Category Entidades Empresariais

Mapeamento Abstartups aponta que mais de 70% das startups não receberam investimentos

A despeito do maciço crescimento das startups do Brasil e da atenção que os negócios nacionais estão, aparentemente, recebendo do exterior, dados da Mapeamento de Comunidades 2020, feito pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema, apontam que a maioria (73,8%) das empresas de inovação não recebeu nenhum investimento ou incentivo financeiro desde sua fundação. No Nordeste, a porcentagem dos negócios que nunca recebeu investimentos sobe para 79,7% – o maior número se comparado com as demais regiões do País.

Das startups que tiveram aportes, a maior parte foi aportada por investidores anjo (41,5%), seguido por Seed (28,4%) e aceleradoras (21,6%) – o restante é dividido por investimentos séries A, B e C. Quanto a origem dos investimentos, 43,6% vieram de investidores locais; 26,8% de outro estado; 21,9% do mesmo estado e apenas 7,7% internacional. A maioria (51,5%) dos negócios de inovação no Brasil também não foi incubada, acelerada ou pré acelerada.

Quanto a faixa de faturamento das pesquisadas, a maioria (41,9%) ainda não tem faturamento; 13,5% faturam entre R$ 50 a R$ 250 mil e 11,8% têm faturamento entre R$ 10 e R$ 50 mil.

Realizados entre maio e setembro de 2020 com dados do Startupbase, a base de mais de cinco mil startups associadas e participantes de três mil startups espalhadas pelo Brasil, os Mapeamentos de Comunidades têm o objetivo de conhecer mais a fundo alguns dados de empreendedorismo e inovação de cada região do país, identificando as principais dores e potenciais locais.

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Cerca de 61% das empresas no setor financeiro precisam se adequar à LGPD, aponta estudo da ABES

Para assegurar a privacidade e proteção dos dados pessoais, que também garante o relacionamento entre negócios brasileiros e estrangeiros, foi criada a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vigente desde setembro deste ano. Em meio à transformação digital acelerada por conta da pandemia, apenas 39,15% das corporações no setor financeiro estão em conformidade com as exigências da nova lei, é o que aponta o Índice LGPD ABES, ferramenta desenvolvida pela ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, em parceria com a EY, no qual mais de 2.050 empresas de diversos segmentos já responderam e tiveram seus diagnósticos. Com o objetivo de aumentar o número de companhias preparadas para a LGPD, o ABES Academy, área de educação e formação continuada da entidade, vai ministrar curso online sobre o tema .

O número preocupante não é exclusivo do setor financeiro, no cenário geral apenas 39,45% dos requisitos da LGPD são atendidos. Segundo o presidente da ABES, Rodolfo Fücher, estar em conformidade com a LGPD é um desafio de todas as áreas de uma empresa, recursos humanos, vendas, marketing, financeiro, administrativo, e principalmente o jurídico e TI, que precisam assegurar a existência de processos claros e recursos adequados para prevenir uso inadequado dos dados e evitar vazamentos de informações e ataques de hackers.

“A lei traz dois pontos fundamentais para a indústria financeira: transparência e consentimento. Por se tratar de empresas que lidam com contratos que podem conter muitos dados sensíveis dos clientes, é importante que essas informações sejam coletadas e tratadas com total aprovação da pessoa”, explica Fücher.

O índice também revela que o setor de finanças está distante dessa conformidade, já que 81,6% realizam a coleta dos dados sigilosos e 34,2% já sofreram incidente de violação nos últimos 2 anos. “Os dados são alarmantes, mas o objetivo da ABES é não apenas posicionar, mas principalmente oferecer ferramentas e referências com o propósito de ajudar as empresas em sua adequação diante das exigências da LGPD”, comenta o presidente da instituição.

Além de oferecer sugestões de como a empresa pode se adequar às conformidades após responder ao índice e gerar seu resultado, a ABES abriu inscrições para a quinta turma do curso Lei Geral de Proteção de Dados: Fundamentos e Implementação, do ABES ACADEMY, que será realizado de 9 a 19 de novembro, para disseminar mais conhecimento sobre o tema.

De acordo com Thomaz Côrte Real, consultor jurídico da associação, é importante fomentar o interesse das empresas no assunto para orientá-las sobre como cumprir a lei. “Esse curso é um dos poucos que contempla tanto as questões que envolvem a implementação jurídica quanto a técnica, então é uma ferramenta completa para quem precisa aprender e ficar em conformidade. Não há mais tempo a perder, as organizações precisam se adequar o mais rápido possível”, afirma.

Para acessar o índice e fazer o diagnóstico, clique aqui. A ferramenta é gratuita e está à disposição de todas as empresas, sendo associadas da ABES ou não. Já para se inscrever no curso do ABES ACADEMY, acesse o site do Sympla.

Índice LGPD ABES

A ABES e a EY criaram a ferramenta online Diagnóstico LGPD para que as empresas que estão em fase de adaptação de seus processos LGPD verifiquem seu nível de adequação ao projeto. A solução consiste em um questionário sigiloso por meio do qual as empresas podem fazer uma auto avaliação quanto aos diferentes pontos exigidos pela lei. Após o preenchimento, a ferramenta oferece um diagnóstico quanto ao grau de adequação da empresa com sugestões contextualizadas ao resultado.

Para utilizar a ferramenta, não é preciso e nem possível enviar informações pessoais ou referentes à empresa, como nome, CPF/CNPJ, entre outras. Após o preenchimento do questionário, o relatório em PDF é disponibilizado para download com informações referentes ao nível de adequação e com sugestões para melhoria – não é possível acessar este documento posteriormente. Os dados, enviados anonimamente, geram o Índice LGPD ABES sobre o cenário de compliance das companhias brasileiras em relação a nova lei.

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Associação Brasileira de Startups anuncia nova diretoria para biênio 2021-2022

Em Assembleia Geral Ordinária realizada em 30 de outubro, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema, realizou eleições para definir a nova Diretoria da Associação, cujo mandato será válido por dois anos a partir de janeiro de 2021. Em chapa única inscrita, a votação se deu por aclamação na Assembleia com associados.

Na ocasião, Felipe Matos Sardinha Pinto, founder da 10kDigital foi apresentado para assumir o cargo de presidência, tendo Ingrid Barth, founder da Linker, como sua vice presidente, e Cristiano Fernandes de Freitas, sócio da Syhus Contabilidade, como novo diretor financeiro. José Muritiba segue como diretor executivo, cargo que assumiu no início de 2020.

Mestre em Empreendedorismo pela USP e Autor do livro “10 Mil Startups”, Matos é sócio da 10K Startups, consultoria em empreendedorismo, transformação digital e aceleração de ecossistemas de inovação para startups, empresas e governos, e já apoiou mais de 10 mil startups no Brasil. Foi fundador da aceleradora Startup Farm, COO do programa governamental Start-Up Brasil no MCTI e co-fundador do venture builder Instituto Inovação; e de outras iniciativas que o levaram a trabalhar com inovação em mais de 10 países.

“Me sinto honrado pela confiança que o ecossistema de startups depositou em mim para liderar a Abstartups. Para o futuro, pretendo fortalecer o papel da associação como uma das principais vozes de representação do setor junto à sociedade e ao poder público, atuando para avançar em políticas públicas e iniciativas que possam dinamizar o segmento. Também pretendo avançar na produção de dados mais completos e abrangentes, na formação de talentos qualificados, na promoção da diversidade e inclusão e no desenvolvimento das comunidades locais de startups pelo Brasil, que já são uma marca forte da história da entidade”, pontua o novo presidente da Abstartups.

Bacharel em economia e finanças pela Universidade Metodista de São Paulo e com MBA em Neuroeconomia e Economia Comportamental pela ESPM, Ingrid Barth tem larga experiência em vendas e coordenação de operações de crédito e gestão de tesouraria, bem como conhecimento em negociações contratuais relacionadas a operações cross boarder de derivativos e empréstimos. Em 2018, fundou a Linker, o 1º banco digital 100% focado em startups e seus empreendedores, onde atua como COO. Atualmente, também é CEO da ABFintechs, faz parte do Comitê de Jovens Empreendedores na FIESP, entre outros.

Já o novo diretor financeiro da Abstartups é empreendedor e compartilha seus conhecimentos como palestrante oficial da ContaAzul e mentor do Founder Institute, Eretz.bio, Liga Ventures, Parque Tecnológico de Sorocaba e mais de outras 10 aceleradoras/incubadoras pelo Brasil. Desde 2013, busca construir um legado de inovação no mercado contábil como fundador e CEO da Syhus, hub de serviços contábeis especializado no mercado de tecnologia e novos modelos de negócio.

Até a posse em 01 de janeiro de 2021, o presidente Amure Pinho segue no comando da entidade.

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Cadastro das chaves Pix deve ser feito nos canais oficiais do banco

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos alerta que o cadastramento das chaves Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos que entrará em funcionamento em 16 de novembro, deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente à central de atendimento.

O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix.

Tentativas de fraudes envolvendo o novo sistema de pagamento foram identificadas como ataques de phishing, ou pescaria digital, que usam técnicas de engenharia social e consistem na manipulação do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Os golpistas enviam links falsos que, quando acessados, direcionam o usuário a páginas falsas de bancos ou ainda levam à instalação de um arquivo malicioso que rouba dados pessoais e bancários.

Outro tipo de golpe, menos comum, são as centrais falsas oferecendo o cadastramento de chaves do Pix. O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso solicita os dados pessoais e financeiros da vítima.

“Os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, muito menos podem ser usados indevidamente para o cadastramento do Pix sem o seu consentimento. Na dúvida, sempre procure o gerente, uma agência ou a central de atendimento oficial da instituição para obter esclarecimentos”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Ele ressalta que a FEBRABAN e seus bancos investem constantemente em campanhas e ações de conscientização em seus canais de comunicação com os clientes para orientar a população a se prevenir de fraudes. “Além disso, os bancos investem cerca de R﹩ 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação voltados para segurança para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas”, diz.

No período de quarentena, as instituições financeiras registraram aumento de 80% nas tentativas de ataques de phishing. De acordo com Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social.

“Seja pelo telefone, por e-mail, pelas mídias sociais ou SMS, o fraudador solicita dados pessoais do cliente, como números de cartões e senhas, em troca de algo. Neste caso do Pix, oferece um falso cadastramento da chave do sistema de pagamento eletrônico”, adverte.

Chaves Pix

Desde o último dia 05 de outubro, os clientes interessados em usar o Pix, já podem começar a cadastrar suas informações para aderir à nova solução, que permitirá pagamentos e transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos. O cadastramento das chaves poderá ser feito a qualquer momento, até mesmo após o início de funcionamento do sistema.

Para que as transações eletrônicas ocorram de forma simples e ágil, sem que o cliente tenha que passar todos os seus dados para o usuário que irá realizar a transferência, o PIX terá chaves de endereçamento para identificação de contas transacionais. Intitulada “chave Pix”, o cadastramento será feito através de um “apelido” que será usado pelo cliente para identificar sua conta no sistema.

O ícone do PIX estará dentro do aplicativo bancário e no internet banking do cliente, assim como já estão outras funcionalidades, como DOC e TED. A chave Pix vincula as informações básicas do usuário aos dados completos que identificam a conta transacional do cliente (identificação da instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta).

Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são:

• Número de CPF/CNPJ;

• Endereço de e-mail;

• Número do telefone celular

• EVP (Uma sequência alfanumérica de 32 dígitos que, após solicitação do cliente ao seu banco, será enviada pelo Banco Central à instituição, e com ela será possível criar um QR Code

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

Além das chaves de endereçamento, o PIX também trará a experiência do QR Code que possuirá dois formatos:

– Estático: que poderá ser utilizado para transferências ou no comércio quando as informações para pagamentos não mudam, incluindo o valor do pagamento (exemplo: um sorveteiro, em que o preço do picolé é o mesmo sempre)

– Dinâmico: que poderá ser utilizado no comércio quando as informações para pagamentos mudam a cada momento (ex: em um supermercado, quando o valor de cada compra é diferente).

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Fiemg lab e Fiat Chrysler automóveis (FCA) lançam programa de desafios de inovação aberta

O FIEMG Lab, maior hub de inovação aberta de startups industriais, em parceria com a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), um dos maiores grupos automotivos do mundo, anuncia o lançamento do FCA Challenge FIEMG Lab, programa que tem o objetivo de aplicar novas tecnologias que atuem em duas importantes áreas de um dos maiores grupos automotivos do mundo, a de Supply Chain e de Manufatura.

“A realização destes desafios com a FCA é de grande importância para o setor automotivo e toda sua estratégica cadeia produtiva. Trata-se de um setor que historicamente alavanca novos processos e produtos inovadores. Com isso, também reafirmamos nosso propósito de acelerar o futuro da indústria, impulsionando novas tecnologias, conectando negócios e apresentando soluções inovadoras”, explica Mariana Yazbeck, gerente do FIEMG Lab.

As inscrições, que acontecem entre os dias 5 e 28 de outubro, podem ser feitas pelo por startups e demais empresas que apresentem soluções inovadoras em relação aos processos atualmente realizados nas áreas de Supply Chain e Manufatura. Ao todo serão dois desafios: um de Contratação Direta de Frete, com foco na gestão da contratação e operacionalização do transporte; e outro de Solução Dinâmica para Tempo Ciclo de Operação, que busca soluções que deem maior velocidade de análise e identificação das variações entre tempo padrão e real. Mais informações e inscrições no site fiemglab.com.br/challenge/fca.

“A transformação digital é algo que está cada vez mais presente no nosso dia a dia. E com ela trazemos cada vez mais inovação para nossos clientes. Nesse contexto, fizemos uma parceria muito interessante com o ecossistema do FIEMG Lab, que agora nos auxiliará no processo de nos inserirmos em um ecossistema de inovação extremamente fértil com pessoas comprometidas e empresas muito talentosas que têm como foco a melhoria contínua”, comenta André Souza, CIO (Chief Information Officer) e Líder de Transformação Digital da FCA para a América Latina.

Entre os benefícios do programa, estão a possibilidade de contratação para realização de testes industriais remunerados, onde os times selecionados para a fase de implantação poderão validar suas soluções em ambientes reais de operação; trabalho em conjunto com times de especialistas da FCA e do FIEMG Lab; a possibilidade de contratação definitiva e escala de fornecimento e apoio logístico para participação em possíveis deslocamentos.

Ao todo, serão selecionados até oito projetos que apresentem propostas e ferramentas altamente inovadoras, com grande potencial de impacto, boa aplicabilidade e viabilidade financeira. A fase seguinte será para nivelamento de conhecimentos, expectativas e potenciais e para a construção das propostas de fornecimento. A implantação dos testes industriais está prevista para 2021.

Para mais informações, basta enviar um e-mail para challenge@fiemglab.com.br

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5G: legislação brasileira avança para preparar infraestrutura de telecomunicações e municípios devem agir

Para preparar o ambiente do leilão do 5G no próximo ano, o presidente Jair Bolsonaro assinou em 1º de setembro o tão esperado Decreto que regulamentou a Lei Federal das Antenas, a fim de reduzir alguns dos mais importantes entraves que hoje dificultam a instalação de infraestrutura de telecomunicações e impedem o avanço da conectividade e da cobertura de telefonia no país. O texto é positivo e era aguardado por diversos setores da economia.

Nos próximos anos, fornecedores, fabricantes de equipamentos e operadoras de telecomunicação preveem investir cerca de R$ 35 bilhões para operacionalizar o 5G no Brasil. Quando falamos de infraestrutura passiva, somente empresas ligadas à Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel), que representa 65% do setor no mercado nacional de torres, planejam investir R$ 6 bilhões. O que ainda pouco se debate é que o avanço da digitalização depende da modernização de leis municipais obsoletas em todo o país. Enquanto não houvesse a regulamentação da Lei Federal de Antenas, boa parte dos recursos anunciados não seriam realizados. Agora, o cenário muda de figura.

Caso o leilão das novas frequências fosse realizado ainda este ano, como previsto antes da pandemia de Covid-19, seríamos uma nação com autorizações e outorgas para implantá-las, mas sem infraestrutura para tirar seu melhor proveito. Em outras palavras, apesar da regulamentação da Lei Federal das Antenas, boa parte das atuais leis municipais de antenas são incoerentes com a realidade tecnológica e impõem regras burocráticas que impedem o Brasil de atender à rotineira demanda por 4G e tornam impossível o desenvolvimento do 5G. Espera-se que os municípios se motivem a agir para modernizar suas leis.

Somente com a harmonização entre a Lei Federal de Antenas e normas municipais o país caminhará para a conectividade efetiva e para a diminuição da desigualdade digital. Destravar a instalação de torres e antenas é a condição básica para a ampliação da infraestrutura de telecomunicações. É preciso vontade política para o assunto entrar na pauta. Leis com mais de 20 anos, como é o caso de diversos municípios brasileiros, se tornaram antiquadas e altamente restritivas. Estas sequer previam as tecnologias atuais e muito menos a demanda crescente da sociedade por banda larga móvel e fixa.

As principais modernizações nas Leis de Antenas não são esperadas apenas pelo setor de telecom. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também defende que as cidades adotem e façam valer o novo texto com a criação de uma janela única, ou seja, que apenas um órgão seja responsável por coordenar todo o processo de licenciamento urbanístico e ambiental nos municípios. Defende ainda a aderência à chamada autorização tácita, prevista no Decreto Federal, com prazo máximo de 60 dias para emissão de licenças de liberação para instalação de antenas. Assim, os municípios terão de analisar rapidamente os pedidos e, caso não haja respostas, entende-se que a autorização está dada até posterior fiscalização dos órgãos competentes.

Nos últimos dois anos, por exemplo, apenas na cidade de São Paulo, maior centro financeiro do país e da América Latina, operadoras e empresas de infraestrutura protocolaram mais de 1,8 mil pedidos de novas torres e antenas. Até o momento, apenas 90 foram liberados. O cenário se agrava com o advento do 5G, pois a implantação da nova tecnologia exigirá de 3 a 4 vezes mais antenas em relação à conexão 4G.

E se ainda existiam dúvidas quanto à essencialidade dos serviços de telecomunicações, a pandemia comprovou a duras penas sua importância para manter a dinâmica da economia e das relações pessoais. Nos próprios municípios onde a modernização das leis se mostra tão difícil, o teletrabalho, o ensino à distância e a compra remota com entrega em domicílio são apenas algumas das atividades que, dependentes e apoiadas na conectividade, ajudam a manter as atividades de milhares de famílias.

No cenário pós-Covid-19, não há dúvidas de que 5G será fundamental para a recuperação econômica global. Maior capacidade, maior velocidade e menor latência permitirão mais usuários, mais dados e conexões mais rápidas para novos serviços e maior produtividade das empresas. Permitirão também que as chamadas Cidades Inteligentes (Smart Cities), ganhem contornos visíveis.

Para os municípios que se prepararem para a chegada da nova tecnologia, transformações tão esperadas e que dependem de comunicação móvel de excelência se tornarão realidade, resultando em ganhos significativos para as áreas de saúde, transportes, educação, segurança e muitas outras. O desenvolvimento de novas soluções em robótica, inteligência artificial, mobilidade urbana, telemedicina e o fortalecimento da indústria 4.0 são apenas alguns dos segmentos que devem deslanchar nesse novo momento. Em todos eles, os fluxos de informações serão essenciais para o seu pleno funcionamento. Resta saber: quanto mais a burocracia e a dificuldade em modernizar as normas municipais atrasará o Brasil na sua transformação digital e na retomada da economia?

Por Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel) e Mônica Messenberg Guimarães, diretora de Relações Governamentais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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ABDE e PNUD firmam parceria para desenvolvimento sustentável

A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) firmaram, nesta quarta-feira (30), uma parceria para promover o alinhamento das instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF) aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Memorando de Entendimento (MoU) foi apresentado durante assembleia que reuniu as 30 instituições que compõe a Associação.

Os 17 ODS e suas 169 metas devem orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional nos próximos dez anos, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A medida é resultado de um processo iniciado na Rio+20, em 2013, e culminou na aprovação da Agenda 2030 por todos os países-membros da ONU em 2015. O memorando de entendimento tem duração de três anos e prevê a troca de conhecimento e experiência, capacitações, participações em evento e apoio ao desenvolvimento de metodologias.

Sérgio Gusmão Suchodolski, presidente da ABDE, afirmou que a atuação direta dos membros da Associação para desenvolvimento brasileiro são fundamentais para ajudar o Brasil a cumprir os objetivos e aprimorar a agenda de investimento sustentável. “Nós entendemos que essa implementação em nível nacional, regional e estadual, sobretudo com instituições de desenvolvimento, como os membros que compõem a ABDE, é uma ferramenta fundamental para alinhar o conhecimento local com as agendas globais de desenvolvimento”.

Para Katyna Argueta, representante do PNUD no Brasil, os ODS continuam sendo a melhor forma para a humanidade encontrar soluções para seus maiores desafios. “O papel da ABDE é essencial, não apenas para minimizar os efeitos negativos da crise, mas também para acelerar a transição para um novo arcabouço de finanças sustentáveis”, disse Argueta durante a assembleia da Associação.

A primeira ação conjunta pela parceria será o desenvolvimento de parâmetros gerais para verificar a aderência da carteira do SNF aos ODS, buscando mensurar o apoio das IFDs brasileiras à Agenda 2030. A expectativa é que o mapeamento ofereça uma visão sobre como os recursos do SNF estão sendo disponibilizados para cumprir os ODS.

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E-commerce paulista apresenta desempenho equivalente a seis anos nos primeiros seis meses de 2020

Um levantamento exclusivo, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mostra que o e-commerce paulista demorou seis anos (de 2013 a 2019) para ver a sua participação sobre o total do comércio varejista saltar de 2,1% para 2,9% (alta de 0,8 ponto porcentual). No entanto, em 2020, o setor precisou apenas de seis meses para ter o mesmo desempenho, crescendo de 2,9% para 3,7% entre janeiro e junho.

No Estado de São Paulo, as vendas médias no varejo tradicional por habitante sofreram queda de 9%, enquanto o comércio eletrônico cresceu 17%, do fechamento de 2019 ao fim de junho de 2020.

Já no comparativo de 2013 com o primeiro semestre de 2020, as vendas médias no varejo tradicional por habitante também foram de 9%, ao passo que, no comércio eletrônico, houve elevação de 61%. No mesmo período, houve ainda aumento de 104,6% no número de pedidos de compras online mensais nas plataformas – o pedido mensal é diferente de compra por habitante, pois leva em conta o número de pedidos feitos: nem todas as pessoas fazem pedidos, e quem tem está habituado, pode fazê-lo mais de uma vez por mês.

Nota-se que a variação ocorrida na média do primeiro semestre deste ano com relação à média do ano passado foi de quase 40%, pouco inferior à variação ocorrida no período que compreende de 2013 a 2019 (crescimento de pouco menos de 47%).

Alguns setores do varejo no quais as compras normalmente são menos afeitas às relações de consumo a distância – como é o caso de vestuário -, também viram os horizontes expandirem nessas plataformas de venda.
De acordo com dados da PCCE, da FecomercioSP, no segundo trimestre de 2020 (auge da pandemia), as vendas de bens semiduráveis registraram crescimento de 56,8% no comparativo com o mesmo trimestre do ano passado. Quando comparado ao primeiro trimestre, o crescimento foi de 27,4%.

Capital paulista
A cidade de São Paulo registrou aumento de 100,7% na média de pedidos mensais nos últimos seis anos, enquanto o tíquete médio do varejo tradicional na capital paulista caiu 15% entre 2013 e o fim do primeiro semestre de 2020. No mesmo período, houve alta de 68% no tíquete médio por habitante no e-commerce. A capital registrou aumento de 100,7% na média de pedidos mensais entre 2013 e 2020, enquanto no primeiro semestre de 2020, a alta em relação à média de 2019 foi de 42,4%, maior do que havia ocorrido em todo o período anterior da série: demorou seis anos para a alta ser de 40,9% (entre 2013 e 2019).

Os efeitos da pandemia e a reação dos empresários foram mais sentidos na capital do que na média do Estado de São Paulo, tanto na queda vista nesta primeira metade do ano quanto na velocidade de acesso ao comércio eletrônico, que já era mais presente na capital paulista em comparação ao Estado.

Se em 2019 o consumidor da capital comprava, em média, R﹩ 57 por mês por meio da internet ou de aplicativos, este valor deve terminar o ano em um patamar acima, ampliando a importância da ferramenta para o varejo tradicional.

A FecomercioSP estima que a pandemia vai acelerar este processo, que já estava bastante claro ao longo dos últimos anos, com o aumento da participação do comércio eletrônico – inclusive na própria capital – sobre o total do varejo, uma característica que converge com outras cidades como Nova York, onde a representação dessa modalidade é de cerca de 10% do total do varejo.

Propostas para desburocratizar o setor


Sendo o crescimento do e-commerce um fato, faz-se ainda mais urgente a desburocratização do setor. Assim, a FecomercioSP, por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico, defende uma série de medidas para destravar o ambiente de negócios e modernizar a legislação tributária, que devem facilitar as operações e proporcionar uma experiência de compra melhor aos consumidores – e isso tem se mostrado ainda mais importante em tempos de pandemia.

Entre os diversos pleitos apresentados pela FecomercioSP ao Conselho Nacional da Política Fazendária (Confaz) que envolvem essa cadeia de logística, recentemente foi atendido o da substituição do Danfe Impresso pelo Danfe Etiqueta, contendo um código de barras para acesso às informações fiscais, com o mínimo de dados disponíveis (remetente, destinatário e valor total do produto), em que se exclui a discriminação de cada produto.

Esta medida, de substituição da nota completa pela etiqueta, já está em vigor, a partir da Nota Técnica 4/2020 (Danfe Simplificado – Etiqueta), publicada no fim do mês de agosto de 2020. A FecomercioSP continua com o seu pleito para a retirada do valor total da nota fiscal aparente no Danfe Etiqueta, para proteger os dados dos consumidores, bem como os próprios transportadores.

Assim, solicita ainda que o valor total do produto não esteja exposto na etiqueta, já que isso é altamente visado e está atrelado ao grande risco de roubo de cargas, principalmente pela diversidade de produtos transportados. A Federação sugere que, por meio do código de barras ou código QR, caso um fiscal pare o transportador para averiguar a carga, seja possível ter acesso às informações completas da mercadoria e checar a regularidade fiscal.

Ainda em avaliação no Confaz, pleitos sobre a digitalização de documentos fiscais, para obter segurança da informação e promover a logística sem papel, e a regulamentação para implementar lockers e pick-up points, para melhorias no processo de vendas, a fim de gerar uma experiência positiva ao consumidor.

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ABES cria Comitê de Desenvolvimento de Negócios

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software oficializou a criação do Comitê de Desenvolvimento de Negócios. Com o objetivo de fomentar e dinamizar parcerias e a troca de experiências, o fórum será coordenado pelo André Elias Gonçalves, da IN – Inteligência de Negócios, com o apoio da assessora dos comitês Carolina Marzano.

“Fico muito honrado em participar deste movimento. Nosso novo Comitê tem como objetivos o fomento de negócios e o desenvolvimento profissional. É impressionante constatar como a discussão de temas relevantes, a troca de experiências e a abertura para sinergias são geradoras de interesse e potencialmente ricas para beneficiar tanto as empresas como os profissionais. Contamos, agora, com a ampliação do envolvimento das associadas da ABES”, destacou André.

O comitê conta com a participação dos C-Levels e de profissionais das áreas comercial, de marketing e vendas das associadas, com o objeto explorar o potencial que a nova economia baseada em modelos digitais proporciona e como superar os desafios do mercado. Segundo o IDC (International Data Corporation), o setor de TI brasileiro cresceu 10.5% em 2019, comparado com um crescimento mundial de 5%. Em 2020, a expectativa é crescer 6%, enquanto o mundo deverá crescer cerca de 5.1%. Além disso, de acordo com o IBOPE, o nível de penetração da internet no Brasil é de 70%, representando o quinto maior mercado do mundo, com aproximadamente 149 milhões de internautas ativos, atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Por outro lado, o relatório do Índice Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial de 2019, apontou que o Brasil está na 71ª posição de 141 países analisados, e na 8ª posição na América Latina. Tal índice demonstra que, apesar de algum avanço na última década, o Brasil ainda possui um complexo ambiente de negócios, devido à complexidade tributária, forte judicialização, e ao processo judicial caro e demorado.

“Diante desse cenário promissor e ao mesmo tempo desafiador, do mercado brasileiro, a ABES vem proporcionar um fórum para trocas de experiências e expectativas, com o intuito de ajudar seus associados a transpor a complexidade do mercado brasileiro, além de trabalhar junto aos principais stakeholders para melhoria do ambiente de negócios. Sendo assim, a ABES posiciona-se como uma plataforma, na qual os mais variados serviços e produtos são oferecidos aos associados”, destaca Rodolfo Fücher, presidente da entidade.

Outros comitês focados em assuntos de interesse do setor de tecnologia e de usuárias de tecnologia são mantidos pela associação. Com isso, a ABES tem o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento, e a criação de novas oportunidades,

buscando proporcionar melhor qualidade de vida para todas e todos, de forma inclusiva e igualitária.

Acompanhando a evolução do mercado, recentemente a ABES ampliou o escopo de representatividade. Além das empresas de software e as que prestam, de alguma forma, serviços correlatos, que já eram tradicionalmente representadas, incluímos duas novas categorias de associados: (i) empresas que utilizam intensamente software e (ii) as interessadas no setor de tecnologia da informação de forma geral. Desta forma passamos a contar com a participação de empresas ligadas às plataformas digitais, incluindo as xTechs (EduTechs, HealthTechs, LawTechs, FinTechs, AgroTechs, etc.) e também incubadoras, aceleradoras e fundos de investimentos, por serem importantes agentes no fortalecimento da inovação e dinamismo do mercado brasileiro.

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Pequena empresa tem 5 bilhões de reais

Por Francisco Camargo

Apesar de as leis vigentes no Brasil apoiarem as empresas menores, existem muitos entraves ao desenvolvimento das chamadas MPMEs – Micro, Pequenas e Médias Empresas. Mesmo que a Constituição Brasileira, no seu artigo 179, estabeleça o papel do Estado no incentivo a essas companhias, a realidade sempre foi bastante diferente. Por isso, desde 2017, em diversos contatos com o governo e suas agencias, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software tem recomendado especial atenção ao problema das garantias exigidas das MPMEs e a pouca capilaridade dos programas governamentais.

Criar e dirigir uma MPME não é tarefa fácil. É necessário conquistar clientes, conseguir o capital necessário para investimento e capital de giro, e ainda enfrentar a falta de segurança jurídica, que tem prevalecido em duas áreas-chave: a tributária e a trabalhista.

Não basta existirem vários programas de financiamento e fomento, como os elencados no Guia de Fomento da ABES , se na hora da necessidade as empresas enfrentam alguns problemas com os agentes repassadores, sua burocracia, a exigência de garantias reais (hipoteca, fiança bancária) e a falta de capilaridade desses agentes.

Para acesso às linhas de crédito para projetos, do BNDES ou FINEP, citando dois exemplos, é preciso passar por um processo longo e com altos custos, especialmente quando se contrata uma consultoria para ajudar na formatação. Se aprovado o projeto, vem a exigência de garantias reais, hipotecas ou fiança bancária.

Para as grandes empresas que possuem departamentos dedicados ou contam com consultorias, esses entraves burocráticos e as garantias não costumam ser um problema. Mas, quando o assunto é a micro ou pequena empresa, a situação, na prática, é diferente da teoria. E a importância dessas empresas é inegável: elas respondem por boa parte dos empregos e do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro. Somente no universo de duas mil empresas associadas e conveniadas da ABES, mais de 75% são MPMEs que enfrentam problemas similares ao exposto.

A necessidade de ação para assegurar, para além do papel, a efetivação e o acesso das MPMEs aos benefícios a quem têm direito motivou a ABES a desenvolver um trabalho junto ao Governo Federal e suas agências de fomento para equacionar o grave problema das garantias para obtenção de crédito. Uma das propostas era a de utilizar os diversos fundos de garantia do governo, de forma unificada, para que que eles assegurassem (dando aval) uma parte substancial dos financiamentos tomados pelas MPMEs junto aos bancos comerciais, públicos ou privados.

Com isso se resolveriam três problemas principais:

• Capilaridade, os bancos comerciais têm mais de 20 mil postos de atendimento espalhados pelo território nacional;

• Garantias, pois o aval dos fundos garantidores é muitas vezes melhor que a exigência de garantias reais;

• Recursos, o governo federal não precisaria transferir recursos do Tesouro para o BNDES, a fim de suprir as necessidades de financiamento do sistema, mas apenas dar a garantia para o risco representado pelas MPMEs.

Os Fundos e o BNDES dariam somente a garantia do risco de crédito, como fazem outros organismos modernos. Um exemplo é a francesa COFACE (Compagnie Française d’Assurance pour le Commerce Extérieur), que alivia a necessidade de caixa do governo federal, especialmente neste momento crítico para o orçamento da união.

Depois de algum tempo de peregrinação da ABES para viabilizar essa recomendação, a equipe da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade ouviu e entendeu o alcance da demanda. A solução ficou a cargo da Secretaria Adjunta de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços e da Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, que, finalmente, criaram o Programa Emergencial de Acesso a Crédito, por meio da MP 975, bem como outros do BNDES/FINEP.

Melhor do que exercer o direito de ser ouvido, que está previsto no Artigo 5º., Inciso XXXIV, item A, da Constituição Federal, é saber que as recomendações eram legitimas e foram adotadas. Estas medidas defendidas pela ABES beneficiaram todas as micros, pequenas e médias empresas do Brasil, sem necessariamente estarem ligadas a uma associação ou sindicato ou a determinado setor. Efetivamente, vemos que as recomendações da ABES serviram como alerta para a criação da solução que possibilitou que as MPMEs tenham acesso à linhas de crédito, muito necessárias nesta época de Covid-19.

A ABES espera que esse sistema seja aperfeiçoado para épocas mais “normais”, por meio da criação de um Sistema Brasileiro de Garantias e Avais, que por meio da coordenação de todos os fundos de avais, da União, Estados, Municípios, Bancos, Associações, permita reduzir o risco sistêmico pela compra e venda de Swaps de Credito. O sistema será mais seguro e barato, quando os fundos de avais também puderem receber, direta ou indiretamente, contragarantias convencionais (recebíveis, etc.) e não-convencionais (ações ou quotas, marcas, patentes, sistemas, etc.), das empresas beneficiadas, reduzindo o custo cobrado por esses avais.

A ABES tem como propósito contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, pois acreditamos que a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades, melhorando a qualidade de vida de todos, de forma inclusiva e igualitária, assegurando um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente.

A ABES agradece a todos os envolvidos por terem encontrado a solução em tão curto espaço de tempo.

*Francisco Camargo é presidente do conselho da ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software e fundador da CLM, distribuidora latino-americana de valor agregado.

Por Francisco Camargo*

Apesar de as leis vigentes no Brasil apoiarem as empresas menores, existem muitos entraves ao desenvolvimento das chamadas MPMEs – Micro, Pequenas e Médias Empresas. Mesmo que a Constituição Brasileira, no seu artigo 179, estabeleça o papel do Estado no incentivo a essas companhias, a realidade sempre foi bastante diferente. Por isso, desde 2017, em diversos contatos com o governo e suas agencias, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software tem recomendado especial atenção ao problema das garantias exigidas das MPMEs e a pouca capilaridade dos programas governamentais.

Criar e dirigir uma MPME não é tarefa fácil. É necessário conquistar clientes, conseguir o capital necessário para investimento e capital de giro, e ainda enfrentar a falta de segurança jurídica, que tem prevalecido em duas áreas-chave: a tributária e a trabalhista.

Não basta existirem vários programas de financiamento e fomento, como os elencados no Guia de Fomento da ABES , se na hora da necessidade as empresas enfrentam alguns problemas com os agentes repassadores, sua burocracia, a exigência de garantias reais (hipoteca, fiança bancária) e a falta de capilaridade desses agentes.

Para acesso às linhas de crédito para projetos, do BNDES ou FINEP, citando dois exemplos, é preciso passar por um processo longo e com altos custos, especialmente quando se contrata uma consultoria para ajudar na formatação. Se aprovado o projeto, vem a exigência de garantias reais, hipotecas ou fiança bancária.

Para as grandes empresas que possuem departamentos dedicados ou contam com consultorias, esses entraves burocráticos e as garantias não costumam ser um problema. Mas, quando o assunto é a micro ou pequena empresa, a situação, na prática, é diferente da teoria. E a importância dessas empresas é inegável: elas respondem por boa parte dos empregos e do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro. Somente no universo de duas mil empresas associadas e conveniadas da ABES, mais de 75% são MPMEs que enfrentam problemas similares ao exposto.

A necessidade de ação para assegurar, para além do papel, a efetivação e o acesso das MPMEs aos benefícios a quem têm direito motivou a ABES a desenvolver um trabalho junto ao Governo Federal e suas agências de fomento para equacionar o grave problema das garantias para obtenção de crédito. Uma das propostas era a de utilizar os diversos fundos de garantia do governo, de forma unificada, para que que eles assegurassem (dando aval) uma parte substancial dos financiamentos tomados pelas MPMEs junto aos bancos comerciais, públicos ou privados.

Com isso se resolveriam três problemas principais:

• Capilaridade, os bancos comerciais têm mais de 20 mil postos de atendimento espalhados pelo território nacional;

• Garantias, pois o aval dos fundos garantidores é muitas vezes melhor que a exigência de garantias reais;

• Recursos, o governo federal não precisaria transferir recursos do Tesouro para o BNDES, a fim de suprir as necessidades de financiamento do sistema, mas apenas dar a garantia para o risco representado pelas MPMEs.

Os Fundos e o BNDES dariam somente a garantia do risco de crédito, como fazem outros organismos modernos. Um exemplo é a francesa COFACE (Compagnie Française d’Assurance pour le Commerce Extérieur), que alivia a necessidade de caixa do governo federal, especialmente neste momento crítico para o orçamento da união.

Depois de algum tempo de peregrinação da ABES para viabilizar essa recomendação, a equipe da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade ouviu e entendeu o alcance da demanda. A solução ficou a cargo da Secretaria Adjunta de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços e da Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, que, finalmente, criaram o Programa Emergencial de Acesso a Crédito, por meio da MP 975, bem como outros do BNDES/FINEP.

Melhor do que exercer o direito de ser ouvido, que está previsto no Artigo 5º., Inciso XXXIV, item A, da Constituição Federal, é saber que as recomendações eram legitimas e foram adotadas. Estas medidas defendidas pela ABES beneficiaram todas as micros, pequenas e médias empresas do Brasil, sem necessariamente estarem ligadas a uma associação ou sindicato ou a determinado setor. Efetivamente, vemos que as recomendações da ABES serviram como alerta para a criação da solução que possibilitou que as MPMEs tenham acesso à linhas de crédito, muito necessárias nesta época de Covid-19.

A ABES espera que esse sistema seja aperfeiçoado para épocas mais “normais”, por meio da criação de um Sistema Brasileiro de Garantias e Avais, que por meio da coordenação de todos os fundos de avais, da União, Estados, Municípios, Bancos, Associações, permita reduzir o risco sistêmico pela compra e venda de Swaps de Credito. O sistema será mais seguro e barato, quando os fundos de avais também puderem receber, direta ou indiretamente, contragarantias convencionais (recebíveis, etc.) e não-convencionais (ações ou quotas, marcas, patentes, sistemas, etc.), das empresas beneficiadas, reduzindo o custo cobrado por esses avais.

A ABES tem como propósito contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, pois acreditamos que a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades, melhorando a qualidade de vida de todos, de forma inclusiva e igualitária, assegurando um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente.

A ABES agradece a todos os envolvidos por terem encontrado a solução em tão curto espaço de tempo.

Francisco Camargo, presidente do conselho da ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software e fundador da CLM, distribuidora latino-americana de valor agregado.

Frente empresarial defende a prorrogação da LGPD e a criação imediata da ANPD

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, junto com outras 12 associações do setor de tecnologia, assinou hoje uma carta aberta às autoridades pela imediata segurança jurídica no tratamento de dados pessoais. As entidades pedem que a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei n.13.853) tenha sua da entrada em vigor prorrogada, tendo em vista a necessidade da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), a sua estruturação interna, os trabalhos em torno das peças regulatórias – que envolvem ampla e irrestrita consulta pública – e de orientação e educação das organizações e dos cidadãos em torno dessas regras. Somente assim será possível conciliar a proteção da privacidade no Brasil e a segurança jurídica.

FIEMG Lab 4.0 gera negócios para a indústria

O FIEMG Lab 4.0 finalizou a segunda jornada com resultados positivos, obtidos a partir de ações pioneiras e capazes de promover inovação e competitividade para a indústria. Foram R$ 7,8 milhões em negócios gerados.

Ao todo, 76 indústrias contrataram 25 startups, com 96 testes e implantações de soluções tecnológicas diretas para o setor industrial. Uma indústria fez aquisição de uma das startups participantes e outra fez sociedade com uma indústria madrinha.

De forma pioneira no país, inspirado nos grandes polos industriais internacionais, o FIEMG Lab implementou no Brasil um modelo de aceleração tecnológica combinada à aceleração de negócios. Dessa maneira, foram fomentadas soluções diretas para a indústria. Esse modelo permitiu o impulsionamento das soluções tecnológicas das startups do programa e garantiu maior aderência delas à realidade do setor.

A segunda rodada do FIEMG Lab 4.0 começou em 2019, com a seleção de 50 startups para uma jornada compreendida por três fases classificatórias. A primeira, com duração de dois meses, focada na validação do negócio e aderência às expectativas das indústrias. Vinte startups avançaram à segunda fase, que teve como foco a aceleração dos negócios e das tecnologias, bem como a implementação de Provas de Conceito (POCs) nas indústrias. A terceira e última fase, contou com 10 startups e focou na tração, escala e implementação das soluções dentro das empresas.

O FIEMG Lab 4.0 contou quatro indústrias madrinhas: CEMIG, Gerdau, RHI Magnesita e Vale. A gerente do programa, Mariana Yazbeck, explica que essas empresas foram fundamentais para o sucesso da ação. “Elas acreditaram e investiram no programa, conectando-se amplamente às startups, investindo em um fundo para POCs e ajudando a moldá-lo para que as soluções das startups alcançassem elevado grau de pertinência à indústria. São mais do que parceiras, mas correalizadoras deste trabalho desafiador e capaz de transformar realidades”, celebra.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a segunda rodada do FIEMG Lab foi um sucesso para Minas Gerais e para o Brasil. “Atuamos de forma acertada construindo para a indústria uma política de inovação que permitiu a melhoria real do ambiente de negócios no estado. Não foi por acaso que contamos com empresas do porte da Vale, da Cemig, da RHI-Magnesita e da Gerdau como parceiras e madrinhas do projeto”, afirma.

Confira os 20 cases de sucesso de startups do Programa FIEMG Lab 4.0 em indústrias de todo o país.

Conheça o projeto em www.fiemglab.com.br