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Fusões e Aquisições em tempos de Coronavírus: seis pontos a observar contratualmente

Que o Coronavírus afetará as dinâmicas do mercado financeiro e da economia todos já sabemos. Mas quais serão as potenciais alterações nas operações de fusões e aquisições? O que deve ditar o ritmo das negociações e operações já em curso? Quais itens um bom contrato do tipo deve destacar no momento atual? Para responder essas questões, Fernanda Bastos, especialista em Fusões e Aquisições do Cescon Barrieu Advogados, relaciona os seis tópicos mais relevantes a serem observados nas principais etapas do negócio considerando o cenário atual e seus impactos.

• Due diligence – a etapa de avaliação da companhia a ser comprada, seus números, resultados e informações deve ocorrer de forma especialmente detalha•da. É obrigatório avaliar a solvência da empresa que é objeto da operação diante dos potenciais impactos da crise. Ela possui algum grande cliente que pode se tornar inadimplente? Ou tem um fornecedor que, forçosamente, terá de deixar de lhe prestar serviços por conta da pandemia? Quais são as consequências disso? Outro item essencial é atentar às declarações feitas pelo vendedor. Elas têm como objetivo dar uma fotografia da situação da empresa a ser comprada no momento da assinatura do contrato. Em geral, para que o comprador seja obrigado a fechar a operação, essas declarações devem ser verdadeiras também no momento do fechamento. Então, compradores devem ter muito cuidado em incluir todos os fatos e dados que sejam importantes de serem mantidos no fechamento. Por outro lado, os vendedores devem ter cuidado para não incluir nas declarações fatos e dados que não podem garantir frente à crise.

• Especial atenção e regulação para o período entre o signing e closing – nas operações de fusões e aquisições, em geral, há um período de tempo entre a assinatura do contrato (o signing) e o seu efetivo fechamento (closing). É no fechamento que, de fato, ocorre o pagamento pela fatia comprada, assim como transferência dessa fatia ao seu novo controlador. Fernanda destaca que deve haver especial foco para garantir proteção em relação a esse período, por conta das mudanças que a empresa adquirida pode sofrer neste intervalo de tempo. É essencial que haja regulação também para o caso das empresas envolvidas, ao final do período, desejarem não mais seguir adiante com a operação.

• Condições precedentes – depois da assinatura do contrato, a relação entre as empresas que são parte do negócio se dá de acordo com a condições precedentes. Elas determinam, por exemplo, se é necessário obter aval de alguma instituição para seguir adiante com a operação ou quem pagará os contadores envolvidos. Mais do que nunca, elas precisam ser determinadas de forma objetiva e devem ser verificadas para que as partes estejam obrigadas a fechar a operação dentro do prazo máximo previsto para o seu cumprimento. É importante prever que situações referentes à crise devem ser consideradas como aptas a desfazer o negócio. Atrasos na obtenção de consentimentos governamentais ou de credores permitem a rescisão sem penalidades? Que aspectos da crise podem, ou não podem, ser considerados uma alteração significativa permitindo às partes desistir da operação? As condições precedentes devem, obrigatoriamente, responder essas questões para que haja mais segurança e conforto de todos os envolvidos.

• Condução dos negócios – entre a assinatura da venda e a efetiva transferência da empresa ao novo controlador, a empresa deve, óbvio, seguir operando. Para definir como isso ocorrerá, há cláusulas nos contratos de fusões e aquisições sobre a condução dos negócios. Os itens devem listar os atos que podem ser tomados ou que devem ser evitados pela empresa alvo da operação no intervalo entre o signing e o closing. Com a pandemia, é importante pensar em situações específicas referentes à crise que só possam ser realizadas com a anuência do comprador. É essencial também prever ações que, se praticadas, darão ao comprador o direito de não ir adiante com o negócio.

• Preço – um bom contrato de fusão e aquisição, no cenário atual, deve estabelecer com total clareza quais alterações nas operações da empresa alvo da fusão ou da aquisição devem ser consideradas como fatores capazes de aumentar ou reduzir o preço combinado. Outra cláusula de extrema relevância é a que trata de potencial indenização. Nela é importante ser objetivo sobre quais fatos ocorridos – antes ou após o fechamento – devem estar sujeitos, ou excluídos, das indenizações.

• Por fim, o contrato deve estabelecer com precisão as hipóteses que permitem as partes rescindir o negócio e quais as suas consequências e penalidades. O que determinará isso? Queda nas vendas? Encerramento de contratos importantes? Pense no negócio específico e no que economicamente precisa ser resguardado para definir esse item essencial.

Sucellos anuncia parceria com Mont Capital para prospectar negócios em tecnologia

A Sucellos, responsável por levar inteligência aos processos de investimento, fusão e aquisição de empresas, anuncia parceria com a Mont Capital. A ideia das empresas é se tornarem a “casa” gestora dos produtos de Corporate Venture desenvolvidos pela Sucellos, com foco inicial na prospecção de empresas de TI que possuem verba via Lei de Informática e que, desde 2018, podem montar fundos para aportar em startups em complemento aos seus programas de inovação vigentes.

Para aproximar e catequizar o mercado, a Sucellos será co-responsável pela estratégia de fundos de Corporate Venture para que estas empresas possam, de forma estruturada, investir em startups somando a inovação em modelos de negócios dos iniciantes com o mercado, conhecimento e planejamento das corporações. Na outra ponta, a Mont Capital ficará responsável pela gestão do fundo.

Para João Gabriel Chebante, CEO da Sucellos, a parceria pode capitalizar os negócios da Sucellos em Venture Capital. “A soma da inteligência da nossa consultoria com o know-how da Lei da Informática e os casos de sucesso já desenvolvidos pela Mont Capital, como o CVC da Positivo Informática, podem acelerar oportunidades a ambas as organizações, bem como a empresa beneficiárias deste incentivo que ainda não se estruturaram para entrar no ecossistema de startups de forma assertiva”, explica.

O que a empresa familiar deve considerar antes de partir para processos de fusão e aquisição? – Por Eduardo Valério

Processos de fusões, aquisições ou vendas são questões relativamente novas para as empresas familiares brasileiras. O próprio mercado nacional é submetido a estes movimentos, de maneira mais enfática, nos últimos dez anos. Frente a este cenário, identificamos vários fatores que “estimulam” o processo, como por exemplo: a necessidade de diminuir o nível de endividamento; a demanda por um crescimento mais acelerado da empresa; a falta de sucessão; dificuldades operacionais, entre outros.

Em 2017, o número de fusões e aquisições no Brasil cresceu 3,6%, movimentando cerca de R$ 138,4 bilhões em transações, de acordo com dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Nas empresas familiares, ambos os processos têm sido verificados com bastante frequência e equivalência. Além da própria dinâmica dos setores empresariais, notamos que a maior incidência de fusões e aquisições acontece a partir das segundas e terceiras gerações de sucessores, nas quais há coincidências entre as dinâmicas de mercado e familiar. Além deste fator, é importante lembrar que aqueles relativos ao ambiente de negócio, de finanças e de produção também podem ser considerados influenciadores das operações de fusão, aquisição ou venda.

Mesmo não tendo uma estatística finalizada sobre estes movimentos, estimamos que dos mais de 100 projetos em que estive à frente pela GoNext, entre 15% e 25% das empresas familiares passaram por algum destes procedimentos. O que chama a atenção é que nos últimos cinco anos o número vem crescendo, seja nos movimentos de venda, de aquisição ou de fusão. Inclusive de companhias brasileiras que adquirem empresas fora do país.

E quais são as motivações que levam uma empresa familiar a optar por estas estratégias? São várias: falta de alternativa para um processo sucessório; busca por capital; diminuição de endividamento; substituição de dívida; entre outros. Por isso, recomendamos aos proprietários das empresas familiares que conheçam a fundo como funcionam as metodologias de fusões e aquisição, de forma que estas possibilidades sejam eventualmente incorporadas às suas estratégias empresariais, evitando desgastes desnecessários e garantindo que todos os envolvidos na tomada de decisão estejam cientes das vantagens e/ou desafios.

Na hora de determinar qual é o caminho a ser seguido, cabe ao Conselho de Administração avaliar todos os cenários possíveis para o crescimento saudável da empresa. E cabe ao Conselho de Sócios/Acionistas aprovar determinada alternativa. Uma vez definidas estas instâncias da governança, podem ser considerados como “sinais” para iniciar um processo destes: dificuldade de crescimento orgânico da organização; fadiga das estruturas de capital da empresa; obsolescência tecnológica; aceleração do crescimento; e oportunidade de consolidação de mercado. Normalmente, estes fatores aparecem nas revisões dos planejamentos estratégicos, documentos nos quais são avaliados os riscos, oportunidades e ameaças para o negócio.

Muitas vezes, nas operações de fusões e aquisições, há grande preocupação dos membros da família com o futuro dentro da empresa. O que costumamos orientar é que os familiares possam, primeiramente, preparar-se para serem bons “donos de empresa”, ou seja, entender qual é o papel de um sócio, como ele deve constituir a governança da empresa, e, em algumas situações, saberem como atuar como gestores. Quando há um processo de fusão, aquisição ou venda, dependendo do acordo de sócios a ser formatado, geralmente os familiares deixam a gestão e passam a compor o Conselho de Administração da nova empresa. Por isso, é imprescindível que tenham conhecimento do novo modelo de atuação que irão fazer parte após a finalização dessas operações.

Eduardo Valério é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Estratégia e Marketing pela Kellogg School of Management, especialista em Governança Corporativa para Empresas Familiares pela The Wharton School, Pennsylvania e especialista em Gestão pelo Insead. Eduardo é diretor-presidente da GoNext, especializada em gestão de negócios e implantação da governança corporativa em empresas familiares.

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Rimini Street, Inc. conclui fusão com a GP Investments Acquisition Corp.

A Rimini Street, Inc. (Nasdaq: RMNI), líder global no fornecimento independente de serviços de suporte a sistemas de gestão empresarial para Oracle e SAP, anuncia a conclusão da fusão com a GP Investments Acquisition Corp. (“GPIAC”). A empresa manterá o nome de Rimini Street, Inc. e suas ações ordinárias serão listadas na bolsa Nasdaq e começarão a ser negociadas como “RMNI”.

A operação consistiu em aproximadamente 65,6 milhões de ações ordinárias da GPIAC avaliadas em US$ 10,00 por ação para os acionistas da Rimini Street. Os fundos obtidos de US$ 50 milhões incluem receitas de caixa geradas com a emissão de 3,6 milhões de ações ordinárias da GPIAC por US$ 10,00 por ação para um afiliado da GP Investments, Ltd. e uma terceira rodada de participação acionária pelo maior acionista da Rimini Street, Adams Street Partners. O lucro do investimento foi utilizado para fornecer caixa adicional ao balanço, reduzir a dívida total e pagar despesas decorrentes da transação.

A equipe executiva da Rimini Street, liderada pelo fundador, CEO e Chairman do Board of Directors Seth A. Ravin, continuará na gestão da empresa. Ainda relacionado à transação, o Board of Directors da Rimini Street aumentou de sete para nove membros. Ravin e todos os atuais membros do Board da Rimini Street continuarão com suas funções, com a adição de Antonio Bonchristiano, CEO da GP Investments, Ltd., e de Andrew Fleiss, Diretor Executivo da GP Investments, Ltd.

“A Rimini Street registrou 46 trimestres consecutivos de crescimento em sua receita, fornecendo soluções de suporte inovadoras e de alto valor agregado, além de um serviço excepcional que atende às necessidades globais de clientes de sistemas corporativos. Com a conclusão da fusão e o início para a abertura de capital, o negócio está melhor posicionado para capitalizar ainda mais no mercado global de US$ 160 bilhões referentes à manutenção e suporte de sistemas de gestão empresarial”, afirma Ravin, CEO da Rimini Street. “A companhia pretende alavancar oportunidades adicionais oferecidas pela fusão, pelo aumento de investimentos e pelo acesso aos mercados de capitais para expandir suas ofertas e sua capacidade para entrega de serviços diferenciados em novas regiões e mercados de forma orgânica ou por meio de possíveis aquisições estratégicas.”

Consultores

A Cowen foi consultora de mercados financeiros e de capitais da Rimini Street e o Citigroup Inc. atuou como consultor da GPIAC. Wilson, Sonsini, Goodrich e Rosati, P.C. e Cooley LLP atuaram como consultores jurídicos da Rimini Street, e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP atuaram como consultores jurídicos da GPIAC.

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TI lidera ranking de empresas que mais realizaram fusões e aquisições no primeiro trimestre de 2017

Relatório da PwC Brasil mostra que setor é responsável por 21% dos investimentos realizados no Brasil entre janeiro e abril, um crescimento de 17% em relação ao ano passado

Abril terminou com queda no número de fusões e aquisições no Brasil, segundo relatório da PwC Brasil. Ocorreram 48 transações, número 13% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com 55 negociações. De janeiro a abril, houve 198 negociações, 22% abaixo da média de 254 transações entre 2010 e 2015 e 2% a menos que nos primeiros quatro meses de 2016.

O setor de Tecnologia da Informação (TI) representa 21% dos investimentos realizados em 2017, com 41 negócios – um crescimento de 17% em relação aos primeiros quatro meses de 2016. Em segundo lugar aparecem os serviços auxiliares, cujo crescimento é de 9% em relação a 2016. Os serviços públicos, com 15 transações, representam um crescimento de 275% em relação a 2016, quando houve apenas quatro transações – 8% do total.

A região Sudeste representa 70% nos negócios anunciados em 2017 (139 transações) até o mês de abril. No mesmo período do ano passado, ocorreram 129 transações. Foram anunciadas 31 transações no Sudeste e, em abril, redução de 11% em comparação a 2016, com 35. O estado de São Paulo aparece na frente, com 55% das negociações concretizadas, sendo 108 no total. Em 2016, foram 100 transações, sendo 90 na capital paulista. Na região Sul houve 26 negociações, número 13% inferior ao mesmo período de 2016 (30 transações). Transações com empresas estrangeiras representam 6% do total, com 12 negócios. Em 2016, foram anunciadas 18 transações.

Até abril, os investidores nacionais posicionam-se à frente dos investimentos realizados no Brasil, com 55% de participação nas negociações, crescimento de 2% quando comparado ao mesmo período de 2016. Com 82 transações realizadas até abril, os investidores estrangeiros tiveram uma redução nas participações – de 11% em relação ao mesmo período de 2016 (92 negociações).

De janeiro a abril, foram anunciadas 82 transações envolvendo capital estrangeiro, redução de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior (2016 – 97 transações). Somente no mês de abril foram 20 transações realizadas por capital estrangeiro, redução de 33% em comparação ao mesmo período de 2016 (30 transações). Os Estados Unidos lideram com 33% do total (27 negociações), uma redução de 13% comparado ao ano anterior (2016 – 31 transações), seguido pela França, com 10%, e Alemanha, com 5%.

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1 em cada 3 multinacionais americanas procuram os mercados emergentes e em desenvolvimento da América do Sul como base para seus planos de crescimento

De acordo com a nova pesquisa da TMF Group, em associação com a Forbes Insights, mais de um terço (36,4%) das multinacionais com sede nos Estados Unidos ainda veem os mercados em desenvolvimento da América do Sul como o centro para os seus planos de investimentos corporativos e de crescimento. O estudo Mais investimento: o que impulsiona a expansão e o investimento internacional por parte das empresas norte-americanas? analisou a opinião de 250 executivos da C-suite com sede naquele país para explorar as motivações e desafios das multinacionais em levar sua empresa para um novo mercado internacional.

Os entrevistados foram selecionados a partir de uma ampla variedade de setores e de empresas com faturamento anual variando de US$ 250 milhões a mais de US$ 5 bilhões. Os executivos consultados foram questionados sobre em quais regiões suas empresas haviam investido nos últimos dois anos, bem como onde planejavam investir em 2017/18.

As principais descobertas incluíram:

– Apesar da desaceleração global do investimento estrangeiro direto, mais de um terço (36,4%) das multinacionais norte-americanas planejam investir nos mercados emergentes da América do Sul nos próximos dois anos;

– 1 em cada 4 investidores estão à procura de novos talentos ou fontes de capital;

– 1 em cada 3 enfatiza a importância da pesquisa e do conhecimento profundo do mercado local.

“É agradável ver que, apesar das recessões globais no investimento, as empresas norte-americanas ainda reconhecem o potencial e a oportunidade oferecidos pelos principais mercados da América do Sul”, comenta Raimundo Diaz, diretor regional das Américas da TMF Group, sobre os resultados. Para ele, “o interesse renovado nos metais básicos e outros produtos tem atuado como um catalisador para o crescimento em países como Peru, Brasil e Chile, mas fortes avanços tecnológicos e de produção em toda a região também ajudaram a manter os níveis de investimento”.

De acordo com o executivo, “o Chile, por exemplo, é o maior produtor mundial de cobre e, dadas as negociações de aumento dos gastos com infraestrutura nos EUA, os ativos relacionados ao cobre estão em alta. O Peru também tem extensas reservas de cobre e ouro. O Brasil também consolidou sua posição nos últimos anos. Atualmente, o país é a nona maior economia do mundo e oferece oportunidades de investimento em uma variedade de setores, incluindo mineração, energia, imóveis e agronegócio”.

Sobre a Colômbia, o executivo comenta que o país também tem planos ambiciosos. “O programa de investimento em infraestrutura de grande escala ‘Post-4G’, por exemplo, oferece aos investidores a oportunidade de se envolverem em projetos significativos como aeroportos e estradas nos próximos 10 anos”, afirma.

A pesquisa também quis saber o que motivou as empresas norte-americanas a explorarem novos mercados estrangeiros e que desafios enfrentaram. Considerando-se a expansão internacional, o estudo sondou os entrevistados sobre que conselho dariam a um colega que estivesse pensando em investir internacionalmente. Paralelamente às operações em expansão e ao aumento da participação no mercado, os resultados mostraram que os entrevistados procuravam também encontrar novos talentos, qualificações e fontes de capital. Eles também enfrentaram desafios similares ao selecionar e estabelecer uma nova entidade, incluindo o estabelecimento de processos financeiros e o cumprimento das leis locais.

“A importância do conhecimento do local ao entrar em um novo mercado não pode ser subestimada”, aconselha Diaz. Segundo ele, “se você está pretendendo estender ou melhorar as operações existentes ou buscando novas oportunidades, é importante compreender plenamente as complexidades locais de um determinado mercado para se certificar de que suas operações são – e permanecem – totalmente compatíveis com o que poderia ser um cenário regulador em rápida mutação”.

Para saber mais sobre a TMF Group e fazer o download do relatório completo, acesse: tmf-group.com/venturefurther.

Veja abaixo tabelas com alguns resultados da pesquisa Mais investimento: o que impulsiona a expansão e o investimento internacional por parte das empresas norte-americanas?:

– 10 maiores destinos globais de investimento e expansão para multinacionais norte-americanas em 2017/18

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Como mitigar riscos em fusões e aquisições? – Por Jefferson Kiyohara

As mudanças tributárias trazidas pela Lei nº 13.259/16 que, a partir deste ano provocarão diferenças de impostos a pagar acima de dezenas de milhares de reais, aceleraram diversas operações de fusões e aquisições. Visando viabilizar a operação, etapas foram otimizadas, priorizações foram feitas e decisões foram tomadas.

Análises dos demonstrativos financeiros, passivos e obrigações trabalhistas, ambientais e fiscais, riscos ao negócio entre outras, certamente foram realizadas. Mas será que, nesse contexto, os aspectos de Compliance anticorrupção foram abordados com o detalhamento necessário? É de fundamental importância o processo de verificação de possíveis ocorrências de irregularidades, atos ilícitos ou de vulnerabilidades nas organizações envolvidas no que tange a atos de corrupção, isto porque há responsabilidade da sucessora.

Para cumprir o prazo, fechar bons negócios e evitar a majoração dos tributos a serem pagos é plenamente possível que operações de fusões e aquisições tenham ocorrido sem as devidas ações preventivas, como o due diligence. Em consequência, o comprador pode ter herdado um histórico de não conformidade com a legislação anticorrupção, assumindo riscos reputacionais e legais.

Para mitigar estes riscos de compliance, há ações relevantes que devem ser realizadas no pós operação. A primeira delas é o desdobramento do Programa de Compliance. É fundamental que todos na nova empresa, pós processo de fusão e aquisição, conheçam o código de ética corporativo, sejam treinados e tenham acesso ao canal de denúncias. Tal cuidado permitirá que eventuais casos passados ou em andamento, que não estejam em conformidade com as novas diretrizes corporativa, sejam trazidos à tona para apuração e devido tratamento.

Para tanto, a gestão de mudança deve ser utilizada de forma pragmática, incluindo ações de comunicação, conscientização e incentivos, promovendo na organização uma cultura de ética e compliance real e forte. Os profissionais devem ter claro o que é esperado deles, bem como de qual a postura a ser adotada. Além disto, devem estar presentes a não retaliação e proteção dentro dos limites legais para aqueles que tenham ciência de problemas e queiram reportá-los para a gestão.

Outro ponto fundamental é a realização de auditoria de compliance. Trata-se de um processo que se utiliza da metodologia típica de auditoria interna, mas com uma abordagem específica para tratar de questões de compliance, com foco em processos críticos como cadastro, compras, pagamentos, doações e patrocínio, viagens e hospitalidade, fusões e aquisições, entre outros. Uma das diferenças, por exemplo, está na questão da materialidade, na qual o foco está no impacto, e não na transação em si.

Por exemplo, um pagamento de R$ 20 mil pode ser entendido como não material numa grande empresa, mesmo que seja indevido. Porém numa auditoria de compliance, este mesmo pagamento seria foco, caso estivesse associado a processos críticos, como cartão de crédito corporativo, viagens e hospitalidade ou doações e patrocínios. Isto porque poderia ser uma forma de pagamento indevido a um agente público em troca de uma vantagem indevida, o que caracterizaria um ato de corrupção, passível de sanções e multas para envolvidos, executivos e empresa na forma da lei.

Há ainda os casos em que a empresa adquirida já estava sujeita às legislações anticorrupção internacionais, bem como a empresa compradora, o que demandaria um processo de auditoria de compliance específico. Pensando na legislação anticorrupção norte-americana, seria essencial a realização de um processo de FCPA audit, por exemplo.

Com certeza existiu a vantagem em realizar a fusão ou a aquisição em regime tributário favorável, diminuindo legalmente o pagamento de impostos. Contudo, em razão das responsabilidades assumidas pela empresa sucessora, para ter certeza de que foi feito, de fato, um bom negócio, é imprescindível que o pós operação contemple os desdobramentos necessários no que tange ao compliance anticorrupção.

Jefferson Kiyohara, líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

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Desvalorização do Real atrai investidores americanos

A onda de pessimismo que ronda a economia brasileira não tem assustado alguns investidores americanos que decidiram aproveitar a depreciação do real ante o dólar – que nos últimos 12 meses passou de 70% – para fazer negócio em terras tupiniquins. “O melhor momento para investir ou comprar é quando há sangue nas ruas”, ressalta Ricardo Normand, sócio da Drummond Ventures, empresa de investimentos com foco em transações entre Brasil e EUA. O conselho é inspirado na célebre frase do banqueiro Nathan Rothchild durante o período de guerras na Europa do século 19.

Mesmo que, felizmente, a crise econômica não tenha espalhado sangue pelas ruas, a recomendação ainda é válida. A valorização do dólar ante o real tornou o investimento no Brasil muito mais barato para estrangeiros, interessados principalmente na compra de imóveis e empresas com dificuldades financeiras. Normand comenta que muitos investidores e fundos que nunca aplicaram no Brasil estão em contato com a Drummond Ventures para desenhar uma estratégia que tire proveito do momento econômico atual.

Nesse contexto, ganha destaque a atuação de butiques de investimentos – gestoras independentes de recursos que representam os próprios fundos ou empresas que buscam adquirir outras companhias do mesmo ramo. Como exemplo, Normand cita uma butique que procura fazer investimentos na faixa de 50 milhões de dólares no Brasil. Essas gestoras, diz ele, têm pensamento no médio e longo prazo. “Os investidores sabem que a crise ainda vai se agravar um pouco, mas esperam que a economia se recupere em algum momento”, observa.

Normand avalia que, durante a crise, quem tem liquidez – ou seja, recursos em caixa – pode se dar bem. “Ganha-se comprando e não vendendo. Se você negociar bem na compra, vai ganhar dinheiro. Como os preços estão baratos, a capacidade de negociação é grande”, pontua. Do lado das empresas brasileiras, o mercado em recessão e a desvalorização da moeda nacional reduzem a geração de caixa. “Temos alguns clientes brasileiros correndo atrás porque as receitas, margens e lucro estão caindo”, relata Normand.

Antes de apostar no Brasil, os investidores estrangeiros precisam saber onde estão entrando. “Para diminuir a distância entre vontade e execução, é importante conhecer bem os riscos envolvidos nessa operação, que vão desde o cenário político até questões tributárias e de ordem econômica interna”, orienta o sócio da Drummond Ventures. Depois de entender o ambiente de negócios, explica, tem-se maior clareza sobre qual tipo de investimento vale mais a pena.

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Aquisições e Fusões: como as empresas buscam por esse tipo de consultoria

Por Carlos Miyahira*

Do lado do vendedor:

A desaceleração da economia brasileira tem provocado um aumento no número de empresas com dificuldades financeiras que, como parte de um plano para aperfeiçoar suas finanças, buscam vender ativos ou ainda, buscar parceiros estratégicos que possam injetar caixa para auxiliar no pagamento de dívidas (bancárias, fiscais, operacionais). Esses parceiros estratégicos também podem auxiliar no processo de análise estratégica do negócio visando maximizar os resultados a serem auferidos por essas empresas.

Por outro lado, existem também empresas mais saudáveis financeiramente que já foram assediadas no passado por possíveis interessados, cuja negociação não foi adiante ou que estão sendo procuradas no momento. Em ambas situações, essas empresas procuram consultorias especializadas para auxiliar na identificação de possíveis fragilidades que essas empresas possam ter nas áreas contábil, tributária, trabalhista e previdenciária para estarem melhor preparadas para uma negociação com potenciais compradores.

Os benefícios são inúmeros para essas empresas que se preparam para enfrentar um processo de diligência pois esse processo geralmente demanda bastante esforço das áreas operacionais, financeira, jurídica, dentre outras áreas, além de consumir bastante energia dos sócios durante a fase de negociação. Quanto melhor preparada estiver a empresa, seus sócios conseguirão ter a calma e a tranquilidade para pontuar e negociar os pontos de maior risco, para que o preço do negócio não seja afetado de forma severa.

É muito bom saber de forma analítica a natureza e o montante dos riscos envolvidos (contingências) para que se possa ter segurança na hora de sentar-se à mesa com o potencial comprador, isso faz uma diferença enorme. No mundo dos negócios não adianta apenas imaginar que a empresa vale x, levando em conta o valor sentimental dos sócios na precificação do negócio, se isso não puder ser comprovado por meio de dados reais e também dos riscos envolvidos, que serão muito provavelmente apontados pelo comprador que, com certeza, pleiteará algum desconto no preço do negócio.

Do lado do comprador:

Para investidores que atualmente estão capitalizados, esse tipo de ativo pode ser uma boa oportunidade de compra. A avaliação desse tipo de ativo, na ótica do comprador, pode gerar ganhos de sinergia ou em uma análise mais aprofundada a ineficiência operacional, pode gerar ganhos futuros, assim que essa ineficiência seja sanada. Dentro desse contexto, o ativo pode ser bastante atraente e até mesmo barato, o que instiga o comprador a efetuar a compra.
O comprador geralmente procura assessoria especializada para auxiliá-los no processo de identificação de assuntos importantes no âmbito contábil, tributário, trabalhista e previdenciário para demonstrar e quantificar os potenciais riscos envolvidos (contingências) nessas áreas, além de um bom assessor jurídico para analisar os riscos já materializados e também na confecção/análise do contrato de compra (“SPA”).

A contratação de especialistas multidisciplinares é bastante importante pois a legislação (tributária/trabalhista e previdenciária) está em constante mudança, ainda mais nesse ano de ajuste fiscal. Os especialistas das áreas tributária e trabalhista e previdenciária costumam, via de regra, efetuar a revisão dos últimos 5 anos fiscais. Já na parte contábil, é importante analisar a qualidade das informações financeiras (balanço patrimonial e demonstração de resultados), visando analisar as operações sob a ótica de uma empresa normalizada (desconsiderando itens não operacionais/não recorrentes). Por fim, é importante comentar que um comprador experiente saberá ponderar os riscos, vis à vis o retorno esperado, portanto é bastante importante estar bem assessorado para uma negociação, independente do lado da mesa que você esteja.

*Carlos Miyahira é sócio da Grounds e especialista na área contábil, com experiências em processos de aquisição e venda de empresas e operações, do ponto de vista do Comprador (Due Diligence) e do Vendedor (Vendor Due Diligence), consultoria no processo de pós-aquisição.

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CA Technologies adquire Rally Software

A CA Technologies (NASDAQ:CA) anuncia a assinatura de um acordo de entendimento definitivo para aquisição da Rally Software Development Corp. (NYSE: RALY), fornecedor líder de software e serviços de desenvolvimento Ágil, por US$ 19,50 por ações, totalizando US$ 480 milhões de investimento. A transação foi aprovada por unanimidade pelos Conselhos de Administração das duas companhias, e a expectativa é que o negócio seja concluído no segundo trimestre do ano fiscal 2016 da CA, ou seja, entre julho e setembro de 2015. Baseado na cidade de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos, a Rally tem cerca de 500 empregados em quatro continentes. A empresa fechou o ano fiscal de 2015 com vendas de US$ 88 milhões.

O modelo Ágil surgiu há 14 anos nos Estados Unidos, quando profissionais de TI lançaram o Manifesto Ágil, em que propunham regras para tornar o desenvolvimento de programas mais rápido e colaborativo. A metodologia estabelece a automatização no processo de criação de softwares, possibilitando a gestão contínua de processos, em vez do desenvolvimento separado por diferentes programadores.

“Os aplicativos estão mudando o mundo, rompendo com modelos de negócios estabelecidos e trazendo experiências completamente novas em áreas tão diversas quanto turismo e bancos. Para serem competitivas, as corporações precisam desenvolver softwares de alta qualidade de forma rápida e confiável”, diz o CEO global da CA Technologies, Mike Gregoire.

“A Rally é líder no fornecimento de soluções e serviços para desenvolvimento Ágil e tem ofertas que complementam e expandem o portfólio da CA nas áreas de DevOps e Management Cloud. Todo desenvolvedor sonha em criar um software realmente transformador que responda com rapidez a desafios de negócios”, diz Gregoire. “Ao unir forças com a Rally, a CA torna esse sonho possível para milhões de desenvolvedores pelo mundo e abre a possibilidade de um novo leque de experiências viabilizadas por softwares. Esse acordo possibilita velocidade e flexibilidade, para que possamos fazer as empresas verdadeiramente ágeis.”

Com usuários em mais de 135 países em variados setores da economia, a Rally trabalha com algumas das maiores e mais respeitadas marcas do mundo, incluindo 35 das companhias que integram o Fortune 100. Esses clientes contam com a premiada plataforma de desenvolvimento Ágil baseada em nuvem da Rally e com os consultores mais experientes no assunto do mercado.

A aquisição da Rally é um marco na estratégia da CA para ajudar seus clientes a prosperarem na Economia dos Aplicativos, tendência global em que todos querem consumir, se comunicar e se relacionar por meio de apps. O software é onipresente nesse cenário, impulsionando cada parte dos negócios em todos os cantos do mundo.

O CEO da Rally, Tim Miller, acredita que a combinação ajudará os clientes das duas companhias a navegar em mercados em transformação, melhorar a performance e entregar valor mais rapidamente, enquanto os faz acelerar o ritmo da inovação e desenvolver vantagens competitivas por meio da tecnologia. “A CA e a Rally trabalham há mais de quatro anos juntas. Estamos animados em dar esse passo em nosso relacionamento, para entregar ainda mais valor aos clientes”, diz Miller.

Analistas de mercado de entidades como Forrester e IDC avaliam a metodologia Ágil como um poderoso modelo de desenvolvimento de software. De acordo com o estudo Forrester Forrsights Software Survey, 69% dos 560 tomadores de decisão entrevistados têm interesse, planeja implementar ou já implementou o método Ágil. 63% dos respondentes apontou ter a mesma disposição para adotar pacotes de desenvolvimento de software e manutenção.

O IDC aponta uma perspectiva de crescimento de softwares Ágil ALM. Em uma análise do mercado de gerenciamento de ciclo das aplicações Ágeis, a IDC identificou receitas de US$ 211,9 milhões em 2012, que devem crescer a uma taxa anual de 39%, atingindo US$ 1,1 bilhão em 2017.

Informações adicionais sobre a aquisição estão em ca.com/invest. Para a operação, a CA contou com o aconselhamento financeiro da Qatalyst Partners e legal da Wilson Sonsini Goodrich & Rosati. A Rally teve como conselheiro financeiro a Deutsche Bank Securities e legal a Cooley LLP.

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Volume de fusões e aquisições nos setores de telecomunicações e mídia é o maior registrado desde a bolha da web em 2000

O primeiro trimestre de 2013 registrou o maior volume mundial de fusões e aqusições nos setores de telecomunicçaões, mídia e tecnologia (TMT, sigla em inglês) desde a bolha da internet, em 2000. O dado faz parte do estudo Cenário para Planejamento de Mídia e Telecom da Atos Consulting, que aponta como a indústria está avançando para uma integração radical da cadeia de valor e para a economia de escala.

Aliado a isso, o crescimento explosivo no número de usuários de redes sociais que compartilham seus dados para acessar determinados serviços sinaliza a aceitação dos consumidores em abrir dados pessoais para uso comercial. Esse cenário pode desenvolver empresas com volumes massivos de informação, conhecidas como media hubs, fazendo com que a indústria de telecom dedique seus esforços em processar altos volumes de dados e sua comercalização.

O setor de telecomunicações está em rápida transformação, com uma mudança do controle do poder a partir da chegada dos parceiros de serviços “over the top” (OTT) que substituem o atual cenário de remuneração do setor. Inovações tecnológicas demandam processos ainda mais rápidos para a comercialização, em um ambiente com regulamentações ainda mais severas e consumidores exigentes. Em seu estudo, a Atos Consulting apresenta diferentes cenários que servem como diretriz para a estruturação de negócios dos próximos anos no setor de mídia, telecomunicações e tecnologia (TMT).

Mais de 60 analistas da empresa apresentam a sua visão sobre o setor e traçam quatro cenários distintos baseados em dois princípios chave – o grau de integração na cadeia de valor e o grau de controle e utilização de dados pessoais.

Cenário I: “Uma batalha de titãs”
A globalização incita as partes a colaborar com base numa integração vertical dentro da cadeia, ao mesmo tempo em que os governos protegem a privacidade de consumidores por meio de legislação, dificultando a inovação e o crescimento da economia de dados. As barreiras entre telecomunicações, mídia e mercado de software e hardware já não existem, resultando num mercado internacional único e inclusivo para a oferta de conteúdos e serviços na área do entretenimento.

A verticalização da cadeia facilita a oferta de serviços ponto-a-ponto aos clientes. Simultaneamente, os clientes ainda estão relutantes quanto ao compartilhamento, processamento e análise dos seus dados pessoais para a oferta de serviços personalizados. Para as empresas, ganhar a confiança do cliente deve vir da soma de uma marca forte e da percepção de que é uma parceira confiável e o tamanho das corporações é o fator determinante na batalha entre grandes fornecedores internacionais.

Cenário II: Moeda digital
Os dados são a nova moeda vigente em um mundo amplamente digitalizado e globalizado. O acesso livre, baseados em mineração e análise de dados, aliado a uma maior integração de mercado apresenta um enorme potencial de negócios para as “media hubs”, empresas com conhecimento abrangente de clientes que forencem serviços de mídia e comunicação fim-a-fim customizados. Essa indústria integra verticalmente e o resultado é um cenário competitivo com serviços focados em conteúdos, telecomunicações e hardware/software. Não somente o número de pessoas ligadas a redes digitais aumenta como também o número de dispositivos.

Os cidadãos ainda não se preocupam com quem gera, controla e usa os seus dados pessoais e não pessoais – que abre as portas de um mundo digital mais rico e baseado em realidade aumentada, no qual se pode pesquisar e obter o perfil detalhado de uma pessoa. Os fornecedores distinguem-se por meio da criação de uma experiência única para o cliente com o objetivo de melhorar o valor da sua marca. E isso exige conhecimento profundo e em tempo real de suas necessidades. As pessoas são “embaixadores de dados” e aceitam que a comercialização de seus dados é o preço a pagar por usar um serviço “gratuito”, pois estão pouco preocupados sobre quem gerencia, controla e usa os seus dados. E assim, abre-se uma porta para o desenvolvimento de um ambiente digital mais rico, baseado em realidade aumentada, onde é possível obter um perfil detalhado de uma pessoa. Os provedores vão se diferenciar entre si ao criar uma experiencia especial ao consumidor que irá aumentar seu valor de marca, e isso requer um conhecimento profundo e em tempo real dos desejos dos consumidores.

Cenário III: Muralhas da China
Players de nichos especializados começam a operar em partes epecíficas da cadeia de valor. Nesse cenário há, ainda, um controle governamental intenso e uma legislação rigorosa. E a localização física dos dados se torna importante devido a diferenças em legislações locais. O uso comercial de dados individuais faz com que os clientes fiquem relutantes em armazenar e partilhar os seus dados. Segurança, confiabilidade e qualidade são aspectos fundamentais de diferenciação das empresas. A cadeia de valor está amplamente fragmentada, o que resulta num cenário competitivo no qual cada empresa se torna especialista para atuar em um segmento de mercado particular e específico.

Cenário IV: O mundo dos intermediários
O fragmentado mercado internacional aliado ao uso potencial de dados permite o surgimento de novos intermediários responsáveis por agregar e distruibuir o conteúdo. A sua força está baseada na variedade de serviços e produtos diferenciados que englobam toda a cadeia de valor. Tudo isso combinado em uma plataforma e oferrtado aos consumidores finais a partir de um único ponto de contato. A ampla fragmentação torna difícil para os consumidores escolher entre as muitas opções, o que abre espaço para empresas que querem combinar os serviços e simplificar a escolha dos consumidores.

Eles se posicionam no mercado como intermediários (brokers) especializados em explorar o uso de dados pessoais, e usam essa informação para restringir a complexidade em um ambiente em que tantos provedores diferentes operam e fornecem serviços em uma forma inteligente. Para ser bem suceddido nesse cenário, os provedores tradicionais de telecom devem se focar em conhecer os consumidores a partir do processamento e análise dados pessoais e ao desenvolver um bom gerenciamento de fornecedores para a aquisição flexivel e rápida dos serviços necessários.

O setor de telecomunicações está pronto para as mudanças?
O setor de telecomunicações precisa entender se o uso comercial de dados foi ou não amplamente aceito. Será o uso de dados regulamentado e as pessoas e administração pública colocam a prividade em primeiro lugar? As pessoas estão preparadas para compartilhar e com isso gerar em um comércio ativo de dados? Ao mesmo tempo, há uma integração vertical na cadeia de valor: do conteúdo, passando por distribuição e dispositivos. Para se obter sucesso, o setor de telecomunicações tradicional tem que se voltar para o processamento de grandes quantidades de dados, estruturados e não estruturados (big data). E o desafio consiste em usá-los como a base para o desenvolvimento de novos modelos de geração de receita.

“A grande questão é se o mercado irá se integrar ainda mais ou irá se fragmentar na medida em que os players se especializam. Estamos assistindo a uma movimentação em direção a uma maior integração. Como exemplos: a Amazon vende tablets bem como conteúdo, o Google desenvolve uma rede de fibra e a Apple se aproxima dos consumidores diretamente por meio do dispositivo Apple TV. A questão que se segue é como será o comportamento de consumidores e governos frente ao uso comercial de dados pessoais”, afirma Michel van Buitenen, Gerente de Parcerias da Atos Consulting. “Uma coisa é certa: os dados são cada vez mais essenciais para os novos modelos de negócios. As organizações já entenderam o potencial do uso inteligente de dados. E isso é demonstrado pelo aumento de fornecedores de software de análise em tempo real. Todavia, a questão está em saber se os serviços mais tradicionais do setor de telecomunicações estão atualizados e prontos para este desenvolvimento”, conclui van Buitenen.

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Setor de tecnologia lidera aumento de fusões e aquisições

1ª edição do relatório global de M&A da American Appraisal, empresa especializada em opinião de valor e avaliação de ativos e negócios, traz panorama geral nas áreas de Energia, Tecnologia, Farmacêutico, Financeiro, Consumo, entre outros
Setores como o de Tecnologia e de Energia ainda estão bem cotados aos olhos dos investidores, apesar das incertezas e da volatilidade do mercado financeiro que afetaram o volume o valor das transações em todo o mundo

Apesar da cautela e da retração geral nas atividades globais de fusões e aquisições, provocadas pela incerteza e a volatilidade do mercado financeiro, cada setor da economia apresentou um desempenho diversificado, registrando altos e baixos, na 1ª Edição do Relatório Global de Avaliação de M&A (Merger and Aquisition) da American Appraisal – empresa especializada e líder mundial em opinião de valor e avaliação de ativos e negócios.

O setor de Tecnologia, Mídia e Telecom, por exemplo, foi o que mais registrou aumento de transações, de acordo com o relatório da consultoria, realizado em parceria com a Mergermarket, a partir de pesquisas e análises de mais de 25 mil dados coletados em transações registradas em 28 países.

O estudo cita ainda conclusões valiosas sobre cada setor obtidas pela American Appraisal no contato in loco com seus clientes, além do panorama geral de setores como Energia, Mineração e Utilidades; Indústria e Área Química; Consumo; Tecnologia, Mídia e Telecom; Serviços Financeiros; e o setor Farmacêutico, Médico e Biotecnológico. Confira abaixo os resultados do estudo por setor:

Tecnologia, Mídia e Telecom (TMT)
A American Appraisal viu esse setor ofuscar os demais, devido às inovações tecnológicas em curso e o crescimento de certos segmentos, como mídias sociais. O Facebook e o Skype são dois exemplos de empresas cuja valorização causou alvoroço no mercado. Estes fatores propiciaram um ambiente de competição feroz entre os compradores na corrida para adquirir um ativo com grande potencial de retorno.

Os últimos meses presenciaram também quantias altas sendo pagas por ativos que ainda não geraram um único dólar de receita. É o caso do Instagram, que, com zero de receita, foi comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. O estudo revela que temores de outra bolha de tecnologia são comuns perante ações deste tipo, já que os compradores têm aprendido duras lições do passado e estão cada vez mais minuciosos na compra de ativos de tecnologia. No entanto, estas ações não os impedem de fazerem apostas elevadas em ativos com alta projeção de lucro.

Dados do relatório mostram que a média dos múltiplos de EBITDA em TMT quase dobrou em 2011 na comparação com 2010. Isto se deve em parte às projeções elevadas de crescimento de receita – média de 48% – nas empresas para as quais a American Appraisal trabalhou durante a pesquisa. Estes dados refletem a resistência do setor perante a redução global de M&A que atingiu a maioria dos outros setores.

Energia, Mineração e Utilidades
O setor resistiu bem à queda nos preços das commodities, registrando aumento de múltiplos de EBITDA em 2011. Isto se deve parcialmente a investimentos estratégicos feitos por empresas no crescente mercado de óleo e gás na América do Norte.

A média da taxa interna de retorno de 14% sinaliza que os compradores ainda esperam retornos atrativos para este setor no futuro. De acordo com o estudo, é um sinal positivo que esta taxa esteja mantida em uma posição firme, até mais do que as avaliações dos ativos, que podem ter sido inflacionados por um apetite crescente por recursos naturais em mercados emergentes.

Infelizmente, no primeiro semestre de 2012, o estudo verificou o impacto da volatilidade dos preços das commodities no setor, o que sinaliza uma expectativa de queda das valorizações médias do setor em médio prazo. Compradores têm se queixado da lentidão de alguns mercados, particularmente na Rússia e nos estados vizinhos que outrora formaram a União Soviética. Enquanto isso, no Oriente Médio, o medo de uma possível interrupção no fornecimento de produtos, como os barris de petróleo, continua mais vivo do que nunca. Estes fatores, de acordo com o estudo, serão determinantes para medição das valorizações dos ativos deste setor no futuro.

Farmacêutico, Médico e Biotecnológico
O setor registrou um aumento de mais de 20% na média dos múltiplos de EBITDA em relação ao ano anterior. Por outro lado, teve a maior queda de taxa interna de retorno: de 20,8% em 2010 para 12,3% em 2011. Enquanto este dado fornece apenas uma pista do que se passa neste mercado, ele vem de encontro às expectativas gerais de taxas reduzidas de retorno esperadas pelas empresas farmacêuticas, uma vez que remédios de sucesso são cada vez mais escassos. Este declínio diz algo sobre a ampla divergência de avaliações de ativos deste setor entre, por exemplo, o alto retorno de ativos biotecnológicos e os ativos de escala maior dos fabricantes genéricos que possuem margens mais apertadas.
Neste cenário, a American Appraisal tem auxiliado seus clientes a harmonizarem os relatórios financeiros e estratégias fiscais, através de uma grande diversidade de ferramentas para que os interessados em investir neste setor tenham maior segurança de onde estão pisando.

Consumo
No setor de consumo, especialmente na Ásia, empresas estão ansiosamente dispostas a pagar preços altos por companhias que irão se beneficiar da demografia favorável da região num futuro próximo. Projeções de crescimento das economias asiáticas tem sido um ponto focal para as empresas do Ocidente e a forte competição destas por ativos asiáticos influenciará para cima o preço destes ativos.

Um dos maiores desafios deste setor atualmente, segundo o estudo, é a amplitude de sinais contraditórios que o mercado pode apresentar. Por exemplo, após a Austrália ter relatado, inicialmente, um fraco desempenho do seu mercado consumidor, uma nova onda de consumismo contribuiu para o País registrar crescimento de 4,3% em sua economia. Dados da American Appraisal confirmam que algumas taxas internas de retorno mais atraentes foram encontradas justamente no setor de consumo na Austrália. Um dos motores deste desempenho é o setor de mineração australiano que floresceu por meio de exportações, principalmente para a China. Isto ajudou o País a manter os níveis de emprego e impulsionar os gastos dos consumidores.

Para o segundo semestre de 2012 são esperadas mais transações de M&A neste setor, principalmente nos mercados emergentes. Empresas, cada vez mais, vão se expandir por meio de linhas de produtos que satisfaçam a demanda do consumidor e isto pode levar os compradores de empresas a adquirirem marcas já existentes e com boa cadeia de distribuição.

Serviços Financeiros
De acordo com o estudo, este é o setor que sofrerá mais impacto devido às reformas regulatórias em curso nas principais economias do mundo (particularmente na Europa e EUA), o que pode significar custos correntes substanciais e pressão adicional nas margens de lucro dos ativos deste setor.

Apesar das implicações negativas destas expectativas, as taxas médias de crescimento dos ativos ainda permanecem saudáveis. Isto explica, de alguma forma, o fato de que a contração de margem antecipada não está dissuadindo os compradores de fazer aquisições.

Um dos motores por traz da recuperação geral de valores dos ativos está nos esforços das empresas em quitar seus débitos e criar novas reservas de dinheiro. Segundo o estudo, isto pode ser notado em quase todos os setores nos quais a American Appraisal atua. Uma das grandes mudanças ocorreu justamente no setor de serviços financeiros, onde a média do débito para o total do capital caiu de 17% para 11% entre 2010 e 2011.

Esforços para reduzir as dívidas no setor continuarão a aumentar as ações de desinvestimento em alguns ativos, particularmente na Europa se a crise piorar. Contudo, ao procurar por ativos saudáveis, os compradores devem se precaver para não deixarem de comprar um ativo apenas por causa de sua seu possível alto grau de endividamento. De acordo com o estudo, uma estrutura de capital eficiente também inclui certa quantidade de débitos e comprar um ativo com uma perspectiva atrativa de crescimento ou com potencial de forte sinergia pode fazer com que o ativo com seus débitos valham à pena. Compradores que não se importam em assumir negócios com dívidas terão acesso a mais ampla variedade de ativos disponíveis.

Indústria e Área Química
Nos últimos dois anos, a proximidade entre as taxas médias de crescimento de cinco anos de EBITDA e de receita no setor Industrial e de empresas químicas sugerem que outros benefícios, além das sinergias, estão impulsionando as transações de M&A do setor.

A média dos múltiplos de EBITDA do setor, contudo, ficou basicamente no mesmo patamar entre 2010 e 2011, enquanto a maioria dos outros setores teve um ligeiro aumento. Isto reflete a desaceleração que o setor está enfrentando globalmente. Se a confiança das empresas deste setor diminuir um pouco mais, então táticas de corte de custos deverão voltar à tona e o M&A será parte fundamental nisso. Com o aumento dos desinvestimentos e a venda de ativos não essenciais, valorizações médias do setor podem c

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