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Novas ferramentas de análises de dados visam ajudar a fornecer pacotes mais rápidos, um melhor atendimento aos pacientes e muito mais

Por Chris Stetkiewicz

Quando a Microsoft revelou o Azure Synapse Analytics há um ano, a empresa prometeu colocar dados e o poder da análise na ponta dos dedos das pessoas – em qualquer lugar de uma organização – enquanto liberava trabalhadores especializados em tecnologia para se concentrar em tarefas de maior valor do que gerenciar a infraestrutura de dados.

“Começamos com a hipótese de que é muito difícil para muitas organizações usar seus próprios dados e implantar a IA, e não há engenheiros de software suficientes no planeta para atender a necessidade de todas as análises que precisarão ser feitas”, disse John Macintyre, Diretor de Produtos de Azure Synapse e Plataforma de Análises da Microsoft. “Sabíamos que poderíamos tornar isso tremendamente mais simples.”

Com o Azure Synapse, a Microsoft oferece armazenamento de dados e análises ilimitados, conectando e simplificando múltiplas fontes de dados para que qualquer organização possa obter mais benefícios a partir de suas próprias informações.

Na quinta-feira, a Microsoft anunciou que a versão mais recente do Azure Synapse está em disponibilidade geral, e a empresa também revelou uma nova solução de governança de dados, o Azure Purview.

Nesse ano, desde que o Azure Synapse foi anunciado, a Microsoft diz que o número de clientes do Azure executando cargas de trabalho em escala de petabytes – ou o equivalente a 500 bilhões de páginas de texto impresso padrão – aumentou cinco vezes.

Isso inclui a gigante global de entregas FedEx. A empresa está colaborando com a Microsoft para construir o FedEx Surround, uma nova plataforma que usa produtos do ecossistema Azure, incluindo o Azure Synapse, que ajudará seus clientes a digitalizar suas cadeias de suprimentos e usar dados para gerenciar e rastrear o inventário em tempo real.

A FedEx verifica cada um dos 16 milhões de pacotes que fornece todos os dias mais de uma dúzia de vezes antes de chegar aos seus destinos. Isso gera enormes quantidades de inteligência logística útil. Esses dados são combinados com informações sobre tráfego e clima e armazenados no Azure Data Lake, um serviço de armazenamento e análise de dados escalável. Usando o Azure Synapse e o FedEx Surround, a empresa extrairá insights que poderão permitir entregas mais rápidas e eficientes.

“A capacidade de responder aos sinais digitais e ajustar a cadeia de suprimentos em benefício de nossos clientes e seus clientes é um diferencial fundamental para nós. Esse é o valor de próxima geração que queremos trazer aos clientes, e não poderá ser feito sem aproveitarmos o poder dos dados”, disse Sriram Krishnasamy, Vice-presidente Sênior de Programas Estratégicos da FedEx Services.

Nos próximos meses, a empresa planeja implantar o FedEx Surround para apoiar a distribuição de vacinas de COVID-19, o que exigirá uma orquestração cuidadosa para mantê-las preservadas na faixa de temperatura necessária enquanto se deslocar pela rede da empresa.

“Os insights que ganhamos com a análise contínua nos ajudam a otimizar nossa rede. Assim, à medida que a FedEx move remessas críticas de alto valor em todo o mundo, muitas vezes podemos prever se essa entrega será interrompida pelo tempo ou pelo tráfego e remediar essa interrupção, encaminhando a entrega para outro local”, disse Krishnasamy.

Usando dados para atender melhor os pacientes

Ser capaz de prever e planejar mudanças – imediatas e a longo prazo – pode fazer a diferença em praticamente qualquer negócio. Para Wolters Kluwer, provedor global de informações profissionais, software e serviços, os dados desempenham um papel fundamental em suas operações estratégicas, notadamente em sua divisão de saúde.

Por exemplo, a Wolters Kluwer construiu uma plataforma de engajamento do paciente que ajuda os profissionais de saúde a prever quando as condições médicas podem exigir acompanhamento do tratamento ou uma intervenção rápida após os pacientes saírem de um hospital. Além disso, seus sistemas de vigilância clínica extraem dados em tempo real a partir de prontuários eletrônicos de saúde para gerar alertas sobre condições clínicas críticas usando modelos predictivos.

“Nossos clientes estão tentando normalizar e criar sentido a partir de grandes quantidades de dados. Com nossas soluções Health Language, temos a capacidade de limpar e padronizar dados e terminologias médicas para permitir análises em cima disso”, disse Jean-Claude Saghbini, Diretor de Tecnologia da Wolters Kluwer para Saúde.

Antes de adotar o Azure Synapse, a Wolters Kluwer consolidou todos os seus dados de saúde de vários locais no Azure Data Lake, eliminando os “silos de dados” que impediam os funcionários de acessar e trabalhar com múltiplas fontes de dados. O Azure Synapse forneceu as robustas operações de machine learning (MLOps) necessárias para criação de um data lake entre produtos e fontes de dados, bem como pipelines de dados para suportar análises e IA avançada.

“Isso trouxe todos os nossos ativos de dados para um só lugar, para que as pessoas possam usá-los e processá-los, e usar o Azure Synapse para processar todos os dados é um dos grandes facilitadores dessa estratégia”, comentou Saghbini.

Em outro exemplo do valor de um gerenciamento de dados otimizado, a Wolters Kluwer foi capaz de customizar seu conteúdo aos dois milhões de médicos que usam sua plataforma de suporte clínico UpToDate todos os dias. Os dados anônimos de pesquisas clínicas da empresa têm sido usados por pesquisadores para identificar tendências locais ou globais de saúde. Por exemplo, um estudo mostrou que um aumento nas pesquisas relacionadas ao COVID-19 no UpToDate poderia sinalizar um aumento nas mortes relacionadas ao COVID por mês no futuro.

Uma solução caseira para catalogar dados

Enquanto os clientes estavam usando o preview do Azure Synapse no último ano, os engenheiros da Microsoft estavam ocupados desenvolvendo um novo serviço de governança de dados para automatizar a descoberta e catalogação de todos os dados, seja a partir de ambientes on-premises, multi-nuvem ou Software como um Serviço (SaaS). O Azure Purview, agora disponível em preview público, inicialmente permitirá que os clientes entendam exatamente quais dados eles têm, gerenciem sua conformidade com as regulamentações de privacidade e obtenham insights valiosos mais rapidamente.

O Azure Purview começou como um esforço interno de vários anos para ajudar nos esforços de transformação digital e conformidade de privacidade dentro da própria Microsoft. Mike Flasko, Diretor de Produtos do Azure Purview, lidera a equipe que trabalha com os principais executivos de dados, privacidade e segurança da companhia para criar produtos de análises e gerenciar os próprios volumes de dados da empresa, e os sistemas complicados que a Microsoft implanta para gerenciá-los.

Como muitas empresas, os engenheiros de dados, cientistas de dados e analistas de negócios da Microsoft precisam processar e entender esses grandes e intrincados fluxos de dados.

“À medida que modernizamos e trabalhamos buscando atender nossas próprias necessidades, aprendemos muito sobre o que é preciso para transformar digitalmente a Microsoft e gerenciar a privacidade de dados”, citou Flasko. “Cada vez mais clientes estavam nos dizendo que precisavam entender onde estavam todos os seus dados, como eles se movem e como poderiam acessá-los. Seus desafios eram semelhantes ao que estávamos experimentando dentro da Microsoft.”

Assim como o Azure Synapse representou a evolução do data warehouse tradicional, o Azure Purview é a próxima geração do catálogo de dados, diz a Microsoft. Ele se baseia nos recursos de pesquisa de dados existentes, adicionando aprimoramentos para cumprir as leis de manipulação de dados e incorporar controles de segurança.

“O Azure Purview foi projetado para ajudar os clientes a maximizar o uso compatível de seus dados”, disse Flasko. “Ele garante que você tenha uma compreensão abrangente de seus dados, como eles se movem e com quem você compartilhou os mesmos, o que é fundamental para o uso e governança eficazes dos dados.”

O serviço inclui três componentes principais:

  • Detecção, classificação e mapeamento de dados: O Azure Purview encontra automaticamente todos os dados de uma organização no local ou na nuvem, e avalia as características e sensibilidade dos dados. A partir de fevereiro, também será possível fazer o mesmo com dados gerenciados por outros provedores de armazenamento.
  • Catálogo de dados: O Azure Purview permite que todos os usuários pesquisem dados confiáveis usando uma experiência simples baseada na Web. Os gráficos visuais permitem que os usuários vejam rapidamente se os dados de interesse são de uma fonte confiável.
  • Governança de dados: O Azure Purview fornece uma visão panorâmica do cenário de dados de uma companhia, permitindo que os executivos de dados governem eficientemente seu uso. Isso permite insights fundamentais, como a distribuição de dados entre os ambientes, sobre como os dados estão se movendo e onde os dados confidenciais são armazenados.

A Microsoft diz que essas melhorias ajudarão a quebrar as barreiras internas que tradicionalmente complicavam e retardavam a governança de dados.

“Queríamos tornar o mais fácil possível para que nossos aplicativos, e os aplicativos de nossos clientes, interagissem entre si. Fizemos isso integrando e automatizando os sistemas de dados e ensinando-os a conversar com o Azure Purview. Isso permite que os engenheiros de dados sejam apenas engenheiros de dados, e os cientistas de dados possam ser apenas cientistas de dados”, finaliza Flasko.

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Fligoo anuncia aporte Series A de R$ 40 milhões

A Fligoo, startup de análise avançada de dados, com sede em São Francisco, no Vale do Silício, e clientes como Coca Cola, Itaú, Walmart e B2W, anuncia aporte de R$ 40 milhões, liderado por family offices americanas e brasileiras. O investimento será dedicado ao crescimento das operações da empresa, tendo o Brasil como um dos principais focos. A Fligoo usa inteligência artificial, big data e machine learning para fornecer informações preditivas sobre o comportamento do consumidor e otimizar estratégias de negócio. Grandes empresas de mercados como o financeiro, de bens de consumo, varejo, educação e telecom confiam na Fligoo e seus mais de 4 mil algoritmos proprietários para tirarem proveito do recurso mais valioso do nosso tempo: os dados.

“Diferentemente de muitas startups, temos uma operação que apesar do nosso crescimento acelerado gera caixa. Na Fligoo não acreditamos no modelo de encher o cofre de dinheiro de venture capitalists para logo ser refém dos seus ‘terms’. Preferimos crescer o nosso business global a passos naturais e por meio do nosso network”, afirma Carlos Naupari, CEO da Fligoo no Brasil. A operação local da startup cresceu 400% na pandemia. “Depois dos Estados Unidos, em que já temos toda a operação rodando, o Brasil é o país mais importante para nós no momento e é aqui que está o maior potencial para nos tornamos o próximo unicórnio.”

A Fligoo nasceu em 2013, logo depois de um dos fundadores usar o seu conhecimento em computação para fazer um experimento diferente: analisar o comportamento online da mãe da sua então namorada. O objetivo? Descobrir o presente de Natal ideal. O perfume escolhido caiu em cheio no gosto da sogra que se tornou uma das principais apoiadoras do casamento que aconteceria anos depois. O episódio foi o embrião da Fligoo que ao longo dos anos evoluiu de um mecanismo capaz de indicar os melhores presentes a amigos e familiares para um framework proprietário de 4 mil algoritmos, desenvolvido com engenheiros do MIT, que ajuda grandes empresas a usar seus dados de forma segura para incrementar vendas, reduzir a perda de clientes, prevenir fraudes e otimizar processos, como análises de crédito.

A tecnologia da Fligoo se integra aos servidores existentes do cliente de forma remota e entrega resultados que conseguem superar o ROI de projetos ou iniciativas desenvolvidos internamente. A Fligoo usa AI para criar modelos preditivos do comportamento do consumidor. Esses usam vários métodos, incluindo florestas de decisão aleatórias, redes neurais e aprendizagem profunda, que permitem determinar qual produto é melhor para qual tipo de cliente, quando este deve ser oferecido, de que forma e por qual canal. O sucesso dessa abordagem é vista nos resultados comerciais que, em média, saltam 25%. Caso de um dos maiores bancos do Canadá que em dois anos de parceria registra mais de US$ 300 milhões em incremento de venda do seu cartão de crédito.

Parte da operação da startup se baseia em Córdoba na Argentina. É lá que ficam os gênios da Fligoo, os seus cientistas de dados, responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia da startup. São cerca de 40 pessoas dedicadas a treinar, testar e aprimorar os seus algoritmos. “Os clientes enxergam os nossos produtos como soluções holísticas que resolvem os seus maiores problemas para crescer e reter clientes . Somos uma alternativa bem vinda ao trabalho das consultorias tradicionais que dizem trabalhar com AI mas no final das contas entregam apenas belos PowerPoints”, afirma Naupari.

Ao longo dos anos, a Fligoo vem chamando a atenção do mercado. Em 2019, por exemplo, a empresa foi uma das sete selecionadas do programa Start Path, da Mastercard, que passou a apresentá-la à sua base de clientes. Hoje, além do hub em Córdoba, a empresa tem operações nos EUA (São Francisco, Nova York e Miami) e em Londres. Por lá, a startup integra o Scale Fintech, iniciativa da PwC para startups financeiras, e do programa de aceleração do Royal Bank of Scotland. Com vagas abertas e crescimento acelerado, a história da Fligoo está apenas começando.

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Análise de dados e transformação digital devem orientar a experiência do cliente do futuro

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) pediu que os grupos envolvidos na aviação adotem sistemas de análise de dados e transformação digital para ajudar a garantir a experiência do cliente sem divergências e aumentar a segurança e a eficiência.

“Precisamos transformar processos legados e baseados em papel em processos digitais e usar os dados para orientar a tomada de decisões em todas as áreas dos nossos negócios. Os silos organizacionais devem ser eliminados para garantir um foco holístico em toda a experiência do cliente. E nós teremos que fazer tudo isso enquanto continuamos garantindo os maiores níveis de segurança, proteção e sustentabilidade ambiental”, disse Alexandre de Juniac, Diretor Geral e CEO da IATA.

Em sua participação no Simpósio de Dados da Aviação da IATA em Atenas, Alexandre de Juniac falou sobre três aspectos principais para atingir o sucesso:

Desenvolver os principais recursos de ciência de dados e usar os dados para criar melhorias operacionais e na segurança

“As estatísticas mostram que, apesar das flutuações anuais, a tendência de longo prazo é melhorar a segurança. Porém, devemos intensificar nossos esforços para garantir que a taxa de acidentes permaneça desconectada do aumento esperado na demanda de tráfego aéreo nos próximos 20 anos, que deve ser o dobro da demanda atual. O uso maior de dados será fundamental para esses esforços”, disse Alexandre de Juniac.

Ele mencionou o programa Global Aviation Data Management (GADM) da IATA como exemplo. “O GADM coleta dados de mais de 470 participantes do setor por meio de relatórios de acidentes e incidentes, ocorrências de danos no solo e dados de voos. Isso serve como base para uma abordagem proativa baseada em dados para a análise avançada de tendências e mitigação de riscos preditivos.”

Alexandre de Juniac também falou sobre a iniciativa Turbulence Aware da IATA. “Com os dados coletados pelos sistemas das aeronaves, o Turbulence Aware ajudará as empresas aéreas a evitar turbulência, diminuindo os casos de lesões relacionadas à turbulência, reduzindo a queima de combustível e melhorando as eficiências operacionais.

Usar padrões e tecnologias de dados modernos para oferecer experiência do cliente superior

“Estamos atualmente em meio à transformação digital com os programas New Distribution Capability (NDC) e ONE Order. Esses programas, baseados em padrões modernos, eliminarão um século de sistemas legados acumulados e proporcionarão a modernização tão necessária dos processos de distribuição e back-office do setor. Desta forma, veremos um mundo de varejo de companhias aéreas que irá gerar valor para o cliente, para as companhias aéreas e toda a cadeia de valor das viagens aéreas”, disse Alexandre de Juniac.

O NDC melhora a distribuição com o seu moderno padrão de dados baseado em XML para comunicações entre as companhias aéreas e os agentes de viagens. O ONE Order substitui os processos legados de bilhetes eletrônicos (e-tickets), registros de nomes de passageiros e documentos eletrônicos diversos por apenas um pedido de varejo, com foco no cliente.

Sobre os processos de aeroportos, Alexandre de Juniac destacou a iniciativa One ID que facilita a movimentação do passageiro pelo aeroporto com um processo sem documentos por meio de gerenciamento de identidade via reconhecimento biométrico. “Isso aumentará a eficiência desde o check-in até o embarque, beneficiando os passageiros, aeroportos e autoridades de controle”, disse Alexandre de Juniac.

Estabelecer governança de dados robusta para fornecedores e provedores

“As aeronaves modernas geram grandes quantidades de dados que podem ser analisados para monitorar a eficiência operacional e a confiabilidade. Os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) geralmente dizem que as companhias aéreas são donas dos dados brutos produzidos por suas aeronaves, mas mesmo assim, eles tomaram medidas para dificultar o uso desses dados por parte das companhias aéreas. Estamos em contato com os OEMs em nome das nossas associadas para tratar desta questão”, disse Alexandre de Juniac.

Além disso, muitas vezes as companhias aéreas não têm informações sobre os clientes que não reservam diretamente com a companhia aérea, o que permitiria entrar em contato com mais facilidade com esses clientes em caso de problemas operacionais. Essas informações ficam armazenadas em sistemas de reservas de terceiros. “Espero que todos concordem que, para garantir a experiência de viagem sem divergências, é necessário que a cadeia de valor seja capaz de gerenciar de forma proativa os problemas operacionais e proporcionar experiências personalizadas aos clientes compartilhados. E isso requer acesso às informações dos passageiros”, disse Alexandre de Juniac.

Leia mais sobre o discurso de Alexandre de Juniac em www.iata.org/pressroom/speeches/Pages/2019-06-25-01.aspx

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SONDA expande atuação no setor financeiro, com soluções de analytics

A SONDA, maior empresa latino-americana de serviços de TI, tem expandido e intensificado sua atuação no setor financeiro por meio de duas soluções analíticas: uma para gestão de risco para bancos e uma para identificar e prevenir eventuais fraudes.

As soluções foram desenvolvidas em parceria com o SAS, que utiliza inteligência artificial na geração de resultados. O analytics de gestão de riscos para bancos auxilia no processo de controle de ativos e passivos, riscos operacionais, precificação e na simulação de balanço. Já o analytics para identificação de fraude contribui para evitar e prevenir falhas sistêmicas, perdas e desvios de condutas, além de diminuir erros humanos.

“Nos últimos anos, a SONDA expandiu sua atuação no mercado financeiro por meio de soluções tecnológicas que entregam resultados mais assertivos e robustos. Em um cenário em que a transformação digital avança de forma exponencial, as soluções de analytics representam um passo importante para tornar as instituições financeiras mais competitivas”, explica Adriano Espósito, Diretor de Transformação Digital da SONDA.

A SONDA é um dos maiores provedores de tecnologia para bancos do Brasil. A empresa mantém contratos com os dois maiores bancos públicos do país. O portfólio varia desde soluções de outsourcing de TI, sistemas de impressão à soluções de inteligência analítica.

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Olimpio Pereira é novo country manager da Qlik Brasil

A Qlik, empresa líder da indústria de Analytics e Business Intelligence, anuncia seu novo country manager para o Brasil, Olimpio Pereira, que atuará sob o comando de Eduardo Kfouri, vice-presidente da Qlik na América Latina. O executivo, que tem mais de 30 anos de experiência na indústria de tecnologia, assume a posição para dar continuidade ao crescimento sustentável da empresa, contribuir para a alfabetização de dados e suportar os clientes no processo de transformação digital liderando através dos dados.

Pós-graduado em Análise de Sistemas pela FASP – Faculdades Associadas de São Paulo, e em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie, Olimpio já ocupou vários cargos de liderança no Brasil, tendo trabalhado em empresas como Oracle, Forté Software e BMC Software.

“Estou muito entusiasmado com a oportunidade de gerar valor para o cliente no mercado de análise de dados com a Qlik. Além de seguir com os avanços já alcançados, estou seguro de que somos o ponto focal para a transformação digital na era da Economia Analítica. É preciso apenas um insight, em apenas uma área da empresa, para acionar a mudança, melhorar um processo de vendas, fechar uma lacuna da cadeia de suprimentos, ou mesmo remover uma barreira do processo de entrega. Agora imagine quando multiplicamos isso por todas as pessoas em todas as linhas de negócios, fazendo suas próprias descobertas diárias. Isto chamamos de democratização de dados”, destaca.

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SAP amplia integração e oferece novos recursos inteligentes para o SAP Analytics Cloud

A SAP SE (NYSE: SAP) anunciou hoje novos recursos da solução SAP Analytics Cloud que incluem capacidade ampliada de análise, Business Intelligence (BI), fluxos de trabalho de planejamento e integração de dados. A plataforma recebeu incremento adicional de 100 novas fontes de dados, entre as quais as soluções SAP BusinessObjects, o SAP S/4 HANA ou SAP S/4 HANA Cloud e a solução SAP Market Cloud, permitindo acessar dados onde quer que estejam, sem precisar migra-los para a nuvem.

Com o aumento da integração, a plataforma atinge mais de 250 fontes de dados e também está integrada à solução SAP BW/4HANA 2.0, fornecendo recursos completos de análise e data warehouse. O SAP Analytics Hub, oferecido com a SAP Analytics Cloud, garante um único ponto de acesso a todo conteúdo de análise, SAP ou não-SAP, não importando onde esteja.

“A SAP está investindo no aprimoramento dos recursos para oferecer soluções cada vez mais integradas para adoção das tecnologias emergentes, ao mesmo tempo que amplia o leque de fontes de dados para que as análises sejam cada vez mais completas e assertivas e impactem positivamente os negócios”, explica Valeria Kinguti, Vice-Presidente de Plataformas e Tecnologia da SAP Brasil. A executiva ressalta que é na combinação entre a inteligência da máquina e a criatividade humana que os recursos de analytics produzem os melhores resultados.

Análise ampliada e novos recursos de planejamento

Os novos recursos permitem que os usuários possam acrescentar ferramentas de aprendizagem de máquina e inteligência artificial aos fluxos de trabalho existentes ou em planejamento e business intelligence. Os aprimoramentos incluem modelos de séries temporais e melhorias na experiência do usuário, tornando mais fácil para que os analistas prevejam resultados e automatizem decisões.

Entre os recursos, as ferramentas de “search to insight” facilita a formulação de questões sobre os dados dos usuários em linguagem natural, além de automatizar insights usando a “smart discovery”, que agora inclui influenciadores relevantes, valores inesperados e simulações. Já o recurso “smart predict”, permite que os analistas de negócios treinem modelos para prever resultados.

As ferramentas de planejamento colaborativo facilitam a geração de melhores resultados ao permitir que usuários alinhem os planos distribuídos pela empresa em torno de uma única versão. Com o SAP Analytics Cloud, é possível analisar, planejar e fazer previsões em um único lugar de forma a acelerar os ciclos de planejamento e tomar decisões inteligentes.

A conectividade avançada com modelos incorporados à aplicação SAP Business Planning and Consolidation (SAP BPC) permite explorar os investimentos existentes e conectar os complexos processos de planejamento à nuvem. Usando os novos recursos para usuários finais, os planos de negócios podem ser criados e ajustados dentro da SAP Analytics Cloud e de outras ferramentas, entre elas o Microsoft Excel. Isso permite estender e alinhar os planos do departamento de finanças e de toda a empresa para produzir a melhor versão para os negócios.

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3ª geração do BI: a hora e a vez do Business Intelligence

Por Eduardo Kfouri, VP da Qlik para América Latina

Dados sempre foram muito valiosos. Porém, por muitas décadas, não exploramos todo seu potencial e esse valor acabou deixado para trás. Fatores limitantes como complexidade, barreiras técnicas e lacunas de habilidades dos profissionais têm ocultado diversas possibilidades de exploração e compreensão. Mas agora, com a terceira geração de Business Intelligence, este cenário está prestes a mudar.

Durante a primeira geração, as abordagens iniciais de BI usavam camadas de tecnologias que analisavam conjuntos de dados multidimensionais, frequentemente gerenciados por uma equipe central de TI. Na época, o foco era em dados estruturados e armazenados em sistemas tradicionais, gerando relatórios estáticos. Nesse modelo centralizado o processo era lento, complexo e dependente dos poucos profissionais da área, que atendiam apenas cerca de 25% da força de trabalho na empresa.

Já em sua segunda geração, criou-se uma nova categoria: o BI orientado ao usuário, que adicionou novos métodos para preparar e carregar dados de forma mais intuitiva. Essa abordagem disruptiva ampliou os benefícios do BI para diferentes áreas de uma organização e deu ao usuário de negócios o poder de explorar livremente as informações.

3ª geração: democratização e transformação digital no mundo dos dados

Chegamos então à nova geração do BI e, com ela, revela-se um novo cenário. Por meio da democratização dos dados, podemos empoderar cada vez mais os usuários, independente de sua área de atuação. Para isso, devemos ressaltar a importância do Data Literacy – ou alfabetização em dados – que permite que todos possam fazer uso das plataformas, aprendendo a falar a linguagem dos dados e ler toda informação que eles carregam.

Além disso, outro ponto importante dessa nova era é a existência de um poder computacional muito mais evoluído, que nos dá acesso a máquinas mais potentes, capazes de suportar e processar um grande volume de dados, em alta velocidade e na variedade em que são gerados – fator esse que não era possível nas gerações anteriores.

A combinação de todas estas características é a ponte para o futuro: a junção da intuição humana com a inteligência artificial e das máquinas. Nesse cenário, o BI se torna parte de todas as tomadas de decisão, através das análises incorporadas aos fluxos de processos de negócios. Esses são fatores determinantes para que as empresas estejam alinhadas com essa nova geração, alcançando a Transformação Digital orientada por dados e possibilitando que atinjam a liderança em seus setores.

Dashboards e BI: como a indústria pode analisar dados com agilidade e precisão

Por Marcos Abellón

Se pararmos para analisar, a quantidade de dados gerados em uma fábrica é imensa. Quantos funcionários uma empresa tem, qual a produtividade de cada setor, quantos produtos são fabricados por hora, quantos são vendidos ao ano, qual o tíquete médio de cada cliente, etc. Esses são apenas alguns exemplos. E a melhor estratégia para o empresário no mundo atual é saber usar os dados e números a seu favor.

O Business Intelligence precisa fazer parte da rotina de toda empresa. No caso das indústrias, considero essa necessidade algo ainda mais urgente. Saber coletar, organizar e analisar os dados corretamente pode ser o diferencial entre “ser apenas mais um” e virar o líder de mercado. O BI é capaz de transformar a montanha de dados que a sua empresa gera em informações que realmente valorizam o seu negócio.

Para isso, a adoção de dashboards é essencial, já que transforma dados em informações palpáveis, tornando o fluxo de trabalho, as metas do dia, e tudo mais o que for necessário, visível para a equipe. Dependendo do seu mercado de atuação, cada indústria tem um tipo de dashboard mais indicado. Os dados mais importantes são selecionados e combinados entre si para gerar informações que alavanquem o crescimento e o lucro do negócio.

Pense no BI como uma maneira de aproveitar todos os dados gerados por colaboradores, consumidores, fornecedores, etc, e a partir disso gerar insights essenciais para reduzir custos, encontrar oportunidades, tomar decisões mais assertivas e enfrentar seus concorrentes. O BI e o uso de telas inteligentes mostram que o caminho para o sucesso já está dentro da sua organização. Resta saber explorar estes dados com sabedoria.

O dashboard em si é importante para a velocidade dessas decisões. Selecionando as principais informações e análises para ficarem disponíveis, é possível encontrar oportunidades e corrigir rotas com maior agilidade, resolvendo pequenos problemas que poderiam se tornar uma grande dor de cabeça futuramente. Uma linha de produção que apresente uma pequena lentidão em uma de suas esteiras, por exemplo. O problema pode não ser percebido imediatamente, mas essa diferença irá começar a aparecer na tela e as medidas poderão ser tomadas imediatamente. E o mais interessante: você já irá saber numericamente o quanto esse atraso pode interferir nas suas vendas.

É possível trabalhar com dashboards focados em dados internos (como quais produtos estão sendo produzidos por minuto, velocidade das linhas de produção, tempo de execução, etc), informações externas (como quantidade de pedidos que foram realizados por região do país, número de vendas por representante, acompanhamento logístico, etc) e até mesmo dados cruzados. Cabe a cada líder determinar quais são as informações essenciais para sua produção e facilitar o acesso aos dados de qualidade.

A indústria em si é algo muito complexo, pois envolve o trabalho de diferentes áreas que precisam estar funcionando em perfeita sintonia. É preciso estar a par de relatórios, conhecer a produtividade, conferir o trabalho dos colaboradores, ter toda a logística em ordem e conhecer as necessidades e preferências do seu consumidor, etc. Para conseguir aproveitar ao máximo todas informações geradas por cada uma dessas ações, o Business Intelligence é a melhor solução. Já os dashboards são as melhores ferramentas para simplificar todos os dados e colocá-los para, efetivamente, trabalharem ao seu favor.

Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira que desenvolve soluções para prefeituras, BI (Business Intelligence) e aplicativo para pagamento móvel.

Encontro Data Driven Day, do Grupo Havas, chega à São Paulo

Evento realizado pela Data Business Intelligence, consultoria do grupo, acontece simultaneamente em seis países e traz ao Brasil palestras de executivos de grandes empresas, como Adobe, Expedia VR e IBM

No dia 08 de agosto acontece a primeira edição do Data Driven Day. O evento, realizado pela Data Business Intelligence (DBI), empresa de consultoria do Grupo Havas especializada em Big Data Analytics, será apresentado simultaneamente em seis países, contemplando cidades como Bogotá, Buenos Aires, Ciudad de México, Lima, Miami e São Paulo.

A iniciativa, que acontecerá na ESPM, na Vila Mariana, marca a entrada da DBI no Brasil e visa fomentar a cultura “data-driven”, estimulando os presentes a refletirem sobre como as empresas podem aproveitar dados e tecnologia, aumentar a competitividade e otimizar seus negócios. Para isso, contará com a presença de executivos de grandes empresas e startups, que vão discutir a respeito de dados, tecnologia e marketing. Entre os convidados palestrantes estão Carolina Piber (vice-presidente Brasil de marketing da Expedia VR), Claudia Muchaluat (Chief Digital Officer para a América Latina da IBM) e Fernando Teixeira (Head of Practice, Advertising Experiente profissional de marketing digital da Adobe).

“Apenas 1 em cada 10 empresas da América Latina está conseguindo passar da informação à ação. O problema não é técnico, mas cultural. A maioria das empresas que conhecemos hoje – mesmo as mais tecnológicas – começou em uma época em que a informação era escassa. Não é incomum ver empresas que não têm uma mentalidade voltada para os dados”, comenta Juan Damia, CEO da DBI Latin America.

Unindo três importantes pilares, o Data Driven Day marca a oportunidade de atualização e aprimoramento do conhecimento sobre os desafios da indústria dos dados e sua implementação no campo dos negócios. Especialmente idealizado para um público formado por C-Levels, vice-presidentes e diretores de todos os segmentos de mercado, o evento tem como objetivo promover discussões de alto nível, networking e aprendizado a respeito do tema.

Responsável pela iniciativa, a DBI tem sede em Paris e mais de 20 escritórios ao redor do mundo. A empresa fornece soluções digitais de ponta e práticas recomendadas para empresas dos mais diversos segmentos. No Brasil, pretende atender tanto os clientes locais quanto os internacionais. Em seu portfólio global estão atualmente clientes como Mercado Livre, Telefónica, Fox, DirectV, L’oreal, Santander e UNICEF, entre outros.

Para mais informações acesse: http://datadrivenday.com/sao-paulo/

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A visão 360º deve ir muito além do cliente

Por Cynthia Bianco

Tenho percebido que as empresas têm investido recursos e esforços para obter a tal visão 360º do cliente, porém elas não têm dedicado a mesma energia para ter uma visão 360º de seu próprio negócio. Obviamente conhecer quem é seu público é mandatório, mas engana-se quem pensa que isso é o suficiente. Pelo contrário, voltar-se para os clientes e para o seu desempenho, isoladamente, e não para o da empresa como um todo, pode ser desastroso. Estou falando daquele famoso olhar associado ao self-service, que traz informações separadas, parciais, que estão longe de representar uma visão única da verdade.

Muitas empresas continuam cometendo o mesmo erro do passado, ou seja, utilizar ferramentas de analytics não integradas ao ambiente corporativo, criando desta forma silos de informações. Ter uma visão individual e dar autonomia ao usuário é importante, tanto quanto conhecer quem é seu público. Mas é preciso também contar com uma estrutura capaz de conectar essas pontas em âmbito corporativo; que seja retroalimentável e que permita que as informações estratégicas sejam acessadas de qualquer lugar, inclusive através de dispositivos móveis. Objetivos dificilmente alcançados sem a governança.

Aliás, a governança é um grande desafio. Com tanta fonte de informação, quem garante que determinado dado é verdadeiro? Sem falar que para cada departamento uma informação pode ter um significado diferente: para o comercial, a venda é o que foi vendido para o cliente; para finanças, é o que ele já pagou; para o departamento de logística, é o que deve ser entregue. O conceito de governança e de ter uma visão única dos dados é fundamental.

E é exatamente o que estamos perdendo. Como agora, com o self service analytics, todo mundo pode criar suas próprias visões, os dados originais acabam sendo alterados, seja por pontos de vista discrepantes ou por filtragens, que muitas vezes caem no esquecimento. Fora isso, outro erro comum é achar que, pelo fato da origem ser a mesma, todos os dados que de lá vieram, foram validados e são totalmente confiáveis. Esse é o maior perigo, pois o executivo pode pegar um dashboard com dados não validados e entendê-los como verdadeiros, tomando uma decisão errada. É preciso educar as pessoas para ter dados governados e/ou dashboards certificados.

Em suma, engana-se quem pensa que conhecer bem as diferentes partes do negócio isoladamente é garantia de sucesso. A visão 360% com governança nada mais do que você pensar na empresa como um todo e não nos departamentos. Fora isso, saber de onde vieram os dados e ter certeza de que há alguém que possa se responsabilizar por eles é muito importante. A governança não existe para travar processos. Bem utilizado, o analytics pode ser fundamental na jornada de transformação digital das empresas, mapeando os caminhos e trazendo mais insights, permitindo que as empresas sejam competitivas num mundo que muda de hora em hora.

Cynthia Bianco, presidente da MicroStrategy no Brasil, empresa pioneira na área de BI, analytics e em aliar a mobilidade, realidade aumentada e linguagem natural com plataformas analíticas.

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Webinars gratuitos da Qlik falam sobre Transformação Digital orientada a dados

Em tempos de Economia Analítica, os insights orientados por dados lideram a jornada em direção ao futuro. As organizações que obterão sucesso serão aquelas que utilizam os dados como um ativo estratégico para tomar melhores decisões em todas as áreas de operações.

A Qlik apresenta, em parceria com o Gartner e clientes da empresa de segmentos como Varejo, Serviços, Financeiro e Saúde, uma série de webinars gratuitos sobre as oportunidades de transformação orientada por dados. Entre os temas abordados, estão as novas maneiras para obter valor a partir dos dados e as estratégias inovadoras para lidar com alto volume de informação.

A jornada da Transformação Digital de cada organização é única e baseada em metas, objetivos e tendências do setor. É por isso que destacamos quatro sessões específicas que mostram como as empresas utilizam os dados e análises para respaldar sua jornada transformadora.

Os participantes podem selecionar a sessão de webinar ideal de acordo com o seu interesse ou com segmento de sua companhia. As sessões incluem uma combinação de conteúdo ao vivo e sob demanda em serviços financeiros, saúde e varejo. Existe também uma sessão mais abrangente, caso sua organização não se enquadre nesses setores.

Confira a programação completa:

Data/Horário Título Palestrante
25 de Julho – 14h00 (horário do Brasil) Como a análise de dados está promovendo a transformação digital » Valerie Logan – Research Director – Gartner
David Bolton – VP Industry Solutions – Qlik
25 de Julho – 15h00 (horário do Brasil) Transformações digitais orientadas a dados: aproveitando insights valiosos » Mike Muglia – Center of Excellence – Business Process Improvement – FP&A BI – Verizon
Kelsey Fautsch – Senior Product Manager for Compliance & Customer Experience Measurement Platform – Deloitte
Neil Martin – Head of Toolkit Product Development – WebHelp
Niall Gallacher – Global Market Development – Qlik
[Webinar sob demanda] Tendências de BI 2018 » Dan Sommer – Senior Director – Market Intelligence Lead – Qlik
[Webinar sob demanda] Obtendo pleno valor dos negócios com seus dados em 2018 » David Bolton – VP of Industry Solutions – Qlik
Chris Mabardy – Sr Director of Product Marketing – Qlik

Série de Webinars Qlik
Data: 25 de julho de 2018
Horário: 14h e 15h
Inscrições: Os interessados devem se inscrever por meio deste link.

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Avon desenvolve projeto de Big Data & Analytics que melhora a utilização de dados em vendas online

Entender o movimento do cliente dentro do seu portal B2B de vendas online. Esse era um dos principais objetivos da Avon, companhia com 60 anos de atuação no Brasil que fatura, em média, 150 mil pedidos por dia, ao desenvolver um projeto de Big Data & Analytics, que se beneficia de dados extraídos do mundo online e os cruza com a base histórica da plataforma analítica da MicroStrategy. A iniciativa trouxe à companhia, líder mundial no mercado de beleza e uma das maiores empresas de venda direta do mundo, a capacidade de responder quase instantaneamente várias perguntas de negócios capazes de influenciar tomadas de decisão e personificar ofertas para as suas clientes, isso tudo analisando o comportamento de compra de milhões de usuários.

De acordo com Raquel D’Anello, diretora de TI da Avon, evitar que o “carrinho” seja abandonado nas vendas online, entender o movimento no site, bem como identificar os motivos que levam os clientes a desistirem de uma compra, é um dos principais desafios das empresas, independentemente de sua área de atuação. Em se tratando da Avon, especialmente após a inserção de tags em todo o portal de vendas B2B, essa necessidade ficou ainda mais evidente, pois se tornou possível acompanhar todos os movimentos da revendedora no site e saber o que ela fazia e em que momento, gerando um grande volume de informações. Além disso, o BI já permitia acessar o histórico baseado em pedidos e faturamentos anteriores, além de dados das redes sociais.

“Diante desse cenário, nossa questão era: o que fazer com esse monte de informação? Começaram a chover perguntas sobre o comportamento e nós, meio sem saber o que fazer, chegamos para a MicroStrategy e falamos: ‘o nosso BI tradicional não funciona mais. O que tem no mercado? Ouvimos falar do big data, o que podemos fazer com isso?’ E aí veio a ideia de fazermos um piloto e começar a trabalhar essas informações”, explica Raquel.

Com baixos investimentos, curto prazo e recursos escassos, mas com muita vontade de fazer acontecer, como a própria executiva ressalta, o projeto começou a ser concebido. O piloto foi feito usando uma máquina relativamente simples e de baixo custo e toda essa infraestrutura foi levada para a nuvem. O investimento para viabilizar esse pontapé inicial, já incluindo os custos da mão de obra e da consultoria, totalizou cerca de 50 mil dólares, valor bastante inferior ao que se costuma investir em projetos de Big Data & Analytics. Um recurso da equipe de TI e um profissional do time de consultoria da MicroStrategy foram os responsáveis pela execução. As primeiras tentativas não surtiram efeito e foi somente após o envolvimento da área de negócios da Avon, chamada de Digital, que o projeto começou a decolar. “Queríamos descobrir e desmistificar esse tal de big data. Batemos na porta do Digital e questionamos o que o presidente perguntava e eles não conseguiam responder ou, então, saber o que levava três meses para ser respondido. Recebemos de volta umas quatro perguntas e, com base nelas, conseguimos entender quais eram os dados do nosso sistema transacional, do B2B e das mídias sociais que precisavam ser levados para esse sistema. E assim fizemos”, diz Raquel.

Os resultados obtidos com esse projeto de Big Data & Analytics foram vários e ajudaram a impulsionar as vendas online da Avon. A capacidade de personalizar ofertas digitais com base no comportamento específico da revendedora no site foi um avanço significativo. Hoje, a área de Digital da Avon olha o histórico de compras, cruza com as informações da navegação e faz análises que geram insights em tempo real. Com o apoio do big data, também é possível corrigir rotas e erros nas campanhas a qualquer momento, o que cria uma capacidade maior para planejar os próximos passos.

Outro ponto importante é que a Avon tem um portfólio de mais de três mil produtos ativos e as campanhas mudam de 15 em 15 dias, o que impossibilitava, por exemplo, a capacidade de traçar estimativas. Com as informações geradas a partir do Big Data, é possível fazer uma antecipação do forecasting, enquanto o próximo ciclo está em planejamento. Fora isso, o projeto também possibilitou algumas análises preditivas, como, por exemplo, saber qual das revendedoras pode não completar o carrinho. É possível ver quem entrou, não comprou e fazer uma ativação via call center, whatsapp ou SMS, enquanto a pessoa ainda estiver em seu momento de compra.

“Também conseguimos revisar o limite de crédito online, o que antes era um dos vilões, pois a pessoa começava a fazer um pedido, mas em seguida passava a remover do carrinho alguns itens, porque seu limite de crédito havia estourado, por exemplo, e isso a levava a desistir da compra. Já pudemos perceber que isso aumentou a satisfação da mulher e fez com que ficasse mais tempo no site. E quanto mais tempo ela fica, maior probabilidade de venda nós temos. Sem falar que, entendendo o comportamento, também posso tomar ações que chamam a atenção da mulher”, enfatiza Raquel.

Para apresentar esses dados, foi criada uma série de dashboards e relatórios ad hocs para algumas das áreas, como de Marketing e Digital, que preferem receber as informações nesse formato para fazer suas próprias análises. O ambiente continua em pleno funcionamento e agora o próximo passo é crescer. À medida que perguntas mais complexas vão chegando, é preciso, por exemplo, plugar mais dados transacionais e aumentar a quantidade de tags no portal B2B.

“Hoje nada nos impede de chegar mais longe com Big Data & Analytics. É apenas uma questão de foco. Porque vimos que dá pra ser robusto e flexível com segurança e baixo custo. A nuvem funciona e é segura – o que, aliás, era um dos meus receios – e, muitas vezes, é até melhor do que a infraestrutura interna, que tem burocracia e recursos limitados. Ter a informação certa, na hora correta, é sinônimo de sucesso. Quem trabalha em TI sabe disso e quem trabalha na área de negócios sabe disso duas vezes mais”, finaliza.

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