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O que muda para as empresas a nova metodologia de credenciamento no BNDES FINAME?

Os financiamentos oferecidos por instituições federais ou organismos estaduais para fomentar projetos de P&D e inovação tecnológica são ferramentas importantes para aumentar a competitividade e viabilizar a evolução das empresas. Também para o conjunto da economia, este tipo de fomento impulsiona e fortalece o mercado, promovendo resultados positivos em âmbitos nacional e internacional.

O BNDES, por exemplo, é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e no que tange a projetos de longo prazo, é a principal instituição financeira do país, não só pelo volume dos empréstimos como também pelo número de empresas beneficiárias. Entre suas linhas de financiamento, o FINAME – Financiamento de Máquinas e Equipamentos, tem se destacado por ser um instrumento para equilibrar o caixa das empresas e estimular a competitividade no setor.

Recentemente, o BNDES anunciou a adoção de uma nova metodologia para credenciamento de equipamentos no FINAME, que substitui os atuais índices de nacionalização de valor (INv) e de peso (INp). O novo modelo leva em consideração fatores como os investimentos em inovação (Lei do Bem, Lei de Informática, financiamentos de inovação, etc.), componentes de alta intensidade tecnológica na composição do produto, exportações realizadas, qualificação da mão de obra industrial, diversificação do parque industrial e inserção nas cadeias globais de valor.

Mas de fato, o que muda para as empresas?

A mudança deve impactar também as empresas com produtos cadastrados na categoria FINAME Caso a Caso – FCC, que possuem índices de nacionalização de valor entre 50% e 60%. Esses produtos deverão ser recadastrados na nova metodologia até 31 de maio de 2019. Caso o recredenciamento não seja realizado, esses produtos serão automaticamente excluídos do cadastro do FINAME. Por isso, a indústria de máquinas e equipamentos deve estar atenta aos novos prazos para recredenciamento divulgados pelo BNDES.

Em comunicado, o BNDES detalhou que essa metodologia é mais moderna, flexível e aderente à realidade industrial brasileira, uma vez que não leva apenas em consideração os componentes utilizados na fabricação de um equipamento e sim toda a cadeia de valor utilizada no desenvolvimento do equipamento.

Como fazer o credenciamento no FINAME?

O credenciamento FINAME é um processo criterioso por meio do qual a empresa demonstra que seu produto atende às qualificações necessárias para ser comercializado pelas linhas de financiamento do BNDES. É possível credenciar máquinas e equipamentos; sistemas industriais; componentes; bens de informática e de automação; ônibus, caminhões e aeronaves executivas. No entanto, os produtos devem ser invariavelmente, novos e de conteúdo nacional.

Os produtos credenciados no FINAME são classificados como “F” (Financiado ou Finamizável) e “FCC” (Finamizável caso a caso), segundo a nova metodologia de financiamento. A categoria Finamizável indica que o equipamento pode ser financiado na linha/programa correspondente, sendo também possível a sua inclusão em PACs simplificadas desta linha/programa, desde que esta assim o permita. Já o Finamizável caso a caso (FCC) indica que o financiamento do equipamento na linha/programa correspondente está condicionado à análise prévia pelo BNDES sobre as características técnicas do equipamento. A estes itens não é permitida a inclusão do equipamento em PACs simplificadas nas respectivas linhas/programas.

Entre as vantagens para a empresa realizar o cadastro de seus produtos no FINAME está à inadimplência zero nas operações realizadas através do BNDES, uma vez que o pagamento da empresa será realizado pelo BNDES ou pelos bancos regionais; a disposição gratuita de um espaço no site do BNDES para exposição do catálogo dos produtos da empresa; a disponibilidade de utilização de materiais de divulgação da instituição federal; a preferência em editais e, por fim, a agilidade no credenciamento do cartão BNDES.

O processo para a realização do cadastro é efetivado em duas etapas: mapeamento e pleito de inclusão. A equipe técnica do BNDES analisa a documentação técnica e administrativa, compila os dados e então calcula o índice de nacionalização. A empresa pode acompanhar todo o processo pelo site.

A nova metodologia de credenciamento é positiva para as empresas brasileiras pois foi criada em uma visão de longo prazo e, portanto, leva em consideração a importância para o desenvolvimento de fatores como a complexidade econômica, a diversificação do parque industrial, a forma de inserção nas cadeias globais de valor e a qualificação da mão de obra. Mais do que programas de financiamento, esse tipo de iniciativa deve priorizar o crescimento e inovação das empresas, criando empregos qualificados, proporcionando produtividade e competitividade das empresas para um crescimento sustentável do nosso país.

Por Andressa Melo, Especialista de Produtos da F. Iniciativas, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

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Finep anuncia R$ 90 milhões de subvenção descentralizada para empresas inovadoras

A Finep acaba de lançar dois editais de programas de subvenção econômica (recursos não-reembolsáveis e muito disputados entre empresas inovadoras) descentralizados, totalizando R$ 90 milhões. A ideia em ambas as iniciativas é selecionar Parceiros Operacionais em nível estadual que tenham interesse em operar o repasse do dinheiro. A diferença dos programas é o nível de consolidação das companhias atendidas, o que os torna complementares.

O Programa Geração de Empreendimentos Inovadores (até R$ 30 milhões no total disponibilizado) visa selecionar agentes estaduais que conduzirão recursos para estímulo, orientação e promoção da criação de empreendimentos de base tecnológica inovadores com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, criados e formalizados a partir do programa ou com até 12 meses da criação, a contar do lançamento do edital. Já com o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica – Finep-Tecnova II (até R$ 60 milhões), continuação do Tecnova I, a financiadora mira empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões.

Em ambos os casos, podem participar órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta ou entidade privada sem fins lucrativos, que serão responsáveis pela coordenação e execução técnica do projeto, sendo preferencialmente Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). “A ideia de uma subvenção descentralizada confere capilaridade, visando ao entendimento das vocações empreendedoras dos estados”, explica o diretor científico-tecnológico da Finep, Wanderley de Souza.

Dos recursos financeiros a serem concedidos, 30% deverão ser dirigidos às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas selecionadas para aprovação oriundas destas regiões seja inferior a este percentual, o dinheiro não aplicado será automaticamente transferido às candidaturas com melhor classificação em outras partes do Brasil.

No caso do Programa Geração de Empreendimentos Inovadores, as datas finais para a submissão das propostas eletrônica e impressa são, respectivamente, 24/09 e 04/10. Para o edital do Finep Tecnova II, 10/10 e 11/10. Os resultados finais dos editais estão previstos para divulgação a partir de 03/12 (Programa Geração de Empreendimentos Inovadores) e a partir de 10/12 (Finep-Tecnova II).

“A subvenção é um recurso nobre e a Finep, a cada iniciativa, refina ainda mais a sua relação com os parceiros, de modo a desenvolver mais empresas que trabalham com tecnologia Brasil afora”, diz Marcelo Camargo, gerente do Departamento de Fomento à Interação entre Ciências Aplicadas e Inovação e responsável direto pelos editais.

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Finep: empresas terão melhores condições para financiar projetos de Internet das Coisas

A Finep vai oferecer melhores condições de financiamento a empresas brasileiras que apresentarem projetos de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês – Internet of Things). Será disponibilizado R$ 1,5 bilhão para apoiar iniciativas ligadas ao tema até o fim de 2018. O lançamento da ação, batizada de Finep IoT, aconteceu nesta terça-feira, 19/6, na sede da financiadora, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente em exercício da Finep, Ronaldo Camargo, e do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. “A Finep tem se preparado para entrar no mercado de IoT há um ano e meio”, destacou Ronaldo Camargo.

Para oferecer crédito mais atraente, a Finep vai conceder bônus de relevância setorial de 1,0% ao ano (a.a.) em cima de suas linhas de ação já existentes. A bonificação é cumulativa ao bônus de apresentação de garantias financeiras, ou seja: com o Finep IoT, as empresas podem conseguir empréstimos com taxa de juros de até TJLP-1,0% a.a. Se o projeto tiver foco em telecomunicações, a melhor taxa passa a ser TR+3% a.a. Dependendo do grau de inovação dos Planos Estratégicos de Inovação (PEIs), a Finep pode financiar até 90% do projeto. O prazo de carência é de até 48 meses e o prazo total pode chegar a 12 anos, também de acordo com a relevância da inovação.

Para se enquadrarem no programa, os projetos precisam ter como referência o conceito de Internet das Coisas e demais tecnologias habilitadoras da Manufatura Avançada, com aplicações na saúde, indústria, no agronegócio (ambiente rural) e no desenvolvimento urbano (cidades). Estão aptas a participar empresas com receita operacional bruta a partir de R$ 16 milhões. O valor mínimo das operações é de R$ 5 milhões.

O diretor de Inovação da Finep, Rennys Aguiar, ressaltou que, além das empresas, há, sempre, outros atores envolvidos no processo de inovação, como ICTs públicos e privados, órgãos da administração pública e órgãos reguladores. “O ideal é que estes agentes se envolvam no processo, preferencialmente articulados em consórcios, arranjos público-privados ou sistemas de inovação”, afirmou.

A ação está dividida em três eixos: desenvolvimento de soluções digitais baseadas em IoT e demais tecnologias habilitadoras; formulação de planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos; e implementação dos planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos.

A maior parte dos recursos (R$ 1,1 bilhão) vem da própria Finep. O restante (R$ 400 milhões) é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). É a primeira vez que a Finep lança um programa de fomento para incentivar o setor no País.

Para o ministro Gilberto Kassab, o principal objetivo é retomar a confiança da inovação no País: “Estamos no rumo certo, com as instituições públicas e privadas, academia e universidades se entendendo”.

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Cartão BNDES como uma alternativa de fomento à inovação

Por Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES

Fomentar a inovação é essencial para o desenvolvimento econômico de um país. As nações desenvolvidas têm alocado cada vez mais recursos à busca de soluções inovadoras, por perceberem que essa é uma forma de criar novos mercados, tornar suas empresas mais competitivas e gerar desenvolvimento econômico.

O Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, mas, atualmente, tem-se trabalhado fortemente em várias frentes, para que as empresas do setor tecnológico, as quais são inovadoras pela sua natureza, tenham cada vez mais acesso ao crédito. As agências e bancos de desenvolvimento têm buscado novas formas de financiamento para fomentar as companhias inovadoras nacionais.

Fomentar uma ideia/projeto com taxas atrativas, para que as empresas possam ir ao mercado e se tornar uma inovação, gerando competitividade e desenvolvimento econômico, é de extrema relevância para um país que deseja estar no mercado global e possuir mão de obra qualificada.

Em 2013, a ABES fez uma pesquisa com os seus associados para entender quais eram as principais linhas de fomento utilizadas. Chamou a atenção que o Cartão BNDES foi considerada a linha de fomento mais popular, por sua facilidade de uso, menor burocracia e por estar há mais tempo no mercado.

Agora, em 2018, o BNDES, como banco de desenvolvimento, trouxe uma novidade ao mercado: a ampliação do uso do Cartão pelo setor, trazendo a possibilidade de financiar, não só os softwares prontos desenvolvidos nacionalmente, mas também a prestação do serviço de desenvolvimento de softwares sob encomenda, de websites corporativos e de lojas virtuais, dentre outros.

Esse passo é muito importante para a indústria como um todo, pois empresas com problemas de competividade e ausentes do mundo virtual poderão, por meio do Cartão, incrementar seus produtos e serviços com facilidade ao crédito.

É importante destacar que as empresas do setor de softwares podem ser não somente portadoras do Cartão BNDES, para adquirir novos produtos e serviços para seus negócios, mas também podem se tornar fornecedoras credenciadas de softwares e serviços de desenvolvimento sob encomenda.

A resposta das empresas, com relação ao anúncio da expansão dos benefícios do Cartão, foi imediata, com um grande volume de cadastros no site oficial do banco – uma amostra clara do tamanho da demanda existente e das oportunidades no horizonte.

Desde o seu lançamento, em 2003, o Cartão BNDES (espécie de cartão de crédito que apoia investimentos de micro, pequenas e médias empresas) beneficia o setor de tecnologia da informação, como uma das principais linhas de crédito para financiar softwares prontos. Aproximadamente R$ 985 milhões já foram utilizados pelas micro, pequenas e médias empresas por meio desse produto, uma medida fundamental para que o País tenha se consolidado como o principal mercado de TIC da América Latina e um dos maiores do mundo. Segundo estudo anual da ABES, realizado em conjunto com a consultoria IDC, o ano de 2017 registrou um aumento de 4,5% no mercado nacional de hardware, software e serviços de tecnologia.

Tanto a solicitação do Cartão BNDES quanto a do credenciamento como Fornecedor são realizadas diretamente no site www.cartaobndes.gov.br, sendo seguidas por análise do perfil das companhias interessadas e uma assistência completa da equipe do BNDES. Em poucas semanas, a empresa desenvolvedora de softwares estará credenciada e apta a oferecer mais essa alternativa de pagamento para seus clientes. Não há limite de valor pré-estabelecido para o financiamento do serviço de desenvolvimento de software (até 100% da prestação de serviços podem ser subsidiada), enquanto as áreas de websites e lojas corporativas possibilitam movimentar até R$ 30 mil por ano, por comprador.

Mais do que utilizar os recursos para financiar a produção, o Cartão permite transações que envolvam também os serviços correlatos – ou seja, existe a possibilidade de financiar, juntamente com um software pronto, os serviços de implantação, customização e treinamento, por exemplo. Todo o regulamento (incluindo, ainda, a possibilidade de contemplar serviços de fornecedores) pode ser consultado na área de dúvidas do Portal do Cartão BNDES.

Diversos empresários do setor já estão habituados a aproveitar essas múltiplas oportunidades para suas linhas de softwares prontos. Atualmente, existem cerca de 2.400 desenvolvedoras de software já credenciadas para realizar vendas no Portal do Cartão BNDES, que disponibilizam aproximadamente 8 mil softwares no Portal, voltados para variados setores, tais como Administração, Gestão e Automação, Agronegócios, Saúde, Segurança, Têxtil, Educação, Telecomunicações, dentre outros. Caso também se encaixem nas novas categorias de serviços aceitas, as empresas já credenciadas não precisarão de um novo cadastro – bastará incluir os novos serviços em seu catálogo de produtos.

Aos novos interessados em se credenciar como Fornecedores no site do Cartão BNDES, alguns critérios devem ser observados: a empresa desenvolvedora deverá ter sede e administração no Brasil com, no mínimo, dois anos de constituição do CNPJ, possuir pelo menos um código de classificação de atividade econômica (CNAE) específico de desenvolvimento de softwares e comprovar experiência anterior na prestação dos serviços que quiser credenciar. Deverá ainda possuir site próprio ativo na Internet, em português, com informações sobre a empresa e seus serviços.

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Finep reduz juros de suas linhas de crédito para inovação

A Finep anuncia reduções significativas nas taxas de juros das suas principais linhas de crédito, além de condições mais favoráveis de carência, prazo total e participação. O objetivo central da mudança é aumentar a produtividade das empresas brasileiras por meio da inovação. Cerca de R$ 3,5 bilhões devem ser demandados, de acordo com a expectativa dos analistas da financiadora.

Para inovações consideradas estratégicas para o país e que ainda não estejam disponíveis no mercado nacional, o custo do financiamento se tornou um dos menores do segmento: passou de TJLP para TJLP-0,5% a.a., podendo acumular ainda outras reduções.

Já a taxa da linha mais demandada pelos empresários – Inovação Pioneira – foi reduzida de TJLP+1,5% para TJLP+0,5%, com possibilidade de ainda acumular outros benefícios. Esse crédito deve ser utilizado para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inéditos para o Brasil, com elevado grau de inovação e relevância para o setor econômico beneficiado.

Também houve cortes nos juros de mais três linhas da Finep, voltadas para diferenciação de produtos, processos e serviços; redução de custos; e difusão de tecnologias. No caso desses produtos financeiros, as taxas variam de TJLP + 1,5% a TJLP + 6,25%.

Bônus tornam taxas ainda mais atrativas

A Finep ainda vai conceder bônus adicional em duas situações. Empresas que desenvolverem seu projeto em associação com universidades ou institutos de pesquisa vão ser beneficiadas por uma redução de 1 p.p. na taxa do financiamento, independentemente da linha. Para isso, pelo menos 15% do empréstimo precisa ser destinado a esses parceiros.

Trata-se do Programa Finep Conecta, que busca articular e mobilizar os atores do sistema de inovação. No melhor dos cenários, a taxa vai ser de TJLP-1,5%, com carência que pode chegar a seis anos e prazo total de 16 anos, com participação de até 100% da Finep no projeto. Descontada a expectativa de inflação para 2018, segundo o Boletim Focus, os juros reais são de 1,27%.

“O Brasil precisa responder à demanda por inovação, estreitar a relação entre empresas e universidades. Temos um terreno muito fértil para uma nova geração de bons cientistas, pesquisadores e, sobretudo, de bons empresários, que usam essa base tecnológica para introduzir a inovação no processo produtivo”, destaca o economista Marcos Cintra, presidente da Finep.

Com o intuito de reduzir ainda mais o custo total da operação, a Finep também vai baixar os juros caso a empresa apresente garantias financeiras (fiança bancária, seguro garantia ou penhor de aplicações financeiras). O mecanismo não só beneficia o tomador do empréstimo com menores encargos, mas também agiliza os tempos de contratação e desembolso dos recursos. Nessas circunstâncias, o desconto na taxa varia de 0,5 p.p a 2,0 p.p., de acordo com cada linha. Os dois incentivos – Finep Conecta e garantias financeiras – são cumulativos.

“Ninguém inova sozinho: o processo é sistêmico, contínuo e demanda mobilização de diversos agentes. As novas condições de financiamento mostram que a Finep está disposta a compartilhar com as empresas o risco e a incerteza do esforço de inovação. Sem isso, elas não avançarão em produtividade, e a competitividade da nossa economia estará irremediavelmente ameaçada”, comenta Rennys Aguiar, diretor de Inovação da Finep.

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Finep e EMBRAPII se unem para financiar projetos de inovação em acordo cooperativo

Para fortalecer o apoio à inovação brasileira e agilizar a oferta de financiamentos facilitados, a Finep e a EMBRAPII – Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, ambas ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assinaram acordo de cooperação no dia 18 de janeiro, na sede da Finep no Rio de Janeiro. A ideia é criar um fast track para otimizar a atuação das duas instituições por meio da troca de informações sobre suas carteiras de clientes, facilitando o acesso aos recursos técnicos e financeiros oferecidos.

O presidente da Finep, Marcos Cintra, destaca a importância da complementariedade de ações: “A EMBRAPII é como um selo de qualidade que vai permitir mais rapidez na concessão dos financiamentos, porque as empresas indicadas por eles já terão passado por um crivo rigoroso”.

Jorge Guimarães, presidente da EMBRAPII, explicou que a Associação atua de forma tríplice, unindo empresas, governo e centros de pesquisa organizados como Unidades EMBRAPII, sendo 42 as existentes atualmente. “De todas as nossas parcerias, a Finep é a única que apoia os dois lados – as unidades EMBRAPII e as empresas”, destaca.

A EMBRAPII financia 1/3 dos valores de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados em parcerias com suas Unidades, de forma não-reembolsável, ou seja, o dinheiro não precisa ser devolvido no fim do projeto. A responsabilidade pelo restante do valor (2/3) é dividida entre a empresa parceira e a Unidade. A Finep entra aí, concedendo financiamentos de longo prazo, com juros baixos e de forma rápida às instituições beneficiárias da cooperação. “Pretendemos ainda no primeiro semestre de 2018 começar os desembolsos ligados a esse acordo”, disse Wanderley de Souza, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep.

O acordo terá vigência de dois anos. Para a concessão do financiamento, os projetos deverão estar em fase avançada de negociação, condicionado à efetiva contratação, ou contratados pela Unidade EMBRAPII ou Polo EMBRAPII IF, já contando, dessa forma, com os respectivos recursos financeiros disponibilizados pela EMBRAPII.

A cooperação prevê que empresas de todos os setores possam solicitar financiamento à Finep, desde que apresentem um projeto de inovação de produtos, processos ou serviços nas áreas de atuação da EMBRAPII, como: biotecnologia, agronegócio, engenharia, eletrônicos, Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, entre outros.

“Precisamos aumentar a competitividade da indústria nacional, o que depende em grande parte da sua capacidade inovadora. No entanto, inovar tem um custo. Com os recursos que serão garantidos pela Finep, oferecemos uma oportunidade para viabilizar a execução da ideia”, disse Jorge Guimarães. A expectativa é que sejam disponibilizados este ano cerca de R$ 3 bilhões para financiamentos a empresas por parte da Finep.

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Finep seleciona 25 startups para investir e abre para novas propostas

A Finep divulga em novembro as 25 empresas selecionadas na primeira chamada do edital do seu programa voltado para startups. As escolhidas irão receber investimento da financiadora de até R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios apresentado. Em paralelo, a agência também dá início a segunda rodada do Finep Startup, que visa selecionar mais 25 empresas.

A região Sudeste foi a que mais teve startups contempladas – 15 no total –, seguida por Sul (7), Nordeste (2) e Centro-Oeste (1). São Paulo foi o estado com mais empresas selecionadas (7), seguido por Rio de Janeiro (6) e Rio Grande do Sul (4). Paraná e Pernambuco estão representados por 2 startups cada, enquanto Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul têm 1 empresa cada. Todas as selecionadas ainda passarão pela visita técnica, última etapa do processo.

Segunda rodada
As startups que não conseguiram submeter proposta na primeira etapa do edital terão nova chance. Novas inscrições estão disponíveis até 26 de dezembro, no processo que selecionará mais 25 empresas para receber investimento da Finep. Devido a alta demanda (mais de 503 startups inscritas) na primeira rodada, a Finep ampliou os temas presentes no programa (inclusão de Healthtech) e incluiu a categoria tecnologias habilitadoras, composta por: Blockchain; Inteligência Artificial; Microeletrônica; Nanotecnologia; e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

O principal objetivo com a mudança é atender empresas nascentes de base tecnológica que tenham como elemento central de sua estratégia competitiva o desenvolvimento de produtos, processos ou serviços baseados nas tecnologias habilitadoras listadas, cobrindo, dessa maneira, empresas que não foram atendidas pela primeira rodada do edital.

Sobre o Finep Startup
O programa Finep Startup pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento do produto, para colocar no mercado, ou que precisem ganhar escala de produção. Para isso, a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital dessas startups. O investimento vai ser feito por meio de contrato de opção de compra de ações.

Para estimular o empreendedor a buscar recursos privados, a Finep vai dar até 5 pontos às empresas que forem aportadas por investidores-anjo. A quantidade de pontos dependerá do valor do investimento privado, cujo mínimo é R$ 50 mil. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

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Agências de fomento à pesquisa de 22 países debatem mudanças ambientais globais

FAPESP e Belmont Forum discutem financiamento compartilhado a projetos que produzam conhecimento científico para formulação de política públicas

A interface entre a ciência, políticas públicas e sociedade sobre questões relativas às mudanças ambientais globais estarão em pauta nas reuniões do Belmont Forum São Paulo Meetings Week, que acontece de 6 a 10 de novembro em São Paulo. O evento é promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Belmont Forum, que reúne um grupo internacional de instituições de fomento à pesquisa científica e tecnológica sobre mudanças globais.

As reuniões têm como objetivo estimular estudos inter e multidisciplinares em temas que promovam o entendimento, a mitigação e a adaptação às mudanças ambientais globais e planejar Ações de Colaboração em Pesquisa (CRAs, na sigla em inglês) entre agências de fomento sediadas em 22 países, distribuídos por todos os continentes.

Participam do primeiro dia do evento José Goldemberg, presidente da FAPESP, Gilberto Câmara, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais; Maria Uhle, diretora de Programas para Atividades Internacionais da National Science Foundation (NSF); Carlos Américo Pacheco, diretor presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP; Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP; Marcos Regis da Silva, diretor executivo do Institute for Global Change Research (IAI); Marialuisa Tamborra, da Comissão Europeia; Erica Key, diretora executiva do Belmont Forum; e Amy Luers, da Future Earth.

Nas sessões plenárias, nos dias 8 e 9, estão agendadas discussões sobre prioridades regionais e oportunidades de financiamento a projetos em temas como biodiversidade e serviços ecossistêmicos, impactos na economia e intersetoriais das mudanças climáticas, sustentabilidade dos oceanos, segurança alimentar, resiliência, riscos e redução de desastres climáticos, clima, ambiente e saúde.

No dia 9, haverá um balanço dos resultados de projetos concluídos ou em andamento, que envolvam segurança alimentar e uso da terra, biodiversidade e serviços ecossistêmicos, observação de mudanças ambientais na região ártica, previsibilidade climática e sobre a ligação entre a segurança hídrica, energética e alimentar, entre outros temas.

Os resultados dessas reuniões irão orientar CRAs e futuras chamadas de propostas para o desenvolvimento de projetos cooperativos por pesquisadores em dois ou mais países, com apoio de agências de fomento locais associadas ao Belmont Forum.

Entre as instituições associadas presentes ao evento estão a Comissão Europeia; National Science Foundation (NSF), agência norte-americana de fomento; Inter-American Institute for Global Change Research (IAI); Agence Nationale de la Recherche (ANR) e Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), ambos na França; National Research Foundation (NRF), da África do Sul; Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO) e Rede Africana de Estudos sobre Políticas Tecnológicas (ATPS).

Além de representantes das agências, participam do evento convidados ligados a organizações de governança e instituições públicas, privadas e sem fins lucrativos interessadas na aplicação de resultados de pesquisas interdisciplinares feitas em cooperação.

Belmont Forum São Paulo Meetings Week
Data: 6 a 10 de novembro
Sessões de abertura (6/11) e plenárias abertas nos dias 8 e 9 de novembro
Inscrições e mais informações em: http://www.fapesp.br/eventos/americasday
Mais informações sobre o Belmont Forum em: www.belmontforum.org

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Na ACSP, presidente do BNDES anuncia foco em MPEs e programa que vai liberar crédito em 7 segundos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, fez palestra hoje na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Ele falou durante sessão plenária da ACSP em conjunto com reunião do Conselho Político e Social (COPS) da entidade.

“Estou aqui hoje para fazermos o que deve ser, na realidade, um diálogo entre as várias coordenadorias de economia e política que aqui se reúnem”, disse Rabello. Ele focou sua apresentação em medidas de incentivo para as micro e pequenas empresas, lembrando que grande parte dos projetos que o BNDES pretende implementar já está fincada no passado, como o Programa de Financiamento às Pequenas e Médias Empresas (Fipeme), o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec) e o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep), criados na década de 1960. “Quanto mais nós temos boas ideias, descobrimos que elas são excelentes, mas não são novas”, frisou.

Rabello mostrou e analisou a evolução dos desembolsos do BNDES de 2001 a 2016 e a dinâmica das carteiras de crédito entre bancos públicos e privados de janeiro de 2011 a maio de 2017. Para ele, a desaceleração econômica brasileira é puxada pela retração do investimento, pelo baixo índice de confiança da indústria e pela elevada ociosidade. O presidente do BNDES também lembrou que, a partir do final de 2016, o crédito a pessoa jurídica sofreu forte contração e que a queda das carteiras PJs é generalizada.

“Nós temos que ter um pacto em favor de uma gestão pelos próximos quatro anos, que seja digna da comemoração que faremos em 7 de setembro de 2021 e seja um novo grito do Ipiranga”, afirmou.

Giro Pré-Aprovado

Ele adiantou que, no dia 25/8, o BNDES vai lançar o programa Giro Pré-Aprovado, linha de crédito facilitada para capital de giro. Micro, pequenas e médias empresas obterão o crédito com base no cadastro que já têm no BNDES, sem precisar esperar que o banco particular ou público envie uma cópia do cadastro à instituição de fomento. Segundo Rabello, o empreendedor vai saber em até sete segundos se foi contemplado pelo empréstimo do novo programa.
Cinema

O cineasta Bruno Barreto participou da reunião. Com financiamento do BNDES, ele está produzindo um filme sobre expedição de Candido Rondon e Theodore Roosevelt na Amazônia. “São Paulo é hoje o principal centro produtor de audiovisual do País. É a capital cultural do Brasil e não mais o Rio de Janeiro. Apesar da crise, o nosso setor ? produção de séries para TV e outros ? está a pleno emprego por causa da Amazon e da Netflix”, declarou. Ele atentou para a necessidade de regulação no setor a partir da prática. “Eu, como membro do Conselho Superior de Cinema, estou lutando em Brasília para que essa febre regulatória não afugente a Netflix, a Amazon e outras plataformas”.

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, criticou o cenário atual de crédito para as micro e pequenas empresas. “O crédito não chega na ponta porque os canais estão obliterados. Essa é a nossa discussão dentro do BNDES, pois 83% do universo de pequenas empresas não têm acesso ao sistema bancário e se viram de forma alternativa”.

Ele lembrou que as MPEs representam 98% do universo de empresas no Brasil e que o Microempreendedor Individual (MEI) é “o maior fenômeno de inclusão econômica e social do mundo na atualidade”.

“Estou muito satisfeito em ter aqui conosco uma pessoa que vai contribuir para sairmos desse estado que não nos alegra. Também é preciso que cada um de nós, brasileiros, assumamos a nossa parcela de responsabilidade com o País”, disse Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Participaram do evento Jorge Bornhausen, coordenador do COPS/ACSP; Alfredo Cotait, vice-presidente da entidade; Roberto Macedo, coordenador do Conselho de Economia da Associação; Robert Schoueri, membro do Conselho Superior da ACSP. Uma turma de estudantes do curso de administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) também acompanhou o evento, além de empresários, integrantes do COPS e dirigentes da ACSP.

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Finep Conecta: R$ 500 milhões para projetos conjuntos de empresas e ICTs

Para estimular o setor privado e a academia ao desenvolvimento conjunto de inovação, a Finep vai oferecer melhores condições de apoio a empresas que investirem em projetos de pesquisa em parceria com institutos de ciência e tecnologia (ICTs) e universidades. O novo programa da financiadora, batizado de Finep Conecta, foi lançado pelo presidente da Finep, Marcos Cintra, nesta sexta-feira, 11/8, durante a reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic), na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Cintra participou da mesa principal da reunião ao lado de Rodrigo Rocha Loures, presidente do Conic; de Roberto Aluisio Paranhos e Antonio Carlos Teixeira Álvares, vice-presidentes do Conselho; de Mário Neto Borges, presidente do CNPq; de Oswaldo Massambani, superintendente da Finep em São Paulo; e do vereador Angelo Andrea Matarazzo.

A nova linha de crédito da Finep, que estará disponível para as empresas a partir desta segunda-feira (14/8), prevê mecanismos como taxas de juros menores e prazos e carências mais longos. Além disso, dependendo do grau de inovação da proposta, a Finep vai financiar até 100% do projeto – que deve ter valor mínimo de R$ 5 milhões. No total, serão disponibilizados R$ 500 milhões para a iniciativa em 2017.

A falta de articulação entre empresas e instituições de pesquisa é um dos principais obstáculos à pesquisa tecnológica no País. “A cooperação fortalece e dinamiza o sistema nacional de inovação”, destaca Marcos Cintra. De acordo com ele, os principais objetivos como o Finep Conecta são levar o conhecimento gerado nos ICTs e universidades para as empresas e ao mesmo tempo irrigar a pesquisa acadêmica com parte dos recursos usados para empréstimos. “Vamos aproximar o setor produtivo da comunidade científica e financiar parte da necessidade de custeio da academia”, afirma o presidente da Finep.

Exemplo internacional

A academia possui grande valor potencial às empresas, como recursos humanos de qualidade, infraestrutura de pesquisa avançada e possibilidade de transferência de tecnologia. Hoje, a maior parte dos pesquisadores brasileiros está no Governo e no ensino superior – 74%, contra 26% oriundos do setor empresarial.

Países como Suécia, Japão, Finlândia, Suíça e Irlanda possuem iniciativas semelhantes no setor de CTI, com programas que priorizam o aumento dos recursos para projetos conjuntos. Na França, por exemplo, se um ICT apresentar projeto em parceria com uma empresa ganha pontos extras e mais facilidade para obtenção de recursos. A Espanha é outro país que oferece facilidades para empresas e ICTs que trabalham juntos.

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Fomento, Inovação e Competitividade – Por Jamile Sabatini Marques

Que o brasileiro é um povo criativo, todos sabem. Mas se beneficiar dessa criatividade para gerar um país mais competitivo é o que precisamos aprimorar. Empresas que se destacaram quanto a sua criatividade foram fomentadas por um ambiente de negócios propício para sua atividade, gerando produtos inovadores e se tornando referências mundiais, como o Facebook e Instagram, ambos com brasileiros na concepção de seus projetos.

Para termos um país mais competitivo, precisamos dar mais voz aos empreendedores criativos, que acreditam em um projeto e correm atrás para serem os primeiros em mercados globais. Para que isso ocorra, precisamos fomentar serviços e produtos pioneiros para que estejam no mercado e sejam competitivos.

O fomento por meio de recursos financeiros, relacionamento e gestão faz com que as empresas acelerem a sua curva de crescimento, ganhando tempo precioso em um mercado competitivo, onde estar à frente fará a diferença para nos tornarmos referência.

O Brasil precisa criar condições para que existam mais fundos de investimentos em venture capital (Venture Funds), que façam as apostas em ideias, serviços e produtos inovadores, desde a fase inicial.

Isso pode ser feito com poucos ajustes na Lei do Bem para que as empresas beneficiadas possam aplicar seus recursos em Venture Funds fomentando empresas brasileiras nascentes, com a aquisição de quotas, ações ou notas de débito conversíveis.

A ABES tem trabalhado nestes aspectos, demonstrando a importância de se fomentar a inovação para termos um Brasil mais competitivo. As agências de fomento, como BNDES, FINEP, CNPq e FAPs estão buscando um caminho, conhecem a importância desse tema, mas ainda precisamos aperfeiçoar, ter mais recursos e correr mais riscos. Hoje, as garantias exigidas das mentes criativas são incompatíveis com o mercado do conhecimento, com empresas nascentes e muito boas ideias morrem pela falta de fundos, quando já estão quase lá.

A legislação brasileira com foco em inovação está sendo aperfeiçoada para que estejamos atualizados e competitivos, com o Governo recuperando seu papel de indutor da inovação. Sabe-se que países que investem em inovação estão entre as principais potências mundiais. O retorno do investimento feito em empresas inovadoras se dá na forma de impostos, empregabilidade, desenvolvimento regional e principalmente na formação de quadros gerenciais voltados para a inovação e criatividade.

Países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) têm buscado investir em inovação por meio do incentivo fiscal, sendo esta uma tendência mundial. O Brasil precisa fomentar para sair da crise, crescer e gerar competitividade. Por meio de pequenos aperfeiçoamentos, a Lei do Bem e a Lei de Informática podem e devem contribuir para a geração de novos produtos e serviços, com novas ou antigas empresas, fomentando o empreendedorismo e intra-empreendedorismo.

Jamile Sabatini Marques é diretora de Inovação e Fomento da ABES -.Associação Brasileira das Empresas de Software.

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Diretora da ABES fala sobre Fomento à Inovação em Recife

No dia 10 de fevereiro, a diretora de Inovação da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), Jamile Sabatini Marques, realizará a palestra “Financiamento para a Inovação”, em Recife (PE), como parte da programação da 9ª edição do Recife Summer School – RSS, promovida pelo Parque Tecnológico Porto Digital.

Jamile aproveitará a oportunidade para compartilhar com o público o resultado da Pesquisa ABES de Acesso ao Financiamento, realizada entre os meses de setembro e outubro de 2016, que teve por objetivo entender como as empresas do setor tecnológico têm buscado seus financiamentos e quais os fatores críticos que têm impactado o fomento à inovação no setor de software. Além disso, falará sobre as atuais fontes de fomento públicas disponíveis, ajudando a derrubar alguns mitos sobre o assunto. “Esse estudo traz uma percepção do perfil das empresas de tecnologia do Brasil e seus resultados podem nortear políticas públicas de fomento à inovação”, comenta Jamile.

Desde 2016, a ABES tem um convênio com o Porto Digital com o objetivo de fomentar o empreendedorismo e a inovação no setor de TIC. Essa parceria faz parte do programa de apoio às incubadoras e startups da ABES, que procura se aproximar dessas novas empresas e oferecer suporte para o desenvolvimento e aceleração dos negócios.

O Recife Summer School, realizado em parceria com empresas e instituições do ecossistema do Parque Tecnológico Porto Digital, tem contribuído para fornecer conhecimento, promover a troca de ideias e fomentar o networking. As atividades que integram a programação vão até o dia 24 de fevereiro de 2017 e incluem temas como economia criativa, empreendedorismo, tecnologia da informação e sustentabilidade. Mais informações no site: http://rss.portodigital.org/

A palestra “Financiamento para a Inovação” ocorrerá no dia 10 de fevereiro e começará às 9 horas. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: clara.arruda@portodigital.org

Recife Summer School

Palestra “Financiamento para a Inovação” – Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)
Data: 10 de fevereiro de 2017
Horário: 9:00 – 10:00
Local: Porto Digital 235
Rua do Apolo, 235, Recife Antigo – Recife, PE

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