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Importância do crédito rural para o Brasil

Por Rafael Sant’Anna

Apesar da perspectiva de queda do PIB brasileiro em torno de 6% este ano, em decorrência da pandemia da Covid-19, o agronegócio continua sendo o principal motor da economia nacional, mantendo suas exportações e o abastecimento interno. Assim, é fundamental que os produtores rurais continuem encontrando condições para investir e cresce.

Nesse contexto, é importante a chamada MP do Agro, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada como Lei Nº 13.986/20 pelo presidente da República, em 7 de abril último. Esta norma foi concebida para modernizar a legislação que regula o financiamento rural no Brasil e atrair recursos do setor privado, especialmente por meio da criação de fundos e garantias em benefício do produtor rural. Trata-se de algo importante para os produtores, pois o texto prevê mudanças relacionadas ao sistema de crédito rural, como aval solidário e o chamado patrimônio de afetação, que interfere na concessão de garantias para a obtenção dos financiamentos.

É fato que existem diversos sistemas de crédito. O Plano Safra 2019/2020, em vigor desde julho do ano, apresentou boas perspectivas para os produtores, com recursos de R$ 225,59 bilhões, sendo R$ 169,33 bilhões para crédito rural (custeio, comercialização e industrialização) e R$ 53,41 bilhões para investimentos. Também importante é o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, com R$ 1 bilhão. Para 2020, haverá R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização nas modalidades de aquisição direta do produtor, contratos de opção de venda e subvenção de preços. O programa vale até 30 de junho.

Mas, não bastam todas essas modalidades de crédito disponíveis. É preciso facilitar o acesso aos empréstimos pelos produtores, especialmente os pequenos e médios. É necessário reduzir a burocracia, apresentação de garantias e mais agilidade. O governo anunciou R$ 31,22 bilhões para o Pronaf e R$ 26,49 bilhões para o Pronamp, R$ 6,46 bilhões a mais do que na safra 2018/2019, o que representa aumento de 32%.

Os juros são interessantes em algumas modalidades, mas é preciso ver, em cada caso, o que é melhor. Para empréstimos relativos a custeio, comercialização e industrialização, as taxas são de 3% ao ano, ou seja, abaixo da Selic, que está em 5%. Também continuam vantajosos os empréstimos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com taxas de 4,6%. Com 6% ao ano, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) já tem juros maiores. Porém, é importante verificar os prazos de carência e pagamento e opções de amortização, para se concluir pela opção mais adequada.

Só que esse dinheiro precisa chegar ao campo. É preciso, também, rever erros do passado, inclusive recente. O crédito rural com juros mais baixos é um dos trunfos da agropecuária e da economia nos países desenvolvidos. No Brasil, embora o agronegócio venha sendo a grande base de sustentação econômica, tem sido complicado acesso do setor a financiamentos, problema agravado pela longa crise econômica nacional.

A tecnologia pode ser um ponto positivo nessa questão, com as fintechs, principalmente as voltadas para o Agronegócio, empenhando-se para trazer opções de transação e até de financiamento, sendo mais uma opção para o produtor.

Assim como diversos setores têm se beneficiado dos bancos digitais e serviços tecnológicos, para ganhar em agilidade, produtividade e conectividade, ligando todos os elos da cadeia, pode ser o momento para que o financiamento no agronegócio também migre para esse universo 4.0.

E isso não deve demorar. Já estamos vendo uma mudança de comportamento no produtor rural, que está recorrendo à tecnologia para encontrar soluções. Em nossa plataforma, por exemplo, identificamos um aumento de 1.400% no número de acesso, entre janeiro e dezembro de 2019, tanto que hoje temos cerca de dois milhões de acessos mensais.

Nesse fluxo, vemos que a busca por serviços, financiamento e crédito ainda é uma porcentagem pequena no número de acessos, mas que está crescendo gradativamente.

Portanto, a grande mudança, além da disponibilização do dinheiro, é fazer com que ele chegue de maneira mais rápida e descomplicada aos produtores, seja por meio dos bancos oficiais, mercado financeiro ou plataformas digitais, que podem ser facilmente acessadas pelo celular.

Somente assim o crédito vai virar alimentos, bioenergia e commodities, produtos da terra com os quais o Brasil tem garantido superávit na balança comercial e que serão, cada vez mais, a nossa grande vantagem competitiva na economia global. Além disso, deve-se considerar que, em curto prazo, o agronegócio é decisivo para a retomada do crescimento mais acelerado e maior do PIB e recuperação nacional no contexto da pandemia da Covid-19.

Rafael Sant’Anna, Country Manager da Agrofy

Cartões de crédito: conversão das compras em dólar

Por Thaís Cíntia Cárnio

A partir de 1º de março, as instituições financeiras deverão, obrigatoriamente, ofertar ao cliente portadores de cartões de crédito internacional a sistemática de pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais na data de cada gasto realizado. Embora essa possibilidade já existisse, os bancos não eram obrigados a oferecê-la a seus clientes, preferindo efetuar a conversão apenas no dia do pagamento da fatura Com essa sistemática, o consumidor bancário tem maior previsibilidade dos gastos com suas compras, possibilitando melhor planejamento orçamentário. Ademais, está a salvo de oscilações do valor da moeda estrangeira, que ocorre por questões completamente alheias a seu controle.

Apesar disso, é importante salientar que os bancos estão autorizados a oferecer as duas modalidades: converter o gasto no dia da compra, ou na data de pagamento da fatura. Porém, se o cliente optar pela conversão no dia do pagamento, deverá manifestar expressamente sua escolha.

Caso o banco ofereça ambas as alternativas, antes de decidir por uma delas, o cliente deve considerar os riscos de variação do valor da moeda. E 2020 promete emoções: eleição presidencial americana, coronavírus, juros brasileiros expressivamente baixos… esses e outros fenômenos afetam o cenário internacional, dificultando prever as taxas de câmbio ao longo do tempo. Considerando que o prazo entre a efetivação da compra e do vencimento da fatura pode variar entre 10 e 40 dias, calcular o valor da fatura apenas na data de pagamento será, verdadeiramente, apostar na sorte.

Em qualquer hipótese, as instituições deverão disponibilizar em todos os seus canais de atendimento a taxa de conversão do dólar dos Estados Unidos para reais, e o histórico dessas taxas.

Thaís Cíntia Cárnio, professora de Direito Empresarial e Mercado Financeiro da Universidade Presbiteriana Mackenzie

BTG Pactual adquire fatia da CredPago

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, acaba de anunciar a aquisição de 20% da CredPago. A empresa, que foi fundada em 2016 e tem entre seus sócios Bruno Gagliasso, nasceu com o objetivo de desburocratizar o mercado imobiliário e desenvolveu uma solução disruptiva para substituir a figura do fiador na locação de imóveis, permitindo ao locatário fazer o processo em poucos cliques e até pagar com cartão de crédito.

“Estamos muito felizes em nos unirmos ao BTG Pactual para formarmos uma empresa ainda maior e mais forte. Além da segurança, agilidade e flexibilidade que já caracterizavam nosso negócio, agora também contamos com a robustez e solidez de uma instituição com presença global para passar a oferecer o seguro garantia financeira”, destaca Sandro Westphal, um dos sócios da CredPago.

Para Leonardo Felix, sócio responsável pelas áreas Corporate e Insurance do BTG Pactual, o negócio sinaliza o momento de transformação e oportunidades do mercado imobiliário. Além disso, reforça a presença e atuação do banco no setor por meio de uma empresa que se destacou pela capacidade de inovar constantemente com soluções para esse mercado. “Ao ter simplificado a jornada de locação, possibilitando maior dinamismo entre as partes envolvidas no processo, a CredPago revolucionou a experiência do aluguel. A empresa foi brilhante em se consolidar como verdadeira parceira das imobiliárias, chegando a mais de 44 mil contratos sob gestão e mais de 9 mil imobiliárias cadastradas em todo o Brasil. Nossa entrada irá impulsionar ainda mais esse crescimento e a taxa de conversão das imobiliárias parceiras da companhia”, ressalta o executivo.

A CredPago busca acelerar seu crescimento em um mercado estimado de 13 milhões de moradias locadas (17% do total) que movimenta R﹩ 150 bilhões ao ano. Com o novo sócio, o portfólio de produtos, serviços e soluções será ampliado, tornando a plataforma mais moderna e a experiência ainda mais completa, facilitando cada vez mais a vida de proprietários, locatários e imobiliárias. O BTG Pactual poderá ampliar sua participação para até 26,25% na nova plataforma, sujeito a determinadas condições.

Inteligência Artificial facilita análise de crédito

De acordo com levantamento da CNC – Confederação Nacional do Comércio – 62,4% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente, maior patamar desde 2015. Para sair do vermelho e colocar as contas em dia, uma das soluções é o crédito pessoal, opção que, infelizmente, não é barata no Brasil.

Com o objetivo de mudar esse cenário e tornar o crédito acessível, a Rebel, plataforma online de crédito pessoal, trabalha com inteligência artificial, método que permite uma análise mais completa e certeira do perfil do cliente, oferecendo uma proposta de crédito personalizada, com taxas, parcelas e juros ideais para cada um.

“Enfrentamos uma série de desafios para tirarmos o mercado de crédito do cenário negativo. Hoje, temos altas taxas de juros, inadimplência, ineficiência, pouca concorrência e etc. Nosso objetivo é liderar uma transformação dos serviços financeiros que são prestados no Brasil, empoderando o consumidor de crédito por meio de uma precificação mais justa para seu perfil”, conta Rafael Pereira, CEO da Rebel.

A fintech se diferencia no mercado por utilizar machine learning e big data na análise de mais de 2 mil variáveis – como, por exemplo, renda mensal, hábitos de compra, padrões de comportamento e alavancagem financeira – para traçar perfis, se antecipando ao Cadastro Positivo, lei sancionada recentemente pelo governo. Já para melhorar a segurança dos dados, a startup é a única a utilizar blockchain na certificação dos contratos.

“Uma de nossas missões é desmistificar a imagem de que crédito é algo negativo. Ele pode trazer, na verdade, uma série de benefícios para consumidores e empresas, sendo uma importante ferramenta para financiar casa, carro e viagens, por exemplo, mas isso somente quando aplicada uma taxa vantajosa para o cliente”, explica Pereira. “Boa parte da população ainda acha mais fácil usar o cheque especial, mas, em um comparativo rápido, se uma pessoa financia, por exemplo, R$5 mil no cartão de crédito, no final de 12 meses pagará mais de R$8 mil. Já no cheque especial, o valor total seria de, aproximadamente, R$10 mil. Na média do crédito pessoal não consignado, ao final de 12 meses, considerando o mesmo valor de R$5 mil, a pessoa pagaria aproximadamente R$7.500. Aqui, na Rebel, com uma taxa a 2,9%, ela pagaria R$5.991,80 ou, a uma taxa de 4,9%, R$6.731,40”, completa o CEO.

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Melhortaxa recebe investimento do Goldman Sachs

A Melhortaxa, maior plataforma digital especializada em crédito imobiliário do Brasil, anuncia a aquisição de participação em seu capital pela Holding Finizy, empresa detida pelo Goldman Sachs e controladora da Meilleurtaux.com na Europa – primeira fintech francesa e sócia minoritária da homônima brasileira. Em 2016, o grupo já havia adquirido uma fatia da fintech brasileira, que também tem operação no México, e decidiu aumentar a participação visando expandir sua presença internacional em mercados fora da Europa.

Lançada em 2014, a Melhortaxa se tornou o maior marketplace especializado em crédito imobiliário do Brasil – sua plataforma online totalmente gratuita permite comparar as ofertas das mais importantes instituições financeiras do país. A previsão da empresa é alcançar, em 2019, a marca de R$ 500 milhões em contratos de crédito efetivados no Brasil e mais de USD 20 milhões no México.

“Em 2018, recebemos mais de 23 mil pedidos online de crédito imobiliário. No último trimestre do ano, tivemos mais de R$ 50 milhões em contratos assinados com os nossos parceiros do setor bancário. A expansão da Melhortaxa no Brasil é acelerada e o nosso objetivo é triplicar a operação em 2019. O início recente da operação no México representa mais um passo na estratégia do grupo de se tornar um player regional na América Latina”, afirma Rafael Sasso, cofundador da Melhortaxa.

Nesse cenário de crescimento, a empresa identificou que um novo sócio poderia agregar muito ao negócio. “O Goldman Sachs detectou um grande potencial de crescimento no nosso modelo de negócios por meio de uma de suas investidas na Europa, a francesa Meilleurtaux.com. Já tivemos uma experiência bem-sucedida e essa parceria vai consolidar ainda mais a nossa atuação”, diz Julien Desvergnes, CEO e cofundador.

O executivo prevê um aumento de 250% na procura diária de clientes por crédito através da plataforma: “A empresa se tornou referência no mercado de crédito imobiliário online e recebemos diariamente mais de 200 solicitações. Graças ao importante aumento das visitas no site, uma grande parte por fluxo orgânico, a previsão é atingir a média de 500 pedidos por dia no primeiro semestre do ano”.

Controlada pelo Goldman Sachs Europa, a Finizy é uma Holding criada em 2013 que concentra diversos players de comparação de produtos do mercado bancário para o consumidor final. Detém empresas como Meilleurtaux.com (referência francesa do crédito e de seguros para o credor), Meilleurbanque.com (comparador de tarifas bancárias), Meilleurassurance.com (comparador de seguros) e Meilleurtauxsolution.com (especialista na recompra de créditos).

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Emprestar dinheiro para outras pessoas e lucrar como bancos: isso existe?

Por Leonardo Rebitte

Vista anteriormente com um pouco de desconfiança pelo mercado e, agora, consolidada como uma opção altamente rentável e eficaz na estratégia de diversificação da carteira de investimentos, a modalidade de renda fixa Peer to Peer Lending (P2P) está atraindo cada vez mais investidores que buscam ganhos bem acima da taxa CDI.

As plataformas P2P baratearam os custos dos empréstimos, possibilitando aos investidores uma rentabilidade anual que pode chegar a 23% (ou 400% do CDI), já descontando o risco de inadimplência. Estes são números superiores à média dos ganhos com a renda fixa ao ano, que fica entre 7% a 8%.

O crédito P2P permite que um investidor empreste dinheiro para uma empresa – e até para outras pessoas – em troca da obtenção de ganhos com os juros. Ele se caracteriza pelo oferecimento de crédito a um custo mais baixo ao tomador e pela alta rentabilidade a quem empresta.

Do ponto de vista de retorno, o investidor tem a oportunidade de se transformar em um banco. E adivinha de onde vem grande parte do lucro dos bancos? Do crédito à pessoa física. Só em 2018, as instituições financeiras tiveram um saldo de R$ 1,791 trilhão proveniente de crédito para pessoas físicas, um crescimento de 8,6%.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro a outra legalmente e receber juros. Em investimentos P2P, o investidor disponibiliza o seu dinheiro diretamente para quem precisa. Dentre as vantagens desse investimento, além do seu retorno financeiro – já mencionado anteriormente -, está a rapidez do processo, que é todo online.

Nessa modalidade, o investidor está no controle e, ao invés de passar por um processo longo e complexo de análise de crédito, ele conta com a tecnologia para agilizar a aprovação dos empréstimos. E como a operação não fica subordinada ao alto valor do spread brasileiro, o custo de toda a operação se torna bem menor.

Vale ressaltar que no caso de empréstimo entre pessoas, o investidor não está sujeito a nenhuma ilegalidade de agiotagem, pois as transações são feitas através de instrumentos legais, como Cédulas de Crédito Bancário (CCB), que o torna dono do direito de recebimento dos juros do empréstimo.

Ok, mas isso é confiável?

Ao investir em empréstimos P2P, o investidor tem o mesmo risco que um Banco ao oferecer crédito na praça. Para minimizar a taxa de inadimplência, as fintechs contam com a mesmas estratégias e tecnologias das grandes instituições financeiras para análise de crédito.

Assim, as pessoas podem emprestar dinheiro entre si com a mesma segurança, solidez e tecnologia e o mais interessante: pegar uma parte do lucro que ficaria com o banco. Por isso que digo que ao investir em crédito P2P, o investidor se torna um banco.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro legalmente e receber juros. O investidor, além de além de auferir retornos maiores do que investimentos mais usuais nos bancos, também ajuda outras pessoas a alcançarem seus objetivos.

Milhares de pessoas estão lucrando e outras milhares foram incluídas de volta ao mercado de crédito ao ter a oportunidade de quitar as suas dívidas com o dinheiro emprestado a juros menores. Outras estão realizando seus sonhos, montando o próprio negócio, reformando a casa e investindo em educação e qualificação profissional.

Claro que aportar dinheiro e ter alta rentabilidade é a meta dos investidores e de pessoas comuns que buscam novas opções de investimentos com alto retorno. Mas, quer saber? Ajudar outras pessoas a alcançarem seus objetivos também é algo prazeroso e o melhor, faz bem para a nossa alma.

Leonardo Rebitte, CEO da Mutual

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Negociação virtual cresce e bancos expandem serviços para o consumidor

Acordos de negociação de dívidas feitos de forma virtual já representam até 40% do total, em algumas instituições. Em um prazo de até dois anos, a negociação online deverá superar a presencial

A negociação online para quitar dívidas de clientes e empresas avança em plataformas e aplicativos oferecidos pelos principais bancos do país: os acordos feitos de forma virtual já representam até 40%, em algumas instituições financeiras, do total. Pela estimativa do setor, as negociações online, entre este e o próximo ano, já deverão ultrapassar as presenciais, feitas nas agências.

A conveniência de dispensar o deslocamento a uma agência e a flexibilidade de horário estão entre as principais razões apontadas por especialistas para explicar o avanço das negociações de modo virtual, explica Fábio Moraes, diretor de Educação Profissional e Financeira da FEBRABAN. Outro fator é a maior discrição e privacidade no atendimento _ uma vez que não há o contato telefônico, eliminando-se, dessa forma, situações que possam causar constrangimentos.

“Com o celular usado em um número cada vez maior de transações e com a conveniência dos serviços digitais, em um prazo de um a dois anos, a negociação online deverá superar a física”, prevê o diretor da Federação. Atualmente, 35% das transações bancárias são feitas pelo mobile banking, de acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. Se somado o internet banking, as operações eletrônicas totalizam 57%.

Independentemente da forma de negociação escolhida pelo consumidor _ se por meio do uso de plataformas ou presencialmente _ é importante ressaltar que os bancos têm políticas de monitoramento dos consumidores endividados, e adotam medidas preventivas e ações voltadas à orientação financeira. Também enviam ao cliente, se solicitado, documentos e demonstrativos que apresentem a evolução da dívida, para que possam entender a composição dos valores apresentados. Estas medidas estão previstas no Normativo de Tratamento e Negociação de Dívidas, lançado em agosto de 2017 pelo Sistema de Autorregulação Bancária da FEBRABAN.

Outro ponto de destaque do normativo de Autorregulação é o estímulo ao uso da plataforma “consumidor.gov.br” do Ministério da Justiça. A plataforma é hoje o principal instrumento usado nos mutirões de negociação de dívidas organizados pelos Procons de todo o país. E os números falam por si: em 2018 foram realizados 45 mutirões com índice de acordo próximo de 80%.

“O normativo amplia a transparência sobre os canais oferecidos para negociação de dívidas, tanto presenciais como eletrônicos. Também contribui para a reestruturação financeira do consumidor”, afirma Amaury Oliva, diretor de Autorregulação da FEBRABAN. A iniciativa é um esforço do setor para enfrentar proativamente um tema sensível, evitando que os conflitos exijam recurso aos órgãos de defesa do consumidor e à Justiça.

Plataformas de negociação

Os principais bancos brasileiros investem em plataformas de negociação online para se aproximar cada vez mais dos clientes endividados e facilitar o pagamento de débitos em atraso pelos canais digitais.

O Itaú Unibanco faz, até 31 de março, a campanha “Conte a sua história para a gente sair dessa com você”. O objetivo é incentivar o processo de revisão de dívidas pelos meios eletrônicos, o que inclui site, aplicativo e chat. “Os canais digitais são, atualmente, um meio de contato fundamental para os clientes que buscam colocar suas finanças em dia”, diz Adriano Pedroti, diretor de Crédito e Cobrança do Itaú Unibanco.

O número de renegociações efetivadas em canais digitais no banco cresceu 72% no ano passado, segundo os dados mais atualizados da instituição. Somente com o Feirão de Renegociação, feito pelo Itaú no último trimestre de 2018, a procura aumentou quase 30%, considerando centrais de atendimento, site, app e agências. O volume de acessos aos canais digitais por clientes em busca de renegociar dívidas teve um aumento de 27% durante a iniciativa.

O Portal Soluções de Dívidas, do Banco do Brasil, atingiu quase um milhão de acordos realizados e ultrapassou mais de R$ 10 bilhões renegociados, desde que foi criado em 2014 pela instituição até dezembro do ano passado. “A quantidade de acordos feitos pela plataforma cresceu 163% e o valor renegociado aumentou 179%, de janeiro de 2017 até agora”, afirma Simão Kovalski, diretor de Reestruturação de Ativos Operacionais do BB.

Considerados todos os acordos contratados em agências e em canais digitais, 40% das renegociações concretizadas pelo BB já são online. Desde o lançamento do portal, mais de 425 mil clientes já renegociaram suas dívidas pelo internet banking ou app.

Com o lançamento de seu Portal de Renegociação no ano passado, o Santander chegou a 30% de acordos feitos por meio de canais digitais. Em 2016, quando o banco iniciou o processo de recuperação de dívidas pelo internet banking e chat, o percentual era 3%. Um ano depois, com a possibilidade de negociar pelo mobile banking, havia subido para 11%. “Neste ano seguiremos investindo em soluções digitais para que possamos alcançar números ainda mais expressivos: 50% de participação no market share”, diz Paulo Cesar Mendes Oliveira, superintendente-executivo de Recuperação de Crédito do Santander Brasil.

Sob medida

“É possível compreender de forma rápida e eficaz o momento financeiro do cliente e oferecer negociações apropriadas à sua capacidade de pagamento”, ressalta Sebastián Duh, superintendente do Departamento de Recuperação de Créditos do Bradesco, ao destacar as prováveis razões para o crescimento dessa forma de negociar os débitos.

Para o executivo, assim também se oferece ao cliente praticidade, comodidade e privacidade, facilitando o processo de negociação. O Bradesco também notou crescimento nas negociações virtuais, principalmente da realizada por meio do celular, que hoje representa 30% do total das negociações em canais digitais.

Já a média diária de acordos feitos nos meios digitais na Caixa foi seis vezes maior em 2018 em comparação ao período de novembro de 2016 – quando a operação foi criada no site- a janeiro de 2017. O número de acordos passou de 235 por dia para cerca de 1.550, segundo Julio Cesar Volpp Sierra, vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa.

O montante renegociado chegou a R$ 772 milhões no ano passado, com 567 mil acordos para pagamentos de débitos em atraso. “A negociação online tem aumentado a cada dia, mas a presencial, nas agências da Caixa, ainda é maior”, diz. “Os nossos clientes mudam o comportamento de forma gradativa para o canal online.”

Impactos

O atual cenário econômico torna ainda mais relevante a busca de serviços mais eficientes e que estimulem os consumidores a decisões mais conscientes, na hora de quitar as dívidas e recuperar o crédito.

O Brasil chegou, em 2018, a 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas, segundo dados do indicador de inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número representa 41% da população adulta do país.

O vice-presidente da Caixa destaca que a instituição tem alcançado índices recordes de reversão da inadimplência nos últimos anos, com iniciativas que incluem a negociação online. Isso ocorre não só nos canais tradicionais – como autoatendimento (ATM), internet banking e mobile banking -, mas por novos meios. “O caminhão da adimplência percorre as cidades para proporcionar atendimento presencial ao cliente que quer negociar suas dívidas”, explica Sierra, da Caixa. Até junho, o caminhão estará em cidades de seis Estados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará.

Educação Financeira

As plataformas de negociação dos bancos também têm investido em conteúdo para internet que vai além das ferramentas para simular cálculos, valores, prazos e prestações. O motivo é simples: sabem que lições de educação financeira têm impacto na taxa de inadimplência. “Estão educando financeiramente e orientando as pessoas sobre como lidar melhor com o orçamento mensal”, afirma Fábio Moraes.

O portal Meu Bolso em Dia, da FEBRABAN, atua com o objetivo de oferecer conteúdo sobre finanças pessoais e ensinar a usar o crédito de maneira consciente para evitar o endividamento. Já acumula mais de 20 milhões de visitantes desde que foi lançado, em 2010.

Em julho passado, o Santander lançou a ferramenta “Meus Compromissos Financeiros”, no app da instituição, para o cliente verificar sua situação e agir de forma preventiva ao endividamento. O acesso já passa de 2 milhões por mês. “Esperamos redução na taxa de inadimplência por levar algo além para o cliente: educação financeira, ou seja, propiciando ferramentas que permitam, de forma preventiva, cuidar da vida financeira”, diz Mendes de Oliveira, superintendente do Santander.

Ainda neste semestre, o Banco do Brasil deve lançar melhorias em seu portal de renegociação para torná-lo mais simples e intuitivo. “Isso sem perder funcionalidades, como permitir o acesso de clientes que não possuem mais conta corrente ativa ou não se lembram de suas senhas”, diz Kovalski, diretor do banco.

Os programas e iniciativas das instituições financeiras para negociações online com seus clientes são tema da reportagem de capa da edição 79 da revista CIAB FEBRABAN divulgada hoje. A matéria completa pode ser lida neste link.

Fonte: FEBRABAN

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O que muda para as empresas a nova metodologia de credenciamento no BNDES FINAME?

Os financiamentos oferecidos por instituições federais ou organismos estaduais para fomentar projetos de P&D e inovação tecnológica são ferramentas importantes para aumentar a competitividade e viabilizar a evolução das empresas. Também para o conjunto da economia, este tipo de fomento impulsiona e fortalece o mercado, promovendo resultados positivos em âmbitos nacional e internacional.

O BNDES, por exemplo, é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e no que tange a projetos de longo prazo, é a principal instituição financeira do país, não só pelo volume dos empréstimos como também pelo número de empresas beneficiárias. Entre suas linhas de financiamento, o FINAME – Financiamento de Máquinas e Equipamentos, tem se destacado por ser um instrumento para equilibrar o caixa das empresas e estimular a competitividade no setor.

Recentemente, o BNDES anunciou a adoção de uma nova metodologia para credenciamento de equipamentos no FINAME, que substitui os atuais índices de nacionalização de valor (INv) e de peso (INp). O novo modelo leva em consideração fatores como os investimentos em inovação (Lei do Bem, Lei de Informática, financiamentos de inovação, etc.), componentes de alta intensidade tecnológica na composição do produto, exportações realizadas, qualificação da mão de obra industrial, diversificação do parque industrial e inserção nas cadeias globais de valor.

Mas de fato, o que muda para as empresas?

A mudança deve impactar também as empresas com produtos cadastrados na categoria FINAME Caso a Caso – FCC, que possuem índices de nacionalização de valor entre 50% e 60%. Esses produtos deverão ser recadastrados na nova metodologia até 31 de maio de 2019. Caso o recredenciamento não seja realizado, esses produtos serão automaticamente excluídos do cadastro do FINAME. Por isso, a indústria de máquinas e equipamentos deve estar atenta aos novos prazos para recredenciamento divulgados pelo BNDES.

Em comunicado, o BNDES detalhou que essa metodologia é mais moderna, flexível e aderente à realidade industrial brasileira, uma vez que não leva apenas em consideração os componentes utilizados na fabricação de um equipamento e sim toda a cadeia de valor utilizada no desenvolvimento do equipamento.

Como fazer o credenciamento no FINAME?

O credenciamento FINAME é um processo criterioso por meio do qual a empresa demonstra que seu produto atende às qualificações necessárias para ser comercializado pelas linhas de financiamento do BNDES. É possível credenciar máquinas e equipamentos; sistemas industriais; componentes; bens de informática e de automação; ônibus, caminhões e aeronaves executivas. No entanto, os produtos devem ser invariavelmente, novos e de conteúdo nacional.

Os produtos credenciados no FINAME são classificados como “F” (Financiado ou Finamizável) e “FCC” (Finamizável caso a caso), segundo a nova metodologia de financiamento. A categoria Finamizável indica que o equipamento pode ser financiado na linha/programa correspondente, sendo também possível a sua inclusão em PACs simplificadas desta linha/programa, desde que esta assim o permita. Já o Finamizável caso a caso (FCC) indica que o financiamento do equipamento na linha/programa correspondente está condicionado à análise prévia pelo BNDES sobre as características técnicas do equipamento. A estes itens não é permitida a inclusão do equipamento em PACs simplificadas nas respectivas linhas/programas.

Entre as vantagens para a empresa realizar o cadastro de seus produtos no FINAME está à inadimplência zero nas operações realizadas através do BNDES, uma vez que o pagamento da empresa será realizado pelo BNDES ou pelos bancos regionais; a disposição gratuita de um espaço no site do BNDES para exposição do catálogo dos produtos da empresa; a disponibilidade de utilização de materiais de divulgação da instituição federal; a preferência em editais e, por fim, a agilidade no credenciamento do cartão BNDES.

O processo para a realização do cadastro é efetivado em duas etapas: mapeamento e pleito de inclusão. A equipe técnica do BNDES analisa a documentação técnica e administrativa, compila os dados e então calcula o índice de nacionalização. A empresa pode acompanhar todo o processo pelo site.

A nova metodologia de credenciamento é positiva para as empresas brasileiras pois foi criada em uma visão de longo prazo e, portanto, leva em consideração a importância para o desenvolvimento de fatores como a complexidade econômica, a diversificação do parque industrial, a forma de inserção nas cadeias globais de valor e a qualificação da mão de obra. Mais do que programas de financiamento, esse tipo de iniciativa deve priorizar o crescimento e inovação das empresas, criando empregos qualificados, proporcionando produtividade e competitividade das empresas para um crescimento sustentável do nosso país.

Por Andressa Melo, Especialista de Produtos da F. Iniciativas, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

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BB lança primeira API de crédito do Brasil

O Banco do Brasil avança na estratégia de Open Banking e lança a primeira API (Interface de Programação de Aplicativos) de crédito do Brasil. Ampliando as parcerias de open banking, oferece agora a contratação de crédito consignado (servidor público e INSS) totalmente digital, com a bxblue, startup que oferece comparativo de taxas de crédito consignado para aposentados, pensionistas e funcionários públicos.

“Em um ambiente de forte competição no crédito, não podemos limitar a oferta de consignado apenas a canais tradicionais. Precisamos disponibilizar o produto onde o cliente estiver, de forma segura e 100% digital. Saímos na frente com esta parceria que aumenta a capilaridade digital do BB em soluções de crédito”, afirma Marcos Renato Coltri, diretor de empréstimos, financiamento e crédito imobiliário do BB.

Por meio da integração, os clientes do BB ganharão agilidade na contratação, uma vez que o crédito consignado contratado via bxblue é creditado rapidamente na conta do cliente, que realiza a simulação e contratação do seu empréstimo por meio de um moderno protocolo de segurança que conecta o BB à bxblue.

“A parceria é um grande marco para a bx, mas também um excelente benchmark para o mercado. Da forma que a API foi construída, o usuário do BB, pode entrar e contratar o seu empréstimo na bxblue em menos de três minutos, e receber o dinheiro em instantes, a qualquer hora do dia ou da noite, de qualquer local do Brasil”, ressalta Gustavo Gorenstein, CEO da bxblue.

“As parcerias que firmamos por meio do open banking vêm para complementar a estratégia do Banco em soluções totalmente digitais, para trazer mais facilidade e agilidade para os nossos clientes, no ambiente que ele estiver, seja no aplicativo da agência de viagens ou no site de uma fintech parceira”, afirma Marco Mastroeni, diretor de negócios digitais do BB.

Open Banking

O Banco do Brasil lançou a sua plataforma de open banking em junho do ano passado, com o Portal do Desenvolvedor (developers.bb.com.br). Em agosto, anunciou a primeira operação estruturada do país, numa parceria com a ContaAzul, que oferece uma plataforma de gestão empresarial para micro e pequenas empresas.

O conceito de open banking compreende a criação de novos negócios e ecossistemas digitais, disponibilizados por instituições bancárias, por meio da integração de seus sistemas. Isso permite que outras empresas e desenvolvedores criem novas soluções, aplicativos e serviços que melhoram a interação entre bancos e clientes.

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Sebrae firma convênio com Bradesco para melhorar o acesso das MPE ao crédito

O Sebrae e o Bradesco firmaram um convênio de cooperação técnica para promover a melhoria das condições de acesso ao crédito por parte das Micro e Pequenas Empresas. O acordo também prevê que o Sebrae ocupará um espaço no inovaBra habitat, do Bradesco, em São Paulo. Além disso, o convênio inclui ainda suporte e mentoria da instituição às startups instaladas no inovaBra, que reúne mais de 170 startups e outras 60 empresas corporates.

A cerimônia reuniu toda a diretoria do Sebrae, o presidente Guilherme Afif Domingos, os executivos do Banco e Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração. “A presença maciça da diretoria se justifica pela importância desse momento. Em vez de dispersar esforços, estamos unindo”, afirmou Afif. “O Sebrae é uma das instituições mais admiradas do país. Estamos felizes por estar a serviço da comunidade e de uma causa”, discursou Trabuco.

O objetivo do convênio é atender empresas com orientações sobre crédito e microcrédito, inclusive para modalidade com a garantia do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Segundo informações da instituição bancária, estima-se que cerca de 1,4 milhão dos 8 milhões de MEIs do país sejam correntistas do Bradesco, mas apenas aproximadamente 200 mil têm conta pessoa jurídica. Trabuco disse que o banco atua na formalização desses empreendedores. “Vislumbramos chegar a 20 milhões de MEIs, a exemplo dos Estados Unidos, que têm cerca de 30 milhões.”

O inovaBra habitat faz parte do ecossistema de inovação Bradesco e foi criado para promover a inovação na instituição. Segundo Mariana Grapeggia, gerente de empreendedorismo e inovação do Sebrae em Santa Catarina, a sala do Sebrae nesse espaço é composta de quatro posições, que serão ocupadas por dois técnicos do Nacional, um de São Paulo e outro de Santa Catarina. Eles estarão disponíveis para dialogar com as startups instaladas, promover a conexão com empresas atendidas pela entidade em outros estados e inseri-las nos desafios tecnológicos. “O objetivo é entender as necessidades desses empreendedores e procurar formas de supri-las”, explicou Mariana.

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Fintech leva 2h30min para arrecadar R$ 140 mil em empréstimos para franqueado do China In Box

Obter empréstimos mais baratos para financiar a expansão de suas franquias. Esse objetivo leva grandes grupos de franqueadores a fechar parcerias com a Kavod Lending – fintech de financiamento coletivo (crowdfunding). A primeira operação da Kavod em parceria com o grupo TrendFoods, dono das marcas China In Box e Gendai, foi lançada para levantar R$ 140 mil em empréstimos para uma franquia da China In Box e o valor foi captado em menos de 2h30min. A Kavod Lending, que também tem parceria com o grupo Sterna Café, aproxima pessoas físicas que querem investir melhor o seu dinheiro e empresas que buscam crédito com taxas mais baixas que as praticadas pelo mercado financeiro tradicional. Os juros para o tomador de crédito partem de 1,1% ao mês e o prazo máximo para pagar é de 24 meses.

“O processo é online, por isso a arrecadação pode ser extremamente rápida. Para o franqueador esse tipo de parceria é interessante porque permite que ele apresente uma linha de crédito muito mais condizente com a necessidade de seus franqueados, atuais e futuros, com muito mais agilidade e menor custo do que os bancos tradicionais”, afirma Fábio Neufeld, CEO e cofundador da Kavod Lending. A iniciativa também é relevante para o investidor, que pode emprestar seu dinheiro para empresas que conhece. O investimento mínimo na plataforma é de R$ 5 mil e o retorno varia entre 170% a 250% do CDI.

Todas as operações da Kavod Lending contam com garantias reais, prestadas pelas empresas que buscam o crédito. Essas garantias podem ser recebíveis de cartão de crédito, alienação imóveis, máquinas, investimentos etc. Além disso, ainda é disponibilizado um Relatório de Risco do Serasa, que é imparcial na análise, com uma nota de crédito (rating) de cada empresa. “A Kavod também realiza uma análise técnica antes de lançar qualquer operação. Essas iniciativas, em conjunto, mitigam o risco da operação e permitem que seu custo seja menor”, ressalta Renato Douek, cofundador e CMO da Kavod.

Grupos de franqueadores, franquias e investidores podem obter mais informações sobre as operações no site http://www.kavodlending.com.

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O que as fintechs de crédito têm a oferecer para o investidor brasileiro – Por Leonardo Rebitte

O mercado financeiro brasileiro ainda é considerado um dos mais tradicionais em relação aos produtos disponíveis: Poupança, Tesouro Direto, ações na Bolsa de Valores, títulos de crédito como LCIs e LCAs e empréstimos como os CDBs, fundos de renda fixa, previdência privada, entre outros, são apenas alguns exemplos.

E mesmo com tantas escolhas, o Banco Central registra que atualmente o Brasil possui mais de 21.700 agências bancárias em seus 5.588 munícipios, e por baixa movimentação ou falta de segurança, se movimentam para fechar agências e baixar custos. Em 2017, o IBGE registrou que 60 milhões de brasileiros maiores de idade eram desbancarizados e essa parcela chamou a atenção das fintechs, por oferecerem novos serviços sem vínculos com outras instituições financeiras.

Nesse cenário onde o modelo bancário está em constante retração, com diminuição de número de agências, redução de funcionários, entre outros pontos, as fintechs de crédito tonaram-se uma solução disruptiva em um sistema bancário que há muito tempo não inova suas práticas.

Com a chegada ao mercado brasileiro, essas fintechs possibilitaram que os pedidos e concessões de empréstimo se tornassem mais simples e descomplicadas, sem grande parte das burocracias exigidas no sistema bancário tradicional. No sistema de empréstimo peer to peer, por exemplo, permite que o investidor defina o valor que será emprestado, em quantas parcelas poderão ser pagas, dia ideal do pagamento e qual o valor da taxa de juros que será aplicado ao empréstimo.

Enquanto a poupança oferece rendimento de 4,9% a.a, a Selic de 7% a.a, o CDB de 9,34% a.a, em um prazo de 12 meses, o rendimento concedido em um empréstimo em uma fintech pode alcançar até 115%, 20 vezes mais que a poupança, de acordo com levantamento da Mutual

Além disso, essas empresas apostam na transparência e em um contato mais direto entre os tomadores e os investidores. Isso corrobora para que o investidor tenha mais controle e informações sobre os seus recursos, sem ficar preso a linguagem bancária ou as instruções de seu gerente.

Além de atrair novos clientes, as fintechs de crédito vêm há mais de 10 anos provando como movimentar a economia de modo saudável. A exemplo do que já acontece nos Estados Unidos, por exemplo, onde esse modelo de negócio tem contribuído para a movimentação do mercado financeiro. Por outro lado, a China também desponta como líder mundial nesse cenário, país onde grande parcela de seus habitantes não tem acesso aos bancos.

A segurança aumenta cada vez mais quando o assunto são transações por meio das fintechs. Com ferramentas que analisam os riscos para cada tipo de operação apoiadas em diversos tipos de informação, principalmente do SCR – Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, onde são avaliadas centenas de critérios em um processo rigoroso que resulta em uma nota de crédito para cada solicitação, a população ganha mais um aliado na hora de pedir empréstimo.

Esse é apenas o início de uma nova prática, que irá se popularizar à medida que as fintechs fizerem parte da carteira de investimentos e se tornarem mais competitivas em seus mercados de atuação.

Leonardo Rebitte, CEO e sócio fundador da Mutual, plataforma de empréstimo entre pessoas.

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