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Missão leva startups do Brasil para roadshow com 150 investidores chineses

Uma missão organizada pela CBIPA (China Brasil Internet Promotion Agency) levará, em setembro, um grupo de 26 empresários brasileiros para apresentar seus modelos de negócio e perspectivas de expansão a mais de 150 investidores chineses, para o evento “2017 Brazil Roadshow: Beijing”. O encontro acontecerá ao mesmo tempo em que chefes de Estado se reunirão na cidade de Xiamen, durante a 9ª cúpula dos BRICS.

Desde 2008, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e, nos últimos três anos, o capital chinês já presente em projetos de infraestrutura e commodities, passou a ter presença também entre as empresas locais de internet, como demonstram os casos do Peixe Urbano, adquirido pelo Baidu, e a 99, que recebeu US$ 200 milhões do player chinês Didi, em parceria com o Softbank. Segundo a consultoria inglesa Dialogic, até abril de 2017, o capital chinês foi responsável por 52% de todo o investimento estrangeiro feito no Brasil em projetos de compra e fusão de empresa (M&A)

De acordo com o presidente da CBIPA e CEO do Baidu no Brasil, Yan Di, parte dos investidores em Beijing já tem conhecimento prévio do cenário digital brasileiro. Em maio, o 30 investidores e empresários de tecnologia da China, cujos ativos somam US$ 190 bilhões, participaram do Chinnovation 2017, em São Paulo.

“Além de recursos financeiros, fundos chineses podem oferecer expertise e transferência de tecnologia, já que o país asiático vive um boom criativo e a ascensão modelos de negócios inovadores e validados em um mercado com 700 milhões de usuários de internet”, afirma Yan Di. Maior mercado digital do mundo, a China é também a maior fonte de venture funding global, com US$ 100 bilhões captados para aplicar em startups.

O CEO da CBIPA, In Hsieh, apresentará durante o roadshow o venture builder Marco Polo, programa de aceleração que replicará, no Brasil, modelos de negócio na China. “Vamos investir em startups brasileiras que trarão, aos consumidores locais, projetos inovadores e já validados na economia digital chinesa”, diz Hsieh.

Entre as empresas nacionais que se apresentarão na China, estão nomes brilhantes da economia digital brasileira, como a plataforma de frete Truckpad, o serviço de contratação de profissionais Parafuzo, o meio de pagamento BestPay, a startup Delivery Center e a Indigo, empresa global de soluções para estacionamentos. Somadas, o valor de mercado das empresas nacionais supera um bilhão de dólares.

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Empresas criam 1ª Associação Brasileira de Inteligência Artificial

Um grupo de 16 empresas com atuação no setor de Inteligência Artificial no Brasil acaba de anunciar a criação da primeira entidade representativa do setor. A Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), reúne tanto startups quanto empresas já consolidadas no setor.

Existem hoje cerca de 40 empresas iniciantes que se dedicam exclusivamente a criar ou aplicar soluções de AI no Brasil para aumentar a eficiência em setores como seguros, marketing digital, varejo, agronegócios, educação, saúde, legislação, transportes, serviços financeiros e linguagem natural.

Na avaliação do presidente da ABRIA, Yan Di, a criação da entidade permitirá somar esforços entre as empresas brasileiras que atuam no setor, ampliar a troca de informações entre players nacionais e acelerar a adoção de plataformas de AI que melhorem a produtividade da economia brasileira. “Estudos internacionais indicam que a aplicação de soluções de AI geram, em média, um aumento de 40% na produtividade das empresas que a adotam. Em segmentos como o varejo, por exemplo, este ganho chega a 60%, acelerando a tomada de decisões e auxiliando na prospecção de novos clientes”, afirma.

Para o CEO da Nama, Rodrigo Scotti, a iniciativa integrará a comunidade desenvolvedora e tornará mais palpável para a população a tecnologia em Inteligência Artificial genuinamente brasileira. “Queremos que as boas práticas em Inteligência Artificial sejam cada vez mais disseminadas na sociedade e possam ajudar muitas pessoas em suas atividades cotidianas”, comenta.

Entre as atividades já definidas na agenda da entidade estão a produção do primeiro mapa público do setor de Inteligência Artificial no Brasil, identificando as startups em ascensão, empresas internacionais operando no Brasil e projetos de pesquisa nos setores acadêmicos. Veja abaixo os sócios fundadores da ABRIA. Mais informações podem ser obtidas no email contato@abria.com.br.

Conheça as empresas participantes:

1 – Baidu

Multinacional; líder global em inteligência artificial

2 – Nuveo

Empresa brasileira; automatiza coleta e análise de dados

3 – MeCasei

Pesquisa de preços e organização de eventos por AI

4 – Dataholics

Análise de risco de crédito e segmentação para marketing

5 – Nexus Edge

IA proprietária para publicidade

6 – Directtalk

Processamento em linguagem natural

7 – Hekima

Solução de Big Data e Inteligência Artificial

8 – Neurologic

Pesquisas de mercado e análises de dados

9 – Horizonfour

Análise de dados para ações de marketing

10 – Mvisia

Máquinas de visão para seleção de produtos no meio agrícola

11 – Allgoo

Análise de dados para o mercado de investimentos

12 – Docbot

Plataforma de assistentes virtuais (BOTS) de saúde e bem-estar

13 – Intexfy

Aplicações de inteligência artificial para vendas

14 – Nama

Chatbots que compreendem a linguagem humana

15 – Fhinck

AI para aumentar a produtividade das operações de suporte e backoffice

16 – Geofusion

Location analytics para decisões de negócio

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Equívoco sobre ISS pode deixar até 90% das cidades brasileiras sem serviços oferecidos por apps

Uma interpretação equivocada sobre como funcionam serviços online pode forçar dezenas de empresas de agenciamento de táxi, delivery de comida, agendamento de serviços de beleza ou reparos no lar via aplicativos a sair das pequenas e médias cidades brasileiras.

Chamados de O2O (online to offline), estes apps permitem usar o celular para agendar dezenas de serviços, o que aumenta a produtividade das empresas, sua taxa de ocupação, eleva a segurança das transações comerciais, reduz custos e, na prática, permite melhorar a qualidade dos serviços prestados. Atualmente, mais de 120 cidades brasileiras contam com serviços O2O, que atendem diariamente mais de 24 milhões de usuários e geram, em média, economia de 20% para o consumidor final.

Como qualquer serviço online, o agenciamento feito pelas empresas de O2O acontece em ambiente virtual, ou seja, em servidores remotos que podem ficar em qualquer local do Brasil ou do mundo, processo conhecido como “computação em nuvem”. Esta característica faz com que as empresas de tecnologia recolham impostos sempre de acordo com as leis da localidade em que abrem suas sedes. Situação totalmente distinta é vivida pelos parceiros offline, que prestam serviços em locais físicos variados e recolhem Imposto sobre Serviços (ISS) sempre na cidade em que estes são efetuados.

Desde o início de 2016, no entanto, cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), São José dos Pinhais (PR) e Brasília (DF) têm apresentado propostas de regulação para que cada agenciamento online para serviço offline prestado em seu território recolha ISS em seu município. Na prática, esta interpretação obrigaria, por exemplo, um app com parceiros em mil cidades a abrir escritórios em mil localidades e recolher ISS em cada uma destas regiões individualmente.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de O2O (ABO2O), Yan Di, esta interpretação eleva enormemente a burocratização das empresas online, inibe a inovação e os investimentos no setor, pois leva insegurança jurídica a toda cadeia de empresas envolvidas. “Esperamos que este equívoco não prospere, mas queremos alertar para o risco de muitos apps deixarem de oferecer seus serviços nos municípios menores, por não valer a pena arcar com os custos burocráticos adicionais”, afirma o presidente da ABO2O.

Levantamento da ABO2O, indica que entre as 100 cidades com mais serviços O2O disponíveis, apenas 10 municípios são grandes o suficiente para justificar novos investimentos burocráticos. O novo cenário poderia restringir as facilidades oferecidas por apps apenas às maiores capitais, forçando a saída das empresas online de mais de 90% das cidades. No setor de transportes, por exemplo, cidadãos de mais de 400 municípios podem utilizar os serviços das empresas 99 Taxis e Easy Taxi. “Uma mudança no método como o ISS é recolhido pode tornar nossos serviços economicamente inviáveis nas cidades médias, praticamente restringindo-os a centros como Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma Jorge Pilo, CEO da Easy Taxi no Brasil.

Desde seu surgimento, serviços O2O têm permitido que serviços de logística, transporte ou beleza se popularizem, tornando-os acessíveis por meio de descontos e promoções a novas camadas de consumidores. “Infelizmente, este traço democrático do O2O fica sob risco na medida em que muitos municípios, sobretudo os menores, podem perder sua atratividade para novos players O2O, prejudicando consumidores e a economia local”, diz o diretor de expansão de mercado da 99 Taxis, Pedro Somma.

A associação está disposta a dialogar com todos os legisladores e órgãos regulatórios que busquem compreender melhor a natureza dos serviços O2O e espera sensibilizar os entes públicos para a adoção de soluções que não inibam os investimentos, a inovação e os ganhos de produtividade para a economia brasileira, permitindo às pequenas e médias cidades nacionais desfrutar das mesmas vantagens de que já usufruem os moradores de grandes centros urbanos.

Sobre a Associação Brasileira de O2O

A ABO2O é uma entidade privada e sem fins lucrativos que reúne mais de 30 empresas líderes em seus segmentos e 3 fundos de investimento com o objetivo de fomentar o empreendedorismo e auxiliar as empresas brasileiras a desenvolver serviços inovadores que facilitem a vida do consumidor e democratize seu acesso bens e serviços de uma forma inteligente e econômica. Para saber mais, acesse www.o2obrasil.com.br.

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