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Startup utiliza nuvem da Microsoft e oferece estrutura bancária para instituições financeiras e fintechs

Com a chegada das fintechs foi possível ver uma mudança no sistema bancário que levou a descentralização de serviços – antes oferecidos apenas por grandes bancos. Pensando em movimentar ainda mais esse mercado, a Celcoin criou uma plataforma de Open Finance que oferece uma plataforma completa de APIs de serviços financeiros para cerca de 130 instituições e fintechs. Dentre os clientes da Celcoin, estão mais de 30 principais bancos e instituições financeiras membros da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), oito empresas com capital aberto, dezenas de carteiras digitais, sete fintechs consideradas unicórnios, além de corretoras, programas de fidelidade e operadoras de telefonia.

Atualmente, fintechs e bancos digitais usam a plataforma de open finance da Celcoin para oferecer serviços que antes eram restritos aos grandes bancos, como pagamento de contas e tributos, saques na Rede Banco24Horas e no varejo, e ainda, recargas de celular, recargas de transporte, transferências, entre outros. “O objetivo é deixar as fintechs focadas no seu core business sem se preocupar com serviços que são complementares, mas obrigatórios em todas as contas digitais”, explica Marcelo França, CEO e fundador da Celcoin.

Crescimento x nuvem pública

Durante a pandemia a Celcoin viu o número de clientes crescer ainda mais e, com base neste crescimento, decidiu fazer a migração de nuvem privada para a nuvem pública a fim de ter mais escalabilidade para suportar picos de operação e, para isso, a companhia passou a utilizar os serviços do Azure. Além disso, a startup começou a fazer parte do programa de parceiros da Microsoft e a contar com auxílio no aperfeiçoamento da arquitetura pelos times da companhia de tecnologia.

“Tivemos um crescimento muito grande em pouco tempo e vimos na nuvem pública da Microsoft uma maneira de conseguirmos ter mais flexibilidade para termos os nossos serviços sempre à disposição dos nossos clientes, sem interrupção, mesmo em momentos de picos. A possibilidade de redimensionar a solução de acordo com a nossa demanda reduz a possibilidade de recursos ociosos e nos garante a solução rodando de forma efetiva a todo momento – o que também retorna para nós como um benefício pois nos permite manter a confiança dos nossos clientes com os nossos serviços”, comenta França.

O suporte da Microsoft à migração para a nuvem faz parte do compromisso da companhia de incentivar o desenvolvimento econômico sustentável do País por meio do plano Microsoft Mais Brasil. Lançado em outubro de 2020, o plano é uma iniciativa abrangente que tem entre seus objetivos apoiar o crescimento inclusivo por meio de tecnologia, capacitar a força de trabalho de hoje e de amanhã e apoiar programas com foco em sustentabilidade.

Computação na nuvem: a maior aliada do e-commerce

Por Fabio Alves, diretor de Infraestrutura e Governança de TI na Linx

Em 2020, o e-commerce apresentou a maior alta de faturamento de sua história, de 122% no acumulado até novembro, segundo a Câmara Brasileira da Economia Digital e a Neotrust. De acordo com a 42ª edição do Webshoppers, a alta de adeptos das vendas on-line foi de 40%, totalizando 41 milhões de pessoas, e tudo indica que em 2021 falaremos de números ainda maiores.

Com tamanho sucesso, pouco se fala sobre quem sustenta todas essas operações nos bastidores: a infraestrutura de TI, sobretudo os softwares de gestão na nuvem. A hospedagem dos e-commerces na nuvem é essencial para garantir lojas processando pedidos e pagamentos sem parar, sem erros e com altos níveis de eficiência. Por isso, indico a seguir cinco pontos que mostram como e por que apostar na computação na nuvem para vender e operar em 2021

  1. Mais segurança e armazenamento, menos riscos

Antigamente, as empresas precisavam investir em servidores potentes para armazenar todas as informações e garantir disponibilidade e velocidade. Os espaços físicos eram grandes, custosos e ainda vulneráveis a danos. Com a computação na nuvem, hospedada em servidores compartilhados e terceirizados por empresas de tecnologia, além de eliminar todos esses riscos, a capacidade de armazenamento é muito maior, praticamente ilimitada, já que para aumentar o espaço basta contratar um novo disco ou sinalizar o aumento da demanda ao fornecedor. Se um dispositivo apresentar alguma falha de processamento, isso também não afetará a base de dados principal, pois são armazenadas em servidores distantes entre si, garantindo o backup e evitando grandes dores de cabeça.

Desta forma, é muito mais fácil se adequar às necessidades de infraestrutura do momento e se planejar para eventuais aumentos nas demandas dos servidores, algo especialmente valioso para quem é dono de um e-commerce. Explico a seguir![

2. Disponibilidade nos picos de demanda

Garantir que as vendas aconteçam é uma das principais vantagens que a tecnologia na nuvem oferece, e isso pode ser observado de perto em datas-chave, com aumento de demanda dos servidores, verdadeiros testes para as infraestruturas de TI. Na Black Friday, por exemplo, a Linx aumentou em 100% os recursos em nuvem para os clientes. Mesmo com o pico de requisições por minuto chegando a 3,9 milhões e o aumento de 32% nas vendas quando comparadas ao ano anterior, não houve falhas ou interrupções nos sistemas, problemas que poderiam minar o desempenho dos lojistas na data mais importante para vender do ano.

Em datas como essas ou em ações promocionais e ofertas, é importante fazer um plano de contingência com antecedência para evitar que a loja, ou outras da rede, fiquem indisponíveis, pois mesmo 10 minutos offline podem impactar o faturamento significativamente.

3. Menos custos, mais eficiência

De acordo com um estudo da International Data Corporation (IDC) e da Cisco realizado em 2015, aumentar o nível de maturidade do uso de tecnologia na nuvem do menor (“ad hoc”) ao maior (otimizado) permite um aumento de receitas de 10,4% e redução de custos de TI em 77%. Ainda falando de dinheiro, uma pesquisa conduzida pela Computerworld em 2016 indica que a economia das empresas ultrapasse 25% com a tecnologia na nuvem.

Do lado da eficiência, deixo mais números falarem por mim: outro estudo da IDC, este de 2013, conclui que a tecnologia na nuvem permite com que a TI cresça 52% em agilidade e produtividade e reduza as paradas do sistema em até 72%.

4. Agilidade e visão estratégica da loja

Outra vantagem é que, com a estrutura da loja armazenada em servidores na nuvem, os dados podem ser acessados e inseridos a partir de qualquer dispositivo e com visibilidade completa do negócio, garantindo mobilidade para os gestores e até a possibilidade de compartilhar novos dados com outros colaboradores conectados na rede simultaneamente, tudo sem perder informação. Se voltarmos no tempo em apenas alguns anos, é possível ver o tamanho desta revolução tecnológica.

5. Governança de TI aliada à computação na nuvem

Por último, mas não menos importante, deixo uma recomendação para otimizar o uso da computação na nuvem. No mundo dos negócios e da tecnologia, é sempre importante se adequar às melhores práticas de segurança e de estratégia para vendas. Por isso, é preciso integrar a computação na nuvem a uma governança de TI de alto nível, com diretrizes, políticas, normas e processos claros e eficientes, que garantam a segurança, otimizem custos e direcionem o uso da tecnologia, assim como todo o trabalho de TI, para um nível muito mais estratégico e alinhado aos objetivos do negócio.

Reimaginando os e-sports com Cloud e Inteligência Artificial

Por Claudio Bessa, Líder do Ecossistema de desenvolvedores e Chief Developer Advocate, IBM América Latina

O mundo dos videogames continua crescendo em grande escala, e a América Latina não é exceção. Na verdade, a região é apontada como uma das com maior potencial neste mercado. De acordo com o instituto de pesquisa Newzoo, a receita do mercado de games global deve chegar a 180 bilhões em 2021, e a América Latina, com mais de 260 milhões de jogadores, deve crescer cerca de 13% ao longo do ano.

A expansão acelerada dos videogames entre diferentes tipos de usuários em diversas áreas e sua impressionante transformação movida pela tecnologia fez com que eles evoluíssem para uma poderosa ferramenta usada pelas empresas para inovar em experiências, desde o back-end até os clientes e as comunidades. Impulsionados pela explosão digital e móvel, os videogames também revolucionaram indústrias como esportes e aprendizagem, tornando-se uma ferramenta importante para oferecer e desenvolver diferentes competências e sendo um veículo de apoio a projetos científicos, educacionais e de formação.

Quais são as tecnologias que estão transformando a indústria?

Cloud Gaming: Cloud a espinha dorsal

Com imagens carregadas com texturas, animação e iluminação, o gaming online requer a capacidade de processar gráficos complexos em escala sem interrupções. Uma infraestrutura de cloud híbrida aberta possibilita a base da escalabilidade em qualquer ambiente, portabilidade de dados aprimorada e capacidades para criar e implementar plataformas de jogos de alto desempenho em todo o mundo com a baixa latência que os jogadores precisam. Algumas empresas já estão inovando com a IBM Cloud:

• Skyegrid: Sua plataforma permite que as pessoas joguem videogames com zero lag a partir de um laptop, tablet ou smartphone sem a necessidade de instalar software de jogos ou comprar hardware caro. Eles já têm mais de 3.000 assinantes.

• Exit games: Criou uma plataforma SaaS altamente disponível, escalável e confiável para desenvolvimento e hospedagem de jogos multiplayer no mundo todo. Hoje eles têm mais de 250 milhões de jogadores mensais e uma plataforma para 260.000 desenvolvedores.

• Mobbyt: Encontrou em videogames educacionais a oportunidade de ajudar crianças que passam por tratamentos contra o câncer. Sua plataforma gratuita possibilita a criação de jogos de forma rápida e simples. O Mobbyt é atualmente usando por muitos usuários em todo o mundo.

AI: Capturando os momentos mais impactantes

Não importa se os jogadores estão fisicamente em uma arena ou controlando avatares virtuais em ambientes digitais, a inteligência artificial (IA) pode ajudá-los a melhorar seu desempenho com insights, enquanto entregam informações a casters para narrar jogos e novas experiências para que os fãs vivam a excitação dos e-sports.

• Aumentando as habilidades de jogo: com desenvolvimentos simples de Inteligência Artificial, você pode otimizar as estratégias depois de um jogo. Por exemplo, ao usar o IBM Watson Studio, é possível analisar, visualizar e obter informações sobre o jogo Starcraft II com um padrão de código.

• Casting com insights em tempo-real: os momentos destacados com IA da IBM que apareceram no US Open, Wimbledon e no Masters podem ser aplicados em e-sports. Esta solução monitora o jogo e identifica os tempos mais emocionantes com base nos dados, incluindo pontuação, reação do público e do jogador. A tecnologia da IBM pode compilar os momentos mais emocionantes para casters, fãs e jogadores.

• Experiência para fãs em outro nível: as capacidades de processamento de linguagem natural da IBM e o Machine Learning estão criando novas experiências emocionantes em muitas áreas, desde o ESPN Fantasy Football até o a Overwatch League de Activision Blizzard. No Fantasy Football, essas soluções ajudam os jogadores a ter mais profundidade, o que lhes permite entender melhor seu desempenho, apontar projeções e avaliar decisões de risco/recompensa à medida que configuram seu alinhamento. Na Overwatch League, a IBM usa a mesma tecnologia para desenvolver ferramentas de análise de desempenho de jogadores e equipes para os fãs, assim como para equipes e casters.

A cloud e a inteligência artificial estão mudando a forma como jogamos, assim como a forma como os videogames são criados e usados para beneficiar negócios e transformar profissões. Além disso, estão melhorando a acessibilidade em todos os aspectos. Com as comunidades de código aberto globalmente trabalhando em diferentes áreas e com a evolução de outras tecnologias como a computação quântica, você consegue imaginar as inovações que virão no futuro?

IBM Cloud oferece criptografia quântica segura e serviços criptográficos de alta proteção para ajudar a proteger os dados na era híbrida

A IBM (NYSE: IBM) anunciou hoje uma série de serviços e tecnologias em nuvem construídos para ajudar os clientes a manter o nível mais alto de proteção de encriptação por chave criptográfica disponível, para ajudar a proteger os dados existentes na nuvem e se preparar para futuras ameaças que podem evoluir junto com os avanços da computação quântica. Introduzido por cientistas de IBM Research, a empresa agora passa a oferecer suporte de criptografia quântica segura para transações de aplicativos e gerenciamento de chaves em IBM Cloud, se tornando a abordagem de criptografia de segurança quântica mais holística disponível hoje no mercado para proteção de dados.

Os novos recursos incluem:

• Suporte para criptografia de segurança quântica (Quantum Safe Cryptography Support): Usando padrões abertos e tecnologia de código aberto, este serviço melhora os padrões usados ​​para transmitir dados entre a empresa e a nuvem, ajudando a proteger os dados por meio do uso de um algoritmo de segurança quântica.

• Extensão dos serviços de IBM Cloud Hyper Protect Crypto: Novos recursos estão disponíveis para aumentar a privacidade dos dados em aplicativos em nuvem, onde as informações enviadas pela rede para aplicativos em nuvem e dados confidenciais, como números de cartão de crédito, são armazenados em um banco de dados que pode ser criptografado no nível da aplicação, apoiado pelo mais alto nível de proteção de encriptação de chave criptográfica do mercado, com a capacidade de ‘manter sua própria chave’ (KYOK – ‘Keep Your Own Key’).

“Conforme nossa dependência de dados cresce na era da nuvem híbrida e os recursos de computação quântica avançam, a necessidade de privacidade de dados se torna ainda mais crítica. A IBM agora oferece a abordagem de segurança quântica mais holística para proteção de dados disponível atualmente, para ajudar as empresas a proteger os dados existentes e se proteger contra ameaças futuras”, disse Hillery Hunter, vice-presidente e diretora de tecnologia da IBM Cloud. “A segurança e a conformidade continuam a ser um foco e uma prioridade chave para IBM Cloud à medida que continuamos a investir em computação confidencial e nossos recursos de criptografia líderes para ajudar empresas de todos os tipos, especialmente aquelas em setores altamente regulamentados, a manter os dados seguros.”

Preparando-se para futuras ameaças com Quantum-Safe Cryptography Support

Enquanto a computação quântica visa resolver problemas complexos que nem mesmo os supercomputadores mais poderosos do mundo conseguem resolver, os futuros computadores quânticos tolerantes a falhas podem apresentar riscos potenciais, como a capacidade de quebrar rapidamente algoritmos de criptografia e acessar dados confidenciais. Para mitigar esses riscos, a IBM desenvolveu uma agenda estratégica clara para ajudar a proteger a segurança de longo prazo de nossas plataformas e serviços. Essa agenda inclui a pesquisa, o desenvolvimento e a padronização de algoritmos básicos de criptografia quântica segura como ferramentas de código aberto, como CRYSTALS e OpenQuantumSafe. Inclui também governança, ferramentas e tecnologia para ajudar nossos clientes a embarcar nessa jornada para um futuro mais seguro.

Hoje, como o próximo passo dessa agenda, a IBM está disponibilizando seus recursos de criptografia líderes do mercado criados por criptógrafos de IBM Research, para ajudar os clientes com uma abordagem de criptografia quântica segura para seus dados em trânsito em IBM Cloud. Os recursos foram criados para ajudar as empresas a se prepararem para ameaças futuras e podem ser úteis contra ataques nos quais agentes mal-intencionados coletam dados criptografados hoje com a intenção de depois decifrá-los, conforme a computação quântica avança.

IBM Key Protect, um serviço baseado na nuvem que fornece gerenciamento do ciclo de vida de chaves de criptografia que são usadas em serviços em IBM Cloud ou em aplicações criadas pelo cliente, agora possui a capacidade de usar uma conexão Transport Layer Security (TLS) habilitada para criptografia quântica segura, ajudando a proteger os dados durante o gerenciamento do ciclo de vida da chave.

Além disso, IBM Cloud também está introduzindo recursos de suporte de criptografia quântica segura para permitir transações de aplicações. Quando as aplicações em contêiner nativas na nuvem são executadas em Red Hat® OpenShift® em IBM Cloud ou IBM Cloud Kubernetes Services, as conexões seguras TLS podem ajudar a realizar transações de aplicações com suporte para criptografia quântica segura durante o transporte de dados e proteger contra possíveis brechas.

Protegendo dados confidenciais com IBM Cloud Hyper Protect Crypto Services

As empresas também precisam reduzir os riscos de ameaças externas e internas, bem como atender à conformidade regulamentar.

Hoje, IBM Cloud também está disponibilizando novos recursos para ajudar a proteger dados confidenciais e transações de aplicações usando IBM Cloud Hyper Protect Crypto Services, que fornecem o nível mais alto de proteção de criptografia de chave criptográfica do mercado, oferecendo aos clientes a capacidade de manter sua própria chave (KYOK – ‘Keep Your Own Key’). Construídos em hardware certificado FIPS-140-2 Nível 4, o mais alto nível de segurança oferecido por qualquer provedor de nuvem do mercado para módulos criptográficos, esses serviços permitem que os clientes tenham controle exclusivo de chave e, portanto, autoridade sobre dados e cargas de trabalho protegidos pelas chaves.

Desenvolvido para transações de aplicações onde há uma necessidade mais profunda de criptografia mais avançada, os clientes de IBM Cloud podem manter suas chaves privadas seguras dentro do módulo de segurança de hardware na nuvem enquanto descarregam o TLS para IBM Cloud Hyper Protect Crypto Services para ajudar a estabelecer uma conexão segura com o servidor web. Eles também podem obter criptografia de dados confidenciais (como um número de cartão de crédito) no nível da aplicação, antes de serem armazenados em um sistema de banco de dados.

Continuando a atender às demandas de segurança de clientes e setores altamente regulamentados

A IBM tem investido em tecnologias de computação confidencial por mais de uma década e hoje oferece computação confidencial pronta para produção para ajudar os clientes a proteger dados, aplicações e processos.

Para reforçar seu compromisso com a segurança e conformidade, a IBM continua a colaborar com seus pares no mercado para progredir ainda mais nas iniciativas de padronização. Por exemplo, as melhores práticas de segurança em IBM Cloud agora estão disponíveis como um benchmark Center for Internet Security (CIS) Foundations para IBM Cloud, e os criptógrafos de IBM Research são contribuidores importantes para os algoritmos QSC que estão listados no National Institute of Standards and Technology (NIST).

¹As chaves de criptografia e as operações criptográficas são protegidas com o certificado HSM de mais alto nível-com os serviços Hyper Protect Crypto: FIPS 140-2 Nível 4.
²Com base no IBM Hyper Protect Crypto Service, o único serviço do mercado desenvolvido com hardware certificado FIPS 140-2 Nível 4. O FIPS 140-2 Security Level4 fornece o mais alto nível de segurança definido neste padrão. Nesse nível de segurança, os mecanismos de segurança física fornecem proteção abrangente ao redor do módulo criptográfico com a intenção de detectar e responder a todas as tentativas de acesso físico não autorizado.

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SAP anuncia ampliação do portfólio de soluções cloud por tipo de indústria

ASAP SE (NYSE: SAP) anunciou a expansão do portfólio de soluções de nuvem para atender às demandas de três industrias: varejo, serviços profissionais e indústria de componentes e maquinário industriais. Desenvolvidas pela SAP e por parceiros sobre uma plataforma aberta oferecida como serviço, as soluções ajudam a adotar inovações rapidamente como parte do ambiente de TI dos clientes.

“A velocidade com que as empresas precisam inovar sua operação hoje exige que a tecnologia lhe proporcione agilidade. Conforme anunciado no SAPPHIRE NOW 2020, a SAP está empenhada na estratégia de Industry Cloud para prover soluções que poderão ser rapidamente adotadas por diferentes tipos de setores, adicionando uma camada de integração aberta para práticas de próxima geração e aplicações para aperfeiçoar a cadeia  de ponta a ponta e possibilitando também melhorias nos  processos de inovação e de planejamento”, afirma Valéria Kinguti, vice-presidente de Plataformas e Tecnologias da SAP Brasil.

Desenvolvimento de um ecossistema para inovação

As soluções de nuvem para esses setores foram desenvolvidas e executadas na SAP Cloud Platform (SCP) e usam tecnologias como inteligência artificial e análise avançada para proporcionar experiências atraentes aos usuários, além de digitalizar e automatizar operações. A SAP e seus parceiros se concentram em soluções para os principais negócios dos clientes em seus setores para contribuir com o aperfeiçoamento dos processos de ponta a ponta e permitir o desenvolvimento de novos modelos diferenciadores. As três novas ofertas abordam os desafios exclusivos das seguintes industrias:

·         Varejo: As empresas de varejo estão enfrentando uma pressão cada vez maior para investir em modelos de negócios inovadores, buscando novas maneiras de gerar valor para seus ecossistemas, especialmente com a maior exigência de um varejo direcionado à propósito e de expectativas por melhores experiências por parte dos consumidores. As soluções de nuvem específicas para o setor varejista incluem, por exemplo, algoritmos de aprendizado de máquina para descobrir demandas não declaradas e produzir ofertas mais relevantes e personalizadas. Saiba mais sobre os cenários de aplicação para o setor varejista.

·         Serviços profissionais: contemplando empresas que tem na sua essência a prestação de serviços e que inclui atividades como consultorias, serviços de engenharia, segurança, comunicação, advocacia e facilities, entre outras e, que costumam ser vistas como a vanguarda da transformação digital para clientes, mas que agora estão passando por uma ruptura com as principais tendências que afetam a forma como se relacionam com clientes, como estão estruturadas e com quem competem. As soluções de nuvem específicas para o setor de serviços profissionais permitem, por exemplo, que as empresas prestem serviços digitais por meio de plataformas de assinatura para garantir excelentes experiências a clientes e funcionários. Saiba mais sobre os cenários de aplicação para o setor de serviços profissionais.

·         Componentes e maquinário industriais: empresas líderes agora oferecem soluções sob medida em escala e também como serviço para atender às tendências mundiais que estão remodelando o cenário da produção industrial. Essas tendências incluem digitalização, clientes cada vez mais exigentes, um campo de atuação em constante mudança, globalização e o chamado right-shoring, localização das operações de manufatura em cidades ou países com a melhor combinação de custo e eficiência. As soluções de nuvem específicas para o setor de componentes e maquinário industriais fornecem, por exemplo, a capacidade de interagir com clientes continuamente por meio de vários canais, da web à conexão direta, e incluem conectividade com a Internet das Coisas (IoT). Saiba mais sobre os cenários de aplicação para o setor de componentes e maquinário industriais

“As soluções de nuvem por setor da SAP garantem uma maneira de fornecer extensões direcionadas que complementam estratégias empresariais inteligentes. Com um ecossistema robusto de parceiros capazes de oferecer aplicações inovadoras em conjunto com a SAP, essa iniciativa pode ajudar os clientes a terem sucesso em mercados em expansão”, explica Leslie Hand, vice-presidente do IDC Retail and Financial Insights.

Parceria para o sucesso

Os parceiros da SAP são um componente essencial da iniciativa de nuvem para setores específicos. Com APIs abertas, modelos de processos e dados, bem como uma grande variedade de tecnologias de nuvem nativas para inovar nas verticais, a nuvem da SAP está atraindo parceiros que procuram acelerar a inovação e o desenvolvimento de soluções. A SAP e seus parceiros estão criando em conjunto as “próximas práticas de negócios” para empresas e redes de negócios que ajudarão a acelerar o ritmo para atender às demandas de negócios em constante mudança. Consulte as soluções dos parceiros no SAP App Center.

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira impulsiona negócios com tecnologias de Cloud e Blockchain da IBM

A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) – organização que atua há mais de 68 anos com o propósito de conectar empresas brasileiras e árabes – anuncia a implementação da IBM Blockchain Platform rodando em IBM Cloud para digitalizar, acelerar e trazer mais segurança a processos de exportação entre o Brasil e os 22 países da Liga Árabe e, assim, continuar ajudando no desenvolvimento econômico, social e cultural da relação bilateral. O projeto é parte do sistema Ellos, plataforma desenvolvida pela CCAB para apoiar seus associados e parceiros.

A adoção de tecnologias que possibilitam a transformação digital é chave para diversos modelos de negócio. De acordo com o recente IBV COVID C-Suite Study, 64% dos executivos em todo o mundo reconhecem uma mudança para mais atividades de negócios baseadas na nuvem devido à pandemia (1). Ao mesmo tempo, a IDC espera que os gastos com blockchain na América Latina sejam de USD 200 milhões até 2023.

De acordo com o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Tamer Mansour, a plataforma vai integrar dados de toda cadeia exportadora para os países árabes. Numa fase piloto, o projeto será implementado nos fluxos comerciais envolvendo o Brasil e a Jordânia, país que está fazendo um grande esforço de digitalização governamental e busca se reposicionar como um hub de acesso à região para outros países. “Temos um negócio baseado em relacionamentos e confiança. Oferecer uma experiência melhor e serviços com excelência para facilitar as operações dos nossos clientes é primordial. A IBM nos trouxe uma metodologia e as tecnologias necessárias para darmos um passo além nas operações, com agilidade para fazer a inovação acontecer”, comenta Tamer.

A solução também inclui o desenvolvimento de uma aplicação baseada em IBM Blockchain, oferecendo aos usuários dos serviços da CCAB mais agilidade, praticidade e transparência aos processos de exportação, atendendo os requisitos de qualidade e de compliance das diferentes legislações de importações e exportações de bens vigentes em cada país. A solução vai permitir ao mesmo tempo mais flexibilidade, estabilidade, escalabilidade e segurança para o despacho de cargas.

A CCAB também migrou seu ambiente de TI que, até então, era todo on premise, para a IBM Cloud, o que trouxe mais agilidade para o desenvolvimento de novas aplicações e possibilitou melhorias em manutenção, custos e esforços das equipes, que enfrentavam desafios diários por conta de sistemas legados e complexos.

Para Joaquim Campos, VP de Cloud e Cognitive da IBM Brasil, o acordo com a CCAB traz orgulho e mostra que a organização está avançando em seu processo de transformação digital. “Conseguimos consolidar uma parceria muito forte e próxima com os profissionais da CCAB e reforçar a IBM como um parceiro confiável de tecnologia, capaz de dar suporte aos desafios de forma completa, desde a modernização de infraestrutura em Cloud até o desenvolvimento de aplicações envolvendo Blockchain, Microsserviços e DevOps”, ressaltou o executivo.

A CCAB viu o potencial dessas tecnologias para implementar no seu serviço um processo digitalizado e rápido para os agentes do comércio bilateral entre o Brasil e os países árabes. Com isso, as organizações envolvidas nos processos de importação ou exportação passam a ter mais agilidade sobre as operações em um movimento inovador que fortalece o ecossistema de comércio exterior.

Todo o projeto foi executado pela IBM Garage, usando a metodologia que promove o desenvolvimento e implementação de ideias em conjunto com o cliente para acelerar o processo de transformação digital da CCAB.
(1) https://www.ibm.com/thought-leadership/institute-business-value/report/covid-19-future-business

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Saiba o que é a nuvem híbrida e porque essa é a melhor aposta para as empresas

Ganho de eficiência e escala é a grande mina de ouro para a maior parte das empresas que querem operar de forma mais sustentável e assertiva financeiramente. E é justamente para ajudar companhias de todos os segmentos e portes que a Claranet CorpFlex acaba de implementar em seu portfólio no Brasil a tecnologia de nuvem híbrida, que une o melhor das clouds públicas e privadas, fazendo com que gestores consigam aproveitar os pontos positivos de cada uma, sem estourar o orçamento. De acordo com a companhia, a previsão é que, até o final de 2025, 100% de seus clientes estejam adaptados ao novo negócio.

A novidade só foi possível graças a recente fusão entre a Claranet e a CorpFlex, que tornou o Brasil o 4º maior país do Grupo, e que ainda tem muito potencial para expandir seus serviços. De acordo com Diogo Santos, CTO da companhia, ainda há situações específicas para nuvem pública ou privada, mas que o híbrido é um modelo que funciona para grande parte das empresas brasileiras. “Quando a aplicação exige baixíssima latência e está conectada a usuários e esteiras fabris, ou quando não é compatível com as nuvens públicas por causa de versão de SO (sistemas legados) ou requisitos técnicos muito específicos, as nuvens privadas (On-Premise ou Data Center) despontam como melhores soluções, pois tem o melhor custo-benefício para IaaS (Infrastructure as a Service). Já para as aplicações mais modernas, ou as que são viáveis tecnicamente e financeiramente de se modernizar,  as nuvens públicas são as mais recomendadas, pois possuem um vasto portfólio e com pagamento por uso (PaaS, SaaS, FaaS, etc), fora o fato de que este portfólio cresce a cada dia, tanto por desenvolvimento interno de cada nuvem, quanto através dos parceiros, permitindo uma verdadeira transformação digital dos negócios”, explica o executivo. 

Parte do portfólio, a Claranet Cloud Platform (CCP) acaba de ser lançada pela multinacional como plataforma de cloud híbrida de última geração. Os serviços disponibilizados envolvem melhorias em computação, armazenamento, rede e segurança no modelo “as a service”, que atribui ao fornecedor lidar com toda a estrutura de softwares e permite ao cliente pagar somente pelo serviço utilizado. Estão incluídos serviços de Infrastructure as a Service (Iaas) para SAP HANA e Oracle, que fornecem bancos de dados de alto desempenho.

O lançamento acontece uma vez que a nuvem híbrida se apresenta como modelo ideal tanto para empresas em crescimento, como empresas já consolidadas que buscam expandir seu ambiente digital de maneira econômica. “Em todos os setores do mercado, a nuvem híbrida melhora a capacidade de computação, armazenamento e inovação”, conta Diogo. Com a alta do dólar e suas consequências para o mercado brasileiro, a cloud híbrida desponta como vantajosa para reduzir custos em TI, pois exige uma análise minuciosa dos workloads e permite migrar para onde realmente tenha o melhor custo-benefício.

Dessa forma, a nuvem híbrida tem se mostrado eficiente ao oferecer as melhores soluções de cada um dos modelos de nuvem – reunindo o melhor das soluções. O papel das empresas parceiras em tecnologia é fazer a gestão das nuvens de forma única e exclusiva, segundo a Claranet CorpFlex. “A nuvem híbrida é uma solução que ainda permite a comunicação entre cada serviço distinto. Uma estratégia que usa essa nova dinâmica oferece às empresas maior flexibilidade, migrando as cargas de trabalho entre as soluções em nuvem, conforme as necessidades e a flutuação dos custos”, aponta. 

Além disso, a nuvem híbrida se adapta à carga de trabalho e permite que o serviço continue sem interrupções, fator importante para empresas que lidam com vidas, como na área da saúde, ou com volume de compras em datas comemorativas, como o comércio eletrônico. “Independente do setor, os nossos engenheiros ficam responsáveis pela construção de uma interface única para gerenciar todos os serviços em nuvem de forma integrada”, finaliza Santos. 

CorpFlex, pioneira em cloud computing no Brasil, passa a integrar o Grupo Claranet

Em continuidade ao processo de expansão no Brasil, o Grupo Claranet, multinacional de tecnologia com sede na Inglaterra e presença em mais de 9 países, focada em serviços gerenciados de cloud computing, cyber security, big data, DevOps, mass migration e demais tecnologias em nuvem, passa a adquirir 92,5% da CorpFlex, empresa que tem 28 anos de atuação no mercado brasileiro em Cloud privada e IT management services.

A Claranet já atua no Brasil desde 2017, onde se afirmou como um dos principais e mais premiados provedores de soluções de Cloud pública, trabalhando com tecnologias AWS, Azure e Google Cloud, desde infraestrutura, automação, big data e machine learning. As empresas unem forças para um objetivo comum, de integrar os portfólios no Brasil e fortalecer os serviços disponibilizados pelas duas companhias, focadas em se tornarem líder em Cloud pública, privada e híbrida.

À frente do desafio de consolidar a Claranet como líder no mercado nacional, está o CEO, Edivaldo Rocha, que nos últimos 10 anos liderou a CorpFlex, aperfeiçoando o portfólio de produtos e tecnologias, além de implementar um alto nível de governança corporativa e gestão reconhecidas pelo mercado, que impulsionou a empresa para buscar a consolidação do mercado brasileiro em cloud computing.

No mercado europeu, a Claranet, fundada em 1996, desponta como a mais representativa empresa de serviços gerenciados nas áreas de hosting, cloud, redes, segurança e workplace. Com a integração da CorpFlex, o grupo passa a somar mais de 2.500 colaboradores distribuídos por Reino Unido, França, Portugal, Alemanha, Holanda, Espanha, Brasil, Estados Unidos e Itália. Com um faturamento acima de R$2.5 bilhões por ano e mais de 6.500 clientes atendidos, tem como missão global construir uma relação de confiança duradoura com cada um dos clientes, ajudando-os a focar os recursos na inovação e criação de valor para o negócio.

A Claranet busca ter no mercado latino americano a mesma representatividade que o grupo conquistou na Europa. Por isso, optou pela aquisição e integração de suas operações nacionais com a CorpFlex, que é pioneira em tecnologia no Brasil e tem um amplo portfólio de serviços e soluções. Juntas, as empresas ganham destaque e estarão posicionadas como líderes nos quadrantes relacionados à cloud computing, reconhecidos pelos principais analistas de TI a nível internacional e nacional. A integração, que acontece mesmo diante do cenário atual da economia mundial, mostra a capacidade de investimento, assim como a força e a importância que a tecnologia tem neste momento adverso, onde as empresas precisam transformar-se digitalmente para garantir a continuidade dos seus negócios e contar com empresas especialistas e capazes de auxiliar nesta jornada.

O CEO Edivaldo Rocha reforça os ganhos de sinergia e união de valores entre as companhias e garante que a integração trará mais produtos e serviços, para auxiliar o processo de transformação digital dos clientes. “Unir forças neste momento acelera a consolidação do mercado brasileiro, movimento que já foi feito pela Claranet na Europa. Aqui no Brasil a CorpFlex agrega o know how de uma empresa pioneira e conhecida no mercado, com a expertise e força de uma empresa global”.

Para António Miguel Ferreira, Managing Director do grupo Claranet para a Ibéria e América Latina, “a aquisição da CorpFlex é um momento transformador na nossa estratégia de crescimento no Brasil. A partir de hoje temos uma presença no Brasil com capacidade semelhante à que temos nas nossas principais operações na Europa, servindo clientes de médio e grande porte na sua jornada para a Cloud, com foco em soluções de infraestrutura, big data e cyber security, com governança ITIL ou DevOps.

A Claranet vem implementando com sucesso, desde 2012, uma estratégia de crescimento orgânico e por aquisições. Contar com a CorpFlex significa que agora temos uma plataforma de crescimento orgânico acelerado, com governança ao nível das melhores empresa e vamos continuar buscando novas oportunidades de aquisição, para apoiar nossas ambições em um mercado com imenso potencial que representa sobretudo o Brasil, mas também outros países da América Latina.”

Os riscos da falta de segurança na nuvem

Por Alexis Aguirre, Diretor de Segurança da Informação da Unisys para a América Latina

A adoção de nuvem por empresas Latino-americanas segue crescendo e, em meio ao momento delicado que estamos vivendo, não há tecnologia mais útil que essa para garantir a continuidade de operações com agilidade e produtividade. Para além disso, quem já utilizava recursos de nuvem sabe que eles geram inovação e, ao mesmo tempo, redução de custos, já que é possível prever os gastos envolvidos em cada projeto.
Certo, Cloud agora é uma premissa, um caminho sem volta. O próprio Gartner já chama a nuvem de “o novo normal da TI corporativa” (the new normal for enterprise IT). Nesse cenário, a discussão urgente que estamos perdendo não deveria ser sobre adoção da nuvem e sim sobre um melhor entendimento das mudanças fundamentais de paradigma que chegam com o uso da nuvem. As companhias estão atrasadas para perceber que, com a nuvem, a superfície de ataques hackers muda de lugar.
Então, vamos a pontos práticos e críticos sobre como criar uma consciência corporativa para evitar ameaças de segurança da informação na nuvem.

Tenha clareza sobre os responsáveis de cada parte do projeto
Um desafio que vem com a nuvem é a falta de clareza sobre quem é responsável pelo quê. A dica é se organizar e aderir a operações do DevSecOps para obter integração,implementação e melhorias contínuas após a migração inicial para a nuvem.

Não subestime a complexidade dos ambientes em nuvem
As organizações tendem a subestimar as complexidades dos ambientes em nuvem — e sua proteção. A maior flexibilidade e poder dos serviços em nuvem resultam em maior complexidade de governança e operações, aumentando a possibilidade de vulnerabilidades devido a configurações incorretas.
A flexibilidade e o poder inigualáveis dos microsserviços em contêiner e do Kubernetes também resultam em complexidade adicional, aumentando o número de interfaces que podem ficar expostas. Não compreender ou investir nas ferramentas e nos conhecimentos necessários para gerenciar essa complexidade resulta em configurações abaixo do ideal, levando a explorações e vazamentos de dados.

Um novo DNA pede um novo processo de monitoramento
Algumas organizações acreditam que podem usar tecnologias de segurança locais em ambientes dinâmicos de nuvem. As abordagens tradicionais simplesmente não funcionam porque estamos falando de um novo DNA. Na nuvem, você precisa ter um processo automatizado para proteção da carga de trabalho remoto. Você não tem o tempo ou o luxo de alguém monitorar isso diariamente.

Crie novas políticas, práticas e procedimentos de segurança
A nuvem consolidou infraestruturas, sistemas e recursos de computação. Agora, as organizações precisam preparar suas políticas de proteção de dados para funcionar quando não têm controle da infraestrutura na qual seus dados residem.

Como lidar com microsserviços
Fornecedores de software oferecem microsserviços em contêineres, que podem ser aproveitados como componentes por aplicativos. Eles vêm com uma variedade de opções de licenciamento comercial e de código aberto, com diferentes níveis de suporte ou nenhum outro suporte que não seja uma comunidade online. Algumas licenças de código aberto, como a GPL, podem tornar o software inadequado para alguns usos de produção. As implicações legais e de custo do licenciamento de microsserviço são um aspecto importante desse novo cenário de aplicativos. É recomendável considerá-las durante o desenvolvimento do aplicativo antes da transição para a produção.

A importância do acesso seguro
O acesso seguro pressupõe que aplicativos, rotas ou sistemas de comunicação sejam utilizados apenas por quem possui credenciais apropriadas para tal. Os relacionamentos e limites de confiança precisam ser gerenciados de acordo com os objetivos de negócios e as restrições legais. Além da autenticação robusta que usa rotação de credenciais e autenticação multifator, os acessos precisam ser definidos em termos de funções baseadas do menor ao maior privilégio.

Limite e proteja sua superfície de ataque
A eficácia em minimizar a superfície de ataque implica em limitar o acesso externo e interno (por exemplo, portas abertas) ao que é absolutamente necessário. Implica também em desabilitar funções e infraestrutura desnecessárias de software. Isso reduz o número de itens que podem ser comprometidos.
A superfície de ataque não só deve ser limitada, mas também precisa ser protegida por meio de uma estrutura automatizada e que detecte inteligentemente o tráfego anormal ou o comportamento do software. Isso deve resultar nas ações de quarentena e notificação orientadas por políticas apropriadas, limitando assim o impacto de violações.

A jornada na nuvem tem nos guiado ao futuro. Se feita corretamente, pode trazer muitos benefícios para as empresas. Só não podemos nos esquecer de que nuvem e segurança devem caminhar juntas. Não é improvável que companhias corram riscos de violações de dados, mas aquelas que estiverem preparadas para corrigir e isolar ataques em segundos ou minutos serão mais bem-sucedidas.

Data Center ou Cloud? O que muda para a minha empresa em meio à pandemia de Covid-19

Por Daniel Reck

Um dos principais ativos que uma empresa possui são os dados e informações relevantes dos clientes. Sem um gerenciamento abrangente da nuvem, qualquer empresa fica suscetível a ameaças de segurança, perda de dados e tempo de inatividade oneroso. E, em tempos de pandemia da Covid-19, as empresas precisam estar atentas à segurança destas informações na nuvem de uma maneira ainda mais minuciosa, enxergando a opção de gerenciar os seus dados em nuvem, o que pode ser feito de forma remota e segura.

Mas afinal, o que muda para a minha empresa? A resposta vem de bate pronto: muita coisa! Quando estamos falando de data center, a parte financeira parece ser o primeiro fator que vem a mente. O investimento, que muitas vezes fica na casa dos milhões, que foi feito para adquirir equipamentos de rede, servidores, storage ou licenciamento, pode ser que se torne desnecessário, caso a economia de um determinado setor esfrie. Ou pode ser pouco, caso seu segmento esteja em alta. Mas, vamos considerar que é um momento de pouco crédito nos bancos e as fábricas estão fechadas para entregar esses equipamentos.

Já para quem é usuário de Cloud, o cenário é outro: o ambiente é elástico, preparado para crescer ou diminuir de acordo com as demandas. Também não é preciso preocupação com os colaboradores se deslocando para desligar fisicamente um servidor que travou, por exemplo, ou até mesmo correr para realizar um backup, quando um servidor resolve “morrer”.

Essas situações que descrevi acima são apenas exemplos entre muitas outras que podem acontecer. É certo que há diferenças básicas entre os dois modelos. Investir em Cloud é ter a certeza de mais flexibilidade. Já os Data Centers são modelos tradicionais que nos obrigam a sustentar quase um ecossistema vivo.

Em um cenário prático, vamos imaginar as implicações logísticas de ter um Data Center in house. Primeiro ponto que é preciso se preocupar com: manutenções preventivas, corretivas e emergenciais. Além disso, existe todo um processo cotidiano: tirar e colocar fitas de backup, trocar HD, desligar servidores quando travarem, contato com técnicos. Enfim, em meio a um cenário de pandemia, no qual muitas empresas estão sendo diretamente afetadas, quanto menos dor de cabeça, melhor.

Enquanto isso, observando o outro lado da moeda, os gigantes provedores de Cloud Pública também possuem todas essas preocupações, mas quem usa os serviços, não! Quem usa, paga pelo uso. Quem não precisa, pode desligar. As necessidades são atendidas com aumento ou diminuição da capacidade. E um ponto importante: nunca é preciso ir fisicamente até os workloads e banco de dados, além de ter acesso ao backup online e sem fitas.

O fato é que estamos passando por um momento muito delicado quanto a economia do país e ao cenário das empresas no geral. Grande parte das companhias precisarão se adequar ao modelo de trabalho home office e começaram a perceber o valor do Cloud. E a sua empresa, já entendeu a diferença entre Cloud e Data Center?

Daniel Reck, Business Account Manager na Claranet Brasil

Startups usam IBM Cloud para oferecer serviços de saúde e educação durante pandemia de COVID-19

Duas startups brasileiras adotaram a nuvem publica da IBM para oferecer novos serviços de saúde e educação durante a pandemia de COVID-19. A Mindify, empresa que desenvolve softwares de apoio a decisões clínicas, criou um sistema voltado para a triagem e acompanhamento de pacientes com suspeita ou diagnóstico de COVID-19, e a Adalace, companhia que oferece aplicações de negócios, está oferecendo de maneira gratuita um sistema de gestão da aprendizagem personalizado. As duas soluções são hospedadas na nuvem pública da IBM. 

O lançamento dessas soluções foram possíveis graças ao suporte do StartuWitIBM, programa que visa apoiar empreendedores e startups por meio de acesso a infraestrutura e serviços em IBM public cloud, que podem chegar até 120 mil dólares por ano em créditos. Esses créditos podem ser usados para acessar mais de 130 serviços da empresa, incluindo o IBM Watson, IBM Blockchain, Analytics e Security. 

Para Flávia Carvalho, líder de startups e ecossistema de desenvolvedores da IBM Brasil, prover tecnologia e orientação para essas startups significa, acima de tudo, incentivar a criação de soluções que podem se tornar essenciais para a sociedade. “Nosso time acompanha de perto desenvolvimentos de plataformas como essa por acreditar no potencial da inovação para o bem-estar de todos. E ter uma parcela de contribuição em projetos tão relevantes mostra que estamos no caminho certo”, comenta. 

Mindify: Ajudando a triagem de pacientes 
O sistema de diagnósticos automatizados lançado pela Mindify pode ser disponibilizado para empresas e instituições de saúde de todo Brasil. A plataforma, que conta com segurança e escalabilidade da nuvem pública IBM, interage a partir de inteligência artificial com o paciente, fazendo perguntas essenciais para o diagnóstico e, após as respostas, realizando a classificação e o direcionamento, de acordo com as respostas, para um profissional da saúde por telefone ou videoconferência. 

Além disso, caso o sistema confirme que o paciente está infectado com o COVID-19, o software realiza contatos diários para acompanhar a evolução do caso e fazer os encaminhamentos adequados a partir da evolução da doença. A solução já está sendo utilizada por planos de saúde e instituições de Goiás e São Paulo, com projetos de expansão para outras regiões do país. 

Segundo André de Paula Ramos, fundador da Mindify, em um período como o atual, em que as idas aos hospitais devem ser evitadas, a tecnologia pode ser uma forte aliada. “Nosso objetivo foi criar uma ferramenta intuitiva e ágil, que permite às unidades de saúde a otimização de tempo com diagnósticos e treinamentos, podendo focar nos atendimentos dos casos mais graves, além de propiciar conforto e segurança aos pacientes que utilizam o serviço”, ressalta o executivo. 

Adalace: Educação de qualidade a distância 
Elaborada por um time de desenvolvedores do Rio Grande do Norte, a solução de gestão da aprendizagem da Adalace é voltada para instituições de ensino de todo o Brasil que desejam continuar trabalhando conteúdos educacionais com alunos remotamente durante o período de quarentena devido à pandemia de COVID-19. A plataforma, que roda na nuvem pública da IBM, disponibiliza uma série de recursos, como textos, vídeos e salas de aulas virtuais, que dão suporte ao processo de aprendizagem, permitindo seu planejamento, implementação e avaliação. 

O sistema oferecido e adaptado pela startup é o Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), um dos pacotes de software educacionais mais populares do mundo. Trata-se de uma plataforma livre que ajuda a criar experiências efetivas no ensino e aprendizado on-line em um ambiente privado e colaborativo. Disponível em mais de 100 idiomas, o Moodle é utilizado por pequenas e grandes organizações, impactando milhões de usuários em todo o mundo. 

O objetivo da Adalace é que o sistema personalizado seja implementado por dezenas de instituições do País, que contarão com a flexibilidade e alta estabilidade da nuvem pública IBM e a capacitação oferecida pela startup para a utilização e administração da plataforma. “Com a compreensão de que a educação é um direito fundamental e observando a dificuldade das organizações em um momento como esse, de pandemia e quarentena, não poderíamos ficar de braços cruzados. Por isso, decidimos usar nossa expertise em prover aplicações com excelência operacional e entregar uma plataforma como essa de forma gratuita”, afirma Samuel Queiroz, CEO da Adalace. 

Empresas de saúde e outras organizações interessadas na plataforma da Mindify podem entrar em contato com startup por meio do site http://www.mindify.net. Já as instituições interessadas em adotar a plataforma educacional da Adalace podem se inscrever por meio do site http://www.adalace.com. 

A nuvem em tempos de crise: chave para a sustentabilidade das organizações

Por Ricardo Fisch

Não é mais novidade que a nuvem é uma ferramenta essencial para a transformação das empresas, permitindo agilidade nos negócios e democratizando o acesso seguro a aplicativos e dados de qualquer lugar com uma conexão à internet. Fato que, de acordo com um estudo da Oracle, estima-se que, em 2025, 80% do fluxo de trabalho e cargas críticas das empresas estejam operando na nuvem.

A nuvem não apenas propõe novas plataformas, mas é a maior mudança no paradigma de uso da tecnologia da informação desde o advento da internet. Nesse sentido, ainda se fala muito sobre seu potencial transformador para os negócios e, ainda hoje, mais do que nunca em tempos incertos, como o cenário de distanciamento social imposto pelo Covid-19, que nos obriga a reorganizar o trabalho em empresas e organizações, vemos o real impacto da nuvem.

Vivemos um momento chave, no qual as decisões devem ser tomadas com rapidez, agilidade e, acima de tudo, com informações em tempo real. Para responder a essa situação, o mundo dos negócios deve estar preparado para dar continuidade e sustentabilidade aos negócios, começando por garantir a conectividade e o acesso às informações com rapidez, segurança e de qualquer lugar.

A segurança das pessoas é a prioridade número um de qualquer empresa, portanto, é crucial garantir que seus funcionários possam manter suas rotinas remotamente e com segurança pela internet. Com a nuvem, podemos pensar em um modelo de trabalho remoto e produtivo, com novas formas de operar e colaborar dentro de uma organização e em relação a outros agentes da cadeia de valor. Um exemplo que estamos vivendo é a atenção na prevenção da ruptura da cadeia de suprimentos em aspectos vitais como medicamentos e alimentos, que são os elementos mais importante neste momento.

As empresas que possuem uma infraestrutura em nuvem têm a vantagem de migrar grande parte da equipe para um modelo remoto, operando sem interrupção, sem perder a segurança de seus dados e protegendo seus colaboradores. Por outro lado, as empresas que ainda não decidiram migrar para a nuvem enfrentarão maiores desafios ao estabelecerem uma estratégia de continuidade do negócio neste marco histórico que estamos vivendo em todo mundo.

Além da habilitação tecnológica, é necessária uma mudança na cultura da organização da mesma maneira que, atualmente, nos lares, em que o teletrabalho e a teleducação coexistem e exigem outra forma de adaptação. Estamos passando por momentos importantes, que ficarão marcados na história dos negócios, a partir dos quais haverá aprendizados e lições que promoverão o uso estratégico da tecnologia.

Estabelecer um modelo sustentável dentro da organização que minimize o impacto econômico desse momento e garantir a continuidade da cadeia de suprimentos não é mais apenas uma questão de negócios, é um ponto crucial da responsabilidade social das empresas, do estado e das organizações sociais.

Ricardo Fisch, head global dos serviços Cloud do gA