual da tecnologia corporativa, com foco nas perspectivas dos funcionários de nível sênior. A pesquisa foi realizada de forma on-line, de novembro a dezembro de 2017, com 771 entrevistados de organizações com mais de 20 funcionários localizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Brasil, China e Índia.

Gartner indica cinco prioridades para as empresas escolherem seus fornecedores de Computação em Nuvem

Para muitas empresas, selecionar um fornecedor de Nuvem adequado para a hospedagem de infraestrutura, aplicações e dados pode ser um processo complicado. Afinal de contas, não há dois fornecedores de Nuvem iguais e a falta de uma estrutura para avaliação faz com que definir o fornecedor correto seja um desafio real para executivos e líderes de Infraestrutura e Operações (I&O).

“Escolher e gerenciar ofertas de Nuvem é uma habilidade essencial para os líderes de I&O, dado o papel central da Computação em Nuvem nas iniciativas da próxima geração, como negócios digitais, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial”, diz Elias Khnaser, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas. “Avaliar esse cenário é uma questão imprescindível. Ainda mais porque, em alguns anos, essas companhias não vão querer olhar para trás com pesar, uma vez que as escolhas definidas agora podem ter um impacto duradouro também no futuro”.

Para que as empresas tenham sucesso na definição de seus futuros fornecedores de serviços em Nuvem, o Gartner indica que os executivos de tecnologia e de I&O sigam cinco prioridades na hora de realizar a seleção, compra e implantação de ofertas de Nuvem:

Prioridade 1: pesquisar os recursos e características das principais ofertas dos fornecedores de Nuvem – Ao selecionar um fornecedor de Cloud, as empresas devem considerar como a arquitetura técnica dos fornecedores se integrarão aos fluxos internos de trabalho, avaliando os efeitos imediatos e no futuro. É preciso que as companhias se lembrem de que as arquiteturas técnicas das principais plataformas de Nuvem são grandes, complexas e geralmente difíceis de entender. Além disso, os detalhes técnicos das ofertas desses fornecedores geralmente são modelos com restrições de uso.

“Apesar desses desafios, é importante determinar os principais componentes das arquiteturas disponíveis, avaliando como esses recursos atendem as operações das companhias e de que maneira as características gerais desses fornecedores afetam a performance da solução no geral. Os líderes de I&O devem priorizar as ferramentas que incluem autoatendimento, elasticidade, acesso à rede, segurança, conformidade regulatória e capacidades operacionais”, afirma Khnaser.

Prioridade 2: entender como as ofertas de Nuvem se comparam a seus principais requisitos e critérios – Antes de escolher um fornecedor de Nuvem, as organizações precisam analisar como as ofertas desses fornecedores se alinham com os requisitos e critérios internos de suas operações. Por exemplo, ao escolher um serviço de Nuvem Pública, os requisitos de entrada padrão são geralmente a simplicidade, desempenho, um amplo conjunto de recursos e custo competitivo. No entanto, muitos clientes estão indo além desses requisitos para escolher quais serão seus fornecedores estratégicos de longo prazo.

Entretanto, quando se trata de infraestrutura como serviço (IaaS) e aplicações de plataforma como serviço (aPaaS), as principais áreas a serem avaliadas são um pouco diferentes. O Gartner indica que, nas ofertas de IaaS, as empresas considerem fatores como capacidade de computação, agilidade de rede, opções de armazenamento, segurança e nível de suporte. Para as ofertas aPaaS, as principais considerações incluem a análise dos componentes de arquitetura de aplicativos, ferramentas para desenvolvedores, arquitetura de virtualização e hospedagem, além de implantação de código, gerenciamento de ciclo de vida, escalabilidade e disponibilidade.

Prioridade 3: avaliar as condições para reduzir os riscos de segurança e conformidade – À medida que as organizações aumentam sua adoção de ofertas em Nuvem Pública, a necessidade de obedecer às regras de privacidade de dados e regulamentadoras que regem o processamento de dados aumenta. O Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR), que entrou em vigor em 2018 vale para todas as organizações que processam e armazenam dados pessoais de qualquer pessoa que resida na União Europeia, independentemente do local. Com isso em mente, os líderes de I&O devem aprender sobre a abordagem dos fornecedores de Nuvem em relação ao GDPR e quais são as ferramentas que eles fornecem para a conformidade dos dados coletados e administrados.

Prioridade 4: encontrar uma estrutura preparada para adquirir ferramentas de plataformas de gerenciamento em Nuvem modernas e atualizadas – Graças à rápida adoção de serviços em Nuvem, as empresas de Cloud Computing estão continuamente lançando novas ferramentas e serviços nativos. Por sua vez, esse movimento de inovação constante está aumentando a importância das plataformas e ferramentas de gerenciamento de Nuvem. Como resultado, as organizações são aconselhadas a criar um conjunto de critérios preparado para avaliar as soluções de Nuvem, bem como uma estratégia capaz de orientar e acompanhar as estratégias de seleção e implementação de recursos de TI.

Prioridade 5: Conhecer as opções de processos e de arquiteturas para implementar a governança dos serviços em Nuvem – As empresas geralmente priorizam as decisões relativas à funcionalidade da infraestrutura, ao invés de avaliar as questões sobre o planejamento de escalabilidade e o suporte técnico de longo prazo. No entanto, é essencial que os líderes de I&O reservem um tempo para se preparar para a governança dos serviços em Nuvem. “Uma estratégia eficaz de governança de TI e design de contas em Nuvem fornece aos líderes de I&O a capacidade de dimensionar as estruturas de maneira correta, além de ajudar a reduzir as complexidades do gerenciamento de rede. Ao propor um planejamento direcionado, é possível que as companhias evitem a necessidade de uma adaptação abrangente e disruptiva da infraestrutura pouco tempo após a transformação do ambiente uma plataforma de produção crítica”, afirma Khnaser.

Pesquisas adicionais sobre o tema serão apresentadas durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo. No evento, analistas brasileiros e internacionais vão apresentar conexões vitais entre tecnologias, gestão e cultura com um foco especial na liderança de cada função de Infraestrutura e Operações (I&O).

Interessados em participar da conferência devem contatar o Gartner pelo e-mail brasil.inscricoes@gartner.com, pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800 774 1440, ou pelo site https://www.gartner.com/pt-br/conferences/la/infrastructure-operations-cloud-brazil/register.

Gartner identifica as cinco principais tendências para Infraestrutura e Operações em 2019

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, destaca as principais tendências que os líderes de infraestrutura e operações (I&O) devem começar a preparar para suportar a infraestrutura digital em 2019.

“Mais do que nunca, o departamento de infraestrutura e operações precisa se envolver com o dia a dia das áreas estratégicas das empresas. O foco dos líderes desse setor não é mais entregar apenas engenharia e processos para as operações, mas entregar produtos e serviços que suportem e permitam a estratégia de negócios das organizações”, diz Ross Winser, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner. “A questão é como podemos usar os recursos como inteligência artificial (IA), automação de rede ou computação de ponta para suportar infraestruturas em rápido crescimento e que precisam atender às necessidades das companhias”.

Nesse contexto, o Gartner encoraja os líderes de infraestrutura e operações a se prepararem para as 10 tecnologias e tendências que apoiarão a infraestrutura digital em 2019. São elas:

Computação sem servidor – A computação sem servidor (Serverless) é um padrão emergente de arquitetura de software que promete eliminar a necessidade local de provisionamento e gerenciamento de infraestrutura. Os líderes de infraestrutura e operações precisam começar a adotar uma abordagem centrada em aplicações para computação sem servidores e com gerenciamento de APIs e SLAs, ao invés de seguirem com infraestruturas físicas criadas em suas empresas. “A verdade é que os servidores continuarão a existir, mas os provedores de serviços é que serão os responsáveis por toda a análise e dimensionamento dos recursos envolvidos no ambiente, o que resultará em mais agilidade às organizações”, explica. Vale lembrar que esse tipo de tecnologia não substituirá a aplicação de contêineres ou máquinas virtuais, sendo fundamental saber como usar melhor o conceito sem servidor antes de aplicá-lo. “O desenvolvimento de recursos de suporte e gerenciamento desse tipo deve ser um foco dentro das equipes de infraestrutura e operações, pois mais de 20% das organizações globais implementarão tecnologias de computação sem servidor até 2020. Hoje, menos de 5% das companhias usam esse formato”, afirma Winser.

Impactos de Inteligência Artificial – A Inteligência Artificial está crescendo em importância para os líderes de infraestrutura e operações que precisam gerenciar infraestruturas em plena expansão e que, ao mesmo tempo, não podem aumentar sua equipe. Os recursos de inteligência artificial têm o potencial de transformar as organizações e estão no centro dos negócios digitais, cujos impactos já são sentidos pelas companhias. De acordo com a Gartner, os negócios derivados de Inteligência Artificial chegarão a US$ 3,9 trilhões até 2022.

Garantir agilidade de rede – A infraestrutura e a capacidade de rede são a base de tudo o que a área de TI faz – soluções em Nuvem, Internet das Coisas (IoT) e serviços de ponta, por exemplo, sendo que continuarão avançando em 2019. “As equipes estão sob constante pressão para garantir a alta disponibilidade de rede. Ainda que a cultura das equipes muitas vezes limite as mudanças, o fato é que a demanda por agilidade na performance dessas operações também aumentou”, diz Winser. O foco dos líderes de I&O para 2019 e nos próximos anos deve ser o de encontrar formas para ajudar suas equipes a aumentarem o ritmo de trabalho, buscando opções para atender à necessidade por mais agilidade. “Parte dessa resposta é a criação de um ambiente com automação e análise, capaz de lidar com a mudança real das empresas”, explica.

O Gartner avalia que as demandas por melhorias de performance de rede deverão crescer com o advento do 5G, da maturidade das soluções em Nuvem e com a explosão no número de dispositivos de IoT. “Essas são apenas algumas das pressões que os líderes devem antecipar. Então, o período crítico para lidar com este desafio é agora”, diz o analista do Gartner.

Morte do Data Center – O Gartner prevê que, em 2025, 80% das organizações migrarão seus dados de Data Centers locais para ambientes no formato de co-location, hospedagem ou Nuvem, levando-as ao gradual encerramento de seus Data Centers tradicionais. “Os líderes de I&O devem se preparar para esse movimento, ajustando as cargas de trabalho com base nas necessidades dos negócios e não se limitando a decisões baseadas em localização física. Desde a hospedagem até a Nuvem Pública, existem muitas alternativas para os Data Centers locais. Os líderes devem identificar se existem razões verdadeiramente estratégicas para persistir com necessidades locais, especialmente quando consideram que a quantidade significativa de investimento envolvida é muitas vezes amortizada ao longo de muitos anos”, afirma o analista. As preparações devem começar agora, pois o prazo crítico para isso será de 2021 a 2025.

Edge Computing – O avanço de dispositivos de Internet das Coisas e de tecnologias imersivas levarão o processamento de informações ao limite, redefinindo e reformulando o que os líderes de I&O precisarão implantar e gerenciar. A borda, nesse caso, é o local físico onde as coisas e as pessoas se conectarão com o mundo digital em rede – espaço que fará a infraestrutura a chegar cada vez mais ao seu limite. A Edge Computing faz parte de uma topologia de computação distribuída em que o processamento de informações está localizado próximo à borda, que é onde as coisas e as pessoas produzem ou consomem essas informações. Edge Computing aborda as leis da física, economia e terra, que são fatores que contribuem para como e quando usar borda. “Essa é outra tendência que não substitui a Nuvem, mas a potencializa”, diz Winser. “O prazo crítico para as organizações adotarem essa tendência é entre 2020 e 2023”.

Pesquisas adicionais sobre o tema serão apresentadas durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo. No evento, analistas brasileiros e internacionais vão apresentar conexões vitais entre tecnologias, gestão e cultura com um foco especial na liderança de cada função de Infraestrutura e Operações (I&O).

Interessados em participar do evento devem contatar o Gartner pelo e-mail brasil.inscricoes@gartner.com, pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800 774 1440, ou pelo site www.gartner.com/pt-br/conferences/la/infrastructure-operations-cloud-brazil.

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Gartner prevê que gastos globais de TI chegarão a US$ 3,8 trilhões em 2019

Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, revela que os gastos mundiais com TI deverão movimentar US$ 3,76 trilhões, em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018.

Apesar da incerteza alimentada por rumores de recessão, pelas dúvidas sobre o Brexit e pelas guerras comerciais e tarifárias globais, o cenário provável para os gastos com TI em 2019 é de crescimento”, afirma John-David Lovelock, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner. “No entanto, há muitas mudanças acontecendo em relação a quais segmentos impulsionarão de fato a expansão do mercado no futuro. Os gastos estão passando de área saturadas, como telefones celulares, PCs e infraestrutura de Data Center local para serviços em Nuvem e dispositivos de Internet das Coisas (IoT). As tecnologias de IoT, inclusive, estão começando a tomar a atenção e a relevância de segmentos tradicionais. Onde o mercado está saturado, a IoT cresce”.

A TI não é mais apenas uma plataforma que permite às organizações executar suas operações. A área de tecnologia está se tornando o motor que move os negócios”, explica Lovelock. “À medida que os negócios e os ecossistemas digitais avançam, a TI será cada vez mais o elemento que ajudará as empresas”.Com a mudança para a Computação em Nuvem, um dos principais impulsionadores dos gastos de TI, o mercado de software corporativo continuará a apresentar forte crescimento, com projeção de alta de 8,5% em 2019. A tendência é que esse segmento siga em expansão, ampliando suas vendas em mais 8,2% no próximo ano, totalizando US$ 466 bilhões (ver Tabela 1) de faturamento global. O Gartner prevê, ainda, que as organizações deverão aumentar seus gastos com aplicações corporativas em 2019, com o aumento do orçamento dedicado à contratação de ferramentas de Software como Serviço (SaaS).

Tabela 1. Previsão Mundial de Gastos com TI (em bilhões de dólares)

Gastos de 2018 Crescimento de 2018 (%) Gastos para 2019 Crescimento para 2019 (%) Gastos para 2020 Crescimento para 2020 (%)
Sistemas de Data Center 202 11,3 210 4,2 202 -3,9
Software Corporativo 397 9,3 431 8,5 466 8,2
Dispositivos 669 0,5 679 1,6 689 1,4
Serviços de TI 983 5,6 1.030 4,7 1.079 4, 8
Serviços de Comunicação 1.399 1,9 1.417 1,3 1.439 1,5
Total 3.650 3,9 3.767 3,2 3.875 2,8

Fonte: Gartner (Janeiro de 2019)

Apesar da desaceleração no mercado de telefonia móvel, o segmento de smartphones deverá crescer 1,6% em 2019. Para isso, a expectativa é que os maiores e mais saturados mercados de smartphones, como China, Estados Unidos e Europa Ocidental, sejam impulsionados por um novo ciclo de substituição. Em 2018, com a Samsung enfrentando desafios para posicionar seus smartphones premium e a queda das vendas dos principais smartphones da Apple por conta do alto valor de seus aparelhos, os consumidores mantiveram seus telefones atuais, o que derrubou o mercado de celulares em 1,2%.

“Além de notarmos algumas mudanças de comportamento dos clientes, também estamos vendo que as habilidades internas das equipes estão começando a ficar para trás, à medida que as organizações começam a adotar novas tecnologias, como os dispositivos de IoT, para impulsionar os negócios digitais”, diz Lovelock. “Quase metade da força de trabalho de TI, hoje, precisa desenvolver urgentemente algumas habilidades ou competências para apoiar as iniciativas de negócios digitais das organizações. Os requisitos para acompanhar, como inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina, API e design de plataforma de serviços e ciência de dados, estão mudando mais rápido do que já vimos antes”.