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Computação na nuvem: a maior aliada do e-commerce

Por Fabio Alves, diretor de Infraestrutura e Governança de TI na Linx

Em 2020, o e-commerce apresentou a maior alta de faturamento de sua história, de 122% no acumulado até novembro, segundo a Câmara Brasileira da Economia Digital e a Neotrust. De acordo com a 42ª edição do Webshoppers, a alta de adeptos das vendas on-line foi de 40%, totalizando 41 milhões de pessoas, e tudo indica que em 2021 falaremos de números ainda maiores.

Com tamanho sucesso, pouco se fala sobre quem sustenta todas essas operações nos bastidores: a infraestrutura de TI, sobretudo os softwares de gestão na nuvem. A hospedagem dos e-commerces na nuvem é essencial para garantir lojas processando pedidos e pagamentos sem parar, sem erros e com altos níveis de eficiência. Por isso, indico a seguir cinco pontos que mostram como e por que apostar na computação na nuvem para vender e operar em 2021

  1. Mais segurança e armazenamento, menos riscos

Antigamente, as empresas precisavam investir em servidores potentes para armazenar todas as informações e garantir disponibilidade e velocidade. Os espaços físicos eram grandes, custosos e ainda vulneráveis a danos. Com a computação na nuvem, hospedada em servidores compartilhados e terceirizados por empresas de tecnologia, além de eliminar todos esses riscos, a capacidade de armazenamento é muito maior, praticamente ilimitada, já que para aumentar o espaço basta contratar um novo disco ou sinalizar o aumento da demanda ao fornecedor. Se um dispositivo apresentar alguma falha de processamento, isso também não afetará a base de dados principal, pois são armazenadas em servidores distantes entre si, garantindo o backup e evitando grandes dores de cabeça.

Desta forma, é muito mais fácil se adequar às necessidades de infraestrutura do momento e se planejar para eventuais aumentos nas demandas dos servidores, algo especialmente valioso para quem é dono de um e-commerce. Explico a seguir![

2. Disponibilidade nos picos de demanda

Garantir que as vendas aconteçam é uma das principais vantagens que a tecnologia na nuvem oferece, e isso pode ser observado de perto em datas-chave, com aumento de demanda dos servidores, verdadeiros testes para as infraestruturas de TI. Na Black Friday, por exemplo, a Linx aumentou em 100% os recursos em nuvem para os clientes. Mesmo com o pico de requisições por minuto chegando a 3,9 milhões e o aumento de 32% nas vendas quando comparadas ao ano anterior, não houve falhas ou interrupções nos sistemas, problemas que poderiam minar o desempenho dos lojistas na data mais importante para vender do ano.

Em datas como essas ou em ações promocionais e ofertas, é importante fazer um plano de contingência com antecedência para evitar que a loja, ou outras da rede, fiquem indisponíveis, pois mesmo 10 minutos offline podem impactar o faturamento significativamente.

3. Menos custos, mais eficiência

De acordo com um estudo da International Data Corporation (IDC) e da Cisco realizado em 2015, aumentar o nível de maturidade do uso de tecnologia na nuvem do menor (“ad hoc”) ao maior (otimizado) permite um aumento de receitas de 10,4% e redução de custos de TI em 77%. Ainda falando de dinheiro, uma pesquisa conduzida pela Computerworld em 2016 indica que a economia das empresas ultrapasse 25% com a tecnologia na nuvem.

Do lado da eficiência, deixo mais números falarem por mim: outro estudo da IDC, este de 2013, conclui que a tecnologia na nuvem permite com que a TI cresça 52% em agilidade e produtividade e reduza as paradas do sistema em até 72%.

4. Agilidade e visão estratégica da loja

Outra vantagem é que, com a estrutura da loja armazenada em servidores na nuvem, os dados podem ser acessados e inseridos a partir de qualquer dispositivo e com visibilidade completa do negócio, garantindo mobilidade para os gestores e até a possibilidade de compartilhar novos dados com outros colaboradores conectados na rede simultaneamente, tudo sem perder informação. Se voltarmos no tempo em apenas alguns anos, é possível ver o tamanho desta revolução tecnológica.

5. Governança de TI aliada à computação na nuvem

Por último, mas não menos importante, deixo uma recomendação para otimizar o uso da computação na nuvem. No mundo dos negócios e da tecnologia, é sempre importante se adequar às melhores práticas de segurança e de estratégia para vendas. Por isso, é preciso integrar a computação na nuvem a uma governança de TI de alto nível, com diretrizes, políticas, normas e processos claros e eficientes, que garantam a segurança, otimizem custos e direcionem o uso da tecnologia, assim como todo o trabalho de TI, para um nível muito mais estratégico e alinhado aos objetivos do negócio.

Data Center ou Cloud? O que muda para a minha empresa em meio à pandemia de Covid-19

Por Daniel Reck

Um dos principais ativos que uma empresa possui são os dados e informações relevantes dos clientes. Sem um gerenciamento abrangente da nuvem, qualquer empresa fica suscetível a ameaças de segurança, perda de dados e tempo de inatividade oneroso. E, em tempos de pandemia da Covid-19, as empresas precisam estar atentas à segurança destas informações na nuvem de uma maneira ainda mais minuciosa, enxergando a opção de gerenciar os seus dados em nuvem, o que pode ser feito de forma remota e segura.

Mas afinal, o que muda para a minha empresa? A resposta vem de bate pronto: muita coisa! Quando estamos falando de data center, a parte financeira parece ser o primeiro fator que vem a mente. O investimento, que muitas vezes fica na casa dos milhões, que foi feito para adquirir equipamentos de rede, servidores, storage ou licenciamento, pode ser que se torne desnecessário, caso a economia de um determinado setor esfrie. Ou pode ser pouco, caso seu segmento esteja em alta. Mas, vamos considerar que é um momento de pouco crédito nos bancos e as fábricas estão fechadas para entregar esses equipamentos.

Já para quem é usuário de Cloud, o cenário é outro: o ambiente é elástico, preparado para crescer ou diminuir de acordo com as demandas. Também não é preciso preocupação com os colaboradores se deslocando para desligar fisicamente um servidor que travou, por exemplo, ou até mesmo correr para realizar um backup, quando um servidor resolve “morrer”.

Essas situações que descrevi acima são apenas exemplos entre muitas outras que podem acontecer. É certo que há diferenças básicas entre os dois modelos. Investir em Cloud é ter a certeza de mais flexibilidade. Já os Data Centers são modelos tradicionais que nos obrigam a sustentar quase um ecossistema vivo.

Em um cenário prático, vamos imaginar as implicações logísticas de ter um Data Center in house. Primeiro ponto que é preciso se preocupar com: manutenções preventivas, corretivas e emergenciais. Além disso, existe todo um processo cotidiano: tirar e colocar fitas de backup, trocar HD, desligar servidores quando travarem, contato com técnicos. Enfim, em meio a um cenário de pandemia, no qual muitas empresas estão sendo diretamente afetadas, quanto menos dor de cabeça, melhor.

Enquanto isso, observando o outro lado da moeda, os gigantes provedores de Cloud Pública também possuem todas essas preocupações, mas quem usa os serviços, não! Quem usa, paga pelo uso. Quem não precisa, pode desligar. As necessidades são atendidas com aumento ou diminuição da capacidade. E um ponto importante: nunca é preciso ir fisicamente até os workloads e banco de dados, além de ter acesso ao backup online e sem fitas.

O fato é que estamos passando por um momento muito delicado quanto a economia do país e ao cenário das empresas no geral. Grande parte das companhias precisarão se adequar ao modelo de trabalho home office e começaram a perceber o valor do Cloud. E a sua empresa, já entendeu a diferença entre Cloud e Data Center?

Daniel Reck, Business Account Manager na Claranet Brasil

Startups usam IBM Cloud para oferecer serviços de saúde e educação durante pandemia de COVID-19

Duas startups brasileiras adotaram a nuvem publica da IBM para oferecer novos serviços de saúde e educação durante a pandemia de COVID-19. A Mindify, empresa que desenvolve softwares de apoio a decisões clínicas, criou um sistema voltado para a triagem e acompanhamento de pacientes com suspeita ou diagnóstico de COVID-19, e a Adalace, companhia que oferece aplicações de negócios, está oferecendo de maneira gratuita um sistema de gestão da aprendizagem personalizado. As duas soluções são hospedadas na nuvem pública da IBM. 

O lançamento dessas soluções foram possíveis graças ao suporte do StartuWitIBM, programa que visa apoiar empreendedores e startups por meio de acesso a infraestrutura e serviços em IBM public cloud, que podem chegar até 120 mil dólares por ano em créditos. Esses créditos podem ser usados para acessar mais de 130 serviços da empresa, incluindo o IBM Watson, IBM Blockchain, Analytics e Security. 

Para Flávia Carvalho, líder de startups e ecossistema de desenvolvedores da IBM Brasil, prover tecnologia e orientação para essas startups significa, acima de tudo, incentivar a criação de soluções que podem se tornar essenciais para a sociedade. “Nosso time acompanha de perto desenvolvimentos de plataformas como essa por acreditar no potencial da inovação para o bem-estar de todos. E ter uma parcela de contribuição em projetos tão relevantes mostra que estamos no caminho certo”, comenta. 

Mindify: Ajudando a triagem de pacientes 
O sistema de diagnósticos automatizados lançado pela Mindify pode ser disponibilizado para empresas e instituições de saúde de todo Brasil. A plataforma, que conta com segurança e escalabilidade da nuvem pública IBM, interage a partir de inteligência artificial com o paciente, fazendo perguntas essenciais para o diagnóstico e, após as respostas, realizando a classificação e o direcionamento, de acordo com as respostas, para um profissional da saúde por telefone ou videoconferência. 

Além disso, caso o sistema confirme que o paciente está infectado com o COVID-19, o software realiza contatos diários para acompanhar a evolução do caso e fazer os encaminhamentos adequados a partir da evolução da doença. A solução já está sendo utilizada por planos de saúde e instituições de Goiás e São Paulo, com projetos de expansão para outras regiões do país. 

Segundo André de Paula Ramos, fundador da Mindify, em um período como o atual, em que as idas aos hospitais devem ser evitadas, a tecnologia pode ser uma forte aliada. “Nosso objetivo foi criar uma ferramenta intuitiva e ágil, que permite às unidades de saúde a otimização de tempo com diagnósticos e treinamentos, podendo focar nos atendimentos dos casos mais graves, além de propiciar conforto e segurança aos pacientes que utilizam o serviço”, ressalta o executivo. 

Adalace: Educação de qualidade a distância 
Elaborada por um time de desenvolvedores do Rio Grande do Norte, a solução de gestão da aprendizagem da Adalace é voltada para instituições de ensino de todo o Brasil que desejam continuar trabalhando conteúdos educacionais com alunos remotamente durante o período de quarentena devido à pandemia de COVID-19. A plataforma, que roda na nuvem pública da IBM, disponibiliza uma série de recursos, como textos, vídeos e salas de aulas virtuais, que dão suporte ao processo de aprendizagem, permitindo seu planejamento, implementação e avaliação. 

O sistema oferecido e adaptado pela startup é o Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), um dos pacotes de software educacionais mais populares do mundo. Trata-se de uma plataforma livre que ajuda a criar experiências efetivas no ensino e aprendizado on-line em um ambiente privado e colaborativo. Disponível em mais de 100 idiomas, o Moodle é utilizado por pequenas e grandes organizações, impactando milhões de usuários em todo o mundo. 

O objetivo da Adalace é que o sistema personalizado seja implementado por dezenas de instituições do País, que contarão com a flexibilidade e alta estabilidade da nuvem pública IBM e a capacitação oferecida pela startup para a utilização e administração da plataforma. “Com a compreensão de que a educação é um direito fundamental e observando a dificuldade das organizações em um momento como esse, de pandemia e quarentena, não poderíamos ficar de braços cruzados. Por isso, decidimos usar nossa expertise em prover aplicações com excelência operacional e entregar uma plataforma como essa de forma gratuita”, afirma Samuel Queiroz, CEO da Adalace. 

Empresas de saúde e outras organizações interessadas na plataforma da Mindify podem entrar em contato com startup por meio do site http://www.mindify.net. Já as instituições interessadas em adotar a plataforma educacional da Adalace podem se inscrever por meio do site http://www.adalace.com. 

A nuvem em tempos de crise: chave para a sustentabilidade das organizações

Por Ricardo Fisch

Não é mais novidade que a nuvem é uma ferramenta essencial para a transformação das empresas, permitindo agilidade nos negócios e democratizando o acesso seguro a aplicativos e dados de qualquer lugar com uma conexão à internet. Fato que, de acordo com um estudo da Oracle, estima-se que, em 2025, 80% do fluxo de trabalho e cargas críticas das empresas estejam operando na nuvem.

A nuvem não apenas propõe novas plataformas, mas é a maior mudança no paradigma de uso da tecnologia da informação desde o advento da internet. Nesse sentido, ainda se fala muito sobre seu potencial transformador para os negócios e, ainda hoje, mais do que nunca em tempos incertos, como o cenário de distanciamento social imposto pelo Covid-19, que nos obriga a reorganizar o trabalho em empresas e organizações, vemos o real impacto da nuvem.

Vivemos um momento chave, no qual as decisões devem ser tomadas com rapidez, agilidade e, acima de tudo, com informações em tempo real. Para responder a essa situação, o mundo dos negócios deve estar preparado para dar continuidade e sustentabilidade aos negócios, começando por garantir a conectividade e o acesso às informações com rapidez, segurança e de qualquer lugar.

A segurança das pessoas é a prioridade número um de qualquer empresa, portanto, é crucial garantir que seus funcionários possam manter suas rotinas remotamente e com segurança pela internet. Com a nuvem, podemos pensar em um modelo de trabalho remoto e produtivo, com novas formas de operar e colaborar dentro de uma organização e em relação a outros agentes da cadeia de valor. Um exemplo que estamos vivendo é a atenção na prevenção da ruptura da cadeia de suprimentos em aspectos vitais como medicamentos e alimentos, que são os elementos mais importante neste momento.

As empresas que possuem uma infraestrutura em nuvem têm a vantagem de migrar grande parte da equipe para um modelo remoto, operando sem interrupção, sem perder a segurança de seus dados e protegendo seus colaboradores. Por outro lado, as empresas que ainda não decidiram migrar para a nuvem enfrentarão maiores desafios ao estabelecerem uma estratégia de continuidade do negócio neste marco histórico que estamos vivendo em todo mundo.

Além da habilitação tecnológica, é necessária uma mudança na cultura da organização da mesma maneira que, atualmente, nos lares, em que o teletrabalho e a teleducação coexistem e exigem outra forma de adaptação. Estamos passando por momentos importantes, que ficarão marcados na história dos negócios, a partir dos quais haverá aprendizados e lições que promoverão o uso estratégico da tecnologia.

Estabelecer um modelo sustentável dentro da organização que minimize o impacto econômico desse momento e garantir a continuidade da cadeia de suprimentos não é mais apenas uma questão de negócios, é um ponto crucial da responsabilidade social das empresas, do estado e das organizações sociais.

Ricardo Fisch, head global dos serviços Cloud do gA

Computação em Nuvem tem potencial inexplorado para transformar negócios

Por José Saldanha

Entre as distintas e relevantes transformações que estão revolucionando o mercado, há uma que ainda passa um pouco despercebida, embora tenha bastante potencial para transformar negócios: a computação em Nuvem.

Pesquisa do Gartner revela que, até 2022, 75% de todos os bancos de dados serão implantados ou migrados para uma plataforma baseada em Nuvem, tendência que será em grande parte direcionada para análises de informações e vendas de softwares como serviços (SaaS).

A mesma consultoria revela que, até 2020, empresas que não utilizam computação em nuvem serão tão raras quanto as que hoje não utilizam internet. Já a Forbes afirma em estudo que o mercado da computação em nuvem deverá faturar mais de US$ 162 bilhões em 2020.

Apesar disso, a temática ainda não está sendo observada de forma estratégica na ampla maioria das empresas que operam no Brasil, sobretudo diante da ausência de orçamentos direcionados para esse tipo de ação e da falta de grupos de executivos capazes de liderar essa transformação dentro das organizações.

Entre os benefícios da migração para a Nuvem, está a facilidade de monitorar indicadores de desempenho por executivos de locais diferentes, que, utilizando diversos dispositivos de acesso à rede, podem acompanhar em tempo real distintas linhas de negócios, como operação, produtos, vendas e pagamento de impostos.

Essa é uma perspectiva mais integrada de transformação digital nas empresas que só tem a contribuir para a agilidade na tomada de decisões e o direcionamento de estratégias de negócios customizadas por produtos, regiões e preferências dos consumidores.

Com as áreas conectadas na nuvem, e o acesso aos dados facilitado, há espaço, ainda, para a geração de indicadores e análises preditivas dedicadas a reforçarem a percepção de valor, evidenciarem diferenciais e ampliarem a competitividade das empresas de todos os setores da economia.

No varejo, por exemplo, com a utilização de determinadas tecnologias em nuvem, a força de vendas pode estar mais alinhada aos objetivos estratégicos por meio da integração de dados pulverizados para que haja uma atuação mais cirúrgica e assertiva sempre que conveniente.

Para as empresas de entretenimento, que têm demandas pontuais quando há intensa venda digital de ingressos, por exemplo, servidores hospedados na nuvem podem ser contratados sob demanda, o que também contribui para ganho de escala e redução de custos.

Embora muitos não percebam, grande parte das atividades cotidianas de trabalho e vida pessoal já estão atreladas à nuvem. Ela garante acesso a arquivos a qualquer momento, de qualquer lugar, com diferentes dispositivos. As empresas também estão utilizando esse recurso para gerenciarem dados e ampliarem a experiência do cliente.

Em um mundo cada vez mais globalizado, competitivo e digital, as empresas que não forem ágeis e assertivas na tomada de decisões estratégicas poderão se tornar obsoletas e perderão ótimas oportunidades. Não há tempo a perder e, dentre todas as transformações do mercado, certamente investir na computação em nuvem será cada vez mais determinante para o sucesso dos negócios.

É interessante que, nesse processo de migração, as empresas contem com uma metodologia que analise esse desenvolvimento a partir do ponto de vista do negócio, construindo um roteiro alinhado com o processo de transformação da própria empresa, acompanhado de gerenciamento de mudança, segurança e governança.

José Saldanha, sócio-diretor de Alianças e Soluções em Nuvem da KPMG no Brasil.

Como e por que migrar para a nuvem?

Por Fernando Nunes, arquiteto de soluções da Claranet Brasil

Uma migração para a nuvem não precisa acontecer do dia para a noite. É preciso pensar cada detalhe do seu ambiente físico e aplicações, e como eles irão se comportar depois de migrados. Muitas empresas se deparam com a necessidade de expandir seu parque de TI e esbarram na limitação do data center que só é escalonável até certo ponto, exigindo maior tempo de trabalho extra, interrupção de serviços e falhas que deixam o ambiente inoperante. É aí que entra a nuvem!

Para um time de projetos, a decisão sobre um provedor de nuvem envolve questões sobre onde haverá maior escala, serviços disponíveis por região e recursos que se tornam infinitos. Mas o que isso gera além da redução de custo se comparado com o ambiente on-premise? Mais segurança, infraestrutura durável, gerenciamento de dados, crescimento do seu negócio e lucros a partir de novos clientes que verão que sua plataforma/sistema é confiável e está sempre disponível independentemente do tamanho de sua corporação.

Falhas são inevitáveis em qualquer sistema, tanto on-premise ou na nuvem, mas neste último ambiente, ao criar os serviços com redundância, realizar testes de falhas em conjunto de servidores/aplicações, torna-se possível mapear se a sua migração foi bem-sucedida. É importante lembrar que a redução de custos nem sempre é o principal fator para migrar para nuvem, mas sim a forma que se pode usar a elasticidade de servidores ou substituir um conjunto de servidores que rodam rotinas pontuais por serviços que têm uma performance muito mais rápida.

Neste processo de migração, apenas “jogar” tudo o que você tem na nuvem com o intuito de solucionar todos os problemas não é exatamente uma opção correta. É necessário estabelecer passos de evolução do seu ambiente para que ele se torne independente, a fim de que somente o seu time de DevOps tenha atividades diárias para atuar nos deploys e também para que os testes ponham em prática a correção de problemas sem parar o ambiente produtivo – o que também é chamado de entrega contínua “CI/CD”.

Para migrar de forma segura, é necessário buscar um parceiro de nuvem com know-how a fim de incorporar recursos no projeto de migração e assim usar todos os benefícios que tem a disposição. E o desafio pode ser orquestrado nas cinco etapas, descritas abaixo.

avaliação: antes de migrar qualquer servidor, seja ele produtivo ou de homologação, você precisa fazer um levantamento ou inventário de toda a sua tecnologia atual;

piloto: nesta fase, podemos eleger alguns ambientes que podem ser do mais crítico ou menos impactante e migrá-lo para nuvem a fim de analisar como se comportam, realizando uma rodada de testes com usuários que não impactem a produção;

migração de dados: durante um planejamento, muito se questiona sobre o que levar primeiro para a nuvem. O mais assertivo é levar, em primeiro lugar, todos os dados, por se tratar de um volume alto de informações. Levando os dados primeiro, nós podemos medir a performance real e toda e qualquer aplicação estará já conectada com o provedor de nuvem;

migração de aplicações: esta é a fase mais delicada do projeto, pois é neste ponto que começam a ser tomadas as decisões sobre o que levar, o que pode parar nesse primeiro momento, janela de manutenção e etc. A melhor forma de fazer esta movimentação é usar o método “lift and shift”, que consiste em mover um aplicativo ou operação de um ambiente para outro – sem recriar o aplicativo;

otimização: depois de migrado o ambiente e com tudo funcionando na nuvem, vem o trabalho onde todos os ajustes podem ser iniciados, como os de infraestrutura baseado no consumo, de conversão de servidores em serviços providos pela nuvem, entre outros., arquiteto de soluções da Claranet Brasil

Uma migração para a nuvem não precisa acontecer do dia para a noite. É preciso pensar cada detalhe do seu ambiente físico e aplicações, e como eles irão se comportar depois de migrados. Muitas empresas se deparam com a necessidade de expandir seu parque de TI e esbarram na limitação do data center que só é escalonável até certo ponto, exigindo maior tempo de trabalho extra, interrupção de serviços e falhas que deixam o ambiente inoperante. É aí que entra a nuvem!

Para um time de projetos, a decisão sobre um provedor de nuvem envolve questões sobre onde haverá maior escala, serviços disponíveis por região e recursos que se tornam infinitos. Mas o que isso gera além da redução de custo se comparado com o ambiente on-premise? Mais segurança, infraestrutura durável, gerenciamento de dados, crescimento do seu negócio e lucros a partir de novos clientes que verão que sua plataforma/sistema é confiável e está sempre disponível independentemente do tamanho de sua corporação.

Falhas são inevitáveis em qualquer sistema, tanto on-premise ou na nuvem, mas neste último ambiente, ao criar os serviços com redundância, realizar testes de falhas em conjunto de servidores/aplicações, torna-se possível mapear se a sua migração foi bem-sucedida. É importante lembrar que a redução de custos nem sempre é o principal fator para migrar para nuvem, mas sim a forma que se pode usar a elasticidade de servidores ou substituir um conjunto de servidores que rodam rotinas pontuais por serviços que têm uma performance muito mais rápida.

Neste processo de migração, apenas “jogar” tudo o que você tem na nuvem com o intuito de solucionar todos os problemas não é exatamente uma opção correta. É necessário estabelecer passos de evolução do seu ambiente para que ele se torne independente, a fim de que somente o seu time de DevOps tenha atividades diárias para atuar nos deploys e também para que os testes ponham em prática a correção de problemas sem parar o ambiente produtivo – o que também é chamado de entrega contínua “CI/CD”.

Para migrar de forma segura, é necessário buscar um parceiro de nuvem com know-how a fim de incorporar recursos no projeto de migração e assim usar todos os benefícios que tem a disposição. E o desafio pode ser orquestrado nas cinco etapas, descritas abaixo.

– avaliação: antes de migrar qualquer servidor, seja ele produtivo ou de homologação, você precisa fazer um levantamento ou inventário de toda a sua tecnologia atual;

– piloto: nesta fase, podemos eleger alguns ambientes que podem ser do mais crítico ou menos impactante e migrá-lo para nuvem a fim de analisar como se comportam, realizando uma rodada de testes com usuários que não impactem a produção;

– migração de dados: durante um planejamento, muito se questiona sobre o que levar primeiro para a nuvem. O mais assertivo é levar, em primeiro lugar, todos os dados, por se tratar de um volume alto de informações. Levando os dados primeiro, nós podemos medir a performance real e toda e qualquer aplicação estará já conectada com o provedor de nuvem;

– migração de aplicações: esta é a fase mais delicada do projeto, pois é neste ponto que começam a ser tomadas as decisões sobre o que levar, o que pode parar nesse primeiro momento, janela de manutenção e etc. A melhor forma de fazer esta movimentação é usar o método “lift and shift”, que consiste em mover um aplicativo ou operação de um ambiente para outro – sem recriar o aplicativo;

– otimização: depois de migrado o ambiente e com tudo funcionando na nuvem, vem o trabalho onde todos os ajustes podem ser iniciados, como os de infraestrutura baseado no consumo, de conversão de servidores em serviços providos pela nuvem, entre outros.

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Gartner: negócios digitais estão forçando serviços de Infraestrutura em Nuvem para além de seus limites

Pesquisas do Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, apontam que as iniciativas de negócios digitais estão forçando os fornecedores de serviços de infraestrutura baseadas em Nuvem a expandirem suas ofertas para além das tecnologias de Edge Computing para oferecerem os chamados serviços de pontos de contato digital.

De acordo com o Gartner, um ponto de contato digital (touchpoint digital, em inglês) é todo e qualquer tipo de interação entre usuários e um dispositivo, produto ou serviço digital. Por exemplo: quando um indivíduo faz uma sessão de perguntas e respostas com um chatbot, reserva um voo on-line ou usa um rastreador de condicionamento físico.

“Criar ‘momentos de negócios’ em pontos de contato digitais é a nova maneira escalável de engajar os clientes”, diz Rene Buest, Diretor de Pesquisa sênior do Gartner. “Os fornecedores de serviços de infraestrutura que não conseguirem abraçar esse desenvolvimento perderão sua presença junto aos clientes, no futuro, e precisarão lutar para interagir de perto com os consumidores novamente”.

O Gartner prevê que, até 2021, 65% dos fornecedores de infraestrutura global gerarão 55% de sua receita por meio de serviços relacionados às ferramentas de Edge Computing que ajudem seus clientes a criar estes momentos de negócios em pontos de contato digitais.

Organizações estão engajando seus clientes com novos pontos de contato digitais

A explosão da Internet das Coisas (IoT) e de interfaces de interação homem-máquina está empurrando os recursos e serviços de computação para mais perto das demandas necessárias para o funcionamento dos pontos de contato digitais, na borda da infraestrutura das organizações. Ao mesmo tempo, um número cada vez maior de companhias está se concentrando na ponta para se envolver mais de perto com os clientes em pontos de contato digitais.

De acordo com uma pesquisa do Gartner*, 27% das organizações já planejam explorar a computação de ponta como parte de sua estratégia de infraestrutura. Até o final de 2019, 70% dos entrevistados esperam que a computação de borda se torne relevante para o seu plano de infraestrutura.

Indo além da Edge Computing para oferecer serviços de contato digital

Embora a Computação em Nuvem forneça a base para infraestruturas ágeis, como facilitadora da tecnologia de back-end para negócios digitais, o fato é que as demandas necessárias para as iniciativas de pontos de contato digitais são diferentes. Isso se deve aos requisitos de tomada de decisão e interação em tempo real, ao crescimento dos dados produzidos a cada interação e à demanda por segurança, autonomia e privacidade acerca das informações. Como resultado, o armazenamento e os serviços de processamento precisam estar localizados fisicamente mais próximos das pessoas, o que força a colocação dos serviços em Nuvem nas estruturas de Edge Computing.

Até 2022, o Gartner estima que metade das grandes organizações integrará os princípios de Edge Computing em seus projetos. Isso ocorre em parte porque, até 2022, US$ 2,5 milhões serão gastos a cada minuto na Internet das Coisas (IoT) e 1 milhão de novos dispositivos de IoT serão vendidos a cada hora.

“Esse enorme crescimento precisará ser apoiado por ambientes de infraestrutura confiáveis e ​​que suportem a proximidade, baixa latência, alta largura de banda, autonomia e privacidade”, explica Buest. “A Computação em Nuvem não é mais suficiente. Os fornecedores de serviços de infraestrutura devem explorar esse crescimento estendendo os serviços além da margem definida para oferecerem suporte ao funcionamento dos pontos de contato digitais”.

Concentrando-se na entrega dos pontos de contato digitais, os fornecedores de serviços de infraestrutura poderão impulsionar sua cadeia de valor de entrega às companhias, com componentes rápidos e próximos de onde os usuários finais interagem com as empresas. Possíveis serviços podem incluir:

• Gerenciamento de infraestrutura: essa opção de serviço permite uma abordagem de plataforma de infraestrutura abrangente, do núcleo dos recursos alocados em Nuvem até as aplicações baseadas em Edge Computing, com o objetivo de oferecer suporte aos pontos de contato digitais dos clientes. Também inclui o requisito de controlar, categorizar e implantar a infraestrutura, com aplicativos, serviços e conectividade necessários em um estilo definido por software.

• Integração de infraestrutura: este recurso garante uma integração de serviços de infraestrutura firme, suave e orientada por API com infraestrutura local, dispositivos de ponta, serviços em Nuvem, plataformas de middleware, dados, processos, gateways e dispositivos móveis.

• Segurança de infraestrutura: fornece os serviços e ferramentas necessários para garantir o gerenciamento de segurança holística de infraestrutura, com análise de plataformas, dispositivos, aplicativos, dados, processos e usuários.

• Gerenciamento e controle de dados: entrega gerenciamento completo do ciclo de vida de dados gerados e coletados nos pontos de contato digitais e de Edge. Nesse serviço, uma cadeia sustentada que integre a rede em Nuvem, as aplicações de Edge Computing e os pontos de contato digital deve ser implementada para garantir que os dados sejam gerenciados e compatíveis em cada estágio.

Pesquisas adicionais sobre o tema serão apresentadas durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações & Estratégia de Cloud, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, em São Paulo. No evento, analistas brasileiros e internacionais vão apresentar conexões vitais entre tecnologias, gestão e cultura com um foco especial na liderança de cada função de Infraestrutura e Operações (I&O).

Interessados em participar do evento devem contatar o Gartner pelo e-mail brasil.inscricoes@gartner.com, pelos telefones (11) 5632-3109 e 0800 774 1440, ou pelo site www.gartner.com/pt-br/conferences/la/infrastructure-operations-cloud-brazil.

*Nota: Número avaliado com base na Pesquisa Empresarial 2018 do Gartner. Levantamento realizado para aprofundar o entendimento sobre o panorama atual da tecnologia corporativa, com foco nas perspectivas dos funcionários de nível sênior. A pesquisa foi realizada de forma on-line, de novembro a dezembro de 2017, com 771 entrevistados de organizações com mais de 20 funcionários localizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Brasil, China e Índia.

Como impulsionar a transformação digital por meio de arquiteturas nativas em Nuvem

Por Michael Allen, Vice-Presidente e Chief Technology Officer da Dynatrace para EMAE

Não há dúvida de que tudo está mudando para os ambientes em Nuvem. As receitas globais de serviços baseados em Cloud Computing atingirão US$ 554 bilhões até 2021. No entanto, embora todos saibam que a movimentação de dados para servidores em Nuvem está se acelerando, muitas organizações ainda enfrentam o desafio de migrar, com êxito, suas aplicações para este novo ambiente digital.

Para que as empresas possam se beneficiar totalmente das vantagens que a Computação em Nuvem tem a oferecer, elas precisam trabalhar mais do que em uma simples operação de “mudança”. As organizações que simplesmente movem suas aplicações existentes diretamente de um ambiente local para as estruturas em Nuvem terão dificuldades com o consumo ineficiente de recursos e com a contínua demanda de otimizar a performance, inovando seus processos com rapidez. No entanto, reconstruir tudo do zero pode ser incrivelmente caro e demorado. Isso deixa a questão: como as organizações podem aumentar suas chances de garantir uma transformação bem-sucedida na era da Computação em Nuvem?

Traçando um curso para a Nuvem

Antes que qualquer decisão seja tomada sobre como migrar aplicações para a Cloud, é importante que as organizações realizem uma ampla avaliação de seu ambiente local. Eles precisam identificar, por exemplo, o que pode ser movido para os servidores baseados em Nuvem e quais dados devem permanecer nos servidores físicos da companhia. Em alguns casos, é possível simplificar a migração das informações com a utilização de soluções SaaS (Software as a Service) dedicadas a garantir a melhor experiência de usuário possível.

Para a migração de aplicações personalizadas para os servidores em Nuvem, no entanto, geralmente a melhor abordagem é reformulá-las em microsserviços e Contêineres. Essas arquiteturas nativas da Computação em Nuvem facilitam o processo para que as organizações consigam aproveitar plenamente os benefícios da Cloud. Eles permitem que as organizações atinjam a agilidade e a flexibilidade, o que significa a oportunidade de dimensionar os recursos e custos de acordo com as flutuações no tráfego de dados a ser gerenciado. Dessa forma, os gastos operacionais e de armazenamento podem ser reduzidos, e a implementação de novas soluções se torna mais rápida.

Nuvens de tempestade à frente

Embora as aplicações de arquitetura nativa em Nuvem apresentem benefícios que superam os tradicionais, o fato é que o desenvolvimento dessas novas aplicações trouxe à tona processos mais complexos e que agregam uma série de desafios e custos para o ecossistema de Nuvem corporativa. Pesquisas indicam que, hoje, as transações na web e em dispositivos móveis cruzam uma média de 35 sistemas de tecnologia diferentes, contra apenas 22 aplicações utilizadas há cinco anos. Em grande parte, isso ocorre porque as organizações estão executando ambientes de Nuvem híbridos e extremamente complexos, com aplicações que se situam em várias plataformas digitais e sistemas locais.

Os microsserviços e Contêineres adicionam ainda mais camadas de complexidade a essa pilha de tecnologia, criando ambientes ainda mais difíceis para se analisar, acompanhar e entender. Esses ambientes também são mais dinâmicos, o que significa que aplicações anteriormente estáticas estão passando por constantes mudanças. O “ruído” extra que isso cria pode tornar infinitamente mais difícil para as empresas identificar e corrigir a causa raiz de quaisquer problemas de performance que surjam.

Combatendo o enigma da complexidade

Como resultado, antes de iniciar o processo de reprojetar aplicações para a Nuvem, as empresas devem analisar como dividir seus dados em microsserviços para garantir que realmente funcionem nesse novo ambiente e forneçam os benefícios de inteligência e resultado desejados. Também deve-se garantir que tenham a capacidade de manter visibilidade e controle de fim a fim sobre a experiência dos usuários, apesar da complexidade adicional que está sendo introduzida em seus ambientes híbridos e de várias Nuvens.

Basear a performance da aplicação antes da migração fornecerá uma imagem clara do comportamento “normal” desses sistemas para que as organizações possam identificar rapidamente quaisquer degradações introduzidas pelo processo de reprojetar aplicativos em microsserviços e Contêineres. Além disso, as empresas precisam de uma maneira para monitorar em tempo real a performance de suas aplicações nativas em Nuvem, permitindo que possíveis problemas possam ser resolvidos antes que a experiência do usuário seja afetada.

As abordagens tradicionais de monitoramento são simplesmente incapazes de fornecer o alto nível de visibilidade exigido pelos complexos ecossistemas nativos de nuvem atuais, o que apresenta um grande risco, pois a performance das aplicações não pode ser garantida – um risco que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de assumir.

Céu limpo à frente

Esse desafio só pode ser superado com novos sistemas e abordagens de monitoramento que têm inteligência artificial avançada e automação em seu núcleo. Esses recursos trazem a oportunidade para que as equipes de TI consigam descobrir e analisar as complexas interdependências entre componentes nativos de infraestrutura e de aplicações armazenadas em Nuvem. Isso fornece à empresa uma percepção situacional em tempo real para seus ecossistemas de tecnologia Cloud, facilitando muito a identificação e a correção de problemas de performance antes que eles afetem a experiência do usuário.

Como acontece com qualquer grande mudança tecnológica, a reorganização de aplicações em microsserviços e Contêineres não é isenta de suas armadilhas. No entanto, com as medidas e ferramentas corretas, as empresas poderão colher plenamente os benefícios de versatilidade, agilidade e flexibilidade que a Nuvem Corporativa moderna tem a oferecer. Essa capacidade será uma grande vantagem na corrida pela Transformação Digital que está ocorrendo em todos os setores e em todas as organizações.

Três Desafios da Nuvem para se preparar em 2019

Por Carlos Mattos

Como o papel tradicional dos executivos de tecnologia continua evoluindo, a única promessa garantida para 2019 é de mais pressão para entregar soluções que atendam às expectativas de clientes e parceiros.

No final do ano passado, segundo o IDC, quase metade dos gastos com TI foram baseados em nuvem, com uma previsão de atingir 60% de toda a infraestrutura de TI e 60-70% de todos os gastos com software, serviços e tecnologia até 2020.

É imperativo que as empresas vejam a computação em nuvem como um elemento crítico de sua competitividade, não apenas como um custo que precisa ser cuidadosamente gerenciado. Em 2019, as empresas terão que equilibrar as capacidades da mais nova tecnologia em nuvem, enquanto se concentram na segurança.

Aqui estão três tendências em computação em nuvem para as quais as empresas devem se preparar em 2019:

1. O número de serviços e soluções em nuvem (SaaS, PaaS, IaaS) continuará a aumentar

Haverá uma explosão de novos serviços e soluções em nuvem, e aqui estão algumas estatísticas para provar isso.

O software como serviço baseado em assinatura (SaaS) apresentará um crescimento anual na ordem de 18% até 2020, de acordo com a Bain & Company.

O investimento em plataforma como serviço (PaaS) crescerá de 32% em 2016 para 56% em 2019, tornando-se o setor de plataformas em nuvem que mais cresce, de acordo com a KPMG.

O mercado de infraestrutura como serviço (IaaS) deverá atingir US $ 72,4 bilhões em todo o mundo até 2020, segundo o Gartner.

Se julgarmos pelas tendências atuais da computação em nuvem, o número de soluções em nuvem nos setores público e privado se expandirá ainda mais em 2019. Esperamos ver mais organizações aproveitando a simplicidade e o alto desempenho que a nuvem garante.

2. Mais empresas irão optar por soluções de nuvem híbrida

Fazer uma transição completa para a nuvem provou ser mais desafiador do que o previsto, então é aqui que as soluções de nuvem híbrida terão um papel importante. Com uma nuvem híbrida, as empresas podem fazer a transição para a nuvem em seu próprio ritmo, com menos risco e a um custo menor. Em 2019, mais empresas escolherão uma abordagem de nuvem híbrida que lhes permitirá acessar a eficiência e a eficácia das soluções em nuvem.

Essas nuvens podem ser sistemas multivendor ou uma mistura de nuvens privadas e públicas. Com a adoção da nuvem em seu auge, as empresas precisam entender as vantagens e desvantagens de cada uma das nuvens antes de tomar uma decisão que melhor se adapte a seus negócios.

3. Com o GDPR e LGPD, a segurança na nuvem se tornará mais confusa

Não é surpresa que a segurança continue a ser um problema com a tecnologia de nuvem, especialmente agora com a introdução das leis de proteção de dados GDPR na Europa e LGPD no Brasil. Dadas as vantagens da computação em nuvem, muitas empresas provavelmente se apressarão sem considerar seriamente as implicações de segurança.

De acordo com o Gartner, “até 2020, 99% das vulnerabilidades exploradas continuarão sendo conhecidas pelos profissionais de segurança e TI por pelo menos um ano”.

Em 2019, as empresas terão a difícil tarefa de garantir que suas práticas de dados atendam plenamente aos requisitos das leis de proteção de dados.

Impulsionados pela transformação digital, veremos mais e mais empresas migrarem para a nuvem no próximo ano, o que significa que as ameaças à segurança cibernética também aumentarão.

Oitenta e três por cento das cargas de trabalho da empresa estarão na nuvem até 2020 – 41% das cargas de trabalho corporativas serão executadas em plataformas de nuvem pública, enquanto outros 22% serão executados em plataformas de nuvem híbrida.

Garantir a conformidade da nuvem com as leis de proteção de dados não será uma tarefa fácil. Os resultados de uma pesquisa recente feita pela CommVault mostraram que apenas um pequeno número (12% das 177 organizações globais de TI pesquisadas) entende como o GDPR afetará seus serviços em nuvem. Esses resultados levantam a suposição de que as empresas que usam serviços em nuvem serão mais vulneráveis.

As grandes empresas e corporações enfrentarão mais desafios do que nunca para serem competitivas neste ambiente tecnológico em constante mudança. As tendências descritas acima são áreas críticas nas quais dedicar recursos para que elas permaneçam relevantes e garantam que seus produtos permaneçam na liderança do mercado em 2019.

Carlos Mattos, Chief Architect e Head of Technology and Innovation na GFT Brasil.

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Soluções em cloud puxam o crescimento da SAP Brasil em 2018

A SAP Brasil teve um ano bastante positivo na receita de soluções em nuvem, que cresceu dois dígitos em relação a 2017. Os contratos firmados em SAP Customer Experience, com soluções voltadas à experiência do cliente conectadas à nuvem, grande aposta estratégica da empresa para o ano, foram o destaque com crescimento de três dígitos e grande adesão do varejo nacional. A companhia fechou o ano com 12.963 clientes em território nacional.

“Os resultados refletem uma maturidade cada vez maior do mercado brasileiro para a digitalização, acompanhando a tendência mundial. O nosso cliente precisa conhecer seu consumidor final, entender o momento dessa relação, saber quando e como fazer o contato e aumentar a taxa de conversão. E é toda essa experiência que CX entrega”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

Outra linha de grande destaque em cloud foi SAP Fieldglass, que deu um salto significativo em volume de contratos na comparação com 2017. O produto automatiza o processo de gestão de trabalhadores externos, independentes e autônomos, ajudando também no controle de fatura e pagamento. Com a nova lei de terceirizações, o sistema permite que as empresas cumpram todas as determinações com relação à contratação de prestadores de serviço.

Os sistemas de gerenciamento de capital humano registraram avanço de dois dígitos, enquanto a linha SAP Concur, de serviços que simplificam a gestão de viagens e despesas, cresceram três dígitos na comparação com 2017. As soluções de Leonardo, que impulsionam a inovação com machine learning, inteligência artificial, Internet das Coisas e funções analíticas avançadas, também tiveram aumento substancial.

O varejo está entre os setores que contribuíram para o bom desempenho do resultado da subsidiária brasileira, com sólidos três dígitos de avanço em relação a 2017. O mesmo aconteceu nas indústrias de construção, telecomunicações e petróleo e gás. Setores como bens de consumo, bancos e concessionárias de serviços públicos registraram dois dígitos de crescimento. A SAP Brasil avançou também no mercado de pequenas e médias empresas, com as soluções para este segmento, como BusinessOne, subindo dois dígitos.

Último trimestre em linha com resultados do ano

A SAP Brasil apresentou um desempenho no quarto trimestre de 2018 em linha com o resultado do ano, com crescimento de dois dígitos nas soluções em nuvem, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Novamente há grande destaque para as ferramentas de SAP CX (dois dígitos), gestão de capital humano (HCM, dois dígitos), SAP Fieldglass e SAP Concur.

Varejo, ensino superior, construção, química e transporte foram setores de destaque, todos na casa dos três dígitos de crescimento. As pequenas e médias empresas mantiveram o desempenho dos três trimestres anteriores, registrando em todo o ano consistentes dois dígitos de alta na adesão à digitalização, considerando os mesmos períodos de 2017.

Empresas brasileiras seguem se tornando mais inteligentes

A Natura&Co, multinacional brasileira do setor de cosméticos, adquiriu neste último trimestre uma série de soluções como SAP S/4HANA, SAP C/4HANA, SAP Ariba e SAP Concur, com foco na sua unidade de negócios The Body Shop. A marca Natura também vai utilizar as soluções SAP C/4 HANA para realizar campanhas direcionadas, implementar programas de fidelidade e apoiar equipes internas para analisar os hábitos dos clientes, proporcionando melhor experiência.

Outro nome de destaque no portfólio de clientes da SAP é a Braskem. A maior companhia petroquímica das Américas está adotando o SAP Integrated Business Planning para otimizar seu gerenciamento de estoques, aumentando a eficiência, reduzindo o tempo de resposta, otimizando a logística e aumentando o nível de serviço ao cliente. A companhia também passou a usar o SAP Cloud Platform para contar com mais flexibilidade, agilidade e integração com sistemas SAP e não SAP existentes.

Receita global chega a € 24,7 bilhões e lucro vai a 17%

Em nível global, a SAP divulgou um crescimento de 32% em subscrições de serviços em cloud e suporte em 2018, com receita total de € 24,7 bilhões (+5%), incluindo também vendas de licença de software, e um lucro operacional de 17%, chegando a € 5,7 bilhões. A empresa atingiu ou superou todas as métricas, mesmo após várias revisões durante o ano. Para 2019 a projeção é chegar a 39% de alta em nuvem e suporte e manter o crescimento geral. A companhia ambiciona chegar a 2023 com uma receita total de mais de € 35 bilhões.

O CEO global, Bill McDermott, comentou que, com a recém-completada aquisição da empresa de gerenciamento de experiência Qualtrics, a SAP está posicionada para revolucionar a indústria. “Com um histórico recente de crescimento sem precedentes, vamos liderar nossos stakeholders para fechar o gap de experiência. Nossa estratégia é inovadora, completa e exclusiva, e está na vanguarda da economia da experiência”. O CFO global, Luka Mucic, destacou que pela primeira vez os novos pedidos ultrapassaram € 10 bilhões no ano em moeda constante, o que permite prever uma continuidade do forte desempenho.

14 trimestres consecutivos de crescimento em nuvem na América Latina

O desempenho da SAP na América Latina e Caribe segue puxado pelos serviços em nuvem, com 14 trimestres consecutivos de crescimento e mais um ano fechando com crescimento de duplo dígito. Na região os destaques também ficaram com a linha de gestão de terceirizados SAP Fieldglass e a de gerenciamento de viagens e despesas SAP Concur. As linhas SAP SuccessFactors e SAP Customer Experience registraram alta de dois dígitos em relação a 2017.

Brasil é o país da América Latina que mais utiliza e investe em cloud, mas ainda precisa avançar na maturidade digital

O estudo Como vamos na América Latina, encomendado pela Citrix, empresa norte-americana de tecnologia, mostrou que dentre os países da região, o Brasil está à frente dos demais quando o assunto é nuvem, com 57% de empresas adeptas desta tecnologia. No entanto, algumas contradições nos resultados mostram que existe um longo caminho para aumentar a maturidade digital das empresas.

Embora 73% das entrevistadas manifestem desejo em investir em nuvem, 43% afirmaram não fazer uso da tecnologia. E os motivos são: infraestrutura suficiente (38%), não enxergam valor (19%), questões de segurança (14%), falta de orçamento (14%) e não sabem como fazê-lo (12%).

Outro fator interessante registrado na pesquisa foi em relação a falta de estratégia no uso desta tecnologia. As empresas que usam a nuvem estão mantendo o foco no armazenamento de informações: 24% responderam que armazenam informações gerais, 18% registram e-mail, 11% guardam informações sensíveis do negócio, 11% registram dados do fornecedor, 7% aplicativos não tão sensíveis e 12% todas as anteriores.

“A computação em nuvem significa mais do que apenas armazenar documentos. Ela permite a empresas de todos os tamanhos ações mais rápidas, ágeis e flexíveis, redução nos custos de investimento em hardware e acesso igualitário à tecnologia de ponta, só para citar alguns. Em regiões com mais maturidade digital, empresas focam em ativos mais estratégicos (aplicações críticas para o negócio e aplicações legadas) se beneficiando assim da elasticidade e alta disponibilidade de cloud”, explica Luis Banhara, diretor geral da Citrix Brasil.

Produtividade

Outro aspecto sobre a adoção dos serviços em nuvem é implementação de formas de trabalho flexível, por exemplo o home office e o teletrabal­ho. A partir das informações coletadas, constatou-se que 62% das empresas brasileiras com tipos de trabalho flexíveis os implementaram a pedido dos funcionários, principalmente por motivos de gestão do tempo (13%), maior produtividade (8%), conforto (6%) e qualidade de vida (6%).

Os resultados, de acordo com os gestores em TI do país, foram positivos considerando que acessar dados e aplicações de qualquer lugar ou dispositivo torna a equipe mais produ­tiva (88%). Outro fato notável é que 65% das empresas disseram que redesenharam o ambiente para se adaptar às novas formas de trabalho flexíveis, especificamente para buscar maior produtividade e melhor gestão do tempo pelo funcionário.

Paradoxalmente, 73% dos entrevistados acham que os funcionários são mais produtivos trabalhando no escritório do que de onde se sentem mais confortáveis e inspirados. E isso se deve, principalmente, à falta de confiança por parte dos diretores (80%).

“Com o avanço da tecnologia, hoje podemos contar com ferramentas que estão mudando a forma que trabalhamos, possibilitando o trabalho flexível, de qualquer lugar e em qualquer dispositivo. A valorização precisa estar focada na entrega e não no tempo que o funcionário passa no escritório”, destaca o diretor geral.

Segurança

A segurança é um fator de grande preocupação para as empresas e 58% das entrevistadas declaram desejo de investir mais em proteção dos dados até o final deste ano. Porém, alguns comportamentos destacam brechas que podem comprometer seriamente os dados das companhias. Dos executivos consultados, 49% afirmaram que permitem que funcionários salvem informações em pen-drive e encaminhem informações para o e-mail pessoal (52%).

Reflexo disso é que 35% das vulnerabilidades sofridas pelas empresas foram vazamento de dados e 32% ataques externos direcionados às informações da empresa.

“Temendo a segurança de seus dados, muitas empresas acabam blindando os funcionários de maneira imobilizadora. Estão seguros, mas extremamente restritos. E não precisa ser assim. É possível trabalhar de forma protegida sem limitar ações”, conclui Banhara.

A pesquisa teve como objetivos principais avaliar a percepção e o conhecimento que os gestores de TI têm sobre dinâmica, benefícios e desvantagens, ou seja, o panorama de serviços na nuvem, segurança de dados e novos estilos de trabalho. E ainda identificar as atitudes, percepções e a impor­tância que os especialistas em TI atribuem às novas tecnologias em suas empresas. Fez parte do estudo entrevistas com 550 gestores de TI, durante os meses de abril a maio, na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México.

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A evolução da cloud em um novo mundo de dados distribuídos

Por Sudheesh Nair

Em dezembro de 2016, Peter Levine, sócio da firma de capital de risco Andreessen Horowitz, previu o fim da computação em nuvem como a conhecemos, dizendo: “não haverá somente dispositivos móveis, teremos também a Internet das Coisas: carros autônomos, drones, robôs e outros objetos que serão criados nos próximos dez anos”.

Levine também sugeriu que o mundo atual dominado pela nuvem seria substituído por um enorme sistema de computação distribuída na borda da rede: “o próximo mundo da computação distribuída”. Essa mudança está chegando muito rapidamente e isso tem implicações para todos nós.

Atualmente, a maioria das empresas têm a tecnologia como parte fundamental de seus negócios. Se você tem meia dúzia de lanchonetes, vai querer saber se ela está cheia, quanto café está sendo vendido, o que acontece quando você dá desconto nos bolinhos, tudo. Mesmo que o proprietário ainda não tenha percebido, ele já está trabalhando em uma empresa orientada por dados.

Empresas inteligentes anseiam por insights para melhorar sua lógica de negócios e como proposta aos empresários, afirmo: insights + dados = lógica de negócios. No entanto, o desafio – e também oportunidade – é que, como teremos sensores conectados a cada objeto, teremos mais fontes de dados do que nunca. Antes, o ponto de retorno natural era o centro de dados, hoje, existem mais dados criados fora do centro de dados do que dentro dele.

Pense no seu telefone, carro, relógio inteligente, no avião que o levou em suas férias ou viagem de negócios, streaming de TV, sistemas de segurança e monitoramento, iluminação e controles de temperatura. Esses objetos digitais nos proporcionam conveniência em nossa vida cotidiana e também às empresas, governos e outros muitas oportunidades de fazerem grandes mudanças.

Mas, em termos de infraestrutura técnica, a mudança pode ser difícil pois terá que suportar as incríveis oportunidades oferecidas pelo nosso universo hiperconectado, exigindo uma grande atualização de infraestrutura. Pense em um carro sem motorista, que enviará de volta terabytes de dados todos os dias para tornar seus passageiros seguros, onde tudo, desde a temperatura até a aceleração, precipitação e informações de roteamento, será registrado em tempo quase real. Esse é um modelo de geração distribuída de dados, fundamentalmente contrário ao modelo de nuvem centralizado. Então, é claro que precisamos evoluir.

Há oito anos, Dave McCrory, VP da GE Digital, criou o termo “gravidade dos dados”, para descrever o modo como esses volumes – aplicações e serviços – iriam gravitar em torno desses enormes conjuntos de dados. Em outras palavras, precisaremos mudar nossa infraestrutura para onde nossos dados estão sendo gerados.

A mudança pode ser, de certa forma, análoga à maneira como os velhos datacenters de “ferro” deram lugar aos clientes / servidores mais flexíveis, mas é, com certeza, mais dramática e tecnicamente mais desafiadora. A nova infraestrutura não pode ser formada apenas por redes conectadas a datacenters tradicionais centralizados. Ela precisará de sistemas dispersos, leves, micro e modulares, com processamento em tempo real na borda da rede. Além disso, essas novas redes precisarão ser seguras e leves quanto às necessidades administrativas e responsivas à administração remota.

O futuro será definido por software e teremos que nos adaptar à medida que respondermos às mudanças que ainda são desconhecidas hoje. Será o fim da computação em nuvem em sua forma atual centralizada, mas, o que teremos é algo disperso, infinitamente mais rico e muito mais flexível, voltado ao novo mundo digital que entra em vigor.

Sudheesh Nair, presidente global da Nutanix.