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Como planejar a migração de data centers de alta velocidade

Por Carlos Morrison Fell

Tendências como Big Data, mobilidade e Internet das Coisas (IoT) estão gerando um enorme volume de dados. E os provedores de serviços de data centers precisam encontrar formas de suportar velocidades cada vez mais altas. Muitos data centers foram projetados para suportar tráfego de 1 GB ou 10 GB entre os servidores, roteadores e switches. Só que o roadmap Ethernet de hoje vai de 25 /40 GB a até de 100/400 GB, e dentro de alguns anos, até 1 TB. Como resultado, os operadores de data centers têm uma necessidade imediata de migrar sua infraestrutura Layer 1 para suportar velocidades mais altas, e essa nova infraestrutura também deve fornecer latência mais baixa e maior agilidade e densidade.

As tendências recentes apontam que os requisitos de banda larga continuarão crescendo de 25% a 35% ao ano, e o ponto fundamental para isso é a mudança para maiores velocidades de comutação. De acordo com um estudo recente realizado pela consultoria Dell’Oro, as receitas de switches Ethernet continuarão em crescimento até o final da década, com maiores vendas previstas para portas 25G e 100G. A mudança para 25G está bem encaminhada, já que os switches de comprimento de onda para adoção dessa tecnologia estão se tornando mais comuns. Espera-se que as capacidades desses switches continuem se duplicando, chegando em 100G até 2020 e proporcionando uma próxima geração de links de alta velocidade para switches. Uma série de fatores está impulsionando o aumento da velocidade de throughput nos data centers:

• A densidade dos servidores tem aumentado aproximadamente 20% ao ano

• As capacidades dos processadores estão crescendo

• Processadores com vários núcleos e unidades de processamento gráfico (GPUs)

• A densidade de virtualização tem crescido em 30%, o que está impulsionando as velocidades de uplink para switches;

• O tráfego leste-oeste nos data centers ultrapassou o volume do tráfego norte-sul.

Desafios da Migração

Há vários aspectos de design e evolução de cabeamento de data centers que apresentam desafios para aqueles que desejam migrar para velocidades mais altas.

Todo data center é diferente: não existe um método padrão de implantação de cabeamento. Embora os padrões sejam continuamente refinados em torno de tecnologia de cabo e conector de fibra óptica, não existe um roadmap para implementação que se adapte a todos ou à maioria dos data centers.

O ritmo das mudanças está acelerado: o movimento de 1G para 10G Ethernet levou quase uma década, mas a migração de 10G para 25G e 100G levará metade do tempo. Muitas redes foram projetadas inicialmente com infraestrutura que não é tão escalável quanto precisa ser; os especialistas poderiam antecipar um eventual movimento de 1G para 10G, por exemplo, mas, na maioria dos casos, o cabeamento que foi instalado há alguns anos está desatualizado. Os gerentes de data centers precisam atualizar a fibra ou adicionar mais fibras, e essas devem suportar avanços rápidos para 100G ou mais.

Os padrões estão evoluindo: muitos data centers usam fibra multimodo para conectar servidores e switches, mas há alguns anos o estado da arte nessa área de fibra era OM3 ou OM4. Em 2016, os órgãos de regulamentação aprovaram o padrão OM5, que tem rendimento quatro vezes maior de throughput que o OM3.

Os data centers estão se densificando: nos data centers multi-tenant, em particular, os clientes estão reduzindo o tamanho de suas implantações, consolidando a estrutura de rede em etapas menores. Como resultado, eles precisam ser capazes de expandir sua capacidade de rede dentro de um ambiente menor. Alguns sistemas de gerenciamento de cabos mais antigos e painéis de patch não suportam densidades mais altas.

A migração é cara e disruptiva: substituir o cabeamento é um grande salto, mas quando o data center também precisa de sistemas de gerenciamento de cabos de alta densidade e painéis de patch, pode ser um verdadeiro pesadelo. Em grandes data centers empresariais, onde muitas vezes há mais espaço, a migração pode ocorrer em seções, o que reduz a quantidade de interrupções provocadas pela mudança, mas essa não é uma opção nos multi-tenants, por exemplo.

Planejamento da Migração

A estratégia mais importante para a migração de alta velocidade é o planejamento em longo prazo. Muitos data centers permanecem com sua principal infraestrutura atualizada para suportar a próxima geração de switches, roteadores e servidores. O ritmo de mudança está acelerado, por isso, o melhor é fazer um planejamento longo. Escolha um ponto (400G, por exemplo), suponha que o data center exigirá mais fios de fibras do que os disponíveis hoje e compre as fibras mais recentes (multimodo ou monomodo) disponíveis, para que possam suportar a migração futura sem perder o que já foi investido.

Além disso, os arquitetos de data centers devem adotar projetos de baixa latência – atualmente importante para as aplicações para mercado financeiro – e que será um requisito cada vez mais exigido para suportar serviços de IoT, como o uso de carros conectados, por exemplo. Os cabos e conectores que utilizam componentes de perda ultrabaixa oferecerão maior flexibilidade para alcançar baixa latência.

Os responsáveis pela migração devem considerar também as fibras monomodo e multimodo. A primeira delas fornece a mais alta taxa de transferência e alcance, importante em data centers maiores, enquanto a fibra multimodo é mais acessível economicamente e mais fácil de implantar.

Finalmente, escolha o provedor Layer 1 de solução de infraestrutura certo. Os maiores provedores têm operações globais, dessa forma, eles podem fornecer soluções efetivas em todo o mundo. Esses provedores também contam com times de engenheiros na área de aplicativos que vão aos data centers e fazem recomendações apropriadas sobre quais produtos devem ser instalados para que atendam por um longo período de tempo, e garantias de que suas soluções de infraestrutura podem suportar qualquer aplicativo.

Construindo para o futuro

Enquanto o roadmap Ethernet estende-se para mais de 1TB e as aplicações de data centers exigem maiores velocidades de transmissão, a arquitetura deve ser planejada para atender ao futuro. Com a infraestrutura de conectividade adequada, é possível fornecer uma base sólida para a migração de alta velocidade.

Carlos Morrison Fell é diretor de engenharia de aplicações da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe

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Westcon-Comstor inaugura Data Center virtual para que revendedores e fabricantes demonstrem seus produtos aos clientes finais

Uma combinação de sala de reuniões e showroom que permite aos convidados, em um ambiente hands-on, realizar reuniões em um local que atrai e promove conhecimento, especialização técnica e geração de negócios. Assim é o Westcon Technical Briefing Center (WTBC), que a Westcon-Comstor apresenta ao mercado e aos seus parceiros.

O WTBC é mais que um ambiente físico. Por meio de acesso remoto, é possível demonstrar soluções para o cliente onde quer que ele se encontre. Além disso, para responder à tendência da migração para a nuvem, o data center virtual da Westcon-Comstor em São Paulo está conectado a nuvens públicas e pode simular a geração de tráfego do mesmo tipo e volume de determinado cliente para testar o comportamento de soluções da maneira mais próxima possível à sua realidade.

Como funciona

O WTBC é formado por duas salas que simulam um Data Center e promovem aos usuários a experiência com soluções dos principais fabricantes representados pela empresa em um ambiente integrado. O Data Center contempla dois racks (40Us) e uma plataforma Hypervisor para hospedar ambientes virtuais que são integrados por meio de Switch Core 10GB a soluções físicas.

Esses racks irão compartilhar soluções do portfólio Westcon, oferecendo a revendedores e fabricantes a possibilidade de demonstrar, de maneira prática, os seus produtos aos clientes finais. Ou seja, o WTBC fornece um ambiente de laboratório flexível onde fabricante, revendedor e usuário final podem se juntar para o hands-on, demonstrações e capacitação para avaliar melhor as suas soluções. “Nós capacitamos os parceiros para testar e utilizar tecnologias de ponta. E isso sem custo, com o objetivo de ajudá-los a obter melhores ganhos e ciclos de vendas mais curtos”, explica Marcelo Murad, diretor de produtos e engenharia da Westcon para o Brasil.

Interatividade total

No Westcon Technical Briefing Center, a apresentação acontece no modelo de retroprojeção invertida aplicada ao vidro que une as duas salas, o que possibilita a visualização dos produtos e total interatividade. Dessa forma, o WTBC ajuda na capacitação dos parceiros para entender, articular, ganhar experiência prática e fornecer perspectivas sobre como gerar novos fluxos de receita.

O WTBC tem uma abordagem baseada em soluções que incluem tecnologias de áreas como servidor, virtualização e armazenamento, segurança e rede, backup, computação (mobilidade do usuário final) e colaboração (voz IP e vídeo), entre outras. Assim, trata-se de um ambiente estruturado constituído por quatro pilares:

– learn – para entender claramente como essas tecnologias produzirão valor;

– architect – para projetar uma arquitetura de alto nível para seu ambiente específico;

– experience – para tocar, experimentar, testar e aprender sobre essas tecnologias; e

– plan – para estabelecer um plano de integração do centro de dados real.

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Ascenty inicia a operação de seu oitavo data center no Brasil e o primeiro no Rio de Janeiro

A Ascenty, líder no mercado de Data Center com foco na América Latina, iniciou a operação de sua primeira unidade no Rio de Janeiro, com capacidade de 15 MVA de energia. Este é o oitavo data center da companhia em operação no Brasil. Os outros sete estão localizados em Campinas, Jundiaí, Hortolândia, Sumaré, região metropolitana de Fortaleza e dois em São Paulo.

“O início das operações na unidade do Rio de Janeiro é mais um passo importante na disponibilização de serviços de alto desempenho de data center e telecomunicação. Além disso, faz parte do planejamento da empresa de expandir sua atuação no Brasil e América Latina nos próximos anos, por conta da crescente demanda do mercado por infraestrutura e conectividade”, afirma Chris Torto, CEO da Ascenty.

Recentemente, a empresa anunciou a chegada de sua rede de telecomunicações no Rio de Janeiro, que deve apresentar 150 km de extensão na primeira fase do projeto. A Ascenty oferece serviços personalizados de infraestrutura de TI e atingiu a marca de 4.000 km de extensão de sua rede própria de fibra óptica, presente nas regiões metropolitanas de São Paulo, Jundiaí, Campinas e Fortaleza. Atualmente, já são mais de 20 mil estabelecimentos comerciais abordados pela rede de telecomunicações da companhia.

Presente no mercado há sete anos, os grandes diferenciais da Ascenty são agilidade, flexibilidade e foco na prestação de serviços, associados à uma infraestrutura de classe mundial. Todos os data centers da empresa são certificados Tier III, além de importantes certificações como ISO 27001, ISAE 3402, SSAE 16, dentre outras.

Ficha Técnica

O data center foi planejado para uma potência total de energia de 15 MVA, com redundância Tri-bus. Possui sistema de geração a diesel, que permite uma autonomia de 48 horas sem reabastecimento.

Para garantir a refrigeração, opera com sistema de água gelada, com chillers a ar de alto desempenho, sempre com redundância N+2.

O data center é monitorado por câmeras CFTV 24×7, que detectam movimento em alta definição e armazenam as imagens por mais de 90 dias. Possui controle de acesso por dupla autenticação, sendo biometria e cartão magnético, além de contar com o profissionalismo de uma equipe própria de segurança 24×7.

No quesito conectividade, o data center possui duas salas de telecom, com entrada redundante subterrânea de fibra ótica, que possuem conectividade com as principais operadoras de telecom.

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TI Híbrida e a ascensão dos negócios digitais

Por Fabiano Ribeiro, Gerente de Produtos da Sonda Ativas

As infraestruturas de TI já são reconhecidas como um dos principais pilares de qualquer empresa que queira crescer no mercado. As transformações ao longo dos anos mostram a influência que esse segmento tem de alavancar completamente os negócios de uma organização, melhorando a eficiência e a eficácia dos processos da companhia. Além disso, em diversos e recorrentes casos, as soluções e plataformas digitais relacionadas à infraestrutura de TI promovem a descoberta de novos nichos e viabilizam modelos de operação mais modernos nas empresas.

Entre os principais avanços recentes em infraestrutura de tecnologia, está a TI Híbrida e, em especial a Cloud Híbrida. As organizações estão sendo obrigadas a adotar novas estruturas e abordagens de TI a fim de operarem e gerenciarem seus sistemas legados junto a todos os demais sistemas associados.

A TI Híbrida inicialmente concentrava-se em sistemas operacionais e linguagens de desenvolvimento de aplicações. O próprio termo há alguns anos não era quase difundido e estava relacionado à uma combinação de interoperabilidade (comunicação entre sistemas de forma transparente) e integração, exatamente o oposto do que é considerado hoje. Todo sistema diferente exercia uma função exclusiva no ambiente de computação e a integração era apenas uma necessidade para a troca de dados.

Hoje, a TI Híbrida atingiu todos os aspectos da tecnologia, desde servidores e infraestrutura até aplicativos e dispositivos. O objetivo de seu uso está relacionado à otimização para obter o máximo de benefícios de cada elemento de infraestruturas altamente digitalizadas.

Em relação a Data Centers, por exemplo, a abordagem híbrida traz a capacidade de consolidar e correlacionar dados em Nuvem e proporcionar mais amplitude, profundidade e visibilidade. Ela faz com que os profissionais de TI tenham mais segurança e rapidez na gestão de suas informações, aplicações e dados. O conceito híbrido vai também além da Nuvem Híbrida e integra itens como experiência do usuário, aplicações, dispositivos, estrutura de dados, modelos de segurança, entre outros. Ela oferece uma variedade de opções de tecnologia para otimizar a forma como o trabalho é executado.

Estudos apontam que empresas que adotam modelos híbridos de infraestrutura têm três vezes mais chances de alcançar seus objetivos de negócios, revelando que a transformação digital e o uso da TI Híbrida são essenciais para o sucesso competitivo das organizações.

Combinar eficiência, automação, economia de tempo e de custo, simplicidade, conveniência e a melhor experiência para usuários finais são alguns dos objetivos comuns de empresas brasileiras. Com a transformação digital, elas conseguem aplicar esses itens, seja na maneira como os colaboradores trabalham, seja como são executados os processos e a gestão de dados e aplicativos da empresa.

As empresas dos mais variados setores vivem hoje uma grande pressão do mercado, que exige mudança e atualização como uma questão de sobrevivência. A TI híbrida é mais uma frente importante nesse processo de evolução para um modelo de negócios verdadeiramente digital.

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Embratel anuncia novos serviços de TI com foco no mercado corporativo

A Embratel anuncia a oferta de novos serviços de TI para o mercado corporativo. O novo portfólio promove a sinergia entre TI e Telecom e é capaz de gerar ganhos reais financeiros e de produtividade para empresas de todos os portes. Entre as novidades estão serviços de Outsourcing de TI, que inclui infraestrutura básica, serviços gerenciados, Help Desk, Service Desk, Segurança, bem como ofertas de integração de sistemas, suporte e manutenção. Soluções de Cloud Computing, gestão de informações, soluções de Data Centers e de segurança corporativa também fazem parte do novo portfólio da Embratel.

“Com o anúncio de hoje, a Embratel reforça sua posição de liderança e se apresenta como a única empresa do mercado a oferecer um portfólio completo de serviços convergentes de TI e Telecom, com mobilidade, para clientes empresariais de todos os tamanhos”, diz Mario Rachid, Diretor Executivo da Embratel e responsável pela nova área de TI.

Segundo o executivo, a Embratel vem preparando ao longo dos últimos dois anos para o lançamento da nova área. As atividades começaram por meio da Hitss, empresa do grupo América Móvil que foi incorporada este ano. Portanto, a nova oferta já começa estruturada e com uma equipe de mais de 1.000 profissionais especializados, além de contar com o suporte da Embratel, amplamente reconhecida pela qualidade de seus serviços. “Inovação e qualidade estão no DNA da Embratel”, diz Rachid.
A empresa inicia a oferta de serviços de TI de olho num mercado que movimenta anualmente 61 bilhões de dólares no Brasil, segundo dados do IDC. As soluções de TI oferecidas pela Embratel abrangem, ainda, ITO (Infraestrutura), cujos serviços de Service Desk e Help Desk, Suporte Operacional, Serviços de Data Center, Service Delivery Management e Migração, podem ser personalizados de acordo com as demandas de cada cliente. Fábrica de Software (FSW), com certificação CMMI nível 3 também está sendo oferecida pela Embratel para ajudar empresas a terem acesso a aplicações personalizadas inclusive em dispositivos móveis (IOS, Android, Windows), Java e.Net, integração de dados (ODI e OGG), arquitetura SOA, Oracle Siebel, SAP, Portais e Fábrica de Testes.

A oferta de BPO (sigla em inglês para Terceirização de Processos de Negócio) e BSI (em português, Integração de Sistemas de Negócio) reforçam o portfólio da empresa, com ofertas que permitem a gestão e a prática de projetos com tecnologia SAP, Sales Force, Oracle e Amdocs.

Todos os serviços da empresa podem ser customizados às necessidades dos clientes. “Com a Embratel, os clientes têm a vantagem de poder contar com um único fornecedor capaz de gerenciar suas estruturas de TI e de Telecom de forma integrada”, diz o Diretor Executivo, acrescentando que a expertise da Embratel se fortalece com as parcerias internacionais com os maiores fabricantes de hardware, software e sistemas.

“Atuar em TI significa antecipar as necessidades dos clientes em suas estratégias de negócios, tornando-os mais competitivos”, afirma Rachid, destacando que, com a evolução da conectividade, da Internet e da mobilidade nos últimos anos, muitas aplicações empresariais deixaram os limites físicos das instalações e migraram com segurança para o ambiente de Cloud Computing. “Os serviços de Data Center da Embratel, por exemplo, contam com toda a estrutura tecnológica e hosting gerenciado – tanto físico como virtual (Cloud)”, diz ele, destacando que o mercado tem acompanhado a evolução da Embratel em novas áreas. “Nosso Data Center acaba ser premiado como um dos melhores do Brasil, afirma, citando o Prêmio Frost & Sullivan na categoria The Data Center Services Market Provided by Telecommunications Companies.

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Investimentos em data centers crescem 40% com a crise energética

Um levantamento da A2F (www.a2f.com.br), empresa de soluções críticas de TI, revela que a grave crise energética que o Brasil enfrenta está fomentando novas discussões sobre a eficiência energética dos data centers. No fechamento de 10 dos últimos 15 projetos realizados pela empresa, o principal critério para definição das soluções foi promover economia de energia. Em data centers, por exemplo, os gastos com eletricidade e resfriamento podem representar até 44% do custo total da estrutura.

Como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou aumentos que podem chegar a 39,5%, as empresas passam a se preocupar ainda mais em reduzir os gastos com energia elétrica. No setor de TI o assunto já é alvo de constantes discussões, pois à medida que o segmento atinge maturidade, a otimização dos recursos e a preocupação em reduzir custos se tornam prioridades. E nesse contexto, o consumo de energia é um importante indicador da eficiência do ciclo de vida de um hardware. Assim, cresce cada vez mais a demanda por equipamentos com selo e certificações que asseguram a sua eficiência energética.

Uma estratégia para reduzir os gastos dos data centers com energia elétrica é virtualizar o ambiente, o que tem proporcionado crescimento notável da adesão ao modelo de data center definido por software. Outra ferramenta para gerar economia é investir em processadores de baixo consumo, que promovem mais poder de computação por kilowatt. Algumas das características das novas soluções são serem mais compactas e modulares. Esses benefícios contribuem para a redução do espaço físico, o que consequentemente, diminuí o consumo de energia. Outra importante medida para reduzir custos é avaliar as práticas da empresa e criar uma metodologia a ser seguida, assim como realizar uma auditoria energética.

“Algumas ações são essenciais para desenvolver uma visão holística do ambiente de TI e cortar gastos. O primeiro passo é criar um inventário dos seus sistemas atuais, mapear o seu consumo de energia e a localização dos equipamentos”, explica Juliana Ferreira, sócia-diretora executiva da A2F. “Outra importante medida é avaliar periodicamente o plano de negócio e de crescimento da empresa. Isso ajudará a prever necessidades futuras e criar ambientes flexíveis. Também vale consultar políticas governamentais ou de provedores de energia, pois é possível obter descontos ou incentivos econômicos se houver comprovação de eficiência energética”, complementa a executiva.
Além dessas medidas, outras ações simples podem reduzir significativamente o consumo de energia elétrica nos data centers. Confira as dicas da A2F:

• Bloqueie aberturas para cabos com o objetivo de impedir a saída de ar frio;

• Remova os bloqueios de cabos sob o piso que impeçam a circulação de ar;

• Desligue os servidores que estejam sem carga de trabalho;

• Desligue os aparelhos de ar-condicionado das salas de computadores em áreas que estejam refrigeradas em excesso;

• Organize o equipamento de TI em uma configuração que inclua uma ala quente e outra ala fria;

• Posicione o equipamento para que seja possível controlar o fluxo de ar entre as alas quente e fria. Essa medida impedirá que o ar quente circule novamente pelas entradas de resfriamento dos equipamentos de TI;

• Utilize opções complementares de resfriamento de baixo custo, como água ou outros refrigeradores;

• Aumente a eficiência de resfriamento dos racks utilizando um trocador de calor de porta traseira ou um sistema de racks embutidos para dissipar calor de sistemas de computação de alta densidade, antes que ele ingresse na sala novamente.

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IDF 2014: tudo o que você precisa saber sobre as tendências do mundo da tecnologia

A edição 2014 do Intel Developer Forum apresentou as últimas novidades tecnológicas que a Intel tem investido para transformar a vida de bilhões de pessoas no mundo inteiro. O CEO Brian Krzanich deu início à conferência com um amplo conjunto de iniciativas e projetos computacionais demonstrando como a empresa está se movendo rapidamente para habilitar novos segmentos de mercado, onde tudo é inteligente e conectado.

Entre os diversos anúncios, a Intel reforçou o seu pioneirismo em tecnologia para produtos conectados (Internet das Coisas), anunciou uma nova solução de alto desempenho para a próxima onda de redes, e também apresentou novos produtos que darão ainda mais eficiência os produtos móveis e corporativos.

Conheça algumas novidades do IDF 2014:

Intel Edison já está disponível – Conforme adiantado no CES 2014, a empresa anunciou a disponibilidade comercial do Intel® Edison, um computador do tamanho de um cartão SD, habilitado sem fios e pronto para os produtos. A novidade já estará presente em dispositivos pequenos e vestíveis. A oferta foi criada para estimular a próxima onda de dispositivos computacionais. Hardware, software, nuvem, suporte e ecossistema também foram projetados para ajudar os inventores no processo de criação.

O avanço da Internet das Coisas – Barris, cadeiras de rodas e grandes carrocerias e outros objetos estão ficando cada vez mais inteligentes e conectados, com as soluções orientadas a dados para os problemas do mundo real. A Intel tem firmado parceria com diversos players para estender a revolução tecnológica da Internet das Coisas. Para estimular esta transformação, existem quatro áreas-chave que são fundamentais para o sucesso da IoT: segurança, interoperabilidade, padrões industriais e o escalonamento com o ecossistema.

A nova era dos Data Centers – Com o estímulo pelo surgimento da economia de serviços digitais, o futuro do data center está sendo definido pelo aumento dos níveis de otimização da carga de trabalho, pela mudança para a infraestrutura definida por software e pela transformação da indústria de análises avançadas. Para esta demanda, a Intel apresentou as famílias de produtos do processador Intel® Xeon® E5-2600/1600 v3 para atender os requisitos de diversas cargas de trabalho e da rápida evolução das necessidades dos data centers. As novas famílias do processador incluem inúmeras melhorias que fornecem um aumento de desempenho de até três vezes em relação à geração anterior, eficiência no consumo de energia de classe mundial e maior segurança.

Soluções mais eficientes para redes – A empresa anunciou a disponibilidade comercial do Intel® XMM™ 7260 LTE-Advanced modem, que fornece suporte mutimodo FDD LTE para cobertura global. O modem faz parte da segunda geração das plataformas LTE da Intel e estará no próximo smartphone Samsung Galaxy Alpha* Premium. A Intel está fornecendo aos fabricantes de dispositivos uma solução de alto desempenho e eficiente no consumo de energia para a próxima onda de redes e aparelhos LTE-Advanced.
Tendências de interatividade para dispositivos – A família Intel® RealSense™ de software e câmeras de profundidade possibilita uma interação mais natural e intuitiva com dispositivos de computação pessoal. A inovadora detecção e rastreamento facial, detecção de emoção, varredura 3D, fotografia com informações de profundidade, remoção do fundo e o rastreamento das 22 articulações de cada mão para um reconhecimento mais preciso dos gestos livre de toques são possíveis graças à tecnologia Intel RealSense.

Design de referência para tablets Android – Em um esforço para ampliar o portfolio de tablets Android* em todo o mundo, a Intel anunciou o programa Design de Referência da Intel para Android* (Intel® RDA). O programa visa facilitar o trabalho de engenharia para fabricantes de tablets e desenvolvedores de software, ajudando-os a reduzirem custos e tempo necessário para levar um dispositivo ao mercado. Ao participarem desse programa, os fabricantes podem usar seus recursos para inovar em seus lançamentos.

Building Blocks para desenvolvedores – O Vice-Presidente Sênior da Intel, Kirk Skaugen, explicou em seu discurso direcionado para desenvolvedores como a Intel estimula a inovação dos PCs com novos formatos e experiências ao oferecer altos níveis de desempenho do processador para diversos sistemas operacionais. A Intel também anunciou novas ferramentas de hardware e software para desenvolvedores, dando uma prévia das suas próximas tecnologias.

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