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Empreender é fazer: como estar preparado para todos os momentos

Por Anderson de Andrade, sócio da Invisto Venture Capital

O ano que está se encerrando certamente ficará nos livros de história como um dos mais desafiadores deste século em todas as áreas, seja ciência, governo, finanças, comércio ou cultura.  Todos os setores e mercados foram afetados pela pandemia ao longo de 2020.

Eu costumo dizer que  um grande sucesso é um conjunto de pequenos fracassos, ou seja, você provavelmente vai vivenciar situações bem pouco agradáveis até encontrar o êxito naquilo que você faz. Mas são momentos assim que nos fazem aprender e não nos deixam incorrer nos mesmos equívocos ali na frente.

Veja eu,  tenho mais de 30 anos de estrada profissional, e sempre foi a vontade de fazer melhor e diferente que me motivaram a não desistir. Eu nasci no interior de uma cidade – que já é considerada interior – chamada São Borja, na fronteira do Brasil com Argentina, no Rio Grande do Sul. Era um lugar onde não haviam grandes oportunidades – ao menos na época em que eu era menino – saí da casa dos meus pais aos 13 anos, imbuído de um sentimento que é comum aos empreendedores: estava incomodado com as opções que tinha, aquilo não era suficiente para mim, eu queria mais e sabia que teria que trabalhar e estudar muito para isso.

Trabalhei muito, primeiro como office boy, depois do advento da tecnologia, como instrutor de informática – vale ressaltar que aprendi utilizando de favor o único computador que havia na cidade, da meia noite às cinco e meia da manhã – depois fui vendedor, trazia computadores do Paraguai para serem comercializados na região e aos 19 anos cheguei a ser gerente da mesma escola onde comecei dando aulas e fazendo limpeza.

Cheguei em um determinado ponto onde precisei decidir se seguiria este caminho ou escutaria o anseio que ainda tinha, de querer construir algo maior, estudar mais, conhecer mais. Optei por seguir meu instinto e desembarquei em Joinville após 24 horas de viagem, em um domingo à noite. Na manhã seguinte, segunda-feira,  fui contratado para ser instrutor de informática.

Em 1998, com o início da internet no Brasil, que à época já contava com mais de um milhão de usuários, decidi empreender pela primeira vez.  Junto com um sócio, desenvolvemos um portal para estudantes, com dicas e informações relevantes para o público. Na época eu também fazia diversas entrevistas para o portal, uma delas foi o senhor João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero. A entrevista aconteceria em um domingo e eu tinha apenas 15 minutos, de acordo com a secretária dele, pois ele precisava realizar a apresentação icônica com o seu cavalo. Ao me receber, o Beto pontuou o quanto precisava ser rápido em função de seus compromissos e eu disse a ele que não se preocupasse, que seriam apenas 3 perguntas. 

Empreender é fazer, esta foi a resposta que ele me deu ao ser questionado sobre o que era empreender. Ele ainda me mostrou cinco projetos que estavam em sua gaveta – a maior parte deles já realizados dentro do parque homônimo – e a conversa seguiu. Saímos às 20h do parque para jantar, junto com meu sócio, compromissos cancelados e uma conversa que marcou para sempre a minha vida e meu caminho.

De lá pra cá, se vão mais de 20 anos. Eu me tornei empresário, fundei uma agência de marketing digital que foi vendida recentemente para o grupo BriviaDez. Me tornei também investidor, sócio de uma empresa de Venture Capital, a Invisto, sou conselheiro em outras empresas de ramos distintos, participei de grandes negociações e vejo no empreendedorismo um catalisador de mudanças.

Contei toda esta história pois, na minha visão, diversos momentos difíceis que vivi serviram para me ensinar, disciplinar e mostrar que adversidades são, em sua grande parte, imprevisíveis, mas também são elas que forjam a nossa capacidade de resiliência. 

Como este ano que vivemos, não estava desenhada a pandemia nem sua avassaladora extensão, as perdas provocadas são enormes, e aqui me refiro unicamente à economia, mas precisaremos saber lidar com elas e a partir delas, pois se não existe fórmula pronta para o sucesso, certamente não existe para superar os problemas facilmente.

Por isso, meu conselho é, estude, faça alianças valiosas, busque ser educado com todos, não é só você que está passando por uma crise, fortaleça suas relações interpessoais – com a sua equipe, sócios – essas são fundamentais para qualquer empreendimento, e principalmente, seja resiliente na sua decisão.

O ano que vem chegando vai ser o momento de colocar em prática tudo o que você conseguiu tirar de melhor desta crise, ele certamente não será fácil, nada é, mas se empreender é fazer. 

StartSe University se consolida como escola internacional de negócios

Em mais um passo em direção a facilitar o acesso de brasileiros à conhecimentos produzidos por líderes globais da nova economia, a escola de negócios StartSe vai ampliar a atuação da StartSe University, até então sua base educacional no Vale do Silício. A partir de agora, este braço da companhia volta-se exclusivamente para a educação executiva, conectando-se ainda com os demais hubs da organização, hoje presente em São Paulo e também na China, Israel e Portugal.

Além dos programas de imersão já realizados, a instituição ofertará cursos online voltados para este público em específico. No cronograma, já constam dois novos programas, previstos para o mês de novembro. Blitzscalling é um deles. O curso abordará técnicas modernas para escalar empresas e será ministrado diretamente por Chris Yeh, empreendedor e criador deste consagrado método, adotado por empresas como Amazon, LinkedIn, Airbnb. As aulas serão realizadas online, ao vivo e terão tradução simultânea.

O outro curso já agendado é o XBA, Xponential Business Administration, um programa inédito de certificação internacional para formar gestores exponenciais. Ele será realizado em parceria com a Nova SBE, uma das maiores escolas de negocio da Europa e contará com um grupo de professores direto do Vale do Silício.

A StartSe University é a materialização da principal crença da companhia, a de que as pessoas não aprendem mais da mesma forma e de que nosso modelo de educação ensina a trabalhar em empresas do passado. “Se a educação serve para adaptação às mudanças de que adianta um conhecimento antigo? Nossa ideia é oferecer uma educação inspiradora e imersiva onde o foco é o conhecimento do agora”, comenta Junior Bornelli, fundador e CEO da StartSe. “Estamos buscando ampliar nossas parcerias e nossa atuação para levar o melhor da educação executiva do mundo aos líderes brasileiros, para que eles saiam do modo sobrevivência e possam ditar as regras da disrupção em seus mercados”, reforça.

Desde sua fundação oficial, em 2015, 100 mil pessoas passaram pelos cursos, programas e eventos da StartSe, o que faz dela uma das principais formadoras de habilidades e de conhecimento para a Nova Economia. Só nos últimos três anos, cerca de 5 mil pessoas passaram por seus programas de imersão internacionais. Até o final de 2021, a companhia tem como meta atingir mais de 500 mil profissionais com seus eventos online, curso e imersões internacionais.

Atualmente, a companhia organiza o maior evento de inovação da América Latina, a Silicon Valley Web Conference, que já acumulou mais de 300 mil inscrições e conta com a participação de experts do Vale do Silício.

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Abrir MEI: termo cresceu 222% nas buscas do Google

Uma pesquisa realizada pela SEMrush, líder global em marketing digital, mostra que o termo “abrir MEI” teve um aumento de 222% nas buscas no Google no mês de agosto de 2020, comparado ao mesmo mês no ano anterior. Este aumento, reflete os impactos da pandemia, já que o comparativo da quantidade de microempreendedores individuais cadastrados no Portal do Empreendedor, do Governo, no mesmo período, saltou de 8 milhões em 2019 para mais de 10 milhões agora em 2020.

O mesmo levantamento mostrou que março, mês que deu início a pandemia do coronavírus, registrou 74 mil buscas do mesmo termo, enquanto em agosto deste ano o dado pula para 110 mil. Outros termos que tiveram 100% de aumento nas buscas no Google, segundo levantamento da SEMrush foram: CNPJ, MEI, DAS MEI, CNPJ Receita, MEI boleto, consulta CNPJ, portal do MEI, busca ou cartão CNPJ, simples nacional MEI e situação cadastro MEI.

Alexandre de Carvalho, contador há mais de 20 anos e um dos fundadores do Easymei, aplicativo de auxílio e gestão para microempreendedores, explica que a busca reflete a dificuldade do empreendedor em abrir facilmente sua empresa e gerir seu negócio. “Ainda há falta de informação e processos muito burocráticos para abertura da empresa. Com isso, o mercado conta hoje com aplicativos que facilitam o processo e ajudam na abertura via internet, com o objetivo de auxiliar o microempreendedor a formalizar seu negócio e aumentar sua renda”.

A taxa de desemprego no país atingiu em agosto, segundo o IBGE, seu maior patamar desde maio, contabilizando 13,7 milhões pessoas. “Com isso, a formalização do MEI pode ser uma ótima alternativa a regulamentação profissional e criar novas oportunidades no mercado de trabalho”, explica Carvalho.

E como alternativa ao desemprego muitas pessoas tem buscado abrir seu próprio negócio e com isso, o micro e pequeno empreendedor tem ganhado espaço no país. Segundo pesquisa do Sebrae com a FGV, 30% do valor adicionado do PIB no Brasil, corresponde a micro e pequenas empresas. “Hoje o MEI é uma das portas de entrada para a abertura do seu negócio no Brasil, por ser uma das formas mais simples e baratas. O empresário só terá a obrigação de pagar o imposto da guia DAS, mensalmente, no valor aproximado de R$55, fazer o relatório mensal e realizar a sua declaração anual” explica Carvalho.

Mas o que poucos empreendedores sabem é sobre os benefícios que abrir sua empresa MEI traz. “Em contrapartida das obrigações, o empresário terá direito com seu CNPJ a diversos benefícios como auxílio emergencial, licença maternidade, contribuição para aposentadoria, crédito com taxas atraentes em bancos, acesso ao cartão BNDES, plano de saúde empresarial e até desconto oferecido por montadoras para compra de carros 0km”, pontua o executivo.

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Evento debate oportunidades para empreendedores em tecnologia

As Verticais de Negócios e Grupos Temáticos da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) promovem o evento online Conecta Verticais nos dias 22 e 23 de setembro. O objetivo é discutir temas atuais do mercado de tecnologia por meio de webinars com especialistas do setor e representantes das Verticais, gerando conexões e impactando cada vez mais negócios. Para participar, basta se inscrever pelo link . O evento é totalmente gratuito e será transmitido pelo canal da ACATE no Youtube.

A programação conta, ao todo, com quatro trilhas de conteúdo: Indústria 4.0, Vendas de tecnologia na pandemia, Cidades Inteligentes e Relacionamento online com colaboradores.  Os participantes também poderão conhecer mais os programas estratégicos da ACATE, como as Verticais de Negócios, iniciativas que buscam a geração de negócios e oportunidades para as empresas do ecossistema catarinense.

Para  Arthur Nunes, vice-presidente de Ecossistema da ACATE, esse formato inédito de evento será fundamental para integração e promoção de networking no ecossistema. “O Conecta Verticais vai ser uma oportunidade de integrar ainda mais os associados que já participam  das Verticais de Negócios e também de apresentar melhor esse projeto para quem ainda não o conhece. Isso é muito relevante, principalmente nesse contexto de estadualização e participação mais ativa dos polos regionais da ACATE”.

Trilhas de conteúdo

No primeiro dia de Conecta Verticais (22), a trilha de conteúdo sobre Indústria 4.0 trará para debate a relação entre a tecnologia e a criação de uma manufatura inteligente, mais eficiente, produtiva e conectada. Profissionais de referência apresentarão as novidades dessa tendência, além de destacar o papel da Vertical Manufatura e da Vertical IoT, Big Data e Al nessa área em ascensão. 

Simultaneamente, o evento trará outro webinar para discussão sobre as vendas de tecnologia na pandemia, abordando questões como reorganização das equipes, novas necessidades dos clientes e busca por resultados nesse período. 

No dia 23 de setembro, especialistas irão falar sobre Cidades Inteligentes, que fazem uso da tecnologia para melhorar a gestão pública e a qualidade de vida dos cidadãos. O webinar vai levantar insights sobre o assunto e apresentar as principais contribuições da Vertical Smart Cities no âmbito catarinense.

O trabalho home office e o relacionamento online com os colaboradores serão as temáticas do segundo dia do Conecta Verticais (23). A intenção desta trilha, liderada pela Vertical Peopletech, é auxiliar empresários e gestores nas transformações internas que estão ocorrendo, como mudanças no espaço de trabalho e nas formas de convivência e troca com as equipes. 

As quatro trilhas acontecem a partir das 17h e contarão com espaço para interação e resolução de dúvidas dos participantes com os painelistas.

Sobre as Verticais de Negócios

As Verticais de Negócios são o maior programa de integração de empresas de tecnologia em Santa Catarina. Elas reúnem as empresas em grupos de acordo com seus segmentos de mercado, por meio de encontros periódicos, com o intuito de gerar networking, troca de conhecimento entre os empresários e gerar oportunidades de negócios para todos.  Hoje, a ACATE conta com 13 verticais que têm a participação de mais de 300 empresas.Serviço

O que:
Conecta Verticais
Quando:
Dias 22 e 23 de setembro, a partir das 17h
Onde:
Online, no canal da ACATE no Youtube. Inscrições em: https://www.sympla.com.br/conecta-verticais-acate__940737  
Quanto:
Gratuito 

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Abstartups e ACE lançam portal com conteúdos profissionalizantes para empreendedores

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema brasileiro, em parceria com a ACE Startups, empresa de inovação corporativa e investimento em startups Early Stage no Brasil, anuncia o lançamento da parceria na plataforma de inovação e empreendedorismo Growthaholics, que une os dados do mapeamento do segmento feito pela entidade aos cursos e conteúdos disponibilizados pela ACE em um só lugar.

O novo portal possui mais de 200 horas de vídeos, além de materiais completos com metodologias exclusivas de validação e desenvolvimento de negócios desenvolvidos pelo time da ACE, que tem como experiência a aceleração de mais 450 startups. Os temas são divididos em blocos como marketing, vendas, produtos, desenvolvimento, gestão e administração, entre outros temas de interesse dos empreendedores. “Essa parceria busca consolidar, ainda mais, nosso propósito de auxiliar startups a crescer e profissionalizar seu negócio, ampliando as possibilidades do setor”, ponta Amure Pinho, presidente da Abstartups.

“Um dos principais objetivos da ACE é transformar o Brasil por meio da inovação. Enxergamos na profissionalização e compartilhamento gratuito de conteúdo uma grande oportunidade para a formação de empreendedores e desenvolvimento do ecossistema. São aprendizados valiosos para startups alcançarem novos patamares”, explica Sulivan Santiago, sócio e Head de Produtos Digitais da ACE.

Para ter acesso ao material de maneira gratuita, os interessados devem apenas se cadastrar no Startupbase, incluindo informações de sua empresa, qualificando ainda mais o banco de dados.

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EY abre inscrições para o prêmio Empreendedor do Ano

Estão abertas as inscrições para a 23ª Edição do Empreendedor do Ano Brasil da EY. Desde 1998, o intuito do programa é celebrar e homenagear a trajetória de empreendedores brasileiros e reconhecer o legado de líderes empresariais que buscam transformar os negócios, impactem positivamente a sociedade por meio de ações socioambientais efetivas e, assim, contribuam para um mundo de negócios melhor. Confira o regulamento no site do prêmio, inscreva-se ou indique alguém para concorrer  aqui.

“Apoiar ações empreendedoras faz parte do DNA da EY e isso se faz necessário para que novos negócios tenham visibilidade no Brasil. E é o que temos feito ao longo de todas as edições, por meio do reconhecimento de grandes nomes do mercado nacional,”, afirma a sócia de EY Private e líder dos programas Empreendedor do Ano e Winning Women Brasil, Raquel Teixeira.

Os homenageados da etapa Brasil do Empreendedor do Ano são divididos em cinco categorias:

• Categoria Master:  empreendedores com empresas maduras e líderes em seu mercado. Entre os indicados será escolhido o representante do Brasil no EY World Entrepreneur Of The Year™, em Monte Carlo, Principado de Mônaco. Na última edição o grande homenageado foi Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

• Categoria Emerging: foco em empreendedores de empresas promissoras, que têm se diferenciado pelos resultados e pelo alto potencial de crescimento. Na edição passada, a homenagem foi para Leo Cesar Melo, CEO da Allonda.

• Categoria Impacto Social: empreendedores que têm como missão responder a desafios socioambientais em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que se guiem pelos princípios de ESG (fatores ambientais, sociais e de governança) e apresentem projetos com resultados efetivos de impacto socioambiental. Em 2019, o reconhecimento foi para o Carrefour Brasil.

• Categoria Family Enterprise: empresas familiares relevantes em seu mercado de atuação e cuja gestão teve um impacto positivo nos negócios e na comunidade. A última homenageada foi a família do Grupo Energisa.

• Categoria Executivo Empreendedor: executivos brasileiros (CEOs) de destaque e cuja gestão ajudou suas empresas a superarem obstáculos e impulsionar o crescimento dos negócios. O executivo Sergio Rial, CEO do Banco Santander, foi reconhecido na edição de 2019.

PepsiCo impulsiona mulheres no empreendedorismo com o programa Mulheres com Propósito

A PepsiCo, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas no mundo, tem entre suas prioridades contribuir com a promoção da equidade de gênero. Como reflexo desse direcionamento, a operação brasileira já conta com 44% de mulheres em posições de liderança, e a meta é atingir 50% até 2025. Dentro dessa premissa, a companhia também incentiva a representatividade feminina da porta para fora, no mercado de trabalho, por meio do programa Mulheres com Propósito que, em parceria com o FUNDES América Latina, potencializa o empreendedorismo feminino no país com capacitação de mulheres que desejam iniciar ou melhorar seus negócios.

O Mulheres com Propósito visa aumentar a receita das participantes e facilitar a incorporação de seus negócios na cadeia de valor. Ao todo, mais de 900 mulheres já passaram pelos encontros desde seu lançamento em 2018 no Brasil; na América Latina foram 10 mil impactadas diretamente, colhendo bons frutos.

O programa foi desenvolvido com foco em três frentes: ampliar oportunidades no mercado de trabalho, abrir o próprio negócio e planejar a vida profissional e financeira. A capacitação acontece por meio de quatro oficinas e também com a disponibilização de uma plataforma on-line com diversos cursos com temas que permeiam a criação ou aprimoramento de seus próprios negócios, passando por aulas desde precificação até comunicação.

Após a conclusão dos cursos do Mulheres com Propósito, aquelas que sentem necessidade de um olhar ainda mais individual para os seus empreendimentos, podem se candidatar à etapa de Mentoria. Em seguida, é realizada uma seleção de acordo com o perfil do negócio e quantidade de mentoras disponíveis. Na mentoria, as empreendedoras têm acesso a um acompanhamento personalizado junto com uma mentora, que divide ferramentas e conteúdos que podem trazer impacto positivo no desenvolvimento do negócio; além de aumentar o networking e abrir portas para novas oportunidades.

Com o apoio de 21 funcionárias PepsiCo voluntárias – considerando a pluralidade de cargos, sendo estagiárias, analistas, coordenadoras, gerentes e diretoras da companhia -, as empreendedoras receberam orientação durante quatro meses. As mentoras têm como missão identificar os pontos que devem ser reforçados ou modificados nos negócios, a fim de melhorar os resultados e sanar dúvidas ou problemas preexistentes.

Durante a pandemia, a etapa de Mentoria foi realizada pela primeira vez no formato totalmente on-line, respeitando os direcionamentos do isolamento social. O foco foi continuar apoiando essas mulheres a seguirem firmes neste novo cenário ainda mais desafiador, enxergando oportunidades e adaptando os negócios para que pudessem sobreviver ao período e impulsionar os seus resultados a longo prazo. ​

A vice-presidente de Finanças da PepsiCo Brasil, Flávia Schlesinger, foi uma das mentoras do Mulheres com Propósito em 2020. Para ela, o mais importante é que a iniciativa é um exercício de escuta. “A gente joga luz nos pontos fortes da mentorada e também identifica suas oportunidades. Saímos do programa inspiradas pela troca de experiências e pelo compartilhamento da nossa jornada pessoal”, afirma a executiva.

“Um ano tão atípico, onde as dificuldades do dia a dia têm nos mostrado tanto nossas fortalezas, quanto nossas fraquezas. Aprendemos a importância da resiliência e da ajuda ao próximo. Foram quatro meses de encontros, ajudando outras mulheres na busca pelo empreendedorismo”, afirma Adriana Carpinelli, especialista de Planejamento Financeiro da PepsiCo, que também atuou como mentora.

“Meu negócio cresceu 75% na pandemia”

A empreendedora Renata Pereira Santos, 47 anos, de Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, viu seu negócio deslanchar durante a pandemia. Ela tem um charmoso estabelecimento: o Café Quintal de Casa. “Quis remeter à experiência que temos na casa da nossa avó, quando sentamos e comemos bolo, batemos papo. Orientada por minha mentora do Mulheres com Propósito, implantei o sistema de delivery, mesmo eu sendo resistente a esse processo até então, e obtive um crescimento de 75% no faturamento da minha empresa”, conta Renata, que já está reformando o espaço para receber seus clientes com ainda mais conforto após a pandemia.

“Me senti abraçada”

Claudionice Rosa de Oliveira, 25 anos, de São Paulo, criou uma startup na área de franchising, a Dimo. A iniciativa é voltada para quem tem o desejo de ter seu próprio negócio, mas não possui 100% do capital. Com o programa de mentoria da PepsiCo, ela teve a possibilidade de ingressar em duas aceleradoras. “Eu me senti muito abraçada com esse projeto, pois encontrei mulheres negras que tinham as mesmas dores que as minhas. A mentoria foi um laço perfeito para esse presente que foi o Mulheres com Propósito na minha vida”, comenta.

“Aprendi a enxugar os custos”

A empreendedora Andrea Vilas Boas dos Santos Jorge, 45 anos, é proprietária da pizzaria Mestre Babbo, no bairro da Mooca, em São Paulo. Ela participou do Mulheres com Propósito no final de 2019 e realizou a mentoria em junho de 2020. Para ela, ambas as iniciativas abriram oportunidades para aprimorar o seu negócio. “Eu percebi que tinha de buscar informação para continuar meu empreendimento de forma profissional. Um exemplo é como fazer o fluxo de caixa e fui orientada pela minha mentora a adquirir um software para essa finalidade. Também aprendi a usar o WhatsApp como ferramenta de fidelização dos meus clientes. Na pandemia, como o meu forte já era delivery, recebi orientações mais voltadas a enxugar os custos fixos, o que foi fundamental”, afirma a empresária.

No segundo semestre de 2020, as turmas de capacitação terão aulas 100% on-line, com o objetivo de formar 200 mulheres até o final do ano; a meta até 2025 é qualificar 2 mil mulheres no Brasil. O formato virtual também possibilitará atingir todos os estados brasileiros, e apoiar mulheres por todo o país.

Semana de Empreendedorismo vai auxiliar pequenos empresários traçar estratégia de sobrevivência para os últimos 180 dias do ano

Em 11 de março, a OMS decretou pandemia mundial do novo coronavírus. Uma crise internacional que conecta, há 100 dias, pequenos empresários de todo mundo e todos os setores diante do mesmo dilema: “eu vou sobreviver a este ano”.

Para ajudar essas lideranças a traçar uma estratégia de ‘fôlego’ para os últimos 180 dias de 2020, a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) realiza, de 22 a 26 de junho, a Semana Nacional do Empreendedorismo, focada em técnicas de aceleração e recuperação comercial nos últimos dois trimestres do ano.

Com programação digital e interativa, a Semana Amcham de Empreendedorismo traz uma agenda online que envolve capacitação estratégica em tendências de consumo, intraempreendedorismo, criatividade e adaptação ao novo mundo pós-coronavírus. Além disso, a semana envolverá rodadas de networking virtual entre pequenas empresas e grandes corporações e multinacionais brasileiras e americanas, além da oferta de mentoria para pequenos empresários.

Na programação, estão confirmadas as participações de Luiz Alberto Garcia, Presidente de Honra do Conselho de Administração do Grupo Algar; João Appolinário, Fundador e Presidente da Polishop; César Gon, CEO e Fundador da CI&T; Artur Grynbaum, CEO Grupo Boticário; Gustavo Caetano, CEO da Sambatech; Jandaraci Araújo, Subsecretária Estadual do Empreendedorismo, Micro e Pequena Empresa (SP); e Cleusa Maria da Silva, Fundadora da Sodiê Doces.

“Todos ganham ao tirar as pequenas empresas da UTI econômica. Ganhamos em preservação de empregos, cadeia de fornecedores e na manutenção de produtos e serviços que formam boa parte do nosso setor privado nacional”, explica Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil. Entre as mais de cinco mil empresas associadas a Amcham, 70% são PMEs. Para ver a programação completa, acesse aqui: http://www.amcham.com.br/calendario/

Na crise, escolha o intraempreendedorismo e faça uma transformação cultural profunda

Por Marina Mendonça

Desde que foi declarada a pandemia, poucos assuntos têm conseguido chamar mais nossa atenção do que os números relacionados às contaminações pela covid-19 e as previsões depois que tudo isso “passar”. Dentro das empresas, vários gestores estão sofrendo todo tipo de pressão e com isso buscam a melhor resposta para lidar com as consequências da pandemia. Notamos uma centena de pesquisas e tentativas de entender do que as empresas precisarão ou o que elas já têm feito nesse momento. Fato é que, sejamos nós pesquisadores, colaboradores, gestores ou empreendedores, todos os dias somos inundados por perguntas, análises e muitas especulações.

Há um bom tempo já se discutem os desafios para a gestão de pessoas, que se tornam cada vez maiores. Contudo, acreditamos que esses desafios ficaram gigantes nesse cenário de isolamento social, considerando: (i) a necessidade imediata de uma liderança remota e que já é realidade em algumas empresas; (ii) a necessidade de um rigoroso processo de segurança comportamental e seus desafios de engajamento; (iii) o ambiente organizacional que se torna um lugar de incertezas profundas e constante mudança; (iv) os impactos da pandemia na saúde mental das pessoas.

Não é difícil pensar que diversas empresas estão ou estarão enfrentando situações muito similares, visto que essa é uma situação global. E fato é que o momento vem deixando mais urgente e mais evidente algo que já defendemos há algum tempo: a necessidade de transformação cultural das empresas. As empresas não encontrarão mais formas para driblar a situação e não poderão adiar iniciativas mais estratégicas que buscam essa mudança de cultura. Precisam desenvolver logo uma cultura que possa acolher as novas demandas das pessoas e, também, desenvolver habilidades que auxiliam no enfrentamento de tantas dificuldades.

E você pode estar se perguntando: Mas por onde devemos começar? Talvez começar pelo óbvio não seja uma má ideia. Numa visão macro, isso poderia ser pensar em formas de redução de custos, aumento de receitas e, especialmente, em desenvolvimento humano. Nessa linha, programas de intraempreendedorismo para inovação passam a gerar valor para os gestores e podemos explicar muito bem o porquê desse fato. Mas por onde devemos começar?

Intraempreendedorismo: uma boa estratégia para enfrentar a crise

Antes mesmo de se instalar o pânico gerado pelo novo coronavírus, antes mesmo de enfrentarmos essa recessão global, várias organizações já tiveram suas crises particulares ou se viram numa situação em que desejaram mudar as estratégias e inovar. Schumpeter, um dos maiores economistas de todos os tempos, foi pioneiro em defender a ideia de que o desenvolvimento econômico mantém relações estreitas com a inovação. Interessante é que ele defendia também que a inovação, por sua vez, mantém relações estreitas com o empreendedorismo e com o empreendedor.

E, sim, as empresas vão precisar de inovação de todos os tipos e poderão chegar a esse resultado criando condições para que seus colaboradores construam e realizem ideias empreendedoras. Ideias que possam atender às necessidades da empresa, mas que também possam explorar oportunidades nem identificadas. Logo, fica mais fácil concluir que o intraempreendedorismo poderia se apresentar mais do que nunca como uma alternativa bastante promissora para esse momento, certo? Então, veja abaixo alguns dos resultados que são comuns nesses projetos e que ajudam a explicar a relação com a inovação:

(i) desenvolvimento de competências empreendedoras: para realizar as ideias empreendedoras, as pessoas desenvolvem algumas habilidades específicas de quem está empreendendo. Além disso, aprendem muito sobre metodologias ágeis para modelagem de negócios e acessam ferramentas para identificar, realizar e gerir a inovação.

(ii) melhorias de processos: mais do que solucionar problemas já identificados pelas empresas, é muito comum que nos projetos de intraempreendedorismo surjam oportunidades ainda nem identificadas e que podem gerar muito valor. Isso acontece porque as metodologias não são focadas apenas em desenvolver a melhor solução, mas também em conhecer a fundo os problemas.

(iii) identificação de novas oportunidades: outro ponto importante é que as empresas aprendem mais sobre como encontrar e explorar novos mercados para soluções desenvolvidas. Boa parte do objetivo desses projetos é conhecer melhor o cliente e o que tem valor para ele.

Todos esses resultados vão acontecer nos programas de intraempreendedorismo e, certamente, vão gerar impactos interessantes para que o negócio enfrente seus desafios na crise – ou fora dela. Entretanto, existe um ponto que é muito importante sobre esses programas e que, talvez, nem todas as empresas conseguem perceber, que é: uma coisa é a empresa executar um programa de intraempreendedorismo, outra coisa, é ela realizar um processo de transformação para ter uma cultura mais empreendedora. E se a empresa não se atentar para isso podem acontecer efeitos colaterais, tais como: (i) após o fim do programa, acabam as iniciativas de inovação; (ii) haverá resultado, mas não alcançará a expectativa e as necessidades da empresa.

Ou seja, o melhor do intraempreendedorismo é quando ele muda sua cultura e prepara a empresa para momentos de crise. Um programa de intraempreendedorismo mais estratégico, além de buscar iniciativas inovadoras, será aquele desenhado com o foco no desenvolvimento empreendedor de todos seus colaboradores. É assim que as organizações podem se aproximar cada vez mais do que elas realmente precisam: ter uma cultura mais empreendedora.

O intraempreendedorismo não deve ser encarado como um programa específico, mas sim como uma prática cultural, como processos integrados que são perenes e transversais. Ele deve mudar a forma das pessoas pensarem, sentirem e agirem, e, a partir disso, alcançarem resultados mais eficientes, mais sólidos e de maior impacto.

Compreender e mudar o comportamento das pessoas é muito desafiador, em especial, quando tratamos de processos de mudanças em que os novos padrões de comportamento precisam ganhar força suficiente para substituir os padrões antigos. Ao longo do tempo, tivemos a oportunidade de desenhar vários desses programas e testamos várias abordagens. Nesse sentido, definitivamente, podemos afirmar que os métodos mais eficientes foram aqueles em que:

(i) cuidamos das pessoas: entendemos quem elas eram, suas histórias e suas experiências, seu momento psicológico e emocional, e também como elas percebiam a transformação para inovação; projetos que levam em consideração a experiência das pessoas, promovem mais engajamento e mais motivação.

(ii) envolvemos maior diversidade de pessoas: assim como a inovação o intraempreendedorismo se beneficia de diversidade, seja hierárquica, seja de experiências, seja de características individuais.

(iii) focamos em processos de desenvolvimento: é preciso criar metodologias focadas em desenvolver as pessoas e não somente nos resultados. Quando focamos no resultado não garantimos que as pessoas estão aprendendo e que elas poderão reproduzir isso. Mas quando focamos na aprendizagem, as pessoas passam a estar mais preparadas para qualquer desafio e o resultado é contingente e contínuo.

Isso tudo é para provocar a reflexão de que intraempreendedorismo não deveria ser entendido apenas como uma estratégia de negócio ou como mais uma alternativa para sua empresa sobreviver à crise, essa é uma visão míope. Um programa de intraempreendedorismo, se for realizado considerando todos os pontos discutidos anteriormente, pode promover soluções inovadoras para os negócios, uma mudança na cultura das empresas e, ainda, desenvolver nas pessoas habilidades importantes para situações de grandes dificuldades. E isso só acontece, aos poucos, degrau por degrau, dentro de um conjunto de ações muito bem geridas e entrelaçadas. Por isso, antes de realizar o seu programa de intraempreendedorismo, fique atento e reflita bastante se o que sua empresa quer é um projeto pontual ou uma empresa mais empreendedora.

Marina Mendonça, sócia e Diretora de times e cultura na Troposlab

Empreendedorismo feminino cresce no Brasil

A era das startups cresce a cada ano e com ela a integração e liderança das mulheres no mundo dos negócios e no mercado. Os movimentos feministas, que defendem a igualdade de gênero e batalham para reforçar o posicionamento das mulheres no mercado possuem um papel importante para esses resultados. Hoje não é mais um “diferencial” para as empresas permitirem que mulheres sentem nas cadeiras de chefia, que sejam as últimas a “bater o martelo” nas decisões de uma corporação. Negócios originariamente femininos pegaram embalo nesse movimento e caminham a passos largos.

No ano passado, 25% das aberturas de empresas foram feitas por mulheres, enquanto em 2016 esse número era de 18%. O ano de 2019 também revelou um aumento de 7% no empreendedorismo feminino (comparado aos últimos dados de 2016 da Contabilizei, escritório especializado em contabilidade).

Segundo com a Receita Federal, o Brasil teve 2,8 milhões de empresas abertas até a última contagem feita em outubro de 2019, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2018. As empresas abertas no regime MEI (Microempreendedor Individual) aumentaram 23%, com um total de 2,2 milhões, enquanto as não MEI aumentaram 5%, 550 mil registros a mais. A projeção é para que esses dados aumentem, e apesar dessa ser uma área em que os homens são predominantes, o número de mulheres à frente deles aumenta a cada mês.

Para ilustrar alguns exemplos de mulheres que empreenderam no segmento das startups e estão inovando seus mercados estão:

Camila Folkman, co-fundadora da Mindset Ventures, empresa de investimentos de venture capital em startups de Israel e EUA, principalmente aquelas com potencial de operação no Brasil. Atualmente, Folkmann é responsável pela parte de operação, compliance e gestão de fundos da gestora de VC (Venture Capital). A executiva começou sua carreira como advogada empresarial, tendo trabalhado para grandes escritórios que assessoram empresas listadas na Fortune 500 e, posteriormente, para startups no Vale do Silício e fundos de VC brasileiros. Camila é considerada uma das primeiras mulheres brasileiras a fundar uma gestora de capital de risco, além de apoiar iniciativas de diversidade, integrando a “Venture Women Brazil” e participando da maior comunidade global de “Women in VC”.

Deborah Alves é idealizadora da Cuidas, uma startup que conecta empresas a médicos de família no local de trabalho. Única mulher entre os três fundadores, Deborah Alves é, hoje, CTO e cofundadora da Cuidas, startup que tem a finalidade de conectar empresas com médicos de família para atendimentos no próprio local de trabalho. Oferecendo planos mensais, a plataforma oferece maior otimização de tempo e custos mais baixos para as empresas clientes. Em média, são resolvidos 98% dos casos pelos médicos conveniados à plataforma.

Mariana Dias criou a Gupy, startup líder em recrutamento e seleção com base em inteligência artificial no Brasil. Formada em Administração pela USP, Mariana tem especialização em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade de Stanford. Começou sua carreira como trainee da Ambev, onde trabalhou por quatro anos e ocupou o cargo de Business Partner para a América Latina. É CEO e fundadora da HRTech Gupy, empresa que fundou em 2015 junto a três amigos. Sua startup torna mais eficiente o recrutamento e melhora a experiência de candidatos, gestores e profissionais da área de RH durante processos seletivos através de inteligência artificial. Com atuação em oito países, a plataforma da Gupy disponibiliza uma triagem de currículos que reduz 70% do tempo de esforço operacional. Por meio de inteligência artificial e machine learning, a HRtech consegue elencar em um ranking os candidatos com melhor perfil para suas vagas.

Renata Horta deu vida à Troposlab, responsável por desenvolver o modelo de negócio e a estrutura organizacional mais adequada para as empresas, liderando e desenvolvendo a equipe, criando produtos e planos pedagógicos e executando estratégias. Renata é bacharel em Psicologia e mestre em Administração, tendo produzido uma dissertação sobre Cultura Organizacional, ambos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Em 2016, Nathália Tavares, que atuava como agente de aceleração da Troposlab desde 2014, foi anunciada como sócia da empresa. Administradora de Empresas e Mestre em Estratégia, Marketing e Inovação, tem experiência de capacitação em grandes empresas, na aceleração de startups e na organização de eventos de empreendedorismo e inovação. É porta-voz e uma das idealizadoras do movimento CareTech.

Cada vez mais exemplos femininos como estes incentivam outras mulheres a fortalecerem e enalteceram suas presenças frente às empresas. Bagagens repletas de experiências profissionais riquíssimas, cheias de personalidade, desafios e resultados inspiradores.

ACE vai capacitar profissionais do futuro com curso gratuito sobre inovação

De acordo com a ACE Innovation Survey, uma pesquisa conduzida pela ACE Cortex, unidade de inovação corporativa da ACE, sobre o panorama do setor no Brasil, a inovação é valorizada por cerca de 90% das empresas. Pensando nesse cenário, a ACE, empresa de inovação, acaba de anunciar o lançamento de um curso sobre o tema. O Innovation Academy será totalmente gratuito, e os inscritos passarão por um processo de seleção para serem aprovados no programa.

“Existe uma carência de profissionais qualificados e de alto desempenho no mercado, então decidimos tomar a frente na educação e desenvolvimento dessas pessoas, disseminando o conhecimento sobre inovação, que faz parte do DNA da ACE, contribuindo assim para o crescimento e futuro do Brasil”, declara Pedro Waengertner, CEO e cofundador da ACE.

O curso abordará temas diretamente relacionados à inovação, tangibilizando o trabalho em Squads e a Transformação Digital. Serão apresentados conceitos de rotinas ágeis, como Scrum e Kanban, além de trabalhar um mindset de startups, como definição de Personas, Job To Be Done e Proposta de Valor. Utilizando as metodologias ACE, o curso terá atividades práticas e debates de cases reais. Os conteúdos serão ministrados pelos profissionais da ACE, que tem ampla experiência e vivência diária dos temas abordados.

Além de passar pelo curso gratuito, os alunos que se destacarem e tiverem um match com a empresa poderão receber uma proposta para integrar o time da ACE.

O curso acontecerá em três sábados consecutivos em março (com início em 7 de março), além de um encerramento onde os alunos irão apresentar seus trabalhos para os partners da empresa. Para se candidatar ao processo seletivo, os interessados devem acessar: http://www.innovationacademy.com.br/ e preencher o formulário até o dia 20/02/2020. Como requisito para participar, é preciso ter alguma experiência ou conhecimento com vivências ágeis ou startups.

Procura por termos de inovação e empreendedorismo aumenta entre brasileiros

O impacto da tecnologia no dia a dia é um caminho sem volta, principalmente pelo legado que está deixando para todos nós. Estamos hiperconectados e lidando com enorme fluxo de informações, somos cercados de termos que antes não eram comuns e com isso, muitas pessoas recorrem aos mecanismos de busca como Google e Bing para se familiarizarem com essas palavras e entenderem o que significam. Pensando nisso, a SEMrush, líder global em marketing digital, apurou quais são as principais pesquisas que os brasileiros tem feito no último ano em relação a este assunto.

Os brasileiros pesquisaram por “O que é empreendedorismo” 187 mil vezes nos últimos doze meses. Enquanto apenas a busca pela palavra chave “empreendedorismo” somou 1,3 milhão de pesquisas no mesmo período. Já a palavra “bootstrap” apresentou um salto de 22,7% no número de buscas, analisando as médias mensais de junho/2018 e maio/2019. No primeiro mês foram 110 mil buscas e no último foram 135 mil. Ao todo, o termo foi pesquisado 1,4 milhão de vezes no último ano.

Outro termo que está em alta é “coworking”, ou seja, compartilhamento de espaço para pessoas trabalharem, que aumentou em 82% o número de buscas, de 40,5 mil em junho do ano passado para 74 mil pesquisas em maio deste ano, totalizando ao longo do último ano 646 mil vezes.

A palavra “startup” foi pesquisada 829 mil de vezes no último ano. Já “o que é startup” tem sido uma crescente busca pelos brasileiros ao longo dos últimos meses, em junho/2018 eram 9,9 mil enquanto em maio deste ano foram 18,1 mil pesquisas, números que representam um aumento de 82,8% quando comparamos os dois meses. No último ano, os brasileiros quiseram saber o que é startup 153 mil vezes.

As buscas “podcast” e “o que é podcast” somam 1,4 milhão de pesquisas no último ano.