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Pesquisa do Banco PAN mostra que apenas 16% conhecem o Open Banking, mas sistema é visto como positivo

Um levantamento encomendado pelo Banco PAN mostra que apenas 16% do público brasileiro das classes CDE já ouviu falar sobre Open Banking. Entretanto, quando explicado pelo entrevistador, o sistema foi considerado de fácil entendimento e visto como positivo e benéfico pela maioria dos pesquisados. As pessoas com 55 a 64 anos sãos aquelas que mais já ouviram falar sobre Open Banking (22%) e a faixa etária em que o termo é menos conhecido está entre aqueles de 30 a 39 anos (12%).

A pesquisa “Percepções sobre Open Banking” foi realizada em parceria com o Instituto Plano CDE e feita com 1.524 pessoas, destas 1.007 com renda familiar de até R$ 5 mil. A margem de erro máxima da pesquisa é de 2,5%.

“A população ainda conhece pouco sobre o tema, mas quando o conceito é bem comunicado, já consegue perceber as vantagens que o Open Banking trará para sua vida financeira em termos de praticidade, autonomia e poder de escolha. Por isso, nós vamos adotar uma comunicação simples, direta e transparente com nossos clientes, focando sempre nos benefícios do sistema para cada um”, explica Luiz Krempel, superintendente do Banco PAN para Open Banking.

A pesquisa também mostrou que o público mais jovem teve um entendimento rápido sobre o sistema quando explicado, e disse que autorizaria o compartilhamento de dados entre as instituições. Por outro lado, o público com idade mais avançada se mostrou mais receoso e mostrou preocupação sobre eventuais taxas ou cobranças para a realização do compartilhamento de informações. Nesse público de mais idade surgem dúvidas sobre o Open Banking não ser um sistema, mas uma empresa, um aplicativo, uma plataforma, uma ferramenta e até mesmo um novo banco.

Entre todos os respondentes, após serem expostos a uma explicação, 50% dos entrevistados afirmaram que o Open Banking “vai trazer mais praticidade para os clientes” e 49% deles disseram que o sistema “funciona como uma portabilidade entre bancos”.

O estudo ainda captou que os principais fatores que fazem os participantes estarem abertos ao novo sistema são: remete ao PIX (associação acontece ainda porque o PIX envolve os termos “transação” e “transferência”); leva à ideia de portabilidade; o fato de seu banco atual compartilhar os dados transmite segurança (é diferente do trânsito de informações entre cliente e sites da internet); e a sensação de que “sabem para onde foram os dados”.

Outro ponto de destaque captado pelo levantamento é que a aceitação ao Open Banking é de cerca de 60% quando a ideia de compartilhar dados é associada a benefícios. Dessa forma, 64% informaram compartilhar seus dados “se tiver a possibilidade de melhores oportunidades de empréstimo e crédito”, enquanto 60% responderam que fariam o compartilhamento “se isso ajudar a conseguir um produto ou serviço melhor no banco que procurei”.

Open Banking exigirá dos bancos mais flexibilidade para troca de informações

Por Marcelo Carreira, Diretor de Marketing da Access

O Brasil é um dos países mais avançados do mundo em tecnologia bancária. De acordo com uma pesquisa recente da Febraban, as grandes instituições financeiras investiram R$ 8,6 bilhões em tecnologia em 2019, um aumento de 48% em relação a 2018.

Com a regulamentação do Open Banking, cujo início da primeira fase está previsto para 30 de novembro deste ano, de acordo com resolução do Banco Central publicada em maio, e também com o início do funcionamento do PIX, no último dia 16, os bancos precisarão correr para adequar sua estrutura de forma a permitir o compartilhamento (seguro) dos dados com outras instituições.

Tal medida deve impactar de forma mais agressiva o orçamento e a migração das operações bancárias para o formato digital. Se por um lado, boa parte delas aceita e concorda com essa transferência, por outro ainda há aqueles que resistem a tornar abertas informações valiosas de seus clientes, até então protegidas pelo acesso da concorrência.

Fato é que, em maior ou menor grau de dificuldade, todas as instituições precisarão estar em conformidade com as novas regras. Mas, a partir daí, quais serão as adaptações? A competitividade, que já vinha se tornando mais acirrada, com o advento das fintechs e dos bancos digitais, agora deve se tornar mais forte também entre os grandes bancos já estabelecidos.

O Open Banking deve trazer, principalmente, maior transparência e poder de escolha para o usuário, já que, de posse do histórico do cliente, qualquer instituição pode propor uma oferta e, por sua vez, o consumidor terá, nas suas mãos, mais de uma alternativa para então decidir pela que melhor se encaixa em suas condições.

E os benefícios para o usuário não se restringem a um melhor poder de negociação de eventuais contratos pendentes, mas na transição ou contratação de novos serviços. Se agora não é incomum enfrentar longas filas para abrir uma simples conta poupança, em breve esse e outros tipos de serviço, como liberação de empréstimos, não serão mais oferecidos nas agências físicas, até por uma questão de segurança.

Se para os bancos que já nasceram digitais, como o Next e o Nubank, isso não é nenhuma novidade e seus clientes já estão inclusive habituados com processos virtuais, para os grandes e veteranos, como Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil, essa realidade pode provocar uma debandada das agências físicas, o que, aliás, já vem acontecendo em grandes proporções por todo o país.

Boa parte dos bancos privados mantém suas agências físicas para serviços que já são possíveis de realizar à distância, como pagamento de contas e saques em espécie. Atendimentos personalizados compõem apenas uma pequena fração das demandas das agências.

Deste modo, com a queda na arrecadação e muitos clientes da classe C agora mais seguros para realizarem suas operações de maneira digital, algumas agências vêm se tornando obsoletas, principalmente em grandes centros urbanos, onde há grande redundância em curtas distâncias.

Mas tal fenômeno não se deve somente ao Open Banking. Segundo aponta o estudo sobre tecnologia bancária da Febraban, de 2014 a 2018 a redução do número de agências físicas foi de 6%. Em contrapartida, o número de contas abertas por meio de celular aumentou 56% somente em 2018, índice que deve continuar crescendo.

Tendo em vista as expectativas do setor para a diminuição de serviços físicos, automatizar serviços como abertura de novas contas, liberação de empréstimo, recebimento e análise de documentos e imagens, não é mais um custo desnecessário, mas sim uma exigência em face da alta competitividade e flexibilidade da indústria financeira.

Contratos Digitais

Boa parte dos serviços financeiros, em especial os de crédito pessoal, teve maior procura este ano. É o caso do consignado, que apenas entre janeiro e março de 2020 experimentou um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2019, conforme aponta um estudo da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Em parte, devido às taxas de juros reduzidas para essa modalidade, propostas pelo governo em resposta aos impactos causados pela pandemia.

Outra novidade para tentar facilitar as formalizações e concessões desse tipo de empréstimo é a possibilidade de as instituições financeiras adotarem contratos digitais.

A grande vantagem desse tipo de assinatura, além da comodidade ao usuário, é a conformidade com as práticas de segurança estabelecidas pela LGPD e também às regras internas dos bancos.

Nesse processo, todas as imagens ficam armazenadas em local seguro com redundância em ambiente externo, em caso de sinistro. Tal operação poderia ser feita tanto nas próprias dependências da instituição, como nos centros de imagem qualificados que abrigam toda a mão de obra e equipamentos necessários para a realização dos processos.

As soluções de digitalização de documentos integram tecnologias como o OCR (Optical Character Recognition) ou Reconhecimento Óptico de caracteres, que convertem informações contidas em imagens, como RG e Carteira de Habilitação, em dados estruturados e passíveis de consultas futuras.

Essa evolução torna os bancos mais próximos dos clientes, apesar da distância física. Ou seja, o PIX e Open Banking não devem provocar o fim das agências, mas estas terão que se reinventar conforme surgem novos serviços e uma maior procura dos tradicionais.

Aqueles que conseguirem diminuir a burocracia ao mesmo tempo em que mantêm a qualidade e agilidade no atendimento, são os que permanecerão no mercado, tanto de forma presencial como digital.

HubDigital completa 1 ano de operação

O HubDigital foi desenvolvido pela TecBan há 1 ano para acelerar a entrada de novas instituições de pagamento, fintechs, bancos digitais e sociais ao Banco24Horas. Em seu primeiro ano de operação, tem cumprindo com a sua missão de aumentar a convergência físico-digital do ecossistema financeiro brasileiro. Atualmente, clientes das 32 fintechs associadas ao HubDigital podem realizar saques e diversos outros serviços nos mais de 23 mil caixas eletrônicos distribuídos em todo o País. Em 12 meses, foram realizadas mais de 709 mil transações, movimentando mais de R$ 126 milhões em saques.

“Estamos certos de que o HubDigital agrega valor para todo o ecossistema de fintechs e, claro, para os seus clientes. A facilidade do ingresso das instituições no Banco24Horas acelera o processo de desenvolvimento das fintechs no país e a plataforma amplia o acesso ao dinheiro. Acreditamos que os meios de pagamento e dinheiro estão cada vez mais integrados e interconectados e nós, ao longo desse primeiro ano de atuação, contribuímos para assegurar essa convergência”, afirma Tiago Aguiar, Superintendente de Novas Plataformas da TecBan.

Por meio do HubDigital, as fintechs conseguem reduzir os custos pois não precisam investir em tecnologia de conexão, uma vez que distribuidores que estão ligados à TecBan permitem que se associem diretamente ao Banco24Horas, juntando-se às mais de 100 instituições financeiras para distribuir seus produtos e atender seus clientes. Atualmente, já são 10 distribuidores.

Por fim, dois bancos tesoureiros já estão presentes no sistema, garantindo aos participantes do HubDigital suporte nos serviços de suprimento de numerário, fornecendo entregas de forma ágil e centralizada para o abastecimento nas 820 cidades, em todos os estados brasileiros, onde o Banco24Horas está presente.

Mais informações sobre os serviços e participantes da plataforma podem ser acessadas em http://www.hubdigitaltecban.com.br/ .

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Clientes podem cadastrar chave Pix a partir de segunda-feira (5)

A partir da próxima segunda-feira (5), os clientes interessados em usar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos, poderão começar a cadastrar suas informações para aderir à nova solução, que permitirá pagamentos e transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos. O Pix começará a funcionar para toda a população a partir de 16 de novembro.

Para que as transações eletrônicas ocorram de forma simples e ágil, sem que o cliente tenha que passar todos os seus dados para o usuário que irá realizar a transferência, o PIX terá chaves de endereçamento para identificação de contas transacionais. Intitulada “chave Pix”, o cadastramento será feito através de um “apelido” que será usado pelo cliente para identificar sua conta no sistema.

Algumas instituições optaram por realizar um pré-cadastro da chave Pix com seus clientes. Entretanto, mesmo tendo feito esse processo, a partir de 5 de outubro, os bancos terão de confirmar com os usuários o efetivo cadastramento das chaves no Pix.

Como irá funcionar o Pix?

O ícone do PIX estará dentro do aplicativo bancário e no internet banking do cliente, assim como já estão outras funcionalidades, como DOC e TED. A chave Pix vincula as informações básicas do usuário aos dados completos que identificam a conta transacional do cliente (identificação da instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta).

Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são:

• Número de CPF/CNPJ;

• Endereço de e-mail;

• Número do telefone celular

• EVP (Uma sequência alfanumérica de 32 dígitos que, após solicitação do cliente ao seu banco, será enviada pelo Banco Central à instituição, e com ela será possível criar um QR Code

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

Além das chaves de endereçamento, o PIX também trará a experiência do QR Code que possuirá dois formatos:

– Estático: que poderá ser utilizado para transferências ou no comércio quando as informações para pagamentos não mudam, incluindo o valor do pagamento (exemplo: um sorveteiro, em que o preço do picolé é o mesmo sempre)

– Dinâmico: que poderá ser utilizado no comércio quando as informações para pagamentos mudam a cada momento (ex: em um supermercado, quando o valor de cada compra é diferente).

Inovação, comodidade e menor circulação de dinheiro em espécie

Para Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN, o Pix é uma inovação que trará mais segurança e conveniência ao consumidor em suas transações financeiras, como já ocorreram com outras ferramentas, como tokenização, mobile baking e internet banking. “O Pix irá aumentar a inclusão financeira no país, estimular a competitividade e aprimorar a eficiência no mercado de pagamentos. O acesso a serviços financeiros constitui um passo crucial para a inclusão social e para o combate à desigualdade no país”, diz.

Para aderir ao PIX, os bancos brasileiros estão investindo recursos adicionais em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro um ambiente de comodidade e confiabilidade para o cliente. Segundo Isaac Sidney, as medidas são condizentes com os investimentos que o setor bancário vem fazendo em modernização tecnológica, da ordem de R﹩ 24,6 bilhões anuais.

Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN, também ressalta que a Federação é favorável a medidas que reduzam a necessidade de circulação de dinheiro em espécie, que somente de custo de logística totalizam cerca de R﹩ 10 bilhões ao ano. “A FEBRABAN e os bancos estão se preparando para esse novo modelo de negócios e com a expectativa de reduzir o custo de logística de numerário”, diz.

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FEBRABAN inaugura Laboratório de Segurança Cibernética

Com investimento inicial de R$ 6 milhões, espaço promoverá treinamentos para equipes de bancos, simulações, compartilhamento de informações técnicas e avaliação de prestadores de serviços em linha com a estratégia de aprimoramento contínuo dos sistemas de defesas das instituições

Para unir forças em ações de prevenção, identificação e combate ao crime digital, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) inaugura hoje (23) as operações do Laboratório de Segurança Cibernética, o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional, e que integrará equipes de vários bancos associados. A estrutura permitirá que as instituições financeiras melhorem a eficiência de compartilhamento de informações técnicas e promovam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais para atuar no combate às ameaças virtuais em ações colaborativas e integradas voltadas para proteção e solução de incidentes cibernéticos.

O Laboratório está localizado em São Paulo e contará com as tecnologias mais avançadas disponíveis na área de inteligência e simulação. As atividades serão desenvolvidas com base em quatro frentes: Treinamento, Simulação, Inteligência e Padronização.

Inserida no Planejamento Estratégico da Federação, a criação do Laboratório de Segurança Cibernética foi iniciada em julho do ano passado e visa promover melhorias contínuas para o Sistema Financeiro Nacional. Também acompanha o crescimento significativo das transações eletrônicas, como demonstrou a última pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. O estudo revelou que as operações cresceram 11% em 2019, registrando 89,9 bilhões de transações. Deste total, 63% são feitas pelos meios digitais – internet banking e mobile banking.

A criação do laboratório também contemplará os princípios da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada em fevereiro de 2020, que apresenta os rumos que o Governo Federal considera essenciais para que o País, a sociedade e as instituições se tornem seguros e resilientes no uso do espaço cibernético; e também as resoluções já publicadas pelo Banco Central.

As atividades do Laboratório de Segurança Cibernética atenderão inicialmente os 14 bancos que participam na Comissão Executiva de Segurança Cibernética da FEBRABAN, mas, ao longo do tempo, outras instituições poderão participar das ações e atividades do espaço. São eles: Banco Alfa, Banco do Brasil, Banco BV, Banco PAN, Banco XP, Bancoob, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco, J. P. Morgan e Safra.

“É fundamental trabalhar de forma conjunta para a troca contínua de informações técnicas e de inteligência entre as instituições financeiras. Nosso laboratório é um espaço que fortalecerá a cooperação entre os bancos associados, incentivará treinamentos e buscará soluções inovadoras e o uso tecnologias de ponta para fortalecer os sistemas e equipes de defesa das instituições”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. Ele ressalta que os bancos investem R$ 2 bilhões por ano em segurança da informação. “É importante garantir e mostrar aos nossos clientes que a experiência com o seu banco ocorre com total segurança”, acrescenta.

O investimento feito para o lançamento do laboratório foi de R$ 6 milhões, voltados para a montagem do espaço físico, além de aquisição de equipamentos, infraestrutura de tecnologia, programas de simulações de ataques virtuais e a contratação de uma consultoria, que nesta fase será feita pela Accenture.

Quatro frentes

Os treinamentos serão focados em segurança cibernética com conteúdo prático direcionado aos profissionais técnicos e de gestão das instituições financeiras, explica Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN. O primeiro treinamento ocorreu entre 31 de agosto e 4 de setembro, antes mesmo do lançamento, e contou com a participação dos bancos integrantes da Comissão Executiva de Segurança Cibernética da entidade.

Nesta frente de atuação do laboratório, o objetivo é formar cerca de 80 profissionais por ano em diversos níveis de treinamento. “Serão promovidos exercícios de defesa no espaço cibernético e estimuladas práticas que tragam respostas a incidentes virtuais. O combate aos crimes cibernéticos exige profissionais constantemente capacitados”, afirma Vilain. “Esperamos contribuir com a capacitação de equipes para respostas à incidentes, criando, assim, um ambiente favorável de trabalho coletivo entre as instituições bancárias”, acrescenta.

Nas simulações entre os participantes do laboratório serão trabalhados cenários de situações de ataques cibernéticos em grupos de forma técnica e estratégica. A primeira simulação será feita após a volta das atividades presenciais, e o objetivo da entidade também é promover ciclos trimestrais para as ações. Inicialmente, o Laboratório terá a capacidade de realizar até 4 simulações integradas por ano com as ferramentas mais modernas disponíveis no mundo.

Na frente Inteligência, as instituições farão uso estratégico de informações e dados de ameaças e atividades criminosas ocorridas em outros países. Os integrantes do Laboratório vão ter acesso a relatórios técnicos exclusivos sobre estas ameaças e ainda informações atualizadas sobre segurança cibernética para o segmento financeiro.

E na frente Padronização, os profissionais irão analisar fornecedores que atendem o Sistema Financeiro Nacional. O objetivo é que a entidade crie um manual de boas práticas para que sejam observados os critérios de atuação de fornecedores no sistema financeiro.

“A entrada em operação do Laboratório de Segurança Cibernética é mais uma ação que demonstra o comprometimento dos bancos com o aprimoramento constante dos sistemas de segurança das instituições, que buscam garantir a eficiência das operações financeiras cotidianas de milhões de brasileiros, e também é a consolidação do setor no uso da tecnologia para as transações bancárias”, acrescenta Isaac Sidney.

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Conheça as tentativas de fraudes e golpes financeiros mais comuns na quarentena e saiba como evitá-los

Com a pandemia do novo coronavírus, criminosos estão aproveitando o maior tempo online das pessoas e o aumento das transações digitais devido ao isolamento social para aplicar golpes financeiros. Mensagens de ofertas tentadoras e atrativas que, na verdade, direcionam para sites falsos, ou ainda o uso de avisos para que a pessoa recadastre urgentemente seus dados junto a uma instituição, escondem crimes que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor.

Levantamentos feitos pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) mostram o crescimento de tentativas de várias modalidades de fraudes financeiras contra os brasileiros durante a crise da Covid-19. No período de quarentena, as instituições registraram aumento de 80% nas tentativas de ataques de phishing – que se inicia por meio de recebimento de e-mails que carregam vírus ou links e que direcionam o usuário a sites falsos, que, normalmente, possuem remetentes desconhecidos ou falsos.

O golpe do falso motoboy teve aumento de 65% durante o período de isolamento social. Já os golpes do falso funcionário e falsas centrais telefônica cresceram 70%. Recentemente, a FEBRABAN também revelou que no período da quarentena houve alta de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos, o que resultou em uma campanha de alerta com o apoio da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e do Banco Central.

A FEBRABAN e seus bancos investem constantemente em campanhas e ações de conscientização em seus canais de comunicação com os clientes para orientar a população a se prevenir de fraudes. “Queremos contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção a fraudes e do uso seguro dos canais digitais no país”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Ele ressalta que os bancos investem cerca de R﹩ 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança – valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas.

Atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social, que consiste na manipulação psicológica do usuário para que ele lhe forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões para os criminosos. “Seja pelo telefone, por e-mail, pelas mídias sociais, SMS, o fraudador solicita dados pessoais do cliente, como números de cartões e senhas, em troca de algo, ou ainda induz o usuário a ter medo de alguma situação”, alerta Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN. “Os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras. Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos.”

Entretanto, adverte que a população tem um comportamento de segurança no mundo digital diferente do mundo físico, em que as pessoas já se acostumaram a tomar cuidados com carteiras, pertences e celulares, quando estão em locais públicos e de grande movimentação. Conscientemente, as pessoas sabem o que podem ou não podem fazer, discernimento não tão comum no mundo digital.

Outro ponto que merece atenção no combate aos golpes financeiros é a ausência de uma lei federal que tipifique os crimes cometidos pelos meios digitais, o que gera grande prejuízo para toda a população brasileira, empresas privadas e o setor público. Atualmente, três projetos tramitam no Congresso, entre eles, o 2.638, que dispõe sobre a tipificação criminal de furto mediante fraude eletrônica, do deputado Marcelo Ramos (PR/AM).

“A certeza da impunidade gera um incentivo e um impulso ainda maior para que o crime aconteça. Caso o PL seja aprovado, existirá muito mais subsídios e condições de gerar uma punição mais efetiva contra os criminosos”, afirma Volpini.

Conheça os principais golpes aplicados e como eles devem ser evitados

Golpe do Falso Funcionário do banco

O que é: O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso informa que há irregularidades na conta ou que os dados cadastrados estão incorretos. A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. Com os dados em mãos, o fraudador realiza transações fraudulentas em nome do cliente.

Como evitar: O cliente deve sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados. É importante ressaltar que o banco nunca liga para o cliente pedindo senha nem o número do cartão e também nunca liga para pedir para realizar uma transferência ou qualquer tipo de pagamento. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, pegar o número de telefone que está no cartão e ligar de outro telefone para tirar a limpo essa história.

Phishing (pescaria digital)

O que é: O phishing, ou pescaria digital, é uma fraude eletrônica cometida pelos engenheiros sociais que visa obter dados pessoais do usuário. A forma mais comum de um ataque de phishing são as mensagens e e-mails falsos que induzem o usuário a clicar em links suspeitos. Também existem páginas falsas na internet que induzem a pessoa a revelar dados pessoais. Os casos mais comuns de phishing são e-mails recebidos de supostos bancos com mensagens que afirmam que a conta do cliente está irregular, ou o cartão ultrapassou o limite, ou que necessita revalidar seus pontos nos programas de fidelidade, atualizar token ou, ainda, que existe um novo software de segurança do banco que precisa ser instalado imediatamente pelo usuário.

Como evitar: Sempre verifique se o endereço da página de internet é o correto. Para garantir, não clique em links: digite o endereço no navegador. Além disso, nunca acesse links ou anexos de e-mails suspeitos. Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados. Sempre prefira comprar em sites conhecidos, e nunca use computadores públicos para comprar algo no comércio virtual. Não repasse a outra pessoa nenhum código fornecido por SMS ou imagem de um QR Code enviado para autenticar alguma operação. Na dúvida, fale com seu banco.

Golpe do falso motoboy

O que é: O golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa que se passa por funcionário do banco, e diz que o cartão foi clonado, informando que é preciso bloqueá-lo. Para isso, diz o golpista, bastaria cortá-lo ao meio e pedir um novo pelo atendimento eletrônico. O falso funcionário pede que a senha seja digitada no telefone, e fala que, por segurança, um motoboy irá buscar o cartão para uma perícia. O que o cliente não sabe é que, com o cartão cortado ao meio, o chip permanece intacto, e é possível realizar diversas transações.

Como evitar: Fique atento! Nenhum banco pede o cartão de volta ou envia qualquer pessoa ou portador para retirar o cartão na casa dos clientes. Então, desligue o telefone e ligue, de outro aparelho, para o banco, para verificar se realmente houve alguma irregularidade.

Golpe do falso leilão

O que é: O fraudador envia um link à vítima que simula um falso leilão. Para que possa ser dado um lance, a vítima tem que preencher formulários com seus dados pessoais e financeiros ou depositar um valor na conta do fraudador. Com dados como senha, número do cartão e CPF, o fraudador consegue fazer transações fraudulentas em nome do cliente.

Como evitar: O cliente nunca deve enviar dados, senhas e acessos a ninguém. É necessário sempre verificar a origem dos links recebidos antes de clicá-los. Além disso, deve-se verificar a veracidade do site de leilão e avaliações de outros usuários.

Golpe do WhatsApp

O que é: Os golpistas descobrem o número do celular e o nome da vítima de quem pretendem clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações em mãos, os criminosos tentam cadastrar o WhatsApp da vítima nos aparelhos deles. Para concluir a operação, é preciso inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo. Os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente do site de vendas ou da empresa em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado.

Como evitar: Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas). Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos.

Golpe do extravio do cartão

Como é: No trâmite de entrega do cartão até a vítima, fraudadores furtam a correspondência contendo este cartão. Depois, ligam para a vítima se passando por um funcionário do respectivo banco informando que houve problemas na entrega do cartão. Para a resolução deste suposto problema, solicitam à vítima a senha deste cartão. Com os dados descobertos, fazem transações em nome da vítima.

Como evitar: O cliente nunca deve enviar dados, senhas e acessos a ninguém. Também nunca deve preencher formulários na internet com dados pessoais e financeiros sem verificar a origem. Caso o prazo de entrega do cartão se esgote, é preciso informar o gerente sobre o atraso.

Golpe do delivery

Como é: O cliente faz seu pedido via aplicativo. O entregador apresenta uma maquininha com o visor danificado ou de uma forma que impossibilite a visualização do preço cobrado na tela, sendo um valor acima do real cobrado. Só depois de algum tempo, a vítima percebe que efetuou um pagamento elevado.

Como evitar: O cliente deve sempre checar o preço cobrado no visor da maquininha e nunca deve aceitar maquininhas onde os valores que são cobrados não estejam visíveis. De preferência em fazer o pagamento via aplicativo e não no momento da entrega.

TecBan é reconhecida em prêmio de inovação de TI

A 20ª edição do prêmio “As 100+ Mais Inovadoras no Uso de TI” premiou a TecBan, administradora do Banco24Horas, na categoria Serviços Financeiros. A empresa foi representada por Robert Baumgartner, Diretor de TI. A premiação foi realizada pela IT Mídia, em parceria com a PwC. Os ganhadores foram revelados virtualmente durante o primeiro dia do IT Forum Anywhere, na última quinta-feira, dia 10 de setembro.

Neste ano, o prêmio recebeu 241 inscritos. A TecBan foi premiada com o case Inclusão de Fintechs no Sistema Financeiro Brasileiro – HubDigital + Saque Digital. No ranking geral, a TecBan ocupou a 16ª posição. No total, 22 executivos receberam o troféu de mais inovador na categoria em que participaram.

O projeto da TecBan escolhido como mais inovador foi o HubDigital, uma plataforma de integração criada para acelerar a entrada de novas instituições de pagamento, como fintechs e banco sociais ao Banco24Horas. Além do Saque Digital, uma solução de integração entre o físico e digital por meio da disponibilização de APIs que viabilizam a conexão entre os sistemas da TecBan e essas empresas de forma rápida, fácil e segura. Os clientes dessas instituições não necessitam de um cartão físico para efetuar saques no Banco24Horas.

Ao receber a notícia da premiação, Robert Baumgartner, que participou do evento de forma online, agradeceu aos organizadores e também parabenizou sua equipe. Na inscrição do case, o executivo destacou que a inovação tecnológica, que já vinha ocorrendo de forma acelerada, tornou-se ainda mais importante para a competividade das empresas durante a pandemia.

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Bancos digitais e o comportamento do brasileiro

Desburocratização, redução de taxas, facilidade de acesso a cartão de crédito são apenas algumas das vantagens sonhadas por quem procura abrir conta em um banco digital. O Brasil é um dos expoentes mundiais na digitalização bancária e isso se reflete em um crescimento do mercado de fintechs no país. Falar de neobanks é impossível sem mencionar o buzz que eles geram nas redes sociais e no tráfego pela internet. O time de Consumer Insights da Decode fez um levantamento que dá pistas do poder dessa transformação em curso.

Somente no mês de agosto, houve cerca de 7,2MI de downloads de apps de bancos digitais brasileiros. No Twitter, as menções têm um tom majoritariamente favorável (51%) e os assuntos mais comentados em torno dos bancos digitais são: cartão de crédito (35%), NFC (27%), PIX (23%) e limite do cartão de crédito (15%).

De acordo com a análise de Lucas Fontelles, Head de Consumer Insights da Decode, esses números reiteram a tendência a uma democratização cada vez maior das transações financeiras e virtualização dos valores. “Os bancos digitais foram os principais responsáveis pelo aumento em 151% das buscas por cartão de crédito nos últimos 5 anos. A ampliação de acesso aos smartphones, somada à oferta de serviços gratuitos nos neobanks, entre outras facilidades, vai ao encontro de uma tendência crescente da bancarização e educação financeira dos brasileiros”, pontua.

PIX: A ponte da cédula para as criptomoedas?

Por Wagner Gomes Martin, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da VeriTran

A sociedade está em um momento em que, da mesma forma que é possível acompanhar uma entrega em tempo real pelo GPS, conseguimos seguir os passos de um amigo em uma viagem pelas mídias sociais ou falar com alguém em qualquer lugar do mundo com apenas um toque e sem a necessidade de códigos de operadora. E tudo isso sem grandes custos ou mesmo gratuito.

Toda essa evolução tecnológica também é vista no sistema bancário, e a pandemia do Covid-19 acelerou em anos a necessidade de inovação. No Brasil, dinossauros caríssimos como DOC e TED são os dominantes entre os meios de transferência, além do boleto, que é mais caro que o TED, possui compensações que demoram dias e só processam durante um determinado horário. Por isso, as instituições financeiras sabem que precisam manter seu ambiente digital com usabilidade rápida e simples e, como lidam com dados valiosos de seus usuários, também necessitam de uma proteção robusta sobre tais informações.

A criptomoeda é uma base monetária muito eficiente, interoperável e que ainda possui como característica a ausência de regulador nos países. Por outro lado, elas não possuem uma usabilidade simples e aceitação massificada.

Um entorno mais digital, com mecanismos de instantaneidade e facilidade de transferência gera uma demanda cada vez mais virtual, onde podemos ter um cenário de uma criptomoeda emitida por uma reserva federal com cotação oficial assim como a moeda corrente de um país. Ambas podem ser indexadas entre si ou podem ter cotações independentes, podemos supor vários cenários econômicos.

Com isso, todo o movimento de Open Banking que o Banco Central do Brasil vem promovendo está em linha com as premissas de necessidade de rapidez, facilidade, baixo custo e segurança.

O PIX oferta instantaneidade a custo baixo e com segurança de processamento. Esse será um instrumento de transferência que, independente de conta ou titularidade, se instrumentaliza por leitura de QR Code ou dados do recebedor, podendo ser presencial ou por link e capaz de sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais. Temos um instrumento de transferência competitivo, com alto potencial de canibalizar os outros formatos e que propõem a ascensão do digital, uma vez que reduz a necessidade de sacar dinheiro.

Com isso é possível vislumbrar uma criptromoeda regulada por um banco central operando através de meios de transferências digitais e online. O PIX é um dos instrumentos essenciais para o futuro de uma moeda digital dentre outros do entorno Open Banking, promovendo esta digitalização funcional para o momento atual. Todo este movimento é a prova de que as empresas precisam estar de olho em soluções que aceleram e simplificam a implementação de projetos digitais na mesma velocidade em que o entorno financeiro está evoluindo.

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PIX e Open Banking vão revolucionar a vida dos brasileiros

Por Ralf Germer


O Banco Central do Brasil (Bacen) tem trazido atualizações necessárias para levar o ecossistema bancário brasileiro a um novo patamar de inovação e equipará-lo aos mercados mundiais mais avançados. Termos como PIX e Open Banking estarão cada vez mais presentes em nosso dia a dia, uma vez que prometem transformar a forma como lidamos com as transações financeiras. Não é preciso ser especialista para entender que essas resoluções vão incentivar a inovação e competição entre as instituições financeiras e, consequentemente, quem se beneficiará serão os consumidores.


A primeira novidade são os pagamentos instantâneos, iniciativa prevista para chegar em novembro e que visa trazer mais praticidade. O PIX vai permitir que as transações sejam efetivadas em até dez segundos, sem restrição de datas e horários, reduzindo significativamente os custos das operações e abrindo um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores. Por meio da tecnologia, pagadores e recebedores movimentarão o seu dinheiro de forma online e imediata para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física.


Já o Open Banking é uma revolução maior e, sem dúvida, um grande avanço para o mercado nacional. Com um sistema aberto e transparente, os cidadãos vão poder acessar seus dados e histórico financeiro, hoje mantidos pelos grandes bancos, e compartilhar com qualquer empresa regulada pelo BC se assim desejar. Os clientes passam a ter controle das suas informações e podem escolher por entidades do setor que tenham serviços mais adequados ao seu perfil.


Imagine, por exemplo, que uma pessoa queira conquistar um crédito pessoal para quitar suas dívidas. As fintechs do setor, bastante procuradas em épocas de crise, vão conseguir acessar as operações financeiras desse cliente, avaliar e negociar propostas que possam ser interessantes, além de terem um risco operacional menor, identificando bons e maus pagadores. Vale dizer que a regulamentação do Open Banking vem ao encontro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).


Como comentei inicialmente, toda essa adaptação será importante não só para a evolução do mercado como um todo, mas também para proporcionar aos consumidores uma oferta maior de produtos e serviços. Por meio da tecnologia, será possível adquirir crédito pessoal com taxas de juros mais baixas, isso porque todas as instituições poderão ter acesso ao histórico de pagamento do cliente, se assim ele permitir.

Por fim, acredito que todo o dinamismo que os pagamentos instantâneos e o Open Banking irão proporcionar para o mercado financeiro, fará com que ele se torne mais competitivo e menos engessado. E nessa corrida pelo digital e disruptivo, sobrevive quem acompanha o mercado e sai na frente dos demais.

Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil

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ABBC abre inscrições para fintechs e startups participem da 3ª edição do Prêmio Ideia ABBC

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) abre na quinta-feira (10) as inscrições para fintechs e startups participarem da 3ª edição do Prêmio Ideia ABBC. A iniciativa tem como objetivo aproximar as mais de 90 instituições financeiras associadas a empresas inovadoras, com o propósito de otimizar modelos de negócio e reduzir custos operacionais, colaborando, assim, para o desenvolvimento de tecnologias que fortaleçam o ambiente competitivo, a inclusão financeira e a sustentabilidade econômica do país.

Entre as novidades da edição, além das fintechs será permitida a participação de startups. Já na premiação, este ano, os 3 (três) cases que mais se destacarem ganharão um troféu de reconhecimento e também 3 (três) sessões individuais de mentoria, de até 90 minutos cada. Essas mentorias serão realizadas por profissionais de conhecimento técnico e notório saber em áreas de business, tecnologia ou marketing, de acordo com a necessidade dos vencedores.

Para participar, fintechs ou startups brasileiras devem submeter um case real, com pelo menos um cliente pagante do produto ou serviço a ser apresentado (em produção, operacionais ou pré-operacionais) com um dos seguintes aspectos:

• Soluções voltadas à otimização do trabalho remoto;

• Soluções para inclusão financeira da população; e

• Soluções financeiras digitais para micro e pequenos empreendedores.

O prazo de inscrição termina no dia 15 de outubro, exclusivamente pelo link: http://conteudos.abbc.org.br/10 . O regulamento do prêmio está no site (http://ideiaabbc.org.br/).

Na sequência, os cases inscritos serão analisados pela curadora do Prêmio, Fintechlab, um hub para conexão e fomento do ecossistema de fintechs nacional. Serão selecionados os 9 projetos finalistas. Nessa fase, uma banca escolherá as melhores soluções e que apresentem maior aderência ao escopo de atuação dos associados ou dos clientes dos associados da ABBC. Os 9 melhores cases farão um pitch de negócio das suas soluções para a Comissão Julgadora em novembro de 2020, em formato a ser definido pela ABBC.

Vale ressaltar que o mercado brasileiro já conta com mais de 10 mil startups, segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Essas empresas, conhecidas por serem dinâmicas, geralmente com baixo custo operacional e com potencial de boas margens de lucro, podem ajudar o sistema financeiro nacional ao oferecer tecnologia e promover ainda mais a competição bancária. Todos esses aspectos ajudam na inclusão financeira e, consequentemente, no crescimento econômico do país.

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Agibank capta R$ 400 milhões e anuncia a Vinci Partners como novo sócio

Agibank, banco digital omnichannel que tem o propósito de melhorar o dia a dia das pessoas e facilitar sua vida financeira, acaba de anunciar a Vinci Partners como novo sócio do banco, após rodada de captação primária de equity no mercado. A operação, no valor de 400 milhões de reais, que confere participação minoritária à gestora de recursos, fará o capital da instituição ultrapassar a marca de 1 bilhão de reais e impulsionará o seu crescimento, ampliando os investimentos em tecnologia para consolidar uma plataforma “one stop shop” omnichannel para o cliente 50+, foco central da sua estratégia de atuação.

O banco, que vem registrando crescimento dos ativos na ordem de 43,7%, nos últimos 5 anos, iniciou esse processo de captação de recursos meses atrás, elegendo a Vinci pela sinergia de propósitos e visão de longo prazo. “Temos a felicidade de anunciar o resultado dessa rodada de investimentos primária, que foi exitosa do ponto de vista estratégico e também por colocar a Vinci como nossa parceira, compartilhando do mesmo entendimento sobre o negócio e visão de longo prazo”, comenta Marciano Testa, CEO do Agibank.

Com o aporte, o banco digital pretende acelerar a expansão dos seus canais e produtos, tornando todas as jornadas de atendimento cada vez mais digitais, fortalecendo também a sua estratégia de banco de relacionamento omnichannel e disponibilizando uma plataforma de serviços baseada no conceito “one stop shop” para o público 50+. Em números, isso se traduz em um mercado endereçável de 50 milhões de pessoas, que cresce 10% todos os anos. “Nós queremos transformar o Agibank no melhor banco pagador de salários para o público 50+ e dar acesso a uma plataforma de serviços agregadora para esse público, para o qual a nossa proposta de valor é imbatível e sustentável a longo prazo”, acrescenta Marciano.

Uma evidência disso é o NPS – Net Promoter Score – de 80 pontos conquistado recentemente junto aos clientes 50+ que recebem salário no Agibank, que já correspondem a 75% da base atual. Com R$ 2,8 bilhões de ativos e confortáveis posições de liquidez e capital, o Agibank registrou um lucro líquido de R$ 38,7 milhões no 1º semestre de 2020 – crescimento de 178,4% em relação ao mesmo período do ano anterior – e retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 21,9%, além de retorno sobre o ativo médio (ROAA) de 4,3%.

Para a Vinci, o alinhamento de valores esteve presente desde os primeiros contatos com o Agibank. “A Vinci está muito entusiasmada em colaborar com a próxima etapa de crescimento do Agibank. Identificamos no banco uma visão estratégica única, uma forte cultura centrada no cliente e um histórico muito consistente de resultados. Esperamos poder contribuir na construção de um banco sem paralelo”, afirma Gabriel Felzenszwalb, sócio da Vinci Partners.

Com atuação em todo o território nacional, o banco que atendeu em seus diferentes canais mais de 2,7 milhões de clientes, prevê impulsionar ainda mais a sua atuação. “Junto com a Vinci daremos continuidade a nossa trajetória de crescimento no patamar de 30% ao ano por um longo período, consolidando a nossa atuação como banco de relacionamento, com portfólio e proposta de valor completa para o nosso target, contribuindo ainda para a alfabetização financeira e inclusão digital dessas pessoas”, reforça Marciano.

Por falar em digitalização dos 50+, a instituição alcançou índice de uso de canais digitais na ordem de 45%, frente a uma média global de 8%. Recentemente, também abriu as portas da sua anti-agência, a primeira loja conceito da marca, com experiência totalmente voltada para esse público, oferecendo uma jornada totalmente digital até no ponto físico. “Vamos criar uma plataforma para os 50+ e consolidar a nossa atuação nesse mercado, transformando de fato o dia a dia dessas pessoas”, finaliza o CEO.

A assessoria para o Agibank durante toda a operação, que será submetida para aprovação do Banco Central, foi do banco de investimento Goldman Sachs.

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