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Shopping centers esperam aumento de vendas de 21% durante Black Friday

De acordo com pesquisa feita pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 97% dos shoppings esperam aumento de vendas durante a Black Friday em relação às semanas anteriores. O aumento médio esperado é de 21%. Na comparação com a data promocional de 2019, a expectativa é de queda de 4% nas vendas. Mesmo com um provável resultado negativo na comparação ano contra ano, a expectativa dos shoppings confirma a recuperação gradual e contínua do setor. “Observamos que os shoppings estão otimistas em relação à Black Friday, uma vez que esta queda ocorre com base no ótimo desempenho da Black Friday de 2019”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. Serão aplicados descontos entre 10% e 70%, sendo o desconto médio previsto de 40%, e o tíquete médio esperado para a Black Friday é cerca de R﹩ 300.

Tíquete médio esperado para a Black Friday de 2020. Fonte: Abrasce

Para 95% dos shoppings há expectativa de aumento no fluxo de visitantes durante a Black Friday – alta de 18% em média – em comparação com as semanas anteriores. Entre as categorias de produtos que apresentam maiores expectativas de aumento das vendas estão eletrônicos, eletrodomésticos, telefonia e acessórios e artigos de informática. Além das vendas presenciais, os shoppings manterão outros canais que ganharam popularidade desde o início da pandemia. Cerca de 68% dos empreendimentos continuarão vendas por delivery, 65% por drive-thru, 46% marketplace e vendas online, além de 13% de lockers. Somente 13% os shoppins contarão exclusivamente com vendas presenciais.

“Embora os canais de delivery e drive-thru ainda sejam muito utilizados, já é possível observar uma diminuição dessas modalidades em relação as datas comemorativas anteriores. Por outro lado, há uma expectativa de que canais como marketplace se mantenham e aumentem nos próximos meses”, afirma Humai.

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Atacado distribuidor apresenta crescimento de 6,16% em julho

O crescimento nominal no mês de julho foi de +6,7% em relação ao mês anterior e de +6,16% frente a julho de 2019. Já o período de janeiro a julho, também em termos nominais, acumulou crescimento de + 2,87% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte da pesquisa mensal da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração) com um grupo representativo de empresas.

“O setor atacadista e distribuidor encerrou o primeiro semestre do ano com um crescimento de 2,20% no faturamento. Em julho, mantivemos o bom desempenho. Durante este ano de grandes desafios, o varejo de vizinhança mostrou sua força e cresceu, destacando-se como canal de compras preferencial do consumidor pela proximidade, conveniência e segurança. E nosso setor cumpriu brilhantemente seu papel, não deixando de abastecer o varejo independente um dia sequer, o que contribuiu para manter o pequeno varejo em pleno funcionamento. Essa postura garantiu os bons resultados que estamos colhendo, apesar do isolamento social e dos efeitos negativos da pandemia para o setor produtivo como um todo”, avalia o presidente da ABAD, Emerson Luiz Destro.

Apesar dos números positivos do setor, o presidente da ABAD considera fundamental que o governo continue a adotar medidas para mitigar a magnitude das perdas sofridas pelo conjunto da economia e também proteger o país de solavancos econômicos futuros. “Por isso apoiamos a reforma tributária que está em gestação no Congresso e temos contribuído para o debate que irá trazer as melhores soluções, levando ao conhecimento dos parlamentares estudos e análises realizadas por especialistas.”

As expectativas para o segundo semestre seguem otimistas. “O gradual retorno às atividades econômicas com o previsto afrouxamento do isolamento social deve ajudar a recompor o mercado de trabalho e impulsionar o consumo, que naturalmente se eleva no período do fim do ano, o que nos permite pensar em fechar 2020 com crescimento em torno de 2%”, afirma Emerson.

Em termos deflacionados, o setor apresentou em julho avanço de +6,31% na comparação com o mês de junho e de +3,76 na comparação com o mesmo mês de 2019. O resultado deflacionado acumulado no ano foi de -0,02% – na prática, um número que indica estabilidade (veja quadro abaixo).

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Os 3 estágios para reabertura do comércio

Por Reinaldo Monma, consultor de varejo da Logicalis Brasil

Não é novidade que a pandemia exigiu grandes mudanças, não só por parte das corporações, mas de toda a sociedade. Agora, o que está ganhando cada vez mais força nas discussões é: como será o retorno do comércio quando tudo isso passar? E como retomar as atividades depois de tantas adaptações? Os temas ainda não têm uma resposta certa, mas já é possível desenhar alguns cenários com o que está sendo feito em alguns lugares pelo mundo.

Os Estados Unidos, por exemplo, vêm se preparando para reabertura do varejo físico. Ainda que as regulamentações não sejam exatamente as mesmas, boa parte dos protocolos e práticas recomendadas, recentemente publicadas pela NRF (National Federation Retail), podem ser aplicadas no Brasil, ou pelo menos adaptadas, ajudando os varejistas brasileiros a se prepararem para este momento. Considerando o protocolo da NRF, o plano para reabertura está estruturado em três estágios:

1 – Quarentena

Já bem conhecido por todos, neste primeiro estágio o isolamento social é necessário, e, por isso, foi determinada a interrupção dos serviços considerados não essenciais, o que impactou, em maior ou menor escala, no varejo físico. Com isso, soluções de e-commerce e delivery são, em muitos casos, as únicas formas de manter a continuidade das vendas e o vital fluxo de caixa, ainda que em níveis inferiores.

Mas, mesmo os serviços essenciais, como o varejo alimentar, que pôde manter o funcionamento de suas lojas físicas respeitando algumas regras, tem testemunhado um expressivo aumento de demanda nas vendas online, decorrente da preferência dos consumidores por opções mais seguras durante o período de quarentena.

Além do delivery, as compras online com opções de retirada na loja também ganharam adeptos, pois este modelo reduz o tempo do consumidor no estabelecimento, podendo, inclusive, ser combinado com o uso de lockers, com senhas transmitidas diretamente para o celular do cliente, reduzindo substancialmente o contato entre as pessoas. E, para capturar todas as oportunidades de venda, bem como otimizar a gestão do estoque e operação de entregas, o conceito ‘omnicanalidade’ deve ser pauta obrigatória no processo de retomada.

2 – Reabertura das lojas físicas

Na reabertura das lojas, o principal desafio será coordenar a distância segura entre as pessoas, controlar o índice de ocupação dos estabelecimentos e aplicar rigorosas práticas de higiene, sanitização e autoexame orientado por sintomas básicos. Para isso, será fundamental uma comunicação massiva nos estabelecimentos, por meio de quadros e sinalizações, disseminando as melhores práticas e incentivando a adoção delas pelos consumidores. Além disso, a definição de horários específicos para grupos de risco, quando possível, tem sido altamente recomendada.

Para apoiar no controle do índice de ocupação e na distância entre as pessoas, algumas tecnologias podem ser aplicadas, como por exemplo câmeras inteligentes com vídeo analytics, especialmente nas áreas de checkout. Essas soluções podem ainda ser usadas para melhorar o atendimento.

Ainda, visando reduzir as filas de pagamento e a concentração de pessoas, tecnologias como ‘self-checkout’, em que o cliente paga sua própria compra, são bastante convenientes. Pagamentos sem contato físico também devem estar na lista de adoção dos varejistas e Pin Pads modernos, com pagamento por NFC (near field communication), devem ser bem vistos pelos clientes. Para completar as ações do segundo estágio, um cuidado adicional, e não trivial, deve ser colocado em prática: sanitização de todas as trocas e devoluções.

3 – O novo normal

Finalmente, no último estágio, quando os riscos de contaminação fizerem parte do passado, espera-se poder remover todos os protocolos operacionais relativos ao Covid-19, com exceção das práticas de sanitização e autoexame. Quando atingirmos o “novo normal”, as transformações digitais ocorridas em todos os estágios devem se manter e devem continuar sendo utilizadas para conquistar mais clientes, conhecê-los melhor e atendê-los de forma mais segura, prática e conveniente.

O Covid-19 intensificou a necessidade de digitalização de todos os setores, mas não espere o “novo normal” chegar para iniciar esse processo. O ideal é que o varejo físico aproveite esse momento, em que as lojas estão fechadas, para acelerar sua transformação digital de forma a atender cada vez mais as necessidades dos clientes, pois depois de todo esse período, a experiência física, mais do que nunca, precisa ser igual ou melhor do que a digital.

NRF 2019: o varejo precisa de Customer Success para vender mais

Por Ricardo Pinho, diretor de Customer Success da Linx

“Medimos o sucesso pelas interações com nossos clientes, não pela venda”. A frase de Jeremy King, Chief Information Officer (CIO) e Chief Technology Officer (CTO) do Walmart, durante um dos painéis sobre tendências tecnológicas para o varejo na NRF Big Show 2019 – maior feira dedicada ao varejo em todo o mundo – reflete uma filosofia assertiva que exploramos aqui na Linx.

Isso nos ajuda a desenvolver e ofertar soluções capazes de ajudarem nossos clientes a construir e fidelizar o relacionamento com seus consumidores. Este conceito apresentado pelo executivo esteve presente nas mais diferentes formas, em muitas apresentações de grandes líderes empresariais do varejo global, no encontro realizado em janeiro e sediado na cidade de Nova Iorque (EUA).

Autenticidade, colaboração, relevância e propósito parecem marcar essa fase do chamado “New Retail”, ou novo varejo, que ressurge totalmente modificado. As relações passam a ser mais de longo prazo do que apenas resumidas a poucas transações e a experiência do cliente ganhou mais importância do que a venda em si. Assim, nosso entendimento é de que as marcas têm que apresentar um propósito pra ser relevante aos novos consumidores porque, caso contrário, não serão capazes de sobreviver e prosperar.

A inovação de gigantes

Na novíssima e tecnológica House of Innovation, imensa flaghship inaugurada pela Nike na Quinta Avenida, no Midtown Manhattan, ponto nobre e movimentado do comércio nova-iorquino, os vendedores são bonificados pelo engajamento dos consumidores que atendem com a marca, e não por vendas propriamente ditas.

Na unidade, existe também a possibilidade de o cliente agendar um horário para uma consultoria personalizada com os “Nike Experts” no último – e exclusivo – andar da loja, que soma uma área total de pouco mais de 6 mil metros quadrados. Lá, os clientes ganharam um canal pelo qual podem resolver qualquer problema e tirar qualquer dúvida sobre os produtos, construindo uma relação próspera com seus clientes. Esses colaboradores fazem o trabalho de verdadeiros executivos de Customer Success.

E isso não acontece apenas com gigantes como a empresa de artigo esportivo, o mercado de luxo também está dando o tom desta nova era de engajamento. Duvida? A quase centenária Gucci, dona de uma história baseada em exclusividade e sofisticação, inaugurou em maio de 2018 sua “experience store”, no Soho, outro badalado bairro de Nova Iorque. A intenção da grife italiana é desinibir os visitantes e encorajá-los a interagir com a marca de luxo, algo que para muitas pessoas pode parecer intimidador e inalcançável.

Em vez de seguranças sisudos na porta, o espaço de 930 m² conta com “conectores” (sim, não são chamados de vendedores), cujo objetivo é fazer com que os clientes desenvolvam a melhor experiência possível com todo o luxo exposto nas prateleiras. As contratações dos profissionais para a loja da Gucci são feitas com base no potencial de engajamento com os clientes, e não no track record de vendas do colaborador.

O resultado? Os clientes compram, e compram muito! Os mais VIPs chegam a levar à flagship seus vendedores preferidos para realizar a compra lá, simplesmente porque é a melhor experiência que a marca pode oferecer. A companhia, aliás, estima um crescimento de aproximadamente 35% em 2019.

O modelo de negócios passa por mudanças

Scott Galloway, da L2, instituto de pesquisas controlado pelo Gartner, destacou em seu painel que as empresas crescerão em receita pela conquista e retenção dos clientes. Corroborando essa ideia, a RH New York, espécie de galeria-loja localizada na efervescente região do Meatpacking District, já possui 45% de sua receita advinda de assinaturas.

Os clientes cadastrados no clube de assinatura chegam a ter descontos especialíssimos na aquisição de mobiliário para escritórios e residências. Os negócios da loja vêm crescendo assustadoramente rápido e neste ano projeta receitas na casa dos US$ 100 milhões. Um detalhe curioso: o restaurante localizado dentro da loja já responde por 10% desse faturamento. Tudo isso para encantar o cliente e fazer com que ele queira ir até a loja.

E o que tudo isso tem a ver com Customer Success?

Tudo! Basta olhar o propósito desses varejistas para entender que há uma mudança radical no modelo de atendimento a clientes e consumidores. As diretrizes e os incentivos são todos atrelados à relação de longo prazo. Vende-se não mais ao cliente, mas pelo cliente.

O Chief Marketing Officer (CMO) da Microsoft, Chris Capossela, deu um show em sua palestra mostrando como a companhia teve que se reinventar durante a transformação digital. O case já é bem conhecido pela comunidade de Customer Success, mas assistir ao vídeo que mostra a preocupação de gerar propósito e relevância da marca em seus consumidores foi de arrepiar. Pra quem vendia “caixinhas de CD”, a adaptação ao modelo “mission-driven” na era do Software as a Service (SaaS) está sendo radical.

Não faltaram “coincidências” entre as novidades expostas na NRF, sobre o modelo de atendimento que ampara todas essas iniciativas. Às vezes o termo “Customer Success” não era citado nas palestras, mas nem foi preciso. É um conceito nítido em cada slide, em cada discurso, e provocava em nós, profissionais do sucesso do cliente, a vontade de seguir firmes nesta jornada.

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Como escalar a experiência do cliente digital no varejo 4.0

Por Eduardo Frade, Diretor de Vendas Multisector da Cisco do Brasil

A transformação digital pela qual pessoas e empresas vêm passando tem impactado diversos aspectos da relação entre ambas: a forma como trabalhamos, interagimos e, não menos importante, a forma como compramos. Se a década passada viu o surgimento e ascensão do modelo de compras online e entregas por delivery, os últimos anos e os que temos à frente apontam para outra tendência ainda mais revolucionária: o varejo 4.0.

A integração entre espaços de compras físicos e ambientes online vem ganhando cada vez mais força no varejo mundial, e o Brasil não é exceção. Um dos países que abraçou mais rapidamente o varejo online, é também um dos que caminha a passos largos para trazer soluções 4.0 para seus consumidores. O consumidor não busca mais apenas um local para comprar seus produtos preferidos, mas sim uma experiência que se adeque às suas necessidades, tornando-a mais personalizada, conectada e eficiente.

Alguns setores vêm se destacando nesse processo de integração entre o físico e o digital, criando modelos de sucesso. Os setores de moda e cosméticos são exemplos desse processo. Impulsionadas e inspirados pela forma que os consumidores usam as redes sociais para pesquisar por produtos e tendências, grandes redes têm utilizado soluções tecnológicas que levam para a loja uma experiência semelhante a que o consumidor tem em seu smartphone. Espelhos que usam realidade aumentada para projetar opções de roupas no corpo do cliente, integração constante via equipamentos mobile, serviços que notificam quando um produto favorito está em promoção ou foi reabastecido no estoque e até mesmo soluções mais simples como cupons virtuais estão ganhando popularidade.

Para que tudo isto funcione, contudo, o investimento em tecnologia não pode ser subestimado. É necessária uma infraestrutura que possa suportar e padronizar a experiência do consumidor em qualquer ponto de venda. Também é necessário aumentar o grau de automatização dos processos na jornada de investimento na modernização do varejo. O espaço do lojista é um ambiente que se torna a cada dia mais complexo e ainda é tratado com grande interação manual, ficando assim muito vulnerável a ataques e erros. Hoje, por exemplo, 95% das operações de tecnologia no espaço de uma loja são manuais, sendo elas responsáveis por 75% dos problemas relacionados à segurança de dados. Por fim, tudo isto demanda também uma maior qualificação e mudança do perfil dos profissionais de TI.

É necessário buscar soluções que integrem de forma eficiente a estabilidade e rapidez da conexão, a conversão de dados captados em soluções em prol dos clientes e por fim, a segurança destes próprios dados, a fim de proporcionar a mesma experiência de compra, como menor atrito, em qualquer ambiente. A busca por estas soluções pode sim demandar um maior investimento inicial, mas sem o qual ficaria muito difícil suportar a escalabilidade, velocidade e novos recursos no ponto de venda no longo prazo, tão importantes em um segmento tão dinâmico como o varejo. O Varejo 4.0 precisa ser conectado, personalizado e, acima de tudo, seguro.

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87% dos internautas gostariam de comprar em supermercado sem caixa

O brasileiro está preparado para comprar em um supermercado sem caixa, com cobrança online? Uma pesquisa do IBOPE Conecta realizada com internautas revela que 87% deles comprariam nessa situação, pois acham que seria mais prático, mais rápido e gostam de novas experiências de compra. Para os 13% que não comprariam, o motivo é o receio de não ter alguém para solucionar um problema e por não parecer tão seguro.

Outra opção de cobrança, o totem, como já existe nos estacionamentos de shoppings, precisa de um pouco mais de incentivo, pois 45% dos entrevistados afirmam nunca ter usado o totem quando disponível em algum ponto de atendimento. Entre os que já usaram, a ferramenta agrada: 61% acham mais prático e 45% dizem que o atendimento é mais rápido, além dos 15% que preferem não falar com um atendente.

A pesquisa também questionou sobre as Guide Shops, estabelecimentos como uma vitrine de produtos, geralmente ligados a um e-commerce. Por enquanto, são desconhecidas no Brasil, já que 80% dos entrevistados nunca ouviram falar nesse tipo de loja, mas gostariam de comprar. Para os 14% que afirmam que não comprariam, os principais motivos são receio do produto vir errado ou com defeito, não levar o produto para a casa na hora e a falta de confiança nesse tipo de serviço. Os poucos (4%) que já compraram nessas lojas, gostaram: 70% ficaram satisfeitos com a experiência.

Outro método que começa a aparecer em maior número no país é o de pagar apenas aproximando o celular da maquininha. Mais da metade dos internautas brasileiros (57%) já ouviram falar desse tipo de pagamento, mas nunca o utilizaram. Outros 31% também não conhecem, mas ficaram interessados em utilizar. Por enquanto, apenas 2% já utilizaram, sobretudo em lojas de roupas e supermercado.

O IBOPE Conecta também perguntou qual o sistema de pagamento inovador preferido do internauta. Pagar com a biometria é o escolhido por metade dos entrevistados (48%), seguido de pagar com o celular (27%) e reconhecimento facial (12%). Apesar do desejo de avanço tecnológico, 42% acreditam que o Brasil não tem capacidade de ter essas tecnologias como lojas sem atendentes, pagamentos via celular e outros. Também há a barreira cultural: 64% preferem pagamento com cheque e 49% preferem o sistema de carnê/boleto bancário (as respostas eram de múltipla escolha).

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada de 8 a 13 de março, com 2.000 internautas das classes A, B, C e D, de todas as regiões do Brasil.

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ProVA reúne especialistas para discutir as novas oportunidades no mundo digital para o setor varejista

O mundo digital está mudando o hábito de consumo das pessoas, tornando-as cada vez mais exigentes. Por outro lado, o empresário do varejo precisa se adaptar, adotando estratégias que incluem a utilização de novas plataformas, ferramentas ou instrumentos para atrair e fidelizar esses consumidores. De olho neste cenário, o ProVA – Laboratório Brasileiro de Inovação do Varejo – realizará nos próximos dias 7 e 8 de agosto, a partir das 19 horas, a palestra Varejo Online: Novas oportunidades de vendas no mundo digital. O objetivo é orientar o varejista a ter sucesso no comércio eletrônico, potencializando as vendas, além de facilitar e estimular o relacionamento com os consumidores.

No dia 07 será realizada uma palestra com dicas de como se preparar e estruturar o negócio para o mundo digital, apontando pontos essenciais e os caminhos para se desenvolver uma plataforma online. Quem comandará a discussão será Roberto Calderón, CEO e founder do E-commerce CAMP, especialista e consultor em performance e estruturação de negócios digitais, com forte atuação no mercado, tendo gerenciado e implantado mais de 400 operações de e-commerces e 180 de startups.

No dia 8, especialistas falam sobre as ferramentas digitais, incluindo a escolha da plataforma ideal, seja para vendas ou relacionamento. O painel será mediado por Roberto Calderon e terá a participação dos especialistas Gustavo Chap Chap, diretor de Marketing na JET e-business; Dyego Joia, sócio e diretor comercial do Enviou, e Rafael Kiso, especialista em Marketing Digital e Gestão da Inovação.

Palestra: Varejo Online: Novas oportunidades de vendas no mundo digital
Data: 07 e 08 de agosto de 2018
Hora: 19h
Local: ProVA – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – 1º andar – Consolação)
Público-alvo: varejistas e interessados no tema
Inscrições gratuitas
Mais informações: http://www.provalab.com.br/evento/varejo-online-novas-oportunidades-de-vendas-no-mundo-digital-parte-i

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PIB brasileiro deve subir 1,2% em 2018, projeta Associação Comercial de SP

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve apresentar crescimento de 1,2% em 2018 na comparação com o ano passado, segundo projeção da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Esse número é baixo, não recupera as fortes quedas do PIB nos últimos anos”, comenta Marcel Solimeo, economista da ACSP. Em 2017, o PIB subiu 1%. Já em 2016 e 2015 registrou quedas de 3,5%, em ambos os anos.

Solimeo pondera que há espaço para o indicador crescer mais em 2018. “Se o ambiente político melhorar e se estabilizar, a projeção para o PIB pode ser maior”.

A mediana do último relatório Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, prevê um crescimento do PIB de 1,5%. “A nossa projeção está dentro do que o mercado acredita que vai acontecer, embora nenhum dos dois números ? 1,5% ou 1,2% ? seja satisfatório”, reforça o economista.

A projeção foi elaborada pelo Instituto de Economia da ACSP com base em índices de confiança do empresariado, Índice Nacional de Confiança (INC) do consumidor da ACSP, taxa de juros (pessoa física e jurídica), níveis de crédito (pessoa física e jurídica) e massa salarial ampliada disponível.

Há duas semanas, a ACSP divulgou sua estimativa para o desempenho do varejo brasileiro, de alta de 3,6% no volume de vendas neste ano em relação a 2017.

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SPC Brasil lança tecnologia de reconhecimento facial para prevenção a fraudes no comércio

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) anuncia o lançamento de uma solução pioneira no mercado de bureaux de crédito: o SPC Reconhecimento Facial. A tecnologia, que no Brasil já é adotada no check-in de companhias aéreas e em dispositivos celulares, agora passa a ser realidade nos processos de concessão de crédito de todo o país.

Grande aliada do comércio, a nova ferramenta também possui a vantagem de proteger os consumidores de pessoas má intencionadas. Nos últimos anos, o roubo de dados ou de identidade tem crescido exponencialmente, causando prejuízos ao setor. Um termômetro disso é que sete em cada dez empresas são atingidas por fraudes, segundo dados da consultoria americana Kroll.

“Buscamos oferecer um sistema altamente sofisticado aos lojistas que passam a evitar perdas e se prevenir de forma mais eficaz, ao mesmo tempo em que proporciona maior segurança aos seus clientes”, destaca Nival Martins, superintendente de bureau de crédito do SPC Brasil.

O lançamento do SPC Reconhecimento Facial reforça a visão inovadora da empresa no uso de tecnologias de ponta, que atua há mais de 60 anos no mercado de crédito para atender às suas necessidades de negócio. A expectativa é de que já no primeiro ano de operação 3 milhões de faces sejam cadastradas na base do SPC Brasil.

Para Martins, um dos diferenciais do SPC Brasil é que nas consultas feitas pelos estabelecimentos será possível acessar informações do cliente para uma análise mais completa de crédito, como dados cadastrais do consumidor, informação de inadimplência, protesto, histórico de consultas realizadas e score de crédito (probabilidade de a pessoa ficar inadimplente ou não), por exemplo, em conjunto com as análises do reconhecimento facial, tornando, assim, um dos produtos de consulta de crédito mais completos do mercado para o combate de fraudes.

O mecanismo de evitar fraudes é feito por meio da validação das capturas das faces via webcam que compõe o processo de compra, confrontando com as faces dos consumidores em uma base compartilhada com outras empresas do setor. Com isso, a ideia é acelerar os processos de validação e garantir a segurança da transação.

Como funciona?

Uma câmera instalada no estabelecimento comercial captura o rosto do cliente e o registro é enviado ao sistema de Reconhecimento Facial do SPC Brasil que fará a leitura detalhada de seu rosto e codificará essas informações em uma sequência numérica digital — por exemplo, o formato dos olhos, tamanho da boca, contorno do rosto, etc. A sequência é anexada ao cadastro da pessoa e arquivada em um banco de dados, tornando-se a sua identidade para o sistema.

Quando utilizada para comprovação de identidade, a consulta ao seu cadastro biométrico será feita com uma nova captura do seu rosto e o sistema irá cruzar os dados em busca dos padrões registrados para verificar sua autenticidade. Como o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, a performance da biometria facial é elevada e sua assertividade próxima dos 99,5%.

Durante a fase de testes, utilizando o atendimento real de cinco lojistas — três no Nordeste, no Sul e outro no Centro-Oeste—, o SPC Reconhecimento Facial conseguiu identificar e prevenir fraudes — que gera um custo médio de R$ 8 mil por incidência.

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Mackenzie e Associação Comercial de SP farão raio-x inédito de cada polo varejista da capital paulista

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) firmaram parceria para traçar um raio-x inédito de cada polo econômico de rua da capital paulista (comércio e serviços) para que funcionem melhor tanto para o comerciante quanto para o consumidor.

Serão levantadas as necessidades urbanísticas e econômicas de cada polo, como: acesso a transporte, calçada, estacionamento de carro e bicicleta, arborização, acessibilidade, mobiliário adequado (bancos, lixeiras). Do ponto de vista econômico, o estudo levantará número de lojas, ramos, faturamento, perfil do consumidor e do polo (se é uma rua ou um núcleo, por exemplo).

Desta forma, o mapeamento ajudará a nortear políticas públicas de criação de emprego e renda, a elaborar e implantar leis adequadas e criar um novo desenho urbano. A ideia é melhorar a qualidade dos espaços públicos e facilitar o acesso dos cidadãos aos pontos comerciais. Já o empresário que pretende abrir ou expandir um negócio terá informação para escolher o melhor ponto comercial e o público que quer atingir.

Mackenzie e ACSP irão trocar informações, dados, reflexões, mapeamentos georreferenciados e insumos que contribuam para a intervenção urbana em áreas de polos comerciais. A primeira etapa do mapeamento irá detalhar características de três deles, do ponto de vista econômico e urbanístico.

A assinatura do termo de cooperação que oficializa a parceria foi realizada na última quarta-feira (20/6) por Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da Universidade Mackenzie e Alencar Burti, presidente da ACSP. Segundo o reitor da UPM, o projeto “é um reconhecimento do fruto de um trabalho realizado há muito tempo e reflexo do compromisso com a educação que vem desde as nossas origens e ao longo desses anos”. Burti ressalta que a união com o Mackenzie, que tem mais de um século de experiência, “vai ajudar a melhorar problemas estruturais do município e dar uma imensa contribuição para a sociedade. O projeto abre um precedente para parcerias futuras”.

José Inácio Ramos, presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, frisou que a experiência das duas entidades é garantia de sucesso da parceria. “A história do Mackenzie se confunde com a história de São Paulo. Estamos aqui desde 1870 e desde 1902 em Higienópolis, sempre em busca do que acreditamos. Temos certeza de que essa será mais uma parceria de uma série de bons projetos com essa classe tão elogiada que é a Associação Comercial de São Paulo. Vamos identificar os pequenos varejistas, que fazem a história dessa grande São Paulo”.

O superintendente institucional da ACSP, Marcel Solimeo, ressaltou a importância da aproximação entre as áreas empresarial e acadêmica na busca de informações e soluções para o desenvolvimento do varejo e da economia. “O Mackenzie tem longa tradição no campo dos estudos e do urbanismo e a ACSP tem uma história de mais de 100 anos de apoio ao empreendedorismo e ao comércio. Vamos unir os dados acadêmicos do Mackenzie com a prática dos empresários da ACSP”.

Para Antonio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP e coordenador do Conselho de Política Urbana da Associação, a finalidade é reconhecer os polos varejistas trazendo oportunidade, experiência e instrumentos frente aos desafios urbanos. “Buscamos estar sempre atualizados para informar os associados e dar oportunidade de conhecerem melhor a cidade para desenvolver suas atividades da melhor forma possível”.

Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Projetos e Políticas Públicas da Faculdade Presbiteriana Mackenzie e membro do CPU, disse que o projeto vai “investigar os polos para que funcionem melhor, sejam acessíveis e eficientes, para que se gaste menos, do ponto de vista do comerciante, e para que tenha facilidade de acesso para o consumidor aos polos, que são descentralizados e capilares. É uma forma de cuidar do pequeno comerciante e ao mesmo tempo qualificar a logística”.

O presidente do Fundo Mackenzie de Pesquisa, Milton Flávio Moura, disse que a parceria enaltece a qualidade da informação e a força que a ACSP tem. “É uma história muito bonita e que teve início com o seu banco de dados. E o Mackenzie também tem tradição e é reconhecido pela qualidade dos seus trabalhos e inovações. Uma delas é o Mack Pesquisa, que está olhando com carinho para esse projeto com a ACSP, para desenvolvermos um trabalho junto ao mercado varejista de SP”.

A parceria nasce de um projeto de fomento à pesquisa denominado “Conhecendo os polos varejistas das ruas de São Paulo. Oportunidade, experiência e instrumento frente aos desafios urbanos da cidade contemporânea”, alocado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) do Mackenzie.

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Shopping JK Iguatemi cria vitrine interativa

Convidativo e integrado com a cidade de São Paulo, o Shopping JK Iguatemi lança a ação “Como você está hoje?”.

A partir do dia 4 de abril, o público que transitar próximo à vitrine do JK Iguatemi encontrará quatro balões infláveis em formato de emoji que, na medida em que o público passa e toca o sensor, acende fazendo com que as pessoas expressem suas emoções de acordo com o seu humor do dia.

A ideia é promover uma experiência interativa e sensorial para o público, de forma divertida. Faz parte do DNA do JK Iguatemi ser inspirador e promover experiências diferentes e inéditas para toda a família.

A vitrine ficará exposta até o dia 15 de abril.

How are you feeling today? – Vitrine Interativa

De 04/04/18 a 15/04/2018

Shopping JK Iguatemi

Avenida Presidente Juscelino Kubitchek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo

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Como usar etiquetas eletrônicas em uma estratégia Omnichannel?

Por Denise Lefol de Paiva, Gerente de Marketing da Seal Sistemas

Com a expansão dos canais de relacionamento, o imediatismo tornou-se regra e não mais diferencial no processo de decisão de compras dos clientes, que preferem a interação virtual para consultas de promoções e, principalmente, aquisição de produtos. Uma amostra dessa mudança de comportamento está no crescimento do comercio eletrônico no Brasil. Em mais um ano difícil para economia nacional, o e-commerce se destacou na comparação com o varejo físico e registrou um crescimento de 12% em relação a 2016, com faturamento de R$ 59,9 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM). E o número de consumidores que fizeram compra on-line também cresceu. De acordo com a Ebit, consultoria especializada em comércio virtual, temos hoje cerca de 25 milhões de compradores virtuais.

Mas o diálogo entre consumidor e empresa precisa da resposta para uma questão primordial: como integrar off-line e on-line? Com o incremento das redes sociais como componente importante dessa comunicação e a facilidade de comprar pela internet, surgiu a necessidade de convergir todas essas ferramentas em um único canal. É nesse momento que entra o conceito de Omnichannel.

Mais do que uma junção de estratégias para conquistar novos clientes, Omnichannel é uma mudança de processos e comportamento no modelo de consumo. O consumidor passou a comprar em qualquer meio. Pode iniciar a compra na internet e retirar na loja, fazer a compra pelo e-commerce e receber em casa; consultar pelo telefone e finalizar pela internet. Estamos experimentando uma mudança geral de processos.

No mundo, há bons exemplos de projetos Omnichannel, como Amazon e Wal-Mart, para serem observados. E no Brasil? O conceito ainda está caminhando por aqui, mas já conseguimos sentir uma movimentação de empresas com intuito de criar estratégias de negócios baseadas em integração completa de formas de atender o cliente. E uma das soluções mais procuradas para viabilizar esses projetos são as etiquetas eletrônicas, que entre outros benefícios, também permitem atender a necessidade de ter preços sincronizados.

Baseadas no conceito de canal único de compras, as ações promocionais precisam, necessariamente, acompanhar a dinâmica de preços. Imagine o consumidor que visualizou um produto na loja física e ao acessar o e-commerce da loja 3 minutos depois, percebe que entrou uma promoção on-line do mesmo item. O preço da prateleira ainda está mais caro, afinal, nenhum colaborador teve tempo de atualizar o preço na etiqueta de papel e o consumidor não leva o produto na hora e o varejista perde uma venda momentânea. No mundo ideal do conceito Omnichannel, as promoções podem entrar simultaneamente em todos os meios, seja físico ou on-line.

Para incorporar velocidade no processo de princing da loja física, as etiquetas eletrônicas permitem, com um único clique, trocar os preços das gôndolas no mesmo timing do on-line, possibilitando a programação de promoções mais assertivas.

As etiquetas eletrônicas também garantem ganhos operacionais para a empresa. Na média, uma grande rede varejista desperdiça cerca de R$ 20 mil com descontos por causa da divergência de preços entre prateleira e caixa. Com a precificação automática, esse custo é eliminado. Além da economia com o fim da divergência de preços, os colaboradores que eram responsáveis pela troca das etiquetas de papel são realocados para outras atividades de maior relevância da operação, como abastecimento de loja. Para o consumidor, trata-se de facilidades de compra e acesso, já para o varejista, as vantagens são redução de perdas e aumento de vendas.

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