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Gartner prevê que gastos globais com infraestrutura de Data Center crescerão 6% em 2021

De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, Inc, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, os gastos mundiais com infraestrutura de Data Center devem chegar a 200 bilhões de dólares em 2021, o que representa um aumento de 6% em relação ao número esperado para este ano. Segundo a pesquisa, a expectativa é uma queda de 10,3% nos gastos dessa área em 2020 devido à restrição de fluxo de caixa por causa da crise atual. A previsão indica que, apesar do declínio provocado pela pandemia de Covid-19, o mercado d e Data C enter deve retomar o ritmo de expansão rapidamente, com crescimento contínuo, ano a ano, até 2024.

“A prioridade para a maioria das empresas em 2020 é manter as luzes acesas, o que tem feito com que investimentos em Data Centers sejam postergados até que o mercado entre no período de recuperação”, diz Naveen Mishra, Diretor Sênior de Pesquisa do Gartner. “Nossa projeção é que os maiores centros empresariais pausem temporariamente seus gastos e retomem os planos de expansão ainda este ano ou no início do pr&oa cute;ximo ciclo. No entanto, as empresas de destaque, conhecidas como hiperescaladoras, continuarão com seus planos de expansão global, com investimentos contínuos em Nuvem Pública”.

Os bloqueios provocados pela pandemia de COVID-19 impedirão a construção de mais de 60% das novas instalações planejadas inicialmente para 2020, razão pela qual a receita de infraestrutura do segmento de Data Center diminuirá 10,3% em 2020. Os gastos de usuários finais devem crescer na casa de um dígito a partir de 2021.

Gastos com infraestrutura de Data Center em todo o mundo (em bilhões de dólares)

 201920202021
Gastos de usuários finais (em bilhões de dólares)210188200
Crescimento (%)0,7-10,36,2

Fonte: Gartner (Outubro de 2020)

“Grande parte da redução da demanda deste ano deve retornar em 2021, quando as equipes estarão presentes fisicamente nos escritórios”, avalia Mishra. “Por enquanto, todos os segmentos de infraestrutura de Data Center estarão sujeitos a medidas de contenção de custos e as áreas de compra das empresas devem estender os ciclos de vida dos equipamentos instalados”.

Com a lenta melhora no crescimento econômico, os gerentes de infraestrutura de Data Center deveriam priorizar um conjunto selecionado de clientes novos e existentes. O Gartner recomenda, especificamente, que as empresas:

1) Treinem a força de vendas para que esses vendedores consigam se envolver com o diretor financeiro (Chief Financial Officer – CFO) e o diretor de compras dos clientes em um novo conjunto de iniciativas para otimização de custos, como renegociaç ã o de contratos de TI, redução de custos de Nuvem e consolidação de TI.

2) Elaborem um manual do setor que ajude os fornecedores de tecnologia a entenderem o impacto da COVID-19 em uma gama de setores diferentes para, então, recomendar ações de curto a médio prazo para os fornecedores em cada setor.

3) Invistam em um novo modelo go-to-market, com características que atendam operações nativamente digitais e sejam capazes de impulsionar a inovação. Valorizem as soluções de TI híbrida e com preços baseados em consumo para melhorar o compartilhamento de ideias com os clientes nativos digitais.

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Terceiro data center da Ascenty em São Paulo entra em operação

A Ascenty, empresa líder no mercado de data centers na América Latina, anuncia o início das operações do terceiro data center em São Paulo. A infraestrutura tem um investimento de R$ 150 milhões em 3.000 m² de área construída e 4 MW de energia.

Com a terceira instalação em São Paulo, a Ascenty contabiliza 22 data centers próprios no Brasil, Chile e México, sendo 15 em operação e sete em construção. A companhia mais que dobrou suas operações desde 2018, quando tinha oito unidades instaladas em território nacional.

O novo data center será destinado exclusivamente para atender clientes do varejo e operadoras de telecomunicações, em linha com a estratégia de ampliar a participação de médias e grandes empresas do segmento no portfólio da companhia.

“Estamos orientados em expandir nossa oferta de serviços de colocation, a fim de atender a alta demanda do setor por infraestrutura, que cresce juntamente com o mercado de provedores de cloud e as inovações tecnológicas”, comenta Chris Torto, CEO da Ascenty. O diferencial desse terceiro data center de São Paulo é que se trata de um NAP (Ponto de Acesso à Rede, na sigla em inglês), que oferece alto nível de conectividade e diversas opções para acessar as principais operadoras, provedoras e fornecedoras de conteúdo do mercado. Nessa unidade, diferentes provedores (ISPs) e empresas de telecomunicações montam seus POPs (Pontos de Presença), permitindo que qualquer empresa use os serviços de conectividade disponíveis.

“Além de provermos conexões bem-sucedidas por meio do NAP, através desse Data Center também oferecemos interconexão com todos os cloud providers, bem como com o ecossistema da empresa, permitindo que nossos clientes de qualquer data center tirem proveito dos seus benefícios para melhorar a conectividade. Dessa forma, os clientes Ascenty têm atendimento de excelência e diversas opções de conectividade com resiliência, baixa latência em um moderno Data Center Carrier Neutro.”, destaca Marcos Siqueira, Vice Presidente de Operações da Ascenty. A empresa também integra todas as instalações à sua rede de fibra óptica proprietária (4.500 km), garantindo conectividade direta aos principais provedores globais de nuvem e com os cabos submarinos de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

Digital Colony lança a Scala Data Centers S/A, plataforma latino-americana de Data Centers Hiperescaláveis

A Digital Colony Management, plataforma de investimentos de infraestrutura digital da Colony Capital, Inc. (NYSE: CLNY), anunciou hoje a implantação da Scala Data Centers S/A, uma plataforma de datacenters hiperescaláveis sediada em São Paulo, por meio da aquisição de ativos da UOL Diveo. Ao fechar o acordo de compra, Marcos Peigo, atualmente sócio da Digital Colony, se tornará também CEO da Scala. Dados financeiros da transação não foram divulgados.

Após a aquisição, a Scala se torna uma das maiores plataformas de Data Centers do Brasil e está preparada para crescer eficientemente por meio de crescimento orgânico e aquisições. Como a nona maior economia do mundo, o Brasil é um mercado atraente e sub atendido para infraestrutura de Data Centers. Além disso, a expectativa é que a demanda continue a crescer rapidamente, impulsionada por migrações para nuvem, terceirização de TI e adoção de novas tecnologias, como o 5G. Atenta a opções complementares de investimento, a Digital Colony enxerga na região uma indústria de infraestrutura digital e data centers com oportunidades multibilionárias.

Apesar das condições atuais do mercado, a Digital Colony mantém seu comprometimento em identificar oportunidades de investimento promissoras, dando apoio a fortes equipes de gestão e construindo negócios de ponta posicionados para usufruir um crescimento de longo prazo na economia digital. Essa transação se segue à recente aquisição da Zayo Group Holdings, Inc, fechada em março de 2020 por US$14,3 bilhões, assim como a expansão europeia da Vantage Data Centers por meio da aquisição da NextGeneration Data. A Scala é o segundo investimento da Digital Colony no Brasil e o quarto na América Latina. Anteriormente, a empresa adquiriu a Highline do Brasil em 2019, a Andean Telecom Partners em 2017 e a Mexico Towers Partners em 2013, por meio de sua afiliada Digital Bridge.

Com mais de 20 anos de experiência como líder em empresas de tecnologia e infraestrutura, Marcos Peigo traz conhecimento profundo sobre o mercado latino-americano. Recentemente, ele ocupou o cargo de Vice-Presidente de Value Creation da IBM para a América Latina, onde liderou as equipes de soluções de indústria, desenvolvimento de negócios, arquitetura e inovação. Antes disso, foi diretor-executivo e COO na UOL Diveo, empresa de serviços de tecnologia e data centers do UOL Diveo, fundador e CEO da Lemniscata Ventures, uma empresa de assessoria e investimentos focada em empresas que têm em seu cerne forte uso de TI, e CEO da Solvo S/A, uma empresa de serviços gerenciados focada em infraestrutura de missão crítica. Em 2017, Peigo foi nomeado Executivo de TI do Ano pela Korn Ferry/ IT Midia.

“Estamos muito felizes em receber o Marcos na equipe da Digital Colony e expandir nossa presença na América Latina. Com o seu histórico sólido, conhecimento em infraestrutura digital e rede de contatos em toda a região, é a melhor pessoa para liderar a Scala e supervisionar nossas estratégias de crescimento no continente”, afirmou Jon Mauck, Managing Director da Digital Colony. “Data Centers Hperscaláveis são mais necessários do que nunca e estamos certos de que a Scala, com suas instalações de ponta, capacidade de expansão notável e equipe de liderança experiente, entregará uma solução superior para o mercado. A operação está posicionada perfeitamente para apoiar o crescimento da demanda de serviços em nuvem e de terceirização de serviços de TI em toda a América Latina, atendendo às demandas de nossos clientes globais.

“Admiro há muito tempo a Digital Colony por sua plataforma global de investimentos em infraestrutura digital, excelência operacional e relacionamento com empresas líderes em todo o mundo. Estou animado em começar a trabalhar em conjunto com a empresa e apresidir a Scala, que se beneficiará tremendamente da presença global e da liderança da Digital Colony nesta indústria, bem como de seu forte time de gestão”, afirmou Peigo. “A estratégia de investimentos da Scala na América Latina é bastante agressiva e seus data centers de qualidade viabilizarão a chegada da nova geração de conectividade e mobilidade na região”.

“A UOL Diveo tem a confiança de que a Scala, com suas instalações de ponta e histórico comprovado de performance, ao lado de seu experiente time de gestão e associação com a Digital Colony será o parceiro ideal para o nosso negócio, enquanto continuamos a escalar a nossa demanda de infraestrutura no longo prazo” comentou Gil Torquato, CEO da Compasso UOL. “A UOL Diveo continuará a prover serviços de infraestrutura baseados na parceria com a Scala, além de serviços gerenciados, multicloud, segurança, desenvolvimento de software e soluções digitais a partir de sua companhia de serviços, a Compasso UOL.”

O que esperar do mercado de data centers em 2020

Por Luis Domingues

O ano de 2019 foi um período de transformação digital em várias áreas e mercados – e o mercado de data centers não foi exceção. Sob crescente pressão para permanecer relevante e acompanhar as tecnologias que avançam rapidamente, os provedores de data centers viram a necessidade de transformação e de se preparar para o que está por vir.

Este ano, os resultados da adoção, tanto de tecnologias mais novas como mais maduras, começarão a tomar forma no data center. Especificamente veremos o 5G impulsionar um aumento na demanda por Edge Computing, enquanto a Inteligência Artificial (IA) fará com que sejam implantados novos serviços neste mercado, tanto para o usuário final quanto funcionários internos.

Conheça as três principais tendências para o mercado de data center em 2020:

Ascensão do Edge Computing graças à promessa do 5G

Em 2020 serão disponibilizadas as primeiras aplicações que utilizam 5G de alta velocidade, baixa latência e comunicação machine-to-machine. Essas novas ofertas, como jogos em nuvem de alta resolução, controle de processos com Internet das Coisas industrial (IIoT) e aplicações com realidade aumentada no local de trabalho, demonstrarão o universo que o 5G pode revelar.

Embora não esperemos que essas aplicações sejam amplamente implantadas no próximo ano, seu potencial começará a remodelar o mercado, incluindo o setor de data centers. Por exemplo, com a capacidade do 5G de fornecer latências inferiores a 10 milissegundos, em breve será muito mais fácil implantar aplicativos 5G de baixa latência e 2020 verá o data center se preparando para essa chegada.

Para que aplicações de baixa latência sejam bem-sucedidas, é necessário mais do que apenas o 5G. É também necessário processar os dados dessas aplicações perto de suas fontes, usando a tecnologia de Edge Computing, com os chamados edge data centers. Isso reduz significativamente a latência e permite que essas novas aplicações 5G de baixa latência cumpram sua promessa. Como resultado, veremos mais data centers migrando para o Edge Computing em 2020, para levar essas aplicações ao limite de sua eficiência.

IA impulsionará a adoção de novas tecnologias

A implementação do aprendizado de máquina, deep learning e outras tecnologias de Inteligência Artificial será predominante e eles alimentam muitos dos serviços em nuvem que usamos todos os dias.

Esperamos que o uso da IA acelere este ano, à medida que as empresas usam cada vez mais os dados que coletam para criar e implantar modelos de Inteligência Artificial, impulsionando novos serviços e gerando novos insights de negócios. Se elas esperam manter essas empresas satisfeitas, as operadoras de data center precisam responder não apenas com redes e servidores mais rápidos em seu core, mas também no edge, para permitir a implantação de modelos de IA mais próximos dos usuários.

Embora isso represente um desafio para os operadores de data center, também é uma oportunidade: se eles forem inteligentes em adotar as tecnologias corretas de rede, computação e edge data center para dar suporte à IA, os clientes baterão em suas portas. É por isso que, em 2020, esperamos que os proprietários e operadores de data centers se concentrem cada vez mais em como podem oferecer o desempenho que seus clientes precisam para serviços em nuvem habilitados para IA.

IA para incentivar a eficiência da força de trabalho

Com um mercado de trabalho restrito, demanda crescente e a necessidade cada vez maior de construir centros de Edge Computing longe dos locais tier-1 para a obtenção de talentos técnicos, os operadores de data center enfrentarão um desafio relacionado ao recrutamento e retenção das pessoas necessárias.

Diante disso, podemos esperar que os operadores de data center aumentem o uso de novas inteligências artificiais e outras tecnologias inteligentes para maximizar a produtividade de seus funcionários – por exemplo, fones de realidade aumentada que utilizam a tecnologia de IA para orientar os técnicos de serviço na conclusão de tarefas. Ao mesmo tempo, os fornecedores de equipamentos de data center usarão a Inteligência Artificial para tornar seus produtos mais fáceis de instalar e usar, permitindo que os operadores de data center façam mais com menos recursos humanos.

Os operadores de data centers que esperarem para adotar esses novos recursos de IA podem experimentar um crescimento mais lento, com dificuldades em encontrar ou manter as pessoas necessárias para prestar todos os serviços que seus clientes exigem no mercado altamente competitivo de hoje.

Preparação para a próxima fase do data center

O ano de 2020 verá as primeiras aplicações de tecnologias avançadas como o 5G começarem a encontrar seu caminho dentro do data center, enquanto a implantação do aprendizado de máquina e outras tecnologias de IA criarão novas maneiras de aprender e executar. Isso significa uma maior oportunidade para os provedores de data center crescerem e aprimorarem seus negócios. Embora os benefícios dessas tecnologias possam levar pelo menos alguns anos para serem realmente concretizados, as empresas de data center que as incorporarem a sua estratégia de negócios estarão melhor posicionadas para colher os frutos que estão por vir.

Luis Domingues, engenheiro de aplicação da CommScope

Selo Suíço de Eficiência de Data Center é criado para descarbonizar a infraestrutura digital em todo o país

Na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, uma aliança formada por representantes do setor acadêmico e da indústria anunciou o lançamento do primeiro Selo Suíço de Eficiência de Data Center, que tem o objetivo inicial de descarbonizar data centers na Suíça e reduzir significativamente seu consumo total de energia. A aliança, criada pela industry association digitalswitzerland e pela Hewlett Packard Enterprise (HPE), empresa global de soluções de TI para o mercado corporativo, fundou a Associação Suíça de Eficiência de Data Center (Swiss Datacenter Efficiency Association – SDEA), que será a responsável pelo processo de avaliação e concessão do selo. Outros membros fundadores da aliança são a École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), a Green IT Switzerland, HPE, a Lucerne University of Applied Sciences and Arts (HSLU), a Swiss Data Center Association (Vigiswiss) e a Swiss Telecommunications Association (ASUT). A iniciativa é apoiada pelo Swiss Federal Office of Energy por meio do programa SwissEnergy.

Dez usuários piloto, incluindo algumas das marcas mais renomadas do mundo, implementaram tecnologias e procedimentos com eficiência energética para garantir a conformidade com os critérios do Selo Suíço de Eficiência de Data Center, o que gerou economia de energia de até 70%, com cinco desses usuários piloto empregando 100% de fontes de energia neutras em carbono. O cantão de Genebra planeja incluir alguns dos principais requisitos do selo em sua próxima lei de eficiência energética como base para a construção de novos data centers. O objetivo é impulsionar a adoção em toda a Suíça, mas o selo também será apresentado à Comissão Europeia e às Nações Unidas em um esforço conjunto para alavancar o modelo suíço para todo o mundo.

“As fontes de energia neutras em carbono e as tecnologias digitais já são uma realidade, mas somente através de metodologias apropriadas, e contando com o compromisso da indústria e com a aplicação de políticas e regulamentações, que uma ampla adoção pode ser impulsionada”, disse Benoit Revaz, do Swiss Federal Office of Energy. “Projetos como o Selo Suíço de Eficiência de Data Center podem ajudar a diminuir o impacto negativo gerado por uma das espinhas dorsais digitais da nossa sociedade. Incentivamos e apoiamos organizações e nações em todo o mundo a empreender esforços semelhantes”.

Atualmente, os data centers em todo o mundo representam 1% do consumo global de eletricidade1, mas esse número é muito maior em países que são conhecidos globalmente como “bons anfitriões” para hospedagem de dados. É o caso da Suíça, onde o uso de energia dos data centers foi estimado em 2,8% do consumo total de eletricidade do país em 20152. Considerando o crescimento exponencial de volumes e tráfego de dados previsto para os próximos anos3, são necessárias metodologias para medir e gerenciar a eficiência do data center de forma a reduzir significativamente as emissões de carbono e o consumo de energia.

“As metodologias de hoje estão analisando aspectos isolados relativos à eficiência e à sustentabilidade dos data centers, nenhum dos quais captura a pegada geral de energia e carbono”, ressalta Christopher Wellise, diretor de Sustentabilidade da HPE. “O Selo Suíço de Eficiência de Data Center, por outro lado, adota uma abordagem holística ao considerar todas as fontes de consumo e de suprimento de energia, bem como a reutilização da energia consumida. Por isso, fornece os elos que faltam para permitir que os operadores de data center, associações industriais e governos mensurem e controlem o impacto climático real das suas infraestruturas digitais”.

O Selo Suíço de Eficiência de Data Center é concedido pela excelência em eficiência energética e sustentabilidade ambiental das infraestruturas de data center e suas infraestruturas de TI. Isso inclui três componentes principais. Os critérios de reconhecimento da infraestrutura do data center se aplicam a todo o fluxo de energia, da entrada à saída, incluindo recursos de reciclagem da energia de saída (como o uso de descarga térmica para aquecer outros edifícios). Os critérios de reconhecimento da infraestrutura de TI se aplicam à tecnologia com eficiência energética e ao uso efetivo da TI. Dependendo da conformidade com os critérios de eficiência, os data centers podem receber o Selo nas categorias ouro, prata ou bronze. No caso de conformidade com os critérios de sustentabilidade ambiental, que se aplicam à pegada de carbono, um selo “a mais” é adicionado ao nível concedido.

A SDEA atualizará continuamente os critérios do Selo Suíço de Eficiência de Data Center para refletir o alto ritmo de mudança e inovação no setor de tecnologias da informação e comunicação (TIC). Uma área específica de foco é o rápido aumento de infraestruturas de TIC em execução fora dos data centers, necessárias para processar grandes quantidades de dados em tempo real em locais como fábricas, veículos ou locais públicos – geralmente chamadas de ‘borda’. Segundo o Gartner, cerca de 10% dos dados gerados pelas empresas foram criados e processados fora de um data center ou nuvem centralizada tradicional em 2018. Até 2025, o Gartner prevê que esse número chegará a 75%4. Portanto, daqui para frente, o Selo Suíço de Eficiência de Data Center também considerará as infraestruturas de TIC na borda para continuar a fornecer uma avaliação e controle holísticos da energia e da pegada de carbono das infraestruturas digitais das sociedades em todo o mundo.

“Estamos testemunhando uma mudança de paradigma na TI, na qual as tecnologias convencionais de silício – que, historicamente, resultaram em duplicação da densidade e eficiência dos chips a cada dois anos, durante cinco décadas – atingiram seus limites físicos”, complementa Babak Falsafi, professor da School of Computer and Communication Sciences e diretor fundador do EcoCloud, um consórcio industrial/acadêmico da EPFL. “Como resultado, o crescimento sustentado do desempenho de TI só pode advir da construção de mais infraestruturas, incluindo data centers com maior proximidade das fontes de dados na borda. Portanto, esse selo surge para ajudar a orientar os hosts em direção à TI sustentável em termos de energia”.

Referências:

[1] Swiss Federal Council, DETEC, Swiss Federal Office of Energy, Data Centers: Energy Savings are Possible (2015)

2 Estimated to be 33 zettabytes in 2018, IDC forecasts the Global Datasphere to grow to 175 zettabytes by 2025, see IDC White Paper: ‘Data Age 2025, The Digitization of the World From Edge to Core’ sponsored by Seagate (2018)

3 Koronen, C., Åhman, M. & Nilsson, L.J. Energy Efficiency (2019)

4 Gartner, What Edge Computing Means for Infrastructure and Operations Leaders (2018)

Ascenty anuncia décimo oitavo data center na AL

A Ascenty, empresa líder no mercado de data centers com foco na América Latina, adiciona mais um data center ao seu conjunto de infraestruturas. Localizada em Vinhedo, no mega campus da companhia no município, a unidade entra em operação no segundo semestre de 2020. A infraestrutura tem um investimento de R$ 200 milhões e conta com 24.000 m², completando 40 MVA de energia total no campus.

“Com a segunda instalação em Vinhedo contabilizamos 18 data centers em nosso portifólio, o que significa que mais que dobramos nossas operações desde 2018, quando tínhamos oito data centers em operação no Brasil”, comenta Marcos Siqueira, vice-presidente de operações da Ascenty.

“Esse crescimento (125%) foi proporcionado pelos investimentos da Digital Realty e da Brookfield no último ano. A grande movimentação nos negócios tem sido impulsionada pela alta demanda por infraestrutura na região, que cresce juntamente ao mercado de cloud e às inovações no mercado de telecomunicações”, ressalta o executivo.

Ao todo, a Ascenty conta com 14 data centers em operação no Brasil e outros 4 em construção, que serão inaugurados até o fim de 2020. A empresa integra todas as instalações à sua rede de fibra óptica proprietária (4.500 Km), garantindo conectividade direta aos global cloud providers. Confira abaixo a lista de todos os data centers da companhia:

Fibracem volta a mirar o mercado de data centers no Brasil

A Fibracem, uma das principais fabricantes do setor de telecomunicações, quer se tornar uma referência no mercado brasileiro de data center. A indústria, que já é consolidada no setor de provedores de internet (ISPs), tem, agora, o objetivo de se destacar no segmento de processamento de dados.

De acordo com a CEO da Fibracem, Carina Bitencourt, o constante crescimento do mercado de data centers no Brasil contribuiu para que o departamento de desenvolvimento da indústria focasse ainda mais em soluções voltadas para o setor.

Para ela, garantir uma infraestrutura de TI confiável, com equipamentos para data centers eficientes, tem se tornado um ponto fundamental para que as grandes empresas efetivem negócios. “Hoje, grandes corporações têm focado suas estratégias com base nas análises e gestão dos dados”, comenta Carina.

O fornecimento de produtos pela Fibracem, para o ramo de data center, ocorre desde a década de 90, quando a empresa lançou o primeiro Rack de Parede. ” Desde aquela época, os produtos já eram desenvolvidos por nosso Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, preocupados em garantir as soluções, os produtos passam por testes de qualidade do produto”, ressalta a executiva.

O novo direcionamento da companhia em conquistar o mercado nacional de Data Center chega no mesmo mês [abril], em que a Fibracem celebra 26 anos de atuação no ramo de telecomunicações, tanto no Brasil, quanto em vários países da América Latina.

“Hoje, disponibilizamos ao mercado, uma gama de produtos como os distribuidores ópticos (DIOs), cabos ópticos, racks de parede, desmontáveis e acessórios. E o nosso objetivo é proporcionar ainda mais soluções para este segmento”, elenca.

Mesmo com o setor de Data Center se tornando um foco para a Fibracem, Carina afirma que a empresa continuará trabalhando intensamente para garantir a excelência no ramo de ISPs. “Somos reconhecidos, inclusive com o prêmio Marcas de Destaque da Revista especializada RTI, pelo nosso comprometimento em elevar a qualidade deste segmento”, finaliza.

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Ascenty expande suas operações no Rio de Janeiro

Ascenty, empresa líder no mercado de data center com foco na América Latina, anuncia a expansão de seu data center no Rio de Janeiro, que após sua conclusão, irá operar com 100% de sua capacidade. O projeto de construção desse data center estará concluído no 2º semestre de 2019 e terá investimento de R$ 100 milhões.

O data center do Rio de Janeiro é um carrier neutral, podendo ser abordado por diferentes operadoras para garantir melhor conectividade aos clientes. Recentemente, recebeu a certificação TR3 da TÜV Rheinland, garantindo que o data center apresenta as especificações estabelecidas ainda no projeto.

“Como parte dos nossos planos de expansão, o mercado do Rio de Janeiro é extremamente estratégico, pois grandes companhias atuam na região e algumas já são nossas parceiras em outros data centers da empresa. Assim que concluirmos a expansão dessa unidade, iremos operar com a capacidade total”, afirma Roberto Rio Branco, diretor de marketing e institucional da Ascenty.

O data center do Rio de Janeiro possui potência total de energia de 15 MVA. A Ascenty também conta com uma rede de fibra óptica própria de aproximadamente 150 km no Rio de Janeiro, para atender as principais demandas por conectividade dos clientes hospedados na infraestrutura carioca.

Combatendo silos de rede, agora na nuvem

Por John Maddison, Vice-Presidente Sênior de Produtos e Soluções da Fortinet

Durante a década de 1990, as organizações dedicaram muito tempo e esforço ao desenvolvimento de um modelo de rede com o datacenter no centro e um perímetro bem definido e seguro próximo à borda. Embora inovadora na época, essa abordagem isolava departamentos, linhas de negócios e escritórios regionais – principalmente quando começaram a adotar suas próprias tecnologias de rede e segurança para atender às suas necessidades e exigências específicas. Com isso, os engenheiros de sistemas e os profissionais de segurança que tinham que gerenciar esses hubs de rede desenvolvidos organicamente ficavam funcionalmente sem visibilidade para rastrear dados e recursos ou descobrir e responder a ameaças.

Por fim, as equipes de TI, ao assumir a tarefa de centralizar o gerenciamento e a segurança da rede nos anos 2000, viram que precisavam integrar sistemas incompatíveis, avaliar e dispensar dezenas de fornecedores concorrentes e lidar com equipes locais resistentes a abandonar suas redes desenvolvidas internamente. Ainda pior, a essa altura, muitos desses silos de conteúdo e tecnologia isolados estavam ligados a processos de negócios fundamentais, tornando a transição para um modelo de TI centralizada não apenas demorada e frustrante, mas também muito dispendiosa.

Estamos prestes a fazer tudo isso novamente, agora na nuvem

Com o desafio de abordar essas redes e dados em silos no passado, você imagina que as organizações possuem hoje um plano bem elaborado para a adoção de redes e serviços na nuvem. Mas não é isso que temos visto. A realidade é que qualquer departamento ou pessoa com um cartão de crédito e uma ideia pode comprar seu próprio serviço de nuvem. Com isso, as empresas que analisam sua presença na nuvem geralmente descobrem dezenas ou até centenas de soluções na nuvem não autorizadas e mal protegidas, incluindo coisas tão simples (e potencialmente perigosas) como armazenar dados corporativos ou de clientes em um aplicativo na nuvem e infraestruturas de rede totalmente na nuvem que gerenciam dados e fluxos de trabalho.

Mas não são apenas pessoas e departamentos desonestos que fazem isso. A TI é responsável por boa parte disso. As organizações estão implementando arquiteturas na nuvem complexas, compostas de vários ambientes de nuvem pública e privada. Em vez de seguir um script de integração, essas implementações estão sendo feitas por projeto, com tentativas de abordar questões como segurança – incluindo visibilidade, gerenciamento e orquestração, e controles como correlação de inteligência e resposta a ameaças – após a ocorrência de um fato. Esse é um dos motivos pelos quais os profissionais de segurança relataram aumento de 300% nos ataques a serviços na nuvem em 2017.

Três coisas que você pode fazer

Você não consegue proteger o que não pode ver ou controlar, e isso é exatamente o problema criado por uma rede em silos. Considerando o crescimento e a gravidade dos ataques aos ambientes na nuvem e o possível impacto de qualquer interrupção no seu modelo de negócios digital, é essencial que você fique à frente desse desafio. Aqui estão três coisas que a Fortinet recomenda ao adotar ou expandir sua arquitetura na nuvem:

Desenvolva um plano e obtenha a adesão dos grupos envolvidos. Cada grupo envolvido da sua organização precisa entender os riscos de uma abordagem não estruturada para a adoção de ambiente na nuvem. Todos os aspectos da transformação digital, principalmente a nuvem, precisam fazer parte de um plano integrado ao qual todos devem contribuir, compreender e apoiar. Isso ajudará bastante a evitar que as pessoas ou os departamentos desenvolvam suas próprias soluções de TI inadequadas, conhecidas como Shadow IT, e introduzam riscos novos e desconhecidos.

Crie um ambiente de resposta positiva. Por baixo de cada adição indesejada e desconhecida na nuvem, está uma necessidade de negócio não atendida. Uma das principais razões pelas quais as equipes adotam suas próprias soluções de rede, armazenamento ou aplicativos é que elas sentem que suas necessidades não são compreendidas pelo departamento de TI. Quanto mais rígida for sua abordagem e quanto mais restritiva for sua resposta às solicitações, maior a probabilidade de ter dados e recursos fundamentais armazenados e processados em locais não aprovados. Ouvir e responder às solicitações ajudará muito a eliminar o problema de Shadow IT.

Use e exija padrões abertos. Os dados fluem entre os ecossistemas da rede. Porém, tentar fazer isso conectando e integrando tecnologias isoladas do sistema legado pode sobrecarregar recursos limitados de TI. Os dispositivos de segurança precisam operar usando padrões abertos e sistemas operacionais comuns para rastrear o tráfego de dados e os recursos em diferentes ecossistemas de rede, orquestrar centralmente e gerenciar políticas de segurança, correlacionar informações coletadas de todos os cantos da rede distribuída e coordenar automaticamente uma abordagem unificada com qualquer ameaça detectada em velocidades digitais, desde o núcleo até a nuvem.

Os silos da rede são inimigos da segurança eficaz. Infelizmente, tendo enfrentado esse problema há quase duas décadas, estamos à beira de ter que lutar essa mesma batalha mais uma vez, agora na nuvem. Ironicamente, a raiz do problema é quase idêntica à primeira vez que tivemos que lidar com isso: o desenvolvimento de rede não estruturado e não planejado e o crescimento lento de uma arquitetura acidental de rede e segurança. Só que desta vez, os cibercriminosos possuem ferramentas mais sofisticadas, projetadas para explorar melhor as lacunas que essa abordagem cria e causar mais danos. Ao mesmo tempo, com o crescimento da nova economia digital, mais coisas estão em jogo. Como profissionais de TI, é fundamental estarmos conscientes sobre esse problema antes que ele sobrecarregue nossos recursos e coloque nossos negócios digitais em risco.

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Ascenty anuncia construção de dois novos data centers em Hortolândia

A Ascenty, empresa líder no mercado de data center com foco na América Latina, anuncia a construção de dois novos data centers em Hortolândia. O projeto conta com um aporte de R$ 250 milhões e cada data center terá capacidade de 15 MVA de energia disponível. As operações nas novas unidades se iniciam no segundo trimestre de 2019.

Hortolândia é um importante polo industrial e tecnológico em crescimento. O investimento no município faz parte da estratégia de expansão da Ascenty em linha com a alta demanda das empresas por infraestrutura de alta qualidade. Com os dois novos data centers, a empresa completará três unidades na cidade, e totalizará 14 data centers em operação no Brasil até meados de 2019.

“Ter uma infraestrutura própria é uma opção cada vez menos cogitada pelas grandes empresas. O mercado está totalmente direcionado à terceirização da infraestrutura, bem como, expansão de ambientes híbridos por meio do cloud”, comenta Roberto Rio Branco, diretor de marketing e institucional da Ascenty. “Estamos acompanhando esse rápido movimento do mercado, oferecendo infraestrutura de classe mundial por meio dos nossos data centers, combinada à uma rede própria de fibra óptica para interconectar ambientes físicos aos principais cloud providers do mercado”, completa.

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Empresas têm até 22 de agosto para inscrever seus projetos de data center no DCD>Awards Latin America 2018

O DCD>Awards Latin America, prêmio que reconhece os melhores projetos de empresas em relação à infraestrutura e eficiência de seus data centers, entra na reta final do prazo para a inscrições, que vão até o próximo dia 22 de agosto. Os projetos mais importantes da indústria de data center concorrerão ao prêmio que reconhe liderança, inovação e transformação em toda a América Latina.

A organização já recebeu mais de 80 projetos, tanto de empresas privadas quanto de órgãos públicos. Ao todo, serão 7 categorias, que premiarão desde os conceitos de design, construção e inovação até a adoção de novas tecnologias e os melhores projetos desenvolvidos em equipe.

O anúncio dos finalistas será no dia 3 de outubro. A cerimônia de premiação será realizada no dia 6 de novembro, durante o congresso DCD>Brasil 2018, no Centro de Eventos PRO MAGNO, em São Paulo. O júri do DCD>Awards Latin America terá, mais uma vez, a desafiadora tarefa de avaliar os inscritos, devido ao alto nível técnico e inovador dos projetos apresentados até o momento.

Por outro lado, seguem abertas as inscrições para as categorias 9 – Provedor de Colocation do Ano na América Latina e 10 – Solução mais Inovadora para Data Center do Ano na América Latina, onde os vencedores serão eleitos por voto popular. Os profissionais da indústria poderão votar de 10 de setembro a 20 de outubro.

DCD>Awards – Mais de 75 vencedores

Muitas organizações e profissionais já foram premiados ao longo desses anos pelo DCD>Awards, o “Oscar” que reconhece as melhores práticas na indústria de data center.

Após o sucesso da premiação DataCenter Leaders, concedida na Europa e no Japão há 10 anos, decidiu-se trazer esses troféus para o Brasil. Na primeira edição, em 2011, foram apresentados 62 projetos em 3 categorias. Um ano depois, em 2012, a primeira edição do DatacenterDynamics Awards foi realizada no México. Nesta ocasião, a premiação foi ampliada para 6 categorias.

Em 2017, os dois eventos foram unificados com a ampliação para 11 categorias e contaram com a opinião da indústria de data center, com o voto popular em 3 delas. A última cerimônia do DCD>Awards Latin America foi realizada no dia 26 de setembro, no Foro Masaryk (Cidade do México).

Empresas como Aceco TI, Afip, Antel, Ascenty, Banco Bradesco, Banco Santander, BT, Dataprev, Embratel, Entel, Epsilon, Equinix, Hewlett Packard Enterprise, Kio, Ministério da Cultura do Perú, Sonda, Telefonica e a Universidade Nacional da Colômbia foram algumas das premiadas.

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Ascenty anuncia novo data center em Sumaré

A Ascenty, empresa líder no mercado de data center com foco na América Latina, anuncia a construção de um novo data center no município de Sumaré, o 11º da empresa no Brasil. A primeira fase do projeto conta com um aporte de R$ 300 milhões e deve ser concluída até o início de 2019.

Sumaré é a segunda maior cidade da Região Metropolitana de Campinas, local estratégico para os planos de expansão da Ascenty. Ainda neste ano, a empresa anunciará as localidades de outros três centros de dados no País e finaliza 2019 com 14 data centers em operação no Brasil.

O novo investimento visa atender a demanda das empresas por infraestrutura de qualidade para alocar seus dados em nuvem. Marcos Siqueira, diretor de serviços da Ascenty, comenta que o crescimento da procura por soluções de cloud híbrida e conectividade também é alto. “Nos últimos anos temos visto uma procura cada vez maior por ambientes múltiplos de nuvem com interconexão entre si. A Ascenty se diferencia nesse aspecto, pois oferece conexão fim a fim, por meio da rede própria de fibra óptica, que conecta o escritório da empresa, os principais cloud providers e pontos de troca de tráfego, operadoras de telecom e data centers (da Ascenty ou de terceiros)”, destaca o executivo.

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