Category engenharia

Engenharia Civil volta a acelerar no Brasil

Comprar a casa própria é um dos sonhos de 49% dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos, segundo estudo da Pesquisa GEM Brasil. Com a crise econômica ainda em alta no país, uma das soluções encontradas pela população foi o de adquirir o lote e administrar a própria obra. O que demonstrou uma economia de até 40% no investimento total, quando comparado ao valor de um imóvel já finalizado.

Apesar dessa opção ser uma escolha de muitos consumidores, o segmento imobiliário tem apresentado uma boa recuperação em vendas, o que abre portas para novas obras, oportunidades de emprego e movimentação de renda em 2020. Com isso, o setor espera um significante crescimento e boa contribuição para um PIB mais elevado. “Já sentimos o aquecimento do mercado nas demandas que chegam até a empresa. A busca por soluções cresceu novamente, os clientes estão vindo até nós para evitar dores de cabeça e gastos indesejados nos processos que realizam”, comenta Marcelo Lefevre, presidente da Poli Júnior, empresa júnior da mais bem conceituada escola de engenharia do país, a USP.

Com o governo controlando as contas da união, as taxas de juros e inflação tiverem uma estabilidade significativa, o que motivou a facilidade nos financiamentos imobiliários, tornando-os mais acessíveis. Esse movimento deixa as famílias mais seguras para solicitarem crédito de longo prazo, além dos investidores começarem a pensar novamente no imóvel como uma forma de aplicação em 2020. “A população está se preparando melhor para os possíveis gastos que o sonho da casa própria exige. Como trabalhamos em uma empresa com investimentos até 60% menores do que o mercado sênior, nós atendemos clientes de diversas camadas da sociedade, o que nos possibilita entender o que cada um deles mais precisa”, finaliza Lefevre.

Ecossistema de inovação: é preciso abrir a mente para esta jornada

Por Marcus Granadeiro

Abril de 2019 – Com a crise, há uma motivação extra das empresas para se movimentarem e se reinventarem. Inovar deixa de ser uma opção para ser uma necessidade. Este é um desafio normalmente complexo para qualquer área, mas ele se torna muito maior quando essa demanda ocorre num setor tradicionalmente conservador, como é o caso da construção civil.

Notadamente, um dos caminhos preferidos para acelerar a inovação é a busca por parcerias com startups. Trata-se de um universo que envolve incubadoras, desafios, coworking e fundos de investimentos. Este modelo atrai mentes, empreendedores, ideias e busca a inovação por meio de estruturas que conseguem encontrar novos processos, pivotar e validar de forma mais competente e ágil que as empresas constituídas.

Olhando no retrovisor para entender essa estrutura, vale lembrar que este caminho nasceu do conceito de inovação aberta, desenvolvida no início dos anos 2000 pelo professor Henry Chesbrough, da Universidade da Califórnia. O fio condutor desta abordagem se baseia no fato de que nem todos os profissionais inteligentes trabalham para a mesma empresa, assim como desenvolver um bom modelo de negócio é melhor que ser pioneiro no mercado, ou seja, não é preciso ser o dono da ideia para poder se beneficiar dela.

Não há dúvida de que este é um caminho interessante, porém há outros que estão sendo esquecidos ou subutilizados. A inovação pode acontecer através do canal de fornecedores estabelecido por meio de alianças, de licenciamentos ou até mesmo através de acordos de OEM (Original Equipment Manufacturer), ou seja, quando um parceiro agrega alguma inovação como parte de um sistema.

As startups são, por definição, organizações temporárias projetadas para pesquisar modelos de negócio replicáveis e escaláveis. Uma vez tendo sucesso, elas deixam de ser startups e, se contratadas, passam a ser fornecedores e, a partir daí, precisam ter processos e passam a se preocupar com entregas e com a qualidade. Isso significa que, nos atuais projetos de inovação, elas deixariam de estar no radar para outras inovações. Sendo assim, o framework de inovação deve abranger as operações no modelo scale-ups, ou seja, aquelas que crescem o negócio de forma escalável, sem aumentar os custos na mesma proporção, e as demais empresas do ecossistema de fornecimento.

Esta necessidade fica ainda mais premente quando pensamos que o objetivo não é apenas buscar por inovar nos produtos e nas ofertas, mas também aplicá-la nos processos, seguindo o conceito da transformação digital. O ecossistema aberto de inovação não deve ficar restrito a grandes empresas e startups, mas a todo o ecossistema que gira em torno dela, envolvendo fornecedores, startups ligadas a eles ou diretamente à empresa, assim como os próprios concorrentes e até mesmo empresas de outro setor. O lema é manter a mente aberta. E você, já arquitetou o seu ecossistema de inovação?

Marcus Granadeiro , engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e ​ do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

Tags, , , ,

2019 será o ano de preparar o terreno para os smart buildings

Por Jaxon Lang

Tendências muito abordadas em 2018, Internet das Coisas, análises de dados, conectividade wireless, mobile edge computing (MEC), cabeamento e definições de novos padrões serão os principais impulsionadores de mudanças no mercado de prédios inteligentes, os chamados smart buildings, nos próximos meses. Elas serão as responsáveis pela convergência e pela tendência de preparação, conforme os prédios se transformam na base para campus e cidades inteligentes. Olhando para o futuro, 2019 será o ano da preparação e convergência, com os administradores e proprietários de edifícios estabelecendo as bases para os futuros desenvolvimentos destinados a atender às novas demandas.

Dados são essenciais para a transformação

Em 2018, muito se falou sobre a importância da integração na transformação de um edifício em um verdadeiro smart building. O advento da Internet das Coisas, no entanto, significou que não se trata apenas de integração de redes e de conectividade, mas também da tecnologia que as complementa. Sensores de IoT, por exemplo, podem suportar volumes altíssimos de dados e também uma variedade de informação que não temos acesso ainda, mas que em um futuro próximo precisaremos. No fim das contas, para a transição para um smart building, será necessário o aproveitamento de todos os dados disponíveis nesses novos sistemas (muitos deles já estão implantados), e de todos os dados do sistema legado de edifícios. E então utilizar essas informações para tomar as decisões que irão otimizar a “saúde” do empreendimento e sua manutenção.

Podemos fazer algumas suposições sobre como isso irá se desenrolar, mas é impossível saber exatamente o que nos espera. O melhor conselho que podemos dar aos donos de negócios é para se adequarem e atualizarem seus sistemas e estruturas para suportar o grande volume de dados, e que também sejam flexíveis o suficiente para permitir o uso de futuros sistemas que serão lançados. Em vez de tentar adivinhar que solução analítica será adotada pelo mercado, a melhor estratégia será habilitar um prédio a gerar o máximo possível de dados, assim oferecendo hoje flexibilidade para a plataforma de análise que virá.

Conectividade wireless

Com a evolução da Internet das Coisas e a crescente geração de dados, veremos fabricantes e revendas disponibilizando dispositivos para todo o tipo de equipamento, desde conexão básica até a coleta de dados, além da convergência de tecnologias. A exigência de latência ultrabaixa em alguns desses dispositivos e de redes com fio e sem fio que permitirão seu funcionamento, vai gerar adoção cada vez maior de MEC, com a capacidade computacional e de armazenamento sendo movida cada vez mais para a borda da rede. E, embora muitos dispositivos de Internet das Coisas, como sensores, não exijam muita largura de banda, todos eles necessitarão de conectividade com redes. Veremos, portanto, um maior uso de conexões wireless dentro dos edifícios, por conexão Wi-fi ou celular, especialmente agora que o 5G está chegando. O suporte na mudança de 1 Gbps para 7-8 Gbps na taxa de transferência por usuário, que é um dos casos de uso do 5G, indica que os donos de edifícios comerciais precisam fazer o upgrade de seus sistemas Cat 5 Ethernet para o Cat6A. O sinal 5G utilizará altas frequências que não conseguem penetrar com qualidade nos edifícios, por isso é necessária uma infraestrutura Cat6A para a adesão da tecnologia 5G.

Cabeamento e padrões

As tendências wireless podem ditar o ritmo de adoção de cabeamento nos edifícios. Energia é outro item que está ditando as mudanças nos edifícios. Por exemplo, em setembro de 2018 foi apresentado o padrão mais recente para Power of Ethernet (PoE) de quatro pares, o IEEE 802.bt, que introduziu dois tipos de energia adicionais – Type 3, para mais de 55 W, e Type 4, entre 90 e 100 Watts. Como resultado, podemos esperar uma proliferação do número de dispositivos com maior foco na entrega de energia em cabeamento estruturado do que com largura de banda.

Os padrões mundiais como esses serão cada vez mais importantes no mercado global, afinal de contas, diferentes regiões possuem exigências diversificadas. Com a abordagem baseada em padrões tecnológicos e na sua implementação, porém, e com conselhos como do IEEE mantendo uma presença global e consciência cultural, será possível para os negócios competirem em um campo relativamente equilibrado, enquanto permanecem suficientemente flexíveis para acomodar diferenças regionais.

Em busca da convergência

Algumas operadoras já começaram a fazer a convergência de redes com fio e sem fio e isso continuará ao longo de 2019 e além. Com as redes wireless cada vez mais predominantes, será necessário, por exemplo, o acompanhamento com suas contrapartes com fios, componentes que tendem a ser envolvidos no backhaul. Desenvolvimentos na tecnologia PoE trarão a convergência entre a entrega de energia e largura de banda, e essa tendência também será vista nas soluções de automação dos edifícios, como o AIM (gerenciamento inteligente da automação, da sigla em inglês), na rede com fio. Enquanto essas soluções são comumente conectadas por links proprietários, podemos esperar uma mudança para a conectividade com base em Ethernet, com fio ou sem fio.

Base para o futuro

Embora muitas dessas tendências já tenham sido discutidas em 2018, podemos colocar 2019 como um ano de preparação antes que muitas delas entrem no mercado com força total. Mesmo que estejam apenas preparando o terreno para estruturas com fio e sem fio, para análise de dados, ou para o cabeamento dentro dos edifícios, decisões são tomadas hoje para empreendimentos que estarão disponíveis pelas próximas décadas. Desenvolvimentos em processos como Internet das coisas, 5G, MEC e novos padrões em PoE significam que a tecnologia está mudando rapidamente, e que nem sempre é possível ter certeza do que está por vir. Nesse cenário, é importante que essa fundação forneça flexibilidade para as tecnologia e serviços que virão a seguir.

Smart building, smart campus, smart city…

É possível ver a transformação começando em edifícios e seguindo para o campus inteligentes e para smart cities. A evolução de prédios tecnológicos para smart buildings está atingindo também a estrutura de universidades em vários edifícios ou mesmo em um mix com centros comerciais que representam o exemplo mais recente de integração em ação. Um smart building usará as informações disponibilizadas pelos sistemas, enquanto o campus inteligente usará as informações fornecidas por esses prédios. Com o uso de redes wireless ou fibra óptica na integração dos empreendimentos imobiliários que compõem essas estruturas, decisões podem ser tomadas para a comunidade como um todo, em áreas como uso da água e de eletricidade. A criação dessas redes, e a integração de cada estágio, irão gerar mais dados, permitindo a tomada de decisões mais abrangentes.

Para o setor de edifícios, 2019 será um ano de muita ação, motivado pelo impacto de tecnologias como a Internet das coisas, assim como novidades com e sem fio. Isso levará à convergência de estruturas e da tecnologia que será adotada não apenas nos prédios, mas nas universidades e nas cidades inteligentes como um todo.

Jaxon Lang, vice-presidente da CommScope

Tags, , , , ,

Integração é requisito básico para inovar – Por Valdir Cardoso

Diante do atual cenário de inovações na indústria da mobilidade, os times de engenharia já não podem trabalhar em áreas de desenvolvimento desconectadas, cada qual fazendo a sua parte para entregar o seu melhor – como se nenhuma influenciasse a outra. Integrar diferentes disciplinas numa mesma plataforma de desenvolvimento é o grande desafio da engenharia para inovar e se manter competitiva.

A indústria chegou num estágio de desenvolvimento em que precisa atender simultaneamente diversos requisitos – muitas vezes conflitantes – que envolvem diferentes áreas como segurança, custo e durabilidade. Talvez o grande segredo da engenharia moderna seja formular o problema para conseguir colocar todas as necessidades do cliente em cima de equações que representam as diversas áreas da Física envolvidas.

Até então avaliada como item secundário, a conectividade se tornou um diferencial de mercado. Cada vez mais os motoristas valorizam as avançadas centrais multimídias, mas não desejam, por exemplo, perder a visibilidade na direção quando acessam os botões. Este é somente um exemplo prático que demonstra o quão importante é observar simultaneamente os diversos requisitos na hora do desenvolvimento.

Essa perfeita integração entre os diversos sistemas de um produto, que devem funcionar de maneira colaborativa, representará aos novos veículos a mesma revolução observada nos computadores com o advento da internet. Os carros já estão deixando de serem equipamentos mecânicos para se tornar computadores conectados, que conversam com outros computadores para saber o que estão fazendo.

Dessa maneira, o que está em debate é a condição para o avanço das inovações na indústria da mobilidade, que precisa criar protocolos onde áreas que originalmente eram independentes passem a se comunicar. Somente assim, os times de engenharia conseguirão desenvolver produtos realmente competitivos, que se encaixem nas tendências de mercado.

A integração de áreas precisa ser fomentada desde a fase conceitual do produto, afinal decisões iniciais não contam com protótipo físico. O primeiro passo então é agregar tecnologias de simulação nas etapas iniciais do projeto. Dada a evolução dos sistemas computacionais de simulação, que hoje conseguem cada vez mais aproximar o mundo real do virtual, já é possível interagir com um produto virtualmente.

Já no estágio de desenvolvimento, é necessário dispor de uma plataforma que combine várias disciplinas, como análise estrutural, dinâmica de fluídos e dirigibilidade, todas num ambiente onde seja possível fazer as devidas conexões. Vale lembrar que de nada adianta ter uma ferramenta que integre testes e simulações se não houver know how. Portanto, a empresa que tiver capital humano certamente avançará.

A indústria também precisa dispor de tecnologias de testes eficientes, que sejam mais inteligentes para que façam a interface do ser humano no produto e respondam as perguntas o mais rápido possível, afinal as empresas precisam estar preparadas para responder a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais drástica. É preciso evoluir nas práticas de engenharia para estar à altura desses novos desafios.

Agora é a onda da multidisciplinaridade. Ou a indústria surfa nessa onda agora, ou perde a chance de competir. Quem tiver interesse em discutir o assunto está convidado para o 15º Simpósio SAE BRASIL Automaker de Testes e Simulações, que reunirá especialistas de montadoras, empresas de testes e de simulações, consultorias e universidades dias 15 e 16 de agosto, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo.

Valdir Cardoso, presidente da Altair Brasil e chairperson do 15º Simpósio SAE BRASIL Automaker de Testes e Simulações

Tags, , , ,

Por que o BIM falha? – Por Marcus Granadeiro

As incorporadoras, as empresas de infraestrutura e as consultorias de engenharia de modo em geral têm investido em BIM (Building Information Model). Compram software, buscam formação em palestras e treinamentos, investem no desenvolvimento de projetos piloto e enchem salas com diversos workshops, seminários e feiras sobre o tema. Não há uma pesquisa formal que relacione os esforços com os resultados, mas a percepção é que o resultado dos projetos é baixo. As poucas e bem sucedidas iniciativas de BIM são um pequeno número perto do volume de vontade e esforço. Por que os projetos falham? Quais os principais obstáculos? Como vencê-los?

Um primeiro ponto é a dificuldade de entender os benefícios do processo e modelo BIM e, assim, não conseguir cobrar ou pagar a mais por ele. O projeto em BIM deve custar mais caro que o tradicional, pois tem mais valor agregado, contém mais informação, maior escopo, resolve mais problemas e é mais complexo de ser desenvolvido. Quanto de economia e risco uma simulação 4D pode trazer na fase de projeto ou mesmo na fase de obra para uma tomada de decisão? Quanto tempo perdido se evitaria com discussões após uma correta análise de interferências ou pleno entendimento do projeto por todos os stakeholders após uma sessão de realidade virtual? Quão mais fácil seria vender um projeto ou uma alternativa construtiva se baseando em um modelo e apresentando simulações? As respostas para estas perguntas não são simples, mas o custo benefício é nítido, principalmente quando analisado pelo ponto de vista de quem pensa de forma estratégica.

Outra questão que dificulta muito está relacionada ao tempo. Com o BIM há um retardo no início dos entregáveis e há necessidade de antecipar a contratação de parte dos profissionais, piorando o fluxo de caixa do projeto. Já o processo tradicional de projeto permite gerar os primeiros entregáveis em um tempo bem menor, assim dá a impressão que é mais eficaz e eficiente. O tempo de preparação, a modelagem e a análise em BIM é maior, em contrapartida o produto sai mais maduro, pois o processo contém mais “travas” e não aceita tudo como o “papel” usado no processo tradicional. Sob este aspecto, a dinâmica comercial precisa ser alterada, o escopo dos entregáveis rediscutidos e os aspectos financeiros e até mesmo o relacionamento serem repensados. É natural ouvir associado ao tema BIM o termo PID, desenvolvimento integrado de projeto. Estes pontos levam a conclusão que é fundamental a participação dos líderes, pois não dá para fazer BIM com o framework e expectativas antigas. A sincronia fica difícil.

Agregando a estes obstáculos há questões de compreensão, uma lacuna de entendimento que a alta direção das empresas tem sobre o tema. O BIM não é tecnologia, é processo, é uma nova maneira de vender, abre possibilidade de novos produtos e serviços e pode ser uma saída para épocas de crise como a que estamos vivendo.

São três os erros clássicos que notamos neste sentido. O primeiro é achar que o projeto apenas por ser em BIM será melhor que o tradicional e, por isso, se investe na tecnologia e no treinamento e sem se preocupar com demais aspectos, inicia-se um piloto. O resultado em via de regra é frustrante, pois o modelo é tão bom quanto a informação que ele contém, assim as falhas de processo e fluxo não são corrigidas e apenas ficam mais evidenciadas.

Depois, ainda nesta linha aparecem as demandas de BIM que acontecem de forma genérica. Fazer em BIM sem um escopo, um objetivo e um plano é fracasso na certa. O fracasso não é culpa da tecnologia, não está relacionada à falta de treinamento ou incapacidade da equipe. Nestes casos é simplesmente falta de estratégia. Completando a tríade da incompreensão sobre BIM, a demanda ocorre tardiamente, ou seja, o projeto nasce da forma tradicional, apresenta vícios e problemas e alguém resolve migrá-lo para o BIM com a esperança de que esta migração será simples e resolverá os problemas de forma mágica.

Colocados os pontos acima, conclui-se que uma das principais causas de problema nas iniciativas BIM e o que poderia alavancá-las de forma exponencial é o entendimento por parte dos diretores e presidentes das empresas sobre o tema. Por incrível que pareça estes é que ficaram para trás. Suas equipes já estão preparadas, os fornecedores a postos e até o governo já se mobilizando para montar um framework adequado. O que falta é o nível estratégico fazer a sua parte para deixar o BIM injetar a produtividade, a transparência e a produtividade que estamos precisando no momento.

Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

Tags, , , , , ,

Estudantes brasileiros são premiados novamente na Intel ISEF

Os estudantes que representaram o Brasil na Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), que acaba de ser realizada em Los Angeles (EUA), conquistaram cinco prêmios e três menções honrosas. Um dos destaques ganhou o segundo lugar na categoria Biomedical Engineering.

Os jovens cientistas fizeram parte da delegação brasileira composta por 33 estudantes, sendo que 14 deles foram selecionados na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que é realizada anualmente pela Escola Politécnica da USP, em São Paulo (SP), 15 na MOSTRATEC, de Novo Hamburgo (RS), e quatro na Escola Americana de Campinas, de Campinas (SP). No total, foram apresentados 21 projetos na feira.

Os estudantes premiados são dos estados do Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Eles foram incentivados a desenvolver projetos inovadores que melhorem a qualidade de vida, sendo julgados por sua capacidade criativa e pensamento científico, rigor, competência e clareza mostrada nos projetos.

O Brasil, com cinco prêmios e três menções honrosas, foi o país mais premiado da América Latina e a 9ª delegação mais premiada do mundo, ficando atrás dos EUA, Índia, Alemanha, Rússia, Vietnã, Canadá, Itália e China.

A ISEF é realizada desde 1950 e já revelou milhares de talentos em ciências e engenharia. Desde 1997, a feira conta com o patrocínio da Intel e traz o nome de Intel ISEF – Intel International Science and Engineering Fair. A feira faz parte de um programa da Society for Science & the Public e da Intel Foundation (http://www.societyforscience.org/). Neste ano, foi em Los Angeles, no Estado da Califórnia, de 15 a 19 de maio, e reuniu 1.800 estudantes de 78 países.

Para recebê-los, a organização da feira contou com uma estrutura que envolveu voluntários, intérpretes e avaliadores para julgar os melhores projetos. Fizeram parte do seleto corpo de avaliadores vários cientistas de renome internacional, todos com titulação de Ph.D.s ou equivalente, ganhadores de prêmios relevantes, inclusive do Prêmio Nobel.

Trata-se de uma competição baseada na qualidade de projetos e pesquisas desenvolvidos por estudantes de todo o mundo que ainda não chegaram ao ensino superior e que competem por mais de quatro milhões de dólares em prêmios. O principal objetivo é apresentar as inovações de jovens criativos do mundo todo, além de gerar a oportunidade para que jovens talentos sejam reconhecidos internacionalmente.

INTEL ISEF SPECIAL AWARDS CEREMONY (18/05/2016)

Qatar Foundation, Research & Development – prêmio de 1.000 dólares.

De Campinas, SP
Escola Americana de Campinas
Matheus Bevilacqua

Projeto: Environmental engineering removal of heavy metal ions from industrial wastewater using algalpolysaccharide alginate
(Credenciado pela Escola Americana de Campinas)

U.S. Agency for International Development – USAID Global Development Innovation prêmio de 3.000 dólares.

De Baraúna, RN
Escola Estadual João de Abreu
Marcelo Abraão de Melo Ramalho
Beatriz da Costa Dantas

Projeto: Madeco Sabugosa: madeira ecológica, proveniente da reutilização do sabugo e da palha do milho
(Credenciados pela FEBRACE)

MENÇÕES HONROSAS

Association for the Advancement of Artificial Intelligence – Menção Honrosa

De Aquidauana, MS
IFMS – Campus Aquidauana
Luiz Fernando da Silva Borges

Projeto: Interface cérebro-computador de loop fechado hospedada em sistema de computação distribuída para comunicação com pessoas inicialmente classificadas em estado vegetativo ou coma.
(Credenciado pela FEBRACE)

American Meteorological Society – Menção Honrosa

De Camboriú, SC
IFC – Campus Camboriú
Daniel Caldas de Oliveira
Beatriz Faga

Projeto: Avaliação da qualidade do ar da cidade de Camboriú quanto à concentração de material particulado inalável (Credenciados pela MOSTRATEC)
American Physiological Association – Menção Honrosa

De São Paulo, SP
Colégio Giordano Bruno
Maria Gabriela de Carvalho Leal
Júlia Assunção Rolim
Isabela Lopes Dombrady

Projeto: A autoimagem do atleta com deficiência a partir do esporte: uma ressignificação
(Credenciadas pela MOSTRATEC)

INTEL ISEF GRAND AWARDS CERIMONY (19/05/2017)

2° lugar em Biomedical Engineering – prêmio de 1.500 dólares

De Aquidauana, MS
IFMS – Campus Aquidauana
Luiz Fernando da Silva Borges

Projeto: Interface cérebro-computador de loop fechado hospedada em sistema de computação distribuída para comunicação com pessoas inicialmente classificadas em estado vegetativo ou coma.
(Credenciado pela FEBRACE)

4° lugar em Plant Sciences – prêmio de 500 dólares

De Maquiné, RS
IFRS – Campus Osório
Maria Eduarda Santos de Almeida

Projeto: BioPatriam: Preservação da biodiversidade através de planta nativa brasileira
(Credenciada pela MOSTRATEC)

4° lugar em Environmental Engineering – prêmio de 500 dólares

De Osório, RS
IFRS – Campus Osório
Juliana Davoglio Estradioto

Projeto: Transformação dos resíduos agroindustriais do maracujá em filmes plásticos biodegradáveis
(Credenciada pela FEBRACE)

Tags, , , , ,

Abertas as inscrições para projetos no supercomputador Santos Dumont

Está oficialmente aberta a segunda chamada para projetos científicos no supercomputador Santos Dumont, da Atos, líder internacional em serviços digitais. O equipamento, localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), pode ser utilizado nos mais diversos segmentos, como química, física, engenharia, ciências biológicas, meteorologia, ciência agrárias, astronomia, entre outros. As inscrições vão até 1º de março.

Cientistas e pesquisadores de todo país terão a chance de desenvolver seus projetos no Santos Dumont. Para participar da seleção, o interessado deve estar vinculado a uma instituição brasileira.

No momento da inscrição, o pesquisador deverá indicar qual programa de alocação do equipamento ele pretende utilizar. São eles: Premium, Standard e Fins Educacionais. Nos dois primeiros, os projetos devem ter um relatório de acompanhamento após os seis primeiros meses de execução, informando os resultados alcançados. Já os projetos educacionaisdeverão apresentar, ao final de sua vigência, relatório técnico indicando quantidade de alunos formados e em que nível estarão (extensão, especialização, graduação, mestrado, doutorado), por exemplo.

As inscrições vão até o dia 1 de março pelo site oficial do supercomputador. Os pesquisadores serão notificados sobre a seleção a partir do dia 15 de abril.

Capacidade e desempenho

O Santos Dumont é a primeira infraestrutura de Computação de Alto Desempenho em petaescala do país, para uso livre por parte da comunidade acadêmica, e que faz parte de uma parceria do LNCC com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). O equipamento possui capacidade para realizar 1,1 milhão de bilhões de operações por segundo (1.1 Petaflops). O Santos Dumont é dotado de um grande número de componentes de alto desempenho, para atender diferentes aplicações. Por exemplo, ele possui um total de 18.144 cores de CPU Intel Xeon, distribuídos em 756 nós computacionais (24 cores por nó) com 64 Gbytes de memória RAM cada. Além disso, possui um super-nó computacional de arquitetura diferenciada, dotado de 240 cores de CPU Intel Xeon, que compartilham um mesmo banco de memória RAM de 6 TBytes. Todos esses nós computacionais estão interligados por uma rede de interconexão de altíssima velocidade (Infiniband FDR) e um sistema de arquivos paralelo (Lustre) com capacidade de armazenamento de 1.7 Petabytes.

Hoje, o Santos Dumont possui mais de 50 projetos em andamento, nos mais diversos segmentos de pesquisa, como química, física, engenharia, ciências biológicas, meteorologia, ciência agrárias, astronomia e outros.

“É motivo de muito orgulho e satisfação para a Atos estar envolvida em um projeto como esse. O Santos Dumont é o maior da América Latina e já auxilia a comunidade científica com diversos projetos em andamento. Nós da Atos acreditamos que o supercomputador é um passo para o futuro da transformação digital”, diz Luis Casuscelli, diretor de Big Data & Security da Atos.

“Ao disponibilizar o Santos Dumont para pesquisadores em ciência, tecnologia e inovação de todo o Brasil que necessitam de computação de alto desempenho (HPC) em seus projetos, o LNCC cumpre sua missão como Laboratório Nacional e contribui efetivamente para o desenvolvimento do país. O uso de HPC na faixa petaflópica é fundamental para o Brasil se capacitar na solução de problemas científicos e tecnológicos de fronteira e contribuir nos esforços internacionais de enfretamento dos grandes desafios da humanidade”, diz Augusto Gadelha, diretor do LNCC.

Tags, , , , , , , ,

Construção 4.0 – a realidade da automatização para reduzir custos nos canteiros de obras

Nos últimos anos as construtoras brasileiras se adequaram rapidamente às tecnologias oferecidas para controle e que podem melhorar o desempenho nos processos que envolvem o setor de construção civil. A automatização de canteiros de obras e gerenciamento de fornecedores da construção, por aplicativo WEB, é realidade no setor. Ela proporciona a melhoria da comunicação, no controle de projetos e da qualidade, e, também, traz benefícios para empreiteiros.

Um dos desafios do setor é controlar todas as atividades existentes num canteiro de obras e prever as necessidades, já que as principais diferenças estão concentradas nas questões de prioridade e importância e que pode inclusive gerar economia de investimentos. “Nos últimos anos, as construtoras passaram a contar com uma série de tecnologias que melhoram o desempenho dos processos, ligado tanto às questões de automatização por meio de máquinas e equipamentos, softwares que possibilitam os processos da empresa se alinhar ao financeiro, softwares de desenvolvimento do produto e para o alinhamento com o Cliente, assim como softwares de mobilidade” – explica Ana Cecília Ribeiro, especialista em TI para Engenharia e Arquitetura do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações. Ana afirma que o grande desafio é desenvolver produtos que atendam a necessidade dos canteiros e que tenham um custo-benefício compatível com as expectativas das construtoras. Pensando nisso, com a automatização pode-se controlar a gestão de projetos, inspeção de obra, segurança no trabalho, qualidade do serviço, resíduos, fornecedores até a entrega efetiva da unidade ao comprador.

Ainda sobre o Sistema criado pelo CTE, Ana esclarece que ele permite o controle total da obra com uma conexão de comunicação eficaz com os coordenadores de projetos – “o sistema está implantado em mais de 800 empresas e possui aproximadamente 50 mil usuários ativos. Temos clientes em todos os estados do Brasil, assim como no Chile e em Portugal”. Além disso, é utilizado, também, por usuários nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal, Canadá, África do Sul, Angola, Austrália, China, Argentina, Chile e México.

Todos os sistemas são plataforma SaaS – Software as a Service, o que significa que o software é comercializado como serviço que é disponibilizado por meio de aluguel mensal. Neste pacote está incluso o aluguel assim como as respectivas atualizações, a implantação e treinamento, a infraestrutura, suporte e backup.

Tags, , , , , ,

Mercedes-Benz marca presença em maior Congresso de Engenharia da Mobilidade na América Latina

A Mercedes-Benz do Brasil fez parte do Congresso SAE BRASIL 2016, que teve como tema “A Engenharia criando a mobilidade do futuro” e reuniu diversas empresas e profissionais ligados à engenharia da mobilidade. Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, também presidiu essa edição do evento, que celebrou os 25 anos da fundação da entidade e ocorreu entre os dias 25 e 27 de outubro, em São Paulo.

A Empresa, que comemora 60 anos de presença no Brasil, apresentou em seu estande o caminhão Actros 2651 Megaspace Segurança, que possui uma série de componentes exclusivos, como o sistema de orientação de faixa de rodagem, controle de proximidade e assistente ativo de frenagem. Outro produto exposto no estande da marca foi o modelo recém-lançado Classe E 250, que chega ao mercado com o que há de mais moderno em termos de sistemas de assistência e segurança. Na entrada da Mostra Tecnológica também estava exposto um modelo Vito Tourer, na versão acessibilidade que facilita notavelmente o acesso de cadeirantes ao interior da van.

“O Grupo Daimler está cada vez mais avançando em conectividade e tecnologia de produtos e serviços e tivemos a oportunidade de demonstrar algumas dessas inovações em nosso estande no Congresso SAE BRASIL. Além disso, como presidente do Congresso, foi possível reforçar o nosso compromisso com o desenvolvimento de produtos no Brasil e da importância de encontros como esse para criarmos ainda mais oportunidades de melhoria na indústria automobilística” afirmou Philipp Schiemer.

Além desses produtos, a Empresa apresentou, por meio de uma Mesa Interativa, as principais novidades internacionais da marca, como a Vision Van, o Urban eTruck e o Future Bus, inovações que foram lançadas pelo Grupo Daimler na 66ª edição do IAA em Hannover, o maior salão de veículos comerciais do mundo.

Os visitantes do estande da Mercedes-Benz também tiveram uma experiência diferente com alguns veículos da marca. Com óculos de realidade virtual, foi possível estar em uma pista a bordo de um automóvel Mercedes-Benz, aprender mais sobre os caminhões a partir da visão de um motorista e presenciar como a van Sprinter pode ser versátil no transporte de passageiros.

O Comitê de Reconhecimento da SAE BRASIL realizou uma pesquisa com os participantes do evento e a Mercedes-Benz do Brasil foi uma das Empresas premiadas como Destaque Tecnológico, por demonstrar produtos com aplicações inovadoras ao mercado brasileiro em seu estande montado para o Congresso.

Forte presença

Representantes do Grupo Daimler e da Mercedes-Benz do Brasil também fizeram parte de painéis temáticos ao longo da programação do Congresso. Foram oito participações de executivos que trataram dos mais variados temas, entre eles Educação de Engenharia, Tecnologia da Informação e Caminhões e Ônibus.

O evento reuniu sete mil visitantes e mais de 30 empresas na Mostra Tecnológica. Foram 16 painéis temáticos e mais de 100 trabalhos inéditos de engenharia apresentados nas sessões técnicas do Congresso.

Tags, , , ,

SAE BRASIL inaugura seu 25º Congresso em São Paulo

Na presença dos secretários de Estado João Carlos Meirelles, de Energia e Mineração, Alberto Macedo Filho, de Logística e Transporte, e Educação, José Renato Nalini, entre outras autoridades, Phillip Schiemer e Frank Sowade, respectivamente presidentes do Congresso e da SAE BRASIL, descerraram a fita inaugural do 25º Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade, na manhã desta terça-feira, 25 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Participaram ainda da cerimônia Luis Pasquoto, conselheiro do Sindipeças, e Paulo de Magalhães Bento Gonçalves, presidente da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que representou Clodoaldo Pelissioni, secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, e Fred Carvalho, diretor de Assuntos Institucionais da Anfavea.

Depois do ato inaugural os convidados visitaram a Mostra Tecnológica do Congresso SAE BRASIL.

Na cerimônia de abertura que antecedeu ao descerramento da fita inaugural Frank Sowade destacou a celebração dos 25 anos da SAE BRASIL, que chamou momento especial e histórico para a engenharia brasileira, cuja trajetória se funde ao desenvolvimento tecnológico e ao mapa da expansão da indústria da mobilidade no País.

“Não existem muitos congressos que conseguem alcançar essa marca”, disse Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil, ao falar sobre o Jubileu de Prata do Congresso SAE BRASIL, que ele preside este ano. Schiemer ressaltou a importância da conectividade para o futuro da indústria que é o tema central evento, e lembrou que essa é uma aposta dos players em âmbito mundial.

Cuneyt L. Oge, presidente da SAE International, destacou a relevância do trabalho realizado pela SAE em âmbito mundial e a importância do debate sobre os rumos da tecnologia da mobilidade, que passa por uma revolução sem precedentes.

João Carlos Meirelles enalteceu os feitos da engenharia brasileira quanto aos avanços da indústria da mobilidade e lembrou que ainda há muitos desafios para o País alcançar modelos mais eficientes em combustíveis limpos para o meio ambiente. José Renato Nalini conclamou a plateia a olhar para a Educação como o caminho para um Brasil melhor no futuro, e Alberto Macedo Filho, que representou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo mantem firme os investimentos em obras de infraestrutura viária.

Tags,

T-Systems Brasil leva o conceito de smart factory para o SAE Brasil 2016

A T-Systems Brasil, provedora alemã de soluções e serviços de TI, levará o conceito de “smart factory” para o Congresso SAE Brasil, que será realizado entre os dias 25 e 27 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Na 25ª edição do evento, a companhia vai apresentar seu portfólio completo de soluções para integração de processos industriais, desde a entrada de matérias primas até a integração de dispositivos móveis.

Esta edição do evento vai celebrar os 25 anos da entidade e terá como tema “A Engenharia Criando a Mobilidade do Futuro – Intermodalidade – Conectividade – Veículos e Sistemas Inteligentes”. A versão 2016 do Congresso será presidida por Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da empresa para a América Latina.

O Congresso SAE BRASIL traz para a comunidade da engenharia da mobilidade as últimas novidades tecnológicas do setor, constituindo-se em um ambiente ideal para os profissionais atualizarem seus conhecimentos, ampliarem suas redes de contatos e para as empresas, local propício para apresentarem seus produtos, projetarem sua imagem e alavancarem negócios.

Smart Factory

De acordo com Camilo Rubin, vice-presidente de Sales & Service Management da T-Systems Brasil, a chamada fábrica inteligente é resultado prático do conceito de indústria 4.0. “Com a digitalização dos processos, a produtividade das indústrias cresce de 2 a 3 vezes”, diz, lembrando que a digitalização já é realidade em todos os setores e que está na agenda de pessoas influentes, de CIOs a políticos. “Isso significa uma série de benefícios, mas também de novos desafios”, ressalta.

Para Rubin, a chamada fábrica inteligente é um elemento fundamental do conceito de Indústria 4.0, trabalhando para permitir que sistemas de produção e de logística sejam auto organizáveis. “É um modelo de fábrica que exige intervenção mínima com planejamento central e inteligência distribuída. A T-Systems está apresentando as tecnologias certas para permitir aos seus clientes implementarem o conceito”, diz. Algumas das soluções presentes na feira incluem:

– Controle de acesso;

– Soluções Mobilidade;

– Solução para controle de entrada e saída de materiais na planta;

– Acompanhamento e rastreamento da produção – Acesso instantâneo a todas as instalações de produção com Smart Factory – aceleração dos processos logísticos;

– Manutenção preditiva – Redução do tempo de inatividade com base em informações de status da máquina como parte da Smart Factory;

– MES como um facilitador para a Smart Factory – os sistemas principais trocam informações automaticamente e se auto gerenciam;

– Adaptação automática de ferramentas – Máquinas e ferramentas se adaptam automaticamente à próxima atividade;

– Integração de dispositivos móveis – Permite decisões rápidas relacionadas à produção e logística.

Cloud of Things

Outra solução a ser apresentada no Congresso SAE Brasil é a Cloud of Things, ou a Nuvem das Coisas. De acordo com Ricardo Michelan, head de Sales Automotive OEMs & Suppliers da T-Systems Brasil, trata-se de um serviço, hospedado na nuvem da companhia, que permite o monitoramento de qualquer equipamento que produza informações. “É basicamente para máquinas mas, não importa o equipamento, conseguimos analisar a informação gerada”, diz.

Estas informações são disponibilizadas aos clientes em dashboards, que podem ser acessados por executivos e tomadores de decisão via celular ou tablete. A solução já está implementada na Mercedes-Benz, na Alemanha, e agora a T-Systems deve expandi-la para outros segmentos que façam uso intensivo de máquinas.

Tags, , , , , ,

Disputa por jovens talentos inflaciona folha salarial das empresas

A concorrência por profissionais qualificados está inflacionando a folha de pagamento das empresas. É o que mostra recente levantamento realizado pela Page Personnel, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado em profissionais de suporte à gestão e primeira gerência. De acordo com o Estudo de Remuneração 2012/2013 da companhia, as empresas estão gastando mais para contratar ou reter talentos. O salário de um administrador de banco de dados júnior em São Paulo, por exemplo, saltou de R$ 2,5 mil no ano passado para R$ 4,7 mil neste ano, o que representa aumento de 88%.

“Essa falta de mão de obra qualificada proporciona um enorme poder de barganha salarial aos profissionais que se enquadram no alto nível de exigência das empresas. É um fato novo no País, que trouxe consequências às relações trabalhistas no Brasil. Nos resta saber agora quanto tempo isso pode durar”, explica Gil Van Delft, diretor-geral da Page Personnel.

Para elaborar o estudo, a Page Personnel consultou, em julho deste ano, os informes de rendimentos de 30 mil candidatos de 20 a 30 anos de São Paulo, do Rio de Janeiro e do interior paulista. A partir dessa consulta, a Page Personnel conseguiu traçar a remuneração mensal fixa de 204 cargos em 11 setores nas capitais paulista e carioca e no interior de São Paulo. Os cargos estão listados em faixas salariais que variam de acordo com o conhecimento do profissional (júnior, pleno ou sênior) e porte da empresa (pequena, média ou grande).

Remuneração por áreas

O Estudo de Remuneração elaborado pela Page Personnel distribui os cargos nas seguintes áreas de atuação: Finanças, Bancos, Vendas, Marketing, Tecnologia da Informação, Seguros, Engenharia e Manufatura, Recursos Humanos, Imóveis e Construção, Suprimentos e Secretariado e Administrativo.

Finanças
No setor de Finanças, os cargos que mais tiveram alterações nas faixas salariais foram os de analista contábil júnior, analista fiscal tributário pleno e analista de custos e orçamentos. O salário mensal médio de um analista contábil júnior, em São Paulo, saltou de R$ 3,5 mil em 2011 para R$ 4,5 mil neste ano. No interior de São Paulo, os rendimentos de um analista tributário fiscal pleno passaram de R$ 4 mil no ano passado para R$ 5,5 mil neste ano. No caso do analista de custos e orçamentos, que atua no Rio de Janeiro, seus ganhos foram reduzidos. Caíram de R$ 3 mil em 2011 para R$ 2,5 mil neste ano.

“O complexo sistema fiscal brasileiro tem exigido profissionais com sólida expertise na área. As empresas pedem habilidades técnicas, conhecimentos em contabilidade internacional, domínio de softwares específicos e de idiomas. Por esses motivos, os salários aumentaram de uma forma geral”, explica Gil.

Bancos

No setor bancário, os cargos que apresentaram variações significativas na remuneração foram os de analista de produtos pleno – varejo e analista de crédito júnior – bancos de investimento, ambos com atuação em São Paulo. Os rendimentos de um analista de produtos pleno aumentaram de R$ 6 mil em 2011 para R$ 7,2 mil neste ano e do analista de crédito júnior saltou de R$ 5 mil no ano passado para R$ 6,5 mil.

“Nos bancos de investimentos e financeiras, os níveis salariais aplicados mantiveram-se, em geral, estáveis, exceto para as áreas de crédito”, resume o diretor da Page Personnel.

Vendas

O mercado de vendas no Brasil passa por uma fase de expansão e especialização. Por esse motivo, as empresas estão de olho nos profissionais de vendas técnicas, com atitude consultiva e fortes habilidades de comunicação. Os profissionais que tiveram mais ganhos nessa área no último ano foram os de vendas técnicas sênior e coordenador de engenharia de vendas, ambos para a área industrial. O salário para vendas técnicas sênior e coordenador de engenharia de vendas em São Paulo passou de R$ 6,5 mil em 2011 para R$ 7 mil em 2012.

Marketing

O setor de Marketing não apresentou muitas variações nas faixas salariais dos cargos avaliados.

“O mercado se manteve estável, mas percebemos grande movimentação no número de profissionais de mídias digitais contratados em relação ao ano passado. Acrescentamos a faixa salarial para essa posição no estudo deste ano”, diz Gil.

Duas mudanças sensíveis foram verificadas no interior de São Paulo para as posições de analista de marketing sênior e inteligência de mercado sênior. No ano passado, os ganhos de um analista de marketing sênior chegavam a R$ 5 mil e neste ano chegaram a R$ 3,3 mil. Os ganhos para o cargo de inteligência de mercado sênior caíram de R$ 5 mil em 2011 para R$ 4,2 mil em 2012.

Tecnologia da Informação

O setor de TI é o que apresenta o cargo com maior aumento percentual na remuneração. O salário de um administrador de banco de dados júnior, em São Paulo, saltou de R$ 2,5 mil no ano passado para R$ 4,7 mil neste ano, o que representa aumento de 88%. Os ganhos de um desenvolvedor/ programador também passaram de R$ 6,7 mil em 2011 para R$ 7,5 mil em 2012.

“Os profissionais de TI estão investindo mais tempo e dinheiro em qualificações técnicas, acadêmicas e cursos de idiomas e certificações, pois sabem que a demanda de oportunidades que buscam aumentou significativamente”, discorre Gil.

Seguros

Os níveis salariais aplicados aos profissionais da área de seguros mantiveram-se estáveis de uma forma geral. No caso do analista de crédito sênior, os ganhos saíram de R$ 5,5 mil no ano passado para R$ 6,5 mil neste ano.

Engenharia e Manufatura

A falta de profissionais com conhecimento técnico e perfil comportamental adequado aponta para uma escassez de talentos neste segmento. Por esse motivo, as altas salariais apareceram em alguns cargos. No caso de técnico de manutenção no Rio de Janeiro, os rendimentos pularam de R$ 5,8 mil em 2011 para R$ 6,5 mil neste ano. Para o cargo de engenheiro ambiental sênior no interior de São Paulo, os ganhos saíram de R$ 4 mil no ano passado para R$ 5, 1 mil em 2012. No Rio de Janeiro, a remuneração de um engenheiro químico passou de R$ 7,2 mil no ano passado para R$ 8 mil neste ano.

“Essa área é muito promissora no Brasil. E um fator influencia muito nos altos níveis salariais aplicados ao setor: Muitos engenheiros, depois de formados, resolvem não seguir a profissão. Isso dá aos que seguem a carreira um poder de barganha ainda maior no momento da negociação salarial”, reflete o diretor.

Imóveis e Construção

O setor de imóveis e construção passa por um momento de grande aquecimento, motivado principalmente pela crescente demanda de mão de obra técnica em áreas ligadas à Engenharia, como obras de infraestrutura, petróleo & gás e mercado imobiliário.

Um coordenador técnico de edificações em São Paulo recebia em torno de R$ 4,2 mil no ano passado e passou a ter ganhos de R$ 7,5 mil neste ano. O cargo de projetista civil pleno em São Paulo tinha remuneração média de R$ 4 mil em 2011 e neste ano é de R$ 7,5 mil. No Rio de Janeiro, o destaque ficou para o analista sênior de facilities, que viu seus rendimentos caírem de R$ 6,3 mil em 2011 para R$ 4,5 mil neste ano.

Suprimentos

A ideia de uma compra estratégica para uma venda com mais rentabilidade gera a necessidade de profissionais mais preparados tecnicamente. Há demandas nesse mercado para profissionais com foco em resultados financeiros, utilização de ferramentas de busca e interface com a área de planejamento.

O cargo de analista de comércio exterior pleno, em São Paulo, foi o que mais apresentou ganho nos últimos 12 meses. O salário subiu de R$ 3,6 mil em 2011 para R$ 4,7 mil neste ano. No Rio de Janeiro, por sua vez, os ganhos de um analista de PCP pleno recuaram de R$ 4,9 mil para R$ 4 mil.

“Uma área de destaque é a de distribuição e logística. O complexo viário no Brasil ainda não tem a estrutura necessária para dar vazão a todo o crescimento e expansão em diferentes setores. Isso exige dos profissionais dessa área jogo de cintura e criatividade maior do que a exigida em outros países, e quem se encaixa e consegue diminuir custos, se destaca”, diz Gil.

Recursos Humanos

A participação mais estratégica do RH nos negócios da companhia impactou diretamente na remuneração dos profissionais que atuam nessa área. A procura por um perfil mais estratégico também ajudou a melhorar a remuneração desse profissional. Para o cargo de remuneração e benefícios júnior, em São Paulo, o salário saiu de R$ 4,5 mil em 2011 para R$ 5,5 mil em 2012. No caso de um business partner júnior no interior de São Paulo, os ganhos saltaram de R$ 3,3 mil em 2011 para R$ 5 mil neste ano.

Secretariado e Administrativo

Os profissionais que atuam em São Paulo e no Rio de Janeiro nas funções de suporte, como secretárias e equipe administrativa, convivem com realidades diferentes. Um gerente de escritório sênior em São Paulo, tem rendimentos em torno de R$ 10 mil. No Rio de Janeiro, o salário de um profissional deste mesmo nível está em torno de R$ 6 mil. Um assistente administrativo júnior que atua em São Paulo tem ganho médio de R$ 4 mil e no Rio de Janeiro os ganhos desse mesmo trabalhador gira em torno de R$ 2,3 mil.

Tags, , , , , , , , ,